domingo, 7 de janeiro de 2024

 

Cereais de inverno podem ser cultivados em várias regiões do Brasil

   

No Brasil, o cultivo dos cereais de inverno pode, potencialmente, ser realizado, desde o extremo sul, na região de clima temperado, até o centro e parte do nordeste do País, na zona de clima tropical típico. Unidades da Federação como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Bahia, além do Distrito Federal, possuem indicações de produção desses cultivos, tanto em sistema sequeiro como irrigado.

Para orientar o produtor, o Governo acaba de publicar através das portarias 393 e 449, o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (Zarc), para o ano- safra 2023/2024. Essa atualização vale para as culturas como trigo, triticale, cevada e aveia. O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

Para os cereais de inverno no Brasil, contemplando trigo, triticale, cevada e aveia, sistemas sequeiro e irrigado, e, no caso do trigo, também de duplo proposito (produção e forragem + grão), a atualização dos Zarcs considerou os principais riscos climáticos para esses cultivos, que envolvem o excesso de chuva no período de colheita, geada ao redor do período crítico da emissão das espigas e panículas e seca no estabelecimento das lavouras e na fase de enchimento de grãos, em escala municipal, de acordo com o ciclo de cada cultivar e da disponibilidade de água (AD) de cada solo.

O agrometeorologista da Embrapa, Gilberto Cunha, que coordenou a equipe responsável pela atualização dos Zarcs, destacou que a nova metodologia utilizada permitiu uma melhor discriminação dos limites de risco – 20%, 30% e 40% – em escala municipal. E, acima de tudo, atendeu os anseios dos segmentos ligados a produção, que não se sentiam adequadamente contemplados nos três tipos de solos que vinham sendo até então considerados, e dos profissionais da área de seguro agrícola, que reivindicavam, na esfera privada, uma melhor discriminação espacial dos riscos climáticos que afetam a agricultura brasileira.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e podem ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

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