quarta-feira, 21 de agosto de 2019


Agricultura

Prohort mostra tendência de queda nos preços de frutas e hortaliças

Entre os destaques está o preço do tomate, que chegou a cair quase 40% em Recife e cerca de 30% em Brasília, Goiânia e Vitória, em julho
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Os preços das frutas e hortaliças devem cair nos próximos dias. É que os produtos tiveram baixa de preços no mês de julho nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, o que pode se refletir também nas compras de varejo, feitas pelo consumidor direto. O grande destaque entre os produtos pesquisados foi o tomate, que chegou a cair quase 40% no Recife e cerca de 30% em Brasília, Goiânia e Vitória. A análise é do 8º Boletim Prohort, divulgado nesta terça-feira (20), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Mesmo com a queda de preços na maioria dos mercados, batata, cenoura e tomate ainda estão mais caros do que os valores que apresentaram no mesmo período em 2018. A cebola, inclusive, registrou altas de preços significativas, próximas ou acima dos 30%, em todos os mercados analisados nesta edição. Os produtores são favorecidos com os patamares de preços mais atrativos que compensam o cultivo, uma vez que as cotações estão acima dos custos de produção.
Com relação à cenoura, a safra de inverno deve intensificar a oferta aos mercados e diminuir os preços em agosto, graças à região produtora de São Gotardo (MG), que envia grandes quantidades da hortaliça à maioria dos mercados consumidores do país. Na central de Brasília, o preço da cenoura registrou diminuição de 17,45% e em São Paulo, 14,38%.

Por outro lado, a batata vem sofrendo redução de oferta anualmente, sobretudo nesta safra de inverno, suprida em grande parte pelos estados de Minas Gerais e Goiás. O maior destaque na queda de preços ocorreu em Curitiba, onde a Ceasa local registrou menos 22,19%. Ao contrário, o Rio de Janeiro teve uma pequena elevação de 0,41%.
Frutas 
A banana teve queda de preços na maioria das Ceasas, o que ocorreu em razão do aumento da oferta e da baixa qualidade do produto devido ao frio. A exceção foi a banana nanica, que finalizou o mês com tendência de alta nas cotações.
A laranja também seguiu a baixa pelo terceiro mês consecutivo, mas de forma menos intensa que no mês anterior, além do aumento do volume comercializado na maioria das Ceasas. A colheita das laranjas rubi, hamlin, westin e baía praticamente acabou, e da laranja-pêra foi intensificada, direcionada tanto para as indústrias produtoras de suco quanto para o varejo.

A melancia sofreu novamente queda de preços nas roças, o que refletiu também nos entrepostos, em virtude da grande produção de Uruana (GO) e da intensificação da colheita no Tocantins, que aumentou a oferta em todas as centrais atacadistas.
Quem ficou na contramão dos preços baixos foi o mamão que registrou trajetória de alta de preços em todas as Ceasas. Isso porque, além de ter diminuído a oferta do produto, a espécie papaya teve supervalorização e demorou mais a amadurecer por conta do frio.

Saiu a lista dos produtos da agricultura familiar com descontos para o mês de agosto

feijão coupiOs produtos considerados com bônus são: açaí, babaçu (amêndoa), borracha natural cultivada, castanha de caju, cana-de-açúcar, feijão caupi, laranja, leite, maracujá, mel, raiz de mandioca e sorgo. Para os agricultores que têm operações de investimento sem um produto principal, há o bônus da cesta de produtos. Nesses casos, os descontos são calculados por meio de uma composição dos bônus do feijão, leite, mandioca e milho.
A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou a relação dos produtos e dos estados contemplados em agosto pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) com direito ao desconto nas operações de crédito junto a instituições financeiras. A relação, que está na Portaria 3.524, vale para o período de 10 de agosto a 9 de setembro deste ano.
Os produtos que tiveram queda no preço de mercado terão descontos no momento de amortização ou liquidação do crédito obtido junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O desconto concedido é correspondente à diferença entre o preço de mercado e o de garantia.
De acordo com a Coordenação-Geral de Financiamento da Agricultura Familiar do Mapa, o desconto é aplicado pelo banco que operou o Pronaf sobre o valor do pagamento para os produtos da lista, para que os agricultores tenham assegurado, no mínimo, o custo de produção para garantir o pagamento.
Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Tocantins, Ceará, Maranhão, Piauí, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Sergipe, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
Algumas das culturas terão bônus acima de 50%, como é o caso do feijão caupi para agricultores de Tocantins. O produto, que tem preço de garantia de R$ 147,97, a saca de 60 kg, teve o preço de mercado no último mês registrado em R$ 62,61/ 60 kg, o que representa queda de 57,69 %.

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pela Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Embrapa integra esforços governamentais para aplicação de energia nuclear na agricultura

Juan Victor dos Santos – IPEN/CNEN-SP - Comitiva visitou o Irradiador Multipropósito de Cobalto-60, tecnologia nacional projetada por pesquisadores e engenheiros do IPEN
Comitiva visitou o Irradiador Multipropósito de Cobalto-60, tecnologia nacional projetada por pesquisadores e engenheiros do IPEN
No último dia 7 de agosto, o pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Murillo Freire, participou de reunião técnica no IPEN (Instituto de Energia Energéticas e Nucleares) para discutir ações que possam dinamizar a aplicação de energia nuclear no setor agropecuário brasileiro. O convite partiu do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), e integra agenda institucional estratégica do Governo Brasileiro ligada à retomada do Programa Nuclear Brasileiro.
A Embrapa iniciou pesquisas com a tecnologia de irradiação na década de 1980, e comprovou a eficácia do método para ampliação da vida útil dos alimentos e eliminação de pragas e doenças. “A irradiação de multipropósito é uma tecnologia limpa, que não deixa resíduos. Consegue desinfestar grãos, reduzir sintomas de doenças em frutas e hortaliças, e é utilizada há décadas por diversos países do mundo”, afirma Murillo Freire, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos. A utilização da tecnologia irradiação de alimentos é aprovada em mais de 55 países para mais de 35 alimentos. Atualmente, cerca de 26 países utilizam a técnica em escala comercial. Anualmente, são 500 mil toneladas de alimentos irradiados, sendo 40% na China, 20% nos Estados Unidos, 13% no Vietnã, 8% no México e 19% no restante do mundo. Segundo dados do Órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), os alimentos irradiados mantêm suas propriedades nutricionais e não apresentam qualquer risco toxicológico, radiológico ou microbiológico para o consumo humano.
O Governo Brasileiro quer estimular o setor privado a implantar plantas de irradiação de alimentos pelo território nacional no formato de Parceria-Público-Privada (PPP). “Receberemos até o final desse ano uma missão internacional com técnicos da Agência Internacional de Energia Nuclear para nos ajudar a estabelecer um plano de negócios nacional e, principalmente, avaliar onde e quantas plantas devem ser implantadas no Brasil a fim de guiar os empresários”, explicou Tiago Russin, assessor da Presidência da República.
Programa Nuclear Brasileiro 
O Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB) foi recriado pelo Decreto nº 9.828, em 10 de junho de 2019, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR). Tem como missão assessorar o Presidente da República no estabelecimento de diretrizes e metas para o desenvolvimento e o acompanhamento do Programa Nuclear Brasileiro, por meio de um colegiado de alto nível integrado por especialistas de vários ministérios e instituições públicas como a Embrapa.

Embrapa Agroindústria de Alimentos

terça-feira, 20 de agosto de 2019

SPD e a revolução do agro Brasileiro


Que a atividade agrícola brasileira deu um salto qualitativo gigante no último meio século, ninguém contesta. A dúvida pode residir sobre as causas que levaram o agronegócio brasileiro a ter tamanho desenvolvimento, em tão curto espaço de tempo.
Certamente foram muitas as causas, mas neste espaço limitado comentaremos apenas a introdução e implementação do Sistema Plantio Direto (SPD) nas lavouras do Brasil, a principal ou uma das principais tecnologias que mais impactaram o desenvolvimento do agronegócio nacional. Hoje no Brasil, o SPD está presente em mais de 30 milhões de hectares (Mha) de lavouras e estima-se que sejam mais de 110 Mha em todo o Planeta. No Brasil, esta novidade tecnológica foi particularmente importante na introdução e estabelecimento de uma segunda cultura no período outono/inverno; particularmente do milho safrinha, atualmente a principal safra do cereal.

Para o estabelecimento do SPD, foram fundamentais o desenvolvimento de maquinário adaptado para o novo sistema de cultivo e o término de vigência da patente do herbicida glifosato e sua consequente queda do preço, o que permitiu a dessecação pre plantio das lavouras, a baixo custo. Não menos importante foi o desenvolvimento da soja transgênica resistente ao herbicida, que promoveu aumento da produtividade pela redução da mato competição.
A bem da verdade, nos primórdios da agricultura no Planeta, os cultivos eram realizados sem o uso de arados e grades. Estes equipamentos surgiram muitos séculos depois como resposta ao desejo dos agricultores por facilidades no manejo da terra. Depois de décadas de uso do arado e da grade, essas ferramentas trouxeram mais desvantagens do que vantagens aos produtores, o que fez pesquisadores ingleses questionarem as conveniência do seu uso e na década de 1940 iniciaram-se estudos visando conhecer a real necessidade de usar tais equipamentos no preparo do solo. Descobriu-se que o arado e a grade são dispensáveis, desde que não haja competição das plantas daninhas com as culturas.
Embora a Inglaterra tenha sido pioneira nos estudos sobre o uso do SPD na agricultura, por lá ele não é muito utilizado, de vez que, na latitude da Inglaterra, o solo se apresenta muito frio no início da primavera, o que dificulta a germinação das sementes das culturas de primavera/verão. Além deste inconveniente, a falta de máquinas e de herbicidas adequados para o manejo da nova tecnologia, dificultaram o seu rápido estabelecimento nos anos 1970 e 1980.

O primeiro herbicida utilizado na dessecação pré-plantio no SPD foi o Paraquat, surgido no início dos anos 70, seguido pelo Glifosato, uma década depois. As primeiras semeadoras para o SPD eram deficientes no corte da palhada e embuchavam com facilidade. A primeira semeadora com disco ondulado para corte frontal da palha foi lançada em 1966, pela Allis Charmers nos EUA e, posteriormente, este mecanismo foi substituído pelo disco duplo defasado, o qual passou a equipar a maioria das semeadoras comerciais do Brasil e do exterior. Em meados da década de 70 iniciou-se a fabricação das primeiras semeadoras para plantio direto no Brasil (Rotacaster).
O agricultor pioneiro no uso continuado do SPD foi o Sr. Herbert Bartz, de Rolândia, PR, quem importou, em 1972, máquinas dos EUA e da Inglaterra para iniciar a operação do novo sistema de plantio no Brasil. Não muito tempo depois, ele foi seguido por outros três pioneiros de Ponta Grossa, também do PR (Manoel Pereira, Jack Djiskstra e Wibe Jagger), na promoção da adoção do sistema.
O SPD traz diversos benefícios para o solo, embora nos primeiros quatro ou cinco anos a produtividade do campo possa cair em função da não incoporação dos restos culturais, o que priva o solo dos benefícios nutricionais advindos da decomposição desses resíduos. Por esta razão, é recomendado adicionar fertilizantes nitrogenados nesse período. Dentre os benefícios do plantio direto está o enriquecimento do solo com matéria orgânica, a redução da compactação do terreno, a maior retenção e infiltração da água no solo, assim como, a redução da erosão e perda de nutrientes pelo arrasto da camada superficial do solo - a mais rica em nutrientes.

Previamente à implantação do SPD, o terreno deve ser vistoriado para corrigir os defeitos causados pela erosão e para incorporar calcário na presença de acidez, de vez que o solo não mais deverá ser revolvido após estabelecido o novo sistema. O sucesso do sistema depende muito do manejo da palhada (viva ou morta), a qual responde pela principal causa da pouca erosão de um terreno protegido por cobertura permanente com biomassa.
O deslanche da agricultura brasileira tem início na década de 1970, quando também teve início a adoção do SPD e o estabelecimento do cultivo do milho safrinha. Se bem não seja o único responsável pelo excelente desempenho da atividade agrícola desde então, o SPD foi uma das principais causas e merece reconhecimento.

GARANTIA SAFRA

CNA debate reestruturação do garantia safra

Evento reuniu representantes do governo, setor produtivo e especialistas.
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, em Brasília, do workshop “Repensando o Garantia Safra”, que aconteceu durante dois dias na semana passada, no Banco Mundial e no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Este programa atende produtores do semiárido brasileiro que cultivam em áreas de 0,6 a 5 hectares com renda de até 1,5 salários mínimos para minimizar as perdas na produção em caso de quebra de safra provocada por questões climáticas. Eles recebem R$ 850, em 5 parcelas, em caso de danos maiores do que 50% nas lavouras, devidamente comprovados por laudos técnicos.

O evento reuniu representantes do governo, setor produtivo e especialistas. O Mapa estuda a reformulação na operacionalização deste instrumento. Desta forma, um grupo de trabalho foi formado para discutir melhorias na execução e na efetividade deste programa e deve entregar uma proposta final em novembro.

No evento, a CNA foi representada por Aline Veloso, coordenadora técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).
“É necessário fazer uma reformulação do programa para que ele tenha maior efetividade, além de uma revisão operacional. E este foi um dos pontos centrais do debate”, disse Aline. “Uma das maiores demandas que temos é a necessidade de integração do garantia safra com outras políticas públicas voltadas para os produtores rurais”. 
Nota do Blog: Mais uma vez este Blog comenta que até agora não há nem uma decisão por parte do governo, com relação ao pagamento do seguro safra do ano passado. Resta saber se vão restituir a taxa que os produtores pagarão. Claro, se não forem pagar.

Redes meteorológicas vão avisar aos produtores quando houver risco de doenças nas lavouras

webgisCom isso, os agricultores terão informação para decidir quando e quanto investir em medidas para combater o problema, como a aplicação de defensivos. A iniciativa também contempla o acompanhamento do balanço hídrico da região. Para criar as condições tecnológicas do sistema, a Embrapa e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) fecharam parceria para o desenvolvimento de um aplicativo e um sistema de informações geográficas na web (webgis). O novo sistema vai permitir mostrar, no mapa e em gráficos, quão favorável ou não um ambiente está para a proliferação de doenças nas lavouras.
Recém-aprovado pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o projeto tem duração prevista de dois anos. É liderado pela Embrapa Territorial (SP) e será direcionado inicialmente para a região oeste da Bahia e para duas doenças que afetam as principais culturas locais: a ferrugem da soja e a mancha da ramulária do algodão.
Os pesquisadores vão utilizar informações das estações meteorológicas dos agricultores, combinadas com imagens de satélite e dados de ocorrência das doenças. A partir daí, será calculado e divulgado pelo aplicativo e pelo site quão favorável à proliferação dos agentes causadores é o momento. Estão previstas atualizações diárias.

O pesquisador da Embrapa Territorial Julio Cesar Bogiani explica que três fatores são necessários para a proliferação de doenças nas lavouras: presença do agente causador, dos hospedeiros (as plantas) e condições climáticas favoráveis. “O ambiente é altamente determinante para a favorabilidade da doença”, explica

XXVI Congresso Brasileiro de Fruticultura

 


Buscando apoiar o desenvolvimento da fruticultura nacional e propor medidas em defesa do setor, contribuindo com o fortalecimento do segmento, a Sociedade Brasileira de Fruticultura promove a cada dois anos o maior e mais tradicional evento técnico-científico desta área no Brasil: o Congresso Brasileiro de Fruticultura (CBF). Desde a sua primeira edição realizada em Campinas em 1971, reúne um número expressivo de profissionais de pesquisa, ensino e extensão, produtores, empresários e empresas públicas e privadas direta e indiretamente interessadas neste setor do agronegócio brasileiro, que vem se transformando numa das principais fontes de renda do país. 
O XXVI CBF terá como tema central a Fruticultura de Precisão: Desafios e Oportunidades, e será realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Federal do Vale do São Francisco 
O Congresso será realizado em Juazeiro-BA em 30.09 a 04.10, do corrente ano.

EM PARCERIA COM O SENAR E PREFEITURA SINDICATO DOS PRODUTORES REALIZA CURSO DE INCLUSÃO DIGITAL EM LAJES

Estar acontecendo na cidade de Lajes Curso de INCLUSÃO DIGITAL,com divisória de quatro turmas de dez alunos, as inscrições foram feitas pela secretaria de assistência social.
Os cursos estão sendo ministrados na unidade móvel do senar a Qual se encontra estacionada em frente ao Crás no centro da cidade, parceria do SENAR, Prefeitura de Lajes através das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e de assistência social, o maior programa social é o emprego, nós estamos qualificando os jovens para inserilos no mercado de trabalho.

Embrapa apresenta resultados de pesquisas para a cotonicultura no Congresso Brasileiro do Algodão

Edna Santos - Estande da Embrapa no último Congresso Brasileiro do Algodão
Estande da Embrapa no último Congresso Brasileiro do Algodão
Sete unidades da Embrapa estarão presentes no 12° Congresso Brasileiro do Algodão, que será realizado de 27 a 29 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia/GO, com mais de 2 mil participantes dos diversos elos da cadeia produtiva da pluma inscritos. Considerado o maior evento da cotonicultura brasileira, o congresso é uma oportunidade de apresentar as novidades da pesquisa focadas para a aumentar a sustentabilidade do setor, assim como prospectar novas demandas de pesquisa junto aos principais atores dessa importante cadeia produtiva do agronegócio nacional. O congresso é realizado a cada dois pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio da Embrapa e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).
Durante os três dias de evento, pesquisadores das sete Unidades – Algodão, Territorial, Cerrados, Meio Ambiente, Milho e Sorgo, Agropecuária Oeste e Instrumentação – estarão interagindo com os participantes durantes as mesas-redondas, plenárias, workshops e no estande da Embrapa.
O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão João Henrique Zonta avalia que o congresso é um momento importante para conhecer as reais necessidades do produtor e direcionar o foco das pesquisas. “Na última edição, por exemplo, nós articulamos a formação de uma Rede de Pesquisa da Ramulária, uma união de esforços para potencializar o controle da principal doença da cultura no país. Essa doença provoca queda na produção e na qualidade da fibra, além do aumento do custo de produção”, destaca.
Criada em 2017, durante o 11º Congresso Brasileiro do Algodão, a Rede de Pesquisa da Ramulária reúne empresas multinacionais e instituições de pesquisa. Os resultados das pesquisas com a rede de ensaios nas principais regiões produtoras do país, onde foram testados 19 fungicidas serão um dos destaques da Embrapa no Congresso. “Vamos apresentar a performance dos principais fungicidas utilizados no controle da mancha de ramulária, os problemas que têm havido com a resistência destes fungicidas e estratégias de manejo para minimizar esses problemas. Com essas informações esperamos permitir ao produtor melhorar o seu programa de controle da doença e reduzir os custos com aplicações”, adianta o coordenador da Rede na Embrapa, pesquisador Alderi Araújo.
A sustentabilidade do sistema de produção é outro tema de relevância para o atual contexto do agronegócio nacional. Uma das pesquisas que serão apresentadas pela equipe da Embrapa comprova o aumento do estoque de carbono no solo no cultivo do algodoeiro em sistema de plantio direto. “Além de aumentar a produtividade de algodão e de acumular mais carbono no solo, o sistema plantio direto confere maior resiliência produtiva e subsídios para expandir o comércio mundial para uma sociedade cada vez mais exigente em processos produtivos sustentáveis”, afirma o pesquisador da Embrapa Algodão Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira, que coordena pesquisas com sistemas conservacionistas de produção no cerrado brasileiro.
Gestão territorial na cotonicultura
Melhorar a logística da cadeia produtiva, alertar para os momentos de maior favorabilidade à ocorrência de doenças e mensurar a contribuição dos imóveis rurais para a preservação da vegetação nativa. Todas essas aplicações das soluções de inteligência, gestão de monitoramento territorial na cotonicultura serão apresentadas pela Embrapa Territorial no 12º Congresso Brasileiro do Algodão.
Já desenvolvidos no Oeste da Bahia, região com a segunda maior produção da fibra no País, os estudos revelaram que as propriedades dedicadas ao segmento destinam, na médica, 40% de suas áreas para a preservação da vegetação nativa – o equivalente a 220 mil hectares. Nessa mesma região, geotecnologias começam a ser aplicadas para indicar, a partir de dados meteorológicos, os momentos de maior favorabilidade à ocorrência da mancha da ramulária e racionalizar a adoção de medidas de combate à doença, uma das principais ameaças à produtividade dos campos de algodão. “Trabalhos semelhantes aos que estamos levando podem ser desenvolvidos em outras regiões do País ou com outros enfoques, com o objetivo de compreender e encontrar formas de incrementar a competitividade da cadeia produtiva”, destaca o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Territorial, José Gilberto Jardine.
Saúde dos solos
Até recentemente, a presença de bioindicadores que ajudassem a avaliar a saúde dos solos não fazia parte das rotinas de análises de solo. Pesquisadores da Embrapa desenvolveram a tecnologia da bioanálise de solo (BioAS) que irá preencher essa lacuna. A partir de agora, além de poderem solicitar aos laboratórios análises químicas e físicas dos solos, os produtores também poderão ter acesso a informações referentes a maquinaria biológica do solo, constituída por microrganismos, raízes e fauna. Com essa informação disponível, eles poderão monitorar a saúde do solo de suas propriedades. Dessa forma, saberão exatamente o que avaliar, o porquê avaliar, como avaliar, quando avaliar e, principalmente, como interpretar o que foi avaliado. Uma das principais vantagens da tecnologia é antecipar que tipos de mudanças ocorrem na matéria orgânica do solo em função do manejo adotado na propriedade.
Trata-se de uma inovação que está alinhada ao objetivo de viabilizar tecnologias que promovam a sustentabilidade das atividades agrícolas com o equilíbrio ambiental. A pesquisadora da Embrapa Cerrados Ieda de Carvalho Mendes destaca que a saúde de um solo vai além de sua capacidade de produção de grãos, carne, madeira, agroenergia, fibras. “É possível ter um solo com baixa qualidade, mas cujas elevadas produtividades estejam relacionadas a entradas de insumos em doses muito acima das recomendadas para solos bem manejados, uma condição que não é sustentável a longo prazo, pois pode resultar em contaminações do ambiente e prejuízos aos agricultores. O uso de bioindicadores nas análises de solo deverá incentivar o agricultor que já está adotando sistemas agrícolas conservacionistas (como uma espécie de certificação) e alertar aquele que está adotando sistemas de manejo que levam à degradação do solo”, afirma.
Outros destaques
Outros assuntos em destaque serão a gestão da adubação com foco em sistemas e ambientes de produção para otimizar o uso de fertilizantes; manejo de plantas daninhas, nematoides, pragas e doenças; controle biológico; desempenho de cultivares de algodão; eficiência em pulverização; uso de drones na agricultura, problemas fitossanitários emergentes; e caminhos e soluções para o bicudo do algodoeiro.
Além desses temas, no estande da Embrapa serão apresentados o portifólio de cultivares de algodão, um aplicativo para alerta de pragas e doenças da cultura, implementos para facilitar o plantio do algodão em sistema orgânico, bem como estarão disponíveis publicações técnicas para os visitantes.

Embrapa Algodão 

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

UMA PLANTA BEM COMUM EM NOSSA REALIDADE >> Melão são-caetano consegue matar até 98% de células cancerígenas

Melao do mato cod.8575                           O melão-são-caetano é uma planta que existe em todas as regiões do Brasil.
Este texto foi traduzido e adaptado do artigo original, escrito pelo Dr. Frank Shallenberger. Trata-se de uma tradução livre do artigo escrito em primeira pessoa publicado por Shallenberger. 
Acompanhe: Eu estou sempre buscando por substâncias que dão uma “chave de braço” no metabolismo peculiar das células cancerosas. É vital que essas substâncias matem as células doentes e deixem as saudáveis intactas. Já falei sobre algumas de minhas descobertas científicas no passado, como o resveratrol, chá verde, seanol e outros. Mas hoje eu vou lhes falar sobre outra planta que seguramente mata o câncer de fome com tanta eficácia quanto uma quimioterapia. Na verdade, funciona inclusive no câncer de pâncreas, um dos mais difíceis de se combater.
A planta é um vegetal comum da Ásia e que tem o nome de melão amargo (Momordica charantia - no Brasil, pode ser conhecido como melão-de-são-caetano), sendo popular na região de Okinawa, no Japão.
O suco do vegetal, na concentração de 5% em água mostrou ter um potencial assombroso de lutar contra o crescimento dos quatro tipos de cânceres pancreáticos pesquisados, dois dos quais foram reduzidos em 90%, e os outros em incríveis 98% apenas 72 horas após o tratamento!
Já comentei em outros artigos a respeito da apoptose, que é a resposta natural de um organismo em lidar com células fora do comum - que simplesmente suicidam. O suco induziu essa morte programada por vários caminhos diferentes. Um desses caminhos foi o de colapsar o metabolismo de alimentação por glicose das células doentes, ou seja, privou-as do açúcar que elas necessitam para sobreviver.
Será que esses estudos de laboratório também servem para animais vivos? A resposta é um sonoro “sim”! Pesquisadores da Universidade de Colorado aplicaram doses em ratos que seriam proporcionais a humanos, e eles apresentaram uma redução em 64% do tamanho de seus tumores, sem efeitos colaterais. Esse nível de melhora ultrapassa os alcançados atualmente com o uso de quimioterapia para um tipo de câncer tão letal.
O responsável pela pesquisa na universidade, Dr Rajesh Agarwal, observou o costume chinês e indiano de usar o fruto em remédios para diabetes. Vendo que esta doença tende a vir antes do câncer pancreático, o doutor associou as ideias, criando novos rumos nas investigações existentes.
A dose utilizada foi de seis gramas de pó do melão amargo para um adulto de porte médio (75 quilos). Os grandes laboratórios e companhias farmacêuticas buscam encontrar petroquímicos patenteáveis que obtenham o mesmo resultado que Deus colocou nesse vegetal. Eles ficam boquiabertos como uma planta tão despretensiosa consegue desnutrir o câncer sem precisar de nenhuma química complexa.
No centro médico da Universidade de Saint Louis, a Dra. Ratna Ray, Ph. D. e professora de patologia, liderou pesquisas similares, testando primeiramente em células de câncer de mama e próstata e depois experimentando em cânceres da cabeça e pescoço, que embora representem 6% apenas dos casos, são agressivos e se espalham facilmente, começando por vezes pela boca, garganta, nariz.
Com efeito, após quatro semanas de tratamento controlado em animais, o volume e crescimento dos tumores reduziu. A doutora ressalta: "É difícil medir o resultado exato do tratamento com o extrato de melão amargo no crescimento das células, porém combinado com as terapias e remédios existentes, pode auxiliar na eficácia do combate ao câncer."
Pesquisadores descobriram recentemente que a síndrome metabólica é amenizada pelos benefícios no metabolismo glicólico. Ótimas notícias, pois não se destrói o câncer por uma via só, e eu acredito que deve ser multifocal: em outras palavras, fortalecer o sistema imunológico, desintoxicar, eliminar infecções dentais e materiais tóxicos dos dentes, alcalinizar o organismo, oxidar o corpo com terapia com oxigênio, e prover nutrientes específicos para dar uma “chave de braço” nos caminhos particulares do metabolismo do câncer.
Todas as células cancerosas mostram uma produção anormal de energia que utiliza fermentação ineficiente de glicose. O melão amargo pode ser um excelente aliado ao combate dessa produção de energia anormal. Você pode encontrá-lo na maioria das lojas naturais ou comprar online.

Secretário cumpriu agenda em Brasília para discutir convênios e ações da Semarh


O Secretário Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, João Maria Cavalvanti, cumpriu uma intensa agenda de compromissos, durante toda esta semana, em Brasília. Acompanhado do adjunto, Carlos Nobre, e do assessor técnico, Paulo varela, participou de diversas audiências e reuniões, entre elas, no Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), Agência Nacional de águas (ANA) e na Advocacia-Geral da União (AGU).
 
Na terça-feira (13), os gestores se reuniram com o diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas do MDR, Renato Saraiva, para tratar do convênio em vigência do Programa Água Doce (PAD) e do Encontro Nacional que acontecerá em Novembro, no RN. “Mostramos nossas últimas ações, como a assinatura do contrato para manutenção dos 68 dessalinizadores, instalados no Estado por meio do PAD, e a execução das 15 obras em andamento”, disse Carlos Nobre.
 
Com a equipe técnica da Coordenação de Planejamento de Recursos Hídricos do MDR, formada por Celina Xavier e Adriana Lustosa, foi discutido o trabalho de atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH), em curso pela secretaria, e a perspectiva de aplicar o rendimento dos recursos desse convênio em atividades correlatas. “Nesse encontro também conversamos sobre a possibilidade de apoio do MDR para elaboração do Plano da Bacia Hidrográfica do rio Apodi Mossoró” enfatizou o titular da Semarh.

Na parte da tarde, o secretário acompanhou a governadora Fátima Bezerra na reunião com o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, onde ela solicitou recursos para infraestrutura hídrica e urbana do Estado. ”A audiência foi muito positiva, a Governadora agradeceu o apoio que o ministério vem dando, como por exemplo, na liberação de R$ 56 milhões para a conclusão da Barragem de Oiticica”, disse o titular da Semarh explicando que as obras do reservatório estão 75% concluídas e que a barragem vai ser um dos braços de captação do projeto Seridó, cujo estudo está em fase de conclusão.
 
Na quarta-feira (14), João Maria e equipe se reuniram na Advocacia-Geral da União (AGU) com o diretor da câmara de conciliação e arbitragem do órgão, José Roberto Cunha, para discutir detalhes do contrato de operacionalização do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), que será assinado entre os estados beneficiados e o Governo Federal. Na oportunidade, foram esclarecidas algumas dúvidas sobre a gestão do projeto, principalmente no que diz respeito ao custeio da distribuição das águas e tarifas de energia. “A minuta original do contrato será reformulada depois das nossas considerações, discutimos bastante a situação do RN e ainda vamos nos aprofundar sobre esse assunto” frisou João.

Destaque para a visita na Agência Nacional de Águas (ANA). Uma extensa pauta, com ênfase nos trabalhos em curso pela Semarh e a situação hídrica do Estado foi debatida em reuniões com todas as superintendências do órgão, depois que o secretário João Maria Cavalcanti, adjunto Carlos Nobre e o assessor técnico, Paulo Varela, foram recebidos pelo diretor de gestão, Ricardo Andrade.

“Discutimos praticamente todas as nossas atividades e planos futuros, tiramos dúvidas e nivelamos informações sobre as ações da pasta, entre elas, o Projeto Seridó, já em fase de conclusão, os estudos que atendem às condicionantes da outorga para a Barragem de Oiticica, o projeto de recuperação da Barragem de Passagem das Traíras e a atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos, que está sendo executado com apoio da ANA” destaca o secretário.

Outro assunto em questão foi a Atlas Brasil de Abastecimento Urbano, que está sendo elaborado pela Agência, sobre as demandas futuras e propostas de obras hídricas em todos os municípios do Brasil. “Uma das nossas sugestões para o documento é a inclusão da barragem Poço de Varas, em Coronel João Pessoa, uma vez que ela não entrou no Plano Nacional de Segurança Hídrica” frisa o assessor técnico da Semarh e ex-diretor da ANA, Paulo Varela.

Ontem de manhã (15), o secretário se reuniu uma equipe de consultores do Banco Mundial para tratar dos projetos de recuperação de seis reservatórios potiguares, contratados pelo  Governo do Estado, por meio do Projeto Governo Cidadão. Participaram da reunião o adjunto Carlos Nobre, a gerente executiva do projeto, Ana Guedes, o assessor técnico da Semarh, Paulo Varela, e o consultor especialista em Barragem, Valdeci Rocha.

Na ocasião, foram discutidos, principalmente, os ajustes técnicos e burocráticos, necessários para iniciar a obra de recuperação de Pataxó, em Ipanguaçu. De acordo com Carlos Nobre, os acréscimos ao projeto, sugeridos como recomendações do Banco, serão incorporados à proposta de orçamento já existente. “A recuperação de Pataxó é uma prioridade do Governo, diante da importância do reservatório para a região. A reunião foi muito importante para nos auxiliar na readequação do projeto e assim acelerar o início da obra” explica o adjunto da Semarh.

“Foi uma agenda resolutiva, apresentamos nossas potencialidades e a forma como estamos desenvolvendo os trabalhos, o que favorece a ampliação da parceria do RN com todos esses órgãos federais” ressalta João Maria.

Após missão de supervisão, foi assinado memorando de entendimento detalhando as ações necessárias para potencializar a execução e os resultados do projeto

Secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, e o diretor do Fida no Brasil, Claus Reiner, assinaram o memorando de entendimento.
Secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, e o diretor do Fida no Brasil, Claus Reiner, assinaram o memorando de entendimento.

Ações do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) têm transformado a vida de 57.486 famílias rurais que vivem no semiárido brasileiro através da oferta de assistência técnica permanente. A iniciativa acontece por meio de parceria entre a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Ministério da Agricultura, o Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).
Para fortalecer e otimizar as atividades desenvolvidas pelo projeto e avaliar a execução das ações em andamento, representantes do Fida realizaram, entre os dias 18 e 31 de julho, uma missão de supervisão à segunda fase do Projeto, com visita de campo a seis comunidades nos municípios de Algodão de Jandira, Bananeiras e Cacimba de Dentro, na Paraíba; Caruaru, Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo, em Pernambuco, além de reuniões em Brasília.
Após a missão, foi assinado um memorando de entendimento detalhando os acordos sobre as medidas e as ações necessárias para potencializar a execução e os resultados do projeto. O documento foi assinado pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, o secretário adjunto, Márcio Alves, o diretor do Departamento de Estruturação Produtiva, Avay Miranda, e o diretor do Fida no Brasil, Claus Reiner.
“O ato marca uma nova etapa do projeto Dom Helder Câmara e o nosso compromisso de trabalhar para avançar ainda mais na articulação de ações capazes de ampliar a produção e a renda dos agricultores familiares e, assim, buscar reduzir a pobreza e a desigualdade no semiárido brasileiro. Estudos mostram, que após a assistência técnica, a produção dos agricultores aumenta em 3 a 4 vezes”, destaca o secretário Fernando Schwanke.
Assistência técnica
As visitas em campo mostraram a relevância da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para as famílias beneficiárias, que conseguem acessar a novos conhecimentos, práticas e atividades produtivas e, consequentemente, melhorar o nível de produção. Também foi observado que as produções apoiadas são sempre destinadas para o autoconsumo e a venda, e que as famílias relatam melhorias na alimentação e na renda.
A missão constatou ainda que a segunda fase do projeto Dom Helder Câmara vem cumprindo um importante papel para a inclusão de agricultores em situação de extrema pobreza nas políticas públicas. Beneficiários relataram ter recebido auxílio para obter documentos pessoais, como Identidade e CPF, e Declaração de Aptidão ao Pronaf, permitindo acesso ao Garantia Safra e ao Pronaf e a mercados institucionais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), entre outros.
De acordo com Claus Reiner, resultado da missão irá auxiliar na implementação das próximas ações, diante da reorganização institucional do projeto. A portaria nº 67, publicada nesta sexta-feira (16), no Diário Oficial da União, traz mudanças na Unidade de Gerenciamento do Projeto (UGP), antes coordenada pela extinta Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD) e com a sede descentralizada em Recife, que agora será coordenada pelo Ministério da Agricultura, em Brasília.
“O documento é importante, pois ajudará no início da execução com a nova administração, com os 11 estados nos quais o projeto está ativo e com a parceria das Agencias Públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural, e empresas privadas de Ater, selecionadas via chamada pública, através da Anater. É importante também para fortalecer essa nova forma de colaboração entre o Ministério da Agricultura e a Anater”, destaca o diretor do Fida no Brasil.
Além de ratificar os avanços, o memorando trata do debate sobre a possibilidade de extensão do prazo de execução do Projeto, que tem seu fechamento programado para 30 de setembro de 2020. A proposta é estender o prazo por mais dois anos.
“Durante a missão, acordamos que temos o objetivo de atender o total de 74 mil famílias. Hoje estamos com aproximadamente 58 mil e a ideia é ampliarmos nosso alcance incluindo como beneficiários os agricultores familiares com renda de até 3 salários mínimos mensais. Essa possibilidade foi aberta e pode auxiliar na prorrogação do prazo de execução do projeto”, destacou, Avay Miranda.
Projeto Dom Helder         
O Dom Helder Câmara é um projeto de ações referenciais de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável nas regiões semiáridas do Brasil. Tem o propósito de reduzir desigualdades, moderando os efeitos causados pelas condições climáticas adversas com a integração de políticas públicas federais, estaduais e municipais.
Após acordo entre o Brasil e o Fida, a primeira fase do projeto foi iniciada em 2001, sob coordenação do então Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), hoje Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, em parceria com a Anater. Até 2010, foram beneficiadas 13 mil famílias no semiárido nordestino.
A execução do PDHC também conta com a parceria do Ministério da Cidadania, por meio do Plano Brasil Sem Miséria (BSM), que já assegurou para mais de 9 mil famílias beneficiadas pelo projeto Dom Helder Câmara o acesso a recursos (R$ 2.400 por família) utilizados na implantação de projetos produtivos construídos em conjunto com os técnicos da Ater.
Ao longo de sua atuação, o projeto se consolidou por desenvolver uma proposta de assessoria técnica permanente, multidimensional, diferenciada, concebida como uma ação contínua e sistêmica, focada nas demandas, objetivos e áreas de resultado de interesse das famílias beneficiárias e referendadas em posicionamento técnico e avaliações participativas que garantem a viabilidade das proposições apresentadas.
A segunda fase do programa foi iniciada em 2017, após renegociação com o Fida. Nesta fase, o projeto tem como objetivo atender 74 mil famílias nos 913 municípios que integram 11 estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe (Nordeste), Minas Gerais e Espírito Santo (Sudeste).

Sementes de alface mais resistente ao calor


alface brs mediterrâneaSão duas novas cultivares de alface que possuem mecanismos diferentes para burlar o calor e garantir boa produtividade. No caso da cultivar BRS Leila, a tolerância a altas temperaturas acontece porque o material tem, embutido em sua genética, uma estratégia natural para atrasar o florescimento da planta. Assim, quando comparada à cultivar de alface crespa mais plantada no Brasil, a BRS Leila resiste, em média, dez dias mais ao calor antes de iniciar o florescimento.
Já a cultivar BRS Mediterrânea, que traz no nome a memória da origem da espécie, possui uma tática diferente para atingir boa produtividade mesmo diante de condições de temperaturas elevadas: vigor e precocidade. Quando se traça um paralelo com outras cultivares do mercado, ela atinge o ponto de colheita mais rápido, em média, sete dias antes da variedade mais plantada. Assim, por ser mais precoce, com um ciclo produtivo mais curto, ela fica menos tempo no campo exposta ao calor, um fator de estresse para planta que causa o florescimento antecipado.
Para vencer a barreira do clima e facilitar a produção de alface nas regiões mais quentes do Brasil, pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF) desenvolveram duas novas variedades de alface crespa de folhas verdes que apresentam tolerância ao calor e ampla adaptação às condições tropicais, independentemente do sistema de produção, seja campo aberto, hidroponia ou cultivo protegido.
A alface, hortaliça folhosa, tem sua produção favorecida quando a faixa de temperatura oscila entre 15ºC e 25ºC. “Essa característica é importante porque altas temperaturas antecipam o florescimento da alface e a produção de látex nas folhas, o que deixa a planta com um sabor bem amargo, indesejado pelos consumidores”, contextualiza o agrônomo Fábio Akiyoshi Suinaga, coordenador do programa de melhoramento genético de alface da Embrapa, que tem entre seus principais objetivos contribuir para a sustentabilidade da cadeia produtiva dessa hortaliça no País.
Além de tolerantes ao calor, as novas cultivares apresentam resistência às principais doenças da cultura como fusariose e nematoide-das-galhas, característica relevante, tendo em vista que a principal dificuldade que os produtores rurais enfrentam no cultivo de alface é o controle de doenças. Em campo aberto, a alface está sujeita a doenças de solo e doenças foliares e, na hidroponia, ocorrem podridões causadas por parasitas que ficam na solução nutritiva.

Segundo Suinaga, ter resistências incorporadas à genética da planta é um fator favorável à redução do aporte de agrotóxicos nos cultivos de alface, o que soma benefícios para o meio ambiente, mas também para o consumidor, já que a principal forma de consumo são folhas frescas. “Quanto mais tecnologia embutida na semente, menor será o custo de produção do horticultor e melhor a lucratividade dos produtos”, resume.
EMBRAPA

Transposição do Rio São Francisco: o elefante branco do sertão


INAUGURAÇÃO OFICIAL – Temer, em 10 de março de 2017: no Cariri paraibano (Beto Barata)
   
Polêmica desde o seu lançamento, a transposição do Rio São Francisco coleciona alguns recordes — nada positivos, por sinal. A previsão atualizada de custo de 12 bilhões de reais a coloca como uma das obras mais caras da história do país.

É também o único caso em que três presidentes inauguraram um mesmo trecho. Sim, só no Brasil. Em março de 2017, Michel Temer, na época à frente do Palácio do Planalto, protagonizou a cerimônia oficial em Monteiro, no Cariri paraibano, ponto final do Eixo Leste, estrutura de 217 quilômetros que perpassa Pernambuco e Paraíba.

Nove dias depois, Lula (ainda solto) e Dilma Rousseff desembarcaram naquela cidade para a “inauguração popular” da menina dos olhos do PAC petista.

Após mais de dois anos, os políticos sumiram e não há motivos para festa. Os mesmos canais não recebem água e apresentam vários danos sérios. Nos dias 21 e 22 de julho, um perito do Ministério Público Federal da Paraíba vistoriou cerca de 40 quilômetros entre Sertânia (PE) e Monteiro. No relatório, ele aponta uma série de problemas.

O revestimento de concreto tem fissuras, trincas e rachaduras que chegam a mais de 1,5 centímetro de espessura. Como faltam estruturas de drenagem, as chuvas levam a areia para o fundo, assoreando muitos trechos do curso d’água. Obras de drenagem estão com paredes quebradas, comprometidas por erosão, e algumas canaletas são quase invisíveis, cobertas por terra e pedregulhos. Há também mato dentro do canal.
...
A ideia de levar a água do Velho Chico até as regiões do Nordeste atingidas por secas prolongadas é cogitada desde a época de dom Pedro II, no Segundo Reinado, no século XIX. Tirada do papel mais de 100 anos depois, ela não trouxe ainda as soluções esperadas. Pior: corre sério risco de virar o grande elefante branco do sertão.

Publicado em VEJA 

Cuidados para combater a raiva bovina

morcegoA doença atinge todos os mamíferos e animais silvestres. O principal transmissor da raiva é o morcego hematófago, que transmite o vírus pela saliva ao alimentar-se do sangue dos animais. O controle da raiva dos herbívoros se dá com a vacinação preventiva do rebanho, e os órgãos de defesa realizam o controle populacional do morcego hematófago, com a captura dos morcegos nas propriedades.
Para identificar a ação dos morcegos é preciso estar atento aos sinais de sugaduras nos animais. Os morcegos costumam agir mais de uma vez no mesmo animal e local onde atacaram. O vírus da raiva herbívora não afeta todas as espécies de morcegos, somente a dos hematófagos. Eles só procriam uma vez ao ano, portanto, não se disseminam com tanta rapidez, o que torna possível o controle da doença.
Os técnicos do Indea – Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso – esclarecem, que o bovino não transmite diretamente a doença para o homem. “O boi desenvolve a doença e morre. No entanto, o contato da saliva do animal, seja cão ou gato ou mesmo do boi, com a pele ferida de uma pessoa poderá contaminá-la. Por isso é necessário todo cuidado e qualquer manipulação do animal, inclusive, deve ser feito com luvas. Uma mordida do cão com a doença também afeta o homem e não tem cura, leva a óbito”.

O Indea alerta para que os produtores comuniquem a vacinação do rebanho bovino contra raiva, nos escritórios de defesa animal, e em casos de suspeita, recomenda-se isolar o animal do restante do rebanho, nunca manipular o animal, comunicar a suspeita ao serviço sanitário oficial e procurar a Secretaria Municipal de Saúde.

sábado, 17 de agosto de 2019

Especialistas discutem situação da produção do setor leiteiro

Comissão Ténica

Os técnicos apresentaram propostas de ações de curto e médio prazo para a melhoria da qualidade do produto

Primeira reunião da Comissão Técnica Consultiva (CTC/Leite)
Primeira reunião da Comissão Técnica Consultiva (CTC/Leite)
A situação da produção e a qualidade do leite no Brasil foram debatidas nessa semana, em Brasília, na 1ª reunião da Comissão Técnica Consultiva (CTC/Leite). Participaram da reunião representantes da Rede Brasileira de Laboratórios da Qualidade do Leite (RBQL), da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivadose das secretarias de Política Agrícola, de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação e de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os técnicos analisaram os dados do sistema informatizado para monitoramento da qualidade do leite e apresentaram propostas de ações de curto e médio prazo para a melhoria da qualidade do produto, com base nas avaliações e análises realizadas, conforme a portaria nº 142, de 19 de julho deste ano, que cria a CTC/Leite. Foram apresentados estudos de competitividade da cadeia produtiva do Leite, do Programa Mais Leite Saudável e do Observatório da Qualidade do Leite.
A próxima reunião está marcada para o dia 4 de setembro. 

Parceria entre Mapa e MCTIC vai levar mais conectividade ao campo

Câmara do Agro 4.0

Iniciativa também pretende estimular internet das coisas e produção com sustentabilidade, sem precisar ampliar a área plantada

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Acordo de cooperação técnica foi assinado pela ministra Tereza Cristina e pelo ministro Marcos Pontes
Acordo de cooperação técnica foi assinado pela ministra Tereza Cristina e pelo ministro Marcos Pontes
O Ministério da Agricultura e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançaram, nesta quinta-feira (15), a Câmara do Agro 4.0. Resultado de um acordo de cooperação técnica entre as duas pastas, a iniciativa visa ampliar a conectividade no campo e estabelecer ações para que o Brasil seja um exportador de soluções de internet das coisas com aplicação no agronegócio.
Durante a assinatura da parceria, a ministra Tereza Cristina destacou a importância da cooperação para o Brasil produzir mais com sustentabilidade, sem precisar ampliar a área plantada. Ela também disse que os pequenos produtores são prioridade. “Eles precisam de muito de apoio na inovação, na ciência e na tecnologia. Queremos levar tecnologia e colocá-los na roda produtiva”.
A Câmara é parte do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT.BR), lançado em junho. Os trabalhos serão concentrados para levar conectividade às propriedades rurais de todo país, com atenção especial para as das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No Nordeste, por exemplo, o governo pretende investir cerca de R$ 83 milhões para que a conectividade chegue ao ambiente rural. Já no Norte, o valor chega a R$ 35 milhões, segundo o MCTIC. 
“Além disso, vamos estimular a Internet das Coisas, para ser aplicada dentro das propriedades em diversas modalidades, desde coletando dados para a melhoria do solo até à aplicação de defensivos de uma forma muito precisa”, garantiu o ministro do MCTIC, Marcos Pontes.
Internet das Coisas é o nome dado à rede de objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma, via internet. As aplicações são diversas e incluem desde o monitoramento de saúde, o controle de automação industrial, até o uso de dispositivos pessoais conectados.
A ministra Tereza Cristina ainda lembrou que essa iniciativa estará em sintonia com o projeto que o Mapa prepara para o Nordeste. “Nós já mapeamos 11 regiões do Nordeste, onde nós, em breve, vamos lançar um programa voltado para a pequena agricultura”.

Estrutura

Na primeira reunião da Câmara Agro 4.0, será elaborado um cronograma de trabalho em conjunto com todos os integrantes, com a finalidade de criar estratégias para atender as metas.
A Câmara será composta por uma secretaria executiva com um representante do Mapa e um do MCTIC e um Conselho Superior com representantes do governo, setor empresarial e academia, definidos pela secretaria executiva. Também haverá grupos de trabalho com temas a serem definidos pelo Conselho Superior.
O início das discussões está previsto para agosto de 2019 e conclusão em agosto de 2022.