sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Controle da mosca-do-estábulo pode evitar morte de animais


A praga ataca o rebanho bovino, mas pode afetar também equinos, suínos e até o homem.
O inseto, de aparência e tamanho semelhantes à de moscas domésticas, se alimenta de sangue e é encontrado nas proximidades de estábulos e confinamentos. O número de moscas aumenta durante a colheita da cana-de-açúcar, já que a espécie encontrou nessa região o ambiente propício para a reprodução.
O pesquisador da Embrapa Gado de Corte Paulo Henrique Duarte Cançado falou sobre o controle para evitar perdas no rebanho. Segundo ele, os ataques ocorrem principalmente no lombo e nas patas dos animais, o que deixa os animais inquietos e irritados. O dano causado pela picada acarreta a perda de peso e até morte.
Em situações de emergência, o inseticida é uma alternativa para o produtor, porém, por não ser uma opção sustentável, e seu uso continuo propiciar a seleção e desenvolvimento de populações de moscas resistentes, deve ser utilizado apenas em casos extremos.
A pesquisa da Embrapa mostra que a prevenção e controle podem ser feitos, a partir de medidas simples e que devem fazer parte da rotina das propriedades rurais. Entre elas:
• Manter a higiene das instalações, limpando as fezes e restos alimentares, principalmente em propriedades com sistema de confinamento ou leiterias.
• Remover e dar destino adequado (espalhamento ou compostagem) dos resíduos alimentares de animais, bem como de dejetos e matéria orgânica acumulados, pois representam fontes de criação de larvas de moscas.
• Revolver o material de compostagem completamente duas vezes por semana e drenar a água da chuva.

Começou a EXPOLAJES 2014

O Parque de Exposições Deputado Nélio Dias está em festa. Teve início na manhã desta sexta feira (29) a XX Exposição de Caprinos e Ovinos do Sertão Cabugi, a EXPOLAJES. Uma realização da Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos do Sertão Cabugi (ACOSC), em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura, EMPARN, IDIARN, EMATER e a Prefeitura Municipal de Lajes, com o apoio do BNB e Banco do Brasil.

Pela manhã tivemos a recepção aos animais. Logo mais às 21:00 horas acontecerá a abertura oficial do evento, com a presença de autoridades estaduais e locais. Logo após, a escolha da Garota EXPOLAJES, e em seguida, Festa Baile com as seguintes atrações: Arnaldo Farias e os Manos do Forró.

A EXPOLAJES dará a seguinte premiação aos vencedores.
Competição
Premiação
Torneio Leiteiro
6.500,00 reais
Garota EXPOLAJES
1.000,00 reais- 01 celular - 03 kits de O Boticário - 01 prêmio Mmartan - 01 kit moda praia da Coca Cola.
Torneio Pegado Bode
600,00 reais

Em conversar com a nossa reportagem, o presidente da ACOSC, Cesar Militão, agradeceu o apoio de todas as entidades que colaboraram para realização da XX EXPOLAJES, em especial, a Prefeitura Municipal de Lajes, que tem dado o apoio maior através da gestão do prefeito em exercício José Marques Fernandes (Marcão).

Programação Oficial da XX EXPOLAJES

Programação
Dia
Horário
Evento
Sexta feira
8:00
Recepção dos animais
Sexta feira
18:00
Apresentações culturais
Sexta feira
21:00
Abertura da EXPOLAJES
Sexta feira
22:00
Concurso da Garota EXPOLAJES
Sábado
00:00
Festa baile com Arnaldo Farias e os Manos do Forró
Sábado
7:00
Torneio Leiteiro
Sábado
8:00
Visita de 1.500 alunos ao Parque de Exposição
Sábado
8:00
Educação Ambiental para os alunos do Ensino Fundamental de Lajes
(Secretaria de Agricultura de Lajes)
Sábado
9:00
Seminário de Avicultura para produtores de agricultura familiar (EMPARN)
Sábado
10:00
Curso de Palma Adensada (SENAR/RN)
Sábado
11:00
Mini Curso de cultivo umbu (SEMAGMA/Lajes)
Sábado
14:00
Curso de culinária e artesanato (SEMAGMA/Lajes)
Sábado
23:00
Festa baile com Zé Sanfoneiro e Zé Filho, Forró Dibom Tamanho e Cavalo de Aço
Domingo
8:00
Torneio Pega Bode
Domingo
10:00
Entrega de premiação

Leilão de frete de milho para o RN fica para setembro

milhoA Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou ter adiado o leilão de frete de milho previsto para ontem (28). A operação foi remarcada para o dia 03 de setembro.
O edital prevê a contratação de transporte para remoção de 20,6 mil toneladas de milho em grãos, a granel, do Mato Grosso, para os estados do Nordeste (AL, CE, MA, PB, PI, RN e SE). O produto está vinculado aos estoques de Contrato de Opção e à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), do governo federal.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Programa agroflorestal para energia e alimentos será implantado no Nordeste

Foto: Raquel Pires
Raquel Pires - Comitê Diretivo do Programa de Biocombustíveis do Icraf conhece a macaúba, alvo dos sistemas agroflorestais a serem desenvolvidos no Brasil
Comitê Diretivo do Programa de Biocombustíveis do Icraf conhece a macaúba, alvo dos sistemas agroflorestais a serem desenvolvidos no Brasil
A Embrapa vai desenvolver um programa com agricultores familiares do Nordeste brasileiro, que tem como objetivo a produção de macaúba em sistemas agroflorestais para gerar alimentos e matéria-prima para bioenergia. A iniciativa integra o Programa para Desenvolvimento de Cultivos Alternativos para Biocombustíveis do World Agroforestry Centre (Icraf), financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Ifad) e o Governo da Índia. O acordo de cooperação entre a Empresa brasileira e o Icraf foi assinado na semana passada, durante a segunda reunião do comitê diretivo do programa, em Brasília/DF.
O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Souza, explicou que a macaúba é uma palmeira nativa do Brasil, encontrada em várias regiões, cujo fruto tem grande potencial de ser utilizado na produção de biodiesel, biocombustíveis de aviação e outros produtos. "A produtividade de óleo é próxima à do dendê", diz Souza.
Na assinatura do acordo com o Icraf, o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, disse que a Empresa está feliz com a participação no projeto, especialmente porque envolve o estudo de uma cultura que compõe a biodiversidade brasileira. A macaúba será utilizada como componente de floresta das áreas que farão parte do projeto. Pinhão-manso e culturas de uso alimentar como amendoim, feijão e soja também devem entrar na composição.
Inicialmente, as ações serão desenvolvidas no município de Piracuruca, no Piauí, e envolverão três unidades da Embrapa – Agroenergia (Brasília/DF), Cerrados (Planaltina/DF) e Meio Norte (Teresina/PI) –, além da Universidade de Brasília, Universidade Federal de Viçosa e a empresa Acrotech. Foi estabelecida também parceria com a Fazenda Tiracanga, onde será estabelecida uma área de demonstração para as 39 comunidades que devem participar do projeto.
Embora seja muito conhecida dos brasileiros, a macaúba ainda é pouco explorada comercialmente e carece de cadeia produtiva estabelecida. Há algumas iniciativas, como uma cooperativa em Minas Gerais que cultiva as palmeiras e comercializa o óleo e comunidades extrativistas que obtém renda com a venda do fruto. Em julho deste ano, a macaúba teve, pela primeira vez, preço mínimo estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Agora, as empresas têm que pagar pelo menos de R$ 0,48 pelo quilo do fruto nos estados do Ceará, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Segundo o coordenador-geral de Biocombustíveis do Ministério do Desenvolvimento Agrário, André Machado, antes o mercado oferecia entre R$ 0,13 e R$ 0,25 pelo produto.

