domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bode Bom de Bola-Interessante

BBB – Bode Bom de Bola



A caprinocultura brasileira coloca
seu time em campo, pra valer!
O Projeto Bode Bom de Bola é sinônimo
de alimentação saudável e produção sustentável.


 


A realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2104, já está mexendo com os brasileiros, permitindo vislumbrar um bom atendimento a atletas e turistas, bem como a geração de uma renda extra em vários Estados. Caprinos e Ovinos estão entrando na jogada, com olhos na Copa de 2014.
Pernambuco soltou a bola, pioneiramente.
A qualidade nutricional da carne caprina produzida no Sertão Pernambucano, bem como do leite e seus derivados produzidos em Minas Gerais e Rio de Janeiro estão dentro do BBB-Bode Bom de Bola, programa que já está sendo estimulado pela ABCC - Associação Brasileira dos Criadores de Caprinos, tendo sido oficialmente lançado durante a Expo Nordestina, em Recife. Além do leite e carne também a pele vai ser muito utilizada em artesanatos para copa e até o esterco está na mira dos planejadores da campanha BBB.
Assim, o BBB servirá para divulgar a atividade, integrar criadores, restaurantes e toda a cadeia produtiva diretamente relacionada com o mercado da Copa de 2014. O Projeto estará atuando em todas as cidades onde acontecerão jogos da Copa.
Outro ponto será instruir os criadores da necessidade de se preparar para atender a demanda deste mercado, através da organização da produção, adoção de controle zootécnico, medidas sanitárias e controle ambiental. 

Objetivos Gerais

1) Mobilizar os criadores e  profissio­nais da gastronomia acerca da importância da introdução da carne e do leite caprino nos cardápios direcionados ao público.
2) Introduzir a Cadeia do artesanato e turismo técnico caprino nos eventos relacionados à Copa de 2014.

Objetivos Específicos

u Atualização e inserção de novos pratos nos cardápios;
u Aumentar os vínculos e estimular a relação entre os criadores e o mercado consumidor;
u Promover o contato e a integração entre mercado produtor e empresários do meio gastronômico;
u Incentivar a Produção Orgânica e georreferenciada;
u Criar e incentivar a atividade de Turismo Técnico Caprino.
 
Resultados esperados

u Aumento do consumo e divulgação dos produtos derivados da carne e do leite de caprinos;
u Divulgação dos produtos do artesanato caprino;
u Incremento do Turismo Técnico;
u Organização da Cadeia Produtiva.
 
Público alvo

u Profissionais da Gastronomia, donos de Restaurantes, Vendedores ambulantes de espetinho, caldinho e bebidas;
u Torcedores nacionais e estrangeiros presentes nos estádios de futebol;
u Imprensa falada, televisada e es­crita;
u Impressa Esportiva.
u Políticos;
u Indústria e Agroindústrias de alimentos;
u Indústria do Turismo e Artesanato.
 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Grande rede de supermercados adota o Selo da Agricultura Familiar em marcas próprias

Fotos: Andrea Farias / MDA

Grande rede de supermercados adota o Selo da Agricultura Familiar em marcas próprias
03/02/2012 06:22
Os produtos da agricultura familiar mais uma vez ganham reconhecimento nacional. Ao longo de 2012, as gôndolas de todos os supermercados do Grupo Pão de Açúcar espalhados pelo país vão ofertar aos consumidores quatro tipos de produtos de marcas próprias com o Selo de Identificação da Agricultura Familiar (Sipaf) em suas embalagens.
A permissão concedida na última semana pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário  (MDA), por meio da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF/MDA) é parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2011 entre o MDA, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Grupo Pão de Açúcar no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria. O objetivo do acordo é ampliar a oferta de produtos da agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais nos mercados privados e na rede varejista.
O diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da SAF/MDA, Arnoldo de Campos, ressalta que existem muitas vantagens para o consumidor que adquire um produto com o selo. “O consumidor vai poder identificar a origem do produto, vai saber que por trás desse produto tem o trabalho de uma família do campo. Essa informação é importante quando ele escolher o que comprar. Essa ação está dentro da estratégia do MDA de fortalecer a identidade social da agricultura familiar perante os consumidores e divulgar a presença significativa da agricultura familiar no mercado”, destaca Campos.
 
Esta é a primeira vez que o setor varejista utiliza o Sipaf em produtos de marca própria. São quatro produtos: beterraba , brócolis e cenoura, todos em conserva, produzidos de maneira orgânica pela Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), no Sul de Santa Catarina, e o palmito de pupunha - da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm).
Os produtos são das marcas Qualitá e Taeq e estarão disponíveis para venda nos minimercados supermercados e hipermercados do Extra e Pão de Açúcar e no Assaí Atacadista. Além disso, os pedidos poderão ser feitos pelo site delivery do Pão de Açúcar, no endereço www.paodeacucar.com.br. Atualmente, o grupo já comercializa produtos com o uso do selo. É o caso das geleias de umbu e maracujá da caatinga, fabricadas pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudo, Uauá e Curaçá (Coopercuc), da Bahia.
“O grupo mais uma vez ratifica seu papel de empresa cidadã e assina o primeiro acordo no varejo com o MDA através da compra e distribuição de produtos advindos da agricultura familiar. Este é um importante passo no apoio ao combate à Miséria no Brasil”, enfatiza Hugo Bethlem, vice-presidente da Companhia.
Para o diretor de Relações Corporativas e Responsabilidade Socioambiental do Grupo Pão de Açúcar, Paulo Pompilio, a identificação por meio do selo vai valorizar os produtos do setor. “Vamos disponibilizar para o consumidor algo extremamente diferenciado, com qualidade. O selo reforça todo o histórico dos produtos com origem na agricultura familiar brasileira”, destaca o diretor.
Confiança para o consumidor
Depois que aderiu ao Selo de Identificação da Agricultura Familiar (Sipaf), em junho do ano passado, a Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm) conquistou mais visibilidade diante das grande redes de varejo do país. “Além de garantir um diferencial competitivo da produção agrícola familiar, o Sipaf potencializa o escoamento da produção agregando valor ao produto. O resultado é mais uma conquista em prol da justa distribuição de renda”, avalia Santos.
Hoje, os palmitos de pupunha produzidos pelos 548 cooperativados chegam a 18 estados brasileiros e ao Distrito Federal. Nas gôndolas de um grande mercado da capital do país, distante mais de 1,4 mil quilômetros do ponto de distribuição da cooperativa baiana, consumidores aprovam a identificação da origem do produto.
“Acredito que o selo valoriza o trabalho dos pequenos produtores, pois no momento da compra podemos optar por adquirir um produto da agricultura familiar e contribuir com o incremento da renda dessas pessoas”, comenta a publicitária Adriana Mercadante, 42 anos, que levou para casa o pote de palmito certificado.
O prestador de serviços Marcelo Ferreira Gomes, compartilha a opinião. “A ideia (do Sipaf) é boa, incentiva a criação de empregos e gera renda. A ideia que eu tenho é que os alimentos cultivados em pequenas propriedades têm mais qualidade, porque não é feito em larga escala. Eu confio mais na qualidade dos produtos certificados”, opina.
Em 2011, o Pão de Açúcar comercializou cerca de 60 mil unidades dos dois grupos de produtos com o Sipaf expostos nas prateleiras dos supermercados do grupo. Agora, com o acordo, a rede amplia para seus consumidores as possibilidades de compra de produtos da agricultura familiar certificados.
Inclusão social
Criado em 2009 pelo MDA, o Sipaf identifica os produtos de origem majoritária da agricultura familiar, o que amplia a visibilidade de empresas e de empreendimentos que promovem a inclusão econômica e social dos agricultores familiares e geram mais empregos e renda no campo. Atualmente, 380 permissões foram concedidas para uso do selo em todo o Brasil, beneficiando 128 cooperativas e associações e 22 empresas que, juntas, representam mais de 75 mil agricultores familiares. São 3206 produtos certificados, como doces, geleias, leite, requeijão, queijo, castanhas, barra de cereais, mel entre outros.
O uso do Sipaf é de caráter voluntário e representa um sinal identificador de produtos, cujo objetivo é fortalecer a identidade social da agricultura familiar perante os consumidores, e informar e divulgar a presença significativa da agricultura familiar nos produtos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vavá o Nosso Meteorologista

As previsões de um bom inverno sempre foi muito mistério para o nosso sertanejo. Alguns possuem as suas teorias próprias, outros herdam dos seus antepassados, em fim, cada um possue a sua crendice e o seu estilo de prever um bom inverno. Aqui em Fernando Pedroza, João Salviano (in memoriam) todos os anos divulgava as suas experiências aos mais íntimos. E não é que seu João sempre acertava? Em Angicos era o agricultor Praxedes Cavalcanti. Quando se aproximava o final do ano, todos corriam para conversar com seu Praxedes sobre o inverno. E na maioria das vezes acertava. E assim todas as cidades do nosso interior tem o seu metereologista. Hoje em Fernando Pedroza, temos o nosso pecuarista Rivaldo Silva de Medeiros Cruz, o popular Vavá, o nosso querido vice-prefeito, que por onde chega diz que o inverno inicia após 15 de fevereiro, ou seja, antes do carnaval. Tomara em Vavá? Você hoje e o nosso atual meteorologista.

Contos Sertanejos

O carneiro que caiu do céu

- 13/12/2011

Belarmino era criador no Mato Grosso e, como seu pai, seu avô, bisavô e mais gente, era piloto de fazenda. Desde que se conhece como gente a família inteira só visita as propriedades em aviões, pois - quando é inverno - nada passa. Automóvel de matogrossense é avião. Dizem até que foram eles, os matogrossenses, que descobriram a profissão de piloto-cowboy. Visitando uma exposição, para rever antigas amizades e gastar conversa fiada, Belarmino logo viu um fazendeiro se aproximando e botando conversa:
- Estou sabendo que o amigo gosta de criar carneiros e eu tenho um que caiu do céu. Está logo ali. Se quiser, trago cá, para o amigo invejar.
Sem nada a perder, Belarmino concordou e, nem bebericou o uísque gelado, eis que vem o estranho com um graúdo, enorme, possante, fantástico cordeiro. Belarmino estava até babando e já vendo os prêmios que poderia ganhar com um gigante desses. Sabido como cobra, foi logo dizendo:
- Pois tá aí um bicho bonito e bom. Está me agradando, mas só compro amanhã, antes de voar. O amigo pode reservar que este bicho vai ser meu.
A conversa parou nesse pé, com os dois satisfeitos. Nem bem o homem sumiu, chega um vaqueiro, desses que bebe água de chocalho, e foi logo desfiando o verbo:
- Patrão, não é por nada não, o bicho é majestoso, tudo de bonito, mas é coisa ruim, tem parte com o demo.
Belarmino pestanejou, sacudiu o bigode, deu um sorriso de mofo:
- Deixe disso, homem, pra que o demo ia se importar com um bicho, se tem tanta gente pior no mundo?
- Pois é, patrão, mas é coisa feia, mesmo. O bicho já passou por benzeção de erva, de areia de rio, de pólvora, de osso de padre, mas nunca teve jeito. Tem benzedor que desistiu e guardou a água benta. Se conselho vale, então compre o outro bicho menor.
Belarmino olhou o outro, lá longe, sem comparação.
- Nem pensar, ou é este, ou nenhum.
Logo cedo, fechou o negócio, pegou o animal de quase 60 kg e já estava imaginando o bruto no meio das ovelhas, junto com as vacas brancas no pasto colonião. Chegou ao aeroporto, deu o cabresto para o garoto que ia viajar de volta para a fazenda e logo estava levantando vôo.

 

Nem bem o avião chegou lá no alto, perto do céu, o carneiro botou a boca no trombone, começou a berrar, tremia, despencava, gritava, babava, num alvoroço medonho.
- Acalme esse bicho aí, porque vem chuva pela frente - avisava Belarmino.
O garoto fazia de tudo, mas o animal empinava, mordia cabresto, fazia xixi e, para piorar, botava uma catinga de bicho morto no ar. Já na metade do caminho, e mil trelas, o garoto gritou:
- Seu Belarmino, esse danado tá com o diabo no corpo, com olhos vermelhos, querendo matar a gente.
O animal rangia, e o garoto completava:
- Nem benzedeira ajudou. Acho que é do demo, mesmo. Só vai trazer azar pra sua fazenda, patrão. E o avião já tá todo borrado.
Belarmino, já em cima da fazenda vizinha, vendo sua divisa e vacada bonita lá embaixo, resolveu tomar uma decisão, mas deu uma última conferida: o animal estava um frangalho, longe de ser aquela maravilha que ele havia comprado, desmantelado, borrado, fedorento, dentes verdes, olhos vermelhos esbugalhados, olho de gente ruim, desafiando.
- Faz o seguinte, abre a porta e joga, enquanto ainda é terra do vizinho. Vai ser comida de urubu no inferno.
O garoto deu um sorriso de satisfação, puxou o cabresto, abriu a portinhola e - zás! - empurrou o animal para o céu.
Depois, começou a limpar o chão e corrigir os maus feitos do estranho animal cuja história havia chegado a um bom final. Belarmino perguntou:
- Uai, menino, será que o carneiro tinha parte com o demo, mesmo? Será que vai trazer algum azar para nós?
- Sei não, patrão, mas nessa hora já está mortinho da silva.
Belarmino suspirou e, com toda sabedoria, já ia encostando o avião no hangar, quando escutou um vaqueiro, no campo, transmitindo mensagem para o capataz, pelo rádio.
- Júlio, ô Júlio? Aqui é o Braz. Não estou entendendo nada. Aconteceu uma coisa estranha, aqui perto da divisa. Sabe aquela novilha campeã que o patrão gosta? Pois está mortinha, no chão, com o pescoço quebrado. Não foi onça, não, mas tem um carneiro esborrachado no lado, mortinho, durinho, sorrindo que nem bicho ruim.

SEMIÁRIDO: um paraíso possível

Autor: Rinaldo dos Santos - 13/12/2011

O problema da região depende apenas de duas palavras para ficar
maravilhoso, passando a ser um exemplo para o resto do país e para
o mundo. Como fazer isso? Muito simples: aplicando as palavras
“dignidade e justiça” ao produtor rural e também ao que ele produz.


A História mostra que sempre houve interesse de resolver, politicamente, os problemas nordestinos, mas o resultado de 500 anos de colonização tem sido a adoção de inúmeras políticas - todas pontuais - sem ligação entre elas. Até as iniciativas abrangentes (Iocs, Ifocs, Dnocs, Sudene, e outras), acabaram no vazio. Derramou-se uma fantástica montanha de dinheiro sobre o Nordeste, mas ele acabou escoando para as regiões mais ricas, mantendo a pobreza tradicional. Estava certo o ex-ministro Delfim Netto, quando dizia que “de cada $ 1,00 investido no Nordeste, $ 0,85 retornava para o resto do país”. Hoje, continuam surgindo verbas para o Nordeste e elas continuam escoando pelos ralos da burocracia ou instituições inadequadas. A forma de tentar melhorar a vida dos sertanejos, portanto, tem sido inadequada. Como modificar essa tradição de escuridão?
Uma análise do Semiárido mostra que o caminho mais adequado para sua “redenção”, levando em conta o sertanejo e sua lida, deveria seguir os Cinco Man­damentos naturalmente seguidos por qualquer colonizador consciente:

l Primeiro - Assumir o céu (clima) como ele é - e conviver com essa realidade.
l Segundo - Assumir o chão (solo) como ele é. Conviver e tirar proveito dessa realidade.
l Terceiro - Assumir a fauna como ela é. Conviver e tirar proveito dessa realidade.
l Quarto - Assumir o nativo (sertanejo) como ele é e providenciar as ferramentas para sua ascensão social.
l Quinto - Sacramentar instituições e políticas públicas para orientar o presente e o futuro, com primordial objetivo de obedecer aos itens anteriores.

Velho problema

A questão nordestina continua existindo, antes de tudo, porque o Governo Federal deveria ter uma noção rigorosa de “democracia” e de “federalismo” - mas não tem! Basta observar os disparates entre as regiões, classes sociais e classes trabalhadoras, principalmente na última década, quando tem havido uma clara tentativa de fragmentar a sociedade, com resultados duvidosos quanto ao bem-estar social das pessoas.
O regime democrático, no mundo, é o melhor dos regimes, mas ainda está longe de ser o ideal para uma harmoniosa evolução do ser humano. Os regimes democráticos gastam energia e recursos na disputa de mercados e, de uma maneira geral e o que se vê, então, é a dominação de alguns países que enriqueceram ou enriquecem por meio da exploração de outros e, obviamente, isso pouco tem a ver com “felicidade das pessoas” - que deveria ser o alicerce real. O que se vê, no planeta, é um modelo democrático que leva a uma incrível concentração de riquezas nas mãos de poucas pessoas (ou países), geralmente dos que têm melhor e maior armamento para as guerras. Os países ricos expropriam os pobres da mesma maneira que acontecia no período feudal e, bem antes, na antiguidade. A luta comercial entre países, hoje, é a luta entre tribos de antigamente! O que se vê, então, é uma sucessão de guerras sempre em nome de um suposto “bem-estar social”, mas que, no fundo, estão longe disso. As guerras, quase sempre, camuflam apenas um sistema de defesa da “concentração de riquezas” - nada mais! Além da vitória pelas armas, um país pode vencer também pelo comércio e até pela educação. O foco do melhoramento, porém, nunca é a pessoa local, o ser vivente (nativo), mas o enriquecimento contínuo do vitorioso e, por isso, o regime democrático continua precisando de ajustes sérios.

 

O que acontece entre os próprios países repete-se dentro de cada nação, onde as regiões mais ricas exploram as mais pobres, geralmente por meio de políticas públicas elaboradas sem foco no indivíduo regional. A região mais rica expropria a mais pobre! Foi assim que o estado de São Paulo planejou e forçou a implantação da Sudene, da Sudam, e de muitos outros “programas redentores” para as regiões mais pobres. Os programas redentores são feitos longe e alguns são até pitorescos: chegaram a implantar um programa em que aviões deve­riam bombardear nuvens no Nordeste... que não existiam e - claro! - não choveu. Depois, inventaram “navios para fabricar nuvens que, por sua vez, fariam chover no Semiárido” (Programa Moclima, etc., mas - claro! - nunca fizeram chover). Houve dezenas de fábricas da Sudene que jamais tiveram um único tijolo implantado! Tais programas enriqueceram, sim, os investidores das regiões ricas e seus prepostos nas regiões pobres. Em resumo, dezenas de “políticas públicas direcionadas para o Nordeste e Amazônia” enriqueceram ainda mais as regiões que já eram as mais ricas!
Essa concentração de riquezas é visível nas iniciativas públicas mais “sociais” que apenas privilegiam castas de indivíduos, corporações, cargos, etc. Exemplos: por que um político pode se aposentar com 8 anos de serviço, enquanto todos os demais precisam de 35 anos? Por que um funcionário público recebe aposentadoria integral, enquanto o funcionário privado recebe muito menos? Por que filhos, netos, bisnetos, mancomunados, amigados, recebem pensões vitalícias e ainda as transferem para seus descendentes, mesmo sem nunca terem contribuído? Por que dependentes de presos recebem “pensão” e os da vítima do mesmo preso não têm o mesmo privilégio? Há centenas de casos, de injustiças flagrantes que exigem solução imediata, mas que políticos e juristas evitam e a sociedade paga, impotente! Por que se taxa, pesadamente, o pãozinho, mas não se taxam as grandes fortunas? Por que os impostos do Semiárido são os mesmos que de São Paulo? Há, então, uma casta de privilegiados dentro da democracia, a ponto de o salário de um burocrata graduado ser 40 vezes maior que o salário de um barnabé! Estranha democracia que tudo permite a alguns e restringe aos demais.

