terça-feira, 4 de abril de 2017

Operações para o Censo Agropecuário 2017 começam em outubro

IBGE

Estabelecimentos agropecuários serão visitados durante cinco meses. Serão levantadas informações sobre área, produção, entre outros temas

 Os resultados do Censo Agro 2017 devem começar a ser divulgados, pelo IBGE, em meados de 2018
Os resultados do Censo Agro 2017 devem começar a ser divulgados, pelo IBGE, em meados de 2017

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciará, em outubro de 2017, as operações do seu 10º Censo Agropecuário. Durante cinco meses, serão realizadas cerca de cinco milhões de visitas em estabelecimentos agropecuários de todo o País.
Nas ocasiões, serão levantadas informações sobre a área, a produção, as características do pessoal ocupado, o emprego de irrigação, o uso de agrotóxicos, entre outros temas. Os resultados do Censo Agro 2017 devem começar a ser divulgados pelo IBGE em meados de 2018.
O orçamento do Censo Agropecuário de 2017 sofreu um corte de mais de 50%. Diante desta contingência, o corpo técnico do IBGE teve de reduzir o número de contratados temporários para essa operação. A previsão, que era de 82 mil pessoas, passou 26 mil integrantes. Já a coleta do Censo Agropecuário, prevista para cerca de 90 dias, foi ampliada para cinco meses.
A redução do orçamento tornou necessária uma simplificação do questionário inicialmente concebido. A ação visa dar mais agilidade à coleta de dados, permitindo que em média três estabelecimentos agropecuários sejam visitados pelos recenseadores a cada dia. Essa simplificação foi levada ao conhecimento da sociedade, dando origem a novas demandas, que foram incorporadas ao questionário.
Pesquisa amostral
O Censo Agropecuário 2017 vai subsidiar a implantação do cadastro de estabelecimentos agropecuários e do Sistema Nacional de Pesquisas Agropecuárias.
A ação permitirá a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Estabelecimentos Agropecuários, que irá a campo anualmente captar dados detalhadaos sobre receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, uso de agrotóxicos, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo, entre outros temas.
Processos seletivos
Em abril, estarão abertas as inscrições dos dois processos seletivos simplificados para os temporários que atuarão no Censo Agropecuário 2017. Das 26.010 vagas oferecidas em pouco mais de quatro mil municípios do País, 171 serão para profissionais de nível superior em 18 diferentes áreas de conhecimento. As vagas restantes serão para nível médio.
Confira mais informações no site do IBGE.

PREFEITO GUSTAVO SOARES DESTACA IMPORTÂNCIA DE INTEGRAÇÃO DE TODOS EM PROL DA LAGOA DO PIATÓ

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Presente na manhã deste sábado, dia 1º, ao Ato Público em defesa da revitalização da Lagoa do Piató, evento ocorrido no centro da cidade e articulado pelo Grupo Lagoa Viva, o prefeito Gustavo Soares declarou que, dentro do que estiver ao alcance do Executivo municipal, a administração estará pronta para se irmanar aos esforços para garantir o desassoreamento do canal que alimenta o reservatório natural de água.
Fazendo uso da palavra durante o manifesto, o prefeito foi categórico ao afirmar que, isoladamente, a Prefeitura não tem condição financeira de assegurar a execução dos serviços necessários para a desobstrução do canal. Porém, reiterou que, neste instante em que as chuvas têm sido generosas e trazem a expectativa de elevação dos níveis hídricos, é de fundamental importância que todos possam “se unir em torno deste propósito em prol deste bem comum e deste patrimônio que é a Lagoa do Piató”.
O prefeito Gustavo Soares parabenizou todos os que fazem o Grupo Lagoa Viva por encampar o ideal a serviço da completa recuperação da Lagoa do Piató e se colocou à disposição para somar forças em todas as esferas de poder – Município, Estado, União – com o intuito de assegurar o aporte de numerário necessário para colocar em prática o projeto que atende às demandas do manancial. “Estamos nos integrando totalmente a esta luta para fazer acontecer o que todos realmente almejam em relação à Lagoa do Piató”, finalizou. 
Postado por Aluizio Lacerda
NOTA DO BLOG: A Lagoa do Piató, tem uma significativa participação na economia do vale do Assú. Ao longo dos anos, foi completamente desprezada e esquecida pelas autoridades municipais e estaduais. Encontra-se na sua área física, completamente assoreada, tomada por matagais e lixo urbano. É uma pena saber que uma lagoa de suma importância para Assú e adjacências, se encontre num estado deplorável de abandono. 

Agricultura familiar recebe mais recursos para investimentos

trator no campo O Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – acaba de ser beneficiado com uma linha de financiamento de máquinas e equipamentos no Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Serão aplicados mais recursos do Governo Federal neste ano. O valor anual destinado para essa linha no início da safra, que era de R$ 870 milhões, foi elevado para R$ 936 milhões em janeiro. Em março, o valor anual passou para R$ 1.618 milhões. Totalizando uma ampliação de R$ 748 milhões para atender a demanda dos agricultores familiares por investimentos e dinamismo do setor.
Nos primeiros seis meses da safra 2016-17, os financiamentos de investimento agrícola cresceram 3,5% em comparação com o ano anterior e os recursos do BNDES na linha Pronaf de máquinas e equipamentos se esgotaram no final de 2016. Em janeiro deste ano já havia mais de R$ 300 milhões de solicitações de financiamento em espera, que agora poderão ser atendidas.
Para o diretor substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção (DFPP) da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), José Carlos Zukowski, a ampliação da produção rural depende muito desses investimentos para a modernização e o aumento da produtividade e o Pronaf está aí para apoiar o agricultor familiar, através do financiamento para investimentos na atividade rural, com juros e prazos adequados.
O diretor ressalta ainda que esses investimentos têm efeitos muito positivos de dinamização da economia, sendo muito importantes, sobretudo, no atual momento vivido pelo país. “Eles contribuem para aumentar a produção de alimentos e demais produtos rurais, ajudando a combater a inflação e gerando renda no campo, melhorando a qualidade de vida dos agricultores”, diz Zukowski.

O Pronaf financiou mais de 543 mil operações de investimento no primeiro semestre da safra 2016-17, sendo mais de 32 mil operações de máquinas e equipamentos agrícolas, 147 mil em infraestrutura (silos, galpões, irrigação, eletrificação e unidades de processamento) e 3,9 mil para transporte da produção (caminhões, furgões e equipamentos), mais de R$ 5 bilhões aplicados em investimentos na produção rural.

segunda-feira, 3 de abril de 2017


RN investe fortemente na agricultura do Seridó



Quando saiu da comunidade Maritacaca, pouco antes do amanhecer, Julia Izabel dos Santos, 77 anos, já sabia que teria um grande dia. Tanto que escolheu o melhor vestido, todo branco, coberto de renda e enlaçado por um cinto prateado. A senhora de sorriso fácil e cabelos brancos receberia finalmente o título de sua propriedade rural. “Eu pensava que nem fosse ter mais. Mas está aqui, e eu vou mostrar pra todo mundo”, afirmou já com o documento tão sonhado nas mãos, durante solenidade que beneficiou, além dela, cerca de 500 agricultores em mesma situação. A ação aconteceu na Ilha de Santana, em Caicó, na manhã desta sexta-feira, 31, dando continuidade à agenda administrativa do Governo do Estado na região Seridó, iniciada ontem em Currais Novos.
Agora, com o título em mãos, Izabel afirma que poderá investir ainda mais na atividade rural, através da qual criou seus 12 filhos. “Vou poder comprar mais gado, mais vaca. Eu já comprei um balaio, e fizeram pouco de mim, mas eu vou colher feijão e vou mostrar a eles”, garantiu ela em tom de brincadeira, lembrando que agora terá um acesso mais fácil a linhas de crédito rural.
Quem também estava só sorrisos após receber o título de terra, era Francisco Apolinário da Nóbrega, do Sitio Boa Vista, de Jardim de Piranhas. “Tô animado sim! Título da terra na mão, né?! Com isso aqui, eu vou pra onde quiser”, comemorou o agricultor de 72 anos, que há 21 sonhava com aquele documento que agora segurava. “Já plantei banana, batata, melancia, e vou plantar de tudo agora que eu não tenho mais essa preocupação com o título”, continuou, ressaltando por último que pretende fazer uma grande festa no sítio. “Tô fazendo quase 50 anos de casado. Aí, o forró vai ser grande”.
Para Atenildo Batista de Araújo, 66 anos, a festa também vai ser grande, mas será no banco. “Sem isso aqui, a gente vai para os bancos tentar fazer empréstimo, tentar melhorar nossa situação quando não chove, mas não consegue resolver nada. Estou feliz demais”, assinalou. O agricultor ainda recebeu o título da terra de seu pai, já falecido. “Ele morreu sem ter esse documento, mas finalmente ele saiu”, afirmou.
Com a entrega de hoje a cerca de 500 agricultores do Seridó, o governo chega em dois anos à marca de dois mil títulos de terras. A emissão e entrega dos títulos de terra para o agricultor familiar concede segurança jurídica e, além disso, a oportunidade do trabalhador rural acessar programas importantes para o desenvolvimento no campo, como por exemplo, acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para financiar atividades de investimento e custeio para produção em sua terra, fortalecendo a agricultura familiar.
O governador Robinson Faria tratou a entrega como uma ação de justiça social. “Estamos pondo fim a uma espera de muitos anos. Quantos pais já morreram esperando por estes títulos, mas nós estamos aqui fazendo estas entregas, dando segurança e dignidade ao homem do campo”, assinalou.
“O compromisso do nosso governo é promover o desenvolvimento do nosso estado e promover a agricultura. Vocês podem constatar isso num momento como este hoje, no qual levamos cultura, segurança jurídica e oportunidades ao homem do campo”, afirmou Raimundo Costa Sobrinho, secretário de Assuntos Fundiários.
O prefeito de Caicó ressaltou a importância do empenho da gestão estadual para enfrentar este período de dificuldades econômicas. “Estamos recebendo aqui hoje um governador que está mudando o RN mesmo num momento difícil como este. Ele mostra que, mesmo em uma crise, inclusive hídrica, é possível mudar a realidade e realizar sonhos como vimos aqui hoje”, afirmou o prefeito Batata.
Compra Direta
Como aconteceu em Currais Novos ontem, o governador Robinson fez a entrega de equipamentos de informática e veículos para o Programa Compra Direta, totalizando cerca de R$ 1 milhão em investimentos. Desta vez, foram beneficiadas as cidades de Equador, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Jucurutu, São Fernando, São João do Sabugi, São José do Seridó, Timbaúba dos Batistas, Acari, Bodó, Cerro Corá e São Vicente.
O investimento total do Compra Direta no RN é de R$ 9 milhões (parceria entre o Governo do Estado e o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS).
Crédito Fundiário
Também na área do campo, o governo fez a entrega das escrituras públicas de duas áreas financiadas pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).
Uma das áreas é para trabalhadores rurais do município de Santana do Matos que irá beneficiar 10 famílias da Associação Zé do Gado; e outra para São João do Sabugi, beneficiando 17 famílias de agricultores familiares da Associação Brejinho.
Para a compra e investimentos nestas propriedades rurais foram investidos aproximadamente R$ 2 milhões. Deste recurso, cerca de R$ 700 mil serão investidos em projetos produtivos e de infraestrutura, que irão garantir trabalho e renda para essas famílias.
No Rio Grande do Norte, já foram beneficiadas com esta ação mais de 6 mil famílias de agricultores em todo o Estado. Nessas terras, as famílias rurais podem desenvolver diversas atividades, como criação de bovinos, caprinos, ovinos, além de investir na plantação de feijão, milho, entre outros.
É uma forma de manter os agricultores familiares no campo, trabalhando e vivendo de forma independente, autônoma e gerando emprego e renda.
Arca das letras
Como parte das ações que beneficiaram diretamente os moradores do campo, o Governo ainda entregou, através da Seara, 10 bibliotecas rurais do Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras para comunidades rurais de Caicó, Bodó e Parelhas.
Hoje, o RN é o quarto estado brasileiro com o maior número de bibliotecas rurais implantadas. São cerca de 800, distribuídas em 127 municípios do estado. Ao todo, já foram distribuídos cerca de 170 mil livros, beneficiando 63 mil pessoas do campo.


Governo assina acordo para gestão dos dessalinizadores implantados no Seridó


ASCOM/SEMARH

O Governo do Estado cumpriu uma agenda administrativa no Seridó, no intuito de levar diversas ações que estão beneficiando a região. Na tarde de quinta-feira (30), em Currais Novos, no ginásio poliesportivo Agenor Maia, o Governador Robinson Faria, junto com Secretário Ivan Júnior e os Prefeito de Currais Novos, Cerro Corá, Carnaúba dos Dantas, São Vicente, Parelhas e Santana dos Matos assinaram o acordo para gestão de uso dos dessalinizadores instalado nas comunidades rurais desses municípios.
O acordo de gestão é um documento celebrado entre os partícipes da gestão do sistema de dessalinização, depois que a obra é entregue. A gestão da tecnologia é compartilhada entre o Estado, a prefeitura e a comunidade. “Ele define as regras de utilização do dessalinizador, como quantidade de água e o horário para de abastecimento, entre outras” explicou Ivan Júnior.
Na manhã de ontem (31), o Chefe do executivo Estadual e Secretário assinaram os acordos com o prefeito de Caicó, Robson Araújo, para a gestão dos dessalinizadores das comunidades de Manhoso e Barra de Espingarda. O ato aconteceu durante o evento da 13 Vila Cidadã, na Ilha de Santana em Caicó.
Encerrado as atividades, na parte da tarde, o Secretário Ivan Júnior e equipe da Semarh visitaram a comunidade Barra da Espingarda, na zona Rural de Caicó. Durante o encontro, o Secretário falou da satisfação que o Governador Robinson Faria tem ao saber que a população agora tem acesso a uma água de excelente qualidade.
Ivan também ressaltou a importância da atuação da comunidade, gerenciando e cuidando do sistema. "Estamos à disposição sempre que vocês tiverem alguma dúvida ou dificuldade, seja técnica ou de cunho social", disse ele.
O Total investido na região do Seridó já ultrapassa R$ 1,5 milhão, beneficiando 5000 mil pessoas. As tecnologias foram implantados pelo Programa Água Doce, através de um convênio firmado entre o MMA e a Semarh, no valor de R$ 19,9 milhões, meta implantar 103 sistemas de dessalinização em comunidades rurais do semiárido Potiguar.

SANTANA DO MATOS RECEBE CAMINHONETE FRIGORÍFICO EM PARCERIA COM A EMATER.


Ocorreu em Currais Novos, na última quinta-feira, 30/03/2017, o recebimento de uma caminhonete frigorífico, através da EMATER e com destinação ao Programa Compra Direta.
O prefeito Municipal, Dr. Júnior Guimarães, esteve no evento acompanhado dos vereadores João Corcino, Paulo Bezerra e Ana Macedo.
Estiveram presentes também o representante local da EMATER Ademar Assunção, o secretário de Agricultura do Município Patrício Pinheiro e o ex-vereador Luiz Macedo.
Na ocasião, com a presença do Governador Robinson Faria, também foi realizada assinatura dos termos de gestão dos Programa Água para Todos.

Campo Redondo e Jaçanã debatem combate à praga da Cochonilha do Carmim

Fórum de Campo Redondo (Foto cedida)
Fórum de Campo Redondo (Foto cedida)
A luta das associações comunitárias, agricultores e dos Fóruns Municipais e Microrregional do Trairi contra a praga da Cochonilha do Carmim continua naquela região. Neste 30 de março, o assunto foi pauta das reuniões dos fóruns municipais de Campo Redondo e Jaçanã, com a presença do Seapac, autoridades, secretários municipais e representantes da EMATER.
Em Jaçanã, estiveram presentes 7 associações comunitárias, o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (SINTRAF), o Prefeito da cidade, Oton Mário, e assessores, além de famílias do município. Na ocasião, uma carta do Fórum de Jaçanã, elaborada com a assessoria do Seapac, foi entregue foi entregue ao Prefeito.
Fórum de Jaçanã (Foto cedida)
Fórum de Jaçanã (Foto cedida)

O mesmo problema da Cochonilha do Carmim, que vem dizimando a cultura da Palma Forrageira na Região do Trairi, também foi tema da reunião do Fórum de Associações de Campo Redondo, realizada hoje. A reunião contou com a presença dos representantes do SEAPAC, Marilene Moura e José Carlos, e de associações que fazem parte do Fórum, além de outras instituições, inclusive do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (IDIARN).
Cana

Força tarefa em Brasília em defesa da cana do NE diante da 6ª seca na década

Problema e os pleitos pertinentes para fóruns da CNA e do Ministério da Agricu

Apesar dos efeitos negativos enfrentados pelo setor pecuário diante da repercussão da operação Carne Fraca da Polícia Federal, cujo carece de plena atenção, um outro setor agropecuário líder em exportação do Brasil tem sofrido muito e sem a devida visibilidade política, mesmo com graves problemas e de forma continuada. O segmento sucroenergético nordestino tem enfrentado o 6º ano consecutivo de seca com expressiva redução produtiva e de produtividade e com a inviabilização da cultura em áreas tradicionais que são alicerce da economia da região. A safra 2016/2017 encerrou meses antes do padrão por conta da falta de cana e a atual safra terá déficit produtivo ainda maior. O problema foi tratado em Brasília durante a reunião da Comissão Cana de Açúcar da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

“Desde meados de julho de 2016 não chove normal em grande parte da Zona da Mata canavieira do NE. E mesmo que comece a chover a partir deste mês, a próxima safra terá uma redução média de 30%, visto toda a mortandade do broto da cana”, lamenta Alexandre Andrade Lima, que é presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). Pernambuco e Alagoas, que são os maiores estados produtores da região, sofrem ainda mais com a atual seca que se repete pelo sexto ano consecutivo.
O dirigente, que participará da reunião de hoje na CNA, lembra que as secas provocadas, sobretudo pelo fenômeno climático El Niño no NE, já contribuíram para reduzir sete safras de cana­, nos últimos 24 anos. Isso significa que foram 14 anos de estiagem nesse período. “A única saída para continuar plantando cana na região depende de políticas públicas de irrigação, sobretudo para os fornecedores de cana do que as usinas, pois irrigam menos e não possuem reservas de água nas propriedades.

Este assunto e o pagamento da subvenção federal da cana, sancionada em lei desde 2014 e ainda não pago, será defendido por Andrade Lima hoje em Brasília, quando, na ocasião, também serão tratados de outras pautas: Plano Agrícola e pecuário 2017/2018, Consecana, RenovaBio 2030. O dirigente estará acompanhado dos demais dirigentes da Unida.
Lima e a comitiva nordestina levarão o problema da seca nos canaviais e os seus pleitos pertinentes para outros fórum da CNA e do Ministério da Agricultura (Mapa) nesta semana. O caso será abordado durante a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Mapa nesta quarta-feira (22). Os dirigentes também participarão do Conselho Agro da CNA na quinta-feira (23). A Feplana e a Unida também buscarão dos parlamentares do Congresso Nacional o apoio aos pleitos dos 21 mil canavieiros do NE. 

A carne ensina-ARTIGO


Passado o turbilhão inicial, é hora de falar da questão da carne, objeto da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, deflagrada no dia 17 de março. Aquilo que deveria ser uma apuração pontual para identificar possíveis irregularidades em um ou outro frigorífico, acabou se convertendo em uma condenação irresponsável de um setor e comprometeu um trabalho de anos aqui e no exterior.

Um setor tão importante para o abastecimento mundial de alimentos, o da proteína animal, foi questionado, ficasse sob suspeita. Colocou em risco a atividade, milhares de empregos e muita renda fundamentais para o Brasil todo.
Os frigoríficos que foram investigados pela operação durante dois anos eram apenas 21, em um universo de 4.837 atualmente em atividade no País. Juntos, os investigados pela Polícia Federal são responsáveis por apenas 0,8% da produção nacional.
Neste período da “Carne Fraca”, a Polícia Federal apresentou apenas um laudo, constatando irregularidade em um produto. Ou seja, um detalhe que balança todo o complexo e pujante sistema produtivo da proteína animal no Brasil.
Atividade tão importante que faz do Brasil o maior exportador de proteína animal do mundo. Dados do instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento apontam que a carne bovina é destaque na Balança Comercial do agronegócio paulista, ocupando o segundo lugar.
Em 2016, a exportação paulista de carne totalizou US$ 2,01 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 79,4% deste valor. No mesmo período, o Brasil exportou o equivalente a US$ 5,51 bilhões em carne bovina, com o embarque de 1,4 milhão de toneladas.
Somente Hong Kong absorveu 330,5 mil toneladas (23,6% do total exportado pelo Brasil), pagando por elas US$ 1,14 bilhão (20,76% do total faturado em 2016). Já a China comprou 165,7 mil toneladas (11,8%), com desembolso de US$ 706,2 milhões (12,8% do total).

Neste contexto internacional de disputa de mercado, o jogo fica cada vez mais bruto e a questão sanitária é realmente determinante. O Brasil já conta com um sistema de inspeção sanitária que tem garantido diariamente que milhões de pessoas em todo o mundo consumam nossa carne sem problemas.
Mas mesmo assim devemos buscar sempre seu aprimoramento. Aprimorar por respeito à opinião pública, que tende a ser cada vez mais exigente em todos os quesitos como a saudabilidade dos alimentos. Participei em Brasília do lançamento do novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária das Propriedades de Origem Animal (Riispoa).
É preciso ter um constante processo de modernização do sistema, fazendo com que um setor como este de produção cada vez maior e mais sofisticado e mais abrangente tenha formas inovadoras e renovadas de fiscalização e controle. O próprio setor tem que fazer um autocontrole, uma autorregulação criteriosa e transparente.

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da nossa Secretaria de Agricultura, valoriza essas boas práticas sanitárias com iniciativas como a garantia dada pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (Sisp). O consumidor pode consultar os estabelecimentos inspecionados no site da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA): www.defesa.agricultura.sp.gov.br.
E para facilitar o cotidiano de produção, desde janeiro de 2017, a Declaração Mensal de Produção (antigo relatório de produção mensal) que os estabelecimentos com registro devem enviar passou a ser realizada pelo sistema informatizado Gedave, facilitando a entrega da declaração, não havendo mais a necessidade de se dirigirem à Defesa para fazê-lo.
Temos também o selo Produto de São Paulo, que faz parte do Sistema de Qualidade de Produtos Agrícolas, Pecuários e Agroindustriais. Foi criado pelo Governo do Estado em 1999 para certificar qualidade em uma verificação do processo produtivo, oferecendo um melhor produto ao consumidor e aumentando a competitividade do agronegócio paulista nos mercados interno e externo.

A adesão ao projeto é voluntária e as normas e padrões de qualidade são estabelecidos por Técnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, representantes das cadeias produtivas reunidas nas Câmaras Setoriais, especialistas de universidades e outros técnicos interessados.
Tudo isso é necessário para proteger o consumidor, defender a nossa carne, a produção de proteína, fazer com que esta atividade que alimenta a todos, alimenta o mundo, seja valorizada e cada vez mais fortalecida. Esta é uma questão de honra importante para a agropecuária paulista e brasileira.

Produção de aves e suínos ganha novas recomendações para suplementação com minerais orgânicos

inclusão de ingredientes na dieta dos animais reduz excreção no meio ambiente

Inclusão desses ingredientes na dieta dos animais reduz excreção no meio ambiente e auxilia na qualidade do produto final. Nova edição de tabela de exigências nutricionais para o setor foi apresentada pela Universidade Federal de Viçosa
A Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG) lançou a nova edição das “Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos”, considerada uma das maiores referências para a agroindústria mundial na formulação de rações. Essa é a 4ª edição do material, o qual foi apresentado durante o IV Simpósio Internacional sobre Exigências Nutricionais de Aves e Suínos, nos dias 29 e 30 de março, na própria UFV-MG.

A nova edição constatou, por meio de estudos, a eficiência dos minerais orgânicos na suplementação dos monogástricos, a partir do acompanhamento da inclusão dos ingredientes na dieta de suínos entre 30kg e 50kg e em frangos durante o período de crescimento. A análise apontou que, em forma orgânica, os níveis de minerais necessários para o desempenho dos animais são entre 33% e 50% menores do que na forma inorgânica, percentual que varia de acordo com a espécie e destinação para corte ou reprodução. Isso ocorre por conta da biodisponibilidade dos microminerais, que facilita a absorção dos nutrientes no trato digestivo, favorecendo, por exemplo, o ganho de peso e a eficiência alimentar da granja.
Outras vantagens relacionadas a esse tipo de suplementação de formulação orgânica são o menor impacto ambiental e o retorno para o consumidor. “Nossas recomendações do nível de microminerais orgânicos para as dietas têm uma redução significativa, que pode ser de até 50% do teor recomendado para o inorgânico, o que resulta no melhor aproveitamento pelo animal. Então, a primeira coisa a ser considerada é a redução da excreção de microminerais no meio ambiente por meio das fezes, que podemos observar na cama de frango. Isso reduz o risco de contaminação ambiental pela menor deposição de resíduos. E pode, inclusive, beneficiar os consumidores, que vão encontrar mais qualidade nos produtos avícolas e suinícolas por conta do desempenho que tiveram no campo”, explicou o professor do departamento de Zootecnia da UFV-MG, Horácio Rostagno, durante o lançamento da publicação.

Essa é a primeira vez que as tabelas orientam a diferenciação das recomendações da substituição de minerais inorgânicos por orgânicos e de vitaminas para suplementação. Além disso, a professora do Núcleo de Zootecnia da UFV-MG, Melissa Hannas, destacou que a edição contou também com atualizações relacionadas ao desenvolvimento e avanço genético dos animais. “Uma vez que temos avanços genéticos ligados, principalmente, à eficiência alimentar e conversão, tivemos que fazer esses ajustes no consumo e ingestão de nutrientes. Foram recalculadas todas as exigências para energia considerando mantença e produção. Em função disso, se tem a definição de proteína ideal para a formulação de rações. E outra novidade é a relação de nitrogênio essencial, que permite trabalhar com rações mais próximas do que o animal precisa”.
Experiência
No campo, alguns produtores já têm colocado em prática a utilização dos minerais em sua forma orgânica e os resultados têm mostrado eficiência e ganho de desempenho para as granjas. “Assim como os estudos têm comprovado a eficácia dos microminerais orgânicos, já temos acompanhado o desempenho de algumas indústrias na utilização desses ingredientes. Por exemplo, no caso avícola, é possível alcançar melhoras de carcaça, empenamento e produção de ovos. E a inclusão dessa fonte orgânica deve ser uma tendência para os próximos anos, porque está atrelada ao conceito de sustentabilidade, justamente pela questão de resultar em menos excreção para o meio ambiente”, relata a gerente técnica da Alltech do Brasil, Marlene Schmidt.

Evento
Na terça-feira (28), antecipando os debates do evento de lançamento, o doutorando da UFV-MG, Helvio da Cruz Ferreira Junior, compartilhou durante o Simpósio Alltech de Eficiência Mineral, o estudo que realizou sobre o balanço de minerais para aves que auxiliou na elaboração das tabelas. O evento, contou ainda, com a apresentação de outras tendências da nutrição de monogástricos. O professor e doutor da Universidade Federal de Pelotas, Fernando Rutz, expôs alguns estudos sobre a interferência de um animal doente e/ou estressado para produção e reforçou que a estratégia para minimizar esse problema inclui desde vacinação, nutrição, manejo, fisiologia, planejamento e gestão da propriedade, até genética.
O encontro promovido pela Alltech contou, ainda, com uma abordagem global do doutor Ramon Diniz Malheiros, que apresentou as novidades dos Estados Unidos da América na área de nutrição, mostrando que o Brasil tem todas as condições de competir com a produção global. Segundo Malheiros, a indústria e os produtores brasileiros precisam estar atentos as mudanças ditadas pelos consumidores, que incluem a produção livre de antibióticos e sem gaiolas. 

Novo regulamento da inspeção de produtos de origem animal prevê penas mais severas

RIISPOA



 novo regulamento do RIISPOA deve ser publicado nesta quinta-feira (30)


O presidente Michel Temer e o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) assinaram nesta quarta-feira (29), no Palácio do Planalto, o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA). Entre as mudanças introduzidas na legislação está a elevação de penalidades. Por meio de medida provisória, a multa máxima a ser aplicada, no caso de irregularidades, passa de R$ 15 mil para R$ 500 mil, anunciou Maggi. Outra medida mais dura é a perda do selo SIF (Serviço de Inspeção Federal) por empresa que cometer três irregularidades gravíssimas em um ano.
As novas normas são voltadas para garantir segurança e inocuidade alimentar, além de combater fraude econômica. O regulamento engloba todos os tipos de carnes (bovina, suína e de aves), leite, pescado, ovos e mel. “O antigo decreto do RIISPOA, que hoje completa 65 anos, proporcionou que as regras sanitárias brasileiras fossem reconhecidas por mais de 150 países. Mas é justo e oportuno fazermos atualizações. O Brasil está diferente”, observou o secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki.
Agora, estão contempladas, lembrou Novacki temas ligados ao respeito ao meio ambiente, á sustentabilidade e ao bem-estar animal. A mudança, segundo ele, “não foi açodada e corrida”, tendo começado em 2007. “A revisão exigiu trabalho meticuloso, o envolvimento de 150 servidores e 33 colaboradores, entre cientistas da Embrapa e de universidades federais”. Além disso, passou por consulta pública e recebeu mais de 3.600 propostas de mudanças, todas analisadas.
A revisão do RIISPOA contempla a implantação de novas tecnologias, padronização de procedimentos técnicos e administrativos, maior harmonização com a legislação internacional, interação com outros órgãos públicos de fiscalização, ordenação didática das normas para facilitar a consulta e orientação e atualização de terminologias ortográfica e técnica. Foi compatibilizado com legislações, como o Código de Defesa do Consumidor e com o decreto que institui o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA).
O secretário-executivo chamou a atenção para outra inovação, que incluiu especificidades e exigências próprias das pequenas agroindústrias. Blairo Maggi acrescentou que doenças que afetavam os animais, como zoonoses, no antigo RIISPOA, não estão mais presentes. Esse tipo de preocupação foi substituída por cuidados com patógenos, como a salmonella, que é um problema atual.
O novo regulamento estabelece a obrigatoriedade da renovação da rotulagem dos produtos de origem animal a cada 10 anos e determina  sete tipos de carimbos do Serviço de Inspeção Federal (SIF). O regulamento que era usado até esta quarta-feira é de 29 de março de 1952 e tem 952 artigos. Com as mudanças, o RIISPOA passa a ter 542 artigos.
A atualização do RIISPOA faz parte das ações do Plano Agro+, lançado no ano passado por Blairo Maggi para simplificar e modernizar o agronegócio. O novo regulamento também deixa bem clara a responsabilidade das empresas e do Estado na fiscalização sanitária dos produtos de origem animal.
 A seguir as principais medidas do decreto:


Medidas
A inspeção deverá se baseada em conceitos mais modernos, como também será possível a utilização de ferramentas de controle de qualidade de produtos mais atualizadas, por exemplo: Análise de Risco e Pontos Críticos de Controle – APPCC (a mesma ferramenta utilizada pela NASA para controlar a inocuidade dos alimentos dos astronautas em missões espaciais).
Estabelece quando e em que tipo de estabelecimento será instalada – em caráter permanente – a inspeção de produtos de origem animal. Privilegiando os estabelecimentos que abatem as diferentes espécies de animais.
Essa modernização da norma visa qualificar os estabelecimentos por grau de risco, priorizando as ações mais intensas de inspeção de acordo com as características do estabelecimento.
Inspeção industrial e sanitária de carnes e derivados, traz novos conceitos de inspeção ante mortem e post mortem.
Simplifica, racionaliza e moderniza o processo de avaliação das rotulagens dos produtos de origem animal, possibilitando a informatização no envio de informações sobre rotulagem de produtos, agilizando as respostas do Ministério da Agricultura.
Todas essas novidades levam em conta o Código de Defesa do Consumidor e demais normas incidentes sobre questões de rotulagem de produtos.
Outra novidade é que os registros de rótulos passam a ter validade de 10 anos, diferentemente do atual RIISPOA que não oferece prazo de validade.
Estabelece critérios de uso para os diferentes carimbos e marca do Serviço de Inspeção Federal – SIF – redefine os modelos dos carimbos e torna mais fácil para o consumidor o entendimento do significado das mesmas.
Atualmente existem 18 diferentes modelos de carimbos regulamentados o novo RIISPOA simplifica e moderniza isto reduzindo para apenas modelos para 7 modelos.
Redefine os procedimentos de análise laboratorial dos produtos e matérias primas de origem animal, detalhando os ritos processuais para análise pericial.
Atualiza a norma e agrega aos procedimentos de análise laboratorial os conceitos em vigor nas normas mais avançadas do planeta.
Moderniza o título do RIISPOA referente às responsabilidades sobre a infração, medidas cautelares, penalidades e processo administrativo.
Redefine as sanções passíveis de aplicação de penalidades e gradua as infrações em leve, moderada, grave e gravíssima, dando proporcionalidade nas aplicações das penalidades.
Introduz também o conceito de condições agravantes e atenuantes.
Inserida definição de estabelecimentos de produtos de origem animal de pequeno porte, possibilitando a legalização de pequenas agroindústrias, como também flexibilizando exigências relacionadas a características de equipamentos.
O atual texto do RIISPOA trata todas as indústrias de maneira idênticas o que inviabiliza a legalização das pequenas.
Inclui na rotina de fiscalização a realização de análises de biologia molecular, como o exame de DNA entre outras metodologias consagradas nos últimos anos.
Possibilita o aproveitamento de matérias-primas e resíduos de animais dos estabelecimentos industriais sob inspeção federal para elaboração de produtos não comestíveis.
A introdução dessa possibilidade tem forte viés ambiental, visto que no texto atual esses resíduos devem ser descartados no meio ambiente.
10º
Traz nova feição para a Inspeção Federal de Produtos de Origem Animal modernizando uma norma do século XX em sintonia com conceitos e tecnologias do século XXI.
Quando publicado, 65 anos atrás, o RIISPOA era um regulamento moderno. De lá para cá o pais deixou de ser importador e passou a ser um dos principais exportadores do planeta de produtos de origem animal. Além disso, ao longo desses anos surgiram várias novas tecnologias, a Constituição de 1988, a OMC, enfim, o mundo mudou radicalmente.

Desenvolvimento Rural-ARTIGO


O atual modelo de desenvolvimento rural e agrícola do Brasil está passando por uma transição. O grande desafio é superar a dicotomia entre produção e proteção ambiental, por meio da integração dos objetivos e instrumentos das políticas ambientais e agrícolas dentro do marco geral do desenvolvimento sustentável.

Fazer a transição para o desenvolvimento rural sustentável depende da motivação e construção de consensos, mediados por uma relação democrática e com diálogo entre a política ambiental e as populações rurais. A transição para a sustentabilidade do rural é entendida e conduzida como parte estruturante do projeto de desenvolvimento nacional em curso, cujo objetivo central é assegurar o crescimento econômico com redução das desigualdades sociais, da pobreza e da fome, com conservação dos recursos naturais e da capacidade produtiva dos ecossistemas.

O desafio é duplo: por um lado, reverter o estágio atual de degradação dos ecossistemas provocada pela agropecuária, e por outro, mas ao mesmo tempo, promover, difundir e consolidar formas e estilos do sistema produtivo agrosilvopastoril e desenvolvimento rural praticados em bases sustentáveis.
 
O objetivo do desenvolvimento rural sustentável é incentivar o uso adequado da terra e dos recursos naturais, seja nas áreas de agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, Terras Indígenas ou Comunidades Extrativistas, nas Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD) e nas áreas de produção agropecuária de tipo patronal/empresarial de grande escala.