quarta-feira, 18 de outubro de 2017

 CORDEL SOBRE A SECA


NORDESTINO SOFRIDO PELA SECA

DO SERTÃO GOSTO DE FALAR
ESCRITO EM FORMA DE CORDEL
NAS LINHAS DESSE PAPEL
COLOCO MEU VERSEJAR
FALANDO DA MINHA TERRA
MEU CORAÇÃO LOGO BERRA
VOCÊ PODE ATÉ ESCUTAR
FALO DA ESTIAGEM
QUE ACABA A PAISAGEM
AQUI DO MEU LUGAR

SOU NORDESTINO AFAMADO
CABOCLO DA PELE GROSSA
COMIGO NÃO HÁ QUEM POSSA
CORRENDO NO MATO FECHADO
DEVOTO DE FREI DAMIÃO
DO PADRE CÍCERO ROMÃO
GOSTO DA FESTA DE GADO
DESDE CRIANÇA VAQUEIRO
CORRENDO NO TABULEIRO
EM MEU CAVALO MONTADO

JÁ DIZ O VELHO DITADO
"ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA
TANTO BATE ATÉ QUE FURA"
COMO MACHADO AFIADO
ASSIM É O GRANDE JATÃO
NÃO ARREDO PÉ DO SERTÃO
MESMO ELE ASSIM RESSECADO
SEM ÁGUA E SEM ALIMENTO
É GRANDE O SOFRIMENTO
O FARDO É MUITO PESADO

É TRISTE O DIA AMANHECER
SEM OUVIR BEZERRO BERRAR
DO CURRAL SÓ ESCUTAR
A PORTEIRA A RANGER
ABERTA ESCANCARADA
POR FALTA DA INVERNADA
QUE FAZ O GADO MORRER
MAIS SOU QUE NEM JUMENTO
MESMO COM ESSE TORMENTO
ESCOLHI AQUI PRA VIVER

O GALO DE CAMPINA SOME
A SERIEMA VAI EMBORA
NÃO FICA AQUI NEM CAIPORA
POR FALTA D'ÁGUA E FOME
ENTRISTECE A PLANTAÇÃO
SOME DO AÇUDE O CARÃO
SEM TER COMO MATA-FOME
ATÉ GALINHA DO TERREIRO
O GALO VELHO DO POLEIRO
SUMIU DA RAPOSA QUE COME

UM DIA JESUS VAI ESCUTAR
AS PRECES DESSE ROMEIRO
QUE DEBAIXO DE UM JUAZEIRO
REZA E VIVE A SUPLICAR
PELA CHUVA NO SERTÃO
PARA MOLHAR ESSE CHÃO
E O PASTO PODER BROTAR
ACABANDO COM A FOME
A SEDE QUE NOS CONSOME
E O CALOR DESSE LUGAR

A VIDA NO SERTÃO
NÃO É FÁCIL MEU SENHOR
NA SECA É UM HORROR
CHEIA DE PRECISÃO
CHORA A FAMÍLIA INTEIRA
POR NÃO VER NA PRATELEIRA
ARROZ, MILHO E FEIJÃO
FALTA ATÉ A QUALHADA
JANTA DA MOLECADA
QUE VIVE NESSE TORRÃO

“MAIS NÓS SEMO INSPRITADO
QUE NEM PREÁ DE BAXI
QUE NEM NÓS, NUNCA VI
HUMILDE, PORÉM ARRETADO
NÓS SOFRE QUE NEM A PESTE
MAIS NUM LAIGA O NORDESTE
SÓ SE FOR PRA SER ENTERRADO
MERMO ASSIM NO CAXÃO
BRIGO ATÉ COM O CÃO
PRA NÃO SER EMBURACADO
NÃO QUERO DEIXAR O SERTÃO
ESSA É A MORADA DE JATÃO
NASCI AQUI E FUI CRIADO”

