quarta-feira, 8 de janeiro de 2020


Preço do etanol no Brasil tem chance de subir com tensão no Oriente Médio


Entressafra da cana, processamento para fabricação de açúcar e maior importação do biocombustível podem elevar preço nas bombas






tensão no Oriente Médio após a morte do general iraniano Qassim Suleimani e a consequente alta do petróleo e da gasolina podem fazer com que os preços do etanol no Brasil também aumentem, de acordo com especialistas.
Como o País está na entressafra de cana-de-açúcar e praticamente toda a produção do País já foi processada, um aumento na demanda pelo biocombustível pode causar alta dos preços na bomba. Já não é mais possível, por exemplo, transformar em etanol parte da cana que estava destinada à fabricação de açúcar.
O cenário pode fazer, também, com que o Brasil aumente as importações do biocombustível. O mercado aguarda para que se tenha uma ideia de quanto tempo durará a alta dos preços do petróleo e qual será a intensidade do avanço.
Na última reunião de acompanhamento de estoques, em dezembro, governo federal, produtores e distribuidoras avaliaram que o volume disponível do etanol seria suficiente para o consumo durante a entressafra no Centro-Sul do Brasil, que vai até abril.

Acirramento das tensões EUA-Irã pode dificultar exportação de milho pelo Brasil


Caso o Brasil tenha dificuldade em exportar para o Irã, parte do milho poderá ser redirecionada a outros destinos ou ficar no mercado interno





O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã pode dificultar as exportações de milho do Brasil para o país persa, avalia o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes. "Essa situação preocupa, pois o Irã é um dos maiores destinos do milho brasileiro", disse Mendes.
Conforme dados da Agrostat, no acumulado de 2019 até novembro, dado mais recente de exportação por país, o Irã foi o segundo maior comprador de milho brasileiro, com 5,108 milhões de toneladas, atrás apenas do Japão (5,515 milhões de toneladas). Em 2018, o país foi o maior importador de milho produzido por aqui, com 6,379 milhões de toneladas.
Segundo Mendes, embora o comércio de alimentos esteja livre de sanções, caso haja restrições dos EUA a transações bancárias de câmbio da moeda iraniana para o dólar exportadores brasileiros podem ter problemas em receber o pagamento referente aos embarques de milho.
O representante da Anec destacou que o Irã é um grande consumidor de milho porque produz carne frango para consumo interno. "Para não importar frango, eles acabam importando milho", disse. O Irã também compra soja do Brasil, mas não está entre os maiores destinos.

Governo lança editais de compra de alimentos da agricultura familiar para escolas do RN


O Governo do Estado lança nesta quarta-feira (8) os editais de chamadas públicas para aquisição de alimentos produzidos por agricultores familiares do Rio Grande do Norte para atender as escolas da rede pública estadual.
As compras públicas serão feitas para atender as unidades de ensino localizadas em Natal e na Região Metropolitana. A medida segue a política de incentivo à agricultura familiar reforçada pela gestão estadual.
Os editais serão apresentados em evento realizado no prédio da Governadoria, no Centro Administrativo, às 14h.


Assecom-RN

Embrapa em 5 minutos aborda pesquisa sobre filmes comestíveis


Aplicações de filmes comestíveis é o tema do Podcast Embrapa em 5 minutos, o primeiro do ano, produzido numa parceria entre a Rede AgroMulher, a maior rede de mulheres do agronegócio no Brasil, e a Embrapa. A entrevistada é a pesquisadora Henriette Azeredo, da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE), atualmente em atuação na Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP).
Henriette é coordenadora de projetos de pesquisa voltados ao desenvolvimento de filmes e revestimentos biodegradáveis e comestíveis e no uso de nanoestruturas em materiais de embalagem.  Produzidos a partir de polímeros naturais, os chamados biopolímeros, os filmes têm a vantagem de serem biodegradáveis (podendo até mesmo ser ingeridos pelo homem), contribuindo com a redução de resíduos, uma  vez que alguns plásticos utilizados como embalagens primárias podem levar cerca de um século para serem degradados pela natureza.
A entrevista foi feita pela engenheira agrônoma  Vanessa Sabioni, CEO da Rede Agromulher. Este é a quarta edição da série Podcast Embrapa em 5 minutos, que estreou no dia 8 de dezembro, com a participação do presidente da Embrapa, Celso Moretti. O objetivo da parceria é compartilhar semanalmente conteúdo sobre inovações tecnológicas, manejo, mercado e curiosidades do mundo do agronegócio, por meio de entrevistas com pesquisadores das Unidades Descentralizadas da Empresa em todo o País.

