domingo, 26 de janeiro de 2020

Descubra se o mel que você comprou é puro ou foi adulterado

Existem testes que ajudam a revelar se um mel é verdadeiro ou falsificado.

O mel possui propriedades que tornam seu uso muito recomendado para várias situações.
Entre os fatores que explicam os vários benefícios do mel, está a composição química criada pelas abelhas.

Por exemplo, o mel pode ficar armazenado por um bom tempo sem estragar
Ele é extremamente ácido, o que ameaça as bactérias e outros microrganismos.
As abelhas também adicionam a enzima enzima glicose oxidase, originando o peróxido de hidrogênio, que é um poderoso bactericida, fungicida e antiviral.
O mel possui ação anti-inflamatória, antibacteriana e é rico em diversos minerais e nutrientes, com destaque para o potássio e carboidratos.
Infelizmente, estamos vivendo em um época em que grande parte da comida, além de não ser natural, muitas vezes é falsificada.
Com isso, infelizmente, existem no mercado diversas marcas que adulteram seu produto.
No caso do mel, geralmente adicionam soluções de glicose ou até mesmo produtos com alto teor de água e pouca qualidade.
Mas alguns truques podem revelar se o mel adquirido é de boa qualidade ou sofreu alguma adulteração durante o processamento.

Leia o rótulo

Sempre leia a lista de ingredientes.
Fazendo isso, você já vai ter uma ideia se está comprando um produto puro ou modificado.
 Analise se não contém nenhum ingredientes como xarope de milho ou glicose.
Geralmente esses dois aditivos são usados para liquidificar o mel, impedindo a solidificação.
Todo mel sempre está em estado líquido, mas, quando se inicia o processo de solidificação, ele deve se cristalizar.
Portanto, ao observar o mel antes de comprar, se o conteúdo estiver cristalizado significa que é puro.
Caso contrário, desconfie do que está adquirindo e, por via das dúvidas, evite a compra.

Teste da água

Primeiramente encha um copo de água e em seguida adicione uma colher de sopa de mel.
Se quando submergido na água ele permanecer unido, como um sólido, é sinal que o mel é puro.

Entretanto, caso ele se dissolva, significa que sofreu adulterações e não é um produto puro.

Teste com fósforo

Outra forma para descobrir se o mel é puro ou não é colocá-lo em uma xícara ou panela e tentar queimá-lo com um palito de fósforo.
Se o fósforo ficar aceso e queimar um pouco do mel, significa que o produto é puro.
Se o fogo se apagar imediatamente e não queimar, indica adulteração e baixa qualidade, pois a umidade decorrente da mistura de outros ingredientes impede a chama de queimar.

Teste da água com vinagre

Este teste para descobrir a originalidade do mel também é muito simples.
Misture uma colher (chá) de mel em um pouco de água, adicione cinco gotas de vinagre e observe a reação.
Caso ocorra a formação de espuma, é sinal que o produto foi modificado.
Se não ocorrer, significa que o mel é puro.
Essas são as formas mais simples para descobrir se o seu mel é de qualidade ou foi adulterado.
Dessa maneira, você terá mais segurança quando for comprar, aproveitando o máximo dos seus nutrientes e benefícios.
SAÚDE: BLOG ALERTA POPULAÇÃO SOBRE VIROSE DA MOSCA.
 

TOME CUIDADO.PREVINA-SE!!!

sábado, 25 de janeiro de 2020

Proibido uso de aditivos melhoradores de desempenho animal

 
MapaA decisão de proibir o uso desses aditivos é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA -, com validade para todo o território nacional. A partir de agora fica proibido o uso de tilosina, lincomicina e tiamulina como aditivo para melhorar o desempenho de animais. A medida atende a recomendações da Organização Mundial da Saúde para prevenção da resistência aos antimicrobianos.
A importação, a fabricação, a comercialização e o uso de aditivos melhoradores de desempenho que contenham os antimicrobianos tilosina, lincomicina e tiamulina, classificados como importantes na medicina humana, estão proibidos em todo território nacional. A determinação está na Instrução Normativa (IN) nº 1, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
“A proibição proposta é uma medida de prevenção e controle da resistência aos antimicrobianos, que é um dos maiores desafios para a saúde pública da atualidade, com importante impacto na saúde humana e dos animais, e de aumento da supervisão veterinária para o uso das substâncias, que continuarão autorizadas como produtos de uso veterinário para tratamento, prevenção e controle de enfermidades dos animais”, explica o coordenador-geral de Medicamentos Veterinários, José Ricardo Lôbo.
Desta forma, ficam cancelados os registros destes aditivos destinados à alimentação animal. Os estabelecimentos importadores ou fabricantes detentores deverão recolher os estoques remanescentes no comércio no prazo de 90 dias.
2020 é o ano da 3ª PLENÁRIA NACIONAL DA TERCEIRA IDADE E PESSOAS IDOSAS
FOTO: Foto: César Ramos e Arte: Fabrício Martins
Já estamos contando os dias para a 3ª Plenária Nacional da Terceira Idade e Pessoas Idosas Rurais, que acontecerá de 17 a 19 de novembro de 2020, em Luziânia/GO, com o tema “Semeando Direitos, Cultivando Esperança”. Para falar sobre essa importante ação realizada pela CONTAG, Federações e Sindicatos filiados, recebemos na Voz da CONTAG, a secretária de Terceira Idade e Idosos(as) Rurais da Confederação, Josefa Rita da Silva (Zefinha).

FONTE: Comunicação CONTAG 

Cabrito, a carne vermelha mais saudável do mundo

Resultado de imagem para Cabrito, a carne vermelha mais saudável do mundoPesquisador aposentado pela Embrapa Semiárido.
De uma maneira geral, confunde-se a carne de caprino com a de ovino. O cabrito é a cria da cabra, abatido geralmente com idade entre 4 e 6 meses, com carcaça em torno de 12 kg. Quando abatido aos 2-3 meses, carcaça na faixa dos 4-6 kg e ainda mamando, é o
cabrito-mamão que vem, em alguns países, substituindo gradativamente o peru e o leitão, nas festas de final de ano. Além do sabor característico e cada vez mais apreciado pela alta gastronomia, a carne de cabrito possui diversas vantagens em termos nutricionais se comparada às outras carnes consumidas.
Essas vantagens estão relacionadas ao baixíssimo teor de calorias, gorduras e colesterol, a alta digestibilidade e aos elevados níveis de proteína e ferro. Carne de cabrito é a carne vermelha mais magra e mais consumida no mundo. Estudo realizado pela Universidade Federal do Paraná comprovou que os baixos índices de gordura e colesterol aliados aos altos índices de nutrientes tornam a carne de cabrito recomendável para cardíacos e diabéticos.
Afora os baixos teores de gordura, o percentual de gordura saturada em carne caprina apresenta-se em torno de 40% inferior à de galinha (sem pele), sendo bastante reduzido quando comparado com bovinos (850%); ovinos (900%) e suínos (1100%) (Addrizzo, 1990). É rica em cálcio, proteínas, ômega 3 e ômega 6, que desempenham um papel antiinflamatório e estão diretamente ligados e resistência imunológica.
Nos EUA, Europa, Ásia e Oceania a preocupação com a saúde tem provocado grandes mudanças nos hábitos alimentares, envolvendo a inclusão do cabrito no cardápio diário. Nos EUA, maiores importadores, a carne de cabrito é cada vez mais procurada como uma carne light e gourmet.
Time
“É uma carne nobre, magra, saborosa e altamente digestiva. Duas horas depois o organismo já a digeriu. Inclusive, por isso, pode ser um prato feito até para o jantar” (Rivaldo Cavalieri, do Rei dos Cabritos, o maior especialista no assunto de São Paulo). “É uma carne que se destaca pela sua leveza, muito digestiva” (consultor Luiz Degrossi, especialista com mais de 50 anos de experiência no setor de cortes de carnes para alta gastronomia, ao provar o cabrito no Restaurante Rubayat).
Petrolina e Juazeiro, juntas, constituem o maior polo consumidor de carnes caprina e ovina do Nordeste, mas ainda não de cabritos e cordeiros, já que estes animais, chamados indistintamente de “bode”,  são predominantemente abatidos com idade avançada, boa parte até acima dos dois anos. Ou seja, praticamente só comemos carnes de animais velhos, “erados”.
Para mudar esta situação, alguns produtores da região do Pontal, Petrolina (PE), sob orientação técnica da Projetec-Plena-Codevasf, começaram a priorizar a produção de cabritos, buscando ofertar inicialmente animais para abate até 8 meses de idade. Foi a primeira iniciativa de produção organizada desse produto nesta região, em condições de sequeiro, buscando ofertar de forma regular e a preço competitivo um produto de qualidades nutricional e organolépticas superiores.
Com a desativação do projeto de assistência técnica, em 2015, por corte nos recursos, a oferta do produto entrou em ritmo decrescente e praticamente parou. Ainda é possível conseguir cabritos deste tipo mediante encomenda a alguns poucos produtores da área. Ainda bem que outras iniciativas nesse sentido começam a surgir, nos dois lados do rio. O sucesso é garantido.
Dia da Previdência Social e Dia Nacional dos Aposentados

Nesta sexta-feira, 24 de Janeiro, é celebrado no Brasil o Dia da Previdência Social e Dia Nacional dos Aposentados. Para a CONTAG, a data possui um caráter de luta e não de comemoração, principalmente por conta dos retrocessos nos últimos anos que têm impactado negativamente a vida de toda a população brasileira, em especial dos aposentados e aposentadas.
É um dia para a CONTAG reafirmar a importância da Previdência Social. Mesmo com a reforma da Previdência, aprovada no último ano, esta continua a ser uma estratégica política de distribuição de renda, que proporciona melhor qualidade de vida, consequentemente um envelhecimento saudável, além de fortalecer o comércio/ economia local de mais de 70% dos municípios brasileiros. Mais de 2/3 do valor total dos benefícios rurais são destinados a municípios com até 50 mil habitantes, o que corresponde a um volume de recursos na ordem de R$ 5,6 bilhões/mês que são injetados mensalmente na economia desses pequenos municípios (dados de janeiro de 2016). A luta da CONTAG, das Federações e Sindicatos nos últimos anos, nos governos Temer e Bolsonaro, evitou que a reforma atingisse drasticamente os rurais.
No entanto, a Confederação está atenta quanto ao aumento de benefícios indeferidos nos últimos anos e à demora na análise dos processos nas agências do INSS. A secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues, adiantou que a Previdência Social continuará a ser uma das principais bandeiras de luta da CONTAG em 2020. “Seguiremos firmes na luta para garantirmos os direitos previdenciários dos trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares e denunciaremos o desmonte do Estado brasileiro, principalmente na Previdência Social. Nenhum direito a menos!”
Mesmo com os retrocessos, a secretária da Terceira Idade da CONTAG, Josefa Rita da Silva, a Zefinha, parabeniza os aposentados e aposentadas pela data e enfatiza que a entidade tem compromisso com as demandas da terceira idade e idosos(as) rurais. “Nesse momento, não temos o que comemorar nesse cenário de retrocessos e de retirada de direitos, por isso, devemos nos manter mobilizados(as) para lutar pelos nossos direitos e pelo direito de outros e outras se aposentarem. Portanto, essa importante data tem que ser celebrada com muita luta, com muita garra e devemos, também, reafirmar as nossas convicções e desejos por uma vida melhor e digna no campo”, destacou Zefinha.
Parabéns a todos os aposentados e aposentadas e que a nossa Previdência Social continue viva e forte!
FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - 

Preço da carne bovina desacelera e segue em tendência de queda

Carne

Arroba do boi gordo já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Mapa. IPCA-15, do IBGE, também aponta tendência de queda do preço
A redução na demanda pelo consumidor e no volume de exportações da carne bovina para a China têm provocado o recuo no preço do produto no varejo. Esse movimento reflete a variação no preço da arroba do boi gordo ao produtor que, em média, já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Os preços do boi gordo nesta sexta feira (24) estavam cotados entre R$ 170 e R$ 180.  Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi registrada uma queda 10,5%, na comparação entre o preço de R$ 190, em 30 de dezembro de 2019, e o fechamento na sexta-feira, em R$ 170.
A redução se torna ainda maior ao avaliar o comportamento do mercado em relação ao início de dezembro, quando a arroba chegou a R$ 216, conferindo uma queda da ordem de 21% em relação a esta sexta-feira.
O recuo no preço da carne também foi verificado no levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (23). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação, captou uma forte desaceleração no valor do produto. De uma alta de 17,71% em dezembro, a variação no preço da carne chegou a 4,83% em janeiro, puxando a inflação para baixo.
Para o coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar do Mapa, João Antônio Salomão, além da questão das exportações, outros fatores contribuíram para pressionar o preço para baixo. “Neste período, há uma tendência de menor consumo de carne bovina, em virtude das férias e houve também uma mudança de hábito do consumidor, que migrou para a compra de outros tipos carnes, como frango e peixes”, observa.
No varejo, os preços devem seguir tendência de queda, em virtude da demanda enfraquecida. O valor de cortes traseiros, que têm cotações mais altas e mais sensíveis à variação do mercado, registrou forte queda, como a alcatra. Enquanto em dezembro esse corte teve uma variação de 21,26%, neste mês, foi 4,49%, de acordo com o IPCA-15, do IBGE.

