quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Boletim pluviométrico

Per.: das 7:00hs de 01/02/2016 as 7:00hs de 02/02/2016

 No. Postos Existentes: 197                No. Postos sem Contato:  79
 No. de Postos com Chuva:  89              No. de Postos sem Chuva:  29

MESORREGIAO OESTE POTIGUAR  
Severiano Melo(Prefeitura)                               41,0
Upanema(Prefeitura)                                      33,2
Alexandria(Emater)                                       25,0
Parana(Emater)                                           25,0
Sao Rafael(Emater)                                       24,7
Apodi(Prefeitura)                                        23,4
Caraubas(Particular)                                     22,0
Tenente Ananias(Emater-st Mororo)                        22,0
Felipe Guerra(Prefeitura)                                21,0
Apodi(Base Fisica Emparn)                                20,6
Jose Da Penha(Emater)                                    18,0
Alto Do Rodrigues(Emater)                                17,9
Assu(Emater/st. Casa Forte)                              17,7
Luis Gomes(Delegacia)                                    17,0
Tibau(Prefeitura)                                        16,5
Dr. Severiano(Emater)                                    16,4
Assu(Particular)                                         15,5
Umarizal(Fazenda Camponesa(partic))                      15,0
Jucurutu(Emater)                                         14,5
Itau(Particular)                                         14,0
Major Sales(Prefeitura)                                  14,0
Carnaubais(Emater)                                       13,0
Rodolfo Fernandes(Prefeitura)                            12,5
Sao Miguel(Emater)                                       12,2
Campo Grande(Particular  2)                              10,8
Itaja(Emater)                                            10,7
Patu(Particular)                                         10,4
Campo Grande(Particular)                                 10,0
Coronel Joao Pessoa(Emater)                              10,0
Encanto(Prefeitura)                                      10,0
Ipanguacu(Emater)                                         9,8
Ipanguacu(Base Fisica Da Emparn)                          8,6
Areia Branca(Emater)                                      8,1
Rafael Godeiro(Emater)                                    7,9
Olho D'agua Dos Borges(Particular)                        7,5
Francisco Dantas(Emater)                                  7,2
Lucrecia(Emater)                                          7,2
Agua Nova(Prefeitura)                                     7,0
Mossoro(Prefeitura)                                       6,2
Serra Do Mel(Prefeitura)                                  6,0
Vicosa(Prefeitura)                                        6,0
Riacho Da Cruz(Emater)                                    5,5
Janduis(Emater)                                           5,0
Venha Ver(Emater)                                         5,0
Martins(Particular)                                       4,2
Barauna(Emater)                                           4,1
Pendencias(Emater)                                        4,1
Serrinha Dos Pintos(Prefeitura)                           3,5
Grossos                                                   2,3

MESORREGIAO CENTRAL POTIGUAR
Sao Fernando(Emater)                                     18,0
Florania(Sitio Jucuri)                                   17,0
Florania(Inemet)                                         16,8
Timbauba Dos Batistas(Emater-fz. Timbauba)               16,0
Sao Vicente(Emater(ex-particular))                       13,0
Sao Joao Do Sabugi(Emater)                               12,5
Caico(Acude Itans)                                       11,4
Angicos(Prefeitura)                                      10,5
Caicara Do Rio Dos Ventos(Particular)                     7,2
Guamare(Delegacia)                                        4,2
Caico(Acude Mundo Novo-emparn)                            4,0
Cerro Cora(Emater)                                        4,0
Tenente Laurentino Cruz(Emater)                           3,9
Caico(Batalhao)                                           2,4
Cruzeta(Base Fisica Da Emparn)                            2,0
Pedro Avelino(Base Fisica Da Emparn)                      1,1
Acari(Particular)                                         0,9

MESORREGIAO AGRESTE POTIGUAR
Sao Bento Do Trairi(Prefeitura)                          16,0
Monte Das Gameleiras(Emater)                             10,0
Bom Jesus(Particular)                                     9,8
Serrinha(Emater)                                          7,6
Sitio Novo(Prefeitura)                                    7,0
Campo Redondo(Policia Rodoviaria)                         6,8
Santa Cruz(Emater)                                        5,7
Passa E Fica(Prefeitura)                                  3,5
Bento Fernandes(Riacho Dos Paus-part.)                    3,0
Boa Saude(Emater)                                         2,5
Joao Camara(Centro Saude)                                 2,5
Tangara(Emater)                                           2,5
Lajes Pintadas(Prefeitura)                                0,9
Bento Fernandes(Sec Agricultura)                          0,5

MESORREGIAO LESTE POTIGUAR
Taipu(Particular)                                        11,0
Pureza(Emater)                                            7,8
Canguaretama(Base Fisica Da Emparn)                       2,4
Parnamirim(Base Fisica Da Emparn)                         1,5
Extremoz(Emater)                                          1,4
Ceara Mirim(Prefeitura)                                   1,0
Sao Goncalo Do Amarante(Base Fisica Da Emparn)            1,0
Montanhas(Prefeitura)                                     0,5
Natal                                                     0,3 
Gerência de Meteorologia 

CAR-Prazo Final Maio 2016

                                                              Cadastro Ambiental Rural



O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental.

Ferramenta importante para auxiliar no planejamento do imóvel rural e na recuperação de áreas degradadas, o CAR fomenta a formação de corredores ecológicos e a conservação dos demais recursos naturais, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental, sendo atualmente utilizado pelos governos estaduais e federal.

No governo federal, a política de apoio à regularização ambiental é executada de acordo com a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que criou o CAR em âmbito nacional, e de sua regulamentação por meio do Decreto nº 7.830, de 17 de outubro de 2012, que criou o Sistema de Cadastro Ambiental Rural - SICAR, que integrará o CAR de todas as Unidades da Federação.

Na Amazônia, o CAR já foi implantado em vários estados, constituindo-se em instrumento de múltiplos usos pelas políticas públicas ambientais e contribuindo para o fortalecimento da gestão ambiental e o planejamento municipal, além de garantir segurança jurídica ao produtor, dentre outras vantagens. O Ministério do Meio Ambiente tem trabalhado ativamente para a implementação do CAR na região, por meio de projetos tais como: Projeto de Apoio à Elaboração dos Planos Estaduais de Prevenção e Controle dos Desmatamentos e Cadastramento Ambiental Rural; Projeto Pacto Municipal para a Redução do Desmatamento em São Félix do Xingu (PA) e Projeto de CAR, em parceria com a TNC (The Nature Conservancy), este último, encerrado em dezembro de 2012.

Além desses, o MMA, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desenvolveu programa específico voltado às instituições públicas e privadas interessadas em elaborar projetos de de CAR, no âmbito do Fundo Amazônia, cujo gestor é o próprio banco.

Para mais informações sobre o CAR, acesse o site www.car.gov.br

Insetos polinizadores melhoram produtividade agrícola

Viviane Pires - Abelha nativa Ptilotrix na flor do algodoeiro
Abelha nativa Ptilotrix na flor do algodoeiro
O aumento da quantidade e da diversidade de insetos polinizadores como as abelhas em áreas de plantio é uma estratégia barata e sustentável para melhorar o rendimento de diversas culturas agrícolas em pequenas e grandes propriedades. A constatação está no artigo "Resultados mutuamente benéficos para diversidade de polinizadores e produtividade agrícola em pequenas e grandes propriedades", publicado na revista científica Science na última sexta-feira (22), e  é fruto de um estudo internacional realizado com a coparticipação da Embrapa. 
 
Os resultados publicados no artigo fazem parte do projeto "Conservação e Manejo de Polinizadores para uma Agricultura Sustentável, através da Abordagem Ecossistêmica", executado com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente GEF/PNUMA, órgãos ligados à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e coordenado no Brasil pelo Ministério do Meio Ambiente. 
 
