quinta-feira, 23 de março de 2017


Secretário da Semarh recebe direção estadual do MLST


ASCOM/SEMARH

Dando continuidade ao diálogo que o Governo do Estado mantém com os movimentos sociais, o titular da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Ivan Júnior, recebeu na tarde de ontem (20), representantes da Diretoria Estadual do Movimento para Libertação dos Sem Terra (MSLT).
O principal item da pauta da reunião foi a perfuração de poços em projetos de assentamento de alguns municípios, entre eles, Macaíba, Boa Saúde, Serra Caiada e Elói de Souza. “Programamos visita às comunidades para analisar a viabilidade técnica de receber as intervenções da Semarh. Além de perfurar os poços, também vamos estudar a possibilidade de beneficiar os assentamentos com sistemas de dessalinização” explicou Ivan.
O Secretário também ressaltou que está em contato com a Secretaria de Agricultura do Estado para ver a possibilidade de transferência de tecnologias para desenvolvimento de novos assentamentos, outro ponto de reinvindicação do movimento.
O Governo do Estado também tem mantido constante diálogo com o MLST sobre aquisição de propriedades rurais pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), por meio da Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária (Seara). 

Outono: EMPARN prevê chuvas mais intensas até o fim de março


Chuva no RN

As chuvas tem caído com menos intensidade nos últimos dias em quase todo o estado, como foi previsto pelo setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), mas apesar disso a regularidade continua. No último domingo, Dia de São José, há registros de precipitações na parte da tarde na região do Vale do Assu e Serra de Santana. Para os próximos dias – fim de março e início de abril - a expectativa é do retorno de chuvas mais intensas, principalmente por conta da mudança de estação. Nesta segunda-feira, por volta das 7h29, aconteceu o equinócio de outono.
Analisando as condições climáticas, com base nos modelos e nas imagens do satélite meteorológico, o gerente da meteorologia, Gilmar Bristot, prevê chuvas mais concentradas com a melhora das condições de instabilidade, principalmente com a umidade mais elevada e as águas superficiais mais frias no Pacífico Equatorial. A previsão deve se confirmar também com as condições favoráveis do Oceano Atlântico e com a presença da Zona de Convergência Intertropical.
ANÁLISE
Para a análise e previsão da próxima quadra chuvosa de abril a junho, o gerente de Meteorologia da EMPARN, Gilmar Bristot, estará amanhã em Recife participando da reunião dos meteorologistas do Nordeste e de instituições nacionais, na Agência Pernambucana de Meteorologia (APAC). A previsão será focada no Leste da região Nordeste, que inclui todo o litoral entre o Rio Grande do Norte e Alagoas. Na próxima quinta-feira, Gilmar Bristot fará uma palestra na Escola de Governo, no Centro Administrativo, dentro da Semana da Água, para falar sobre as previsões climáticas, já com os dados da reunião de Recife.
REGISTROS
De sexta-feira (17) até a manhã desta segunda-feira (20), a meteorologia teve o registro de chuvas em 38 postos pluviométricos. Choveu mais forte na mesorregião Oeste em Campo Grande, 39,2mm; Paraná, 21,3mm; Frutuoso Gomes, 20,0mm e Serrinha dos Pintos, 15mm. Choveu ainda em Tenente Ananias e São Rafael, entre outros.
Na mesorregião Central choveu mais forte em Fernando Pedroza, 31,9mm; Florânia, 26,8mm; Equador, 24,9mm e Angicos, 21,4mm. Também choveu em Ouro Branco, Santana do Matos e Caicó, entre outros municípios. Na mesorregião Leste choveu em Extremoz, 3,0mm; Natal, 1,1mm e ainda em Senador Georgino Avelino, Baía Formosa e Ceará-Mirim.


