sábado, 12 de outubro de 2019

Começa Hoje a Festa do Boi

O maior evento agropecuário do Nordeste brasileiro está prestes a começar! A partir deste sábado (12), tem início a 57ª Exposição de Animais, Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Rio Grande do Norte – Festa do Boi 2019. O evento promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca – Sape, Associação Norteriograndense de Criadores – Anorc, e Prefeitura de Parnamirim, conta ainda com o apoio do Projeto Governo Cidadão, via Banco Mundial, Assembleia Legislativa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, AGN, Senar, Sedraf, Emparn, Emater, Idiarn, Fecomércio, Fiern e Sebrae.
“A Festa do Boi é o evento de maior visibilidade do agronegócio do Nordeste. Durante sua realização todas as atenções do setor ficam voltadas para o nosso Estado. É um evento grandioso em números de produtores participantes, animais expostos, parceiros, público visitante e negócios realizados. Para esta edição, o Governo do RN reuniu um grande time de secretarias para atender o trabalhador do campo potiguar, com prestação dos mais diversos serviços”, enfatiza Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca – Sape.
Realizada entre os dias 12 e 19 de outubro, a Festa do Boi 2019 deve movimentar cerca de R$ 60 milhões em negócios e atrair um público total de cerca de 350 mil pessoas ao Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, na Grande Natal. O evento tem início às 8h do dia 12 de outubro com uma programação especial para a criançada, no dia dedicado a elas. Às 17h será realizada a solenidade oficial com a presença da governadora Fátima Bezerra, representantes dos parceiros e demais autoridades. Com uma programação de exposições, negócios e lazer diversificada, o evento atende a todos os públicos.
Além dos leilões, julgamentos e desfiles de raças de bovinos, equinos, caprinos e ovinos, a Festa do Boi volta a contar este ano com algumas inovações como a Feira de Aquarismo do Rio Grande do Norte; Exposição Nacional de Peixes Ornamentais; Feirinha do Artesanato Potiguar; Feirinha de Plantas e Flores Ornamentais; Fazendinha Emparn/Emater; Mostra Nacional de Queijos Artesanais, Espaço Terroir (Sebrae e Senac RN), exposição, degustação e comercialização de produtos que unem qualidade e valorização da cultura local.
Outra atração recente da Festa, que se repete este ano é a Copa Potiguar de Três Tambores – modalidade de montaria de exibição. A Subsecretaria de Pesca e Aquicultura da Sape irá promover no auditório da Anorc, palestras com especialistas durante o evento, das 14h às 17h. Na terça (15), sobre Tecnologia Aplicáveis para as Demandas do Consumidor Potiguar de Pescado, com o prof. Dr. Rodrigo Antônio Ponce de Leon Ferreira de Carvalho. Na quarta (16), sobre Circuito Produtivo Aquícola Agroecológico (Aquaponia), com o prof. Dr. Deusimar Freire Brasil. E na quinta (17), sobre Uso de Macroalgas como Instrumento de Desenvolvimento do Semiárido Potiguar, com o prof. Dr. Ivanilson Maia. 
PROGRAMAÇÃO OFICIAL FESTA DO BOI 2019
Sábado, 12.10
8h – Abertura do Parque e Programação Especial Dia da Criança
22h – Shows
Beto Barbosa
Walkiria Santos
Eliane
Conde do Forró
Domingo, 13.10
16h – Leilão da Emparn e E.M Leilões
Programação de Pista (concursos de raças): Pardo Suíço
18h30 - Missa Campal com Padre Nunes

Segunda, 14.10
9h – Sessão Solene Especial da Assembleia Legislativa do RN em homenagem aos 60 anos da Anorc
20h - Show com Zé Lezin
Programação de Pista (concursos de raças): Pardo Suíço

Terça, 15.10
19h30 - Leilão de Cavalos ANQM
Programação de Pista (concursos de raças): Sindi e Gir

Quarta, 16.10
19h30 – Leilão Nuleite
Programação de Pista (concursos de raças): Sindi e Gir

Quinta, 17.10
19h30 – Leilão Sindi Estrelas
Programação de Pista (concursos de raças): Nelore, Guzerá Leiteiro e Girolando

Sexta, 18.10
19h30 – Leilão Pérolas do Nordeste
Programação de Pista (concursos de raças): Nelore, Guzerá e Girolando
Sábado,19.10
22h -Shows
Mastruz com Leite
Cavalo de Pau
Magníficos
Limão com Me

Contratações de crédito rural nos três primeiros meses da Safra 2019/2020 somam R$ 59 bilhões

Financiamento

O montante representa alta de 3% na comparação com a safra passada (2018/2019)


O valor das contratações das operações de crédito rural nos três primeiros meses da safra 2019/2020 (julho a setembro) foi de R$ 59 bilhões, representando alta de 3% na comparação com a safra passada (2018/2019). As operações de custeio somaram R$ 35,9 bilhões (+ 4%), investimento, R$ 11,9 bilhões (+8%), comercialização, R$ 6,3 bilhões (-28%) e as de industrialização, R$ 4,7 bilhões (+60%).
O destaque na elevação do valor contratado foi o de custeio, que aumentou R$ 1,5 bilhão, sendo que o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) teve o melhor desempenho (+ 29%). Para essa finalidade, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) apresentou 14% de crescimento nas contratações e o crédito de custeio aos demais produtores registrou queda de 5%.
Em relação às contratações de investimento, houve elevação de R$ 841 milhões. Destacam-se os programas de investimento ABC (Agricultura Emissão de Baixo Carbono) e o Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária) por apresentarem o maior nível de desembolso no primeiro trimestre da safra (39% e 36%, respectivamente).
Em comparação com a safra 2018/19, as contratações de crédito rural destinadas à comercialização têm apresentado queda de 28% sobre o valor, apesar do aumento de 1% no número de contratos.
Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2019/2020, divulgado nesta sexta-feira (11) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base nos dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central. 
 Agricultura Familiar
No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), mais de R$ 10 bilhões foram contratados, com 453.339 operações foram realizadas no primeiro trimestre da safra 2019/2020. O valor contratado representou 32,5% dos R$ 31,2 bilhões disponibilizados no início da safra.
Em termos nominais, a safra 2019/2020 apresentou aumento superior a R$ 1,27 bilhão no Pronaf, quando comparado com igual período da safra anterior (2018/2019), ou acréscimo de 14,42%. Com destaque para o aumento no Pronaf Mais Alimentos de R$ 466,2 milhões, que representa um aumento de 21,35% em relação ao mesmo período da safra anterior. Quando se compara a quantidade de operações, observa-se um decréscimo de -0,64%, resultado da redução de -2% no custeio e de -12% na industrialização, amenizado pela variação positiva no investimento de 0,5%.

Peste suína chega a Alagoas e Adagro reforça vigilância sanitária na divisa de Pernambuco

 
suínos no galpão comendoA confirmação do novo foco da peste suína, em Alagoas, foi feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O foco foi identificado no município de Traipu-AL, numa propriedade com 32 suínos e que fica a 7km da divisa com Sergipe. O foco em Alagoas preocupa ainda mais a Adagro, visto que, já são três estados confirmados com a doença. No total são 65 focos, sendo 48 no Ceará, 16 no Piauí e um em Alagoas, totalizando 1.397 animais doentes.
Agência de Defesa e fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco faz alerta aos produtores do estado para esse novo foco de peste suína e vai reforçar a fiscalização do trânsito de animais na divisa com Pernambuco. A principal medida é proibir a entrada de suínos vindos dos estados onde os focos da doença foram registrados.
Ontem, Só em 2019 Pernambuco recebeu 484 suínos do estado de Alagoas, nenhum deles veio do município do foco, mas como a peste suína é viral e contagiosa o trânsito de suínos, seus produtos e subprodutos de Alagoas, Ceará e Piauí para Pernambuco estão proibidos até que os focos sejam completamente sanados.
A peste suína clássica é uma doença viral contagiosa, com mortalidade elevada, que afeta suínos domésticos e selvagens. Não oferece riscos à saúde humana e nem afeta outras espécies. Os principais sintomas da doença são: lesões hemorrágicas (manchas avermelhadas) na pele e extremidades (membros, orelhas, focinho e cauda), febre alta, constipação intestinal seguida de diarreia, vômito, sinais nervosos (tremores nas patas), conjuntivite, problemas reprodutivos (aborto, natimorto e repetição de cio), falta de apetite e fraqueza.