TEXTO: JATÃO VAQUEIRO

Fábrica de polpas vai gerar emprego e renda na zona rural de Ceará-Mirim



O Assentamento São José de Pedregulho, a 13 quilômetros de Ceará-Mirim, vai ganhar uma agroindústria para fabricação de polpa de frutas no próximo mês. A iniciativa vai mudar a vida de 20 mulheres e suas famílias, que há anos esperam pela oportunidade de viver do próprio cultivo. A associação de produtoras rurais da comunidade foi selecionada em um dos editais do Governo do RN por meio do projeto Governo Cidadão, com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial, e agora caminha para um futuro promissor.
"Estamos apostando em uma mudança de vida muito grande para toda a comunidade”, diz Francisca das Chagas Silva, 50, presidente da associação e moradora do local há 17 anos. Os investimentos somam R$ 239 mil e incluem a construção de uma unidade de beneficiamento de frutas – já em fase final de obra - e aquisição de novos equipamentos que irão aumentar a produtividade em até 200%.
Um dos desejos da agricultora está ainda mais perto de se realizar. Ela espera começar a beneficiar as frutas em dezembro para, no ano que vem, realizar o sonho de ter todas as 20 mulheres do projeto recebendo pelo menos um salário mínimo. O grupo está concorrendo para fornecer parte da merenda escolar de São Gonçalo do Amarante e Jardim de Angicos e já tem outros clientes em vista. “Nossos primeiros ganhos serão distribuídos coletivamente, mas assim que estivermos mais fortes, quero que cada uma receba seu salário”, projeta.
As 20 mulheres produzem atualmente caju, manga, mangaba, goiaba e graviola, mas pretendem diversificar ainda mais. Com a fábrica de beneficiamento funcionando e dando resultado, o próximo plano é adquirir um carro baú refrigerado para fazer o transporte das polpas de frutas.
A dona de casa Ana Lúcia Rodrigues, 47, há 18 anos mora em São José de Pedregulho. Planta alface, coentro, pimenta e tomate-cereja para vender na comunidade e ainda depende dos recursos do Bolsa Família. Há pelo menos 15 anos, desde que a associação foi criada, espera uma boa oportunidade para as mulheres do local. “Estou feliz e ansiosa para começar, porque esperamos muito por isso. Daqui pra frente não vamos penar”, destaca.
O projeto de economia solidária é tocado pela Sethas e Governo Cidadão. Somente na construção da unidade foram investidos mais de R$ 107 mil e a entrega está prevista para o final de novembro. As polpas produzidas ainda passarão pelo processo de certificação e criação de marca, o que irá agregar valor aos produtos, ampliando seus preços em cerca de 30%.
NOTA DO BLOG: O projeto "Governo Cidadão", (antigo Desenvolvimento Solidário), tem atuado em quase todas as regiões do estado, promovendo o bem estar da população residente. Aqui na região central do estado, poucas ações foram implementadas e as que estão em andamento, estão andando a passos de tartaruga. É o caso do projeto da energia solar para a APASA, que apos diversas e mais diversas reuniões com os produtores ainda não foi instalado. Um projeto sustentável que apos a sua implantação, será sem dúvida a redenção econômica da APASA, diminuindo os custos com energia életrica, em aproximadamente 80%. Fazer o que. É esperar pela boa vontade do GOVERNO CIDADÃO.

