quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Curiosidades Nordestinas


Você sabia...?
... que sonhar com uma cabra significa que você está tramando algo contra alguém? É o que dizem.
... que sonhar com uma tosquia de ovelha significa que vem trabalho lucrativo pela frente?
... que o chifre do rinoceronte é feito de cabelo compactado?
... que Gengis Khan começou sua vida como pastor de cabras?
... que as cabras descansam entre 4 a 6 horas por dia?
... que as cabras têm o espaço que merecem? De fato, uma cabra jovem nunca terá o mesmo
espaço que a cabra mais velha, mais hierárquica, que fica sempre mais à vontade.
... que, durante as secas, um caprino é capaz de aproveitar a água bebida, resistindo de 3 a 4 dias sem beber? Mesmo sem beber nesse período, perderá menos de 4% do peso total corporal.
... que o bode identifica a cabra que está em cio pelo cheiro da sua urina? Não é só ele: também o carneiro faz o mesmo
com a ovelha.
... que, perto de parirem, as cabras e ovelhas afastam-se do rebanho?

Peste suína africana – Comissão técnica é criada para debater ações preventivas


suinos

Para fortalecer as ações de prevenção ao vírus da peste suína africana (PSA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou a Comissão Técnica Consultiva para a Prevenção da Peste Suína Africana (Comissão PSA). A comissão foi instituída por meio da Portaria 273, assinada pela ministra Tereza Cristina.
A primeira reunião está prevista para dezembro, quando os integrantes irão avaliar as ações adotadas até o momento, definir reforços necessários para intensificar a prevenção, principalmente nos pontos de ingresso de bagagens e equipamentos, além de estipular ações para incentivar a participação da sociedade.
A comissão técnica será coordenada pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, com a participação das entidades de criadores: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Mais integrantes poderão ser incorporados para auxiliar nas ações do plano, como o Fórum Nacional dos Executores de sanidade agropecuária (Fonesa), a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindcan).
O risco de a doença entrar no Brasil é baixo, considerando que o vírus está ausente na América do Sul. No entanto, a dispersão da PSA em vários países do mundo e a intensa movimentação de passageiros entre países com casos confirmados exigem a adoção de medidas preventivas.
Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério, Geraldo Moraes, a comissão é importante para aperfeiçoar a execução das atividades do Serviço Veterinário Oficial e as ações em parceria com a iniciativa privada.
Ações preventivas adotadas
O principal objetivo das ações preventivas é que, em caso de ingresso da PSA no Brasil, não chegue aos suídeos (suínos e javalis) domésticos ou asselvajados (animal de vida livre).
Veja as medidas preventivas já adotadas pelo Mapa:
– O Ministério tem orientado os serviços veterinários estaduais a fortalecerem a vigilância dos animais, com controle do acesso de suínos a lixões e aterros sanitários e proibição de alimentar os animais com restos de alimentos.
– O Mapa intensificou a fiscalização do descarte adequado de resíduos alimentares provenientes de aeronaves comerciais e navios, reforçou a inspeção de bagagens de passageiros de voos internacionais, a atenção ao cumprimento dos requisitos sanitários para importação de suínos vivos, material genético, produtos, subprodutos e insumos e buscou maior agilidade no envio e análise de amostras para diagnóstico provenientes da vigilância para síndrome hemorrágica dos suínos.
– A Secretaria de Defesa Agropecuária está revendo procedimentos e revisando os Certificados Sanitários Internacionais (CSI) necessários ao comércio de produtos de origem animal.
– Foram atualizados todos os procedimentos de importação de produtos animais e de risco relacionados à doença, principalmente nas áreas com maior incidência.
– O cadastro de criatórios de subsistência (propriedades de pequeno porte) foi ampliado.
– Profissionais do Mapa participaram de treinamentos em laboratórios internacionais de referência para aplicação dos conhecimentos na rede de laboratórios oficiais do Brasil. “Nós autorizamos importação de cepas do vírus da PSA para fortalecer o diagnóstico no país e avançar na implantação das técnicas de diagnóstico do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) com biossegurança. Pretendemos ser referência para a doença na América do Sul. Na verdade, a cepa é utilizada para padronizar e validar testes laboratoriais para identificação de vírus comparando com amostras colhidas no país”, informa o diretor Geraldo Moraes.
Granjas
No caso das granjas, a orientação, segundo Moraes, é tornar mais rígido o acesso de pessoas, veículos e materiais aos locais.
“Também deve-se atentar para medidas que impeçam o contato com suínos asselvajados de vida livre e outras espécies consideradas de risco para a suinocultura comercial. As ações vão desde a instalação de cercas e telas de proteção, procedimentos efetivos de combate a roedores e insetos, câmaras de compostagem dos dejetos, com os reservatórios de água protegidos e fechados, entre outras”, explica do diretor.
Grande produtor de suínos, o Paraná, por exemplo, já publicou normas de biosseguridade para granjas comerciais do estado. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) fixou, em setembro, requisitos mínimos para a mitigação de riscos e melhoria da proteção quanto à introdução e disseminação de agentes infecciosos, causadores de doenças nas granjas comerciais. Outros estados também estão adotando medidas para proteção da suinocultura.
O que é a PSA
A PSA é uma doença viral altamente contagiosa. A primeira ocorrência foi registrada na década de 20, no Quênia. Trata-se de uma doença grave, que apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade de suídeos, ocasionando severos impactos socioeconômicos aos países com animais infectados. O vírus não é transmitido para ao homem, não oferecendo risco à saúde humana.
Os sintomas nos animais são: febre alta, hemorragias na pele, transtornos respiratórios, vômitos, diarreia, sangramento nasal ou retal e transtornos reprodutivos. Não há vacina para PSA.
A transmissão nos suínos e javalis se dá por meio do contato direto com animais doentes, consumo de resíduos domésticos e comerciais infectados (restos de alimentos contaminados, por exemplo), pela contaminação em equipamentos, veículos, roupas e sapatos. A transmissão também pode ocorrer por picadas de carrapatos do gênero Ornithodoros.
O vírus é resistente, permanecendo nas fezes dos animais por até três meses e, em alimentos (produtos maturados), até nove meses. O período de incubação do vírus vai de cinco a 21 dias.
A doença é endêmica, há muitos anos, em vários países da África Subsaariana e em algumas nações da África Ocidental, além da Sardenha, na Itália. Mais recentemente, observou-se uma dispersão da doença para outras regiões do mundo.
Em 2007, a PSA foi notificada inicialmente na Geórgia, e posteriormente se espalhou para outros países do Leste Europeu (Rússia, Polônia, Romênia, Letônia, Lituânia, Ucrânia, Hungria, Moldávia, República Tcheca e Bulgária), tendo como principal fator de disseminação de javalis e criatórios de subsistência.
Em agosto de 2018, a PSA ingressou na China, onde está se disseminando rapidamente e causando grandes prejuízos com sacrifício de plantéis. Em setembro de 2018, a Bélgica notificou casos, elevando o risco de disseminação da doença na Europa. Em 2019, o vírus se espalhou na região do Sudeste Asiático atingindo, até o mês de novembro, a Mongólia, Vietnã, Camboja, Coreia do Norte, Laos, Mianmar, Filipinas, Coreia do Sul e Timor Leste.

