segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Previsão para os próximos três meses é de chuvas abaixo da média, dizem especialistas


 

Meteorologistas dos principais centros de previsão climática do país estão reunidos em Fortaleza, capital cearense, e divulgaram hoje (25) as previsões para os próximos três meses na região do semi-árido nordestino. Após as pesquisas concluídas ontem, os especialistas de instituições estaduais e órgãos nacionais concluíram que as previsões não são muito diferentes da situação atual de seca.

Segundo Eduardo Sávio Martins, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), as chuvas no semi-árido nordestino nos meses de fevereiro, março e abril ficarão abaixo do normal no norte do Nordeste. De acordo com Eduardo Martins, a seca no próximo trimestre ocorrerá devido à Zona de Convergência Intetropical, onde os ventos vindos dos hemisférios Norte e Sul trazendo umidade confluem, perdendo esse fator essencial para as chuvas na região.

O prognóstico geral para o Nordeste, de acordo com os estudos é de chuvas abaixo da média e de forma irregular, prejudicando os produtores da região.

Produções atingidas

Apesar de a seca atingir principalmente o semi-árido nordestino, outras regiões também foram atingidas, como o norte de Minas Gerais, onde a safra de pequi, fruta tradicional da região, atrasou um mês devido à seca e às pragas. Segundo a Emater, no município de Campo Azul, no norte de Minas, a expectativa é de que a produçãos eja 40% menor que o ano passado, quando o total chegou a 1875 toneladas.

O sertão paraibano também acabou atingido pela escassez de chuvas. O município de Sousa perdeu grande parte de sua produção de coco, prejudicando além dos produtores, os trabalhadores. Esses, que costumavam trabalhar cinco dias na semana carregando os caminhões de coco, agora trabalham apenas um a cada sete dias

Meteorologistas reunidos em Fortaleza vão apresentar prognóstico do quadro chuvoso

 

Meteorologistas reunidos em Fortaleza/CE vão apresentar, na manhã de hoje, o prognóstico oficial da quadra chuvosa no Nordeste. A apresentação do documento faz parte da programação do XV Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino, iniciado na última terça-feira, com atividades na sede da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a portas fechadas.

As análises das modelagens numéricas feitas pelos meteorologistas terão uma novidade neste ano. Durante a Reunião Climática, também foi considerado um modelo atmosférico global gerado pela instituição estadual. O novo produto da Funceme foi levado em consideração, assim como os do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE) e Instituto Internacional de Pesquisas do Clima e da Sociedade (IRI - EUA).

Também no XV Workshop Internacional de Avaliação Climática, será realizada uma reunião do Comitê Integrado de Combate à Seca, nesta sexta-feira, logo após a divulgação do prognóstico. O Comitê é coordenado pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), e possui representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome e das Minas e Energia, além do Exército Brasileiro.

No último domingo, a TRIBUNA DO NORTE publicou reportagem mostrando as projeções feitas pelo professor Luiz Carlos Baldicero Molion, PHD em Meteorologia e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas, que  indicam a possibilidade da região enfrentar um novo ciclo de invernos abaixo da média, intercalados com períodos de estiagem pelos próximos nove anos. A projeção tem por base estudos sobre o comportamento das temperaturas nos oceanos e dados das séries históricas de chuvas nos estados nordestinos

Nenhum comentário: