quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

VENDA DE TOURINHOS SINDI PO


Sistemas integrados melhoram em até cinco vezes a produtividade de carne

Como passar de 4 a 6 arrobas de carne por hectare ao ano para uma produtividade pecuária de 20 a 30 arrobas por ha/ano? Para o pesquisador Luiz Adriano Maia Cordeiro, da Embrapa Cerrados, a resposta é intensificação sustentável dos sistemas de produção. Segundo ele, as tecnologias, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e recuperação de pastagens são formas de promover essa intensificação com maior eficiência, menor pressão por abertura e desmatamento de áreas florestais, maior produção com melhoria da qualidade ambiental (água, solo, biodiversidade, etc.) e com incremento na produtividade.
Durante o V Simpósio de ILPF do Estado de São Paulo, coordenado pela Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos) e pelo Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (GELQ – Esalq/USP), Cordeiro apresentou resultados de pesquisas da Embrapa com sistemas integrados de produção.
Em experimentos realizados, após a integração com lavoura e pecuária (ILP), a produtividade de carne aumentou cinco vezes.
A integração combina atividades agrícola, pecuária e/ou florestal na mesma área formando um único sistema. “A gestão é mais exigente, porém é mais eficiente. É uma forma do produtor rural otimizar o uso da área”, destaca o pesquisador.
Para a pesquisadora Marcela Vinholis, da Embrapa Pecuária Sudeste, os fatores financiamento, orientação técnica e pesquisa interferem na decisão do pecuarista de diversificar a produção agropecuária e, assim, contribuem para a ampliação da adoção desses modelos.
Nos dois dias do simpósio, 29 e 30 de novembro, especialistas de diversas áreas e instituições apresentaram benefícios e desafios da integração. Além da diversificação da produção, melhora da renda do produtor, bem-estar animal e diminuição dos riscos financeiros, os sistemas integrados têm potencial para recuperar áreas degradadas, reduzir a emissão de gases de efeito estufa, aumentar a retenção de água no solo, realizar a reciclagem de nutrientes, aumentar a atividade biológica do solo e reduzir o uso de fungicidas, herbicidas, etc.
Para o coordenador de projetos na área de clima e cadeias agropecuárias, Lisandro Inakake de Souza, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), é redundante falar em sustentabilidade com ILPF. Em sua visão, é preciso fortalecer essas iniciativas porque têm impactos práticos no setor agropecuário. “Para mim, ILPF é um desdobramento de uma perspectiva mais sustentável da agropecuária. Você adotar práticas de integração visando à eficiência produtiva deveria ser natural, deveria ser o entendimento geral de quem promove a agropecuária no Brasil, porque você tem resultados positivos para o produtor e para a cadeia. Intensificação sustentável é o caminho”, ressaltou Souza, um dos especialistas do simpósio.
De acordo com o pesquisador Ladislau Araújo Skorupa, da Embrapa Meio Ambiente, estima-se que atualmente a área de ILPF no Brasil está entre 14 e 15 milhões de hectares. Em 2030 a previsão é de que o país tenha 30 milhões de hectares.
Pecuaristas buscam informações
Os produtores que participaram do simpósio estavam em busca de informações para iniciar o processo de integração em suas propriedades.
Eric Giacom, que tem uma área de 50 hectares em Altinópolis (SP), com cana, laranja e gado de corte, pretende usar a ILP para melhorar a qualidade do solo e, assim, aumentar a produtividade. O futuro agrônomo, Vinícius Madeiro, de São Paulo (SP), adquiriu uma fazenda em Descalvado com plantação de cana e está reestruturando a propriedade de 24 ha para produção de leite integrada com lavoura (ILP). Renata Aulicino, que também tem uma fazenda em Descalvado, com mais de 300 ha, ainda está estudando o melhor modelo. Ela pensa em uma forma de integrar a área de abacate, com pecuária e lavoura (ILPF). O médico Carlos Garcia possui uma área de 4.600 ha em Mato Grosso e quer intensificar 2 mil ha com ILP e 50 ha com ILPF. “Minha dificuldade para a mudança de sistema está em encontrar mão de obra especializada para esse tipo de empreitada”, conta.
Para esses pecuaristas que ainda não implantam o sistema, o simpósio foi uma oportunidade para conhecerem os desafios e vantagens da integração.
Simpósio
Durante os dois dias, cerca de 50 técnicos, pecuaristas e estudantes assistiram às palestras e participaram do dia de campo na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). No primeiro dia, os especialistas abordaram principais metodologias, inovações e soluções, adoção no Brasil, ILPF nos solos arenosos do Oeste Paulista, intensificação sustentável do uso do solo, conforto térmico de bovinos em pastagens arborizadas e sustentabilidade da pecuária com ILPF. No sábado (30), pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste demonstraram na prática a intensificação sustentável em sistemas de ILPF.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Águas do velho Chico chega a Monteiro PB





Barragem de São José sangra após chegada das águas do Rio São Francisco em Monteiro, na PB —  A barragem de São José, um dos mananciais do Eixo Leste da transposição das águas do Rio São Francisco, sangrou no domingo (24/11), após a chegada das águas em Monteiro, no Cariri da Paraíba. De acordo com o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Porfírio Loureiro, com o sangramento da barragem, as águas da transposição também cheguaram na barragem de Poções, na mesma região. A barragem de São José, construída no ano de 1976, é o primeiro reservatório a receber as águas do Rio São Francisco na Paraíba e tem capacidade para aproximadamente um milhão de metros cúbicos de água. O manancial transbordou após atingir a capacidade máxima com a chegada das águas da transposição na Paraíba no dia 19 de novembro deste ano. Conforme Porfírio Loureiro, a vazão da água da transposição que chegou em Monteiro está em 3 metros cúbicos de água por segundo, mas continua variando. “O caminho dessa água está sendo longo justamente por essa variação da vazão”, explicou. Segundo o presidente da Aesa, o próximo passo é que as águas da transposição cheguem até a barragem de Poções. De lá, as águas seguem para a barragem de Camalaú, ainda no Cariri paraibano e, por fim, devem chegar até o Açude Epitácio Pessoa, localizado no município de Boqueirão, que abastece Campina Grande e outras cidades da região. Águas chegaram na PB no dia 19 de novembro As águas da transposição do Rio São Francisco chegaram na Paraíba na noite do dia 19 de novembro deste ano. Imagens feitas na manhã do dia 20 por moradores de Monteiro, no Cariri paraibano, município localizado no Eixo Leste da transposição, registraram o momento em que as águas passaram pela comporta do Engenho Velho e seguiram para o Rio Paraíba. Desde fevereiro que as águas da transposição do Rio São Francisco não eram bombeadas para a Paraíba. De acordo com o presidente da Aesa, após a chegada das águas em Monteiro no dia 19 de novembro, a espera agora é pela normalização da vazão. Segundo Porfírio Loureiro, a Aesa solicitou ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) a liberação de uma vazão de 4,3 metros cúbicos de água por segundo. Caso o MDR libere a vazão solicitada, há possibilidade que as águas da transposição cheguem ao Açude Epitácio Pessoa, localizado no município de Boqueirão, em até 25 dias. Águas não chegavam em Monteiro desde fevereiro O canal da transposição das águas do Rio São Francisco da cidade de Monteiro, no Cariri da Paraíba, estava sem receber águas desde fevereiro deste ano. De acordo com o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Porfírio Loureiro, desde o dia 22 de fevereiro que o bombeamento havia sido suspenso devido a um problema na barragem de Cacimba Nova, em Pernambuco. Conforme a Aesa, a barragem teve uma sobrecarga acima do permitido no projeto. Por isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional teria parado o bombeamento para o canal de Monteiro. Na época, alguns moradores contaram que o abastecimento estava acontecendo por meio de carros-pipa, de vinte em vinte dias. Outras pessoas só recebiam água em casa duas vezes na semana. criar loja virtual gratis

Cajueiro Fechado



O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) anunciou que, nesta quarta-feira (4), o Maior Cajueiro do Mundo, em Pirangi, suspenderá as clique aqui atividades para realizar o planejamento estratégico anual e também o seminário de avaliação da equipe. O ponto turístico retorna a visitação na quinta-feira (5), das 7h30 às 17h30.

