segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Santana do Matos: Ex Prefeito Oswaldo Gomes de Assunção Morre aos 96 anos


Santana do Matos perdeu um ex-prefeito na manhã deste sábado (03). Oswaldo Gomes de Assunção tinha 96 anos.
 Oswaldo Gomes foi prefeito de Santana do Matos na década de setenta, ele era pai dos Vereador José Antônio e Zé Aírton, vice prefeito eleito da cidade Bodó. O seu sepultamento aconteceu na amanhã deste domingo 04-12  às 9:hs  no Distrito de São José da Passagem, município de Santana do Matos.

F. Damião
Nota do Blog
Este blogueiro sentiu profundamente a partida de Osvaldo Gomes. Homem probo, dedicou a sua vida a família e a sua querida Santana. Meus sentimentos a família enlutada.

Agrava-se a crise hídrica no Rio Grande do Norte e Paraíba

Barragem Mãe D'Água, Paraíba (www2.ana.gov.br)
Barragem Mãe DÁGUA na Paraíba
A realidade hídrica do Rio Grande do Norte é cada vez mais crítica, com os estoques d’água nos açudes diminuindo a cada dia. Um levantamento feito pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) nos reservatórios da Bacia Hidrográfica Piancó-Piranhas-Açu revela que dos 18 existentes, 10 estão com menos de 3% da capacidade total e alguns totalmente secos. Dos 8 restantes, apenas 4 estão com volume acima de 15% da capacidade total.
Os 8 reservatórios estão assim: Dourado, com capacidade de 10.321.000 metros cúbicos, tem 30,64% do total; Pataxó, com capacidade de 15.017.000 metros cúbicos, tem 23,03% do total; Caldeirão, de Parelhas, com capacidade de 9.230.000 metros cúbicos, tem 16,77% do total; Armando Ribeiro Gonçalves, com capacidade de 2.400.000.000 de metros cúbicos, tem 16,08% do total; Boqueirão, de Parelhas, com capacidade de 84.792.000 metros cúbicos, tem 14,41% do total; Mandubim, com capacidade de 76.349.000 metros cúbicos, tem 8,82% do total; Zangarelhas, de Jardim do Seridó, com capacidade de 7.916.000 metros cúbicos, tem 7,71% do total; e o Sabugi, de São João do Sabugi, com capacidade de 65.334 metros cúbicos, tem 6,06% do total.
Na Paraíba, a barragem Mãe D’Água, que libera água para a Bacia do Piancó-Piranhas-Açu, está com apenas 40 milhões de metros cúbicos. A água liberada por esta barragem é responsável pelo abastecimento de uma população de 400 mil pessoas da Paraíba e Rio Grande do Norte. Nessa situação crítica, a legislação brasileira só permite o uso da água para abastecimento das cidades e para matar a sede dos animais, sendo proibida a captação de água para irrigação e outras atividades produtivas. Mesmo assim, muitos proprietários foram flagrado captando água para uso irregular, conforme constatou a Agência Nacional de Águas (ANA) e outros órgãos fiscalizadores.

“Entre 21 e 26 de novembro, a Agência Nacional de Águas (ANA) realizou uma campanha de fiscalização na bacia do rio Piranhas-Açu, em parceria com o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN), a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) e a Polícia Militar. No total, foram apreendidas 29 bombas para captação de água para irrigação e foram lavrados nove autos de infração para novos usuários que foram flagrados com captações irregulares. Também foram removidos cacimbões ou barreiros, que retinham a água na região, e houve o fechamento de canais irregulares que desviavam água do rio Piranhas-Açu do seu curso”, publicou a agência, no site da instituição (http://www2.ana.gov.br/).

Curso sobre o CAR tem 5 mil vagas


Arquivo MMA
Gestão territorial: capacitação
Inscrições abrem nesta sexta-feira (2/12) e são gratuitas. Capacitação será na modalidade a distância, com início em 12 de dezembro.


Nesta sexta-feira (2/12), abrem as inscrições para o primeiro curso do projeto de capacitação em gestão territorial rural, na modalidade a distância, oferecido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). São cinco mil vagas gratuitas, na opção de estudo de curso livre, para facilitadores que atuarão na inscrição de imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR), com prioridade para aqueles que farão cadastro de agricultores familiares.
Segundo o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o CAR deve ser visto como instrumento de gestão “que auxilie na regularização ambiental e no melhor aproveitamento da terra, de forma que a produção agropecuária possa expandir-se sem necessidade de avançar suas fronteiras”.
Embora o prazo limite para inscrição no sistema seja dezembro de 2017, 99% da área passível de cadastro já está no Sistema do CAR. “Estamos entrando, de forma firme, no pós-CAR”, afirmou o ministro nesta semana, durante lançamento de ações para a economia florestal. Entre as novidades, Sarney Filho anunciou que os dados do CAR estão sendo disponibilizados para a sociedade.
O percentual restante (1%) corresponde principalmente a agricultores familiares, pequenos proprietários e povos e comunidades tradicionais, que necessitam de auxilio para realizar o cadastro no SiCAR. A seleção dos candidatos para a capacitação dará preferência aos participantes com maior capacidade de multiplicação do conhecimento.
As inscrições ficam abertas até 9 de dezembro e podem ser feitas pela internet. O início do curso está previsto para o dia 12 de dezembro, com duração de três meses. O CAR é um instrumento de registro público, eletrônico, de abrangência nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais.
PROJETOS
Outros dois cursos, que serão oferecidos em 2017, também fazem parte do projeto de capacitação sobre gestão territorial rural para apoio à implementação de políticas públicas. São eles: Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas (ISA) de propriedades rurais e Zoneamento Ambiental e Produtivo (ZAP) de bacias hidrográficas.
O sistema ISA é uma ferramenta de gestão para o produtor. Tem o objetivo de realizar um diagnóstico dos balanços social, econômico e ambiental de seu estabelecimento, apontar pontos críticos ou riscos e os pontos positivos e oportunidades de negócios.
Já o ZAP permite uma avaliação preliminar do potencial de adequação de uma sub-bacia hidrográfica. É o primeiro passo para efetivar o processo de adequação propriamente dito, que envolve a elaboração de planos, pactos e ações e a definição de indicadores para acompanhamento e avaliação. A ferramenta permite identificar áreas sensíveis e aquelas mais adequadas à exploração agropecuária e florestal.
PARCEIROS
O curso foi desenvolvido originalmente pelo MMA em parceria com a Universidade Federal de Lavras, por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável e do Serviço Florestal Brasileiro.
O conteúdo dos cursos ZAP e ISA foi desenvolvido com participação de pesquisadores e técnicos de instituições de ensino e pesquisa, como Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater).



Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

Produtor rural pode desenvolver vários embriões numa única vaca sem sair da fazenda



Uma técnica inovadora e única. O Brasil é primeiro país a desenvolver a técnica de produção de embriões sem uso de laboratório. O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e foi apresentado ontem ao mercado. A nova tecnologia denominada TIFOI (transferência intrafolicular de ovócitos imaturos), é uma biotécnica que apresenta todas as vantagens da fecundação in vitro (FIV) com um benefício adicional: o fato de não precisar de laboratório para ser realizada. Os criadores podem obter os embriões com a mesma rapidez e agilidade da FIV, ou seja, em torno de um bezerro por semana a partir de uma única vaca doadora, sem precisar sair da sua fazenda.
O Brasil é o primeiro país a obter êxito realizando a TIFOI de maneira completa. Há apenas um relato de sucesso no uso da técnica na Alemanha. No entanto, o experimento europeu utilizou laboratório no decorrer do processo, o que torna o resultado incompleto. O desenvolvimento da TIFOI brasileira obteve nascimento de três bezerros na Fazenda Sucupira, campo experimental da Embrapa localizado em Brasília (DF). O sucesso gerou o registro da marca junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A FIV é hoje a biotécnica mais utilizada no melhoramento genético animal no Brasil, pela capacidade de aumentar o número de descendentes de uma vaca em menos tempo. Para se ter uma ideia da potencialidade das biotécnicas reprodutivas de maior impacto utilizadas hoje na pecuária global, pode-se estimar que a inseminação artificial (IA) permite a obtenção de um bezerro por ano; a transferência clássica de embriões (TE), um por mês; enquanto a FIV é capaz de produzir um bezerro por semana.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Margot Dode, a FIV representou um avanço significativo em relação às outras biotecnologias. Por isso, não é à toa que é a mais usada no Brasil hoje. O País é líder mundial na produção de embriões bovinos, com 450 mil dos 600 mil embriões produzidos mundialmente.
EMBRAPA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Semarh e Igarn representam o Governo do RN no Seminário de Avaliação da Seca


ASCOM/IGARN

O Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro está acontecendo no Centro Administrativo do Banco do Nordeste, em Fortaleza. O evento, que começou nessa quarta-feira (30) e segue até esta sexta-feira (2), conta com a participação direta dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, Governo Federal e de Instituições Internacionais. O Governo do Estado do Rio Grande do Norte está representado no evento pelo secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Mairton França, pelo diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas, Josivan Cardoso, e pela Coordenadora de Meio Ambiente da Semarh, Clara Câmara. 
O Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro tem o objetivo de documentar aspectos climáticos, impactos, respostas e lições para subsidiar futuras estratégias de adaptação aos impactos das secas no contexto de mudanças climáticas e crescente pressão antrópica e contribuir para o aperfeiçoamento da Política Nacional sobre Secas.
O diretor-presidente do Igarn ministrou, na manhã desta quinta-feira (1), uma palestra sobre os impactos da seca no RN. Já o secretário Mairton França apresentará, nesta sexta-feira (2), uma palestra sobre as atitudes que estão sendo realizadas pelo Governo do RN para superar as dificuldades geradas pelo longo período de estiagem.
O evento é uma realização do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e do Governo do Estado do Ceará, através da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com o apoio do Banco Mundial, Banco do Nordeste, Agência Nacional das Águas (ANA), Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Integração.


Obras da Barragem de Oiticica seguem em ritmo normal




As obras da barragem de Oiticica, no município de Jucurutu, seguem em ritmo normal. O consórcio responsável pela construção do reservatório, EIT/ENCALSO, voltou a atuar na barragem principal, dando continuidade à escavação da sua fundação. As obras de terraplenagem para reassentamento da Nova Barra de Santana também continuam em plena atividade.
Na última terça-feira (29), O Secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Mairton França, acompanhado da equipe da Coordenadoria de Infraestrutura da Semarh, fez mais uma visita ao empreendimento. Ele se reuniu com os engenheiros da KL Engenharia, empresa responsável pela supervisão dos serviços e com representantes das outras construtoras envolvidas.
“A obra tomou um novo ritmo depois da reunião com a juíza da comarca de Jucurutu, Marina Melo, para ajustar as demandas do termo de conciliação extrajudicial, assinado entre o Governo e o Movimento dos atingidos, em maio. Enquanto não trabalhávamos no leito principal, estávamos com foco na ombreira da barragem auxiliar esquerda, o que gera uma quantidade menor de demanda”, declarou Mairton.  Ele ressalta que o acordo feito com os moradores e a aprovação do projeto de remoção dos sítios arqueológicos junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) imprimiu um novo ritmo à obra.
Além de verificar a estrutura da parede principal do reservatório, toda equipe também conferiu as obras de preparação do terreno (terraplenagem) para construção dos prédios da nova Barra de Santana e as escavações dos jazigos do novo cemitério, equipamento indicado pelos moradores como prioritário a ser entregue. Para o Secretário Mairton França, o ritmo da obra está proporcional ao ritmo dos repasses financeiros feitos pelo Governo Federal.
O Governador Robinson Faria esteve, ontem (30), em Brasília, e em reunião com o Ministro Helder Barbalho, assegurou um aumento de repasses, além de ter requerido uma maior agilidade na análise do aditivo que garantirá a conclusão da obra. “A resposta ao pedido dele veio rápido, o DNOCS informou que está sendo viabilizado um crédito suplementar ao orçamento para a obra, aproximadamente no valor de R$ 59 milhões” disse o secretário. De acordo com ele, esse orçamento será liberado, na medida em que o ritmo da obra avance. “Já passamos essa informação ao consórcio, no intuito que eles adiantem o ritmo da obra”.
O Aditivo mencionado, no valor de R$ 104 milhões, foi solicitado pelo Governador, no ano passado, porque o primeiro Plano de Trabalho da Barragem de Oiticica, com custo de R$ 311 milhões, não contemplava a construção da nova comunidade de Barra de Santana, a construção do novo cemitério, os estudos sismológicos e os estudos para construção da derivação que receberá as águas do São Francisco, através da transposição, por exemplo. “O Governo do Estado nunca mediu esforços para negociar, com o Ministério da Integração, muitas das necessidades e serviços que não estavam previstos no termo de convênio original, da obra”, conclui Mairton.
Barra de Santana
A nova comunidade será construída no local conhecido como Alto do Paiol. Serão 254 lotes residenciais, uma quadra com 10 lotes para o desenvolvimento de atividades não poluentes, equipamentos públicos, centro de comércio e serviços, templo da Igreja Católica, praças urbanizadas e toda a infraestrutura urbana necessária à pavimentação das vias correspondentes.
Oiticica
A Barragem de Oiticica beneficiará diretamente 350 mil habitantes em 17 municípios do estado. Indiretamente a obra, com capacidade para 560 milhões de metros cúbicos, atenderá toda a população dos municípios do Seridó, Vale do Açu e região Central do Rio Grande do Norte, beneficiando mais de 500 mil pessoas. Além do aumento da oferta de água para a região Seridó, a barragem de Oiticica também vai contribuir para reduzir o risco de inundações no Vale do Açu, e irá integrar o complexo de obras do Programa de Integração do São Francisco. 

