terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Notícias do PRODECENTRO

Financiamento da CEF é voltado para manejo sustentável dos recursos naturais do bioma, que é o único genuinamente brasileiro
Foto: Divulgação/PAN BRASIL/MMA
Caatinga2.jpg
Desmatamento já atingiu quase 50% da área

16/02/2011
- A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, assinaram termo de compromisso com o objetivo de destinar recursos do Fundo Socioambiental da CAIXA para o financiamento de projetos voltados ao manejo sustentável dos recursos naturais na Caatinga, com ênfase naqueles que integram a cadeia de insumos da construção civil e que usam matéria-prima proveniente do bioma.
"Esse é o primeiro ato do Ano Internacional de Florestas e um momento histórico porque, além da Amazônia, começamos a investir em outros biomas. E a Caatinga vai nos surpreender com projetos inovadores", comemorou a ministra.
Agora, serão elaborados os editais para as ações de combate ao desmatamento e à desertificação, bem como para o financiamento dos pólos das indústrias de cerâmica e gesso, que fazem uso de recursos florestais (lenha e carvão). A expectativa é que, no segundo semestre de 2011, os projetos sejam contratados e a execução iniciada.
As etapas de seleção e apoio à qualificação técnica dos projetos a serem financiados pelo Fundo Socioambiental serão conduzidas pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente, com base nos eixos temáticos prioritários para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente.
"O sertão sempre foi associado à seca, à miséria e à pobreza e será muito importante revertermos essa visão, mostrando ao Brasil a riqueza da biodiversidade da Caatinga e a possibilidade de desenvolvermos e mudar a condição de vida das pessoas com o uso sustentável dos recursos", disse a presidenta da CAIXA. A mesma parceria foi estabelecida para projetos de conservação no Cerrado, bioma que já conta com o financiamento de R$ 2,67 milhões do Fundo Socioambiental da CAIXA.
A caatinga é o único bioma genuinamente brasileiro, com 844 mil km² de área, que se espalha por vários estados do Nordeste e chega até ao norte de Minas Gerais. Seus recursos florestais, utilizados como lenha e carvão vegetal, por exemplo, representam a segunda principal fonte de energia da região e são consumidos, em boa parte, pela indústria da construção civil.
O uso indiscriminado desses recursos já levou ao desmatamento de 45% do bioma, o que contribui para o aumento da desertificação no Semiárido. Se os recursos florestais forem usados de forma sustentável, podem impulsionar o desenvolvimento econômico e socioambiental da região, evitar a desertificação e garantir a sobrevivência das populações sertanejas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Reunião no STTRS de Fernando Pedroza

Aconteceu hoje, às 9.00 horas uma importante reunião no Sindicato dos Trabalhadore Rurais de Fernando Pedroza, sobre o Programa de Construção de Cisternas, tipo "Calçadão" e de Barragens Submersas, em nosso município. A reunião foi coordenada pela ONG ATOS,através do técnico Inácio, que veio esclarecer aos beneficiados as normas para a construção das obras. Na oportunidade foi criada uma Comissão formada por:     Anilton Souza - Rep.do FUMAC;
Carlos Magnos - Rep. da Prefeitura Municipal;
Kleverlam Felix da Rocha - Sindicato do Trabalhadores Rurais;
Maria Nunes - Rep. da Igreja Católica;
Francisco Hozano - Rep. das Associações Rurais.
O município de Fernando Pedroza, foi beneficiado com 30 cisternas tipo calçadão, cap. para 52.000 litros dágua e diversas barragens submersas. A maioria dessas obras irão beneficiar as Associações Rurais do nosso município, onde existe carência de  recursos hídricos.

Matéria do Diário de Natal

Previsão de boas chuvas
Semiárido potiguar terá inverno acima do normal, segundo Emparn. Defesa Civil fica alerta
Francisco Francerle // franciscofrancerle.rn@dabr.com.br



O semiárido do Rio Grande do Norte terá um inverno normal a acima do normal, com precipitações pluviométricas em torno de 800 a 900 milímetros no período. Bom para a agricultura e pecuária, mas chama a atenção da Defesa Civil. O relatório foi apresentado ontem durante a terceira Reunião de Análises Climáticas para o semiárido nordestino referente ao período de março a maio, que reuniu em Natal 25 técnicos de institutos nacionais para definir o comportamento das chuvas na região. O documento foi entregue à governadora Rosalba Ciarlini durante a cerimônia de encerramento do encontro.


Emparn prevê precipitações de 800 a 900 milímetros, um bom indicador para economia rural, segundo Gilmar Bristot Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
De acordo com o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, a previsão de um inverno normal é um bom indicador para a economia rural da região, especialmente agricultores e pecuaristas, tendo em vista que as chuvas abundantes do ano passado causaram estragos em açudes no Nordeste e no Rio Grande do Norte. Para Bristot, quando a previsão de um período chuvoso é de normal a acima do normal existem condições hídricas para o bom desenvolvimento da agricultura, independente de qual cultura será utilizada na lavoura, se o ciclo curto ou longo.

Ele orientou que é preferível que o agricultor dê preferência à agricultura precoce ou semiprecoce porque a garantia de colher aumenta, com diminuição do risco de perdas.

Ele preveniu sobre a possibilidade de enchentes em alguns lugares, porque a maioria dos reservatórios está acima dos 65% de capacidade máxima. Bristot citou a região do baixo Açu como área de risco, pois nos últimos anos tem registrado histórico de inundações, principalmente quando a previsão é normal ou acima do normal, como aconteceu em 2008, repetindo-se em 2009.

Para governdora Rosalba Ciarlini, o encontro serviu para o planejamento econômico de diversas áreas que precisam dos estudos climáticos.

"O resultado apresentado pelos meteorologistas é fundamental para o planejamento do primeiro ano de governo, porque conseguirá juntar o conhecimento prévio das adversidades do climacom um planejamento adequado para a agricultura e pecuária. Precisamos saber qual atividade dará mais resultados e onde devemos plantar, em um trabalho que será fundamental para o desenvolvimento do homem do campo e para o estado", disse a governadora.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vamos Plantar Feijão.

Nota: Se procura o tenista brasileiro apelidado de Feijão, veja João Olavo Souza.
Como ler uma caixa taxonómicaFeijão
Phaseolus vulgaris seed.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Faboideae
Género: Phaseolus
Espécie: P. vulgaris

Nome binomial
Phaseolus vulgaris
L.
Feijão é um nome comum para uma grande variedade de sementes de plantas de alguns gêneros da família Fabaceae (anteriormente, Leguminosae).
Quanto ao aspecto nutricional é excelente, pois proporciona nutrientes essenciais como proteínas, ferro, cálcio, vitaminas (principalmente do complexo B), carboidratos e fibras. Todos estes nutrientes aparecem em quantias significativas a ponto de substituir os produtos animais.[carece de fontes?]
O seu cultivo é bastante antigo. Há referências a ele na Grécia antiga e no Império romano, onde feijões eram utilizados para votar (um feijão branco significava sim, e um feijão preto significava não).
O prato "feijão com arroz" (ou "arroz-e-feijão") é um dos mais típicos dos lares brasileiros, acompanhado com alguma "mistura" (nome comum no estado de São Paulo para qualquer coisa que se coma com arroz-e-feijão, como, por exemplo, bife ou batata-frita). O feijão também é a base de um dos principais pratos da culinária típica brasileira, a feijoada tal como em Portugal onde o feijão comum (Phaseolus vulgaris) é a base de várias sopas e da feijoada, misturado com arroz ou como elemento de acompanhamento obrigatório das tripas à moda do Porto e ainda em alguma doçaria (por exemplo o pastel de feijão). As vagens verdes (feijão verde) podem acompanhar, cozidas, qualquer prato de peixe cozido, e, cortadas às tiras, em sopa (sopa de feijão carrapato). No caso do feijão frade, é frequentemente servido com cebola e salsa picadas, a acompanhar atum.
Três espécies de feijão são muito cultivadas no Brasil:
  • Phaseolus vulgaris, o feijão comum, cultivado em todo o território;
  • Vigna unguiculata, vulgarmente chamado de feijão de corda, feijão macassa, caupi e outros, predominante na região Nordeste e na Amazônia e
  • Cajanus cajan, feijão-guandu ou andu, comum no nordeste, principalmente em sua variedade arbórea.
Apesar da enorme importância da cultura do feijão, o rendimento médio nacional brasileiro é baixo e está decrescendo: enquanto no período 1966-1970 atingia cerca de 650 kg/ha, no período 1974-1978 esse valor diminuiu para 500 kg/ha. Para efeito de comparação, pode-se mencionar que alguns países como os Estados Unidos, o Japão, a Turquia e a Itália, têm rendimento médio superior a 1.400 kg/ha, de acordo com a FAO.
Foi lançada pelo programa de melhoramento do feijoeiro da Universidade Federal de Viçosa uma nova variedade de feijão vermelho. O Ouro Vermelho tem produtividade média 33% superior comparada a variedades já cultivadas na região da zona da mata mineira, além que apresentar resistência a mancha angular e ferrugem, doenças comuns na cultura
O consumo em quantidades de média a alta de feijão está sendo associado a diminuição no desenvolvimento de doenças como o diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e até mesmo neoplasias. Acredita-se que esse efeito benéfico do consumo do feijão é devido à presença de metabólitos secundários nessa leguminosa, os fitoquímicos, sendo os que presentes em maiores concentrações os compostos fenólicos e os flavonóides.
Nota do Blog:
 Deveria haver por parte dos órgãos governamentais, uma campanha em alta escala para se plantar mais feijão no semiárido. Um Kg de feijão macassar por R$ 5,00 é um absurdo. Então eu grito: Vamos plantar feijão, gente.

Graças, Muitas Graças.

Choveu bastante ontem no município de Fernando Pedroza. A área rural do cabugí, foi a mais beneficiada. Em Pelo Sinal e adjacências, o índice pluviométrico acusou chuvas em torno de 50 mm. Em Riacho Doce, próximo a Pelo Sinal acusamos 55 mm. Graças. Já estava na hora de voltar a alegria do sertanejo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Parda Alpina-Histórico

Parda Alpina
Fonte: Aprisco

Embora goze de bom conceito entre os criadores nacionais, é tida como uma cabra que apresenta grandes perdas de peso após o parto

A Parda Alpina tem origem na parte meridional dos Alpes Suíços, embora também seja criada em regiões de terras baixas. Na Suíça, são conhecidos dois tipos de Parda Alpina: a Oberhash (mocha) e a Grison (com chifres).

A pelagem, em geral, é castanho-parda, com listra preta na região da nuca e dorso-lombar. Ambos os tipos possuem o chanfro, a ponta das orelhas, a parte distal dos membros e o ventre de cor preta. É verificada também uma linha preta dos olhos ao focinho.

Uma outra variedade da Parda Alpina existe nos Estados Unidos, com a denominação de Franco Alpina, formada a partir de animais procedentes da Suíça e França e cujo padrão racial é bem flexível. Assim, admitem-se, naquele país, animais com pelagem totalmente branca, castanha, cinza, vermelha e negra, inclusive combinações dessas cores. No Brasil, são criadas as variedades Oberhasti-brienz, Grison e Parda Alemã.

A Parda Alpina, embora goze de bom conceito entre os criadores nacionais, é tida como uma cabra que apresenta grandes perdas de peso após o parto. Produz 2,4 kg de leite por dia. Têm lactação de oito meses.

Possuem cabeça comprida, fina e de fronte larga, com perfil retilíneo. Orelhas médias, levantadas e com movimentos rápidos. Pêlos curtos, finos, brilhantes, de cor parda, partindo do acinzentado ao vermelho-escuro. Seus cascos são escuros. Os machos pesam 65 kg, e as fêmeas, 45 kg, em média.

Destinação: Leite

Fragilidades: Apresenta grandes perdas de peso após o parto

Cabras Parda Alpino-Uma Boa opção

PARDA ALPINA
Origem suiça, encontrada desde as regiões baixas até as regiões montanhosas.Na Suiça apresenta 2 tipos: Oberhasli-Brienz: Suiça - naturalmente mocha, produção  leite(2 a 2,5 kg) 634 ±186 kg e período EMBED Equation de lactação: 9 meses (277 ± 23 dias); Grison: Mais rústica, suporta condições climáticas extremas.Apresenta chifres, Produção de leite 2 kg (515 kg ± 124 kg ) e período médio de lactação: 8 meses ( 256 EMBED Equation  26 dias ).
Apresenta cabeça com perfil retílineo, fronte larga, orelhas levantadas de tamanho médio, pelagem parda (claro-acinzentado ao vermelho escuro), apresenta uma faixa negra no dorso sendo os membros escuros na parte inferior, e a cabeça assim como a cauda mais escura que o restante do corpo.
No Brasil apresenta grande porte; orelhas pequenas a medianas e eretas; chanfro reto; presença ou não de chifres; pelagem de cor variada, sendo no Brasil o padrão alpino de cor acamurçada, com listra preta na linha nuca-dorso lombar até a garupa; ponta das orelhas escuras; linha preta dos olhos ao focinho; parte distal dos membros preta; ventre escuro.
Aptidão: Leite.
PARA PENSAR:
“Um falso amigo é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir o seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma”
Buda

PARA REFLETIR:
“Precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver. Precisamos de oito abraços por dia para nos manter. Precisamos de doze abraços por dia para crescer”
Virginia Satir

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Angicos, Terra do Pelo.

Na década de 50 quando residia em Angicos, a cidade ainda era servida pelo trem, pertencente a Estrada de Ferro Sampaio Correia. A chegada desse utilitário inesquecível, nas cidades, era uma festa. E todas as paradas obrigatórias de Natal a São Rafael, existiam nas estações, pessoas vendendo iguarias. Ex: Em Taipú era o grude, em Pedra Preta era o milho assado ou cozinhado e em Angicos, era o tradicional pelo. Muitas mulheres e até crianças, vendiam os pratos de pelos aos viajantes, que por sua vez, certamente, faziam os comentários sobre o saboroso fruto da palmatória, que existia em abundância nas terras angicanas. O ministro Aluizio Alves(in memoriam) Angicano nato, quando chegava a sua cidade natal, não faltavam amigos e correligionários para lhe ofertarem o saboroso doce de pelo. Então, Angicos por muito tempo, era conhecida pela terra do pelo. Hoje não se vê mais pessoas vendendo o precioso fruto da palmatória em Angicos. Muito raro. A última vez que ví essa tradição ser resgatada, foi quando minha querida Zélia Alves(in memoriam) era prefeita, colocou um stander na festa dos municípios, no Parque Aristófanes Fernandes, e a principal iguaria era o doce de pelo, e ela com o seu sorrizão aberto sabia muito bem vender a imagem da sua querida Angicos que tanto amava. Câmara Cascudo, no seu livro Viajando o Sertão, comentou que comeu doce de pelo em Assú, o que foi após alguns anos ratificado pela jornalista Clotilde Tavares, em uma das suas idas ao nosso sertão. Tenho impressão que o nosso glorioso e imortal Cascudo ao invés de Angicos ele citou Assú. Estamos postando este comentário de Clotilde após alguns anos.

Doce de pelo

Clotilde Tavares | 8 de junho de 2009
casc100Em um livro de Câmara Cascudo, Viajando o Sertão, ele faz referência a um certo “doce de palmatória” que havia comido em Assu, cidade do Rio Grande do Norte pela qual o grande folclorista passou, na viagem à qual se refere o título do livro, realizada entre 16 e 28 de maio de 1934.
Curiosa que sou, e metida também a aventureira, refiz esse trajeto de Cascudo 65 anos depois de realizado, no ano de 1999, como você pode ver clicando aqui. A viagem foi gloriosa, cheia de experiências, visões, sabores e poesia, e se nunca publiquei esse relato é porque ninguém se interessou por editá-lo e eu não tinha – e nem tenho – dinheiro suficiente para tanto. Dorme sossegado numa das minhas gavetas, na companhia de textos e mais textos que tiveram o destino do ineditismo. Já escrevei esses mesmo parágrafo em outro post deste blog, aqui.
Ao fundo, a Serra Braca. A foto é de Gustavo Moura, que foi comigo em um trecho da viagem.
Ao fundo, a Serra Braca. A foto é de Gustavo Moura, que foi comigo em um trecho da viagem.
Uma das coisas que não consegui fazer na viagem foi conhecer o tal doce, que Cascudo teria degustado em Assu, em jantar oferecido pelo Dr. Ezequiel Fonseca. Gosto de comer coisas esquisitas, de sabores exóticos, e quando me deparei com essa referência, principalmente quando Cascudo diz que o doce era “superior às geléias de morango”, fiquei curiosíssima.
Ao chegar em Assu, fui informada de que o tal doce de palmatória era chamado de “doce de pelo” e que não era típico de Assu, mas de Angicos, cidade próxima. Embora me mimassem com uma sobremesa deliciosa de mel de engenho com farinha de rosca, não foi possível degustar o tal doce de pelo, que eu não conseguia imaginar como seria.
Carmen Vasconcelos
Carmen Vasconcelos
Finalmente, depois de mais de um ano assuntando aqui e ali em busca do tal doce, consegui ter acesso a esse prodígio da culinária angicana pelas mãos da poeta Carmen Vasconcelos, que me trouxe uma porção, preparada pelas mãos de Dona Terezinha, sua mãe, ambas angicanas de quatro costados. Lá se vão dez anos, mas a experiência sensorial e gustativa foi marcante, e para mim parece que foi ontem.
O doce é estranho. Imagine você que com tanta coisa no mundo para transformar em doce, o cristão inventa de tirar a polpa de uma palmatória cheia de pelos (daí o nome “doce de pelo”). A primeira coisa que se faz, depois de colhido o fruto da palmatória, é tirar-lhe os pelos, ou espinhos; a rigor, o doce de pelo não tem pelo. Bem, uma vez eliminado o pelo, retira-se a polpa do fruto, que se parece assim com um algodão acinzentado e um pouco úmido, polpa essa que também pode ser comida tal e qual, acrescentando-se apenas um pouco de açúcar, parecida com a polpa do ingá. Dessa polpa é que se faz o doce.
Glóbulos
Pérolas douradas de sol.
E o sabor? Bem, o sabor logicamente é de doce, mas feche os olhos e imagine-se colocando na boca um glóbulo do tamanho de uma uva grande e sentir esse glóbulo se desmanchar como minúsculas pérolas douradas dentro da sua boca. Sim, porque o gosto desse doce é dourado, cor de ouro.
As pérolas de ouro ficam rolando deliciosamente dentro da sua boca, numa experiência sensorial única, onde o sabor e a textura se misturam com a sensação de cor-de-ouro, do sol escaldante do sertão acumulado e concentrado no fruto áspero da palmatória e revelado pelas mãos sábias das doceiras angicanas.
Existem coisas, caro leitor, que a gente não deve morrer sem fazer. Provar o doce de pelo é uma delas. Iguaria dos deuses, sabor estranho, frutos dourados do sol: tudo isso é o doce de pelo, glória da nossa culinária popular.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PARA PENSAR:
“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos”
Bezerra de Menezes

PARA REFLETIR:
“O mais sólido e mais duradouro traço de união entre os seres é a barreira”
Pierre Reverdy

Deu no Blog de Robson Pires

Governo começa distribuição de sementes neste sábado

- Publicado por Robson Pires, na categoria Notas às 11:22 Agricultores familiares de 135 municípios do estado irão receber a partir deste final de semana sementes de milho, feijão e sorgo. A ação faz parte do Programa Banco de Semente, mantido pelo Governo do Estado, e vai beneficiar 31.703 produtores rurais. O lançamento oficial do programa será realizado neste sábado (14) e vai contar com a presença da governadora Rosalba Ciarlini e do secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), Betinho Rosado. Em Pau dos Ferros, a solenidade acontecerá às 8h, na sede do BNB e em Mossoró, a cerimônia será às 11h, no Mercado do Bode.
Nota do Blog: Medida oportuna. O trabalhador rural agradece. Agora é só esperar chover.

Ovinos Santa Inês-Excelente Alternativa

Características
Origem e principais características da raça
Rodolfo Silveira Pessoa, Graduando em Engenharia Agronômica UFPI, Bolsista PIBIC/FAPEPI
Danielle Ma. M. Ribeiro Azevêdo, Pesquisadora CNPq/FAPEPI Bolsista de DCR DZO/CCA/UFPI
Daniel Cezar da Silva, Graduando em Medicina Veterinária UFPI, Bolsista PIBIC/UFPI
Pedro Norberto de Moura Júnior, Técnico Agrícola, Bolsista ATM/FAPEPI

A raça de ovinos Santa Inês foi criada no Nordeste brasileiro na década de 1950, quando o animal era chamado de Pelo-de-boi. Hoje a raça pode ser encontrada não somente no Nordeste, mas em todas as regiões do Brasil.
A origem da raça Santa Inês é, ainda, motivo de muitas dúvidas e especulações. Alguns pesquisadores acreditam que a raça seja produto do cruzamento entre as raças Bergamácia e Morada Nova; outros acham que foi obtida através do cruzamento entre Bergamácia, Crioulo e Morada Nova. No entanto, a mais provável poderia ser traçada a partir de combinações de quatro fontes genéticas:
a) animais tipo crioulos, lanados, trazidos por colonizadores portugueses e espanhóis, que sob condições tropicais eliminaram ou reduziram a lã;
b) ovinos deslanados oriundos do continente africano, os quais deram origem à maioria das raças deslanadas do Brasil, América Central e Caribe;
c) a raça Bergamácia, de origem italiana, a qual foi cruzada tanto com as ovelhas remanescentes daquelas oriundas do continente africano, como com a raça Morada Nova, seguido de um período de seleção e/ou evolução para a ausência de lã;
d) finalmente, no final da década de 80, um pequeno grupo de criadores adicionou à Santa Inês as raças Somalis e Suffolk.
As características atuais do Santa Inês resultam da seleção natural e de trabalhos de seleção genética de técnicos e criadores. O tipo de orelha, o formato da cabeça e os vestígios de lã evidenciam a presença da raça Bergamácia. Já lã reduzida e a pelagem são traços da raça Morada Nova. A raça Somalis também deixou sua marca no Santa Inês, através da gordura que se apresenta em torno da implantação da cauda, nos casos em que o animal está mais gordo. Então, podemos identificar um autêntico Santa Inês observando apenas algumas características fenotípicas, tais como: pernas compridas, corpo grande, peito largo, cabeça média, orelhas pendulares e longas, e ausência de chifres. Quanto a sua pelagem pode ser branca, malhada, castanha ou preta.
A raça Santa Inês despontou como uma excelente alternativa para os criadores brasileiros que buscavam animais de grande porte, com pelo curto, produtivos e perfeitamente adaptadas às condições do Brasil. Além dessas características, o ovino Santa Inês é bastante fértil, prolífico e precoce. Os machos podem chegam a pesar até 120kg e as fêmeas até 80kg. Elas também se destacam pela habilidade materna e pela excelente capacidade leiteira.
Nota do Blog: O senhor Tião Diógenes, é um dos principais criadores do Santa Inês em nosso estado. Localizado em Açú-RN.