sexta-feira, 3 de março de 2017

Central de Comercialização da Agricultura recebe os primeiros boxes


ASSECOM/SAPE
Permissionários acompanham diariamente a instalação dos espaços

A Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes), localizada em Natal, está quase pronta. A Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) faz os ajustes finais para abrir o equipamento ao público ainda este mês. A inauguração oficial deve acontecer nos próximos dias, com a presença do governador Robinson Faria e secretário Guilherme Saldanha.
Os permissionários, que irão ocupar 36 boxes e 50 pedras de comercialização, têm acompanhado diariamente a montagem dos espaços. Cerca de 1.200 agricultores familiares serão beneficiados com o equipamento, que terá capacidade de comercializar em torno de 170 toneladas por mês, totalizando uma média de R$ 313 mil mensal. Serão vendidos produtos agropecuários, hortifrutigranjeiros, cereais, pescado, entre outros, todos oriundos da agricultura familiar.
Ocupando uma área de cinco mil metros quadrados ao lado da Ceasa/RN, o equipamento possui área construída de 2,7 mil metros quadrados e 78 vagas de estacionamento. O Governo do Estado custeará todas as despesas já citadas até que a ocupação, em pleno funcionamento, ocorra em 90% dos espaços físicos disponíveis.
 
Agronegócio- ARTIGO

A produção animal nos bastidores: muito além de carne e leite


Esta semana foi publicado um levantamento feito pela World Animal Protection, que identificou quais as empresas estão priorizando o bem-estar animais dentro das produções. A organização faz uma estratificação por níveis, classificando as empresas que mais possuem políticas com maior aderência ao bem-estar animal até aquelas que não estão sensibilizadas. O levantamento foi realizado em âmbito mundial, assim, muitas empresas brasileiras (pelo número muito grande de organizações) não foram contabilizadas. No entanto, alguns grandes nomes do Brasil já figuram no relatório apresentado.

Ações como essa são reflexos de uma nova visão do consumidor. Indiscutivelmente, o setor agropecuário sofreu diversas mudanças, notadamente após o final da II Guerra Mundial. A produção de alimentos e fibras demonstrou um incremento grande, pelas novas tecnologias empregadas, mecanização, utilização de insumos químicos, da especialização e algumas políticas para favorecer a maximização da produção. Inegavelmente, apensar de uma distribuição não justa, hoje há muito mais disponível e mais barato alimentos do que há algumas décadas.

Para o consumidor, eminentemente das cidades, sanadas as necessidades primárias de volume de produção, outros requisitos estão sendo solicitados, ou mesmo exigidos, como premissa de comercialização. Afinal, o acesso aos alimentos, principalmente, as proteínas de origem animal atingiram grande parte da população dos países desenvolvidos e têm chegado à mesa, com frequência, de muitos consumidores de países emergentes, há espaço para criar novas demandas e exigências.

Neste cenário, as práticas utilizadas no campo estão sendo questionadas pelos consumidores. Não basta apenas ser competitivo, deve-se produzir com qualidade, mas isto vai muito além de um alimento saudável e palatável, requisitos, anteriormente, satisfatórios para ser considerado adequado aos anseios do consumidor. Entre as novas exigências dos consumidores, pode-se destacar o atendimento à sustentabilidade da produção, que permeiam as práticas que atendam às necessidades ambientais, sociais e, na pecuária, ao bem-estar animal. Assim, os problemas ocasionados pela intensificação da produção estão sendo questionados.

A preocupação do consumidor em relação ao bem-estar animal tem feito com que muitos optem por uma alimentação sem proteína animal. Sendo assim, cresceu, substancialmente, a quantidade de pessoas que adotam alimentação vegetariana, vegana etc. No entanto, mesmo os indivíduos que buscam não se alimentar diretamente de proteína de origem animal, consomem produtos da pecuária de várias outras formas.

