terça-feira, 8 de maio de 2018


Uso de equipamentos especiais melhora a qualidade dos produtos feitos com babaçu

coco babaçuO Babaçu é uma palmeira de grande importância comercial, pois de seu coco se extrai óleo, farinha de mesocarpo e sabonete, produtos cujos processos de industrialização foram analisados pelos cientistas da Embrapa Agroindústria de Alimentos. Eles recomendam a adoção de máquina para desflocular o coco de babaçu, destinação do óleo de acordo com a acidez e modernização de equipamentos fabris. Essas foram algumas recomendações feitas por pesquisadores da Embrapa que elaboraram um diagnóstico analítico para a cadeia do babaçu. O trabalho contribui para a conservação da biodiversidade do Médio Mearim, na região dos Cocais, no Maranhão, e para a melhoria da qualidade de vida de comunidades tradicionais que lá habitam.
“É cada vez mais necessário avançarmos em pesquisa, validação e adoção de tecnologias para a conservação da biodiversidade, gerando renda para as populações vulneráveis com sustentabilidade. Por isso, estamos trabalhando para agregar valor a um produto do extrativismo, como o babaçu”, conta Sérgio Cenci, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), ressaltando que as unidades de processamento são ligadas à Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema).
trabalho é desenvolvido em conjunto com órgãos governamentais e da sociedade civil. As ações integram o projeto Bem Diverso, liderado pelo pesquisador Aldicir Scariot, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), voltado ao manejo sustentável da biodiversidade brasileira, com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e gestão pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O babaçu é utilizado há muito tempo por comunidades tradicionais na região da transição entre Amazônia, Cerrado e Nordeste Semiárido, sendo atualmente relevante fonte de renda para mais 300 mil famílias agroextrativistas nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará.

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