segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Estudo analisa capacidade de suporte para a inserção de piscicultura no RN



O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio de um convênio firmado entre o Instituto de Gestão das Águas (Igarn) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), com a contratação da Fundação de Apoio à Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Funpec), está realizando um estudo em 11 mananciais, visando à análise da capacidade de suporte para a inserção da atividade de piscicultura. Na manhã desta sexta-feira (27), foram apresentados os resultados preliminares do estudo, pelo professor da UFRN, José Luiz Attayde. 
Para o desenvolvimento do estudo, os reservatórios foram selecionados com base nas características morfológicas e ambientais, disponibilidade de água para as atividades econômicas e a sustentabilidade para as comunidades que utilizam os mananciais, onde foram realizadas coletas mensais de amostras de água para a realização de análises físico-químicas e hidrobiológicas durante um período de 12 meses.
O estudo tem como objetivo subsidiar os órgãos ambientais e de recursos hídricos quanto à liberação controlada desta atividade econômica, de modo a preservar a qualidade da água dos reservatórios e o próprio processo produtivo. Os reservatórios escolhidos foram os açudes, Boqueirão de Parelhas, Encanto, Santa Cruz do Apodi, Umari, Pataxó, Tabatinga, Pajuçara e Prata, além das lagoas, Ferreira Grande, Cutia e Boqueirão de Touros.
As análises já realizadas no estudo indicaram que o Açude Santa Cruz do Apodi e a Lagoa Ferreira Grande apresentam condições adequadas para o cultivo de peixes em tanque-rede, por apresentarem em todos os meses de coleta, índices das variáveis indicadoras de estado trófico abaixo dos limites estabelecidos pelo Conselho Nacional Do Meio Ambiente na Resolução do Conama 357/07.
Já os Açudes Encanto, Tabatinga e Pajuçara apresentaram condições inadequadas para o cultivo, pois obtiveram valores indicadores de estado trófico acima dos limites estabelecidos pela resolução. Os outros mananciais obtiveram uma ou duas variáveis acima do limite, o que indica a necessidade de cuidados para a implantação do cultivo dos peixes em tanques-rede.
O estudo é uma iniciativa do Governo do Estado, com um aporte financeiro de, aproximadamente, 413 mil reais, objetivando dar aos órgãos responsáveis condições de avaliar de forma técnica a implantação da atividade econômica. “O estudo tem grande importância para o desenvolvimento da produção de peixes em tanques-rede e proporcionará, após conclusão, ao estado a condição de licenciar aos interessados os possíveis mananciais que poderão ser usados para a implantação dessa atividade”, analisou Josivan Cardoso, diretor-presidente do Igarn, após a apresentação dos resultados preliminares do estudo, que deverá está pronto para uso até abril de 2018.

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