quarta-feira, 26 de abril de 2017

Prêmio vai reconhecer mérito da imprensa na divulgação de boas práticas ambientais

Todos os dias diversas pessoas e instituições colocam em prática ações que ajudam a preservar, de alguma forma, os recursos naturais

Todos os dias diversas pessoas e instituições colocam em prática ações que ajudam a preservar, de alguma forma, os recursos naturais. É a escola que reutiliza a água eliminada pelo ar condicionado, o produtor rural que adotou um viveiro sustentável ou o município que implantou a coleta seletiva. São exemplos de atitudes que muitas vezes a sociedade não toma conhecimento e que devem servir de inspiração para outras tomadas de consciência. E é com o trabalho da imprensa que ações como estas e tantas outras são tornadas públicas. Por isso, uma das categorias da primeira edição do Prêmio Mério Ambiental do Tocantins é voltada para ela, a Comenda Jornalismo Ambiental.

O objetivo, segundo a secretária do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins, Meire Carreira, é reconhecer essa contribuição tão importante de jornalistas e veículos de comunicação em prol do meio ambiente. “O mérito da imprensa é levar ao conhecimento do público, de forma simples e instrutiva, os bons exemplos que temos em diversas áreas e reforçar seu papel de formador de conscientização da população”, pontua.
Serão premiados três trabalhos jornalísticos: uma produção de televisão (que tenha sido veiculada em telejornal ou website); uma produção de rádio (que tenha sido veiculada em emissora de rádio) e uma produção de texto (veiculado em jornal, revista ou website). Cada matéria deve ter sido veiculada no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2016 em veículos exclusivamente jornalísticos.

As produções de áudio e vídeo devem ser publicadas primeiramente em um site de compartilhamento de vídeos (YouTube ou Vimeo) e o link gerado deve ser indicado no ato da inscrição. Já as produções de texto devem ser enviadas em formato PDF conforme a reportagem foi originalmente publicada no veículo. Caso o veículo possua versão online, o link para a publicação também deve constar na inscrição. Os três trabalhos serão premiados da mesma forma: autor e veículo que publicou a matéria.
Inscrições
As inscrições para o Prêmio Mérito Ambiental podem ser feitas no site da Semarh (www.semarh.to.gov.br) até o dia 11 de maio. A premiação deve ser realizada durante a Semana do Meio Ambiente, cujo dia mundial é celebrado em 05 de junho.
O Prêmio é uma iniciativa do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), e é destinada a homenagear pessoas físicas ou jurídicas que tenham se destacado por meio de projetos ou trabalhos que estimulem, defendam ou executem ações em prol da preservação e a defesa do meio ambiente no Estado do Tocantins.

Ao todo serão entregues 19 prêmios (comenda ou troféu, acompanhados de certificado) aos vencedores inscritos em seis categorias, sendo elas: Comenda Jornalismo Ambiental (três outorgas a produções jornalísticas – textual, televisiva e radiofônica, com premiação do(a) autor(a) e veículo que realizou a publicação); Troféu Responsabilidade Ambiental (seis outorgas empresas, universidades, organizações não governamentais, associações, entidades civis e profissionais da área ambiental); Comenda Boas Práticas Sustentáveis (três outorgas a proprietários rurais ou agricultores familiares); Troféu Escola de Educação Ambiental (três outorgas a unidades escolares, públicas ou privadas); Troféu Cidade Sustentável (três outorgas para Gestões Municipais) e Troféu Mérito Ambiental (uma outorga a Comitê de Bacia Hidrográfica).