Há diversos medicamentos sintetizados a partir da origem animal. Utilizado como anticoagulante, para cirurgias ou pacientes com risco de AVC (acidente vascular cerebral) e também em tratamentos estéticos para combater a gordura localizada, a Hialuronidase tem o uso muito difundido. Ela é extraída a partir de testículos bovinos. Também com função anticoagulante há a heparina, de origem animal, é extraída do fígado, pulmões e intestino de bovinos e suínos. A heparina é utilizada para a fluidificação do sangue (reduzir a viscosidade), retardar a coagulação (inibe a conversão da pró-trombina em trombina), utilizada em exames de sangue, em procedimentos cirúrgicos e em transplante de órgãos.

Outro medicamento importantíssimo, pois sua síntese permitiu a sobrevivência de bebês prematuros, o surfactante, também tem sua molécula extraída de matéria prima animal. A lista de medicamentos, e diversos tipos de produtos, originados na pecuária é muito grande, passa por cosméticos à pinceis. Suínos, por exemplo, são usados como manequim para tatuadores (bem anestesiados, claro), pois sua pele tem muita semelhança com a humana.

Assim, mais que simplesmente achar que não consumir carne, leite, ovos, peixe etc., estará contribuindo com a diminuição do sofrimento animal, a sociedade deve entender que preconizar e exigir as boas práticas agropecuárias deveria ser a bandeira a ser hasteada.

A sensação de “estou fazendo minha parte” por não consumir, na forma de alimento ou produtos da pecuária, além de criar uma falsa ilusão, não dá o devido valor que deveria à criação animal. Quanto mais pessoas se conscientizarem que eles são dependentes dos animais, mas irão buscar preservá-los e, também, irão adquirir alimentos que tenham sido produzidos sob os critérios de sustentabilidade que também respeitam o bem-estar animal. 

Balança comercial fecha no azul em US$ 4,5 bi em fevereiro

Exportações

Vendas para o exterior superaram as importações. Mercado asiático apresentou o maior crescimento, avanço de 86% na exportações

 Plantação de soja. Exportação de itens básicos cresceu 48,3% em fevereiro
Plantação de soja. Exportação de itens básicos cresceu 48,3% em fevereiro

A balança comercial fechou no azul em fevereiro. A diferença entre as exportações e as importações deixou um saldo positivo de US$ 4,5 bilhões no mês passado. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e foram divulgados na quinta-feira (02).
Esse resultado do mês foi formado por exportações de US$ 15,5 bilhões e importações de US$ 10,9 bilhões no período. Os números mostram, ainda, que houve crescimento na venda de produtos brasileiros para o exterior em todas as modalidades.
Os itens classificados como básicos, a exemplo de grãos e outros produtos agrícolas, registraram avanço de 48,3% frente a fevereiro do ano passado. Com esse desempenho, o grupo registrou exportações de US$ 7,4 bilhões.
Os manufaturados também apresentaram bom desempenho, com vendas de US$ 5,5 bilhões e crescimento de 5,7%. Os semimanufaturados seguiram a mesma trajetória de alta, avançaram 2% e fecharam o mês com vendas de US$ 2,2 bilhões.
Vendas para a Ásia
Entre os principais mercados para o Brasil, o destaque foi a Ásia, região que expandiu a compra de produtos brasileiros em 42,7%. Apenas a China avançou 86,9%, com US$ 3,6 bilhões em compras.
Os principais produtos vendidos para os chineses foram petróleo em bruto, minério de ferro, soja em grão, ferro-ligas, aviões, hidrocarbonetos, minério de manganês, borracha sintética, minério de cromo.
Fonte: Portal Brasil

Levantamento da Conab aponta crescimento de 15% da safra em 2017

Se a previsão se confirmar será uma supersafra de 215 milhões de toneladas. Entre principais culturas, feijão terá forte crescimento.




 A chuva que tem caído no cerrado renovou as esperanças de produtores rurais brasileiros. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que o país tenha uma supersafra.
É um horizonte de verde, de chuva e de números. Em áreas de Mato Grosso estão plantadas as esperanças de melhora na produção agrícola nacional.
Levantamento da Conab - ligada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento - aponta para um crescimento de 15% da safra que vai ser colhida em 2017.
Se a previsão se confirmar será uma supersafra de 215 milhões de toneladas.
“Nós estamos recuperando áreas que não foram utilizadas ano passado por questões climáticas, ou estamos incluindo novas áreas na produção. A produtividade deve ser um fator importante para o crescimento da produção nacional”, afirma o superintendente de agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto.
Entre as principais culturas, o feijão terá um dos crescimentos mais fortes. Estados produtores como Paraná e Minas devem comemorar colheita até 24% maior. Os produtores de arroz, que é o forte de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, podem colher 14% mais. O milho, que teve quedas nos últimos três anos, pode ter safra até 10% maior. E a soja, maior produção agrícola do país, pode crescer 8,5%.
Em 2015 ela faltou. Trouxe frustração na colheita, deixou dívidas. Em 2016, não. Chegou na hora certa, abundante, regular, bem distribuída, para fazer a diferença. A chuva tem esse poder. Uma área plantada de soja ainda vai crescer pelo menos 30%. É com a chuva que o produtor conta para ter uma safra excepcional em 2017.
Carlos Muniz tem 2,1 mil hectares de soja em Campo Verde. Com a chegada da chuva na hora certa, já está tudo plantado e ele espera aumentar a produtividade.
“A nossa previsão este ano é colher de 60 a 65 sacas por hectare de soja”, diz Muniz.
O professor de agronomia do Instituto Federal de Mato Grosso, André Andrade, lembra que a agricultura é uma atividade de risco, e para que a supersafra aconteça o clima tem que continuar colaborando.
“Se não houver chuva no primeiro semestre de 2017, satisfatória, você pode ter uma frustração na safra de milho, de algodão. Isso tudo é uma previsão. O fundamental é o clima”, explica André Andrade.

RN recebe R$ 1,3 milhão para o Água Doce


Ascom/Semarh/RN
Programa: água de qualidade
Recursos repassados pelo Ministério são parte da última parcela do convênio que atenderá 28 mil pessoas no semiárido potiguar.


O secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Jair Tannús, anunciou o repasse de mais R$ 1,3 milhão para execução do Programa Água Doce no Rio Grande do Norte. O valor refere-se ao repasse da última parcela do convênio assinado em dezembro de 2011.
Formalizado entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA (SRHQ/MMA) e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte (SEMARH/RN), o convênio visa a implantação do Programa Água Doce no estado e tem o valor total de R$ 19 milhões.
A meta do convênio com o estado é a implantação, recuperação e gestão de 68 sistemas de dessalinização na primeira etapa, com potencial para beneficiar aproximadamente 28 mil pessoas. Até o momento, foram entregues 45 sistemas à população.
O secretário Jair Tannús destacou, também, que “a água subterrânea dessalinizada é mais uma alternativa para as comunidades da região semiárida brasileira, considerando a redução dos mananciais de águas superficiais e a situação de escassez hídrica atual”.
O PROGRAMA
O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do governo federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Visa ao estabelecimento de uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na gestão de sistemas de dessalinização. O programa atua prioritariamente em comunidades rurais do semiárido brasileiro e conta com uma rede de cerca de 200 instituições, envolvendo 10 estados e parceiros federais.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Nordeste: safra atual tem tudo para ser a maior dos últimos 10 anos