Produção de ave caipira é alternativa de renda para o homem do campo


O projeto Pró-Ave Caipira da EMPARN foi criado em 1996 com o objetivo de incentivar a produção de galinha caipira com tecnologia e rentabilidade. A atividade desenvolvida no incubatório da Estação Experimental de Caicó consiste na produção e comercialização de pintos de um dia das linhagens Pescoço Pelado e Tricolor. A estrutura tem capacidade para produzir até 16 mil pintos por semana. Os pintos  recebem tratamento e vacinas, atendendo o rígido Plano Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) sendo então, postos à venda com garantia de qualidade e a preços que variam de acordo com a quantidade adquirida.
O processo de incubação, acompanhado por técnicos da EMPARN especialistas em produção animal, possibilita aumentar a produtividade e os controles sanitários. As linhagens produzidas pela empresa são de dupla aptidão, ou seja, indicadas para produção de ovos e carne. Durante todo o ano, os pedidos são atendidos na Estação Experimental de Caicó e também na sede da empresa, em Parnamirim. Os pintos são entregues semanalmente nestes dois locais, sempre às quintas-feiras.
O projeto foi pensado e executado com foco no pequeno produtor que, principalmente diante do cenário de estiagem que assola o interior do estado, precisa ter as atividades produtivas diversificadas para, assim, garantir o sustento da família. Ao longo dos anos, pesquisas científicas e avaliações práticas dos processos produtivos utilizados pelos criadores vem aprimorando as técnicas de produção e de transferência de tecnologia para assegurar a viabilidade econômica.
A Emparn não atua apenas na produção e comercialização, mas também orienta os produtores com a disponibilização de cartilhas, panfletos e a realização de dias de campo e cursos que proporcionam o contato direto com os pesquisadores. “Hoje o Pró-Ave é um dos nossos projetos mais procurados pelos produtores rurais, principalmente os pequenos e médios. É com muita satisfação que a EMPARN contribui ativamente para o desenvolvimento da avicultora no Rio Grande do Norte”, afirma o Diretor-Presidente da empresa de pesquisa, Alexandre de Medeiros Wanderley.

Governo inaugura Central da Agricultura Familiar nesta segunda (27)


ASSECOM/SAPE

Nesta segunda-feira (27) o Governo do Estado acaba com uma espera de sete anos dos agricultores familiares potiguares. O governador Robinson Faria, o secretário de Agricultura Guilherme Saldanha e a diretora da Emater Cátia Lopes inauguram a Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes), reformada e equipada, em solenidade marcada para as 10h, no cruzamento das avenidas Capitão Mor Gouveia e Jaguarari, em Natal.
O equipamento será composto de 36 boxes e 50 barracas e irá beneficiar em torno de 1.200 agricultores familiares, com a comercialização de uma média de R$ 313 mil por mês e a venda de 170 toneladas de itens. Ocupando uma área de cinco mil metros quadrados ao lado da Ceasa/RN, a Central possui área construída de 2,7 mil metros quadrados e 78 vagas de estacionamento.
Serão 32 boxes destinados à venda de hortifrutis, produtos orgânicos, castanhas, doces caseiros, queijos, mel, polpa de frutas, entre outros produtos da agricultura familiar. Dois boxes de padaria ou similar, que irão comercializar itens como tapioca, cuscuz, pães, doces, alimentos funcionais e típicos da região. Além de outros dois boxes destinados à pesca, onde serão vendidos peixes, ostras e frutos do mar, com espaço para degustação.
O espaço ainda contará com uma lanchonete/restaurante, que servirá desde lanches até refeições completas, como café da manhã e almoço, rodeada por uma ampla praça de alimentação. As 50 barracas completarão o centro comercial com hortifruti trazidos direto da plantação dos agricultores familiares.
“A Central é uma grande conquista para os agricultores familiares, mas também para a população de Natal, que terá acesso a produtos de alta qualidade a um preço acessível, sem a figura do atravessador”, destacou o secretário Guilherme Saldanha.
Saiba mais
O investimento total na compra de equipamentos e móveis para equipar a Central foi de R$ 1.570.000,00, sendo R$ 1.413.000,00 provenientes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e R$ 157 mil referentes à contrapartida do Governo do Estado, por meio da Emater/RN. Esses recursos foram destinados à aquisição de mobiliário, veículos (dois caminhões e um carro de passeio), equipamentos de informática, audiovisual, dentre outros, cujas licitações foram realizadas também pela Emater. Para as obras de recuperação da estrutura foram investidos R$ 705 mil, em parceria com o RN Sustentável/Banco Mundial.
A Central será administrada pela Cooperativa Central da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Cooafarn), também selecionada pelo Edital de Chamada Pública, juntamente com o Comitê Gestor que é composto por representantes da Sape, Emater e pelo conjunto dos permissionários, incorporando um desenho participativo e democrático de gestão. Contará ainda com apoio financeiro e logístico da Emater e Sape, que custeará as despesas básicas com energia e água, garantindo assim o funcionamento do espaço.
História
Fruto de uma parceria do Executivo estadual com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Central foi inaugurada em 2010 sem estar pronta para uso e nunca chegou de fato a funcionar. Em 2015, o Governo do Estado por meio da Sape concluiu a construção de uma caixa d'água, sistema que faltava para que o equipamento conseguisse autorização do Corpo de Bombeiros para operar. No entanto, com o desgaste e a depredação proporcionada pelos vândalos ao longo dos últimos anos, foi necessário reconstruir parte da estrutura, reformar e instalar novamente fiação elétrica e equipamentos hidráulicos.

