sábado, 27 de maio de 2017

Emater-RN participa da 44ª Exposição Agropecuária de Caicó


Exposição de Caicó terá dois mil animais

Começou nesta sexta-feira (26) e segue até o dia 28 de maio, na região do Seridó, a 44ª Exposição Agropecuária de Caicó. O evento acontece no Parque de Exposições Monsenhor Walfredo Gurgel e contará com uma programação bastante diversificada. Este ano, serão expostos mais de 2.000 animais, entre bovinos, caprinos e ovinos, e a programação continua com julgamento de raças, oficinas, feira de artesanato, apresentações culturais e shows. O destaque da exposição será o Leilão Seridó Terra do Leite, no sábado (27), com 45 lotes de animais de alta genética.
A Emater-RN estará presente expondo as suas ações, e este ano o diferencial é a Fazendinha Agroecológica Adamilton Cunha Ribeiro. O espaço foi criado para demonstração das ações agroecológicas e de convivência com o semiárido, que são orientadas pelos técnicos nos municípios atendidos pela Emater-RN. A Fazendinha estará aberta ao público a partir do sábado (27), das 08h às 18h, e receberá caravanas de agricultores familiares de todos os municípios que compõem a região.
Uma parceria feita entre a Emater-RN, EMPARN, Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e prefeituras locais, possibilitará a doação de raquetes de palma aos agricultores participantes das caravanas. Serão doadas 20 raquetes a cada agricultor, objetivando que as mesmas sirvam de sementeira e sejam multiplicadas para futuros plantios. Também haverá doação de mudas de espécies nativas da caatinga, frutíferas e forrageiras da região.

Banco do Nordeste financia energia solar para agricultores familiares


Novo produto do Banco do Nordeste, lançado ontem, o Agroamigo Sol permite que agricultores familiares adquiram equipamentos para converter a energia solar em energia elétrica. As operações de crédito podem ter limites de até R$ 15 mil, com juros a partir de 0,5% ao ano.
Entre os equipamentos que poderão ser adquiridos, estão máquinas voltadas para irrigação, eletrificação de instalações rurais, dessalinizadores e eletrificação de cercas em condições de pastejo rotativo.
Dono de uma pequena propriedade em Itapipoca (CE), Nonato Brandão é um dos produtores que já assinaram contrato de financiamento com o BNB. Com cerca de R$ 4 mil, ele adquirirá equipamento capaz de bombear 18 mil litros d’água para irrigar suas plantações de cheiro verde, alface, pimentão, tomate e cenoura. “As coisas vão melhorar bastante”, afirma, em tom otimista.
Segundo o presidente do BNB, Marcos Holanda, o Agroamigo Sol é alternativa inovadora para atender o cliente e melhorar as condições de vida do homem do campo, que alia a eficiência e a preservação do meio ambiente.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Parabéns, Trabalhador Rural.

O Dia do Trabalhador Rural é comemorado anualmente dia 25 de Maio, no Brasil.

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Homem trabalhador rural

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Mulher trabalhadora rural
A data homenageia todas as pessoas que dedicam seu tempo trabalhando nas zonas rurais, campos, fazendas e etc.
Origem do Dia Nacional do Trabalhador Rural

A comemoração do Dia do Trabalhador e Trabalhadora Rural foi instituída no Decreto de Lei nº 4.338, de 1º de Maio de 1964. No dia 25 de Maio de 1963, morria o deputado federal Fernando Ferrari, um dos políticos mais engajados na luta dos trabalhadores rurais por seus direitos e questões sociais. A morte de Fernando se transformou em uma data símbolo para os profissionais da categoria.

Em 1971 foi instituído o Programa de Assistência ao Trabalhador Rural, com a Lei Complementar nº 11, que ficou conhecida como Lei Fernando Ferrari, em homenagem ao parlamentarista que lutou pelos direitos destes trabalhadores.
Homenagens para o Dia do Trabalhador Rural

"Nossas homenagens para esses homens e mulheres, cujo trabalho no campo contribui para o crescimento da economia e sustento da população das cidades! Parabéns!"

"Se existe o 'COLHER' é porque seu suor e dedicação frutificaram! Agradecemos a todos os trabalhadores ruais o cuidado com a terra".

