segunda-feira, 8 de outubro de 2018


Frango

FAO: preço dos alimentos recua

Na média das quatro carnes acompanhadas pela FAO, elas também sofreram retrocesso de preço, mas em nível mínimo – de apenas 0,06%
     
Em setembro, o Índice de Preços dos Alimentos (FFPI, na sigla em inglês) da Agência das Nações Unidades para Agricultura e Alimentação (FAO) apresentou baixa de 1,4%em relação ao mês anterior, queda que - comparativamente ao mesmo mês de 2017 – foi bem mais elevada, de 7,4%.

Efeito – conforme a própria Agência – do aumento de estoques das commodities agrícolas básicas. Como resultado, seus preços recuaram 2,8% - a queda maior foi puxada pelo milho – e foram acompanhados pelos óleos vegetais, com redução de 2,3%.
O retrocesso no Índice FAO poderia ter sido maior não fosse as carnes terem neutralizado parcialmente as quedas observadas. Na média das quatro carnes acompanhadas pela FAO – bovina, suína, ovina e de frango – elas também sofreram retrocesso de preço, mas em nível mínimo – de apenas 0,06%.

Essa redução foi ocasionada, essencialmente, pelas carnes bovina e suína (menos 0,24% e 0,55%, respectivamente). Porque a carne de frango aumentou 0,26% no mês, registrando o melhor desempenho dos últimos quatro meses. 
Tal aumento – explica a FAO – foi ocasionado não só por um aumento de demanda, mas também por momentânea redução da oferta, principalmente por parte do Brasil. Já a queda da carne bovina decorre de uma ampla oferta por parte da Oceania (Austrália, Nova Zelândia) e dos EUA, enquanto a da carne suína teve como fator desencadeador o aumento de casos de peste suína africana e as restrições de importação associadas à doença.  

Preços do milho acumularam queda no mercado brasileiro em setembro

É o que mostram indicadores regionais medidos pelo Cepea e pela Bolsa Brasileira de Mercadorias


agricultura-colheita-milho (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Os preços do milho encerraram o mês de setembro em baixa, informa, nesta segunda-feira (1/10) o Centro de Estudos Avançados em Economia aplicada (Cepea). A referência com base em Campinas (SP) acumulou desvalorização de 4,14%, encerrando a R$ 39,40 a saca de 60 quilos na sexta-feira (28/9). A média do indicador foi 2,1% menor que a registrada em agosto deste ano.
“A pressão vem do maior interesse de venda por parte de muitos produtores, devido à necessidade de “fazer caixa” para custear a safra de verão. Já compradores, atentos ao movimento de queda, limitam as aquisições, à espera de novas desvalorizações”, diz o Cepea, em nota.


Segundo os pesquisadores, as exceções estão no Rio Grande do Sul, onde ainda se aguarda o desenvolvimento da safra de verão, e no Nordeste, onde houve quebra de produção. Como a disponibilidade do grão é menor, as cotações têm se sustentado nessas regiões do país.

Situação semelhante pode ser verificada em algumas regiões nos indicadores da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). Na referência para Campinas (SP), o valor da saca de 60 quilos caiu de R$ 42 para R$ 40 entre os dias 3 e 28 de setembro. Já em Luis Eduardo Magalhães (BA), o valor passou de R$ 32,5 para R$ 34 no período.
Nas praças do Sul, os números indicam oscilação dos preços e alguns momentos de elevação. Ainda assim, com cotações mais baixas no fim do que no início do mês. Em Cruz Alta (RS), o milho chegou a oscilar entre R$ 42 e R$ 42,5, caiu para R$ 39,5 e nos últimos dias, estabilizou em R$ 41 a saca de 60 quilos.
Em Julio de Castilhos, a cotação, que iniciou setembro em R$ 41, oscilou e encerrou o mês em R$ 40 a saca. Em Passo Fundo, a cotação caiu de R$ 42,5 para R$ 41 ao longo do mês. No Porto de Rio Grande, o cereal começou cotado a R$ 44, chegou a cair para R$ 41 e encerrou setembro a R$ 43.

Safra brasileira de cana 2018/19 deve diminuir 3%, diz USDA

A moagem de cana-de-açúcar deve atingir 610 milhões de toneladas


colheita-cana-de-açúcar (Foto: Raizen/Divulgação)
A moagem de cana-de-açúcar na safra brasileira 2018/19 (abril a março) deve atingir 610 milhões de toneladas, uma redução de 3% em relação à estimativa anterior (628 milhões de t) e 29 milhões de t abaixo da safra 2017/18 (639 milhões de t). A projeção é do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em São Paulo (SP).
Conforme as estimativas, a produção de cana na região Centro-Sul do País, principal centro produtor do mundo, deve atingir 563 milhões de t, uma redução de 5% em comparação com a safra anterior (595 milhões de t). A produção de cana no Norte-Nordeste foi projetada em 47 milhões de t, um aumento de 3 milhões em relação à safra anterior, por cauda das boas condições de colheita.

>> Moagem de cana deve terminar mais cedo nesta safra, prevê Unica
Segundo USDA, "problemas relacionados ao clima, especialmente o tempo seco nos Estados de São Paulo e Paraná, entre abril e julho, afetaram a produção e os estoques". Além disso, uma taxa de renovação de canaviais inferior à média contribuiu para reduzir a oferta. O USDA cita, ainda, que diversas lavouras renovadas mostram falhas de germinação. "Restrições financeiras também limitaram o investimento no manejo da culturas, resultando em maior incidência de pragas e ervas daninhas", diz o USDA.
O departamento americano revisou o porcentual de destino da cana moída na safra 2018/19. O mix de produção está em 37,5% para açúcar e 62,5% para etanol, em comparação com 42,2% e 57,8%, respectivamente, na estimativa anterior. O mix de produção na safra 2017/18 está projetado em 46,4% para açúcar e 53,6% para etanol.
>> Frota da maior usina de cana do mundo dá duas voltas na terra por dia
O USDA estima que o Brasil deve exportar de 19,6 milhões de t de açúcar na safra 2018/19, volume bem abaixo em relação à safra 2017/18 (28,2 milhões de t), por cauda da contínua "depreciação das cotações do açúcar no mercado mundial". Segundo o USDA, esse volume representa o menor volume exportado nos últimos 11 anos. Desse total, a exportação de açúcar bruto deve contribuir com 15,68 milhões de t, enquanto o produto refinado deve responder por 3,92 milhões de t.
>> RenovaBio pode gerar ciclo de investimento no etanol de cana e milho
ENTREVISTA: Secretária de Jovens da CONTAG fala sobre a importância e a atualização do Programa Jovem Saber

Secretária de Jovens da CONTAG, Mônica Bufon, fala sobre a importância e a atualização do Programa Jovem Saber. O Programa de capacitação à distância para jovens rurais é uma demanda da juventude no 8º Congresso Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da CONTAG. 
   
Secretária, o que é o Jovem Saber? 
O Jovem Saber é um programa de formação à distância, para jovens de 16 a 32 anos, sócios ou não do sindicato, que valoriza e incentiva o protagonismo dos(as) jovens rurais: eles(as) se organizam nas comunidades em grupos de 5 e 10 jovens  e, com apoio de cartilhas e da internet, debatem as questões importantes para a luta por direitos dos(as) trabalhadores e trabalhadoras rurais. O programa está dividido em oito módulos e, ao final de cada etapa há uma tarefa prática. É preciso enviar o relatório da tarefa dentro do sistema do Jovem Saber no site da CONTAG para passar de um módulo para o outro. As tarefas e o os encontros dos grupos são importantes para que os(as) jovens sejam despertados(as) para todas as possibilidades de ação para garantir seus direitos e sua qualidade de vida no campo, florestas e águas do Brasil.
 
 
Sabemos que o Programa trabalha vários temas que dialogam diretamente com a juventude rural. Quais são?
O Jovem Saber traz todas as bandeiras de luta do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – a Reforma Agrária, a necessidade de Organização da Produção, a Educação do Campo, os temas de Saúde, Meio Ambiente, entre outras – sempre com o recorte da juventude, ou seja: de que maneira esses temas afetam a vida dos(as) jovens rurais e como eles podem se conscientizar e atuar para garantir seus direitos em cada uma dessas áreas e a sucessão rural, a permanência do(a) jovem no campo com qualidade de vida. O programa indica as políticas públicas conquistadas por meio da luta do movimento sindical, mostrando a importância de nossa atuação na sociedade e da necessidade da continuação e fortalecimento dessa luta.
 
O programa Jovem Saber está passando por uma atualização, não é mesmo? Como se deu esse processo? 
O programa foi criado em 2004 e, desde então, passou por diversas etapas. No começo, era feito exclusivamente por meio de cartilhas impressas. A partir de 2008, passou a ser exclusivamente por meio da internet. Em 2014, a juventude viu a necessidade de haver um resumo impresso do conteúdo virtual e são essas cartilhas que temos até hoje. Por isso, em 2017, a Secretaria de Jovens realizou Salões Regionais do Jovem Saber e neles a juventude apontou a necessidade de atualização do conteúdo, porque desde 2014 muita coisa mudou, especialmente nossa conjuntura e também o movimento sindical. 
 

Agora que a gente já ficou por dentro de como tem funcionado o Jovem Saber até aqui, socializa com a gente como está a reformulação do Programa?
A partir dos debates realizados nos Salões do Jovem Saber, a nossa Comissão Nacional de Jovens deliberou que a Secretaria de Jovens da CONTAG coordenasse o processo de atualização do conteúdo e do formato do programa, fazendo com que ele ficasse mais dinâmico, combinando as cartilhas com conteúdos extra, na internet, como textos, estudos, vídeos, músicas, etc. Então nós constituímos um Grupo de Trabalho na CONTAG, contando com representantes de todas as nossas secretarias, e esse grupo propôs uma nova estrutura dos temas, assim como uma cartilha de organização dos grupos. Ao longo deste ano de 2018 esse grupo vai trabalhar na organização e produção desse conteúdo, que deverá ficar pronto até o final do ano.

Que papel tem o Coletivo Nacional da Juventude Rural da CONTAG com essa nova etapa do Programa?
O papel da Comissão Nacional de Jovens é fundamental, porque são eles que vão animar o processo na base: a organização e o acompanhamento dos grupos, o monitoramento das tarefas entregues pelo sistema online, além da realização de encontros e troca de experiências entre os grupos. Queremos destacar a importância do apoio dos Sindicatos e Federações, oferecendo seus espaços físicos e também as informações necessárias para os debates, além de garantir apoio para que os(as) jovens possam participar ativamente das atividades, mobilizações e lutas do movimento sindical.

Muita expectativa?
Temos muita expectativa e também muita esperança, porque sabemos a vontade que os(as) jovens da base têm de fazer algo concreto para melhorar suas vidas e as vidas de suas famílias. Acreditamos que o Programa Jovem Saber pode ser uma porta de entrada para melhor organização de nossas juventudes na base, e uma oportunidade para muitos desses jovens se descobrirem em suas comunidades, em uma nova vida, com horizontes maiores, com mais possibilidades.
 
 
FONTE: Comunicação CONTAG

Contratação de crédito rural em alta de 32% no trimestre

PAP 2018/2019

Entre julho e setembro, produtores brasileiros contrataram R$ 50 bilhões

produção de feijão caupi
produção de feijão caupi

Os primeiros três meses de vigência do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 apresentam alta de 32% nos valores contratados, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre julho e setembro, produtores brasileiros contrataram R$ 50 bilhões do crédito rural, totalizando 204.356 operações. 
A maior parte do desembolso se destinou a operações de custeio, R$ 29,8 bilhões, seguida por operações de comercialização, com R$ 9,3 bilhões, programas de investimento, que totalizaram R$ 8,5 bilhões, e industrialização, com R$ 2,5 bilhões. Relativamente às disponibilidades de recursos para a safra, foram contratados 26% do volume, ante 20% em igual período na safra anterior.
Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, a avaliação do período é positiva, em função da demanda muito superior à do ano passado. "O incremento de 32% ganha maior relevância, uma vez que houve crescimento em todas as finalidades: custeio, investimento, industrialização e comercialização".
Segundo ele, o desempenho do crédito rural mostra que houve oferta oportuna de recursos e que os produtores rurais estão confiantes no seu negócio, investindo na atividade. "É um indicativo que caminhamos para termos novamente uma boa safra em 2018/2019", ressalta.
O financiamento dos programas de investimento também teve crescimento expressivo no período, de 30,2%, dentre os quais se destaca o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro), com crescimento de 391%, seguido pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com 151%, e pelo Programa de Baixa Emissão de Carbono (ABC), com 112%.
O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), com participação de 35% no total dos recursos contratados para investimentos, teve crescimento de 59%. Estas linhas devem manter o crescimento, porque nos meses de agosto, setembro e outubro a demanda maior é pelo custeio, por conta do período de plantio das lavouras, lembra o secretário. "E, nos próximos meses, devemos ter maior demanda por linhas de investimentos".
Os números do levantamento, feito mensalmente pelo Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola, são acompanhados constantemente pela equipe. "Estamos monitorando os programas de investimento e podemos aumentar os recursos para aquele que tiver maior demanda, transferindo de outros que não tenham tanta procura. Vamos evitar a falta de recursos para investimentos e também para comercialização", disse Araújo.

As 16 amostras escolhidas por mil degustadores como destaques da safra de vinhos no Brasil

vinhos - degustação 2018Os vinhos foram degustados por categoria e dessa forma selecionados como os melhores do ano. Veja a abaixo a análise dos especialistas sobre cada categoria:
  1. VINHO BASE ESPUMANTE: Vinho de aspecto delicado, atraente, límpido e brilhante, com tonalidade rosa salmão e casca de cebola. Nariz de intensidade média, fino, elegante, com notas de frutas brancas como pera, maçã madura, abacaxi, notas de frutas vermelhas frescas como amora, cereja, framboesa e morango, notas de flores brancas e vermelhas, notas vegetais, leve toque de especiarias. No paladar é elegante, equilibrado, untuoso, com boa estrutura e bom volume de boca, notas frutadas como abacaxi e maçã, apresenta frescor com acidez marcante e equilibrada, persistência duradoura.
Domno do Brasil (Garibaldi) – Comentarista: Carlos Abarzúa – Enólogo do Ano 2017 – Brasil
VINHO BASE ESPUMANTE: Vinho de visual límpido, brilhante, amarelo dourado, acobreado e reflexos rosé. Perfil aromático delicado, fino, elegante, de média intensidade, com aroma de frutas brancas, cítricas e tropicais, como limão, abacaxi, ameixa amarela, carambola, pera, maçã verde, melão maduro e pêssego, notas de flores brancas (flor de laranjeira, madressilva). No paladar é elegante, equilibrado, com excelente estrutura e frescor, ataque franco e caráter frutado, acidez presente, corpo médio, retrogosto prazeroso e de persistência duradoura.
Vinícola Geisse (Pinto Bandeira) – Comentarista: Regina Vanderlinde – Presidente da OIV – Brasil
  1. VINHO BASE ESPUMANTE: Visual límpido, cristalino e brilhante, coloração muito bonita, atraente, com leve rosado de tonalidade salmão e casca de cebola. No nariz fineza e elegância marcam este vinho com toque de flores e frutas cítricas, como abacaxi, acerola, ameixa, cereja, framboesa e maçã verde, também frutas como lichia e lima, com média intensidade aromática. Em boca é complexo, elegante e intenso, com acidez marcante e equilibrada, dando bom frescor ao vinho, presença de taninos agradáveis, notas frutadas, com bom volume e boa persistência.
Vinícola Galvão Bueno (Candiota) – Comentarista: Lúcia Bailetti – Enóloga – Itália
Categoria: Branco Fino Seco Não Aromático
  1. RIESLING RENANO: Com lindo visual, brilhante e límpido, com tonalidade amarelo palha com reflexos esverdeados e dourados. No nariz é delicado, elegante, fino, presença intensa de frutas como laranja, lima, pomelo e limão siciliano, maçã verde, pera e melão, mamão, banana, marmelo, pêssego e damasco; apresenta também aroma de flores silvestres, flor de laranjeira e jasmim. Na boca é agradável, tem frescor e acidez equilibrada, notas de frutas cítricas, bergamota, com sutil toque mineral, bom volume de boca, retrogosto marcante e boa persistência.
Vinícola Almadén (Santana do Livramento) – Comentarista: Johnny Mazzilli – Jornalista – Brasil
  1. CHARDONNAY: Vinho de excelente visual, brilhante, límpido, amarelo palha com fundo esverdeado. Aroma elegante, de intensidade média, com notas de frutas cítricas e tropicais como abacaxi, banana, lima, maçã verde, pera e pêssego, toque floral discreto de jasmim e rosas, com aromas da madeira, tostado, especiarias e amêndoas. Paladar refrescante, agradável, com ataque doce inicial, com acidez equilibrada, toque frutado, boa estrutura com presença de madeira integrada e elegante, corpo médio, bom volume de boca e persistência média.
Cooperativa Vinícola Aurora (Bento Gonçalves) – Comentarista: Edsandro Arruda – Sommelier – Brasil
  1. CHARDONNAY: Visual de lindo aspecto, brilhante, límpido, tonalidade amarelo palha com reflexos esverdeados. No nariz se apresenta nítido com intensidade alta, notas marcantes de frutas tropicais e cítricas como toranja, abacaxi, maçã verde, pera, melão, goiaba, ameixa branca, pêssego e maracujá, toque floral (flor de laranjeira), e aromas vegetais com ervas de quintal, arruda e broto de tomate. Em boca é intenso e elegante, com acidez equilibrada e vibrante e bom volume, frutado com notas de abacaxi, pera e maracujá, notas vegetais de broto de tomate e arruda, extremamente fresco, com retrogosto agradável que se mantém em boca.
Cooperativa Vinícola Garibaldi (Garibaldi) – Comentarista: Caroline Dani – Biomédica – Brasil
Categoria: Branco Fino Seco Aromático
  1. SAUVIGNON BLANC: Visual brilhante, atrativo, límpido, amarelo com tons esverdeados e lágrimas duradouras. Aroma exótico, fresco, de frutas cítricas, tropicais e maduras, notas de goiaba, pêssego, de flores brancas (jasmim e rosas) e cítricas (flor de laranjeira), notas vegetais como broto de tomate, aspargos, arruda e especiarias verdes. Apresenta bom volume de boca, é elegante, agradável, equilibrado, com acidez e frescor excelentes, frutado (maracujá, goiaba), retrogosto de qualidade e persistência muito boa.
Vinícola Família Lemos de Almeida (Muitos Capões) – Comentarista: Rodrigo Perez Nambrard – Tonnellerie Seguin Moreau – Chile
  1. MOSCATO GIALLO: Visual límpido e cristalino, amarelo palha com reflexos esverdeados, lindo. No nariz apresenta-se complexo, fino e elegante, uma excelente intensidade aromática floral, como flores de laranjeira, jasmim e rosas, batata doce, mel, frutas de polpa branca, carnosas e maduras, goiaba, mamão papaia, pêssego e ervas de quintal. Em boca é elegante, com excelente perfil da categoria, harmônico, com frescor e bom volume de boca, acidez equilibrada, retrogosto agradável e excelente persistência.
Hortência Vinhos e Espumantes (Flores da Cunha) – Comentarista: Priscila Silva Esteves – Professora – Brasil
Categoria: Tinto Fino Seco Jovem
  1. CABERNET FRANC: Visual límpido e brilhante, com coloração vermelha rubi de média intensidade e lágrimas marcantes. No nariz é intenso e agradável, com notas de frutas vermelhas maduras, cereja, amora, morango e ameixa, com toque de especiarias, cravo e leve floral. Em boca é agradável e aveludado, com ataque inicial doce, acidez marcante e expressiva, apresentando notas frutadas compatíveis com o aroma e um toque defumado, com taninos macios e elegantes, com corpo médio, bom volume de boca e persistência média.
Vinícola Salton (Bento Gonçalves) – Comentarista: Carlos Cabral de Mello – Consultor de Vinhos – Brasil
Categoria: Tinto Fino Seco
  1. MERLOT: Visual intenso e profundo, com coloração vermelha violácea e reflexos negros. No nariz tem intensidade média, destacam-se as notas de frutas negras maduras e secas, mirtilo e ameixa, notas da madeira, baunilha, especiarias, avelã, cacau, café e tostado, com toque de tabaco e pimenta. Em boca é equilibrado e intenso, com boa acidez e estrutura, corpo médio e bom volume, notas frutadas, ameixa, amora e toque de chocolate, pimenta e tostado, com madeira aparente e bem casada, taninos domáveis e equilibrados, é untuoso, envolvente e persistente.
Vinícola Don Guerino (Alto Feliz) – Comentarista: Dirceu Vianna Jr. – Master of Wine – Inglaterra
  1. MERLOT: Visual intenso, coloração vermelho rubi/violáceo. Aroma intenso e agradável, frutas vermelhas maduras, amora, ameixa, geleia, licor de cassis, caramelo, especiarias, carvalho bem fundido e leve floral. Em boca é equilibrado e envolvente, com acidez média e corpo potente, com notas frutadas e de especiarias, chocolate amargo, pimenta, e forte tostado, com madeira equilibrada, taninos macios, bom volume e persistência.
Rasip Alimentos (Vacaria) – Comentarista: Francine Dion – Diretora do Séléctions Mondiales – Canadá
  1. CABERNET FRANC: Visual intenso, vermelho rubi/violáceo com reflexos negros, com lágrimas espessas e duradouras. Nariz de intensidade alta, com frutas vermelhas e negras maduras (amora, cereja, figo), compota, notas de madeira de qualidade, café, tostado, tabaco, couro, e toque vegetal, ervas secas. Em boca é equilibrado e fino, ataque doce, com boa acidez e muito corpo, notas de jabuticaba, uva passa cassis, especiarias e herbáceo, com madeira equilibrada, os taninos são maduros e presentes, com leve adstringência e persistência longa.
Estabelecimento Vinícola Valmarino (Pinto Bandeira) – Comentarista: Otávio Berwanger – Médico Cardiologista – Brasil
  1. CABERNET SAUVIGNON: Visual brilhante, límpido e intenso, coloração vermelho rubi com tons violáceos. No nariz é elegante e agradável, com aromas de frutas vermelhas, amora, ameixa, notas de especiarias, canela, e aromas da barrica de carvalho, café, cacau, tostado, leve vegetal e mentolado. Em boca é harmônico, com acidez pronunciada e ótimo volume de boca, bom corpo e estrutura, com notas de ameixa preta, cereja, geleia, café e leve mentolado, com retrogosto amadeirado, taninos presentes e equilibrados, com  muito potencial e persistência média.
Vinícola Almaúnica (Bento Gonçalves) – Comentarista: Celso Masson – Jornalista – Brasil
  1. CABERNET SAUVIGNON: Visual profundo e intenso, coloração vermelho violáceo com tons negros. No nariz frutas vermelhas e pretas (framboesa, ameixa preta, amora, mirtilo), frutas secas, notas de especiarias, canela, cravo, caramelo, chocolate branco,  tabaco e tostado, balsâmico e azeitonas pretas, com herbáceo leve. Em boca é doce na entrada, com acidez média e leve adstringência, certo amargor, potente de álcool e com muita estrutura, taninos marcantes e redondos, com notas de compota, figo preto, caramelo e chocolate, vinho untuoso e de bom potencial, com excelente persistência.
Vinícola Miolo (Bento Gonçalves) – Comentarista: Christian Burgos – Publisher – Brasil
  1. TANNAT: Aspecto excelente, brilhante, límpido e intenso, com coloração vermelha rubi com reflexos violáceos. No nariz é agradável e generoso, com frutas vermelhas e negras, ameixa fresca, framboesa, amora e compota, notas de aniz, baunilha, caramelo, café e especiarias (cravo, canela), as notas da madeira são intensas (tostado), com sensação vegetal, leve mentolado e funcho. Na boca é equilibrado e elegante, tem um adocicado inicial, é alcoólico e potente, com bom corpo e acidez, notas de amêndoas, chocolate e especiarias, com taninos macios e agradáveis, é untuoso, volumoso e persistente.
Família Bebber Vinícola (Flores da Cunha) – Comentarista: Nicholas Corfe – Importador Go Brazil – Reino Unido
  1. TANNAT: Visual límpido e intenso, com coloração violácea e reflexos negros. No nariz é intenso, com frutas negras maduras, ameixa preta, mirtilo, geleia e frutas no licor, notas de especiarias, canela, baunilha, cassis, amêndoas torradas, chocolate amargo, café, pimenta preta e tostado. Em boca é encorpado e envolvente, com acidez equilibrada e leve adstringência, álcool elevado e muita estrutura, notas de ameixa seca, compota, especiarias, café e amadeirado, taninos marcantes e intensos, volumoso e persistente.

Casa Valduga Vinhos Finos (Bento Gonçalves) – Comentarista: Pablo Ugarte – Diretor do Catador Awards – Chile

Embrapa negocia cooperação com o programa Future Food

Arquivo pessoal - Pedro Machado e Lisa Yon, professora da School of Veterinary Medicine & Science
Pedro Machado e Lisa Yon, professora da School of Veterinary Medicine & Science
As pesquisas em desenvolvimento em quatro Unidades da Embrapa estão na pauta das novas oportunidades de cooperação científica com o programa Future Food – Beacon of Excelence, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. Em reunião no dia 27 de setembro, o pesquisador e coordenador do Labex Europa, Pedro Machado, discutiu a possibilidade de parceria entre as duas instituições, voltada para projetos de impacto em áreas de maior interesse dos dois países. Parte de um programa de investimento em diferentes temas na área de ciências das plantas e animais, o Future Food prevê a integração da pesquisa direcionada por desafios, treinamentos e atividades de troca de conhecimento.
Segundo Pedro Machado, as linhas de pesquisa que mais despertaram interesse são as relacionadas a sanidade aviária, eficiência nutricional e sustentabilidade para gado de leite, intensificação sustentável e análise agroambiental em integração lavoura-pecuária, ionômica para tolerância à seca em arroz e feijão, alérgenos e extração de proteínas de alimentos - temas em desenvolvimento na Embrapa Suínos e Aves, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Arroz e Feijão e Embrapa Agroindústria Tropical.
“Fomos procurados pela universidade para continuar contatos já iniciados, a partir da repercussão da pesquisa brasileira desenvolvida em parceria com outras instituições britânicas”, disse Pedro Machado. “Fizemos uma apresentação institucional para o diretor do Future Food, David Salt, e para toda a equipe do Instituto de Biociências, demonstrando as perspectivas e desafios da pesquisa no setor agropecuário brasileiro, bem como temas para cooperação dos portfólios da Embrapa”, afirmou.
De acordo com o pesquisador, a cooperação entre a Embrapa e a Universidade de Nottingham trará benefícios mútuos. A pesquisa da instituição brasileira, devido a sua distribuição num país continental, com profissionais de excelência e estrutura avançada, favorece a obtenção de resultados relevantes num ambiente tropical. “Isso repercute positivamente para a instituição britânica, tanto para sua imagem como para captação de recursos”, comentou. “Para a Embrapa, existe a possibilidade de avançar em temas estratégicos para o cumprimento de sua missão”, concluiu.  Em dezembro, estão previstos workshops nas Unidades com a participação dos cientistas da Universidade de Nottingham.
Sobre a universidade
É a número um em número de projetos financiados no Russel Group e está entre as 75 melhores universidades do mundo (QS World University Ranking), com dois prêmios Nobel e dois campi internacionais (China e Malásia). Noventa por cento das pesquisas foram classificadas na categoria "International Standard", e 60% como "World Leading" ou "International Excellent".
Segundo Pedro Machado, as linhas de pesquisa apresentadas por meio de contatos que o programa Labex Europa têm feito com a Universidade de Nottingham não representam todos os grupos de pesquisa da Schools of Biosciences and Veterinary Medicine and Science (SBVMS) que mantêm ativa cooperação com o Brasil. “Mas representam um repertório seleto de grupos que demonstram interesse em cooperar com a Embrapa e a pesquisa agropecuária brasileira”, completou.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018


Bom Dia Produtor de leite
    E o preço? lá em baixo.     

Crédito rural com taxa pós-fixada é tendência no médio prazo, diz DLL

Com melhorias gradativas na economia brasileira, as linhas com juros pós-fixados devem se tornar mais atrativas para os produtores


dinheiro-real-moeda-cedula-brasil-economia (Foto: Marcos Santos/USP Imagens )
O uso de recursos livres para financiar investimentos no agronegócio é uma tendência gradativa do sistema financeiro no Brasil e bancos têm revisto suas linhas para atender produtores rurais, segundo o diretor executivo do Banco DLL, Anderson Lazaron. O DLL representa diversos fabricantes de máquinas agrícolas no Brasil. O executivo argumenta que, com "melhorias gradativas na economia brasileira", as linhas com juros pós-fixados devem se tornar mais atrativas para os produtores.

No curto prazo, porém, a demanda por modalidades de crédito pós-fixadas, oferecidas pela primeira vez pelo Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, ainda deve ser pequena, prevê Lazaron. Ele lembra que apenas 5% do orçamento deste ano (do Plano Safra) é destinado a contratos com esse perfil. No caso específico do banco DLL, 94% das operações de crédito contratadas neste ano correspondem a recursos controlados.
"Estamos nos preparando para ofertar essas linhas (do Plano Safra) dentro do prazo previsto, dezembro, mas acreditamos que a procura será pequena, pois o costume dos clientes ainda é (buscar) taxas prefixadas", disse Lazaron em nota. O DLL é subsidiário do Grupo Rabobank e está presente em mais de 30 países. No setor agrícola brasileiro, atua como banco de fábrica de marcas como Valley, Kuhn, LS Tractor, Lindsay, Mahindra, Jacto, Kepler Weber e outras.


Pluma

Cotações do algodão recuam pelo terceiro mês consecutivo

Impactos disso na paridade de exportação da pluma mato-grossense não foram tão intensificado
     
De acordo com as informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), as cotações da pluma em NY recuaram pelo terceiro mês consecutivo. No mês de setembro a queda acumulada foi de 3,68%, fechando o mês a uma média de US$ 81,86/@. A pressão baixista se deu, principalmente, na segunda quinzena do mês, em decorrência da entrada de pluma disponível norte-americana.

Além disso, as tensões comerciais entre os EUA e a China, que ameaçam implementações de novas taxas nas importações em ambos os países, trazem atenção ao mercado quanto à destinação da demanda pela pluma norte-americana.
Os impactos disso na paridade de exportação da pluma mato-grossense não foram tão intensificados, fechando o mês com alta de 0,17%, devido à valorização do dólar em 4,21%, que acabou por “segurar as pontas” nesse período. No entanto, a desvalorização da moeda norte-americana nos últimos dias traz atenção quanto ao comportamento dos preços daqui para frente.

Cesta básica

Preço da cesta básica cai em dez capitais

Florianópolis tem a cesta mais cara do país (R$ 435,47)
     
O preço da cesta básica, no mês de setembro, caiu em dez das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo levantamento divulgado hoje (4), Goiânia teve a maior redução (-2,31%), ficando em R$ 354,11. Em 12 meses, o conjunto de produtos registrou queda de 5,06 na capital goiana. Recife teve a segunda maior retração em setembro (-2,17%), ficando em R$ 332,75.

Em São Paulo, a cesta básica ficou estável no mês passado, no valor de R$ 432,83. Em 12 meses, a cesta teve alta de 2,81% na capital paulista. Na capital paulista, o conjunto de produtos tem o segundo maior valor entre as cidades pesquisadas.
As maiores elevações foram verificadas em Campo Grande (5,24%) e Salvador (1,26%). Na primeira, os produtos estão cotados atualmente em R$ 383,77 e na outra em R$ 315,86. Na capital baiana, no entanto, a cesta acumula queda de -0,84% em 12 meses. Em Campo Grande, o conjunto de produtos registra alta de 6,83% no período, a maior entre as cidades pesquisadas.

A cesta mais cara no mês, segundo o levantamento, é a de Florianópolis (R$ 435,47). Os itens tiveram alta de 0,97% em setembro e de 3,89% em 12 meses.
Itens
Entre agosto e setembro, seis produtos tiveram retração nos preços: batata (-8,14%), tomate (-5,31%), leite integral (-4,15%), açúcar refinado (-1,67%), manteiga (-1,15%) e óleo de soja (-0,30%). Em 12 meses, cinco itens registram quedas acumuladas: feijão carioquinha (-11,73%), açúcar refinado (-8,88%), tomate (-8,84%), café em pó (-5,76%) e batata (-5,24%).

No mês, tiveram alta o pão francês (1,23%), a carne bovina de primeira (1,71%), o café em pó (2,42%), a banana (2,63%), o arroz agulhinha (2,67%) e a farinha de trigo (5,99%). Em 12 meses, acumulam elevações a banana (1,03%), o óleo de soja (1,20%), a carne bovina de primeira (2,52%), o arroz agulhinha (5,48%), a manteiga (6,83%), o pão francês (9,32%), o leite integral (21,86%) e a farinha de trigo (26,91%). 

CRIME AMBIENTAL >> Deputados acabam com mais de meio milhão de hectares de áreas protegidas

Sem nenhuma manifestação contrária, deputados da Assembleia Legislativa de Rondônia fizeram desaparecer, em menos de uma hora de discussão, mais de meio milhão de hectares de áreas protegidas na Amazônia. De uma só vez, na última semana, os parlamentares riscaram do mapa onze unidades de conservação no estado.
A tramitação se deu em tempo recorde: o projeto foi protocolado na Assembleia na parte da manhã e, à tarde, já estava aprovado.
Os deputados já haviam tentado extinguir as áreas em março, mas a tentativa foi barrada pela Justiça. (Foto, WWF)
Encarregado de apresentar em plenário parecer sobre a proposta, em nome das comissões da casa, o deputado Léo Moraes (PTB) gastou apenas dois minutos para concluir que as áreas deveriam ser extintas, sem qualquer debate com a sociedade e sem qualquer estudo técnico. “Por ter o clamor de toda sociedade e o apelo dos deputados estaduais, somos favoráveis ao projeto e à emenda para que possamos extinguir as reservas e trazer o desenvolvimento sustentável e responsável ao Estado”, disse.
Surpresa
O combinado, porém, segundo ele, era extinguir apenas uma das unidades de conservação criadas pelo governo do estado, a maior delas: a Estação Ecológica Soldado da Borracha, de 178.948 hectares, entre os municípios de Porto Velho e Cujubim. Isso era o que propunha o projeto de lei complementar 242/2018, enviado à Assembleia pelo governo – e protocolado às 10h30 da manhã.
Ao entrar em discussão no plenário, no entanto, o PLC recebeu uma emenda coletiva propondo a extinção não só dessa unidade de conservação, mas de todas as onze unidades criadas pelo governo do estado em março deste ano, e assim foi aprovado. Os deputados já haviam tentado extinguir as áreas em março, mas a tentativa foi barrada pela Justiça.