Parabéns Lajes do Cabugi

Nota do Blog: Este blogueiro registra com muito prazer, o aniversário da querida cidade de Lajes do Cabugí.
Quero na oportunidade parabenizar a querida cidade de Lajes do Cabugi, pelos seus 96 anos de Emancipação Política e Administrativa. Terra de um povo ordeiro, de uma gente que adora seu lugar. Centro Regional da Ovinocaprinocultura.
Eu pessoalmente, gosto muito desta linda cidade, gosto do seu povo, aonde tenho grandes amigos.
Dedico esta homenagem ao ex- prefeito de Lajes Edivan Secundo Lopes. Tudo começou com ele.

Ministério divulga novos resultados da análise de pescado da área atingida por óleo

Defesa Agropecuária

A análise foi feita pela unidade avançada do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Santa Catarina

Em nova rodada de exames feitos em amostras de pescado da área atingida pelo vazamento de óleo, foram identificadas duas amostras de peixes com valores acima dos níveis de preocupação à saúde definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Outras 66 amostras de peixe, camarão e lagosta analisadas até agora estão com resultados abaixo desses níveis.
Essas são as primeiras análises encontradas acima dos níveis de preocupação.  Até o momento, os resultados não alteram a avaliação do risco do consumo de pescado das regiões atingidas pelo óleo. O risco só estaria presente se houvesse o consumo contínuo do mesmo produto com esses níveis durante vários anos.
“Como foram poucos resultados – apenas dois, eles não representam risco para a saúde pública, e não há limitação de consumo neste momento. Vamos aumentar o número de amostras dessas espécies analisadas para verificar se esses resultados se repetem ou se foram pontuais”, explica o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal.
As amostras acima do nível referem-se ao peixe Albacora Azul (Thunnus thynnus) e Budião (Sparisoma viride).  A amostragem foi encaminhada para a unidade avançada do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Santa Catarina (SLAV-SC/LFDA-RS).
Confira a Nota Oficial da Secretaria de Defesa Agropecuária.
NOTA OFICIAL
Em atenção à contaminação das praias do litoral nordestino por manchas de óleo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que foram disponibilizados resultados de análise de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) – principais indicadores de contaminação por derivados de petróleo - para mais 48 amostras de pescado. A segunda amostragem, coletada no período de 06 a 08 de novembro, foi encaminhada para a unidade avançada do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Santa Catarina (SLAV-SC/LFDA-RS).
Até o momento, somando-se com a primeira rodada de análises realizadas pelo Laboratório de Estudos Marinhos e Ambientais (LabMAM) da PUC-RJ, foram obtidos 68 resultados de pescado, referentes à amostragem de peixes (Albacora Azul, Albacora Laje, Ariacó, Badejo Sirigado, Budião, Cioba, Dourado, Garoupa, Guaiúba, Pargo Ferreiro, Piraúna, Saramonete e Vermelho), camarões de captura (Rosa e Sete Barbas), camarões de cultivo (Cinza) e lagostas (Verde e Vermelha) coletadas em estabelecimentos sob Inspeção Federal e capturados nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Das 68 amostras analisadas, 66 apresentaram resultados abaixo dos níveis de preocupação à saúde definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Duas amostras de peixes apresentaram valores acima desses níveis. Uma é referente ao peixe Albacora Azul (Thunnus thynnus), predador migratório de alto mar, e a outra ao Budião (Sparisoma viride), que se alimenta em recifes de corais. Os valores de HPAs encontrados foram 9,51 e 7,95 microgramas de Benzo(a)pireno - Equivalente (BaPE)/kg, respectivamente. O valor de referência definido pela Anvisa, como nível de preocupação, é acima de 6 microgramas de Benzo(a)pireno - Equivalente (BaPE)/kg para peixes.
Considera-se, até o momento, que esses resultados não alteram a avaliação do risco do consumo de pescado das regiões oleadas. Essas são as primeiras análises encontradas acima dos níveis de preocupação e não há uma série histórica para se estabelecer um comparativo de contaminação de pescados antes e depois do derramamento de óleo. Entretanto, o Mapa irá direcionar nova estratégia de monitoramento do pescado por espécie ou habitat e região afetada.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Idema promove sexta edição do Simpósio do Parque das Dunas


ASCOM/IDEMA

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, por meio do Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves”, promoverá nos dias 05 e 06 de dezembro, a sexta edição do Simpósio do Parque das Dunas – SIMPARQUE. As inscrições para participar estão encerradas. A abertura do evento acontecerá às 9h do dia 05/12, no auditório Tocandira/Parque das Dunas, com a presença da diretoria do Idema.
Durante dois dias de evento, o Simpósio reunirá autoridades profissionais, estudantes e especialistas em meio ambiente. Este ano, o SIMPARQUE terá como tema “A Arte da Conservação”, baseando-se em dois painéis principais: “Revisão do Plano Diretor de Natal” e “Mulheres na Conservação da Natureza”.
Com uma proposta técnico-científica, o Simpósio chamará a atenção do público para a discussão, reflexão e fortalecimento das questões de conservação ambiental. Além de palestras com especialistas da área, o evento oferecerá dois minicursos.
“Um dos objetivos do trabalho realizado diariamente na Unidade de Conservação Parque das Dunas, é divulgar e incentivar pesquisas, e esse simpósio é uma oportunidade de mostrarmos esses trabalhos, a importância do Parque, além de discutirmos os desafios que vivenciamos todos os dias na luta pela conservação”, disse a bióloga e gestora do Parque das Dunas, Mary Sorage.
O VI SIMPARQUE acontecerá no auditório Tocandira, no Parque das Dunas, das 8h às 17h

PROTEÍNA

Desempenho do frango, boi e suíno vivos

O boi em pé hoje é comercializado por valores quase 40% superiores
     
Embora neste final de mês as cotações do boi em pé e do suíno vivo estejam acima, respectivamente, dos R$230/arroba e dos R$110/arroba, seus preços médios em novembro se encontram, ainda, aquém desses valores, porquanto a valorização de ambos esteve concentrada na segunda quinzena. Daí, por exemplo, o preço médio do suíno apresentar incremento inferior a 7% sobre o mês anterior.

Por outro lado intriga, à primeira vista, constatar que o boi em pé, hoje comercializado por valores quase 40% superiores aos de novembro do ano passado, apresente nos primeiros onze meses de 2019 (resultados preliminares), valorização de apenas 10% em relação a idêntico período de 2018. Mas isso se deve ao fato de sua valorização no corrente exercício ter se concentrado em novembro corrente.

De toda forma, a situação de boi e suíno é infinitamente melhor que a do frango vivo comercializado no interior paulista. Pois, empurrado contra a corrente, o produto chega ao final do mês com uma cotação referencial mais de 2% inferior à de outubro. “Cotação referencial”, sempre é bom lembrar, porque boa parte dos negócios efetivados no setor tem se sujeitado a descontos que, conforme as conveniências das duas partes e a conformação do produto ofertado, podem superar os 20%.

Mesmo assim o frango vivo ainda registra, no acumulado dos 11 primeiros meses de 2019, uma evolução de preços (+18,09%) superior à do boi em pé (+10,87%). Mas permanece visivelmente aquém do ganho obtido pelo suíno (+32,61%).
No tocante à principal matéria-prima da avicultura, o milho, o que se observa é que seus preços continuam aumentando mês a mês, enquanto o frango caminha na direção contrária. Em decorrência, enquanto a cotação atual do frango vivo se encontra menos de 7% acima da registrada há um ano (isto, sem considerar os descontos que o produto sofre), o preço do milho registra evolução próxima de 20%, índice que tende a se ampliar nos próximos meses. 
Nota do Blog: Aqui no RN querido, o preço da carne disparou. Embora a venda da arrobação pelo produtor nada mudou. E a carne continua em alta.

FÓSFORO

O futuro da agricultura é nutrir os solos

Ciclo do fósforo no solo e nas bacias hidrográficas é um delicado equilíbrio
     
O futuro da agricultura exigirá que os produtores tenham uma relação muito mais íntima com os laboratórios, principalmente aqueles destinados aos nutrientes de solo. O fósforo, um nutriente essencial para o crescimento das culturas, pode ter sido o primeiro elemento descoberto quimicamente, mas é um dos mais difíceis de rastrear. Isto é especialmente verdade quando se trata de gerenciamento de nutrientes nas fazendas. 

As deficiências nas plantas são difíceis de detectar, e o ciclo do fósforo no solo e nas bacias hidrográficas é um delicado equilíbrio suscetível à influência humana, enquanto as perdas para o meio ambiente estão sob crescente escrutínio. Os cientistas fizeram grandes progressos na compreensão do fósforo em laboratório e, nos últimos anos, fizemos um progresso significativo ao ajudar os agricultores no campo a entender melhor como usar fertilizantes com fósforo de maneira lucrativa para resolver e evitar perdas. 

Mas uma disseminação mais ampla desse conhecimento na agricultura é vital para garantir o uso sustentável de fertilizantes fosfatados para ajudar os agricultores a enfrentar o desafio da produção de alimentos.  Sabemos que os depósitos de fósforo são finitos, por isso é importante conservar e reciclar fósforo para as gerações futuras. 

Um exemplo disso é o desenvolvimento do índice P, uma ferramenta que ajuda os agricultores a identificar quais áreas de sua fazenda são mais suscetíveis à perda de nutrientes de fósforo. O uso do índice P está ajudando a reduzir a quantidade de fósforo perdida no ambiente nos EUA. UU., estima-se que 25.000 toneladas.  

