sábado, 20 de julho de 2019

IFRN: Campus Ipanguaçu realizará 13º leilão de animais dias 13 e 14 de agosto

A Fazenda-Escola do Campus Ipanguaçu do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN) será palco, dias 13 e 14 de agosto, a partir de 9h, do 13º Leilão de Ovinos e Bovinos da instituição acadêmica. 

No dia 13, uma terça-feira, ocorrerá o leilão de ovinos, com um total de 11 lotes e preço mínimo de R$ 144,00. 

No dia 14, quarta-feira, é a vez do leilão de bovinos, com 26 lotes e lance mínimo de R$ 240,00.Para os arrematantes a forma de pagamento já está definida: 10% na hora da arrematação; 90% até 24 horas depois do arremate; ou, 100% no instante da arrematação.

O agendamento para visitar os animais que serão leiloados poderá ser feito na diretoria de Administração do Campus Ipanguaçu do IFRN durante os dias úteis, de 8h às 11h.

Outras informações podem ser colhidas através do telefone (84) 4005-4104

FIM DE SEMANA

O impacto significativo da peste suína

Cautela nunca é demais. Com rigor, vamos manter nosso status sanitário
O mercado asiático de proteína animal passa por um momento delicado. Um surto de peste suína africana, enfermidade muito contagiosa, atingiu vastos rebanhos na China – maior produtor do mundo. Também afetou o Vietnã e outras nações da região. O impacto é significativo: as perdas devem chegar a até 30% somente em terras chinesas. Um grave cenário, que exige ainda mais atenção e rigor sanitário no Brasil.

O Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, ressalta que o Brasil é reconhecido mundialmente pelas políticas de sanidade animal. Estamos livres da peste suína, da influenza aviária — que também afeta a China neste momento — e de outras doenças. Trata-se do resultado de muitos anos de trabalho e investimento da cadeia produtiva e dos governos, o que nos trouxe um diferencial competitivo que poucos possuem. Os reflexos disso são vistos na posição que ocupamos no mercado global: somos líder na exportação de carne de frango e o quarto maior produtor de suínos. Números já exponenciais que tendem a avançar ainda mais com o problema asiático. Afetadas pelas doenças, aquelas nações estão importando mais — e o Brasil já ampliou os embarques. Somente em maio, as remessas de carne suína para a China cresceram 51%, na comparação com o mesmo mês de 2018.

“Sem dúvida, é uma oportunidade valiosa para nossa proteína animal. Mas para que possamos usufruir dessas vantagens, temos de redobrar a vigilância para impedir que as doenças cheguem aqui. A peste suína, especialmente, é muito perigosa. O vírus é disseminado por carrapatos e no contato de animais doentes com os saudáveis, podendo se impregnar até mesmo nos itens de vestuário de quem lida com os rebanhos”, salienta Turra. 

O Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal ainda lembra das três dicas são valiosas para quem quer preservar a sanidade animal: nas granjas, evitar o acesso de pessoas que não fazem parte do sistema produtivo; não receber visitantes provenientes de nações com focos da peste; e em caso de viagem ao exterior, não visitar as instalações produtoras, nem trazer produtos cárneos. Diz o ditado popular com sabedoria: "Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce". Um caso de peste suína ou outra doença no nosso país seria avassalador, com um impacto bilionário para a economia e prejuízos irreversíveis para tantas famílias que dependem dessa cadeia produtiva. Cautela nunca é demais. Com rigor, vamos manter nosso status sanitário.

NOTA DO BLOG:  Segundo alguns técnicos do IDIARN, alocados na região central do estado, já existem casos confirmados da peste suína. 

