segunda-feira, 30 de abril de 2018


Águas da Barragem Armando Ribeiro continuam subindo e cobrem novamente ruínas da antiga São Rafael



IMG_20180428_144358239_HDRIMG_20180428_144423576Na tarde deste sábado, dia 28 este redator teve a oportunidade de comprovar “in loco” que as águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves que é o principal reservatório hídrico do nosso estado e que fornece água via complexo de adutoras para mais de 50 cidades potiguares está de fato aumentando o seu volume de armazenamento do precioso líquido.
Nós estivemos na cidade de São Rafael onde as águas da barragem foram represadas chegando até a cobrir a antiga cidade no ano de 1983, ano em que o reservatório foi edificado.
Na chamada “Prainha” pudemos verificar que os escombros da antiga cidade de São Rafael que estavam quase todos descobertos devido a maior baixa no volume hídrico da barragem em toda história estão novamente ficando submersos, tendo em vista, o aumento no volume da barragem que subiu nos últimos dias em torno de sete centímetros. Construções da velha São Rafael como o mercado público e a igreja já estão desparecendo novamente pelo aumento do volume de água da Armando Ribeiro Gonçalves.
Sem duvidas essa foi uma imagem que muito nos tranquilizou, pois o aumento no volume de água da barragem traz uma tranquilidade hídrica para a nossa região central que é abastecida pela Adutora Sertão Central Cabugi que capta água na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.
Fotos e Redação: Rogério Magno;

Câmara Municipal de Fernando Pedroza organiza últimos preparativos para 9ª Cavalgada do Trabalhador

Mantendo a tradição no Dia do Trabalhador, a Câmara Municipal de Fernando Pedroza, promoverá a 9ª edição da “Cavalgada do Trabalhador”. O anúncio foi repassado a reportagem do Blog Angicos Notícias pelo Presidente do Poder Legislativo Municipal, Vereador Francimário de Souza Araújo [PDT].

Concentração da Cavalgada
Este ano, a concentração da cavalgada acontecerá na fazenda São Vicente 2 do amigo João Basílio. Lá, os participantes participarão de um café da manhã programado para ser servido às 7h30. Logo em seguida, às 8h30 os cavaleiros e amazonas percorrerão trilhas e ruas do município em direção ao Ginásio Poliesportivo Raimundo Roberto Carvalho Trindade.
Almoço gratuito
Às 11h30, acontecerá a tradicional feijoada. A animação ficará por conta do Cancioneiro nordestino Paulo do Acordeon – cantando o melhor do Pé de Serra para a vaqueirama.

As inscrições estão sendo feitas na sede do parlamento Pedrozense, de segunda à sexta, das 7h às 12h.Todos os preparativos estão sendo ultimados pela comissão organizadora da Câmara para realização da tradicional cavalgada.

Informações adicionais
Evento: 9ª Cavalgada do Trabalhador
Dia: 01 de Maio de 2018
Realização: Câmara de Vereadores de Fernando Pedroza
Apoiadores do evento até o momento: Prefeitura de Fernando Pedroza, Secretaria de Educação,Secretários Municipais, Rádio Cidade FM 104,9FM, Vereadores Pedrozense; Magnos Paulo (PT), Edison Faustino (PMDB), Galego da Padaria (PMN), Pretinho (SD) Novinho de Maria Crente (PSB), Tiva (PSD), Francimario (PDT), Vava (PMDB) e Kleverlan do Sindicato (PMDB) e Vice-prefeito João de Chota (PMN).
fonte do blog de angicos noticias

 SE VOCÊ QUER SE PROTEGER DE MOSQUITOS, COMECE A CULTIVAR ESTAS PLANTAS REPELENTES NO SEU QUINTAL OU VARANDA!

Você vive numa região quente?
Então provavelmente sofre com mosquitos dentro de casa.
Conviver com esses insetos não é só incômodo.
Eles causam doenças e muita coceira.

Para você ter ideia, 40% do planeta tem risco de sofrer com dengue por causa dos mosquitos.
Os sintomas dessa doença são horríveis.
As pessoas ficam com a sensação de moleza, além de sentir dores no corpo inteiro e muita febre.
E não é só isso!
Os mosquitos espalham a febre amarela, zika, chicungunha…
Ou seja, temos motivos de sobra para querer manter esses insetos bem longe de casa, não é verdade?
Podemos citar outras doenças causadas pela picada do mosquito, como:
Não é por acaso que há tantos repelentes sendo vendidos no mercado.
No entanto, é preciso tomar muito cuidado: alguns são altamente tóxicos.
Nesta matéria, trouxemos algumas recomendações naturais:
1. Manjericão
Uma plantação de manjericão ajuda a repelir os mosquitos graças aos óleos essenciais que estão presentes.
2. Catnip ou erva-dos-gatos
De acordo com um estudo, a catnip, também conhecida como erva-dos-gatos, contém um ingrediente ativo que é dez vezes mais forte que muitos repelentes famosos.
3. Cravo-da-índia
Para um repelente pessoal, extraia o óleo do cravo e aplique diretamente sobre a pele.
4. Alho
Rale o alho e misture com óleos de cheiro agradável para passar no corpo.
Ou simplesmente polvilhe alho ralado em alguns pontos da casa.
5. Erva-cidreira
Esmague as folhas e esfregue sobre a pele para uma ótima proteção.
6. Tomilho
Os mosquitos não aguentam o cheiro do tomilho, então é um repelente natural maravilhoso.
Você pode plantá-lo no quintal ou esfregar uma folha na pele para aliviar a coceira.
8. Alecrim
O óleo de alecrim podem ser esborrifado por um spray.
No entanto, ter uma plantação de alecrim é mais vantajoso para espantar os mosquitos.
9. Raiz de pedra (Collinsonia canadensis)
Esta erva, fácil de cultivar, pode ser esmagada e fervida para servir de repelente contra mosquitos.
10. Lavanda
Você pode cultivar esta planta de cheiro agradável em uma janela ensolarada.
Os mosquitos detestam o cheiro dela.
11. Gerânio com aroma de limão
Plante nas proximidades, esmague as folhas e polvilhe-as pela área.
12. Verbena
Tanto a planta como os óleos dela podem ser usados na pele para repelir os mosquitos.
13. Malmequer
Malmequer é fácil de cultivar e excelente como repelente natural.

Barragem Eng. Armando Ribeiro Gonçalves. (Imagem panorâmica: Getúlio Moura)



Sesap aumenta nível de alerta de raiva em municípios do RN


A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) elevou o nível de alerta para monitoramento dos casos de raiva em municípios com registros da doença em animais. 
Os casos positivos de raiva em morcegos chamam atenção no RN. De acordo com o Programa Estadual de Controle da Raiva, este ano, já foram registrados 10 animais positivos para raiva, sendo sete morcegos.
Somente este mês, já houve o registro de cinco morcegos contaminados, dois no município de Natal e três em Canguaretama, Guamaré e Taipu. Em janeiro houve a ocorrência de dois morcegos e uma raposa. Já em março foram mais duas raposas diagnosticadas.
Ao longo de todo o ano de 2017, foram registrados 27 casos de raiva no RN: 16 morcegos, quatro raposas, quatro bovinos e três cavalos.
Prevenção e identificação de casos
Além de manter a vacinação antirrábica de gatos e cachorros em dia, as pessoas devem ficar em alerta para observar se os animais estão agindo de forma estranha. O morcego tem hábitos noturnos, mas quando doente costuma voar durante o dia e em locais incomuns.

Um avanço no uso dos pulverizadores que podem ser levados nas costas

pulverizadorA tecnologia é nova e inédita. Pela primeira vez, os cientistas desenvolveram um pulverizador eletrostático que pode ser levado nas costas. Equipamento permite que pequenos agricultores se beneficiem da pulverização elestrostática. A Embrapa Meio Ambiente (SP), em parceria com a empresa Magnojet, desenvolveu um acessório de eletrificação de gotas para ser usado em pulverizadores costais comuns. A solução leva a tecnologia de pulverização eletrostática, até então dependente de altos investimentos, ao pequeno produtor rural.
Outro equipamento da mesma área amplia a aplicação dessa tecnologia às espécies arbóreas. Voltado a pulverizadores turbinados, esse acessório foi criado por meio de parceria com a empresa FM Copling e permite que cafezais e pomares também recebam químicos por eletrostática, economizando insumos e reduzindo impactos ambientais. Os dois lançamentos serão apresentados na abertura da 25ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow-2018), em Ribeirão Preto (SP).
“São tecnologias capazes de modernizar e baratear os tratos culturais em nossas culturas e elevar o nível de controle de pragas e doenças, com expressiva redução do uso de produtos químicos nas lavouras. Essas são opções de equipamentos que os produtores já demandavam e que agora poderão encontrar no mercado”, conta o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Aldemir Chaim, que lidera essa linha de pesquisa há mais de 30 anos.

O sistema criado pela Embrapa possibilita que todo pulverizador comum costal passe a operar com gotas eletrificadas. O produto chegará ao mercado por meio da parceria entre a Embrapa e a empresa Magnojet, de Ibaiti (PR). Segundo Eduardo Gonzaga, coordenador técnico da indústria paranaense, com o novo dispositivo no mercado, pequenos produtores passarão a contar com a opção de pulverizadores costais hidráulicos capazes de eletrificar as gotas. O equipamento é indicado para a maioria das culturas de pequeno porte, como olerícolas ou culturas em estufas, no uso de aplicações de tratamento fitossanitário, como inseticidas, fungicidas e acaricidas.

Embrapa e ABCZ assinam acordo que vai impactar o melhoramento genético das raças zebuínas

