sábado, 25 de fevereiro de 2017

Novo Núcleo Regional da Embrapa Caprinos apoiará caprinocultura leiteira na PB e PE

A Embrapa Caprinos e Ovinos implantará em 2017 um Núcleo Regional de pesquisas na Paraíba


A Embrapa Caprinos e Ovinos implantará em 2017 um Núcleo Regional de pesquisas na Paraíba. O Núcleo funcionará na sede da Embrapa Algodão (Campina Grande, PB) e buscará a aproximação com os principais polos produtivos de caprinos leiteiros da região Nordeste (Cariri paraibano, Sertão e Agreste pernambucano), com o objetivo de colaborar com o desenvolvimento territorial sustentável nesses territórios.

Para tratar dos detalhes da instalação do novo núcleo, o chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Marco Bomfim, e o chefe de pesquisa e desenvolvimento, Olivardo Facó, se reuniram nesta terça-feira (21) com a Chefia Geral da Embrapa Algodão. Também participaram do encontro os dois pesquisadores que atuarão no Núcleo: Antônio Egito, da área de Tecnologia de Alimentos e a Nívea Felisberto, da área de Sistemas de Produção de Leite, que coordenará as ações do Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável (InovaSocial) do BNDES.
Durante esta semana eles se reúnem ainda com os secretários de Agricultura dos estados da Paraíba e de Pernambuco e representantes do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).
“Aqui está localizada a maior bacia leiteira de caprinocultura do País, então nós estamos juntando a fome com a vontade de comer porque a sociedade nos cobra estar cada vez mais próximos do produtor”, afirmou Marco Bomfim.
Segundo dados das coordenadorias estaduais do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2014, o volume de leite caprino beneficiado na Paraíba foi de 11.265 litros por dia. Pernambuco ocupa o segundo lugar no ranking de beneficiamento de leite caprino para o programa com 6.260 litros por dia, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 5.771 litros por dia.
A implantação do Núcleo também terá como objetivo compartilhar infraestrutura e competência em pesquisas na área de Proteômica (estudo em larga escala das proteínas expressas células, tecidos ou organismos) com a Embrapa Algodão.
As duas principais linhas de trabalho, portanto, serão as de: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a caprinocultura leiteira; e Identificação de mecanismos e marcadores proteicos relacionados à defesa de plantas no combate a doenças e pragas do algodoeiro.
Por meio do programa InovaSocial, o Núcleo irá apoiar projetos territoriais para a geração e difusão de conhecimentos e tecnologias e fortalecimento de redes de agricultores familiares nas cadeias de caprinos e ovinos, com previsão de início de ações em 2018. A Embrapa atuará na capacitação de agricultores e técnicos; apoio a melhoramento genético de rebanhos e ao redesenho para sistemas de produção sustentáveis; incentivo ao beneficiamento e apoio à comercialização de produtos.
A previsão é de que o BNDES disponibilize R$ 5 milhões para as ações na Paraíba e Pernambuco. Serão contemplados, na Paraíba, os municípios de Amparo, Camalaú, Coxixola, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê, no território do Cariri Ocidental. No Cariri Oriental, o Programa atenderá a produtores de Barra de São Miguel, Boqueirão, Cabaceiras, Caraúbas, Gurjão, Santo André, São Domingos do Cariri.
Em Pernambuco, serão 25 municípios contemplados. No Sertão do Pajeú serão Afogados da Ingazeira, Iguaracy, São José do Egito e Tuparetama. No território do Sertão do Moxotó, o programa chegará a Arcoverde, Custódia, Ibimirim, Sertânia. Os municípios de Alagoinha, Barra de Guarabira, Belo Jardim, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Gravatá, Jataúba, Pesqueira, Poção e Sanharó são os selecionados no Agreste Central. Por fim, no Agreste Meridional, o InovaSocial deverá atuar em Buíque, Correntes, Itaíba, Paranatama, Pedra, Tupanatinga e Venturosa.
A Embrapa Caprinos e Ovinos conta com outros dois Núcleos Regionais que contribuem para o cumprimento do mandato nacional: o Núcleo Sudeste (sediado na Embrapa Gado de Leite, Juiz de Fora, MG) e o Núcleo Centro-Oeste (sediado na Embrapa Gado de Corte, Campo Grande, MS).

Instalação de cisternas permitirá maior oferta de água à região do semiárido

Aplicação de recursos

Obras vão garantir consumo de água, produção de alimentos e criação de pequenos animais

 As Cisternas de Placas foram certificadas como tecnologia social, em 2001, pela FBB
As Cisternas de Placas foram certificadas como tecnologia social, em 2001, pela FBB

A Fundação Banco do Brasil (FBB) realizará investimento social de R$ 17,3 milhões para garantir o acesso à água potável a cerca de 14,3 mil pessoas prejudicadas pelos efeitos da seca no nordeste e no norte de Minas Gerais.
A aplicação do recurso, anunciada na quarta-feira (22), possibilitará a implantação de 3.588 cisternas para captação e armazenamento de água nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Para isso, a fundação firmou convênio com a Articulação do Semiárido (ASA). A rede, formada por mais de 3 mil organizações da sociedade civil, será responsável pela identificação e mobilização dos beneficiados, além da construção dos reservatórios e da assessoria técnica.
As novas cisternas serão divididas em dois tipos. O total de 3.198 serão voltadas ao consumo básico, que é água para beber, conhecidas como Cisternas de Placas. Outras 390 serão relacionadas à produção de alimentos e à criação de pequenos animais, chamadas de Cisterna Enxurrada e Calçadão.
Nos últimos quatro anos, a FBB já implantou 80 mil unidades de consumo básico e 12 mil de produção. A iniciativa, que contou com parceria da ASA, totalizou investimento de R$ 327 milhões e beneficiou 350 mil pessoas.
Tecnologia social
As Cisternas de Placas foram certificadas como tecnologia social em 2001 pela FBB, com a finalidade de captar e armazenar água de chuva. Para o consumo das famílias, o sistema permite o acúmulo de até 16 mil litros, que atende às necessidades de uma família de cinco pessoas pelo período de até oito meses.
O equipamento é composto por encanamento simples para recolher água da chuva nos telhados das casas, além de um reservatório no subsolo, revestido com placas.
Para as atividades produtivas, as cisternas são de dois modelos: Calçadão e Enxurrada, que são construídas perto das residências. As duas têm capacidade para 52 mil litros de água. A diferença é que a Enxurrada é instalada no caminho por onde passa o fluxo pluvial e a Calçadão capta de áreas em declive.

Fonte:  Agência Brasil

Obras do São Francisco estão 96% concluídas, diz ministro

Eixo Leste

Previsão é de que no dia 6 de março seja realizada a entrega da água no açude Poções, permitindo que o ‘Velho Chico’ chegue à Paraíba

 A previsão é que no dia 6 de março seja realizada a entrega da água no açude Poções
A previsão é que no dia 6 de março seja realizada a entrega da água no açude Poções

As obras do Projeto São Francisco estão quase completas. De acordo com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, faltam apenas 4% de execução física das estruturas para a passagem da água no maior empreendimento hídrico do País.
“A água chegará ao estado da Paraíba até o início de março. Nós conseguimos em dez meses estabelecer um prazo e estamos cumprindo. Estamos com 96% de conclusão, falta muito pouco”, destacou.
O anúncio foi feito após vistoria, realizada nesta quarta-feira (22), dos trechos do Eixo Leste. O ministro conferiu o funcionamento de estruturas em Floresta, Custódia e Sertânia, em Pernambuco, e das bombas flutuantes cedidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsáveis pela antecipação da chegada da água à região em aproximadamente 45 dias.
Segundo o ministro, a previsão é de que no dia 6 de março seja realizada a entrega da água no açude Poções, permitindo que o ‘Velho Chico’ chegue ao estado paraibano.
“Em seguida, a água segue para o açude Camalaú, pelo rio Paraíba, abastecendo toda a região, em especial a área metropolitana de Campina Grande. Essa parceria com o governo de São Paulo garantiu o enchimento do reservatório de Braúnas, antecipando o prazo de passagem da água. E agora, mais uma vez, as bombas estão sendo fundamentais para que não tenhamos que esperar o reservatório de Copiti estar todo cheio e prosseguir com a integração do São Francisco”, ressaltou.
Os quatro conjuntos de motobombas estão operando neste momento no reservatório de Copiti, em Custódia, e têm acelerado o enchimento das estruturas.
As bombas, cedidas em dezembro do ano passado, foram utilizadas em 2014, durante a seca prolongada que atingiu a região metropolitana de São Paulo, no Sistema Cantareira.
“São superbombas, potentes. Permitem que a água chegue com mais celeridade a quem necessita. Estou vendo aqui o funcionamento das bombas agora servindo a Pernambuco, a Paraíba, no Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco”, ressaltou o governo de São Paulo, Geraldo Alckimin, que acompanhou o ministro nas visitas às obras.
Eixo Norte 
Com 94,5% de obras físicas executadas, o Eixo Norte está previsto para ser concluído no segundo semestre deste ano, após finalização de serviços necessários à passagem da água do rio.
As etapas 2N e 3N desse Eixo estão em ritmo final de construção. O edital de licitação da primeira etapa (1N), referente à contratação de uma nova empresa para dar continuidade às obras não executadas pela Mendes Júnior, foi publicado em janeiro deste ano.
Atualmente, o Ministério da Integração Nacional analisa as propostas e a documentação da construtora que ofertou o menor preço. A previsão é de que o contrato para as obras seja assinado até o mês de março.
Quando totalmente finalizado, o Projeto São Francisco irá beneficiar mais de 12 milhões de pessoas em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A obra contemplará 390 municípios nestes Estados que, após atender a prioridade de abastecimento, poderá impulsionar o desenvolvimento socioeconômico com a geração de renda das famílias por meio do aproveitamento da água dos reservatórios locais. 
Fonte:  Ministério da Integração

Medicamento para combate a mosca-dos-estábulos estão perdendo a eficiência

mosca do estábulo 3Pesquisadores da Embrapa em Campo Grande (MS) detectaram a ocorrência de resistência da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) à cipermetrina, inseticida do grupo dos piretroides. Produtos comerciais com este e outros acaricidas e inseticidas têm ampla ação e são utilizados em propriedades rurais no controle de ectoparasitos do gado, como a mosca-dos-chifres e carrapatos. Os pesquisadores advertem que produtos comerciais com o princípio ativo têm demonstrado eficácia reduzida em surtos do inseto.
“É de se esperar que ao longo dos anos ocorra a seleção de moscas resistentes, é uma seleção genética. A pesquisa confirmou que essa situação já é uma realidade complexa e de difícil reversão”, afirma Thadeu Barros, veterinário e entomologista da Embrapa, responsável pelo estudo de avaliação da suscetibilidade de adultos e larvas a inseticidas. A descoberta de Barros e do médico-veterinário Paulo Cançado traz implicações não apenas ao controle da mosca, mas a outros estudos que envolvem monitoramento de populações e métodos de controle químico e biológico. “Muda o foco do nosso trabalho e a busca por uma solução fica mais difícil, pois essa ferramenta de baixo custo, o uso da cipermetrina, poderia ser adaptada. Agora partiremos para uma solução, possivelmente, com custo e estratégias diferentes”, confirma Cançado.

A mosca-dos-estábulos tem aproximadamente o tamanho e a aparência geral de uma mosca comum, alimentando-se principalmente de mamíferos, como equinos, suínos e bovinos, além de picar os cães e o próprio homem. O dano direto causado pela picada dolorosa causa irritação e perda de sangue dos animais, que podem diminuir o peso entre 15% e 20% e provocar uma queda de até 60% na produção de leite. Ainda não existem estimativas sobre os prejuízos indiretos, os quais incluem a transmissão de patógenos, problemas reprodutivos e mortalidade por doenças secundárias, dentre outros.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017


Investimentos na zona rural do Sertão do Apodi superam R$ 9,1 milhões



A secretária do Trabalho e da Assistência Social, Julianne Faria, vai cumprir agenda nesta sexta-feira (24), nas cidades de Campo Grande e Caraúbas. A programação inicia a partir das 9 horas, na Câmara dos Vereadores de Campo Grande, com a assinatura de contratos e ordens de serviços das obras dos subprojetos de inclusão produtiva, acesso à água e entrega dos equipamentos de informática para os Conselhos de Desenvolvimento Rural e Sustentável. O secretário de Gestão de Projetos e Metas de Governo e coordenador do Projeto RN Sustentável, Vagner Araújo acompanhará à agenda.

Em Campo Grande será anunciado investimento de R$ R$ 1,2 milhão aos municípios de Paraú, Upanema e Campo Grande que beneficia diretamente mais de 6.290 pessoas na perfuração e instalação de poço, construção de reservatório, construção de mini adutora e construção de passagens molhada com barragem submersa.

E ainda R$ 438 mil, para a Associação dos Produtores e Feirantes da Agricultura Familiar de Upanema onde será construído um espaço de comercialização dos produtos da agricultura familiar, além da aquisição de máquinas, equipamentos e um veículo para facilitar a logística de comercialização. O convênio assinado com o Governo do RN tem R$ 100 mil de contrapartida da própria associação.

A programação segue com a entrega dos equipamentos de TI aos Conselhos de Desenvolvimento Sustentável e Solidário. O investimento em todo o estado foi de R$ 264 mil e tem o objetivo de valorizar o controle social e fortalecer os Conselhos com vista a estruturá-los melhorando as suas condições de atuação. O Kit consiste em (01) impressora, (01) projetor, (01) computador.

Em Caraúbas, durante a tarde, a partir das 14 horas, no auditório da Ufersa, a programação contempla os municípios de Caraúbas, Olho D´água dos Borges, Felipe Guerra e Governador Dix-Sept- Rosado. Nessas quatro cidades o investimento totaliza em R$ 2,1 milhões.