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Como a restauração na Caatinga pode se tornar um bom negócio para produtores e comunidades

Produção de palma na Caatinga. Espécie para alimentação dos animais, a palma pode ser usada em Sistemas Agroflorestais com árvores frutíferas (Foto: Bruno Calixto/WRI Brasil)

A paisagem do semiárido nordestino estava verde no final de 2018 em Pintadas, no interior da Bahia. A cidade – e toda a Bacia do rio Jacuípe – é hoje um polo de experiências sociais com grande potencial de se tornar um importante centro de restauração na Caatinga. O WRI Brasil já contou essa história: ela mostra como a liderança feminina criou demanda para produtos da restauração por meio de uma fábrica, a Delícias do Jacuípe, e como o conhecimento tradicional dos produtores rurais ajuda a adaptar às mudanças do clima. Mas o verde da paisagem de Pintadas engana quem não conhece a realidade local. “Hoje tudo está verde. Mas não é que está confortável. Não tem água para o gado, por exemplo. É uma seca verde, resultado das mudanças climáticas”, diz a produtora rural Nereide Segala Coelho, uma das fundadoras da cooperativa Ser do Sertão.
Nereide e outras lideranças da cooperativa e da fábrica estavam reunidas em um projeto, articulado com o apoio do WRI Brasil, para realizar uma pesquisa entre os produtores da região para encontrar uma forma de desenvolver a economia local e ao mesmo tempo adaptar o meio rural aos impactos de um clima mais extremo.
Nessa reunião em dezembro, um grupo de líderes mulheres engajadas pela cooperativa apresentou os resultados preliminares de uma pesquisa de campo. Elas perguntaram a mais de 500 produtores rurais sobre as árvores nativas mais comuns em suas propriedades, as motivações para que se engajem em restauração florestal e as necessidades relacionadas à produção no campo, como assistência técnica.
<p>Nereide Coelho</p>
A produtora rural Nereide Segala Coelho, uma das fundadoras da cooperativa Ser do Sertão 
Os dados ainda serão compilados, mas as primeiras impressões já mostram um caminho para que a restauração na Caatinga crie corpo: é preciso criar um mercado de produtos nativos. “Os produtores nunca tiveram o hábito de colher frutas para a venda. Estamos começando um processo novo, mostrando que o produto que ele tem vai ajudar na renda. A realidade vai mudando”, diz Valdirene dos Santos Oliveira, atual presidente da cooperativa.

Restauração como um negócio

A criação da demanda por produtos foi uma estratégia pensada pelas lideranças da cooperativa para promover a restauração. A fábrica Delícias do Jacuípe é o elemento central: fornece polpa de frutas para suco para escolas, mercados e feiras. Para comercializar a polpa, a fábrica compra dos produtores frutas nativas que antes eram desperdiçadas, como umbu, maracujá da Caatinga e cajá-umbu. Tendo a fábrica para vender as frutas, os produtores estão começando a plantar árvores frutíferas. Todo mundo ganha. As famílias rurais podem complementar sua renda e, por outro lado, a restauração por meio da introdução das espécies arbóreas nativas nos sistemas produtivos pode melhorar a qualidade do solo e aumentar a resiliência das propriedade frente às mudanças climáticas.
Para essa cadeia funcionar bem, é preciso buscar profissionalização. Por isso, as lideranças da cooperativa passaram por diversos treinamentos e capacitações de gerenciamento de negócios. Estudaram análise de fluxo de caixa, entendimento de custos, investimentos e perdas. A ideia é criar uma cultura de melhor uso das informações. Além disso, estão fazendo prospecção de mercado, visitando restaurantes e potenciais compradores das polpas de frutas em outros municípios. Buscar novos consumidores é um primeiro passo para estabelecer um mercado produtivo e sustentável.
<p>Fábrica Delícias do Jacuípe</p>
Trabalhadoras da fábrica Delícias do Jacuípe selecionam o tamarindo no primeiro processo para transformar a fruta em polpa para suco 

Profissionalização da mulher no meio rural

O sucesso da fábrica permite que a restauração se espalhe por toda a cadeia. Ela chega em uma das pontas – os consumidores que passam a conhecer o gosto das frutas da Caatinga, por meio de sucos – e na outra ponta encontra os produtores e produtoras rurais, que passam a valorizar o plantio de árvores e a colheita de frutas para atender a demanda da fábrica.
Esse processo ainda gera um resultado social importante: a possibilidade de promover economia rural baseada na resiliência climática. Além disso, essa mudança de cultura estimula que as decisões sobre a produção sejam compartilhadas entre os integrantes das famílias rurais, aumentando a participação feminina na economia local. “O profissionalismo da produção passa pelo envolvimento das mulheres no gerenciamento da propriedade”, diz Norma Rios, diretora da cooperativa.
Com a propriedade produzindo e vendendo, e com árvores fortalecendo o solo e o ambiente, os produtores rurais poderão se preparar para os impactos da mudança climática – e ainda lucrar com a venda de frutas.
<p>umbu</p>
O umbu, fruta nativa da Caatinga 

Decisão entre RN e PB tranquiliza abastecimento de Caicó e municípios vizinhos



A reunião do comitê da bacia hidrográfica do Piancó-Piranhas-Assu, ocorrida em Coremas/PB, debateu e aprovou os novos parâmetros para o uso da água do sistema Curema-Mãe D'água para o período de 2019-2020.  Os encaminhamentos serão remetidos por e-mail para última análise pelos integrantes do comitê da hidrográfica e dos órgãos gestores que são a ANA, pelo Governo Federal, e o IGARN, pelo Governo do RN, mais a AESA pela gestão do Estado da Paraíba.
Em síntese, o novo marco regulatório garante o abastecimento de Caicó e municípios do entorno. Isto alivia a imensa preocupação que havia sobre o colapso no abastecimento, uma vez que o açude Itãns encontra-se em volume morto, à menos de 2%.
A decisão tomada garante em média uma liberação de 2100 l/s no ponto de saída e chega ao ponto de captação do RN, no Rio Piranhas, município de Jardim de Piranhas, com uma média de 600 l/s, garantindo em torno de 450 para o atendimento de Caicó no sistema de rodízio. O restante da vazão vai para o atendimento de Jardim de Piranhas e circunvizinhos.
O Governo do RN esteve representado através do secretário da SEMARH, João Maria Cavalcanti, acompanhado pelo Presidente do IGARN, Caramurú Paiva; e Genir Formiga da CAERN. "A reunião interessante e produtiva, integra a bacia unifica os Estados do RN e PB" disse o Secretário João Maria.
O diretor do IGARN, Caramuru Paiva, explicou que a decisão "garante primeiramente o abastecimento da população, e também apoia a retomada do setor produtivo com a garantia de uma média 0,5 hectare de irrigação para os agricultores que estão ao longo do curso da agua".

A reunião contou ainda com a presença de Wesley Gabrieli, técnico da ANA que apresentou os dados técnicos do sistema Curema-Mae D'água; Paulo Varela, Presidente do Comitê Bacia Piacó-Piranhas-Açu; Carlos Nobre, Secretário adjunto de Recursos Hídricos do RN; Procópio Lucena, Igreja Católica do Seridó; Valdemir da AESA-PB, Wallace da CAGEBA-PB, e também representantes de irrigantes, prefeituras, vereadores e instituições dos dois Estados

