quarta-feira, 3 de outubro de 2018

INTL FCStone reduz previsão de moagem e aponta maior produção de etanol

Usinas e destilarias devem processar 567 milhões de toneladas na safra 2018/2019


cana-etanol-biocombustivel-açúcar (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
A INTL FCStone reduziu novamente a estimativa de moagem na safra 2018/2019 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, iniciada oficialmente em 1º de abril. Para o período, usinas e destilarias devem processar 567 milhões de toneladas de cana, ante um total previsto de 573,9 milhões de toneladas, em julho.
Se confirmado, o volume deve ser 4,9% menor que o total processado na safra 2017/2018, de 596,3 milhões de toneladas de cana.
"As condições atipicamente secas nas lavouras do Centro-Sul do Brasil continuaram impactando as perspectivas de produtividade e moagem de cana. Vale lembrar que, em grande parte dos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, as chuvas acumuladas nos primeiros meses do inverno não ultrapassaram 50% do volume usual. Em alguns canaviais, o volume não atingiu 10% da média de longo prazo", justificou João Paulo Botelho, analista da INTL FCStone.
Com o impacto da estiagem, a expectativa da consultoria é que o cinturão canavieiro brasileiro acumule quebra de 5,4% no rendimento agrícola em 2018/2019, para 71,9 toneladas por hectare. As condições do tempo devem favorecer, no entanto, a oferta de Açúcar Total Recuperável por tonelada (ATR/t) de cana processada.
A INTL FCStone prevê o ATR em 139,9 kg/t em 2018/2019, ante 139,1 kg/t na estimativa anterior e 136,6 kg/t no fechamento da safra 2017/2018, alta prevista de 2,2%, portanto. Segundo a consultoria, a safra seguirá também mais alcooleira que o previsto anteriormente. Com isso, reduziu de 39,9% para apenas 35,6% o mix de destino de cana para o açúcar no Centro-Sul em 2018/2019, ou seja, ampliou de 60,1% para 64,4% o mix de destino para o etanol. A safra passada terminou com um mix de 46,5% para açúcar e 53,5% para o etanol.

Assim, a produção de açúcar entre abril de 2018 e março de 2019 no Centro-Sul deve alcançar apenas 26,9 milhões de toneladas, de acordo com a consultoria, ante 30,4 milhões de toneladas na previsão de julho. Se confirmada a estimativa, a oferta de açúcar do Centro-Sul brasileiro recuará 25,5%, ou 9,2 milhões de toneladas, sobre o total produzido em 2017/2018, de 36,1 milhões de toneladas.
Já a produção total de etanol de cana de açúcar foi novamente elevada: de 28,2 bilhões de litros, em julho, para 30 bilhões de litros agora, alta de 17,3% sobre o total de 25,4 bilhões de litros de 2017/2018. Do total previsto para 2018/2019, 20,8 bilhões de litros são de hidratado (+36,8%) e 9,1 bilhões de litros de anidro (-11,4%).
"Sem grandes mudanças no cenário econômico do setor, mantivemos nossas estimativas para a produção de etanol de milho: a destilação de hidratado e de anidro deve totalizar 864 milhões de litros (+100,4%) e 281 milhões de litros (+210,1%), respectivamente. No total, a fabricação do biocombustível deve ser de 1,1 milhão de litros", concluiu Botelho.

Tendência para pecuária é de preços firmes e alta de custos de insumos

Segundo analistas da Scot Consultoria, a demanda interna será incerta nesse período, em virtude do turbulento panorama político e econômico


Tabapuã, boi, gado (Foto: Divulgação)
O cenário para a pecuária brasileira no curto prazo, ao menos até o início de 2019, é de preços firmes e de alta nos custos puxada pela valorização do dólar, segundo analistas da Scot Consultoria, durante encontro em Ribeirão Preto (SP). A demanda interna será incerta nesse período, em virtude do turbulento panorama político e econômico.
Segundo o sócio-diretor da Scot Alcides Torres e a analista Marina Zaia, apesar de a oferta de gado de confinamento nesse segundo semestre ser mais remuneradora para pecuaristas do que no primeiro trimestre, a pressão dos preços da arroba já tem viés de alta. "Os preços já sazonalmente são melhores no último trimestre de cada ano e isso deve ocorrer no curto prazo", afirmou Torres.
Também analistas da Scot, Breno de Lima e Juliana Pila lembraram que o crescimento do abate de fêmeas, de 9,4% em 2017 e de 7,8% em 2018, deve puxar para cima o preço de bezerro em 2019. "Como o período é de redução de abate de fêmeas, a oferta desses animais para frigoríficos também será menor e isso ajuda o ciclo de alta", disse Juliana. "O preço vai caminhar na linha tênue entre certeza de oferta e, pelo lado da demanda, a incerteza", completou Breno.
SOBERANIA ALIMENTAR E O PAPEL DA AGRICULTURA FAMILIAR

