quinta-feira, 18 de outubro de 2018


 Quais, como e quando utilizar as vacinas


Autor: Vicente de França Turino e André 

Maciel  Vacinação é sinônimo de lucro para o criador e a não-vacinação pode resultar em graves prejuízos

 O correto manejo sanitário torna-se imprescindível para o sucesso dos criatórios de caprinos e ovinos, em virtude dos altos custos da produção e da competitividade dos mercados mundiais. Este controle é possível a partir da adoção de medidas preventivas para uma série de 

enfermidades dos animais (Langoni, 2004), que ressaltam a importância da vacinação no manejo dos rebanhos.
Vacinas são produtos biológicos que servem para a imunização contra diversas doenças causadas por vírus e bactérias, conhecidos como micróbios, ou seja, organismos vistos no microscópio (Instituto Fiocruz, do Rio de Janeiro). Os chamados antígenos representam os constituintes ativos das vacinas e são os responsáveis pela imunidade. As vacinas são produzidas e classificadas de acordo com os tipos de antígenos, representados pelos próprios micro-organismos, ou por suas partes estruturais e produtos de seu metabolismo.
Um programa efetivo de imunização deve propiciar a proteção para controlar, ou prevenir as moléstias infecciosas que naturalmente ocorrem nos rebanhos (Brumbaugh & Hjerpe, 1993).
A vacinação de pequenos ruminantes não é obrigatória, segundo a Instrução Normativa n° 87 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que estabelece as diretrizes do Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos (PNSCO). A vacinação não é realizada, mesmo contra a febre aftosa, responsável por prejuízos devido às condições internacionais para a exportação. Algumas vacinas são proibidas para ovinos e caprinos, segundo o “Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa” (PNEFA, 2007) do MAPA. A vacinação, no entanto, é uma das práticas mais garantidoras da sanidade e, por consequência, do lucro.
Algumas vacinas são essenciais como medida preventiva. As doenças no rebanho causam um impacto econômico negativo para o criador. Os tópicos abaixo ilustrarão as principais e os métodos de vacinação.
Raiva
A raiva representa uma doença causada por vírus que acomete diversos animais e também o homem. O cão é o principal reservatório da doença para disseminação nas áreas urbanas e em ambiente rural são os morcegos hematófagos (Desmodus rotundus).
Esta doença manifesta-se com uma gama de sinais clínicos, citados a seguir:
1 - isolamento do rebanho;
2 - apatia;
3 - perda do apetite e dor;
4 - excitabilidade;
5 - salivação abundante e dificuldade de deglutição;
6 - incoordenação motora e tremores;
7- paralisia respiratória.
Estes sintomas podem evoluir até a morte dos animais.
Clostridioses
Medidas preventivas devem ser adotadas, pois é uma doença de caráter agudo e há dificuldade em estabelecer tratamentos para ela. A vacina é a principal estratégia para combater a clostridiose (Lobato et al., 2004).
Na clostridiose há uma variedade de manifestações clínicas causadas por diferentes bactérias anaeróbicas (produtoras de toxinas) que acometem diferentes espécies.
Os principais sinais clínicos apresentados por ovinos e caprinos acometidos incluem:
1 - dificuldade de locomoção;
2 - aumento de volume dos membros posteriores;
3 - excitabilidade;
4 - desvio lateral de cabeça;
5 - morte súbita.
Ovinos podem contrair o carbúnculo sintomático, tipo de clostridiose causada pela bactéria Clostridium chauvoei, através da contaminação de ferimentos. Estes podem ser causados durante o parto, castração, ou lesões de umbigo (Riet-Correa, 2001).
Linfadenite Caseosa
A linfadenite caseosa, ou mal- do-caroço é uma enfermidade contagiosa causada pelo Corynebacterium pseudotuberculosis, atingindo preferencialmente ovinos e caprinos. Causa perdas econômicas por condenação de carcaças (Riet-Correa, 2001). A doença é caracterizada pela formação de abscessos em diferentes partes do corpo dos animais, podendo levar a: emagrecimento progressivo e deficiência respiratória, ou hepática (abscessos nas vísceras).
Ectima Contagioso
O ectima contagioso, ou dermatite pustular, é infecto-contagiosa causada pelo vírus Parapoxvirus e também afeta os pequenos ruminantes. A enfermidade é caracterizada por: desenvolvimento de lesões na pele do focinho e formação de bolha, úlceras e crostas grosseiras no úbere e boca do animal.
Borregos ou cabritos não recebem anticorpos contra esta doença junto ao colostro materno (Barros, 2001). Os animais afetados podem perder peso pela dificuldade de alimentação, sendo que em jovens as lesões na língua impedem a amamentação. É prejuízo ao criador e uma alerta para a importância da vacinação em surtos.
A Tabela ilustra as principais vacinas e a vacinação indicada para a prevenção de doenças dos pequenos ruminantes.
Leptospirose
Caprinos e ovinos são susceptíveis aos mesmos sorovares (variedades) de leptospiras que acometem os bovinos (Langoni, 2005), motivo que preconiza a utilização das mesmas vacinas após a identificação sorológica da variedade de leptospira .
Os ovinos correspondem ao grupo de animais domésticos menos susceptíveis à doença, embora a leptospirose possa manifestar-se na forma aguda ou crônica . Esta doença pode ter as seguintes manifestações: quadros de septicemia, ou infecção generalizada; hemorragia; problemas renais; mastite sanguinolenta; retorno ao cio; abortamento e morte precoce de cordeiros (Hermann et al., 2004).
Após a identificação do surto preconiza-se a vacinação com duas doses em intervalos de 3 a 5 semanas e reaplicação semestral. O tratamento sistêmico com antibióticos também é recomendado.
Foot Root
Caracteriza-se por uma doença bacteriana, contagiosa, que afeta todos os aspectos do ciclo produtivo da ovinocultura. Pode levar à inflamação dos cascos e laminite (Burke & Parker, 2007). Vacinação estratégica é indicada coincidindo com os períodos favoráveis dos surtos.
A prevenção da doença no outono, segundo Ribeiro (2001), é recomendada com vacinação em fevereiro e reforço em maio. Já na primavera, indica-se a aplicação em julho e a revacinação em agosto. Os animais já imunizados, incluindo fêmeas em gestação, passam por manutenção anual. Trabalhos recentes exploram o efeito da raça, categoria e grau de acometimento dos animais sobre a resistência e sua herdabilidade na produção.
Cuidados com vacinas - Representam fatores que devem ser evitados para o sucesso dos programas de vacinação:
- conservação inadequada (temperatura de estocagem ideal é entre 2 a 8°C);
- aplicação após o vencimento;
- dose incorreta ou insuficiente;
- falta de assepsia ou limpeza no local de aplicação.
  
Considerações finais
As boas práticas aliadas às vacinas de qualidade representam o primeiro passo para o manejo sanitário dos criatórios de caprinos e ovinos, merecendo, portanto, total atenção dos produtores e técnicos envolvidos nessa cadeia produtiva.


Incra publica nova norma de execução e retoma crédito de habitação rural


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou no Diário Oficial da União (DOU) norma de execução para a concessão de crédito voltada para construção e reforma de casas para os beneficiários da reforma agrária. Editada em 2 de outubro, a norma nº121 traz os procedimentos operacionais e administrativos para conceder, acompanhar e fiscalizar o Crédito Habitacional e Reforma Habitacional, regulamentados pelo Decreto nº 9.424/2018.
 
A publicação foi feita pela Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamentos (DD) do Incra e visa estabelecer as regras para que as famílias assentadas posam receber o Crédito Habitacional tanto para a construção, quanto para a reforma de casa. No primeiro caso são recursos de até R$ 34 mil para a compra de materiais e pagamento de mão de obra e serviços necessários para a construção das moradias das famílias enquadradas como beneficiárias do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). No segundo são destinados R$17 mil por família para recuperar, reformar ou ampliar unidades que já existam.
 
De acordo com o diretor de desenvolvimento de projetos de assentamentos substituto do Incra e coordenador-geral de infraestrutura em assentamentos, Douglas Souza, a medida conta com procedimentos de acompanhamento técnico fundamentais para a execução das obras necessárias. “A norma de execução é um importante passo para operacionalizar esta modalidade de crédito essencial para as famílias assentadas. O Incra retoma esta modalidade, desta vez com critérios e garantias técnicas, permitindo que as famílias possam controlar a execução da obra, o que assegura o direito à moradia para os beneficiários da Reforma Agrária e a segurança necessária para começarem a produzir”, avaliou Souza.
 
Pré-requisitos
 
A norma de execução reitera que para acessar qualquer modalidade do Crédito Instalação as famílias interessadas devem estar em situação regular na Relação de Beneficiários do Sistema de Informações de Projetos da Reforma Agrária do Incra (Sipra/Incra). Outra exigência é contar com o Contrato de Concessão de Uso (CCU), ou de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) ou o Título de Domínio emitido pelo Incra.
 
Além das exigências acimas comum a todas as modalidades do Crédito Instalação, para a modalidades Habitacional e Reforma Habitacional as famílias beneficiárias precisam estar com os dados atualizados e não ter recebido anteriormente mais que R$ 10 mil reais do Crédito Instalação modalidades: a)Habitação; b) Aquisição de Materiais de Construção e Recuperação ou ; c) Materiais de Construção, com recursos do Incra ou da Caixa Econômica Federal (CEF). Outras exigências da norma de execução é que as famílias interessadas no crédito habitacional não tenham sido contempladas pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) e que sejam atendidas por técnico habilitado e credenciado pelo Incra.
 
Os técnicos habilitados serão responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização das obras, podendo este ser servidor do Incra, trabalhar em uma das entidades prestadoras de assistência técnica ou de órgãos da administração pública federal, estadual, distrital e municipal, ou de entidades que representem os beneficiários que estabeleçam acordo de cooperação, convênio ou outro instrumento congênere. Além disso, as famílias que desejarem contar com crédito para a construção e reforma das casas devem estar inscritas no CadÚnico; não estar inscritas em Dívida Ativa da União; estar com parcela do assentamento demarcada ou com pré-projeto de parcelamento aprovado ou área individual reconhecida pelo Incra.
 
Para obter o crédito os beneficiários não podem ser proprietários, cessionários ou promitentes compradores de imóvel residencial em qualquer localidade do país, que poderá ser comprovado por todos os meios disponíveis, a exemplo de certidão cartorial da comarca de localização do Projeto de Assentamento, ou declaração do beneficiário e devem ter participado de reunião sobre as normas e obrigações do crédito habitacional.
 
Operacionalização do Crédito
 
As famílias interessadas em obter o crédito para a construção ou reforma de moradias devem contar com orientação de técnico habilitado ou credenciado ou servidor do Incra. As construções podem ser feitas de forma individual ou coletiva. O Incra disponibilizará modelos de projetos arquitetônicos, no entanto, o assentado pode construir com base em outros projetos desde que aprovados pela divisão de engenharia da Autarquia. Além de engenheiro civil, poderão ser credenciados a promover a aplicação do crédito instalação os engenheiros agrônomos, arquitetos, técnicos agrícolas, agropecuários e em edificações, com registro nos seus respectivos conselhos. O técnico credenciado orientará e fiscalizará a execução das obras quanto ao modelo escolhido, ou projeto elaborado. Em qualquer das modalidades deverá ser exigida a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de execução da obra, bem como a ART de elaboração de projeto, orçamento e execução, nos casos de reforma.
 