Rose César - Da esquerda para a direita: Ronney Mamede, chefe-geral interino da Embrapa Gado de Corte, Cleber Oliveira, diretor-executivo de Inovação e Negócios da Embrapa e Arnaldo Borges, Presidente da ABCZ
Da esquerda para a direita: Ronney Mamede, chefe-geral interino da Embrapa Gado de Corte, Cleber Oliveira, diretor-executivo de Inovação e Negócios da Embrapa e Arnaldo Borges, Presidente da ABCZ
A pecuária de corte brasileira será beneficiada num futuro próximo com os resultados do Acordo de Cooperação Técnica celebrado nesta última terça-feira, 24 de abril, em Brasília, entre a Embrapa e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Com a parceria, as duas instituições se unem para a obtenção de estimativas únicas de valor genético genômico das raças zebuínas no Brasil, o que dará importante contribuição para a qualidade da carne e para eficiência alimentar dos animais em sistemas de produção mais sustentáveis.
Um dos resultados esperados com o acordo é a formação de um banco de dados robusto com bases unificadas, que permitirá uniformizar as avalições genéticas das raças zebuínas brasileiras. Com isso, será possível disponibilizar informações técnicas para identificar reprodutores geneticamente superiores com importante aporte para o melhoramento animal.
“Não tenho dúvidas que esse é um novo momento para pecuária brasileira, afirmou  diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares. Ele salientou a importância do trabalho que tem sido realizado no Brasil com a raça zebuína. “Em 40 anos, passamos de país importador de bovinos para exportador de genética superior. O Zebu já evoluiu muito e ainda tem muito a evoluir, com os resultados dessa parceria”, afirmou.
Arnaldo Borges, presidente da ABCZ, disse que o plano de trabalho estabelecido entre as duas insituições será colocado em prática de imediato e que a intenção é que a iniciativa, que neste momento atende aos bovinos de corte, seja expandida para atender também ao gado leiteiro. “Temos experiência em trabalhar em parceria com a Embrapa desde 1983, e já tivemos importantes resultados para os nossos programas de melhoramento. Um trabalho unificado vai trazer um grande impacto para o mercado nacional e internacional. Os criadores de Zebu vão ter à disposição informações geradas por duas entidades que são referência”, festejou.
O pesquisador Luiz Otávio Campos da Silva, da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) explicou que com o projeto serão feitas coletas de dados padronizadas e sistêmicas referentes a pedigree, fenótipos e genótipos de milhares de animais que formarão a população de referência. “A partir daí será possível calcular de forma mais precisa os valores genéticos genômicos de bovinos de corte, criados em condições específicas em diferentes sistemas de produção”, esclareceu.
Com aporte de recursos do Governo Federal da ordem de R$ 3,5 milhões, o projeto será desenvolvido no prazo de um ano. Atualmente existem cerca de 170 milhões de animais com genética zebuína, no Brasil.
Também estiveram presentes na assinatura do acordo na sede da Embrapa,  o chefe-geral interino da Embrapa Gado de Corte, Ronney Mamede; a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade, Lucimara Chiari; o pesquisador do Programa Geneplus Paulo Nobre; o diretor da ABCZ Gil Pereira, o superintendente técnico da ABCZ Luiz Antonio Josahkian; o superintendente adjunto de Melhoramento Genético da ABCZ, Henrique Ventura; o consultor da ABCZ, Marco Montenegro (da empresa Credite Soluções em Orçamento), Marcelo Ricardo de Toledo, superintendente técnico da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP) e o assessor do deputado Arthur Lira, José Wilson.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