Soja surpreende em novas áreas do Nordeste

Saulo Coelho - Pesquisador da Embrapa Sérgio Procópio apresenta números positivos em Alagoas
Pesquisador da Embrapa Sérgio Procópio apresenta números positivos em Alagoas
Apresentar os resultados dos ensaios recentes com mais de 50 cultivares de soja e seu alto desempenho produtivo no Agreste e Tabuleiros Costeiros, na nova fronteira agrícola denominada SEALBA – recorte territorial que abrange novas áreas com alto potencial para grãos em Sergipe, Alagoas e Bahia.
 
Este foi o objetivo do encontro promovido pela Embrapa com atores do setor produtivo, assistentes técnicos, empresas de insumos e agentes públicos alagoanos, realizado em Maceió no dia 24 de novembro, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (FAEAL).
 
O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) Sérgio Procópio, que coordena estudos para adaptação de cultivares à região desde 2013, fez a apresentação dos dados e debateu com os participantes, entre os quais o secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos.
 
Diversificação
A soja pode ser uma grande aliada na diversificação e plantios e diminuição das áreas de monocultivo. A cultura pode ajudar no enfrentamento das crises que trazem queda de preço das commodities e perdas para os produtores no SEALBA, especialmente no cinturão do milho, em Sergipe, e na secular monocultura da cana em Alagoas, que nos últimos anos tem sofrido com crises severas, com redução de área plantada e fechamento de usinas.
 
De acordo com Procópio, a soja, por ser uma cultura de grande valorização, tem grande potencial de ganhos para os produtores da região, pois pode atender a importantes demandas regionais e globais de mercado. "No Nordeste há uma grande demanda por soja para compor a alimentação animal nas fazendas e granjas de quase todos os estados, e a posição estratégica do território, com proximidade de portos, ajuda a baratear custos de frete e escoar parte da produção para exportação", explica o pesquisador. 
 
Outro fator importante, de acordo com Procópio, é a diferença entre os ciclos de clima no SEALBA e as nas regiões tradicionais no restante do país, com chuvas em diferentes épocas do ano. As chuvas no SEALBA ocorrem no meio do ano, durante o inverno, e nas demais regiões a estação chuvosa é o verão. "Isto demonstra um grande potencial para atendermos às demandas fora da safra do Sul e Centro-oeste, além de nos dar a oportunidade de sermos um grande banco de sementes de alta qualidade para fornecimento aos produtores dessas regiões, que começam a plantar no final do ano", acredita.
 
Desempenho
Além de bom desempenho de produtividade, a soja traz a vantagem de fixar nitrogênio no solo por meio de bactérias inoculadas, dispensando a aplicação de toneladas de fertilizantes nitrogenados, o que traz grande economia de insumos.
 
Segundo dados dos primeiros ensaios de campo em 2013 e 2014, a produtividade da grande maioria dos materiais apresentou desempenho acima da média nacional – em torno de 48 a 55 sacas por hectare. Especialmente no Agreste, onde o solo é mais rico em nutrientes e apresenta temperaturas mais baixas à noite, mais de 40 variedades e cultivares superaram as médias nacionais, com algumas chegando até 5 toneladas por hectare.
 
Análises de grãos de soja produzidos em Frei Paulo, SE, (safra 2014/2015) demonstraram altos teores de proteína, com valores em torno de 38 a 40% em todas as cultivares e variedades, o que reforça o potencial para atender à demanda de farelo para alimentação animal.
 