E ainda 543 mil, para a Cooperativa de avicultura de Caraúbas, onde será ampliada a cadeia da avicultura, mediante a construção de seis galpões, reforma da classificação dos produtos, aquisição de maquinário moderno, além de um veículo tipo frigorifico para facilitar a logística de comercialização. O convênio assinado com o Governo do RN tem R$ 180 mil de contrapartida da própria associação.

Só no Sertão do Apodi, o Governo do Estado, já investiu em subprojetos de acesso à água e inclusão produtiva R$ 9,1 milhões, incluindo a capacitação dos beneficiários, elaboração de Planos de Negócios, além da contratação de empresa de assistências técnicas para implantação e acompanhamento dos investimentos.

Novo Núcleo Regional da Embrapa Caprinos e Ovinos apoiará caprinocultura leiteira na PB e PE

Edna Santos - Reunião entre chefias das Unidades da Embrapa Caprinos e Ovinos e Embrapa Algodão para tratar dos detalhes da instalação do novo núcleo
Reunião entre chefias das Unidades da Embrapa Caprinos e Ovinos e Embrapa Algodão para tratar dos detalhes da instalação do novo núcleo
A Embrapa Caprinos e Ovinos terá um Núcleo Regional de pesquisas na Paraíba. Nesta terça-feira (21), o Núcleo, que funcionará na sede da Embrapa Algodão (Campina Grande, PB), foi oficialmente instalado, com assinatura de termo de compromisso em reunião que contou com gestores das duas unidades e pesquisadores que atuarão no novo espaço. Sua principal função será buscar a aproximação com os principais polos produtivos de caprinos leiteiros da região Nordeste (Cariri paraibano, Sertão e Agreste pernambucano), com o objetivo de colaborar com o desenvolvimento territorial sustentável nesses territórios.

O encontro desta terça-feira contou com a presença do chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Marco Bomfim, do chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Unidade, Olivardo Facó e do chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa. Também participaram do encontro os dois pesquisadores que atuarão no Núcleo: Antônio Egito, da área de Ciência e Tecnologia de Alimentos e a Nívea Felisberto, da área de Sistemas de Produção de Leite, que coordenará as ações do Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável (InovaSocial) do BNDES nos territórios.

Durante esta semana eles se reúnem ainda com os secretários de Agricultura dos estados da Paraíba e de Pernambuco e representantes do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Estas reuniões servirão para apresentação da proposta de funcionamento do Núcleo e para construção de uma agenda conjunta entre as instituições para desenvolvimento da caprinocultura leiteira nos territórios de atuação.

Para Marco Bomfim, a implantação do Núcleo facilitará a aproximação com o setor produtivo, pela proximidade com alguns dos territórios de maior produção de leite caprino no país. “Aqui está localizada a maior bacia leiteira de caprinocultura do País e a sociedade nos cobra estar cada vez mais próximos do produtor”.
Segundo dados das coordenadorias estaduais do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2014, o volume de leite caprino beneficiado na Paraíba foi de 11.265 litros por dia. Pernambuco ocupa o segundo lugar no ranking de beneficiamento de leite caprino para o programa com 6.260 litros por dia, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 5.771 litros por dia.

A implantação do Núcleo também terá como objetivo compartilhar infraestrutura e competência em pesquisas na área de Proteômica (estudo em larga escala das proteínas expressas células, tecidos ou organismos) com a Embrapa Algodão.

As duas principais linhas de trabalho, portanto, serão as de: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para a caprinocultura leiteira; e Identificação de mecanismos e marcadores proteicos relacionados à defesa de plantas no combate a doenças e pragas do algodoeiro.

Por meio do programa InovaSocial, o Núcleo irá apoiar projetos territoriais para a geração e difusão de conhecimentos e tecnologias e fortalecimento de redes de agricultores familiares nas cadeias de caprinos e ovinos, com previsão de início de ações em 2018. A Embrapa atuará na capacitação de agricultores e técnicos; apoio a melhoramento genético de rebanhos e ao redesenho para sistemas de produção sustentáveis; incentivo ao beneficiamento e apoio à comercialização de produtos.

A previsão é de que o BNDES disponibilize R$ 5 milhões para as ações na Paraíba e Pernambuco. Serão contemplados, na Paraíba, os municípios de Amparo, Camalaú, Coxixola, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê, no território do Cariri Ocidental. No Cariri Oriental, o Programa atenderá a produtores de Barra de São Miguel, Boqueirão, Cabaceiras, Caraúbas, Gurjão, Santo André, São Domingos do Cariri.