EMPARN expôs o melhor da pesquisa agropecuária potiguar na ExpoPotengi 2018



A 21ª Exposição Agropecuária do Potengi – Expo Potengi 2018, em São Paulo do Potengi, foi encerrada neste domingo (22), depois de 4 dias de exposição, no Centro de Eventos Agropecuários Francisco Bezerra de Brito. O evento abriu o calendário de exposições agropecuárias do Rio Grande do Norte, elaborado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), em parceria com a prefeitura e associações de criadores. A Expo Potengi reuniu mais de 1.500 animais entre bovinos, ovinos e caprinos. A programação da exposição contou com a 6ª Nacional de Cabras Leiteiras, a 2ª Nacional de Raça Somalis e a 2ª Copa Boer. As premiações somaram R$ 50 mil e o Torneio Leiteiro Local, R$ 3 mil. O visitante ainda contou com uma estrutura com praça de alimentação voltada para a culinária regional, apresentações culturais, shows musicais, feira de artesanato e estandes da SAPE, EMPARN, Emater e Idiarn.
A abertura oficial da Expo Potengi 2018 foi na noite de quinta (19), com a presença do governador Robinson Faria, que falou sobre o apoio do seu governo ao setor agropecuário potiguar, da situação atual de crescimento do setor, mesmo depois de 6 anos de seca. Robinson Faria também destacou o trabalho de pesquisa feito pela EMPARN, que tem ajudado de forma significativa com alternativas de convivência com a seca. Falou principalmente sobre as pesquisas realizadas com a palma forrageira, que ajudou na escolha de variedades resistentes à praga Cochonilha do Camrim, para a distribuição com agricultores do interior do Estado, dentro do programa Governo Cidadão. O secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha,
Na sexta-feira (20) começou o julgamento de ovinos e caprinos e o nivelamento para o Torneio Leiteiro. No sábado (21), as atividades começara, cedo, com a primeira ordenha, seguida do Feirão do Pronaf e julgamento de caprinos e ovinos.
O sábado também foi dia da exposição receber caravanas de agricultores para participarem das oficinas temáticas sobre “Reserva Estratégica de Alimentação (ensilagem e fenação)”; “Palma Forrageira”, Unidade Demonstrativa, pelo pesquisador da EMPARN, Guilherme Ferreira da Costa, além de outras palestras ligadas a agropecuária. O evento terminou no domingo com o julgamento dos animais e a última ordenha do Torneio Leiteiro. No encerramento foram entregues os troféus.
EMPARN     
No estande da EMPARN os visitantes conferiram uma verdadeira vitrine das pesquisas, produtos e serviços oferecidos aos produtores rurais potiguares. Além do estande, a EMPARN também trouxe da Estação Experimental de Cruzeta seis novilhas da raça Pardo-Suíça e caprinos da raça Saanen, que fazem parte do banco genético da EMPARN. Durante o evento, no estande da EMPARN foram distribuídas raquetes de palmas forrageiras, mudas de bananeiras, coqueiros, amostras de sementes (feijão riso do ano e feijão potiguar; milho cruzeta e milho potiguar e sorgo). O trabalho de micropropagação do laboratório de biotecnologia também esteve presente com materiais que demonstraram o trabalho realizado no laboratório de Biotecnologia da EMPARN.
Entre os muitos visitantes do estande da EMPARN, conversamos com seu Antônio André de Lima, morador de Ruy Barbosa. Na exposição agropecuária do ano passado, ele levou do estande da EMPARN pra sua propriedade, mudas de banana Pacovan, que segundo ele já está brotando os cacho de bananas: “ Já está o cacho grande com muitas bananas, cresceu muito, a muda é muito boa”. Esse ano ele voltou, feliz com a qualidade da muda adquirida ano passado, desta vez levou mais mudas de bananeiras, da variedade Princesa, e raquetes de palma das variedades Orelha de Elefante Mexicana e Miúda ou Doce. 
Projeto de Melhoramento Genético de Caprinos Leiteiros
A EMPARN, apresentou na Expo Potengi 2018, caprinos da raça Saanen, que compõem o banco genético da empresa, juntamente com outros caprinos das raças Toggemburg e Anglo Nubiana, são 55 animais que formam a base genética do programa de melhoramento genético. Esse projeto de Melhoramento Genético do Rebanho Caprino Leiteiro do RN, que ainda está em andamento, é uma das ações do programa Governo Cidadão, que conta com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial. O Projeto de Fortalecimento da Pecuária Leiteira Bovina e Caprina do RN, especificamente do plano de ação - Melhoramento Genético do Rebanho Caprino Leiteiro é um passo importante para a valorização do rebanho potiguar. 
Além da venda de reprodutores, esse material genético será disponibilizado aos produtores através da inseminação artificial (sêmen). O projeto prevê a inseminação de 1.800 cabras em todo o Estado, durante o período de três anos. Para ter acesso ao programa de melhoramento genético, o produtor vai passar por uma seleção, que será feita em parceria com técnicos da Emater. O produtor selecionado deverá adotar práticas de manejo reprodutivo, nutricional e sanitário adequadas. Deve também se comprometer a produzir forragem para alimentação do rebanho e realizar práticas rotineiras de promoção da saúde e bem estar animal, como, higiene das instalações, ordenha higiênica e cuidados com as crias. As inseminações serão realizadas nos núcleos de reprodução da EMPARN, utilizando-se sêmen fresco ou refrigerado e estro sincronizado. Para cada região, as inseminações serão programadas em um período diferente.       
As ações técnicas de capacitação de produtores, produção e comercialização de animais puros e de sêmen, além da inseminação de cabras, serão realizadas pela equipe técnica da EMPARN. Essas ações promoverão o melhoramento genético dos rebanhos caprinos leiteiros dos produtores atendidos pelo projeto, resultando no aumento da produtividade de leite e consequentemente da produção. O trabalho de acompanhamento técnico será feito pelos extensionistas da EMATER, dentro de sua política de assistência técnica e extensão rural.
Com o projeto todo implantado e funcionando como o planejado, o ganho econômico será significativo, porque os rebanhos terão uma maior qualidade genética, resultando em animais mais produtivos e consequentemente uma maior produção. Esse resultado vai gerar mais receita para os produtores, motivado pelo maior volume de leite disponível. Outro fato de agregação econômica é a valorização dos animais originados do melhoramento genético promovido pelo projeto.
A próxima Exposição Agropecuária vai ser em Currais Novos de 18 a 20 de maio. 

Começa implantação de Plano de Erradicação de Aftosa para retirar vacina

O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura prevê a retirada total da vacinação no País até 2023


vacinação-febre-aftosa-pecuaria-boi-nelore (Foto: Governo de Rondônia/Reprodução)
O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura iniciou nesta semana o Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no País até 2023. Em nota, o ministério disse que ao longo da semana foram realizadas em Porto Velho reuniões com integrantes do setor público e produtores dos Estados de Rondônia e Acre (integrantes do Bloco 1 previsto no PNEFA), além do Amazonas e Mato Grosso, que participaram como convidados.
Segundo o diretor do DSA, Guilherme Marques, a decisão de retirada gradual da vacinação contra a aftosa já foi tomada. "É preciso atender aos requisitos sanitários para obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de país livre da doença sem vacinação", disse em nota. No plano, o País foi dividido em cinco blocos, para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação.


Integram o Bloco I Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Projeto sobre seguro rural de Kátia Abreu é aprovado por Comissão do Senado

Proposta permite que o prêmio dos contratos de opções de venda negociados por meio da Bolsa possa ser subvencionado


katia-abreu-ministra-agricultura-mapa (Foto: Wilson Dias/Ag. Brasil)
A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou na terça-feira (24) projeto da senadora Kátia Abreu (PDT-TO) que altera mecanismos de subvenção governamental ao seguro rural (PLS 185/2017). Segundo nota da Agência Senado, a proposta permite que o prêmio dos contratos de opções de venda negociados por meio da Bolsa de Valores de São Paulo possa ser subvencionado com recursos do orçamento público.
O texto também prevê que a cobertura do seguro proteja não só contra riscos climáticos como outros tipos de riscos, "como epidemias, questões relativas à comercialização ou variações cambiais."