Carne brasileira

Países do Caribe devem suspender restrições à carne brasileira até o fim de maio

Informação foi dada pelo secretário de Relações Internacionais do Mapa após reunião com representantes de governos caribenhos
Até o final de maio, os países do Caribe deverão suspender os embargos que ainda mantêm às carnes brasileiras, segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro e Silva. Nesta terça-feira (25), ele se reuniu com representantes das embaixadas da Jamaica, Haiti, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname e Barbados para relatar as medidas adotadas pelo Mapa em decorrência das restrições comerciais impostas ao produto brasileiro em razão da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Segundo o secretário, está havendo compreensão e sensibilidade do mercado internacional em relação aos esclarecimentos prestados pelas autoridades sanitárias do Brasil. A Jamaica, por exemplo, que impôs duras restrições à carne, com a suspensão das importações e recolhimento de produtos brasileiros, voltou atrás e cancelou o embargo no início deste mês.

Nos próximos dias, possivelmente entre 2 e 12 de maio, deverá chegar ao Brasil uma grande missão da União Europeia para inspecionar plantas de carne bovina e de aves. “Os países verificaram que as informações veiculadas no início da Operação Carne Fraca não tinham fundamentação técnica e, por isso, reviram as restrições”, ressaltou o secretário. 

Em 2016, os países da Comunidade e Mercado Comum do Caribe (Caricom) importaram US$ 49 milhões de carne bovina e de frango do Brasil. Em 2017, no primeiro trimestre, os embarques somam US$ 12 milhões.
De janeiro a março, o Brasil já exportou para o mercado global US$ 3,7 bilhões de todas as carnes, contra US$ 3,2 bilhões do mesmo período de 2016.

Roraima é declarado zona livre de febre aftosa

Com a determinação, os produtores do estado poderão vender carne bovina para as demais unidades da Federação

 Próximo passo é submeter o reconhecimento à Organização Mundial de Saúde Animal, para liberar vendas ao mercado externo
Próximo passo é submeter o reconhecimento à Organização Mundial de Saúde Animal, para liberar vendas ao mercado externo

O estado de Roraima foi declarado zona livre de febre aftosa com vacinação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nesta terça-feira (25), o órgão divulgou a instrução normativa sobre a medida em solenidade em Brasília.
Com a determinação, os produtores do estado poderão vender carne bovina para as demais unidades da Federação, exceto para Santa Catarina, que é área livre da doença sem imunização.
O próximo passo é submeter o reconhecimento do governo federal à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a fim que de Roraima possa vender também para o mercado externo.
“É um esforço de muito anos que está sendo reconhecido hoje com a assinatura da instrução normativa”, afirmou o ministro da pasta, Blairo Maggi. “O reconhecimento de Roraima, como livre de aftosa com vacinação, é resultado de compromisso assumido pelo setor privado, com apoio do Ministério da Agricultura e do governo estadual”, acrescentou Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa.
De acordo com o diretor do DSA, o ministério deve encaminhar, dia 8 de setembro, pedido de Roraima para ter o reconhecimento internacional da OIE como zona livre de aftosa com vacinação. A decisão da Organização Mundial de Saúde Animal sobre o status sanitário do estado, que tem rebanho bovino de 784,1 mil cabeças, deve ser anunciada em maio de 2018.
Mais estados
A expectativa do Mapa é que o Amazonas e o Amapá também venham a ser declarados nacionalmente como livres da doença com vacinação. Os dois estados são os únicos ainda sem esse status.
Caso ambos consigam o reconhecimento do Mapa e da OIE, o Brasil terá todo o território livre de aftosa – 26 unidades da Federação com vacinação e Santa Catarina sem vacinação. O rebanho bovino brasileiro é de cerca de 220 milhões de cabeças.
NOTA DO BLOG: O MAPA, já deveria ter tomado algumas providências com relação a tornar alguns estados do NE, como zona livre da febre aftosa. Eu nunca ouvi falar que o nosso RN tivesse apresentado nos últimos dez anos, casos de febre aftosa. Comprar vacina, e não aplicar, não convém.

Políticas públicas e estradas rurais foram temas do Fórum de Associações de São Miguel

Momento dos debates na reunião do Fórum (Foto cedida)
Momento dos debates na reunião do Fórum (Foto cedida)
O fórum de Associações do Município de São Miguel, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, se reuniu no último sábado, 22 de abril, no Centro Pastoral da Paróquia, com presença dos agrônomos Carlos Georg e Fabrício Edino, do Núcleo do Seapac no Oeste, e de representantes da Prefeitura. Com presença significativa de representantes das associações, o fórum debateu sobre a necessidade de fortalecimento do associativismo como mecanismo de luta das famílias do campo na busca de políticas públicas em várias áreas.
Educação, saúde e estradas de acesso às comunidades rurais foram os temas mais fortemente discutidos. “O debate foi mais forte em relação às estradas rurais, e foi interessante, porque havia a presença de representantes do Poder Público Municipal”, relata Fabrício Edino. Segundo depoimentos, há comunidades que enfrentam dificuldades de acesso pela simples falta de estradas e outras tem estradas, mas em péssimas condições de tráfego.
Reunião do Fórum teve boa representação das associações (Foto cedida)
Reunião do Fórum teve boa representação das associações (Foto cedida)
Um exemplo disso foi relatado pelos agrônomos do Seapac. “A Comunidade Saco dos Bem Vindos fica a mais ou menos 4 quilômetros de São Miguel. Mas as condições da estrada é tão ruim que gastamos quase uma hora pra chegar lá”, relataram os agrônomos. Famílias da comunidade que conquistaram cisternas estão com receio de perder essa tecnologia social por falta de estadas com condições de acesso para o transporte do material, por parte da organização que executa o contrato.
Outro tema de fórum foi a Mobilização Nacional que ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 28, na luta contra as reformas da Previdência e Trabalhista, que afetarão duramente as famílias do campo e os trabalhadores. “Acreditamos que o fórum compre com o papel e possibilita um debate mais intenso com os poderes públicos, tanto Municipal quanto Estadual e Federal, para que as políticas públicas cheguem às comunidades e melhorem a vida dos camponeses e camponesas”, disseram os agrônomos Carlos e Fabrício.


Cresce o Cultivo de Algodão Irrigado

A irrigação na produção de algodão é uma importante ferramenta para promover aumento de produtividade e para reduzir os riscos associados à falta de chuvas em momentos críticos. Grande parte da produção mundial de algodão é feita sob irrigação, pois esta planta é bem adaptada ao clima quente e seco de algumas regiões semiáridas, mas onde a quantidade de chuvas é insuficiente ou irregular para atingir uma produtividade viável. A irrigação também é utilizada quando se deseja plantar a lavoura em períodos em que a estação chuvosa ainda não se iniciou ou quando se prevê que ela encerrará antes do final do ciclo da cultura.
Por estas razões, há grande potencial para aumento do cultivo de algodão irrigado em diversas regiões do Brasil. Este texto aborda os principais aspectos da produção de algodão em sistemas irrigados e sugere diversas técnicas, opções de manejo e resultados de pesquisa que auxiliarão o agricultor na obtenção de maiores produtividades, alta rentabilidade e melhoria da qualidade de seu produto.

terça-feira, 25 de abril de 2017

CISTERNAS CALÇADÃO

Tenho visto pela imprensa, principalmente nos blogs, que o governo vai mandar construir cisternas aqui na região central do estado. É sem dúvida uma boa ação, tendo em vista que a escassez de água potável continua, apesar das boas chuvas caídas ultimamente. Mas o foco deste comentário, certamente não vai agradar os responsáveis pelas construções das cisternas. Aqui na área rural do cabugí, quase todas as cisternas calçadão que foram construídas ultimamente, estão apresentando vazamentos. Tem agricultores reclamando que as chuvas caídas neste ano, foram boas, mas as cisternas tomaram pouca água, o que significa dizer que existe vazamentos. Em algumas cisternas, existe problemas de engenharia, ou seja, não apresenta um declive bem acentuado para que a água escorra fluentemente. Tenho notado também, que não existe a devida fiscalização por parte dos órgãos gestores. Alguns pedreiros, também observei, não possuem a devida qualificação para construir a obra. Como o dinheiro é do povo e para o povo, cabe sem dúvida o registro do fato, que não custa nada uma apuração mais severa. A quem interessar possa.

Famílias conquistam cisternas e se capacitam em Gerenciamento de Recursos Hídricos

Famílias, durante o encontro sobre GRH (Foto cedida)
Famílias, durante o encontro sobre GRH (Foto cedida)
As 122 famílias de Tenente Laurentino Cruz, que conquistaram as cisternas da primeira água, participaram do curso de Gerenciamento de Recursos Hídricos (GRH), nos dias 20 e 21 deste mês, na Escola José Antônio, zona rural daquele município. Tenente Laurentino Cruz fica situado na Serra de Santana, região Seridó do Rio Grande do Norte. Depois das informações gerais sobre o programa de Cisternas da Primeira Água e sobre o Contrato firmado entre o Seapac e o Governo do Estado, através da Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SETHAS), as foram divididas em quatro turmas, para facilitar a assimilação de conhecimentos sobre o GRH.
Nos dois dias do curso, as famílias apreendem conhecimentos sobre como usar a água nos afazeres domésticos, como evitar a contaminação da água de chuva colhida do telhado e armazenada na cisterna e como fazer a manutenção da cisterna para preservar a tecnologia e a qualidade da água. Cada cisterna tem capacidade de armazenar até 16 mil litros de água de chuva, que dá para atender a uma família de até 5 pessoas por um período de 8 meses de estiagem, se não houver desperdício.
A construção das cisternas, por parte dos cisterneiros, todos capacitados para esse trabalho específico, deverá começar dentro dos próximos 15 dias, conforme informação do coordenador da Linha de Convivência com o Semiárido, Agrônomo Damião Santos. A previsão inicial era levar essa tecnologia social para 192 famílias, mas só 125 se enquadraram nos critérios do contrato. Dessas, houve desistências de algumas e entrada de outras, ficando definidas as 122, já capacitadas.


Um milhão de pessoas ainda podem ser salvas-Artigo


Por Alexandre Manzini, engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Federal de Uberlândia e Gerente de Produtos Inseticidas da UPL Brasil.
Segundo dados de um estudo publicado pela Nature Communication, um milhão de pessoas deixam de ser alimentadas no mundo por causa de perdas da agricultura com insetos e pragas. Em alguns cultivos, senão tratado da forma adequada, o prejuízo pode chegar a 75% ou até 100% da lavoura. A mesma pesquisa aponta também para um crescimento ainda maior nestes prejuízos, conforme o aumento da temperatura média do planeta.

No Brasil não é diferente. Duas pragas estão preocupando bastante os agricultores nas últimas safras: o percevejo e a mosca-branca. O primeiro, é um incomodo que só faz crescer há anos, gerando prejuízos astronômicos para os produtores. Presente em várias culturas e com diversas espécies, o percevejo é uma dor de cabeça que pode gerar perdas consideráveis.
A mosca-branca não fica atrás. Com incidência em todas as regiões e biomas, esta praga vem se tornando uma preocupação maior a cada safra. A praga já conhecida no hortifrúti e na cultura do feijão vem aumentando agressivamente sua incidência na cultura da soja. Caso ocorra nos primeiros estágios de desenvolvimento da planta, o produtor pode até perder toda a safra.

E os riscos não são somente os já conhecidos. Existem também pragas que ainda não desembarcaram em solo brasileiro, mas que já provocam calafrios nos pesquisadores. A lagarta Chilo partellus é originária do continente asiático, mas já é encontrada no Oriente Médio, na África e Austrália. A praga pode atacar plantações de milho, sorgo, arroz, trigo, cana-de-açúcar, milheto e gramíneas silvestres. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Moçambique, infestações em milho tardio atingiriam 87% das lavouras e geraram estragos em 70% dos grãos.
Para antever e preparar o agricultor para o futuro, o investimento em pesquisas surge como uma das ferramentas. Estudos aprofundados das condições e possíveis alterações podem fazer com que a produtividade se mantenha, mesmo com as adversidades.
Outro fator importante é que estas pesquisas cheguem até o agricultor. Quanto mais entendermos o campo e colocarmos em prática, menor será a incidência e severidade de pragas, o que diminui o custo e aumenta a produtividade das lavouras. Estudos, somados a um manejo integrado de pragas, são a receita ideal para um controle correto de resistência.

Buscando ajudar nesta receita, a UPL do Brasil reuniu entomologistas renomados do Brasil em um grupo denominado Falcon Team. Formado por especialistas das mais diversas culturas e das mais diferentes regiões do país, time busca somar diferentes experiências em busca de respostas conjuntas para um manejo de resistência de pragas. O conhecimento gerado por estes pesquisadores, aliado a novas soluções tecnológicas que possam surgir destes estudos, pode servir de armas para os produtores em questão na batalha para o controle destes insetos que podem comprometer toda a safra.  
Visto que a resistência desses patógenos aos inseticidas vem aumentando ano a ano, é necessário que haja novos métodos e tratamentos e novas soluções para o controle de pragas, podendo evitar que um milhão de pessoas deixem de se alimentar. Levar ao produtor soluções de controle de insetos e garantir uma safra que supra a necessidade de consumo é o compromisso do Falcon Team.

Proposta do governo ainda prejudica mulheres rurais na reforma da Previdência

Inicialmente, a PEC igualava os trabalhadores rurais aos urbanos

O parecer da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, apresentado na Comissão Especial, confirmou novo recuo do governo na proposta para a aposentadoria rural. Além da manutenção dos 60 anos de idade mínima dos homens, já antecipados na terça-feira, 18, o substitutivo do relator, Arthur Maia (PSD/BA), prevê 57 anos para as agricultoras e 15 anos de comprovação de atividade para ambos. 'Avançamos em pontos importantes, mas o projeto ainda não atende a integralidade dos nossos pleitos', afirma o deputado federal Heitor Schuch (PSB/RS), que esteve reunido com o Assessor Especial da Assessoria Especial da Casa Civil da Presidência da República Renato Vieira, em Brasília, acompanhado por representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e da Federação dos Agricultores na Agricultura (Fetag/RS).

No encontro, o parlamentar reforçou a necessidade de manutenção das atuais regras para os trabalhadores rurais, como os 55 anos para as mulheres e contribuição sobre a produção comercializada, e não individual e direta como como está na reforma da Previdência, com valor igual ou menor do que o Micro Empreendedor Rural (MEI), hoje de 5% sobre o salário mínimo por mês. 'A pressão funcionou e o governo cedeu, mas a proposta segue penalizando as mulheres e inviabilizando a permanência dos agricultores no sistema, já que grande parte não terá como fazer a contribuição mensal, porque a renda da propriedade é sazonal, conforme a safra e, muitas vezes, acaba sendo frustrada pelo clima', afirma Schuch, que é presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar. 'Precisamos intensificar a mobilização, junto com a Contag, Fetag/RS e os sindicatos.'

Inicialmente, a PEC igualava os trabalhadores rurais aos urbanos, exigindo 65 anos de idade mínima para ambos os sexos, e comprovação de 25 anos de atividade. Entre os pontos que também avançaram em relação à proposta original estão a possibilidade de acúmulo de aposentadoria e pensão até dois salários mínimos e benefício assistencial LOAS de um salário mínimo.

Após a leitura do parecer, houve um pedido de vistas coletivo por parte dos deputados, deixando as discussões para a esta semana. O início da votação na comissão está previsto para o dia 2 de maio.

EMPARN promove seminário técnico com temas ligados ao agronegócio



Pesquisadores, técnicos e demais interessados participaram na manhã desta segunda-feira (24) do seminário técnico do mês de abril, no auditório da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). Foram abordados dois temas de interesse do agronegócios do RN, sendo o primeiro pelo economista Aldemir Freire, chefe da unidade do IBGE no Estado, que mostrou um “Panorama da Agropecuária Potiguar”. Em seguida, o pesquisador da EMBRAPA, Jaeveson Silva, falou sobre o “Tamanho de maniva no cultivo irrigado da macaxeira.
Ao abordar a situação da agropecuária potiguar, o economista Aldemir Freire fez um histórico mostrando que a economia do RN tinha no passado suas raízes na cana-de-açúcar, no litoral, e a pecuária e culturas alimentares como feijão e mandioca, no interior. Anos depois, foi introduzida a cultura do algodão que acabou sendo dizimada pela praga do bicudo e secas constantes. No entanto, foi o algodão que garantiu renda às famílias tendo alcançado mais de meio milhão de hectares plantados.
Ainda de acordo com Aldemir, o valor bruto da produção agropecuária do RN está calculado atualmente em torno de R$ 2 bilhões, com destaque para o complexo sucroalcooleiro e a fruticultura irrigada. O Censo Agropecuário vai ser iniciado este ano começando em 1º de outubro e seguindo até abril de 2018, com a contratação de 400 servidores temporários. O levantamento vai mostrar um quadro mais realista do agronegócio do Rio Grande do Norte.
Na segunda palestra, o pesquisador Jaeveson Silva, que trabalha no escritório da EMPARN, na Ufersa, em Mossoró, disse que a demanda atual por maniva de macaxeira é crescente, com empresas já produzindo para atender a procura. Ele fez uma demonstração, com gráficos e fotografias, sobre o cultivo da maniva, cuidados fitossanitários, qualidade do material de plantio e seleção. O Projeto Reniva que está levando conhecimento ao produtor rural está se expandindo pela região do Alto Oeste, com o método de multiplicação rápida, bem diferente do plantio tradicional, com ganhos de produtividade superiores.  

EXPO POTENGI-SUCESSO

1.570 animais participaram da Expo Potengi, sendo 520 de pista

1.570 animais (caprinos, ovinos e bovinos) de diferentes raças, do RN, Paraíba, Ceará e Pernambuco participaram da 20ª Exposição Agropecuária, que ocorreu em nossa cidade no último final de semana, dos quais, 520 animais puro sangue (de pista), disputaram diferentes modalidades na Exposição. 

Segundo, quem entende do assunto, significativa parte dos melhores animais do Brasil participaram das disputas, tornando a Expo Potengi a maior e mais organizada Exposição do interior do Rio Grande do Norte.

Imagens do encerramento da Expo Potengi (20ª Grande Caprifeira) de São Paulo do Potengi

No início da noite deste domingo (23), foi encerrada com grande sucesso de organização, participação de expositores, criadores, realização de negócios e de público, a maior e melhor Exposição de Caprinos, Bovinos e Caprinos de São Paulo do Potengi e do Rio Grande do Norte, uma realização do Governo do Estado, Prefeitura local e de outras instituições parceiras.
Na solenidade de encerramento onde ocorreu a entrega da premiação aos melhores colocados, todosos oradores que usaram da palavra, parabenizaram o evento pela sua importância para a economia da nossa região e do RN. Destacaram também a visão e a coragem empreendedora do prefeito Naldinho por liderar tão significativa Exposição.
Ao  discursar o prefeito Naldinho, disse da sua alegria ao estar encerrando com grande êxito mais uma grande Caprifeira, a maior e a mais concorrida da história de São Paulo do Potengi. O gestor municipal agradeceu a todos, que das mais diferentes formas colaboraram para o sucesso da grande festa.
Teremos outras informações.