Agronordeste – Mapa e Sebrae fazem parceria para promover assistência técnica


Objetivo é capacitar os pequenos agricultores da região

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram nesta terça-feira (26) uma parceria para a participação do Sebrae no Programa AgroNordeste, plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região.
Entre as ações do Sebrae no programa AgroNordeste estão a assistência técnica gerencial, a capacitação empresarial para jovens no campo, a transferência de tecnologia para produtores e a participação de produtores em feiras, eventos e rodadas de negócios. O valor que será investido pelo Sebrae e parceiros no programa é de R$ 88,8 milhões.
Segundo a ministra Tereza Cristina, a parceria com o Sebrae vai ajudar a capacitar os pequenos produtores, reduzindo as diferenças entre a pequena agricultura e a agricultura industrial. “O nosso desafio é fazer dar certo, é fazer com que esse programa chegue lá e dê renda ao produtor. Para que quando a gente termine essa primeira fase, a gente possa dizer que as pessoas saíram da pobreza e o jovem voltou para o campo”, disse a ministra, na assinatura do convênio.
Ela agradeceu a parceria com o Sebrae e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da estrutura da CNA, que também firmou convênio com o Ministério. “Sem essa parceria, o Mapa sozinho demoraria muito mais tempo e não conseguiríamos fazer tudo”, disse.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, reforçou a confiança no convênio. “Vamos ajudar o Mapa a ajudar o Brasil a melhorar”, disse.
O AgroNordeste, que vai desenvolver a capacidade produtiva dos pequenos agricultores e criadores do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, será implantado no biênio 2019/2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.
Fonte Mapa

Ministério fixa padrões visuais de qualidade para frutas, legumes e verduras



objetivo é auxiliar o consumidor e fiscais na identificação de produtos próprios para consumoobjetivo é auxiliar o consumidor e fiscais na identificação de produtos próprios para consumo
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fixou os padrões visuais de qualidade para 17 produtos hortícolas. Os padrões estabelecem os requisitos para que uma fruta, legume ou verdura seja considerada própria para o consumo. O objetivo é auxiliar o consumidor a identificar esses produtos, assim como os fiscais.
Os padrões foram criados em conjunto com a Ceagesp de São Paulo e a Embrapa Hortaliças.
Os padrões cumprem a Instrução Normativa MAPA nº 69/2018 e estabelecem que os produtos devem estar: inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial. Não podem: ter odores estranhos, estar excessivamente maduros ou passados, apresentar danos profundos, ter podridões, estar desidratados, murchos ou congelados.
Os primeiros hortícolas com padrão visual definido são: abacate, alface, banana, batata, caqui, laranja, mamão, manga, melão, melancia, maçã, uva, morango, nectarina, pêssego, tangerina e tomate.

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Frutas natalinas
Os padrões já valem para as frutas natalinas importadas para as festas de final de ano, ou seja, não podem estar amassadas, podres, não desenvolvidos ou apresentar outros problemas. Os produtos que não obedeceram aos requisitos poderão ser rechaçados nos pontos de entrada do país. Os auditores fiscais federais agropecuários estão autorizados a abrir caixas, por amostragem, para verificar a qualidade.
Os fiscais agropecuários passam por capacitação para identificar os produtos que estiverem fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela IN 69.
Referência para mercado internacional
Nesta semana, uma equipe do Ministério e da Ceagesp está no Espírito Santo obtendo as imagens que serão referência para o padrão de qualidade do mamão. Posteriormente, este referencial da fruta será disponibilizado para a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que usará as imagens para o padrão visual de comercialização da fruta no mercado internacional.
Frutas para exportação
As frutas de exportação devem atender os padrões exigidos pela OCDE, dentro do chamado Programa de Frutas e Hortaliças.
As normas facilitam o comércio internacional de frutas e hortaliças por meio da harmonização das normas internacionais de comercialização. Adicionalmente, o programa visa facilitar o reconhecimento mútuo das inspeções pelos países participantes, com aceitação internacional dos certificados de qualidade emitidos.
No caso do Brasil, o padrão visual para a certificação de frutas destinadas à exportação se dará de forma voluntária, conforme interesse do exportador ou exigência do país importador.
Segundo o Coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”.
O coordenador explica que o processo de importação de países-membros do programa da OCDE é mais ágil e envolve custos mais baixos de inspeção. O Brasil foi aceito no final de 2017 como país integrante do Programa de Frutas e Hortaliças da OCDE. Para isso, é necessário adotar padrões internacionais de classificação em um sistema desenvolvido de forma conjunta pelos países-membros para o controle da qualidade e certificação.

Criação de abelhas-sem-ferrão é tema de curso

Marcelino Ribeiro - Sem ferrão, podem ser criadas em jardins de residências
Sem ferrão, podem ser criadas em jardins de residências
A Embrapa Semiárido abriu inscrições para curso de capacitação de produtores interessados em criar de abelhas-sem-ferrão. O evento está programado para acontecer durantes dois dias: no primeiro, 11/12, a pesquisadora responsável pela organização, Márcia de Fátima Ribeiro, apresenta palestras relacionadas às questões técnico-científicas da meliponicultura; no segundo, 13/12, o enfoque será aspectos da prática que tornam essa atividade produtiva e geradora de renda.
O comportamento pouco agressivo dessas abelhas, pela ausência de ferrões, e o fácil manejo, tornam possível a criação em qualquer aglomerado urbano. Além disso, requer um pequeno investimento para viabilizar um negócio em reduzidos espaços de jardins ou muros das residências.
Márcia Ribeiro enfatiza que essas, são questões que compensam investir com boa margem de retorno financeiro na produção de mel e de pólen. Mas, afirma, precisam estar associadas ao conhecimento teórico e prático que envolve a criação dos chamados “meliponíneos”. O curso de capacitação está planejado com esse objetivo.
Os participantes terão acesso a informações que tratam de assuntos básicos desde “quem são as abelhas nativas sem ferrão, em especial as encontradas no polo de Juazeiro(BA)/Petrolina (PE)”, “onde moram”, “caixas racionais”, “como se pode criá-las”, “como extrair mel”, até a legislação que regula a atividade de criação.
Em outro conjunto de palestras, os assuntos tratados terão orientações sobre a “preparação de alimentação suplementar para as colmeias”, “armadilhas para conter ataques de pragas”, “transferência de ninho natural para caixas racionais” e quais são as “boas práticas para coleta do mel”.
Para Márcia, a capacitação é uma iniciativa voltada para levar a meliponicultura a superar muitas das práticas atuais, rudimentares e informais,  e se estabelecer como uma atividade geradora de renda e “boa prestadora de serviços ambientais”.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 87 3861 4442 ou 87 3861 4947. Apenas 30 vagas estão disponíveis.

Serviço:
Curso de Capacitação em Meliponicultura (Criação de abelhas-sem-ferrão)
Local: dia 11/12, Centro de Convenções Nilo Coelho – Petrolina (PE);
Local: dia 13/12, Embrapa Semiárido.

Embrapa promove capacitação online sobre sistemas agroflorestais para pequenas propriedades no Semiárido brasileiro

Estão abertas, na plataforma e-Campo, as inscrições para a capacitação online sobre “Sistemas agroflorestais para pequenas propriedades do Semiárido brasileiro”. O curso é gratuito e o participante terá até 30 dias para executar todas as atividades.
O conteúdo aborda os conceitos, características e classificação dos sistemas agroflorestais, além de sua descrição para pequenas propriedades no semiárido. Ao finalizar a capacitação, os alunos estarão aptos a propor práticas para implantar sistemas agroflorestais nas condições específicas de pequenas propriedades (menores que três hectares), considerando o papel das árvores quanto a aspectos produtivos e de proteção.
De acordo com o zootecnista Éden Fernandes, instrutor do treinamento, a Educação a Distância (EAD) é importante porque permite que técnicos, agricultores e estudantes, principais públicos do curso, atualizem-se em seus locais de atuação, sem necessidade de deslocamento.
Sobre o instrutor
Éden Fernandes atua na Embrapa Caprinos e Ovinos na área de Transferência de Tecnologia. É graduado em Zootecnia, possui mestrado em Zootecnia com ênfase em Forragicultura e doutorado em Zootecnia com ênfase em Sistemas Agroflorestais Pecuários. Atua em atividades de pesquisa e transferência de tecnologias relacionadas à agroecologia, sistemas agroflorestais pecuários, inventario forrageiro (avaliação de pastagem), conservação de forragem, manejo da caatinga para fins pastoris, convivência com o semiárido, metodologias de pesquisa participativa e construção coletiva de conhecimentos.
Serviço
Capacitação online:  “Sistemas agroflorestais para pequenas propriedades do Semiárido brasileiro”
Carga horária: 16 horas
Inscrições gratuitas clicando aqui

Embrapa Caprinos e Ovinos 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019


Governo do RN anuncia investimentos para agricultura familiar

ASSECOM/RN 

Investimentos para fortalecer e expandir a atividade da agricultura familiar no Rio Grande do Norte foram anunciados pela governadora Fátima Bezerra, em solenidade comemorativa aos 65 anos da Emater-RN e ao Dia do Extensionista Rural, realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório da Governadoria.
Por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf), o governo lançou o Programa Estadual de Fortalecimento do Cooperativismo e Associativismo Solidário da Agricultura Familiar (Cooperafes), que tem como objetivo promover a expansão e consolidação do cooperativismo e associativismo da agricultura familiar do estado com políticas públicas estruturantes que ofereçam condições de produção de alimentos saudáveis, acesso a mercados e organização social. Em seguida foi assinado um protocolo de intenções entra a Sedraf e o Banco do Brasil, que visa promover o acesso ao crédito rural qualificado para atender a necessidade de fomento na produção de alimentos saudáveis, beneficiando a comercialização através da agricultura familiar.
Na ocasião, a governadora Fátima Bezerra fez a entrega simbólica de veículos e equipamentos de informática (computadores, notebooks e impressoras) no valor de R$ 2,2 milhões em investimentos, fruto de um convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. São 22 carros, modelo Gol, 135 computadores, 22 notebooks e 800 impressoras. Além da construção e reforma de escritórios da Emater nos municípios de Jundiá, São Gonçalo do Amarante, Carnaúba dos Dantas, Currais Novos, Encanto, Equador, Jardim de Piranhas, São José do Seridó, São Paulo do Potengi, Touros, Apodi e Mossoró.
“Esse é um dia muito simbólico para todos nós. Desde o início de nossa gestão, deixamos muito claro que o governo dedicaria muito empenho nas ações para fortalecer a agricultura familiar. E é impossível conceber isso sem que tenhamos também uma Emater fortalecida e sem uma secretaria como a Sedraf. A Secretaria de Estado Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar é a concretização de um compromisso nosso e foi criada para desenvolver ações estratégicas para potencializar esse setor que é responsável por 70% de tudo que é levado para a mesa do cidadão. Não podemos perder de vista o foco no desenvolvimento, para trazer para a população o que ela mais precisa no momento, mais oportunidades de emprego”, enfatizou a governadora.
Presente na solenidade, o senador Jean-Paul Prates anunciou também a liberação de emendas no valor total de mais de R$ 1 milhão que serão investidos na área da agricultura familiar.
“É com muita satisfação que anuncio as minhas primeiras emendas, que vão beneficiar muito essa atividade responsável por trazer alimento para a mesa do cidadão potiguar. A primeira no valor de R$ 370 mil, para investimentos em equipamentos e materiais para a Emater e a segunda no valor de R$ 750 mil para aquisição de veículos para auxiliar na atuação do Cooperafes. E para o ano de 2020 já estamos trabalhando na liberação de mais R$ 1 milhão em emendas para esse setor”, detalhou o senador.
Representando as cooperativas e associações dos produtores da agricultura familiar, a presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Fátima Torres agradeceu aos investimentos e falou da importância do Cooperafes para o desenvolvimento do setor. “A gente acredita que esse programa será fundamental para o reconhecimento de nossa atividade. E com esse apoio, nossa produção aos poucos vai voltar às pautas importantes da economia do nosso estado. Só temos a agradecer ao Governo do Estado por essas iniciativas”, disse Fátima Torres.
“Estamos aprofundando as políticas de compras de produtos da agricultura familiar. Graças à lei de autoria da deputada Isolda Dantas, que determina que, no mínimo, 30% dos alimentos adquiridos pelo Governo do Estado sejam de origem da agricultura familiar, estamos dando visibilidade e oportunidades a esses produtores. Esses itens compõem as 54 mil refeições servidas nos restaurantes populares e outras 30 mil distribuídas no sistema prisional do estado, por exemplo”, ressaltou o secretário da Sedraf Alexandre Lima.
O diretor Geral da Emater, César Oliveira, enfatizou a importância da data, que comemora os 65 anos do instituto. “Estamos celebrando hoje o dia de uma política pública muito significativa, que contribui para a melhoria da qualidade de vida de homens e mulheres que dedicam a vida à atividade rural”, e lembrou ainda do apoio prestado pelo deputado federal Benes Leocádio, presente na solenidade. “Quero aqui destacar o apoio do deputado Benes, que conseguiu junto ao Ministério da Agricultura a liberação de R$ 1 milhão para ações de fortalecimento da atividade dos agricultores familiares”.
Atualmente, o Rio Grande do Norte tem 25 cooperativas de agricultores familiares, que representam mais de 2.000 famílias cooperadas. Essas famílias coordenam as atividades de produção e beneficiamento das principais cadeias produtivas da agricultura familiar no estado, tais como leite, hortifrutigranjeiros, mel, caju e castanha, arroz vermelho, e estão presentes nos 10 territórios do RN.