O projeto modifica a Lei de Subvenção do Seguro Rural (lei 10.823), transferindo o encargo da equalização dos prêmios deste seguro do Ministério da Agricultura para a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. O projeto segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos.
Queda de Medida Provisória piora situação dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil

A Medida Provisória (MP) 808/2017 perdeu a validade na última segunda-feira (23). Esta MP regulamentava alguns pontos da reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) que tornaram a proposta menos impactante na vida e trabalho da classe trabalhadora brasileira. No entanto, com a queda da MP, medidas polêmicas e até inconstitucionais, segundo a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), podem se tornar realidade no mercado de trabalho brasileiro, a exemplo da possibilidade de gestantes trabalharem em ambientes insalubres, a permissão de negociação individual da jornada de 12x36, entre outras.
Para o presidente da Anamatra, juiz Guilherme Feliciano, agrava-se ainda mais o cenário de insegurança jurídica inaugurado pela reforma. “Muito tem se falado sobre a redução do número de ações trabalhistas após a reforma, como se aí houvesse um grande ganho; mas pouco se fala a respeito das razões desta redução. O acesso à Justiça foi tolhido com a edição da lei. Muitos trabalhadores agora temem procurar a Justiça do Trabalho por variados motivos, entre eles o temor de sair com dívidas e, por outro lado, o medo do desemprego, em um mercado de trabalho que se torna cada vez mais precário”, explica.
A caducidade da Medida Provisória aponta, ainda, para o risco da precarização dos contratos trabalhistas, pois atinge direitos sociais fundamentais do trabalhador e da trabalhadora, previstos no artigo 7º da Constituição Federal e o direito pleno e irrenunciável a um meio ambiente do trabalho equilibrado. Inexistindo a MP 808, deixa de valer formalmente a quarentena para os trabalhadores celetistas poderem ser demitidos e recontratados como intermitentes.
Segundo recente levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento de postos de trabalho no Brasil, em 12 meses, deve-se basicamente ao mercado informal. As estatísticas revelam que foram criadas 1.848 milhão de vagas em 12 meses, até janeiro, mas essa expansão vem do emprego sem carteira (986 mil) e do trabalho por conta própria (581 mil).
Portanto, para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Aristides Santos, “deixar essa Medida Provisória caducar representa um descaso com o legado social construído pela Constituição Federal de 1988 ao longo do tempo”. Segundo o dirigente, houve um “acordo” com as centrais sindicais para que a reforma trabalhista fosse menos “agressiva e impactante para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, mas, agora, esse acordo foi quebrado”.
FONTE: Anamatra - Edição: Assessoria de Comunicação da CONTAG           

Um encontro mundial sobre a mandioca será realizado no Brasil

mandiocaA sede da Feira Internacional da Mandioca – Fiman 2018 – será na cidade de Paranavaí, no noroeste do estado do Paraná. O evento vai ser realizado entre os dias 20 e 22 de novembro.   A região é polo da maior produção de mandioca para fins industriais do Brasil.  Em sua segunda edição, o evento reunirá representantes de toda a cadeia produtiva e de consumo, em um ambiente propício para a promoção de negócios entre as empresas do setor, especialmente as indústrias de transformação, seus fornecedores e clientes.
Mais de 100 expositores do Brasil e do exterior participarão da Feira, em um espaço de 4 mil m² especialmente construído para abrigar o evento. A expectativa da organização é que mais de 5 mil pessoas de 30 países visitem a FIMAN 2018, entre industriais, produtores, fornecedores, consumidores e varejistas, com a geração de aproximadamente R$ 100 milhões em negócios.
A Feira foi idealizada em 2016 em meio a uma das mais graves crises econômicas do país, etornou-se um importante cenário para a troca de experiências, tecnologia e conhecimento com relação ao mercado da mandioca. “Naquele momento, conseguimos gerar mais de R$ 50 milhões em negócios durante a Feira, impactando positivamente um universo de mais de 4 mil pessoas, entre visitantes e empresários”, explica Maurício Gehlen, presidente da Comissão Organizadora da FIMAN 2018. “Tivemos como destaque a África, continente com o maior número de representantes. Graças a sua alta produção da raiz, vieram atrás de conhecimento a respeito da produção em escala comercial”, acrescenta. Para esta edição, já estão confirmadas empresas da China e Inglaterra, e em negociação com outros países, como Japão, Tailândia, Indonésia e Singapura.
A FIMAN 2018 é uma parceria da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP), Sindicato Rural de Paranavaí, do Sindicato Rural do Noroeste do Paraná, Prefeitura Municipal de Paranavaí e Centro Tecnológico da Mandioca (CETEM), com organização da Combo Action
Serviço – Feira Internacional da Mandioca – FIMAN 2018
Data: 20 a 22/11 (terça a quinta-feira)
Local: Parque Internacional de Exposições Costa e Silva: BR-376, Zona 11 | Paranavaí (PR)
Horário:13h às 20h

Entrada: gratuita
Nota do Blog: Já foi comprovado que o Nordeste Brasileiro, produz a melhor qualidade de mandioca no Brasil. Esses eventos, deveriam acontecer no nosso semiárido. Divulgava mais a nossa produção, incentivando por conseguinte a classe produtora.

Agropecuária

CNA consegue liminar no STF que permite produtor exportar carga viva pelo Porto de Santos

CNA obteve nesta terça (24) uma vitória no Supremo Tribunal Federal que irá permitir aos produtores rurais exportarem cargas vivas pelo porto de Santos/SP
     
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) obteve nesta terça (24) uma vitória no Supremo Tribunal Federal (STF) que irá permitir aos produtores rurais exportarem cargas vivas pelo porto de Santos (SP).
A entidade havia entrado no STF com ação questionando uma lei municipal, publicada no último dia 19, que proibiu o trânsito de cargas vivas em Santos. Na ação, a CNA alegou que a lei é inconstitucional e cria “empecilhos desastrosos para o comércio exterior brasileiro, uma vez que proíbe o trânsito para a embarcação de carga viva em um dos maiores portos da América Latina”.

“Essa decisão do ministro Edson Fachin traz segurança jurídica para o setor agropecuário, na medida que garante amplo acesso do escoamento da produção dos produtores rurais brasileiros”, afirmou o chefe da Assessoria Jurídica da CNA, Rudy Maia Ferraz.

Boa parte das exportações de gado vivo tem como destino países árabes que têm seus próprios métodos para abate, o que justifica a demanda de exportações de animais vivos pelo Brasil.
A cidade tem o maior porto do país, responsável por boa parte das exportações da produção brasileira, mas a proibição do trânsito desse tipo de carga nas vias urbanas e de extensão urbana do município iria afetar o acesso aos terminais portuários. 
Na semana passada, o presidente da CNA, João Martins, alertou o prefeito do município sobre as consequências negativas da lei. “Qualquer medida que afete – ainda que minimamente - a cadeia de exportação já internamente implementada trará imensurável prejuízo e danos irreparáveis, tais como a quebra de produtores de bovinos de corte e o fechamento de empresas exportadoras”, disse Martins em ofício enviado ao prefeito. 
Publicação

Livro conta a história de um dos fundadores da Embrapa, Eliseu Alves

Na Embrapa há 45 anos, sua história se confunde com a da Empresa e também com a trajetória da agricultura brasileira
     

Neto de agricultores, nascido em uma fazenda aos arredores de São João Del Rei, Minas Gerais, ainda hoje, com 87 anos, trabalha das 8h às 17h em uma sala no primeiro andar da sede da Embrapa, em Brasília. Eliseu Alves ajudou a criar e a alicerçar a Embrapa. Além de diretor e presidente da Embrapa, foi presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codefasf). Na Embrapa há 45 anos, sua história se confunde com a da Empresa e também com a trajetória da agricultura brasileira.

Para contar essa história e render homenagem a um de seus fundadores, a Empresa lançou no dia 24 de abril "Prosa com Eliseu". O livro – na forma de uma longa entrevista – é resultado de uma série de encontros com o jornalista Jorge Duarte, profissional que atua há 28 anos na Empresa na área de comunicação social.
Com nove capítulos e 180 páginas, a publicação conta a história do pesquisador desde a sua infância em Minas Gerais e aborda a implantação da extensão rural no Brasil, a criação e consolidação da Embrapa, o período em que presidiu a Codevasf e também seus estudos sobre pobreza.
Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa, Eliseu sempre teve uma predileção pela matemática. "Na matemática, você não aceita nada sem prova, você tem que saber os porquês", conta. Foi justamente na universidade que Eliseu se deu conta da necessidade do acesso à informação tecnológica para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil.
"Eu não tinha consciência de quanta falta a informação sobre tecnologia fazia ao Brasil. Como estudante, não conseguia perceber isso. A única certeza que tinha é que meu tio estava bem mais adiantado, e em muitas coisas, em comparação com o que me era ensinado na universidade. De qualquer forma, ganhei muito com a experiência dos professores que, tendo estudado nos Estados Unidos, mostraram o quanto é importante aprender, descobrir", relembra o pesquisador durante uma das entrevistas.

Em 1955, teve a primeira experiência com a extensão rural em Minas Gerais. "A gente tinha um jipe de guerra que veio dos Estados Unidos. Com ele íamos para as fazendas. A gente passava em qualquer lugar", recorda. Dez anos depois, dedicou-se ao mestrado e doutorado nos Estados Unidos e concluiu os estudos em 1972, já de volta ao país. Eliseu trouxe novas ideias para a extensão rural brasileira e, ainda naquele ano, integrou o grupo de trabalho do Ministério da Agricultura que criou a Embrapa, a partir da publicação de um decreto em dezembro de 1972.
Criação da Embrapa
"A Embrapa foi criada como resposta a uma pergunta muito simples: por que a agricultura brasileira, a despeito de todos os programas de crédito rural subsidiados e de um bom programa de Extensão Rural, não ia para frente? Então, em busca de resposta a essa pergunta, o grupo debruçou-se sobre ela por algum tempo, lá no Rio de Janeiro. Foram mais ou menos 2 anos. E nós descobrimos que o grande problema da agricultura brasileira não era a falta de potencial. Potencial existia, mas não havia ciência capaz de gerar tecnologia de acordo com aquilo de que nós precisávamos. E, para isso, necessitávamos de uma instituição que fosse capaz de focar ciência de alto nível voltada para a resolução de problemas concretos da agricultura brasileira", recorda Eliseu.
Essas e outras histórias estão no livro Prosa com Eliseu, pesquisador que presenciou importantes momentos da agricultura, desde a época em que o Brasil importava alimentos até a revolução tecnológica que transformou o País em um dos maiores exportadores de alimentos no mundo, com mais de 200 mercados recebendo os produtos resultantes do agronegócio.
Futuro
Para o futuro, ele acredita que a agricultura será baseada em biologia avançada, em máquinas, equipamentos e numa administração extremamente sofisticada para garantir o aumento da produtividade com pouca gente no campo. "No passado, a agricultura era baseada em terra e homem. Hoje, é baseada em tecnologia e técnicas de administração, um tipo de agricultura sofisticada, que faz o agricultor brasileiro competir em âmbito mundial", afirma.

