sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Instalação da Estação Meteorológica de Lajes



Políticas de Reordenamento Agrário ganham destaque em evento no Rio Grande do Norte


Fazer um balanço das ações de Reordenamento Agrário – Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) e Programa Cadastro de Terras e Regularização Fundiária (PCRF) - estabelecendo metas e estratégias para 2018, são objetivos que pautaram os debates propostos na programação do Seminário Nacional de Reordenamento Agrário, que aconteceu de (12) até quinta-feira (14), em Natal (RN), com a participação de mais de 300 pessoas, de 23 estados brasileiros. 
Realizado pela Subsecretaria de Reordenamento Agrário da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SRA/Sead), com o apoio da Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária do RN (Seara), o Seminário reuniu delegados federais do desenvolvimento agrário, servidores, consultores, secretários estaduais de agricultura, presidentes dos Institutos de Terra, representantes dos movimentos sociais de trabalhadores rurais e da agricultura familiar, empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), agentes financeiros e demais convidados. 

Parceria renovada
A abertura foi marcada pela repactuação de parcerias, com assinatura de convênios, entre a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) e os estados do RN, PR, SC e PE, para a execução do PCRF.  Somados, os quatro convênios vão atender com as ações de cadastro, georreferenciamento e titulação a mais de 70 mil famílias, em 60 municípios brasileiros, num aporte de recurso de mais de R$10,5 milhões.
Foram assinados, ainda, dois Termos de Execução Descentralizada (TED) com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), num aporte de recurso, Sead/UFRJ, que totalizam aproximadamente R$11,5 milhões. Parceria que visa dar apoio técnico e científico para o fortalecimento e consolidação das políticas de Reordenamento Agrário possibilitando a entrega da escritura definitiva para 2.450 famílias do PNCF, bem como, a capacitação de mais de 3 mil famílias que já foram beneficiadas com as políticas de Reordenamento Agrário.
“A ideia nossa é fazer união do Crédito Fundiário com a Regularização Fundiária, prover o recurso para a pessoa adquirir a terra e ao mesmo tempo facilitar a regularização e a titulação dessa terra, para que ela possa ter acesso às políticas públicas, aos créditos, ganhar seu sustento, vender seu excedente e poder se manter”, disse o Secretário da Sead, Jefferson Coriteac,
O secretário falou ainda sobre o que esperar da Sead para 2018. “Temos uma perspectiva de investimento para o próximo ano, para todas as políticas - Credito Fundiário, Regularização Fundiária, Pronaf, Assistência técnica e as demais políticas da Sead, pois entendemos que todas são importantes para o agricultor e uma complementa a outra, sendo fundamentais para o desenvolvimento da agricultura familiar como um todo. “Hoje, acredito, verdadeiramente, que o crescimento do Brasil passa pela agricultura familiar”, complementou.   
Outro importante momento da abertura foi a entrega simbólica de títulos de propriedade à beneficiários do PCRF, do município de Poço Branco (RN), onde acontece amanhã (13) às 9h, a entrega oficial de 412 títulos, à agricultores do município. A titulação é o resultado da ação desenvolvida pela Seara em parceria com a SRA/Sead.
Para o secretário da Seara, Raimundo Costa, a parceria Seara e Sead deve ser mantida e expandida para demais estados do país. “Eu acredito que nós, governos estaduais e federal, temos em nossas mãos os dois grandes instrumentos - PNCF e PCRF - capazes de promover verdadeiras transformações no rural. Esses programas têm demonstrado em todo país que é possível se fazer reforma agrária de qualidade”, completou Costa. 
Nota do Blog: O Programa do Crédito Fundiário deverá voltar, principalmente para financiar terras aos produtores rurais. Nos últimos anos, foi sem dúvida, o maior programa de alcance social do nordeste brasileiro.