Selo de 65 anos da Emater
Na ocasião ainda foi lançado o selo comemorativo de 65 anos da Emater. Os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural surgiram no RN em 27 de julho de 1955, através da Associação Nordestina de Crédito e Assistência Rural (ANCAR). Em 1975, foi extinta a ANCAR e instituída a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-RN). Em 11 de maio de 2019 a Emater passou a ser vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar.
Também estiveram presentes à solenidade a diretora-presidente da Agência de Fomento do RN, Márcia Maia; o diretor geral do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), Mário Manso; os deputados Kleber Rodrigues e Isolda Dantas, que são membros da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar; o presidente da Fetarn, Manoel Cândido; o presidente da Associação dos Servidores da Emater-RN, Edson Zumba; o vice-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Eraldo Paiva; o presidente da Organização das Cooperativas do Estado do RN (Ocern), Roberto Coelho.

Mapa publica produtos da agricultura familiar com desconto em dezembro

Agricultura familiar

Os produtos incluídos na lista têm amortização no momento de pagar crédito do Pronaf


A relação dos produtos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) com direito ao desconto em dezembro nas operações de crédito junto a instituições financeiras já está disponível.
O desconto é aplicado pelo banco que operou o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sobre o valor do pagamento para os produtos da lista, para que os agricultores tenham assegurado, no mínimo, o custo de produção para garantir o pagamento.
O desconto para produtos e estados contemplados vale de 10 de dezembro deste ano a 9 de janeiro de 2020, conforme a Portaria 5.658, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os produtos que tiveram queda de preço de mercado terão descontos no momento de amortização ou liquidação do crédito. O desconto concedido é correspondente a diferença entre o preço de mercado e o de garantia.
Os produtos com bônus são: açaí, babaçu (amêndoa), banana, borracha natural cultivada, cana de açúcar, castanha de caju, cebola, feijão caupi, leite de vaca, laranja, mamona em baga, manga, mel de abelha, raiz de mandioca, tomate e trigo.
Para os agricultores que têm operações de investimento sem um produto principal, há o bônus da cesta de produtos. Nesses casos, os descontos são calculados por meio de uma composição dos bônus do feijão, leite, mandioca e milho.
Confira os produtos, estados e os bônus que estarão vigentes entre 10 de dezembro deste ano e 9 de janeiro de 2020: 
 

Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraná, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Algumas das culturas terão bônus acima de 53%, como é o caso da banana para agricultores de Pernambuco. O produto, que tem preço de garantia de R$ 11,34/20 kg, teve o preço de mercado no último mês registrado em R$ 5,26/20 kg, o que representa queda de 53,62%.
Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa.
Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br ou pelo telefone (61) 3218 2603.

Declaração da vacinação contra aftosa encerra amanhã

Todos os produtores rurais devem declarar o rebanho, mesmo aqueles que não têm animais na idade vacinal
     
A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) alerta que o produtor que vacinou os bovídeos (bovinos e bubalinos) de 0 a 24 meses de idade contra febre aftosa precisa comprovar o ato nas unidades do órgão até o dia 10 de dezembro. Para tanto, é preciso levar a nota fiscal da compra da vacina e a carta-aviso preenchida. Na campanha que ocorreu de 1º a 30 de novembro, a estimativa era vacinar cerca de 4 milhões de animais.

Vale ressaltar que para aqueles que não têm bovídeos na faixa etária indicada na campanha, também precisam declarar os animais adultos, inclusive de outras espécies. O Estado conta com mais de 56,4 mil pecuaristas vinculados à exploração pecuária.
O responsável pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, João Eduardo Pires, afirma que o balanço da campanha até o momento é bastante positivo. “Já ultrapassamos 95% de cobertura vacinal, estimamos que após o encerramento esse número possa chegar a um valor próximo de 100%, pois sabemos que boa parte dos produtores já adquiriu a vacina, mas ainda não vieram declarar nos escritórios”, disse.

O produtor rural, Gilcélio Nunes da Silva, da Fazenda Floresta, localizada no município de Porto Nacional, sabe da importância de vacinar e comprovar para garantir a saúde do animal e evitar transtornos. “Toda campanha cumpro minha obrigação porque sei que é necessário para o Estado manter o rebanho saudável para continuar seu crescimento. É bom pra todo mundo”, ressalta. 

A multa para o produtor rural que deixar de vacinar a multa é de R$ 5,32 por animal e R$ 127,69 por propriedade não declarada, além de outras sanções. 

BOVINOCULTURA

Pesquisa aponta deficiência no manejo vacinal em bezerras

Assim como para a saúde humana, a vacinação bovina é fundamental
     
A eficiência da vacina contra clostridioses, aplicada nos primeiros meses de vida das bezerras, está sendo prejudicada devido a uma prática de manejo comum entre os produtores de leite: a aplicação de várias vacinas ao mesmo tempo. É o que prova uma dissertação de mestrado em Zootecnia, pela Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), realizada no campo experimental da Embrapa Gado de Leite (MG).

O mestrando Hilton Diniz e a equipe de pesquisadores verificaram interferência na resposta vacinal dos animais imunizados contra brucelose e clostridioses, quando vacinados simultaneamente. De acordo com Diniz, “a vacinação simultânea resulta em decréscimo significativo nos títulos de anticorpos contra doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium”. Isso pode culminar em bovinos não protegidos contra essas afecções nas propriedades leiteiras. O mesmo estudo demonstra que a vacina contra brucelose não sofreu qualquer interferência na resposta imunológica, permanecendo eficaz.
Hipótese surgiu de relatos dos produtores
Segundo a professora da UFMG Sandra Gesteira Coelho, orientadora de Diniz nas pesquisas, a iniciativa para realização desse trabalho se deu a partir de alguns relatos de produtores de leite. “Quando visitamos fazendas, em várias regiões do Brasil, os produtores questionam a vacinação dos animais”, diz Coelho. De acordo com os pecuaristas, a vacinação costuma impactar negativamente no desempenho e saúde dos bovinos. “Isso tem feito com que algumas fazendas não realizem a vacinação.”
Para a professora, situações como essa contribuem para “desacreditar” as vacinas. Algo semelhante tem acontecido na saúde humana. “Levados por notícias falsas e falta de informação, muitas pessoas têm deixado de vacinar as crianças, fazendo com que doenças que antes estavam controladas voltem a preocupar a população”, diz a especialista.

A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Wanessa Araújo Carvalho destaca que o que foi observado acerca da vacinação concomitante contra brucelose e clostridioses contribui para reforçar a necessidade de informar e conscientizar os produtores rurais sobre o impacto da sanidade na maximização de ganhos a longo prazo. “Manter o rebanho vacinado, de acordo com o calendário do Ministério da Agricultura e órgãos regionais especializados, significa diminuir o risco de perdas produtivas, além de reduzir a disseminação de doenças entre o rebanho e as pessoas responsáveis pelo manejo, contribuindo para um ambiente mais saudável”, afirma a pesquisadora.
As duas vacinas devem ser aplicadas separadamente
Sandra Coelho e a pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Mariana Magalhães Campos coordenam o projeto “Efeitos da vacinação na resposta imune, parâmetros hematológicos, desempenho e comportamento de bezerras leiteiras”, no qual os experimentos para a dissertação de mestrado estavam inseridos. O trabalho foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Campos diz que a prática de aplicar vacinas com diferentes antígenos de uma só vez é algo comum na pecuária: “A administração conjunta das vacinas facilita o manejo, diminui o estresse dos animais e economiza tempo e mão de obra. As campanhas de vacinação em crianças também seguem modelo semelhante”, compara Mariana.

Duas doenças perigosas para o rebanho bovino
A brucelose bovina é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, também conhecida como “aborto contagioso”. “Na fêmea bovina, causa abortos, repetições de cio, nascimentos prematuros e queda na produção do leite, sendo responsável por grandes prejuízos no rebanho de bovino. Nos machos é responsável por ocasionar orquite e infertilidade”, diz o professor da UFMG Andrey Pereira Lage.
Segundo a professora da Ufla Elaine Dornelas, o principal meio de introdução da brucelose em um rebanho sadio é pela aquisição de bovinos infectados. A transmissão ocorre pelo contato direto com a bactéria por via oral, principalmente após o contato de animais com restos de placenta, corrimento uterino, líquidos e restos fetais. A principal forma de prevenção é a vacinação de bezerras de três a oito meses de idade. A professora do Departamento de Medicina Veterinária da Ufla Elaine Dorneles diz que é importante fazer exames anuais em todo o rebanho para que as medidas de controle e prevenção sejam intensificadas.
As clostridioses também causam importantes prejuízos ao rebanho, incluindo a morte de animais. “O termo ‘clostridioses’ refere-se a um grupo de doenças causadas por bactérias anaeróbicas do gênero Clostridium, uma das principais causas de mortalidade de bovinos”, explica o professor da UFMG Rodrigo Otávio Silveira Silva. Essas bactérias encontram-se amplamente difundidas no ambiente e no intestino de animais saudáveis. A sua proliferação é de difícil controle. Destacam-se entre as principais clostridioses o botulismo, o tétano, o carbúnculo sintomático (também conhecido como “manqueira”), a gangrena gasosa e a enterotoxemia.

Os surtos estão relacionados a não aplicação de vacinas, vacinação com agulhas contaminadas e acesso dos animais a fontes de água ou alimentos impróprios para o consumo. “De erradicação virtualmente impossível, a principal estratégia de prevenção das clostridioses é a vacinação do rebanho”, conclui Silva.

BALANÇA COMERCIAL

Balança comercial registra superávit de US$ 1,646 bi na primeira semana de dezembro

Na primeira semana do mês, o país registrou exportações no valor de 5,073 bilhões de dólares
     
 A balança comercial brasileira registrou superávit de 1,646 bilhão de dólares na primeira semana de dezembro, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia nesta segunda-feira.
Na primeira semana do mês, o país registrou exportações no valor de 5,073 bilhões de dólares, enquanto as importações somaram 3,427 bilhões de dólares.
Em nota, o ministério da Economia informou que, na semana passada, houve aumento na venda de produtos básicos e semimanufaturados, o que ajudou a impulsionar a média diária das exportações totais do período (1,015 bilhão de dólares) em comparação à da primeira semana de dezembro de 2018 (967,3 milhões de dólares).