Bastidores
Foram seis entrevistas com até duas horas cada uma para gerar o conteúdo do livro, que tem formato de pergunta-e-resposta. A obra também contém foto para cada um dos capítulos e indicação, pelo próprio Eliseu Alves, de seus textos essenciais. O prefácio é do presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes.
Eliseu engajou-se completamente no projeto de contar sua história, experiências e visão de mundo. Para manter a espontaneidade da conversa, foi feita pouca edição da fala original. Ele lamentou não ser obra para aprofundar tópicos e por não ter dado o devido crédito a todas as pessoas. “E seriam muitas. Essas coisas não são feitas por uma pessoa só, mas por um grupo, um conjunto, por muitas pessoas. Quando realizamos algo, devemos tributo a muita gente que veio antes de nós ou que está ao nosso lado”, afirma.
Para Jorge Duarte, a publicação conta a trajetória de um extraordinário personagem não apenas da ciência e da agricultura, mas da construção do nosso país. "Pode ser um ponto de partida para insights, reflexões, pesquisas, investigar a bibliografia em busca de detalhamento. E, claro, pretexto para uma boa prosa", afirma Duarte.
A boa prosa entre jornalista e pesquisador pode ser conferida aqui.
E-book "Hortas em Pequenos Espaços"
Outras duas publicações também foram lançadas durante as comemorações dos 45 anos da Embrapa. “Hortas em Pequenos Espaços” é o primeiro título que será disponibilizado no formato de e-Book pela Embrapa Hortaliças. Além de atender a um gênero de leitor que aponta a praticidade como principal vantagem dessa plataforma, a publicação no formato digital poderá ser acessada inclusive por pessoas com deficiência visual, através de aplicativos que possibilitam o áudio do conteúdo baixado.

Dividido em quatro capítulos, o livro mostra – em linguagem simples e direta – os pilares básicos referentes às etapas de plantio, manejo e manutenção das hortas em pequenos espaços, ou os chamados espaços alternativos para o cultivo como pneus, garrafas pet, canos de PVC, baldes e latas.
Para conhecer o conteúdo do livro acesse aqui.
Princípios Jurídicos da Inovação Tecnológica
Este é o tema do terceiro livro que foi lançado no aniversário da Embrapa. A publicação, no formato impresso, faz uma incursão sobre a inovação tecnológica e sua interseção com o Direito. De autoria do assessor jurídico da Embrapa, Horácio Eduardo Gomes Vale, a publicação identifica e desenvolve os princípios jurídicos que regem a inovação tecnológi­ca e diversos temas multi e pluridisciplina­res: Direito Constitucional, Administrativo, Ambiental, Tributário, Internacional e Processual, demonstrando a importância que ostenta a temática inovação tecnológica.
"A obra procura ilustrar que, para se construir um país em que a ino­vação tecnológica seja a tônica preponderante, deve-se promover sobretudo a valorização da escola, dos professores, da ciência e dos cientistas-pesquisadores, do pensamento livre e da indústria nacional", destaca o autor. Para adqurir a obra, acesse aqui.
Carne

Boi, suíno e frango: perda de preço é mais severa em 2018

Acontecimentos mais recentes, envolvendo principalmente a carne de frango exportada, deixam a sensação de que os preços ao nível do produtor

O que foge à regra, sim, é o nível de recuo de preços observado em 2018, mais severo que o normal. Mesmo assim, a ocorrência não é nova, começou no segundo semestre de 2017. Apenas se acentuou no presente exercício.
Assim, pela curva sazonal, o preço médio de boi, suíno e frango em janeiro deste ano deveria estar cerca de 6% acima da média alcançada em 2017, decrescendo até maio. Em abril deveria retornar, aproximadamente, à média do ano passado.
No entanto, o exercício foi iniciado com preços 8 pontos percentuais abaixo da média. E essa perda apenas se agravou nos três meses seguintes: se ampliou para 10 pontos a menos em fevereiro, para 11 em março e agora, em abril (resultado preliminar) já se encontra quase 13 pontos aquém da média observada nos últimos 18 anos.

Natural, a queda tende à continuidade em maio. Porque, por exemplo, deve ocorrer aumento na oferta de boi em pé antes da chegada do Inverno. Mas, dadas as atuais condições do mercado – afetado não só pelos problemas na exportação, mas prejudicado muito mais pela deterioração no consumo interno – as reduções também tendem a se aprofundar ainda mais em relação à curva sazonal.

A readequação da produção assumida pela avicultura e pela suinocultura e o fim da safra do boi devem determinar a reversão da curva de preços a partir de junho próximo. Mas será preciso muito esforço para que ela se reaproxime da curva sazonal. 
Como não há possibilidade de o consumo ser reativado (a despeito das eleições gerais - que, outrora, faziam a alegria do consumidor e do mercado), todo o esforço pela readequação permanece depositado exclusivamente nas mãos do setor produtivo. 
Porém, em se tratando de suinocultura e de avicultura os esforços precisam ir muito além da simples busca pelo equilíbrio entre oferta e procura, pois, junto com o baixo consumo, os custos elevados consomem todo o fôlego de ambos os setores.