A Adagro alerta que o trânsito de suídeos, independente do destino e da finalidade, depende da Guia de Trânsito Animal (GTA). O produtor pernambucano deve ficar atento e qualquer suspeita deve ser comunicada na Adagro mais próxima. Pernambuco tem mais de 730 mil suínos cadastrados

Prefeitura abre rodada de negociação para quitar as dívidas agrícolas de pequenos produtores rurais do município com o Banco do Nordeste



Prefeito Nixon Baracho tentando encontrar uma solução para os agricultores

Com a finalidade de renegociar os débitos agrícolas de agricultores familiares e pequenos produtores rurais de Alto do Rodrigues, o prefeito interino Nixon Baracho, se reuniu com o gerente geral do Banco do Nordeste, agência Macau, Sidnei Fonseca da Silva, o gerente de negócios Leonardo Andrade, o secretário de agricultura Francisco Paiva, secretário adjunto Manoel Matheus e o vereador Francisco Pereira Dantas.
Durante a reunião, foi tratado entre as partes, os termos de negociação e liquidação da dívida, que será firmada entre o executivo municipal e o Banco do Nordeste, e que foram contraídas pelos agricultores, através das linhas de crédito que atendiam a Agricultura Familiar (PRONAF) e os Mini e Pequenos Produtores rurais, enquadráveis na Lei no 13.340/2016, cujos negócios estão localizados no Município de Alto do Rodrigues.
As linhas de crédito disponibilizadas pelo banco, com valor de até R$ 15 mil reais e contratadas até 31 de dezembro de 2006, receberão desconto de 95% sobre o saldo devedor atualizado, de acordo com o porte dos produtores, priorizando as operações de crédito, e pela ordem, com produtores enquadrados no PRONAF, Mini e Pequeno Produtor. Já as operações com valor de até R$ 15 mil reais, contratadas entre janeiro de 2007 até 31 de dezembro de 2011, receberão o desconto de 50% sobre o saldo devedor atualizado.
O Poder Executivo Municipal ainda precisa enviar a proposta de negociação, através de um Projeto de Lei, para apreciação e aprovação da Câmara de vereadores. Essa autorização, será para o município firmar um termo de liquidação e/ou renegociação de dívida, com o Banco do Nordeste do Brasil, nos termos da Lei Federal no 13.340/2016, ficando limitados ao valor de até R$ 197.620,57 (Cento e noventa e sete mil, seiscentos e vinte reais e cinquenta e sete centavos). A previsão do executivo é que o projeto seja aprovado à unanimidade dos vereadores.

Criação de suínos em família reduz uso de antibióticos

Monalisa Pereira -
Um modelo desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves (SC) comprovou que a criação de suínos em família – desde o nascimento até o abate – é capaz de reduzir significativamente o uso de antibiótico nos animais, por não misturar leitões de diferentes procedências, evitando o estresse e a disseminação de agentes infecciosos. Desde que começou a ser implantado na Unidade em 2009, o novo sistema poupou 85% dos animais do uso de medicamentos. Trata-se de um resultado pronto para o mercado, que impacta diretamente a segurança alimentar do produto final, oferecendo ao consumidor uma carne de alto valor agregado, que alia qualidade e sanidade.
A Embrapa Suínos e Aves investe em sistemas de produção que privilegiam o bem-estar animal há pelo menos dez anos em resposta às exigências da sociedade atual por produtos mais seguros do ponto de vista alimentar. “A partir dos anos 2000, cresceu a preocupação mundial com relação ao uso de antibióticos na produção animal, tanto para a questão da resistência dos próprios agentes que causam doenças nos animais quanto em função da saúde humana”, explica o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves Nelson Morés, líder do projeto que tem como base a produção de suínos em família.
Resultado de um trabalho de pesquisa e prática, que também contou com parcerias e assistência técnica, o sistema de produção de suínos em família é ideal para granjas com até 60 matrizes. Porém, de acordo com o pesquisador, essa prática pode ser adotada para até 210 matrizes, respeitando os princípios do sistema e mantendo cuidados especiais no transporte.
O modelo alternativo dispensa tratamentos preventivos porque os animais da mesma família permanecem juntos desde o nascimento até a terminação.  A convivência reduz o nível de estresse e não expõe os animais aos riscos normais da produção em larga escala, diminuindo a incidência e proliferação de doenças.
Desde que os pesquisadores iniciaram os estudos da produção de suínos em família, os dados são muito positivos. “A necessidade de medicação injetável individual em animais que adoeceram ocorreu em apenas 3% do plantel na fase de creche e em 8,3% na fase de crescimento e terminação. É um número extremamente baixo em relação ao total. Nesse período nenhum tratamento foi realizado de maneira coletiva, por meio da água ou da ração”, complementa Morés.