Como fazer e escolher as melhores plantas para o processo de ensilagem                             

silo no chãoPara fazer a silagem de milho, utilizam-se as mesmas variedades para produção de grãos adaptadas à região. A planta deve ser cortada inteira quando os grãos estiverem no ponto farináceo. O rendimento é de 20 a 30 toneladas de massa verde por hectare. As variedades de sorgo mais indicadas para a ensilagem são aquelas que podem ser usadas para produção de forragem e grão. Da mesma forma que o milho, a planta do sorgo deve ser cortada inteira quando o grão estiver em ponto farináceo. A produção é de 20 a 40 toneladas por hectare.
Já o capim elefante deve ser cortado quando estiver com 1,8 metros de altura, entre 60 e 70 dias depois de plantado. Como o capim tem muita água em sua composição, é necessário murchá-lo antes de colocar no silo. O processo de ensilagem, se feito de forma correta, gera um alimento com alta concentração de nutrientes e bem aceito pelos animais. Para que a silagem produzida seja de boa qualidade é necessário observar três aspectos importantes: o material que será ensilado; a umidade do material; e a retirada do oxigênio dentro do silo por meio da compactação.
O ponto ideal de corte de milho e sorgo para a silagem é quando os grãos estão no estágio de farináceo duro, quando a planta acumula a maior quantidade de matéria seca e melhor qualidade nutricional. O corte deve ser feito entre 5 e 10 cm de altura do chão.
As plantas devem ser picadas em pedaços de 2 a 3 cm. Pedaços grandes atrapalham o processo de compactação e permitem ao animal uma maior seleção, aumentando as perdas no cocho. Pedaços muito pequenos geram uma perda acentuada de nutrientes e favorecem uma compactação acentuada da massa.
O enchimento do silo deve ser feito o mais rápido possível para que a fermentação do material aconteça de forma homogênea. Para isso, o produtor deve planejar a logística para utilização de máquinas e mão-de-obra.
Para fazer a compactação, uma das etapa mais importante do processo. Nesta fase ocorre a expulsão de oxigênio de dentro do silo, que pode ser feita de várias maneiras: pisoteio animal ou humano;  ou ainda com uso de tratores, rolos ou tambores compactados.
A última fase do processo de ensilagem consiste no fechamento do silo com lona plástica, material vegetal morto e terra. Deve ser muito bem feita para impedir a troca de oxigênio entre o ambiente e o material ensilado. A cobertura de lona plástica com material vegetal seco e terra é muito importante para aumentar a durabilidade da lona e diminuir o aquecimento da superfície do silo, que pode ocasionar perda do valor nutricional da silagem.

Para o engenheiro-agrônomo da Embrapa Caprinos e Ovinos, Lucas Oliveira, a silagem quando bem feita e bem manejada é uma ótima fonte de alimento para os rebanhos nas épocas do ano quando não há disponibilidade de pastagem. A compactação adequada e a vedação correta fazem com que o silo armazene alimento de qualidade para os animais por vários anos, podendo ser considerado uma poupança de alimento que o produtor só utilizará quando houver grande necessidade. “Outro ponto importante quando falamos de silagem é o uso do silo. O produtor deve estar sempre atento ao fato de que uma vez aberto o silo ele deve ser consumido totalmente, sem interrupções. Não podemos abrir o silo e tentar fazer a vedação novamente para fornecer aos animais em outro momento do ano. Seguindo com atenção as orientações de preparo e manejo da silagem, o produtor terá um alimento de qualidade para fornecer aos seus rebanhos sempre que necessário”, conclui.

Vem Ai a EXPOLAJES 2019

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Silagem: boa opção para conservar alimento para o período de escassez

