segunda-feira, 20 de agosto de 2018

JA COMEÇOU O PRAZO PARA FAZER SEU ITR


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Vem aí a Vaquejada de Angicos.



Algodão

Colheita do algodão é favorecida

Retorno da chuva sobre essas localidades durante a 2ª quinzena de agosto, irá manter os solos com bons níveis de umidade
     
Nesta terça-feira (14), por conta de áreas de instabilidade que continuam sobre a região centro-norte do país, há previsão de que ocorra novas pancadas de chuva sobre as regiões produtoras do oeste da Bahia, Goiás, Mato Grosso - em especial faixa leste, Tocantins, Pará e no Maranhão. Contudo, já a partir de quarta-feira (15), as áreas de instabilidade perdem forças e com isso, a chuva fica ainda mais irregular sobre todas essas localidades. Com isso, a condição fica favorável a realização dos trabalhos de colheita do algodão e não prejudica a qualidade das fibras, cujo ano está sendo excepcional à produtividade do algodão. As médias de produtividade ficam superiores às 320 arrobas por hectares. O mesmo vem ocorrendo nas lavouras de algodão do Mato Grosso, em que também foram registradas pancadas de chuva em diversas áreas produtoras.

Na metade sul do Brasil, a terça será de tempo aberto e sem previsão para chuva. Isso irá permitir que os trabalhos de campo continuem sendo realizados sem grandes transtornos. As temperaturas, por sua vez, continuam com grande amplitude, ou seja, madrugadas com temperaturas mais amenas e ao longo do dia se elevam rapidamente. Apenas no final de semana é que a condição se inverte e a chuva que está sobre a faixa norte do Brasil passará a ficar concentrada sobre a metade sul. Há previsão de que na semana que vem ocorra pancadas de chuva generalizadas sobre as regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais.

Portanto, o retorno da chuva sobre essas localidades durante a 2ª quinzena de agosto, irá manter os solos com bons níveis de umidade e favorecer o desenvolvimento das plantas, mas por outro lado, pode atrapalhar o pleno andamento da colheita do milho, café e da cana-de-açúcar. Entretanto, vale salientar que a chuva, mesmo que de fraca a moderada intensidade sobre as áreas produtoras de café e cana, irá beneficiar o desenvolvimento das plantas e o pegamento da florada do café, que acontece nos próximos dias, por conta da chuva da semana passada.

Para os próximos dias não é previsto quedas bruscas nas temperaturas ao ponto de trazer preocupações aos produtores de trigo no sul do Brasil. Apesar das mínimas ainda se manterem mais baixas, não há riscos para ocorrências de geadas ao longo desta semana. 

Normatização

Mapa vai criar normas para certificação de propriedades livres de Scrapie

Adesão dos criadores será opcional e vai atender exigências de importadores. Consulta pública está aberta por 30 dias
     
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quinta-feira (09), no Diário Oficial da União, a portaria 79, que abre consulta pública por 30 dias à elaboração das normas para Certificação de Estabelecimento de Criação Livre de Scrapie (doença de origem nervosa, que afeta ovinos e caprinos).

A normatização visa atender aos criadores interessados em exportar esses animais, de acordo com informações da Divisão de Sanidade de Ruminantes do Mapa. O pleito foi apresentado em reuniões da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos. A norma foi elaborada em conjunto com grupo de trabalho do Mapa para tratar de doenças de ovinos e caprinos, contando com colaboradores do setor privado e de universidades.

Para que a propriedade obtenha o certificado de estabelecimento de criação livre de Scrapie deve cumprir, pelo período mínimo de sete anos, requisitos, como por exemplo: possuir supervisão técnica de médico veterinário; utilizar sistema de identificação individual permanente de caprinos e ovinos, aprovado pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO), que permita a rastreabilidade dos animais desde o nascimento; dispor de procedimentos e de controle de biosseguridade, de forma a garantir que os caprinos e ovinos não entrem em contato direto ou indireto com animais de condição sanitária inferior.

A certificação será opcional, representando mais uma alternativa de inserção do produto brasileiro em novos mercados. A doença não é frequente no Brasil e a prevalência (número de casos) é baixa, pois o registro mais recente ocorreu em 2016, nos estados de Mato Grosso e no Rio de Janeiro. Atualmente, conforme os dados mais recentes do IBGE (2015), o rebanho ovino brasileiro soma 18.410.551 animais e, o caprino, 9.614.722 cabeças. 

Pronaf

Motocicletas para uso rural entram na linha de crédito Pronaf

É a primeira vez que estes veículos entram na lista de itens financiáveis pelo Pronaf
     
Desde 1º de julho, os produtores inscritos no Programa podem financiar os veículos de duas rodas, com taxas de juro subsidiadas, que variam entre 2,5% a 5,5% ao ano
Comemorado no dia 27 de julho, o Dia do Motociclista teve um sabor especial este ano, principalmente no meio rural. É que as motocas entraram na lista de itens que podem ser financiados por meio do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf – Mais Alimentos), do governo federal. Desde o dia 1º de julho deste ano, os produtores inscritos no Programa podem financiar os veículos de duas rodas, com taxas de juro subsidiadas, que variam entre 2,5% a 5,5% ao ano. Mais, com prazo de até 10 anos e três anos de carência para pagar.

A medida vai ao encontro de uma tendência no campo, que é substituir o uso do cavalo pela motocicleta em algumas atividades. A novidade foi anunciada em maio, com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o governo federal e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e similares (Abraciclo).

De acordo com o diretor-executivo da entidade, José Eduardo Gonçalvez, a expectativa do setor é grande, uma vez que se trata de um nicho de mercado representativo. “Temos informação que são 4 milhões de famílias cadastradas no Programa. Se multiplicar por cinco membros de cada família, são 20 milhões de pessoas. É um potencial muito grande diante de um mercado que vende menos de 1 milhão de motocicletas por ano”, observa.

Segundo o executivo, esta é a primeira vez que estes veículos entram na lista de itens financiáveis pelo Pronaf. “É interessante porque a moto já está presente no campo. Temos acompanhado, nos últimos 10 anos, uma evolução constante da substituição da tração animal pela motocicleta nas atividades agrossilvipastoris”, afirma. 

Os técnicos já conseguem identificar a semente de milho resistente à seca pelas informações genômicas

Milho resistente a secaIsso representa uma grande economia de tempo e dinheiro, pois poupa anos de testes para as avaliações do desempenho em condições de campo. A técnica acelera o processo de melhoramento genético do milho e, consequentemente, aumenta o ganho em produtividade de grãos por unidade de tempo. O trabalho foi realizado pelos Pesquisadores da Embrapa e parceiros que já conseguem avaliar se um híbrido de milho poderá ou não ser resistente à escassez de água baseando-se apenas em informações genômicas. Eles empregaram a chamada “predição genômica”, que utiliza métodos genético-estatísticos, para predizer o desempenho de híbridos de milho ainda não avaliados.
Isso é possível a partir de informações genômicas obtidas por meio de marcadores moleculares que refletem as diferenças entre as sequências de DNA dos diferentes híbridos de milho. Essas informações são capazes de subsidiar a predição do desempenho dos materiais para certas características de interesse agronômico, como a tolerância ao déficit hídrico, por exemplo.

Os resultados do trabalho foram relatados no artigo científico Improving accuracies of genomic predictions for drought tolerance in maize by joint modeling of additive and dominance effects in multi-environment trials, publicado neste ano no periódico Heredity, do grupo Nature. O artigo também foi selecionado para divulgação por meio de uma entrevista no episódio de julho do “Heredity Journal Podcast”. “Essa seleção foi um grande reconhecimento da relevância dos resultados do trabalho e da contribuição da pesquisa da Embrapa para a comunidade científica mundial”, comenta a pesquisadora Isabel Regina Prazeres de Souza, supervisora do Núcleo de Biologia Aplicada da Embrapa Milho e Sorgo (MG).