Outros áudios da série "Embrapa em 5 minutos" estão disponíveis no endereço: agromulher.com.br/embrapa-em-5-minutos-4/

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Touro Reprodutor

ELE E DOMINÓ OS MELHORES TOUROS SINDI QUE CONHECI



 Xarope de Beterraba, maravilha para bronquite, tosse, e expectoração de secreções, aprenda

Se você estiver com falta de ar e ataques de tosse freqüentes por mais de algumas semanas, é provável que você esteja sofrendo de asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) são distúrbios respiratórios comuns. Os sintomas incluem:
Aperto no peito
Prolongada, crises repentinas de tosse (com muco)
Chiado
Falta de ar frequente
Enquanto a asma afeta apenas as vias aéreas nos pulmões, a DPOC bloqueia tanto as vias aéreas superiores quanto o tecido pulmonar com muco e é uma condição
progressiva. A asma afeta até crianças, mas a DPOC é encontrada apenas entre adultos com 40 anos ou mais.
A DPOC é um resultado comum do tabagismo crônico, enquanto a asma ocorre devido a um sistema imunológico hiper-reativo a fatores desencadeantes comuns, como poeira, fumaça, etc.

Como estas doenças afetam a capacidade pulmonar?

Os sintomas da asma e da DPOC ocorrem devido à redução da capacidade pulmonar. Na asma, as vias aéreas ficam inflamadas e o volume do fluxo de ar durante a exalação é diminuído, produzindo sintomas reveladores, como chiado e falta de ar.
A DPOC é mais agressiva que a asma; inflama os sacos de ar, faz com que percam sua elasticidade e fiquem entupidos de muco. Isso produz o sintoma clássico do agravamento gradual da falta de ar ao longo dos anos.Em ambas as condições, a área superficial disponível dentro do pulmão para troca de sangue-gás, isto é, absorção de oxigénio e libertação de dióxido de carbono é drasticamente comprometida.
Como resultado, as pessoas que sofrem desses distúrbios respiratórios são incapazes de desfrutar de atividades físicas ou esportivas extenuantes e tendem a se cansar facilmente.
As roxinhas beterrabas são de muitos nutrientes em poucas calorias
A beterraba possui um perfil nutricional impressionante.
Eles são baixos em calorias, mas ricos em vitaminas e minerais valiosos. Na verdade, eles contêm um pouco de quase todas as vitaminas e minerais que você precisa.
Aqui está uma visão geral dos nutrientes encontrados em uma porção de 100 gramas de beterraba cozida:
Calorias: 44
Proteína: 1,7 gramas
Gordura: 0,2 gramas
Fibra: 2 gramas
Vitamina C: 6% do IDR
Folato: 20% do IDR
Vitamina B6: 3% do IDR
Magnésio: 6% do IDR
Potássio: 9% do IDR
Fósforo: 4% do IDR
Manganês: 16% do IDR
Ferro: 4% do IDR
A beterraba também contém nitratos e pigmentos inorgânicos, ambos compostos de plantas que apresentam vários benefícios para a saúde.
Pode ajudar a combater a inflamação
A inflamação crônica está associada a várias doenças, como obesidade, doenças cardíacas, doenças do fígado e câncer.
As beterrabas contêm pigmentos chamados betalains, que podem potencialmente possuir várias propriedades anti-inflamatórias.
No entanto, a maior parte da pesquisa nesta área foi realizada em ratos.
O suco de beterraba e o extrato de beterraba mostraram reduzir a inflamação dos rins em ratos injetados com substâncias químicas tóxicas conhecidas por induzir lesões graves.
Um estudo em humanos com osteoartrite mostrou que cápsulas de betalaína feitas com extrato de beterraba reduziram a dor e o desconforto associados à doença.
Embora esses estudos sugiram que a beterraba tenha um efeito antiinflamatório, estudos em humanos são necessários para determinar se a beterraba pode ser usada para reduzir a inflamação.
Receita do Xarope
Vamos aprender a receita que é bem fácil, você irá precisar de um copo de 100 ml de água quente, uma beterraba crua grande e bem lavada, e 2 colheres de açúcar.
Coloque em um vidro com tampa a beterraba picada, e as duas colheres de açúcar, logo após acrescente o copo de água fervendo, tampe e deixe descansar por um dia. Você ou a criança, pode tomar 1 colher (sopa), 3 vezes ao dia do xarope.
As beterrabas, podem ajudar a apoiar a saúde do cérebro
A função mental e cognitiva diminui naturalmente com a idade.
Para alguns, esse declínio é significativo e pode resultar em condições como demência.
Uma redução no fluxo sanguíneo e no suprimento de oxigênio para o cérebro pode contribuir para esse declínio.
Curiosamente, os nitratos na beterraba podem melhorar a função mental e cognitiva, promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos e, assim, aumentando o fluxo sanguíneo para o cérebro.
Mostrou-se que a beterraba melhora particularmente o fluxo sangüíneo para o lobo frontal do cérebro, uma área associada ao pensamento de alto nível, como a tomada de decisões e a memória de trabalho.
Além disso, um estudo em diabéticos tipo 2 analisou o efeito das beterrabas no tempo de reação simples, que é uma medida da função cognitiva.
O tempo de reação simples durante um teste de função cognitiva baseado em computador foi 4% mais rápido naqueles que consumiram 8,5 onças (250 ml) de suco de beterraba diariamente por duas semanas, comparado ao placebo.
No entanto, se a beterraba pode ser usada em um ambiente clínico para melhorar a função cerebral e reduzir o risco de demência, ainda não se sabe.

Produtores contrataram R$ 108,5 bilhões nos primeiros seis meses da atual safra para financiar agricultura

Financiamento

Os dados fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2019/2020, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Mapa

Lavoura de soja
Lavoura de soja

Aproximadamente metade dos recursos programados para o Plano Safra 2019/2020 já foram utilizados, no período de julho a dezembro do ano passado, ou seja, R$ 108,5 bilhões, dos quais R$ 28,5 bilhões em operações de investimento e R$ 80 bilhões em operações de custeio, comercialização e industrialização.
Os números fazem parte do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2019/2020 , divulgado nesta segunda-feira (6) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base nos dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.
Os financiamentos de custeio, que responderam por mais da metade do total das contratações de crédito rural nesse mesmo período da atual safra, tiveram um aumento de 5%, se situando em R$ 61,3 bilhões. Desse total, R$ 14,2 bilhões no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), cujo aumento foi de 37%, concentrado na contribuição dos recursos obrigatórios dos depósitos à vista.
Em relação às contratações de investimento, o aumento foi de 19%, sendo que no âmbito do Pronamp, que atingiu R$ 1,47 bilhão, essa expansão foi de 49%, liderada pela utilização de recursos da poupança rural equalizada e pelos recursos obrigatórios, cujo acesso foi plenamente liberado para os médios produtores, no âmbito deste programa.
Com a exceção do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), os demais programas de investimento, que têm subvenção econômica, apresentaram acentuado crescimento, com destaque para o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) (61%), Pronamp (49%), Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (ABC) (42%) e do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) (42%).
No intuito de adequar as disponibilidades de recursos equalizáveis à demanda observada nos programas de investimento, o Tesouro Nacional, por iniciativa do Mapa, autorizou remanejamento desses recursos, sobretudo de custeio para investimentos, de modo a assegurar a continuidade do atendimento aos produtores rurais.
Foram beneficiados com recursos adicionais especialmente o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Pronamp, o Programa ABC e o Programa PCA. O Pronaf recebeu mais R$ 874 milhões e o Pronamp, um acréscimo de R$ 614 milhões.
De acordo com Wilson Vaz de Araújo, diretor de Financiamento e Informação da SPA/Mapa, “as demandas por recursos do crédito rural seguem aquecidas conforme o esperado e os remanejamentos realizados em dezembro último serão suficientes para atender a demanda”.
As contratações de crédito rural, com recursos provenientes das fontes controladas, aumentaram 5%, e 14% com recursos das fontes não controladas, que se situaram em R$ 26,2 bilhões, dos quais R$ 15,2 bilhões provenientes da emissão de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). Este desempenho resultou da redução da taxa de inflação e da Selic, que possibilitaram a ampliação do acesso do produtor rural aos recursos livres.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Mandacarú Quando Fulora na Seca...

 PRESENTE DA NATUREZA: FLOR DO MANDACARU / CARDEIRO

As flores dos cactos são um espetáculo à parte na flora da caatinga, e a do mandacaru / cardeiro, então... Destaca-se no tamanho, na beleza, no formato e nas cores. Assim como a flor do xique xique, ela costuma abrir-se durante à noite, madrugada e primeiras horas da manhã; na medida em que a luz do dia vai ficando mais intensa ela vai fechando.
Esta flor tem sido inspiração para os artistas regionais, você lembra da banda Fulô de Mandacaru? E do trecho da música de Luiz Gonzaga que diz: "Mandacaru quando fulora na seca, é o sinal que a chuva chega no sertão"...? Aprecie sem moderação.

Guia Alimentar

O Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado em 2014, é uma publicação do Ministério da saúde. Esclarece o que é uma “alimentação adequada e saudável” e mostra o caminho para cada indivíduo adotar escolhas alimentares mais apropriadas, considerando particularidades regionais, etárias, culturais, sociais e biológicas. Com isso, espera-se melhorar os padrões de alimentação e nutrição e contribuir para
a promoção da saúde da população. Coloca em debate o processamento de alimentos, ao invés apenas das contas sobre calorias e micro e macro nutrientes.
Em 2018, o Ministério da Saúde editou a Versão Resumida do Guia Alimentar para a População Brasileira,  chamada também de Guia de Bolso.

Governo amplia investimentos para pequenos e médios produtores rurais

Crédito agrícola

Medida contempla instituições financeiras que operam com juros equalizáveis, como Banco do Brasil, BNDES, Sicredi e Bancoob

 Recursos para investimentos
Recursos para investimentos

Em decorrência de forte demanda nas operações de financiamento em investimentos agropecuários do Plano Safra 2019/2020, a Secretaria do Tesouro Nacional autorizou o remanejamento de recursos com juros equalizáveis, sobretudo de custeio, para investimentos. A medida foi tomada a pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Foram beneficiados com recursos adicionais especialmente o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp), o Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (ABC) e o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). O Pronaf recebeu mais R$ 874 milhões e o Pronamp, um acréscimo de R$ 614 milhões.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União do último dia 12 de dezembro e contemplou as instituições financeiras que operam com recursos equalizáveis – Banco do Brasil, BNDES, Sicredi e Bancoob.
De acordo com Wilson Vaz de Araújo, diretor do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola, a medida foi possível em decorrência de oferta relevante de recursos provenientes dos depósitos à vista, que compõem os Recursos Obrigatórios para financiamento no âmbito do crédito rural, o que assegurará a normalidade na concessão dos financiamentos de custeio da safra.
“Com essa movimentação, o governo espera que as demandas nos diversos programas de investimentos sejam atendidas pelo menos até o mês de março”, avalia o diretor do Mapa.

Aplicações da RMN no agro conquistam mercados em 3 continentes

Victor Otsuka - Reconhecido pela comunidade científica com o Prêmio Capes 2019, o pesquisador Luiz Alberto Colnago vê o uso da RMN atingir novos mercados
Reconhecido pela comunidade científica com o Prêmio Capes 2019, o pesquisador Luiz Alberto Colnago vê o uso da RMN atingir novos mercados
A parceria entre a Embrapa Instrumentação e a FIT – Fine Instrument Technology, ambas localizadas em São Carlos (SP), trouxe importantes resultados na aplicação da Ressonância Magnética Nuclear (RMN) no agronegócio, em 2019 - quando o Centro de Pesquisa completou 35 anos (em dezembro).
Depois da assinatura - durante a maior feira do agronegócio brasileiro, a Agrishow (Ribeirão Preto – SP) - de um contrato para licenciamento do “Equipamento de Ressonância Magnética Nuclear para análise não-destrutiva da qualidade de alimentos”, o SpecFit foi vendido no Brasil e na América do Sul, Europa e Ásia.
A tecnologia é capaz de analisar amostras em segundos, sem destruí-las e sem deixar resíduos químicos, ao contrário dos métodos tradicionais, que usam solventes e o tempo de avaliação é superior a quatro horas. Outra vantagem da técnica é a possibilidade de integração com outros sistemas, maquinários e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).
Soma de competências
Os três aparelhos exportados, um para cada país - Colômbia, Holanda e Malásia - a 45 mil dólares cada, mais a instalação, são exemplos de sucesso da junção de competências entre o setor público, representado pela pesquisa agropecuária, e a iniciativa privada.
De um lado, o conhecimento de uma equipe de cientistas altamente qualificada, que tem à frente o pesquisador Luiz Alberto Colnago, com mais de três décadas de estudos no desenvolvimento da metodologia e instrumentação de RMN para o agro.
A ousadia em romper paradigmas o levou a conquistar o Prêmio Capes de Tese edição 2019, na área de Química, cuja entrega ocorreu em Brasília (DF), em dezembro, junto com Flávio Vinícius Crizóstomo Kock, seu orientado de doutorado no Instituto de Química de São Carlos - USP.
Do outro, a expertise técnica e mercadológica da empresa privada FIT na construção do equipamento. Da união surgiu o SpecFIT, nome comercial do aparelho de RMN de baixo campo, robusto e que pode ser transportado, características consideradas como os maiores desafios da pesquisa.
Daniel Consalter, diretor de Tecnologia, diz que a aceitação se deve à rapidez da análise, qualidade dos resultados e serviço oferecido. “Entregamos relatórios que são usados para monitorar o processo e que podem usados como laudo. O nosso suporte é um grande diferencial que vem sendo cada vez mais elogiado e sendo um ponto de decisão entre nós e a concorrência”, afirma.
Além de atender países como a Malásia, no sudoeste asiático, segundo maior produtor mundial de óleo de dendê, atrás da Indonésia, a inovação tecnológica chegou primeiro às indústrias brasileiras, produtoras de óleo de palma, como também é conhecido o óleo de dendê.
Impacto no mercado brasileiro
O Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial, com a produção concentrada no estado do Pará, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma). Quatro aparelhos de RMN atendem atualmente a região Norte do País.
“Dado que o Brasil produz 300 mil toneladas de óleo de palma e o SpecFit proporciona aumento de rendimento de 2%, estima-se um impacto potencial de R$ 12 milhões por ano. Além disso, o melhor rendimento econômico das indústrias pode melhorar também a remuneração dos produtores rurais”, explica o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, João Naime.
Para atender aos mercados interno e externo, a FIT está ampliando o quadro de funcionários, dobrando a área física da empresa, e projetando novas aplicações e negócios.
Com o aporte de recursos da aceleradora NTAgro e do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), a empresa pretende desenvolver novos aparelhos aplicados às análises de alimentos frescos, como frutas, e industrializados, entre eles, azeite e vinho.
“O nome Embrapa carrega um grande peso de credibilidade tecnológica, mas as portas se abrem além disso. Divulgação, atração de investimento e parcerias são valores que a Embrapa nos traz, que não vêm de qualquer cooperação”, afirma Consalter.

Embrapa Instrumentação 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020



Consultoria tecnológica auxilia caprinocultura

Produtores da região de Irani (SC) formalizam associação para fortalecer cadeia produtiva
     
A caprinocultura tem se destacado no agronegócio brasileiro e a demanda por produtos desse setor tem aumentado significativamente tanto em âmbito nacional quanto mundial. A atividade foi se desenvolvendo em todas as regiões do País tornando-se uma geradora de renda. Dados do Ministério da Agricultura (2017) apontam para um rebanho nacional de aproximadamente nove milhões de animais, distribuídos em 436 mil estabelecimentos agropecuários.