Em Pernambuco, serão 25 municípios contemplados. No Sertão do Pajeú serão Afogados da Ingazeira, Iguaracy, São José do Egito e Tuparetama. No território do Sertão do Moxotó, o programa chegará a Arcoverde, Custódia, Ibimirim, Sertânia. Os municípios de Alagoinha, Barra de Guarabira, Belo Jardim, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Gravatá, Jataúba, Pesqueira, Poção e Sanharó são os selecionados no Agreste Central. Por fim, no Agreste Meridional, o InovaSocial deverá atuar em Buíque, Correntes, Itaíba, Paranatama, Pedra, Tupanatinga e Venturosa.

Construção de cisternas leva desenvolvimento à região do semiárido

Programa cisternas entrega 4,8 mil tecnologias de acesso à água para famílias da Paraíba. (Divulgação / www.domtotal.com)
Programa cisternas entrega 4,8 mil tecnologias de acesso à água para famílias da Paraíba. 
Em tempos de grave seca no Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Fundação Banco do Brasil (FBB) anunciou, nessa quarta-feira (22), novo investimento social para garantir o acesso à água potável a cerca de 14,3 mil pessoas em nove estados do semiárido. Serão destinados RS 17,3 milhões para a implantação de 3.588 cisternas para captação e armazenamento de água nos estados de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, do Piauí, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e de Sergipe.
A fundação firmou convênio com a Articulação do Semiárido (ASA), rede formada por mais de 3 mil organizações da sociedade civil, que será responsável pela identificação e mobilização dos beneficiados, além da construção dos reservatórios e da assessoria técnica.  As novas cisternas serão divididas em dois tipos: 3.198 voltadas para o consumo básico, que é água de beber, conhecidas como Cisternas de Placas; e 390 relacionadas à produção de alimentos e à criação de pequenos animais, chamadas de Cisterna Enxurrada e Calçadão.
Nos últimos quatro anos, a FBB já implantou 80 mil unidades de consumo básico e 12 mil de produção, em parceria com a ASA, correspondendo a investimento total de R$ 327 milhões, que beneficiou 350 mil pessoas. “Estudos sobre os impactos positivos gerados por essa tecnologia social indicaram a redução na incidência de doenças e o aumento na frequência escolar entre crianças e jovens”, informou a fundação.
Família beneficiada
O sítio da família Silva Oliveira, localizado na cidade de Esperança, zona rural da Paraíba, foi um dos beneficiados pelo projeto de cisternas. Dona Lia e seu Miguel Antônio tiveram oito filhos, que foram migrando para a cidade em busca de renda e sustento. A cisterna, além de garantir água para beber e cozinhar, possibilitou que seus filhos conseguissem renda a partir da plantação no próprio sítio.
Hoje, Delfino, 23 anos, um dos filhos do casal, fincou raízes na zona rural, onde se casou e pretende continuar vivendo. Mas nem sempre foi assim, contou o rapaz. “A gente nasceu e se criou aqui. Alguns dos meus irmãos foram para a cidade, eu também queria ir para a cidade, meu pensamento era esse. Com o passar do tempo, quando completei a idade, eu disse ‘não, agora chegou a minha vez, eu vou para a cidade que lá é onde vou ganhar o meu pão’”.
Os jovens da zona rural acabam saindo de suas casas pela falta de trabalho, imposta pela seca que assola a região. “Não tinha incentivo, como eu ia ficar no sítio?”, disse Delfino. Após ter acesso a projetos sociais, como o da FBB, Delfino enxergou uma oportunidade no sítio. Primeiro, a família conseguiu uma caixa d’água, depois a irrigação por gotejamento e finalmente a cisterna, que possibilitou melhor produção de legumes, verduras e hortaliças. Atualmente, a família vende essa produção em uma feira da cidade.
“Eu e meu irmão estamos incentivados, a gente vai ficar no sítio. Essa casa aqui [construída para ele e a mulher] já é fruto da feirinha, já consegui construir. É pequena, mas dá para morar. No futuro, eu cresço. Esse carro aqui já foi fruto de renda”, comemorou o rapaz.
Perspectiva no semiárido
Dona Lia, 54 anos, contou como levava água para casa antes da construção da cisterna no sítio. “[Trazia] no carrinho de mão, nos baldes ou então na cabeça. Era longe que a gente pegava água [a uma distância de 1 km]. Era água para tudo, era para tomar banho, para beber, para cozinhar. E agora, com essa água para beber, da cisterna de 16 mil litros, a gente tem água boa, água limpa, não é mais água de barreiro”, disse.
Depois de ver cinco de seus filhos migrando para a cidade, que ela chama de “rua”, dona Lia disse estar feliz com a decisão de Delfino e de mais dois filhos, de permanecer na área rural. “Ele falava sempre de arrumar um emprego na rua, que também não dava [para ficar] no sítio, mas agora ele não quer mais viver em rua”.
Ela comemora também a renda própria e sua individualidade. “Eu faço polpa de fruta, as frutas eu aproveito tudo, para vender e para a gente consumir. Graças a Deus, tenho minhas plantinhas, arrumo meu dinheirinho”, disse. Segundo dona Lia, sem a cisterna não tinha condição de plantar: “não plantava porque não ia carregar água na cabeça para aguar [as plantas]. Mas, por toda a vida eu sempre fui apaixonada por flor e agora consigo vender”.
Tecnologia social
As Cisternas de Placas foram certificadas como tecnologia social em 2001 pela FBB, com a finalidade de captar e armazenar água de chuva. Para o consumo das famílias, o sistema permite o acúmulo de até 16 mil litros, que atende às necessidades de uma família de cinco pessoas pelo período de até oito meses. O equipamento é composto por encanamento simples para recolher água da chuva nos telhados das casas e por um reservatório no subsolo, revestido com placas. Para as atividades produtivas, as cisternas são de dois modelos: Calçadão e Enxurrada, que são construídas perto das residências. As duas têm capacidade para 52 mil litros de água. A diferença é que a Enxurrada é instalada no caminho por onde passa o fluxo pluvial e a Calçadão capta de áreas em declive.