Suinocultura brasileira é a quarta maior do mundo

A produção de suínos mudou muito no Brasil nas últimas décadas. Foi nesse período, e com a evolução em pesquisa, genética e mercado, que o País alcançou a marca de quarta maior suinocultura do mundo. Esse reconhecimento internacional se baseia nas conquistas da suinocultura intensiva ou industrial, praticada pelas agroindústrias e responsável pelo processamento de alimentos que encontramos nos supermercados, como presunto, salame, salsicha, entre outros. 
Para atender a esse mercado, a suinocultura precisa conquistar melhores resultados em produtividade, e a alternativa é apostar na escala de produção, o que significa dispor o máximo de animais dentro de uma propriedade. Isso aumenta a possibilidade de ocorrência de problemas sanitários. Por isso é preciso utilizar tratamentos preventivos estratégicos para garantir a saúde dos animais, além de evitar perdas na produção.
Dados de literatura apontam que o desempenho e a saúde dos animais criados no sistema em família são melhores ou iguais aos de rebanhos convencionais.

Cuidados na nutrição também são exigidos

De acordo com o pesquisador Nelson Morés, outro fator importante para que a produção fique livre do uso coletivo de antibióticos está ligado à questão nutricional. O fornecimento da ração nesse sistema é como o de qualquer outro, que leva em conta as necessidades nutricionais indicadas. Porém, o diferencial é a adição de um probiótico e de óxido de zinco para controle de problemas entéricos no desmame, além do uso de um plasma seco de suíno para a melhora da digestibilidade dos animais. 
Mesmo em uma produção de escala menor, como nesse sistema, é preciso estar atento ao manejo e aos procedimentos de sanidade. A qualidade da produção deve ser a mesma, independentemente do tipo de sistema escolhido pelo suinocultor. “Muitas vezes os produtores pensam que, por ser em pequena escala, a produção volta ao passado. Ao contrário, é um modelo de sistema de produção com alta tecnologia e o primeiro princípio é a questão de biosseguridade, extremamente importante para proteger o rebanho da entrada de agentes infecciosos”, reforça Morés.
As medidas de biosseguridade são as mesmas utilizadas em sistemas maiores. O pesquisador destaca algumas que são essenciais: cerca de isolamento, vestiário ou escritório para troca de roupa, combate de moscas e ratos, além de reposição de animais com procedência, de preferência de origem única. 
Além disso, no modelo de produção em família, o bem estar animal é uma grande prioridade.  Nesse sistema, a castração dos leitões, por exemplo, é feita por meio de vacina, a imunocastração. Também não há necessidade do corte de rabo e dos dentes dos suínos, pois as brigas e disputas são menores do que em um sistema intensivo com mistura de leitões. As fêmeas são mantidas soltas, tanto na fase de gestação quanto de maternidade.
O sistema de produção em família é simples e consiste na manutenção da ninhada na mesma baia, do início ao fim da produção. Os galpões são divididos em salas, separando as etapas da produção: gestação, maternidade, creche, crescimento e terminação, da mesma forma que nos sistemas intensivos. O importante na produção de suínos em família é respeitar a manutenção dos animais e estar ciente de que os procedimentos e cuidados são os mesmos de qualquer outro sistema.

Modelo agrega valor ao produto final

A produção de suínos em família é perfeitamente viável para os pequenos produtores como alternativa para agregar valor, ofertando ao mercado um produto diferenciado. Em comparação com o sistema de criação intensiva, o modelo oferece maior economia, além de possibilitar o atendimento a nichos de mercado.
“Do ponto de vista de acesso a mercado e agregação de valor, o sistema apresenta atributos que são muito valorizados em alguns segmentos do mercado consumidor, especialmente o de maior renda”, enfatiza o pesquisador e chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Suínos e Aves, Marcelo Miele.


Alguns dos atributos destacados por ele são a possibilidade de uso em pequena escala e agricultura familiar, bem-estar animal, retirada dos antibióticos e a aplicação de genéticas para carne de qualidade, como é o caso da MO25C, genética da Embrapa e usada nesse sistema juntamente com o macho MS115.