Pensamento

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Sabor e Qualidade - Estudo indica que queijo artesanal de Alagoa deve ser maturado por 14 dias


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O queijo artesanal de Alagoa tornou-se uma iguaria apreciada por consumidores e fonte de renda para os produtores desta cidade nas terras altas da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. É um queijo de baixa umidade e gordo que lembra o tipo parmesão. Tem consistência tendendo a dura, cor interna amarelada, sabor moderadamente salgado e tendendo a picante. Um estudo divulgado esta semana indica o período mínimo de maturação para o queijo de Alagoa atingir os padrões de qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura, na Portaria nº 146/1996, e de sabor. A informação completa os requisitos para encaminhar o processo de regulamentação.
A pesquisa envolveu Embrapa Gado de Leite, Epamig/Instituto de Laticínios Cândido TostesEmater-MG Instituto Mineiro da Agropecuária. Gerou análises laboratoriais de amostras do queijo em diferentes momentos da maturação. A partir do 14º dia foi observada uma queda acentuada da contagem de bactérias patogênicas, o que aumenta a qualidade e a segurança microbiológica do produto. Os resultados reforçam a importância de boas práticas na obtenção de leite, incluindo programas de controle de mastite, e de boas práticas na fabricação de queijos.
Estas informações foram entregues oficialmente à secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Ana Valentini, nesta quarta-feira (22/1) na forma de um boletim. Participaram do encontro o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Gado de Leite, Pedro Arcuri, e as pesquisadoras Maria de Fátima Pires e Nívea Vicentini.
Disponível online (clique aqui), o documento descreve os sistemas de produção de leite e fabricação do queijo de Alagoa e, ainda, as características microbiológicas, físicas, físico-químicas e sensoriais, juntamente com aspectos históricos e ambientais. “Este conhecimento é de fundamental importância para o reconhecimento do queijo artesanal de Alagoa e para a elaboração do Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade”, explica Maria de Fátima.
O conhecimento também deve atrair atenção de consumidores, que hoje estão mais atentos à qualidade dos alimentos e aos processos produtivos. “O consumidor está buscando mais informação e chega a individualizar o consumo, ou seja, se interessa por conhecer as características do queijo e a história de quem produz”, diz a pesquisadora.
O Brasil produz um milhão de toneladas de queijo por ano. Estima-se que um quinto desse total é feito artesanalmente, com leite cru (que não passou pelo processo de pasteurização) e parte é vendida informalmente, pois falta ao produto o registro nos serviços de inspeção sanitária, seja municipal, estadual ou federal. Resolvida a questão da legislação, o município de Alagoa estará amparado para tornar cada vez mais conhecido o seu produto terroir (palavra francesa que define a relação entre solo, microclima, ambiente e “o saber fazer” próprio de uma comunidade na fabricação de um produto de origem agrícola), como as regiões da Canastra, também de Minas Gerais, e de Parma, na Itália.

Embrapa Gado de Leite

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Produção de biogás na fazenda agrega renda e melhora qualidade do meio ambiente

 
biogás na fazendaA aplicação da tecnologia ainda é baixa entre os produtores de leite, mas o pesquisador Marcelo Henrique Otenio, que coordena os estudos sobre os biodigestores na Embrapa Gado de Leite (MG), diz que o uso do biogás está em franca expansão no setor e apresenta retornos financeiros positivos. “Nós reunimos uma equipe de pesquisa multidisciplinar de unidades de ensino e os nossos estudos são economicamente viáveis ​​ou o uso de biodigestores na pecuária de leite para o desenvolvimento de sistemas de vacância livre (sistema de produção de leite com vacas estabelecidas) com mais de oitenta vacas” revela Otenio.
A utilização de biodigestores para o manejo de biomassa animal ou bioensaio animal em biogás é uma prática antiga, mas a pesquisa científica está se tornando a cada vez mais eficiente. Na agropecuária brasileira, os produtores de suínos são os que mais adotam uma tecnologia. Segundo o Centro Internacional de Energias Renováveis ​​- Biogás ( CIBiogás ), este setor é responsável pela produção de 14% do biogás nacional. As empresas farmacêuticas, empresas de alimentos e bebidas e serviços de esgoto respondem por 51%, 25% e 6%, respectivamente. A pecuária de leite, com outras atividades, fica com 3% restantes.
Hoje, no entanto, a produção de energia elétrica e a produção de biofertilizantes a partir dos dejetos da atividade pecuária já são uma realidade na bovinocultura de leite no Brasil. Depois de algumas experiências frustradas nas décadas de 1970 e 1980, as empresas que adotaram o sistema de consolidação, não mais que os grandes geradores, passaram a gerar uma vez mais a eletricidade na fazenda e, em alguns casos, até vender um excedente para as empresas de distribuição.
Ainda segundo o pesquisador, o produtor pode obter ganhos de três formas: pela produção do biogás, que irá abastecer um motor e gerar a energia elétrica; pela reutilização da água de lavagem do piso do estábulo, que carreia os efluentes para o biodigestor; e pela produção do biofertilizante resultante do processo.
O Brasil é o quarto maior importador de fertilizantes do mundo. O País importa cerca de 75% do total desses insumos aplicados nas lavouras. Além disso, os adubos químicos são insumos caros e poluentes. Com a utilização da matéria orgânica oriunda do biodigestor, o produtor agrega valor ao negócio, além de dar uma destinação a outro material potencialmente poluente: os dejetos bovinos. Otenio informa que, na cultura da cana, o biofertilizante substitui 100% do adubo nitrogenado e, na lavoura de milho, 60%. A Embrapa Gado de Leite também está fazendo testes com a fertirrigação do capim-elefante BRS Capiaçu. Esse biofertilizante também é importante na recuperação de áreas degradadas, pois atua como um condicionante do solo, recuperando sua matéria orgânica.

Gargalheiras-Muita Água

Gargalheiras. Manhã deste dia 23/01/20! 
A imagem pode conter: montanha, nuvem, atividades ao ar livre, natureza e águaNota do Blog: Até que em fim o nosso gargalheira saiu do volume morto.
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Mapa proíbe o uso de tilosina, lincomicina e tiamulina como aditivo para melhorar o desempenho de animais

Saúde pública

A medida atende a recomendações da Organização Mundial da Saúde para prevenção da resistência aos antimicrobianos

A importação, a fabricação, a comercialização e o uso de aditivos melhoradores de desempenho que contenham os antimicrobianos tilosina, lincomicina e tiamulina, classificados como importantes na medicina humana, estão proibidos em todo território nacional. A determinação está na Instrução Normativa (IN) nº 1, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (23).
 “A proibição proposta é uma medida de prevenção e controle da resistência aos antimicrobianos, que é um dos maiores desafios para a saúde pública da atualidade, com importante impacto na saúde humana e dos animais, e de aumento da supervisão veterinária para o uso das substâncias, que continuarão autorizadas como produtos de uso veterinário para tratamento, prevenção e controle de enfermidades dos animais”, explica o coordenador-geral de Medicamentos Veterinários, José Ricardo Lôbo.
 A medida atende a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o posicionamento Tripartite OMS/OIE/FAO, de que há urgência e prioridade para a proibição pelos países do uso de antimicrobianos importantes na medicina humana para a promoção de crescimento.
 Desta forma, ficam cancelados os registros destes aditivos destinados à alimentação animal. Os estabelecimentos importadores ou fabricantes detentores deverão recolher os estoques remanescentes no comércio no prazo de 90 dias, contado a partir de hoje (23).
 Além disso, as empresas detentoras dos registros devem comunicar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no prazo de 30 dias, o número e data de fabricação do último lote importado ou fabricado, bem como o quantitativo remanescente em estoque. A comunicação deverá ser feita por e-mail para cpv.dsa@agricultura.gov.br.
 O produto em estoque ou aquele proveniente de recolhimento do mercado poderá ser reprocessado para fins de exportação ou adequação como produto veterinário com fins terapêuticos, desde que previamente autorizado pelo Mapa.
 Os estabelecimentos interessados na fabricação exclusiva para exportação que contenham as substâncias antimicrobianas tilosina, lincomicina e tiamulina poderão ser autorizados pelo Mapa, mediante prévia solicitação.
 Aditivos melhoradores de desempenho
 Os aditivos melhoradores de desempenho são produtos registrados pelo Mapa, adicionados intencionalmente à ração com a finalidade de melhorar o desempenho dos animais sadios.
 Tilosina, lincomicina e tiamulina são classificados como antimicrobianos importantes na medicina humana e estavam autorizados no Brasil também com a finalidade de aditivo zootécnico melhorador de desempenho.
 O tema está sendo tratado no contexto mundial respeitando-se a abordagem de Saúde Única, trabalhando em conjunto a saúde humana, animal e ambiental. A OMS recomenda a restrição completa de todas as classes de antimicrobianos importantes na medicina humana para uso na promoção de crescimento de animais produtores de alimentos.