sábado, 31 de janeiro de 2015

Conselho Fiscal da APASA é Eleito

Aconteceu hoje pela manhã nas dependências da APASA a Assembleia Extraordinária, que elegeu os membros que compõe o Conselho Fiscal da APASA. Como era chapa única, a eleição foi realizada por aclamação entre os associados.
O presidente da APASA Marcone Angicano, disse que a APASA ficava mais fortalecida com a eleição do novo Conselho.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Reunião na APASA Amanhã

Amanhã dia 31, a partir das 8.30, haverá uma importante reunião nas dependências da APASA, onde na oportunidade os associados foram convocados para assistirem a prestação de contas do ano de 2013, que será apresentada pelo escritório responsável pelos trabalhos contábeis da empresa. O presidente Marcone Angicano, solicita a presença de todos os associados para que tenha quórum suficiente a realização da assembleia.

Preços de Insumos Agrícolas, Disparam

A semana fechou com os preços de ração animal em disparada. Vejamos:
Pasta gorda de algodão = R$ 55,00(cinquenta e cinco reais) - 50 Kg
Farelo de Soja = R$ 85,00(oitenta e cinco reais) 50 Kg
Farelo de Trigo = 23,00(vinte e três reais) 20 Kg
Farelo de Milho = R$ 45,00(quarenta e cinco reais)40 Kg
Piolho de Algodão = R$ 0,90(noventa centavos) O Kg
Milho = R$ 55,00(cinquenta e cinco reais) saca de 60 Kg.

 E o preço do leite? Sem comentários. E ainda atrasa.

Preços ao produtor registram queda de novembro para dezembro de 2014


O Índice de Preços ao Produtor (IPP) fechou dezembro do ano passado em alta de 0,56%, registrando queda de preços em relação a novembro, quando o indicador fechou com alta de 1,06% – redução de 0,5 ponto percentual. O índice mede a evolução dos preços dos produtos na porta de fábrica, ou seja, sem a incidência de impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação.
Os dados foram divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, com o resultado de dezembro, os preços ao produtor fecharam 2014 com alta acumulada de 4,42%.
Segundo a pesquisa do IBGE, 18 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços, duas a menos do que as 20 atividades que tiveram alta de preço em novembro. As quatro maiores variações de dezembro em relação a novembro foram em outros equipamentos de transporte (2,22%), fumo (2,05%), papel e celulose (1,99%) e calçados e artigos de couro (1,81%).
As maiores influências ou impacto, na variação de dezembro em relação a novembro, decorreram do refino de petróleo e produtos de álcool (0,18 ponto percentual), alimentos (0,09 ponto percentual), outros produtos químicos (-0,09 ponto percentual) e papel e celulose (0,07 ponto percentual).
Com relação à alta acumulada de 4,42% na taxa anualizada (janeiro-dezembro) as atividades que tiveram as maiores variações percentuais foram metalurgia (10,16%), outros equipamentos de transporte (10,09%), calçados e artigos de couro (9,91%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,73%).
Já os setores com maior influência foram metalurgia (0,78 ponto percentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,75 ponto percentual), veículos automotores (0,74 ponto percentual) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,27 ponto percentual).
O IBGE destacou, na composição dos preços do índice, o comportamento do setor de alimentos, cujos preços variaram em dezembro 0,48% em relação aos de novembro. “Vale dizer que, nos primeiros sete meses do ano, houve apenas um resultado positivo [fevereiro, com 0,56%]. Em contrapartida, já nos últimos cinco meses (agosto a dezembro) todos tiveram resultados positivos, sendo o de dezembro o menor entre os seis meses em que foram registradas altas”.
Ainda em relação aos alimentos, os preços fecharam no acumulado do ano com alta de 0,83%, a menor de toda a série, cujo pico se deu em dezembro de 2010 (alta de 21,24%); a menor taxa antes da atual havia sido a de dezembro de 2011 (3,08%). (Agência Brasil)
Postado por: Marcelo Abdon

Emater alerta para necessidade de renovar subsídio do milho para enfrentamento da seca

Inverno irregular já preocupa os produtores rurais de todo o NE, devido à redução na produção de grãos para alimentar o gado

Descarga-de-Milho-no-armazem-da-CONAB-WR----(23)
Marcelo Lima

Apesar de ainda ter reservatórios de água em uma posição confortável, a Região Metropolitana de Natal sente o impacto da seca, principalmente, pelo aumento do preço dos produtos agrícolas. E neste ano, além de ter uma forte perspectiva de seca para o Nordeste, outras regiões do Brasil também terão problemas com a falta d’água para produção na zona rural.
Diante dessa situação, o governo do RN já começa a se articular. Uma das medidas propostas para o plano de enfrentamento aos efeitos da seca será o retorno do subsídio do milho para o produtor rural. A decisão é do governo Federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas o governo do Estado é quem apresenta a demanda.
“Todos os criadores precisam do milho. Então, o preço de mercado sobe bastante. Sem o subsídio, teríamos também um aumento significativo no preço da carne e leite” explicou César Oliveira, diretor geral da Emater no Rio Grande do Norte.
No início da semana, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária (Seara), o Instituto de Gestão de Águas (Igarn), Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural se reuniram novamente. “Estamos tomando providências pra disponibilizar também forragem e ração em parceria com o governo Federal”, falou Oliveira.
Com o fim do subsídio, no primeiro mês desse ano, o milho já registrou uma alta significativa em todo o Nordeste. Os maiores alvos dessa política, que trazia o grão do centro-oeste para a nossa região eram os pequenos e médios produtores. O que garantia o subsídio era uma portaria que expirou no dia 31 dezembro de 2014.
O economista Zivanilson Silva também corrobora com a posição do diretor-geral da Emater. “Havendo uma redução da produção em função das ações climáticas, a conseqüência direta é a inflação dos preços dos produtos que têm a demanda reduzida”, completou.
Outra preocupação do professor de economia da UFRN é que a escassez se generalizou pelo Brasil, tornando a pressão sobre os preços dos produtos ainda mais inescapável. “A seca que, anteriormente se restringia mais a uma região, agora se alastra pelo Brasil”, considerou. Em alguns Estados da região Sudeste, as lavouras irrigadas começam a sofrer medidas de restrição por parte dos órgãos gestores dos recursos hídricos.
Para Silva, os governos estaduais também têm função importante tanto no âmbito assistencial quanto na dinamização da economia num ano difícil como promete ser 2015. “O empréstimo do governo Estadual a Banco Mundial ocorreu em um momento muito bem-vindo”, avaliou. O plano de ação para utilizar o dinheiro prevê, entre outros pontos, ações estruturantes de convivência com a seca. Por outro lado, as grandes obras e a injeção desses valores na economia durante um ano,, que pode ter um crescimento não maior que 0,5%, também serve para dinamizar a economia local e gerar empregos.
As principais armas para o combate à inflação estão concentradas nas mãos do governo federal. Além do subsídio aos produtores, há o controle inflacionário por meio do juro básico da economia (a taxa Selic) e a própria política fiscal. “Mas a política fiscal só mostra resultados a longo prazo, de seis meses a um ano. Acredito que neste ano, o governo Federal terá que ter um olhar bem mais detido para o controle inflacionário”, analisou.
O professor também acredita que diante de tantos problemas hídricos e econômicos do país, o governo Federal ultrapasse o teto da meta da inflação e também não atinja o objetivo de crescimento para o ano (0,4%). Vale lembrar que com juros mais altos, toda a economia fica inibida, o crédito é reduzido e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também.

Custo de produção da pecuária leiteira aumentou em janeiro


O custo de produção da pecuária leiteira iniciou 2015 com a maior alta mensal desde março de 2014. Segundo o Índice Scot Consultoria de Custo de Produção da Pecuária Leiteira, frente a dezembro de 2014 os custos da atividade aumentaram 1,8%.
O aumento do salário mínimo para R$ 788,00 (+8,8%) foi o item com maior peso no aumento dos custos de produção da pecuária em janeiro. As altas de preços de alguns alimentos concentrados e dos fertilizantes também pesaram. No acumulado dos últimos doze meses, o Índice subiu 3,7%.
Postado por: Marcelo Abdon

Veja a previsão do tempo para todas as regiões do Brasil nos próximos dias.

