sexta-feira, 22 de junho de 2018

Edital de Credenciamento 01/2018 do Programa de Aquisição de Alimentos-PAA/Leite


O Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte - EMATER/RN, por  intermédio da Comissão Permanente de Licitação designada pela portaria nº 004/2018, publicada no DOE nº 14.083 de 04 de janeiro de 2018,  avisa aos interessados da abertura do Edital de Credenciamento 001/2018 do Programa de Aquisição de Alimentos na modalidade incentivo ao consumo e a produção de leite – PAA Leite, a abertura do Credenciamento, que será realizada no dia 03/07/2018 as 10h, para contratação de fornecedores laticinistas para captação, pasteurização, envasamento, transporte e entrega de Leite Integral Pasteurizado, instalados no Estado do Rio Grande do Norte. O Edital nº 001/2018 se encontra à disposição dos interessados, que munidos de documento de identificação do responsável pela retirada do edital, poderão retirar uma cópia na Sede da EMATER, no Centro Administrativo do Estado, Bloco VI, Lagoa Nova, Natal/RN, por e-mail, através do endereço cplemater.rn@gmail.com ou pela Internet através do endereço eletrônico www.emater.rn.gov.br. Mais informações serão prestadas pela referida comissão, no endereço acima citado, no horário de 08:00 às 13:00 horas de segunda a sexta-feira, ou através do correio eletrônico: cplemater.rn@gmail.com.

Plano Agrícola e Pecuário deste ano terá um custo menos para os produtores

plano agrícola 2018 - lançamentoCom redução de 1,5 ponto percentual nas taxas de juros do crédito rural, o presidente Michel Temer anunciou, junto com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, R$ 194,37 bilhões para financiar e apoiar a comercialização da produção agropecuária brasileira. Os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/2019 poderão ser acessados pelos agricultores entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2019.
Do total dos recursos, são destinados R$ 151,1 bilhões para o crédito de custeio, sendo R$ 118,8 bilhões com juros controlados (taxas fixadas pelo governo) e R$ 32,3 bilhões com juros livres (livre negociação entre a instituição financeira e o produtor). O crédito para investimentos ficou em R$ 40 bilhões.
Além dos recursos de crédito para custeio e para investimentos de R$ 191,1 bilhões, estão sendo destinados R$ 2,6 bilhões para o apoio à comercialização (Aquisição do Governo Federal, contratos de opções, Prêmio para Escoamento do Produto, Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) e R$ 600 milhões para subvenção ao seguro rural.
O ministro Blairo Maggi destacou ganhos de produtividade e de eficiência do setor durante seu discurso. “Na medida em que ficamos mais fortes e presentes no mundo, enfrentamos mais resistências. E concorrentes se voltam contra o Brasil. É nesse momento que o protecionismo mostra suas garras e o país sofre fortemente. Mas o objetivo é continuar a crescer cada vez com o uso da ciência e da tecnologia”.

O presidente Temer lembrou o Certificado de país Livre sem Aftosa recebido recentemente pelo governo da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em sua última reunião realizada em Paris. Sobre o montante destinado ao agro pelo PAP, afirmou que são recursos que estimulam a produção e impulsionam o crescimento da economia.

Exportações de frango caem 4,7% e atingem 333,2 mil toneladas em maio

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país faturou US$ 517,6 milhões com os embarques, montante 13% inferior ao registrado no ano passado


frango-aves-galinha (Foto: Globo Rural)
As exportações brasileiras de carne de frango atingiram 333,2 mil toneladas em maio, queda de 4,7% em relação ao igual período de 2017, informou nesta quinta-feira (21/6) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Com os embarques, o país faturou US$ 517,6 milhões, montante 13% inferior aos US$ 594,8 milhões registrados no ano anterior. Os dados consideram todas as linhas de produtos entre in natura e processados. No acumulado do ano, o resultado também foi negativo. O volume de vendas da proteína alcançou 1,601 milhão de toneladas no intervalo de janeiro a maio, redução de 8,5% quando comparado ao total de 1,750 milhão de toneladas embarcado nos cinco primeiros meses do ano passado. Em receita, o resultado ficou em US$ 2,602 bilhões, saldo 12,3% menor que os US$ 2,966 bilhões obtidos em igual intervalo de 2017.
"Os efeitos da paralisação dos caminhoneiros serão sentidos somente nos levantamentos realizados em junho, por causa da metodologia de estatísticas de exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços", ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA, em nota, sem dar detalhes sobre os fatores que levaram ao desempenho negativo das exportações de frango ao longo do ano.