"Tudo que chega a nossa mesa, provém de sua natureza. Mas, a sua transformação tem a ver com a sua ação. Desde o preparo da terra, o seu trabalho encerra toda sua dedicação. Na pecuária ou agricultura, mesmo sem grande estrutura, ele garante a produção".


Projetos do Governo do RN voltam a ser citados em portal internacional



O Secretário Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Ivan Júnior,  voltou a conversar com o BN Americas, portal bilíngue de notícias que analisa desenvolvimento e oportunidades importantes na América Latina, sobre projetos elaborados pelo Governo na intenção de amenizar a crise hídrica que o Estado atravessa.
O Serviço de notícias publicou, na última segunda-feira (22), uma matéria falando da situação volumétrica da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que atualmente se encontra com apenas 19%, e citou alguns dos projetos protocolados recentemente pelo Governo, no Ministério da Integração, para captação de recursos emergenciais.
Um projeto se trata da construção de uma adutora emergencial entre os municípios Afonso Bezerra e Pendências e o outro é para mudança de captação dos Sistemas adutores Sertão Central Cabugi e Jerônimo Rosado.
De acordo com Ivan, a Defesa Civil Estadual está na luta por recursos emergenciais, no valor de R$ 88,4 milhões, para realizar obras que vão beneficiar mais de 500 mil pessoas. “Estamos aguardando a liberação do Governo Federal, pois já atendemos a todos requisitos solicitados. Essas ações são extremamente importantes para ajudar nosso Estado a atravessar essa estiagem”, frisa o Secretário.

Assentados na Paraíba recebem R$ 947 mil em créditos do Pronaf


 
Famílias de 14 assentamentos da reforma agrária de 13 municípios paraibanos foram contempladas, no primeiro trimestre de 2017, com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os recursos, segundo a Superintendência do Banco do Nordeste (BNB) na Paraíba, totalizam R$ 947 mil e estão sendo investidos em atividades agropecuárias e de beneficiamento ou industrialização da produção, em sistemas de produção agroecológicos ou orgânicos, em atividades não-agropecuárias e em tecnologias de convivência com o Semiárido, com prioridade para a infraestrutura hídrica.
 
No primeiro trimestre de 2017, de acordo com o gerente executivo da Superintendência do BNB no estado, Sílvio Carvalho, foram realizadas 39 contratações de Pronaf em 14 assentamentos, sendo 31 do Grupo A, em benefício de famílias dos assentamentos Monsenhor Luigi Pescarmona (no município de Alagoa Grande), Novo Horizonte (em Juarez Távora), São Sebastião (Catingueira), Fortuna (Santa Luzia), Riacho da Cruz e Riacho do Sangue (Barra de Santa Rosa), Padre Assis (Sossego), Pau Brasil (Itabiana), Santa Teresinha (Bananeiras) e Pedro Henrique (Solânea); uma do Pronaf Grupo A/C, para uma família do Assentamento Frei Anastácio (Conde). Também houve duas contratações do Pronaf Agroecologia, para famílias dos assentamentos Limão (no município de Araruna) e Amarelinha (em Pilõezinhos). E ainda cinco contratações do Pronaf Semiárido, em benefício de famílias do Assentamento dos 10, no município de Monteiro, no Cariri paraibano.
 
Os valores dos créditos contratados variam de R$ 4,8 mil a R$ 26,5 mil, conforme os grupos e linhas de crédito do Pronaf que foram acessados pelas famílias beneficiadas pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) no estado. 
 
De acordo com o superintendente regional do Incra/PB, Rinaldo Maranhão, o órgão tem atuado no sentido de ampliar o acesso a recursos do Pronaf. “O Incra tem se empenhado para que as famílias assentadas tenham cada vez mais acesso aos recursos disponibilizados pelo BNB e, dessa forma, possam desenvolver atividades cada vez mais sustentáveis economicamente”, disse Maranhão.
 
Investimentos na produção
O gerente executivo Sílvio Carvalho destacou o uso dos recursos do Pronaf no incremento da produção agrícola dos assentamentos paraibanos. Entre os casos de sucesso citados pelo gerente executivo do BNB na Paraíba está o Assentamento Mata de Vara, localizado no município de Pedras de Fogo.
 
Segundo Carvalho, em 2016, o BNB liberou R$ 123,6 mil em seis operações do Pronaf A para projetos de energia solar no Assentamento Mata de Vara. A energia produzida está sendo utilizada nas residências e em motores que fazem a irrigação de plantações de milho, inhame e abacaxi.
 