Fonte: Agência Brasil

Plano Nacional de Saúde Animal será finalizado neste ano



Plano Nacional de Saúde Animal será finalizado neste ano

Um dos desafios do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) neste ano é criar o Plano Nacional de Sanidade Animal, que terá medidas para avaliar serviços veterinários nos estados, intensificar emergências sanitárias e agilizar indenizações nos casos de sacrifício em rebanhos, além de atualizar os programas dessa área, segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA). O Plano prevê um comitê nacional de sanidade animal, consultivo e permanente, que será apoiado por grupos temáticos temporários para assessoramento.
A elaboração do plano foi tratada em reunião com representantes da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), além de representantes de entidades da bovinocultura, avicultura, suinocultura, caprino-ovinocultura, aquicultura e apicultura, na segunda-feira (20), quando também foi feita uma retrospectiva das atividades realizadas no ano passado.
Em 2017, será estruturado o Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (SISBRAVet). O sistema cuida da elaboração e organização das técnicas voltadas à vigilância das doenças dos animais, desde a prevenção, detecção até a contenção de focos. O SISBRAVet deverá ter também um aplicativo (e-Sisbravet) com módulos de atendimento a ocorrências zoosanitárias, gestão de programas sanitários e das emergências.
Livre de aftosa
Na bovinocultura, 2017 é o ano de buscar a condição de país livre de febre aftosa para, em 2018, ter esse status reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Marques lembrou que, na 44ª reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) 2017,  em Pirenópolis (GO), em abril, será discutida estratégia para a retirada gradual da vacinação contra a doença. O plano de contingência para febre aftosa e o manual de fiscalização da vacinação e venda de vacinas foram revisados em 2016 e serão publicados neste ano, como suporte às ações do programa. Foi apresentada ainda a perspectiva da abertura de comércio com 17 países para bovinos vivos de abate e para reprodução.
Para a suinocultura, o Mapa quer buscar condições à erradicação da peste suína clássica (PSC) no país e ampliação da zona livre da doença, que hoje já engloba 16 estados e 99% da suinocultura industrial. “É um projeto de governo previsto dentro do Plano Plurianual (PPA 2016-2019)”, disse Guilherme Marques. E lembrou que o projeto é prioritário, pois o risco de contaminação da zona livre é permanente, já que focos foram registrados em estados do Norte e Nordeste anos atrás. Em estados dessas regiões, houve auditorias e treinamentos para identificar e debelar eventuais casos. Para 2017, o Mapa também vai começar a trabalhar na implantação do sistema de compartimentação de suínos para febre aftosa sem vacinação e para PSC.
“No setor avícola os controles serão intensificados e as cobranças serão mais duras em função do risco de ingresso da Influenza Aviária no país”, comentou o diretor do DSA. Com esse objetivo, será implantado um programa de risco diferenciado para os estabelecimentos avícolas, levando em conta a condição sanitária e a continuidade do programa de certificação de compartimentos. Outra novidade será a certificação de quarentenas privadas, para que o setor privado realize quarentenas e triagem de aves importadas. Na área internacional, estão em negociação 27 acordos sanitários. 