 

Em palestra, o pesquisador Sérgio Procópio demonstra dados ressaltando  o alto valor proteico da soja plantada na região
 
 
Outro resultado surpreendente foi a produtividade considerável observada mesmo num ano de extrema escassez de chuvas como 2016, que apresenta perdas de até 90% da produção de milho nas principais regiões produtoras. O desempenho produtivo de algumas das cultivares no Agreste chegou a passar de 40 sacas por hectare, apesar de um período extremamente seco para época, com precipitações abaixo de 40 mm em todos os meses de maio a agosto, além de longos veranicos (períodos sem qualquer chuva) em junho e agosto. Nos Tabuleiros Costeiros, região com média de chuvas superior ao Agreste, mas onde em 2016 também se observou baixa precipitação, muitas cultivares chegaram a superar 50 sacas por hectare.
 
 
 

Pesquisador ressalta a tolerância da soja à escassez de chuva no agreste
 
 

Dessa vez, nos tabuleiros costeiros, pesquisador ressalta a tolerância da soja à escassez de chuva 


Pesquisa
Com o objetivo de formatar um sistema de produção para essas regiões, diversas ações de pesquisa vêm sendo realizadas pelos cientistas da Embrapa.
 
As iniciativas englobam a seleção de cultivares com base em adaptabilidade e estabilidade de produção, porte para colheita mecanizada, nível de acamamento das plantas (quando pendem e deitam), e ciclo de produção; determinação dos melhores períodos para o plantio; avaliação dos arranjos de plantas – espaçamento e população; adaptação da cultura no sistema de plantio direto; recomendação para a inoculação de sementes, visando a não dependência de fertilizantes nitrogenados; levantamento das pragas, doenças e plantas daninhas de ocorrência regional, com os seus respectivos métodos de controle; determinação do momento correto da colheita; avaliação da qualidade de sementes – sanidade, germinação e vigor; e inserção da cultura em sistemas conservacionistas junto à agricultura familiar.
 

Pesquisador aborda população de plantas
 
 
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a soja em Sergipe e Alagoas para a safra 2015/2016, coordenado pela Embrapa e publicado pelo Ministério da Agricultura, abre caminho para financiamento bancário e seguro agrícola para o plantio do grão em diversas regiões desses estados.
 
Perspectivas
O produtor Everaldo Tenório é um dos que acreditam na soja como um novo caminho na diversificação de culturas em Alagoas. "Nas safras recentes, com a crise da cana, tivemos cerca de 30 mil hectares abandonados no estado. A soja é a grande opção para um futuro com boas perspectivas de renda para os produtores, por ser uma commodity com alta liquidez. E a pesquisa da Embrapa é fundamental para orientar os produtores com as cultivares mais adequadas, e todos os aspectos de manejo da cultura", afirmou.
 
Para o secretário Vasconcelos, a soja chega como uma grande perspectiva na diversificação da agricultura no estado, fortalecendo a produção de grãos, que tem estado muito aquém da demanda local há muitos anos. "Com a implantação de um programa de governo e a criação da Comissão de Grãos para alavancar o setor e o aporte de conhecimentos das pesquisas da Embrapa, temos um horizonte muito promissor para a nossa produção agrícola", declarou. 

Novas variedades de cana aumentam produtividade e lucro nos canaviais



Novas variedades de cana aumentam produtividade e lucro nos canaviais

Entre produtividade de biomassa e teor de sacarose, as novas variedades de cana-de-açúcar estão produzindo mais que as usadas antigamente e esses ganhos podem aumentar se os produtores explorarem o potencial desses materiais, associando-os aos ambientes de produção adequados. No Brasil, 65% da área cultivada de cana usa variedades RB, o equivalente a 5,6 milhões de hectares de cana, dos 8,6 milhões existentes, atualmente, no país. No Nordeste, as variedades RB 867515 e RB 92579 são as que têm mais presença, no entanto, está última não é adequada para utilização em áreas de sequeiro. Esses foram alguns dos dados apresentados durante o II Encontro Técnico sobre variedades de cana, promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O evento, que aconteceu no auditório da Associação, reuniu  especialistas da RIDESA/UFRPE e de usinas paraibanas, além de produtores de várias regiões do estado.
Com 94 variedades liberadas para cultivo no Brasil, o país é um grande produtor e vem melhorando sua produtividade graças às variedades modernas que são desenvolvidas com foco em regiões e períodos de safra específicos. “Isso significa que cada variedade tem seu desempenho ampliado se cultivada nas condições de solo e clima e para o período para as quais foi melhorada”, explicou o consultor Djalma Euzébio Neto, da RIDESA.
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, abriu os trabalhos agradecendo a presença dos produtores e expositores do Encontro e falando sobre a importância do tema. “Todos os estudos de variedade de cana comprovam que a escolha do que será plantado é fundamental para uma boa produção, daí a importância da variedade da cana, associada às condições adequadas de plantio. O aumento da produção reflete na viabilidade econômica do negócio e isso tem relação direta com o uso de novas variedades”, lembrou Murilo.
A primeira palestra do Encontro foi feita por Amaro Silva, da RIDESA/UFRPE, sobre “Principais resultados experimentais do PMGCA-RIDESA”, que mostrou resultados experimentais, na safra 2015/16,  feitos em propriedades de vários estados do Nordeste, que atestam a eficácia do uso de variedades específicas, a exemplo da RB 041443, RB 92579, RB 931011 e RB 002754. Em seguida, Leonam José, da RIDESA/UFRPE, falou sobre “Censo variental e indicadores da safra 2015/2016” que apontaram as variedades RB 92579 e RB 867515 como as mais utilizadas no plantio de inverno 2015 nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte.
O terceiro tema do Encontro foi “Estação de hibridação Devaneio” abordado por Luiz José Tavares de Melo, da RIDESA/UFRPE que falou sobre novas variedades de cana-de-açúcar e sua relação com o incremento na produtividade e qualidade da agroindústria canavieira. Ele mostrou ainda um slide com o detalhamento de todas as etapas do processo laborioso para lançamento de uma nova variedade, destacando a seriedade dos estudos que levam, em média, de 12 a 15 anos.
Em seguida, os agrônomos das usinas Miriri, Carlos Henrique Farias, da Japungu, Alexandre Maciel e da Monte Alegre, Hugo Rodrigues, mostraram resultados de produtividade, a partir do manejo de variedades RB em suas unidades. Para encerrar a programação, o consultor Djalma Euzébio Neto, mediou um debate sobre o tema abordado pelos representantes das três indústrias presentes.
O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, fez uma intervenção parabenizando a exposição dos palestrantes, enaltecendo a importância dos investimentos em pesquisas de novas variedades e lamentou a ausência das outras unidades industriais do estado. “Os investimentos em novas variedades são importantes, pois possibilitam o desenvolvimento de tecnologias que beneficiam o setor, principalmente, no tocante ao aumento da produtividade. Os estudos apresentados hoje demonstram claramente um ganho significativo no ATR, na biomassa e em outros aspectos. Investimentos em pesquisa de cana sempre serão bem-vindos,  pois eles ajudam a melhorar a produtividade e, consequentemente, o lucro”, disse Nonato.
O coordenador do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Vamberto Rocha, avaliou como positivo o encontro e já anunciou a realização do III evento, em 2017. “Foram apresentações de alto nível, com dados que comprovam a eficácia da escolha da variedades mais promissora, num ambiente adequado, que trouxeram informações de nosso interesse para nos ajudar a melhorar nossa cultura e produtividade”, destacou Vamberto, anunciando que ano que vem haverá novo encontro sobre variedades. “Esse é um tema importante e que está sempre se atualizando”, finalizou Vamberto.