Contexto
O Programa do Icraf no qual está inserido o projeto para o Nordeste brasileiro foi lançado no ano passado e atua principalmente na África e na Ásia, procurando desenvolver sistemas agroflorestais sustentáveis para a produção integrada de alimentos e matérias-primas para biocombustíveis. Tem um cunho social forte, já que pretende beneficiar comunidades pobres, melhorando a qualidade de vida e a segurança alimentar.
Durante a reunião do comitê diretivo, na semana passada, o representante do IFAD, Shantanu Mathur, explicou porque a instituição está investindo na produção de matérias-primas para biocombustíveis. "Em quatro décadas trabalhando para a redução da pobreza, descobrimos que a produção de alimentos sozinha não é suficiente", afirmou.
Manoel Souza, que é membro do comitê diretivo, lembrou que a busca por fontes de energia mais sustentáveis abre oportunidade de renda para pequenos agricultores e suas famílias. Além do etanol e do biodiesel, uma das expectativas é o surgimento do mercado de biocombustíveis de aviação, já que a associação internacional das empresas de transporte aéreo (IATA, na sigla em inglês) se comprometeu a reduzir em 50% as emissões de gás carbônico até 2050. Para o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, diversificação das culturas agrícolas empregadas como matérias-primas é a chave para incluir pequenos produtores de diferentes regiões nas cadeias produtivas.
Outro ponto fundamental é tratar os biocombustíveis como negócio e estabelecer políticas públicas, lembra o diretor do Programa de Biocombustíveis do Icraf, Navin Sharma. Na opinião dele, foram esses dois fatores que fizeram do Brasil um dos líderes mundiais no tema. Sharma explica que o programa visa à obtenção de matérias-primas para biocombustíveis em sistemas agroflorestais que permitam a produção concomitante de alimentos.
Para o diretor, as mudanças climáticas foram aceleradas a partir da década de 1950, com as alterações no uso da terra e o aumento da queima de combustíveis em veículos, por conta da intensificação das atividades industriais. Os biocombustíveis são parte importante da solução para redução do impacto ambiental dos transportes, mas o cultivo de biomassa para gerá-los não pode agravar o problema do uso da terra. Por isso, o Icraf aposta em áreas com plantio de diferentes culturas, que atendam a múltiplos propósitos, como forma de promover benefícios ao meio ambiente, garantindo produção de alimentos e geração de renda, além de melhorar as condições de solo. Mas Sharma ressalta: bioenergia é subproduto desse processo. O bem-estar é das populações é o objetivo principal.
Vivian Chies (MTB 42.643/SP)
Embrapa Agroenergia

Telefone: (61)3448-2264

6 desafios para o setor agrícola brasileiro


Durante painel no 4º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, organizado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos, Anderson Galvão, CEO da Céleres, apontou os desafios para a agricultura brasileira nos próximos anos. Segundo ele, o consumo está aumentando e o país precisa se preparar para suprir esse espaço e continuar forte no setor agrícola. “O mundo não é plano, assim como as estratégias para capturar valor com a venda de alimentos”.
Para ele, estar no segmento é muito confortável quando se pensa em futuro de longo prazo, mas o “agricultor tende a orbitar entre euforia e depressão dependendo do andar da carruagem”. Ele acredita que o setor terá oscilações no curto prazo. “Deve começar em 2014 e durar cerca de um ano, um ano e meio”.
Na palestra, ele ressaltou a importância do papel da biotecnologia no aumento da produtividade, mas afirmou que é preciso olhar todos os segmentos da cadeia produtiva como um conjunto. “A biotecnologia não faz nada sozinha, não adianta compra híbrido e plantar em solo não corrigido”.
Veja os desafios colocados por Anderson Galvão:
1) Capital humano. Segundo o CEO da Céleres, mão de obra de qualidade é um dos grandes desafios do setor, porém ele “não tem visto preocupação com isso”. A migração da população rural para cidade foi apontada como um dos fatores que diminuiu a disponibilidade de trabalhadores no campo. Outro ponto é a dificuldade em achar funcionários com bom grau de educação. “Como vai operar máquina sofisticada se não tem a formação adequada?”, questionou.
Ele ainda pontuou sobre a “bomba relógio” do campo: o crack. “É uma situação grave, tem muita gente usando. Antes o problema era a pinga, hoje é o crack”.
2) Concorrência. “A gente tende a acreditar que só o Brasil tem clima, só o Brasil tem terra, mas não é verdade”, disse Galvão. “O consumo global cresceu mais que a produtividade. A questão é: nós vamos ocupar esse espaço?”
Para ele, a competitividade é volátil e se o país não “fizer o dever de casa”, outras nações sem tradição no setor passarão a concorrer com o Brasil. Ele cita como exemplo o caso do Vietnã com o café e a Malásia e Indonésia com a borracha.
“Acho que África vai sim ser produtor agrícola, mas custa caro produzir lá”. Segundo ele, se os valores da soja, por exemplo, subirem, países africanos poderão ter uma produção competitiva. “Se o preço da soja volta a 16, 18 dólares por bushel, vocês vão ver soja saindo do Camboja, Nigéria, Moçambique e Angola, por exemplo”.
3) Demanda. “A demanda de alimento é inelástica, as crises não têm quase nenhum efeito sobre ela”, afirmou o palestrante. Segundo ele, a maior retração em 40 anos na procura de alimentos foi de 3,1% e porque no ano houve quebra de safra. Para ele, a médio prazo a demanda sempre existe e os dilemas são de curto período.
Ele frisou que muitas indústrias perderam ou deixaram de ganhar dinheiro não por capacidade ociosa, mas sim por não conseguirem suprir a busca pelo produto. Segundo ele, um dos desafios é conseguir corresponder a esse crescimento constante da demanda, pois “estamos com o acelerador no máximo já”.
4) Terras. Durante a palestra, o consultor apresentou dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) que mostram que a exploração de terras agrícolas no mundo estagnou em cerca de 1,4 bilhão de hectares. Para ele, as áreas nobres para agricultura já estão sendo utilizadas e o momento é de “platô de produtividade”, no qual a produção não sobe mais, além disso, “os pacotes tecnológicos se esgotaram”. De acordo com ele, é preciso achar uma forma de aumentar a produtividade, mesmo se a disponibilidade de terras não crescer.
5) Clima. O CEO da Céleres pontua que o efeito do clima na agricultura é algo com que o setor conviverá sempre. “A vantagem é que hoje temos ferramentas para ajudar. As tecnologias dão condições de antecipar ou mitigar riscos climáticos”. O exemplo apontado por ele é uma biotecnologia com tolerância à seca que já está disponível nos Estados Unidos e deve chegar ao Brasil em breve.
6) Logística. Galvão apontou que os custos de deslocamento no país são altos, principalmente em relação aos Estados Unidos, importante concorrente no setor. “A logística judia da soja rumo ao porto e do fertilizante do porto para o sertão”.
Fonte: Globo Rural

