sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ministra lança ações contra desmatamento


Izabella Teixeira apresenta a Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, entre outras iniciativas.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, e o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, lançaram nesta quinta-feira (04/05) a Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros. Também será apresentado o novo sistema de monitoramento da Amazônia Legal (DETER-B).

Na ocasião, foram apresentados, ainda, dados referentes ao projeto TerraClass de 2014 e de 2004 na Amazônia Legal. O levantamento mostra a os resultados do mapeamento do uso e cobertura da terra no bioma e faz uma avaliação da dinâmica do uso e ocupação das áreas desflorestadas.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

Mais um grande parque de vaquejada será inaugurado no nordeste

irmãos vaquejadaDesta vez a iniciativa é dos irmãos Marcelo e Gustavo Sarmento, dois empresários que já receberam o título de melhores criadores da raça Quarto de Milha, na região. Está não é a primeira iniciativa que promete ser vitoriosa. O parque de vaquejada foi construído dentro de uma fazenda e vai movimentar até 800 vaqueiros do nordeste e de outras regiões.
Para lembrar o empreendedorismo dos irmãos Sarmento, basta lembrar que foram eles que juntos promoveram a primeira vaquejada com leilão, dentro de um estádio de futebol: a Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia.

Agora os dois estão entusiasmados com a inauguração de uma pista equestre na fazenda São Francisco, em Cabeceiras de Paraguaçu, interior da Bahia. Na primeira competição de vaquejada que ocorrerá no fim de semana de 26 a 29 de maio, haverá premiação de R$ 230 mil. A nova pista de vaquejada já ganhou denominação de arena São Francisco. Além das provas da vaquejada também serão realizadas competições de 3 tambores e mais um leilão da raça. O ranking corre pela ABQM, a Associação Brasileira de Quarto de Milha.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A força das pequenas propriedades

Manejo correto e bom planejamento mostram que é possível ter bons rendimentos com a criação de ovinos e caprinos em pequenas propriedades


Quem disse que precisa ser grande para ser forte; que quantidade é sinônimo de qualidade; ou que somente quem possui muita terra consegue sobreviver como agropecuarista no Brasil? Uma alternativa para quem tem um pedaço de terra e não sabe o que fazer com ele é criar caprinos e ovinos. No Nordeste é comum encontrar caprinos em pequenas propriedades, pois representam boa opção de investimento por conseguirem sobreviver perfeitamente em clima hostil. Estudos comparativos mostram as vantagens de investir em caprinos e ovinos. Oito animais consomem a mesma quantidade de alimento que uma vaca e, proporcionalmente ao peso, uma cabra é mais eficiente na produção de leite. Por ser animal de pequeno porte, são importantes para as pequenas propriedades, onde a sua exploração tem caráter familiar. Em grandes fazendas, estes animais podem ser criados em áreas marginais, locais onde a produção do leite de vaca seria ineficiente e antieconômica.
foto Têm ciclo reprodutivo mais curto que o dos bovinos, facilitando a evolução do rebanho por meio de seleção para melhoramento genético, além de gerar de duas a três crias em cada gestação e apresentar, em menos tempo, maior retorno econômico ao criador.

A missão do Boer no Brasil

Consumo de carne caprina está nas extremidades da pirâmide social, cultural e financeira: em nobres centros gastronômicos ou nas populações rurais

O consumo de carnes caprinas e seus derivados no Brasil enfrentam gargalos históricos, já fartamente diagnosticados por organismos oficiais de estudos e pesquisas do setor agropastoril e mercado de produtos alimentares, como Sebrae, Embrapa, Centros de Pesquisas e Universidades.
foto Não só a pouca oferta de bons produtos de qualidade frigorífica, a sazonalidade dessa oferta, a falta de padronização das carcaças por idade, trato cultural inadequado, como também as dificuldades estruturais de logística, frigorificação, distribuição, comercialização, educação/hábitos alimentares, amadorismo e despreparo dos agentes ao longo da cadeia produtiva influenciam negativamente o consumo do leite, da carne e seus derivados pelas populações das grandes cidades e capitais brasileiras.

