terça-feira, 5 de abril de 2016

Fetarn teve intensa programação na região do Seridó no último sábado



A Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte – Fetarn esteve presente em duas importantes atividades realizadas no último sábado (2) na região do Seridó.
Pela manhã, a entidade esteve representada pelo secretário de Formação e Organização Sindical, Francisco de Assis e pelo coordenador do pólo sindical do Seridó, Mario Luiz Dantas, na assembléia geral ordinária sobre o balanço financeiro e patrimonial no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santana do Mato.
O evento contou com grande participação dos associados que aprovaram a prestação de contas do ano de 2015 e a previsão orçamentária para 2016, que incluí a compra de um veiculo novo para facilitar o deslocamento da diretoria e dar suporte aos trabalhadores e trabalhadoras rurais do município.
 
À noite, a partir das 19 horas, Francisco de Assis, Mário Luiz e o assessor Expedito Jorge, estiveram presentes representando a Fetarn na solenidade de posse da diretoria do sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de São João do Sabugi. 

Quem também esteve presente no evento, que contou com ampla participação de trabalhadores e lideranças comunitárias,  foi o secretário de Estado de Reforma Agrária e Assuntos Fundiários, Raimundo Costa, representando o governador Robinson Faria. 
“A toda diretoria em nome de nossa Fetarn desejamos votos de muito trabalho em defesa da agricultura familiar”, enfatizou Assis Araújo, durante a abertura do evento.

Ovinocultura busca aumentar produção e rentabilidade


Atentos às exigências da sociedade, a ovinocultura vem demonstrando um crescente aumento nos últimos anos: o rebanho brasileiro conta atualmente com 14 milhões de cabeças distribuídas em todo o País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse crescimento se deve, entre muitos motivos, a um mercado consumidor cada vez mais exigente por produtos de qualidade. A observação é do médico veterinário e especialista em biotecnologia de reprodução, André Rocha, durante palestra realizada nesta sexta-feira (1º/04), na Exposição das Tecnologias Voltadas ao Desenvolvimento da Pecuária (ExpoPec), em Porangatu, Goiás.
O evento é realização da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (SENAR/GO), Sindicato Rural de Porangatu e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), segue até domingo (03/04), com palestras, exposição de maquinários para a área da pecuária, além de animais de alta genética expostos ao longo da feira.
O especialista fundamentou sua afirmação, destacando que a atividade vive um grande potencial de produção, já que a lida com ovinos oferece ao criador várias opções de produtos para incrementar a renda mensal. Mas, para que isso possa se concretizar, o criador precisa assegurar e se dedicar ao manejo adequado dos mamíferos. “Não basta ter os animais na propriedade sem adequá-los a um sistema correto, oferecendo qualidade, alimentação e conforto para uma boa rentabilidade”, explicou.
Apesar do cenário, a ovinocultura nacional não deslanchou ainda, considerando que importa mais que exporta. Além disto, o consumo interno da carne ainda é modesto: entre 0,7 e 1,0 quilo por pessoa ao ano, muito baixo levando em conta que o País tem mais de 200 milhões de pessoas.
Com isso, os criadores precisam saber que a carne ovina tem alto valor de mercado quando comparada às demais, o que inclui a bovina, tornando as negociações deste setor mais rentáveis. “A rentabilidade da atividade de ovinocultura se dá pela quantidade de arrobas, produzidas em menor espaço de tempo do que na atividade de bovinocultura de corte, por exemplo, sem falar do constante preço alto da arroba do ovino”, destaca.

Segundo André, para obter uma ovinocultura lucrativa o produtor precisa aliar técnica, instalações adequadas, animais de alta reprodução, mão de obra qualificada e união entre os criadores. “Assim conseguiremos avançar na produção e principalmente evoluirmos no cenário nacional e internacional. Já que somos o maior produtor de carne ovina do Continente Americano”, afirmou.
Consumo
Segundo o especialista, o consumo baixo vai além de questões culturais, reforçadas pelo comércio de carnes mais populares, como a bovina e a de frango. “Os criadores não têm aderido de forma efetiva à ovinocultura também por falta de conhecimento, de estruturação da cadeia – faltam cooperativas e assistência técnica qualificada, além de plantas de abatedouros nas proximidades da propriedade rural, dentre outras.”
Mesmo assim, “dentro do panorama brasileiro, os estados ou regiões que se destacam pelos bons índices de produção são o Nordeste, com o maior contingente de cabeças, região Sul, com destaque para Rio Grande do Sul. Ainda há grande estímulo de produção na região Sudeste”, destacou.

Acordo comercial entre Mercosul e África Austral entra em vigor

Comércio Exterior

Tratado permite descontos tarifários na importação de produtos como costela suína, miúdos bovinos e pescados

Acordo envolve Argentina, Uruguai, Paraguai, África do Sul, Namíbia, Botsuana e Lesoto
Acordo envolve Argentina, Uruguai, Paraguai, África do Sul, Namíbia, Botsuana e Lesoto

A presidenta Dilma Rousseff promulgou o acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral (Sacu). Com isso, já está em vigor o tratado que permite descontos tarifários aos países dos dois blocos na importação de produtos como costela suína, miúdos bovinos e pescados.
Além do Brasil, o acordo envolve Argentina, Uruguai, Paraguai, África do Sul, Namíbia, Botsuana e Lesoto.
O decreto de promulgação do acordo foi publicado nesta segunda-feira (4) no Diário Oficial da União. O tratado vem sendo discutido desde 2008 e prevê a criação de uma área de livre comércio entre os dois blocos.
Novos produtos
Para o diretor do Departamento de Acesso a Mercados e Competitividade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Rossi, é imprescindível ampliar as negociações, a fim de incluir produtos como lácteos, carne de frango, frutas e alimentos processados.
“O Brasil tem apenas 4,4% de participação nas importações totais da África do Sul no setor agropecuário, um mercado que importou US$ 6,7 bilhões em 2014”, salienta Rossi.
O acordo deverá incorporar temas como investimentos, compras governamentais e medidas sanitárias e fitossanitárias, contribuindo para a expansão do comércio mundial e o desenvolvimento social e econômico desses países.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Brasil começa a exportar safra recorde de soja

Comércio Exterior

Somente em março vendas do grão no exterior renderam US$ 2,9 bilhões

Imagem de arquivo/Agência Brasil Em volume, a quantidade exportada foi recorde de 8,3 milhões de toneladas, 50% maior em comparação aos 5,6 milhões de toneladas embarcadas em março de 2015
Em volume, a quantidade exportada foi recorde de 8,3 milhões de toneladas, 50% maior em comparação aos 5,6 milhões de toneladas embarcadas em março de 2015.

O Brasil começou em março a exportar a safra de soja, que este ano alcançará o volume recorde de 56 milhões de toneladas. Os embarques reforçam a posição do País no cenário internacional como maior exportador mundial do grão e grande exportador de produtos do agronegócio.
Em receita e em volume, os números da exportação da soja são grandiosos. Somente em março, os embarques de soja em grão renderam US$ 2,9 bilhões. Essa receita é 32% mais alta em relação aos US$ 2,2 bilhões obtidos em março de 2015.
Em volume, a quantidade exportada foi recorde de 8,3 milhões de toneladas, 50% maior em comparação aos 5,6 milhões de toneladas embarcadas em março de 2015.
Esses dados, comenta o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, representam apenas o início dos embarques da safra de soja deste ano.

