quarta-feira, 15 de julho de 2020

Fernando Soares

Cadê você amigo Fernando Soares. Estamos com saudade de suas matérias.

Cuidados com animais peçonhentos devem ser redobrados, alerta Sesap; RN tem estoque de soro antiveneno para 20 dias

 

Por Rogério Magno 
Secretaria recebeu nova remessa de soros para tratamento de picadas de serpentes e outros bichos peçonhentos. Sesap orienta para cuidados com animais peçonhentosSwaminathan Natarajan/BBCO estoque de soro antiveneno para tratar pessoas picadas por serpentes e outros animais peçonhentos foi reabastecido no Rio Grande do Norte nesta terça-feira (14). Apesar da nova remessa, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) alerta para o reforço nos cuidados, já que o quantitativo é suficiente para 20 dias. No sábado o estado contava com apenas duas doses."Sabemos que até o mês de agosto temos um aumento na incidência de acidentes aqui no RN, sobretudo envolvendo serpentes. Por isso pedimos a colaboração da população para evitar se expor", explicou Aline Rocha, subcoordenadora de Vigilância Ambiental (Suvam) da Sesap.Entre os cuidados para prevenção de acidentes com serpentes recomendados pelo Ministério da Saúde estão: usar sapatos fechados de cano alto ou perneiras ao caminhar na mata ou entre folhas secas; atentar para o uso de luvas de couro ao manejar locais onde as serpentes possam estar presentes, como matas, tocas e troncos de árvores.As autoridades orientam ainda que as pessoas evitem trilhas, sobretudo nos períodos do amanhecer e do entardecer. Há também a indicação para o uso de botas, perneiras e luvas de couro a trabalhadores rurais.Em caso de acidente, o serviço de saúde mais próximo deve ser procurado e o local da picada pode ser lavado apenas com água e sabão. Caso o animal tenha sido capturado, ele deve ser levado junto ao posto médico para ajudar na identificação do soro específico para o tratamento do envenenamento."Além disso, não se deve amarrar o membro acometido pela picada, fazer prática de torniquetes ou garrotes, perfurar o local da picada nem utilizar materiais como pó de café, folhas, álcool, querosene, ou outros contaminantes", informa a Sesap.Centro de Assistência ToxicológicaA Sesap disponibiliza o Ceatox, para orientação por telefone em qualquer situação de envenenamento e acidentes com animais peçonhentos, informando a disponibilidade de soros e direcionando o paciente para o hospital de referência para o tratamento mais adequado.O Ceatox funciona em regime de plantão permanente 24h por meio dos números telefônicos: 0800 281 7005; 3232 4295; 98125 1247; 98803 4140 (WhatsApp).Apreensão de cobras no RNA Companhia de Proteção Ambiental da Polícia Militar (Cipam/PM) apreendeu cinco cobras em duas ocorrências diferentes em Natal e no interior, na cidade de Lagoa de Velhos, na Borborema potiguar. As operações ocorreram entre a tarde e a noite de segunda-feira (13).Das cinco, três eram venenosas, da espécie jararaca. As outras duas estavam sendo criadas irregularmente por um homem no Alecrim: uma jiboia e uma píton albina, espécie exótica originária da Ásia. 
Nota do Blog:

O NOSSATERRA vem a tempos alertando as autoridades da saude do estado do RN, sobre o aparecimento de cobras na zona rural, principalmente Jararacas e Cascavel que são as mais comuns. Este ano, pelo que eu tenho pesquisado, muitos desses animais tem aparecido com bastante frequência. Todo mundo sabe e todo mundo sabe, que estes animais começam a aparecer nos meses de julho e agosto. E este ano, para o produtor rural residente, está havendo uma pandemia. É muita cobra surgindo nas fazendas. Muitos já foram picados. Ô povo esquecido!

Mapa lança serviço automatizado para requerimento de defesa de beneficiários bloqueados no Garantia-Safra

O serviço é destinado aos agricultores familiares aderidos ao Programa Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueada, em função da identificação de indícios de não enquadramento dos critérios de elegibilidade na inscrição
Com o objetivo de facilitar, simplificar e agilizar o envio e análise dos requerimentos de defesas dos beneficiários que tiveram o benefício bloqueado no Programa Garantia-Safra, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, disponibilizou o serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma Gov.br. 
O serviço é destinado aos agricultores familiares aderidos ao Programa Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueada, em função da identificação de indícios de não enquadramento dos critérios de elegibilidade na inscrição.   
A portaria Nº 25 da Secretaria de Política Agrícola, de 08 de julho de 2020, regulamenta os procedimentos necessários para recepção e análise dos requerimentos de defesa que serão encaminhados pelos agricultores familiares para às Comissões Estaduais de Avaliação e Julgamento do Garantia-Safra em cada Unidade da Federação que participa do Programa. Essas comissões serão responsáveis pela análise dessas defesas, consequentemente, deferindo ou não às solicitações.
O objetivo do serviço disponibilizado é garantir ao agricultor familiar beneficiário o direito à ampla defesa e contraditório, tendo em vista determinação do TCU em proceder a análise dos casos de beneficiários que não se enquadram nos critérios de seleção identificados no cruzamento de dados e efetivar as devidas exclusões, se confirmadas as irregularidades, e estabelecer rotinas destinadas a melhorar os controles internos do Programa e mecanismos de responsabilização das pessoas que prestarem informações falsas para acessar o benefício disposto pelo programa.
Garantia-Safra  
O Garantia-Safra é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) inicialmente voltada para os agricultores familiares que vivem no Nordeste do Brasil e no Norte dos estados de Minas Gerais. A região é a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), majoritariamente semiárida e que sofre perda sistemática de safra por motivo de seca ou excesso de chuvas.
Para aderir ao Garantia-Safra, é necessário ser agricultor familiar, ou seja, possuir DAP Ativa atendendo os critérios do Pronaf; ter renda familiar mensal de no máximo 1,5 salário mínimo e plantar entre 0,6 a 5,0 hectares de feijão, milho, arroz, algodão e/ou mandioca.
Uma vez aderido ao Programa, o agricultor receberá o benefício quando o estado e município tiverem cumprindo com os procedimentos relacionados ao processo de implementação, bem como os procedimentos referentes ao processo de verificação de perdas, e ter sido comprovado perdas de pelo menos, 50% do conjunto das culturas produzidas.
Atualmente, o valor do benefício é de R$ 850, pagos em cinco parcelas de R$ 170, por meio de cartões eletrônicos emitidos pela Caixa de acordo com o calendário de pagamento de benefícios sociais.
Para mais informações, entre em contato com a Coordenação do Garantia-Safra pelo e-mail garantiasafra.cgs@agricultura.gov.br
Para acessar o serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, clique aqui.

Controle do capim-annoni nas pastagens aumenta o lucro da pecuária

Para isso, os pesquisadores recomendam a implantação do Método Integrado de Recuperação de Pastagens (Mirapasto) como a melhor opção para recuperar uma área degradada em uso com a atividade pecuária. É o que comprovam pesquisas comparativas entre uma área recuperada com o método e outra usada como testemunha, que recebeu somente o melhoramento do campo nativo, sem controle do capim-annoni (Eragrostis plana Nees), planta invasora de rápida infestação. O estudo foi feito durante sete anos, na Embrapa Pecuária Sul (RS), e constatou que não vale a pena investir em melhoramento de campo nativo se o capim-annoni não for também controlado.
Em média, no estado do Rio Grande do Sul, as propriedades de pecuária de corte em campo nativo, com alta taxa de infestação por capim-annoni, conseguem ter uma produtividade média que pode variar de 44 a 78 quilos anuais de carne por hectare, conforme o tipo de solo e a região. “Com o Mirapasto, a produtividade pode chegar a 500 kg/ha/ano, recuperando a área que estava tomada pelo capim-annoni”, garante o pesquisador da Embrapa Naylor Perez.
Os experimentos mostraram que a área de campo nativo infestado, com mais de 80% de ocupação por capim-annoni e sem o seu controle, permitiu ganhos de 222 kg/ha/ano de peso vivo de bovinos ao ser melhorada com adubo e introdução de forrageiras. Esse valor representa a média dos sete anos. Porém, o custo para melhoramento do campo nativo não gerou um resultado econômico satisfatório, pois o valor de 172 kg/ha/ano foi equivalente aos gastos com o adubo e as sementes.
Dessa forma, o estudo comprovou que não há retorno econômico para o produtor, caso a opção seja simplesmente melhorar com adubação e introdução de forrageiras no campo nativo infestado pelo capim-annoni. “Precisamos tirá-lo do campo para recuperar as áreas degradadas. Alguns produtores relatam que, numa situação de falta de chuvas, o capim-annoni no campo nativo é o que salva, mas ele não dá o retorno que o produtor gostaria e, ao longo do tempo, só estará reinfestando a área”, explica a pesquisadora da Embrapa, especialista em plantas daninhas, Fabiane Lamego.
O capim-annoni foi introduzido acidentalmente no Brasil na década de 1950, contaminando sementes de plantas forrageiras importadas da África do Sul. Devido à sua rusticidade, foi identificado inicialmente como alternativa forrageira para os rebanhos, sendo comercializado na época pelo Grupo Rural Annoni.
Porém, a espécie acabou se tornando um grande problema para a pecuária, devido à baixa qualidade nutricional e ao elevado potencial de disseminação. Sua adaptação ao clima e solos sul-brasileiros, aproveitando melhor os nutrientes disponíveis no solo, aliada à rejeição do gado, quando mesclada com espécies forrageiras de boa qualidade, faz com que a invasora se alastre rapidamente, dominando as pastagens para a criação animal.
proposta do Mirapasto é, segundo Perez, bastante interessante, pois o campo nativo é melhorado juntamente com o controle do capim-annoni, aumentando a produtividade média para 382 kg de peso vivo/ha/ano. “Então, se abatermos o custo de implementação do Mirapasto, aproximadamente 243kg de peso vivo/ha/ano, incluído o gasto para controle do capim-annoni, da produtividade animal obtida na área melhorada, ficamos com um saldo positivo de 139 kg de peso vivo/ha/ano. Os números asseguram que esse caminho é melhor do que ficar com o campo infestado, produzindo no máximo 78 kg de peso vivo/ha/ano, ou melhorar o campo nativo infestado e não tirar o capim-annoni, tendo um saldo médio de 50 kg/ha/ano”, destaca o pesquisador.

LEGIÃO DA BOA VONTADE PROMOVEU AÇÃO HUMANITÁRIA PARA MIGRANTES INDÍGENAS NO RN

A Legião da Boa Vontade (LBV) intensifica suas ações provendo famílias em situação de vulnerabilidade social e risco alimentar, assistidas em seus serviços sócio assistenciais e por organizações parceiras em todo o país, através da Rede Sociedade Solidária, com cestas de alimentos, kits de limpeza e higiene para que não passem fome e se protejam da Covid-19.

Na capital potiguar, as atividades de apoio e socorro as famílias não param, no dia quinta feira (16), às 10h, na Sede da LBV no Dix Sept-Rosado, a Instituição através da Associação de Solidariedade aos Imigrantes no RN (ASIRN), receberá cestas de alimentos e kit limpeza, para as famílias refugiadas e imigrantes indígenas de países como a Venezuela, Egito, Síria, Senegal, Colômbia, Marrocos, Cuba, Gana, Itália, Nigéria, as quais vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida.

A ação faz parte da Campanha LBV – SOS Calamidades, que com o apoio da Subcoordenadoria de Assuntos Comunitários – SAC/CPCID, da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Defesa Social - Sesed/RN e de voluntários do Grupo COMUNITÁRIOS contra a COVID, que doaram os itens que vão assistir as dezenas de famílias refugiadas.

Já no sábado (18), a Caravana da Boa Vontade, segue para o município de Canguaretama, para amparar a comunidade Eleotérios do Katu, com cestas de alimentos e kit de limpeza e higiene, arrecadadas pela campanha emergencial da LBV. A recepção será conduzida pelo cacique José Luiz Soares, o Luiz Katu, professor e diretor da única escola Indígena no Estado.

A Solidariedade não pode parar

Para que mais famílias sejam amparadas, a Solidariedade não pode parar. Por isso, quando a LBV chamar, atenda com o coração: Diga Sim! Ou acesse o site www.lbv.org e faça a sua doação. Confira pelo endereço @LBV Brasil no Facebook e no Instagram as ações realizadas pela Instituição.
O Centro Comunitário de Assistência Social da LBV em Natal/RN, está localizado na Rua dos Caicos, 2148 – Dix Sept Rosado. Informações ligue (84) 3613-1655.