Novo Núcleo Regional da Embrapa Caprinos e Ovinos apoiará caprinocultura leiteira na PB e PE

Edna Santos - Reunião entre chefias das Unidades da Embrapa Caprinos e Ovinos e Embrapa Algodão para tratar dos detalhes da instalação do novo núcleo
Reunião entre chefias das Unidades da Embrapa Caprinos e Ovinos e Embrapa Algodão para tratar dos detalhes da instalação do novo núcleo
A Embrapa Caprinos e Ovinos terá um Núcleo Regional de pesquisas na Paraíba. Nesta terça-feira (21), o Núcleo, que funcionará na sede da Embrapa Algodão (Campina Grande, PB), foi oficialmente instalado, com assinatura de termo de compromisso em reunião que contou com gestores das duas unidades e pesquisadores que atuarão no novo espaço. Sua principal função será buscar a aproximação com os principais polos produtivos de caprinos leiteiros da região Nordeste (Cariri paraibano, Sertão e Agreste pernambucano), com o objetivo de colaborar com o desenvolvimento territorial sustentável nesses territórios.

O encontro desta terça-feira contou com a presença do chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Marco Bomfim, do chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Unidade, Olivardo Facó e do chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa. Também participaram do encontro os dois pesquisadores que atuarão no Núcleo: Antônio Egito, da área de Ciência e Tecnologia de Alimentos e a Nívea Felisberto, da área de Sistemas de Produção de Leite, que coordenará as ações do Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável (InovaSocial) do BNDES nos territórios.

Durante esta semana eles se reúnem ainda com os secretários de Agricultura dos estados da Paraíba e de Pernambuco e representantes do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Estas reuniões servirão para apresentação da proposta de funcionamento do Núcleo e para construção de uma agenda conjunta entre as instituições para desenvolvimento da caprinocultura leiteira nos territórios de atuação.

Para Marco Bomfim, a implantação do Núcleo facilitará a aproximação com o setor produtivo, pela proximidade com alguns dos territórios de maior produção de leite caprino no país. “Aqui está localizada a maior bacia leiteira de caprinocultura do País e a sociedade nos cobra estar cada vez mais próximos do produtor”.
Segundo dados das coordenadorias estaduais do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2014, o volume de leite caprino beneficiado na Paraíba foi de 11.265 litros por dia. Pernambuco ocupa o segundo lugar no ranking de beneficiamento de leite caprino para o programa com 6.260 litros por dia, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 5.771 litros por dia.

A implantação do Núcleo também terá como objetivo compartilhar infraestrutura e competência em pesquisas na área de Proteômica (estudo em larga escala das proteínas expressas células, tecidos ou organismos) com a Embrapa Algodão.