“A soja está sendo exportada em volumes significativos. No ano passado, foram 54 milhões de toneladas, e para este ano, a Conab espera volume ainda maior, de 56 milhões de toneladas de embarques. Isso será novo recorde, e o Brasil vem se firmando como o maior exportador de soja.”
Conforme os dados do Ministério do Desenvolvimento, a China é a maior compradora da soja brasileira.
Os embarques elevados da soja vão ocorrer nos próximos meses até agosto, dando um reforço para o saldo comercial do País no ano.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

O enfrentamento da seca pelo rebanho nordestino com alternativas de forragens

forragemOs rebanhos nordestinos, embora expressivos, apresentam níveis de produtividade bastante baixos, o que se deve, principalmente, à forte dependência que os sistemas de produção têm da vegetação nativa da caatinga como fonte alimentar básica dos rebanhos. Nas épocas de seca, 6 a 8 meses, a produção de folhas pelas plantas desce a níveis muito baixos. Nesse período, os animais perdem peso e muitos chegam a morrer.
Os pesquisadores da Embrapa Semi-Árido já orientam alternativas de manejo e cultivo de plantas adaptadas ao sertão nordestino com boas qualidades forrageiras. Também são apresentadas técnicas de armazenamento dessas plantas para que possam ser utilizadas na ração dos animais no período da seca.

No período de chuva, no entanto, os agricultores podem cultivar outras espécies que apresentem boas produtividades: maniçoba, melancia forrageira, marmeleiro, caatingueira, palma forrageira, capim buffel, leucena, gliricídia, guandu, mandioca. A combinação dessas forragens e o armazenamento por longo prazo na forma de fenação ou silagem, além de nutrir os rebanhos na seca, é capaz de levar os animais a engordar.

Resultado de quatro anos de estudo em solos frágeis chega ao público

Embrapa Solos - Solos frágeis ocupam 200 milhóes de hectares no Brasil
Solos frágeis ocupam 200 milhóes de hectares no Brasil
Desde 2011 pesquisadores da Embrapa estudam solos com elevada tendência à degradação a fim de promover o correto manejo dessa terra, garantindo produção agrícola lucrativa com sustentabilidade. O livro "Solos frágeis: caracterização, manejo e sustentabilidade" é um dos resultados deste trabalho.
A publicação, com 370 páginas, mostra a atividade da equipe em quatro áreas representativas ao redor do País: (Botucatu-SP, Luís Eduardo Magalhães-BA, Mineiros-GO e Petrolina-PE), onde promoveram a comparação dos sistemas de manejo, avaliaram o uso histórico, checaram o fluxo nutricional e fizeram o mapeamento digital dessas terras em bom grau de detalhamento, numa escala de 1:10.000.
"Problemas que afetam os solos frágeis geralmente são compactação, fertilização excessiva, salinização ou contaminação do lençol freático. No Brasil, temos 200 milhões de hectares desse solos, só no Cerrado chegam a 66 milhões de hectares", diz o pesquisador da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ) e um dos autores do livro, Luís Carlos Hernani.
"Solos frágeis: caracterização, manejo e sustentabilidade" é uma primeira aproximação mais detalhada no universo destas terras, o trabalho terá continuação com a publicação de boletins de pesquisa.

Embrapa Solos


Agricultores terão programação especial na Caprifeira de S. P. do Potengi


Produtores conhecerão novas tecnologias e crédito para aquisição de animais

Os agricultores familiares dos municípios da área de abrangência do Escritório Regional da Emater-RN, em São Paulo do Potengi, no agreste potiguar, participarão da 19ª Exposição Agropecuária do Potengi, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de abril, no Centro de Eventos Agropecuários Francisco Bezerra de Brito, naquele município.
Durante o evento, a Emater-RN desenvolverá uma programação especial para os pequenos produtores que constará de cursos e Feirão do Pronaf com a demonstração do Projeto de Crédito para Aquisição de Animais.
A Caprifeira de São Paulo do Potengi integra a programação do Calendário de Exposições Agropecuárias do Rio Grande do Norte, cujo patrocínio é do Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape); Ministério da Agricultura, banco do Nordeste, Prefeitura Municipal; entre outras instituições públicas e privadas.
Segundo a coordenadora estadual de agropecuária da Emater-RN, médica veterinária Raquel Barbosa, as oficinas temáticas da programação voltada para os agricultores familiares enfocarão, os temas: “Reserva estratégica de alimentos para os animais”, “Gestão da propriedade rural e cadastro ambiental”, entre outros. As aulas teóricas e práticas serão ministradas pelos extensionistas rurais da Emater-RN.

sexta-feira, 1 de abril de 2016


Zona de Convergência provoca mais chuvas



As chuvas registradas até o momento no Rio Grande do Norte são causadas pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de precipitações durante a quadra chuvosa no norte do Nordeste. No entanto, as recentes precipitações não modificam as expectativas de acúmulos abaixo da média.  Mais de 100 municípios potiguares estão com um quadro climatológico seco ou muito seco.

Segundo o Gerente de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Gilmar Bristot, só é possível fazer uma previsão mais segura entre os próximos cinco a dez dias e, neste intervalo, o prognóstico indica a ocorrência de mais chuvas.   Apesar disso, as chuvas  são momentâneas, ou seja, não significa que o quadro climático mudou.

A maior probabilidade de acumulados de chuva é na categoria abaixo da média para a quadra chuvosa. Isso porque se mantém o fenômeno El Niño no Oceano Pacífico - agora com uma anomalia abaixo de 1% - e a configuração do Oceano Atlântico Tropical mostra neutralidade.
EMPARN

Agricultores e pescadores participam de reunião com Emater em São Rafael



O escritório regional da Emater-RN de Assu promoveu, no dia 21 de março, uma reunião com mais de 100 agricultores e pescadores que ocupam áreas de domínio do Dnocs, às margens da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, para debater assuntos como regularização fundiária, emissão de Declaração de Aptidão ao Pronafe (DAP) e Cadastro Ambiental Rural.
A reunião foi realizada na Câmara Municipal de São Rafael, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura. Realizaram as palestras o extensionista rural e assessor regional de crédito da regional da Emater em Assu, Edimilson José dos Santos; o secretário de agricultura de São Rafael, Marcos Felipe; e o técnico agrícola Laércio Amorim.
EMATER-RN

Governo vai vender milho a balcão e derivados de mandioca




A Câmara Técnica do Ciep (Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos) aprovou a venda a balcão de 160 mil toneladas de milho, com o limite mensal de 6 toneladas por produtor. Segundo Silvio Farnese, coordenador-geral de Grãos, Fibras e Oleaginosas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, essa é uma reivindicação de pequenos criadores, das regiões Sul e Nordeste, que usam o milho na alimentação animal. Nada impede, entretanto, que produtores de outras regiões também sejam beneficiados com a medida.
Nessa modalidade, os criadores compram o produto nos balcões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pelo preço médio de mercado na região.
A Câmara Técnica é uma entidade de assessoria formada por representantes dos ministérios que compõem o Ciep (Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Fazenda e Casa Civil.
Além da venda de milho a balcão, a Câmara Técnica também propôs a venda em leilão dos estoques públicos de até 15,6 toneladas de farinha de mandioca e de até 6,2 toneladas de fécula de mandioca. Esses produtos foram comprados no ano passado pelo governo, por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF), para regular preço de mercado. “O governo já cumpriu seu papel de sustentar preço para o produtor e agora vai devolver ao mercado”, conta Farnese.
Para passar a valer, a venda a balcão de milho e dos derivados da mandioca dos estoques públicos ainda depende de publicação no Diário Oficial da União.