Semiárido Show encerra oitava edição com mais de 3 mil pessoas capacitadas

Saulo Coelho - Estande da Embrapa
Estande da Embrapa
Com quatro dias intensos de programação técnica, a oitava edição do Semiárido Show chegou ao fim cumprindo o objetivo de levar aos produtores, estudantes e técnicos da região as mais diversas inovações desenvolvidas para a convivência com o Semiárido brasileiro. Com números expressivos, a iniciativa contou com 70 treinamentos, entre minicursos, palestras e oficinas, capacitando mais de 3 mil pessoas.  O evento foi realizado pela Embrapa em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), e apoio de diversas instituições.
Toda a estrutura da feira foi montada em uma área de 20 hectares da Embrapa, em Petrolina- PE, que recebeu mais de 10 mil visitantes.  No campo, foram instaladas 35 unidades demonstrativas, com exposição de 70 tecnologias. Na área reservada à Vila da Economia Solidária, o público pôde conferir cerca de 32 expositores ligados a cooperativas regionais, que comercializaram doces, bebidas e artesanatos.
Para a Chefe Adjunta de Inovação da Embrapa Semiárido e coordenadora da feira, Lúcia Kiill, a oitava edição foi um sucesso, com uma programação diversificada que rendeu comentários satisfatórios do público, caso da estudante de agronomia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Hanna Alcântara, em sua terceira visita ao evento.
“Já participei das edições de 2015, 2017 e agora 2019. É interessante ver que o Semiárido Show mantém sua origem técnica, trazendo a cada ano coisas inovadoras para quem trabalha no campo”. A estudante conta que conseguiu participar de boa parte da programação. “Fiz diversos minicursos, visitei estandes e unidades demonstrativas, e cada lugar desses foi agregador ao meu conhecimento”, diz.
Além do público local, o Semiárido Show recebeu caravanas de estados como Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e muitos outros. Edinalva Aparecida, técnica em agropecuária, veio na caravana da Bahia e aproveitou o dia pela feira para conhecer as novidades para o setor. “Infelizmente, não dá para ver tudo em pouco tempo, então foquei em conhecer os estandes e as tecnologias que a Embrapa está oferecendo para a nossa região”.
De acordo com Lúcia Kiill, muitas novidades que estiveram na programação deste ano já estão sendo cotadas para a próxima edição da feira, em 2021. O leilão de animais e a parceria com a FAO estão na lista. “A participação da missão internacional da FAO foi muito interessante para nós e para os países dos corredores secos da América Latina, essa troca de experiências é enriquecedora e nós queremos mantê-la”.
Debate sobre as dinâmicas de desenvolvimento regional
O tema do Semiárido Show foi destacado na programação do evento por meio do Seminário ‘Dinâmica de Desenvolvimento Regional e Inteligência Territorial’.  Com a presença de autoridades, o Seminário buscou ampliar o debate sobre as estratégias para construção de planos regionais e elaboração de políticas públicas com foco no desenvolvimento rural do Nordeste.
Na programação, foi apresentado o Plano de Ação para o Nordeste – o AgroNordeste, além do lançamento do Livro: "Tecnologias de Convivência com o Semiárido brasileiro", uma parceria entre a Embrapa e o BNB.
Estande da Embrapa
Com uma área de 600 metros quadrados, o estande institucional da Embrapa trouxe a exposição de tecnologias, produtos e serviços envolvendo 15 unidades da Empresa.  No local, foram apresentados produtos da biodiversidade da caatinga, como o doce de umbu e o fermentado de maracujá do mato; novas cultivares, como a banana BRS Princesa; alimentos biofortificados; metodologias de avaliação para a ovinocultura; equipamentos de irrigação; mostruário de grãos; o algodão colorido, maquetes do Sisteminha Embrapa-UFU-FAPEMIG, criação de galinha caipira e gestão da água no semiárido, entre outras tecnologias
O espaço contou ainda com o Túnel do sistema iLPF (integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que utiliza tecnologia de realidade aumentada para proporcionar uma experiência virtual sobre o funcionamento do sistema. A Livraria Embrapa também marcou presença no estande, disponibilizando para venda e doação publicações técnicas da Embrapa.
Lançamentos:
Além da programação intensa de cursos e palestras, a feira trouxe a apresentação de novas publicações e aplicativos da Embrapa. Conheça os lançamentos que ocorreram durante o evento e que já estão disponíveis para o público:
Livro ‘Agricultura Familiar Dependente de Chuva no Semiárido’: A obra reúne soluções tecnológicas e alternativas aplicáveis aos principais sistemas de produção agropecuários adotados pelos agricultores familiares na região. Oferece uma abordagem descritiva sobre as culturas agrícolas, o uso da água para produção de alimentos, o manejo e a conservação dos solos, as potencialidades da biodiversidade da Caatinga e a produção animal em áreas dependentes de chuvas. Disponível para download gratuito em: https://bit.ly/34Y0M6D
Livro ‘Tecnologias de Convivência com o Semiárido brasileiro’: Em linguagem simples e acessível, a publicação apresenta informações atualizadas sobre as principais alternativas tecnológicas para a convivência do homem com as condições de semiaridez. Promove ainda uma reflexão sobre o desenvolvimento agrícola da região, destacando os diferentes ambientes do Semiárido, suas potencialidades e limitações. A obra é fruto da parceria entre a Embrapa e o Banco do Nordeste (BNB). Disponível para download gratuito em: https://bit.ly/2XesIjM
Livro 'Produção de Caprinos no Brasil': A obra aborda temas como produção de leite e carne, sistemas de produção, genética, alimentação, reprodução, sanidade e comercialização. Discorre também sobre a importância da carcaça e do couro caprino. Disponível para venda na Livraria Embrapa: http://bit.ly/2NL0WbC
BioSemeie - aplicativo para dispositivos Android para gestão de casas de sementes crioulas: Uma ferramenta útil para o gerenciamento de estoques de sementes e sistematização do catálogo de sementes com suas características morfológicas e adaptativas. O aplicativo permite registro de entrada e saída de sementes, gera relatório completo de cada casa e possibilita a integração entre elas. Disponível para download na PlayStore: https://bit.ly/32MJJ67
Aplicativo AgroPragas Maracujá: Auxilia na identificação e no controle das principais doenças e insetos-praga que acometem a cultura do maracujazeiro. Pode ser utilizado em diferentes momentos durante o desenvolvimento das plantas. A tecnologia pode ser acessada off-line, basta o usuário baixar o aplicativo no celular ou em outro dispositivo móvel. Disponível para download na PlayStore: https://bit.ly/33OHRuC
Apoio
O Semiárido Show é apoiado pelas seguintes Instituições: Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo); Ministério da Cidadania (Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva Rural); Ministério do Desenvolvimento Regional (Secretaria de Desenvolvimento Regional e Urbano e Secretaria Nacional de Segurança Hídrica);  Instituto Federal Sertão-PE; Univasf; Ibama; Sudene; Chesf; Banco do Brasil; BNB; BNDES; FAO/ABC; Secretaria de Turismo e Lazer/Gov Pernambuco; Emater/Governo do Estado do Piauí; Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF)/ Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR)/ Governo do Estado da Bahia; Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR); Projeto Bahia Produtiva; Grupo Banco Mundial; Pró Semiárido; Fida/IICA/Programa Semear Internacional; Bem Diverso/ PNUD/ Gef; Prefeitura de Petrolina; Programa Água Doce; CNA, Senai; Senar; Sebrae; Sesc; Senac; IRPAA e ASA.

Representantes de países da América Central fazem intercâmbio de experiências no Vale do São Francisco

Durante os dias 19 a 26 de novembro, delegações de Honduras, Guatemala e El Salvador participaram de uma série de atividades em Petrolina e cidades circunvizinhas a fim de trocar experiências e conhecimentos sobre a convivência com a escassez de água. Apoiado pela Embrapa Semiárido, o intercâmbio Brasil-América Central faz parte do Programa de Cooperação Internacional da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Em visita à sede da Embrapa em Petrolina, nos dias 25 e 26, a delegação conheceu o papel da Empresa no desenvolvimento de tecnologias que contribuem para fomentar a agropecuária da região do Semiárido. Entre as práticas locais, foram apresentadas as experiências com captação, armazenamento e manejo de água de chuva, com tecnologias como as cisternas e barragens subterrâneas, além da agricultura biossalina.
Os representantes dos países centro-americanos também desfrutaram da programação do Semiárido Show, principal evento de inovação tecnológica realizado pela Embrapa para a agropecuária dependente de chuva do Nordeste. Na feira, a delegação participou do Workshop Internacional de Troca de Experiências em Regiões Semiáridas, realizado no dia 19 de novembro, em Petrolina. Eles também assistiram a minicursos e conheceram diversas alternativas tecnológicas de convivência com o Semiárido.
Durante a vinda ao Brasil, as delegações ainda visitaram outras instituições e empresas da região, além de conhecer comunidades rurais e suas experiências de sistemas de produção para a agricultura familiar.
Para o coordenador do projeto América Latina e Caribe sem Fome da FAO, Ronaldo Ferraz, é crucial a atualização dos conhecimentos a fim de fortalecer as ações relacionadas ao desenvolvimento da agricultura nos países. “Essa troca de informação é uma experiência muito boa. E eles tiveram a oportunidade de participar de cursos, oficinas e ter uma vivência maior das alternativas implantadas na região”, salienta.
Mannuel Sousa, representante do Ministério da Agricultura de El Salvador, reforça a importância do momento.  “Muito enriquecedor, principalmente porque temos características semelhantes”, completa.
Entre visitas, encontros e troca de conhecimentos, a cooperação articulada pela FAO, ABC e Embrapa possibilitou o intercâmbio de práticas brasileiras e dos países do chamado Corredor Seco. Os debates giraram em torno dos desafios encontrados para desenvolver a agricultura em regiões com escassez de água, garantindo o manejo sustentável dos recursos naturais.
Flávio de França Souza, chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Semiárido, analisa a experiência como exitosa. “Técnicas de convivência com a semiaridez foram compartilhadas, expandindo o repertório de alternativas em cada região, o que certamente vai contribuir para aumentar a resiliência das populações locais. Temos grandes expectativas de que essa cooperação entre Embrapa, FAO e ABC possa ter desdobramentos que reforcem o intercâmbio entre os vários semiáridos ao redor do mundo”, reforça.
Países com escassez de água - O Corredor-Seco da América Central (CSC) abrange as planícies da área costeira do Pacífico e a maior parte da região pré-montanhosa central de Chiapas (no México), Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, bem como a província de Guanacaste, na Costa Rica, e o Arco Seco do Panamá. De acordo com a FAO, é uma das regiões mais suscetíveis à variabilidade e às mudanças climáticas, acumulando danos causados pelas secas.