Para contribuir com o desenvolvimento desse setor no Oeste catarinense o Sebrae/SC, a partir do Sebraetec que disponibiliza serviços tecnológicos, desenvolveu o “Projeto de Caprinocultura”, em Irani. As consultorias enfatizaram orientações para o crescimento da atividade e para auxiliar no acesso ao mercado pela cooperação entre produtores e pequena indústria.
Conforme o gerente regional Oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, o reconhecimento econômico da atividade é concretizado pelo enfoque na produção em larga escala dos empresários rurais e não apenas a criação para subsistência. “Essa medida atrai investidores para o setor. Importante ressaltar que a caprinocultura de corte brasileira tem apresentado progressivo desenvolvimento e a ampliação do consumo está associada nas melhorias nas condições de abate, da procedência certificada e na comercialização de cortes adequados para a venda”, enaltece.
De acordo com a secretária de agricultura e meio ambiente de Irani, Sidiane Salete Dalla Costa, o início do desenvolvimento comercial da ovinocultura ocorreu em 2017 a partir do curso “Negócio Certo Rural” conduzido pelo consultor credenciado ao Sebrae/SC Airton Rantum. “A partir de uma aula surgiu a ideia e na sequência o Sebrae realizou visita com consultores especializados para elaborar estudo de viabilidade técnica e econômica para introdução da atividade no município. O projeto foi iniciado com orientações do consultor credenciado ao Sebrae/SC Flavio Cristiano Marques de Mello, que atende mensalmente os produtores o que possibilita a evolução dentro do processo produtivo de caprinos”, relata.

Com o apoio do Sebrae/SC 10 produtores de Irani e de municípios próximos formalizaram uma associação, que realizou a primeira venda coletiva de 42 animais, no fim do mês de novembro de 2019. No município há um plantel de aproximadamente 1.000 fêmeas e o setor está em franca expansão, com a adesão de novos produtores ao projeto. “O apoio do Sebrae/SC foi fundamental para a organização dos produtores e na busca de parceiros para a comercialização. Sem esse suporte nada disso seria possível, somos gratos à entidade por nos proporcionar a oportunidade de acessar mercados, de tecnificar esse segmento e torná-lo fonte de renda em uma atividade considerada secundária”, ressalta ao comentar que a meta é transformar a região em uma referência estadual na produção de caprinos.
ETAPAS DO PROJETO
As consultorias com os produtores para capacitação e adequação dos manejos básicos começaram em 2018. “A maior parte dos produtores nunca havia criado uma única cabra, então, nesse ano também foram feitas as primeiras aquisições de animais da Bahia e de São Paulo. No fim de 2018 haviam 323 matrizes”, comenta o responsável técnico e consultor credenciado ao Sebrae/SC Flavio Cristiano Marques Melo.
Com a finalização das consultorias, o foco a partir de 2019 foi o aperfeiçoamento no sistema produtivo, o planejamento da produção para atender novos mercados e a padronização dos animais vendidos. Ainda entre os temas abordados estiveram: reprodução, melhoramento genético, preparação e conservação do solo, sanidade, sistema de terminação de cabritos, gestão zootécnica, manejo de neonatos e cuidados gerais, planejamento forrageiro e conservação de forragens e planejamento estratégico.

“Apesar das ações e das consultorias serem realizadas individualmente e de maneira personalizadas, desde o início os criadores passaram a tomar as decisões coletivamente como um núcleo de criadores para que pudessem ter escala de produção e possibilitar o interesse do mercado comprador. Com a padronização dos cabritos para abate e o aumento na oferta apareceram frigoríficos interessados. As primeiras vendas ocorreram no mês de novembro de 2019, sendo que os produtos foram para uma grande rede de supermercados”, ressalta Melo.
Conforme o consultor, o sucesso e a viabilidade da agropecuária depende do relacionamento do produtor rural com as demais empresas que integram o setor. “Para que o produto final atinja o mercado consumidor de forma competitiva são necessários alguns requisitos, como: volume de produção, padrão de qualidade e constância de fornecimento para viabilizar a criação de uma cadeia produtiva. Os pequenos produtores atuando de maneira isolada não conseguem atender essas exigências e em função da falta de fornecimento de matéria-prima a cadeia produtiva não se consolida, impedindo que as demandas de mercado sejam atendidas”, comenta Melo.