Embrapa, 45 anos, focada no futuro da agricultura brasileira

Kátia Marsicano - Presidente fala sobre o futuro nos 45 anos da Embrapa
Presidente fala sobre o futuro nos 45 anos da Embrapa
Com transmissão para as unidades descentralizadas e auditório lotado com mais de 300 convidados - entre parlamentares, embaixadores, gestores públicos, pesquisadores, lideranças do agronegócio e do cooperativismo, empregados e colaboradores -, a Embrapa comemorou nesta terça-feira, 24, 45 anos. Depoimentos que buscaram valorizar a ciência, a inovação, a pesquisa e a tecnologia deram o tom à cerimônia que aconteceu no auditório da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF).
“Os anos vividos nós não os temos mais. O que temos são os anos que estão por vir”, foi assim que o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, abriu a cerimônia, fazendo menção ao físico e astrônomo Galileu Galilei, considerado o pai da ciência moderna. Para Lopes, o pensamento de Galileu sintetiza as reflexões que a Empresa tem feito. “O futuro é o nosso principal insumo, devemos a ele nossos esforços, recursos, debates e expectativas”, afirmou.
O presidente relembrou a época em que a Empresa foi criada, em 1973, quando o país  era importador de alimentos e que foi capaz de se tornar, nos últimos 20 anos, grande exportador, com um mercado de mais de 170 países consumidores. “Sabemos dos resultados dessa jornada. É no dia a dia e também nos meios de comunicação que acompanhamos os efeitos da contribuição conjunta de produtores, técnicos, cientistas, parceiros dos setores públicos e privados, para essa grande agricultura brasileira”, destacou. Uma contribuição, segundo Lopes, que se reflete na qualidade e diversidade de alimentos presentes à mesa dos brasileiros, no menor custo da cesta básica, em uma agricultura mais conectada com o meio ambiente, mais competitiva e que gera mais divisas para o Brasil.
Participaram do evento o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novack, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Orlando Melo de Castro, a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS), e o deputado federal Evair Vieira de Melo (PP/ES), da Frente Parlamentar de Agricultura da Câmara e, na cerimônia, representando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ).
“A Embrapa completa 45 anos sabendo de sua importância no passado para a agricultura e a pecuária no Brasil e, consciente do seu papel para o futuro, vem se modernizando e se adequando para os novos tempos. O Brasil vai colher os frutos de tudo que vem sendo plantado pela Empresa nos próximos anos”, destacou Novack.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Agronegócio: precisamos debater comunicação como se debate mercado


     

Nestor Tipa Júnior*
Nós que vivemos estas andanças acompanhando o agronegócio, sempre ouvimos um questionamento em relação à imagem do setor perante à sociedade. Muitas vezes são veiculadas informações sobre exceções que acabam sendo vendidas como regra. O produtor que desmata, que polui, que envenena o alimento para obter ganhos, o criador que explora e maltrata os animais. Há muita reclamação de como o campo é tratado pela cidade. As "Fake News", tema da vez na comunicação, já fazem parte da vida da agropecuária há muito tempo.

Um dos principais entraves que vejo, neste período trabalhando e estudando a comunicação do agronegócio, é o foco das organizações que compõem o setor, tanto empresas quanto entidades, em falar com o "dentro da porteira". É extremamente fundamental fazer este contato com o seu cliente, associado, acionista, entre outros públicos, mas não podemos esquecer que é vital manter o diálogo com o "fora da porteira". Digo isso porque a sociedade, com o advento das mídias sociais e seu constante debate sobre a validade das informações circuladas e discursos de ódio que vemos todos os dias quando abrimos nossas mídias, tende a cada vez mais a apertar esse olhar negativista contra o setor.
Mais do que nunca é preciso que o setor rural se atente à comunicação como uma ferramenta estratégica de mudança deste cenário, transforme sua linguagem e busque o diálogo sintonizado especialmente com estas novas gerações formadoras de opinião dentro dos círculos virtuais. É importante direcionar parte da sua comunicação para que possa conversar com este público também que, influenciando com suas opiniões que são dadas, muitas vezes por desconhecimento ou devido à intervenção de movimentos ou grupos contrários ao agronegócio, disseminam uma informação desconcertada e podem afetar inclusive o pensamento de quem determina os rumos da nossa sociedade.

Hoje creio que o papel da comunicação deve ser encarado por dirigentes e representantes das organizações no mesmo tamanho em que se encara mercado, técnicas e inovações. As mesmas devem prestar atenção no tema e levar a comunicação para o mesmo nível de debate quando se fala de preços, custos, manejo e tecnologias. Vemos diversos eventos falando sobre os mesmos temas com as mesmas pessoas dando as mesmas receitas e pergunto: porque não incluir a comunicação na sua pauta? Valorizar um debate sobre este tema como se valoriza um debate sobre o mercado, sobre as dicas técnicas, entre outros que existem dezenas de palestras que dão o mesmo tom.
Por outro lado, a mídia também precisa ser sensível aos contrapontos feitos pelo setor quando o mesmo é atacado. A própria mídia especializada, que debate o assunto em fóruns fechados, pode começar a discutir a relevância e o papel da comunicação como uma ferramenta estratégica para combater a forma que o agronegócio é visto e tentar desmistificar alguns assuntos polêmicos. Em suma, o que proponho aqui é que possamos discutir mais sobre a comunicação elevando ao mesmo nível dos temas que são exaustivamente trabalhados pelas organizações. 

O desafio está lançado.
* Jornalista e especialista em Marketing em Agribusiness. Quase 20 anos de carreira nos principais veículos de comunicação do país, hoje é sócio diretor da AgroEffective Comunicação e Agronegócio e responsável pelo canal Falando de Agro.