O diretor executivo da entidade, Ricardo Santin, acrescenta que o crescimento nos embarques para a China, em 12%, e para países como Jordânia, Iêmen, África do Sul, Coreia do Sul e Chile "ajudou a reduzir o desempenho menor registrado em outros mercados".

Consultores do Projeto Apoio ao Terra Legal iniciam visitas aos escritórios estaduais


A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) e a  Subsecretaria de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal), em parceria com o Consult Group GmbH (GFA) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) deram início às atividades de levantamento e diagnóstico da situação dos processos e documentos de regularização fundiária nos quatro estados atendidos pelo projeto Apoio à Política de Regularização Fundiária na Amazônia (Pará, Amazonas, Mato Grosso e Amapá), financiado pela União Europeia.
Durante as visitas, os consultores irão avaliar a estrutura dos escritórios do Terra Legal e quantificar a demanda para vetorização e digitalização dos processos e documentos do acervo fundiário. Os consultores também farão recomendações e orientações para o armazenamento do material físico pós-digitalização e das informações digitalizadas e/ou vetorizadas.
Os consultores já estiveram nos escritórios de Belém, Marabá, Altamira e Santarém, assim como nas Unidades Avançadas veiculadas a estes escritórios. Ainda neste mês, as visitas serão em Manaus e nas Unidades Avançadas veiculadas ao entorno do escritório. 
A proposta é identificar os diversos documentos que foram gerados pelas ações de regularização fundiária, antes e após a implementação do Terra Legal, quantificá-los, verificar suas condições de armazenamento e, por fim, propor formatos para a digitalização e acesso.
O objetivo desta iniciativa é realizar um diagnóstico sobre as condições de funcionamento dos escritórios do Terra Legal, especialmente em relação a infraestrutura existente, a quantidade e condições dos processos de regularização fundiária nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Amapá e avaliar o estado de conservação dos processos, mapas e documentos para definir procedimentos para a digitalização.
Sobre o Programa Terra Legal
Desde 2009, as atribuições de regularização fundiária ou desconstituição de posse de imóveis rurais em terras situadas em áreas da União, na Amazônia Legal, foram transferidas do Incra para o então Ministério do Desenvolvimento Agrário, hoje, Secretária Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), sendo suas ações executadas pelo Programa Terra Legal – criado pela Lei nº 11.952/2009.
A intenção do Programa Terra Legal é regularizar as ocupações legítimas, com prioridade aos pequenos produtores e às comunidades locais. A Sead é responsável por gerenciar a aplicação da Lei na Amazônia Legal, região formada por nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

 QUIABO: UM DOS MELHORES REMÉDIOS NATURAIS PARA DIABETES, COLESTEROL E GASTRITE

Cura pela NaturezaVamos falar de um vegetal capaz de combater diabetes, colesterol alto e gastrite.Para você ter ideia, ela é fonte de minerais importantes como cálcio, magnésio,
potássio, manganês, zinco e cobre.
Além disso, possui grande quantidade de fibras alimentares e vitaminas A, C e K.
De que vegetal estamos falando?
Do quiabo!
Apesar de “repugnante”para alguns, ele deve ser consumido com regularidade, pois:
- Melhora o sistema imunológico
A vitamina C é a melhor amiga da nossa imunidade.
E o quiabo é uma boa fonte dessa vitamina.
O quiabo também é um poderoso antioxidante e, por isso, pode ajudar a combater danos nas células.
- Melhora a visão
As pesquisas mostram que o quiabo é bom para melhorar a visão.
Devido à vitamina A, presente no quiabo, a vista é melhorada significativamente.
- Trata a fadiga
A fadiga é um problema crescente no mundo de hoje e é o sintoma de várias doenças.
Felizmente, o quiabo provou ser útil no combate ao cansaço excessivo.
- Regula os níveis de colesterol
Se você tende a ter colesterol alto, o quiabo é o remédio certo.
Ele ajuda a normalizar os níveis de colesterol e evitar o acúmulo de gordura.
- Controla diabetes
Diabetes é outro problema que pode ser tratado pelo quiabo.
Além da capacidade de normalizar o colesterol, o quiabo pode controlar os níveis de açúcar no sangue.
Ambos os benefícios são ótimos para quem tem diabetes.
- Regula o apetite
O quiabo tem uma boa quantidade de fibra solúvel, o que pode diminuir a sensação de fome.
E, consequentemente, nos ajuda na perda de peso.
- Fortalece o sangue e os ossos
O quiabo tem muita vitamina K, o que é ótimo para os ossos e o sangue.
A vitamina K promove uma melhor coagulação do sangue, evitando o sangramento excessivo em caso de lesão.
A vitamina A também é uma vitamina essencial para os ossos, por isso o quiabo é tão recomendado.

 Previne gastrite
A gastrite ocorre quando o revestimento do estômago está inflamado.
Existem muitas causas de gastrite, uma delas é a presença da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori).
O quiabo, para quem não sabe, é um forte combatente de bactérias e pode ajudar a impedir que esta habite o seu estômago, prevenindo assim a inflamação e reduzindo o risco de gastrite.
O quiabo pode parecer sem gosto, mas você pode fazer vários pratos deliciosos com ele.
Refogue, cozinhe no vapor com ervas ou mergulhe cru em molhos naturais ou no suco de limão.
Basta usar a criatividade!
Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

 Governo Temer já cortou esse ano aproximadamente R$ 5,1 bilhões do orçamento para a Agricultura familiar







FOTO: Comunicação CONTAG- Fabrício Martins


Para atender as reivindicações da greve dos caminhoneiros, o governo apresentou a Medida Provisória 839/2018 que reduziu R$ 0,46 (quarenta e seis centavos) no preço do diesel pelo prazo de 60 dias. O custo disso foi o corte drástico no orçamento no valor de R$ 9,5 bilhões. Enquanto o Congresso Nacional não analisa essa medida provisória, ela está em vigor.

O orçamento público é sempre objeto de disputa pelos setores da sociedade. A escolha do governo indica quais deles serão incluídos no orçamento e quais políticas públicas serão priorizadas para lhes atender.

Apoiamos a greve, mas discordamos que, para atender o setor, o Governo Temer penalize as políticas sociais, as ações que atendem a maioria da população e, principalmente, as políticas públicas destinadas à Agricultura Familiar. Em vez disso, poderia cortar privilégios do capital rentista reduzindo o pagamento dos juros da dívida, taxar as grandes fortunas e cobras as dívidas dos grandes devedores da União, por exemplo. Com esta MP perdemos R$ 366,8 milhões.

Entre a aprovação da LOA 2018 e o valor atual disponível para cada ação, o governo já havia cortado R$ 78,3 milhões da obtenção de terras e organização da estrutura fundiária; R$ 10,9 milhões das obras e equipamentos para oferta de água; R$ 9,1 milhões do controle e fiscalização ambiental; R$ 29,8 milhões da promoção da igualdade e enfrentamento à violência contra a mulher; R$ 1,8 milhão do Pronera; R$ 42,8 milhões do saneamento rural e R$ 210,0 milhões do PAA. Isso já representou um corte de R$ 382,9 milhões mesmo antes da edição da MP 839/2018.

Em relação aos quatro principais programas para a Agricultura Familiar (Fortalecimento e Dinamização da Agricultura Familiar; Desenvolvimento Regional e Territorial; Reforma Agrária e Governança Fundiária; Segurança Alimentar e Nutricional), comparando os orçamentos 2017/2018, o governo Temer já havia retirado R$ 4,35 bilhões.

Impactos da MP 839/2018 no Orçamento - Políticas para a Agricultura Familiar




FONTE: Diretoria da CONTAG

Dia de Campo na TV – Trópico Semiárido: a nova geografia do mundo do vinho

Diferente das áreas vinícolas dos chamados Velho e Novo Mundo do Vinho, onde, sob clima temperado e temperaturas amenas, as colheitas acontecem uma única vez no ano, nas zonas tropicais do planeta, mais quentes, as safras ocorrem duas vezes por ano. No caso do Semiárido brasileiro, por causa do ambiente e dos recursos técnicos de manejo, as vinícolas podem dispor, ao mesmo tempo, de parreirais em fase de produção, de floração, de poda e ainda de repouso. Como se estivesse submetido às quatro estações (outono, primavera, inverno e verão), simultaneamente.
A vitivinicultura tropical é muito particular e diversa em relação à praticada em regiões de clima temperado, e suas características são atualmente um desafio em relação às regiões tradicionais.
No caso do Brasil a área de produção encontra-se no Vale do rio São Francisco - principal região tropical vitivinícola do país – e, especificamente, nos municípios dos estados de Pernambuco (Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande) e da Bahia (Casa Nova). Ai, a produção de uvas e vinhos ocorre ao longo de todo o ano, de acordo com a escolha dos produtores.
Atualmente, as seis vinícolas instaladas em 400 ha dos estados da Bahia e de Pernambuco processam em torno de 4 milhões de litros de vinhos por ano a partir das variedades europeias Vitis vinífera L. Desse volume, 65%  são de espumantes - entre moscatéis, bruts e démi-secs -, 33% de vinhos tintos (jovens e de guarda) e 2% de vinhos brancos.


quinta-feira, 21 de junho de 2018

RAPIDINHAS


1 - Vem aí a Caprifeira de Afonso Bezerra;

2 - Os camioneiros ("  ") planejam novas paralisações;

3 - O Programa do Leite na Região Central, continua na "estaca zero";

4 - O preço da Pasta Gorda, continua em alta. Em plena safra?;

5 - O povo pergunta: cadê o milho?

6 - O São João das chuvas e de pouco dinheiro.

Vem aí a Caprifeira de Afonso Bezerra


Belezas Do Meu Sertão >> Faveleiro


A imagem pode conter: árvore, nuvem, céu, planta, atividades ao ar livre e natureza
Mais uma árvore típica do nosso rico bioma caatinga, a Cnidoscolus phylacanthus, popularmente conhecida por Favela, Faveleira, Faveleiro, Mandioca-brava. Uma das principais características dessa espécie são os tricomas urticantes presentes nas suas folhas, que, ao serem tocados, causam uma breve coceira e ardor.

O faveleiro é uma planta encontrada desde o Piauí, Pernambuco até a Bahia, estando mais presente em áreas de solos arenosos e rasos da região.

Essa espécie não passa de 8 metros de altura, os seus frutos e folhas são cobertos por pequenos espinhos e, assim como o umbuzeiro, essa planta também é capaz de economizar água para sobreviver em períodos de estiagem.
CURIOSIDADE: É a planta que deu origem ao termo "favela", por ocasião da Guerra de Canudos.