Carnaúba dos Dantas tem dia de campo sobre convivência com o semiárido


Emater Carnaúba dos Dantas

Diversas práticas de convivência com o semiárido foram ensinadas a agricultores familiares do município de Carnaúba dos Dantas este mês. A Emater-RN mobilizou sua equipe de técnicos para ministrar três oficinas e uma palestra no sítio Pinturas, zona rural do município, como uma das atividades do projeto Segunda Água.
Os extensionistas da Emater apresentaram aos participantes várias tecnologias e atividades sustentáveis desenvolvidas pela família dos agricultores José Filho de Oliveira e Maria Rejane de Oliveira e que vem fazendo a diferença, no que diz respeito à aumento de produção e renda, além da preservação ambiental.
Na propriedade, são desenvolvidas atividades como plantio de palma, capim, sorgo, silagem, bovinocultura, ovinocultura e aves caipiras.
O dia de campo foi dividido nas seguintes estações: “Manejo de pequenos animais no semiárido”, apresentada pelo extensionista de Cruzeta; “Alimentação animal, reservas estratégicas para convivência com o semiárido”, apresentada pelo extensionista de Lagoa Nova, Rafael Santos de Araújo; e “Bovinocultura de Leite: ordenha higiênica”, sob responsabilidade do produtor José Filho e pelo veterinário do município, Maximiano Marçal. Representantes dos bancos do Brasil e do Nordeste realizaram também uma palestra sobre crédito aos participantes.
O dia de campo foi organizado pela Emater de Currais Novos e Carnaúba dos Dantas, através da extensionista e assessora de convivência com o semiárido, Ana Maria Cordeiro Alves, e técnica local Tatiana Mônica Dantas, com a participação do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Agricultura Familiar de Carnaúba dos Dantas, Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Pesca e associações rurais da região.

Embrapa abre processo de oferta pública para produtores de sementes de girassol

Está aberto o processo de oferta pública para seleção de produtores de sementes para produção e exploração comercial de sementes híbridas da cultivar de girassol BRS 323, cumulada com licença para uso da marca “Tecnologia Embrapa”. O híbrido BRS 323, desenvolvido pela Embrapa Soja (PR) e Embrapa Cerrados (DF), associa produtividade com precocidade, características que facilitam sua utilização nos diferentes sistemas produtivos das principais regiões agrícolas do país.
Poderão participar deste processo de oferta pública pessoas físicas e jurídicas, inscritas no RENASEM como produtores de sementes de girassol. Os interessados devem encaminhar documentação de habilitação e de classificados para a Embrapa Produtos e Mercado – Escritório de Brasília, até às 14hs do dia 31 de outubro. A abertura do processo de oferta acontecerá, às 9h, do dia 7 de novembro.
BRS 323 - o girassol é considerado uma boa opção para rotação ou sucessão de plantio com a soja. Suas sementes podem ser usadas para extração de óleo para consumo humano ou como matéria-prima para a produção de biodiesel. O farelo, obtido a partir do processo de extração do óleo, possui alto valor proteico e é utilizado na produção de ração animal.
Entre as principais características do híbrido BRS 323 está o ciclo precoce (de 80 a 98 dias), o que facilita sua utilização no sistema de produção, tanto na rotação como na sucessão de culturas, e o teor de óleo nos aquênios, que varia de 40% a 44%. Apresenta boa resistência ao míldio (raça 330). O cultivo em solos corrigidos e com boa fertilidade é fundamental para o desenvolvimento das plantas, pois a cultura é sensível ao alumínio trocável no solo e tem maior exigência de boro, em comparação a outras culturas.
O plantio do girassol BRS 323 é indicado para os Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e para o Distrito Federal.
Acesse aqui o Edital do Processo de Oferta Pública

Ações para redução do desperdício de alimento movimentam Dia Mundial da Alimentação

