sexta-feira, 20 de setembro de 2019


Governo propõe inserção da agricultura familiar no Consórcio Nordeste



O Governo do Estado recebeu representantes de agricultores e agricultoras familiares do Rio Grande do Norte e de mais quatro estados do Nordeste integrantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil) nesta quinta-feira (19) para debater ações e a integração da pauta às discussões do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste.
A governadora Fátima Bezerra recebeu um documento com os pedidos dos agricultores e agricultoras, que envolve temas como apoio às cooperativas produtivas, parcerias para desenvolvimento rural e regularização, e propôs a inserção formal da agricultura familiar na pauta dos governadores nordestinos por meio de uma câmara técnica.
“Eu acredito que a criação de uma câmara técnica da agricultura familiar no Consórcio Nordeste, que possa trazer diversas entidades para dentro do fórum, é muito importante. Vamos pautar isso na próxima reunião e encaminhar um encontro dos representantes com a secretaria executiva do Consórcio, que é chefiada por Carlos Gabas. Estamos aqui para reafirmar o compromisso do Governo com a agricultura familiar”, disse a governadora.
A pauta dos agricultores e agricultoras é fruto das discussões do Encontro das Fetraf’s do Nordeste, que foi encerrado em Natal na quinta-feira. A reunião contou com representantes potiguares, de Pernambuco, Ceará, Bahia e Piauí, que também vão levar o documento para os governadores dos respectivos estados.
Coordenadora geral da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Fetraf-RN) e coordenadora da secretaria geral da Contraf Brasil, Josana Lima destacou a importância da integração nordestina. “É necessário se articular enquanto região. E o nosso papel enquanto entidade é destacar que a agricultura familiar não é só a produção do feijão, mas também representa saúde para o povo, por isso a importância”, afirmou a coordenadora da entidade que representa cerca de 100 mil agricultores e agricultoras potiguares.
Ainda durante a reunião realizada no auditório da Governadoria, a chefe do Executivo potiguar relatou as ações da gestão estadual para estimular o desenvolvimento da agricultura familiar, ao lado dos secretários de Estado Alexandre Lima (Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar) e Íris Oliveira (Trabalho, Habitação e Assistência Social) e do diretor geral do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater-RN), César Oliveira.
A governadora pontuou medidas como a criação do Programa Estadual de Compras da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes), a reformulação do Programa do Leite Potiguar e a instalação do Comitê Estadual de Resolução de Conflitos Fundiários. “Estamos trabalhando na regulamentação do Pecafes para levar R$ 20 milhões em investimentos para os agricultores rurais, e implementando mudanças na compra de leite também de olho no agricultor familiar”, finalizou Fátima Bezerra.
A lei de criação do Pecafes foi sancionada em julho, determinando a reserva de pelo menos 30% das compras diretas e indiretas do Governo para a produção advinda da agricultura familiar

Milhares de mulheres serão beneficiadas com o projeto “Mulheres do Semiárido”



Mais uma grande conquista para a agricultura familiar e especialmente para as mulheres agricultoras. Foi lançado na noite desta quarta-feira (18) o projeto “Mulheres do semiárido: água para produção, economia solidária para comercialização”, no qual serão investido cerca de R$ 1 milhão e 17 mil mulheres oriundas de 11 municípios  serão beneficiadas. A iniciativa é fruto de um convênio entre Centro Feminista 8 de março (CF8), em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB).
Presente à solenidade, a governadora Fátima Bezerra destacou a importância do projeto na transformação social das mulheres do campo.  “Estamos falando de um programa que se insere nas novas tecnologias sociais e sustentáveis, por meio do reuso de água e principalmente que garante cidadania, dignidade e autonomia financeira para as mulheres do semiárido”, ressaltou.
O projeto trabalha da produção à venda e é voltado especificamente para o público feminino. Serão instalados 30 quintais produtivos que utilizam a técnica do reuso da água, irrigação e venda, via redes de comercialização solidárias. “A ação vai oferecer a infraestrutura necessária para produzir, garantindo água que é uma das maiores dificuldades para quem produz em região de clima seco. É um projeto que promove a transformação da vida da mulher do campo, garantido a possibilidade real de autonomia financeira, fundamental àquelas que vivem em situação de violência”, explica Conceição Dantas, coordenadora do CF8.
Tatiana Muniz, agricultora do município de Tibau, falou com emoção sobre a expectativa de ver o projeto em funcionamento. “Ver chegar uma tecnologia como esta no nosso quintal modifica totalmente a nossa vida e da nossa família. Vai reaproveitar a água que era rejeito e não servia para nada, vai conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da água e é transformação da vida das mulheres do interior”, disse.
Serão beneficiadas agricultoras dos municípios de Mossoró, Tibau, Assu, Apodi, Caraúbas, Governador Dix-Sept Rosado, Upanema, Ceará-Mirim, Macaíba e Natal. “Este projeto dialoga diretamente com a nossa política de Governo, que busca valorizar e melhorar a vida da mulher e do homem do campo. As associações, sindicatos e movimentos de mulheres trabalharão coletivamente na adesão ao projeto. O Governo apoia a iniciativa, inclusive no processo de comercialização”, enfatizou Alexandre Lima, secretário  de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf).  

Com a reformulação do Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP, o Governo do RN vai investir mais de R$ 8 milhões nos próximos quatro anos, para que mais de 500 mulheres do semiárido possam utilizar a tecnologia do reuso de água e na comercialização dos seus produtos

MANDIOCA

Demanda enfraquecida da mandioca pressiona cotações

Os preços da mandioca recuaram na semana passada
     
Os preços da mandioca recuaram na semana passada, de acordo com informações do Cepea. Parte das empresas limitou a moagem nesta semana, devido à fraca demanda industrial – algumas até interromperam o processamento, diante dos atuais níveis de estoques, que são considerados altos.

Entre 9 e 13 de setembro, a média a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 295,90 (R$ 0,5146 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), baixa de 1,7% em comparação com o preço médio da semana anterior. Em quatro semanas, também segundo dados do Cepea, a queda é de 4,5%.  

MERCADO FÍSICO

China compra do Brasil e levanta preços

Além da volta da China, também o dólar subiu forte, cerca de 1,50% nesta quinta-feira, além de Chicago
     
Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quinta-feira (19.09) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação subindo 0,15%, para a média nacional de R$ 85,50/saca. Isso reduziu as perdas acumuladas do mês para 3,41%, contra 3,56% do dia anterior.

“Com a volta da China a comprar do Brasil os preços da soja voltaram a subir. Além da volta da China, também o dólar subiu forte, cerca de 1,50% nesta quinta-feira e Chicago subiu 0,70%, impulsionando a alta nos valores oferecidos pelos compradores nos portos brasileiros”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco.
No mercado físico os preços atingiram R$ 87,00/saca para 21 de novembro contra R$ 85,00/saca, do dia anterior, em Rio Grande. Já no mercado interno o preço subiu mais, cerca de 0,47%, para a média de R$ 79,69/saca, contra R$ 79,32/saca do dia anterior. Com isto o acumulado do mês de setembro no interior reduziu as perdas para 3,82% (3,57%). No mercado físico doméstico o preço em Passo Fundo subiu para R$ 81,40/saca, contra R$ 81,00/saca do dia anterior.

“A China se afastou de novo dos EUA e voltou a comprar na América do Sul. Ontem foram dois cargos na Argentina (se bem que para safra nova), mas hoje foram 6 cargos do Brasil, para embarques agora, de soja disponível, com prêmios a +210X (5 cargos) e 1 cargo a +186X. Isto confirma a informação que a T&F transmitiu no início da semana de que os chineses estavam se distanciando dos EUA e voltando a focar na América do Sul”, explica Pacheco
Com isso os prêmios FOB da soja brasileira, embora tenham permanecido inalterados para Outubro, subiram 25 cents para Novembro. Já os prêmios de safra nova recuaram bastante, pressionados pelas vendas a prêmios negativos, feitas pela Argentina, anteontem. “Diante disso, os compradores reduziram os prêmios brasileiros em cerca de 5cents para fevereiro, 10 cents para março, 8 cents para abril, 5 cents para maio e 3 para junho e julho, embora os mantendo positivos”, conclui Pacheco. 


Governo do RN busca o fortalecimento da cadeia produtiva do leite


Com o propósito de fortalecer e dinamizar economicamente a cadeia produtiva do leite, o Governo do RN busca junto ao Governo Federal aumentar o valor por litro de leite pago, mediante o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Leite), equalizando o valor ao praticado pelo Programa Estadual do Leite (PLP) que hoje é R$ 1,38. O Rio Grande do Norte é o único estado da federação que possui um programa próprio do leite.
Em audiência realizada na tarde desta quinta-feira (19), o deputado George Soares, líder do Governo e comitiva formada por 11 produtores de leite, apresentaram à governadora Fátima Bezerra o desejo de que os valores praticados em ambos os programas sejam equalizados.
No programa federal (executado pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural - Emater) são pagos R$ 1,23 ao produtor e R$ 0,84 ao laticínio, enquanto no PLP (executado pela Secretaria do Estado do Trabalho da Habitação e da Assistência Social - Sethas) são pagos R$ 1,38 ao produtor e 0,78 ao laticínio. Entretanto há uma resolução (075/2016) na qual está estabelecido que nenhum estado pode pagar acima de 10% do valor majorado pelo Programa PAA Leite, hoje R$ 1,12, o Rio Grande do Norte paga atualmente R$ 1,23. O Governo do RN enviou ofício ao Ministério da Cidadania solicitando autorização para praticar um valor superior ao estabelecido em lei.
A governadora expressou aos produtores todo o esforço e compromisso da gestão para com os produtores. “Estamos desenvolvendo diversas ações com o propósito de ampliar e modernizar a cadeia produtiva do leite e laticínios, com o foco no desenvolvimento rural e na segurança alimentar”, pontuou.

Anualmente o Governo do RN investe R$ 49 milhões com recursos próprios no setor, nenhum estado da federação onde o Governo Federal atua com o Programa PAA Leite comercializa valores acima de R$1,23. “A governadora reconhece e valoriza a cadeia produtiva do leite para a economia do Estado, especialmente o papel social que os programas do leite representam”, disse César Oliveira (Emater).
Os programas visam promover a agricultura familiar, a agropecuária e a política de assistência social do Estado através do fomento à cadeia produtiva do leite bovino; aquisição de leite in natura; prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER e doação de leite pasteurizado às instituições socioassistenciais para manipulação nas refeições.

A escolha da semente do milho hibrido é importante para a melhor produtividade do plantio

sementes de milhoChegou a hora em que os produtores brasileiros de milho precisam se preparar para o desafio de aumentar a produtividade na próxima safra, no ciclo 2019/2020. Assim, o agricultor deve estar atento a uma das principais decisões a serem tomadas ainda no planejamento da safra ou safrinha: a escolha do ciclo do híbrido que irá plantar.
O ciclo de um híbrido é definido pelo número de dias entre a germinação e a maturação fisiológica da planta. Com isso em mente, o agricultor pode ajustar essa escolha à sua realidade e se beneficiar com as características dos híbridos. Em safras onde a janela de plantio está adequada, a escolha por um híbrido precoce pode resultar em um maior potencial produtivo e sanidade. Uma sugestão é o DKB 363 PRO3®, para a safra Norte. O híbrido apresenta estabilidade e elevado potencial produtivo em diversos ambientes de produção para os quais é recomendado. Além disso, proporciona segurança por ser tolerante ao complexo de enfezamento e à mancha-branca, principais doenças da região tropical do Brasil.
Já o agricultor que se planejou para plantar uma cultura subsequente, como feijão ou trigo, pode encontrar nos híbridos hiper e superprecoces características importantes para este tipo de plantio, permitindo que sejam feitas até três safras no ano, especialmente em áreas irrigadas. “O Brasil nos dá condições para fazer mais de uma safra por ano e o produtor deve tirar proveito disso.