Emissão de DAP's Para Assentados

Pergunta: “Com relação a emissão de DAP’s para assentados da reforma agrária, a EMATER GOIAS esta adotando o seguinte  procedimento:
Primeiramente o produtor já deve ter acessado as linhas de credito da reforma agrária, ou seja o Pronaf “A” e o “A/C”, e quando o produtor já acessou o Pronaf “A” e pelo menos um  Pronaf “A/C” podemos emitir a DAP do Grupo”V”, desde que ele apresente uma declaração à EMATER,  reconhecendo  e declarando estar abrindo mão dos outros dois “A/C” que ele teria direito. Isso somente para os beneficiários do INCRA.
Para os beneficiários do PNCF, necessita-se de ter autorização da UTE-GOIAS.
Não é para emitir DAP sem a presença física do produtor. Não emita DAP para terceiros, ou seja, parentes, pai, mãe e firmas de representação. A DAP deve ser feita cara a cara com o beneficiário, tendo o colega o direito de pedir toda a documentação que julgar necessária e, também, caso não seja produtor atendido pela EMATER, orientamos sempre fazer, antes da elaboração da DAP, uma visita a sua propriedade.
Existem assentamentos do INCRA que ainda não estão regularizados ou estão em fase de regularização, de tal forma que os assentados ou futuros assentados ainda não possuem DAP “A” ou “A/C”. Para estes, o INCRA emite DAP PROVISORIA. Esta DAP permite acessarem os programas de comercialização PNAE, PAA, mas não permite acessar o credito rural. QUEM EMITE A DAPPROVISORIA É SOMENTE O INCRA.
A EMATER esta sendo procurada pelas firmas que ganharam chamada publica para atender assentamentos, e elas estão querendo a DAP de qualquer grupo. Sobre o assunto A EMATER tem o entendimento descrito acima. E também estamos orientando eles a se encaminharem ao INCRA  para  ter a DAP do INCRA, seja  ela a provisória. De e-mails que você encaminhou, entendemos que não existem restrições de emitir DAP “V” ou “B” depois que o INCRA emite a DAP “A” ou “A/C”, porém, fomos questionados pelo INCRA por estarmos emitindo DAP “V” para assentados que nunca acessaram o Grupo “A”. Depois deste questionamento, passamos a adotar o procedimento acima citado. Porém, diante do exposto, como você sempre se dispõe a auxiliar com sugestões, gostaria que você me encaminhasse um feedback.”

Respostas: O agricultor que acessou a DAP do Grupo “V”, de “renda variável” pode voltar e acessar o Pronaf Grupo “A” ou “A/C”. Idem o agricultor que acessou o Pronaf Grupo “B”, ou microcrédito produtivo rural, pode “voltar” e acessar o Pronaf Grupo “A” ou “A/C”.
Para a emissão da DAP “V” não há que exigir que o agricultor tenha acessado o Pronaf “A” ou “A/C” e nem solicitar que ele “renuncie” a essas linhas de crédito. O sistema de emissão de DAP mantém ativa apenas uma DAP. As novas DAP’s emitidas sobrepõem as anteriores. Não há restrição normativa nem de sistema que impeça a emissão de DAP “V” ou “B” para beneficiários do PNRA. Em se tratando de assentamentos ainda não regularizados recomendamos grande cautela, em especial para casos de áreas em litígio.
A DAP provisória só o INCRA emite.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Incra/RN apresenta resultados de perícia em açucareira

Vistoria

Órgão entrega à Justiça laudos sobre 23 imóveis da Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim, no território de Mato Grande
A equipe de agrônomos e técnicos especializados da Superintendência Regional do Rio Grande do Norte do Instituto de Colonização e Reforma Agrária apresentou a servidores e representantes da Justiça Federal os laudos de localização, dimensão e caracterização da Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim, no território de Mato Grande.  A apresentação do trabalho no campo, iniciado no final do ano passado, ocorreu na sede do instituto, em Natal (RN).
O laudo constituído pela equipe técnica do Incra visa auxiliar o processo de penhora judicial das ações de Execução Fiscal da Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim S/A. O Poder Judiciário Federal solicitou que os técnicos da autarquia agrária realizassem os serviços de localização, dimensão e caracterização geral das áreas da empresa.

De acordo com os resultados, foram analisados 23 imóveis pertencentes à Companhia, entre imóveis individuais ou em bloco, durante o período de seis meses de trabalho em campo e de escritório. A área bruta vistoriada chegou a 7.998,49 hectares. Durante os trabalhos de campo, procedeu-se o levantamento de várias características dos referidos imóveis rurais, dentre eles: identificação das áreas, vias de acesso e distância para a sede do município e outros centros mais importantes, relevo, recursos hídricos, clima, vegetação, culturas agrícolas e benfeitorias.
Foram confeccionadas dezenas de mapas temáticos para a representação da área estudada e para isso, foi utilizada a ferramenta do Quantum GIS (programa de computador que facilita mapeamentos geográficos), aumentando significativamente a qualidade do produto final. O relatório final está dividido em três etapas: descrição das micro-regiões, dados consolidados e laudos individuas de cada um dos 23 imóveis. Todas as áreas contam com planta baixa e material descritivo e seguem a legislação vigente desta autarquia.

Para o superintendente do Incra/RN, Íbero Hipólito, essa é uma etapa importante na parceria estabelecida com o Ministério da Fazenda e a Receita Federal. "Essa articulação pode culminar num processo diferenciado de desapropriação de terras no Rio Grande do Norte, quando teremos a possibilidade de assentar centenas de famílias acampadas na região do Mato Grande", afirmou Hipólito. A área em estudo foi confiscada pela Receita Federal devido a dívidas com o Tesouro Nacional. Por meio de uma adjudicação, ela pode ser destinada à reforma agrária
 Uma planta capaz de ajudar no desenvolvimento do Nordeste                                                                                                                                           
O fácil cultivo e boa resistência à seca fazem da mamona uma importante alternativa econômica para a região Nordeste. Essa cultura pode gerar até 2,1 milhões de empregos nos 450 municípios aptos para o cultivo da planta. Em função dessa facilidade de adaptação, à região, a mamona vem sendo estudada há 18 anos, pela Embrapa Algodão, que desenvolveu a BRS 149 Nordestina e a BRS 188 Paraguaçu, além de várias tecnologias que melhoram esse sistema de produção.
Os pesquisadores da Embrapa Algodão, em Campina Grande, na Paraíba orientam também para a utilização da mamona na fabricação de biodisel. A planta participa do Programa Nacional de Biodisel, sendo uma das oleaginosas mais indicada para fabricação do diesel alternativo.
O óleo da mamoneira é o mais denso e viscoso de todos os óleos vegetais e animais, sendo utilizado na fabricação de mais de 800 produtos. O biodiesel da mamona tem mais oxigênio, sendo menos poluente que os demais. Além disso, possui uma lubricidade 30% maior e pode substituir o enxofre no diesel mineral.
da redação do Nordeste Rural

Tudo sobre a mamona

Aspectos Econômicos da Mamona

Mamona e Biodiesel

Desde a regulamentação do governo a respeito do biodiesel, a procura por informações sobre a mamona tem sido enorme. Assim preparamos este especial sobre a mamona, com foco na produção de biodiesel, e em toda a cadeia produtiva da mamona, voltada para o biodiesel.
Nosso objetivo é facilitar o acesso a todas as informações da mamona. Assim, com este especial, pretendemos disponibilizar informações atualizadas sobre a mamona, as últimas notícias desta planta, os estudos, os avanços tecnológicos e demais informações que contribuam para a melhoria do conhecimento da comunidade científica e da sociedade, a respeito desta oleaginosa.

Viabilidade da Mamona

Está mais do que claro entre os especialistas, dos setores empresarial, governamental e acadêmico, e é um ponto onde todos concordam, embora com algumas visões diferentes, que em um estágio inicial, a produção de mamona deve estar focada para a comercialização de óleo bruto, atendendo primeiramente a pequena demanda interna e em seguida o mercado externo. Embora no Brasil esteja caracterizado um mercado oligopsônico para o óleo de mamona, onde um pequeno excesso de oferta pode causar uma grande queda nos preços, o mesmo não se pode dizer do mercado internacional, que é ditado por uma série de fatores, os quais fizeram o preço se elevar desde 2004, devido principalmente à redução da safra americana de soja e o crescente aumento da importação de oleaginosas pela China.

Mamona: Óleo bruto ou Biodiesel

Primeiramente deve-se considerar a alternativa de exportação do óleo para usos não energéticos, pois além da elevação dos preços internacionais do óleo de mamona, houve uma evolução da ricinoquímica, existindo uma ampla gama de produtos industriais, obtidas a partir do óleo de mamona.

Mamona X Pinhão Manso

O governo lançou um programa de incentivo ao plantio de mamona e os resultados até o momento estão abaixo do esperado, os produtores não estão encantados com a mamona como o governo, isso se refletiu na produção que ficou aquém do esperado. Os produtores estão buscando alternativas a mamona, e uma das mais procuradas e promissoras oleaginosas do Brasil é o pinhão manso, que vem ganhando força como alternativa a mamona.
Tags: Matéria-prima:

Torta de Mamona

A torta de mamona é o mais tradicional e importante subproduto da cadeia produtiva da mamona, produzida a partir da extração do óleo das sementes desta oleaginosa. Em todo o mundo, seu uso predominantemente tem sido como adubo orgânico de boa qualidade, eficiente na recuperação de terras esgotadas.

História da mamona

A mamoneira é xerófila e heliófila, provavelmente originária da Ásia, explorada comercialmente entre as latitudes 40ºN e 40ºS. No Brasil, sua introdução se deu durante a colonização portuguesa, por ocasião da vinda dos escravos africanos.

Portal da Mamona - Estudos da Mamona

Conheça diversos artigos relacionados a mamona. Análise dos custos de produção, balanço energético, co-produtos, cadeia produtiva, impactos amientais, sementes, manejo cultural, manejo cultural, máquinas agrícolas, irrigação, zoneamento agrícola e muito mais.

Mamona

Ricinus communis L.

A mamona é cientificamente denominada Ricinus communis L., é planta da família euphorbiáceas. No Brasil, conhece-se a mamona sob as denominações de mamoneira, rícino, carrapateira, bafureira, baga e palma-criste; na Inglaterra e Estados Unidos, pelo nome de "castor bean" e "castor seed". O óleo é o mais importante constituinte da semente de mamona

Descrição Botânica da Mamona

Descrição Botânica, Estatura, Caule e Ramos, Folhas e Flores, Inflorescência, Fruto e Semente

 
ASSECOM/EMPARN
coqueiro
Cerca de 700 hectares irrigados de coqueiro anão verde estão plantados hoje no município de São José de Mipibu e nos distritos de Cobé e Arenã. Segundo o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeira/EMPARN, Marcos Antonio Moreira, uma parte daquela região enfrenta um problema da queda do coqueiro que está sendo analisada. Na última quinta-feira (21), às 19 horas, no distrito de Arenã, cerca de 30 produtores e empresários que beneficiam coco estiveram reunidos, a convite de uma indústria nacional, para uma palestra proferida pelo pesquisador sobre a cultura do coco.