As duas principais linhas de trabalho, portanto, serão as de: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a caprinocultura leiteira; e Identificação de mecanismos e marcadores proteicos relacionados à defesa de plantas no combate a doenças e pragas do algodoeiro.

Por meio do programa InovaSocial, o Núcleo irá apoiar projetos territoriais para a geração e difusão de conhecimentos e tecnologias e fortalecimento de redes de agricultores familiares nas cadeias de caprinos e ovinos, com previsão de início de ações em 2018. A Embrapa atuará na capacitação de agricultores e técnicos; apoio a melhoramento genético de rebanhos e ao redesenho para sistemas de produção sustentáveis; incentivo ao beneficiamento e apoio à comercialização de produtos.

A previsão é de que o BNDES disponibilize R$ 5 milhões para as ações na Paraíba e Pernambuco. Serão contemplados, na Paraíba, os municípios de Amparo, Camalaú, Coxixola, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê, no território do Cariri Ocidental. No Cariri Oriental, o Programa atenderá a produtores de Barra de São Miguel, Boqueirão, Cabaceiras, Caraúbas, Gurjão, Santo André, São Domingos do Cariri.

Em Pernambuco, serão 25 municípios contemplados. No Sertão do Pajeú serão Afogados da Ingazeira, Iguaracy, São José do Egito e Tuparetama. No território do Sertão do Moxotó, o programa chegará a Arcoverde, Custódia, Ibimirim, Sertânia. Os municípios de Alagoinha, Barra de Guarabira, Belo Jardim, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Gravatá, Jataúba, Pesqueira, Poção e Sanharó são os selecionados no Agreste Central. Por fim, no Agreste Meridional, o InovaSocial deverá atuar em Buíque, Correntes, Itaíba, Paranatama, Pedra, Tupanatinga e Venturosa.

A Embrapa Caprinos e Ovinos conta com outros dois Núcleos Regionais que contribuem para o cumprimento do mandato nacional: o Núcleo Sudeste (sediado na Embrapa Gado de Leite, Juiz de Fora, MG) e o Núcleo Centro-Oeste (sediado na Embrapa Gado de Corte, Campo Grande, MS).
NOTA DO BLOG:
O estado da Paraíba vem se destacando a tempos na produtividade de Caprinos e Ovinos. É fruto do incentivo recebido pelo governo do estado nesta atividade. O RN que possui as mesmas características, vem engatiando a passos de tartaruga, sem resultados expressivos.

Integração do rio São Francisco abastecerá 12 milhões de brasileiros

Dia Mundial da Água

Obra vai ligar bacias hidrográficas de rios temporários do semiárido ao rio São Francisco para elevar a oferta de água no Nordeste

 Obra já está quase toda terminada: cerca de 95,5% das construções já foram entregues
Obra já está quase toda terminada: cerca de 95,5% das construções já foram entregues

Para garantir o abastecimento de água para 12 milhões de moradores das regiões mais áridas do País, o governo federal lançou o Projeto de Integração do Rio São Francisco. A obra vai ligar bacias hidrográficas de rios temporários do semiárido ao São Francisco para elevar a oferta de água no Nordeste.
Quando for concluída, toda a rede terá 477 quilômetros de extensão, passando pelos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Infraestrutura
A obra envolve a construção de 13 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, nove subestações de 230 Quilowatts, 270 quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão e quatro túneis. Essas estruturas estão distribuídas em dois eixos: Leste e Norte, que cortam os estados. A construção é considerada o maior empreendimento hídrico do País e vai bombear água das bacias do São Francisco para canais artificiais.
Com a ativação das três estações de bombeamento do Projeto de Integração, as águas do Velho Chico já têm abastecido algumas estruturas, como canais, reservatórios e aquedutos. Os dois canais previstos no projeto – Norte e Leste – estão praticamente concluídos.
Beneficiados
No Nordeste, está concentrada 28% da população brasileira e apenas 3% da disponibilidade de água do País. O rio São Francisco detém 70% de toda a oferta de água da região, historicamente submetida a ciclos de seca rigorosa, como a que vivemos atualmente.
Ao todo, 390 cidades vão receber águas da transposição nos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, onde a estiagem é frequente. A redistribuição de água pelos sistemas de captação também vai atender a 294 comunidades rurais.
Os sistemas vão captar a água do canal para chegar até os 78 mil habitantes próximos aos eixos, sendo 12 comunidades quilombolas, 23 etnias indígenas e nove assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Esses sistemas de distribuição de água serão executados pelos governos dos estados, com apoio financeiro do governo federal. O investimento é de R$ 285 milhões. Desse total, R$ 93,9 milhões são destinados para o Ceará, R$ 134,84 milhões para Pernambuco, R$ 35,71 milhões para Paraíba e R$ 20,7 milhões para Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI). O Ministério da Integração Nacional também apoiou os Estados com o fornecimento dos projetos executivos dessas obras.
Etapas concluídas
De acordo com o Ministério da Integração Nacional, a obra já está quase toda terminada: cerca de 95,5% das construções já foram entregues.
Na última sexta-feira (17), o presidente Michel Temer inaugurou mais uma etapa do Eixo Leste em Pernambuco e na Paraíba para liberar a vazão nesse trecho. Com isso, o percentual de obras entregues nesse região chegou a 96,89%. O Eixo Leste se estende por 217 quilômetros e beneficiará 4,5 milhões de pessoas quando estiver pronta. Quatro estações de bombeamento já estão funcionando no canal.
Já no Eixo Norte, 94,52% dos 260 quilômetros projetados foram entregues pelo governo federal. A estimativa é que 7,5 milhões de pessoas devem receber água nesse trecho.
Na reta final, o Projeto de Integração do Rio São Francisco possui em torno de 5,6 mil trabalhadores contratados para atuarem nos dois eixos de transferência de água – Norte e Leste. São mais de 2,3 mil máquinas em operação ao longo dos 477 quilômetros de extensão do empreendimento.
Próximas fases
Na reta final da obra, devem ser inaugurados no Eixo Leste o sistema de captação no reservatório de Itaparica até o reservatório Areias, ambos em Floresta (PE), que já está 99% concluído. Outra etapa é a conexão de 167 quilômetros entre os reservatórios de Areias, em Floresta (PE), até o de Barro Branco, em Custódia (PE).
No Eixo Norte, ainda serão entregues o sistema de captação do São Francisco no o município de Cabrobó (PE), até o reservatório de Jati, em Jati (CE), que terá 140 de extensão. Também será construído um trecho de 81 quilômetros do reservatório Boi II, no município de Brejo Santo (CE), até o reservatório Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras (PB).

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Integração

Órgãos internacionais alertam sobre impacto da oferta de água nas economias locais

Dia Mundial da Água

Estudo do Banco Mundial destaca que crescimento econômico dos países é altamente dependente da água, enquanto a ONU indica impacto sobre geração de empregos

 Segundo estudo da ONU, 42% da força de trabalho mundial está empregada em oito setores dependentes de recursos hídricos
Segundo estudo da ONU, 42% da força de trabalho mundial está empregada em oito setores dependentes de recursos hídricos