 

Plantio de melancia como alternativa de boa renda para o produtor rural


plantio de melanciaA melancia é uma planta rasteira que se desenvolve bem em solos de textura média, profundos e bem drenados, com boa retenção de umidade. O produtor ficar atento á competição com as plantas daninhas, que competem com as frutas por água, luz, nutrientes, e ao ataque de pragas e doenças.
O Brasil é o décimo maior produtor mundial de melancia, e sua importância para a economia é muito elevada. Os técnicos da Embrapa Rondônia, um dos estados bons produtores de melancia, recomendam o  cultivo da melancia para que os pequenos produtores rurais possam ter bons resultados de produtividade e bons lucros.

A melancia é uma fruta bastante apreciada em diferentes partes do mundo, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. Suas propriedades refrescantes e diuréticas, associadas ao sabor agradável e ao baixo teor calórico fazem da fruta uma excelente alternativa para os adeptos dos mais variados regimes alimentares.
NOTA DO BLOG: Alguns produtores do  município de Baraunas-RN, esta cultivando um tipo de melancia, mais doce, sem sementes e com um sabor excelente. Os orgãos governamentais do nosso estado, deveriam solicitar um estudo técnico mais especializado a EMBRAPA, a fim de que esta fruta venha no futuro ocupar um lugar de destaque na fruticultura estadual, nacional ou mundial.

Entenda a importância da alimentação para a criação de suínos

suinos comendoA suinocultura brasileira vem crescendo a cada dia a oferta de produtos e o consumidor exige, também, mais qualidade. E para atingir essa excelência na qualidade do produto oferecido, é importante destacar a alimentação do animal. De acordo com o zootecnista da Quimtia Brasil, José Luiz Schneiders, o primeiro passo é pensar em uma dieta específica para os suínos.
Para ele, ao contrário do que se imagina, a ração ideal para suínos deve favorecer mais o desenvolvimento da carcaça, do que a engorda propriamente dita. Ou seja, o alimento deve promover ganho de músculo e não gordura ao animal, devido ao melhoramento genético, que, com o passar dos anos, vem sendo aprimorado para fornecer ao consumidor proteína de origem animal, com baixo teor de colesterol.
O especialista afirma, também, que, atualmente, existe um déficit de micromineirais como o manganês, zinco, iodo, ferro, cobre e selênio nos vegetais brasileiros, e de várias vitaminas. Por conta disso, segundo o zootecnista, é necessário que sejam adicionados sinteticamente na ração, além de acrescentar calcário, fosfato bicalcio e sal, que exercem funções específicas, principalmente no desenvolvimento dos ossos destes animais. “A alimentação dos suínos se concentra em milho, farelo de soja e aminoácidos, principalmente a lisina”, completa Schneiders.

Para o zootecnista, é fisiológico que um animal mais velho coma mais ração do que um mais jovem. Segundo ele, por conta disso há a necessidade da alimentação ser mais concentrada em nutrientes no início da fase produtiva, e menos concentrada conforme o crescimento do animal. “Um suíno chega ao peso ideal para o abate com cerca de 100 e 110 kg, com aproximadamente 140 dias de vida”, ressalta.

terça-feira, 2 de outubro de 2018


ESTUDO

Bayer refuta ligação de glifosato com doenças em abelhas

Universidade do Texas apontou ligação entre o herbicida e problemas intestinais nos insetos
     
A divisão Crop Science da Bayer se posicionou rejeitando as interpretações de um estudo recente de cientistas da Universidade do Texas que teria encontrado ligação entre o herbicida glifosato e problemas de saúde intestinal nas abelhas. De acordo com o Bayer, nenhum estudo em larga escala encontrou tal ligação.