Estudo traça mapa genético do caprino Marota

Foto: Jeane Moura
Jeane Moura - Os caprinos Marota estão ameaçados de extinção
Os caprinos Marota estão ameaçados de extinção
Um mapa genético da raça caprina Marota, que está ameaçada de extinção, será traçado ainda este ano pela Embrapa Meio-Norte. A ideia desse mapeamento é conhecer o fluxo gênico – passagem de um determinado gene de uma geração a outra – para que os pesquisadores possam conduzir melhor e com mais segurança os trabalhos de melhoramento genético e conservação da raça.
A coleta de material biológico no plantel de conservação de caprinos Marota, formado por 105 animais e  mantido pela Embrapa no município de Castelo do Piauí, a 184 quilômetros ao norte de Teresina, começou este mês. Esse rebanho forma o único banco de germoplasma oficial da raça no Brasil. O trabalho está sendo conduzido pelas pesquisadores Adriana Mello e Tânia Leal, o assistente Ozires Barbosa e pela estudante de doutorado Jeane de Oliveira Moura, da Universidade Federal do Piauí.
O estudo, segundo a pesquisadora Adriana Mello, usará modernas tecnologias de genotipagem, como o BeadChips, que contém mais de 50 mil marcadores moleculares. Esse chip é fabricado pela empresa Illumina Incorporated, de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos. A genotipagem das amostras já coletadas, de acordo com a pesquisadora, vai ser conduzida pelo laboratório da empresa Deoxi Biotecnologia Ltda, com sede no município de Araçatuba, em São Paulo.
Adriana Mello revela que marcadores moleculares SNPs – Single Nucleotide Polymorphism – como os que serão usados na genotipagem dos caprinos Marota, têm como princípio "a variação em base única na cadeia nucleotidica de DNA". Segundo a pesquisadora, o desenvolvimento de metodologias para genotipar milhares de SNPs, em um único ensaiou, ampliou o espaço para  os estudos em várias áreas. Ela lembra que chips de genotipagem já foram produzidos para humanos, bovinos, ovinos equinos, suínos e caninos.
Rústicos,  os caprinos Marota são nativos do Nordeste brasileiro. Eles são descendentes dos caprinos introduzidos no País pelos portugueses, quando por aqui aportaram. Resistente às altas temperaturas, o caprino Marota se adapta bem às adversidades do semiárido nordestino. Se alimenta de forrageiras com baixo potencial nutritivo e é resistente também a doenças e a verminoses. Existem também exemplares da raça nos estados da Paraíba, Ceará e Pernambuco.
Fernando Sinimbu (654 MTb/PI)
Embrapa Meio-Norte
Os estados líderes do agronegócio brasileiro
A liderança, mais uma vez, fica com o estado de São Paulo, que é o primeiro lugar no ranking de exportações, com a cifra de US$ 1,62 bilhão. Em segundo, está o estado de Mato Grosso, com US$ 1,39 bilhão, seguido do Rio Grande do Sul com US$ 1,36 bilhão exportado. Em quarto lugar está o Paraná, com US$ 1,28 bilhão e por último, Minas Gerais, com US$ 740 milhões.

Entre janeiro e julho deste ano, o complexo sucroalcooleiro foi o destaque de São Paulo, com exportações que atingiram US$ 3,74 bilhões. Em seguida, as exportações de carne pelo estado alcançaram o montante de US$ 1,49 bilhão.

Em Mato Grosso, o complexo soja se destacou na pauta de exportações, entre janeiro e julho de 2014, com US$ 8,02 bilhões. Dentro do complexo, a soja em grãos foi responsável por US$ 6,46 bilhões em exportação. As carnes ficaram em segundo lugar no estado, com o montante de US$ 958 milhões.

O complexo soja também foi destaque no Rio Grande do Sul, com exportações que alcançaram US$ 3,66 bilhões, nos primeiros sete meses do ano. Desse valor, US$ 2,87 bilhões foram de soja em grãos. Já o setor de carnes ficou em segundo lugar, com a cifra de US$ 1,15 bilhão exportado. Apenas de carne de frango foram US$ 779 milhões.

No Paraná, o setor que mais exportou no primeiro semestre do ano foi o complexo soja, com o montante de US$ 4,2 bilhões. O segundo foi o setor de carnes, com exportações que alcançaram a cifra de US$ 1,48 bilhão. Desse valor, US$ 1,27 bilhão foi de carne de frango.

Por último está o estado de Minas Gerais, onde se destacou o café nas exportações entre janeiro e julho deste ano, com a cifra de US$ 2,13 bilhões. O segundo produto mais exportado pelo estado foi o complexo soja, que atingiu o montante de US$ 654 milhões.

A balança comercial do agronegócio dos estados é feita mensalmente pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

CAUSOS DE MUNGUENGUE

Zeca vaqueiro, bêbado rodando, entra na igreja de Munguengue, e na hora do ofertório o padre diz:
--- Quem tem dinheiro, coloque dentro do pote. Quem não tem dinheiro, retire de dentro do pote.
Todos colocam dinheiro no pote, exceto Zeca, que retira um maço de dinheiro. Após a multidão se dispersar, o padre vai se aproximando do bêbado e imediatamente ele já vai se explicando:
- Oxente Seu Padre, é que eu não tinha nenhum dinheiro e o senhor disse que...
O padre interrompe o bêbado e diz:
--- Compreendo filho. Mas agora o senhor já tem, pode ir colocando de novo no pote.