O estudo da Science analisou dados coletados em 33 culturas agrícolas que dependem em algum grau de polinizadores em 344 áreas, pequenas e grandes propriedades na África, Ásia e América Latina. No Brasil, foram incluídos dados coletados sobre caju, canola, maçã, tomate, melão e algodão, sendo as duas últimas culturas estudadas pela Embrapa Semiárido (PE) e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), respectivamente.
 
Os resultados mostram que a intensificação ecológica, que no jargão científico significa melhorar a produtividade das culturas por meio da gestão da biodiversidade, pode ser uma saída para o aumento da produção de alimentos, especialmente nos países mais pobres.
 
A análise dos dados mostrou que em áreas pequenas (menores do que dois hectares), um aumento da densidade de polinizadores leva a um aumento constante da produtividade. Já em grandes áreas (campos com mais de dois hectares) os benefícios só foram detectados quando a diversidade de espécies era elevada.  
 
"A intensificação ecológica tem sido proposta por ecólogos como uma saída para manter a produção agrícola em áreas pequenas. O pequeno produtor, que não tem recursos para comprar insumos, pode se beneficiar da própria biodiversidade local para produzir alimentos", explica a pesquisadora Carmen Pires, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. "Manter  polinizadores e outros insetos benéficos é utilizar um serviço que a própria natureza oferece gratuitamente", complementa. 
 
Os autores afirmam ainda que a polinização deve ser considerada um insumo crítico na gestão das áreas agrícolas, e que a intensificação ecológica cria cenários do tipo "ganha-ganha" entre a biodiversidade e o rendimento das culturas, contribuindo dessa maneira para o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis. 
 
Abelhas aumentam produtividade do algodão em 18%
 
A contribuição da Embrapa no estudo deteve-se nas culturas do algodoeiro e meloeiro. Carmen Pires estudou a cultura do algodão e as pesquisadoras Márcia Ribeiro e Lúcia Kill, da Embrapa Semiárido, se debruçaram sobre a polinização do meloeiro. No caso do algodão, a cientista trabalhou entre 2010 e 2012 em três biomas brasileiros onde essa cultura tem grande expressão socioeconômica: o Cerrado, o sul da Amazônia e a Caatinga. 
 
Os estudos foram feitos em pequenas e grandes propriedades, em áreas com e sem o uso de mecanização e insumos agrícolas, e também em locais que adotam o sistema agroecológico. Os resultados mostraram que há uma grande variedade de abelhas visitando as flores do algodoeiro, cerca de 130 espécies, e que a presença desses insetos está diretamente relacionada ao aumento de 18% em média na produtividade dessa cultura.
 
"O algodoeiro é uma planta que não depende da polinização promovida pelas abelhas, mas ele se beneficia quando é visitado por esses insetos, com aumento de produtividade", afirma a pesquisadora Carmen Pires. 
 
Ao contrário do algodoeiro, no caso do melão, cabe às abelhas o papel quase exclusivo de polinizar as flores que se transformam nos frutos. Quando a presença delas e de outros polinizadores está em quantidade adequada ao tamanho da área cultivada, o agricultor pode ter certeza de uma boa produção. 
 
Os estudos realizados pelas pesquisadoras no Nordeste resultaram na indicação das melhores práticas para a apicultura (sistema de criação de abelhas com ferrão); e a meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão), com a finalidade de incrementar a produção do meloeiro. 
 
As informações colhidas pela Embrapa e instituições parceiras resultaram no desenvolvimento de metodologias que demonstram de forma prática para os agricultores que é possível implementar formas mais eficientes de cultivo, baseadas em práticas de manejo que aumentem a diversidade de polinizadores nas plantações. 
 
Perda de polinizadores é problema mundial
 
Instituições de pesquisa de diversas partes do mundo já detectaram que há uma perda sensível de polinizadores a nível mundial. Responsáveis pela transferência de pólen das anteras (parte masculina das flores) para o estigma (parte feminina das flores), permitindo que aconteça a fecundação, diversos estudos afirmam que os principais polinizadores − aves, morcegos, besouros, borboletas, mariposas e abelhas − atuam diretamente na polinização de 75% das variedades de cultivos para alimentação humana.
 