Nesta segunda-feira, 16, Dia Mundial da Alimentação, a Embrapa Hortaliças e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) realizaram um evento com o lançamento do livro Sustentabilidade e Horticultura no Brasil: da retórica à prática (acesse aqui).
Com vinte autores entre pesquisadores da Embrapa e de instituições parceiras, o livro aborda o trabalho da pesquisa agropecuária na busca pela sustentabilidade na horticultura em quinze artigos sobre diversas áreas relacionadas com a produção agrícola – fitopatologia, irrigação, engenharia agrícola, entomologia, melhoramento vegetal, ciências dos solos, ciências dos alimentos, microbiologia, fitotecnia, economia agrícola e sociologia rural –, todos ancorados na questão da sustentabilidade da horticultura.
Para o pesquisador Carlos Lopes, que divide a edição técnica do livro com a pesquisadora Maria Thereza Pedroso, existe “muito palpite sobre a questão da sustentabilidade e pouca informação técnica sobre o assunto, e dessa constatação surgiu a ideia do livro”.
Na ocasião, a pesquisadora Milza Moreira Lana apresenta a campanha desenvolvida no âmbito do projeto Hortaliça não é só salada, para estimular o consumo de hortaliças e orientar os consumidores sobre as pequenas atitudes cotidianas que reduzem o desperdício de hortaliças. “Mais do que detalhar o contexto ambiental e socioeconômico por trás do desperdício, o propósito é mostrar como o incentivo ao consumo está atrelado ao melhor aproveitamento da hortaliça nas receitas do dia a dia”, explica a pesquisadora. Dez textos serão veiculados entre 16 de outubro e 30 de novembro (acesse aqui).
Embrapa amiga da ODS 12.3
Em outubro, a Embrapa foi convidada a se tornar instituição amiga do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 12.3 (ODS), pelo seu envolvimento com o tema. O ODS 12 visa assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Mais especificamente, o ODS 12.3 prevê a redução do desperdício de alimentos no varejo, entre consumidores e ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheitas.
Dessa forma, a instituição participará da rede Friends of Champions 12.3. Trata-se de uma coalisão que reúne cerca de 40 líderes do governo, do mercado e da sociedade civil, criada para inspirar ambição, mobilizar ações e desenvolver ações que possibilitem o alcance da meta estabelecida, conectando meio ambiente, oportunidades econômicas e o bem-estar das pessoas.
Hoje, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço de todo o alimento produzido do mundo é perdido, sendo que uma em nove pessoas no mundo estão em estado de subnutrição. As perdas equivalem a US$ 940 bilhões por ano e respondem por 8% das emissões anuais de gases de efeito estufa. A meta é reduzir perdas e desperdícios de alimentos pela metade até 2030.
São 17 os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 com base nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM). Com as ações, pretende-se acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar pra todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas.
União Europeia e Brasil no combate ao desperdício de alimentos
Para fechar o mês, no dia 31, a Embrapa, em parceria com a Delegação da União Europeia e a WWF-Brasil, realizará o Seminário Sem Desperdício , no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). O evento faz parte dos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil e reunirá especialistas da Dinamarca, Espanha, França, Holanda e Suécia, além de pesquisadores brasileiros e representantes do varejo e indústria nacionais.
Durante a programação, a FAO Brasil apresentará o panorama sobre perdas e desperdício na América Latina e serão discutidas estratégias nacionais de combate ao desperdício de alimento, como os bancos de alimentos e a iniciativa Save Food Brasil. A partir das experiências europeias, serão apresentadas alternativas implementadas no continente com bons resultados.
As iniciativas na indústria e no varejo serão abordadas como oportunidades de ação, para reduzir as perdas nessas etapas finais da cadeia agroalimentar, tais como o caso do varejo do Rio de Janeiro e da indústria de embalagens do Brasil.
Eneida Zanquetta de Freitas, diretora nacional da iniciativa de apoio aos diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, explica a importância da troca de experiências entre os países participantes: “As ações da União Europeia já implementadas para combater o desperdício de alimentos, tanto em nível nacional como em nível regional e local, são consideradas boas práticas e podem ser compartilhadas com o Brasil, visando modificar e aprimorar o comportamento e o consumo responsável ao longo de toda a cadeia de valor com benefício final para a sociedade. É nesse contexto que a Iniciativa de Apoio aos Diálogos Setoriais vem facilitar o intercâmbio de conhecimentos e experiências, a fim de obter os resultados esperados”.
Representando a União Europeia, o conselheiro no Brasil, Rui Ludovino, afirma que as nações europeias estão empenhadas em cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Reduzir o desperdício de alimentos tem um enorme potencial para reduzir os recursos que usamos para produzir os alimentos que comemos. Ser mais eficiente economizará dinheiro e diminuirá o impacto ambiental da produção e do consumo de alimentos”, enfatiza.
Para o coordenador do projeto, Gustavo Porpino, também coordenador de Comunicação Mercadológica da Secretaria de Comunicação da Embrapa, a troca de experiências entre Brasil e União Europeia pode influenciar positivamente as políticas públicas relacionadas ao tema e ajudar a estabelecer estratégias ganha-ganha, que sejam benéficas tanto do ponto de vista do varejista quanto para o consumidor. “Podemos, por meio deste diálogo, ajudar a elevar a importância do tema na agenda de prioridades políticas no nosso País. Existem 30 projetos de lei relacionados à redução do desperdício em tramitação no Congresso e os mais bem elaborados precisam avançar para termos a segurança jurídica necessária para fomentar a doação de alimentos e outras ações contra o desperdício”, comenta.
O Seminário terá transmissão online pelo Facebook, nos perfis da Embrapa  e da iniciativa Sem Desperdício.
Estratégia para o Brasil
A partir das discussões do Comitê Técnico sobre Perdas e Desperdícios da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), foi construída uma proposta de estratégia para a redução das perdas e desperdício de alimentos no Brasil, baseada em quatro eixos, para promover um sistema alimentar sustentável e saudável: pesquisa, conhecimento e inovação; educação e comunicação; promoção de políticas públicas; marco regulatório.
A proposta é resultado da participação de representantes do governo, de diversos ministérios envolvidos com o tema, em conjunto com setores da sociedade e também do poder legislativo. “Esperamos que a estratégia subsidie o legislativo a pensar novas propostas e a revisar as existentes, de forma a termos um arcabouço legal que permita efetivamente diminuir as barreiras e incentivar as ações que previnam e reduzam o desperdício de alimentos no Brasil”, explica Kathleen Machado, coordenadora da Secretaria Alimentar e Nutricional do MDSA.
Kathleen informa que a proposta deve ser avaliada em novembro. Caso aprovada, será possível avançar na definição de uma metodologia brasileira para quantificar o total do desperdício de alimentos no País, pois atualmente são utilizados dados estimativos produzidos pela FAO. A coordenadora ressalta ainda que o grande desafio nesse tema é transformar a atual cultura do desperdício, que envolve comportamentos desde o agricultor até o consumidor, para uma cultura de produção e consumo sustentável e consciente. 

Produtor já pode prevenir a doença da Síndrome Reprodutiva Bovina

vacina contra sindrome reprodutivaOs meses de setembro e outubro marcam a chegada da estação de monta na pecuária brasileira. Independente da cobertura da vacada ocorrer por meio de touros, inseminação artificial em tempo fixo (IATF) ou transferência de embriões (TE) é neste período que os pecuaristas mais organizados e veterinários voltam a atenção para os índices reprodutivos e o melhoramento genético do rebanho.
Além dos cuidados básicos com a qualidade do material genético utilizado e a nutrição adequada, uma preocupação recorrente no período é em relação à saúde das matrizes. Se uma vaca repete cio constantemente, nem sempre é pelo fato de não ter emprenhado. Ela pode estar sofrendo da Síndrome Reprodutiva dos Bovinos (SRB).
Enfermidades deste gênero causam uma queda considerável na produção de bezerros, sem entrar em estatísticas oficiais. “Muitas das doenças da SRB causam abortos e morte das reprodutoras, mas outras são decorrentes da absorção do embrião, gerando perdas invisíveis aos olhos do tratador”, alerta a médica-veterinária Bibiana Carneiro, Counter Manager da Tecnovax do Brasil.

Para combater o problema, a empresa traz à pecuária brasileira a vacina Providean® REPRO 12, que como o próprio nome sugere possui antígenos bacterianos e virais contra doze diferentes doenças, muitas das quais endêmicas em determinadas regiões do País. “Esse grupo de doenças causa grande impacto econômico, principalmente nos rebanhos de cria, onde se utiliza a IATF”, explica a médica-veterinária. A vacina já chega sendo a mais completa do mercado, com sete sorotipos de Leptospirose, duas cepas de Campilobacter e uma de Haemophilus, todas de campo e inativadas.

terça-feira, 17 de outubro de 2017


PAÍSES POBRES

População urbana explode por ineficiências no campo

População deixa o campo em países pobres
     
Novos dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e para Agricultura (FAO) indicam que a população urbana em países em desenvolvimento subiu de 22% a 49% da população total. Especialmente na Ásia, esse processo se deu por falta de sustentabilidade e ineficiência no campo combinado com uma maior oferta de trabalho no setor industrial. Isso, particularmente, é uma boa notícia para o setor agropecuária com uma maior demanda por comida, mas também representa um desafio para o aumento da produtividade.

Esse processo, de acordo com a FAO, deve se intensificar nos próximos anos, especialmente na África subsariana. A instituição prevê que, entre 2015 e 2030, o número de pessoas entre 15 e 24 anos aumente em mais de 100 milhões, chegando a 1,3 bilhão de pessoas.
"Essas novas populações estão crecendo nas zonas rurais da África, mas a preocupação é que o setor industrial não cria a mesma quantidade de empregos na África. O desafio é que essas pessoas migrarão para as cidades e enfrentarão mais riscos", diz o informe da organização.

Atualmente, mesmo em países com população majoritariamente rural, os mercados urbanos são responsáveis por 70% do consumo de alimentos na média nacional dos países. O informativo da FAO sugere que os governos devem implementar políticas púlicas que ajudem a garantir que os pequenos produtores possam participar da satisfação da demanda alimentar e evitar que deixem o campo, melhorando o acesso ao crédito.
Um segundo ponto sugerido é a melhora da infraestrutura de redes elétricas, armazenamento, caminhos rurais e modais de transporte. A terceira sugestão é não só conectar as zonas rurais às urbanas, mas também criar zonas urbanas menores e mais dispersas com conexão à produção rural. Geralmente, os mercados urbanos menores não estão atendidos, conforme a FAO. 

Milho

Procura impulsiona indicador do milho em quase 3%

O bom ritmo das exportações e a divulgação de estimativas da Conab de menor oferta na safra verão 2017/18 também favorecem as altas
     
Os preços do milho voltaram a subir na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo o maior número de compradores no mercado.
Além disso, o bom ritmo das exportações e a divulgação de estimativas da Conab de menor oferta na safra verão 2017/18 também favorecem as altas. No mercado paulista, especificamente, os valores foram impulsionados pela demanda mais firme e pela retração produtora.

Na sexta-feira, 13, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho (Campinas/SP) fechou a R$ 31,27/saca de 60 quilos, significativo aumento de 2,9% frente à sexta anterior, 6, e o maior preço desde o dia 27 de março deste ano.



Animais da Emparn tem destaque em torneios e julgamentos da Festa do Boi



A qualidade genética do rebanho da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte foi comprovada durante a Festa do Boi 2017. Nas pistas de julgamento da exposição, a empresa conquistou os títulos de Melhor Expositor e Melhor Criador da raça Pardo Suíça, Melhor Expositor e Melhor Criador da raça Guzerá e Melhor Criador da raça Gir. Nas categorias individuais, as premiações foram diversas, como por exemplo as de Grande Campeã Bezerra, Grande Campeã Júnior, Grande Campeã Vaca Jovem e Grande Campeã Fêmea.
No torneio leiteiro da raça Guzerá, a vaca ‘Folhagem’ da Emparn conquistou o título de Campeã com a produção de 18,7 kg/dia. A vaca ‘Gentileza’, da Emparn, conquistou o título de Reservada Campeã com a produção de 18,2 kg/dia. Na raça Gir, a vaca ‘Cabaña’ da Emparn levou o título de Campeã Vaca Jovem, com a produção de 17,5 kg/dia.
Os títulos são resultado de um trabalho de pesquisa realizado com afinco por pesquisadores e técnicos empenhados em elevar a qualidade genética do rebanho potiguar. Os animais são manejados dentro de um programa de seleção e melhoramento com mais de 25 anos de atividades, utilizando sêmen importado ou touros provados nacionais.
A Emparn se preocupa em democratizar a disponibilização dos animais de seus rebanhos para as diferentes regiões do estado e por isso realiza ou participa de cinco leilões anuais nos municípios de Caicó, Currais Novos, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante. O tradicional leilão na Estação Experimental Felipe Camarão - Fazenda Rockfeller, fechando o calendário de leilões de 2017, inclusive já está agendado para o dia 25 de novembro. Para os criadores potiguares trata-se de uma oportunidade de adquirir animais de alto valor genético, mediante pagamento facilitado.

Emater-RN finaliza cursos de inseminação artificial em Caicó

Emater Caicó
Curso iniciou em agosto e aconteceu em Caicó e Parelhas

Os produtores rurais de Caicó encerraram ontem, dia 16 de outubro, a série de cursos oferecidos pela Emater-RN voltados para a teoria e a prática da inseminação artificial em bovinos.
 O objetivo da iniciativa é fortalecer a cadeia produtiva da bovinocultura leiteira da região, através do melhoramento genético dos animais. O curso foi dividido em módulos, iniciados em agosto passado.
O curso foi fruto de uma parceria entre a instituição, a ALTA Genetics (multinacional na área de inseminação) e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caicó.
Segundo o técnico da Emater em Caicó, Francisco Guaraci Gomes, os jovens receberam gratuitamente uma dose de sêmen de touros provados. “Certamente esse trabalho fortalecerá o melhoramento genético do rebanho bovino do Seridó e, com os jovens dominando essa técnica, será uma fonte de renda para eles ", disse Guaraci Gomes. O mesmo curso aconteceu também no município de Parelhas para médios produtores da região. Somando os dois municípios, foram capacitados 24 produtores.
O responsável pelas aulas e pelo acompanhamento técnicos das equipes nos municípios foi o médico veterinário da Emater Regional de Caicó, Jerônimo Correia. A programação do curso incluiu informações sobre acesso ao crédito rural voltado à prática da inseminação, uma vez que a instituição é credenciada e habilitada para elaboração desses projetos de crédito para aquisição de sêmen e de botijões de nitrogênio, entre outros itens. 

Trabalhadora Rural

EMATER E STTR DE ANGICOS CONVIDAM PARA CELEBRAR DIA DA TRABALHADORA RURAL


Uma praga que ataca o troco do sisal e pode destruir a plantação


agaveO sisal é uma planta muito importante para os pequenos produtores, por ser uma ótima alternativa econômica. O sisal produz a principal fibra dura consumida e comercializada no mundo. Milhares de mil pessoas dependem dessa cultura para sobreviver, sendo a Bahia o maior produtor dessa fibra. Mas a cultura vive momentos de dificuldade porque a equipe da Embrapa Algodão (Campina Grande – PB) identificou uma praga que vem prejudicando a cultura do sisal: a podridão do tronco do sisal, que pode destruir toda a planta.
Essa doença tem afetado, de forma isolada, desde a década de 70, os sisalais dos estados da Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte. A partir de 1998, a podridão-do-tronco-do-sisal atingiu níveis críticos, chegando a 40% de infestação em algumas áreas. A infestação pode ser percebida quando as folhas começam a perder sua coloração verde, tornando-se amarela-clara. Esse sintoma é reflexo do apodrecimento da parte interna do tronco, que fica com uma cor avermelhada ou amarronzada.
Causada pelos fungos Aspergillus niger e Lasiodiplodia theobromae, a doença não tem cura, levando, inevitavelmente, a planta à morte. Uma das possibilidades de reduzir o ataque da praga é eliminar e queimar o pé de sisal que esteja contaminado pela podridão.
EMBRAPA
NOTA DO BLOG: A cultura do sisal foi muito importante na região do Mato Grande, nos anos 60 e 70, mais precisamente no município de João Câmara, na época talvez o maior produtor. Hoje, poucos produtores cultivam o sisal no RN.