Pronaf
O Pronaf disponibiliza diferentes linhas de crédito, segundo a condição dos assentados da reforma agrária. 
 
O Pronaf A, por exemplo, financia atividades agropecuárias e não agropecuárias, e o Pronaf A/C é destinado ao custeio de atividades agropecuárias, não agropecuárias e de beneficiamento ou industrialização da produção.
 
Há também linhas de crédito para públicos e atividades específicas, como o Pronaf Semiárido, o Pronaf Mulher, Jovem, Agroecologia, Agroindústria, Floresta, Mais Alimentos e Eco.
 
O acesso às linhas de crédito do programa por assentados e beneficiários da reforma agrária só acontece após a emissão, pelo Incra, da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O documento identifica o agricultor familiar e dá acesso a políticas do Governo Federal, a exemplo do Pronaf e dos programas de compra pública, como o de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae). 
 
Assessoria de Comunicação Social do Incra/PB

Manelito Vilar: Um Caprinocultor por Excelência

O Camelô das Secas




Manuel Dantas Vilar Filho (Dr. Manelito) é um defensor de atividades mais resistentes que a seca. Manelito Vilar tem três traços típicos dos povos do deserto: a teimosia eterna, a fé no que faz e acredita e uma cumplicidade incomensurável com a terra, seus bichos e suas plantas.
O interesse de Manelito há muito tempo é o Sertão e os fenômenos do Semiárido brasileiro, como a seca, por exemplo. De tanto oferecer ideias sobre o tema, ficou conhecido por muitos pesquisadores como “O Camelô da Seca”. Ele leva e traz, sempre, informações e conhecimentos sobre as secas. A Seca é sua mercadoria e ele, o camelô.
Engenheiro de profissão, sertanejo por obra e graça do destino, fazendeiro e criador de bichos por opção, Manelito “já fez mais pelo Semiárido Irregular que todas as universidades do Nordeste”, segundo o escritor e jornalista Otávio Sitônio Pinto, em seu livro “Dom Sertão, Dona Seca”.
Aos 70 anos, Manelito é o inventor da técnica de fenação tropical, introduziu o capim Buffel no Brasil e desenvolveu uma tecnologia original de hidrolização de bagaço de cana, com a ajuda do seu primo, Sebastião Simões Filho. A fazenda Carnaúba, em Taperoá, onde mora, trabalha e desenvolve suas experiências, é visitada por pesquisadores, estudantes, amigos, jornalistas e curiosos. 
As cabras
Primo de Ariano Suassuna, Manelito selecionou três grupos de raças de cabras para desenvolver o que chama de “preservação com regeneração”. As três raças são Moxotó Branca e Moxotó Parda e a Graúna, ou Preta Retinta. Essas três raças foram identificadas como descendentes das Brancas Pirenaicas, Pardas Pirenaicas e das Pretas Murcianas, melhorando os animais através do retrocruzamento com as respectivas avoengas europeias. Assim obteve as Brancas, Pardas e Pretas Sertanejas. Chegar a essas três raças tem uma explicação. “A Moxotó Branca representa o branco europeu colonizador; a Moxotó Parda representa os índios brasileiros e a Graúna representa o negro brasileiro que aqui chegou como escravo, vindo da África”, diz Manelito.
Essa estória de criar animais começou de muito longe, quando o pai de Manelito administrava a fazenda Carnaúba e criava gado Zebu. Em 1971, o escritor Ariano Suassuna lançou o romance “A Pedra do Reino”. Com ele, ganhou um prêmio literário.
Ariano convidou Manelito para uma sociedade. Ele topou. A partir daí, então, os dois primos percorreram a Ribeira do Pajeú, Sertão de Pernambuco, e os arredores de Patos, Sertão da Paraíba. “Nossa sociedade não é na base de uma cabra minha e outra dele; mas aquela lista que divide o espinhaço do bode, divide também as nossas partes: uma banda é dele e outra minha”, diz o escritor Ariano Suassuna, explicando como funciona a sociedade entre os dois.
Segundo Manelito, foi uma época difícil, de muita pesquisa e muito trabalho pelo interior. “Viajávamos nos finais de semana para frequentar feiras do interior, onde os sertanejos vendem, compram e trocam animais. Fomos comprando os animais e fazendo a seleção”, conta ele. O resultado é a preservação de animais adaptados ao clima, à seca e à região do Semiárido brasileiro.
Esses são animais de dupla função, ou seja, animais que servem ao corte e são bons produtores de leite.
- É desses animais que o povo do interior do Nordeste precisa para viver na região da seca e não o cultivo da terra para plantar grãos - afirma Manelito, realçando o que chama de “culturas lotéricas”. Para ele, “arar a terra significa desmontar o solo”.
É o próprio Manoel Dantas Vilar, ex-catedrático de Hidrologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que explica sua teoria: “Precisamos considerar a seca um componente intrínseco do trabalho rural e atuar racionalmente, reforçando a atividade mais resistente a ela, como é a criação de vacas, cabras e ovelhas”.
Hoje, Dr. Manelito está criando quase vinte raças diferentes, segregando e preservando o que a caatinga tem de melhor.
 
Raça Moxotó, das preferidas no Semiárido.
O cultivo
As fazendas Carnaúba, Pau-Leite e Bonito são empreendimentos-modelo, onde não se planta nada além de capim para os animais. No início deste ano, quando caíram as primeiras chuvas na região de Taperoá, o capim surgiu viçoso do solo. Pouco mais de um mês depois, quando pequenos agricultores ainda plantavam milho e feijão, Manelito reuniu os seus e foi colher o capim para fazer feno, guardá-lo e alimentar o gado em períodos sem chuva.
- Chamei um dos meus filhos e mostrei os sertanejos plantando milho e feijão e disse a ele: “está vendo, meu filho, enquanto nós estamos colhendo, eles ainda estão plantando”.
Daniel, o filho, riu orgulhoso da sabença do pai que tem.
A cultura do regadio
O professor e Dr. Manelito Vilar é contra projetos de irrigação para o Nordeste e a isso chama de “cultura do regadio” - a prática de se cultivar grãos e frutas através do uso excessivo de água. E dá uma sentença:
- Não se irriga onde não há água nem para beber.
Estudioso do Semiárido, Manelito tem a pluviometria da região registrada ano a ano, desde 1901. “Quem foi que disse que aqui é seco? Em Taperoá chovem 600 milímetros por ano, igual a Paris, por exemplo. A diferença está no clima, no uso que se faz do solo”, alerta. Segundo ele, há 200 anos discutem-se projetos de irrigação para o Nordeste brasileiro, com gastos e estudos mirabolantes que nunca saíram do papel e - quando saíram - os resultados foram desastrosos. Até agora não se chegou a nenhum resultado positivo. Com exceção de Petrolina, em Pernambuco, Juazeiro e Barreiras, na Bahia, onde a água passa à porta de casa e as terras foram compradas a preço de banana, sem falar na exploração da mão-de-obra, principalmente nos períodos de seca, onde a força de trabalho é oferecida a preço muito barato.
Por isso, ele diz que a transposição de águas do São Francisco não dará certo, porque a interligação de bacias é uma técnica que precisa de muitos estudos para evitar a contaminação e salinização do solo.
A solução, para Manelito, está no estímulo à criação de animais resistentes à seca e a introdução e cultivo de plantas adaptadas ao Semiárido. Afinal, é o Semiárido mais rico do mundo em leguminosas, que vem a ser a proteína da ração animal. A vargem da faveira, por exemplo, contém 24% de proteína bruta, o que é raro entre os vegetais. No início do século passado os australianos estiveram em Taperoá para buscar sementes de pequenas plantas. O Nordeste brasileiro ajudou os australianos a montarem uma das maiores pecuárias do planeta. Fez lá o que ainda não fez aqui.
Mexer na vegetação nativa? Conta Manelito: “Para criar uma rês a gente precisa de 15 hectares de mata nativa. Se assumirmos a realidade do chão seco, sem regadio, basta um hectare de capim Buffel para sustentar mais de um animal e produzir bom leite”
Assim, a verdade está na cara: só não enxerga quem não quer e está acomodado ao salário de funcionário público para nada fazer. Se quiser fazer, o caminho é fácil e está escancarado. A solução para o Nordeste é óbvia, científica, racional, já deu certo em muitos países.

Cabras da raça Azul, desde o Brasil Colonial.
O planejamento público
Dr. Manelito se acha monótono e diz que está cansado de repetir suas teorias sobre o Semiárido brasileiro. “Há muito tempo fico dizendo as coisas e não há interesse dos poderes públicos em colocar em prática as políticas que possam tirar a região da miséria”, afirma. “Isso é muito maçante”, prossegue. Segundo ele, as coisas chegaram a um ponto tal que um repórter da Rede Globo veio fazer uma matéria sobre o Semiárido e perguntou a Manelito, na fazenda Carnaúba, em Taperoá, quantas secas teve o Nordeste no século passado. A resposta foi monossilábica:
- Cem - respondeu Mané.
O jornalista ficou intrigado e devolveu a pergunta:
- Como cem?
Foi aí que Manelito completou a resposta:
- Em cada ano nós temos uma seca no Nordeste. O problema é quando uma seca emenda com a outra e, então, acontece um verdadeiro desastre. Na caatinga, porém, isso é fenômeno comum - ensinou ao jornalista.
Segundo ele, nunca houve planejamento público para o Semiárido. “Até a Escola de Agronomia do Nordeste foi instalada em Areia, uma cidade localizada em região de clima temperado. Para Manelito, a Faculdade de Agronomia deveria ter sido instalada em cidade do Sertão, ou no Cariri.

- Mas aquele homem de Tambaú levou a Escola de Agronomia para sua terra com um argumento simplório: “precisamos casar bem as moças da minha terra”. O “homem de Tambaú” aqui em questão é o escritor José Américo de Almeida. Manelito não cita o nome dele, nem muito menos o de João Pessoa. Tanto que quando vai viajar para a Capital do Estado, diz: “Vou à Paraíba”. As razões para isto estão nos acontecimentos de 1930, quando a Paraíba foi colocada de joelhos e começou a se promiscuir com ditadores.

Uma Excelente Revista

Conab faz novo leilão de frete de milho para o Nordeste

Pequenos criadores

22,4 mil toneladas do grão serão negociadas com preço subsidiado de R$ 33 a saca de 60 


Mais um leilão de frete de milho será realizado, na sexta-feira da próxima semana (2), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para abastecer unidades que oferecem suporte a pequenos criadores cadastrados no Programa de Vendas em Balcão (PROVB). O leilão prevê o transporte de 22,4 mil toneladas de milho em grãos para a Região Nordeste, onde o produto é comercializado ao preço subsidiado de R$ 33 a saca de 60 Kg.
O milho a ser transportado está estocado em Mato Grosso e terá como destino diversos municípios: a capital, Maceió (2 mil t), e Palmeira dos Índios (3 mil t) em Alagoas; Campina Grande (5 mil t), Patos (3 mil t) e Monteiro (2 mil t) na Paraíba; Petrolina (2 mil t), em Pernambuco; e Floriano (1 mil t), Parnaíba (2 mil t), Picos (489,7 t) e Teresina (2 mil t), no Piauí.
O preço com subvenção foi autorizado pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos (CIEP) e está previsto na Portaria Interministerial Nº 780, publicada no dia 7 de março, no Diário Oficial da União. De acordo com a portaria, pequenos criadores e agroindústrias de pequeno porte do Nordeste podem adquirir até 10 toneladas de milho por mês, limitadas ao consumo de seu plantel.
Além das remoções para o Nordeste, a Conab pretende contratar, por meio do mesmo leilão eletrônico, frete para enviar 2,5 mil t de milho em grãos para Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. Mas, nesse caso, não se aplica o preço subvencionado. O valor de venda é calculado quinzenalmente, tendo como referência o mercado atacadista local, sendo, o limite por criador, de 14 toneladas por mês.
O Programa de Vendas em Balcão permite que pequenos criadores de aves, suínos, bovinos, caprinos, entre outros, incluindo microagroindústrias de beneficiamento e produção de ração, adquiram o produto dos estoques públicos sem intermediários. Para comprar o milho pelo Programa, é necessário registro prévio no Cadastro Técnico do Programa de Vendas em Balcão da Conab.

quinta-feira, 25 de maio de 2017


IBGE prorroga inscrições para concurso do Censo Agropecuário com 364 vagas no RN

Candidatos têm até meio-dia de sexta-feira (26) para fazer inscrição. Cargos disponíveis exigem nível fundamental ou médio.




O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou o período de inscrição para o concurso que vai selecionar trabalhadores temporários, de nível fundamental e médio, para atuar no Censo Agropecuário 2017. As inscrições, que seriam encerradas nesta terça-feira (23), foram prorrogadas até as 12h da sexta-feira (26).
De 24.984 vagas abertas em todo o país, 364 são para o Rio Grande do Norte — 19 para agente censitário municipal, 70 para agente censitário supervisor e 275 para recenseador. Os salários variam de R$ 1,6 mil a R$ 1,9 mil, exceto para o cargo de recenseador, de nível fundamental, cuja remuneração será calculada com base na quantidade de locais visitados.

Inscrições


As inscrições podem ser feitas no site da Fundação Getúlio Vargas, mediante pagamento de taxa de R$ 39,50 para os candidatos de nível médio e R$ 22 para os nível fundamental. No ato da inscrição, o candidato deverá escolher a função e o local de trabalho aos quais deseja concorrer, além do local onde prefere fazer a prova, que será aplicada em 16 de julho.

A previsão de duração do contrato é de até 7 meses para agente censitário municipal e agente censitário supervisor e de até 5 meses para a função de recenseador. Segundo o IBGE, cerca de 83 mil estabelecimentos serão visitados pelos agentes do censo no Rio Grande do Norte. 

Emater finaliza cadastramento para entidades que desejam receber leite caprino



A Emater-RN finalizou o processo de consulta e cadastramento das organizações civis socioassistenciais que têm interesse em incluir o leite de cabra em seus cardápios, para estimar o volume total desse tipo de leite a ser adquirido através do Programa de Aquisição de limentos – modalidade Leite (PAA-Leite), durante este ano de 2017. Em todo o estado, foram 42 entidades cadastradas, de 26 municípios que manifestaram interesse em receber leite de cabra.
Essas inscrições estão em fase de análise pela equipe técnica da Emater, responsável pela execução do Programa. Será verificado se essas organizações e os beneficiários consumidores por elas atendidos estão dentro dos critéros definidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) - Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, regulamentados pelas Resoluões nº 72 e 74 de 2015.
Podem ser Unidades Recebedoras as seguintes organizações socioassistências da sociedade civil ou de governo: Centros de Referência de Assistência Social (CRAS); Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua (Centros POP); equipamentos sociais que ofertam serviços de acolhimento à famílias e indivíduos com vínculos familiares rompidos ou fragilizados, como as Casas de Acolhimento; entidades sem fins lucrativos que compõem a rede socioassistencial; Centros de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS); equipamentos de alimentação e nutrição, tais como restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, outros equipamentos que produzem e distribuem alimentação preparada; serviços de saúde, como unidades de saúde, ambulatórios e hospitais públicos e privados filantrópicos e sem fins lucrativos.
Os beneficiários recebedores do PAA-Leite são: famílias registradas no CadÚnico e perfil do Programa Bolsa Família, ou seja, aquelas pessoas em situação de vulnerabilidade social, alimentar e nutricional; e os beneficiários assistidos pelo equipamentos públicos e organizações civis descritas acima.
Esta análise vai definir a demanda por esse tipo de leite a ser adquirido pelo PAA-Leite neste ano de 2017 para ser distribuído junto a essas organizações e beneficiários consumidores. A equipe técnica deverá ainda entrar em contato com as organizações para complementação de informações e esclarecimentos, para complementar as informações e ter o levantamento dessas demandas com mais precisão. O levantamento inicial apresenta uma estimativa de fornecimento total de 3.569 litros/dia, porém, ainda está em fase de avaliação.
A depender do resultado desse primeiro levantamento, outros municipios poderão ser procurados para definição do total de litros para a demanda. A equipe técnica está ainda levantando a capacidade produtiva instalada de leite de cabra em cada região. Em seguida será elaborado o Termo de Referència que vai orientar o processo de credenciamento dos agricultores e agricultoras familiares produtoras e dos laticínios que farão o processamento e distribuição desse leite. 

Famílias de Barra de Santana conquistam casas através de Programa Habitacional

Reunião na barragem com famílias (Foto cedida)

As obras físicas e sociais da Barragem Oiticica continuam caminhando, na medida do possível, nestes tempos difíceis e com recursos escassos. Um grupo de 10 famílias que conquistaram casas na Nova Barra de Santana, através do Programa de Subsídio Habitacional (PSH) vão mudar de quadra, dentro do Projeto Urbanístico da Nova Barra de Santana. O anúncio foi feito durante reunião envolvendo as famílias e representantes do Seapac, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), da KL Engenharia, da CEHAB-RN e da construtora Miragem.

Na ocasião, por consenso, as 10 famílias contempladas aceitaram a mudança do local das residências, saindo da quadra 11 para a quadra 03, dentro do Plano Urbanístico da Nova Barra de Santana. “No debate com as famílias, houve consenso por unanimidade de todas as partes presentes de que a mudança só traz benefícios aos envolvidos no projeto”, comentou o representante do Seapac, agrônomo José Procópio de Lucena.


RN leva ao MI obras contra a seca que beneficiarão mais de 500 mil potiguares



O governador Robinson Faria tratou com o Ministro da Integração Nacional (MI), Helder Barbalho, da liberação de recursos para importantes obras da Defesa Civil no estado. Os projetos, orçados em R$ 88 milhões, se referem a medidas emergenciais e ações de enfrentamento à seca. O encontro aconteceu na sede do Ministério, em Brasília, na tarde desta terça-feira (9). Na pauta, ainda entraram a recuperação da barragem Passagem das Traíras, em Jardim do Seridó, e o orçamento para a conclusão da Barragem de Oitica.  
“A reunião foi bastante positiva. Conseguimos avançar de tal modo, que uma nova reunião técnica já está marcada para amanhã com representantes da Semarh (Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos), Caern, Defesa Civil nacional e estadual e a ANA (Agência Nacional de Águas), para definir a características destas obras”, afirmou o governador Robinson Faria. O ministro Helder Barbalho sinalizou que, caso sejam definidas como ‘obras de reposta’, a liberação dos recursos poderá ser imediata.    
Os dois projetos da Defesa Civil beneficiam, juntos, quase 500 mil potiguares. O primeiro deles, que é o Complexo Captacional da Barragem Armando Ribeiro, prevê o deslocamento das captações de duas adutoras para o porão (parte mais profunda) do reservatório. Isso permitirá que, mesmo que o reservatório chegue ao volume morte, possa-se usar a água por mais tempo, garantindo o abastecimento das 11 cidades atendidas pela Adutora Jerônimo Rosado e Adutora Sertão Central Cabugi. A obra está orçada em R$ 20 milhões.  
O outro projeto trata da construção de uma adutora emergencial de Afonso Bezerra a Pendências, a qual utilizaria a água captada a partir de uma bateria de 5 poços já perfurados pela CAERN. Para esta obra, estima-se que sejam necessários R$ 68,4 milhões.  
PASSAGEM DAS TRAÍRAS
Também entrou na pauta, a obra de recuperação da barragem Passagem das Traíras no Município de Jardim do Seridó. O governador solicitou recursos para a obra no reservatório, cuja capacidade de armazenamento é de aproximadamente 50 milhões de metros cúbicos. O secretário adjunto de Recursos Hídricos, Mairton França, explicou que é prudente que os reparos aconteçam agora enquanto ele está completamente seco. A obra total está orçada em R$ 3,1 milhões e beneficiará cerca de 62 mil pessoas.  
OITICICA
O aditivo no orçamento da Barragem de Oiticica voltou à discussão. Já havia sido solicitada pela Secretaria de Recursos Hídricos uma diferença de R$ 104 milhões, que contempla a construção da Nova Barra de Santana, as indenizações aos moradores das áreas que serão inundadas, a construção de uma nova tomada de água para que o reservatório receba as águas do Rio são Francisco e a realização de estudos técnicos.  
“O ministro nos informou que estas ações dependem de orçamento, e é preciso ver de onde pode remanejar, para que este aditivo se viabilize. O encontro foi muito positivo e mostrou que as equipes técnicas estão trabalhando de forma sinérgica. Defesa Civil, Semarh e o Ministério da Integração estão falando a mesma língua”, avaliou o adjunto da Semarh, Mairton França.  
Também acompanharam o encontro, o coordenador da Defesa Civil do RN, Coronel Elizeu Lisboa Dantas, o secretário Nacional de proteção e Defesa Civil, Coronel Renato Newton, o Secretário de Infraestrutura Hídrica do MI, Antônio de Pádua, e o assessor técnico da defesa civil (RN), Marcus Morais.