Garantir a segurança alimentar dos rebanhos de caprinos e ovinos durante todo o ano é um dos grandes desafios dos criadores na região semiárida do Brasil. Se no período chuvoso há abundância de oferta de forragem na vegetação nativa, durante a estiagem essa oferta se restringe em virtude da pouca variedade e diminuição da qualidade. Uma das alternativas indicadas pela Embrapa Caprinos e Ovinos é  a ensilagem, técnica para a produção de forragem conservada.
O criador deve fazer a ensilagem no período chuvoso para oferecer aos animais durante a época seca. Em alguns estados do Nordeste as chuvas já estão diminuindo, mas nas regiões de Sergipe, Alagoas e Bahia, onde as chuvas começam mais tarde, ainda é tempo de preparar essa reserva de alimentos.
As melhores forrageiras para ensilagem são aquelas com elevado teor de açúcares solúveis, como o milho e o sorgo. Os capins não são indicados para essa finalidade, com exceção do capim-elefante que tem um teor de carboidratos solúveis e por isso gera silagem de boa qualidade. Embora as leguminosas não sejam adequadas para serem ensiladas isoladamente, elas podem compor silagens de milho, sorgo ou capim-elefante para melhorar o valor proteico. Os especialistas sugerem adicionar até 20% de leguminosas ou de cana picada, o que também ajuda a melhorar as condições de fermentação.
Plantas indicadas para o processo de ensilagem
Para fazer a silagem de milho, utilizam-se as mesmas variedades para produção de grãos adaptadas à região. A planta deve ser cortada inteira quando os grãos estiverem no ponto farináceo. O rendimento é de 20 a 30 toneladas de massa verde por hectare.
As variedades de sorgo mais indicadas para a ensilagem são aquelas que podem ser usadas para produção de forragem e grão. Da mesma forma que o milho, a planta do sorgo deve ser cortada inteira quando o grão estiver em ponto farináceo. A produção é de 20 a 40 toneladas por hectare.
Já o capim elefante deve ser cortado quando estiver com 1,8 metros de altura, entre 60 e 70 dias depois de plantado. Como o capim tem muita água em sua composição, é necessário murchá-lo antes de colocar no silo.
O processo de ensilagem, se feito de forma correta, gera um alimento com alta concentração de nutrientes e bem aceito pelos animais. Para que a silagem produzida seja de boa qualidade é necessário observar três aspectos importantes: o material que será ensilado; a umidade do material; e a retirada do oxigênio dentro do silo por meio da compactação.
Passo a passo
Colheita – O ponto ideal de corte de milho e sorgo para a silagem é quando os grãos estão no estágio de farináceo duro, quando a planta acumula a maior quantidade de matéria seca e melhor qualidade nutricional. O corte deve ser feito entre 5 e 10 cm de altura do chão.
Picagem – As plantas devem ser picadas em pedaços de 2 a 3 cm. Pedaços grandes atrapalham o processo de compactação e permitem ao animal uma maior seleção, aumentando as perdas no cocho. Pedaços muito pequenos geram uma perda acentuada de nutrientes e favorecem uma compactação acentuada da massa.
Enchimento – O enchimento do silo deve ser feito o mais rápido possível para que a fermentação do material aconteça de forma homogênea. Para isso, o produtor deve planejar a logística para utilização de máquinas e mão-de-obra.
Compactação – É a etapa mais importante do processo. Nesta fase ocorre a expulsão de oxigênio de dentro do silo, que pode ser feita de várias maneiras: pisoteio animal ou humano;  ou ainda com uso de tratores, rolos ou tambores compactados.
Vedação – A última fase do processo de ensilagem consiste no fechamento do silo com lona plástica, material vegetal morto e terra. Deve ser muito bem feita para impedir a troca de oxigênio entre o ambiente e o material ensilado. A cobertura de lona plástica com material vegetal seco e terra é muito importante para aumentar a durabilidade da lona e diminuir o aquecimento da superfície do silo, que pode ocasionar perda do valor nutricional da silagem.
O engenheiro-agrônomo da Embrapa Caprinos e Ovinos, Lucas Oliveira, a silagem quando bem feita e bem manejada é uma ótima fonte de alimento para os rebanhos nas épocas do ano quando não há disponibilidade de pastagem. A compactação adequada e a vedação correta fazem com que o silo armazene alimento de qualidade para os animais por vários anos, podendo ser considerado uma poupança de alimento que o produtor só utilizará quando houver grande necessidade. “Outro ponto importante quando falamos de silagem é o uso do silo. O produtor deve estar sempre atento ao fato de que uma vez aberto o silo ele deve ser consumido totalmente, sem interrupções. Não podemos abrir o silo e tentar fazer a vedação novamente para fornecer aos animais em outro momento do ano. Seguindo com atenção as orientações de preparo e manejo da silagem, o produtor terá um alimento de qualidade para fornecer aos seus rebanhos sempre que necessário”, conclui.

Embrapa Caprinos e Ovinos

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Com apoio do Governo do RN, Expoeste movimenta a economia de Caraúbas e região



Em sua terceira edição, a Exposição Agropecuária de Caraúbas (Expoeste), realizada com apoio do Governo do RN, por meio de diversos órgãos estaduais e do programa Governo Cidadão, movimentou a economia da região e fortaleceu os produtores rurais, além de ser um atrativo para a população local e turistas.
Funcionando desde quinta (11) no espaço Saia Rodada Park Show, o evento teve abertura solene na noite desta sexta-feira (12), com a presença da governadora Fátima Bezerra, e transcorreu até o dia (14). "Estou junto com o povo de Caraúbas com a confiança e a esperança de que estamos trabalhando para melhorar essa região, e também para construir um Rio Grande do Norte melhor para todos e todas", declarou Fátima Bezerra.
A Expoeste compõe o Circuito Estadual de Exposições Agropecuárias e é promovida pela Prefeitura de Caraúbas e pela Associação dos Criadores de Cabra Leiteira do Litoral e Agreste Potiguar (Aclap). "Estamos muito felizes por estar realizando a terceira edição dessa festa com todo esse apoio do Governo, porque se não houvesse essa parceria, não seria possível", afirmou o prefeito Juninho Alves. 
O Estado participa do evento através do programa Governo Cidadão, via Banco Mundial, que investiu R$ 35 mil em estandes climatizados, pórtico de entrada e arquibancadas. Houve também recursos oriundos de emendas parlamentares dos deputados Raimundo Fernandes, presente ao evento, e Getúlio Rego, no valor de R$ 100 mil cada. Além, claro, da participação direta dos órgãos estaduais como o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater-RN), Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) e Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (Sape), com estandes de orientação no local e assistência técnica durante o ano todo aos produtores, auxiliando-os no acesso às linhas de crédito, assistência técnica e extensão rural.
Com foco no fortalecimento da Pecuária Leiteira, o Governo do RN está distribuindo mudas de palma forrageira e realiza o cadastramento de agricultores para o programa de forragem. Durante a visita à Expoeste, a governadora assinou, na presença de Marinho Júnior, gerente de negócios da agência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) de Apodi, e do diretor da Emater, César Oliveira, os contratos de 18 propostas de crédito que totalizam R$ 145 mil, para famílias de agricultores.
 
Outro assunto debatido no evento foi acerca da situação climática e a caprinocultura, através de uma rodada de conversas com 300 estudantes da rede pública estadual. O secretário adjunto da Sape, Alexandre Wanderley, destacou a importância do evento e os encontros com a comunidade. "Sou técnico e agricultor e tenho vivenciado de perto o quanto o Governo tem se preocupado em melhorar a convivência dos produtores com o semiárido", disse.
Na programação, estão sendo oferecidos, através da Carreta Sebrae, cursos e oficinas que abrangem o beneficiamento de leite caprino, produção de queijos e cortes especiais de caprinos e suínos. Também está sendo oportunizado, aos pequenos produtores, o acesso a financiamentos por meio da Agência de Fomento (AGN) e do Banco do Brasil.
Nesta terceira edição, a feira conta com a participação de 850 animais, entre bovinos, caprinos, ovinos e equinos, com alta qualidade genética, além de rodada de negócios e programação social, concursos como a Etapa do ranking 2019 de Cabras Leiteiras, 2ª Copa Cabrito e Torneios Leiteiros, distribuindo R$ 50 mil em premiações. O evento promove o intercâmbio de conhecimentos e negócios e atrai visitantes de toda região Oeste do RN, bem como de estados como Paraíba, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Investimentos do Governo do RN em Caraúbas

O Governo do RN, via Governo Cidadão e Banco Mundial, está investindo R$ 24,2 milhões em Caraúbas. Entre os investimentos já concluídos, estão mais de R$ 203 mil, que foram aplicados em: capacitação, estruturação do Conselho Municipal, infraestrutura tecnológica para delegacia, Projetos de Inovação Pedagógica (PIPs) e adequação da rede materno infantil do Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira. 
Os investimentos em execução totalizam R$ 13,8 milhões e incluem cinco projetos de acesso à água (R$ 1,2 milhão), construção da Escola de Campo do Assentamento 1º de Maio (R$ 6,2 milhões), seis projetos de inclusão produtiva (R$ 2,9 milhões) e sinalização turística (R$ 88,9 mil).
Outro investimento importante está sendo licitado e trata da recuperação da Barragem do Apanha Peixe, com capacidade para até 10 milhões de metros cúbicos de água. Serão investidos R$ 10,2 milhões na reconstrução da barragem. 
No dia 21 de maio, o Governo entregou a sede própria da Central do Cidadão, que traz como diferencial o fato de abrigar um posto da Delegacia de Polícia Civil, onde funciona também a Sala Lilás de atendimento às mulheres vítimas de violência. A obra do prédio foi realizada através da Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), com recursos do Banco Mundial, via Governo Cidadão. O investimento total foi de R$ 3,3 milhões, sendo R$ 2,6 milhões investidos em obras e R$ 722 mil em equipamentos. 
A média mensal é na faixa de 10 mil atendimentos, já que a Central beneficia nove municípios do Médio Oeste (Caraúbas, Upanema, Campo Grande, Janduís, Olho D’água dos Borges, Patu, Governador Dix-Sept Rosado, Rafael Godeiro e Almino Afonso)
NOTA DO DO BLOG:  Uma das maiores exposições do estado. E cada ano, só tem aumentado. O progresso das exposições para o bem da agropecuária do nosso estado.   
CONTAG participa do lançamento da Década da Agricultura Familiar na sede da ONU, em Nova Iorque
A CONTAG levou as expectativas e anseios dos agricultores e agricultoras familiares para mais um lançamento da Década da Agricultura Familiar (2019-2028), dessa vez nos Estados Unidos. Nesta terça-feira, dia 16, governos, organizações da agricultura familiar e agências multilaterais se reuniram na sede da ONU, em Nova Iorque, para celebrar o compromisso assumido por todos em prol do desenvolvimento da agricultura familiar mundial para os próximos dez anos. Em especial pela FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, e pelo FIDA, Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, ambos responsáveis pela implementação da Década, conforme a resolução assinada pela ONU.
A CONTAG foi representada na cerimônia pelo vice-presidente e secretário de Relações Internacionais, Alberto Broch, que também representou a CONTAG e o Fórum Rural Mundial. Broch foi convidado a discursar em nome dos agricultores familiares, que são protagonistas na Década, junto aos representantes das organizações Via Campesina Mundial e a Organização Mundial de Agricultores (OMA).

Neste momento, Broch ressaltou o potencial estratégico da agricultura familiar de contemplar pelo menos 121 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, e pautou algumas das ações que precisam caminhar para que o setor consiga se desenvolver e cumprir essas metas na prática.
A criação de comitês nacionais e espaços políticos de diálogo, o fortalecimento das organizações que representam a agricultura familiar e o investimento de recursos no setor foram alguns dos compromissos que Broch demandou dos presentes em sua mensagem. Ao final, abordou também o compromisso dos agricultores:
“Nós, agricultores e agricultoras familiares, reafirmamos nosso compromiso de participar de todo o processo de implementação da Década, colaborando, como protagonistas, desde nossas bases com conhecimentos e saberes tradicionais que tanto contribuem para a reprodução de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis para gerar segurança e soberania alimentar e nutricional, e desenvolvimento sustentável; e para combater a fome, a pobreza e as mudanças climáticas”.
Em nome da FAO e FIDA, o diretor geral da FAO, José Graziano da Silva, comunicou em seu discurso sobre os primeiros esforços das duas agências pelo êxito da Década, e os próximos passos necessários. “FAO e FIDA já estabeleceram um fundo financeiro com múltiplos doadores, e parte inicial deste dinheiro já está sendo usado para promover um melhor diálogo e intercâmbio entre os agricultores sobre políticas públicas. Um próximo trabalho é que os atores envolvidos desenvolvam Planos de Ação Nacionais, baseados no Plano de Ação Global já aprovado, para que as agências possam entender melhor as demandas e processos de cada país ", disse ele em seu discurso na cerimônia de lançamento.
OUTRAS AGENDAS
Para além do ato político, a CONTAG teve também outras agendas em Nova Iorque. Também no dia de ontem foram realizadas três reuniões do dirigente: a primeira com o próprio José Graziano, da FAO, a segunda com o presidente mundial do FIDA, e a última do dia com o embaixador da Costa Rica, país que liderou a campanha pela aprovação da Década.

A pauta geral discutida nas agendas com as organizações foi como elas podem ajudar, com recursos técnicos e financeiros, a promover novos lançamentos nacionais, a criar estruturas para a agricultura familiar em todos os países e a colaborar com o convencimento dos governos no sentido do fortalecimento das políticas públicas para melhorar a vida e as condições de trabalho dos agricultores e agricultoras familiares de todo o mundo.
AÇÚCAR

Açúcar: contratos do demerara seguem em baixa em Nova York

O indicador diário Cepea/Esalq para açúcar cristal fechou em R$ 60,27/sc de 50 kg,

Nessa terça-feira (16) os lotes de açúcar demerara, negociados na bolsa de Nova York, desvalorizaram novamente. A tela para outubro/19 foi firmada em 11.99 centavos de dólar por libra-peso, queda de 7 pontos. O vencimento para março/20 fechou em 13.03 centavos de dólar por libra-peso. Os outros contratos desvalorizaram entre 3 e 7 pontos.
Em Londres os contratos para agosto/19 subiram 1 dólar e foram firmados em US$ 295,00 a tonelada. Os demais contratos caíram. O lote para outubro/19 fechou em US$ 314,30 a tonelada, queda de 1,70 dólar. Os outros caíram entre 2,20 e 2,50 dólares.
Mercado interno
O indicador diário Cepea/Esalq para açúcar cristal fechou, nesta terça-feira, em R$ 60,27/sc de 50 kg, desvalorização de 0,43% no comparativo com a véspera. De acordo com o Cepea, na última semana as usinas procuraram manter os valores de suas ofertas, estabelecendo um preço mínimo de venda. 
A liquidez, por sua vez, foi um pouco menor, devido ao feriado no estado de São Paulo na terça-feira, 9. Neste cenário, a média semanal da saca de 50kg foi de R$ 60,29, queda de 0,93% em relação à média de 1º a 5 de julho.
Etanol
Pelo índice Esalq/BM&F o etanol hidratado fechou valorizado ontem. O metro cúbico do biocombustível foi vendido a R$ 1.718,50, alta de 0,29% no comparativo com o dia anterior.
NOTA DO BLOG: Cresce no pais o consumo do açúcar demerara. Muito mais sadio e gostoso do que o açúcar branco refinado. 

Orientação para o plantio de mandioca recomenda sistema de plantio direto como mais econômico e rentável

mandioca - plantaçãoBasicamente, o plantio direto é um sistema que envolve o não revolvimento do solo, como acontece no sistema convencional. Ou seja, a implantação da cultura é realizada diretamente sobre uma palhada dessecada. “Não revolvendo o solo, existe maior preservação da matéria orgânica, diminui-se o risco de erosão, têm-se custos menores e a cultura fica em um ambiente melhor, com temperatura mais amena e maior manutenção da umidade”, explica o pesquisador Marco Rangel, lotado no campo avançado da Embrapa Mandioca e Fruticultura na Embrapa Soja, em Londrina (PR). O cientista frisa que essas vantagens têm potencial para agregar valor aos produtos processados, uma vez que os consumidores estão cada vez mais exigentes em relação à sustentabilidade do meio ambiente.
A pesquisa da Embrapa mostra que o plantio direto, feito sobre a palhada da cultura anterior, é capaz de aumentar produtividade da mandioca em até 50%, além de elevar a qualidade do solo. Também chamado de plantio mínimo ou plantio reduzido, o sistema de plantio direto (SPD) é utilizado em grandes culturas de grãos, como milho, soja e trigo.
No Centro-Sul do Brasil, região de grande importância na produção brasileira de mandioca e que concentra 80% das indústrias brasileiras produtoras de fécula, o SPD tem sido testado com sucesso na cultura. Conhecida pela sua versatilidade e rusticidade, a mandioca também tem como característica esgotar rapidamente o solo quando não bem manejado, por isso, o SPD foi testado como alternativa para resolver o problema.
O trabalho foi desenvolvido por equipes da Embrapa, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que observaram que a adoção de sistemas conservacionistas de produção poderia trazer vários benefícios para toda a cadeia produtiva, desde a redução de cerca de 90% das perdas de solo, diminuição de custos de preparo da área até a melhoria da qualidade do solo e da produtividade.
Entre os resultados alcançados, foi lançada uma variedade adequada ao plantio direto, a BRS CS01, que está em franca expansão na região, e outra cultivar está prestes a ser introduzida no mercado.

Para Refletir

A Verdade Nua e Crua


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