terça-feira, 18 de junho de 2019

Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública, diz cientista


E se as cidades conseguissem, com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal. 

“Há muito tempo que vemos as árvores e os parques como artigos de luxo; contudo, trazer a natureza de volta para as cidades é uma estratégia crítica para se melhorar a saúde pública”, disse Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy e coautor do relatório. 

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas. 

Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano. 
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano. 

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador. 
“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.” 

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconómico ou idade. 

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios. 
Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.
Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva. 
Com demasiada frequência, a presença ou ausência de natureza urbana, assim como os seus inúmeros benefícios, é ditada pelo nível de rendimentos de um bairro, o que resulta em desigualdades dramáticas em termos de saúde. De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, a taxa de mortalidade entre os homens de meia-idade que moram em zonas desfavorecidas com espaços verdes é inferior em 16% à dos que vivem em zonas desfavorecidas mais urbanizadas. 

Para Robert McDonald, a chave é fazer-se a ligação entre as árvores urbanas e os seus efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou. “As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.”
Postado por Canindé Rocha

“Vamos fazer com que os pequenos e os médios tenham mais acesso ao crédito”, diz Tereza Cristina

Plano Safra

Em palestra na Associação Comercial de São Paulo, ministra deu informações sobre o Plano Safra, que será anunciado nesta terça-feira. Ela também criticou o tabelamento do frete e defendeu o sistema de autocontrole

 Palestra na Associação Comercial de São Paulo. 17/06/2019.
Palestra na Associação Comercial de São Paulo. 17/06/2019.

Em evento na Associação Comercial de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (17), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou que o Plano Safra 2019/2020, que será anunciado oficialmente amanhã (18), no Palácio do Planalto, vai dar prioridade aos pequenos e médios agricultores. A ministra explicou que, como a verba total para o Plano Safra não aumentou em relação ao ano passado, o Ministério vai distribuir os recursos de forma a atender um número maior de produtores, mas sem discriminar os grandes do setor.
“Vamos privilegiar, ou focar mais, no número maior de produtores para pegar os recursos do Plano Safra. Não é que vamos discriminar os maiores, para eles teremos outras opções, para que também tenham recursos mais baratos e mais compatíveis com a nossa atividade agropecuária. Mas vamos fazer com que os pequenos e os médios tenham mais acesso ao crédito, o que eles nem sempre tiveram”.
Recebida pelo presidente em exercício da Associação Comercial, Roberto Mateus Ordine, a ministra proferiu a palestra “A importância do agronegócio no Brasil”, e depois respondeu perguntas dos empresários ligados à Associação Comercial. Sobre o Plano Safra, ela agradeceu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por todo o trabalho para chegar aos números que serão anunciados nesta terça-feira. Ela explicou como será a ampliação das fontes de financiamento para o agronegócio, inclusive com aumento de recursos das LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) para o crédito rural e a autorização para emissão de títulos no exterior. “Esse é o caminho numa economia liberal”, pontuou a ministra.
Tereza Cristina também confirmou o aumento do valor destinado ao seguro rural para R$ 1 bilhão, como já tinha sido anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, e fez um apelo para que os bancos reduzam os spreads nos empréstimos ao setor rural, após o aumento das coberturas de seguro e a redução dos riscos embutidos nos financiamentos. A ministra disse que o Tesouro Nacional vai disponibilizar R$ 10 bilhões para a subvenção ao crédito rural. O detalhamento do plano ficará para amanhã.
Ela ainda falou de sua viagem à Europa na próxima semana, para participar de reunião de ministros em Bruxelas sobre o acordo comercial União Europeia-Mercosul, que está em fase final de discussão. “Há alguns temas caros para a agricultura brasileira que ainda não conseguimos fechar por completo, e é isso que estará em discussão em Bruxelas”, disse. Ela também se queixou do que chamou de campanha difamatória na Europa contra a agropecuária brasileira.
“Já estamos trabalhando para mostrar a qualidade do produto brasileiro, para os brasileiros e para aqueles que importam os nossos produtos, que são mais de 162 países”, disse.
Na palestra, a ministra destacou o problema do tabelamento do frete rodoviário, que ainda persiste. Ela disse esperar que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), “tenham bom senso” ao decidir sobre a matéria e derrubem o tabelamento. “Não tem cabimento, numa economia de mercado, termos um tabelamento”, criticou Tereza Cristina, que lamentou também o contingenciamento de recursos para a área de defesa agropecuária e sanidade animal, diante dos riscos para a produção brasileira e para a exportações.
Ao responder as perguntas dos empresários, a ministra defendeu que o Mercosul tem de ser revisto e modernizado. Para ela, o Brasil precisa liderar este movimento, se não talvez seja melhor deixar o bloco. Ela também fez uma enfática defesa do sistema de autocontrole, no qual os empresários assumem maiores responsabilidades pelo controle sanitário de seus produtos, e destacou que já foram realizadas quatro reuniões do comitê responsável pela implantação do programa para que governo e empresários possam falar a mesma língua.
Tereza Cristina respondeu muitas outras perguntas, principalmente sobre problemas de logística e transporte, e também sobre a recente viagem a Japão, China, Indonésia e Vietnã. Ela defendeu a retomada dos investimentos japoneses em projetos de melhoria da infraestrutura brasileira de portos, ferrovias, rodovias e armazéns.
Participaram do evento  o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes, e o assessor especial do Mapa Danilo Forte. A ministra foi apresentada pelo senador Heráclito Fortes. O ex-senador Jorge Bornhausen estava à mesa, ao lado de deputados federais, estaduais e autoridades locais.  
Palestra na Associação Comercial de São Paulo. 17/06/2019.