Outra opção da marca é o DKB 230 PRO3®, um híbrido de ciclo hiperprecoce para a safra Sul. Conhecidopelo produtor por seu potencial produtivo, ele apresenta boa estabilidade, sanidade foliar e responde conforme o ambiente de produção

STTR E INSS ANGICOS

Sttr de angicos se reuniu mais uma vez com gerente do INSS DE ANGICOS Iziofran L Silva Luiz, para tratarmos de mais esclarecimentos com a nova AUTODECLARACAO DO TRABALHADOR RURAL, como também sobre o CNIS RURAL E DECLARAÇÃO DE APTIDÃO AO PRONAF.
Digo a todos os agricultores familiares de que diante destas reuniões que estamos tendo com inss, sendo discutido novas regras, novas leis, precisamos mobilizar a agricultura familiar ou seja os segurados especiais para façam suas DAPs, CADASTRO ÚNICO e todos os cadastros que possam fazem perante aos órgãos públicos, pois são esses órgãos que podem fazer a diferença quando o sindicato juntar seu processo para o INSS, e a partir de 2023, os agricultores familiares precisam estar inscritos no CNIS RURAL, e quem vai dar este apoio total para os agricultores familiares é o SINDICATO, pois é o órgão que pode ajudar e defender seus direitos junto a qualquer órgão neste país, precisamos ficar atentos e junto do sindicatos dos trabalhadores rurais para que possamos assegurar um processo com mais qualidade para quando for encaminhar processo para o INSS.
Em angicos já estamos mobilizando nossos agricultores familiares, pq a situação daqui pra frente, não vai ser fácil.
Desde já agradeço mais uma vez a parceria do companheiro IZIOFRAN, pelo sempre esclarecimentos que fazem com nós de angicos e da região central.

Cultivar de capim-elefante rende 30% a mais e é adotada em todas as regiões do País

Marcos Lafalce - Versátil, capim pode ser usado no cocho ou na forma de silagem
Versátil, capim pode ser usado no cocho ou na forma de silagem
Menos de três anos após seu lançamento, em outubro de 2016, a cultivar de capim-elefante BRS Capiaçu já é cultivada em todas as regiões brasileiras e está na mira de países vizinhos da América Latina. A variedade desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite (MG) é versátil, pode ser usada no cocho ou na forma de silagem, e seu rendimento é 30% superior ao de outras cultivares disponíveis no mercado, gerando cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare ao ano.
A alta produtividade da nova cultivar faz jus ao nome: “Capiaçu”, que em tupi-guarani, significa “capim grande”, podendo chegar a cinco metros de altura. Para o pesquisador Francisco Lédo, que participou do desenvolvimento da nova cultivar, “a BRS Capiaçu é o maior lançamento da história do programa de melhoramento de capim-elefante da Embrapa”. Ele destaca o fato de ela poder ser utilizada para silagem a um baixo custo.

O que é a cultivar BRS Capiaçu?

  •  É um clone de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) de propagação vegetativa. Apresenta porte alto e se destaca pela alta produtividade e pelo valor nutritivo da forragem, quando comparada a outras cultivares de capim-elefante.
  • Caracteriza-se por apresentar touceiras densas e colmos eretos (facilitando a colheita mecânica), folhas longas, largas e de cor verde. Possui boa tolerância ao estresse hídrico, mas é susceptível às cigarrinhas das pastagens.
  • É recomendada para cultivo de capineiras, visando a suplementação volumosa na forma de silagem ou picado verde.
  • Devido ao seu elevado potencial de produção, que chega a 50 t de matéria seca por hectare por ano, pode também ser utilizada para a produção de biomassa energética.
  • Lançada no final de 2016, com a disponibilização das primeiras mudas aos interessados em 2017, a cultivar despertou enorme interesse dos produtores de todo o Brasil.
  • A tecnologia BRS Capiaçu é voltada a todos os produtores de leite ou de carne, que façam uso de volumoso conservado em forma de silagem ou fornecido fresco. Também está sendo empregada na criação de equinos.
Além disso, se adapta aos diferentes tipos de solo e tolera as variações climáticas, diminuindo os riscos na alimentação do rebanho. “A BRS Capiaçu é bastante eficiente no uso da água e é tolerante a veranicos”, diz Lédo. Essas características favorecem sua adoção em diferentes regiões do País.
Por enquanto, a cultivar foi registrada no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) apenas para uso no bioma Mata Atlântica. No entanto, há produtores utilizando o capim próximo aos biomas Caatinga, Amazônia e, principalmente, Cerrado.
O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, informa que já estão em andamento os ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU) para que seja recomendada também para uso no Cerrado. “Há ainda demanda para que o capim seja implantado em outros países da América Latina, com estudos avançados na República Dominicana”, revela Carvalho.
“A alta capacidade de produção de biomassa é o principal diferencial, no meu ponto de vista”, observa o pesquisador da Embrapa Antônio Vander Pereira, que coordenou o desenvolvimento da BRS Capiaçu. Pereira ressalta também o elevado teor de proteína da gramínea (veja tabela abaixo).

Utilizado para cultivo de capineiras e fornecido como picado verde, o capim apresenta maior valor nutritivo, conforme explica Mirton Morenz, outro pesquisador da instituição. “Cortado aos cinquenta dias, pode chegar a 10% de proteína bruta. Mas para a produção de silagem, é preciso que o material seja cortado com idade entre 90 e 100 dias, o que implica redução dos teores de proteína para aproximadamente 6%” (veja tabela ao lado). “Embora apresente menor valor nutritivo quando comparada à silagem de milho, a silagem da BRS Capiaçu é de baixo custo, sendo uma alternativa para a alimentação do rebanho leiteiro”, analisa Morenz.

A palavra de quem usa

Há no WhatsApp um grupo de produtores que trocam informações sobre a cultivar. São 256 inscritos, número máximo permitido pelo aplicativo. Wellington José Brandão, um dos administradores do grupo, diz que há produtores do Rio Grande do Sul a Rondônia participando, e tem sempre gente querendo entrar nas discussões. Brandão, junto com a esposa, Dayane Savagin, possui uma propriedade de cinco hectares em Sengés, cidade paranaense próximo a Castro (PR), município que mais produz leite no Brasil.
Entre vacas secas e em lactação, o rebanho de Brandão é formado por 56 animais em regime de confinamento, que produzem uma média de 500 litros de leite por dia. Os gastos com a alimentação do rebanho giram em torno de R$ 30 mil por ano. Segundo ele, com as altas e baixas no preço do leite, fica difícil alimentar as vacas com silagem de milho.
Para contornar o problema, pretende cultivar a BRS Capiaçu e fornecer como verde picado e na forma de silagem. “Confiamos tanto na produção de leite que minha esposa abriu mão de trabalhar como farmacêutica para me ajudar na propriedade”, diz Brandão, que já encomendou as primeiras mudas da nova cultivar.
Victor Hugo Ventura tem uma propriedade em Santo Antônio do Aventureiro (MG). O relevo bastante irregular da região de montanhas, com várzeas encharcadas, dificultava a cultura do milho. Ventura, que começou na atividade há cerca de 15 anos, tinha poucas vacas (16) e picava capim todos os dias para tratar do rebanho. Antes de utilizar a BRS Capiaçu, ele testou algumas alternativas para aumentar a produção. Investiu em piquete rotacionado e comprou vacas. Mas o piquete, com cana-de-açúcar e ureia, não era suficiente e ele sempre tinha que comprar silagem de milho para inteirar a alimentação do rebanho. Chegou a melhorar os resultados da propriedade produzindo o capim-elefante Cameron, com o qual também fazia silagem.
Recentemente, Ventura deu uma guinada no projeto inicial, investindo em compost barn (veja aqui) e adotando a BRS Capiaçu. Hoje, possui 120 vacas em lactação (98 delas no compost barn) produzindo, cada uma delas, uma média de 30 litros de leite por dia em três ordenhas. Várias vacas do seu primeiro lote chegam a produzir 50 litros diários de leite. “Essa história de que silagem de capim é para vacas de pequena produção é folclore”, afirma Ventura. O projeto dele para o ano que vem é ter 200 vacas em lactação, produzindo seis mil litros de leite diários (500 litros/hectare/dia). Para sustentar essa produção, serão cultivados doze hectares de BRS Capiaçu.
Segundo Ventura, a produção por hectare de milho gira em torno de 80 toneladas por ano. Com o capim Cameron, a produção sobe para 180 toneladas anuais. “Já, com a BRS Capiaçu, é possível colher 280 toneladas a cada ano”, comemora. O custo do plantio é de R$ 3 mil por hectare e, quando bem manejada, a lavoura chega a durar cerca de 15 anos.
A receita de Ventura para a silagem de Capiaçu:
- O ponto de corte do capim, grande responsável pela conversão da silagem em leite, é entre 90 e 100 dias.
- No preparo da silagem, são adicionados 8% de fubá. Ventura explica: “A silagem de capim costuma ser mais úmida e o fubá contribui para reduzir essa umidade; além disso, o fubá entra na dieta como ‘grão úmido’, melhorando a qualidade da forragem”.
- Deve ser usado inoculante para evitar a proliferação de bactérias e o material precisa ser muito bem compactado no silo.
Foto: Marcos Lafalce
 

Como adquirir mudas da BRS Capiaçu

Há pessoas não autorizadas que utilizam a internet para vender mudas piratas da BRS Capiaçu e o produtor corre o risco de comprar capim de qualidade inferior. A Embrapa só garante a procedência do produto quando adquirido de viveiristas credenciados. São sete os viveiristas autorizados a comercializar a cultivar no Brasil. Veja onde eles estão e o telefone para contato:
- ES – Água Doce do Norte: (27) 9-9605-8500
- MG – Lavras (Promudas): (35) 9-9817-0001/ Pará de Minas (Agromudas): (37) 9-9997-6652 / Teófilo Otoni (AGS): (33): 9-9110-0172
- RS – Santa Cruz do Sul (Afubra): (51) 9-9812-4641
- SP – São José dos Campos (Mater Genética): (12) 9-8820-6224 /  Vargem Grande do Sul (Recando da Prainha): (19) 9-9267-0498

Tecnologia democrática

O pesquisador Antonio Vander Pereira explica que o custo elevado da silagem de milho é o que a torna inacessível a muitos produtores. Por outro lado, o custo viável da BRS Capiaçu a faz atender grandes e pequenos produtores. “Podemos dizer que acertamos em cheio com a cutivar que é, no mínimo, 30% mais produtiva do que as outras variedades e a chave do seu sucesso é a versatilidade”, afirma Pereira.
Mas esse sucesso tem cobrado um preço: a pirataria. Por ser de propagação vegetativa (reprodução assexuada feita por meio do plantio de pequenas estacas do caule da planta), o produto tem sido pirateado com facilidade. Viveiristas não cadastrados pela Embrapa têm anunciado o produto em sites de vendas online. “Em condições assim, não há certeza de que o comprador está adquirindo o produto correto”, adverte o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho. Ele ratifica que a Embrapa só garante a procedência do produto por viveiristas credenciados. Veja no quadro abaixo no fim deste texto a relação dos viveiristas credenciados pela Embrapa.

  
Embrapa Gado de Leite 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

VEM AÍ A GRANDE VAQUEJADA DE ANGICOS

No Parque São José em Angicos.
Criação do saudoso Jaime Batista.

 Como tratar uma picada de abelha com segurança

É muito importante saber o que deve ser feito em caso de uma picada de abelha.

Você já foi picado por uma abelha?
Além de muito dolorida, a picada de abelha pode ser mortal.
Isso se você for alérgico ao veneno do inseto. 

 E é bom ficar alerta: se você já teve reações alérgicas a picadas de abelha no passado, é sinal de que você tem uma chance maior de ter uma possível anafilaxia, uma reação alérgica grave que pode matar em minutos.
Neste artigo, vamos mostrar como tratar uma picada de abelha com segurança:

 Retire o ferrão

Quando a abelha pica alguém, ela deixa na pele o ferrão. 
Quanto mais tempo o ferrão de uma abelha permanece na pele, mais veneno pode liberar e mais doloroso é para quem foi picado.   
Você pode remover os ferrões com os dedos, com uma pinça, ou da maneira que puder. 
A verdade é que a rapidez com que você tira o ferrão é muito mais importante do que como você o faz. 

Trate reações locais

Mesmo se não for alérgico a picadas de abelhas, você provavelmente terá uma reação local à picada. 
Vermelhidão, inchaço, coceira e dor são alguns dos sintomas mais comuns.   
Neste caso:
Use uma bolsa de gelo para reduzir o inchaço no local (cuidado para o gelo não queimar a apele).
Se não aguentar, use um anti-histamínico como a difenidramina (Benadryl) para reduzir o inchaço e a coceira.
Para a dor, tome ibuprofeno ou Tylenol (acetaminofeno).
Mas antes consulte um médico.

Reconheça uma emergência

Observe atentamente a pessoa que foi picada por uma abelha. 
Os sinais e sintomas de alergia ou anafilaxia grave incluem:
  • Comichão em locais que não sejam o local da picada
  • Vermelhidão que não seja no local da picada
  • Arritmia (aumento dos batimentos cardíacos)
  • Inchaço da boca, olhos e nariz
  • Falta de ar
Se perceber a presença de um desses sintomas ou mais, ligue imediatamente para a emergência  da sua cidade.
  

Kuwait abre mercado para mel do Brasil

Oriente Médio

Anúncio foi feito pela ministra Tereza Cristina, que está no país. A autorização era aguardada desde 2016

 

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou nesta quarta-feira (18) a abertura do mercado do Kuwait para o mel do Brasil. Desde 2016, era aguardada a autorização pelo país árabe.
Segundo a ministra, a certificação sanitária foi concluída pelo governo do Kuwait. “O Brasil pode exportar mel imediatamente”, disse em entrevista a jornalistas locais.  
No primeiro dia de compromissos no país, a ministra reuniu-se com a diretora do Comitê Supremo da Autoridade Pública para Segurança Alimentar, Reem Al Fulaij, e o diretor-geral da Autoridade Pública para Agricultura e Pesca, xeique Mohammed Al Sabah.
Tereza Cristina e diretora-geral de Segurança Alimentar do Kuwait
Ministra Tereza Cristina,  a diretora do Comitê Supremo da Autoridade Pública para Segurança Alimentar, Reem Al Fulaij, e o diretor-geral da Autoridade Pública para Agricultura e Pesca, xeique Mohammed Al Sabah. Divulgação/Mapa
Nas reuniões, a ministra debateu sobre nova emissão de certificados de exportação e cooperação técnica na área de pesca e aquicultura. Tereza Cristina destacou que a Embrapa pode contribuir nesta missão, pois já detém dois centros de pesquisa e criação de peixes em cativeiro.
Participaram das reuniões técnicas o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Orlando Ribeiro; o embaixador do Brasil no Kuwait, Norton de Andrade Mello Rapesta, e o adido agrícola Marcel Moreira. 
Tereza Cristina fez uma visita de cortesia ao diretor-geral do Fundo Kuwaitiano para o Desenvolvimento Econômico Árabe, Abdulwahab Al Bader. Ela conversou sobre a possibilidade de o fundo investir cerca de US$ 50 milhões em projetos do AgroNordeste, programa a ser lançado que tem o objetivo de alavancar a produção agropecuária no semiárido, gerar renda para pequenos produtores e a inclusão deles no sistema produtivo e de crédito nacional.
A ministra explicou que a ideia é o fundo emprestar os recursos, a juros adequados, para projetos, como de irrigação e energia solar. “Poderemos fazer um programa mais robusto para pequenos produtores do Nordeste brasileiro”, destacou.
Comércio bilateral
A carne de frango (in natura) é o produto agropecuário brasileiro mais comprado pelo Kuwait. Em 2018, foram importadas 122.945 toneladas, o equivalente a US$ 185,7 milhões de dólares. Em seguida, aparecem milho, suco de laranja, café solúvel, farelo de soja, café verde, carne de frango (industrializada), carne de pato (in natura), castanha de caju e carne de peru (in natura).
No ano passado, as exportações agropecuárias para o Kuwait totalizaram US$ 209,4 milhões, o equivalente a 215.463 toneladas. Não há registros de importações de produtos do país árabe.

SAFRA

Safra de milho do Brasil estimada em recorde, na torcida por chuvas para soja

A condição seca neste momento inicial não chega a ser, em geral, um problema para a produção da oleaginosa
     
Apesar de um início mais lento no plantio de soja neste ano no Brasil por conta do tempo seco, a safra de milho 2019/20 do país foi estimada em novo recorde acima de 100 milhões de toneladas, com um aumento de 3,4% na área plantada, de acordo com analistas consultados pela Reuters para uma pesquisa.

A condição seca neste momento inicial não chega a ser, em geral, um problema para a produção da oleaginosa ou do milho de verão do país. Mas o quanto antes o plantio ocorrer, melhor para segunda e maior safra do cereal, plantado após a oleaginosa, por questões climáticas.
A sondagem com nove especialistas aponta uma safra total de milho do Brasil, segundo exportador global do grão, em 102,30 milhões de toneladas, aumento de 2,3% ante o recorde visto em 2018/19, quando o cultivo de milho foi favorecido pela soja mais adiantada na maioria das regiões.

A média projetada para a produção de milho do Brasil é quase a mesma estimada em pesquisa semelhante realizada no início de agosto (101,9 milhões de toneladas), apesar de as previsões climáticas indicarem que os maiores volumes de chuvas serão registrados somente ao final do mês, garantindo finalmente melhores condições para o plantio de grãos.
“(...) O milho safrinha para o Centro-Oeste do Brasil deve ser semeado até 5 de março para evitar grandes riscos com a falta de chuvas ao longo de seu desenvolvimento”, disse o diretor da consultoria Arc Mercosul, Matheus Pereira.
Dessa forma, ele acrescentou que não seria recomendável que a principal região produtora de grãos do Brasil plantasse soja após 15 de novembro, para haver tempo de uma boa subsequente safra de milho, com janela favorável de chuvas em 2020.
No que diz respeito à situação de mercado, há “incentivo” para aumento da área, principalmente do milho da segunda safra, disse o analista de Agricultura da Refinitiv José Clavijo Michelangeli.
“A seca prolongada tem sido uma preocupação para os plantios de soja, o que impacta a área do milho da segunda safra no Centro-Oeste e no Paraná. Mas as chuvas previstas para o final de setembro podem permitir que a semeadura continue quase normal”, destacou.

Segundo ele, as previsões climáticas entre setembro e novembro e entre dezembro e fevereiro apontam condições “mistas” para o milho, mas “em geral favoráveis”.
De acordo com dados da Refinitiv, no curto prazo as principais regiões produtoras de grãos do Brasil, no Sul e no Centro-Oeste, começam a acumular maiores volumes a partir do final da semana que vem.
A maior parte das regiões de Mato Grosso, maior produtor de grãos do Brasil, só deve ver chuvas, ainda que em volume reduzido, a partir do dias 25 e 26 de setembro. No Paraná, as precipitações serão escassas também ao longo da próxima semana.
Mas a maior parte dessas regiões deve fechar o mês de setembro com déficit de umidade, especialmente o Sul do Brasil, com algumas áreas registrando um desvio negativo de 30 a até 70 milímetros de chuva.
O norte de Mato Grosso verá déficit de 20 a 25 mm, enquanto no sul de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e sudeste de Mato Grosso a situação tende a ser menos crítica, segundo dados da Refinitiv.
CONDIÇÃO DE MERCADO
Para se consolidar o aumento de área de milho, especialmente na segunda safra, será necessário acompanhar a evolução do plantio da soja nos próximos meses, notou o analista sênior do Rabobank Brasil, Victor Ikeda.
Mas ele vê boas condições de mercado para o cereal para a expansão de área.
“Em função das altas nos preços —pela taxa de câmbio e movimentos internacionais em Chicago entre maio e julho, quando as cotações estiveram em alta pelas incertezas dos impactos do clima na safra americana—, o ritmo de comercialização da safrinha 2020 está mais acelerado que em anos anteriores”, disse.
“Isso sugere que a área pode apresentar incremento significativo no próximo ano”, adicionou.
“Soma-se a isso as novas unidades de produção de etanol de milho no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, que têm resultado em demanda (antes limitada) para o próximo ano.”