Além dos custos sociais, a escassez de água, agravada pelo aquecimento global, deve reduzir em 6% o Produto Interno Bruto (PIB) de algumas regiões no mundo, como Ásia e África, até 2050. É o que aponta um estudo do Banco Mundial divulgado no ano passado sobre o tema.
O órgão alerta que a gestão mais eficiente desse recurso é necessária para neutralizar os efeitos da redução de oferta de água doce. Quando os governos respondem à escassez de água aumentando a eficiência e alocando até 25% da água para usos mais valorizados, como práticas agrícolas mais eficientes, as perdas diminuem drasticamente e algumas regiões podem até desaparecer.
Contudo, o documento ressalta que o crescimento econômico dos países é altamente dependente da água, imprescindível para a produção. Por isso, o Banco Mundial alertou que a queda na oferta do recurso será traduzido em desaceleração econômica.
Desde 1980, a captação de água doce tem aumentado cerca de 1% ao ano, sobretudo em países emergentes, o que reduz a oferta de água no planeta.
Os impactos dessa diminuição devem se refletir sobretudo na alimentação, energia, sistemas urbanos e ambientais. Os dados do órgão apontam que a competição pelo uso da água doce por esses setores deve reduzir a disponibilidade do recurso em dois terços até 2050, na comparação com a oferta de 2015.
Emprego
A disponibilidade de recursos hídricos tem impacto direto, também, em outros setores como o emprego, uma vez que 42% da força de trabalho mundial está empregada em oito setores dependentes de recursos hídricos e naturais: agricultura, silvicultura, pesca, energia, manufatura com uso intensivo de recursos, reciclagem, construção e transporte. Os dados são de outro estudo da ONU, publicado pela Unesco.
A escassez desse recursos põe em risco não só o abastecimento da população, mas também o crescimento econômico. A redução no fornecimento de água acaba levando à queda também nos 1,4 bilhão de postos de trabalho que dependem da água para serem ofertados.
De acordo com o relatório, a falta de água vai limitar o crescimento econômico e a geração de empregos nos próximos anos. A ONU alertou ainda que os investimentos na manutenção de recursos hídricos são imprescindíveis para garantir o crescimento das economias.
A organização aponta que a inovação tecnológica é uma das estratégias para melhorar a gestão da água de modo a beneficiar a economia e garantir o bem-estar da população. Uma alternativa é o tratamento de fontes não convencionais de água, que incluem o reaproveitamento da chuva, reciclagem da água e uso do recurso em poços para garantir que o recurso esteja disponível para a população.
Fonte: Portal Brasil

Curso na bacia do São Francisco inicia dia 23


Banco de Imagens/ANA
Bacia Hidrográfica do São Francisco
Gestores ambientais da região hidrográfica participam de capacitações em três estados. Primeira turma será em Petrolina (PE).


O Ministério do Meio Ambiente realiza, neste mês de março, cinco encontros formativos do curso Estruturação da Gestão Ambiental Municipal na região da Bacia do Rio São Francisco em três estados do Nordeste: Pernambuco, Bahia e Sergipe. O primeiro encontro acontece nesta quinta (23/03) e sexta-feira (24/03), em Petrolina (PE). A expectativa é reunir 40 participantes.
A atividade faz parte das ações da pasta no âmbito do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, também chamado de Plano Novo Chico, lançado pelo governo federal em agosto do ano passado. Os cursos promovidos pelo Ministério ocorrem por meio do Programa Nacional de Formação e Capacitação de Gestores Ambientais (PNC).
As turmas serão formadas também nos estados da Bahia (municípios de Paulo Afonso, Xique-Xique e Barreiras) e Sergipe (Propriá). o curso será na modalidade semipresencial – 16h presenciais e 80h a distância. O conteúdo inclui discussões sobre as Políticas Nacionais de Meio Ambiente, de Recursos Hídricos e de Saneamento Básico; Gestão, Planejamento e Ordenamento Ambientais; Participação, Mediação e Controle Social.
DIAGNÓSTICOS
A formação permite sucessivas aproximações e diagnósticos da realidade local  com o objetivo de fomentar nos participantes a ampliação da percepção sobre as temáticas tratadas, bem como a incorporação de novos instrumentos de planejamento e formulação de parcerias.
A ação é apoiada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão vinculado ao Ministério da Integração; também pela Agência Nacional de Águas (ANA), secretarias estaduais de Meio Ambiente de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia, Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. No MMA, a realização ocorre por meio da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental em parceria com a de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental.
PROGRAMA
O Programa Nacional de Formação e Capacitação de Gestores Ambientais (PNC) visa desenvolver uma abordagem sistêmica e um conjunto de instrumentos de intervenção na realidade local, tendo a gestão ambiental como foco. Com base em conteúdos elaborados e outros elementos pedagógicos disponíveis, pretende-se que estes agentes se sintam seguros e apoiados para desenvolver a gestão ambiental em âmbito local, considerando a criação e o fortalecimento de instâncias como o órgão ambiental municipal, o conselho e os fundos municipais de meio ambiente.