Aumento dos casos de raiva no RN deixa produtores rurais em alerta no interior

Carlos Poly
Preocupação é devido ao grande aumento no número de casos de raiva registrados em animais em 2018
Produtores rurais estão em alerta sobre os cuidados que devem ter para evitar a transmissão do vírus da raiva para os seus rebanhos no interior do Rio Grande do Norte. A preocupação é devido ao grande aumento no número de casos de raiva registrados em animais em 2018. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) no início desse mês.
De acordo com o relatório da Secretaria, de janeiro a agosto foram notificados 21 casos de raiva no RN, sendo 17 somente em morcegos. A Sesap também identificou o vírus em três raposas e um carneiro nas cidades de São Bento do Trairi, Caicó e Governador Dix-sept Rosado.
Segundo o veterinário Pollastry Diógenes, que atua em Apodi há quase 10 anos, os números mostram uma situação que precisa de atenção, uma vez que o morcego é um grande agente transmissor e possui facilidade para infectar outros animais.
“A raiva pode ser transmitida por vários animais, basta ele estar infectado e morder alguém ou outro animal. Mas a questão do morcego é porque não tem como o produtor impedir que ele morda os animais de uma fazenda, por isso é preciso estar atento e, principalmente, com o rebanho protegido”, destaca Pollastry.
A vacina anual antirrábica é o principal método de prevenção da raiva. Cães e gatos recebem a imunização gratuitamente todos os anos através de campanhas públicas, mas os animais de fazenda como bovinos, caprinos e ovinos acabam ficando desprotegidos se o proprietário não comprar a vacina e mandar aplicar.
“Esses animais de fazenda também devem ser vacinados, mas dificilmente os produtores fazem isso. Agora, com esse aumento no número de casos, muitos estão com medo de perder algum animal para esta doença”, explicou o veterinário.
Nos últimos 13 anos, foram confirmados mais de 350 casos de raiva no RN, inclusive em seres humanos. A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso central, que mata em 99,9% dos casos quando não se busca assistência médica no tempo correto. Ela é causada por um vírus e somente os mamíferos a transmitem.

Processo que aumenta vida-de-prateleira de bioinseticida à base de fungo é a mais nova patente da Embrapa

Irene Santana - Marcos Faria é o inventor da TEV – Tecnologia Embrapa de Vida-de-prateleira
Marcos Faria é o inventor da TEV – Tecnologia Embrapa de Vida-de-prateleira
Metodologia ajudará empresas a aumentar o valor agregado de produtos à base de fungos
Até pouco tempo, uma das grandes dificuldades dos produtores rurais que utilizavam inseticidas biológicos à base de fungos para combater diversos tipos de pragas era a armazenagem desses produtos, que duravam no máximo algumas semanas em galpões destinados ao depósito de agrotóxicos. Uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa em 2010 trouxe a solução para esse problema e, em 15 de maio de 2018, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) reconheceu o caráter inovador da invenção e concedeu a Carta Patente N. PI 1002615-0.
O método “Embalagem em atmosfera modificada para aumento da vida-de-prateleira de fungos” foi batizado de TEV – Tecnologia Embrapa de Vida-de-prateleira pelo seu inventor, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Marcos Rodrigues de Faria. A TEV é resultado do doutorado em Entomologia realizado na Cornell University (EUA) em 2009, sob orientação do Dr. Stephen Wraight, do Serviço de Pesquisa Agropecuária do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos –USDA-ARS.
O desafio proposto por Marcos Faria era aumentar de forma substancial a durabilidade de produtos à base de fungos armazenados a uma temperatura média de 30ºC ou mais, realidade da maioria dos galpões de armazenamento no Brasil, para tornar esse tipo de produto mais comercializável. “Enquanto o prazo de validade dos produtos químicos é medido em anos, o dos biológicos à base de fungos é de meses, às vezes até semanas. Devido à rápida desativação desses produtos durante o armazenamento nas propriedades agrícolas, isso faz com que muitos produtores pensem que o controle biológico não funciona, o que não é verdade”, explica Faria.
Durante as pesquisas para desenvolver a TEV, o pesquisador conseguiu um resultado inédito: manter mais de 80% dos propágulos fúngicos (esporos) ativos após armazenagem de seis meses a uma temperatura média de 40ºC (vide tabela). O mesmo teste, realizado durante 16 meses na mesma temperatura, mostrou que a viabilidade do material ainda era superior a 70%, o que comprovou a eficácia do método de armazenamento desenvolvido pela Embrapa.

Tabela comparativa de tecnologias de armazenamento de fungos

Técnica anterior
TEV/Embrapa
Temperatura
37ºC
40ºC
Esporos ativos
74%
80%
Vida de prateleira
2 meses
6 meses

A metodologia
A TEV - Tecnologia Embrapa de Vida-de-prateleira é um método de embalagem de esporos de fungos entomopatogênicos que consiste na adoção de duas medidas simultaneamente: a secagem do produto a níveis extremamente baixos (abaixo de 0,1 de atividade de água ou, idealmente, entre 0,02 e 0,03) e a redução a níveis muito baixos de oxigênio no interior das embalagens.
Tais condições podem ser alcançadas por meio da colocação de sachês especiais já disponíveis no mercado e que modificam a atmosfera interna das embalagens onde se pretende armazenar o produto. “Com esses níveis de umidade e oxigênio conseguimos reduzir ao máximo a atividade metabólica dos fungos, mantendo a sua viabilidade por longos períodos”, explica Marcos Faria.
A técnica foi desenvolvida para os fungos entomopatogênicos, ou seja, que matam insetos, e testada em vários fungos utilizados no Brasil para controle biológico de insetos-praga. Entre eles, destacam-se: Metarhizium anisopliae, utilizado para o controle da cigarrinha da cana-de-açúcar e que hoje já é aplicado em mais de um milhão de hectares em todo o País e Beauveria bassiana, usado no controle da mosca branca e da broca do café. É aplicável também aos fungos antagonistas, como os do gênero Trichoderma, aplicados em culturas como feijão e soja para o manejo de doenças.
TEV poderá aumentar o mercado para produtos à base de fungos no País
O uso de produtos biológicos à base de fungos para controlar pragas agrícolas tem aumentado significativamente no Brasil. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), atualmente existem 19 agentes microbianos e 82 produtos registrados, sendo 38 produtos à base de fungos entomopatogênicos. Em nível mundial estima-se que existam mais de 200 produtos à base de fungos registrados para controlar insetos.
Segundo Faria, apesar de existir uma tendência de produção on farm de produtos para controle biológico (ou seja, pelos próprios agricultores), a TEV é indicada para empresas tecnificadas de médio e grande porte, uma vez que, para dar certo, exige o uso de embalagens herméticas e sachês especiais.
Algumas empresas privadas recentemente demonstraram interesse na tecnologia, o que comprova a preocupação do setor em melhorar a qualidade dos produtos biológicos. "Esperamos que a TEV possa contribuir para aumentar a qualidade dos produtos biológicos e sua aceitação pelos produtores brasileiros e, assim, colaborar para uma agricultura mais saudável e menos dependente de produtos químicos”, almeja o pesquisador.
Para parcerias:
Empresas interessadas no licenciamento dessa tecnologia podem procurar a equipe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia pelo e-mail: cenargen.sipt@embrapa.br
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia 

sábado, 18 de agosto de 2018

EXPOLAJES acontece de 31 de agosto a 02 de setembro


ATENÇÃO PROPRIETÁRIOS RURAIS


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Glifosato tem risco zero para a saúde, garante Sociedade Rural Brasileira

Em nota, Frederico D’Avila, diretor da entidade, acusa Ministério Público de querer transformar “disparates” em “verdades absolutas”


agrotoxico-herbicida-glifosato-quimico (Foto: Thinkstock)
O glifosato tem risco zero para a saúde e, sem ele, é impossível manter o uso do plantio direto nas lavouras brasileira. É o que afirma a Sociedade Rural Brasileira, por meio de seu diretor Frederico D’Ávila, em nota criticando recente decisão da Justiça que suspende o registro e uso do herbicida no país.
No comunicado, D’Ávila afirma que não há outra ferramenta para substituir o glifosato no plantio direto. E, como referência de segurança do princípio ativo, menciona do Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo dos Estados Unidos responsável pela avaliação de alimentos e medicamentos naquele país.
“A maior conquista e o maior sucesso da agricultura dos trópicos é o plantio direto. Sem o glifosato, é impossível mantermos esta técnica. Não há outra ferramenta para substitui-la, além disso, nada mais é do que um sal de potássio. Inclusive, o glifosato atinge as folhas e não os frutos. Risco zero para a saúde. O governo dos EUA, através do FDA, é muito rigoroso nessa área e jamais avalizaria um produto que fosse nocivo à saúde”, diz o diretor da SRB.
Ele critica o Ministério Público, responsável pela ação que resultou na suspensão do glifosato. Para Frederico D’Ávila, o órgão “procura transformar disparates em verdades absolutas” e o agronegócio brasileiro é “atacado diariamente” por organismos externos e internos.