A empresa refutou um artigo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (PNAS, na sigla em inglês), segundo o qual a exposição de abelhas ao glifosato alterava a flora intestinal das polinizadoras e aumentava a suscetibilidade dos insetos à infecção por patógenos oportunistas. De acordo com esse estudo, caiu de oito para quatro as espécies de bactérias importantes para o sistema digestivo nas abelhas expostas.

Segundo a Bayer, o documento “não fornece nenhuma evidência de que os pretensos efeitos possam ter um impacto negativo na saúde das abelhas em condições reais de campo”. A multinacional lembrou ainda que a equipe da pesquisa não comparou esses resultados com seu próprio trabalho anterior, segundo o qual os antibióticos usados pelos apicultores em suas colmeias seriam a causa da alteração da flora intestinal das abelhas.

A empresa também ressaltou que o estudo se baseou em um número relativamente pequeno de abelhas testadas. “Só é possível obter uma avaliação realista do tamanho que os efeitos observados podem desempenhar em um cenário da vida real através da realização de estudos com colônias de abelhas no campo”, sustenta a Bayer. 

A empresa também reclama que os critérios do estudo não atendem às diretrizes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre estudos de pesticidas.

Algodão

Oeste baiano colhe a melhor safra de algodão da história

Estado colheu nesta safra 1,270 milhão de toneladas de algodão (caroço e pluma)
     
As máquinas pararam no oeste da Bahia com o término da colheita de algodão, considerada uma supersafra. Em meados de setembro, nas áreas onde ainda restavam plantações, o trabalho foi intensificado e teve agricultor que chegou a colher no período da noite. Agora, 100% da safra da região está colhida e pronta para ser comercializada, com resultados animadores em produtividade e qualidade da fibra.

De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), o estado colheu nesta safra 1,270 milhão de toneladas de algodão (caroço e pluma), 370 mil a mais que na última safra. Os produtores plantaram em uma área total de 263.692 mil hectares em toda a Bahia, um incremento de área de 30,77% em relação à safra passada.
A região oeste é responsável por 96% da produção de algodão da Bahia, que é o segundo maior produtor da fibra no Brasil, atrás somente do Mato Grosso. A colheita na Bahia obedece ao prazo limite do dia 20 de setembro, quando inicia o período do vazio sanitário do algodão, e, por 60 dias, os cotonicultores devem eliminar todos os restos culturais do campo para evitar a proliferação de pragas, principalmente o bicudo do algodoeiro.

Novos investimentos
O presidente da Abapa, Júlio Busato, avalia que, após quatro anos amargando resultados negativos, desde a safra passada os produtores do oeste começam a recuperar as perdas. “Em 2017, tivemos uma safra muito boa e este ano acabou sendo a melhor da história. Isso é muito bom e vem em um bom momento para que os produtores possam sanar dívidas do passado e pensar em novos investimentos como máquinas e sementes, por exemplo.”
Busato acrescenta que os resultados são creditados às chuvas regulares e ao trabalho consistente desenvolvido em campo no combate a pragas, por meio do programa fitossanitário da Abapa. A produtividade média das lavouras é considerada recorde pela segunda safra consecutiva, acima das 322 arrobas/hectare.

Outro ponto destacado por Busato é a contrapartida que uma safra de excelência, aliada ao trabalho sério dos produtores, deixa para o estado. “Os 263 mil hectares cultivados este ano contribuíram com R$ 4 bilhões do Valor Bruto da Produção (VPB), isso sem falar nos 40 mil empregos gerados direta e indiretamente pela cadeia produtiva do algodão.”
Com a previsão da regularidade do ciclo de chuvas e da cotação do mercado, a próxima safra de algodão já prevê um crescimento de área, saindo dos 263,6 para 330 mil hectares, em um incremento de 25,5%. A expectativa é que gradualmente, nas três próximas safras, a região possa retornar à capacidade instalada para a produção da fibra, que era de 400 mil hectares, antes da crise de chuvas e de pragas que reduziram a produtividade, gerando descapitalização e o aumento do endividamento dos produtores. A atual safra de algodão da Bahia deve abastecer principalmente a indústria têxtil brasileira, sendo o restante dela, cerca de 40%, destinada para o mercado externo para os países asiáticos. 