Chuvas vão persistir na região em março, principalmente na faixa norte


Nordeste

Algumas áreas do Maranhão receberam mais de 330 milímetros de chuva em fevereiro. As chuvas ficaram quase 70% acima do normal e com isso os índices de umidade do solo se recuperaram bastante.
Em Balsas, interior do Maranhão, os produtores já estão comemorando e alguns acham que esta será a melhor safra dos últimos 10 anos. Em março, as simulações mais estendidas de previsão do tempo indicam outros 160 milímetros para a região.
As áreas mais desfalcadas pela má distribuição das chuvas são parte do centro e nordeste da Bahia e alguns estados da faixa leste. Por lá, a estiagem de mais de cinco anos ainda perdura.
Nesta quinta-feira, dia 2, a chuva ganha força no norte do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, e não estão descartados transtornos em áreas de risco por conta de temporais. Chuva forte também no oeste do Pernambuco.
Em outras áreas nordestinas, o calor da tarde             ajuda a formar nuvens carregadas, e ocorrem chuvas em forma de pancadas com volumes mais baixos e atingindo uma ou outra cidade.
A exceção fica por conta de grande parte da Bahia e parte de Sergipe e de Alagoas, onde o tempo continua mais firme e ensolarado e os índices de umidade do solo estão beirando os 10%.
Na sexta-feira, dia 3, a influência de uma região de alta pressão atmosférica no oceano Atlântico deixa o tempo mais firme sobre a Bahia. Na região central, a umidade relativa do ar cai um pouco mais.
Já em outras áreas do Nordeste, o tempo ainda segue instável, embora a chuva já perca um pouco de força em relação aos dias anteriores. O calor aumenta um pouco mais sobre a região no período da tarde.

Seminários Técnicos da EMPARN serão retomados em março


Seminário Técnico da EMPARN

Na primeira segunda-feira de março (6) os colaboradores da EMPARN tem um encontro marcado com a retomada dos seminários técnicos. As palestras acontecem na sede da empresa de pesquisa, localizada no Jiqui, em Parnamirim. O evento também é aberto para o público externo. Qualquer pessoa interessada nos temas pode comparecer para receber as informações dos especialistas a respeito de assuntos ligados à agricultura e pecuária. O encontro inicial, ministrado pelo Gerente de Meteorologia, Gilmar Bristot, tratará sobre a previsão climática para os próximos meses. Aguardamos todos, às 9h. Segue abaixo a programação anual:

06/03
Gilmar Bristot
Previsão Climática para a quadra chuvosa março a maio 2017 para o Semiárido do Nordeste
27/03
José Aldemir Freire – IBGE
Panorama da Agropecuária Potiguar
Manoel Pereira Neto
Situação da Pecuária Potiguar
24/04
Marcos Antonio Barbosa Moreira
Controle da queima da folha na cultura do coqueiro
Jaeveson Silva
Tamanho de maniva em cultivo irrigado de macaxeira
29/05
Suênia Flávia de Araújo Dantas
Viabilidade econômica da produção de palma forrageira irrigada e adensada no semiárido Potiguar
Guilherme Ferreira da Costa Lima
Balanço do projeto “Produção irrigada da palma forrageira adensada e outras reservas forrageiras estratégicas para garantir a segurança alimentar e escala de produção da pecuária familiar no semiárido”
26/06
Newton Auto de Souza

Influência dos resultados de pesquisa na diminuição dos custos de produção, na melhoria da produtividade e da qualidade dos produtos de frangos caipiras de corte
Manoel Pereira Neto
Fortalecimento da Pecuária Leiteira do RN (RN Sustentável: EMPARN e EMATER)
31/07
Manoel de Souza Araújo
Considerações sobre invasão biológica e perdas de biodiversidade no NE brasileiro: foco no RN
Karen Luanna Marinho Catunda
Características Físico-Químicas, Sensoriais e Perfil de Ácidos Graxos do Leite de Cabras Saanen Alimentadas com Cactáceas
28/08
Josemir Araújo Neves
Desenvolvimento de modelos matemáticos de previsão de cheias para o monitoramento de eventos extremos na Bacia do Rio Piranhas-Açu – Rio Grande do Norte e Paraíba
25/09
Josér Geraldo de Medeiros
Digestibilidade aparente em ovinos alimentados com cactáceas nativas
30/10
Marciane Maia
Resultados de Pesquisa em Reprodução de Caprinos e Ovinos
Amilton Gurgel Guerra
Fruteiras alternativas para o semiárido do Rio Grande do Norte
27/11
Aldo Arnaldo de Medeiros
O Fósforo em solos do RN
José Simplício de Holanda
Adubação orgânica na correção da acidez e melhorias na fertilidade do solo

Governo eleva a 8% mistura obrigatória de biodiesel no diesel comum

A mistura obrigatória será elevada para 9 por cento a partir de 1º de março de 2018


O governo federal elevou de 7 para 8 por cento o percentual obrigatório de mistura de biodiesel no diesel comum vendido ao consumidor a partir desta quarta-feira, segundo publicação do Ministério de Minas e Energia (MME) no Diário Oficial da União. A mistura obrigatória será elevada para 9 por cento a partir de 1º de março de 2018 e a 10 por cento em 1º de março de 2019, de acordo com a resolução.