O estudo que deu origem ao artigo publicado na revista Science se concentrou em países que sofrem com a ameaça da insegurança alimentar: Brasil, África do Sul, Índia, Paquistão, Nepal, Gana e Quênia. O ponto de partida se concentrou em  análises anteriores segundo as quais a polinização interfere na produção de mais de 70% dos produtos vegetais. 
 
"Vários trabalhos mostram que a intensificação agrícola, que recorre ao uso de insumos químicos, ao desmatamento de áreas de vegetação nativa e à remoção de margens ao longo dos campos que possam servir de refúgio a fauna e flora, tem levado ao declínio acentuado de polinizadores", contou a pesquisadora do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB) e coautora do artigo, Luísa Carvalheiro, em entrevista ao jornal Correio Braziliense. "Isso representa uma séria ameaça para a produtividade agrícola", conclui.
 
Os dados compartilhados entre as instituições brasileiras participantes da pesquisa  − UnB, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Ceará, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Sergipe, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, Universidade de São Paulo, Fepagro Vale do Taquari e Embrapa − sobre os ganhos de produtividade relacionados à presença de polinizadores devem resultar, no futuro, numa política pública nacional sobre polinizadores.
 
 
  
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Quarta é "Dia de Nascimento"




NOTA DO BLOG: Excelente trabalho faz a EMPARN de Caicó, com a comercialização de pintos caipiras aos pequenos produtores. É mais uma renda extra para o homem do campo.


A importância da mangaba na renda do pequeno agricultor brasileiro

mangaba no péA mangabeira tem ocorrência nos estados do Cerrado, Caatinga e litoral nordestino, podendo alcançar até 10 metros de altura, com tronco áspero, ramos lisos, avermelhados, com látex branco abundante. Suas folhas são opostas e simples. Suas belas flores alvas e saborosos frutos conferem valor ornamental à espécie, ideal para a arborização urbana e rural.
A mangaba (Hancornia speciosa) é uma fruta nativa de sabor marcante, cuja árvore é símbolo de Sergipe. Nas regiões Norte e Nordeste, é possível produzir delícias  com a polpa dessa fruta – geleia, licor, sorvete e suco, que nos deixa com um memorável visgo nos lábios após bebermos.

O fato de apresentar propriedades nutritivas mais elevadas e sabor mais marcante apenas quando cai do pé, chama-se popularmente como “mangaba de caída”, madura, confere-lhe um grande simbolismo e um status de iguaria pelos seus apreciadores. Para a mangaba chegar aos consumidores, precisa ser colhida, pelas comunidades tradicionais extrativistas, na sua maioria formadas por mulheres de baixa renda e pouca escolaridade – autodenominadas catadoras, enfrentam grandes barreiras ao modo de vida que garante o seu sustento.

Curso Técnico em Agronegócio do SENAR tem inscrições até 15 de fevereiro


aula do senar 1O processo seletivo, disponível atualmente em 19 estados do País, abre vagas para o Curso Técnico e Agronegócio em 58 polos de apoio instalados em diferentes municípios, e é realizado em parceria pelo SENAR e o Ministério da Educação (MEC), por meio da Rede e-Tec Brasil.
As inscrições para a seleção do Curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil no SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) vão até o dia 15 de fevereiro, mas se o interessado deixar para a última hora corre o risco de não encontrar mais horários disponíveis para o exame. Como as provas aplicadas nos polos de apoio da rede são individuais, e inclusive já começaram, pode acontecer que em alguns locais   o número de candidatos ultrapasse o limite de computadores e horários disponíveis para o teste. Nesse caso, as inscrições ali são encerradas antes do prazo.

Um detalhe importante: o Curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasi no SENAR é totalmente gratuito. Além do Pará, estão sendo oferecidas agora mais de 2.500 novas vagas nos estados do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal. Para mais informações consulte o edital do processo seletivo no portal http://etec.senar.org.br/ .