Liberação em três parcelas
 
O crédito habitação sará disponibilizado uma única vez por família e a liberação dos recursos será em três parcelas, sendo a primeira com 20% do valor e a segunda e a terceira com 40% cada. A primeira parcela será liberada após a família identificar e qualificar a demanda por meio de relatório circunstanciado, estabelecer ponto de GPS do local de aplicação do crédito, efetuar registros fotográficos, escolher o modelo de moradia pelo beneficiário e definir quanto ao técnico credenciado. Além disso, é necessária a emissão e a assinatura do contrato dentro das conformidades do Sistema Nacional de Concessão e Cobrança do Crédito Instalação (SNCCI). Já na modalidade Crédito Reforma Habitacional, a operação de crédito será dividida em duas parcelas, sendo cada uma de 50 % do valor da obra. As exigências para a liberação da primeira parcela nesta modalidade são iguais a anterior.
 
Fiscalização
 
A norma de execução prevê ainda que as parcelas subsequentes só poderão ser liberadas após comprovação e prestação de contas no SNCCI. A fiscalização será por meio de amostragem obtida em sorteio dos contratos presentes no Sistema e devem abranger ao menos 5% de todas as operações de crédito efetuadas. A construção das casas poderá ser feita pelo próprio beneficiário, por contratado ou associação ou entidade representativa ou empresa especializada. A obra deve ser concluída no prazo máximo de seis meses prorrogável por igual período. As modalidades do Crédito Instalação Habitação e Reforma Habitacional contam com rebatimento de 96% para quem não atrasar as parcelas, e juros de 0,5% ao ano.
 
Assessoria de Comunicação Social do Incra

Criada zona de proteção na fronteira ao sul da Venezuela

Febre Aftosa

Município de Pacaraima terá medidas de controle mais severas, diz Guilherme Marques, diretor do Mapa


Uma zona de proteção para febre aftosa ao longo da região de fronteira ao sul da Venezuela, no município de Pacaraima (RR), dentro de zona livre de febre aftosa com vacinação existente no Brasil, foi instituída com a publicação da  Instrução Normativa 52 do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no Diário Oficial da União no último dia 8.
Em maio de 2018, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu todos os estados brasileiros e o Distrito Federal livres de febre aftosa com vacinação. A exceção é Santa Catarina, livre sem vacinação desde 2007.
Na América do Sul, dois países da região Andina, Venezuela e Colômbia, ainda enfrentam problemas no combate à febre aftosa. A Venezuela é considerada pela OIE zona não livre em toda a sua extensão territorial. O status de zona livre da Colômbia foi alterado pela OIE no último 17 de setembro, após as confirmações oficiais de focos no interior do país e ao longo da fronteira leste com a Venezuela.
Em setembro de 2017, quando o Ministério da Agricultura encaminhou à OIE o pleito de reconhecimento do Brasil de livre da febre aftosa com vacinação apresentou também a proposta da criação da zona de proteção em Pacaraima.
Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do MAPA e delegado Brasil na OIE, explica que "nessa zona de proteção estabeleceram-se medidas de controle mais severas. As ações são mais fortes, mais incisivas do que no restante do estado de Roraima”.
A vacinação de todos os bovinos em Pacaraima é feita pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), na ação chamada de “agulha oficial.” O SVO nessa região é representado pelos veterinários e seus auxiliares da Superintendência Federal de Agricultura de Roraima (SFA-Roraima) e da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR).
Além da vacinação é feita a identificação individual de todos os animais, com uso de brincos numerados. Todos os embarques também são acompanhados pelo SVO em caminhões lacrados.
Guilherme Marques disse que era preciso formalizar a estruturação de Pacaraima por meio de Instrução Normativa. Ele prevê um longo período de existência da zona de proteção, que será mantida enquanto Venezuela e Colômbia avançam na erradicação e controle da doença.
“O Brasil tem contribuído para que a Venezuela alcance a condição de livre da aftosa. Somos os maiores interessados, mas até chegarmos lá precisamos da zona de proteção como uma medida adicional a todo o trabalho que já é realizado nessa região de fronteira”.
O cadastro oficial atualizado em setembro deste ano contabiliza 1.406 bovinos na zona de proteção. Não há bubalinos. O rebanho está distribuído por 13 propriedades das quais 9 localizam-se em áreas indígenas. Na fazenda Mato Grosso, a maior delas, o acesso do SVO será por avião.
É preciso autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai) para vacinar o rebanho das fazendas indígenas. Agentes da Funai acompanham todas as etapas da agulha oficial, de identificação com brincos numerados e controle de cadastro de cada animal.
A vacinação começou em 1º de outubro e deverá ser concluída no dia 15 de novembro.

Trânsito de Animais da Região Norte
A IN 52 também revogou o artigo 2º da Instrução Normativa 16 (de abril de 2017) e o artigo 2º da Instrução Normativa 46 (de setembro de 2017) que proibiam o trânsito de gado da Região Norte – Amazonas, Roraima, Amapá e parte do Pará – para todos os outros estados brasileiros.
Com o reconhecimento pela OIE do Brasil livre da febre aftosa, a proibição não mais se justificava do ponto de vista sanitário, mas era preciso ser oficializada pelo Ministério da Agricultura.
Nota do Blog: Enquanto o Brasil não fizer um controle serio e competente nas fronteiras, jamais sera um pais livre da aftosa. Aqui no interior do país, se faz o dever de casa, mas o mal vem de fora. E  chover no molhado.

Carne bovina brasileira vai ganhar incentivo para aumentar consumo na Europa


SIAL-Paris_É o que pretende a parceria Apex-Brasil e mais 20 empresas associadas, e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes – Abiec, que participam da Sial Paris este mês. O objetivo é divulgar a qualidade da carne bovina brasileira para despertar o gosto do consumo europeu.
A Sial Paris, é uma das principais feiras de alimento do mundo, que acontece de 21 a 25 de outubro na capital francesa. Com um estande de 990 metros quadrados, o espaço brasileiro contará com a participação de 20 empresas associadas brasileiras. Como parte da ação de promoção, ao longo da feira, serão servidos 950 quilos de carne bovina brasileira, em cortes como picanha, filé mignon, contrafilé e cupim, para degustação.
A Europa é um dos mercados mais importantes do Brasil e responde por 12,6% das exportações. Em 2017 o Brasil exportou quase 110 mil toneladas de carne para o continente, com receita de USD 709 milhões. De janeiro a setembro deste ano, já foram embarcadas 85 mil toneladas de carne bovina, com faturamento USD 620 milhões. Crescimento de 12% e 26% respectivamente. “A Europa é um mercado importante e exigente. E a feira é uma ótima oportunidade para mostrar toda a qualidade e controle da carne bovina brasileira”, afirma o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli.

A participação brasileira contará ainda com dias temáticos, com objetivo de mostrar a diversidade da produção nacional. Em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, será promovido o Halal Day, com foco no público dos países mulçumanos. O estande da ABIEC também irá abrigar o Angus Day, feito em parceria com a Associação Brasileira de Angus. “É importante mostrar a capacidade que o Brasil possui de atender as mais diferentes exigências dos mercados internacionais”, ressalta Camardelli.

Como ter uma criação saudável de galinha caipira

galinha-embrapa-051As práticas sanitárias no manejo de galinhas caipiras são procedimentos que proporcionam saúde e bem-estar aos animais e seus criadores. A ausência desses procedimentos pode prejudicar a qualidade da carne produzida, pois facilita a disseminação de doenças entre as aves. Os principais procedimentos sanitários envolvem a limpeza das instalações, estar atento à prevenção de doenças seguindo o calendário de aplicação de vacinas, além de   cuidados constantes com a qualidade da comida e da água fornecida aos animais e com a destinação de seus excrementos.
O pesquisador do convênio da Embrapa Meio-Norte com a Universidade Estadual do Piauí, Firmino Barbosa, defende a adoção das práticas sanitárias na criação de galinhas caipiras. O pesquisador explica que a adoção dessas práticas não implica em maiores gastos, além de contribuir para a melhoria da qualidade da carne e dos produtos derivados, valorizando-os perante o mercado consumidor.
Para garantir condições sanitárias adequadas às galinhas caipiras, inicialmente, deve-se manter o ambiente de criação o mais limpo possível, providenciando higienizações sistemáticas das instalações e dos equipamentos, como bebedouros, comedouros e ninhos. Deve-se também buscar cumprir um calendário para cobertura vacinal, controlando as principais doenças viróticas, como a doença de Newcastle, Gumboro, Bronquite Infecciosa e a Bouba Aviária. O criador deve ainda estar atento para surtos epidêmicos e pandêmicos como da Influenza Aviária, a gripe do frango. Outro calendário que deve ser estabelecido é o de controle a ecto e endoparasitas para que seja diminuída a carga de carrapatos, piolhos e vermes nas aves.

Outro cuidado é quanto à qualidade da comida e da água servidas às aves, que não podem estar sujas ou contaminadas. Para isso, a limpeza dos comedouros e dos bebedouros precisa ser feita diariamente. A destinação de resíduos, excrementos e carcaças de animais mortos também merece atenção. Como alerta o pesquisador, a falta de cuidados sanitários na criação de aves pode trazer problemas. “Agentes de defesa animal vinculados ao município, estado ou união e o serviço de vigilância sanitária são os responsáveis pela fiscalização. Uma vez verificadas infrações graves na forma de criar as aves, esses agentes podem chegar a interditar algumas criações e sacrificar todos os animais”, explica.

Pesquisadores da Embrapa integram missão científica histórica do Baixo São Francisco

Ascom Ufal - Barco robótico usado na expedição
Barco robótico usado na expedição
Os pesquisadores Carlos Alberto da Silva – Cadal e Marcus Cruz, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), integram a missão científica que percorre de 15 a 19 de outubro a região do Baixo São Francisco, que divide os estados de Sergipe e Alagoas e desemboca no Oceano Atlântico.
Coordenada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a missão é considerada o maior e mais profundo levantamento de dados científicos da área em toda a história. Ao todo, participam da ação 40 pesquisadores e estudantes de instituições como a Ufal, Embrapa, secretarias estaduais e órgãos e empresas com atuação na proteção e desenvolvimento de políticas públicas ambientais e de saúde.
Os recursos investidos na ação são de aproximadamente R$ 100 mil, e se espera um retrato sobre a realidade do Velho Chico para os próximos anos. Serão pesquisadas áreas de limnologia, aquicultura, socioeconomia, extensão rural, genética, toxicologia aquática, meteorologia, poluição aquática, tecnologia do pescado, engenharia de pesca, parasitologia, computação e impacto ambiental terrestre.
Além da Ufal, a expediçãoconta com o patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), da Fundação de Amparo à Pesquisa em Alagoas (Fapeal) e Emater (Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas). São parceiros internacionais a Universidade do Porto (Portugal) e o Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO -Espanha).
Assista aqui à matéria produzida pela TV Gazeta sobre a expedição
Cadal é oceanógrafo com longa experiência em estudos de impactos da ação humana e da natureza sobre ambientes aquáticos. Cruz é engenheiro civil com experiência em recursos hídricos e uso de novas tecnologias na avaliação de impactos ambientais em bacias hidrográficas. Este será o primeiro trabalho executado pelo recém-criado Laboratório de Estudos e Impactos Ambientais (LabEIA), da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Roteiro
A expedição percorre, num barco de 23 metros de comprimento, com três pavimentos e capacidade para 120 pessoas, o trecho final do Velho Chico, passando pelos municípios alagoanos de Traipu, Igreja Nova, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio e Penedo.
O trabalho conta com a presença de um barco robótico, capaz de oferecer informações precisas suficientes para traçar um ‘raio X’ desse segmento do maior rio unicamente brasileiro em diversos aspectos. O objetivo é atender a demandas existentes em quesitos como manutenção do rio, a sua preservação e até mesmo problemas de saúde pública.
O coordenador da expedição, o professor do Centro de Ciências Agrárias (Ceca) da Ufal, Emerson Soares, explica que o trabalho irá reunir informações que, hoje, estão dispostas de forma pulverizada, o que dificulta a consulta e a elaboração de diagnósticos para o rio.
De acordo com Soares, desde 2007, pesquisadores vêm estudando o São Francisco em aspectos como assoreamento por destruição das matas ciliares, cunha salina, poluição aquática, identificação de espécies que sofrem com as alterações fisiológicas do rio e modificam o ciclo reprodutivo, entre outros.
“São questões que sofrem interferências, e é preciso uma base informativa para identificar a melhor maneira de gerir os recursos hídricos. O São Francisco sofre algumas mudanças por ação do homem que precisam ser monitoradas”, ressaltou.
Alterações
O professor explica que no contexto das mudanças observadas estão aquelas provocadas pelas hidrelétricas, transposição do rio, regime de chuvas alterado, desmatamento, crescimento das cidades ribeirinhas sem sistemas de tratamento de esgotos e pesca sem monitoramento e de forma inadequada quanto aos padrões preconizados na legislação ambiental. Também entram nesse rol as secas, o aumento da carcinicultura (criação de camarão) e da rizicultura (plantio de arroz) e intensificação do uso de agrotóxicos.
Ele alerta, também, para o registro de casos de saúde pública que podem ter relação com os impactos e mudanças no São Francisco. “Vamos investigar, inclusive, se casos de câncer na população não estariam relacionados ao consumo de espécies com metais pesados, por exemplo”, adiantou.
A expedição contará com a participação pesquisadores e alunos da Ufal dos cursos de Zootecnia, Engenharia de Pesca, Agroecologia, Ciência de Computação, Biologia, e Agronomia dos campi em Maceió e Arapiraca, além pesquisadores da Embrapa e representantes do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto Federal do Ceará (UFCE) e do Centro Oceanográfico de Vigo, da Espanha.
O objetivo do amplo estudo é monitorar, analisar e coletar dados limnológicos (relativo aos corpos d’água), das espécies de peixes, da mata ciliar, do estado de assoreamento e dados geomorfológicos do rio, além de informações sobre poluição aquática, bem como dados e informações socioeconômicas das comunidades tradicionais e de pescadores que desempenham atividades nas localidades alvo do trabalho.
“Por conta das amplas áreas a serem pesquisadas não se descarta a descoberta até de novas espécies desconhecidas pela ciência no campo de parasitas de peixes ou de vertebrados aquáticos”, destaca Emerson Soares.
Ele adiantou que a expedição resultará em um documentário científico a ser produzido durante todo o trabalho desenvolvido no Rio São Francisco. Há, ainda, a pretensão de publicar um livro com os resultados das coletas e alguns artigos científicos.
“Para a Universidade, a ação científica representa a troca de informações, de experiências com equipes multidisciplinares e tecnologias novas no campo da engenharia ambiental, limnologia e computação”, acrescentou, destacando o importante papel em prol da ciência e do conhecimento conectado com as demandas sociais e econômicas.
*Com textos e informações das Assessorias de Comunicação da Ufal e CBHSF.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

NECESSIDADE DE CONHECIMENTO CONTEXTUALIZADO- Consumidores não acham que produção de alimento ameace o meio ambiente




A ameaça ao meio ambiente causada pelo processo de produção, consumo e desperdício de alimentos não é reconhecida por 91% dos consumidores. A constatação é da organização ambiental WWF, em levantamento com 11 mil pessoas de dez países, entre eles o Brasil.
A pesquisa divulgada nesta terça (16), considerado Dia Mundial da Alimentação, mostra que, apesar do sistema alimentar ser o maior consumidor de recursos naturais e também o maior emissor de gás de efeito estufa, a maioria dos entrevistados, principalmente jovens, não faz a conexão deste processo com a ameaça à natureza.
De acordo com o estudo, 40% dos jovens entre 18 e 24 anos acham que a ameaça ao planeta é menos que significante e apenas 9% deles acreditam que a forma de produção de alimentos é a maior ameaça. Nessa faixa etária, 11% respondeu que não vê nenhuma ameaça.
Milho (Elza Fiúza/Agência Brasil)Quantidade de campos de milho podem ser reduzidos se não houver mudanças, diz WWF - Elza Fiúza/Agência Brasil
A consciência sobre o assunto é maior entre as pessoas com mais de 55 anos. Mais da metade dos entrevistados nessa idade, acreditam que a produção e consumo de alimentos representam ameaça significante à natureza.
Segundo a WWF, a cadeia de produção de alimentos usa 34% do solo e 69% da água disponível nos rios. É ainda a maior causa de desmatamento e perda de habitat. A organização aponta ainda que um terço de todos os alimentos produzidos nunca é consumido e o volume desperdiçado é responsável por um terço das emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo sistema alimentar.
Na última semana, relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) destacou o prazo curto para conter os problemas que o sistema de alimentos acarreta para a questão das mudanças climáticas. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, se o mundo não evitar o aquecimento global acima de 1,5°, em relação ao nível pré-industrial, haverá resultados catastróficos e devastadores até o fim deste século para a humanidade.
Entre as consequências destacadas pelos cientistas, estão algumas consideradas duradouras ou até irreversíveis, como a perda de ecossistemas, da biodiversidade, de habitats naturais e espécies, aumento do nível do mar, além de impacto na saúde humana, na produção de alimentos (com redução dos campos de milho, arroz, trigo e outros grãos) e no acesso à água.
Na pesquisa da WWF, 80% dos entrevistados sentem que o problema pode ser resolvido. Para 66%, os governos devem agir mais e outros 60% querem que as empresas aumentem seus esforços para conter o problema.
A WWF diz que é possível fazer que o sistema alimentar funcione para as pessoas e para a natureza se a comida for produzida de forma mais sustentável, distribuída de forma mais justa e consumida de maneira mais responsável. “Precisamos aumentar a conscientização das pessoas sobre de onde a comida vem e mudar nossos comportamentos para garantir o funcionamento adequado de todo o sistema”, diz João Campari, líder da Prática de Alimentos do WWF.
A organização desenvolve o sistema chamado Food 2.0 para garantir segurança alimentar e conservação. A ação é promovida por 100 programas relacionadas a alimentos em todo o mundo e envolve governos, produtores de alimentos, empresas, organizações não governamentais que devem promover mudanças no setor focando em três eixos: Produção Sustentável, Dietas Sustentáveis e Perda de Alimentos e Resíduos.
MEDIDA PROVISÓRIA QUE TRATA DA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS RURAIS É APROVADA NO SENADO FEDERAL

Aprovada na tarde desta terça-feira (16), no Senado Federal, a Medida Provisória (MP) 842/2018 que trata da renegociação de dívidas rurais no âmbito de operações de crédito do Pronaf e revoga os artigos da Lei 13.606/2018 que permitiam descontos de até 95% no valor das dívidas, abatimentos que seriam bancados pelo Tesouro Nacional. 
 
Marcada para ser votada no dia 9 de outubro, a votação foi adiada por uma semana pois faltava a assinatura do presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e corrigir erro na formalidade de envio para o Senado Federal.
 
Vale ressaltar que a MP foi aprovada com várias emendas ao texto propostas pela CONTAG. Entre elas, a autorização de renegociação de operações do Pronaf até 31 de dezembro de 2019, com inclusão de dispositivo para garantir a liquidação de parcela vencida com rebate (desconto), sem a necessidade de liquidação por inteiro do financiamento contratado dos agricultores e agricultoras familiares. “O texto defendido pela CONTAG traz de volta grande parte que o governo tinha vetado no projeto original, ganrantindo assim a renegociação das dívidas dos homens e mulheres do campo, especialmente do Norte e Nordeste”, ressalta o presidente da CONTAG, Aristides Santos.
 
A MP segue direto para o presidente da república que terá 15 dias para sancionar a Medida Provisória.
“Para a CONTAG a segunda batalha é articular que os líderes do governo garantam o acordo já firmado anteriormente”, pontua Aristides. 
 
FONTE: Comunicação CONTAG           

Expansão

Abrapa vê possibilidades de expansão de mercado na China e Turquia

Turquia deve consumir 15% a mais de algodão, com incremento previsto de 1% nas importações
     
Estoques em baixa, consumo em alta e expectativa de aumento das importações de pluma de algodão pela China, além da previsão do Brasil se tornar o segundo maior exportador mundial da fibra na safra 2018/2019, são o pano de fundo promissor da Missão Vendedores 2018, que vem sendo realizada desde o dia 08 de outubro na Turquia e na China, pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A Missão é uma iniciativa de marketing e prospecção de novos mercados para o algodão brasileiro, que consiste em reuniões com industriais e traders, visitas aos polos de têxteis, e eventos promovidos pela Abrapa in loco. Nos Brazilian Cotton Days, a entidade apresenta os números da cotonicultura e os programas que vêm sendo desenvolvidos no país para incrementar a qualidade, a sustentabilidade, a rastreabilidade e a transparência nos dados de classificação instrumental de fibra, visando a reforçar a confiança dos compradores da commodity.

A agenda da comitiva brasileira, formada por dirigentes da Abrapa, representantes dos maiores estados produtores de algodão do Brasil, começou por Kahramanmaras, na Turquia, no dia 08 de outubro, quando o grupo se reuniu com cerca de 30 empresários turcos. Hoje, a Turquia é um dos maiores importadores e consumidores de algodão no mundo. Na safra 2017/2018, o país foi o quarto maior importador e o sexto maior consumidor mundial da fibra. O Brasil exporta, em média, 76,5 mil toneladas para a Turquia, o equivalente a 9,5% das importações de algodão daquele país. Para 2018/2019, a Turquia deve consumir 15% a mais de algodão, com incremento previsto de 1% nas importações.
“Trata-se de um mercado muito interessante para o algodão brasileiro, uma vez que os estoques deles estão diminuindo: serão, aproximadamente, 9% menores na próxima safra. A Missão Vendedores nos permite estreitar laços para suprir as demandas futuras. Mesmo sem ter ainda dados consolidados, já temos notícias de que negócios com a pluma do Brasil foram realizados imediatamente após o nosso Brazilian Cotton Day. Há muito espaço para incremento de participação no mercado turco”, afirma o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura. Além das reuniões, o grupo visitou uma fiação em Kahramanmaras.

Na China, a passagem da Missão Vendedores foi dividida em três etapas. As primeiras, já cumpridas em Xangai e Qingdao, respectivamente, nos dias 11 e 12 de outubro. A segunda foi nesta terça-feira (16), em Hong Kong, onde a Abrapa promoveu o Brazilian Cotton Day, nos dias 17 e 18 de outubro. Na sequência, a associação participa da Conferência Anual da International Cotton Association (ICA).
Além das reuniões, que contaram com grande presença de empresários chineses, uma das paradas do grupo foi no Sunvim Group, maior fabricante de artigos de cama, mesa e banho chinês, que exporta para diversos mercados, principalmente, americanos e europeus. A Sunvim consome uma média de 100 mil toneladas de pluma por ano, mas ainda não compra do Brasil. Representantes do grupo estiveram nas reuniões.

A China é o maior consumidor de algodão do mundo. São, em média, 8,8 milhões de toneladas ao ano. Seu consumo cresceu em torno de 15%, da safra 2016/2017 para a 2017/2018. O país está, gradativamente, liberando os estoques que mantinha, “frutos de uma cara política de proteção da indústria nacional”, segundo o presidente da Abrapa. Dados do ICAC apontam que essa redução foi superior a 19%. “Tudo isso, mais a divergência com os Estados Unidos, cria um cenário muito positivo para o algodão do Brasil”, diz.
Compromisso
Moura afirmou que, em todos os encontros com o mercado comprador na Turquia e China, a Abrapa evidenciou seus esforços para garantir a credibilidade nas negociações com a pluma brasileira. “Nosso compromisso é com a transparência nas informações. Prova disso é que implantamos o programa Standard Brasil HVI, que padroniza e harmoniza os resultados nos laboratórios de classificação por High Volume Instrument (HVI). Esse programa é integrado a um grande banco de dados e ao Sistema Abrapa de Identificação (SAI), o que dá segurança tanto para quem compra quanto para quem vende o algodão brasileiro. Além disso, evidenciamos o trabalho do nosso Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), que está em processo final de certificação internacional e garante a fidedignidade dos resultados laboratoriais. Também insistimos muito no grande diferencial da sustentabilidade do algodão brasileiro, assegurado hoje pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR)”, conclui Arlindo Moura. No Brasil, o ABR opera em benchmarking com o protocolo Better Cotton Initiative (BCI), referência internacional em atestar a sustentabilidade da pluma. 

Revolução Tecnológica no Campo


Em outra coluna mostrei algumas inovações tecnológicas já existentes  que revolucionam o setor agrícola mundial e facilitam várias atividades que hoje no Brasil gera um alto custo e tempo envolvido para o resultado. Após uma pesquisa, abaixo estão algumas tecnologias já existentes e outras que poderão existir em um futuro breve, em quatro áreas principais de mudança acelerada: Sensores, Alimentos, Automação e Engenharia.

Sensores
Sensores de ar e solo: Esses sensores permitiriam uma compreensão em tempo real das condições atuais da fazenda, floresta ou corpo d'água. Diante disso, o produtor rural vai ter a previsibilidade e uma possibilidade de um  melhor planejamento durante o ano em suas atividades.
Telemática de equipamentos: Permite que dispositivos mecânicos, como tratores acusam de que uma falha provavelmente ocorrerá em breve
Biometria do gado: Os colares com GPS, RFID e biometria podem identificar e transmitir automaticamente informações vitais sobre o gado em tempo real.
Sensores de cultivo: Em contrapartida ao que acontece hoje, em que prescreve fertilização de campo antes da aplicação, os sensores de cultura de alta resolução informam ao equipamento de aplicação as quantidades corretas necessárias. Sensores óticos ou drones são capazes de identificar a saúde da cultura em todo o campo (por exemplo, usando luz infra-vermelha).
Alimentos
Alimentos geneticamente projetados: A criação de enlatados artificiais de animais e plantas geneticamente projetadas, a fim de atender melhor às necessidades biológicas e fisiológicas, importante ressaltar, que é diferente dos produtos geneticamente modificados.

Carne in vitro: Também conhecida como carne cultivada ou tubérculo, é um produto de carne que nunca fez parte de um animal vivo e completo. Vários projetos de pesquisa atuais estão cultivando carne in vitro experimentalmente, embora nenhuma carne tenha sido produzida para consumo público.
Automação
Robôs Agrícolas: Também conhecidos como agribots, são usados para automatizar processos agrícolas, como colheita, colheita de frutas, aragem, manutenção de solo, capina, plantio, irrigação, etc.
Controle de faixa de taxa variável: Com base nas tecnologias de geolocalização existentes, o futuro controle de faixa poderia economizar em sementes, minerais, fertilizantes e herbicidas. Assim sendo, ao pré-computar o nível e  localização aonde os insumos devem ser usados, e entendendo a produtividade relativa de diferentes áreas do campo, os  tratores ou agribots (Robôs Agrícolas) podem aplicar insumos processualmente a taxas variáveis em todo o campo.
Reprodução seletiva de iteração rápida: A próxima geração de reprodução seletiva em que o resultado final é analisado quantitativamente e as melhorias são sugeridas por algoritmos.
Agricultura de precisão: Manejo agrícola baseado na observação (e na resposta a) variações nas diversas áreas da propriedade rural. Com imagens de satélite e sensores avançados, os agricultores podem otimizar retornos de insumos, preservando recursos em escalas cada vez maiores. O entendimento adicional da variabilidade da cultura, dados meteorológicos por área na propriedade e sensores precisos, devem permitir a melhoria da tomada de decisões automatizadas e técnicas complementares de plantio.

Engenharia
Sistemas ecológicos fechados: Ecossistemas que não dependem da troca de matéria fora do sistema. Esses ecossistemas fechados, teoricamente, transformariam os resíduos em oxigênio, comida e água, a fim de sustentar formas de vida que habitam o sistema. 
Biologia sintética: Usando o conceito da Embrapa, a “Biologia Sintética consiste no uso de bioinformática e técnicas de engenharia genética e bioquímica com o objetivo de desenhar circuitos biológicos modulares, por meio do redirecionamento ou construção de novas rotas metabólicas e a criação de organismos artificiais, visando maximizar o seu funcionamento”. Diante disso, ela inclui a ampla redefinição e expansão da biotecnologia, com os objetivos finais de projetar, construir e remediar sistemas biológicos projetados que processam informações e manipulam produtos químicos, fabricam materiais e estruturas, produzem energia, fornecem alimentos, mantêm e melhoram a saúde humana e Nosso ambiente.

SENAR

Institucional

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar proporciona mudança de atitude do produtor e do trabalhador rural, que se desdobram para garantir alimento de boa qualidade aos brasileiros. Desperta a população do campo com oferta de ações de Formação Profissional Rural, Atividades de Promoção Social, Ensino Técnico de Nível Médio, presencial e a distância, e com um modelo inovador de Assistência Técnica e Gerencial.
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
Criado pela Lei nº 8.315, de 23/12/91, é uma entidade de direito privado, paraestatal, mantida pela classe patronal rural, vinculada à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA e administrada por um Conselho Deliberativo tripartite. Integrante do chamado Sistema S, tem como função cumprir a missão estabelecida pelo seu Conselho Deliberativo, composto por representantes do governo federal e das classes trabalhadora e patronal rural.
O SENAR atende, gratuitamente, milhares de brasileiros do meio rural, todos os anos, contribuindo para sua profissionalização, sua integração na sociedade, melhoria da sua qualidade de vida e para o pleno exercício da cidadania.

As 27 Administrações Regionais promovem cursos e capacitações para desenvolver competências profissionais e sociais em aproximadamente 300 profissões do meio rural. E a Administração Central do SENAR, em Brasília, também tem um portfólio de programas especiais.
Nos últimos anos, a entidade ampliou, significativamente, o seu leque de ofertas educativas de Formação Profissional Rural (FPR), Promoção social (PS) e educação profissional técnica e tem concentrado esforços na busca de novas parcerias para ampliar ainda mais o atendimento das necessidades de formação e qualificação no campo.
Com a enorme capilaridade que tem e por acreditar que pode contribuir ainda mais com a multiplicação do conhecimento, o SENAR criou a metodologia de Assistência Técnica Gerencial (ATeG) com Meritocracia. A produção assistida da entidade auxilia, principalmente, os produtores rurais das classes C, D e E que não têm acesso à assistência técnica e às novas tecnologias.
A agropecuária brasileira tem hoje um nível elevado de sofisticação de suas operações, novas carreiras e novos perfis profissionais. Os requisitos de cada cadeia produtiva – do laboratório de pesquisa até o ponto de venda no supermercado, na feira ou no porto, demandam diversas habilidades e competências.
O SENAR é a escola que tira a tecnologia das prateleiras e leva ao campo, onde há necessidade, e aplica as pesquisas, onde há demanda. Para auxiliar agricultores e pecuaristas na chamada resiliência climática, o SENAR busca novos parceiros internacionais e desenvolve ações, programas e projetos voltados para a sustentabilidade.
Nos últimos 25 anos, o SENAR mudou a história de vida de muita gente do campo. Confira:
Livro de histórias de sucesso do SENAR nos últimos 25 anos

Nota do Blog: Alguém poderia me informar se conhece alguma atuação do SENAR na região central do estado? perguntar não ofende, pelo menos não deveria. 

Como melhorar a genética do rebanho leiteiro em pequenas propriedades


inseminação bovinaA inseminação artificial do rebanho bovino é uma boa alternativa para melhorar a qualidade e a produtividade do rebanho, mas para o sucesso da proposta é preciso que a inseminação seja  adotada juntamente com técnicas de manejo das pastagens e do gado. A tecnologia, muito utilizada por grandes pecuaristas, pode ser adotada mesmo em propriedades de pequeno porte.
A inseminação artificial consiste em colocar, mecanicamente, o sêmen no aparelho reprodutivo da vaca, utilizando um aplicador, durante o período fértil. São escolhidas raças de animais apropriados para o clima tropical; dessa forma, a produção de leite tende a melhorar. De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre, Francisco Aloísio Cavalcante, a vantagem deste método é que o produtor melhora o rebanho dele em um curto espaço de tempo e terá um controle maior das doenças. “Além disso, durante o treinamento para aprender a fazer a inseminação artificial, o produtor rural vai aprender também técnicas importantes sobre o manejo do rebanho”, esclarece.

Em pequenas propriedades, os produtores rurais podem se organizar em grupos ou associações e dividir os custos do treinamento, dos equipamentos e dos sêmens, utilizando o material de forma comunitária. “O produtor rural pode pedir ao Senar para fazer o treinamento na comunidade ou na região, basta solicitar na instituição”, afirma Cavalcante.