Orientações de como se deve fazer as barragens subterrâneas

 
barragem subterrânea 1A barragem subterrânea deve ser instalada em locais situados em ponto estratégico do terreno, onde escorre o maior volume de água no momento da chuva. Sua construção é feita escavando-se uma vala perpendicular ao sentido da descida das águas até a profundidade da camada mais endurecida do solo. Dentro da vala, estende-se um plástico com espessura de 200 micra por toda a extensão da parede que, em geral, varia de 80 a 100 metros de comprimento.
Após o plástico estendido, a vala volta a ser fechada com a terra. Nessa “parede”, deve ser feito um sangradouro com 50 a 70 centímetros de altura. O plástico impermeável barra o escorrimento da água da chuva e provoca a sua infiltração no solo, o que reduz a evaporação. Dessa forma, cria-se uma vazante artificial na qual a umidade do solo se prolonga por um bom tempo, chegando até quase ao final do período seco no Semiárido.
“A barragem subterrânea é uma tecnologia social hídrica de estoque de água para convivência com o Semiárido que tem tirado muitas famílias da linha da pobreza, gerando alimentos e dignidade para o povo da região”, destaca o coordenador estadual da rede Asa Brasil, Julio César Dias.

terça-feira, 14 de julho de 2020

 
MERCADO BRASIL

Preço da soja brasileira cai junto com o Dólar

Recuo do câmbio manteve os exportadores novamente de fora da disputa com a indústria
Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a segunda-feira (13.07) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação caindo 1,72% nos portos, para R$ 113,87/saca (contra R$ 115,86/saca do dia anterior). Com isto a perda acumulada nos portos neste mês ficou em 1,26%.
A T&F Consultoria Agroeconômica aponta que no Rio Grande do Sul os preços no porto recuaram mais trinta centavos/saca. “Também no interior o recuo do Dólar manteve os exportadores novamente de fora da disputa com a indústria, que, assim, se sentiu confortável para reduzir trinta centavos/saca em Cruz Alta e manteve os mesmos R$ 114,50 em Passo Fundo, mas para pagamento em setembro”, acrescentam os analistas.
No Paraná preços mantiveram os ganhos e continuaram inalterados: “Com o dólar altamente volátil, mas fechando em forte queda de 1,21%, o mercado de soja no Paraná recuou em todas as posições.
Para os agricultores, o mercado de balcão manteve-se em R$ 98,00/saca, na região dos Campos Gerais. Na mesma região, no mercado de lotes, as indicações recuaram um real/saca. Para exportação, em Paranaguá, o preço recuou um real/saca para R$ 116,00, para entrega e pagamento em agosto e para entrega e pagamento em setembro a indicação recuou 3 reais/saca para R$ 115,00, contra R$ 118,00/saca do dia anterior”.
CHINA
Foi ouvido interesse de compra para os embarques de soja dos EUA no quarto trimestre de 2020, bem como para os embarques de nova safra de soja brasileira no primeiro semestre de 2021. Ofertas para 2021 nova safra soja brasileira apresentou alta de 6 c/bu no dia, com as de fevereiro indicadas em 151 c/bu em relação aos futuros de março, e as de março, relatadas em 131 c/bu sobre os mesmos futuros. Demanda por soja brasileira antiga foi em grande parte ausente devido aos altos prêmios em dinheiro e margens de esmagamento fracas. Contudo, os prêmios FOB portos de Origem no Brasil para safra velha subiram 6 cents.