Confira como afastar uma cobra cascavel

Telhas acumuladas podem servir de abrigo para o animal


cobra-Tv-cascavel (Foto: Reprodução/TV Globo)
Para afastar as cobras, é necessário evitar o acúmulo de telhas, que servem de abrigo para o animal. Além disso, é importante colocar portas com tela para diminuir as chances da cobra entrar em casa e também cuidar do local onde a ração e comida são armazenadas. 

Senado aprova projeto de lei que aprova parcelamento de dívidas do Funrural

Texto, que é alternativa à Medida Provisória vencida em 28 de novembro, segue agora para sanção presidencial


impeachement-senado-votacao (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Projeto de Lei (PL) 165/2017, de autoria dos deputados federais Nilson Leitão (PSDB-MT) e Zé Silva (SD-MG),que institui o Programa de Regularização Tributária Rural foi aprovado nesta quinta-feira (14/12) pelo Senado e segue agora para sanção do presidente Michel Temer.
O texto aprovado autoriza, até 27 de dezembro de 2018, a repactuação das dívidas em operações de crédito rural inscritas em dívida ativa da União, com o Banco do Nordeste ou Banco da Amazônia relativas a empreendimentos localizados na área de abrangência da Sudene e Sudam, e no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em empreendimentos familiares rurais, agroindústrias familiares e cooperativas de produção agropecuária.



Fica concedida também a prorrogação, até dezembro de 2022, na renegociação das operações que foram contratadas junto à Embrapa referentes aos pagamentos do licenciamento para a multiplicação e a exploração comercial de sementes. Fica autorizado também à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a repactuação dos débitos, até dezembro de 2022, das operações com Cédula de Produto Rural – CPR.
O projeto de lei é uma alternativa à perda de validade da Medida Provisória 793/2017, vencida no dia 28 de novembro deste ano. “Diante de tanto esforço do Congresso Nacional para aprovar a matéria, vamos aguardar a sanção do projeto pelo governo federal”, disse a deputada Tereza Cristina, vice-presidente Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Os benefícios garantidos foram mantidos, como a redução para 2,5% da alíquota de entrada, à vista, a ser paga sobre o valor total das dívidas e 100% de desconto das multas e encargos sobre as dívidas acumuladas com o Funrural até agosto de 2017. Permanece também a opção de recolhimento sobre a folha (INSS) ou sobre a produção, a partir de 2019, para pessoas jurídicas, e a partir de 2018, para pessoas físicas.

Pressão popular adia votação de “reforma” da previdência









"Se votar, NÃO VOLTA"

A pressão popular realizada pela CONTAG, Federações, Sindicatos, CUT, CTB, entre outras entidades sociais e sindicais do campo e da cidade, provocaram o adiamento da votação da proposta de reforma da previdência, para fevereiro de 2018.

O anúncio do adiamento foi feito na tarde desta quarta-feira (13), pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), através de nota divulgada por sua assessoria de imprensa. A decisão foi tomada depois de acordo firmado entre os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governo federal.

Desde que foi anunciada a “reforma” da previdência, a CONTAG sempre se posicionou contrária a proposta do governo ilegítimo, pois ela prejudica os agricultores(as) familiares e os assalariados(as) rurais, comprometendo suas aposentadorias e o futuro dos povos do campo, florestas e águas.

Nos últimos dias, através de várias ações na Câmara dos Deputados e em todo o Brasil, o Movimento Sindical denunciou que o governo continua enganando a sociedade com o discurso demagógico de que não vai alterar as regras da previdência rural.

“Consideramos o adiamento da votação da reforma da previdência uma importante vitória da classe trabalhadora brasileira, que mesmo diante de um governo que comprometeu R$ 43,2 bilhões, dos quais R$ 100 milhões foram para campanha publicitária, ainda sim, não conseguiu a contabilidade de votos do Planalto para aprovar a reforma da Previdência. Portanto, companheiros e companheiras, vamos seguir afirmando ainda mais a nossa luta e resistência contra os interesses do capital nacional e internacional que estão por trás dessa "proposta" de reforma mentirosa, de um governo ilegítimo. Vamos juntos, em 2018, ainda mais firmes, em defesa da nossa aposentadoria rural e de todos os nossos direitos previdenciários. E para você deputado(a), fica o nosso recado: se votar a favor do governo, NÃO VOLTA em 2018". Aristides Santos, presidente da CONTAG.


A PROPOSTA AFETA SIM, OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS. ENTENDA POR QUE:

É verdade que os trabalhadores rurais estão fora da reforma da previdência?

R: Não. Pelo contrário, a nova proposta de reforma afeta os agricultores familiares e os assalariados rurais. Se for aprovada, a maioria dos trabalhadores rurais não conseguirá se aposentar no futuro.

O que muda em relação à idade de aposentadoria dos trabalhadores(as) rurais?

R: O governo propõe alterar o texto constitucional (art. 201, § 7º, inciso II) suprimindo a expressão “trabalhadores rurais”. Isso significa que não haverá mais a garantia na redução da idade de aposentadoria, de forma equivalente, para os assalariados rurais e agricultores familiares. Para o governo, os assalariados rurais (cortadores de cana, diaristas comumente denominados boias-frias), deverão se aposentar com a mesma idade dos trabalhadores urbanos (65 anos, se homem, e 62 anos, se mulher). Esses trabalhadores, que já são excluídos do acesso à aposentadoria devido ao trabalho informal, com a elevação da idade, terão ainda mais dificuldades de se aposentar devido ao trabalho penoso que exercem diuturnamente debaixo de sol e chuva, que lhes esgota prematuramente a capacidade laboral.
Já a redação dada ao § 15, art. 201, da CF, propõe a elevação da idade, tanto dos agricultores familiares quanto dos assalariados rurais, mediante regulação em lei ordinária sempre que a expectativa de sobrevida da população aumentar em um número inteiro. Ora, nem sempre o aumento na expectativa de vida significa manutenção da plena capacidade de trabalho.

Como a reforma afeta ainda os agricultores familiares, caracterizados como segurados especiais?

R: O governo propõe alterar a redação do inciso II, § 7º, do art. 201 da Constituição, criando uma regra autoaplicável, que exigirá do agricultor familiar/ segurado especial a idade mínima de aposentadoria (60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher) e mais 15 anos de contribuição.

Embora esteja mantida para os agricultores familiares a regra de contribuição com base na venda da produção rural (art. 195, § 8º da CF), fica claro que se não houver o recolhimento da contribuição, o agricultor familiar não terá acesso à aposentadoria. Não há garantia de se preservar o direito à aposentadoria do agricultor em caso de ausência de contribuição em decorrência da perda da produção rural. Tampouco, se reconhece que a contribuição sobre a venda da produção beneficia todos os membros do grupo familiar.

Qual a razão para interpretar que os agricultores familiares / segurados especiais terão que contribuir mensalmente para a previdência, podendo ainda entrar na regra de transição que prevê o aumento da idade de aposentadoria?

R: A redação dada ao inciso II, § 7º, do art. 201 da Constituição precisa ser interpretada em harmonia com o artigo 10, incisos I e II e parágrafos 1º, 2º e 3º da Emenda Aglutinativa.

O artigo 10 reserva aos “trabalhadores rurais” (incluídos os agricultores familiares/ segurados especiais), filiados ao RGPS até a publicação da Emenda Constitucional, o direito de opção pelas regras de aposentadoria previstas no art. 201, § 7º, inciso II (comprovação da idade e de 15 anos de contribuição) ou pelas regras a que o próprio art. 10 estabelece.

Pelo disposto nos incisos I e II, do art. 10, o acesso à aposentadoria exigirá, cumulativamente, dois critérios: idade mínima; e 180 (cento e oitenta) contribuições mensais. Essa exigência para os agricultores familiares se aposentarem é clara, principalmente quando se lê atentamente o parágrafo 1º do mesmo artigo 10.

Pelo citado parágrafo, a redução do limite de idade somente se aplica ao segurado que “cumprir o requisito referido no inciso II” (no caso, cento e oitenta contribuições mensais) integralmente em atividade rural. O texto não diz que o segurado terá que comprovar a atividade rural pelo período equivalente à carência exigida - 180 contribuições mensais. Comprová-la passa a ser um requisito exigido para garantir apenas a redução na idade da aposentadoria e não mais uma garantia de acesso à aposentadoria como é atualmente.

O parágrafo 2º do art. 10 estabelece uma regra de transição a ser aplicada, a partir de janeiro de 2020, para o aumento na idade de aposentadoria que atinge diretamente os assalariados rurais. Essa poderá ser aplicada aos agricultores familiares caso não consigam preencher os requisitos de contribuição e de atividade rural para acesso à aposentadoria.

Já o parágrafo 3º do art. 10 prevê que a utilização de tempo de atividade sem recolhimento de contribuição limitará o benefício ao valor de um salário mínimo e que somente garantirá a redução do limite de idade da aposentadoria se o agricultor familiar/ segurado especial comprovar que, pelo menos nos últimos 03 (três) anos anteriores ao requerimento do benefício, esteja exercendo a atividade rural. Em princípio, não há objeção a esse parágrafo. O problema é saber como o mesmo será aplicado na prática, quando interpretado à luz do disposto nos incisos I e II e parágrafo 1º do mesmo artigo 10.

Por fim, é de se ponderar o seguinte: se as regras previstas no art. 10 da Emenda Aglutinativa, a serem aplicadas aos agricultores familiares/ segurados especiais já filiados ao Regime, por si só geram incertezas quanto ao acesso à aposentadoria, o que dizer então da aplicação da regra prevista no inciso II, § 7º, do art. 201 da Constituição, caso o agricultor opte pela mesma para acesso à aposentadoria?

Por isso, a CONTAG reafirma que a proposta de reforma da previdência defendida pelo governo afeta os trabalhadores e trabalhadoras rurais e os exclui, não do texto da reforma, mas sim dos seus direitos.


NÃO É JUSTO impedir o acesso à aposentadoria PARA QUEM COMEÇA A TRABALHAR MAIS CEDO E SÓ GANHA UM SALÁRIO MÍNIMO.


A importância do uso de boas práticas na produção de leite

ordenhaA doença que mais preocupa o criador de bovinos leiteiros é a mastite, a inflamação das glândulas mamarias, normalmente conseqüência de infecções causadas por diversos tipos de microorganismos. A mastite se tornou a doença mais importante dos rebanhos leiteiros em todo o mundo devido à alta incidência de casos clínicos e de infecções não perceptíveis a olho nu (infecções subclínicas) e também por causa dos prejuízos econômicos que acarreta.
A mastite provoca a redução na produção, o descarte de leite e de animais e impõem ao pecuarista gastos extras com medicamentos, com serviços veterinários e com o aumento de mão-de-obra. Em alguns casos, pode levar à morte do animal.
“Uma ordenha manual mal feita além de comprometer a saúde do animal compromete a saúde do ser humano”, lembra Aloísio Cavalcante, médico veterinário da Embrapa Acre. A adoção das boas práticas na ordenha manual tem o objetivo de garantir a qualidade do leite, permitindo que os produtores obtenham um bom preço no momento da venda.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

RenovaBio é aprovado no Senado



Secretaria de Agricultura de SP
Cana-de-açúcar: biomassa
Projeto de Lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis agora vai para sanção presidencial. Incentivo contribui para a redução de emissões.


O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (12/12), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 160/2017, que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). A iniciativa contribui para o cumprimento, pelo Brasil, do Acordo de Paris sobre mudança do clima. São biocombustíveis o etanol e o biodisel, por exemplo, produzidos a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A proposta, agora, segue para sanção presidencial.
O RenovaBio cria uma política de Estado para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz de energia nacional, tanto para a segurança energética quanto para redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.
O PLC é de autoria do deputado Evandro Gussi (PV-SP), a partir de uma proposta elaborada pelo Ministério de Meio Ambiente, em parceria com o Ministério de Minas e Energia, o setor privado e a sociedade civil.
EFICIÊNCIA
Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a produção total de etanol no Brasil em 2016 foi de 28 bilhões de litros e a de biodiesel, 3,8 bilhões. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis.
Entre os objetivos do RenovaBio, além do cumprimento das metas do Acordo de Paris, estão a eficiência energética e a redução nas emissões de gases, o aumento da produção e o uso de biocombustíveis, além competitividade dessas fontes no mercado nacional. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis.
O Projeto de Lei propõe a utilização de Crédito de Descarbonização de Biocombustíveis (CBIO), concedidos a produtoras de biocombustível de acordo com a proporção de energia limpa por elas produzida. Quanto maior essa proporção, mais créditos a empresa terá. Os créditos serão negociados na bolsa de valores e comprados por setores que precisem deles como contrapartida pela emissão de carbono de suas próprias produções.

Câmara conclui votação do projeto do Funrural

Deputados rejeitaram a maioria das emendas que pretendiam alterar o texto
     

A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira a votação de emendas ao projeto que facilita a renegociação de dívidas de produtores com o Funrural, que segue para análise do Senado.
Deputados rejeitaram a maioria das emendas que pretendiam alterar o texto, que além de prever a renegociação de dívidas agrícolas, trata de outros passivos do setor agrícola.
Apresentado pela deputada Tereza Cristina (sem partido-MS), o projeto de lei substitui a MP 793, a chamada MP do Funrural. Ela havia sido editada pelo governo em agosto, mas não chegou a ser votada e perdeu sua validade no fim de novembro.
Deputados então fecharam um acordo, que previa a apresentação do texto da deputada.
O texto prevê que quem aderir à renegociação pagará no mínimo 2,5 por cento do valor da dívida consolidada em até duas parcelas iguais. O restante do passivo poderá ser pago em até 176 prestações mensais, tendo por base parte da média mensal da receita bruta. Essas parcelas não terão incidência de multas, juros ou encargos.  
CONTAG, Federações e Sindicatos pressionam deputados a não mexerem na aposentadoria rural

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) já denunciou anteriormente que o governo mente para a sociedade afirmando que não incluiu os rurais na Emenda Aglutinativa Global à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287-A/2016. Com a iminência de votação da reforma da Previdência Social nos próximos dias, nessa segunda e terça-feira (11 e 12 de dezembro), a CONTAG, as Federações e Sindicatos  realizaram uma série de atos em todo o País com milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais para pressionar os deputados e deputadas a votarem contra essa proposta defendida pelo governo. “Não é justo impedir o acesso à aposentadoria para quem começa a trabalhar mais cedo, para quem produz alimentos para a grande maioria da população e gera desenvolvimento e só ganha um salário mínimo. Não mexam na aposentadoria rural! Também expressamos a nossa solidariedade às outras categorias que estão conosco nesta luta”, defende o presidente da CONTAG, Aristides Santos. 
 
São atos nos aeroportos, no Congresso Nacional, nas agências do INSS, nas praças centrais das capitais, caminhadas, entrevistas em programas de rádio, audiências públicas, entre outras formas de expressão popular. A CONTAG também contratou espaço na Rádio CBN, em horário de grande audiência, para divulgar um spot de 30 segundos defendendo a aposentadoria rural.
 
Mesmo não alterando a idade mínima para a aposentadoria dos agricultores e agricultoras familiares na condição de segurados especiais, permanecendo em 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, os assalariados e assalariadas rurais (exemplo: cortadores de cana, diaristas e boias-frias), passarão a ter a mesma condição dos urbanos para o acesso aos benefícios previdenciários, ou seja, 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. “E esses trabalhadores, na maioria das vezes, trabalham na informalidade. Esta nova regra aumentará a dificuldade de acesso à aposentadoria devido ao trabalho penoso na área rural, à alta informalidade e à descontinuidade dos contratos de trabalho”, explica a secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues.
 
Outro ponto que excluirá mais de 60% dos segurados especiais da Previdência Social é a exigência da contribuição previdenciária dos agricultores e agricultoras familiares. A proposta de reforma exige 15 anos de contribuição e desconsidera a ausência de renda do agricultor e da agricultora familiar decorrente da perda de safras, secas prolongadas, excesso de chuvas e ataque de pragas. Da forma como o texto foi apresentado pelo governo, leva ao entendimento de que o agricultor e a agricultora familiar terão que comprovar contribuição mensal para o acesso à aposentadoria. “Nós defendemos a manutenção da contribuição previdenciária dos agricultores e agricultoras familiares com base na venda da produção, beneficiando a família, conforme determina o artigo 195, parágrafo 8º, da Constituição Federal. E não havendo contribuição por conta de calamidades e emergências, que sejam preservados os direitos previdenciários dos agricultores e agricultoras familiares”, destaca o presidente Aristides Santos.
 
A CONTAG defende, ainda, a manutenção da idade mínima em 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, tanto para agricultores e agricultoras familiares quanto para os assalariados e assalariadas rurais. Além da manutenção explícita da comprovação de atividade rural para o acesso aos benefícios previdenciários rurais. 
FONTE: Diretoria da CONTAG

Superávit do agronegócio em novembro tem alta de 33%

Soja em grão, milho, algodão e carne bovina in natura puxaram o desempenho no mês



carne-brasileira-boi (Foto: Divulgação/ABIEC)
O agronegócio brasileiro exportou US$ 7,08 bilhões em novembro, 23,7% mais que no mesmo mês de 2017. Já as importações do setor recuaram 9,7%, para US$ 1,15 bilhão. Com isso, o superávit do agronegócio em novembro foi de US$ 5,93 bilhões, 33,2% acima dos US$ 4,451 bilhões do mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, soja em grão, milho, algodão e carne bovina in natura puxaram o desempenho no mês.
O resultado do setor representou 42,4% do valor total exportado pelo País no mês. De acordo com o ministério, as carnes lideraram os embarques no mês passado. As vendas aumentaram de US$ 1,15 bilhão em novembro de 2016 para US$ 1,32 bilhão em novembro de 2017 (+14,3%).

"A expansão se deu tanto em função da ampliação da quantidade embarcada de carne bovina (+48,5%) quanto do aumento do preço da carne de frango (+6,7%), que mesmo com a redução do quantum (-1,0%) apresentou crescimento de 5,6% em valor", disse a pasta em relatório.
Foram exportados US$ 495,38 milhões em carne bovina in natura, recorde histórico para meses de novembro. Já as vendas externas de carne suína recuaram 24,7%, somando US$ 124,14 milhões.
Os produtos do complexo soja ficaram na segunda posição. As exportações do setor cresceram 156,4%, passando de US$ 490,03 milhões em novembro de 2016 para US$ 1,26 bilhão em novembro de 2017. "O grão, principal produto, foi responsável por 64,9% das vendas do complexo, somando a quantidade recorde para o mês de novembro de 2,14 milhões de toneladas e US$ 815,34 milhões." O milho também foi destaque nas vendas externas em novembro, com 3,5 milhões de toneladas (+266%), e receita de US$ 537 milhões (+243,5%).
Acumulado do ano
De janeiro a novembro, os cinco principais setores da pauta exportadora do agronegócio foram complexo soja (34,3% de participação); carnes (16,0%); complexo sucroalcooleiro (12,9%); produtos florestais (11,7%); e café (5,4%). No total, o setor exportou US$ 89,08 bilhões, alta de 13% ante os 11 meses do ano passado.
"Este resultado é recorde para o período, sobretudo, pelos embarques, em quantidade e valor, da soja em grãos e da celulose. Foram comercializadas 65,8 milhões de toneladas de soja em grãos (+29%), trazendo divisas de US$ 24,8 bilhões. Já a celulose totalizou exportações de 12,6 milhões de toneladas (+3,2%) e US$ 5,7 bilhões", disse a pasta.

Mistura múltipla para caprinos e ovinos



  Na estação seca do ano, a forragem disponível para os animais apresenta uma severa deficiência de proteína bruta, enquanto a fibra de baixa qualidade aumenta e, como consequência, os animais perdem peso e diminuem a produtividade.
A mistura múltipla é um suplemento que visa corrigir as principais deficiências da alimentação animal no período seco, melhorando seu aproveitamento. Isso permite que os animais possam ingerir maior quantidade de forragem diariamente, o que resulta na melhoria do desempenho. A nova formulação elimina a necessidade de adaptação dos animais à ureia contida na mistura, facilitando o manejo na propriedade e eliminando o risco de intoxicação dos animais.
● A mistura múltipla pode ser utilizada em qualquer região que apresente época seca durante o ano e, consequentemente, apresente redução na qualidade da pastagem oferecida aos animais.
● O fornecimento da mistura múltipla deve ser feito a partir de 30 dias após o final da estação das chuvas.
● Atenção: é muito importante que haja forragem disponível aos animais, que o produtor ou técnico siga as recomendações para uso seguro da ureia e que a mistura seja bem homogênea;

Benefícios
● Suplemento de baixo custo;
● Pode ser produzido na propriedade rural;
● A nova fórmula elimina o processo de adaptação e reduz o risco de intoxicação pelo reduzido conteúdo de ureia;
● Flexibilidade na escolha dos ingredientes para formulação (de acordo com a disponibilidade e o preço);
● Facilidade de fornecimento ao animal, que regula o próprio consumo;
● Mantém o peso dos animais na época seca.

Fazer feno é fácil e ajuda na alimentação do gado na época da seca

feno 1Nos meses de seca, o produtor do Semi-Árido nordestino encontra dificuldades para alimentar seus rebanhos. Uma alternativa é a preparação do feno de plantas forrageiras nos períodos de chuva. Os pesquisadores da Embrapa Semi-Árido, em Petrolina, sertão de Pernambuco, explicam o que o produtor precisa fazer para ter um feno de qualidade. Qualquer planta consumida pelos animais quando está verde pode ser usada para a produção do feno. Após o processo de secagem ela mantém boa parte de seu valor nutritivo. Conforme explica o engenheiro agrônomo José Nilton Moreira “a fenação é um processo de conservação de forragem que, quando é bem feita, preserva a qualidade do alimento tal qual se o animal a consumisse verde”.
A região Nordeste do Brasil é uma das melhores do mundo para a produção do feno porque possui curtos períodos chuvosos, abundância de calor, bastante luz solar e também boas forrageiras. O processo de fenação é simples, prático, econômico e pode ser adotado em pequenas e grandes propriedades. O feno de boa qualidade é feito com plantas cortadas ainda no início da floração. Deve ser verde, ter hastes flexíveis e macias e estar livre de substâncias estranhas, como ervas daninhas. Também não apresenta bolores e possui um cheiro agradável.

Para fazer o feno, não basta só cortar a planta forrageira e deixar no sol pra secar. São necessários alguns cuidados. Por exemplo: o corte não deve ser feito em dias nublados. O material cortado para o feno precisa ser espalhado no solo ou em um secador e, além disso, precisa ser revirado pelo menos duas vezes ao dia. Ao final do dia, o agricultor deve juntar o material fenado em leiras e, na manhã seguinte, espalhar ao sol novamente. Quando estiver seco basta fazer o enfardamento e guardar em lugar seco e protegido da umidade.