Especialistas discutem implicações da internet das coisas na agricultura



Especialistas discutem implicações da internet das coisas na agricultura

O evento ocorre no âmbito do Observatório de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na Agricultura
Profissionais de diversas instituições vão compartilhar experiências e perspectivas no painel de especialistas "Internet das Coisas e suas implicações na agricultura digital", que será realizado na Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), em 6 de dezembro, das 8h30 às 17 horas. O evento ocorre no âmbito do Observatório de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na Agricultura, vinculado ao Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa – Agropensa.
Após a abertura de Edson Luis Bolfe, coordenador de Inteligência Estratégica da Embrapa, e de Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, dois painéis compostos por parceiros externos e convidados de empresas privadas discutirão o uso da Internet das Coisas (IoT, do inglês Internet of Things) no setor agrícola. O objetivo da programação é aprofundar os debates sobre o tema e prospectar tendências para o Observatório de TIC na Agricultura, além de possibilitar a articulação de novos projetos entre a Embrapa e os parceiros externos.
O primeiro painel, "IoT Transversal", contará com Pedro Maló, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa; Alberto Paradisi, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e diretor de inovação do ÁgoraLab; e Fernando Giglio, líder em Desenvolvimento de Novos Negócios no Centro de Competências em IoT da IBM Brasil e América Latina.Já "IoT na Agricultura" será formado por Nelson Ferreira, sócio e líder de estudos sobre agronegócio da McKinsey; Adamy Marlon, gerente de Engenharia em Agricultura de Precisão da John Deere; e André Salvador, diretor de Digital Farming na Bayer CropScience. Após cada painel, uma mesa-redonda será realizada para complementar as discussões. Além dos convidados externos, o público do evento inclui pesquisadores e analistas da Embrapa Informática Agropecuária, da Embrapa Instrumentação e da Secretaria de Inteligência e Macroestratégia.Reconhecida como um fenômeno tecnológico em escala global, a IoT refere-se à tendência dos objetos e infraestruturas, desde câmeras e meios de transporte até máquinas industriais e sensores, estarem cada vez mais conectados à rede global de computadores, otimizando atividades em diversos setores. Na agricultura, uma das principais aplicações é o uso de sensores inteligentes, que podem compartilhar informações sobre temperatura, umidade do solo, precipitação, entre outros dados de importância para o plantio.

Bezerras criadas no sistema de cria em estacas se desenvolvem com saúde

bezerros-desmamados-1Uma técnica de manejo que vem sendo testada na Embrapa Pecuária Sul está alcançando bons resultados na diminuição da incidência de diarreia: o sistema de cria em bezerras em estacas. Segundo Renata Suñé, pesquisadora desse centro da Embrapa, essa prática já é utilizada por produtores do Uruguai e há cerca de dez anos é testada experimentalmente em Bagé, no Rio Grande do Sul.
No sistema de cria em estacas, a bezerra é apartada da mãe logo após o nascimento e presa em uma estaca em local sombreado com árvores ou sombrite. Com uma corda de cerca de 2,5 metros, o animal tem espaço para se movimentar e o leite é servido em balde colocado em um arco próximo à estaca. Na primeira semana também começam a ser oferecidos concentrados, em pequena quantidade, e feno, que fica no espaço entre duas estacas.

De acordo com Renata, pelo fato de as bezerras não estarem em contato direto com outros animais, como nos sistemas convencionais de cria, diminui muito a incidência de doenças causadas por contágios. “Quando o animal fica doente, o tratamento é individualizado, diminuindo a necessidade de uso de medicamentos de forma mais ampla”, complementa. Em sistemas convencionais, a aglomeração de animais e a umidade que pode estar no local onde são mantidos são determinantes na incidência de diarreias e pneumonias. Isso leva a um baixo desempenho dos animais, além de gastos com medicamentos e prejuízos com a morte de bezerras.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

NORDESTE: SECA DE CINCO ANOS ESTÁ PERTO DO FIM




A falta de chuva no Nordeste é responsável por 60% do prejuízo causado por problemas climáticos no Brasil. Não era para menos. Com cinco anos de estiagem, rios secaram na região, animais morreram e vários produtores desistiram de plantar.
Vivemos nesse período um dos El Niños mais fortes da história. Ele foi um dos grandes responsáveis pela estiagem. O fenômeno agora mudou. Com o La Niña em curso, o quadro é outro. As chuvas vão retornar para o Nordeste. Em algumas localidades isso já aconteceu.
Neste momento estamos com uma janela de tempo seco no Nordeste por causa de um sistema meteorológico chamado de vórtice ciclônico de altos níveis, o VCAN. Este sistema impedirá apenas momentaneamente a atuação das instabilidades.
Segundo Desirée Brandt, meteorologista da Somar, em dezembro as chuvas já retornam para o Matopiba e, no primeiro trimestre do ano que vem, serão intensas.
Em algumas cidades do Ceará, como é o caso de Morrinhos, a previsão indica mais de 700 milímetros em 30 dias. No oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, a situação também será bem melhor.
Em algumas localidades, a umidade do solo já aumentou e apresenta índices de 60%. “Será um verão generoso para os produtores nordestinos, que já foram tão penalizados”, diz Desirée.