Senado aprova projeto de venda direta de etanol para postos

Apesar da tentativa de alguns líderes de adiar a votação, os senadores aprovaram a matéria por 47 votos a 2


cana_etanol_posto_combustivel (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (20/6) o projeto de decreto legislativo que autoriza a venda direta de etanol hidratado de usinas para os postos. Apesar da tentativa de alguns líderes de adiar a votação, os senadores aprovaram a matéria por 47 votos a 2. O texto segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.
O projeto foi apresentado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) após a paralisação dos caminhoneiros contra a alta no preço dos combustíveis. Na semana passada, um requerimento de urgência foi assinado pela maioria dos líderes da Casa, o que fez com que a matéria fosse levada diretamente ao plenário.
Nesta terça-feira, no entanto, o líder do DEM na Casa, senador Ronaldo Caiado (GO), chegou a sugerir que fosse retirada a urgência do projeto para que se realizasse uma audiência pública para discutir melhor o tema. O adiamento tinha apoio da líder do MDB, senadora Simone Tebet (MT). O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), no entanto, manteve a matéria na pauta.
>> Senado aprova urgência na tramitação de proposta que permite venda de etanol
Atualmente, os produtores não estão autorizados a vender o combustível diretamente aos postos por restrições da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Durante a greve dos caminhoneiros, a agência chegou a autorizar emergencialmente a venda direta das usinas para os postos, mas a medida foi revogada quando a situação se normalizou. O projeto aprovado derruba artigo da Resolução 43/2009, da ANP, que só permite ao fornecedor comercializar o etanol com outro fornecedor cadastrado na agência, com um distribuidor autorizado ou com o mercado externo.
A proposta dividiu o setor de etanol. A União Nacional da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) se posicionou contra a liberação de comércio direto entre produtores e postos de combustíveis. Já a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), que reúne os agricultores e tem forte influência no Nordeste, se manifestou favorável ao projeto. Os que são contra a proposta alegam que a venda direta criaria dificuldades para a tributação e a fiscalização do produto. Otto Alencar, por sua vez, afirma que a medida irá beneficiar o livre comércio, pois o produtor não precisará de uma distribuidora para vender o etanol, o que, na sua opinião, vai baratear o preço para o consumidor. "Nós queremos mexer em um oligopólio grande, que ganha dinheiro fácil", afirmou.
Apesar de ter articulado a adiamento da votação, Simone Tebet afirmou que é favorável à venda direta, mas com regras claras que garantam segurança jurídica para todos os atores envolvidos na cadeia produtiva. "Apenas a simples sustação da resolução não torna viável a proposta, muito menos a redução de preço na bomba ao consumidor", disse.

Agrotóxico deve ser a última opção no controle de pragas e doenças

PhD em ecologia e recursos naturais, Adilson Paschoal lembra que antes do recurso químico é preciso fazer controle cultural, biológico e genético

Por Nelson Niero Neto e Vinicius Galera - Foto: Rogerio Albuquerque

adilson-paschoal-esalq-agrotóxico (Foto: Rogério Albuquerque/Ed. Globo)
<a href="https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2018/05/por-que-o-uso-de-agrotoxicos-aumenta-o-numero-de-pragas-na-visao-deste-pesquisador.html" target="_blank">Adilson Paschoal pode se orgulhar de um feito para poucos: criou uma palavra de uso corrente na língua portuguesa. Toda vez que você fala ou ouve a expressão  “agrotóxico”, está reproduzindo um conceito criado por ele nos anos 1970 em oposição a defensivo agrícola. Inquieto, Adilson estudou agronomia na Esalq e fez PhD na área de ecologia e recursos naturais nos Estados Unidos, na época em que a revolução verde começava a estabelecer os padrões da agricultura industrial. Ele foi um dos pioneiros da agricultura orgânica e o criador da primeira disciplina de agroecologia do Brasil, que ministrou por três décadas. Para ele, agrotóxico entra como última opção, dentro do manejo integrado, que considera o controle cultural, biológico e genético. Nesta entrevista, realizada na biblioteca montada por ele na Esalq, Adilson, hoje com 76 anos, relembra sua trajetória e fala do futuro da produção rural.
Globo Rural  A palavra “agrotóxico” surge primeiramente em um artigo de 1977 e depois é explicada em um livro que se tornou um clássico, publicado em 1979. Por que “agrotóxico”?
Professor Adilson Paschoal 
Vou discutir a palavra em Pragas, praguicidas & a crise ambiental. Esse livro teve mais ou menos o mesmo impacto que Manejo ecológico do solo (de Ana Maria Primavesi). Diziam que o pessoal andava com dois livros debaixo do braço: o Manejo e o meu. Foi o começo da agricultura orgânica. Para criar a palavra, eu considerei os termos que existiam (pesticidas, praguicidas e defensivos) e pensei: não tem nada que tenha uma etimologia correta, com um sentido científico e que alerte as pessoas sobre o perigo. É um tóxico. Assim, eu propus a palavra “agrotóxico”. Ficou caracterizado um produto que é tóxico. Não é um defensivo, é um tóxico. Se eu falo que é tóxico, e você for aplicar, você vai tomar muito mais cuidado. É um veneno tóxico. Então os tóxicos que se usam nos sistemas agrícolas ou nos agroecossistemas são agrotóxicos.

GR  Como foi a repercussão?
Paschoal
  Foi muito difícil, devido à pressão das multinacionais. Mas nunca tive medo. Enfrentava com argumentos científicos. Nunca usei de outra estratégia que não fosse essa. Se você não tem uma base científica, não adianta querer enfrentar multinacional. Você só convence com argumentos científicos. De tanto falar, de tanto provar a inadequação das outras terminologias, o “agrotóxico” acabou sendo aceito. E percorreu o Brasil. A TV Globo começou a falar em tudo que é reportagem. Um resíduo químico nos alimentos era resíduo de agrotóxico. O termo se popularizou, saiu do nível acadêmico técnico para o nível popular. No supermercado, o indivíduo diz que o produto está cheio de agrotóxico. Ninguém fala “está cheio de defensivo”. Defensivo para ele não é nada. Agrotóxico, sim. No programa Globo Rural, até hoje é agrotóxico. Se eles falarem “defensivo”, eles têm de falar “agrotóxico”. É um sinônimo para não confundir ninguém.  É mais fácil a pessoa entender agrotóxico.
Se eu falo que é tóxico e você vai aplicar, você vai tomar muito mais cuidado. É um veneno tóxico
GR  Como foi a sua formação nos Estados Unidos?
Paschoal 
A Esalq fez um convênio com a Ohio State University para treinar brasileiros nos Estados Unidos e trazer americanos para cá. Era o espírito da revolução verde: Fundação Rockefeller, Fundação Ford, eles bancavam tudo para mudar nossa agricultura para o modelo americano da grande empresa. Eu já percebia que a agricultura estava mudando. Eu estudei na Esalq e, em 1963, o professor já falava de inseticidas sintéticos, de adubo solúvel. Então decidi me candidatar para a bolsa, e consegui. Fiquei três anos. A hora que vi aquela agricultura, eu falei: “Isso não serve para nós”. Quando voltei, tinha feito cursos de ecologia e conservação dos recursos naturais. Lá isso estava bem avançado. E eu pensei: acho que essa é uma parte que eu vou ter de cuidar muito no Brasil. Era o que eu queria. Acho que minha ida aos Estados Unidos foi a pior coisa para as multinacionais.
GR  O senhor voltou ao Brasil diretamente para a universidade?
Paschoal 
Sim. A disciplina em que dava aula era zoologia. Em 1976, eu criei uma disciplina pioneira chamada ecologia e conservação de recursos naturais. Ela tinha esse nome porque ainda não existia agricultura orgânica. Mas eu já ensinava na disciplina os princípios ecológicos aplicados na agricultura. Tanto é que muitos ex-alunos que hoje militam na agricultura orgânica fizeram essa disciplina. Precisei esperar mais de dez anos para poder mudar o nome porque ainda não havia aqui a aceitação de uma agricultura de base ecológica. Ela mudou para agroecologia e agricultura orgânica. Quando isso aconteceu, a USP foi a terceira universidade pública em todo o mundo a ter uma disciplina de agroecologia. A primeira foi na Holanda e a segunda, na Alemanha.
>> Por que o uso de agrotóxicos aumenta o número de pragas, na visão deste pesquisador
GR  Houve resistência na universidade?
Paschoal 
Sim, mas nós não  nos opúnhamos a uma agricultura de grande escala. Queríamos mostrar que colocar variedade de alta resposta aos adubos estava errado. O que garante um solo fértil é matéria orgânica, não o adubo, que nutre a planta, mas destrói o solo. Se o adubo mineral destrói o solo e a planta absorve mais nutrientes do que ela precisa, ela será fraca em relação à defesa que tem contra praga e patógeno. E isso vai exigir o uso de agrotóxico. Para ligar tudo, tem a semente, para formar uma planta de alta resposta. Aí está o pacote tecnológico: semente, adubo mineral solúvel e agrotóxico. Toda multinacional vende cada um desses. Éramos contra isso, não contra a monocultura em si.
O tamanho é uma ilusão. Não é o tamanho que faz a técnica. A técnica se adequa a qualquer tamanho
GR  Não era ideológico?
Paschoal 
Não, era uma coisa alicerçada em um conhecimento bem profundo. E isso tudo fez alavancar a agricultura orgânica. As pessoas começaram a perceber que caíram num engodo. Tudo tinha sido montado para que a agricultura não se tornasse mais uma coisa própria do agricultor, e sim uma coisa do industrial, do empresário.
GR  Um argumento recorrente da agricultura industrial é que a produção em grande escala é praticamente impossível sem agroquímicos e que a produção orgânica só é possível em pequenas proporções. Como o senhor vê essa crítica?
Paschoal 
Eu vi no Canadá produções orgânicas de 130 alqueires. Isso não é pequeno. Na Europa, sim, a produção é de pequena e média escala. Há produtores com 80 hectares. Agora, depende do que estamos falando. Com hortaliças, frutas e produção de leite, você não precisa de escala. O que é escala? Grande escala? Eu manejo uma propriedade de 100 como se fossem quatro de 25. Se forem 1.000, é o mesmo raciocínio. O tamanho é uma ilusão. Não é o tamanho que faz a técnica. A técnica se adequa a qualquer tamanho.
GR  Mas o agrotóxico não é inevitável?
Paschoal 
O agrotóxico entra como última opção. Como aliás é hoje no manejo integrado, que considera controle cultural, controle biológico, controle genético, enfim, todas as formas possíveis. E o agrotóxico entra como última opção. É diferente do controle integrado, que é o químico mais o biológico.
adilson-paschoal-esalq (Foto: Rogério Albuquerque/Ed. Globo)
GR  Qual é a função da agricultura orgânica?
Paschoal 
À medida em que a agricultura industrial foi avançando pelas fronteiras, a agricultura orgânica foi ocupando aquilo que foi deixado. Porque ela recupera o solo. Essa é a missão da agricultura orgânica: recuperar o que foi destruído. Porque a meta principal da agricultura orgânica é o solo. Recuperando o solo, você produz sem agrotóxico, sem adubo mineral solúvel, com variedades até mesmo convencionais.
GR  Como é a formação agroecológica?
Paschoal 
A formação ecológica exige uma formação eclética. Para encarar a agricultura como ecossistema, você precisa entender todas as partes: físicas, químicas, biológicas. Isso requer um entendimento profundo de relações. Quem domina isso domina a agricultura. Para nós, é importante buscar causas, e não combater efeitos.
GR  Como o senhor vislumbra o futuro da agricultura?
Paschoal
  Há quem considere que a agricultura orgânica virou uma parcela do agronegócio. Não há nada que contradiga que as duas agriculturas, a industrial e a orgânica, vão coexistir por muitas décadas. Agora, a tendência da agricultura orgânica é crescer num ritmo muitas vezes maior que a agricultura convencional, porque as pessoas estão cada vez mais esclarecidas a consumir alimentos livres de agrotóxicos.
Entrevista publicada em junho de 2018, na edição 392 da Revista Globo Rural