SUDESTE
Na sexta, dia 30, uma frente fria ajuda a canalizar a umidade da região amazônica deixando o tempo instável e provocando pancadas de chuva sobre São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. As chuvas mais intensas são esperadas para o leste de São Paulo. No norte de Minas Gerais e Espírito Santo, o tempo fica aberto e ensolarado. As temperaturas diminuem na faixa leste de São Paulo, entretanto, faz bastante calor no norte de Minas Gerais e Espírito Santo.
No sábado, dia 31, uma frente fria estaciona sobre o litoral do Sudeste e deixa o tempo fechado e chuvoso em São Paulo, Rio de Janeiro, grande parte de Minas Gerais e metade sul do Espírito Santo. As chuvas são mais intensas entre a tarde a noite. Já no norte do Espírito Santo e extremo norte de Minas Gerais, temos mais um dia seco e quente, sem chuvas. As temperaturas ficam mais agradáveis em São Paulo e Rio de Janeiro, devido ao tempo chuvoso.
No domingo, dia 1º de fevereiro, a frente fria perde força, mas ainda influencia o tempo no Sudeste, favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva à tarde e à noite em São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Podem ocorrer temporais no litoral norte de São Paulo. As temperaturas aumentam um pouco em relação ao sábado e teremos um dia abafado em toda a região.
SUL
Na sexta, o tempo continua instável desde o norte de Santa Catarina até o Paraná devido à atuação de uma frente fria, que canaliza a umidade da Amazônia e ajuda a formar áreas de instabilidade. No Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina o tempo fica firme. As temperaturas ficam amenas na faixa leste da região, principalmente nas áreas de serra.
No sábado, a frente fria se afasta e a nebulosidade diminui sobre o Sul, mas à tarde ainda ocorrem pancadas de chuva isoladas no norte e oeste de Santa Catarina e Paraná. Nas outras áreas da região Sul, o dia é de sol e calor, sem chuvas.
No domingo, os ventos mudam de direção e passam a soprar de noroeste, deixando o tempo mais abafado e úmido em toda a região, e a tendência é de pancadas de chuva mais fortes e abrangentes em Santa Catarina, Paraná e nordeste do Rio Grande do Sul.
CENTRO-OESTE
Na sexta, o tempo fica bastante instável sobre Mato Grosso do Sul e na maior parte de Goiás, associado à alta umidade sobre estas áreas. As chuvas mais intensas são esperadas sobre Mato Grosso do Sul, principalmente no oeste do Estado. No norte de Goiás e nas demais áreas da região, o sol aparece entre nuvens ao longo da sexta. O dia fica quente e abafado em todo o Centro-Oeste.
No sábado, tempo instável e com pancadas de chuva preferencialmente à tarde em Mato Grosso do Sul e em Goiás. Porém, em Mato Grosso do Sul a atuação de uma frente fria no litoral do Sudeste ajuda a organizar mais umidade pelo Estado, favorecendo as pancadas de chuva a qualquer hora do dia e com maior intensidade. Em Mato Grosso, uma massa de ar seco atua deixando o tempo mais firme.
No domingo, a nebulosidade diminui em Mato Grosso do Sul, mas o tempo segue instável, com pancadas de chuva ocorrendo preferencialmente à tarde, no sul do Estado. Em Goiás e Mato Grosso, as chuvas são mais isoladas e ocorrem no fim do dia. Temperaturas seguem abafadas em toda a região.
NORDESTE
Na sexta, instabilidades associadas ao calor e à umidade da Amazônia aumentam as nuvens e provocam pancadas de chuva sobre o Maranhão e o oeste do Piauí. As demais áreas do Nordeste não têm mudança significativa no tempo e ficam com sol e calor.
No sábado, o calor e a umidade provocam pancadas de chuva a partir da tarde no Maranhão, Piauí, Ceará e oeste de Pernambuco. Nas demais áreas, o tempo segue seco e firme. As temperaturas seguem altas no interior do Nordeste e deve-se ter atenção especial para os índices de umidade no sertão, que chegam a valores de alerta.
No domingo, o tempo fica mais fechado e instável sobre o Piauí e o Maranhão, podendo ocorrer pancadas de chuva a qualquer hora do dia. A umidade aumenta também no oeste da Bahia e tem previsão de chuva no fim da tarde. No restante das áreas, mais um dia seco, com sol entre nuvens e sem chuva. As temperaturas agradáveis pela manhã acontecem apenas no interior do Estado baiano. As outras áreas nordestinas tem calor desde as primeiras horas do dia e à tarde o calor aumenta muito, principalmente no sertão.

NORTE
Na sexta, a chuva ganha intensidade novamente no oeste do Amazonas. Tem previsão de chuva forte a qualquer hora do dia. Chove também nas demais áreas do Estado, no Acre, em Rondônia, em Roraima, no interior do Pará e no norte do Tocantins. Nas outras áreas, o tempo segue um pouco mais seco e não chove. As temperaturas continuam bem elevadas na região e o tempo segue abafado.
No sábado, o tempo fica instável devido ao calor e à alta umidade sobre grande parte da região Norte, entretanto é sobre o Amazonas, Acre e centro-norte do Tocantins que ocorrem os maiores volumes. O calor aumenta sobre a região, causando uma sensação de abafamento, principalmente no Tocantins, Pará, leste do Amazonas, Roraima, Amapá e Rondônia. O tempo fica firme neste sábado em Roraima, no Amapá e em quase todo o Pará, com exceção da região de Belém e no nordeste do Estado, onde as pancadas de chuva acontecem no fim do dia.
No domingo, as instabilidades tropicais continuam atuando sobre grande parte da região Norte. Os maiores volumes são esperados preferencialmente a partir da tarde e sobre o Acre, oeste do Amazonas e de Roraima, leste do Pará e Tocantins. A exemplo do sábado, o dia será abafado em toda a região, o que é uma condição típica.

Produção de carne de frango é 3% superior a de 2013       

Canal Rural

Em 2014, a produção brasileira de carne de frango totalizou quase 12,70 milhões de toneladas. O resultado é 3% superior ao total produzido pelo setor em 2013. As informações foram divulgadas hoje pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Demanda aquecida estimula venda antecipada de milho segunda safra

Cotação da saca pode chegar a R$ 23, R$ 6 acima do valor do ano passado

Com a demanda aquecida, produtores estão aproveitando os bons preços do milho para fechar contratos antecipados. Mais de 22% do milho segunda safra de Mato Grosso, que ainda vai ser plantado, já está comercializado.
O produtor Lucas Costa Beber, de Nova Mutum, no norte de Mato Grosso, não perdeu tempo. Mesmo antes de iniciar o plantio, ele já comercializou toda a produção. Na área de 910 hectares, que ainda está ocupada com soja, ele vai plantar o milho segunda safra. Animado com a venda antecipada, ele espera maior lucratividade.
A semente fica armazenada no galpão, para garantir a qualidade do grão. O produtor diz que, este ano, o custo de produção subiu e vai chegar a 60 sacas por hectare. Devido à estiagem, ele vai reduzir a área plantada em até 3%.
O analista de mercado Wilhian Santana da Silva estima que o preço da saca deva chegar a R$ 23. Valores bem mais altos do que na safra passada, quando a cotação estava em R$ 17.
NOTA DO BLOG:
Mas aqui para o semiárido, o governo estipulou o preço da saca em R$ 39,80(trinta e nove reais e oitenta centavos). Deve ser porque as condições dos produtores rurais estejam boas. É uma vergonha.

Farinha de mandioca dura mais se for bem armazenada

farinha de mandiocaQuando a farinha é acondicionada corretamente, ela terá uma maior durabilidade, e nesse caso, é correto afirmar que não somente o produtor, mas também o dono do supermercado terá vantagens econômicas, já que o produto se manterá por mais tempo na prateleira com a mesma qualidade e valor.
Questões como o modelo adequado de embalagem, umidade e uso de aditivos como, por exemplo, o açafrão são avaliados no processo de conservação da farinha de mandioca. Esses e outros fatores são objeto de pesquisa coordenada por Virgínia Álvares de Souza, pesquisadora da Embrapa Acre. “Se a farinha for boa e não for armazenada corretamente, ela se torna ruim para o consumo”, explica a pesquisadora.
A farinha de mandioca tem espaço garantido na culinária brasileira, especialmente no Norte e Nordeste do País. Além disso, é conhecida por sua versatilidade, pois várias são as possibilidades de sua utilização. Promover a valorização da farinha de mandioca para o momento da sua comercialização é uma preocupação constante dos produtores do Acre, estado em que essa é uma das principais atividades econômicas.
A Dra Virgínia trabalha com diversos exemplos de acondicionamento da farinha, em diferentes embalagens, considerando as variáveis luz, ar e água. A pesquisadora também orientações a respeito da legislação sobre as embalagens para o armazenamento da farinha. Nesse sentido, a principal recomendação é utilizar embalagens previamente registradas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, onde as informações nutricionais e de classificação no rótulo são imprescindíveis para garantir a valorização da farinha.
Fatores como a pouca umidade no produto contam para a crocância e durabilidade da farinha e, principalmente, afastam a possibilidade de aparecimento de microrganismos. No caso da farinha com coco, o baixo teor de umidade, independente da embalagem, está diretamente relacionado com o maior tempo de secagem durante o processamento. Esse tipo de farinha merece maiores cuidados para impedir sua rancificação.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015



Presidente da Câmara busca informações sobre a alta do milho na CONAB de Caicó

nildsonpose
O presidente da Câmara Municipal de Caicó, Nildson Dantas, irá visitar na tarde desta quinta-feira (29), o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento no RN (Conab/RN), escritório de Caicó. O principal motivo da visita é a busca por informações do aumento exagerado no preço do milho.
Nildson Dantas relatou que o aumento do milho é mais de 80% em relação ao ano passado, chegando próximo do valor praticado pelo comércio local. Segundo o vereador, as despesas se tornam ainda maiores pelo fato do agricultor ter de pagar o frete para levar o milho. Em sua rede social o vereado conclamou a casse política para se engajar nessa luta.
NOTA DO BLOG:
Finalmente um político do estado se manifestou a respeito do preço exorbitante do milho da CONAB. Parabéns ao presidente da Câmara de Caicó pela grande iniciativa e coragem de protestar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Bagaço da Cana de Açucar

O bagaço da cana de açúcar é um dos subprodutos da indústria da cana, assim como a sacarose e a palha. É constituído por celulose, hemicelulose e lignina. Atualmente o bagaço gerado na usina é consumido para produção de energia por meio da co-geração, tornando a usina auto-sustentável energeticamente e, em alguns casos, sobra energia para venda de eletricidade.
O bagaço pode servir também como matéria prima na produção de etanol por meio da hidrólise ácida ou enzimática, nas quais as frações celulose e hemicelulose são convertidas a hexoses e pentoses. Após processos de purificação a mistura obtida pode ser fermentada para produção do etanol.
Em Portugal o bagaço é sobretudo associado a aguardente obtida a partir dos restos de uva prensada qua sobram do processo de vinificação; estas mesmas uvas .