Afonso Bezerra: Programação oficial da XV Caprifeira será vivenciada de 5 a 7 de Julho

A XV Caprifeira – Exposição de Caprinos e Ovinos de Afonso Bezerra irá movimentar a economia da região de 05 a 07 de julho de 2019. O evento será realizado no interior do Centro Rural Francisco Mateus Costa.
O evento é uma realização do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Afonso Bezerra, com o apoio do Sistema Faern/Senar, SEBRAE, EMPARN, IDIARN, Emater-RN, Banco do Brasil, ANCOC, ANCC, AGN, Banco do Nordeste, Grupo Banco Mundial, Secretária Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), APASA e COOPAG.
A Caprifeira tem sua marca pela exposição e comercialização de animais, estandes institucionais, atrações culturais, festivais, concursos, gastronomia, artesanato e a tradicional Feirinha da Agricultura Familiar. O cartaz chega à redação do Blog Angicos Notícias através da Organização do evento agropecuário.


Governadora sancionará lei de Programa de Compras da Agricultura Familiar



A governadora Fátima Bezerra se reuniu com representantes da Fetraf (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar), nesta segunda-feira (17), na sede da entidade, no bairro da Cidade da Esperança, e reforçou o compromisso do Governo do RN de fortalecer e expandir a agricultura familiar. Após ouvir a pauta apresentada pelo coordenador geral, João Cabral, ela confirmou que irá sancionar o projeto de lei recém-aprovado na Assembleia Legislativa, de autoria da deputada Isolda Dantas, que estabelece o Programa Estadual de Compras da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes).
Com a consolidação do novo programa, as compras diretas e indiretas do Governo do Estado deverão ser compostas por no mínimo 30% de itens oriundos da agricultura familiar. A Fetraf representa cerca de 80 mil famílias de agricultores, ligadas aos 50 sindicatos que compõem a federação. Além dessa reivindicação, que será contemplada com a legislação que irá entrar em vigor em breve, os agricultores apresentaram uma extensa lista de reivindicações. Segurança hídrica, infraestrutura, manutenção e ampliação de programas de incentivo, celeridade na emissão de selos de certificação, capacitação de lideranças e orientação técnicas para os pequenos produtores rurais estão entre as principais.
“A pauta de vocês está muito alinhada com o nosso compromisso de governo. Por isso eu os convido, em primeira mão, para ao ato de sanção da lei de Isolda Dantas”, declarou Fátima, que estava acompanhada dos representantes da Sedraf (Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural), Lucenilson  Ângelo (secretário adjunto), Emerson Inácio Cenzi (coordenador de compras e mercado e João Vicente (coordenador de assuntos fundiários), e do representante da Emater-RN (Instituto de assistência Técnica e Extensão Rural), Hidelmar Peixoto (chefe de gabinete).
João Cabral enfatizou a importância das casas de sementes disporem das sementes crioulas, produzidas e armazenadas pelos próprios agricultores, como forma de disseminação das culturas originais dos pequenos produtores familiares. Neste caso, a Sedraf já anunciou que a partir de 2020 o Programa de Aquisição de Sementes vai garantir pelo menos um terço para as sementes regionais. “Já está mais do que na hora a mudança no sistema de distribuição e aquisição de sementes”, destacou Cabral, salientando que nos moldes atuais, as sementes chegam com atraso, além de não atenderem à demanda dos agricultores.