Paraiba: Governo repassa caprinos para agricultores do Projeto Ecoprodutivo




Agricultores familiares residentes em dois dos cinco Projetos Ecoprodutivos implantados pelo Governo do Estado, por meio da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater, vinculada à Sedap, receberam reprodutores e matrizes de caprinos e ovinos para o melhoramento genético dos     seus rebanhos.
Com a qualidade da genética Emepa-PB, oito reprodutores das raças Boer (dois), Savanna (dois)
e Dorper (quatro) foram transferidos para os agricultores familiares do Projeto Ecoprodutivo do Quilombola Pitombeira, no município de Várzea; e de Bartolomeu I, em Bonito de Santa Fé, no Sertão, para otimizar o sistema de produção animal na comunidade.
Também foi selecionado um produtor rural em cada comunidade para entrega de um casal de caprinos da raça Boer.
Desta forma, segundo o presidente da Gestão Unificada Nivaldo Magalhães, o Projeto Ecoprodutivo estimula e valoriza a ovinocaprinocultura no Semiárido paraibano, tendo em vista que as famílias dessas comunidades encontram uma importante fonte de renda nesta atividade, que representa um aporte fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar nas áreas dos assentamentos.
A entrega dos animais às comunidades foi feita pelos técnicos pesquisadores Leonardo Medeiros e Jorge Farias.
A Emater realizou a seleção de uma família de produtores que tenha condições de abrigar os animais em sua propriedade, que tenha aptidão para exploração da atividade.
“Com estes animais, será possível iniciar um projeto de melhoramento com alto padrão genético desenvolvido pelos pesquisadores da Emepa”, destacou a coordenadora do Projeto Ecoprodutivo Ivonete Menino.

Ovinos elite e 'animais de baia': a disseminação da cultura do 'excesso de cuidados'

A ovinocultura de corte no Brasil está passando por um processo de profissionalização dos seus atuantes devido a necessidade de se resolver um problema grave, e primário, da falta de mão-de-obra qualificada para assumir as rotinas das propriedades. O primeiro impasse acontece quando se busca funcionários com experiência na atividade, e quando essa contratação é efetivada, uma sequência de erros básicos de manejo passam a afetar diretamente a viabilidade do negócio.
 