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Para cientistas, aumento da produtividade e conservação ambiental devem ser combinados


fazenda-agua-limpa-manhuaçu-minas-gerais-fazenda-sustentavel (Foto: Sérgio Cardoso/Ed. Globo)Uma das mais importantes publicações científicas do mundo, a revista Science, publicou nesta quinta-feira (28/1) um artigo assinado por pesquisadores do Centro de Ciência da Conservação e Sustentabilidade do Rio (CSRio) – grupo lançado no ano passado e reúne cientistas da PUC-Rio e do Instituto Internacional de Sustentabilidade (IIS), além de parceiros da PUC-RS e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido– e aponta que, para ser eco-eficiente, os esforços para alcançar o aumento da produtividade agropecuária devem ser sempre combinados com as ações de conservação do meio ambiente.

Bernardo Strassburg, professor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da Puc-Rio e um dos autores do artigo, diz que existem quatro mecanismos prioritários listados pelo grupo de estudos e que, desenvolvidos em conjunto, são “o caminho certo para o equilíbrio entre a produção de alimentos necessária e a preservação dos recursos naturais do planeta”.

Os mecanismos são: 1) zoneamento do uso da terra, 2) pagamentos por serviços ambientais, tributos, e subsídios, 3) disponibilização de tecnologias, conhecimento técnico e infraestrutura e 4) certificações.
saiba mais

O artigo cita alguns exemplos de ações desenvolvidas com sucesso na Costa Rica e no Spiti Vale do Himalaia, mas Strassburg, em entrevista à GLOBO RURAL, lembra que o Brasil, com sua nova legislação ambiental, de 2012, também merece atenção por seguir estas combinações de instrumentos. “O cumprimento na íntegra do Código Florestal brasileiro ajudaria muito no desafio de produzir alimentos e reduzir os impactos ambientais”, disse.

De acordo com ele, um desses grandes avanços do país, que já está bastante alavancado no mecanismo 1 (zoneamento do uso da terra), foi conciliar ferramentas financeiras a técnicas de produção conservacionistas. “Combinar a regularização ambiental ao crédito agrícola (Cadastro Ambiental Rural, Plano ABC) – 1º e 2º mecanismos citados no artigo da Science – está sendo um grande passo”. Ele diz que esta combinação incentiva o produtor rural. “Porque pensar somente em aumentar a produtividade sem planejar a estratégia conservacionista não funciona, dá um efeito rebote. Em 20 anos, aumentamos significativamente a produtividade da soja em Mato Grosso e isso não impediu o desmatamento na região”.

Os 3º e 4º mecanismos citados, porém, ainda precisam ser mais bem trabalhados no Brasil. “Somos líderes mundiais em desenvolvimento de tecnologias agrícolas, mas nem sempre esse conhecimento chega a todas as regiões produtoras porque a infraestrutura é deficiente, o que acaba por atingir principalmente os pequenos produtores. É preciso planejar o investimento em infraestrutura próximo das áreas produtivas agrícolas e não nas regiões onde temos florestas, áreas para preservar”, afirmou. “Deixem a infraestrutura longe das florestas e perto do desenvolvimento agrícola, ou seja, desenvolvam o mecanismo 3 respeitando o 1”.

Fazer o conhecimento técnico chegar aos produtores rurais contempla a inserção social (como ocorria no Brasil com o serviço de Assistência Técnica Rural, que foi desmantelado). “Com a informação tecnológica acessível a todos, pode-se por exemplo, agregar valor à produção agrícola com as certificações, que trazem seus protocolos agroambientais”. O grupo de pesquisadores afirma que, quando combinados, todos estes mecanismos só potencializam a eco-eficiência.

Segundo Strassburg, o principal objetivo do grupo com a publicação do artigo é mostrar que há soluções promissoras que possam estimular propostas, testes e aplicações práticas. 
EMPARN 

Governo aposta em acordos comerciais para exportação agrícola crescer US$ 22 bi

Novos mercados

Alvo são países asiáticos que irão aumentar o consumo de alimentos; meta é responder por 10% do mercado global, com foco em carnes e grãos

Divulgação/MDA Governo federal que elevar participação brasileira no comércio mundial do agronegócio para 10% nos próximos três anos
Governo federal que elevar participação brasileira no comércio mundial do agronegócio para 10% nos próximos três anos

O Brasil responde atualmente por 7% do comércio mundial do agronegócio e o governo federal quer elevar essa participação para 10% nos próximos três anos, disse a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, na última sexta-feira (29) em Brasília. O aumento representará, segundo a ministra, cerca de US$ 22 bilhões a mais para o País a cada ano.
Para chegar a essa posição, autoridades e empresários do setor agropecuário irão acelerar as negociações comerciais internacionais a fim de ampliar as exportações de produtos da agricultura e da pecuária.
“O aumento da exportação do agronegócio é concreto e real. Não estamos projetando sonhos, temos absoluta certeza de que seremos muito importantes no abastecimento do mundo”, declarou a ministra.
A avaliação do Brasil como importante fornecedor de alimentos no abastecimento do mundo é feita, conforme citou Kátia Abreu, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Banco Mundial.
Nesse sentido, o interesse do Brasil está nos grandes consumidores mundiais de alimentos e em negociações envolvendo Ásia, Américas e Europa. Nesse grupo, a prioridade são 20 países asiáticos com indicação de forte aumento no consumo de alimentos nos próximos anos, como China, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Cingapura.
 Grande exportador
Atualmente, o País é o maior exportador mundial de café, açúcar e suco de laranja e um dos maiores em carne, etanol, soja, milho e algodão.
Do total das exportações brasileiras, 46% são de produtos do agronegócio. Somente em 2015, esses itens renderam ao País ganhos de US$ 75 bilhões.
O governo quer reforçar essa posição. Na prática, a ministra disse que vai centrar esforços em acordos de preferências tarifárias e acordos sanitários e fitossanitários com os asiáticos.
Disse, ainda, que o acordo de livre comércio com a Europa, um tradicional comprador de produtos agrícolas do Brasil, também faz parte do topo da lista.
Ao falar dessas negociações, ela preferiu não indicar datas para a conclusão dessas negociações, mostrando otimismo em relação aos resultados. “Estamos com agenda arrojada, agressiva para ir atrás dos nossos parceiros. Estou bastante otimista com as nossas metas.”
Crédito rural
Na última quinta-feira o governo federal anunciou que o Banco do Brasil ofertará R$ 10 bilhões em financiamento para o pré-custeio agrícola.
Esses recursos serão usados pelos produtores enquanto o governo define os valores para o plano safra 2016/2017, um plano maior com valores maiores para o crédito agrícola a ser definido no meio do ano.
“Esses recursos são para o produtor se planejar melhor (...) Quanto mais gás dermos aos nossos produtos o retorno para o Pais será líquido e certo”, comentou a ministra.
Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Agricultores alagoanos serão orientados a renegociar dívidas do crédito fundiário


renegociaçãoA iniciativa é do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) que vai iniciar visitas a assentamentos no interior do Estado, a partir do dia 2 de fevereiro. A primeira reunião será no Assentamento Pacu, no município de Pão de Açúcar, Sertão alagoano, e vai reunir agricultores e sindicatos dos municípios de Olho d’Água das Flores, Pão de Açúcar e São José da Tapera.
O encontro visa orientar os agricultores familiares da região sobre a renegociação da dívida do crédito fundiário, com base na resolução expedida pelo Banco Central do Brasil em 17 de dezembro de 2015 e divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário, como também orientar sobre a substituição dos lotes.
O diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, falou sobre o desejo de ver os agricultores com as dívidas regularizadas. “Essa renegociação é uma conquista importantíssima e o sonho do Iteral é que não haja inadimplência entre agricultores rurais alagoanos. Então, nós queremos que essa renegociação aconteça porque é importante para todos, principalmente para os agricultores familiares”, afirmou.

Os agricultores têm até o dia 30/06/2016 para solicitar a renegociação e os bancos têm até o dia 30/12/2016 para lavrar os contratos de renegociação, de acordo com a resolução do Banco Central do Brasil. Para solicitar a renegociação, o agricultor precisa apresentar ao banco o comprovante de que pagou 5% da última parcela vencida; comprovante de residência; declaração de elegibilidade emitida pela associação da qual o agricultor faz parte; documento de identidade; CPF; comprovante de estado civil; certificado de capacitação e a declaração de inscrição no CadÚnico.
Secretaria de Comunicação-Crédito Fundiário

Ministra Katia Abreu anuncia Unidade da Embrapa em Alagoas

Jorge Duarte - Nova Unidade foi anunciada na tarde de sexta-feira (29), em Brasília
Nova Unidade foi anunciada na tarde de sexta-feira (29), em Brasília
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, anunciou na tarde desta sexta-feira, 29, durante coletiva à Imprensa para mais de 30 jornalistas, a autorização para a criação de um centro de pesquisas da Embrapa no Estado de Alagoas. A nova unidade será focada principalmente no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para alimentos funcionais, aromas e sabores. 
 
A Ministra explicou que o novo centro de pesquisas da Embrapa faz parte do esforço do governo federal para abertura de oportunidades de negócio no exterior, ao atuar em um tema com grande potencial não apenas no Brasil, mas de interesse crescente no mundo. Juntos, os mercados conquistados pelo Brasil no ano passado têm capacidade para incrementar em US$ 1,9 bilhão as exportações do agronegócio. Atualmente, o Brasil é responsável por 7,04% do comércio agropecuário mundial. "Chegaremos a 10% até 2018", assinalou a ministra.
 
O presidente Maurício Lopes participou do anúncio. Ele contou que a nova Unidade, hoje em processo de formatação, vai explorar o grande capital natural do País, a partir da geração de novos produtos e sabores, com foco em alimentos funcionais, que contribuam com alimentação saudável e prevenção de doenças. Seguindo a tendência do mercado nacional para ampliar negócios e exportação, a intenção é utilizar a biodiversidade brasileira para investir na especialização e agregação de valor aos nossos produtos. "Além de alimentos funcionais, o Brasil tem um imenso espaço para integração da agricultura, com a gastronomia e o turismo.  O desenvolvimento de novos aromas e sabores da cultura local pode levar a novas cadeias de valor e oportunidades inéditas para as regiões brasileiras, ricas em diversidade biológica e cultural", explicou.
 
"Os setores turístico e gastronômico são importantes no Nordeste e deverão assumir ainda maior importância no futuro", explica.  Ele destaca ainda que "a agricultura focada nos produtos, na culinária e nos hábitos regionais deu origem a uma indústria pujante em regiões do interior da França e da Itália, como a Toscana e Champagne. Imagine o que se pode fazer no Nordeste, com a imensa diversidade de sabores, temperos e experiências gastronômicas existentes ali", enfatizou Lopes. 
 
"A contribuição no domínio da biodiversidade e da bioeconomia poderia dar suporte ao uso sustentável de recursos naturais (da terra e do mar), o desenvolvimento de novos aromas e sabores da cultura local e regional, a racionalização e o aproveitamento de resíduos (reutilização, recuperação e reciclagem) e o atendimento local da demanda da produção de alimentos seguros, nutritivos e com novas funcionalidades", explicou.
 
Alcance Nacional
 
Uma equipe da Embrapa iniciará em breve a modelagem da nova Unidade. O processo está sendo conduzido pelo pesquisador João Flávio Veloso, que liderou o processo de criação e implantação da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, MT. Lopes explica que o processo de implantação demandará análises detalhadas e muito diálogo e sinergia com as várias Unidades da Embrapa que têm interface com os temas da futura Unidade. Será importante a contribuição da equipe da Embrapa Tabuleiros Costeiros que atua na Unidade Estadual de Pesquisa (UEP) Rio Largo e em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal). "O trabalho está apenas no início.  Chegaremos a uma formulação a ser discutida e aprofundada para posterior apresentação ao Conselho de Administração - Consad. Após todo esse processo é que partiremos para a tomada de decisão e ações necessárias para implantação da nova Unidade", explicou. 
 