NOTA DO BLOG:
O bagaço da cana de açucar passa a ser novamente alternativa para o  produtor rural aqui da região central do estado. Com os preços da pasta, farelos em geral e a soja em disparada, o bagaço de cana está sendo bastante procurado nas usinas de moagem de cana de açucar como produto alternativo para alimentar os rebanhos. O preço da tonelada nas usinas está em aproximadamente, R$ 120,00(cento e vinte reais) e serve apenas de volumoso, com um poder nutritivo muito baixo. Não podendo comprar as rações vendidas no comércio, o produtor rural vai apelando para o bagaço de cana, a fim de salvar o seu rebanho. Vamos apelar para Deus mandar chuvas, porque aqui entre nós, o negócio tá ficando russo. Mas vamos aguardar os meses seguintes.

Embrapa pesquisa cana-de-açúcar em área de expansão no Cerrado

Foto: arquivo Embrapa Cerrados
arquivo Embrapa Cerrados - Área plantada com cana na Usina Goiasa
Área plantada com cana na Usina Goiasa
A expansão do setor sucroalcooleiro, com crescimento na última década de 379% da área plantada na região Centro-Oeste, passou a exigir o desenvolvimento de tecnologias apropriadas ao manejo da cana-de-açúcar no Cerrado. Desde 2009 uma equipe multidisciplinar da Embrapa Cerrados (Brasília, DF) desenvolve experimentos em usinas localizadas nos estados de Goiás, Minas Gerais e Tocantins com o objetivo de ajustar as pesquisas às necessidades do setor produtivo.
A melhoria da produtividade e redução do custo de produção são as principais demandas das usinas da região Centro-Oeste. A produtividade de colmos na região do Cerrado é inferior à registrada no estado de São Paulo que responde por 53% da área plantada com cana-de-açúcar no País. No período de 2009 a 2013, a produtividade média de colmos no Centro-Oeste foi de 77 toneladas por hectare e de 82 toneladas por hectare em São Paulo.
As pesquisas em irrigação da cana-de-açúcar, com experimentos em andamento na Embrapa Cerrados e na usina Jalles Machado (Goianésia, GO), mostram o grande potencial desta prática na elevação da produtividade da cultura no Cerrado. Com a irrigação a cana-planta atinge produtividade de colmos de até 255 t/ha e a primeira soca até 220 t/ha para as melhores variedades, índices muito superiores à média da região centro-sul do país. Em termos de produtividade de açúcar, o sistema irrigado tem atingido 38 t/ha, enquanto a região centro-sul produz em média 12 t/ha.
Além de aumentar a produtividade, o sistema de produção irrigado de cana-de-açúcar, como ressalta o pesquisador Vinicius Bufon, permite atingir eficiência de uso da água maior do que do sistema de sequeiro, ou seja, produzir mais cana com menos água. Enquanto um sistema de sequeiro produz em torno de 7 kg de cana para cada metro cúbico de água que consome, o sistema irrigado produz até 20 kg com a mesma quantidade de água.
Outra vantagem da irrigação é a verticalização da produção de palhada da cana, cada vez mais importante para a receita das usinas. O sistema de produção irrigado produz, em média, três vezes mais palhada do que o sistema utilizado atualmente pelas usinas. "A produtividade aumenta significativamente até regimes hídricos próximos a 70% do atendimento da evapotranspiração potencial da cultura para a maioria das variedades avaliadas. Isso indica que a maioria dos sistemas de irrigação instalados nas usinas está subdimensionada para atingir a máxima produtividade", afirma Bufon.
Em função das características dos solos do Cerrado (predomínio de solos ácidos e baixa fertilidade) é importante melhorar suas condições para aumentar a produtividade da cana-de-açúcar. De acordo com os pesquisadores Thomaz Rein e Djalma Martinhão algumas práticas de manejo da adubação fosfatada, que ainda são pouco adotadas na região, podem aumentar a produtividade.
Em experimentos realizados nas usinas Goiasa (Goiatuba, GO), Anicuns (Anicuns, GO) e Destilaria Veredas (João Pinheiro, MG), em solos com baixos teores de fósforo, a adubação fosfatada corretiva a lanço com incorporação (fosfatagem), complementando a tradicional adubação no sulco de plantio, e a adubação fosfatada anual de manutenção da soqueira, aplicada superficialmente sobre o palhiço, levaram a aumentos de 10 a 20 toneladas por hectares de colmos por corte.
A cana-de-açúcar é uma cultura que apresenta elevada tolerância à acidez do solo comparada às principais culturas anuais. Em experimento na Embrapa Cerrados foram observados ganhos anuais de produtividade ao redor de 15 toneladas por hectare de colmos e 2,5 toneladas por hectare de açúcar em resposta ao gesso como corretivo da acidez superficial e fonte de enxofre. "Em experimentos em usinas de Goiás e de Minas Gerais não foram obtidos os mesmos resultados. O que mostra a necessidade de se ampliar a rede experimental para a validação de critérios de recomendação de gesso para a cultura, assim como para quaisquer outras recomendações agronômicas, dado o caráter recente e preliminar dos nossos trabalhos", destaca o pesquisador João de Deus dos Santos.
Em busca de respostas – Definir o melhor sistema de cultivo para os canaviais da região é um dos desafios da pesquisa. Em experimentos nas usinas Goiasa e Jalles Machado que avaliam o sistema de plantio direto da cana-de-açúcar, sem preparo do solo na reforma do canavial, os pesquisadores Marcos Carolino de Sá e João de Deus dos Santos, procuram responder as seguintes dúvidas: É viável a técnica do plantio direto para esta cultura? Há problemas de compactação superficial do solo? A impossibilidade de incorporação do calcário seria um problema?
Os resultados preliminares desses experimentos mostram o plantio direto como uma alternativa promissora para redução dos custos de reforma do canavial e melhoria no balanço energético com a economia em máquinas e combustíveis, além de propiciar melhor conservação do solo através da manutenção plena da sua cobertura com o palhiço até o momento da operação de sulcação. "Ainda são necessários mais experimentos para a recomendação desta prática, principalmente para áreas colhidas em solo úmido, condição comum no início e final de safra que favorece a compactação do solo", ressaltou Marcos Carolino.
O palhiço, que é o resíduo da colheita da cana-de-açúcar, tem fins diversos na indústria, entre eles a cogeração de energia elétrica. Mas quais os efeitos de seu recolhimento sobre o desempenho da cultura e sobre a perda de água do solo? Experimentos nas usinas Goiasa e Jalles Machado mostraram efeito positivo do palhiço na redução da perda de água do solo por evaporação na fase de rebrota da cultura, mesmo com níveis de palhiço remanescente inferiores a 50%.
Nestes dois experimentos não houve perdas de produtividade pela remoção total do palhiço, o que sugere a viabilidade do recolhimento parcial desta biomassa. Porém, em experimento em que a renovação do canavial foi realizada com plantio direto, os pesquisadores Cláudio Franz e Marcos Carolino de Sá observaram que o recolhimento total do palhiço gerou perdas de produtividade da cana colhida em início de safra.
Para responder a questão de como o arranjo de plantas pode influenciar na produtividade da cana-de-açúcar foi montado experimento na Embrapa Cerrados, em que estão sendo avaliados diferentes espaçamentos entrelinhas. Resultados do primeiro ano do experimento mostraram que a produtividade de uma variedade de arquitetura foliar prostrada (com rápido fechamento da entrelinha) não foi afetada pelos tratamentos. Já para a variedade de arquitetura foliar ereta com fechamento mais lento da entrelinha, foi verificada a tendência de maior produtividade com a redução do espaçamento.
A cana-de-açúcar é bastante suscetível aos nematoides, pragas e doenças que provocam a redução da produtividade e, por isso, a definição de medidas fitossanitárias é uma das demandas do setor produtivo. A equipe de fitopatologia e entomologia da Embrapa Cerrados tem realizado levantamentos em algumas usinas da região para a identificação de patógenos da parte aérea e raízes e as principais variedades susceptíveis; a ocorrência de nematoides de galhas e das lesões radiculares da cana-de-açúcar; e avaliações da incidência de insetos-praga nos novos sistemas de cultivo em estudo (cana irrigada e o plantio direto).
Expansão das pesquisas - As parcerias nas pesquisas com cana-de-açúcar no Cerrado são fundamentais. Tanto para a Embrapa quanto para o setor produtivo. "A carência do setor produtivo nesta área é muito grande. A Embrapa veio ocupar uma lacuna, pois temos poucas instituições trabalhando na pesquisa agronômica básica. A maioria desenvolve pesquisa em melhoramento genético da cultura", declarou Patrícia Fontoura, que já foi gestora da usina Jalles Machado e atualmente é coordenadora de Processos Agrícolas da usina SJC Bioenergia, do Grupo São João/Cargill, em Quirinópolis- GO.
Antes da parceria com a Embrapa, de acordo com Patrícia Fontoura, era o próprio corpo técnico da usina que fazia as pesquisas agronômicas. "Muitas vezes, chegava-se a conclusões errôneas por não ter o know how e a experiência em pesquisa como a Embrapa", comentou. Os experimentos em conjunto já foram responsáveis por algumas mudanças nas usinas, principalmente ao que se refere à fertilidade do solo (aplicação de gesso e adubação fosfatada) e ao manejo de irrigação.
A mais recente parceria é com a usina WD, em João Pinheiro (MG), em que foram instalados experimentos para estudar sistemas de preparo do solo e plantio direto, alternativas de controle do bicudo da cana-de-açúcar e a rotação de culturas e seus efeitos no desempenho da cana subsequente, além do manejo da fertilidade em solos arenosos.
As pesquisas em cana-de-açúcar no Cerrado também envolvem outras unidades da Embrapa - Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Informática Agropecuária (Campinas, SP) e Solos (Rio de Janeiro, RJ), com destaque para a experimentação em manejo do solo e da cultura no Mato Grosso do Sul e no Noroeste Paulista.

Chuvas abaixo da Média



O mês de janeiro chega ao fim com chuvas abaixo da média no interior do Nordeste, situação que penaliza as lavouras de soja, milho e algodão do oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão.
A umidade do solo varia entre 40% e 60% nas principais áreas produtoras dos três Estados e segundo a Somar Meteorologia, a chuva dos últimos dias melhora a situação, mas as perdas que já foram registradas são irreversíveis.
Pelo menos, para os próximos três meses as chuvas ficarão acima da média na região, o que pode salvar a produtividade das lavouras. Esse mês termina com um desvio negativo de chuva de 200mm no oeste da Bahia, sul, oeste e norte do Piauí e em boa parte do Maranhão.

– Nos primeiros cinco dias de fevereiro, a chuva será mais intensa no sul da Bahia e centro e norte do Maranhão e do Piauí – explica o meteorologista Celso Oliveira.
Além disso, essa região produtora terá mais dois períodos de chuva forte em fevereiro: dos dias 5 a 15 e entre 20 e 28. Em março, a chuva alcança seu ápice, com destaque para a primeira quinzena, esse período será marcado por dias fechados e úmidos no oeste e norte da Bahia e centro e sul do Maranhão e do Piauí. Já na segunda quinzena, a chuva perde um pouco de força, mas mesmo assim, ainda será significativa nessas áreas.
O trimestre fevereiro/março/abril é caracterizado por chuvas geradas pela Zona de Convergência Intertropical, que migra pela costa norte do Nordeste, e por frentes frias, que estacionam sobre o Sudeste canalizando a umidade da Amazônia sobre o oeste da região.

O frango alternativo de corte pode agregar renda à pequena propriedade rural

galinhaO frango é a carne mais consumida no país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Produtores de Pintos de Corte. Em média, cada brasileiro consume  44 quilos e meio de carne de frango, por ano. Segundo a Embrapa Suínos e Aves,  a avicultura que viabilizou esse sucesso de consumo é a industrial. Foi ela que deu qualidade e preço acessível à carne de frango. O mercado brasileiro, no entanto,  também tem espaço para outros tipos de frango. É para essa fatia que a Embrapa Suínos e Aves tem apresentado o frango alternativo.
Para o técnico da Embrapa Suínos e Aves, Márcio Saatkamp o frango alternativo é todo aquele produzido fora do processo de uma grande indústria, em sistemas menores de produção e que busca atingir nichos de mercado especiais. Dentre as diversas denominações que este tipo de produção recebe incluem-se caipira,  orgânico, agroecológico e colonial. “Em função desses vários nomes, optamos por chamar tudo isso de frango alternativo”, esclarece Saatkamp.
Na visão da Embrapa, O sistema de produção alternativo de frangos de corte e galinhas de postura deve contribuir para a sustentabilidade da propriedade rural, nos aspectos ambientais, econômicos e sociais. A proposta do sistema de produção alternativa de carne e ovos é complementada pela utilização das linhagens coloniais de frangos de corte e galinhas de postura, desenvolvidas pela Embrapa Suínos e Aves.
As duas aves que devem ser usadas nessa criação são a poedeira Colonial Embrapa 051, que  oferece produção superior às aves coloniais rústicas. Ela atinge, em condições adequadas de manejo e biosseguridade, produção média de 280 a 300 ovos no período de vida útil compreendido entre 20 e 80 semanas de idade. E o Frango de Corte Colonial Embrapa 041, que apresenta características coloniais, preservando todas as vantagens do frango de corte comercial, como biosseguridade na origem, controle sanitário na produção e qualidade de carne. O Frango Embrapa 041 alcança idade de abate aos 84 dias, com peso vivo médio de 2,7 kg, em condições normais de criação.

Mudas de mandioca com mais qualidade genética foram distribuídas para produtores nordestinos

mandiocaCerca de 4 mil famílias da Bahia, Pernambuco, Piauí, Ceará e Maranhão, vão receber mudas de mandioca com qualidade genética e fitossanitária mais acentuadas. A ação faz parte do Projeto de Desenvolvimento Sustentável de Mandiocultura (Reniva) que é implementado pela Codevasf, no sertão nordestino.
Na Bahia, serão implantadas 100 unidades de propagação rápida de mudas de mandioca, 100 Unidades Técnicas Didáticas irrigadas e adquiridos tratores com implementos agrícolas. A ação é fruto de convênio com Seagri e conta com recursos de cerca de R$ 5 milhões. Em Pernambuco, cerca de 600 famílias serão beneficiadas com a implantação de 15 hectares de maniveiros e no Piauí e Ceará, serão implantados 10 hectares. Já no Maranhão, serão implantados 9 hectares que deverão atender em torno de 360 famílias.
A implantação de maniveiros inclui a disponibilização de fonte de água apta para irrigação; implantação de bombeamento, reservamento de água e sistema de irrigação, entre outras ações.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Safra do Milho

plantio de algodão (Foto: Reprodução/Globo Rural)Produtor de Juscimeira (MT) vendeu saca de milho a
até R$ 21,50 para entrega em junho.
(Foto: Reprodução/Globo Rural)
Em regiões de Mato Grosso onde o regime de chuvas se manteve estável durante a safra de soja, nos três últimos meses de 2014, alguns produtores do estado decidiram manter a mesma área da safra passada tendo um incentivo a mais para isso: a reação das cotações do cereal no mercado, que tem apresentado preços mais atraentes que no ano passado. A notícia de que haverá redução na área plantada com milho em Mato Grosso tem elevado as cotações do cereal no mercado interno.
A projeção para a safra 2014/15 é de que a área semeada com milho deve ter redução de 12% em relação à safra 2013/14, totalizando 2,8 milhões de hectares para o cultivo do cereal, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Um dos motivos apontados pelo levantamento foram os baixos volumes de chuvas no final de setembro e início de outubro, que ocasionaram atraso na semeadura de soja da safra 2014/15.
Na propriedade de Osvaldo Pasqualotto, em Juscimeira, região sul de Mato Grosso, a semeadura de milho teve início no dia 9 de fevereiro. A área destinada ao cereal será mantida em 3 mil hectares, mesmo tamanho da safra 13/14.
Até o início desta semana, os trabalhos avançaram por 500 hectares na propriedade. Como a estimativa é de que a safra de milho no estado seja menor neste ano, o produtor está otimista com os preços a serem alcançados na comercialização da saca do cereal.
saiba mais
“A maioria está apostando no preço de milho. Já fechei contratos futuros com entrega para junho a até R$ 21,50. No ano passado, comecei o ano vendendo a R$ 14 e terminou o ano a R$ 18”, diz Pasqualotto. Ele explica que os preços são melhores nesta região devido às proximidades com o terminal ferroviário, em Rondonópolis, pouco mais de 50 km de Juscimeira.
Segundo ele, as boas condições de umidade permitiram a semeadura de soja no período planejado, em 26 de setembro, sendo que a colheita foi realizada no dia 8 de janeiro. “O clima nos favoreceu nessa região e a semeadura começou mais cedo”, afirma. Em janeiro, a umidade chegou a 50 milímetros na região.
O produtor também tem propriedades em Tapurah, Sorriso e Sinop, onde a semeadura de soja atrasou em 2014 e o milho deve ser semeado no final do mês. Nessas regiões, a umidade tem sido menor, de cerca de 30 milímetros e o produtor pensa em diminuir 50% de sua área destinada ao milho. “Não tem sido um ano muito chuvoso, mas acredito que março deve chover mais”, analisa.
Na propriedade de Ângelo Favreto, localizada a 80 km de Nova Mutum, a semeadura de milho em uma área de 770 hectares, a mesma da safra passada, começou no dia 15 de janeiro, quando o solo estava com uma umidade de 40 mm. O plano do produtor é terminar os trabalhos até o final de fevereiro. Com relação aos preços, ele também afirma estarem melhores que no ano passado. “Vendi a R$ 15,70 a saca para entrega em 30 de setembro. No ano passado, estava vendendo a R$ 11,50/saca”, compara.
Milho terminou 2014 com preços elevados em MT (Foto: Reprodução/TVCA)(Foto: Reprodução/TVCA)
O otimismo com os preços também tem influenciado na decisão do produtor Edio Baldissera, que tem uma propriedade a 15 km de Nova Mutum. Ele acredita que os preços pela saca do milho ainda devem melhorar e conta que o preço do cereal em sua região está a R$ 14 por saca, mas que esse valor não cobre os custos de produção.
Sendo assim, optou por esperar para vender sua produção, pois acredita que pode chegar a R$ 16. “Os produtores falam em diminuir de 20% a 30%. Não vou diminuir a área para tentar um preço melhor”, diz. Ele deve plantar na safra 14/15 os mesmos 400 ha da safra 13/14.
De acordo com o Imea, internamente os preços têm se apresentado mais elevados que no ano passado para a saca do cereal. O comportamento do clima durante o desenvolvimento da safra vai influenciar as cotações no estado.
No cenário internacional, entretanto, o cenário segue baixista para a safra, podendo influenciar sobre os preços do milho no mercado interno, conforme informações do Instituto. Além disso, o dólar recuando nas últimas semanas, pode também impactar negativamente as cotações do grão. Nesta quinta-feira (22), a moeda norte-americana caiu 1,23%, a R$ 2,5745 na venda, em seu terceiro dia de queda. A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 2,60 foi no dia 9 de dezembro, cotado a R$ 2,5981.

Mercado de algodão está de olho nos EUA

Estado mato-grossense embarcou ao país americano 419,7 mil toneladas em 2014
O mercado internacional está de olho no algodão americano e o momento é bom para os Estados Unidos. A demanda mundial busca algodão recém-colhido e com qualidade superior, e o Brasil praticamente esgotou seus lotes deste algodão, tendendo a renová-los no início da próxima safra, segundo o Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Apenas em dezembro de 2014, foram embarcadas 65,2 mil toneladas de pluma de Mato Grosso para os Estados Unidos, totalizando 419,7 mil toneladas exportadas em 2014, segundo melhor ano da história.
No segundo semestre do ano, o Estado aumentou seus embarques de pluma em 377%, indo para 329,5 mil toneladas, ante as 87,5 mil toneladas exportadas de janeiro a julho.
Segundo o Imea, nos próximos meses as exportações tendem a cair e espera-se que 383,4 mil toneladas produzidas na safra 2013/2014 sejam exportadas, ou seja, de julho de 2014 a junho de 2015, assim, 53,9 mil toneladas seriam embarcadas no primeiro semestre de 2015. Assim, a partir do segundo semestre, a safra 2014/2015 estaria disponível para embarque.

Piscicultura no Vale do São Francisco ganha 6 milhões de alevinos

Os Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf produziram, em 2014, mais de nove milhões de alevinos. Desse total, cerca de seis milhões foram voltados para ações de inclusão produtiva. O apoio tem como objetivo estimular a criação de peixes e proporcionar alternativas de trabalho e renda a milhares de piscicultores das áreas de atuação da Codevasf, no Vale do São Francisco.
Atualmente, a Companhia apoia cerca de 50 unidades demonstrativas de piscicultura em tanques-rede e viveiros escavados, tendo como objetivo a capacitação e formação de mão-de-obra qualificada. São fornecidos tanques-rede, rações e alevinos. A empresa também realiza assistência técnica aos produtores, incentivando o associativismo e o cooperativismo.
Para incrementar a estrutura de seus centros, a Companhia investiu, de 2007 a 2014, mais de R$ 25 milhões. Os recursos são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para manutenção e operação são aplicados, anualmente, recursos da ordem de R$ 3 milhões.

Como fazer uma ração mais barata para alimentar o gado no período de seca

 
raçãoO gado precisa de um mínimo de 6% de proteína bruta na alimentação diária para se manter saudável. Na época da chuva, o pasto nativo oferece de 6% a 8% de proteína, enquanto na época seca cai para menos de 6%. Isso faz com que, na seca, os animais percam peso e as vacas diminuam a produção de leite justamente no período em que mais dão cria e os bezerros precisam de alimentação. Em conseqüência, devido à carência alimentar, os animais vão demorar mais tempo para voltar a procriar.
Um desafio para o criador de gado em condições de criação extensiva em pastagem nativa é que, no período seco, há uma queda na oferta de proteína para a alimentação dos animais. Embora o peso do animal possa ser recuperado com a melhor alimentação no período da chuva, esta situação retarda e dificulta o desenvolvimento do rebanho. É o conhecido efeito “boi sanfona”, em que o gado engorda quando há chuva e emagrece na seca. Este problema, geralmente, é enfrentado com uma suplementação alimentar. A maioria das rações é composta com farelo de milho e soja, fontes de proteína e energia para o animal.
Ração para alimentação de bovinos no período da seca é alternativa mais econômica, que utiliza subprodutos de arroz, como o farelo de arroz ou cuim e a quirera ou xerem, respectivamente, com 12% e 8% de proteína bruta. Nessa mistura é acrescentada a uréia, que no organismo do animal servirá como fonte de nitrogênio na metabolização de proteína.
A mistura para suplementação alimentar deve ser feita na proporção de 29% de xerém de arroz, 17% de cuim ou farelo de arroz, 11% de uréia, 29% de sal comum e 14% de fonte de fósforo e micronutrientes. A recomendação é que um animal consuma 250g/dia para não perder peso.
Para adotar essa ração são necessários alguns cuidados importantes: os animais que não estão acostumados precisam passar por uma adaptação, para isso nos 10 dias iniciais deve ser reduzida a quantidade de uréia pela metade. O produtor deve aumentar o tamanho dos cochos, passando de 5 cm para 25 cm por cabeça, e de preferência usar mais de um cocho, para dar oportunidade a todos os animais tanto os grandes quanto os menores. Deve também manter os cochos cobertos para evitar acúmulo de água, pois isso dissolveria a uréia mais rápido que os outros ingredientes, correndo o risco de os animais ingerirem uma quantidade maior de uréia e sofrerem intoxicação ou até morrerem.
O uso da suplementação tem mostrado que é possível evitar as perdas do período seco aproveitando subprodutos de arroz e milho, muitas vezes desperdiçados na propriedade rural ou na agroindústria. A suplementação fornece a quantidade de proteínas, carboidratos e minerais que o animal necessita e fica um terço mais barato do que a ração encontrada no mercado. A ração à base de soja e milho contém 44% de proteína bruta e a de subprodutos do arroz contém 34%, o que é suficiente para atender a necessidade nutricional do animal no período seco.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Preço do milho sobe 81% no RN

milhoA Tribuna do Norte ainda destaca que o milho vendido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está mais caro no Rio Grande do Norte. Com a extinção do subsídio federal ao grão no fim do ano passado, o custo da saca de 60 quilos saltou de R$ 22,00 para R$ 39,90. O cenário para o resto do ano pode ser ainda pior.
Sem nenhuma representatividade no cenário agrícola nacional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a já combalida produção de milho no estado potiguar deverá cair 26,3% ao longo de 2015 e encarecer, ainda mais, o custo final do produto. Das 20,5 mil toneladas produzidas na safra 2013/2014, a expectativa da Conab é de que a produção da safra 2014/2015 gire em torno de 15,1 mil toneladas.
Robson Pires
NOTA DO BLOG:
A presidenta reeleita Dona Dilma, começou o segundo mandato castigando os nordestinos. Ela é sabedora que o semiárido nordestino vem enfrentando uma das suas maiores estiagens. Se não bastasse a falta de políticas públicas para o produtor, aumenta em quase 100% o preço do milho vendido pela CONAB. O que vinha sendo um alento para os produtores, passou a ser um pesadelo, pois uma saca de milho por mais de R$ 40,00(quarenta reais), pesa muito no bolso de quem já está endividado. Devia a sra. presidenta se lembrar, que só foi reeleita devido ao nordeste brasileiro. Eu mesmo sempre fui sua defensora e votei as duas eleições nela. Diante da situação de emergência por que passa o semiárido, a medida da presidenta foi muito insensata, castigando de forma direta quem lhe ajudou sem pedir nada, ao contrário, recebeu muitas promessas na sua campanha. O presente de grego dado pela presidenta ao nordestino, Deus reverterá em um bom ano de inverno, para que não precise estirar a sua mão e lhe mendigar uma esmola.
Postado por Anilton Souza-Blog NOSSATERRA. 