Recorde: estoques globais de grãos devem passar de 500 milhões de toneladas



Recorde: estoques globais de grãos devem passar de 500 milhões de toneladas




A safra mundial de milho deve passar de 1.042 bilhão de toneladas; a de trigo, 749 milhões e a de soja, 336 milhões
Os estoques de grãos em todo o mundo devem bater recorde, impulsionado pelas safras de milho, soja e trigo, durante o ciclo agrícola 2016/17. A soma de outros cereais – tais como cevada e sorgo – pode reforçar o bom momento do setor, previsto para fechar o período com 504 milhões de toneladas estocadas, pela primeira vez, passando a marca de 500 milhões. As perspectivas foram divulgadas pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC, sigla em inglês), no último dia 24 de novembro.
Como o ciclo vigente da agricultura se encerra somente na metade do ano que vem, se não acontecer nenhum imprevisto, principalmente relacionado ao clima, o órgão prevê que a produção total de grãos em todo o planeta possa chegar a um volume recorde de 2.084 bilhões de toneladas, acima do anterior (2014/15), quando alcançou 2.048 bilhões.
Ainda segundo o Conselho, a safra mundial de milho deve passar de 1.042 bilhão de toneladas; a de trigo, 749 milhões e a de soja, 336 milhões. Essa é a sétima vez que o IGC eleva suas estimativas para as safras, estoques e consumo de grãos, em apenas oito meses.


OUTROS DADOS
O órgão internacional também incrementou sua previsão para o consumo mundial de grãos, no período de 2016/17, podendo chegar a 2.056 bilhões de toneladas, impulsionado por um processo industrial mais acelerado nos Estados Unidos. Já a perspectiva para o comércio global deve alcançar a soma de 338 milhões de toneladas, um número ainda abaixo em relação às 344 milhões de toneladas negociadas no ciclo agrícola anterior.
Conforme o IGC, um dos cenários mais favoráveis para o setor de grãos envolve a safra global de trigo, prevista em 749 milhões de toneladas. Segundo o Conselho, a vantagem é que a produção desse cereal crescerá bastante, fazendo um contraponto à estagnação da área de plantio, que deve permanecer praticamente a mesma, ao longo desse período, com apenas algumas reduções nos EUA e Cazaquistão. A compensação para o desempenho mundial deve vir a partir do aumento das áreas colhidas de trigo na Rússia e norte da África.
“O plantio de trigo de inverno no Hemisfério Norte está bem avançado em novembro… As condições das culturas foram consideradas favoráveis em relação ao inverno”, avalia o Conselho, por meio de relatório.
ESTIMATIVAS PARA O BRASIL
Vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco diz que também é relevante ressaltar as últimas estimativas feitas pela USDA (United States Department of Agriculture) para as safras de soja e de milho, que estão na fase final da colheita nos EUA. Tanto o IGC quanto o USDA estimam recorde para ambos os grãos: soja, 118.69 milhões de toneladas  e milho, 386.76 milhões.
“A produção de grãos dos EUA, incluindo aí o trigo, tem um impacto direto nos números mundiais”, salienta.
De acordo com Sirimarco, “no Brasil, o plantio da safra de verão está adiantado em relação aos anos anteriores, principalmente porque, em 2016, as alterações climáticas não foram tão impactantes como as do ano passado”.
Dados da AGRural para o Brasil, também citados pelo vice-presidente da SNA, apontam que o plantio da soja já alcançou 83% da área estimada: “As previsões indicam que as condições climáticas para as safras de verão, apesar do La Niña, deverão ser favoráveis”.
Outras estimativas, desta vez da Companhia Nacional de Agricultura (Conab), apontam que a safra brasileira de grãos 2016/17, conforme seu último relatório (publicado em novembro), deve variar entre 210.9 milhões e 215.1 milhões de toneladas.
“Também será um recorde para nosso país”, observa Sirimarco, acrescentando que isso pode representar um aumento de até 15,6% em relação à safra de 2015/16, que foi de 186.1 milhões de toneladas.
“A safra de soja poderá atingir 103.5 milhões de toneladas, um aumento de 8,5%. Com relação à safra de verão de milho (a safrinha), cujo planto já terminou, a estimativa da Conab é a de que teremos uma produção de 27.1 milhões a 28.6 milhões de toneladas (alta de 4,75% a 10,4% em relação à safra anterior).”
Agrolink