Preços do milho acumularam queda no mercado brasileiro em setembro

É o que mostram indicadores regionais medidos pelo Cepea e pela Bolsa Brasileira de Mercadorias


agricultura-colheita-milho (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Os preços do milho encerraram o mês de setembro em baixa, informa, nesta segunda-feira (1/10) o Centro de Estudos Avançados em Economia aplicada (Cepea). A referência com base em Campinas (SP) acumulou desvalorização de 4,14%, encerrando a R$ 39,40 a saca de 60 quilos na sexta-feira (28/9). A média do indicador foi 2,1% menor que a registrada em agosto deste ano.
“A pressão vem do maior interesse de venda por parte de muitos produtores, devido à necessidade de “fazer caixa” para custear a safra de verão. Já compradores, atentos ao movimento de queda, limitam as aquisições, à espera de novas desvalorizações”, diz o Cepea, em nota.
Segundo os pesquisadores, as exceções estão no Rio Grande do Sul, onde ainda se aguarda o desenvolvimento da safra de verão, e no Nordeste, onde houve quebra de produção. Como a disponibilidade do grão é menor, as cotações têm se sustentado nessas regiões do país.

Situação semelhante pode ser verificada em algumas regiões nos indicadores da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). Na referência para Campinas (SP), o valor da saca de 60 quilos caiu de R$ 42 para R$ 40 entre os dias 3 e 28 de setembro. Já em Luis Eduardo Magalhães (BA), o valor passou de R$ 32,5 para R$ 34 no período.
Nas praças do Sul, os números indicam oscilação dos preços e alguns momentos de elevação. Ainda assim, com cotações mais baixas no fim do que no início do mês. Em Cruz Alta (RS), o milho chegou a oscilar entre R$ 42 e R$ 42,5, caiu para R$ 39,5 e nos últimos dias, estabilizou em R$ 41 a saca de 60 quilos.
Em Julio de Castilhos, a cotação, que iniciou setembro em R$ 41, oscilou e encerrou o mês em R$ 40 a saca. Em Passo Fundo, a cotação caiu de R$ 42,5 para R$ 41 ao longo do mês. No Porto de Rio Grande, o cereal começou cotado a R$ 44, chegou a cair para R$ 41 e encerrou setembro a R$ 43.

Operador Econômico Autorizado será instituído formalmente em outubro

OEA-Agro

Projeto-piloto foi desenvolvido com setor de carnes em Santa Catarina



Em Brasília, representantes da Receita Federal, Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Associação Brasileira de Proteína Animal e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal reuniram-se na última quarta-feira (26), para alinhar procedimentos e avaliar o histórico de etapas da implementação do programa Operador Econômico Autorizado Integrado no Ministério da Agricultura (OEA-Agro). Em todo o mundo já existem 47 mil operadores econômicos autorizados, principalmente na Europa e Estados Unidos.
O programa brasileiro de OEA, lançado pela Receita Federal em 2014, consiste na certificação de empresas da cadeia logística (importadoras, exportadoras, despachantes) que operam com baixo risco em questões de segurança física da carga e de cumprimento das obrigações aduaneiras. Uma vez habilitadas, as operações com essas empresas serão mais fáceis, mais rápidas, de menor custo, e sem perda do controle e segurança aduaneira.
Até outubro do ano passado estavam certificados 72 operadores. A meta da Receita Federal é certificar 50% de todos os operadores brasileiros até 2019. Sob monitoramento da Casa Civil, o programa OEA é classificado como prioritário pelo Governo Federal
No Ministério da Agricultura, o trabalho do OEA-Agro começou em dezembro de 2016 com a publicação da Portaria Conjunta 1.700 do Ministério da Agricultura e da Receita Federal do Brasil, que dispõe sobre o planejamento e a execução de projeto-piloto no âmbito do Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA). Ainda em dezembro, o ministro Blairo Maggi assinou em Chapecó, Santa Catarina, um protocolo de adesão com o setor produtivo da carne para viabilizar esse projeto-piloto.
Em julho de 2017, a portaria 2.384 da Receita Federal definiu como seria a participação, no Programa OEA, de órgãos ou entidades da administração pública que exercem controle sobre operações de comércio exterior. Em outubro, o Ministério da Agricultura iniciou o trabalho com a cadeia importadora de insumos agrícolas, por meio da assinatura do protocolo de adesão do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).
“Agora, nos reunimos para avaliar em conjunto todo esse histórico”, disse Fernando Mendes, coordenador-geral do Vigiagro. “A iniciativa já possui maturidade suficiente para entrar em operação. Para tanto será publicada, ainda em outubro, a Instrução Normativa do MAPA que instituirá formalmente o Programa Operador Econômico Autorizado na modalidade Integrado, que será chamado de OEA-Agro.”
Na primeira etapa, deverão ser atendidas a cadeia exportadora de carne e a cadeia importadora de insumos. Na sequência, novas cadeias do Agro deverão participar do OEA-Agro.
Jackson Corbari, coordenador-geral da Administração Aduaneira da Receita Federal, destacou que “a Agricultura, por meio do Vigiagro, foi o primeira a iniciar um projeto piloto e agora também será o primeiro Ministério a se integrar formalmente ao Programa OEA”.
As empresas que operam em Regime de Entreposto Industrial sob Controle Aduaneiro Informatizado (RECOF) estão otimistas sobre o impacto positivo do OEA-Agro.
Sandra Gimenes, diretora técnica da Associação RECOF e OEA, disse que “os ganhos em agilidade e redução de custos para a indústria será enorme. Esperamos que a fiscalização de embalagens de suportes de madeira em breve seja também atendida pela certificação OEA-Agro”.
Gimenes disse ainda que “o projeto piloto foi muito bem conduzido, e estamos à disposição, como órgão consultivo, para aprimorar os procedimentos e normas. A palavra-chave é simplificar. É fundamental a parceria do setor privado com o setor público, e o Ministério da Agricultura é muito importante para a competitividade do Brasil no comércio exterior”.
O olhar e a participação da terceira idade nas Eleições de 2018

No dia 1º de outubro celebramos o Dia Internacional da Terceira Idade. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para qualificar a vida dessa geração, através da saúde, conscientização e da integração social. Neste mesmo dia, no Brasil, comemoramos o Dia Nacional do Idoso. A data faz referência ao dia em que foi instituído o Estatuto do Idoso. 
 
O Estatuto do Idoso assegura legalmente às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos o envelhecimento digno com garantias em diversos campos, como o da saúde, o da cultura e o do transporte.
 
Para a CONTAG, em 2018, a data é uma excelente oportunidade para refletirmos sobre o olhar e a participação da terceira idade nas Eleições. Afinal, no próximo dia 7 de outubro, dos cerca de 147 milhões de eleitores(as) brasileiros(as) que  votarão no próximo presidente da República; deputados(as) federais, estaduais ou distritais; senadores(as) e governadores(as), mais de 12 milhões são eleitores(as) acima de 70 anos. “Além de ser um gesto de cidadania fundamental para continuarmos a fazer valer nossa vontade nas urnas. Acreditamos que só com a nossa participação nas Eleições conseguiremos incidir no destino das políticas públicas e direitos que contemplem os anseios dos(as) idosos(as) rurais da nossa Nação”, ressalta a secretária da Terceira Idade da CONTAG, Josefa Rita da Silva (Zefinha).     
 
Vale ressaltar que os idosos(as) acima de 70 anos têm voto facultativo, ou seja, não são obrigados(as) a participar do processo eleitoral. Ainda sim, a CONTAG lembra que só participando das Eleições de 2018, essa geração terá a chance de (re)escrever a história do Brasil, sobretudo quando levamos em consideração o atual cenário de retrocesso de direitos e rompimento da democracia no País. “Além de ser uma grande expressão da sua cidadania, a presença dos idosos(as) nas urnas também é uma oportunidade desta geração orientar e ajudar os(as) mais jovens a refletirem sobre o atual momento que estamos vivendo e o que podemos mudar no nosso País”, destaca o presidente da CONTAG, Aristides Santos.
 
 
ELEIÇÕES GERAIS BRASILEIRAS, 2018
 
É importante lembrar que no dia da Eleição é garantido ao idoso(a) o atendimento preferencial, bem como às gestantes e deficientes físicos. 
 
Bom  destacar que no dia da eleição 2018 serão realizadas no dia 7 de outubro e, nos locais em que houver segundo turno, no dia 28 do mesmo mês, devemos levar um documento oficial com foto: carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho, Documento Nacional de Identidade (DNI) ou carteira nacional de habilitação.
Tenha sempre em mão seu título de eleitor, já que nele constam informações sobre a zona e a seção eleitoral. 
 
Atenção: não valem certidão de nascimento e de casamento como prova de identidade na hora de votar.
 

 
FONTE: Comunicação CONTAG- 

Aprenda a fazer um quintal agroflorestal em casa ou no sítio

quintais agroflorestaisO quintal agroflorestal é a área destinada ao plantio de um conjunto de espécies de plantas, como fruteiras, palmeiras, ornamentais, além de cultivos alimentares e criação de animais domésticos, geralmente localizado em torno da casa dentro de uma propriedade rural. Os quintais têm importantes funções como ecológica, de segurança alimentar e fonte de renda para o agricultor.
O assistente de pesquisa Aderaldo Gazel, da Embrapa Amapá (Macapá/AP), explica como criar e manter um quintal agroflorestal. “No quintal agroflorestal, o agricultor tem a oportunidade de fazer adaptações de mudas adquiridas, por exemplo, de propriedades vizinhas. Normalmente, o quintal é mantido com a finalidade de consumo para a família e o excedente é comercializado em feiras”, esclarece Gazel.
O quintal agroflorestal é formado espontaneamente pelo agricultor, dispensando o plantio em linhas e espaçamentos. “A orientação técnica é sempre bem-vinda, mas o quintal é um sistema complexo e dinâmico, formado de acordo com a necessidade do agricultor e a disponibilidade de insumos”, complementa.
Segundo Gazel, uma das vantagens do quintal é a utilização intensiva do espaço. “Na mesma área, o agricultor aproveita desde ervas, arbustos, hortaliças até árvores mais altas. Ele organiza a vegetação, conforme a sua necessidade. Essa mistura de espécies pode contribuir para menor ocorrência de pragas e doenças”, exemplifica. O uso da mão-de-obra familiar também é outra vantagem dos quintais agroflorestais, além da produção de lenha, resultado da poda das árvores.

Nos quintais, também não se verifica problemas de erosão, pois o solo está sendo coberto por folhas caídas dos plantios. Há estudos, ainda, que indicam que os quintais agroflorestais podem produzir até 44% das necessidades de caloria da família, 32% de proteínas e 20 a 30% da renda anual familiar. “Em todas as propriedades que estudamos, verificamos que os quintais disponibilizavam a quantidade necessária de vitamina C que as famílias necessitavam”, destaca o assistente.

Algodão Colorido - BRS Safira


imagem
A BRS Safira é uma cultivar de fibra colorida que possui ciclo entre 140 e 150 dias, com florescimento em 55 dias e altura média de 130 cm. Diferencia-se das demais cultivares de fibra marrom existentes no Brasil por apresentar coloração mais escura ou avermelhada, sendo, juntamente com a BRS Rubi, as duas primeiras cultivares do Brasil com esta característica de cor da pluma. Como toda cultivar de fibra colorida, embora sua cor seja bastante duradoura, deve-se evitar o prolongado retardamento da colheita, evitando exposição demasiada da fibra ao sol para que se obtenha uma coloração bem intensa da fibra. A BRS Safira, em suas avaliações, atingiu produtividade de 1.915kg/ha nas condições do Semiárido brasileiro. Como a incidência de doenças foliares e de solo é baixa no Nordeste, esta cultivar destina-se preferencialmente a esta região. Por ser naturalmente colorido, esta cultivar não passa pelos processos químicos de branqueamento e tingimento, gerando um produto final com possibilidade de uso por consumidores alérgicos aos compostos usados e/ou presentes nas etapas de processamento citadas. Além disso, se for produzido organicamente (sem uso de insumos e fertilizantes químicos), o produto poderá ainda ficar mais valorizado. Há, neste sentido, mercado potencial para a aquisição de artigos infantis, roupas íntimas, meias, lenços, agasalhos, camisetas, mantas e outras confecções.

O cultivo de algodão com fibra diferenciada é uma das opções para os pequenos agricultores agregarem valor a sua produção. O algodão colorido tem valor de mercado 20 a 30% maior que o algodão branco aumentando a rentabilidade dos produtores. A cadeia produtiva de algodão no Nordeste é constituída principalmente por pequenos produtores, com baixa rentabilidade, o que motivou o programa de melhoramento de algodões especiais da Embrapa a trabalhar no desenvolvimento de alternativas para agregar valor à produção.


Quem ganha com isso?
Pequenos produtores, artesãos, varejistas e consumidores

Abrangência geográfica
Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Mato Grosso do Sul