Zeca vaqueiro se encabula bota o dinheiro e senta no último banco. E o padre começa a oração:
--- Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome!
E Zeca bêbado grita interrompendo:
- É foda!
O padre irritado continua:
--- Ave Maria, cheia de graça...
O bêbado interrompe novamente:
- É foda!
O padre já bastante irritado, se aproxima de Zeca sentado lá atras e pergunta:
--- Meu bom homem, o senhor esta atrapalhando a minha oração, então por favor me diga o seu problema. O bêbado então desabafa:
- Padre, eu sou branco, minha mulher é branca, mas tivemos um filho negro.
E o Padre responde:
--- Aí é foda mesmo, viu filho!

Safra de cana do Nordeste começa com estimativa de moagem menor


A safra 2014/2015 de cana-de-açúcar do Nordeste, que começa oficialmente em 1º de setembro, deverá ser quase 2% menor na comparação com o ciclo anterior, disse Alexandre Andrade, presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida).
A moagem deve totalizar 52 milhões de toneladas, contra 53 milhões de toneladas na temporada passada. "Temos um problema em Alagoas e em Pernambuco, que é o fechamento de usinas por causa da crise. Duas unidades fecharam na região ainda no ano passado e outras duas neste ano", disse ele.
Andrade também destacou a produtividade mais baixa no próximo ciclo, decorrente da renovação dos canaviais de apenas 60% do previsto. Ainda de acordo com Andrade, o mix de produção para a safra do Nordeste deve ser de 55% a 57% da oferta de cana para o açúcar, o mesmo observado nas temporadas recentes. Ele ainda não informou as estimativas da Unida para a fabricação de açúcar e etanol em 2014/2015. Mesmo que se confirme, a próxima safra seguirá abaixo das 62 milhões de toneladas observadas em 2011/2012, ciclo imediatamente anterior ao afetado por uma severa seca.

Reunião Implementação Garantia Safra 2014/2015‏

Prezados,
Convidamos todos os secretários de agricultura, técnicos da EMATER e prefeitura, representantes dos sindicatos e/ou conselhos municipais para participarem da reunião de Implementação do Programa Garantia Safra 2014/2015 no município de Assu, dia 26/08/2014 às 8;30hs no Sindicato da Lavoura.
Certos de contarmos com a sua presença.

LOCAL EM AÇU/RN, DATA: 26/08/2014, NO AUDITORIO: Sindicato da Lavoura, AS 8;30hs.
COM A PARTICIPAÇÃO DOS MUNICIPIOS:
Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Angicos, Assu, Campo Grande, Carnaubais, Itajá, Fernando Pedrosa,Ipanguaçu, Lajes, Macau, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Porto do Mangue, São Rafael e Triunfo Potiguar;

Antecipamos nossos agradecimentos,
Att.
Magnalda Fontoura
Coord. Est. PGS-RN
84 3232-1130

Restos de vegetação tratados podem servir como alimento para os animais
A utilização do mato seco e restos de vegetação pode ser uma ótima alternativa para o pequeno produtor que não tem condições de comprar rações para o rebanho na época da seca. ‘Os produtores podem aproveitar as plantas ressecadas, que geralmente são abandonadas na roça, para alimentação animal com o uso da amonização de palhadas, técnica muito fácil e barata.
Os pesquisadores da Embrapa Semiárido, em Petrolina, interior de Pernambuco,  explicam que a técnica usada na amonização é o resultado da ação do gás amônia sobre o mato seco. Esse gás é obtido quando se mistura uréia à água. Ele atua nas partes endurecidas do mato provocando o amolecimento do material e restituindo parte de seu valor protéico. Desta forma esse material fica em condições de ingestão pelos animais.
Para fazer a amonização de 100 kg de material seco, são necessários 25 litros de água e 4 kg de uréia. O produtor precisa também dispor de uma lona plástica que é para envolver o material tratado e não permitir que o gás se evapore antes do material estar amolecido. A equipe da Embrapa Semiárido recomenda fazer e armazenar o mato amonizado próximo do local onde os animais são normalmente alimentados.
da redação do Nordeste Rural