Dicas para o consumidor armazenar e manipular ovos in-natura

Ovos - cuidadosA produção de ovos de qualidade e seguros envolve uma série de medidas preventivas que começam na criação das aves e terminam no local onde serão consumidos. Afinal, uma maneira eficaz de consumir ovos com segurança começa em saber como comprar, armazenar, manusear e preparar o alimento. Em tempos de pandemia então, o lema é atenção redobrada às práticas de higiene e conservação.
Os cuidados nos pontos de venda, principalmente em supermercados e demais pontos de venda, os ovos devem ser mantidos em lugar fresco e arejado, onde a temperatura não ultrapasse 25°C. Eles devem ser expostos de forma que a casca não seja danificada e não devem permanecer próximos a outros alimentos que tenham um odor mais forte (por exemplo, alho e desinfetante). Devido à casca porosa, os ovos podem absorver odores e sabores estranhos do ambiente de armazenamento.
Não podemos esquecer que a embalagem dos ovos fica exposta nos pontos de venda e pode ser manipulada por outras pessoas. Por isso, recomenda-se ao consumidor retirá-los da embalagem e guardá-los em local onde não sofram variação de temperatura nem qualquer tipo de impacto para evitar possíveis contaminações.
A indicação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é manter os ovos, preferencialmente, refrigerados. Inclusive, essa informação é obrigatória nos rótulos do produto. A Katayama Alimentos determina que o prazo de validade dos seus ovos é de 25 dias, em temperatura ambiente.
De acordo com Camila Cuencas, Gestora de Operações Industriais da empresa, a recomendação é manter os ovos sob refrigeração no local de consumo (em casa, por exemplo), para que eles permaneçam num ambiente mais controlado e menos suscetíveis a contaminações. “Na geladeira, dificilmente sofrerão variação de temperatura, a exemplo do que acontece quando são mantidos em uma bancada ao lado do fogão”.
Camila adverte que os ovos devem ser guardados em recipientes adequados, nas prateleiras da parte interna da geladeira, e não na porta, evitando contato com qualquer outro alimento que possa contaminar a casca, como carnes e outros produtos crus. “Na lateral ou porta da geladeira, temos variação constante de temperatura e há maior chance de ocorrer trincas, aumentando, assim, os riscos de contaminação”.
Não é indicado lavar os ovos antes de guardá-los na geladeira. A lavagem prematura pode causar contaminação na sua parte interna devido à porosidade da casca e com isso aumentar as chances de contaminação. Na indústria, eles são lavados com água potável com cloro a uma temperatura adequada entre 35 a 45°C. Por fim, é importante lavar com água e sabão as superfícies de trabalho, utensílios e mãos antes de manusear o produto.
Em resumo, as dicas de segurança alimentar são:
Compre sempre ovos de origem conhecida e inspecionados pelos serviços oficiais;
Certifique-se da data de validade e que os ovos não estejam com a casca suja, trincada ou quebrada;
Mantenha-os em local limpo, fresco e arejado, preferencialmente em refrigeradores;
Evite armazenar na porta do refrigerador, que sofre maior variação de temperatura e risco de quebra;
Lave os ovos somente quando for utilizá-los;
Lave com água e sabão as superfícies de trabalho, utensílios e mãos antes de manusear o produto;
De preferência, consuma os ovos bem fritos e cozidos, tal como nos alimentos que os utilizam. Nas receitas que indicam ovos crus, procure escolher ovos certificados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e que estejam bem frescos e com a casca intacta.

Ministros da Agricultura defendem princípio científico na regulação do comércio internacional