De acordo com a formulação inicial, a nova Unidade terá alcance nacional. A proposta é que futura Embrapa Alimentos Funcionais, Aromas e Sabores atue de forma transversal, sistêmica e, particularmente, em grande sintonia com Unidades como Embrapa Agroindústria de Alimentos, Agroindústria Tropical, além de parceiros públicos e privados. "A Embrapa tem portfólios e arranjos de pesquisa no tema.  A partir deles vamos conectar as capacidades e habilidades que estão na grande rede da Embrapa em todo o país, e também buscar capacidades de instituições parceiras, visto que não atuamos diretamente em áreas como saúde, gastronomia e turismo", descreve.
 
A expectativa é que a nova unidade seja criada até 2017, a partir da base que a Embrapa tem em Maceió - a Unidade Estadual de Pesquisa (UEP) Rio Largo. Por isso não deverão ser necessários grandes investimentos iniciais.  
  

Açude Orós no CE acumula mais de 15 milhões de m³ em seis dias

oros 


O açude Orós no Ceará teve um acúmulo de mais de 15 milhões de metros cúbicos de água, resultado das chuvas de janeiro que este ano foram bem generosas, especialmente nos últimos dias. Os números representam menos de 1% da capacidade total da barragem, mas foram suficientes para trazer esperança de uma boa recarga d’água visto que a quadra chuvosa tem inicio oficialmente em Fevereiro. O volume despejado no Orós também é superior ao da grande maioria dos açudes do estado.

Neste ano o Orós registrou aumento do volume em vários dias. O volume no dia 01 de janeiro era de 33,17% de sua capacidade total e foi perdendo volume, oscilando nos dias seguintes, ora recuperando, ora perdendo volume, porém no dia 22 de janeiro com as chuvas se intensificando em diversas regiões o açude voltou a ter uma recarga maior, que se não parece tão significante em termos de acumulo de água, mas pelo menos recuperando grande parte do volume perdido no último mês.

A vaca recordista mundial de produção de leite

vaca recordistaA nova recordista mundial de leite, Bur-Wall Buckeye Gigi EX 94 3E, que produziu 33.891 kg de leite, com 965 kg de gordura e 972 kg de proteína em 365 dias, ou seja, uma média de produção diária de 92,85 kg de leite. “Gigi é a beleza funcional da raça Holandesa, representada pela sua atual classificação EX -94 e uma produção de leite que supera a média de 92 Kg por dia”, comenta Claudio Aragon, diretor técnico de leite da Semex.
A vaca será apresentada durante o Show Rural que acontece em Cascaval, no Paraná, de hoje até o próximo dia 5 de fevereiro. Além de Buckeye será apresentada a bateria de touros com selo Immunity+™ – programa que identifica touros capazes de transmitir, com 30% de herdabilidade, alta resposta imune, ou seja, animais mais resistentes às doenças, onde as características são transmitidas para suas filhas. O Immunity+™ diminui a incidência de doenças no rebanho como: mastite, metrite, problemas de casco, retenção de placenta, paratuberculose, entre outras. “É o único programa na área de genética bovina que está cientificamente comprovado como eficaz na melhora da imunidade em vacas e está revolucionando a pecuária de leite. O objetivo é atender as necessidades dos produtores”, reforça Aragon.

A baixa produtividade do rebanho está relacionada ao potencial genético inferior dos animais, já que, apenas 11% do gado no Brasil é inseminado. Além de envolver condições de manejo, sanidade, alimentação e ausência de acompanhamento veterinário. De acordo com a EMBRAPA, doenças infectocontagiosas são uma das principais causas da má performance reprodutiva, que contribui para a redução na produção, retardando o progresso genético e provocando grandes prejuízos ao produtor