"Com adoção do novo percentual para 8 por cento, o Brasil também abre espaço para a redução das importações de óleo diesel, além de favorecer a agricultura familiar e o agronegócio brasileiro, por meio do incentivo à produção", disse o MME. Segundo o ministério, o país está entre os dois maiores produtores do biocombustível, junto com os Estados Unidos, tendo ultrapassado de forma definitiva os produtores europeus, primeiros a utilizarem o biocombustível em larga escala.

Apenas nos últimos dois anos, com a adição dos 7 por cento do biodiesel ao diesel convencional, a capacidade instalada de produção chegou a 7,2 bilhões de litros, disse o ministério, acrescentando que o volume é suficiente para atender a mistura de 10 por cento, estimada em seis bilhões de litros quando da sua vigência, em 2019. 

Fossa Séptica Biodigestora-Uma Questão de Saude


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Segundo dados do IBGE-PNAD 2014, a população rural brasileira soma 30,5 milhões de pessoas (15% do total nacional). O saneamento básico para os moradores do campo ainda é insuficiente, pois mais de 50% utilizam sistemas rudimentares tais como fossas negras, valas, buracos ou lançamento direto nos rios e no solo. Cerca de 14% não possuem banheiro, urinando e/ou defecando ao ar livre. Dados do Ministério das Cidades (base 2014) mostram que ainda temos cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada, mais da metade da população não tem acesso à coleta dos esgotos e somente 40% dos esgotos do país são tratados antes de serem lançados na natureza.
O Brasil possui em torno de 5,5 milhões de domicílios rurais, predominantemente com base na agricultura familiar. Conforme o IBGE, a maioria das residências descarta os esgotos inadequadamente no meio ambiente contaminando as águas e o solo. A Fossa Séptica Biodigestora é divulgada por meio de Dias de Campo, instalação de Unidades Demonstrativas e nos Cursos de Saneamento Básico Rural na qual a Embrapa Instrumentação atua no processo de transferência de tecnologia para multiplicadores. A expansão da adoção envolve a ampliação da rede de parceiros e a implementação de projetos tais como os exemplos recentes da CATI-SP, Fundação Banco do Brasil, Programa Rio Rural; órgãos públicos tais como EMATER, Governos do Estado e Prefeituras, assim como o Terceiro Setor.

Quem ganha com isso
Por meio da Embrapa e sua rede de parceiros, foram instaladas 11.583 unidades, beneficiando diretamente um público estimado em 57 mil pessoas. A abrangência da Fossa Séptica Biodigestora é potencialmente maior, considerando que trata-se de uma tecnologia social de baixo custo, alta replicabilidade e divulgada por meio de uma rede extensa de instituições. Neste levantamento não estão incluídas as iniciativas diretas de agricultores não informadas à Embrapa ou à rede de parceiros.

Abrangência geográfica
Há registros de Fossas Sépticas Biodigestoras instaladas por meio de projetos de parceiros em 23 Unidades da Federação (277 municípios), com exceção dos Estados de Alagoas, Amazonas, Piauí e Santa Catarina. Isso não indica que não possam ter sido instaladas por iniciativas próprias de agricultores, cooperativas ou órgãos públicos, considerando a ampla divulgação que tem sido dada desde 2001.

Benefícios econômicos e sociais
Estudos da Embrapa demonstraram que para cada R$ 1,00 investidos em saneamento por meio da Fossa Séptica Biodigestora, é possível um retorno à sociedade de R$ 4,60.
Os benefícios econômicos e sociais envolvem: redução das internações médicas-hospitalares decorrentes da falta de saneamento básico; maior capacidade laboral do produtor rural; redução nos índices de faltas e desistências escolares; redução das doenças de veiculação hídrica de forma geral; redução da mortalidade infantil, de adultos, idosos e imuno-deficientes; aproveitamento agronômico do efluente de esgoto na forma de reuso de água e nutrientes; melhoria da qualidade de vida no campo além dos ganhos ambientais.

Parceiros
Os parceiros da Embrapa na divulgação e implementação da tecnologia abrangem órgãos públicos, sociedade civil organizada e terceiro setor, incluindo entidades internacionais, sendo os principais listados a seguir:
Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI-SP); Fundação Banco do Brasil; Programa Rio Rural (Governo do Rio de Janeiro); Prefeituras Municipais; Emater Estaduais, Funasa; ONG Instituto Terra; ONG Iniciativa Verde; Instituto Trata Brasil; WWF; USAID; Fundação Cargill; USP; UFSCar; Centro Paula Souza; Comitê Guandu; SOS Amazônia; Incra; CNPq; Capes; Fapesp; Enactus; Programa Petrobras Ambiental; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); ONG Plante Vida; Sítio São João – Escola da Floresta; Vale SA; Sobloco; Cesan;Fundo Brasileiro para a Diversidade (Funbio); Caixa Seguros; Instituto HSBC; Fundo Ecomudança do Banco Itaú; entre outros.

Coreia do Sul abre mercado para Brasil exportar manga

Internacional

Em novembro do ano passado, uma missão coreana realizou inspeção no Vale do São Francisco

Setor privado avaliará os aspectos tarifários e de logística para verificar a competitividade  das vendas externas
Setor privado avaliará os aspectos tarifários e de logística para verificar a competitividade das vendas externas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu comunicado de que estão vigentes desde a última quarta-feira (22) os requisitos fitossanitários para a exportação de mangas do Brasil para a Coreia do Sul. As negociações com o país asiático, iniciadas em janeiro de 2004, foram tema de discussão bilateral durante a missão realizada pelo ministro Blairo Maggi à Ásia, em setembro do ano passado.
A partir desta decisão anunciada pelo governo sul coreano, o setor privado avaliará os aspectos tarifários e de logística para verificar a competitividade e efetividade de exportações da fruta para o país.
Somente no ano passado, a Coreia do Sul importou manga de países como Tailândia, Filipinas, Taiwan, Vietnã, Paquistão, Austrália, Índia, Peru e Estados Unidos, o equivalente a mais de US$ 48 milhões.
Em novembro, durante visita do ministro Blairo Maggi à região do Vale do São Francisco, uma missão da Coreia do Sul esteve inspecionando as frutas do local para análise fitossanitária. Na oportunidade, o ministro mostrou-se confiante de que o resultado seria positivo.
Uma das principais metas estabelecidas pelo Mapa é aumentar a participação brasileira no mercado internacional do agronegócio de 6,9% para 10% em um prazo de cinco anos. E o mercado asiático é visto como prioritário pelo governo.

Ministério apoia ação para proteger biomas


Divulgação CNBB
Edson Duarte (D): convergência
Campanha da Fraternidade 2017, lançada nesta quarta-feira (1º/3) pela CNBB, aborda conservação dos ecossistemas brasileiros.



O Ministério do Meio Ambiente (MMA) reforçou o apoio à Campanha da Fraternidade 2017, que tem por tema “biomas brasileiros e a defesa da vida”, lançada nesta quarta-feira (1º/3) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Como representante do ministro Sarney Filho, o secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Edson Duarte, destacou que a iniciativa fortalece a conservação e contribui para todas as áreas de atuação da pasta. O lema da Campanha é “cultivar e guardar a criação”.

Defendida pelo ministro Sarney Filho, a encíclica Laudato Si’ sobre questões socioambientais foi lembrada pelo papa Francisco. Para estimular a campanha, o pontífice citou a carta escrita há dois anos com o objetivo de enfatizar a importância da conservação ambiental e das comunidades tradicionais. Em comunicado oficial sobre a escolha do tema pela CNBB, o papa destacou a riqueza da biodiversidade brasileira e a necessidade de “promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos”.
CONVERGÊNCIA
A iniciativa converge com as medidas determinadas por Sarney Filho para a gestão à frente do MMA. “O cuidado com os biomas permeia todos os nossos campos de atuação”, destacou Edson Duarte. Entre as principais ações, o secretário listou a recomposição florestal e o combate ao desmatamento, com medidas para aprimorar o monitoramento dos biomas. Também foram apontados o apoio aos povos tradicionais, a educação ambiental e o combate às queimadas e à desertificação.
O secretário afirmou, ainda, que a inclusão do tema nos trabalhos propostos pela CNBB para este ano valoriza as ações de conservação dos biomas em desenvolvimento no contexto da política ambiental brasileira. “Além de um arcabouço científico muito bem estruturado, a Campanha da Fraternidade reveste suas ações de uma riqueza espiritual capaz de tocar as consciências de forma profunda”, explicou Edson Duarte.
URGÊNCIA
A iniciativa tem o objetivo de alertar a população para a urgência do tema. O arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Dom Sergio da Rocha, destacou a necessidade de ações para conservação dos recursos naturais e o papel central das comunidades nesse processo. “Precisamos valorizar, defender a vida e a cultura desses povos”, afirmou. “Necessitamos também refletir sobre a ação de cada um de nós e nossas posturas nos biomas onde estamos inseridos”, acrescentou.
Presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, o deputado federal Alessandro Molon reiterou a importância da Campanha para os avanços da política ambiental brasileira. O parlamentar explicou que os trabalhos no Congresso contemplarão objetivos de grande relevância para o país como o comprometimento com as populações originárias, o reforço do compromisso com a biodiversidade e a contribuição para a construção de um novo paradigma ecológico.

*Com informações da CNBB.  

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA):

Estudo completo dos solos brasileiros vai começar este ano

solo - técnica de analise 4 - barrancoO Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos)vai mapear o território brasileiro e gerar dados com diferentes graus de detalhamento para subsidiar políticas públicas, auxiliar gestão territorial, embasar agricultura de precisão e apoiar decisões de concessão do crédito agrícola, entre muitas outras aplicações. Orçado em até R$ 3 bilhões de reais, o Pronasolos deve gerar ganhos de R$40 bilhões ao País dentro de uma década, de acordo com especialistas. Esta fase inicial, de elaboração, tem um orçamento de 845 mil reais.
“Os levantamentos sistemáticos de solos no Brasil pararam nos anos 80 do século passado”, disse o pesquisador Maurício Rizzato, da Embrapa Solos. “Com o PronaSolos envolveremos diversos ministérios e órgãos federais em torno de um objetivo: fazer o mapeamento do solo de norte a sul do Brasil no período entre 10 e 30 anos, em escalas que tornem viáveis a correta tomada de decisão e estabelecimento de políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal – 1:25 mil, 1:50 mil, 1:100 mil, respectivamente”, completa o pesquisador. Isso significa que cada um centímetro do mapa corresponde a um quilômetro de área (na escala de 1:100 mil). A definição das escalas dependerá das prioridades governamentais. O maior detalhamento (de 1:25 mil) é desejável, por exemplo, para o planejamento de propriedades e na agricultura de precisão, o que vai influenciar diretamente na concessão de crédito rural.
O Brasil paga um preço alto por não conhecer melhor seu solo: falta de água no campo e em grandes metrópoles; intensos processos erosivos do solo na área rural, que agravam enchentes e provocam desperdício de insumos agropecuários, entre várias outras consequências. Dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) indicam que 140 milhões de hectares de terras brasileiras estão degradadas, o que corresponde a 16,5% do território nacional. “E a legislação sobre o tema é difusa, existem 26 leis de conservação do solo, em diferentes escalas: ministerial, estadual etc.”, revela o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Solos José Carlos Polidoro.

A implantação dos Pronasolos deverá proporcionar ganhos na produtividade, economia nos insumos e auxiliar na sustentabilidade do sistema agrícola, diminuindo as emissões de gases do efeito estufa”, conclui a chefe geral da Embrapa Cocais (São Luís-MA) Maria de Lourdes Mendonça.