A governadora reiterou a importância de cada item apresentado e orientou que os gestores da Sedraf e da Emater deverão estabelecer um calendário para pontuar, com a Fetraf, cada item da pauta. “Reafirmo também o nosso compromisso de apoiar e dar continuidade à Cecafes. Eu me orgulho bastante de ter feito parte da luta de implantação daquele espaço”, refere-se à Central da Agricultura Familiar e Economia Solidária, situada na avenida Mor Gouveia, esquina com rua Jaguarari, no bairro de Lagoa Nova, um grande mercado varejista que reúne representantes de 10 cooperativas de pequenos produtores rurais.

Em 2019, período chuvoso no RN é o maior dos últimos 7 anos, diz Emparn


O Rio Grande do Norte registrou entre os meses de janeiro a maio aproximadamente 12% acima da média de chuvas dos últimos 7 anos, de acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn).

De acordo com a Emparn, a média esperada de chuvas para os primeiros cinco meses do ano era de 587 mm, mas foram registrados 658 milímetros.

Segundo Gilmar Bistrot, gerente de meteorologia da Emparn, o período chuvoso no litoral potiguar se estenderá até o mês de agosto. Ele aponta que entre 2012 a 2018 o período de chuvas entre janeiro a maio foi abaixo da média indicada pela instituição.

Ainda segundo ele, o ano de 2019 trouxe um período mais chuvoso para o Semiárido norte-rio-grandense graças a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Em Natal, até agora o mês mais chuvoso do ano foi abril com a precipitação acumulada de 470,7 mm. Em seguida, o atual mês de junho já ocupa o segundo o lugar e até então registra o acumulo de 250,7 mm. No ano passado, durante todo o mês junho registrou 252,8 mm.

Na próxima sexta-feira, 21, inicia oficialmente o inverno no Brasil. Segundo o gerente da Emparn, o litoral do RN receberá chuvas regulares até o mês de agosto. Diante disso, Gilmar Bistrot deixa um alerta:

“Os prefeitos dos municípios do litoral têm que estar atentos às possibilidades de chuvas mais fortes. Os ventos com chuvas intensas podem causar diversos transtornos como inundações, alagamentos e nós sabemos que as cidades não têm estrutura física para receber tantas chuvas”, declara o meteorologista.

Embrapa promove Dia de campo sobre sistemas integrados e segurança alimentar animal no Semiárido

“Sistemas integrados como estratégia de segurança alimentar animal no semiárido” é o tema do Dia de Campo que a Embrapa Caprinos e Ovinos vai realizar no próximo dia 10 de julho, para produtores rurais, técnicos extensionistas e estudantes. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site da Unidade e as vagas são limitadas.

De acordo com o coordenador do evento, o engenheiro agrônomo Lucas Oliveira, os sistemas integrados têm despertado grande interesse dos produtores em virtude do seu potencial de agregar ganhos econômicos e sustentabilidade ambiental, preservando a vegetação nativa. “Nós dispomos de diversos trabalhos de pesquisa nessa área e teremos a oportunidade de apresentá-los aos participantes do Dia de Campo”, explica Oliveira.

A programação constará de quatro estações simultâneas, com apresentações durando em média 25 minutos. A primeira vai abordar Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e será ministrada pelo pesquisador Rafael Tonucci; a segunda estação vai apresentar o tema diferimento de pastagens e será conduzida pelo pesquisador Roberto Cláudio Pompeu; a terceira vai tratar do cultivo da palma forrageira em sistemas integrados no Semiárido e será ministrada pelo professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marcos Neves; a última estação vai apresentar o sistema Integração Lavoura-Pecuária na Embrapa Caprinos e Ovinos e os responsáveis serão o pesquisador Fernando Guedes e o analista José Wilson Tavares.

Serviço
Dia de Campo sobre Sistemas integrados como estratégia de segurança alimentar animal no semiárido
Data: 10/07/2019
Horário: a partir das 7h30
Local: Área Experimental de Forrageiras - Recria - Embrapa Caprinos e Ovinos/ Sobral

Embrapa Caprinos e Ovinos 

segunda-feira, 17 de junho de 2019

COMO FAZER ,.........TIRANDO O COURO DE UM CARNEIRO


Recessão a vista?


Agora oficial, o PIB do primeiro trimestre de 2019 foi negativo em 0,2% em relação ao quarto trimestre de 2018 (lembrando que o primeiro trimestre de 2018 foi positivo em 0,5%). Ou seja, a economia brasileira piorou neste início de ano. Aliás, a mesma nunca melhorou de fato desde a grande recessão vivida em 2015 e 2016.

Nosso pífio crescimento em 2017 e 2018 não deixava dúvidas de que estávamos diante de um voo de galinha, e dos mais baixos. Assim, estamos à beira de mais uma recessão técnica (dois trimestres consecutivos negativos) a julgar pelo caminhar da economia neste segundo trimestre do ano. Com isso, logicamente a tendência para 2019 piorou.
Hoje, o quadro aponta para um PIB final entre 0,5% e 1%, quando no início do ano os mais otimistas chegavam a apontar 3%. A abertura do PIB trimestral nos fornece algumas explicações. Em primeiro lugar, a indústria nacional recuou 0,7% no trimestre, consolidando, esta sim, um estágio de recessão técnica. Isto explica boa parte do alto desemprego que temos e que aumentou desde o final do ano passado, apesar de uma pequena melhoria no último levantamento.

Em segundo lugar, a agropecuária, que geralmente puxa a economia, neste trimestre apresentou resultado negativo de 0,5%. Este setor enfrentou alguns problemas climáticos regionais, assim como preços médios mais fracos. Pelo lado da demanda, além de exportações ruins (-1,9%) tem-se investimentos em péssima situação (-1,7%).
Este último caso, também com uma segunda queda consecutiva, indica que os empresários continuam desconfiados. As dificuldades para aprovar a reforma da previdência alimentam o sentimento. E investimentos são a fotografia futura da economia. Ou seja, a mesma continua desbotada. O quadro geral só não foi pior porque o consumo das famílias cresceu 0,3% no trimestre. Todavia, trata-se de um consumo de manutenção, ou seja, de sobrevivência.

Com uma população altamente endividada e inadimplente não se pode esperar um consumo sustentável, que indique pela substituição de bens e pelo produto novo. E os juros reais altíssimos aqui praticados não colaboram para uma mudança de cenário nesta rubrica. Assim, a ilusão de uma economia em recuperação, alimentada pelo simples fato das eleições, dá lugar a realidade de uma economia estagnada e em recuo, flertando novamente com a recessão.
Sempre afirmamos neste espaço que, para sair do estrago econômico causado no período de 2007 a 2016, levaríamos, pelo menos, até 2024, desde que houvesse correções de rumo neste ínterim. Por enquanto, não está havendo e, por isso, não pode ser surpresa que nosso PIB esteja apenas no nível do primeiro semestre de 2012 (a renda per capita média está 9,1% abaixo do nível do começo de 2014). Já perdemos sete anos, com tendência de perdermos muito mais se não destravarmos a economia, pois é pouca a luz no fim do túnel da crise que vivemos.  

Países se mobilizam contra exportação de animais vivos

A maioria dos países contrários à exportação de gado vivo está na Europa
     

Pelo terceiro ano consecutivo, um movimento internacional, liderado pela organização não governamental (ONG) Compassion in World Farming, mobiliza a população mundial em torno do Dia Internacional contra a Exportação de Gado Vivo, celebrado amanhã (14), com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o sofrimento dos animais que são exportados vivos para abate em outros mercados.

O movimento foi iniciado em 2017 e contou com 30 países participantes. O Brasil aderiu no ano passado, quando a mobilização envolveu 33 nações. Este ano, 41 países farão manifestações. No Brasil, elas começaram hoje (13) e se estenderão até o próximo dia 16, coordenadas pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em conjunto com organizações de diversas cidades. Ao todo, 12 cidades brasileiras participam do movimento global.
Falando à Agência Brasil, a diretora de Educação do Fórum, geógrafa Elizabeth MacGregor, disse que embora existam leis que determinem tratamento humanitário para o transporte de gado vivo, "a questão do bem-estar animal é zero". Destacou que para o país, essa exportação é ruim economicamente, porque representa apenas 1% de tudo que é produzido em termos de pecuária para consumo humano. Lembrou que todos os países importadores importam também carne embalada.
Riqueza x emprego
Além disso, como a exportação de gado vivo não é taxada, ela não gera riqueza para o país. "O couro vai de graça" para o importador, o que desagrada a indústria coureira brasileira. A operação não gera emprego no Brasil, mas nos países compradores, como Turquia e Líbano, onde o abate também não é humanitário, acentuou Elizabeth.

"Ambientalmente é péssimo", observou. Os animais costumam ser transportados em navios reformados ou adaptados, de péssima qualidade, sem as mínimas condições de higiene, sem alimentação e hidratação adequadas, sem assistência veterinária, sujeitos a intempéries climatológicas, com urina e fezes provocando proliferação de doenças. "Vão cheios de outras substâncias que afetam o meio ambiente".
O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal explica que esse comércio não é bom para o Brasil, "tanto na questão econômica, como na questão da imagem do país que, no momento, parece estar sendo deixada de lado", enfatizou a diretora. Na avaliação da ONG nacional, a questão é econômica. Em 2018, foram mais de 700 mil animais exportados vivos, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A operação gerou receita de US$ 470 milhões para o Brasil, mas isso representa apenas 7% da receita proveniente da exportação de carne e derivados, superior a US$ 6 bilhões anuais.
Conhecimento
A maioria dos países contrários à exportação de gado vivo está na Europa. A razão para isso é o conhecimento, assinalou Elizabeth MacGregor. A ciência diz que todos os vertebrados são seres sencientes, isto é, têm capacidade emocional para sentir dor. "Têm capacidade cognitiva, então raciocinam, têm sentimentos e desde a década de 1970, a ciência do bem-estar animal usa parâmetros científicos e objetivos para analisar tecnicamente como os animais estão sendo tratados". Observou que esse conhecimento ainda é heterogêneo, "como tudo no mundo". A diretora informou que os 41 países que participam do movimento estão localizados em todos os continentes. "O movimento é global mesmo". Na Europa, por exemplo, defendem a diminuição do número de horas que os animais levem no transporte terrestre, inclusive. "Mas o pior é essa exportação", acentuou Elizabeth.

O movimento foi iniciado em 2017, em Londres, pela ONG 'Compassion in World Farming'. O evento reuniu 600 pessoas e contou com a parceria da ONG 'World Wide Fund for Nature' (WWF), do Banco Mundial (BIRD) e da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Essas organizações consideram a pecuária a atividade humana que maior impacto causa ao meio ambiente, desde o desmatamento até questões como poluição de mares, lagos, oceanos. A flatulência dos bovinos é gás metano, salientou a diretora do Fórum.
Relatórios e resultados confirmam essa afirmação, afiançou Elizabeth MacGregor. "Tem todo um embasamento técnico e de órgãos internacionais, não só de ONGs". Completou que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) já sinaliza para o impacto da pecuária no meio ambiente. "O Brasil tem mais boi do que gente", afirmou. Segundo a diretora, a questão "é seríssima em todo o mundo".
A médica veterinária Vânia Nunes, diretora técnica do Fórum Animal, salientou que a condição de maus-tratos começa no transporte das fazendas para o porto, "já extremamente estressante para os animais". As viagens pelo mar duram semanas até o Oriente Médio e não oferecem mínimas condições que garantam o bem-estar do gado, confirmou. Devido a essas péssimas condições de transporte, muitos animais não resistem à viagem e as carcaças são jogadas no mar, juntamente com toneladas de fezes e urina produzidas diariamente, o que contribui para ampliar a poluição no meio ambiente.

Hoje (13), estão sendo realizadas manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Amanhã (14), estão programados movimentos em Brasília, Salvador e Sorocaba (SP), seguindo-se, no sábado (15), Curitiba, Porto Alegre, Belém e Indaiatuba (SP). A mobilização no Brasil será encerrada no domingo (16), em Lajeado (RS).

Congresso aprova crédito para Plano Safra 19/20

Ficam garantidos os R$ 10 bilhões previstos para a equalização dos financiamentos
Por:
     

O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (11), em sessão conjunta, o projeto de crédito suplementar em que o Executivo pede autorização para quitar, por meio de operações de crédito, despesas correntes de R$ 248,9 bilhões (PLN 4/19). O texto foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e vai à sanção presidencial. 

Com a aprovação da proposta, ficam garantidos os R$ 10 bilhões previstos para a equalização dos financiamentos do Plano Safra 2019/2020, que será anunciado na semana que vem.
Tereza Cristina se reuniu mais cedo com a Frente Parlamentar da Agropecuária
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) acompanhou a sessão do Congresso que aprovou o PLN 4 e se reuniu mais cedo com a Frente Parlamentar da Agropecuária para pedir a aprovação do projeto. Segundo ela, o Plano Safra previsto para 2019/2020 irá oferecer novas ferramentas de acesso ao crédito para médios e grandes produtores.

O relatório do deputado Hildo Rocha (MDB-MA) promoveu ajuste para elevar em R$ 80 milhões o repasse ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cancelando igual montante em subvenções.
Regra de Ouro
A Constituição Federal proíbe a realização de operações de crédito que excedam as despesas de capital. Essa “regra de ouro” só pode ser contornada por meio de créditos suplementares ou especiais com finalidade específica e aprovados pelo Congresso por maioria absoluta.

O PLN 4/19 busca essa autorização, já que as despesas de R$ 248,9 bilhões estão previstas no Orçamento para 2019 e são obrigatórias. Além do Plano Safra, a maior parte dos gastos envolvidos corresponde a benefícios previdenciários, como pensões e aposentadorias, mas estão incluídos Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros itens 

Conselho do agro debate reforma tributária

Entidades se reuniram na sede da CNA, em Brasília
Por:
     

A CNA e as entidades que integram o Conselho do Agro se reuniram na quinta (13), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em Brasília, para discutir a reforma do sistema tributário brasileiro.
No encontro, o presidente da CNA, João Martins, afirmou que a reforma é um passo fundamental para destravar a economia e desenvolver o país. “O Brasil tem uma carga tributária muito pesada, com impostos que conflitam entre si. Então a ideia é unificar esses tributos e criar condições para destravar a economia”.

A pauta da reunião contou com uma apresentação do ex-deputado federal e especialista tributário Luiz Carlos Hauly sobre a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 293/2004 aprovada por unanimidade, em dezembro de 2018.
Segundo Hauly, o texto propõe a criação do Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), no âmbito da União, e a extinção de nove tributos (IPI, IOF, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, Cide-combustíveis, ICMS e ISS), além da fusão do Imposto de Renda com a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).
“O ponto chave da reforma é o crescimento econômico. Precisamos destravar o Brasil e fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 7% ao ano. Dessa forma, criaremos milhões de empregos anualmente e faremos justiça social com distribuição de renda”.

Outro destaque da 21ª reunião do Conselho do Agro foi a PEC 45/2019, de autoria do deputado Baleia Rossi, líder do MDB, e que também trata da simplificação tributária. O texto foi aprovado em maio deste ano pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
O deputado João Roma (PRB-BA) foi relator da proposta e, durante a reunião do Conselho, apresentou os pontos da reforma, como a unificação de cinco tributos, sendo eles três federais (IPI, PIS e Cofins), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS), em apenas um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

“Esse modelo é mais modesto, quando comparado à PEC 293/2004, mas será determinante para o fortalecimento da economia, pois cria mais emprego e traz segurança jurídica para aquele que está produzindo alimentos e gerando divisas para o Brasil”, afirmou.
O encontro foi coordenado pelo presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas. Segundo ele, o Brasil precisa de uma redefinição e simplificação do modelo tributário.

Bovinos confinados podem beber menos água quando alimentados com resíduos agrícolas

Boi bebendoA utilização de resíduos da agricultura na alimentação do gado confinado reduz a pegada hídrica da pecuária bovina. A conclusão é de pesquisa realizada na Embrapa Pecuária Sudeste (SP), que avaliou como o uso desses coprodutos influencia o consumo de água na produção de carne. Foram testadas duas dietas diferentes: convencional e com a substituição total por coprodutos. A pesquisa confirmou que a alimentação animal impacta no consumo de água.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Julio Palhares, a troca promoveu a redução do valor da pegada hídrica total. Enquanto na dieta convencional a pegada foi de 1.688 litros por quilo de carne, na alimentação com coprodutos, foi de 1.655 litros, uma redução de cerca de 2%.
Além de promover melhor eficiência hídrica, a utilização de alimentos alternativos manteve o desempenho dos animais. Para a zootecnista Marcela Morelli, responsável pela pesquisa juntamente com Palhares, o manejo nutricional adequado é relevante já que a dieta representa entre 60% e 80% dos custos de produção na propriedade. No entanto, para substituir ingredientes convencionais por resíduos agrícolas deve-se observar a disponibilidade comercial, a qualidade nutricional, a proximidade e a oferta.

16º Workshop sobre Produção de Caprinos na Região da Mata Atlântica

 

A 16ª edição do Workshop sobre Produção de Caprinos na Região da Mata Atlântica, coordenada pela Embrapa, integra a 17ª CabraFest - Festa da Cabra Leiteira, realizada em Coronel Pacheco - MG. A cidade está em uma região de referência para a produção de leite caprino no Sudeste do Brasil. 
O workshop reúne, anualmente, os segmentos da cadeia produtiva, contando com palestrantes de destaque no setor no Brasil e no Exterior. É voltado a técnicos ligados às ciências agrárias, professores, pesquisadores, estudantes e também produtores, especialmente das áreas de caprinocultura e ovinocultura leiteira. 
A diversidade de público e a relevância do conteúdo apresentado fazem deste um importante fórum regional para nortear atividades, parcerias e projetos. Desde a sétima edição, em 2009, palestras sobre a ovinocultura leiteira fazem parte da programação por se tratar de uma atividade que vem despertando o interesse de produtores e técnicos na região. 
A 15ª edição do Workshop realizada em 2018 e, disputando a audiência com o jogo do Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo FIFA, contou com a presença  estudantes, professores,pesquisadores e produtores, comprovando sua credibilidade. Como inovação, o evento contou com transmissão ao vivo pela rede social temática Repileite, da Embrapa Gado de Leite, e material apresentado está disponível para acesso pelo público no link  http://www.repileite.com.br/profiles/blogs/16a-cabra-fest-a-festa-da-cabraleiteira.

    • Carga horária | 10h
    • Workshop | Restrição de público: Aberta
    • Horário | confira a programação

    sábado, 15 de junho de 2019



     Pomada caseira de gengibre que alivia a dor em pouco tempo

    Mais uma do nosso Homeopata Fernando Soares


    Esta pomada caseira alivia as dores nos músculos e articulações apenas com ingredientes naturais.

    Você anda com dores musculares?





    O problema é que esse anti-inflamatório pode ser muito prejudicial à saúde.
    De fato, ele acaba com a dor em pouquíssimo tempo, mas desgasta o fígado e, segundo uma pesquisa publicada no British Medical Journal, esse tipo de medicamento pode aumentar o risco de insuficiência cardíaca.
    Uma alternativa natural e eficaz é a pomada que ensinaremos a fazer nesta matéria.
    A receita é bem simples, provavelmente você até já tenha os ingredientes na sua cozinha.
    Falaremos um pouco dos benefícios de cada um dos ingredientes dessa pomada caseira antes de ensinar o passo a passo, está bem?
    • Óleo de coco como óleo transportador
    Óleos transportadores servem como base para diluir o óleo essencial.
    O óleo de coco é um excelente óleo veicular para as pomadas porque ele contém uma combinação única de ácidos graxos com propriedades medicinais poderosas.
    Sendo assim, não entope os poros e faz um ótimo trabalho.
    • Gengibre ajuda a aliviar a dor crônica
    Usado há milhares de anos na medicina tradicional chinesa, o gengibre provou ser altamente eficaz para aliviar dores musculares.
    Além disso, é maravilhoso no combate a doenças degenerativas crônicas como a osteoartrite.
    Uma pesquisa publicada no Journal of Holistic Nursing descobriu que, quando o gengibre é usado com frequência, a dor e a fadiga diminuem.
    Se você aquecer o gengibre, poderá desfrutar também de uma melhor circulação sanguínea e ainda aliviar a tensão.
    E, para quem não sabe, essa raiz tem incríveis propriedades anti-inflamatórias.
    • Pimenta-caiena reduz a dor
    Quando aplicada regularmente, a pimenta-caiena tem propriedades poderosas que aliviam a dor.
    Estudos confirmam que ela reduz a quantidade de uma substância química que transporta mensagens de dor para o cérebro. 
    Além disso, a pimenta também combate artrite e lombalgia.
    • Óleo essencial de lavanda e hortelã-pimenta para controlar a dor
    óleo de lavanda pode ser o melhor remédio natural para enxaqueca e dores de cabeça.
    E tem mais: é excelente no tratamento de dores crônicas.
    É por isso que muita gente aposta na lavanda para combater torcicolo.
    Da mesma forma, o óleo de hortelã-pimenta também é bastante popular e eficaz.
    Resumindo: o óleo de lavanda tem propriedades anti-inflamatórias e o óleo de hortelã-pimenta relaxa os músculos.
    Essa combinação é simplesmente perfeita!
    • Cera de abelha
    A cera de abelha contém propriedades anti-inflamatórias naturais poderosíssimas.
    Agora vamos à receita!
    INGREDIENTES
    1/2 xícara de óleo de coco extravirgem
    1/4 xícara de cera de abelha, ralada ou em forma de pastilha (vende-se em lojas de essência na internet em sites como Mercado Livre)
    1 colher (sopa) de gengibre em pó 
    1 colher (sopa) de pimenta caiena 
    10 gotas de óleo de lavanda
    10 gotas de óleo de hortelã
    1 Frasco de vidro de boca larga com tampa
    MODO DE PREPARO
    Adicione o óleo de coco e a cera de abelha em uma panela.
    Feito isso, coloque a panela em fogo médio-baixo, permitindo que o óleo e a cera derretam.
    Depois, adicione o pó de gengibre e o pó de pimenta, e mexa bem, até formar uma mistura homogênea.
    Retire a mistura do fogão e deixe esfriar um pouco. 
    Assim, adicione os óleos essenciais e misture bem.
    Por fim, despeje tudo no frasco de vidro e deixe endurecer.
    Uma vez que a mistura tenha ficado firme, feche e armazene em um local escuro e fresco.
    Esta pomada não é para uso interno e não deve ser usada no rosto. 
    Outra observação importante é que ela não deve ser colocado sobre cortes abertos ou feridas.