Tema foi debatido em encontro virtual, durante a 2ª Reunião Hemisférica de Ministros e Secretários de Agricultura
Reunidos em videoconferência nesta segunda-feira (13), ministros e secretários da Agricultura de países das Américas ressaltaram a necessidade de evitar barreiras comerciais desnecessárias entre os países que possam prejudicar a agricultura neste momento de pandemia. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que o Brasil está “absolutamente convencido” da necessidade de preservar o princípio científico na regulação do comércio internacional de insumos e alimentos.
“É preciso distinguir o necessário esforço que todos fazemos para assegurar a proteção de nossas populações, tomando as medidas necessárias para prevenir a disseminação do vírus, de medidas sem qualquer base científica que possam gerar insegurança, incerteza e desinformação”, ressaltando que não há qualquer evidência científica que sustente a tese de que o vírus se espalha pelos alimentos.
A 2ª Reunião Hemisférica de Ministros e Secretários de Agricultura foi promovida pelo Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Víctor Villalobos, co-organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Tereza Cristina disse também que um dos efeitos da atual pandemia deverá ser o aumento das discussões sobre sustentabilidade e sanidade, o que poderá trazer mais rigor quanto a padrões técnicos, sanitários e fitossanitários, além de aumentar as exigências de certificação, rastreabilidade, rotulagem, embalagens dos produtos e requisitos privados.
“Assim, devemos ter muito cuidado com práticas adotadas por alguns países, talvez até bem-intencionadas, mas com amplos efeitos nocivos.  À medida que alguns países abandonam os princípios baseados em ciência na regulação da produção e do comércio de alimentos, não apenas o comércio justo é penalizado, mas também é prejudicado todo o ecossistema de inovação que nos permitiria alimentar mais pessoas com o emprego de menos recursos”, destacou a ministra brasileira. 
O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, manifestou preocupação com medidas impostas por alguns países que restringem importações, como a exigência de testes de Covid nos portos de entrada e “outras medidas que não concordam com a ciência conhecida sobre o assunto”.
“Estamos preocupados com políticas impostas no mundo inteiro que poderiam ser negativas para o comércio. Todas as medidas devem ser embasadas na ciência, tanto agora quanto após a pandemia. As pessoas não podem contrair Covid-19 a partir das embalagens dos alimentos ou dos próprios alimentos, já que a ciência não indica que isso é possível”, destacou.  
Perdue também destacou as medidas tomadas pelos EUA para garantir o fluxo comercial apesar da pandemia. “Nossos agricultores estão fazendo grandes esforços para manter suas operações e a oferta de alimentos saudáveis. Fomos muito afetados no início da pandemia com o fechamento dos restaurantes, hotéis, foi necessário redirecionar a produção”, disse.  
A ministra de agricultura do Canadá, Marie Claude Bibeau, disse que o comércio aberto e transparente é chave para manter uma cadeia de abastecimento estável. “Acreditamos que devem ser evitados os constrangimentos desnecessários, bem como aumento de taxas, impostos e outras barreiras. Isso poderia aumentar o preço dos alimentos, causando escassez e desperdício dos alimentos, com consequências muito negativas para os agricultores”, ressaltou.
Reunião
Ao final do encontro, os ministros aprovaram um posicionamento conjunto reafirmando sua intenção de promover a seguridade alimentar e nutricional das populações durante a pandemia. O documento reitera a importância da cooperação entre os países, especialmente em temas que afetam a produção de alimentos.
O diretor-geral do IICA, Manuel Otero, parabenizou o Brasil pelo crescimento das exportações, mesmo durante a pandemia. Ele disse que a pandemia aumentou vulnerabilidade de setores de menor renda e pediu a união das Américas para enfrentar a certificação “livre de Covid”, que pode trazer novas barreiras sanitárias.
O objetivo do encontro virtual é manter um diálogo permanente entre os representantes que favoreça o comércio internacional de alimentos e matérias primas agrícolas, a sanidade agropecuária e inocuidade dos alimentos, a continuidade do abastecimento nos mercados nacionais e o apoio necessário através de políticas dirigidas aos pequenos e médios produtores, como motores para a retomada da economia após a pandemia.
Também participaram do encontro os ministros e secretários de Honduras, da Nicarágua, do Equador, do Peru, de São Vicente e Granadinas, da República Dominicana e do Chile.

Mapa inclui a cultura da banana no projeto-piloto para estimular a contratação de seguro rural entre os produtores enquadrados no Pronaf