 Pesquisadora alerta que Juazeiro da Caatinga está fortemente ameaçado por praga


Juazeiro atingido pelos fitófagos no Cariri paraibano
O juazeiro, uma das mais importantes e bem distribuídas espécies nativas do Semiárido brasileiro, encontra-se seriamente ameaçado por uma praga de fitófagos (invertebrados que se alimentam de vegetais e atingem diretamente a seiva da planta). A afirmação é da pesquisadora Alecksandra
Vieira de Lacerda, do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, da Universidade Federal de Campina Grande (CDSA/UFCG), com base em resultados de pesquisa realizada com população de juazeiros dos ecossistemas da microrregião do Cariri Ocidental paraibano. A pesquisadora que coordena o Laboratório de Ecologia e Botânica do CDSA e lidera o Grupo de Pesquisa em Conservação Ecossistêmica e Recuperação de Áreas Degradadas executou, com sua equipe, um rastreamento e coleta de várias amostras de juazeiros para análise e identificação das causas e consequências do ataque dessa praga. Já foram realizadas a coleta e análise de 70% das amostras de juazeiros do Cariri Ocidental e encontra-se em fase de conclusão os 30% restantes. Denominado cientificamente de Ziziphus joazeiro Mart., o juazeiro pertence à família botânica Rhamnaceae, apresenta-se como árvores de 4 a 5 metros altura, possui espinhos com ramos tortuosos, castanhos a acinzentados; as folhas são ovais e as flores são pequenas com pétalas em formato de conchas. O fruto é de coloração amarelo pardo, sendo comestível, doce, com elevados teores de vitamina C e com uma única semente. Impactos da praga Os fatores de frequência do ataque dos fitófagos em relação à população de juazeiros indicam uma forte preocupação com esta espécie dos sistemas ecológicos do Semiárido. “Estamos apreensivos com os fatores que ocasionam um claro desequilíbrio nas relações planta-animal dos ecossistemas, os quais estão atingindo e podendo levar à redução da biodiversidade e das respectivas escalas de produção econômica dependentes dos recursos biológicos”, reflete a pesquisadora.

Rio São Francisco passa por estudos técnicos


Banco de Imagens/ANA
São Francisco: diagnóstico
Governo federal, estados e pesquisadores realizam diagnóstico com objetivo de promover a sustentabilidade na região.


A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco entrou em fase de diagnóstico para intervenções futuras. Representantes do governo federal, dos estados e de instituições de pesquisa  reuniram-se nesta quinta-feira (31/03), no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, como parte da atualização do Macrozoneamento Ecológico-Econômico da região. O objetivo é promover a sustentabilidade e a conservação ambiental na área.
Primeira etapa do processo, o diagnóstico analisará diversas questões ligadas à Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Entre elas, estão a identificação de áreas mais propícias para a criação de unidades de conservação e as mais suscetíveis a sofrer processos erosivos. Também fazem parte ações destinadas à mediação de conflitos encontrados no uso sustentável dos recursos naturais e intervenções em regiões degradadas.
FORTALECIMENTO
O encontro de articulação representa uma nova fase para a Bacia do São Francisco. A secretária de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Cassandra Maroni, afirmou que a atualização do diagnóstico deve contribuir para a revitalização da área. “A expectativa é fortalecer o programa de revitalização com foco em tornar o processo célere”, afirmou Cassandra. “O rio São Francisco merece um novo olhar.”
O São Francisco está situado em territórios de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. A participação dos governos dessas sete unidades da federação é considerada fundamental para o diagnóstico da Bacia Hidrográfica. “Os Estados avançaram muito na realização do zoneamento”, destacou Bruno Siqueira, do Departamento de Zoneamento Territorial do MMA. “A ideia é mostrar como o processo está se desenhando para que todos os atores possam contribuir.”


Com quase 2,8 mil km de extensão, o São Francisco é o terceiro maior rio do Brasil. Ao longo dele, vivem 18 milhões de pessoas, que usam a navegação como forma de integração do semiárido nordestino. O “Velho Chico” é importante para o abastecimento das comunidades ribeirinhas e para a fertilização de suas várzeas durante os períodos de cheia, o que permitiu a agricultura, a pecuária e o estabelecimento de comunidades locais. A partir da década de 1950, a região passou a sofrer transformações com a construção das grandes usinas hidrelétricas e a operação dos reservatórios com a finalidade de gerar energia.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA):