quinta-feira, 29 de março de 2012

Governo atende pleito da CNA e das Federações da Agricultura


Sindicato Patronal de Lajes
Imagem Interna
O Governo federal atendeu a um pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e das Federações da Agricultura e autorizou a renegociação de dívidas de pequenos e médios agricultores dos estados do Nordeste, além de prorrogar o prazo para quitação desses débitos até 29 de março de 2013.

Com a confirmação do Governo federal, os produtores que procurarem os bancos até esta data poderão ter rebate de até 60% sobre o saldo devedor, dependendo das condições do contrato. “Muitos produtores não conseguiram apresentar o pedido às instituições bancárias no ano passado e por isso foi preciso redefinir uma nova data”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Flávio Saboya, referindo-se ao prazo inicial de 30 de novembro de 2011.

A regra, prevista na Lei 12.599/2012, publicada na edição de segunda-feira (26) do Diário Oficial da União, vale para operações lastreadas em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), fontes mistas, operações efetuadas com risco da União e aquelas com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) dos produtores do Nordeste. “Por meio da mesma lei, o Governo federal também suspendeu as execuções judiciais e dos respectivos processos judiciais. Agora, os nossos produtores devem se encaminhar aos bancos e procurar a suspensão dessas execuções”, ressaltou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira.  

Operações de crédito rural

O Governo também permitiu a individualização das operações de crédito rural individuais, grupais ou coletivas do Pronaf por um período adicional de cinco anos (contratos feitos entre 2006 e 2011). Na prática, a regra permite que um agricultor associado a uma cooperativa renegocie sua dívida separadamente.

De acordo com o presidente da Faern, José Vieira, a lei terá abrangência para todos os nove Estados do Nordeste (área do polígono das secas), além do norte de Minas Gerais e Espírito Santo. “Acredito que fizemos a nossa parte. Tanto a CNA como as Federações da Agricultura, lutaram muito para que esse pedido de tornasse realidade. E agora ele é. Com isso, mostramos aos nossos inúmeros produtores rurais que a união de nossa classe é o que faz a diferença”, finalizou Vieira.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Febre Aftosa-Thaisa Galvão

ESTADOS ASSINAM TERMO POR AVANÇO DA ÁREA LIVRE DE AFTOSA
Cinco Estados do Nordeste e o Pará já estão incluídos na próxima fase do cronograma; Paraíba e Rio Grande do Norte precisarão passar por novas avaliações

Um termo de compromisso – proposto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – foi assinado por representantes de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte para garantir o prosseguimento do projeto de ampliação da zona livre de febre aftosa do Brasil.
O acordo foi firmado nesta terça-feira, 27 de março, durante uma reunião entre integrantes do Departamento de Saúde Animal (DSA), secretários de Agricultura estaduais e membros de agências de defesa agropecuária, em Brasília. Nele, os Secretários da Agricultura dos Estados se comprometem a executar integralmente as medidas acertadas nos Planos de Ação – e aquelas consideradas complementares – para correção das deficiências apontadas em auditorias do Mapa realizadas em 2011 e no início de 2012.
No documento, as autoridades estaduais também garantem o cumprimento das condições exigidas para o avanço dos trabalhos. O objetivo é alcançar os resultados mínimos satisfatórios para itens considerados imprescindíveis e melhorar os demais critérios (classificados como importantes ou necessários) sem retrocesso nos 27 pontos avaliados pelo Ministério.

A próxima etapa prevista dentro do cronograma definido pelo DSA será a realização do inquérito soroepidemiológico nos Estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí. Na próxima semana, uma reunião preparatória com os técnicos que participarão dessa atividade será promovida em Brasília.
Paraíba e Rio Grande do Norte, que não atenderam à expectativa mínima esperada, terão restrições para transitar com seus animais susceptíveis à febre aftosa e produtos aos demais Estados. A restrição é válida até que esses dois Estados sejam incluídos na lista conforme os resultados das auditorias seguintes.
Somados, os convênios plurianuais estabelecidos pelo Mapa com os Estados (exceto Piauí e Rio Grande do Norte) atingem cerca de R$ 100 milhões. O principal objetivo é permitir que a região seja reconhecida nacionalmente como livre de febre aftosa com vacinação ainda este ano, o que dependerá da implementação das melhorias recomendadas e dos resultados da investigação soroepidemiológica.
“Precisamos ter certeza de que não há circulação de vírus na região e que os Estados contam com uma estrutura mínima para manter o status alcançado. Queremos que o bloco avance como um todo para que possamos apresentar um pleito único, de toda a região, junto à Organização Mundial de Saúde Animal”, declara o diretor do DSA, Guilherme Marques.


terça-feira, 27 de março de 2012

Reunião do PRODECENTRO em GUAMARÉ

Está prevista para o dia dez de abril próximo, a 2ª Reunião Plenária do Colegiado PRODECENTRO  na cidade litorânea de Guamaré. Desta feita, o evento será marcado pela posse da nova diretoria executiva do território, sob a tutela do novo Articulador Pedro Alves(lajes) e do vice Anilton Souza(Fernando Pedroza) eleitos na última plenária acontecida na vizinha cidade de Lajes. Tomarão posse também, os novos membros dos núcleos técnicos e diretivos respectivamente. A reunião está sendo aguardada pelos participantes com bastante ansiedade, uma vez que, além da posse dos novos diretores, na pauta prevista, o principal assunto deverá ser a alocação de recursos já existentes na CEF, e que terão de serem repassados ao território para a sua devida administração. A situação da estiagem na região também entrará em discussão e na oportunidade deverá ser convidada para fazer parte dos trabalhos, uma autoridade pertencente ao governo do estado, que por ventura deverá apresentar aos presentes, alguma solução aos agricultores de nossa região. É grande a preocupação e o clamor dos nossos pequenos e médios proprietários. O titular deste blog ainda acredita que Deus na sua onipotência, vai mandar bastante chuva para amenizar a situação da nossa gente. Vamos aguardar minha gente. Calma e chá de canela não faz mal a ninguém.

Seca no ‘Sertão do Cabugi’ causa preocupação



Blog do Capote
A seca que atinge alguns estados da região Nordeste também é sentida no Rio Grande do Norte, especificamente na região Central do Estado. Na Zona Rural do município de Lajes, o assentamento 3 de agosto é um dos que sofrem, atualmente, com a falta de chuvas.
Na última sexta-feira (23), o prefeito da cidade, Benes Leocádio, acompanhado do presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Lajes, César Militão, visitou o assentamento e constatou que, se não houver incidência de chuvas nos próximos dias, a produção na comunidade poderá sofrer um abalo significativo. “Com a falta de chuvas no sertão, não haverá safra e os animais, que já estão sentido os efeitos da seca, poderão morrer”, alertou o presidente do Sindicato dos Produtores, César Militão.
O prefeito, Benes Leocádio, disse que a situação é preocupante na região. Ele informou que tomará medidas para amenizar o sofrimento do homem do campo. “Iremos fazer uma reunião com o nosso secretariado e desenvolver um plano de ação para aquela comunidade”, resumiu o prefeito de Lajes.
Nordeste
Chega a 158 o número de cidades baianas em situação de emergência, por causa da seca que atinge a região Nordeste. A informação foi confirmada pelo Diário Oficial da Bahia, na última semana. Mais de dois milhões de pessoas estão sendo afetadas.
Já no estado do Piauí, 54 cidades se encontram em estado de emergência e mais de 90% das safras de feijão e milho do estado foram perdidas com a seca. “Não podemos atingir esses números. O nosso Governo e as prefeituras locais precisam fazer algo para frear esses dados preocupantes. Ou fazemos algo pelo setor rural, ou poderemos perder safras e rebanhos inteiros”, finalizou César Militão.

 

 

Blogs de Todo Estado-O Drama da Seca


Se já não bastassem o desânimo que o produtor rural vem enfrentando nos últimos anos, principalmente com os constantes atrasos no pagamento do Programa do Leite do governo do Rio Grande do Norte, onde muitos abandonaram a atividade; a total falta de segurança nas fazendas, onde as quadrilhas roubam animais, máquinas e implementos agrícolas, sem que nenhuma medida concreta tenha sido tomada até o momento por parte do governo, o produtor rural deverá enfrentar uma das piores secas dos últimos anos aqui no Estado.
Tradicionalmente os meses de março e abril são os dois melhores meses de chuva no sertão. No entanto, até hoje não ocorreram chuvas significativas. Com as chuvas que caíram no mês de fevereiro muitos agricultores aproveitaram para plantar, achando que o inverno estava consolidado. Com a falta de chuva no mês de março, os agricultores perderam tudo que plantaram.
Resta apenas uma pequena esperança, a de que possa chover no mês de abril para brotar o alimento para os animais e os açudes venham a tomar água, minimizando as dificuldades que o produtor rural irá enfrentar ao longo deste ano.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Embrapa inicia capacitação em ovinocultura de corte para técnicos do Senar (26/03/2012)
Adilson Nóbrega
Embrapa inicia capacitação em ovinocultura de corte para técnicos do Senar
Começou na manhã desta segunda-feira (26), no Auditório Central da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), o curso de capacitação continuada sobre ovinocultura de corte que a Embrapa ministrará a técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nesta semana, de 26 a 30, os técnicos participarão do primeiro módulo, sobre sistemas de produção de ovinos de corte. Até o fim de 2012 serão outros dois módulos para a mesma turma, com palestras e atividades práticas que incluem visitas a propriedades rurais e aulas em campo.

Na abertura, o pesquisador Vinícius Guimarães, da Embrapa Caprinos e Ovinos, abordou a necessidade de técnicos terem uma visão sistêmica sobre o sistema produtivo, como forma de pensar de forma estratégica as soluções para problemas da cadeia produtiva de ovinos. "Se não pensarmos em intervenções generalizadas, teremos sempre uma visão particular e não veremos nosso produto como um todo", ressaltou ele. O pesquisador destacou que aspectos como manejo, nutrição de animais, eficiência reprodutiva, genética, entre outros, não podem ser vistos como isolados em um sistema de produção, pois têm influências uns sobre os outros. Na sequência, o também pesquisador Juan Ferelli falou sobre comercialização e avaliação do mercado para ovinos.

Participantes do curso mostraram boa expectativa em conhecer as tecnologias da Embrapa para a ovinocultura e em disseminá-las junto a produtores rurais de suas regiões. "O que espero é acompanhar o que há de novo na área, aprender e repassar o conhecimento. Na região Norte, a atividade explodiu nos últimos três anos e a busca por profissionais é muito grande", afirmou o médico veterinário Jaderson Holanda, do Senar do Amazonas.

O também veterinário Jorge Mezzaroba, do Senar de Mato Grosso do Sul, mostrou interesse em conhecer a realidade de sistemas de produção em bioma diferente de sua região e avaliar que experiências praticadas no Nordeste podem ser adaptadas. Para ele, as tecnologias poderão ajudar na superação de desafios para a produção local, principalmente quanto à inserção dos produtos da carne ovina no mercado e a redução de abates clandestinos.

Já a zootecnista Ângela Gracindo, do Senar do Rio Grande do Norte, destacou que a maior expectativa pelo curso está em conhecer inovações tecnológicas que permitam transformar a realidade de ovinocultores que trabalham em regime de agricultura familiar. "Neste setor, a atividade ainda se dá de forma primitiva. Como multiplicadores, queremos pôr as tecnologias novas em prática", disse ela.

Ainda neste módulo, os participantes terão noções sobre planejamento participativo, implantação do sistema de produção, manejo e conservação do solo. A partir da quarta-feira, acontecem também atividades práticas de manejo de pastagens. O curso de capacitação continuada atende à cooperação técnica firmada entre Embrapa, Senar e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), visando treinar técnicos para que atuem como multiplicadores em arranjos produtivos de diferentes regiões do país, colaborando para a inserção dos produtores no mercado.
Adilson Nóbrega (MTB/CE 01269JP)
Embrapa Caprinos e Ovinos

EMPARN participa da reunião de análise climática

Internet


O meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Gilmar Bristot, participou em Recife/PE, da reunião de Análise e Previsão Climática para o setor Norte do Nordeste do Brasil, que confirmou a previsão de chuva no semiárido e litoral do Rio Grande do Norte. As chuvas no interior do Estado durante o inverno serão normais ou abaixo do normal. Já no litoral da Região, há preocupação com os ventos que podem ocasionar chuvas fortes.

Segundo Gimar Bistroit, as chuvas só deverão cair a partir da próxima semana na região semiárida do Estado. No litoral, as precipitações deverão se concentrar mais nos meses de abril, maio e meados de junho. Ele chama a atenção para a possibilidade de ocorrência de chuvas mais fortes nessa região. "É preciso ficar atento e nós vamos emitir boletins de alerta quando necessário", disse.

Uma análise da previsão das condições oceânicas e atmosféricas da EMPARN realizada em novembro passado, mostraram a continuidade do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico Equatorial. Há tendência de que permaneça assim até o primeiro semestre de 2012. Anomalias positivas da temperatura da superfície do mar aliadas a um predomínio de normalidade no Oceano Atlântico, indicam tendência de chuvas variando entre normais e acima da média sobre o Nordeste do Brasil.
 

Não adianta chorar nenê, o leite acabou


Valquir Umbelino
O governo do fazer acontecer está patrocinando uma catástrofe social sem precedente na história administrativa do estado.
O progrma do leite que já distribuiu 155 mil litros diários nos governos antecedentes, as familias de baixa renda eram as grandes beneficoiárias do programa. Atualmente a realidade é outra, está vertiginosamente sendo desativado no governo da Rosa por falta de compromisso com os fornecedores do produto.
O estado está há vários meses atrasado, em nosso municipio o leite é produto de luxo, somente para os que podem comprar diariamente o precioso lactente, responsável pela nutrição de crianças e idosos.  O pior é que em Carnaubais tem um pre candidato que vive jactando-se de ser amigo da governadora, mas não tem prestigio pra normalizar a distribuição do leite antes fornecido a população.
É lamentável que isso ocorra, tem criança se esganando de fome por falta do produto e idoso sendo mal alimentado...

Assim não dá democratas!

Excelente Matéria-A Realidade da Região Central

Agricultura de subsistência mingua



Valdir Julião - Repórter

A região semiárida do Sertão Central é onde se registra, historicamente, os menores índices pluviométricos do Rio Grande do Norte, que em média chega a 500 milímetros ao ano. Mas, os agricultores são persistentes e a qualquer sinal de chuva, ainda correm para cortar e arar a terra para o plantio de culturas de subsistência, principalmente as iguarias que não podem faltar à mesa do nordestino - feijão e milho.

E ao contrário do que ocorria antes, hoje não se planta mais o bastante para armazenar os excedentes em grandes silos de 25 e até 40 cuias, a antiga medida de volume dos agricultores do Sertão da região Nordeste.

Em Angicos, onde somente 13,87% ou 1.464 dos seus 11.549 habitantes residem no campo, o técnico agrícola Gilson Silva Araújo mantém o hábito de cultivar feijão e milho na fazenda "Sombra do Cruzeiro", já no limite com Itajá (Vale do Açu), numa propriedade de cerca de 400 hectares que seu falecido pai adquirira numa troca por 96 cabeças de gado e mais 280 hectares de terra que possuía em Jucurutu, na região do Seridó. "Hoje não se faz mais isso, é tudo em moeda corrente", contou ele, que agora, em março, tinha usado o último grão de feijão, colhido em 2008: "Não dava mais para comer, a gente deu para as galinhas".
Júnior SantosO velho trabalho de cuidar da terra para o plantio vem perdendo cada vez mais espaço no interiorO velho trabalho de cuidar da terra para o plantio vem perdendo cada vez mais espaço no interior

 Gilson Araújo explica que na região predominam as áreas de arisco, assim chamada pelas características arenosa e argilosa do terreno, e de tabuleiros, mais pedregosa: "As terras agricultáveis aqui são poucas, não chegam a 10% das áreas das propriedades".

Araújo cria boi, caprinos, galinhas, vende ovos e bolos que a mulher faz, entregando tudo para o programa de merenda escolar da prefeitura e para três escolas estaduais. Ele disse que com outros produtos da fazenda, tira líquido uma renda mensal de pelo menos R$ 1 mil. "Já me ofereceram um emprego, mas é melhor que passar oito horas preso no escritório", disse ele, que estudou  na Escola Agrícola de Jundiaí, em Macaíba e mais alguns meses no curso de Zootecnia "pra trazer  conhecimento" para onde sempre esteve, na Zona Rural, ao lado do pai: "Quando ele morreu vim embora de vez".

Com o pai e irmãos, juntos, Araújo disse que em 1994, quando o ano "foi bom" de inverno, a família chegou a colher 80 sacas de feijão, mas quando o pai foi vender, não teve preço. "Desgostoso", declarou ele, o pai não quis mais saber de plantar feijão para ter excedentes. Agora, ele diz que "não tem mil covas" plantadas de feijão do tipo "chapéu de couro", casado com capim numa área de 0,5 hectares.

No Sitio Riacho do Prato, que fica há uns três quilômetros à margem da BR-304 no sentido de quem sai de Angicos para Assu, reside o agricultor José Rodrigues do Nascimento Filho com mulher e três filhos, um quarto mora fora e que plantou, "na enxada", cerca de duas mil covas de feijão para consumo próprio. "A chuva não chegou, mas a minha diligência é a plantação", disse ele, ainda com esperança do inverno "vingar" porque caiu chuva nas redondezas do Riacho do  Prato.

O filho Júlio Mauro do Nascimento diz que, apesar das dificuldades, a família já é satisfeita, porque comprou a terra com financiamento pelo governo federal, para pagar em 17 anos, mas já tem dinheiro suficiente arrecadado para pagar todo o empréstimo contraído no banco.

Júlio Nascimento disse que o pai foi ao banco tentar quitar o empréstimo todo de uma vez, mas foi informado que tinha de cumprir o contrato de pagar em parcelas. "A gente comprou a terra por R$ 19 mil, se abrir o bico por R$ 200 mil a gente fica sem ela, mas não vamos vender", disse o filho de seu "Zé Caldeirão", o qual agrega renda à família com a venda do leito bovino a R$ 0,75 o litro ás queijeiras da região, "porque recebe o dinheiro por semana" e se for vender para o programa do governo estadual recebe com quatro ou cinco meses. Já o litro de leite de cabra, segundo ele, é vendido a R$ 1,25 à Associação de Caprinos e Ovinos do Sertão de Angicos (Apasa).

Pluviômetro ajuda sertanejo a acompanhar volume de chuvas

No município de Santana do Matos, cuja população rural de 6.905 habitantes (52,92%) supera a da zona urbana, o agricultor José Elias da Silva é proprietário de uma pequena gleba de terra margeando o açude Alecrim, na saída da de Santana do Matos e no pé da Serra de Sant'Ana, de onde acompanha  as chuvas com um pluviômetro de material plástico, que compra ao custo de R$ 13,00 numa loja da cidade. "A gente só coloca quando está nublado e se arrumando pra chover", explicou ele, porque se deixar ao sol o pequeno equipamento racha.

"Neto Macena", como ele é conhecido em Santana do Matos, adiantou-se e em 13 de fevereiro, quando choveu apenas 4 milímetros, plantou milho. Na outra chuva, no dia 17, quando caíram 50 mm, ele disse que plantou 500 covas de feijão.

"Em março se desmanchou tudo o que janeiro e fevereiro fez", afirmou ele, com relação ao feijão e o milho que plantou para aguardar as chuvas, que só caíram 10 milímetros, no domingo, 18, véspera do Dia de São José. "Nada pra Deus é custoso", continuou ele, ainda confiando na consolidação do inverno pelo menos em abril, pois, como diz o ditado popular - "se não chover mais a vaca vai pro brejo'.

Segundo Macena, na região chove entre 400 e 500 milímetros por ano: "Quando passa disso é acima do normal". Fora da criação de caprinos e bovinos, ele explica que às margens do açude Alecrim também se planta batata, são os chamados "varzeiros", que por 500 covas de área plantada, chegam a pagar uma taxa de R$ 25,00 ao município porque o entorno do açude é público.

"Atividade secular não pode ser desprezada"

"Não podemos desprezar e tirar dos agricultores uma atividade secular e histórica, mesmo com as suas adversidades", posiciona-se o analista de Mercado de Produtos e Produtos Agrícolas,  Luís Gonzaga Araújo e Costa, da Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Luís Gonzaga Costa diz que na região do Sertão Central, realmente, planta-se mais para a subsistência, mas esclarece que lá existe "o que chamamos de diversidade", a maneira encontrada pelo camponês para conviver com o semiárido produzindo diversas coisas e com a criação de animais, sobretudo a caprinocultura.

Costa afirma que "existe essa cultura", de também se plantar  nas primeiras chuvas de janeiro e fevereiro: "Se der certo tudo bem, senão, perdem o que plantaram".

O analista de Mercado e Produtos Agrícolas da Conab está no interior desde o meio da semana, devendo voltar a Natal somente nesta segunda-feira, dia 26. Por telefone, ele informou que as dificuldades são grandes por conta do inverno não ter se consolidado, só na chamada região da "Tromba do Elefante", disse que "viu milho e feijão em desenvolvimento".

No entanto, não é por conta da irregularidade no inverno, que é visto como normal no semiárido, "que vai se cortar um hábito, uma tradição dos agricultores", que plantam de qualquer maneira, já que têm acesso à semente e ao corte de terra: "Não são de recursos próprios e podem ter a cobertura do seguro-safra, o que podem amenizar a situação deles".

Costa explicou, ainda, que por sua experiência no trabalho com a agricultura, esses camponeses não podem ter uma agricultura de escala como a empresarial. Mas, ele é a favor de incentivar os agricultores familiares a plantar, pois eles produzem alguma coisa. "É melhor do que deixar a terra ociosa".

Mesmo não tento autossustentabilidade devido à escassez de terras agricultáveis e insuficiente oferta de água, Costa acredita que é a diversificação da atividade dos agricultores familiares podem lhe permitir alguma renda extra.

terça-feira, 20 de março de 2012

Outono começa com tempo nublado em todo o país

No Sudeste e Sul, as temperaturas caem e há previsão de névoa úmida ao amanhecer
O outono começa na madrugada desta terça-feira, 20 de março, com tempo nublado em todo o país. De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Sudeste do Brasil deve registrar a menor temperatura mínima prevista, com 8º.C. Há previsão de chuva e trovoadas em Minas Gerais. Também pode chover em São Paulo, no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, o Inmet prevê formação de névoa úmida ao amanhecer. No Sul, o dia estará nublado com névoa úmida nos três estados da região.
No Centro-Oeste, as chuvas atingem Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. No Nordeste, chove no Maranhão, Piauí, Paraíba, Ceará e Bahia. Há possibilidade de chuvas e trovoadas isoladas no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Há previsão de chuva no Norte no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima.
De acordo com as informações do Aviso Especial no. 84, as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas do Distrito Federal; centro, norte e leste de Goiás; noroeste de Minas Gerais; nordeste do Mato Grosso; Tocantins; sul do Maranhão; sul do Piauí; oeste da Bahia; Pará; Amapá; e no centro e oeste do Amazonas.

Programa do Leite-A Novela Continua

Participei sábado passado dia 17, de uma reunião dos Conselhos na APASA. O Sr. presidente Marcone Angicano, na oportunidade tratou de assuntos administrativos de interesse da Associação junto aos Conselheiros que tem voz e voto. Mas, o que se ouviu em tom de chororô, foram os produtores de leite reclamarem de cinco quinzenas atrasadas. É lamentável que a nossa governadora continue penalizando os produtores de leite com constantes atrasos. Interessante, é que por parte do governo, o pagamento está em dia. Diante de uma escassez de chuvas, o agricultor tem que recorrer ao armazém para comprar ração, a situação fica cada vez mais complicada. Pasta Gorda de R$ 38,00, Farelo de Trigo, R$ 21,00 e o farelo de soja beirando os R$ 60,00. É prara fechar as porteiras do geito que vai. Viva São José... 
Comitiva baiana se reúne com o ministro Pepe Vargas e trata de estiagem

Comitiva baiana se reúne com o ministro Pepe Vargas e trata de estiagem
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, reuniu-se na manhã desta quinta-feira (15) com uma comitiva baiana integrada pela senadora Lídice da Mata, deputados federais e prefeitos dos municípios de Andaraí, Itaetê e Ibiquera, na Chapada Diamantina (BA). Na reunião, a comitiva manifestou preocupação com os efeitos da seca sobre a produção dos agricultores familiares da região e pediram o auxílio do MDA.
Entre as medidas solicitadas pela comitiva estão a liberação de um crédito emergencial, o investimento em sistemas de abastecimento de água nos municípios da Chapada Diamantina e a adoção de medidas alternativas para a alimentação do gado que sobreviveu à seca.
“O Rio Paraguaçu é a mais importante bacia existente na Bahia, e a Chapada  Diamantina é a região com maior manancial hídrico do estado. Apesar disso tudo, a população local sofre pela falta de abastecimento de água”, observou a senadora Lídice da Mata.
Uma preocupação dos prefeitos é com o recebimento do garantia-safra, seguro que cobre as perdas na produção ocasionadas por intempéries climáticas, como é o caso da seca. “Mas para ter direito a receber o seguro o município deve informar a perda, e até o momento apenas dez municípios da região registraram a perda até o momento”, destacou a coordenadora do Garantia-Safra no MDA, Dione Freitas.
O ministro ouviu atentamente as demandas levadas pela comitiva e ressaltou que algumas ações precisam ser executadas de forma articulada com outros ministérios. “No âmbito do MDA, todos os instrumentos legais disponíveis serão utilizados para apoiar os agricultores da região”, assegurou o ministro Pepe Vargas, após a reunião.
Além da senadora Lídice da Mata, também integraram a comitiva baiana os prefeitos de Andaraí, Wilson Cardoso, de Itaetê, Admar Matoso, e de Ibiquera, Rildo Cleber, além dos deputados federais Walmir Assunção, Afonso Florence e Amauri Teixeira.
 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia de São José em Angicos








Mais uma vez a cidade de Angicos amanheceu repleta de fieis de todas as partes do estado, principalmente da região central, pela passagem do dia do nosso santo glorioso São José. Desta feita, contou com as presenças de Dom Jaime Arcerbispo de Natal e do ex-Arcerbispo Dom Matias,(foto) que é considerado filho da terra, que desde sábado está colaborando com os festejos religiosos, como fazia quando era vivo Dom Tavares. O ponto alto do evento religioso foi a missa das dez horas que contou com a presença de várias autoridades estaduais, como a Governadora Rosalba, o Ministro Garibaldi, o Deputado Henrique Alves e Walter Alves e o presidente da FECOMÉRCIO Marcelo Queiroz. Mais uma vez a cidade recebeu os Angicanos ausentes em grande número. Durante a semana, todas as noites, a cidade ficou repleta de populares, prestigiando a programação, diga-se de passagem, a melhor festa de São José, já realizada em Angicos. Está de parabéns toda comissão organizadora da festa, principalmente ao Pe. Severino Neto, que foi sem dúvida, o grande responsável pela organização religiosa e social do evento. O hoje a tarde, haverá o encerramento da festa com uma procissão pelas principais ruas de Angicos, quando os fiéis carregarão a imagem de São José, invocando ao Santo Protetor, um bom inverno para este ano. Linda, muito linda, a festa. Só faltou chover, para alegrar mais ainda o nosso querido povo sofrido do sertão central cabugí.

domingo, 18 de março de 2012

Reunião do PRODECENTRO em Lajes

Aconteceu nesta sexta-feira passada a 2ª reunião plenária do Colegiado PRODECENTRO na cidade de Lajes. O Evento foi realizado no Centro Pastoral e contou com a presença de oito municípios. Angicos, Fernando Pedroza, Afonso Bezerra, Pedro Avelino, Guamaré, Caiçara do Rio dos Ventos, Pedra Preta e Lajes. Na oportunidade, sob a coordenação de Pedro Alves, foram escolhidos os novos membros representantes dos municípios e escolha do núcleo técnico, de consenso entre os participantes. O ponto alto da reunião foi a eleição do novo Articulador e seu Suplente:
Foi eleito como candidato único o representante de Lajes, Pedro Alves, que foi escolhido por aclamação entre os presentes;
O suplente de Articulador, foi para votação. Entre o representante de Fernando Pedroza, Anilton Souza e o membro de Angicos, Modesto Cornélio Batista Neto;
Após a votação nominal e democrática pelos presentes, ficou assim o placar:
Anilton Souza 25 votos;
Modesto Neto 8 votos.
A próxima reunião será dia 10 de abril, na cidade de Guamaré.

Homens invadem fazenda de procurador Estado em Caicó e matam animais a tiros


- Publicado por Robson Pires

Por volta de 1h da madrugada deste sábado, 17, a Fazenda Triunfo, localizada a 12 quilômetros de Caicó, teve o curral de ovelhas da raça “Morada Nova” invadido e um dos animais foi abatido a tiros, justamente um reprodutor do rebanho (foto: Jair Sampaio). O caseiro acionou a Polícia Militar que foi ao local, mas não encontrou os suspeitos do crime.
Enquanto a guarnição policial saia da propriedade, outro animal foi atingido por disparos de arma de fogo. O caseiro conseguiu impedir que o corpo fosse levado Ainda não há pistas de quem teria invadido a fazenda que pertence ao procurador do Estado, Nivaldo Saldanha. A raça “Morada Nova” é reconhecida pelo seu significativo valor de mercado, chegando cada exemplar a custar R$ 1500.

Esmola Para São José


Poeta e Professor João Bosco
Poeta José Laurentino "Esmola Para São José".

Tem certas coisas seu moço
Que de bom gosto eu não faço
É dá esmola a quem pede
Com santo embaixo do braço.

Pois eu acho que os santos
Não tem muita precisão
Afinal eu nunca vi
Um santo comer feijão.


Mas por arte de pecado
Ou por minha pouca fé
Todo dia lá em casa
Passa um velho andando a pé
Por sinal muito feliz
Chega em minha porta e diz
Esmola pra São José!

E o diabo da mulher
Que é muito da alcoviteira
Nunca vi uma mulher
Que não seja rezadeira
Adquire um tanto ou quanto
Corre vai dá ao santo
Pra o velho fazer a feira.

Muitas vezes logo cedinho
Se eu vou tomar o café
Quando dou fé o grito
Esmola pra São José!

Isto foi me enchendo o saco
Cada dia enchendo mais
Um dia cheguei em casa
Com a braguilha pra trás.

Sentei num sepo de pau
Tomei uma de rapé
E ouvi a voz lá na porta
Esmola pra São José!

E para dar a esmola
A mulher se remexeu
Mas eu lhe gritei não vá
Pois quem vai hoje sou eu.

Quando eu cheguei na porta
O velho teve um espanto
E eu disse vá trabalhar
Que eu não dou esmola a santo.

Troque o santo numa enxada
Deixe de ser preguiçoso
Pois santo não quer esmola
Deixe de ser presunçoso.

O velho me olhou e disse:
- Que São José te perdoe
E se Deus tiver ouvindo
Quero que ele te abençoe.

E que cubra tua casa
De paz, amor, união
Sossego, prosperidade
Conforto e compreensão.

E se um dia o senhor
Precisar deste velhinho
Ele não mora tão perto
E eu lhe ensino o caminho.

Fica no sítio Cauã
Onde já morou meu pai
A direita de quem vem
A esquerda de quem vai.

Se um dia o senhor passar
Por ali com precisão
De fome o senhor não morre
Também não dorme no chão.

Quando o velho disse aquilo
Eu senti naquele instante
Como se eu fosse uma formiga
Sob os pés de um elefante.

Tava com as pernas tremendo
Digo e não peço segredo
Que o velho deu-me uma pisa
Sem me tocar com o dedo.

Eu com tanta ignorância
Ele tanta mansidão
Fez eu pagar muito caro
A falta de educação.

Então naquele momento
Eu gritei por Salomé
Mandei trazer pra o velhinho
Uma xícara de café

E contando o meu dinheiro
Tinha somente um cruzeiro
Dei todinho pra São José


quinta-feira, 15 de março de 2012

Governo atrasa pagamento do Programa do Leite


- Publicado por Robson Pires

O deputado Fábio Dantas fez hoje um apelo ao governo do Estado para que tome providência para pagamento dos produtores que participam do Programa do Leite. Ele disse que tem recebido reclamações dos participantes do programa que o pagamento está com seis semanas de atraso.
“Milhares de famílias são beneficiadas com esse programa, que também contribui para melhorar a agropecuária do Estado, mantendo o trabalhador rural no campo. É preciso que sejam tomadas providências para o fortalecimento do programa”, afirmou.
Fábio Dantas disse ainda que teme que, sem ser uma prioridade, o Programa do Leite se acabe, prejudicando as famílias beneficiadas. Além disso, sem o programa os trabalhadores rurais que hoje encontram emprego no campo vão retornar para as cidades, o que vai gerar problemas sociais pela falta de trabalho.
“É necessário – continuou o deputado – que esse programa seja tratado com profissionalismo na sua execução, porque funcionando bem ele melhora a economia no campo. Se o programa for extinto vai ser mais um problema para a economia do Rio Grande do Norte”.










PARA PENSAR:
“Enquanto nós estamos adiando, a vida passa”
Sêneca

PARA REFLETIR:
“Eu quero a atualidade sem enfeitá-la com um futuro que a redima”
Clarice Lispector

Assentamentos Sob Investigação

O INCRA iniciou esta semana um roteiro de fiscalização nos Assentamentos do nosso estado. O primeiro município a ser visitado foi Mossoró. A comissão visitou os assentamentos instalados na MAISA, onde possuem mais de mil famílias assentadas. Lá existem denuncias de vendas de lotes ilegais a pessoas que não se enquadram como trabalhador rural. Tomara que a nossa SEARA inicie esse trabalho aqui em nosso estado onde as ilegalidades continuam soltas nas nossas Associações. Vamos aguardar.

Campanha de vacinação de 2012 começa pelo Amazonas

Imunização na região da calha do Rio Amazonas foi ampliada e contemplará 29 municípios a mais do que em 2011
A primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa inicia nesta quinta-feira, 15 de março, pelo estado do Amazonas. Serão aplicadas doses em todo o rebanho de bovinos e bubalinos localizado na calha do Rio Amazonas, área considerada de difícil acesso, até 30 de abril. Para os pecuaristas de terra firme, a vacinação será entre 15 de julho a 31 de agosto.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em conjunto com a Comissão de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) do Amazonas, decidiu antecipar em 45 dias a campanha para imunizar os animais antes da época de chuvas. Outra novidade é que a imunização foi estendida para 41 municípios. Antes, somente 12 cidades da região eram contempladas nesta fase.
O restante do estado (também classificado como de alto risco para a doença) e os municípios de Guajará e Boca do Acre e parte das cidades de Lábrea e Canutama – considerados livres de aftosa com vacinação – não sofrerão alteração no calendário. Eles acompanharão as mesmas datas definidas para os vizinhos Acre e Rondônia, ou seja, vacinarão em maio e novembro.
A meta é imunizar aproximadamente 600 mil nessa fase da campanha. Em 2011, o índice de cobertura vacinal no estado foi de 97%. Após o término da aplicação, os pecuaristas têm mais 15 dias para entregar a declaração de vacinação em uma das 19 Unidades Veterinárias Locais (UVLs) ou nos 43 Escritórios de Atendimento à Comunidade (EACs).
Depois do Amazonas, os próximos estados a ingressarem na campanha deste ano serão Roraima, de 1º a 30 de abril, e Rondônia, que aplicará as doses entre 15 de abril a 15 de maio. Nessa etapa, ambos protegerão apenas os animais com até 24 meses. A programação nacional concentra a imunização na maior parte dos estados em maio e novembro.

Índice de cobertura vacinal de 2011 supera marca anterior
A vacinação contra a febre aftosa realizada ano passado alcançou um índice de cobertura vacinal de 97,7%, superando a média atingida na campanha de 2010, que foi de 97,4%. O balanço foi apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) depois de computados os dados enviados pelos serviços veterinários estaduais.
A previsão do Departamento de Saúde Animal (DSA) é de que tenham sido imunizados cerca de 208,9 milhões de bovinos e bubalinos ao longo de todas as fases da campanha. Apenas o estado de Santa Catarina, considerado livre da doença sem vacinação, não imunizou o seu rebanho.
Em 2011, o governo federal investiu aproximadamente R$ 60 milhões em ações para controlar a doença. Os recursos foram aplicados no apoio à manutenção e melhoria estrutural dos serviços veterinários, capacitação de pessoal, campanhas de vacinação estratégicas e trabalhos de educação sanitária.
Os estados que obtiveram os melhores índices de cobertura vacinal foram Mato Grosso (99,7%), Rondônia (99,2%), São Paulo (98,5%), Minas Gerais (98,4%) e Mato Grosso do Sul (98,4%). Rio Grande do Norte (86%), Roraima (84,8%), Paraíba (70,5%) e Amapá (44,8%) tiveram índices que precisarão melhorar nas próximas etapas.
O rebanho brasileiro está estimado em 212,9 milhões de cabeças. O calendário de 2011 concentrou a vacinação em duas grandes etapas: uma em maio e a outra em novembro, mas houve algumas adequações no cronograma ao longo do ano para aprimorar a estratégia de imunização. A estimativa é que tenham sido utilizadas cerca de 323 milhões de doses em todas as campanhas ao longo do ano.

Garantia Safra

Mais de 13 mil agricultores recebem parcela de março do Garantia-Safra

Mais de 13 mil agricultores recebem parcela de março do Garantia-Safra

Mais de 13 mil agricultores de quatro estados começam a receber hoje os pagamentos do Programa Garantia-Safra referentes ao mês de março. A portaria que autoriza o pagamento foi publicada pela Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no Diário Oficial da União desta quarta-feira (14) .
Os pagamentos serão feitos a 13.558 agricultores de 13 municípios baianos, dois alagoanos, dois piauienses e um potiguar (veja lista abaixo). Em março, serão pagas duas parcelas. O valor total a ser desembolsado para todos os agricultores é de R$ 4.338.560, provenientes do Fundo Garantia-Safra, que é composto por recursos da União, dos estados, dos municípios e dos agricultores.
Os beneficiários tiveram perdas comprovadas na produção, causadas principalmente pela seca. Os pagamentos são realizados nas datas definidas pelo calendário de pagamentos de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal e seguem as condições vigentes na data de adesão do agricultor. “O Garantia-Safra é fundamental para os agricultores familiares do Nordeste e do Semiárido Brasileiro, uma vez que garante renda mínima em caso de perda comprovada de metade da produção agrícola”, explica Dione Freitas, coordenadora do programa.
Até o final do mês passado, mais de 124.862 agricultores de 187 municípios brasileiros receberam pagamentos do Garantia-Safra da safra 2010-2011 (veja a relação abaixo). O valor de cobertura da safra anterior é de R$ 640 por beneficiado, dividido em quatro parcelas mensais de R$ 160. Já a cobertura da safra 2011-2012 será de R$ 680, conforme definido no Plano Safra da Agricultura Familiar.
Garantia-Safra

O Garantia-Safra é um seguro que cobre perdas de safras de milho, arroz, feijão, mandioca e algodão causadas por estiagem ou enchentes no Semiárido , que abrange a região Nordeste, o norte de Minas Gerais, o Vale do Jequitinhonha e alguns municípios do Espírito Santo. Recebem o benefício os agricultores familiares com renda de até 1,5 salário mínimo cujo município tenha apresentado perda de ao menos metade da produção devido à seca ou a enchentes. Na safra atual 2011-2012, mais de 563 mil agricultores familiares já aderiram ao programa.

Municípios beneficiados em março por estado
Bahia: Candeal, Conceição do Coité, Coronel João Sá, Miguel Calmon, Mirangaba, Nova Fátima, Pé de Serra, Pedro Alexandre, Quijingue, Remanso, Riachão do Jacuípe, Santaluz, Teofilândia
Alagoas: Ouro Branco e Pão de Açúcar
Piauí: Caridade do Piauí e Itaueira
Rio Grande do Norte: Frutuoso Gomes

Pagamento da safra 2010/2011 até março
UF
MUNICÍPIOS
AGRICULTORES BENEFICIADOS
BA
85
54.462
MG
20
11.600
PB
47
22.740
PE
20
22.877
SE
10
9.915
AL
2
2.126
PI
2
1.048
RN
1
94
TOTAL
187
124.862
Pepe Vargas toma posse como ministro do Desenvolvimento Agrário

Pepe Vargas toma posse como ministro do Desenvolvimento Agrário

O novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, tomou posse nesta quarta-feira (14), no Palácio do Planalto, e apontou como um desafio de sua gestão dar continuidade e aprimorar os instrumentos para consolidar a agricultura familiar como setor estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país. "Queremos fixar no imaginário do povo brasileiro que o Ministério do Desenvolvimento Agrário é o ministério do desenvolvimento econômico, com profunda vocação social", disse, em seu discurso, na presença da presidenta Dilma Rousseff.
Em cerimônia concorrida, com a presença de governadores e  parlamentares, entre outras autoridades, o novo ministro falou sobre as conquistas do MDA nos últimos anos e apontou seus planos para o setor. "Está surgindo um novo Brasil rural, com novas oportunidades para quem quer trabalhar na terra. Vamos dar continuidade às políticas articuladas pelo MDA que vem ampliando o papel do campo no projeto de desenvolvimento sustentável do país", apontou Pepe.
O campo brasileiro, apontou o ministro, é muito heterogêneo sob o ponto de vista econômico e social. "Sonhamos com um Brasil rural plenamente desenvolvido, constituído por uma enorme classe média rural", afirmou Pepe Vargas. Para tal, destacou, é preciso elevar a renda das famílias que ainda vivem na extrema pobreza e ter um olhar diferenciado para a agricultura familiar consolidada.
A agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, lembrou Pepe. "Queremos não só ampliar essa participação do setor no consumo das famílias brasileiras, mas produzir ganhos de produtividade e melhoria da qualidade do trabalho rural. Vamos fortalecer a agricultura familiar e buscar a superação da pobreza extrema no meio rural brasileiro".
Em seu discurso de transmissão do cargo, o ex-ministro Afonso Florence desejou sucesso a Pepe Vargas na condução da pasta e afirmou sentir-se honrado por ter participado da transformação que vem sendo promovida pelo ministério no campo. "Criamos instrumentos e políticas públicas que têm resultados incontestes. Dos 28 milhões de homens e mulheres que saíram da faixa da pobreza e da pobreza extrema, quatro milhões e oitocentos mil vivem no meio rural", disse.
Setor estratégico
Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff reiterou que a agricultura familiar é um setor estratégico para o projeto de desenvolvimento sustentável que vem sendo aprimorado nos últimos anos. "Este país precisa da agricultura familiar para se transformar numa grande nação. É fundamental olhar para a agricultura familiar como um dos elementos estratégicos para que o Brasil seja de fato uma nação desenvolvida, sustentável. E, sobretudo, para que nós tenhamos um tecido social, de fato, de classe média", disse.
Dilma afirmou que o fortalecimento do setor passa pela superação da pobreza e também pela tarefa de tornar o Brasil um exemplo na agricultura familiar e na reforma agrária, de criar uma nova lógica de desenvolvimento do setor.
"Garantir uma agricultura familiar pujante é condição também para um padrão de qualidade da reforma agrária", afirmou a presidenta. "Este país precisa democratizar o acesso à terra, mas ao mesmo tempo queremos que a reforma agrária no Brasil contribua para esse caminho de sucesso de um setor de agricultores familiares pujante". E isso significa, segundo a presidenta, dar condições de desenvolvimento para os assentados da reforma agrária. "De nada adianta a distribuição de terra e a permanência das populações rurais na extrema pobreza", ressaltou.
A reforma agrária, apontou o ministro Pepe Vargas, tem que ser um instrumento de combate à pobreza. "Vamos focar nas regiões do país com população em situação de extrema pobreza, visando à inclusão produtiva dos pobres, com maior celeridade". Mas é preciso dar condições para o desenvolvimento produtivo dessas famílias, reforçou o ministro: "Quando inseridas no programa de reforma agrária, devem rapidamente ser atendidas com assistência técnica e recursos para apoio à instalação produtiva, para que possam construir sua autonomia, sua emancipação e independência econômica".
Programas em destaque
A presidenta Dilma destacou a Rede Brasil Rural entre as políticas iniciadas na gestão de Afonso Florence. "Com a rede, nós estamos constituindo o chamado cooperativismo dos tempos modernos", disse. "Essa plataforma garante ao produtor rural acesso a equipamentos e mercados. É como se ele tivesse uma grande ação cooperativa estruturada com base no que há de mais moderno em tecnologia. Isso mostra que é possível, neste país, termos um modelo diferenciado para a agricultura familiar para que ela seja, de fato, um momento de expansão econômica e social e também um fator de democracia".
A Rede Brasil Rural também foi destaque na fala do novo ministro. Pepe Vargas pontuou que esta plataforma de comércio eletrônico de insumos e produtos da agricultura familiar é uma nova geração de políticas públicas do MDA. “Não tenho a menor dúvida de que será um caso de sucesso internacional que vai servir de modelo", enfatizou.
O ministro reforçou o anúncio de que o MDA vai antecipar as metas do Plano Brasil Sem Miséria para 2012: "Vamos incluir este ano mais 179 mil famílias com assistência técnica diferenciada e sementes para que essas famílias tenham uma inserção produtiva e possam construir sua autonomia econômica".
Já a presidenta destacou que o propósito ao lançar o Brasil Sem Miséria era articular as ações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) com o MDA. "Esses dois ministérios são estratégicos para a redução da pobreza no Brasil, mas não só para isso. Porque não basta reduzir a pobreza, se você não der um caminho produtivo ou um uso da propriedade de forma efetiva", frisou.

terça-feira, 13 de março de 2012

Reunião do PRODECENTRO em Lajes

Atenção Colegiado do PRODECENTRO:
Sexta-Feira próxima dia 16, haverá importante reunião do Colegiado PRODECENTRO. O evento será relizado no Centro Pastoral e terá entre outros assuntos:
A nova dinâmica do Colegiado para 2012;
Escolha dos novos representantes de cada município, sendo 06 indicados pelo governo e 06 da sociedade civil;
Primária para escolha do novo Articulador do PRODECENTRO;
Parte Cultural a cargo do município;
Assuntos de interesse do Colegiado.
Solicitamos a presença de todos os representantes que compõe o território, inclusive com a relação dos membros indicados através de ofício. Gostariamos de contar com todos os presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais dos municípios que compõe o território.
Contamos com a presença todos. Esta será sem dúvida uma importante reunião para o bem e bom andamento do nosso território. Agradece a Comissão Organizadora.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Inmet alerta para chuvas no Rio Grande do Norte

De acordo com a previsão, tempo nublado e com chuvas predominam nesta sexta-feira
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta especial, válido para esta sexta-feira, 09 de março. De acordo com o comunicado do Inmet, as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas do Rio Grande do Norte.
Nos demais estados da região Nordeste, a previsão para amanhã é de pancadas de chuvas e trovoadas isoladas no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e centro/leste da Bahia. No Centro-Oeste, pancadas de chuvas e trovoadas isoladas atingem o norte e o oeste de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A temperatura máxima na região pode chegar a 39º.C.
No Norte, o tempo fica nublado com pancadas de chuvas e trovoadas isoladas no Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia e Tocantins. Pancadas de chuvas e trovoadas isoladas atingem o sul, Triângulo e noroeste de Minas Gerais. Pode chover no norte e noroeste de São Paulo.
No Sul, o tempo fica parcialmente nublado com pancadas de chuvas isoladas no oeste do Paraná e leste de Santa Catarina. Há possibilidade de chuvas no norte e nordeste do Rio Grande do Sul.
Retroescavadeiras do PAC 2 chegam  a 31 municípios de Alagoas

Retroescavadeiras do PAC 2 chegam a 31 municípios de Alagoas
09/03/2012 03:44
Trinta e um municípios alagoanos recebem, nesta terça-feira (13), retroescavadeiras do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A ação faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). As máquinas serão usadas na recuperação e manutenção de estradas vicinais, o que garante o escoamento da produção da agricultura familiar no estado.
A cerimônia de doação será realizada às 10h, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió, e contará com a presença do ministro Afonso Florence. Até junho, o MDA vai doar 1.275 retroescavadeiras e 12 motoniveladoras para 1.299 municípios de até 50 mil habitantes. O investimento total chega a R$ 211,8 milhões.
A medida beneficia os produtores familiares do estado. Com a melhoria das estadas vicinais, o MDA colabora na redução dos custos de produção e no valor final dos alimentos para a comercialização. “Os municípios gastam muito com o aluguel dessas máquinas. Além de serem usadas para abrir e recuperar estradas vicinais, por onde escoa a produção da agricultura familiar, elas serão úteis para a construção de açudes e barragens neste momento em que enfrentamos problemas de falta de água por causa da seca”, explica o delegado federal do MDA em Alagoas, Gilberto Coutinho Freire.
Conhecido pelas belezas naturais, Maragogi, a 125 km de Maceió, vai receber uma retroescavadeira. “Depois do turismo, é a agricultura familiar o principal setor da nossa economia. Essa máquina será muito importante para melhorar a qualidade de vida e de acesso das mais de duas mil famílias de produtores do nosso município, que, proporcionalmente, é o que mais tem assentamentos de reforma agrária do país. São 22 ao todo”, afirma o prefeito Marcos Madeira.
A seleção dos municípios beneficiados seguiu a metodologia utilizada pelo PAC. Entre os critérios está, por exemplo, pertencer ao programa Territórios da Cidadania, ter maior participação do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola no PIB total do município, possuir maior extensão territorial e maior presença de agricultores familiares em relação ao total dos produtores rurais registrados no município.
Desde dezembro de 2011, quando foi iniciada a entrega de máquinas por meio do PAC 2, o MDA já entregou 185 retroescavadeiras nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,  Espírito Santo e Santa Catarina beneficiando 197 municípios.
Alagoas debate políticas de Ater
Nesta terça-feira (13), mesmo dia em que o MDA entrega as retroescavadeiras em Alagoas, também estará acontecendo a Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), no hotel Ouro Branco, em Maceió (AL). Mais de 160 pessoas participam do evento. A ideia é sistematizar e validar propostas para as políticas de Ater identificadas durante as sete conferências territoriais realizadas em fevereiro. Ainda no evento, ocorrerá a eleição de 15 delegados alagoanos que participarão da 1ª Conferência Nacional de Ater - CNATER, prevista para 23 a 26 de abril, em Brasília, onde será debatida a Lei Nacional de Ater.
O delegado federal do MDA de Alagoas, Gilberto Coutinho, apontou a Ater como um investimento estratégico para a soberania alimentar e nutricional do país. “As implicações vão desde a saúde pública até a econômica. O Brasil é um grande produtor de alimentos para o mundo e deve valorizar o segmento responsável por essa produção", disse.
Agricultura familiar em Alagoas
Cerca de 325 mil pessoas trabalham nos mais de 111,7 mil estabelecimentos da agricultura familiar em Alagoas, segundo dados do Censo Agropecuário de 2006. Esse contingente representa cerca de 72% da mão de obra ocupada no campo naquele estado. A agricultura familiar é responsável por 28% do valor bruto da produção alagoana e domina a produção de alguns itens. Saem das terras dos agricultores familiares, por exemplo, 100% do café arábica produzido em Alagoas, 92% do feijão, assim como 88% do milho em grão e 92% da mandioca.
Municípios beneficiados com retroescavadeiras:
1. Água Branca
2. Belo Monte
3. Cacimbinhas
4. Campo Grande
5. Coité do Noia
6. Craíbas
7. Feira Grande
8. Girau do Ponciano
9. Inhapi
10. Junqueiro
11. Lagoa da Canoa
12. Limoeiro de Anadia
13. Major Isidoro
14. Maragogi
15. Mata Grande
16. Monteirópolis
17. Olho d'Água Grande
18. Olivença
19. Ouro Branco
20. Pão de Açúcar
21. Periconha
22. Poço das Trincheiras
23. Porto Calvo
24. Santana do Ipanema
25. Santana do Mundaú
26. São José da Laje
27. São Luís do Quitunde
28. São Sebastião
29. Senador Rui Palmeira
30. Taquarana
31. Traipu
Nota do Blog: Perguntar não ofende, ou pelo menos não deveria. Será que que essas Retroescavadeiras vão chegar por aqui, em nosso RN? Tomara. Alô Secretário Betinho Rosado, dê uma mãozinha homem de Deus.

MDA apresenta balanço sobre ações do PAC 2


O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence, apresentou na quarta-feira, 7 de março, o balanço das ações da pasta na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2. As medidas consistem em equipar os municípios brasileiros com retroescavadeiras que possibilitam a recuperação das estradas vicinais que interligam as propriedades do meio rural à zona urbana. A apresentação foi feita no auditório Wladimir Murtinho do Palácio Itamaraty, em Brasília, com a presença da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior e outros ministros das pastas que possuem ações vinculadas ao programa.


Dentro do cronograma, o MDA realizou quatro entregas – a primeira, no ano passado, e três em 2012. A distribuição dos maquinários já atende a 197 municípios dos 1.299 selecionados entre aqueles com até 50 mil habitantes. Até o fim de março, outras 155 retroescavadeiras vão ser distribuídas para cinco estados: Alagoas, Rondônia, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco.


Afonso Florence destaca a importância da ação do MDA dentro do programa do governo federal.


Sonora (Afonso Florence)
Com essa ação, o governo federal aporta estruturas para os municípios fazerem conservação de estradas vicinais pelos quais é escoado a produção da agricultura familiar que abastece os brasileiros e as brasileiras com 70% dos alimentos consumidos.


Para saber mais, acesse a página do ministério na internet. O endereço é www.mda.gov.br.


Ministério do Desenvolvimento Agrário

Governo Federal – Brasil: país rico é país sem pobreza

terça-feira, 6 de março de 2012

Vavá disse que o inverno começa no dia 16

O nosso metereologista Vavá anda dizento aqui por FP, que o inverno começa no dia 16 próximo. As previsões de Vavá são baseadas em estudos climáticos em sua propriedade. Tomara que Vavá acerte mais uma vez, pois os pequenos proprietários estão gritando epa.
A soja passou dos R$50,00;
A pasta já beira os R$ 40,00.
Só Deus. E torcer para Vavá acertar.
PARA PENSAR:
“Quem tolera os intolerante faz-se cúmplice de seus crimes”
Claude-Adrien Helvétius

PARA REFLETIR:
“Na vida ou em cena, detalhe é tudo”
Jece Valadão

Gado girolando é responsável por 80% da produção de leite no Brasil



Marcelo Abdon

O cruzamento entre o gado zebuíno gir e o holandês resultou na raça responsável por 80% da produção leiteira do Brasil, o girolando. Genuinamente brasileira, a mistura une rusticidade e produtividade, com animais perfeitamente adaptados ao clima tropical. Vacas que, com alimentação a pasto, atingem 42 litros de leite por dia. A raça surgiu na década de 1940. Já nos anos 1980 começou o controle leiteiro e o registro genealógico dos animais. Do cruzamento do gir com o holandês saem produtos de vários graus de sangue, todos com excelente produtividade se comparados com à média nacional.
O padrão da raça com grau de sangue 5/8 de holandês com 3/8 de gir foi definido em 1989 pelo Ministério da Agricultura e associações representativas. Entretanto, ainda é aceito o registro de animais ½ sangue e ¾. E cada grau determina características, que facilitam a identificação. As principais diferenças podem ser percebidas na cabeça e nas orelhas.
O pecuarista Renato da Cunha Oliveira é criador de girolando há 40 anos. Sua propriedade, a fazenda Baixadinha, no município de Conceição das Alagoas (MG), registra produção diária de 1,6 mil litros de leite. Ele diz que a melhor forma de apontar o grau de sangue de um animal da raça é pela posição das orelhas. O formato da cabeça também muda, mas, só com o toque é possível sentir a diferença.

Tecnologia de baixo custo e parceria para retirar famílias da miséria no Semiárido

Marcelino Ribeiro
Tecnologia de baixo custo e parceria para retirar famílias da miséria no Semiárido
Reunião discutiu ações da Embrapa

Sede de município onde sequer há torneira muito menos água, agricultor sem terra alguma que, como se nômade fosse, andasse errante por sua região plantando roça de milho, feijão, mandioca, e colhendo quase nada. “É muito triste”, diz o engenheiro agrônomo Edivar Veloso a respeito da dura realidade que vai precisar enfrentar para livrar da miséria milhares de brasileiros que vivem no Semiárido nordestino.
Edivar trabalha em uma empresa contratada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para prestar serviços de assistência técnica e extensão rural a cerca de 1840 famílias que moram em algum dos 38 municípios que formam o Território da Cidadania Vale do Guaribas, no Piauí.
“Temos um desafio e tanto: o de implantar projetos produtivos em locais onde sequer há água para as pessoas beberem, o analfabetismo às vezes alcança mais de 40% da população, o IDH em muitos municípios é menor que 0,60 e parte das famílias sequer está inscrita no Bolsa Família”, diz.
Oficina – No primeiro dia de março, Edivar e outros colegas que coordenam equipes de assistência técnica e extensão rural (Ater) das empresas estatais e organizações não governamentais que atendem ao Programa Brasil Sem Miséria, estiveram reunidos com dirigentes da Embrapa e representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para definir estratégias para assegurar às famílias com nível extremo de pobreza oportunidades agrícolas para produzir alimentos.
A convite da Embrapa, cerca de 45 profissionais dessas instituições participaram da I Oficina Nacional de Planejamento de Ações para o Programa Brasil Sem Miséria 2012, realizada em Petrolina (PE). Como cada uma das instituições e ONGs atuará com projetos específicos, o evento serviu para estabelecer uma ação conjunta em 248 municípios de 14 Territórios da Cidadania nos estados do Nordeste e de Minas Gerais, e priorizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Nesta área serão atendidos mais de 22 mil agricultores.
Soluções - Waldyr Stumpf Junior, Diretor-Executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa, ressalta que a empresa de pesquisa precisa da capilaridade que possue as instituições de assistência técnica para fazer chegar aos agricultores e suas organizações os conhecimentos e tecnologias que produz.
“A atuação em parceria, como está previsto no Programa Brasil Sem Miséria e que a I Oficina ajudou a planejar, vai encontrar alternativas de soluções para as expectativas das famílias que estão no meio rural e precisam de nossa ajuda”.
A Embrapa tem elaborado um projeto no valor de 11 milhões de reais que prevê atividades dos seus pesquisadores e técnicos em todos os 14 territórios. Com base em informações sistematizadas acerca da realidade social, agrícola e econômica dos municípios, no tipo de público atendido pelo Programa e na competência técnica dos parceiros, o projeto adquiriu um formato bastante flexível.
A Embrapa definiu como básico a instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) onde ficarão demonstradas tecnologias adequadas à realidade dos agricultores atendidos pelo Programa. Assim, essas Unidades poderão ser constituídas com cisternas para captação de água de chuva para uso humano e produção de alimentos, fossa séptica, quintais orgânicos (frutas, hortaliças, grãos, mandioca), compostagem, insumos alternativos, recuperação de áreas degradadas, manejo sustentável da caatinga e criação de pequenos animais (galinhas, suínos, caprinos e ovinos)., Além disso, são previstos recursos para edição de vídeo-aulas sobre tecnologias, pequenos programas de divulgação das tecnologias na TV, distribuição de minibibliotecas em escolas rurais, produção de programas de rádio Prosa Rural e capacitação de radialistas e comunicadores.
Local – Contudo, as tecnologias a serem instaladas nas URTs e o conteúdo dos materiais de informação técnica e pedagógica vão ser finalmente definidos em reunião que pesquisadores, técnicos da ATER e representantes do MDA e MDS farão nos territórios com os diversos parceiros envolvidos no projeto.
Para Natoniel Franklin de Melo, Chefe Geral da Embrapa Semiárido, as opiniões convergentes obtidas durante a I Oficina Nacional de Planejamento de Ações para o Programa Brasil Sem Miséria 2012 revelam o entusiasmo e disposição dos profissionais e de suas instituições para superar esse sério problema do Brasil.
Participaram da Oficina chefes Gerais e Adjuntos, além de pesquisadores e analistas de onze Unidades da Embrapa (Semiárido, Caprinos e Ovinos, Gado de Leite, Cerrados, Informação Tecnológica, Tabuleiros Costeiros, Mandioca e Fruticultura, Agroindústria Tropical, Cocais, Meio Norte, Suínos e Aves).
Também tomaram parte da Oficina representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária da Bahia e Pernambuco. E ainda extensionistas rurais vinculados a ONGs: Centro de Desenvolvimento de Tecnologia (Cedet), Consulplan, Emplanta Projetos Agropecuários, Cooteba, Movimento Minha Terra, CODESAOP, Chapada, Caatinga.
Sem miséria – O público do Plano Brasil Sem Miséria é o cidadão cuja renda familiar mensal atinge até R$ 70 por pessoa. Nesta situação estão 16,2 milhões de brasileiros, segundo o censo do IBGE de 2010, e 76% desse universo de pessoas vive nas regiões Norte e Nordeste. Nas áreas rurais, a atuação do Governo Federal será marcada pela inclusão produtiva, que terá como base a assistência técnica, a disponibilização de sementes de qualidade e adaptadas às condições dos territórios e do fomento de R$ 2,4 mil para a estruturação produtiva – valor não-reembolsável, dividido em três parcelas.
Até 2014, a meta é atender 250 mil famílias com um acompanhamento contínuo por meio de visitas à Unidade Produtiva Familiar e de atividades coletivas (reuniões e cursos).