A balança acumula, até a primeira semana de dezembro, saldo comercial positivo de 42,7 bilhões de dólares, uma queda de 20% em relação ao superávit registrado no mesmo período do ano passado.
A última projeção do Ministério da Economia para o saldo comercial do ano, divulgada em outubro, apontava para um superávit de 41,8 bilhões de dólares, ante projeção anterior de 56,7 bilhões de dólares.
A estimativa, no entanto, deve sofrer nova revisão depois que a Secretaria de Comércio Exterior corrigiu para cima os dados contabilizados das exportações brasileiras no período setembro a novembro, atribuindo a uma falha humana uma subnotificação de 6,488 bilhões de dólares que ajudou a piorar o resultado da balança comercial brasileira divulgado originalmente. 

Representantes de países da América Central fazem intercâmbio de experiências no Vale do São Francisco

Durante os dias 19 a 26 de novembro, delegações de Honduras, Guatemala e El Salvador participaram de uma série de atividades em Petrolina e cidades circunvizinhas a fim de trocar experiências e conhecimentos sobre a convivência com a escassez de água. Apoiado pela Embrapa Semiárido, o intercâmbio Brasil-América Central faz parte do Programa de Cooperação Internacional da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Em visita à sede da Embrapa em Petrolina, nos dias 25 e 26, a delegação conheceu o papel da Empresa no desenvolvimento de tecnologias que contribuem para fomentar a agropecuária da região do Semiárido. Entre as práticas locais, foram apresentadas as experiências com captação, armazenamento e manejo de água de chuva, com tecnologias como as cisternas e barragens subterrâneas, além da agricultura biossalina.
Os representantes dos países centro-americanos também desfrutaram da programação do Semiárido Show, principal evento de inovação tecnológica realizado pela Embrapa para a agropecuária dependente de chuva do Nordeste. Na feira, a delegação participou do Workshop Internacional de Troca de Experiências em Regiões Semiáridas, realizado no dia 19 de novembro, em Petrolina. Eles também assistiram a minicursos e conheceram diversas alternativas tecnológicas de convivência com o Semiárido.
Durante a vinda ao Brasil, as delegações ainda visitaram outras instituições e empresas da região, além de conhecer comunidades rurais e suas experiências de sistemas de produção para a agricultura familiar.
Para o coordenador do projeto América Latina e Caribe sem Fome da FAO, Ronaldo Ferraz, é crucial a atualização dos conhecimentos a fim de fortalecer as ações relacionadas ao desenvolvimento da agricultura nos países. “Essa troca de informação é uma experiência muito boa. E eles tiveram a oportunidade de participar de cursos, oficinas e ter uma vivência maior das alternativas implantadas na região”, salienta.
Mannuel Sousa, representante do Ministério da Agricultura de El Salvador, reforça a importância do momento.  “Muito enriquecedor, principalmente porque temos características semelhantes”, completa.
Entre visitas, encontros e troca de conhecimentos, a cooperação articulada pela FAO, ABC e Embrapa possibilitou o intercâmbio de práticas brasileiras e dos países do chamado Corredor Seco. Os debates giraram em torno dos desafios encontrados para desenvolver a agricultura em regiões com escassez de água, garantindo o manejo sustentável dos recursos naturais.
Flávio de França Souza, chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Semiárido, analisa a experiência como exitosa. “Técnicas de convivência com a semiaridez foram compartilhadas, expandindo o repertório de alternativas em cada região, o que certamente vai contribuir para aumentar a resiliência das populações locais. Temos grandes expectativas de que essa cooperação entre Embrapa, FAO e ABC possa ter desdobramentos que reforcem o intercâmbio entre os vários semiáridos ao redor do mundo”, reforça.
Países com escassez de água - O Corredor-Seco da América Central (CSC) abrange as planícies da área costeira do Pacífico e a maior parte da região pré-montanhosa central de Chiapas (no México), Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, bem como a província de Guanacaste, na Costa Rica, e o Arco Seco do Panamá. De acordo com a FAO, é uma das regiões mais suscetíveis à variabilidade e às mudanças climáticas, acumulando danos causados pelas secas.
Embrapa Semiárido, com informações da ABC e da FAO

Embrapa Semiárido

Embrapa Semiárido

Embrapa promove capacitação online sobre sistemas agroflorestais para pequenas propriedades no Semiárido brasileiro

Estão abertas, na plataforma e-Campo, as inscrições para a capacitação online sobre “Sistemas agroflorestais para pequenas propriedades do Semiárido brasileiro”. O curso é gratuito e o participante terá até 30 dias para executar todas as atividades.
O conteúdo aborda os conceitos, características e classificação dos sistemas agroflorestais, além de sua descrição para pequenas propriedades no semiárido. Ao finalizar a capacitação, os alunos estarão aptos a propor práticas para implantar sistemas agroflorestais nas condições específicas de pequenas propriedades (menores que três hectares), considerando o papel das árvores quanto a aspectos produtivos e de proteção.
De acordo com o zootecnista Éden Fernandes, instrutor do treinamento, a Educação a Distância (EAD) é importante porque permite que técnicos, agricultores e estudantes, principais públicos do curso, atualizem-se em seus locais de atuação, sem necessidade de deslocamento.
Sobre o instrutor
Éden Fernandes atua na Embrapa Caprinos e Ovinos na área de Transferência de Tecnologia. É graduado em Zootecnia, possui mestrado em Zootecnia com ênfase em Forragicultura e doutorado em Zootecnia com ênfase em Sistemas Agroflorestais Pecuários. Atua em atividades de pesquisa e transferência de tecnologias relacionadas à agroecologia, sistemas agroflorestais pecuários, inventario forrageiro (avaliação de pastagem), conservação de forragem, manejo da caatinga para fins pastoris, convivência com o semiárido, metodologias de pesquisa participativa e construção coletiva de conhecimentos.
Serviço
Capacitação online:  “Sistemas agroflorestais para pequenas propriedades do Semiárido brasileiro”
Carga horária: 16 horas
Inscrições gratuitas clicando aqui

Embrapa Caprinos e Ovinos

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Governo do Estado resolve pendências e retoma obras na Estrada do Melão

Assecom


Máquinas voltaram a trabalhar na rodovia, que é estratégica para a economia do Território Assu-Mossoró e regiões vizinhas

As máquinas voltaram a trabalhar pesado no trecho III da RN-015, a chamada Estrada do Melão, uma rodovia estratégica para a economia do Território Assu-Mossoró e de regiões vizinhas. O investimento do Governo do Estado, com recursos do empréstimo do Banco Mundial, é de R$ 20 milhões no trecho com 19 quilômetros de extensão. A obra foi retomada nesta segunda-feira (02), depois de uma paralisação provocada pela necessidade de corrigir erro no decreto de desapropriações publicado na gestão passada.