O sistema de produção em família está validado pela Embrapa e pode sim chegar até o suinocultor. De acordo com o pesquisador Marcelo Miele, a sua adoção envolve diversas práticas, processos e algumas mudanças nas instalações das propriedades. A recomendação da Embrapa é que não seja feita de forma isolada, mas sim por intermédio de uma cooperativa ou de associação ao qual o produtor é ligado.

Outras duas recomendações devem ser seguidas para garantir o sucesso do empreendimento: “A primeira é se aliar a um ponto de venda, ou seja, uma empresa de varejo que já atua com produtos de valor agregado, como é o caso de uma das empresas parceiras no projeto”, explica. A segunda é ter uma assistência técnica de qualidade, que entenda os preceitos do sistema e ajude na implementação das boas práticas na propriedade. 
Miele destaca as parcerias com diferentes áreas e segmentos como fundamentais para a validação do sistema. “Hoje não basta apenas produzir com a qualidade necessária, temos que convencer o mercado consumidor que os atributos estão naquele produto a ser consumido. E para convencer não é mais como antigamente. Agora o consumidor está longe das propriedades e quer garantias de que o produto consumido corresponde de fato ao que está sendo dito. Assim, firmar parcerias é fundamental para que a confiança seja estabelecida”, finaliza.
O projeto de Sistema de Produção de Suínos em Família sem uso de antimicrobianos contou com parcerias em diversas áreas, da produção ao abate e comercialização. A cooperativa Majestade, do Rio Grande do Sul, é a responsável pelo abate e cortes das carnes, além de estar envolvendo seus produtores na busca de interessados em desenvolver o sistema para ampliar a oferta.
A empresa Korin Agropecuária, pioneira na produção de frangos sem uso de antibióticos e de produtos de valor agregado, comercializa os cortes e produtos em suas lojas de varejo em São Paulo. Outras parceiras são a empresa Vitamix e a Agriness.

Embrapa Suínos e Aves

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Rio Grande do Norte ganha comitê estadual do AgroNordeste

AgroNordeste

O plano tem o objetivo de impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região

Exibir carrossel de imagensO coordenador-geral do plano AgroNordeste, Danilo Forte
O coordenador-geral do plano AgroNordeste, Danilo Forte
O segundo comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste foi instalado nesta quinta-feira (10) em Natal (RN). O coordenador-geral do plano, Danilo Forte, apresentou os desafios do AgroNordeste, como a assistência técnica, que contará com a parceria do Senar, e as novas oportunidades de integração comercial com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
Forte lembrou que a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visitou o Rio Grande do Norte em fevereiro deste ano para conhecer a realidade local, quando prometeu ações concretas para a geração de emprego e renda, principalmente para o pequeno produtor. Ele também citou como desafios a organização dos produtores com o novo modelo de associativismo e cooperativismo, em parceria com o Sebrae/OCB, e o acesso à terra e ao crédito pelos pequenos agricultores, com a regularização fundiária e a titularização da terra.

O primeiro estado a instalar o comitê foi a Paraíba, nesta quarta-feira (9). Em Natal, o comitê estadual será presidido pelo superintendente federal de Agricultura/RN, Roberto Carlos Papa.
Além de Papa, estavam presentes no evento o diretor-superintendente do Sebrae/RN, José Ferreira de Melo Neto; o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte (Faern), José Vieira; o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha; além de parlamentares superintendentes regionais  da Conab,  do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste, técnicos e produtores rurais do estado.
AgroNordeste
O plano tem o objetivo de impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região. No biênio 2019/2020, 230 municípios serão contemplados com ações concentradas do programa.
O programa é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem.
O AgroNordeste se junta a outras ações já executadas pelo ministério na região, como Programa de Aquisição de Alimentos, regularização fundiária, Selo Arte, promoção da irrigação, indicação geográfica, equivalência de sistemas de inspeção de produtos de origem animal (Sisbi) e combate a doenças e pragas (febre aftosa, peste suína clássica e mosca das frutas).
Instalação do comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste

Exportação de milho continua em alta e soma US$ 1,1 bi em setembro

Comércio internacional

Algodão também tem desempenho favorável nas vendas externas do mês. As exportações totais do agronegócio somaram US$ 7,75 bilhões
As exportações de milho alcançaram recorde histórico para os meses de setembro em quantidade e valor. Foram exportadas 6,5 milhões de toneladas (+93,4%), equivalente a US$ 1,1 bilhão (+85,5%).
Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a safra de milho 2018/2019 foi recorde, o que aumentou a oferta do cereal e ampliou o excedente para exportação.
Os embarques do milho também tiveram desempenho favorável no acumulado do ano, de janeiro a setembro. Foram US$ 4,98 bilhões (+134,7%), com a expansão de 130% na quantidade comercializada (29 milhões de toneladas).
Os principais países compradores do milho brasileiro foram: Japão (US$ 605,13 milhões), Coreia do Sul (US$ 386,40 milhões), União Europeia (US$ 371,25 milhões), Vietnã (US$ 293,96 milhões) e Taiwan (US$ 292,61 milhões).
Algodão
O algodão foi outro produto com destaque nas exportações com incremento nas vendas no mês de 50%, com US$ 229 milhões e embarques de 142 mil de toneladas (62%). "O produto tem se beneficiado das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, com forte elevação das exportações para a China", diz nota da secretaria. 
Resultado do mês
Em setembro de 2019, as exportações do agronegócio somaram US$ 7,75 bilhões, valor foi 3,9% inferior em relação ao montante exportado em setembro de 2018 ( (US$ 8,06 bilhões). "A queda das exportações ocorreu em função da redução dos índices de preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, que registraram recuo médio de 4,5%.  Por outro lado, o índice de quantum aumentou 0,7% na comparação entre setembro de 2019 e setembro de 2018, ajudando a abrandar a queda no valor exportado", explica.
Do valor total exportado pelo país em setembro, o agronegócio foi responsável por 41,4% (US$ 18,74 bilhões). No mesmo mês de 2018, as exportações do agronegócio tiveram participação de 42% nas exportações totais.
As importações de produtos do agronegócio apresentaram baixa, passando de US$ 1,07 bilhão em setembro de 2018 para US$ 1,05 bilhão em setembro de 2019, queda de 2,1%.

Governo discute parcerias com Agência Francesa de Desenvolvimento

ASSECOM/RN
A governadora Fátima Bezerra, acompanhada pelo secretário de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf) Alexandre Lima, se reuniu na tarde desta quinta-feira, 10, com o diretor regional da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Phillipe Orliange, e a gerente de projetos, Laure Schalchli, para tratar de parcerias no segmento da agricultura familiar e segurança hídrica. A reunião é um desdobramento de encontro realizado em agosto, em Brasília, quando foram iniciadas as primeiras tratativas.
“Essa parceria que estamos buscando é fundamental para que possamos dar prosseguimento a importantes projetos que vão impulsionar a economia e as cadeias produtivas do estado”, declarou a governadora.
Os representantes da AFD manifestaram interesse em alinhar sua atuação com os projetos do governo para mitigação dos efeitos climáticos, como produção agrícola, questões ambientais e fortalecimento do cooperativismo.
“Estamos dialogando sobre investimentos em ações que proporcionem segurança hídrica, produção de alimentos saudáveis, incentivo às cadeias produtivas do leite e do mel, entre outros projetos”, destacou o secretário da Sedraf.
Além disso, a Agência Francesa de Desenvolvimento também sinalizou interesse ajudar na execução do Plano de Recuperação Fiscal (PEF). Essa discussão já está em andamento com a Secretaria de Estado do Planejamento.
Também participaram da reunião o vice-governador Antenor Roberto e os secretários Carlos Eduardo Xavier (Tributação) e Fernando Mineiro (Gestão de Metas e Projetos).

Atuação em outros países
O grupo da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) financia ações relacionadas ao clima, biodiversidade, educação, planejamento urbano, saúde, governança, entre outros, envolvida em mais de quatro mil projetos na França e em 115 países.
A AFD atua na agricultura sustentável, melhorando as capacidades produtivas da agricultura camponesa e o desenvolvimento de infraestruturas rurais. Apoia, também, a intensificação agroecológica e o desenvolvimento de paisagens agrícolas sustentáveis, com foco na segurança alimentar.
Em 2016, por exemplo, a AFD contribuiu com 603 milhões de euros na África Subsaariana, para a governança da segurança alimentar.
No Brasil, a AFD atua nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Nesta última, a AFD atua apenas na Bahia, na área de energias renováveis, e está mantendo contato com RN e outros estados da região