Embrapa Semiárido

Alimento e Sociedade” é tema de seminário do Fórum do Futuro

Banco de Imagens IICA - Diretor-executivo Cleber Soares participa da abertura do seminário
Diretor-executivo Cleber Soares participa da abertura do seminário "Alimento e Sociedade"
O seminário Alimento e Sociedade, coordenado pelo Fórum do Futuro, reuniu na sede do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) pesquisadores, ex-ministros, acadêmicos, gestores públicos e privados da cadeia de valor do alimento. O evento ocorreu em Brasília nos dias 27 e 28. “Conectar ciência, agricultura e humanidade a partir do alimento é o tema central do debate”, afirmou o diretor-executivo de Inovação e Tecnologia, Cleber Soares. Ele participou da abertura com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, o ex-ministro Alysson Paolinelli, representantes de organismos internacionais, da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do Sebrae, reitores e outros especialistas com atuação na agricultura.
Na abertura foi lançado o livro da Embrapa “Geopolítica do Alimento: o Brasil como fonte estratégica de alimento para a humanidade”. O pesquisador da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire) Gilmar Henz, um dos editores, entregou exemplares à ministra e aos demais convidados do painel inicial.
Cleber Soares trouxe três reflexões para o debate. "Contribuir para o combate à fome - hoje são mais de 800 milhões de pessoas passando fome no mundo -, traduzir os volumes de produção de alimentos em nutrientes e refletirmos sobre o alimento como experiência, associá-lo a conceitos como terroir, satisfação e agregação de valor nutricional e econômico”, afirmou. 
E, como desafio, destacou a importância de “transbordar” o conhecimento gerado pela agricultura para a sociedade. “Se os agricultores brasileiros adotassem pelo menos 50% das tecnologias geradas pelo setor agropecuário, academia, Embrapa e organizações estaduais de pesquisa agropecuária, daríamos um salto de pelo menos o dobro da nossa capacidade de produção”.
Na mesma direção, Tereza Cristina defendeu a ampliação da assistência técnica. “Precisamos levar tecnologia para os 5 milhões de produtores rurais no Brasil, principalmente os pequenos, o que poderá ser um atrativo para a juventude ficar no campo. Rejuvenescer o setor”. Como exemplo, a ministra falou sobre a necessidade de universalizar e democratizar o acesso dos produtores a importantes iniciativas como o Programa ABC, para financiamento de projetos que reduzam os impactos ambientais causados por atividades agropecuárias. “Precisamos universalizar o máximo esse tipo de programa, com créditos, tecnologias e assistência técnica”, explicou.
Segundo ela, o governo brasileiro, junto com outros atores, como o sistema “S” e a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), está trabalhando para levar capacitação aos multiplicadores responsáveis pela assistência aos pequenos produtores. “Temos de ter gente pensando o futuro, fazendo pesquisa, como a Embrapa e as universidades, trabalhando por um Brasil que precisa de colaboração”, complementou. Ela destacou três eixos aos quais o Mapa tem dedicado especial atenção: regularização fundiária, agricultura 4.0 e estratégias para aumentar a assistência técnica.
“Precisamos também olhar as mulheres do campo, que são tão importantes quanto os jovens. Se ela fica no campo, o filho fica”, disse. A ministra defendeu o estímulo a atividades atrativas, como o artesanato, para as pequenas produtoras.
Agricultura verde
Alysson Paolinelli, por sua vez, chamou atenção para a agricultura verde, que ele considera a terceira onda do agro brasileiro. O ex-ministro lembrou que, dos 5,2 milhões de proprietários do setor rural, o país conseguiu integrar ao processo produtivo cerca de 840 mil. “Abre-nos agora uma oportunidade ímpar de entrarmos em um mercado novo que surge da agricultura sustentável. Oportunidade para que façamos as correções e possamos realmente nos tornar um país desenvolvido em agricultura, onde todos participam, onde haja uma verdadeira integração social”, afirmou Paolinelli, que é presidente do Fórum do Futuro.