O profissional da ovinocultura de corte se insere na pecuária de forma tardia quando comparado aos profissionais de outras cadeias que produzem proteína animal. Apenas nas décadas de 80 e 90, quando despencaram os preços da e muitos produtores abandonaram a atividade, a ovinocultura brasileira mudou seu foco para a produção de carnes e peles (SILVA, 2002). A recém chegada desses profissionais com essa ‘aptidão para corte’ nos sugere um número reduzido na oferta dessa mão-de-obra, que acompanha o diálogo de quem está a campo. Faz-se importante também conhecer o grau de capacitação dessas pessoas e entender quais foram os principais influenciadores nessa formação, podendo assim adotar medidas corretivas para que esse profissional possa atender as atuais perspectivas da sua atuação.
Animais elite de 'pista', onde são avaliados e julgados por características visuais, recebendo títulos que determinam o preço a serem negociados nos leilões.
Animais elite de 'pista', onde são avaliados e julgados por características visuais, recebendo títulos que determinam o preço a serem negociados nos leilões.
Os ovinos começaram a aparecer em exposições agropecuárias por volta da década de 70, com foco na produção de . Nas raças de corte, o objetivo era o melhor porte e peso e desde então, muitos animais foram comercializados por grandes valores e o ovino passou a ser vendido em leilões como animal de elite, sendo que um exemplar assim chegou a ser avaliado em mais de R$ 2 milhões, recorde mundial (Revista O Berro, 2009). Esse mercado de ovinos elite permanece até os dias de hoje, como pode ser consultado em qualquer mídia do segmento, sendo o referencial na busca de genética a ser incorporada nos rebanhos comerciais, conseqüência do massivo marketing e modismo das raças.
Conhecendo esse histórico da ovinocultura de corte, a que nos remete a nossa realidade, podemos começar a enxergar com clareza qual foi o processo de capacitação e aprendizagem no qual o profissional da ovelha foi moldado, e permanece até hoje em quase a totalidade das propriedades.
Em um rebanho de ovinos elite, seguindo os padrões brasileiros, encontramos os ‘animais de baia’, tão temidos pelos ovinocultores que buscam resultados. Esses animais recebem essa denominação por serem criados em condições distintas das condições de um rebanho comercial, perdendo o foco do mercado no qual se destina. A suplementação constante faz parte do sistema de criação adotado nessas cabanhas e os insumos são inviáveis de serem utilizados em uma produção comercial (fenos e rações com altos padrões protéicos e energéticos). Por permanecerem confinados, os animais não participam do ciclo dos vermes helmínticos (pastagem). Seguindo esses sistemas de manejo, os animais recebem um tratamento diferenciado por parte dos funcionários, que auxiliam as fêmeas em partos (os animais são caros, possuem ‘títulos’, não se permite que o animal corra o risco de morrer) e demais atividades rotineiras, que caracterizam o ‘excesso de cuidados’ como uma característica intrínseca na atividade.
Como o mercado de ovinos ‘elite’ avalia o ‘embrulho’, e não o real potencial desse animal em apresentar resultados efetivos no rebanho, essa carência de atributos precisou ser mascarada, assim, os compradores sentiriam o efeito das aquisições após as negociações finalizadas (compra). Como consequência, os resultados que esses animais apresentaram em suas propriedades comerciais não foram o esperado (desde falta de libido, definhamento, até a mortalidade), e na tentativa de amenizar as perdas, a cultura do ‘excesso de cuidados’ passou a confortar funcionários e criadores, apesar da constante evasão da atividade, somada também a outros fatores.
O excesso de cuidados dos funcionários com os animais em todas etapas do sistema de produção (cria, recria e engorda) precisa ser corrigido para evitar dois grandes problemas: ‘desvio de função’ e impedimentos na seleção de animais superiores dentro do rebanho.
Um exemplo prático que podemos citar, encontrado comumente nas propriedades, que representa o ‘desvio de função’, ocorre na estação de nascimento de cordeiros. Quando identificado o abandono das crias pelas ovelhas, tradicionalmente os funcionários ‘forçam’ a adoção desses cordeiros rejeitados no parto por outras matrizes e, caso esse manejo não apresente resultados, os cordeiros passam a ser aleitados através da mamadeira, evitando assim, na teoria, a mortalidade desses animais. Confortante, porém insustentável. O tempo desprendido por esse funcionário na realização desse manejo de reparação deve ser levado em conta! Em uma criação comercial, onde o tempo é precioso, o funcionário precisa ter suas funções otimizadas. Seu foco de atuação deve ser bem definido, e quando se trata de modelos em eficiência, esses tipos de manejo não são permitidos.
Outra consequência dessa cultura é a impossibilidade de realizar um programa preciso de seleção genética do rebanho, pois há constante interferência humana nos resultados apresentados pelos animais. Quando o cordeiro abandonado é adotado, ou aleitado artificialmente, ao sobreviver, passa a mascarar a carga genética que perpetuará no rebanho caso ele participe da reposição, ocasionando também a permanência de matrizes que não possuem habilidade materna. O excesso de cuidados impede que animais de baixa resposta produtiva sejam descartados do rebanho, e quem está no dia-a-dia da fazenda é o funcionário, ele sendo negligente (não propositalmente), o conjunto de resultados da atividade será afetado.
A interferência humana nos resultados apresentados pelos animais impossibilita realização de um programa preciso de seleção genética do rebanho. Na foto: ovelha Finnish Landrace com 4 cordeiros recém-paridos
A interferência humana nos resultados apresentados pelos animais impossibilita realização de um programa preciso de seleção genética do rebanho. Na foto: ovelha Finnish Landrace com 4 cordeiros recém-paridos.
Fica claro que os rumos da atividade influenciam diretamente na qualificação dos profissionais envolvidos. A partir do momento que os ovinocultores adotarem novas tecnologias mudando a realidade da fazenda, principalmente incluindo programas de melhoramento genético que adicionem rentabilidade ao negócio, haverá também uma pressão na seleção de pessoas capacitadas para assumirem o compromisso com os resultados buscados, colaborando assim com o desenvolvimento de atuais e novos profissionais que atendam a expectativa do mercado.

Uma solução imediatista encontrada pelos ovinocultores foi a contratação de funcionários oriundos da cadeia leiteira nacional, pois o manejo diário nessas criações molda um perfil atrativo para o setor, facilitando a aprendizagem do manejo do rebanho ovino, porém, essa prática não se mostra suficiente por si só. É preciso aceitar que a mão-de-obra é fator vital quando se quer controlar a mortalidade dos animais, aplicar novas tecnologias e realizar a gestão dos índices zootécnicos nos rebanhos. A capacitação dessa mão-de-obra deve ser permanente, e encarada como um investimento básico para o sucesso da atividade.

 Aprenda a curtir e utilizar o esterco bovino!


 Adubação orgânica com esterco bovino
Lavanda adubada com adubo orgânico bovino
       O condomínio onde moro é rodeado por chácaras e fazendas, e de vez em quando passo por dentro de algumas delas para fazer trilhas. Se já não bastassem a beleza e a paz que a paisagem traz, ainda recolho um adubo de ótima qualidade para fertilizar minhas plantas!