“A ordem de serviço foi dada ano passado e a empresa chegou a iniciar a obra, mas um erro na publicação do decreto nos obrigou a rever todo o processo. Corremos atrás de regularizar tudo, fizemos acordo com os proprietários, e, aqueles que decidiram pelo litígio, tiveram as decisões homologadas na semana passada. Agora finalmente poderemos recomeçar a obra sem qualquer insegurança jurídica”, explicou o secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro.

Ele é também o coordenador do Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável do RN – o Governo Cidadão –, do qual faz parte a Estrada do Melão. A obra é tocada pela construtora CLC e supervisionada pela ATP engenharia. A Estrada do Melão liga a cidade de Baraúna à BR-437, no trecho identificado como Estrada do Cajueiro. É uma via fundamental para o escoamento da produção de sal, caju e para outras cadeias econômicas regionais.

Mapa adere a plataforma sobre mudanças climáticas na agricultura durante a COP-25

Cooperação

Objetivo é promover e potencializar a colaboração entre os países da América Latina e do Caribe


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aderiu à Plataforma de Ação Climática da América Latina e Caribe (Placa). A cerimônia de lançamento e adesão ocorreu nesta quinta-feira (5), no Pavilhão do Chile na 25a Conferência das Partes da Conferência-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
O Embaixador do Brasil na Espanha, Pompeu Andreucci, representou a Ministra Tereza Cristina na ocasião.
A iniciativa PLACA tem como objetivo promover e potencializar a colaboração entre os países da América Latina e do Caribe para implementar, com eficácia, medidas relacionadas às mudanças climáticas em agricultura (pesquisa, capacitação, transferência de tecnologia, acesso a financiamento para adaptação e mitigação das mudanças climáticas). Contempla também previsão de cooperação em políticas sobre mudança do clima, em linha com os objetivos de desenvolvimento sustentável, e de aprimoramento de sua articulação com outras iniciativas e instituições internacionais.
Os países da América Latina e do Caribe combinam grande potencial, tanto em segurança alimentar, quanto em sustentabilidade. Em coordenação com seus parceiros regionais, o Brasil está disposto a firmar-se globalmente como potência agroambiental, estimulando essas duas vertentes para que caminhem lado a lado.
Além do Brasil, subscreveram a iniciativa PLACA, como membros fundadores, Argentina, Bahamas, Costa Rica, Chile, Guatemala, Peru e Uruguai.

Objetivos de produção e critérios de seleção de um programa participativo de base comunitária de melhoramento genético de caprinos e ovinos.



Resumo: Resumo - Apesar da importância das raças localmente adaptadas para segurança alimentar e para manutenção da variabilidade genética, muitas foram extintas ou estão em risco de extinção. Em criações mantidas por comunidades rurais, os rebanhos são compostos por esses grupos genéticos, o que torna fundamental o desenvolvimento de ações e estratégias que promovam sua utilização por essas comunidades. Nesse contexto, surgiram os programas de melhoramento genético de base comunitária (CBBP), que utilizam esses animais em criações de baixo ?input?. Neste trabalho, buscou-se definir os objetivos de produção e os critérios de seleção de um CBBP para caprinos e ovinos nos sertões dos Inhamuns, Ceará, Brasil. Para isso, foi realizada uma avaliação rural participativa - PRA em sete distritos de dois municípios da região (Tauá e Parambu). Um total de 122 famílias participaram da pesquisa, que comprovou a importância da criação dessas espécies para a região, uma vez que 22,95%, 13,11% e 13,11% dos entrevistados afirmaram consumir carne caprina ao menos uma vez no mês, uma vez na semana e duas vezes na semana, respectivamente. Quanto ao consumo de carne ovina, 27,87% consomem ao menos uma vez no mês, 13,11% consomem uma vez na semana e 13,11% duas vezes na semana. As principais formas de obtenção da carne são pela compra de animais vivos na comunidade, compra de carne entre os próprios criadores, compra de carne nos frigoríficos e compra de animais vivos em feiras. Os criadores preferem carnes gordurosas e com osso. Os principais motivos para a criação de caprinos foram a realização pessoal, o consumo familiar, a geração de renda, uma reserva de poupança e as tradições familiares, enquanto para ovinos foram a tradição cultural, o consumo familiar, a poupança, a realização pessoal e a geração de renda. Para a produção de caprinos, a resistência às doenças, a adaptabilidade, a fertilidade, a velocidade de crescimento, a resistência a verminoses, a ausência de problemas de conformação, o temperamento, a longevidade, o tamanho corporal, a idade ao primeiro parto e a produção de leite foram os principais critérios de seleção. Para os ovinos, os critérios de seleção mais importantes foram adaptação, temperamento, resistência a doenças, resistência a verminoses, velocidade de crescimento, fertilidade, longevidade, ausência de problemas de conformação, tamanho corporal e idade ao primeiro parto. Esses resultados demonstraram que os criadores mantêm rebanhos de caprinos e ovinos visando benefícios sociais, econômicos e por motivos culturais. De forma em geral, os criadores estão conscientes quanto à adaptação dos animais às condições de clima e de manejo de sua região, à resistência a doenças, bem como quanto ao desempenho produtivo. 

domingo, 8 de dezembro de 2019

RENATO CALDAS, O POETA DE ‘FULÔ DO MATO’


Por Ivan Pinheiro, poeta do Assu/RN
 
Vou falar de um conterrâneo
Que nos bancos de escola
Jamais esquentou o crâneo.
Foi um menino pachola,
Um rapaz namorador,
Poeta véi cantador
Fez da viola uma estola.
 
— “Eu era desempenado,
No braço do violão.
Fazia um tarrabufado
Da prima para o bordão.
E naquele remelexo
A nega caia o queixo,
E eu entrava de cão”.
 