Dia mundial do ovo é comemorado hoje

 
ovosO ovo é conhecido como uma alimentação saudável e rica. No dia mundial do Ovo, conheça os benefícios que ele pode trazer para a alimentação do homem. O ovo é uma importante fonte de proteína, rica em aminoácidos, cálcio, selênio, colina e vitaminas A, B, D e E, que são essenciais à saúde em todas as fases da vida.
Além de ser altamente nutritivo, é também versátil: pode se adequar a todas as refeições, do café da manhã ao jantar. Sem contar que é um alimento considerado muito barato para o consumidor. Geralmente, o dia do Ovo é comemorado anualmente na segunda sexta-feira de outubro. Reconhecido como o segundo alimento mais completo para os seres humanos (o primeiro é o leite materno), os ovos são ricos em aminoácidos, cálcio, sódio, iodo, selênio, colina e vitaminas (A, B, D e E).
A DSM,empresa líder no segmento de aves poedeiras atuando fortemente para a nutrição destes animais, ressalta que a ingestão desse alimento traz benefícios às pessoas de todas as idades ao reduzir o risco de doenças cardíacas, câncer de mama e de enfermidades oculares comuns ao avanço da idade, além de ajudar a promover o crescimento saudável das crianças.
Veja abaixo a importância da qualidade nutricional do Ovo para a dieta humana, conhecendo o valor de todos os nutrientes:
Ferro
Necessário ao transporte de oxigênio no organismo, contribui para a produção de energia e ajuda a evitar a anemia.
Vitamina A
Necessária para o desenvolvimento saudável das células, ajuda a manter pele e olhos saudáveis, na visão noturna e estimula o sistema imunológico.
Vitamina B2 (Riboflavina)
Ajuda a manter a saúde da pele e dos olhos.
Vitamina B5
(Ácido Pantotênico)
Importante para o metabolismo, para a liberação de energia dos alimentos e para o desempenho mental.
Vitamina B12
Necessária à formação de hemácias, mantém função adequada do sistema imunológico e ajuda a evitar doenças cardíacas.
Vitamina D
Necessária para a saúde de dentes e ossos, é essencial para a absorção de cálcio pelo organismo e confere proteção contra alguns tipos de câncer e doenças autoimunes.
Vitamina E
Ajuda a manter o sistema reprodutivo, nervos, músculos e a saúde e prevenção de doenças.
Folato
Necessário para o desenvolvimento e manutenção de novas células, ajuda a proteger contra defeitos congênitos e é especialmente importante para mulheres grávidas.
Proteína
Essencial para a formação e reparação de músculos, órgãos, pele, cabelos e outros tecidos do organismo e é necessária para a produção de hormônios, enzimas e anticorpos.

Selênio
Retarda a degradação de tecidos corporais, protege o DNA, as proteínas e gorduras nas células contra danos oxidativos. É importante para a saúde do sistema imunológico e funcionamento da glândula tireoide.
Luteína & Zeaxantina
Contribui para manter boa visão, ajuda a reduzir o risco de doenças oculares relacionadas à idade.
Colina
É vital para a função de nervos e músculos e promove o desenvolvimento cerebral e função adequada da memória.
Iodo

É necessário para a produção de hormônios da tireoide e é vital para a função normal da glândula tireoide

Que país é este? Famílias brasileiras ficaram mais pobres nos últimos anos, aponta IBGE



A maior parte das famílias brasileiras ficaram mais pobres nos últimos anos. Ao menos isso é o que demonstra o estudo realizado pelo IBGE, divulgado na semana passada.

A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) mostra que, nos últimos nove anos, caiu o número de famílias que têm renda mensal superior a seis salários mínimos, ao mesmo tempo que aumentou o número delas que vive com menos do que esse valor.

Se comparado com a pesquisa anterior, realizada em 2008 e 2009, houve crescimento no percentual de famílias nas classes mais pobres da população. Ao todo, 73,03% das famílias brasileiras receberam menos de seis salários mínimos por mês entre 2018 e 2019. Há nove anos, eram 68,4%.

A POF traça um perfil dos hábitos de consumo e das condições de vida do brasileiro e é usada como parâmetro para outras pesquisas do IBGE, como o cálculo da inflação e o do Produto Interno Bruto (PIB), além de embasar estudos sobre desigualdade.

No outro extremo

Em paralelo a esse cenário, a POF aponta que apenas 2,7% das famílias brasileiras concentraram quase 20% de todo o dinheiro recebido pelas famílias no país.