     Alguns estercos estão mais secos, quase sem cheiro e com a cor mais acinzentada, estes estão praticamente prontos para o uso. Ainda rego por quase uma semana antes de usar só para garantir. Mas quando ele está úmido, com cheiro forte e a cor viva, então é porque ainda está fresco e é preciso curti-lo bem para aplicar nas plantas.
Obtendo o biofertilizante líquido...
Esterco bovino bem curtido
    Uma das formas de curtir o esterco é formando uma pilha no chão, molhando diariamente e revirando a cada dois ou três dias. Depois de 30 dias o esterco já estará pronto para uso. Depois de curtido misturo no substrato do vaso ou diretamente na terra do canteiro. Nesse caso eu revolvo um pouco a terra e misturo o adubo. Não deixe pedaços grandes, o melhor mesmo é esfarinhá-lo e misturar com a terra. 
      Outra forma de utilizar o esterco depois de curti-lo, é colocá-lo num recipiente com água por 10 dias. A proporção é de 1 k de esterco para 10 l de água. Esse líquido do molho pode novamente ser diluído em 10 partes de água e usado para regar as plantas. 100 g de esterco rendem 10 l de adubo líquido!

      A quantidade que uso nas regas é de mais ou menos meio copo para os vasos pequenos e até 1 l para as espécies que estão no canteiro. A parte sólida que sobra também pode ser incorporada à terra. Uma proporção bastante usada para cultivo em vasos é de 2 partes de terra para 1 de esterco e ½ de areia.

Horta adubada com adubo orgânico bovino

ATENÇÃO: Se você for utilizar o adubo em espécies comestíveis, é de extrema importância que você curta bem o esterco. O processo de compostagem é que vai eliminar os organismos nocivos à nossa saúde. O minhocário também é uma boa opção para decomposição do esterco pela digestão das minhocas.

DICAS DO BLOG:
  • Uma proporção bastante utilizada em hortas é de 10 l de esterco para cada m2 de terra
  • Revolva a terra à uma profundidade de 20 à 30 cm antes de agregar o esterco
O Adubo Orgânico aproveitado do esterco animal, será bem aproveitado se você souber utilizar. Nem todo esterco serve para todas as plantas. Ex: o esterco proveniente das fezes de ovinos e caprinos, é bem mais forte do que o de bovino. Precisa ser muito bem curtido para não queimar a planta. Em fim, o estrume de gado é o mais apropriado para as mais diversas plantações. Deverá também ser bem curtido, para uma boa adubação.  

Mapa e Embrapa desenvolvem sistema que qualifica políticas públicas para o leite

Sistema de monitoramento da qualidade da produção leiteira atende à demanda antiga do setor


Kátia Abreu apresenta sistema que vai impulsionar cadeia de lácteos (Carlos Silva/Mapa) 

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, lançaram nesta terça-feira (3) o Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite, plataforma que reúne, pela primeira vez, dados consolidados sobre a qualidade da produção de leite no Brasil. A iniciativa atende a uma demanda de mais de 15 anos do setor leiteiro.
A partir de agora, os resultados das análises laboratoriais serão atualizados semanalmente e vão permitir acompanhamento preciso e atualizado da qualidade do produto entregue aos laticínios. O sistema também auxilia na formulação de políticas públicas e na definição de estratégias das empresas, permitindo melhorar a competitividade da cadeia produtiva do leite brasileiro, cujo faturamento em 2014 é estimado em R$ 78 bilhões, segundo a Embrapa Gado de Leite.
O novo sistema – que faz parte das ações do Programa Leite Saudável, lançado pelo Mapa em setembro de 2015 – evoluiu de cerca de 3 milhões para 48 milhões de dados coletados, em apenas sete meses. Neste período, também em tempo recorde, foi construído o software que permite obter as informações e simular situações frente a decisões de políticas públicas.
As informações coletadas pela plataforma serão a base do Plano Nacional de Qualidade do Leite (PNQL), que será construído pelo Mapa em conjunto com o setor produtivo e a academia.
Neste primeiro momento, o sistema será utilizado por uma comissão, formada por representantes do governo e do setor privado, que vai discutir níveis de acesso das informações.
No Brasil, há cerca de 1,3 milhão de produtores de leite, único produto presente em praticamente todos os municípios – somente 60 não produzem leite em todo o país. “Temos um divisor de águas na formulação de políticas públicas. Saímos da era do achismo e colocamos o leite na sociedade do conhecimento”, avalia o chefe da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins.
Informação
O sistema atende a uma demanda antiga do setor leiteiro. Dez laboratórios, distribuídos por todo o país, formam a Rede Brasileira de Qualidade do Leite, que realiza análises do produto com base em amostras coletadas no máximo a cada mês. De acordo com os resultados, é definido o valor a ser recebido pelo produtor.

