domingo, 31 de julho de 2022

 Três barragens apresentam risco crítico de acidentes no RN


Em levantamento publicado nesta semana pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), há no Rio Grande do Norte três barragens com risco crítico relacionado às características estruturais que possam causar um acidente, como aspectos de projeto, integridade da estrutura, estado de conservação, operação e manutenção.

O Relatório de Segurança de Barragens de 2021 (RSB 2021) as coloca entre as 187 que mais preocupam no país, não necessariamente sob risco de rompimento. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) informou que as medidas já estão sendo tomadas, mas que os recursos são insuficientes para recuperar outras barragens que são citadas com nível de risco menor.

A Barragem Algodoeira São Miguel, em Angicos, preocupa devido a significativa percolação, ou seja, há passagem de água de uma lado para outro por meio de uma fissura.

A barragem Calabouço, no município de Passa e Fica, chamou a atenção da ANA pela ocorrência de trincas longitudinais ao longo do coroamento e pela falta de estrutura de descarga de fundo, que servem como saída de água de forma segura por baixo do aterro da barragem.

Já a Barragem Lucrécia, no município homônimo, gerou preocupação pela justificativa de instabilidade para suporte de cheias em sua cota máxima.

 

A cana-de-açucar colhida no centro-Sul tem qualidade inferior a da última safra

   

A produtividade média dos canaviais colhidos no mês de junho no Centro-Sul (77,5 ton/ha) se equipara à da safra passada (78 ton/ha), com variação menor que 1% em relação ao ano anterior. No acumulado da safra, a produtividade da região também está bastante similar à observada no ciclo anterior, com variação negativa de aproximadamente 2% (76 ton/ha nesta safra, contra 77 ton/ha em 2021/2022).

Já a qualidade da matéria prima (ATR) colhida no mês de junho foi inferior em praticamente todas as regiões do Centro-Sul na comparação com 2021. Na média, os canaviais da região estão com cerca de 5 quilos de ATR/ton a menos do que na safra passada, o que representa uma variação negativa de aproximadamente 4%.

No acumulado dos três meses de safra o resultado é bastante similar – redução da qualidade da matéria prima em praticamente todos os estados (130 kg/tc em 2021/2022 para 125 kg/tc nesta safra). Os dados são do Boletim “De Olho na Safra”, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O destaque positivo é da região de São José do Rio Preto (SP), que registra ganho de produtividade de quase 7% no acumulado desta safra, em relação ao mesmo período de 2021/2022. O bom resultado da região se deve ao maior volume de chuvas e da colheita de canaviais mais jovens. No acumulado da safra as canas de plantio de ano e meio representam quase 25% do total colhido na região.

Nas outras regiões, o destaque negativo continua sendo de Mato Grosso do Sul, que teve retração de aproximadamente 20% na produtividade acumulada desta safra em relação à anterior. A queda no rendimento se deve à falta de chuvas verificada entre novembro de 2021 e março deste ano, período de crescimento e desenvolvimento da cultura. Também é importante destacar que mais de 27% da cana total colhida no acumulado da safra foram canas acima de 5º corte, fator que também causa uma diminuição na produtividade.

Nota de esclarecimento - Suspensão de operação de linhas de crédito do Plano Safra 2022/23-BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nessa quarta-feira (27) a suspensão temporária dos pedidos de
financiamento de operações de crédito rural de investimento para o ano agrícola 2022/2023. O comunicado foi feito às instituições financeiras que
operam com os recursos do banco. 

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esclarece que a suspensão adotada está em consonância com metodologia utilizada pelo Tesouro Nacional para o pagamento de equalização de taxas de juros. Conforme a metodologia, a média dos saldos diários, do saldo devedor vincendo dos financiamentos, não pode exceder o limite de recursos equalizáveis disponibilizados para o BNDES.

A Secretaria destaca que esse tipo de interrupção ocorreu na safra passada, o que revela uma demanda aquecida, e os pedidos de financiamento foram
retomados logo em seguida pelo banco.

Desta forma, os recursos suspensos totalizam apenas R$ 1,5 bilhão do total dos R$ 19,8 bilhões disponibilizados para o BNDES, ou seja, não há
esgotamento dos recursos. Essa suspensão poderá ser revista pelo banco a medida que os cálculos futuros apontem que os limites equalizáveis não foram ultrapassados.

A suspensão temporária ocorreu nas seguintes linhas:

- Crédito Agropecuário Empresarial de Investimento

- Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Programa ABC+, exclusivamente às linhas ABC+ Recuperação, ABC+ Orgânico, ABC+ Plantio Direto, ABC+ Integração, ABC+ Florestas, ABC+ Manejo de Resíduos, ABC+ Dendê, ABC+ Bioinsumos, ABC+ Manejo dos Solos);

- Construção e Ampliação de Armazéns (PCA, exclusivamente à linha destinada a operações com taxa de juros prefixada de até 8,5% a.a.);

- Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (PROIRRIGA)

- Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (PRODECOOP);

- Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (PROCAP-AGRO Giro).

Ressalta-se que o Plano Safra 2022/23 disponibilizou para esta temporada R$ 115 bilhões com fontes equalizáveis, dos quais o BNDES responde por 17,2%. Os recursos a juros controlados somam R$ 195,7 bilhões.

 

Quis São os Estados Mais Ricos do Agro?

 

 

Quais são os estados mais ricos do agro?

O agronegócio brasileiro está entre os principais pilares econômicos do País.
Por:  

O agronegócio brasileiro está entre os principais pilares econômicos do País. Isso ocorre por conta dos incentivos de grandes corporações, e também pelo desenvolvimento das cidades que se sustentam a partir das atividades rurais, promovendo mais qualidade de vida para seus residentes e trabalhadores. Assim, é importante reconhecer a força do setor para o Brasil, e entender como ocorreu essa expansão de forma massiva, especialmente nos últimos anos. 

Conforme dados divulgados pela assessoria, o agro tem papel fundamental para a economia brasileira.  Atualmente, o agronegócio se apresenta como um dos maiores geradores de renda da economia brasileira. Segundo relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da Esalq/USP, o setor teve participação de 27,4% no PIB em 2021, correspondendo a uma movimentação de aproximadamente R$913,14 bilhões. Além disso, as tendências de crescimento são positivas. Espera-se que, em 2022, a produção agrícola alcance 277,1 milhões de toneladas, um avanço de 9,4% em relação ao ano anterior.

Embora a participação no PIB brasileiro seja significativa, um dos principais elementos que mais comprovam o crescimento do agronegócio é a formação de novas cidades. Isso acontece por conta do desenvolvimento e organização das atividades em áreas rurais, de modo a atender as necessidades urbanas, sociais e econômicas de famílias que residem na região. Dessa forma, ocorre o nascimento de novos municípios, que unem ambos os ambientes a fim de promover melhor qualidade de vida para os trabalhadores e residentes, enquanto contribui para o aumento das ações relacionadas ao agro.

Confira os 5 estados mais ricos do agronegócio brasileiro

De acordo com um estudo realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou levantamentos que mostram as cidades e regiões com a maior participação no crescimento do agronegócio no último ano, em âmbito nacional.  

Em primeiro lugar, se destaca o Mato Grosso, com 35 das cidades mais ricas. Além disso, a região também é conhecida pela sua forte participação nas atividades de exportação agropecuária.

O segundo estado do ranking é o Mato Grosso do Sul, com 13 dos municípios melhor ranqueados pelo MAPA.

Na ordem, segue o estado de Goiás, com 10 cidades, também sendo reconhecido pela sua participação em atividades rurais. Em seguida, o estado mais rico e com maior crescimento do agronegócio é a Bahia, que se destaca entre a predominância do centro-oeste.

Isso acontece por conta do investimento e das ações de grandes empreendimentos, como o Agronegócio Estrondo, que está comprometido com o desenvolvimento do agronegócio no Oeste da Bahia. 

Por fim, Minas Gerais é o quinto estado mais rico do setor, com 9 municípios bem colocados no ranking.

sábado, 30 de julho de 2022

 

RN segue exemplo do Canadá para impulsionar produção em campos maduros












O aumento da produção e a ampliação da vida útil dos campos maduros estão entre os principais desafios enfrentados pela indústria de óleo e gás, obtidos em terra em todo o mundo, e as alternativas para driblar essas questões no Rio Grande do Norte foram alvo de discussões no segundo dia do Mossoró Oil & Gas Expo, na última quarta-feira (6). Empresários, técnicos, estudantes e especialistas no assunto conheceram técnicas do Canadá, referência mundial na produção de petróleo onshore e em fator de recuperação dos campos maduros.



Conforme definição da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), campos maduros estão em atividade há 25 anos ou mais com produção igual ou superior a 70% das reservas provadas. O chamado fator de recuperação é medido pelo percentual de volume óleo da reserva de cada campo que foi produzido. No mundo, o fator de recuperação médio é de 35%. No Brasil, entretanto, o fator médio é de aproximadamente 13%.

“Se conseguirmos aumentar pelo menos dois pontos nesse percentual, teremos um aumento muito significativo em termos de produção nos campos maduros aqui do estado”, avalia o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias. O desafio da retomada do setor no Estado, portanto, é melhorar esse rendimento, a partir da chegada de novas empresas no vácuo da Petrobras, que vendeu seus ativos no Rio Grande do Norte à iniciativa privada. Para isso, o mercado estreita os laços com a indústria de petróleo canadense.

Os números de lá chamam atenção. O Canadá detém a terceira maior reserva em terra do mundo, atrás da Arábia Saudita e Venezuela, é o quarto maior produtor mundial; 80% da produção é em terra (onshore), com cerca de mil operadores e mais de 550 mil poços perfurados.

Para o diretor técnico do Sebrae no Rio Grande do Norte, João Hélio Cavalcanti Júnior, a ideia de estimular o intercâmbio de informações tende a gerar resultados positivos na cadeia produtiva do petróleo e gás potiguar. “Essa troca de conhecimento é muito rica. O Canadá tem expertise quando o assunto é fator de recuperação, e devemos nos inspirar nas experiências exitosas para alcançar os melhores resultados possíveis para alavancar ainda mais o onshore no Rio Grande do Norte”, recomenda.
Alternativas

No Mossoró Oil & Gas, Steven Golko, vice-presidente da Reservoir Services at Sproule, foi uma das atrações do painel “Tecnologias aplicadas a recuperação em campos maduros”. Golko apresentou quatro técnicas usadas com êxito, no Canadá, para o aumento da produção de campos maduros: injeção de água, injeção de polímeros, tecnologia térmica e injeção de vapor.

Segundo o canadense, algumas dessas técnicas, como a injeção de polímeros, elevou para até 47% o fator de recuperação de poços na região de Alberta, no Canadá. “Recomendo avaliar a opção mais viável de acordo com cada realidade para incremento econômico”, sugere. Outro participante do painel, Petro Nakutnny, diretor de operações Saskatchewan Research, acrescentou no rol de técnicas injeção de químicos (polímeros + sufactantes). Segundo Petro, é uma alternativa a ser considerada no Brasil.

Na mesma diretriz, a gerente da Petrorecôncavo, Jéssica Canuto, apresentou cases de sucesso da empresa na Bahia. É o caso do campo de Cassarogongo, onde o fator de recuperação beira 30%, por meio de injeção de água, segundo ela. Também participaram do painel Nadine Lopes (mediadora), do consulado do Canadá no Brasil, e Carlos Padilha, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex Brasil).

Blog: Fernando Soares

 Agricultura Familiar: quem não vive dela, depende dela para viver!





Na Semana da Agricultura Familiar, a CONTAG lança esse vídeo que destaca o importante papel dos agricultores e agricultoras familiares na produção de alimentos saudáveis para alimentar o País e no desenvolvimento rural sustentável e solidário.





CONTEÚDOS RELACIONADOS

  ALIMENTOS SAUDÁVEIS


* Seminário Nacional destaca potencial da agricultura familiar para a produção de alimentos saudáveis e nutritivos

* Data para reconhecer mundialmente o importante papel de quem produz comida de verdad

 

O programa Lavoura-Pecuária-Floresta pode incentivar a cultura do grão de bico entre os produtores brasileiros

   

O grão-de-bico ainda é uma cultura incipiente no Brasil. O grão-de-bico é uma leguminosa rica em proteína que pode ser uma alternativa de uso em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), inclusive por agricultores familiares e médios produtores agrícolas. É o que mostrou o dia de campo realizado pela Embrapa e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ( Mapa ) na Embrapa Hortaliças (DF), com participação de 180 pessoas, entre produtores rurais, técnicos, professores e estudantes.

No local do evento, uma área de 13,5 ha que estava sem culturas, a Embrapa Cerrados (DF) e Embrapa Hortaliças implantou um sistema de ILPF com grão-de-bico. “Estamos apresentando uma alternativa de diversificação, principalmente para o período de safrinha”, explicou Warley Nascimento, chefe geral da Embrapa Hortaliças.

Sebastião Pedro, chefe geral da Embrapa Cerrados, agradeceu a parceria com a Embrapa Hortaliças e destacou que o mundo vive um momento ímpar, no qual a produção de alimentos é mais importante como a indústria da humanidade e, nesse sentido, o Brasil se materializa como um grande celeiro. “Com o nosso clima e amplitude de terras, temos a oportunidade, ao realizar este dia de campo, de mostrar que estamos conduzindo a produção agrícola e pecuária para um modelo, utilizando o solo da melhor forma sustentável possível. Temos aqui a oportunidade de mostrar o efeito da ILPF como alternativa na sustentabilidade, na agricultura de baixo carbono, e a chance de conhecer o grão-de-bico, que faz parte de um grupo de culturas importantes que são os pulsos*”, afirmou.

 CI

Imagem: Pixabay
RECORDE REAL

Preço ao produtor atinge R$ 3,19/litro

A demanda por lácteos se enfraqueceu durante a segunda quinzena de julho, desestimulada pelos altos preços nas gôndolas
Por: CEPEA
O preço do leite captado em junho/22 e pago aos produtores em julho/22 avançou 19,1% frente ao mês anterior, chegando a R$ 3,1932/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Este valor é recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 2004, e está 24,7% acima da média registrada no mesmo período do ano passado. Com esta sexta alta mensal consecutiva, o leite no campo acumula valorização real de 42,7% desde janeiro (valores deflacionados pelo IPCA de junho/22).
CI


sexta-feira, 29 de julho de 2022

 

Eleições

Novos perfis do Incra nas redes sociais durante o período eleitoral

Novos perfis do Incra no perído eleitoral de 2022

Os canais de comunicação do Incra serão alterados durante o período eleitoral de 2022, que se inicia em 2 de julho e vai até 2 de outubro, podendo ser estendido até 30 de outubro, em caso de segundo turno.

Os ajustes são necessários para atender à legislação eleitoral. Por isso, os canais de comunicação do Incra terão parte do seu conteúdo suspenso temporariamente. O objetivo é cumprir a jurisprudência vigente, a fim de que não sejam publicados ou mantidos conteúdos caracterizados como publicidade institucional, vedada no período eleitoral.

Dessa forma, parte do conteúdo do portal www.gov.br/incra, a exemplo das notícias publicadas antes do período eleitoral, será suspenso temporariamente a partir do dia 1º de julho, às 18h.

As redes sociais oficiais de todas as unidades Incra também serão suspensas temporariamente. Elas ficarão desativadas durante o período das restrições e, após as eleições, vão retornar ao ar e terão os seus conteúdos restabelecidos.

Para o período eleitoral, o Incra criou perfis únicos, temporários e oficiais no Facebook (gov.incra), no Instagram (gov.incra) e no Twitter (gov_incra). Serão contas específicas para uso durante o período de restrições. Essas contas, por serem novas, não terão o conteúdo publicado sujeito à vedação legal. Os novos conteúdos a serem postados já seguirão as regras impostas.

A suspensão temporária dos perfis nas redes sociais e de conteúdos em outras propriedades digitais, orientada pela Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações, irá ocorrer devido ao entendimento da Justiça Eleitoral de que não se pode manter, durante as eleições, conteúdos caracterizados como publicidade institucional mesmo que o conteúdo seja datado de antes do início do período das restrições eleitorais.

Normativos

A lei que estabelece as normas para as eleições (Lei nº 9.504, de 1997) dispõe, dentre outras questões, sobre condutas vedadas aos agentes públicos durante os pleitos eleitorais. Uma das vedações trata da publicidade institucional.

De acordo com a lei (em seu artigo 73, inciso VI, alínea b), é vedado ao agente público, nos três meses que antecedem o pleito (com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado), a autorização de publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Em adição à lei, a Advocacia-Geral da União (AGU) reúne, na cartilha Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais em Eleições 2022, orientações sobre a atuação dos órgãos e agentes públicos do governo federal durante o período eleitoral. Também há a Instrução Normativa SECOM/SG/PR nº 01, de 11 de abril de 2018, que disciplina a publicidade em ano eleitoral dos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM).

Canais temporários

Siga os novos canais temporários e oficiais do Incra nas redes sociais para conferir o conteúdo postado, em conformidade com a legislação eleitoral:

Reprodução de conteúdo da CGU

 

AgroResidência abre primeiro edital para seleção de projetos da aquicultura

As instituições de ensino público federais interessadas poderão enviar as propostas no período de 1º a 22 de agosto de 2022

Está aberto o primeiro edital de chamamento público, no âmbito do AgroResidência – Programa de Residência Profissional Agrícola, destinado à seleção de propostas de projeto de residência profissional agrícola para atuação específica junto à cadeia de aquicultura. A iniciativa é coordenada em conjunto pelas secretarias de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) e de Aquicultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O Programa AgroResidência destina-se à qualificação de jovens estudantes e recém-egressos dos cursos de ciências agrárias e afins, apoiando projetos de residência elaborados e coordenados por instituições de ensino de todo o país, voltadas para a qualificação técnica dos estudantes, favorecendo a inserção desses profissionais no mercado de trabalho e assim, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura brasileira.

As instituições de ensino, vinculadas à Administração Pública Federal, poderão enviar as propostas à Comissão de Seleção e Avaliação de Projetos, em formato PDF, para o endereço eletrônico “programa.residencia@agro.gov.br”, com a designação do assunto no e-mail “Edital 01/2022 (indicar o nome da instituição)” de meia-noite do dia 1º de agosto às 23h59 do dia 22 de agosto de 2022, conforme o edital.

Mais informações sobre o chamamento público poderão ser solicitadas ao Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/ SAF/ Mapa), pelos telefones (61) 3276-4675 ou 3276-4674 ou pelo e-mail “programa.residencia@agro.gov.br”.

As propostas selecionadas terão direito a financiamento estimado de R$ 1 milhão. Os recursos deverão ser usados para custeio das bolsas de residentes, professores orientadores e despesas com a participação dos alunos residentes, professores orientadores, técnicos orientadores e de colaboradores eventuais em reuniões, oficinas, seminários, congressos e afins.

>> Veja aqui o edital do AgroResidência 

AgroResidência

O Programa de Residência Profissional Agrícola (AgroResidência) destina-se a apoiar a formação de profissionais com as competências necessárias
para a plena atuação nas áreas de ciências agrárias e afins, favorecendo a inserção desses profissionais no mercado de trabalho.

Agroresidência no Ceará - Divulgação SAF/Mapa

Residente participante do programa no Ceará 

O público-alvo é de jovens entre 15 e 29 anos de idade estudantes ou recém-egressos de cursos, de nível médio ou superior, de ciências agrária e afins.

A Residência Profissional Agrícola se caracteriza pela inserção dos residentes por meio de treinamento prático, orientado e supervisionado, propiciando o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao exercício profissional.

O programa visa ainda aproximar e fortalecer a relação do universo acadêmico com a realidade da agricultura brasileira, contribuindo para a
formação de profissionais capazes de dar respostas às demandas colocadas pelos diferentes segmentos do setor produtivo agrícola.

 

Como livrar os plantios de cenouras do ataque do nematoide-das-galhas que deforma as raízes da planta

   

É comum a reclamação de produtores de cenouras que fazem colheita com raízes deformadas. A presença de nematoides, micro-organismos que habitam o solo, os do gênero Meloidogy principalmente , ou nematoide-das-galhas, têm sido geralmente o diagnóstico apontado na identificação do problema. As espécies de aspecto nem das galhas reconhecidas de comercialização de aspecto da raiz idealizável, o que representa a parte de distribuição sem valor.

Com a presença dos nematoides no solo, o produtor terá que conviver com o problema, dada uma confirmação de sua determinação, mas boa notícia é que há formas de controle, por meio de técnicas de manejo erradicado. As primeiras técnicas seria o uso de matéria orgânica no preparo da área para o cultivo:  “A matéria orgânica – constituída por esterco bovino e de aves e capim moído – no solo o desenvolvimento de micro-organismos naturais como fungos e bactérias que ajudam a controlar os nematoides”, assinala Pinheiro. Outra dica do pesquisador diz respeito à proliferação e disseminação dos nematoides.

“Quando a planta que substitui o cultivo das cenouras não é hospedeira – a algumas cultivares do milho e milheto e certas espécies de crotalária, isto é, não facilita a sobrevivência desses micro-organismos naturais, o nematoide não sobrevive.  “A utilização de medidas de manejo, o produtor pode manter a população dos nematoides sob controle e dessa forma manter a produção em quantidade e qualidade”, resume.

PETROBRAS REDUZ PREÇO DE VENDA DA GASOLINA

 

 
PARA AS DISTRIBUIDORAS

Petrobras reduz preço de venda da gasolina

Medida entra em vigor nesta sexta-feira

A Petrobras reduz, a partir de amanhã (29), o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras de R$ 3,86 para R$ 3,71 por litro. A queda é de R$ 0,15 por litro. A medida foi anunciada hoje (28) a empresa.

Com isso, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição do combustível comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor cairá de R$ 2,81, em média, para R$ 2,70 a cada litro vendido na bomba.

Segundo a companhia, a redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina. Além disso, acrescenta a empresa, a medida “é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio de seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

Informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor obtidas no site da Petrobras. De acordo com a companhia, o objetivo é “contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade”.


quinta-feira, 28 de julho de 2022

 

Imposto Territorial Rural começa a ser entregue em 15 de agosto

As informações devem ser enviadas à Receita Federal até o dia 30 de setembro

O prazo de entrega da Declaração do Imposto Territorial Rural (ITR) começa no próximo dia 15 de agosto, informou a Receita Federal. O prazo para envio dos dados é o dia 30 de setembro, por meio do Programa Gerador da Declaração ITR, que pode ser baixado do site da própria Receita.

De acordo com a Instrução Normativa, publicada no Diário Oficial da União (DOU), toda pessoa física ou empresa que não for enquadrada na faixa de isenção deve declarar o ITR. A medida vale para possuidores de qualquer título, seja de posse, propriedade ou domínio útil. No caso de propriedade conjunta, as informações devem ser prestadas por um dos donos da área.

LEIA TAMBÉM: Isenção de ITR para imóveis com mais de 30% de área florestal preservada por RPPN

Pessoas físicas ou empresas que perderam a propriedade do imóvel entre 1º de janeiro de 2022 também devem fazer a declaração do ITR. Segundo a Receita Federal, vale para quem passou por processo de desapropriação ou perdeu a posse da propriedade em função de alienação ao Poder Público, incluindo autarquias e instituições.

A normativa da Receita define ainda as regras para excluir do cálculo do ITR as áreas consideradas não tributáveis, como Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL). O declarante deve apresentar ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o Ato Declaratório Ambiental (ADA). E, se já tiver o Cadastro Ambiental Rural (CAR), tem que informa o número na declaração.

Caso haja imposto a pagar, a primeira cota deve ser quitada já no dia 30 de setembro. O valor mínimo é de R$ 10. Se o resultado do cálculo for menor do que R$ 100, o pagamento deve ser feito em cota única. Valores superiores podem ser divididos em até quatro parcelas de, no mínimo, R$ 50.

O pagamento pode ser feito por transferência em instituições autorizadas pela Receita Federal. Outra opção é através do Darf (Documento de Arrecadação de Recursos Federais) emitido pelo próprio programa do ITR, ou pelo caixa eletrônico ou internet banking da instituição financeira.

Se, depois de enviar a Declaração do Imposto Territorial Rural (DITR), o contribuinte perceber a ausência ou necessidade de correção de alguma informação, pode fazer uma declaração retificadora. O procedimento é o mesmo da original. No entanto, quem perder o prazo está sujeito a pagar multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 50.

“O pagamento do imposto pode ser antecipado total ou parcialmente. Pode-se ainda ampliar para até quatro o número de quotas do imposto anteriormente previsto mediante apresentação de DITR retificadora antes da data de vencimento da primeira quota a ser alterada, observando o limite mínimo de R$ 50,00 por quota.

Valor da Terra Nua (VTN)

Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomenda ao produtor rural ficar atento aos prazos. Lembra ainda que o recibo da declaração é gerado no momento do envio e deve ser impresso pelo contribuinte.

“É importante o produtor ficar atento ao prazo de entrega da DITR 2022 para não gerar multa. O recibo que comprova a apresentação da declaração é gerado no ato da inscrição e deve ser impresso pelo contribuinte por meio do programa gerador”, disse o assessor técnico da Comissão de Assuntos Fundiários da CNA, José Henrique Pereira, na nota.

Ainda de acordo com a CNA, é preciso ficar atendo ao chamado Valor da Terra Nua (VTN) referente a 2022, que é publicado pela Receita Federal. Se os valores não observarem os requisitos determinados, a recomendação é o proprietário rural denunciar à Delegacia Regional da Receita.

“É importante também o produtor rural elaborar seu próprio laudo técnico para determinação do VTN da propriedade, que serve de parâmetro para o cálculo do ITR”, informa a nota da Confederação.

 

Toda pessoa física ou jurídica, com exceção de quem está na faixa de isenção, deve declarar o Imposto Territorial Rural 

 

A pecuária de leite investe em fertilizante organomineral para reduzir os custos e melhorar a qualidade do meio ambiente

EMBRAPA

A pecuária leiteira vem buscando, cada vez mais, formatos sustentáveis capazes de neutralizar as emissões de carbono, restaurar a biodiversidade local e regenerar o solo, ao mesmo tempo em que beneficiam os produtores por meio de práticas mais econômicas e produtivas. Neste cenário, uma técnica eficiente vem ganhando espaço entre as fazendas brasileiras: a fertilização organomineral.

Essenciais para o desenvolvimento das plantas, os fertilizantes de origem natural ou sintética, que já se destacavam na produção agrícola pelo potencial de correção de deficiências nutricionais do solo, agora, integram estratégias de agricultura regenerativa e agroflorestal na pecuária leiteira, com abordagens inovadoras que reutilizam os resíduos gerados na própria produção, contribuindo para a melhora física do solo, aumento da intensidade da atividade biológica, redução da fixação do fósforo no solo, aumento da resistência da flora à secas e, ainda, para a redução de custos operacionais.

Em comparação com fertilizantes minerais, os organominerais contribuem para o combate às mudanças climáticas, uma vez que é possível aproveitar os resíduos gerados. Com isso, a produção torna-se mais eficiente e também ocorre uma redução da emissão de gases de efeito estufa (GEEs). A pauta climática é tão relevante, que é foco de discussões e investimentos em grandes indústrias.

Com a incorporação do organomineral no manejo da silagem, o produtor Cesar Oliveira notou um incremento de produtividade por hectare de mais de 40%. Ele ainda reforça que o principal investimento para uma operação mais sustentável e produtiva é a capacitação técnica dos envolvidos nas atividades rurais e a construção de uma rede de parceiros comprometidos com o mesmo propósito: impulsionar o negócio de forma sustentável.

 

Portaria institui Programa AgroHub Brasil

Iniciativa vai formalizar processos fundamentais para o desenvolvimento de tecnologia de ponta para o agro brasileiro


Com objetivo de apoiar os ecossistemas e ambientes de inovação do agro brasileiro, bem como a divulgar ações e iniciativas de inovação agropecuária, foi instituído o Programa AgroHub Brasil. A Portaria nº 461, publicada nesta quarta-feira (27), entra em vigor em setembro.

Entre as finalidades do programa está o incentivo e a promoção de criação e amadurecimento de startups, desenvolvendo iniciativas de inovação para a agropecuária, apoiando eventos e desafios e aproximando as startups de potenciais oportunidades de captação de recursos públicos e privados, nacional e internacionalmente.

O programa também busca inserir o produtor rural em ambientes de inovação para a agropecuária, buscando aproximá-lo dos desenvolvedores de tecnologias, propiciando oportunidades de acesso e adoção de novas soluções tecnológicas, melhoria da qualidade dos processos e produtos, a redução de custos e a ampliação de receitas no agronegócio.

De acordo com a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, a medida serve para dar institucionalidade a processos fundamentais ao desenvolvimento de tecnologia de ponta para o agro brasileiro.

O apoio ao empreendedorismo de base tecnológica se refletirá no futuro em aumento da produtividade, geração de emprego e renda e mais inovação no campo.

As instituições de pesquisa, universidades, produtores rurais, empresas privadas, startups e investidores, sejam públicos ou privados, poderão realizar projetos, desenvolver estudos, organizar eventos e promover ações em prol de ecossistemas e redes de inovação, conforme definido em planos de trabalho para este fim e sob orientação da secretaria.

O Programa será promovido pela secretaria por meio de parcerias com instituições públicas e privadas, com a possibilidade de transferência de recursos, na forma da lei.

O apoio às ações de fomento à transformação digital da agropecuária brasileira vem ocorrendo por meio da criação e fortalecimento de ecossistemas regionais de inovação, que envolve ações de articulação e apoio ao empreendedorismo de base tecnológica, criação de startups do Agro, também conhecidas como Agtechs, peças importantes para levar novas tecnologias ao produtor rural.

Hoje, o Brasil tem mais de 1.500 startups ligadas às atividades e mais de 50 ambientes de inovação distribuídos por todo país, especialmente em regiões de vocação agropecuária.

A dinâmica de levantamento de demandas, geração de soluções e transferência dessas tecnologias é um processo complexo e envolve diversas etapas e interação de diferentes instituições. Para acelerar esse processo, a inovação aberta tem sido uma das estratégias e para que isso ocorra é fundamental que existam ambientes que promovam essa interação entre os beneficiários do programa.

Portal de pesquisa

O portal AgroHub Brasil reúne informações sobre o ecossistema de inovação da agropecuária brasileira e as principais iniciativas em curso no país. Além de informações sobre agricultura digital, conectividade em áreas rurais e aplicativos de celular com soluções para o dia a dia no campo, a página traz explicações sobre linhas de apoio e fomento público e privado para as startups.

 

Você pode fazer uma horta em casa num espaço de 1 metro quadrado

   

Quem mora na cidade pode plantar a própria comida, em casa ou num espaço comunitário – pois é possível criar uma horta num espaço reduzido, de apenas 1 metro quadrado. E a melhor parte é que é possível que essa horta siga princípios agroflorestais, da sucessão e da estratificação. Algumas vantagens da horta urbana, de acordo com Paula Costa, fundadora do hub de inteligência agroflorestal Pretaterra, são a diminuição do consumo de produtos com agrotóxicos, a aproximação com a natureza e a revitalização de espaços ociosos. “E fazer uma é mais simples do que parece”, complementa Valter Ziantoni, também fundador da Pretaterra.

Geralmente para se preparar uma horta em pequenos espaços se deve passar por quatro etapas. A explicação é dos especialistas Paula e Valter.

O primeiro passo é preparar o solo e arranjar a horta, o que leva de zero a dois meses. Para o preparo do solo, é preciso de aproximadamente 10 quilos de esterco ou de humus de minhoca, 1 quilo de calcário e 40 litros de cobertura de solo (folhagem, aparas de madeira, galhos picados, restos de roçada de grama etc). Deve-se começar afofando o solo com uma enxada ou um enxadão.

O calcário deve ser incorporado ao solo em camadas mais profundas, com pelo menos 20 centímetros de profundidade. Já o esterco ou o humus podem ser distribuídos mais superficialmente, com 5 centímetros de profundidade. Se o humus ou o composto forem de boa qualidade, pode-se iniciar o plantio no mesmo dia. Já quem usar esterco, dependendo do nível de cura, pode iniciar o plantio de três a sete dias após a adubação.

Em seguida, é hora de arranjar a horta, para os primeiros dois meses. A sugestão é plantar duas linhas paralelas de mudas de alfaces roxas, intercaladas por mudas de cebolinhas. Entre uma linha e outra, pode-se plantar outras mudas. Nas extremidades da horta, paralelamente à alface e à cebolinha, deve-se plantar sementes de rúcula. Perpendicularmente, nas outras extremidades, deve-se plantar sementes de rabanete. Uma dica é não plantar essas sementes muito adensadas – e, se isso acontecer, fazer o desbaste de algumas plantas, para evitar que haja competição.

Quando as sementes de rúcula e rabanete germinarem, é preciso escolher algumas plantas, para não deixar o espaço adensado. “Uma informação importante é que tudo o que será colhido deve ser plantado no mesmo momento”, diz Paula. “Outra é que, após a colheita desta fase, as espécies plantadas por mudas estarão maiores.” Nesta fase, a horta deve ser regada diariamente ou a cada dois dias – preferencialmente de manhã ou no fim da tarde.

O segundo passo é arranjar a horta, o que acontece de três a seis meses. Após a colheita de tudo o que foi plantado no primeiro momento, deve-se plantar mudas de couve, abobrinha e berinjela e sementes de quiabo e milho, além da mandioca (plantada por meio da maniva, a rama da planta, nos quatro cantos da horta). Quem não encontrar a maniva, pode plantar no lugar gengibre ou açafrão.

É possível que seja preciso aplicar mais uma camada de cobertura de solo, por exemplo, de humus (não necessariamente de adubação). Se houver bastante cobertura de solo, pode-se regar mais espaçadamente, uma vez a cada dois dias, de manhã ou no fim da tarde.

A colheita deve ser realizada ao longo dos meses, de acordo com a produção de cada espécie. “Por exemplo, o quiabo deve ser colhido sempre, para não ficar fibroso”, explica Paula. Após a produção dessas espécies, elas devem ser retiradas do sistema. “É importante não puxar as plantas pela raiz, para não revolver o solo. O indicado é cortar o caule bem na base”, diz Valter.

As exceções são a couve e a cebolinha, que podem permanecer por mais tempo no sistema se manejadas adequadamente. Da couve, devem ser retiradas as folhas, mantendo a planta, e, da cebolinha, deve-se retirar as folhas, mantendo somente as folhas internas.

O terceiro passo é arranjar a horta que acontece até um ano. Nesta fase, pode ser que seja preciso aplicar mais uma camada de cobertura de solo, como humus. Mais uma vez, se houver bastante cobertura de solo, é possível regar mais espaçadamente, uma vez a cada dois dias, de manhã ou no fim da tarde.

A mandioca já pode ser colhida – cada variedade da planta tem um prazo específico de colheita, entre 9 meses a 1 ano, é preciso prestar atenção a isso. Para fazer a colheita, pode-se cavar um pouco ao redor da planta e retirar uma raiz por vez. Outra opção é remover toda a planta de uma só vez.

O quarto passo, que acontece após um ano, de arranjo da horta. Após a colheita da mandioca, é hora de começar tudo de novo – mais um ciclo de produção de alimentos, começando por alface roxa, cebolinha, rúcula, rabanete etc.

 

Banco Central lança moeda de R$ 2 reais vendidas por R$ 34


O BC (Banco Central) lançou nesta terça-feira duas moedas em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil, celebrado em 7 de Setembro. Uma delas é de prata e a outra de cuproníquel.

A moeda de prata tem valor de face de R$ 5 e está sendo vendida a R$ 420. A tiragem inicial é de5.000 unidades, mas pode chegar a 20 mil.

A moeda de cuproníquel tem 30 mm de diâmetro e é de R$ 2,vendida a R$ 34. Serão produzidas de 10 mil a 40 mil unidades. Ela será entregue fixada a um cartão com a imagem do quadro e, no verso, suas características.

Ela traz a imagem do imperador Dom Pedro I, inspirada na litografia de Sebastien Sisson, e uma representação do quadro Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque.

O item, de 40 mm de diâmetro, é acompanhado de uma caixa e um pequeno encarte com informações.

A venda, iniciada nesta terça, será feita exclusivamente pelo site do Clube da Medalha da Casa da Moeda do Brasil. 

 CI

 

DIA DO AGRICULTOR: toda safra, uma nova história

Protagonista do trabalho no campo comprova a importância da agricultura
Por:  

O agricultor a cada ano, plantio, colheita e seu trabalho diário no campo vem demonstrando a força da agricultura brasileira. A data, que foi criada por meio do Decreto de Lei nº 48.630, em julho de 1960, para comemorar o os 100 anos da fundação do Ministério da Agricultura, homenageia os profissionais que trabalham com os produtos da terra.

Em tempos onde se vivencia uma crise econômica e onde existe o compromisso em alimentar uma população, é mais do que evidente o papel do grande protagonista que comprova a importância do setor, que atualmente consegue puxar a economia de forma positiva. 

No dicionário a palavra agricultor define “quem se dedica à lavoura, à agricultura ou trabalha no cultivo da terra”. E é preciso dedicação para superar os obstáculos do clima, do mercado, das pragas e doenças, do dia a dia no campo. Se para muitos a impressão é que os dias na agricultura passam com tempo menos acelerado, na calmaria, para quem vive a atividade nem sempre é assim. A responsabilidade de colocar na mesa de milhares de pessoas o alimento e tirar disso o seu próprio sustento gratifica mas tem seus desafios.

 

Ana Paula Ambos de Oliveira e Jailsom José de Oliveira – Dom Feliciano/RS

O casal de agricultores declara a sua paixão no campo e ressaltam a importância da data que celebra o árduo trabalho do agricultor. 

“Quando começamos não tínhamos nada, trabalhamos três anos em parceria. Foi a partir de então que compramos nossos 13 primeiros hectares de terra. Um ano depois adquirimos nosso primeiro trator e implementos. Hoje completamos nove anos trabalhando de maneira autônoma e com muitos sonhos realizados, conseguimos adquirir nosso carro, nossa moto, e chegamos aos 35 hectares de terra – que plantamos tabaco, milho, soja e trigo para comercialização. Nossa meta é cada dia evoluir, melhorar nossos lucros e poder dar qualidade nos estudos para os nossos filhos. Somos imensamente realizados”.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

 

GOVERNO FEDERAL ANTECIPA PARCELA DE AGOSTO DO AUXILIO BRASIL, CONFIRA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO



O governo federal antecipou o calendário de pagamento do Auxílio Brasil no mês de agosto, de acordo com instrução normativa publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (25).

As parcelas dos outros meses restantes do ano (setembro, outubro, novembro e dezembro) não foram afetadas pela mudança.

A liberação das verbas é feita de acordo com a numeração final do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário. Veja o novo calendário abaixo:



Novo calendário do Auxílio Brasil com antecipação do pagamento de agosto — Foto: Reprodução Diário Oficial

O programa garante um repasse mínimo de R$ 400 a cada beneficiário. O repasse médio recebido pelas famílias em julho foi de R$ 408,80. De agosto a dezembro, o programa pagará benefício mínimo de R$ 600, conforme portaria publicada no "Diário Oficial da União" no dia 20 de julho.
Quem pode receber

O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos.
As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105. As em situação de pobreza têm renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210.
Segundo dados da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, o Nordeste é a região com o maior número de beneficiários: quase 8,6 milhões de famílias. Na sequência aparecem as regiões Sudeste (5,2 milhões), Norte (2,1 milhões), Sul (1,2 milhão) e Centro-Oeste (941 mil).

Entre os estados, a Bahia lidera no número de famílias contempladas, com 2,26 milhões ao todo. Também há mais de um milhão de contemplados nos estados de São Paulo (2,18 milhões), Pernambuco (1,44 milhão), Minas Gerais (1,43 milhão), Rio de Janeiro (1,33 milhão), Ceará (1,32 milhão), Pará (1,15 milhão) e Maranhão (1,1 milhão).

 

Com R$ 3,5 milhões de royalties, Alto do Rodrigues segue liderando arrecadação


E termos de receitas financeiras o prefeito Nixon Baracho e sua equipe não tem de que reclamar. Nunca se arrecadou tanto com os royalties do petróleo, como nos últimos anos.

Mais uma vez a milionária cidade bateu recorde de arrecadação de royalties, de acordo com extrato do Banco do Brasil, que registra todos os repasses federais recebidos pelo município.

A Agência Nacional de Petróleo depositou referente ao mês de julho R$ 3 milhões e meio de reais, um valor significativo para um município de porte pequeno.




 

Financiamento

Novas normas fortalecem a CPR como instrumento de financiamento ao agronegócio

Mudança amplia o conceito de produto rural, para permitir a captação de recursos para projetos de conservação e preservação ambiental
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Com o objetivo de aprimorar dispositivos que normatizavam a Cédula de Produto Rural (CPR), foi sancionada, nessa quarta-feira (20), a Lei Nº 14.421/2022. Um desses aprimoramentos foi a ampliação do conceito de produto rural, de forma a permitir a captação de recursos tanto para projetos de conservação e preservação ambiental (CPR Verde), quanto para financiar outros elos da cadeia produtiva (fornecedores de insumos e equipamentos e processadores).

Também foram aprimorados os dispositivos que tratam do registro de garantias e os procedimentos e prazo para o registro dos títulos.

A atual lei é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) nº 1.104/2022. O texto original da MP contemplava alterações pontuais em dispositivos das leis nº 8.929/1994, que instituiu a Cédula de Produto Rural, e a 13.986/2020, conhecida como Lei do Agro.

Na primeira lei, o propósito era disciplinar os procedimentos para a assinatura eletrônica da CPR e no documento à parte com a descrição dos bens vinculados (admitidas a assinatura eletrônica simples, avançada ou qualificada) e no registro e na averbação de garantia real por bens móveis e imóveis (admitidas apenas a assinatura eletrônica avançada ou qualificada).

As propostas de alteração na Lei do Agro objetivam desonerar os credores da responsabilidade de também integralizarem cotas nos Fundos Garantidores Solidários, sob o argumento de que eles já assumem o risco das operações em casos de inadimplência dos contratantes.

Essa nova lei também aprimorou dispositivos que tratam do Patrimônio Rural em Afetação, tanto na Lei do Agro quanto em outros normativos. Esses são os casos do Decreto-Lei nº 3.365/1941, que dá celeridade ao rito desapropriatório, permitindo a imediata transferência da propriedade do imóvel para o expropriante, mesmo sem a anuência expressa do expropriado. E a inclusão de dispositivo na lei nº 6.015/1793, para contemplar o registro do patrimônio rural em afetação em garantia no Cartório de Registro de imóveis.

“O objetivo foi simplificar os processos de alienação fiduciária e de excussão da parcela do imóvel dada em garantia na operação de crédito, de forma a oferecer maior segurança jurídica para o credor, em caso da necessidade de execução da dívida”, explica o coordenador de Financiamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Nilton de Souza Vieira. 

A nova legislação também contempla ajustes nas normas que tratam do penhor rural, em especial a lei nº 492/1937, que passa a admitir a assinatura eletrônica na escritura particular do penhor, e no Decreto-Lei nº 167, que passa a permitir que os bens apenhados possam ser objeto de novo penhor cedular em grau subsequente ao penhor originalmente constituído, bem como a dispensar a lavratura de termo aditivo e assinatura do emitente, quando da prorrogação do vencimento das Cédulas de Crédito Rural.

O coordenador de Financiamento da SPA/Mapa salienta que a atualização dessas normas deve deixar o agronegócio como alternativa ainda mais sólida e segura para o investidor privado. Destaque-se que a atração de novos investidores é indispensável para assegurar o contínuo crescimento do setor, especialmente num contexto em que as restrições fiscais do estado limitam o crescimento do crédito rural com recursos controlados.

 

A maior competição da raça manga-larga marchador no Brasil

   

Acontece durante a 39ª Exposição Nacional Ram do Cavalo Mangalarga Marchador, em Belo Horizonte. A  raça, que é brasileira, originária do Sul de Minas Gerais, há mais de 200 anos. Hoje, os animais estão presentes em todos estados brasileiros e também no exterior com um plantel de 687.157 cavalos registrados. O médico veterinário e diretor do Colégio de Jurados, Carlos Augusto Sacchi, explica que para que os animais possam participar da disputa é preciso passar por vários eventos regionais, estaduais e terem sido campeões nessas instâncias. As vitórias pregressas são como uma credencial para a grande competição. “O objetivo do julgamento é avaliar zootecnicamente os animais e assim orientar os criadores a promoverem a evolução dos seus criatórios”, diz.

Os critérios avaliados nas provas de Marcha são: gesto de marcha, comodidade, adestramento, rendimento, estilo e regularidade. No caso da Morfologia, são analisados: caracterização racial e Expressão Racial, qualidade do passo, bem como avaliação do conjunto de frente, tronco e membros.

As provas e as premiações sempre acontecem em família, ou seja, primeiro tem as Provas de Progênie que são os filhos de uma determinada égua ou cavalo. Então, várias éguas disputam o campeonato de progênie de mãe e vários cavalos disputam o campeonato de progênie de pai. A premiação é para as “famílias” e não para um único cavalo ou égua.

O especialista explica que para que os animais possam competir é preciso treinamentos constantes, além de suplementação alimentar e preparação física com uma espécie de “personal trainer”. Os animais, possuem um tratamento diferenciado, com uma equipe multidisciplinar composta por diversos profissionais que preparam os animais para as apresentações nos campeonatos de Morfologia e Marcha, sendo que os últimos exigem que o animal tenha um bom preparo físico, que envolve uma preparação aeróbica para melhor condicionamento cardiovascular, que contempla inclusive exercícios na piscina. “Existem muitos protocolos diferentes de treinamento, mas uma coisa é comum a todos eles: todos devem começar leves e ir aumentando a intensidade gradativamente. Cada animal tem uma capacidade e resistência, os treinamentos devem ser muito bem dosados”, diz.

Além de acompanhar os julgamentos de Marcha e Morfologia, a 39ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador conta ainda com Provas Esportivas, Provas Sociais, Palestras Técnicas com temas ligados a equinocultura e ampla programação social. O campeonato da raça (disputa dos campeões de categoria) será conhecido no último dia do evento. São mais de 60 provas oficiais durante o período da exposição, que vai até o dia 30 de julho.

A Exposição Nacional acontece anualmente desde 1982. Naquela ocasião, participaram do evento 413 animais da raça. Desde então, o evento foi crescendo gradativamente, chegando aos mais de 1.600 cavalos atuais e 561 expositores, se consolidando entre os maiores eventos privados da capital mineira e um dos mais importantes do setor no país. E não é para menos, já que a equideocultura movimenta R$ 16,5 bilhões ao ano no Brasil, que possui o terceiro maior rebanho do mundo, com 5,9 milhões de cabeças, além de empregar 3,2 milhões de pessoas.

 

SERVIÇO:

 

39ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Data: Até 30 de julho de 2022 (sábado)

Local: Parque de Exposições da Gameleira – Av. Amazonas, nº 6020 / Belo Horizonte (MG) CEP: 30.510-000

terça-feira, 26 de julho de 2022

Aberta Consulta Pública Sobre Produtos de Uso Veterinários

 

Participação Social

Aberta consulta pública sobre produtos de uso veterinário

A proposta busca modernizar os procedimentos para o registro e importação dos produtos de uso veterinário

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu uma consulta pública, pelo prazo de 75 dias, para discutir a minuta do Decreto que aprova o regulamento de registro, emprego e fiscalização de produtos de uso veterinário.

A proposta busca atualizar o Decreto nº 5.053/2004 de forma a modernizar os procedimentos para o registro e importação dos produtos de uso veterinário por meio da simplificação e reformulação de requisitos com base em risco. Além disso, a minuta apresenta capítulos específicos para regulamentação de temas como o emprego e farmacovigilância.

O Mapa também disponibilizou para consulta pública, pelo prazo de 60 dias, a proposta de Portaria que consolida as proibições, em todo território nacional, da fabricação, manipulação, comercialização, importação ou uso de insumos ativos e produtos de uso veterinário específicos.

A Portaria tem por objetivo consolidar os diversos atos normativos atendendo às boas práticas regulatórias, assim como harmonização com a legislação nacional e com as recomendações internacionais para o tema.

Para ambas consulta públicas, as sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

Informações à Imprensa
Patrícia Távora
imprensa@agro.gov.br

Agricultura e Pecuária