Serão destinados R$ 50 milhões para subvencionar a contratação de apólices de seguro rural em todo o país, R$ 10 milhões para banana, maçã e uva e R$ 40 milhões para soja e milho verão
banana iStock-1167480271.jpg
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicou nesta segunda-feira (13) a Resolução 76, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que aprovou a inclusão da cultura da banana no projeto-piloto de subvenção ao prêmio do seguro rural para operações enquadradas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Além da banana, as culturas de milho 1ª safra, soja, maçã e uva já estavam previstas no âmbito do Programa de Seguro Rural (PSR), no exercício de 2020.
O objetivo dessa iniciativa específica de incluir a cultura da banana no projeto-piloto é possibilitar a contratação de seguro rural com uma subvenção maior para os agricultores familiares do Pronaf, muitos deles atingidos pelas intempéries climáticas, principalmente do "ciclone bomba" que afetou a produção de banana e outras atividades em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Além disso, o Mapa está estudando, junto ao Ministério da Economia e às instituições financeiras, outras medidas que devem ser adotadas em auxílio aos produtores atingidos pelo ciclone-bomba.
Jorge Marangoni, presidente da Federação das Associações e de Cooperativas dos Produtores de Bananas de Santa Catarina (Febanana-SC), explica que a banana como uma fruta perene sofre com as anormalidades no clima como granizo ou ventos fortes, que afetam diretamente na produtividade, como a causada pelo ciclone bomba. “Apesar de adotar medidas de aumento de produtividade, só o seguro agrícola pode auxiliar o produtor na adversidade do clima, pois as perdas afetam a geração de renda por um longo período”, finaliza.
Já para Elaine Muller, produtora em Corupá-SC, e diretora da Febanana, os adventos climáticos estão a cada ano mais intensos e imprevisíveis e o produtor não pode contar com a sorte. "A contratação de um seguro agrícola tem o intuito de trazer garantia ao produtor de não perder totalmente a venda da produção”, explica.
Neste projeto-piloto, os produtores com operações de crédito rural enquadrados no Pronaf podem acessar o seguro agrícola de julho a meados de setembro com subvenção de 60% para banana, maçã e uva. Os demais produtores, que não acessam ou não são enquadrados no Pronaf, podem também acessar o seguro agrícola com subvenção de 40% do prêmio nessas culturas.
Para soja e milho verão, no projeto piloto a subvenção é de 55%, e o produtor do Pronaf conta com um seguro de multirrisco (para diversos riscos climáticos), com nível de cobertura mínimo de 70% da produtividade estipulada. Para produtores que não acessam ou não estão enquadrados no Pronaf, a subvenção é de 20% a 30%, dependendo do tipo de seguro e das coberturas.
Para participar do projeto, o produtor rural deverá contratar uma apólice de seguro em uma das 14 seguradoras habilitadas no PSR, ao contratar o crédito rural em sua instituição financeira. Serão disponibilizados recursos de maneira escalonada entre os meses de julho e setembro.
Resumo do projeto-piloto:
  • Orçamento: R$ 40 milhões (milho 1ª safra/soja) + R$ 10 milhões (banana/maçã/uva).
  • Abrangência: nacional.
  • Atividades: milho 1ª safra, soja, banana, maçã e uva.
  • Percentual de subvenção ao prêmio diferenciado (fixo): milho 1ª safra/soja (55%) e banana/maçã/uva (60%)
  • Tipo de cobertura: multirrisco (milho 1ª safra/soja)
  • Nível mínimo de cobertura da produtividade esperada: 70% (milho 1ª safra/soja)
Contratação de seguro rural
O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.
Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS.

Exportações de carne suína e de frango superam o que foi exportado no mesmo período do ano passado

 
carne no mercado de frango e suinosAs exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 102,4 mil toneladas em maio, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O resultado supera em 52,2% o volume embarcado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 67,2 mil toneladas. Em receita, as vendas mensais de carne suína alcançaram US$ 227,9 milhões, número 58,4% acima do alcançado no quinto mês de 2019, com US$ 143,8 milhões.
No acumulado do ano (janeiro a maio), as exportações de carne suína chegaram a 383,2 mil toneladas, volume 34% acima do efetivado nos cinco primeiros meses de 2019, com 285,9 mil toneladas.  Já em receita, o saldo foi 54,8% maior, com US$ 878,3 milhões em 2020, contra US$ 567,5 milhões em 2019.
“Ultrapassamos pela primeira vez o patamar de 100 mil toneladas e de US$ 200 milhões em um único mês.  Apesar de extremamente positivo, era um comportamento esperado pelo setor para este ano, mesmo com o enfrentamento da pandemia.  Ao mesmo tempo em que o setor mantém o abastecimento interno e traz divisas para o país neste momento de forte crise, as vendas para o mercado internacional contribuem para reduzir a elevação dos custos produtivos”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.
De acordo com os levantamentos da ABPA, as exportações totais de carne de frango (incluindo in natura e processados) alcançaram 399,4 mil toneladas em maio, resultado que supera em 4,5% o saldo dos embarques efetivados no mesmo período de 2019, com 382,2 mil toneladas. A receita das exportações do período totalizou US$ 546,3 milhões, número 17,3% menor que o resultado registrado no mesmo mês do ano passado, com US$ 660,7 milhões.
No acumulado do ano, o volume exportado chegou a 1,764 milhão de toneladas, volume 4,9% acima do efetivado entre janeiro e maio de 2019, com 1,681 milhão.  A receita do período chegou a US$ 2,697 bilhões, número 3,7% menor em relação ao desempenho registrado no mesmo período comparativo, com US$ 2,802 bilhões.
“A China fortaleceu sua posição como principal destino das exportações de aves e de suínos, e foi um dos impulsos para o bom desempenho dos embarques neste período.  Esta é uma tendência que deverá se manter durante os próximos meses em relação ao mercado asiático”, analisa Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Com alta de 24,5%, exportações do agronegócio batem recorde para meses de junho e ultrapassam US$ 10 bilhões