O chefe da Embrapa Gado de Leite, com sede em Juiz de Fora (MG), diz que os dados disponíveis até agora não geravam informações. “Eles eram apurados isoladamente e não havia um sistema que os organizasse de maneira a permitir uma observação mais qualificada do leite que estamos produzindo no país.”

“Agora, passamos a cruzar dados diferentes de maneira bastante amigável”, acrescentou Martins. Na prática, será possível aferir a qualidade do leite por cada região, microrregiões ou município do país.
Critérios
Durante lançamento do sistema, a ministra Kátia Abreu assinou a prorrogação por dois anos da consulta pública para alterações na Instrução Normativa (IN) 62, que apresenta os critérios de qualidade do leite. Os novos padrões, que entrariam em vigor a partir de julho para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, serão adotados somente a partir de 01/07/2018. Para as regiões Norte e Nordeste, eles passarão a valer a partir de 01/07/2019.
A prorrogação permitirá que sejam estabelecidas regras mais adequadas para a produção de leite e estratégias mais eficientes para a melhoria da sua qualidade, sem causar prejuízos a produtores, indústrias e consumidores.
Plano Nacional
Kátia Abreu ainda formalizou a criação da Comissão Técnica Consultiva da Qualidade d o Leite, formada por representantes do Mapa e das entidades representativas dos diferentes atores envolvidos na cadeia produtiva do leite, além de instituições de ensino e pesquisa. O grupo vai avaliar a situação atual da qualidade do leite no país e a construção de uma proposta para a criação do Plano Nacional para Melhoria da Qualidade e Competitividade do Leite.

Uma semente de milho superprecoce e de alta produtividade

plantação de milhoAssociando a inovação com a melhor biotecnologia, o novo híbrido 2A401PW apresenta superprecocidade, sanidade e alta produtividade. Ideal para integração com híbridos de ciclo mais longo que colabora para a redução dos riscos de estresse hídrico, o produto também proporciona o escalonamento da colheita.
Os híbridos de milho de alta performance chegam às lavouras do Brasil aliados à PowerCore™, a biotecnologia mais avançada do mercado, com três proteínas inseticidas no controle das principais lagartas da cultura do milho e duas proteínas que conferem às plantas tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio, proporcionando o melhor manejo de plantas daninhas bem como, aplicação de fertilizantes nitrogenadas.

“A Dow AgroSciences oferece um portifólio de híbridos com lançamentos projetados para os desafios de cada região do Brasil, aliado à biotecnologia PowerCore™. Escolher a melhor opção é a maneira mais eficiente para se alcançar o máximo potencial produtivo”, comenta Aldenir Sgarbossa, líder de Marketing da Dow AgroSciences.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

7ª Cavalgada do Trabalhador em F.Pedroza

Foi realizada ontem dia 1º de Maio com muito sucesso, a 7ª Cavalgada do Trabalhador na cidade de Fernando Pedroza. O Evento, que já faz parte do calendário cultural de nossa cidade, desta feita prestou uma homenagem ao pecuarista, professor, vereador, Martim Alves de Oliveira, falecido o ano passado. O cortejo saiu das dependências do antigo Fomento Agropecuário de nossa cidade, percorrendo as principais artérias, recebendo ao final a bênção do Pe. Gilmar Victor. Em seguida o cortejo seguiu para o Peteca Casa Show, onde aconteceu um almoço de confraternização e muito forró pé de serra.
Fotos da Cavalgada:


O blogueiro Anilton Souza e o seu Neto Pietro no centro de Fernando Pedroza na Cavalgada.

Minha Casa Minha Vida Rural terá novas regras para agricultores familiares


 
O acesso de beneficiários da reforma agrária e quilombolas ao Programa Minha Casa Minha Vida Rural para construção ou recuperação de habitações no campo será modificado por meio de portaria do Ministério das Cidades, que deve ser publicada nos próximos dias. 
 