SERVIÇO:
Gestores interessados em se inscrever e participar dos Encontros Formativos podem entrar em contato com Kitty, pelo telefone (71) 99638-1858. Contato do Departamento de Educação Ambiental do MMA: (61) 2028-1570.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

Comunicação do Brasil no Comitê sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC

Organização Mundial do Comércio

A entidade possui 164 membros, incluindo os principais importadores de carnes do Brasil. O pronunciamento foi realizado às 12h09


Produtos de origem animal - Medidas recentes implementadas
Na sexta-feira, dia 17 de março, a Polícia Federal brasileira deflagrou investigação sobre práticas irregulares envolvendo a certificação de carne e produtos cárneos cometidas por funcionários do Ministério da Agricultura em 21 estabelecimentos sanitários que processam carne bovina, carne de aves e carne suína.
Estas conclusões iniciais foram levadas muito a sério pelas autoridades, e os fatos estão a ser cuidadosamente controlados e investigados pelo Ministério da Agricultura. A própria operação policial é prova da transparência e credibilidade dos controlos existentes. A investigação foi iniciada e realizada inteiramente pelas autoridades brasileiras. O próprio presidente Michel Temer convocou reunião no final de semana, de 18 a 19 de março, para avaliar a segurança dos consumidores nacionais e internacionais em relação à qualidade da carne produzida no país.
Os controles sanitários brasileiros são sólidos e confiáveis. O Ministério da Agricultura é amplamente reconhecido por seu serviço de inspeção de produtos de origem animal ser rigoroso e robusto garantindo assim a segurança e qualidade dos alimentos.
O Brasil está entre os maiores exportadores de proteína animal do mundo, e os padrões de excelência dos nossos produtos estão entre os melhores do mundo. A carne brasileira de alta qualidade e os produtos de carne são exportados para mais de 150 países. Por essa razão, o sistema regulatório brasileiro está entre os mais frequentemente e rigorosamente auditados e monitorados em todo o mundo. Atende aos requisitos de vários mercados altamente exigentes e conta com inspeções periódicas adicionais, de monitoramento e auditoria interna e externa com base na avaliação de riscos.
Alguns dos principais programas de controle da qualidade e segurança dos alimentos são bem conhecidos pelos nossos importadores: o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), o Programa de Avaliação da Conformidade de Produtos de Origem Animal (PAC-POA) e o Programa de Redução de Patógenos (PRP).
Desde a revelação das investigações foram tomadas várias medidas. A principal preocupação e compromisso é garantir a segurança e a qualidade dos produtos. Ao mesmo tempo, embora as alegações de má conduta dos auditores sejam graves, devem ser colocadas em perspectiva:
Dos 11 mil profissionais do MAPA, 2.300 são auditores que trabalham na inspeção sanitária de produtos animais - mas apenas 33 indivíduos estão sendo investigados por conduta imprópria; Todos esses funcionários públicos foram suspensos na pendência da conclusão de processos administrativos em andamento, além da já iniciada investigação criminal.
Das 4.837 unidades de processamento de produtos de origem animal sujeitas a inspeções sanitárias federais, apenas 21 estão supostamente envolvidas em irregularidades. Três delas tiveram suas operações interrompidas e todos os 21 estão sendo re-auditados pelos funcionários da sede, para verificar qualquer evidência material de não-conformidades nos produtos. Além disso, as autorizações de exportação para todas estas 21 unidades foram suspensas preventivamente.
Somente em 2016, foram exportadas 853 mil remessas de produtos de origem animal do Brasil. Destas, apenas 184 foram consideradas não conformes pelas autoridades importadoras - muitas vezes devido a requisitos não-sanitários, tais como rotulagem ou documentos incompletos.
Finalmente, permita-me reiterar que as investigações não visam os sistemas de inspeção agrícola e pecuária, cujo rigor é amplamente reconhecido, mas sim alguns casos de má conduta individual.
O Brasil reafirma a manutenção adequada dos programas sanitários oficiais e controles específicos sobre produtos de origem animal produzidos no país. Os protocolos e procedimentos de vigilância do Ministério da Agricultura são eficientes e resultam em alimentos de alta qualidade e seguros para consumo. Reiteramos nosso compromisso de melhorar continuamente as garantias de nossos sistemas de controle sanitário.
Todas as agências governamentais brasileiras relevantes estão trabalhando em conjunto para esclarecer os assuntos sob investigação e resolver quaisquer preocupações que possam ser levantadas por nossos parceiros comerciais. As autoridades brasileiras têm estado em contato com autoridades de mercados importadores desde o início da investigação. Não é necessário mencionar que a Missão do Brasil em Genebra está pronta para responder a quaisquer perguntas ou demandas que nos possam ser apresentadas a este respeito.
O Brasil espera que os Países Membros tenham em conta todas as informações compartilhadas com os parceiros e com este Comitê, que serão atualizadas quando necessário. Nesse espírito de transparência e cooperação, esperamos que os Membros não recorram a medidas que constituam restrições arbitrárias ao comércio internacional ou contrariem as disciplinas do Acordo SPS e outras regras da OMC.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Deputados se mobilizam para incluir RN na rota da transposição das águas do São Francisco


A reunião que a Assembleia Legislativa promove nesta quarta-feira, às 15h a fim de discutir a retomadas das obras do São Francisco no Eixo Norte, já conta com confirmação dos representantes de várias federações da agricultura, comércio, setor produtivo e da igreja, no RN.
O assunto constantemente tem sido pauta na Assembleia, que em 2015 realizou o debate RN pela Transposição. Presidente da Assembleia, o deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) afirmou que a luta pela transposição é uma luta da Casa legislativa.

CONVITE


Os cactos da caatinga nordestina podem ser usados como alimento

cacteosEstudo conduzido pela Embrapa concluiu que cactáceas que ocorrem no Semiárido nordestino apresentam potencial como alimento funcional. A pesquisa avaliou a presença de compostos bioativos com função antioxidante e anti-inflamatória em algumas espécies da família Cactaceae. Os pesquisadores observaram a presença de substâncias com reconhecida atividade antioxidante como betalaínas e compostos fenólicos em partes da planta e dos frutos.
Para avaliar o potencial funcional das plantas, os pesquisadores induziram inflamação em macrófagos − células importantes na regulação da resposta imune − e observaram que na presença dos extratos de diferentes partes das cactáceas, a inflamação ou não se implanta ou, se implantada, não avança. A pesquisa foi realizada pela Embrapa em parceria com o Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (CCA/UFPB) e a Texas A&M University, no âmbito do Programa Embrapa Labex.
Os compostos fenólicos e as betalaínas encontradas nas cactáceas apresentam reconhecida ação antioxidante. Os compostos fenólicos são estruturas químicas presentes nos tecidos vegetais relacionadas a diferentes aspectos das plantas como aroma, cor, adstringência e estabilidade oxidativa. Já as batalaínas são pigmentos naturais que variam de amarelados a avermelhados. “As betalaínas são quimicamente mais ativas que os compostos fenólicos. São mais eficientes como antioxidantes”, explica Ricardo Elesbão. Ele lembra que algumas cactáceas apresentam frutos com coloração arroxeada como a beterraba, que é uma das mais ricas fontes de betalaínas na natureza.

O pesquisador explica que os compostos bioativos são, geralmente, metabólitos secundários relacionados aos sistemas de defesa das plantas contra a radiação ultravioleta ou as agressões de insetos ou patógenos. Segundo ele, um bioativo pode apresentar certa atividade biológica in vitro, mas, in vivo, esse composto pode não ser biodisponível, ou ser rapidamente metabolizado e excretado, tornando-se ineficaz.