O desempenho favorável é resultado principalmente das vendas de soja, açúcar, carnes bovina e suína
porto de santos iStock-1020325114.jpg

As exportações do agronegócio foram recordes para os meses de junho nesse mês de junho de 2020, com registros de vendas externas de US$ 10,17 bilhões. Houve crescimento de 24,5% em relação às exportações em junho de 2019 (US$ 8,17 bilhões).
De acordo com o Boletim da Balança do Agronegócio, divulgado nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI-Mapa), em nenhum ano da série histórica (1997-2020) as exportações do agronegócio ultrapassaram US$ 10 bilhões para meses de junho. 
O principal setor responsável pelo crescimento das exportações foi o complexo soja. As vendas externas do setor subiram de US$ 3,53 bilhões em junho de 2019 para US$ 5,42 bilhões em junho de 2020, o que representa uma alta de 53,4% ou quase US$ 1,9 bilhão de crescimento em valores absolutos. Para efeito de comparação, as exportações do agronegócio cresceram US$ 2,0 bilhões comparando-se junho de 2019 e junho de 2020.
A exportação de soja em grãos (13,8 milhões de toneladas) teve grande influência nestes valores, alcançando US$ 4,67 bilhões em junho de 2020, com expansão do quantumem 5,2 milhões de toneladas na comparação dos meses de junho de 2020 e 2019. A SCRI também ressalta a retomada das exportações de açúcar, que subiram quase 1,5 milhão de toneladas relativo aos dois períodos.
A China foi o principal país responsável pela expansão do volume exportado pelo Brasil, adquirindo 70% da soja em grãos brasileira em junho. O país asiático elevou ainda as aquisições de produtos do agronegócio brasileiro em US$ 1,3 bilhão entre junho de 2019 e junho de 2020: 65% do crescimento em valores absolutos das exportações brasileiras do agronegócio observados junho de 2019 e junho de 2020.
O agronegócio brasileiro aumentou a sua participação nas exportações brasileiras de 44,4% (junho-2019) para 56,8% no mês pesquisado. Por sua vez, as importações do agronegócio diminuíram de US$ 984,55 milhões (junho 2019) para US$ 826,28 milhões em junho de 2020 (-16,1%). Desta forma, o saldo da balança atingiu US$ 9,3 bilhões.
Carnes
As vendas externas de carnes foram de US$ 1,41 bilhão (4,5%). O volume exportado de carnes foi recorde para os meses de junho (626,5 mil toneladas). A carne bovina representou mais da metade do valor exportado de carnes, com registros de US$ 742,56 milhões. Tanto o valor mencionado como o volume (176,6 mil toneladas) foram recordes para os meses de junho.
A carne suína também apresentou valor e volume recorde em vendas externas para o mês de junho. As exportações foram de US$ 196,86 milhões, com volume de 95 mil toneladas. Já as exportações de carne de frango foram de US$ 438,23 milhões (-32,1%), com queda de 13,6% no volume exportado e redução de 21,4% no preço médio de exportação.
A China se destacou mais uma vez nas aquisições de carnes brasileiras, tendo importado metade da carne bovina e suína exportada pelo Brasil. A participação da China nas aquisições de carne de frango também foi relevante, chegando a 23,7% do total exportado.
Álcool e açúcar
O complexo sucroalcooleiro foi o setor que teve o maior aumento percentual das exportações dentre os principais setores exportadores do agronegócio brasileiro, elevando-se 74,5% na comparação entre junho de 2019 e junho de 2020, passando de US$ 536,12 milhões para US$ 935,37 milhões.
As exportações de açúcar de cana representaram a maior parte do valor exportado pelo setor, com US$ 810,80 milhões (+80,4%) e quase 3 milhões de toneladas exportadas (+94,8%).
O álcool também registrou elevação nas vendas externas, subindo de US$ 85,83 milhões (junho de 2019) para US$ 122,71 milhões exportados em junho deste ano.
De acordo com a SCRI, o crescimento das exportações brasileiras de cana de açúcar está vinculado à quebra das safras de cana de açúcar 2019/2020 na Índia e na Tailândia, que possibilitou a ampliação das exportações para diversos mercados. A Indonésia é um mercado que não importou nada de açúcar brasileiro em junho de 2019 e adquiriu US$ 86,78 milhões no mês passado.