DEPUTADO EZEQUIEL DEFENDE OBRAS IMPORTANTES PARA COMBATER A SECA EM MUNICÍPIOS DO INTERIOR


a89984b8dd493b1d54e8c5f4ceb4c95d
O deputado Ezequiel Ferreira (PMDB) foi favorável as três matérias da pauta da convocação extraordinária da Assembleia Legislativa, que foram aprovadas na sessão plenária desta quarta-feira (21). A principal, fruto de ampla discussão dos parlamentares, foi o empréstimo de R$ 850 milhões solicitados ao Banco do Brasil, que foi votado acompanhado do plano de aplicação dos recursos.
Ezequiel defendeu investimentos importantes para ajudar ao combate da seca e citou municípios como Currais Novos, Acari e Carnaúba dos Dantas, que estão sofrendo colapsos em seus abastecimentos. “O Governo precisa investir em poços emergenciais no leito do Açude Gargalheiras e na Zona Rural desses municípios para garantir o abastecimento”, defendeu.
Também foi lembrado a construção da nova comunidade que abrigará os moradores de Barra de Santana, em Jucurutu. “A população já aprovou o projeto das casas, da igreja, do posto de saúde e outros espaços”, lembrou o deputado. Além da questão das indenizações aos proprietários de terras da Oiticica em Jucurutu, ele também lembrou a conclusão da estrada da Serra do João do Vale.
fonte do blog de aclecivam soares

Safra e estoques cheios pressionam preço do leite para baixo


Apesar da oferta elevada, o leite e os derivados não têm sido absorvidos. Com isso, as cotações reduziram desde setembro de 2014, registrando em novembro o preço de R$ 0,78 mais um o litro pago ao produtor. O mercado está estagnado dentro e fora do Brasil.
Acompanhe a previsão do tempo para os próximos dias, em todas as regiões do país.
SUDESTE
Na quinta, dia 22, a atuação de uma frente fria sobre a região Sudeste ajuda a formar instabilidades sobre São Paulo, sul, oeste e centro de Minas Gerais e Rio de Janeiro. As chuvas são mais abrangentes e mais duradouras, atingindo também a região dos reservatórios. Os maiores volumes são esperados para a faixa sul e leste do Estado de São Paulo. No Espírito Santo e leste mineiro são ventos do oceano que trazem nebulosidade e chuvas de baixo acumulado. As temperaturas ficam elevadas na faixa norte da região.
Na sexta, dia 23, dia instável e com chuvas a qualquer hora do dia em São Paulo e oeste e sul de Minas Gerais. Conforme o dia passa, ocorrem pancadas de chuva no oeste fluminense, restante de Minas Gerais e parte do Espírito Santo. As temperaturas máximas caem em São Paulo e também no Rio em relação aos dias anteriores, com os ventos que passam a soprar de sul.
No sábado, dia 24, as instabilidades persistem sobre o Sudeste, com exceção do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. As temperaturas voltam a subir em todas as áreas, aumentando a sensação de calor.
SUL
Na quinta, a chuva migra mais para norte e as áreas com tempo mais fechado ficam na divisa entre o Paraná e São Paulo. Ainda chove em forma de pancadas mais fracas no leste de Santa Catarina e no nordeste gaúcho. Nas demais áreas da região, o tempo fica aberto e já ensolarado, com diminuição da umidade relativa do ar. Novamente na faixa oeste do Sul as temperaturas máximas ficam mais altas, especialmente nas regiões de fronteira. Já na faixa leste, principalmente próximo ao litoral, as temperaturas ficam mais amenas.
Na sexta, o calor ainda predomina na maior parte da região Sul do Brasil, em especial na faixa oeste, onde o tempo segue aberto. Os índices de umidade relativa do ar tendem a cair para valores próximos a níveis críticos. Ventos úmidos que sopram do mar aumentam a condição para chuvas intercaladas com períodos de melhoria no leste de Santa Catarina e do Paraná.
No sábado, o dia começa com predomínio de sol na maior parte da região, o que permite a rápida elevação das temperaturas. Ao longo do dia, ventos úmidos que sopram do mar trazem chuvas isoladas no leste do Paraná e leste de Santa Catarina. No fim do dia, novas áreas de instabilidade trazem chuva para a fronteira oeste gaúcha.
CENTRO-OESTE
Na quinta, uma frente fria que avança pelo Sudeste organiza a umidade da Amazônia sobre o Centro-Oeste e as chuvas voltam a cobrir boa parte da região, inclusive Goiás e Distrito Federal. Chove forte em Mato Grosso do Sul. Mesmo com as instabilidades, a temperatura segue bastante alta, especialmente no Pantanal.
Na sexta, as instabilidades perdem força, mas ainda atuam pelo Centro-Oeste. Tem previsão de pancadas de chuva, principalmente a partir da tarde, em quase toda a região. A chance para chuva é menor no oeste de Mato Grosso do Sul. Mesmo com as instabilidades, as temperaturas continuam elevadas e predomina o tempo abafado em todos os Estados. Nada muda ao longo do fim de semana e as pancadas de chuva isoladas ainda atuam pelo Centro-Oeste. A chuva mais intensa acontece ainda no norte de Mato Grosso.
No sábado, as chuvas se espalham pelo Centro-Oeste em forma de pancadas com baixo acumulado. As temperaturas seguem altas em toda a região, principalmente sobre o oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso.
NORDESTE
Na quinta, volta a chover na maior parte da região. O tempo fica instável e a chuva acontece principalmente na parte da tarde. Apenas no Maranhão e no interior do Piauí é que as pancadas podem acontecer um pouco mais cedo. Não chove entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, e também no sul da Bahia. As temperaturas seguem elevadas, mesmo com o tempo instável. Faz muito calor à tarde, principalmente no interior dos Estados.
Na sexta, as instabilidades ainda atuam, mas atingem apenas o Maranhão, o sul do Piauí, e oeste e sul da Bahia. Pode chover fraco também no litoral entre o Recôncavo Baiano e as praias de Pernambuco. Nas demais áreas nordestinas, o tempo fica firme e a chance para chuva é bem menor. As temperaturas seguem elevadas por toda região. O dia já começa com sensação de tempo abafado e no decorrer da sexta a sensação de calor aumenta ainda mais no interior dos Estados.
No sábado, o tempo segue instável, mas a chuva é mais intensa no litoral norte da região. Continua chovendo no interior do Maranhão e do Piauí. A temperatura fica elevada em toda a região, principalmente na faixa leste de Pernambuco e da Paraíba, região sul do Ceará e norte do Piauí.
NORTE
Na quinta, instabilidades tropicais atingem a região, exceto áreas do Amapá. Chove de forma volumosa sobre o noroeste do Amazonas. A chuva acontece em forma de pancadas que estão associadas à alta umidade e ao calor. As temperaturas ficam elevadas em toda a região, com exceção da área noroeste do Amazonas.
Na sexta, as pancadas de chuva mais intensas ainda acontecem no oeste e no norte do Amazonas. Nestas áreas, as pancadas podem acontecer a qualquer hora do dia. Chove também nas outras áreas do Norte. Mas as pancadas são um pouco mais isoladas e menos intensas. O calor ainda predomina sobre a região e as temperaturas seguem bem elevadas.
No sábado, a condição do tempo não muda. Ainda tem previsão de chuva um pouco mais intensa para o Amazonas, na faixa oeste do Estado. Mas chove também nas outras áreas da região.

Um bioinseticida para acabar com os ataques de lagartas nas plantações agrícolas

Lagarta-da-sojaO inseticida foi desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia com objetivo de acabar os ataques de lagartas às culturas agrícolas no Brasil. O material desenvolvido é um inseticida totalmente biológico capaz de controlar essas pragas, sem fazer mal à saúde humana, de animais e ao meio ambiente.
O bioinseticida foi desenvolvido em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia (DF) e é capaz de controlar diversas lagartas que atacam culturas agrícolas, entre as quais, destacam-se: a lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis); lagarta das hortaliças (Plutella xylostella), também conhecida como traça das crucíferas; e a lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda).
O produto ganhou o nome de “Ponto Final”, e foi desenvolvido a partir de uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis (Bt), amplamente utilizada em programas de controle biológico de pragas em todo o mundo. A raça da bactéria selecionada para a formulação do bioinseticida age especificamente
A pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat, explica como é a ação do bioinseticida: “Uma vez que a larva ingere a proteína tóxica produzida pela bactéria, essa toxina vai para o intestino da larva, causando uma ruptura, uma infecção, levando a larva à morte”. O Diretor Técnico da Bthek Biotecnologia, Marcelo Soares,  aponta outra vantagem do produto: o fato de sua aplicação dispensar o uso dos Equipamentos de Proteção Individual, (EPIs), o que tem agradado aos trabalhadores rurais que fizeram as aplicações experimentais do “Ponto Final”.
A aplicação do bioinseticida segue os mesmos procedimentos adotados para os produtos convencionais, inclusive em termos de quantidade. Com apenas um litro por hectare, o “Ponto Final” é capaz de matar as lagartas-alvo, preservando insetos benéficos ao ambiente, como as “joaninhas” e as “tesourinhas”, que também são eficientes como predadoras naturais de lagartas e pulgões. Justamente por não ser prejudicial ao meio ambiente e a outros seres vivos, o novo inseticida biológico traz ainda uma característica bastante interessante: foi certificado para uso em sistemas de agricultura orgânica.

O produtor nordestino precisa aumentar os cuidados para evitar a desertificação

desertificao1A desertificação, fenômeno natural que é intensificado pela ação humana, acontece quando uma área produtiva se transforma em deserto, ficando estéril  e, portanto, inutilizável para cultivos agrícolas. Para o pesquisador da Embrapa Solos, UEP Nordeste, Luciano Accioly é importante o conhecimento de medidas que possam evitar a desertificação e a degradação de terras.
O processo de desertificação ocorre principalmente em áreas onde chove pouco e é acelerado pelo uso inadequado da terra, ou seja, pelo manejo inadequado dos recursos naturais, principalmente do solo e da água. No Brasil, existem quatro regiões do semiárido nordestino onde a desertificação já está acontecendo: nos municípios de Cabrobó, em Pernambuco, de Gibões, no Piauí e de Irauçuba, no Ceará, e na região do Seridó entre a Paraíba e Rio Grande do Norte.

O pesquisador explica também que as atividades econômicas de populações rurais podem conviver com práticas que ajudam a evitar esse problema. Um dos conselhos que traz é para o pequeno produtor evitar a degradação das terras sem perder sua fonte de renda é fazer um bom plano de manejo da caatinga.
Quem extrai madeira, por exemplo, deve adotar técnicas conservacionistas, que lhe permitam explorar economicamente a vegetação sem devastá-la. “Usar a lenha não é um problema. O problema é quando essa lenha é extraída sem o cuidado de manejar adequadamente as nossas matas”, acredita Accioly. “Técnicas para um bom manejo da caatinga já existem. Usando essas técnicas, como o corte seletivo das árvores, é possível a manutenção das matas e também das atividades econômicas”, conclui.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Agricultores familiares receberão R$ 21,8 milhões em janeiro


Agricultores familiares que participam do Programa de Fomento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) receberão em janeiro a primeira parcela dos recursos para investimento em seus projetos produtivos. Com a finalidade de aumentar a produção, a qualidade e o valor do plantio e da criação de animais, serão repassados neste mês R$ 21,8 milhões para 22,5 mil famílias.
A ação, desenvolvida pelo MDS junto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), transfere recursos não reembolsáveis para que as famílias invistam em atividades produtivas com a orientação dos técnicos da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).
Os técnicos de Ater são contratados pelo MDA, por meio de editais de chamadas públicas. Já os recursos financeiros são transferidos pelo MDS diretamente aos beneficiários, por meio do cartão do Bolsa Família, seguindo o calendário de pagamento.
Entre janeiro de 2012 e dezembro de 2014, 147 mil famílias foram incluídas no programa, que tem como objetivo gerar renda e aumentar e diversificar a produção de alimentos dos beneficiários. Participam do programa famílias de agricultores, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda per capita mensal de até R$ 77.
São duas modalidades para a transferência dos recursos no Programa de Fomento. Na modalidade Fomento BSM, as famílias em extrema pobreza recebem o valor de R$ 2,4 mil. Já a modalidade Fomento Semiárido transfere R$ 3 mil às famílias em situação de extrema pobreza e de pobreza (com renda per capita mensal de até R$ 154). Essas famílias do Semiárido têm tecnologias sociais de armazenamento de água para produção.
Investimentos
Das mais de 147 mil famílias que participam do Programa de Fomento, 89 mil já receberam a totalidade dos recursos financeiros e puderam, com o apoio dos técnicos de Ater, desenvolver todas as etapas dos projetos produtivos.
Ao receber a integralidade dos R$ 2,4 mil, as famílias acessam oportunidades de trabalho e de geração de renda, conseguindo ampliar o patrimônio produtivo, com a construção de galinheiros e a implantação de hortas e de viveiros, por exemplo. O programa tem possibilitado também a ampliação e a diversificação da produção de alimentos e a geração de renda, por meio da comercialização do excedente de produtos nos mercados locais e com os programas governamentais - Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). (Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário)

Postado por: Marcelo Abdon

Previsão de Chuvas Para o NE

NORDESTE
Na quarta, áreas de instabilidade atingem o norte do Ceará, norte do Piauí e Maranhão. A chuva vem em forma de pancadas e preferencialmente ao longo da tarde. Na faixa litorânea desde o norte da Bahia até o Rio Grande do Norte, os ventos que sopram do mar ajudam a provocar pancadas de chuva. As temperaturas ficam elevadas em toda a região, principalmente no interior.
Na quinta, o tempo fica instável sobre o Maranhão, Piauí e Ceará. Algumas áreas de instabilidade conseguem atingir o oeste e sul da Bahia. As temperaturas seguem elevadas por toda a região, o que é uma condição típica para esta época do ano.

Kátia e Dilma discutem seguro safra nesta terça

Ministra da Agricultura esteve reunida com lideranças e diz que quer que Brasil produza 80% do trigo consumido internamente
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, deverá se reunir com a se reunir com a presidente Dilma Rousseff nesta terça, dia 20, para tratar da liberação dos R$ 300 milhões que faltam para o pagamento do seguro safra 2013/2014.
A informação é do presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim, que esteve reunido com Kátia Abreu nesta segunda, dia 19.
– Pelo menos foi o que a ministra falou. Cercamente ela vai se reunir com a presidente visando aumentar a subvenção de prêmio do seguro agrícola e, inclusive, liberar essa parcela que está represada por contingenciamento financeiro – disse o dirigente.
Kátia Abreu recebeu, nesta segunda, em Brasília, cerca de 20 representantes de diversas entidades do agronegócio brasileiro para tratar de seguro e outros temas. A reunião aconteceu a portas fechadas.
O dinheiro está retido porque o Ministério do Planejamento não publicou uma portaria, necessária para conceder o pagamento no orçamento de 2015. O presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalspasquale, está preocupado com a possibilidade dos próprios produtores terem que pagar 100% das apólices.
– Infelizmente houve um erro, um processo que era pra ser feito e não foi. Se nós não alcançarmos esse recurso pra colocar no orçamento em 2015, pode ser que sobre pro setor produtivo sim.
Trigo
O incentivo aos produtores de trigo também foi tratado no encontro. De acordo com a Farsul, Kátia Abreu garantiu que quer, durante o mandato, fazer com que o Brasil produza, pelo menos, 80% da demanda interna do cereal no país. Uma nova metodologia de cálculo de custos da produção, prevendo atualizar o preço mínimo do trigo e de outras culturas, estaria nos planos.
– Infelizmente hoje nós não temos produzido nem 50% do que se consome no país. Consequentemente, nós precisamos, dentro de um processo de planejamento e de segurança alimentar, aumentarmos a área cultivada. Mas, para isso, é necessário preços mínimos condizentes com os altos custos de produção e um seguro agrícola condizente com a realidade e com os riscos do setor – aponta Hamilton Jardim

Cruzamento de cabras nativas com reprodutores puros dá mais valor ao rebanho

O nordeste tem o correspondente a 93% dos rebanhos caprinos no país, cerca de 8,8 milhões de cabeças. A  atividade é importante fator de valorização do pequeno produtor rural pois oferece mais renda e mais emprego no semiárido nacional. Segundo dados da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral, no Ceará, a produção de caprinos em sua maioria, é constituída  por animais Sem Raça Definida (SRD), que adquiriram rusticidade e adaptabilidade ao longo do tempo, porém, perderam a produtividade quando comparados aos animais exóticos introduzidos no país por criadores de caprinos.
Por isso, os pesquisadores da Embrapa defendem a importância das cabras mestiças para produção de carne ou leite no semiárido nordestino. É o caso do pesquisador da Embrapa Caprinos, Raimundo Nonato Lobo, que revela que o rebanho nativo ou SRD pode ser usado em cruzamentos com raças importadas de linhagem mais pura.
Como resultado, nascem animais meio sangue, rústicos e que não apresentam problemas de adaptação à região. Além disso, são mais produtivos do que aqueles de raça mais pura. Para a produção de carne, por exemplo, o criador pode cruzar fêmeas SRD com machos de raças de origem européia ou africana e obter um animal mestiço mais vigoroso, com maior produtividade e qualidade de carne. Esse tipo de cruzamento tem por finalidade a produção industrial, ou seja, os animais não podem ser usados como reprodutores, somente para o abate.
Já o cruzamento de caprinos para a produção de leite exige mais cuidados por parte do produtor. Primeiro, o produtor deve escolher fêmeas nativas ou SRD que tenham uma produção razoável de leite. Depois, ele deve acasalar essas fêmeas com reprodutores, por exemplo, das raças Saanen, Pardo Alpina, Toggemburg e Anglo-nubiana, linhagem leiteira. Os animais meio sangue, nascidos desses cruzamentos possuem maior especialidade produtiva, ainda com certa rusticidade e adaptabilidade ao meio ambiente hostil do semiarido nordestino.cabras

Um capim com mil e uma utilidades agora é preparado para novo uso

capim elevanteO capim elefante vem se destacando também nas pesquisas como fonte de energia. O capim-elefante pode abastecer caldeiras, gerando vapor que movimenta turbinas e aciona um gerador. É o que está fazendo a Sykué Bioenergya, empresa em São Desidério, na Bahia, colocando energia na rede de transmissão brasileira. Em Goiás, algumas indústrias de cerâmica vermelha fizeram experiências na substituição da lenha pela gramínea nos fornos.  O capim-elefante também pode virar lenha ecológica, por meio de um processo de compactação que o transforma em briquetes ou péletes. Por fim, serve como matéria-prima de etanol celulósico, chamado de 2ª geração. Como qualquer material vegetal, da celulose nele contida podem ser extraídos açúcares que, fermentados, dão origem ao biocombustível que abastece automóveis e até aviões.
Para o pesquisador José Dilcio Rocha, da Embrapa Agroenergia (DF), a inserção do capim-elefante na matriz energética nacional tem papel estratégico. Primeiramente, ele pode ser uma ferramenta de descentralização da produção, permitindo a geração de eletricidade e a produção de biocombustíveis em locais onde a construção de hidrelétricas ou o cultivo de biomassas tradicionais não é possível. O Ministério das Minas e Energia prevê a necessidade de aumentar a capacidade instalada de geração de energia no Brasil dos atuais 124,8 GW para 195,9 GW até 2023. “Às vezes, a solução de que você precisa não é nacional, mas regional”, ressalta Rocha.

Influência do efeito estufa nas mudanças climáticas é pauta de debate entre cientistas

_recursosdemidiafilmesobr.zoomPesquisadores brasileiros e estrangeiros vão se reunir em Campinas, interior de São Paulo, nos dias 12 e 13 de fevereiro, para apresentar resultados de pesquisa que demonstram o real impacto dos sistemas de produção animal na América Latina em relação ao efeito estufa e tecnologias para redução de emissões e adaptação da pecuária às novas condições climáticas. Os dados serão divulgados durante o workshop internacional a respeito dos impactos da produção animal sobre as mudanças climáticas, que ocorre na Embrapa Informática Agropecuária.
Pesquisas indicam que o manejo adequado da pastagem, o aumento da produtividade e a consequente redução da demanda por novas áreas de pastagens têm contribuído para uma pecuária brasileira mais sustentável, com redução, principalmente, das emissões de gases de efeito estufa. Os relatos de pesquisa apresentados no workshop devem confirmar estas informações e estabelecer os índices mais atualizados a respeito do tema.
Tecnologias já disponíveis permitem o aumento do sequestro de carbono no solo, como a recuperação de pastagens degradadas e o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). No caso da redução da emissão de metano, ela ocorre, por exemplo, quando o produtor faz a suplementação do gado com concentrado, fornece forragem de melhor qualidade e utiliza boas práticas de manejo animal. Além da redução da emissão dos gases de efeito estufa, a adoção dessas e outras tecnologias tem a vantagem de aumentar a eficiência dos sistemas de produção e, consequentemente, melhorar o retorno financeiro para o pecuarista.
O encontro de cientistas é um evento relacionado a ação do projeto internacional AnimalChange, realizado em parceria com a Embrapa. O público-alvo são profissionais das áreas de pesquisa, indústria, extensão e formulação de políticas públicas. Quem quiser participar, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela Internet até 27 de janeiro. Mais informações sobre o workshop podem ser consultadas no endereço .

Financiamento de Tratores

A decisão do Conselho Monetário Nacional foi manter inalteradas as taxas de juros para os para os financiamento do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) até junho de 2015. As taxas de juros ficam entre  4,5% a.a e 6,0% a.a, respectivamente, para o produtor rural cuja renda anual é de até R$ 90 milhões e superior a R$ 90 milhões. Os prazos de reembolso mantiveram-se em até 8 anos para aquisição de itens novos e em até 4 anos para os usados.
Segundo um especialista a manutenção dos juros traz mais segurança ao produtor, que poderá, com maior facilidade de pagamento, modernizar a frota agrícola.  Com o Moderfrota, o agricultor pode financiar a compra de itens novos, entre eles, tratores e implementos associados, colheitadeiras e suas plataformas de corte, além de equipamentos para preparo, secagem e beneficiamento de café. É possível financiar ainda a compra de itens usados como tratores e colheitadeiras com idade máxima de 8 e 10 anos, respectivamente, pulverizadores autopropelidos e plantadeiras e semeadoras, com idade máxima de 5 anos.
O limite de crédito é de  90% do valor dos bens objeto do financiamento, sendo que, para produtores que são beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite será  de 100%.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Marcada para segunda (19) reunião para saber se vai ter inverno

Na próxima segunda-feira, dia 19, acontecerá em Fortaleza/CE, sob coordenação da Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME) o XVII WorkShop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino. As reuniões ocorrem todos os anos, entre os meses de dezembro e abril, para tentar estabelecer um prognóstico para o inverno no Nordeste.
Nesse encontro de Fortaleza serão analisadas as informações referentes às condições dos oceanos Pacífico Atlântico e da atmosfera das últimas semanas, para a elaboração do Prognóstico Climático para o período de fevereiro, março e abril de 2015.
Para este encontro, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) enviará os pesquisadores Gilmar Bristot e Josemir Araújo Neves. Além de participarem do encontro com pesquisadores do Nordeste e de organismos nacionais, os pesquisadores discutirão também a participação da EMPARN na execução de projetos em parceria com a FUNCEME.
NOTA DO BLOG:
As vezes os depoimentos dos estudiosos em climatologia, nunca dar certo. Fazem um prognóstico do período chuvoso e acontece o contrário. Vamos esperar pela vontade de Deus. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Secretaria de portas abertas para os produtores


O Secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Haroldo Abuana, vem tendo uma jornada de trabalho muito longa na Secretaria, desde que assumiu o desafio. Chega antes das 7 horas e só termina seu expediente após as 21 horas.
Haroldo tem recebido, diariamente, produtores rurais de diversos municípios do Estado, associações e sindicatos, se disponibilizando a fazer o possível para que o setor volte a ter dias melhores.
Hoje, a Secretaria passou a ser a casa do produtor do Rio Grande do Norte.
Postado por: Marcelo Abdon
NOTA DO BLOG: Tomara que permaneça assim. Dr. Haroldo é técnico do IDEMA com muita experiência na agropecuária e no trato as pessoas ligadas a zona rural. Amém.

Valorização da vaca supera a do boi gordo em 2014

Entre janeiro e dezembro, valores da vaca gordo aumentaram 35,9%
Conforme o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço da vaca ficou mais próximo ao do boi em 2014. A diferença entre eles passou de 10,35% em 2013 para 7,71% em 2014. 
O abate total de 2014 fechou 8,5% menor que o de 2013, ou seja, 500 mil cabeças a menos foram encaminhadas aos frigoríficos de Mato Grosso. A diminuição no abate de fêmeas foi o que mais influenciou este quadro, tendo em vista que 300 mil vacas deixaram de compor a escala de abate dos frigoríficos do Estado.
desequilíbrio entre a oferta e a demanda elevou os preços de toda a cadeia. Os preços da arroba do boi e da vaca se valorizaram muito, com destaque para a vaca, que aumentou 35,9% entre jan/14 e dez/14, 2,6 pontos percentuais a mais que a do boi.
Com o início de mais um ciclo de retenção de matrizes, esta diferença tende a permanecer ou até mesmo diminuir. O Imea afirma que é hora de aproveitar e selecionar as melhores matrizes, descartando as que não emprenharem nesta estação de monta.
Retorno das fêmeas 
O último mês de 2014 se caracterizou por um leve aumento na quantidade de fêmeas abatidas, passando de 156,6 mil para 188,3 mil cabeças entre novembro e dezembro/14, uma alta de 20,2%.
Dessa forma, a proporção de fêmeas encaminhadas aos frigoríficos em 2014 ficou em 44,62%, enquanto em 2013 elas representavam 45,78% do total abatido no Estado. Essa menor quantia, dentre outros motivos, foi consequência da expressiva valorização da reposição.
O bezerro de ano, por exemplo, custou R$ 823,23/cabeça em jan/14, e R$ 1.124,23/cabeça em dez/14, uma valorização de 36,57%. Os ganhos estimularam a retenção de matrizes por parte dos produtores.
Conforme o Imea, historicamente, no primeiro semestre do ano tem-se uma quantidade maior de fêmeas encaminhadas à linha de abate do que no restante do ano, porém, com o preço do bezerro nos atuais patamares, esse quadro pode não se concretizar neste primeiro semestre.

Plantas naturais da caatinga podem ser usadas como forragem para os animais

caatingaA caatinga pode ser manejada com técnicas especiais visando o aumento e a estabilidade na produção de forragem, de forma sustentável, para alimentar o rebanho de caprinos e ovinos nos períodos secos. Para a pesquisadora Mônica Matoso, da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral, no Ceará, diz que “as técnicas recomendadas têm como base o manejo de plantas lenhosas e da pastagem mais baixa, que a gente chama de estrato herbáceo, com o objetivo de aumentar a produção e a disponibilidade de forragem”, explica ela.
São três técnicas que o produtor pode adotar para o melhor manejo da vegetação da Caatinga: o raleamento, o rebaixamento e o enriquecimento. O raleamento consiste no controle seletivo de espécies lenhosas da Caatinga, com o objetivo de aumentar a produção de forragem do estrato herbáceo. Com o rebaixamento, a broca manual de espécies lenhosas que servem para a alimentação animal deve ser feita à uma altura de 20 a 30 cm, e com isso tornar possível obter um aumento na disponibilidade da forragem de árvores e arbustos mantendo-a ao alcance dos animais. Já o enriquecimento é a introdução de espécies forrageiras no sistema, podendo ser espécies nativas ou exóticas.
E a pesquisadora Mônica Matoso dá um alerta para os produtores que adotarem esses métodos de manipulação da Caatinga: preservação da mata ciliar, utilização de apenas 60% da forragem disponível e preservação das árvores no sistema para manter a biodiversidade da Caatinga, evitando o desaparecimento de plantas típicas da região são procedimentos fundamentais para que o produtor tenha forragem para seus animais o ano inteiro.