O curral

Por não haver dignidade e justiça embutidas nas políticas públicas, o sistema acaba se voltando para a manutenção de privilégios, por meio do fisiologismo e para a caça aos votos das pessoas pobres que, exatamente por isso, continuarão eternamente pobres. É a ignorância e a pobreza que mantêm a democracia viciada e tais características são evidentes em “currais eleitorais”, geralmente em guetos urbanos ou na zona rural de regiões inóspitas.
O resultado dessa perversão institucional leva ao surgimento de líderes carismáticos (às avessas) que tentam dividir a sociedade, inaugurando novos extratos sociais, ou novos “currais” (negros, índios, homossexuais, deficientes, e vários outros) o que resulta, geralmente, na formação de nova casta de privilegiados, mas não do bem-estar dentro dos “currais”. Essa é a realidade atual do Brasil, caminhando para uma desagregação das pessoas, formando grupamentos, o que não augura um bom futuro. Falta, portanto, "alma" nas políticas públicas, falta respeito ao indivíduo que deseja apenas ficar vivo, feliz, digno e justo.

O Semiárido

Então, o problema do Semiárido nada mais é que o resultado deste equívoco que estava gravado no espírito das autoridades do período Colonial, depois nas do período Imperial, acabou chegando às autoridades do período Republicano, conseguindo a proeza de ficar assinalado na própria bandeira do Brasil. Ela, a bandeira, deveria ser o símbolo, ou “bússola” para a alma de todos os brasileiros, mas não é! As palavras “Ordem e Progresso” não servem como bússola para todos, mas para alguns privilegiados que exercem o poder. Afinal, “ordem” é algo militar, para rebanhos, imposto à força, de cima para baixo, típica de re­giões que acabam de sair de uma revolução. O Brasil, por seu lado, sempre teve como marca um espírito cordial, nada belicoso. O “progresso” também pressupõe certo dinamismo forçado, gerando concentração de renda no modelo monetarista vigente. Como jamais houve programa de desconcentração de riquezas para favorecer a base da pirâmide social, a palavra "progresso" interessa a alguns poucos grupos, ou organizações, mas não necessariamente às pessoas comuns, em análise abrangente. Então as palavras “Ordem e Progresso” são equivocadas, meras figuras de retórica em um país que anseia pelo bem-estar das pessoas simples.
As palavras da bandeira deveriam ser focadas em todas as pessoas e não numa minoria que enriquece justamente por falta de palavras melhores! Quais seriam? Com certeza, seriam “Dignidade e Justiça”, duas virtudes que são bússolas morais e éticas, duas virtudes que - na verdade - ainda não chegaram à maioria das pessoas do país. 
Aprofundando cada um dos caminhos acima indicado, conclui-se que está faltando o básico nas políticas públicas: garantir “dignidade ao produtor rural” e garantir “dignidade ao produto rural”. São justamente estas duas palavras que sempre permanecem fora dos planos governamentais referidos ao Semiárido!

Conclusão

Sobram políticas públicas voltadas para “ordem e progresso”, e faltam políticas públicas voltadas para “dignidade e justiça”. Se o Semiárido e outras re­giões desfavorecidas fossem tratadas com “dignidade e justiça”, com foco no clima, solo, fauna e no sertanejo, o Brasil seria outro, como será visto nas matérias em sequência.

Sete bilhões de Pessoas-Revista o Berro

Matérias



Sete bilhões de pessoas não são o problema

- 13/12/2011

O mundo divulgou, assustado, que o a população havia atingido 7 bilhões de pessoas. O susto foi grande, pois o planeta levou 4 bilhões de anos para chegar ao primeiro bilhão de humanos e, depois, gastou 123 anos para chegar a 2 bilhões. Agora, conseguiu crescer mais 1 bilhão em apenas 11 anos! Já há gente falando em 10, ou 15 bilhões de pessoas e perguntando: “como vamos alimentar tanta gente”?
A conta aritmética, porém, é outra. Os 7 bilhões de pessoas não poluem, nem devastam o planeta. Apenas 7% dos habitantes, cerca de 500 milhões de pessoas, lançam 50% do carbono na atmosfera. Ou seja, 500 milhões estragam tanto quanto os outros 6,5 bilhões! Estes 500 milhões querem ter vários automóveis, casas, piscina, ar-condicionado, geladeiras, alimentos industrializados, etc. e são os grandes vilões da história. A empresa britânica Trucost divulgou um relatório mostrando que apenas 3.000 empresas causam 2,15 trilhões de dólares em danos ambientais. Os 7 bilhões, portanto, não são o problema.
Enquanto isso, as televisões são pagas para dizer que é o excesso de pes­soas! Mentira! O problema não é o aumento de pessoas, mas sim a melhoria de vida das pessoas que, naturalmente, ficam viciadas no progresso e querem cada vez mais. Ninguém quer voltar à geladeira antiga, aos fornos antigos, casas antigas sem ar-condicionado, sem ventiladores, sem piscinas.
As fábricas querem crescer cada vez mais, a Internet e a televisão introduzem cada vez mais pessoas no rol dos felizardos gastadores. Uma pessoa de luxo mediano gasta mais que 100 pessoas comuns, em média, e um rico, de verdade, gasta mais que 100.000 pessoas comuns. Essa é a questão real que deveria ser divulgada, mas não é.
O problema está na concentração da riqueza para atender poucos habitantes do planeta, enquanto a maioria restante leva uma vida comum. A pregação gongórica de sociólogos, economistas e certas autoridades é para forçar uma “redução da natalidade”, quando na realidade deveria buscar uma “redução da desigualdade”. Já está provado: ao melhorar de vida, as famílias desejam menos filhos! Até os mais pobres! A melhoria de vida, então, com “dignidade e justiça”, é o caminho mais indicado para todos.
Os governos, ao prestigiarem o desenvolvimento urbano, concentrando pessoas para manipular o consumo, cometeram o crime de concentrar a riqueza nas mãos de poucos. Embora o discurso seja de desconcentração da riqueza, o que se vê, sempre, é o oposto, formando ilhas de privilegiados: cidades, regiões e países. Os mais ricos dominam os mais pobres, em todos os aspectos, geralmente a partir dos benefícios de políticas públicas. Ou seja, o imposto arrecadado de todos acaba privilegiando poucos ricos.

 

Se houvesse coerência no discurso governamental, então os produtos rurais - principalmente os alimentícios - seriam praticamente isentos de tributação, pois eles garantem empregos para pessoas simples e uma consequente melhoria de vida, sem concentração de renda. A política, no entanto, sempre forçou o êxodo rural, e assim continua sendo. O resultado é que o Brasil está com apenas 19% de pessoas no campo e caminha para 5%. O discurso, portanto, precisaria ser modificado.

u Cabras e ovelhas - O setor dos pequenos ruminantes é um bom exemplo. São milhares de propriedades que poderiam gerar empregos e uma vida digna e justa, no Nordeste. Outras milhares no Rio Grande do Sul e centenas de milhares por todo país, mas essa realidade ainda não mereceu o olhar dos economistas de plantão no Governo, que enaltecem apenas as atividades concentradoras de renda.
Nesta edição há um estudo abrangente sobre o Semiárido que poderia mudar sua realidade atual para muito melhor, bastando assumir sua grande potencialidade: cabras e ovelhas, as quais poderiam ser o fundamento para a geração de outras fontes de rendimento local. O mesmo vale para o Rio Grande do Sul e outras regiões. Ou seja, produtos sem o glamour da mídia, como caprinos e ovinos, mas que levam dignidade a milhões de pessoas e que as mantêm no campo seriam uma boa diretriz. Se os governos assumissem a realidade das pessoas simples, nos locais simples onde vivem, não haveria susto com a notícia de 7 bilhões de pessoas no planeta.
Afinal, o Brasil tem capacidade de ampliar a produção rural, podendo triplicar a produção agrícola e dobrar a produção pecuária até 2050, sem derrubar uma única árvore, bastando utilizar inovações tecnológicas, segundo estudos da CNA. Afinal, todo homem simples quer uma geladeira para preservar o seu feijão, valendo R$ 300, mas não uma que chega a R$ 2.000 por conta de dispositivos sofisticados. Primeiro: fazer o dever de casa, garantindo acesso a produtos baratos e funcionais.
Prestigie-se o homem simples do campo, prestigie-se o seu produto, e deixe a população aumentar, com certeza de felicidade para todos. É preciso orientar as políticas públicas para o setor rural que enche a barriga das pessoas, garante saúde e bem-estar, sem poluir o planeta.
Um bom começo de mostrar essa nova boa intenção governamental seria prestigiar a vocação do sertanejo nordestino: cabras e ovelhas para um radiante futuro regional.

Programa Domingo Rural

Á exemplo de muitos municípios no semiárido nordestino, o município de Queimadas registrou um ano de muitas chuvas com poucos lucros. Durante meses iniciais de 2011 o município registrou chuvas e em seguida longo perídio de estiagem, o que fez com que a agricultura registrasse perdas no plantio. No final do mês de abril iniciou-se grandes e ininterruptas chuvas que mantiveram o solo excessivamente molhado sem permitir o plantio de culturas em razão dos solos encharcados o que fez com que o ano registrasse perdas quase completas.
O tema foi evidenciado no Programa Domingo Rural do domingo(1º de janeiro) a partir de entrevistas feitas com agricultores e agricultoras componentes associados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas e lideranças de associações de agricultores daquele município transitório de Agreste e Cariri.
Antônio João da Silva, Antônio Tavares, é agricultor residente no Sítio Catolé, dialogou com Stúdio Rural e falou sobre o trabalho de estruturação de unidades rurais que vem sendo feito em todo o município numa parceria das famílias, associações e ... Clique e leia.
 
03/01/2012-20h05

As avaliações 2011 são positivas pelo fato de terem sido firmados grandes convênios com o MDA, com a Petrobras tem sido articulado as novas produções de cultivares testadas e adaptadas a região, e isso é muito importante para o desenvolvimento da região Nordeste como um todo.
A afirmativa é do gerente da Embrapa Transferência de Tecnologias, escritório de Campina Grande, Daniel da Silva Ferreira(foto), ao participar do Programa Domingo Rural deste domingo(01/01) fazendo um balanço das ações 2011 na parceria com empresas e órgãos do governo federal além das ações com entidades sociais da agricultura familiar e governos locais. “Na verdade em 2011 a gente teve uma experiência na questão da batatinha onde foram trazidas algumas cultivares da Embrapa e elas foram testadas aqui na região, algumas tiveram um excelente desempenho, outras não, mas como era um teste de validação, serviu para que ... Clique e leia.
03/01/2012-17h11

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de São Miguel, Cariri Oriental paraibano, inaugurou no dia 18 de dezembro último em evento festivo que contou com participação de representações de sindicatos de trabalhadores rurais de diversos municípios da região, representações da Central Única dos Trabalhadores, CUT-PB, prefeitos e vereadores que fizeram uso da palavra evidenciando o fortalecimento que os sindicatos vêm registrando e ao mesmo tempo sobre o fortalecimento da agricultora familiar em todo o estado e região.
Domingo Rural participou acompanhando as atividades e evidenciou na edição do último domingo(01/01) através das emissoras parceiras conversando com o representante da CUT-PB, Luiz Silva; presidente daquele sindicato, José Bezerra Sobrinho, Catula; agricultor familiar e ... Clique e leia.
03/01/2012-16h04

Representações de sindicatos de trabalhadores rurais do Estado da Paraíba, em reunião promovida pela CUT-PB, Central Única dos Trabalhadores do estado da Paraíba, colocaram como tema o papel dos sindicatos enquanto instrumento de luta transformadora em benefício dos trabalhadores rurais e da agricultura familiar paraibanos e chegaram a conclusão de que historicamente esse movimento tem sido o principal instrumento de luta do segmento e ao mesmo tempo colocaram como ponto de pauta o surgimento de um novo segmento sindical que se propõe ser também instrumento de luta da categoria denominado SINTRAF, Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar e que, no entender dos representantes dos STRs, o novo sindicato só viria fragilizar a categoria já que representaria divisa no segmento da agricultura familiar o que fez com que a categoria pedisse o não reconhecimento e a não filiação por parte do CUT.
Para o presidente da CUT-PB, Luiz Silva, disse que  a proposta seria instrumento de divisão e fragilização da categoria camponesa. “Porque enquanto o agronegócio está ... Clique e leia.
03/01/2012-15h07

Mais de 25 mil caminhões de lenha são utilizados durante o ano pelas indústrias ceramistas da região do Seridó do Rio Grande do Norte, polarizadas pelo município de Parelhas, tradicional produtor de telhas e tijolos destinados ao processo de construções residenciais, dentre outras, de diversos estados nordestinos.
Essa é a conclusão chegada em encontro de lideranças de organizações diversas da Paraíba e Rio Grande do Norte que participaram de mais um encontro na cidade de Cuité, Curimataú paraibano, para discutir a madeira enquanto instrumento de ampla valorização e necessidade para fomentar o funcionamento de diversas indústrias ceramistas dentre outras indústrias de diversos estados nordestinos, dentre eles o RN que, só na região do Seridó Potiguar, contabiliza 58 indústrias ceramistas que juntas consomem anualmente entre cerca de 27 mil caminhões de lenha.
Esses números foram repassados pelo presidente da Associação dos Ceramistas do Rio Grande do Norte, Olavo Pereira Dantas, que participou do encontro em Cuité e foi entrevistado do Programa Domingo Rural do domingo(25/12) fazendo uma síntese da ...  Clique e leia.
30/12/2011-00h58

Sindicatos de trabalhadores rurais participaram de um encontro promovido pela Central Única dos Trabalhadores do Estado da Paraíba, CUT-PB, no município de Conde, em evento que aconteceu no último dia 20 e contou com representante do MDA e da CUT nacional proferindo palestras falando sobre acesso as políticas públicas dos trabalhadores rurais no âmbito do MDA e análise de conjuntura nas relações dos sistemas dos STRs, Fetags, Contag, Fetrafs se Sintrafs.
Stúdio Rural participou do encontro, conversou com representações diversas sobre a importância do encontro e detalhes trabalhados no evento a exemplo do presidente da CUT-PB, Luiz Silva que disse que a entidade tem a necessidade de dialogar com todos os segmentos e que o setor da agricultura familiar tem ... Clique e leia.
 
29/12/2011-08h50

Extensionistas rurais da Emater-RN na Região Oeste do Rio Grande do Norte estão capacitados para orientar agricultores familiares a desenvolver o cultivo da mamona em treinamento durante este mês no Centro de Treinamento da instituição (Centern), no município de São José de Mipibu.
Segundo o assessor da Emater-RN, Antônio Sales, o curso é a fase inicial do projeto que prevê o cultivo da oleaginosa a ser utilizada na produção de biodiesel, que a compra da produção será garantida pela Petrobras, mediante convênio assinado com aquela empresa de extensão, vinculada à Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) e que a programação consta de aulas teóricas e práticas sob a responsabilidade de extensionistas rurais da Emater-RN, técnicos da Embrapa e Emparn, além de facilitadores da Petrobras.
Sales informou que entre outros temas da capacitação, constam: Aspectos gerais sobre ... Clique e leia.
28/12/2011-21h38

Entidades de pesquisas, de financiamento e desenvolvimento, instituições ambientais, organizações não governamentais e representações de empresas ceramistas do Rio Grande do Norte partiticiparam de um encontro de intercâmbio no município de Cuité-PB em área de assentamento que trabalha o Manejo Florestal Sustentável e Comunitário que é desenvolvido por famílias agricultoras através de assessoramento da ONG paraibana SOS Sertão e financiamento do Serviço Florestal Brasileiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente.
O encontro aconteceu no dia 14 de dezembro no Assentamento Brandão e contou com participação de representações do INCRA-RN; BNB do RN e PB; IDEMA, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN; EMPARN, Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN; ONG paraibana SOS Sertão e Associação dos Ceramistas do RN com sede em Parelhas-RN e objetivou ... Clique e leia.
27/12/2011-21h34

Os Programas Um Milhão de Cisternas e Uma Terra e Duas Águas registraram amplo aumento nas ações da agricultura familiar do Pólo Sindical da Borborema durante o ano de 2011 o que fez com que dezenas de famílias intensificassem a capacidade de produção para a segurança alimentar da família e colocassem à venda os produtos excedentes para mercados diversos, melhorando a capacidade econômica das famílias agricultoras das microrregiões semiáridas Agreste, Curimataú e brejo.
A opinião é do representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Casserengue, Raniere Martins da Silva, que é componente do Pólo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema que foi entrevistado no Programa Domingo Rural do domingo 11 deste mês falando sobre ações naquele município e outros municípios da região. “É porque muitas coisas conseguiram avançar e esse ... Clique e leia.
26/12/2011-19h22

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário na Paraíba (DFDA-PB), entregará a partir de março do próximo ano, retroescavadeiras para 42 municípios paraibanos.
A inforação é do assessor de comunicação da DFDA-PB, Danilo Luna, justificando que cada prefeitura receberá uma máquina, que a ação e que faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, vai facilitar o escoamento da produção de milhares de agricultores familiares paraibanos.
Luna informou que para a delegada federal do desenvolvimento agrário no estado, Giucélia Figueiredo, a entrega desses equipamentos possibilitará a solução de um dos principais problemas da produção rural, que é o escoamento dos produtos agrícolas; garantindo dessa forma melhores alternativas de ... Clique e leia.
26/12/2011-19h04

As atividades rurais desenvolvidas pelas famílias de agricultores e agricultoras agroecológicos do Compartimento da Borborema fecha o ano de 2011 com resultados positivos já que além de estarem enriquecidas com as tecnologias adaptadas a nossa região, estão a cada dia com os produtos mais próximos dos consumidores através dos espaços e feiras agroecológicas espalhadas pelas cidades diversas de todo o compartimento e em cidades de microrregiões.
A afirmativa é do coordenador da comissão de cultivos agroecológicos do Pólo da Borborema e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Remígio, no Curimataú, Francisco Antonino da Silva, Chiquinho(foto).
Ele conversou com nossa equipe e, ao participar de recente Programa Universo Rural e no Programa Domingo Rural do último dia 11 faz um balanço das ações 2011 garantindo que em ... Clique e leia.
25/12/2011-19h58

Estamos concluindo nosso trabalho coroado de êxitos, pois tudo aquilo que foi planejado durante o ano passado para o início deste ano nós chegamos no final do ano com as conclusões todas com êxito e então a gente sai gratificado com o ano de 2011 com esperança de que 2012 seja um ano melhor com mais trabalho e mais desenvolvimento para o homem do campo.
O comentário é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, Paulo Medeiros Barreto, entrevistado no Programa Domingo Rural do domingo Rural 18 de dezembro fazendo um balanço das ações desenvolvidas no decorrer deste ano e ao mesmo tempo falando sobre perspectivas a serem trabalhadas no decorrer de 2012 além de tecer críticas ao executivo municipal por entender que a secretaria municipal de agricultura deveria desempenhar atividades com intensidade capaz de fortalecer a pecuária do município que já é tido como uma das principais bacias leiteiras da região.
Cursos, seminários e dias de campo foram desenvolvidos durante o ano para mostrar alternativas capazes de ... Clique e leia.
25/12/2011-16h23

Capacitações com trocas de experiências, encontros, intercâmbios de conhecimentos e amplo acompanhamento técnico fizeram com que a agricultura agroecológica na região do Coletivo Regional do Caririr, Seridó e Curimataú fechem o ano com acentuado crescimento com ênfase especial para a pecuária que tem tido crescimento permanente em períodos quentes já que a prática com o plantio de culturas forrageiras e feitio de silos no armazenamento de forragens e o processo de fenação vem proporcionando essas condições.
A afirmativa é do agricultor pecuarista Francinaldo de Albuquerque Couto, residente no município de Olivedos, que ao participar do Programa Domingo Rural do domingo(11//12) falou sobre o conjunto das ações estruturadoras e transformadoras que vêm sendo trabalhadas pelas entidades do Coletivo que recebem assessoramento da ONG Patac através de projetos parceiros como o Água no Semiárido patrocinado pela Petrobrás através do ... Clique e leia.
Saudações
 
Antônio Tavares, agrotécnico comunicador rural, radialista e jornalista
 

Contratação de crédito atinge R$ 61,2 bilhões

Financiamentos para o Plano ABC registram crescimento de 78% entre julho e dezembro de 2011 sobre igual período de 2010
Os agricultores brasileiros contrataram R$ 61,2 bilhões para financiamento de custeio, investimento e comercialização entre os meses de julho e dezembro de 2011. O montante corresponde a 50% do total de R$ 123,23 bilhões programados no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2011/2012 para financiar o setor. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Caio Rocha. Comparativamente ao período de julho a dezembro de 2010 foram financiados quase R$ 60 bilhões. As aplicações nos programas destinados ao custeio e à comercialização, a juros controlados de 6,75% ao ano, atingiram R$ 42,77 bilhões.
Outros destaques entre os financiamentos de investimento foram as contratações registradas por meio do Programa ABC, que utiliza boas práticas agrícolas. Foram R$ 274,9 milhões de julho a dezembro do ano passado, 78% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK), que contabilizou R$ 3,3 bilhões para a aquisição de máquinas agrícolas e estruturas de armazenagem, a juros de 6,5% ao ano, também foi considerado expressivo.
No período avaliado, também chamou atenção os financiamentos concedidos por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) que totalizaram R$ 1,1 bilhão, entre julho e dezembro de 2011, ante os R$ 614,3 milhões do mesmo período de 2010, um incremento de 80% no volume contratado.
Na avaliação do secretário de Política Agrícola, os números são positivos e indicam que a agricultura está “energizada” apesar dos problemas enfrentados pela estiagem no Sul e a chuva no Sudeste. Para Rocha, o produtor está atento ao mercado, tendo acesso adequado aos recursos financeiros, o que vai se refletir na aplicação de tecnologia para a formação e manejo da lavoura. “O acesso ao crédito é mais um instrumento para qualificar a produção rural, aumentando a produtividade por meio dos investimentos em tecnologia”, salientou.
A avaliação das contratações do crédito agrícola, atualizada mensalmente, é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
Rede Brasil Rural Nordeste será lançada na Bahia com capacitação de cooperativados

Foto: Ubirajara Machado/MDA

Rede Brasil Rural Nordeste será lançada na Bahia com capacitação de cooperativados

A Bahia sediará, no próximo dia 7 de fevereiro, o lançamento da Rede Brasil Rural, ferramenta virtual criada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para fortalecer a agricultura familiar aproximando produtores, indústrias, agentes de logística e setor público. O estado foi escolhido para sediar o lançamento regional do Nordeste por ter o maior número de agricultores familiares do país  - são mais de 665 mil estabelecimentos.
O lançamento acontece no auditório da Secretaria de Estado de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri), às 14h30, com a presença do ministro Afonso Florence e do governador da Bahia, Jaques Wagner.
Além do ato de lançamento, dirigentes e representantes de cooperativas de agricultores da Bahia aprenderão, num curso de capacitação ministrado pelo MDA nos próximos dias 6 (à tarde) e 7 (pela manhã), como operar suas compras e vendas usando a Rede Brasil Rural. Após o término da oficina, que acontecerá na EBDA, será realizado o ato público que marcará o lançamento oficial da RBR no Nordeste.
Por meio do portal, lançado em Porto Alegre, em 13 de dezembro de 2011, agricultores familiares de todo o Brasil, representados por suas associações e cooperativas, negociam diretamente com fornecedores e empresas de transporte a compra e a entrega de insumos necessários para qualificar ainda mais a sua produção. A pesquisa eficiente e as compras coletivas garantem melhor preço de insumos e matérias-primas, além de permitir à agricultura familiar reduzir os custos dos produtos, de transporte e de estocagem.
Depois de explicar o funcionamento da Rede Brasil Rural, os instrutores do MDA responsáveis pelas oficinas de capacitação também começarão a fazer o cadastramento das cooperativas e associações de agricultores familiares da Bahia e de outras regiões do Nordeste na RBR. Inicialmente, o MDA realizará as oficinas em dez estados (Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco, Pará e Espírito Santo) escolhidos por apresentarem maior número de Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP).
Criada pela Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, a DAP é utilizada como instrumento de identificação do agricultor familiar para acessar políticas públicas, como o Pronaf. Para obtê-la, o agricultor familiar deve dirigir-se a um órgão ou entidade credenciado pelo MDA, munido de CPF e de dados acerca de seu estabelecimento de produção (área, número de pessoas residentes, composição da força de trabalho e da renda, endereço completo). A capacitação  prosseguirá durante o mês de fevereiro.
Destaque para o Semiárido
A produção da agricultura familiar na Bahia é bastante diversificada. Segundo informa o delegado federal titular da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário na Bahia (DFDA-BA/MDA), Welliton Rezende Hassegawa, no semiárido — onde se encontra mais da metade dos municípios baianos — destacam-se os empreendimentos da agroindústria familiar que beneficiam produtos como o mel, leite (em especial o beneficiamento para a produção do leite em pó), doces derivados de frutas nativas (em particular frutas da caatinga como umbu, goiaba, maracujá do mato, caju), castanha de caju, derivados da mandioca (desde a fécula ou goma, até produtos como beiju e biscoitos), derivados da cana-de-açúcar (em especial a cachaça e rapadura).
“Também são encontradas cooperativas que beneficiam o cacau (chocolate, chocolate em pó, doces), carne de cabrito e cordeiro, artesanato de fibras naturais como o sisal, palhas de bananeiras, cipó e outras matérias-primas", acrescenta Welliton.
Ao todo, estima-se que existam mais de 200 cooperativas de produção na Bahia, inclusive contemplando as cooperativas organizadas exclusivamente por mulheres. Destas, mais de 70 são filiadas à Unicafes, e outras dez são filiadas à Unisol Brasil. “Atualmente, cerca de um terço destas possuem DAP Jurídica. Apesar dos avanços nesta última década na organização destas cooperativas, ainda há muito para se desenvolver nesse segmento no Estado”, avalia o delegado.
Otimismo entre as cooperativas
O lançamento da Rede Brasil Rural no Nordeste enche de esperança as cooperativas que pensam em baratear seus custos, aumentar a produção e até contratar mais trabalhadores. É o caso da Coopercuc, localizada em Uauá (BA), e que ainda agrega cooperados dos municípios baianos de Curaçá e Canudos; e da Cooperúnica, na Paraíba, que reúne os 12 grupos do Talentos do Brasil, entre os quais as mulheres bordadeiras do coletivo Dois Pontos, no município de Alagoa Nova.
A Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), criada em 2004, trabalha com o fruto do umbuzeiro, árvore que domina a paisagem do único bioma exclusivamente brasileiro e mais expressivo da região Nordeste, a Caatinga, no semiárido da Bahia. O umbu — do tupi-guarani “árvore que dá de beber” — é responsável pela sustentabilidade e fonte de renda para mais de 180 cooperados e 400 famílias dos três municípios baianos.
É a partir dos derivados do umbu que a cooperativa produz geleias e compotas, além de doces de goiaba, manga e maracujá da Caatinga, produzidas em 18 mini fábricas instaladas em comunidades rurais dos municípios de Canudos, Uauá e Curaçá, no Território da Cidadania Sertão do São Francisco, e centralizada na sede da Cooperativa, em Uauá. Tudo com a marca da produção orgânica e da preservação do bioma.
“Para nós, esse portal caiu do céu; há muito tempo nós sonhávamos com algo parecido, mas que era impossível de se fazer sozinho. Quando a cooperativa surgiu, a ideia era produzir para o sustento das famílias. Depois vieram os pedidos de vizinhos que queriam enviar os doces para os parentes que moravam longe e, assim, fomos crescendo. Agora, graças ao MDA, vamos dar passos maiores, aumentando a nossa produção e as nossas vendas”, comemora o presidente da Coopercuc, Adilson Ribeiro dos Santos.
Segundo Adilson, a maior parte dos produtos da Coopercuc é vendida para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do MDA ou distribuída na merenda escolar, com vendas em vários estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e em várias cidades da Bahia. Os produtos da Coopercuc também já chegaram à Europa. Em 2011, a cooperativa participou da Biofach, a maior feira mundial de produtos orgânicos, realizada em Nuremberg, na Alemanha, e comercializou para uma empresa da Áustria 30 mil unidades de sua cartela de dez produtos à base de umbu, maracujá da Caatinga e goiaba, com certificação orgânica e de comércio justo.
Na Paraíba, a expectativa da presidente da Cooperativa Central Única das Artesãs (Cooperúnica), Ana Glória, é ainda mais otimista. “A Rede Brasil Rural vem para acabar com o nosso problema, que hoje está na comercialização. Vamos poder adquirir a matéria-prima junto aos fornecedores a um custo menor. A parceria com os Correios também é fantástica, pois gastamos muito com Sedex. Às vezes, o frete chega a sair mais caro que o produto, o que prejudica muito o negócio”, explica.
A dirigente acredita que, a partir do aumento da produção e da renda proporcionados pela Rede Brasil Rural, a Cooperúnica deve passar a empregar mais bordadeiras. “São mais de duas mil mulheres trabalhando com cerca de dois mil produtos diferenciados. Não tem como não dar certo”, enfatiza Ana Glória. Atualmente, a Cooperúnica reúne 18 cooperativas em 12 estados e tem 90% de mulheres entre seus integrantes.
Como cooperativa dedicada à moda sustentável, a Cooperúnica participa do Programa Talentos do Brasil, coordenado pelo MDA, e está lançando uma coleção de sandálias feitas exclusivamente para a Copa do Mundo de 2014. Produzidas com 30% de borracha da floresta amazônica e criadas para a campanha de valorização da marca “Eu amo o Brasil”, as sandálias já estão sendo vendidas para as redes de supermercados.

Catálogo para hotéis
Entre os estabelecimentos que deverão se beneficiar com o lançamento da Rede Brasil Rural na Bahia estão os hotéis de luxo do estado, que já adquirem os alimentos produzidos pela agricultura familiar. Em 25 de novembro do ano passado, a Associação Brasileira de Hotéis da Bahia (Abih-BA), em parceria com o governo do Estado e o MDA, promoveu um jantar com produtos da agricultura familiar.
O evento, realizado no Dia do Hoteleiro, marcou o lançamento de um catálogo com opções de alimentos produzidos pela agricultura familiar baiana e que poderão ser adquiridos pela rede hoteleira baiana do estado para satisfazer o paladar exigente de seus hóspedes e turistas. A publicação foi elaborada pela União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes-BA), em parceria com o MDA, o governo do estado da Bahia, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), os bancos do Brasil e do Nordeste, Sebrae e Conab.
“Nessa festa, lançamos para o trade os produtos da cesta competitiva da agricultura familiar, que foi bastante elogiada tanto pela diversidade dos itens como pela qualidade dos mesmos", lembra o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA), José Manoel Garrido.
Do cardápio do jantar promovido pela ABIH-BA constaram somente alimentos fornecidos por cooperativas baianas de agricultores familiares. O prato principal — cordeiro e tilápia —, bem como a entrada, as caipifrutas e até as sobremesas — doces, chocolates e frutas — foram todos produzidos pela agricultura familiar. Até as flores usadas na decoração foram cultivadas pelos pequenos agricultores baianos.
Segundo Manoel Garrido, em março deste ano a entidade vai oficializar o convênio com o MDA oferecendo um café da manhã aos responsáveis pelas compras dos hotéis e mostrando a eles a potencialidade e a diversificação dos produtos resultantes dessa parceria, da qual também fazem parte a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (Seagri) e a Superintendência de Agricultura Familiar (Seagri/Suaf).
“A Seagri vai disponibilizar os produtos numa central de abastecimento onde poderemos solicitar as compras, evitando, assim, os intermediários que aumentam os custos e eliminam a vantagem da venda direta”, informa Garrido.
Segundo o superintendente de Agricultura Familiar do governo do estado da Bahia, Wilson Dias, das cerca de 200 cooperativas atualmente existentes no estado 25 são certificadas dentro do padrão de qualidade que as habilita a fornecer produtos para a rede hoteleira baiana.