Agricultores que usam projetos de irrigação vão negociar dívidas com até 95% de desconto


irrigaçãoSerão mais de 10 mil agricultores irrigantes com dívidas que já podem procurar Codevasf para aderir a descontos de até 95%. O local das negociações são as superintendências e escritórios da Companhia. Agricultores de projetos públicos de irrigação geridos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) os processos de concessão de descontos – vão de 10% a 95% –, no pagamento de suas dívidas de titulação de lotes e tarifa d’água, conhecida como K1.
As condições e normas para concessão dos descontos foram estabelecidas por portaria do Ministério da Integração Nacional (MI) publicada no Diário Oficial da União na última semana e beneficiam irrigantes pessoa física que optarem pela liquidação dos débitos ainda neste ano.  Mais de 10 mil produtores de projetos da Codevasf situados em todo o Vale do São Francisco, região afetada pela estiagem prolongada, podem usufruir da medida. Sem os descontos, o valor atualizado das dívidas acumuladas por eles é de R$ 172 milhões.
“Os irrigantes já podem comparecer às superintendências regionais e escritórios da Codevasf para realizar os cálculos dos seus débitos. Os descontos que estão sendo concedidos são muito expressivos, então esta é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada para regularização das dívidas”, ressalta Kênia Marcelino, presidente da Codevasf.
As variáveis que determinam o percentual de desconto aplicável à dívida de cada agricultor são: valores originais das dívidas, datas de contratação dos débitos e localização dos empreendimentos de irrigação, dentro ou fora da região semiárida.  Os descontos são válidos apenas para pagamento total do saldo atualizado das dívidas de titulação e de tarifa d’água. Mesmo os agricultores que participaram de processos de renegociação de suas dívidas no passado poderão obter o desconto para liquidação dos débitos.
O agricultor interessado deve solicitar formalmente à Codevasf extrato demonstrativo de débitos e informações sobre o percentual de desconto a que tem direito. De posse desses dados e da documentação necessária, o agricultor deve assinar o termo de acordo e pagar em até 30 dias a guia de recolhimento da dívida. A data de vencimento da guia não poderá ser alterada, nem poderão ser emitidos boletos atualizados, e os pagamentos devem ocorrer exclusivamente no Banco do Brasil. Caso o pagamento não seja realizado até a data de vencimento da guia, o desconto é cancelado e a dívida retorna à situação anterior.

O agricultor que não quitar suas dívidas perderá a oportunidade de obter o desconto de até 95% e ainda poderá ser alvo de sanções previstas em lei: suspensão do fornecimento de água, retomada do lote, cobrança judicial e inscrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Igarn conclui relatório dos volumes dos açudes do RN




O Relatório de situação volumétrica dos principais reservatórios do Rio Grande do Norte aponta que, após as chuvas ocorridas nos últimos dias, as reservas hídricas do Estado obtiveram pequena recarga, ou seja, continuam em situação crítica, nos principais reservatórios do Estado.
Dos 47 reservatórios, com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas (Igarn), dois, que estavam secos, após as chuvas, passaram para volume morto, são eles, Riacho da Cruz e Tourão. Em números totais, os reservatórios considerados em volume morto amentaram de 12 para 14, o que corresponde a 29% do dos reservatórios do Estado. Consequentemente, caiu de 21 para 19 o número de reservatórios secos, reduzindo para 40% o percentual. Somando-se os números, permanecem os 69% dos açudes que continuam em estado crítico.
Embora os volumes dos principais reservatórios continuem reduzindo, as chuvas ajudaram a manter os níveis muito próximos do último relatório divulgado no início deste mês. A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Estado, com uma capacidade de 2,4 bilhões de metros cúbicos e estava com 328,486 milhões de metros cúbicos, agora está com 328,034, 13,67% do seu volume total. A barragem Santa Cruz do Apodi, com capacidade total de 600 milhões de metros cúbicos, passou dos 111,623 milhões de metros cúbicos, para 112,447m³ 18,75% do seu volume total.  Já Barragem de Umarí, em Upanema, com capacidade total de 292,8 milhões de metros cúbicos, está com os mesmos 26,009 milhões de metros cúbicos, 8,88% do seu volume.
O Igarn alerta ainda para a necessidade de a população continuar economizando água, mesmo com as boas expectativas para a próxima quadra chuvosa. O racionamento ainda permanece e a economia de água é de grande importância para a manutenção do funcionamento dos sistemas de abastecimento as cidades do Estado.

EMPARN registra chuvas em todo o RN no fim de semana



Os registros pluviométricos da gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde a manhã de sexta-feira (17), até a manhã desta segunda-feira (20), dão conta de fortes chuvas em vários municípios, com destaque para Umarizal, com 148 milímetros (mm). Ao todo foram registradas ocorrências de chuvas em 90 postos monitorados.
No Oeste potiguar, além de Umarizal, choveu forte em Pau dos Ferros, com 128mm; Paraná, 125mm; Apodi, 122mm; Água Nova, 113,2mm; Ipanguaçu, 113,1mm; Viçosa, 90mm; Campo Grande, 85,7mm e Riacho de Santana, 84mm. Choveu também em Severiano Melo, Dr. Severiano, Tenente Ananias, Caraúbas, Jucurutu, Marcelino Vieira, Upanema, Areia Branca, Paraú, entre outros.
Chuvas também na região Central e Seridó, nos municípios de São João do Sabugi, com 130mm; São Fernando, 106,1mm; Jardim de Piranhas, 62mm; Timbaúba dos Batistas, 45mm; São Vicente, 42,3mm; Jardim do Seridó, 32mm; e Florânia, 31,5mm. Choveu ainda em Cerro Corá, Caicó, Ouro Branco, Angicos, Parelhas, Fernando Pedroza, entre outros.
Na mesorregião Agreste, choveu mais forte em Monte Alegre, 42 milímetros (mm); Lajes Pintadas, 35mm; Japi, 26mm; Coronel Ezequiel, 25mm; Tangará, 22,3mm; Jaçanã, 18mm e ainda em São Bento do Trairi, Barcelona, São Paulo do Potengi, Sítio Novo e Rui Barbosa, entre outros. No leste choveu em Montanhas, 68,3mm; Senador Georgino Avelino, 53,2mm; Parnamirim, 53,2mm; Taipu, 31mm; São Gonçalo do Amarante, 26,3mm; Canguaretama,  21,1mm; Natal, 19,6mm e Maxaranguape, 13mm.   

Meteorologistas prevêem chuvas próximas do normal no RN



O resultado da II Reunião de Análise e Previsão Climática para a Região Nordeste do Brasil, encerrada nesta terça-feira (21) na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), prevê a tendência de que as chuvas apresentem um comportamento próximo da normalidade climatológica em grande parte do norte do Nordeste, incluindo o Rio Grande do Norte. De acordo com o Gerente de Meteorologia da EMPARN, Gilmar Bristot, “as chuvas serão mais intensas em regiões como o Alto Oeste e Vale do Assu. Já em áreas como o Seridó, Agreste e Litoral as precipitações devem ser mais escassas. A média de chuvas no semiárido para os próximos três meses deve girar em torno de 500mm, o que não será suficiente para encher os grandes reservatórios, mas garante uma boa recarga de água nas pequenas bacias”, afirma.
Os meteorologistas utilizaram uma imagem com base no mapa do Nordeste, sinalizando de cor verde a área que terá chuvas, a cor amarela para chuvas abaixo do normal e a cor cinza para definir a área de baixa visibilidade. A previsão é para a quadra chuvosa de março a maio. A elaboração do documento contou com a participação dos meteorologistas de instituições estaduais, além do INPE/INMET e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
ANÁLISE
Com mapas ilustrando o documento final, os meteorologistas apresentaram a análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala (vento em superfície e em altitude, pressão ao nível do mar, temperatura da superfície do mar, entre outros) e dos resultados de modelos numéricos globais e regionais, assim como de modelos estatísticos de diversas instituições de meteorologia do Brasil (como a FUNCEME, INMET, CPTEC/INPE) e do exterior, o que acabou indicando o prognóstico climático para o período de março, abril e maio de 2017 na Região Nordeste do Brasil.
Na análise das condições oceânicas e atmosféricas, os meteorologistas concluíram que “no oceano Pacífico equatorial, observou-se uma condição de neutralidade, com algumas pequenas áreas na parte central ainda apresentando anomalias negativas de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) alcançando até -1ºC. O enfraquecimento do Fenômeno La Niña ocorreu de acordo com os resultados dos modelos de previsão de anomalia de TSM, e a condição de neutralidade deverá prevalecer no Oceano Pacifico equatorial nos meses de março, abril e maio”.
Destacaram também que “no Oceano Atlântico, as águas estão mais aquecidas do que o normal em toda a bacia tropical, porém, com aquecimento ligeiramente mais pronunciado em termos de abrangência de áreas aquecidas na bacia norte, de forma que o dipolo do Atlântico apresentou, em janeiro, índice de +0,31, indicativo de uma condição ainda não favorável ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical, (ZCIT), sobre o setor norte do Nordeste”. Lembraram que “essa condição indica que as áreas mais ao norte da região serão beneficiadas com as chuvas provenientes da atuação da ZCIT, enquanto que as áreas mais ao sul da região serão pouco influenciadas pelas chuvas deste sistema meteorológico.
Em função de algumas variabilidades (cobertura vegetal, proximidade do oceano e efeitos topográficos), os especialistas recomendam o acompanhamento das previsões diárias de tempo, análises e tendências climáticas semanais, divulgadas pelos Núcleos de Meteorologia dos Estados do Nordeste. No mês de março a reunião dos especialistas acontecerá em Pernambuco, quando será divulgado o prognóstico para a quadra chuvosa de abril a junho, para o Nordeste, evidenciando principalmente a região leste.