As alterações incluem novas regras para habilitação de entidades organizadoras, elevação da renda familiar bruta para acesso ao programa e reajuste dos valores para construção ou recuperação de moradias. O objetivo das medidas é ampliar o acesso de agricultores familiares aos recursos da política de habitação do Governo Federal. As novas regras vão regulamentar o acesso à terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), lançada no último dia 3 de abril pela presidente Dilma Rousseff. 
 
As modificações foram anunciadas pela ministra das Cidades, Inês da Silva Magalhães, nesta terça-feira (26), à presidente do Incra, Maria Lúcia de Oliveira Falcón, na sede do ministério, em Brasília. O encontro ocorreu durante audiência conjunta com o governador de Sergipe, Jackson Barreto, que discutiu recursos para habitações e saneamento básico no estado.
 
Inês Magalhães disse ainda que assentados e quilombolas integram o público prioritário do MCMV Rural e que a meta deste ano é financiar a construção/recuperação de 35 mil moradias na zona rural. 
 
MCMV Rural
O Programa tem a finalidade de subsidiar famílias para construção ou reforma de imóveis residenciais localizados em áreas rurais. Podem participar agricultores familiares, trabalhadores rurais e comunidades tradicionais (quilombolas, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos e indígenas) com renda familiar bruta anual até R$ 78.000,00, pela regra atual, comprovada por meio da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
 
O MCMV Rural prevê a participação de entes públicos e entidades privadas sem fins lucrativos habilitadas, que atuam como entidades organizadoras, responsáveis pela mobilização das famílias e apresentação dos projetos para análise e aprovação junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
 
Os beneficiários que tenham renda familiar bruta anual até R$ 17.000,00 são atendidos com valor máximo de subsídio de R$ 36.600,00. Quem contrata crédito nessa faixa vai pagar 4% do valor contratado, em até quatro parcelas anuais.
 
Já aqueles que recebem anualmente entre R$ 17.000,00 e R$ 33.000,00 brutos, são atendidos com financiamento FGTS e subsídios de até R$ 9.500,00 ou 50 por cento do valor financiado (o que for menor). Há também um subsídio da taxa de risco de R$ 4.500,00.
 
Já os beneficiários com renda familiar bruta anual entre R$ 33.000,00 e R$ 78.000,00 são atendidos com financiamento FGTS, subsidiada sua taxa de risco de R$ 4.500,00.

O Prazo do CAR Está Terminando

O prazo para o agricultor para fazer o CAR, Cadastro Ambiental Rural, está quase no fim. O cadastramento é obrigatório e sem ele, o produtor pode enfrentar muita dor de cabeça.
Globo Rural
O documento que Anselmo Pinelli exibe todo animado é o comprovante de que sua propriedade está em dia com o Novo Código Florestal. O CAR, Cadastro Ambiental Rural, é obrigatório para todas as propriedades, independentemente do tamanho, da região e da ocupação do solo.
O CAR é o instrumento que revela a situação ambiental da propriedade, como explica o agrônomo André Gonçalves, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de São Paulo, a Cati.
Por tudo isso, o CAR vem sendo considerado uma espécie de raio X da propriedade e a falta desse documento pode mexer com o bolso. É que a liberação de financiamentos bancários só vai ser possível com o CAR. Além disso, multas estão sendo previstas para quem não fizer o cadastro e a comercialização dos produtos da terra vai ficar mais difícil sem esse papel.
No setor da pecuária, por exemplo, as negociações com outros países já levam em conta a questão ambiental e para o diretor da Abiec, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Fernando Sampaio, esse é um caminho sem volta.
No município de Cândido Rodrigues, José Donizete de Grande foi um dos primeiros a fazer o CAR, há quase um ano e meio.
Donizete já está um passo à frente das exigências atuais do Código Florestal, com sua mata que cumpre o percentual necessário da reserva legal e da área de proteção permanente.

O mapa do Cadastro Ambiental Rural no Brasil dá conta de que a próxima semana será de muito trabalho para o agricultor não estourar o prazo que termina à meia noite do próximo dia cinco de maio.
Ao todo, 30% área do país ainda não entrou para o CAR. A melhor situação está na região Norte, depois vem o Sudeste, o Centro-Oeste, o Nordeste e, por fim, o Sul, que está na lanterna do cadastramento devido a algumas indefinições nas terras gaúchas.
Muitos estados estão fazendo uma espécie de mutirão para ninguém perder o prazo do CAR. Basta procurar o pessoal da assistência técnica, dos sindicatos ou das secretarias municipais de Agricultura. Caso tenha familiaridade com a internet, o documento também pode ser feito pela através do endereço: car.gov.br.