Falo de Renato Caldas
Um matuto sertanejo,
Que mal trocou suas fraldas
Começou a ser andejo,
Fez a primeira poesia
Inspirado em fantasia
Pelo seu maior desejo:
 
— “Nenhuma mulher é troço...
Brancas ou pretas são belas!
Lamento porque não posso
Ser dono de todas elas”...
Com quatorze anos apenas,
Em Assu — a velha “Atenas
Defendeu todas donzelas.               

Mil novecentos e dois,
Oito de outubro nasceu,
Quatorze anos depois
O verso lhe floresceu
E a partir daquele dia
Numa linda melodia
Renato Caldas cresceu.

Do seu chão fez a canção:
— “Só norte-rio-grandense
Meu patrão, sou assuense
De alma, vida e coração
Pois, nessa terra bonita,
Eu tive a sorte bendita
De vê a luz, meu patrão”...

E haja inspirações:
— “Meu Assu das vaquejadas!
Das noites enluaradas...
— Que gratas recordações! —
Cantigas feitas dos sonhos
Dos seresteiros risonhos,
Conquistando corações...”.
 
Fulô do Mato surgiu
Carimbando sua lavra,
Logo a fama lhe exigiu
Buscar o dom da palavra,
No martelo e no rojão,
Foi um cantor do sertão
Que todo tema rimava.
 
— “Cunheço o Brasí, todinho:
Agreste, mata e sertão.
Arrastei pelos caminho
Muita alegria e afrição!
Eu tive a filicidade
De quage in toda cidade
Causá admiração...".
 
Apesar destas andanças
Em busca do ganha-pão,
Não perdeu as alianças.
Depois de doze serão
Casou com a amada Fausta
Que estava quase exausta,
Devido aquele tempão.
 
Veja o qui pôde sintí
Quando arribou do Assu:
— “... Mais o sertão não é Brasí.
O Brasí, é lá pru sú.
Isso aqui é um purgatóro...
Quem mata a fome, é o sodóro
E a sede é o mandacaru...”.
 
— “Seu môço, eu venho de longe,
Do árto do meu sertão,
Trago fome, trago sêde
E tudo qui é precizão.
Mas, nada disso me mata,
Nada disso me matrata
Qui nem a rescordação...”

Teve muitas profissões:
Pracista, linotipista,
Embolador de canções,
Oficial e motorista...
Mas, na viola e na poesia,
Instrumentos da boemia,
Foi que surgiu o artista:

— “A lua vinha cantando,
Suas canção pratiada!
Parô tão disfigurada...
Ficô oiando pru Má
E o Má sortando um gemido,
Limpô os óio no vistido
Prateado de luá”.
 
Fez ao irmão de coração:
— “Adão foi feito de barro...
Mas, você, Newton Navarro,
Foi Feito da inspiração,
Do Céu, dos ninhos, das flores,
De todos os esplendores
Do luar do meu sertão”.

A mulherada foi o tema
De parte da criação.
Foi liberdade e algema,
Prazer e judiação,
Foi seu encanto, seu feitiço,
Foi fulô, foi reboliço...
Derreteu seu coração.
 
Sobre elas disse inté:
— “Sinhá Dona, o tempo passa,
Mais, porém, essa disgraça,
Qui a gente tem, pruque qué...
Êsse amô, êsse arrespeito,
Qui o cristão guarda nos peito,
Essa paixão pru muié...”.

Geíza Caldas, a filha,
Pelo casal muito amada,
Foi a maior maravilha
Por todos foi bem mimada.
Ela até hoje se alembra
E vez por outra relembra
Contando pra garotada.
 
Em plena felicidade
Quando uma lágrima caiu
Seu coração explodiu:
— “Casou Geíza, é verdade
Vai construir o seu lar.
Danado é essa saudade
Qu’Ela vai deixar ficar”.

Certa vez indo à Natal
No bar pegou uma colher
E, por um lapso mental,
Não devolveu à mulher.
Ao retornar da viagem
Trouxe na sua bagagem,
Com um bilhete o talher:

— “Estou voltando Chiquinha
Trazendo a sua colher
De coisas que não é minha
Eu só aceito mulher”.
Recitou no bar lotado,
Ficou logo liberado
Para um acaso qualquer.

Não foi um homem de escola,
No entanto a inteligência
Que teve em sua cachola,
Era amiga da decência,
Amava a honestidade,
Detestava falsidade
E tocava na cadência.

E sobre o tema convém:
— “Seu dotô, pode me crê:
Se tenho aprendido a lê,
Eu era dotô tombém.
Pruquê hoje na cidade,
Nós só temo validade
Pêla peda qui o ané tem...”.

— “Um violão de verdade,
Uma grade de Pitu
Para matar a saudade
Das moreninhas do Assu”.
Assim levou sua vida
Procurando uma guarida
Pra ganhar algum tutu.

Toda farra que chegava
Tava a festa iniciada,
A viola apresentava
E, após uma lapada,
Causos, poesias, repente...
Mexia com toda gente
Com sua rima cantada.

Sempre comprou lá na feira
Seus principais mantimentos,
Mas uma feirante arteira
Desafiou seus talentos:
— Poeta, lhe tenho estima,
Me ajude e faça uma rima
Pra vender meus alimentos.

Renato olhou pra esteira
Contemplando sua batata

E, num tom de brincadeira,
Fitando aquela mulata,
Tão bonita e adolescente,
De maneira pertinente
Usou a verve gaiata:

— “Batata rainha prata
É dessa que o povo gosta,
Um quilo dessa batata
Dá bem dez quilos de bosta”.
A cabocla não gostou,
Ele dela se afastou,
Mas “atendeu” a proposta.

Trabalhou na construção
Da estrada Assu/Mossoró,
Fez pra si um barracão,
Vendeu comida e goró,
Mas devido o tal fiado
No balcão pôs um recado
Para evitar um toró:

— “Para não haver transtorno
Aqui no meu barracão,
Só vendo fiado a corno,
Filho da puta e ladrão”...
Leitor, pode acreditar,
O apelo fez aumentar
A lista de espertalhão.

— “Renato Caldas já foi
Um boêmio seresteiro!!!
Hoje é carro de boi
Na sombra do juazeiro”...
Morreu quase sem visão,
Com artrite, hipertensão,
Famoso..., mas sem dinheiro.

Termino esse meu tributo
Com muita satisfação,
Nobre leitor impoluto
Sou grato pela atenção.
Deixo aqui meu forte abraço
Me perdoe pelo embaraço
Mas fiz com o coração.

Por Fernando Caldas