quinta-feira, 12 de maio de 2016

Brasil retoma exportação de bovinos vivos para o Egito

Vendas foram liberadas com a aprovação do certificado zoossanitário brasileiro pelo governo egípcio
A partir de agora, os pecuaristas brasileiros poderão retomar as exportações de bovinos vivo para o Egito. Isto porque o governo egípcio    aprovou o certificado zoossanitário do Brasil para venda externa de gado em pé.
“Poderemos retomar um comércio que se tornou exitoso pela credibilidade, transparência e cooperação mútua entre os serviços veterinários brasileiro e egípcio”, disse o diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques.
Entre 2009 e 2014, o Brasil foi fornecedor regular de bovinos para abate no Egito. Nesse período, o mercado brasileiro embarcou 75 mil cabeças de gado para aquele país.

No segundo semestre de 2014, as exportações de bovinos vivos foram interrompidas por causa de interpretações diferentes entre os serviços veterinários brasileiro e egípcio sobre testes laboratoriais de febre aftosa. Esses exames estavam previstos no protocolo firmado na época. Os dois países passaram, então, a renegociar um certificado veterinário que não impedisse o desembarque dos animais no Egito.
A última etapa dessa negociação foi realizada em Amã (Jordânia), em abril deste ano, durante a Conferência Regional para Aplicação de Padrões da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que contou com a participação do Mapa.
De acordo com Marques, o acesso e a manutenção de mercados importadores de bovinos são estratégicos para o Brasil, porque mostra o reconhecimento da excelência da condição sanitária do rebanho. “Isso é o resultado do esforço público e privado dentro do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, o Suasa.”
Em 2014, as exportações totais de bovinos vivos pelo Brasil atingiram cerca de US$ 680 milhões.
MAPA

O Novo Secretário de Agricultura do RN

Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape)

GUILHERME MORAES SALDANHA
– Formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Rural do Semiárido em 1996, é empresário rural no setor de agricultura irrigada, atuando na atividade desde 1998. Trabalhou como Coordenador de Agricultura Irrigada da SAPE/RN durante os anos de 2002 até 2006, foi também Consultor do SEBREA/RN durante os anos de 2006 a 2007 e também atua no acompanhamento/vistoria de projetos e empreendimentos da Caixa Econômica Federal. Foi Presidente do Distrito de Irrigação do Projeto Baixo Açu durante os anos de 1997 até 2000 e 2009 até 2016. Atualmente é membro do Comitê Técnico do Programa Nacional da Agricultura Irrigada da CNA – Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária.
 
NOTA DO BLOG: O novo Secretario de Agricultura do RN, é empresário da agropecuária, muito ligado ao interior do estado e foi colega de classe na UFERSA Mossoró do presidente da APASA, Marcone Angicano. Do males o melhor. 

Decreto institui critérios para seleção dos presidentes da Conab e da Embrapa

Diretores das duas estatais também deverão preencher pré-requisitos
A partir de agora, haverá processo seletivo para a nomeação dos cargos previstos nos estatutos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O processo foi definido por meio de decretos assinado pela presidenta Dilma Rousseff, pela ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e pelo ministro Valdir Moisés Simão (Planejamento). Os decretos  foram publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira (11).
A medida visa a valorizar o desempenho e a formação dos servidores, além de adequar o  processo de seleção de modo a reconhecer a meritocracia na gestão estatal.
O presidente da Conab e todos os diretores serão indicados pelo Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para nomeação pelo Presidente da República.

No caso da Embrapa, o presidente e todos os diretores executivos serão indicados pelo Conselho de Administração, mediante lista tríplice, ao Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para nomeação pelo Presidente da República.
Os nomes deverão credibilidade e representação junto à comunidade de pesquisa, desenvolvimento e inovação e a experiência em cooperação nacional e internacional. O presidente deverá ter pelo menos oito anos de experiência em atividades relacionadas ao objeto social da empresa.
Tanto para a seleção de presidente da Conab quanto da Embrapa, os candidatos deverão ter experiência mínima de quatro anos em pelo menos uma das seguintes funções: cargo gerencial em empresa de grande porte; cargo gerencial do setor de atividade da Conab; cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS 4 ou superior no setor público.

De acordo com os decretos, não poderão participar dos órgãos estatutários da empresa, enquanto perdurar a situação, os que tiverem registrado candidatura a mandato público eletivo; os declarados inabilitados para cargos de administração em empresas sujeitas à autorização, ao controle e à fiscalização de órgãos e entidades da administração pública federal e dirigentes estatutários de partidos políticos, entre outros critérios.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Recursos para o Plano Agrícola

  O governo federal anunciou nesta quarta-feira (4), durante cerimônia no Palácio do Planalto, a liberação de R$ 202,88 bilhões em crédito para o Plano Agrícola e Pecuário do período 2016/2017, linha de financiamento destinada ao médio e grande produtor.
O valor é cerca de 8% - ou R$ 15,18 bilhões - superior ao da safra passada, quando foram liberados R$ 187,7 bilhões aos produtores rurais. A liberação dos recursos deste plano agrícola começa em julho próximo e segue até junho do ano que vem.
saiba mai
O governo informou que os juros foram ajustados para não comprometer a capacidade de pagamento do produtor, com taxas que variam de 8,5% a 12,7% ao ano.
Nos últimos cinco anos, de acordo com o Ministério da Agricultura, a oferta de crédito agrícola avançou 89% - na safra 2011/2012 foram R$ 107,2 bilhões.

Série de anúncios
Na terça (3), o governo já havia anunciado a liberação de R$ 30 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2016-2017, linha de financiamento com juros mais baixos destinada a pequenos agricultores - que usam a mão-de-obra "familiar", possuem a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) e faturam até R$ 300 mil por ano.
O total de recursos previsto para o novo Plano Safra equivale ao valor pedido a Dilma na semana passada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e supera os R$ 28,9 bilhões do plano do ano passado.
A liberação de recursos, para o Plano Safra e para o Plano Agrícola e Pecuário, acontece poucos dias antes de o Senado analisar a admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma. Se for aceito, a presidente será afastada do cargo por até 180 dias.
O evento desta quarta faz parte de uma série de anúncios que a presidente Dilma pretende fazer antes de o Senado deliberar sobre o processo de impeachment.
 

Custeio e Comercialização
De acordo com o Ministério da Agricultura, um dos destaques do Plano Agrícola é o crescimento de 20% dos recursos para financiar custeio e comercialização dos produtos, modalidade que contará com R$ 115,8 bilhões e terá juros subsidiados - abaixo do praticado pelo mercado.
Apesar do aumento dos recursos para custeio, o governo informou que os valores destinados para investimentos tiveram queda. No último plano agrícola, haviam somado R$ 38,2 bilhões, e na programação para 2016/2017 – cuja contratação começa em julho próximo –, recuaram para R$ 34 bilhões.
“Optamos por aumentar, em ano de crise, de ajuste fiscal, onde é natural arrefecimento dos investimentos, os recursos do custeio, da bicicleta que tem de girar, e os investimentos nós colocamos um número menor, baseado no que foi executado na safra passada. Foi nossa opção e acho que agimos corretamente”, declarou a ministra da Agricultura, Kátia Abreu.
No evento no Palácio do Planalto, a ministra anunciou ainda que o limite de crédito por produtor aumentará 10%, passando de R$ 1,2 milhão na safra anterior para R$ 1,32 milhão na nova safra.
"Sei que as turbulências pelas quais passamos hoje tornam ainda maior o desafio de quebrar recordes. Sou testemunha que seu empenho pessoal [da presidente Dilma Rousseff] possibilitou que fossem superadas as dificuldades normais na construção de um plano tão amplo como esse", disse Kátia Abreu.
A ministra informou que estão previstos R$ 6,2 bilhões em “subvenções” (recursos do orçamento para pagar aos bancos pela diferença entre a taxa de juros menor, do plano safra, e aquela praticada no mercado). Nos últimos cinco anos, essas subvenções somaram R$ 43,3 bilhões, informou o governo federal.
Dilma
Em seu discurso, a presidente afirmou que, nos seis anos em que está na Presidência, foram destinados pelo governo R$ 900 bilhões para médios e grandes agricultores brasileiros. Ela defendeu o auxílio do governo, feito com juros abaixo do praticado no mercado, dizendo que a agricultura traz “riquezas” para o país.
“Desses R$ 900 bilhões [em financiamento via Plano Agrícola], R$ 43,3 bilhões eram subvenções, estratégicas porque, sem elas, o produtor não consegue executar, tomar empréstimo e executar naquele contexto econômico seus investimentos e seu custeio”, disse Dilma.
“É fundamental percebermos que a contrapartida disso foi o retorno fantástico para o Brasil: R$ 2 trilhões. Esta conta, ela sintetiza o que a agricultura é capaz de retornar para o Brasil. Esses números estão abarcando exclusivamente agricultura comercial, não estão os números da agricultura familiar”, completou a presidente, ressaltando que 46% das exportações brasileiras são de produtos agrícolas e 23% do Produto Interno Bruto (PIB) é produzido pelo setor.

Inovações do Plano Agrícola
O Ministério da Agricultura informou ainda que o plano traz "inovações" em relação aos anteriores. No caso da pecuária de corte, por exemplo, a compra de animais para recria e engorda deixa de ser considerada investimento e passa a ser considerada custeio - o que, segundo o governo, vai proporcionar "mais recursos e agilidade" na contratação do crédito.
Já o Programa de Modernização à Irrigação (Moderinfra) prevê incentivos à aquisição de painéis solares e caldeiras para geração de energia autônoma em cultivos irrigados, acrescentou o governo federal.
Para o café, acrescentou o Ministério da Agricultura, o plano elevou o limite de financiamento para estruturas de secagem e beneficiamento do Moderfrota e, no Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), o governo informou que pretende incentivar o plantio de açaí, dendê e cacau na Amazônia.
O governo informou que outra novidade do Plano Agrícola é que o Ministério da Agricultura negociou junto com os bancos a emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para os produtores a juros controlados. Nos planos anteriores,segundo o Ministério da Agricultura, não havia essa opção.
"Os juros eram livres e, consequentemente, menos atrativos ao setor produtivo. Além disso, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), emitidos por empresas que desejam atrair investidores, poderão ser corrigidos em moeda estrangeira desde que lastreados na mesma condição", acrescentou o governo federal.

A ministra da Agricultura esclareceu que, para que os CRAs possam ser corrigidos em moeda estrangeira, será enviada uma Medida Provisória ao Congresso Nacional, o que deverá, segundo ela, acontecer nos próximos dias.

Saldo Comercial-Agronegócio

  O saldo comercial do agronegócio ficou positivo em US$ 7,103 bilhões em abril, montante 19,38% maior do que o registrado em igual mês de 2015, quando o resultado das trocas comerciais deixou um saldo positivo de US$ 5,950 bilhões.
Esse desempenho foi resultado de exportações, que somaram US$ 8,076 bilhões; as importações, em contraponto, ficaram em US$ 973 milhões. Com esse desempenho, as exportações do setor representaram 52,5% das vendas externas totais do País e, não fosse o agronegócio, o Brasil teria registrado déficit de US$ 2,242 bilhões no mês.
A secretária de Relações Internacionais, Tatiana Palermo, do Ministério da Agricultura, responsável por compilar os dados, celebrou os números. "Graças as exportações do agronegócio, revertemos a tendência do Brasil e as vendas externas voltaram a crescer", disse.
No acumulado do ano até abril, o saldo comercial do agronegócio soma US$ 24,099 bilhões; em igual período do ano passado, esse resultado era menor, US$ US$ 20,522 bilhões. "O agronegócio vai ajudar no crescimento do Brasil, colaborando para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB)", observou.

CAR atinge mais de 80% da área prevista


Jorge Cardoso/MMA
Izabella: novo retrato do país
Nos últimos cinco dias, 16,2 milhões de hectares foram incluídos no sistema. Região Norte fecha 100% do Cadastro Ambiental Rural.


O Sistema de Cadastramento Ambiental (Sicar) já é o maior banco de dados de base territorial do mundo. Com 352 milhões de hectares cadastrados na quinta-feira (05/05), atinge 82% da área passível de cadastro no país. O banco de dados torna-se, assim, uma radiografia minuciosa das florestas, bacias hidrográficas, biodiversidade  e uso da terra no Brasil.  “Estamos revelando um novo Brasil”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Ela anunciou, nesta sexta-feira (06/05), os novos números do CAR, salientando que o prazo foi estendido apenas para os pequenos produtores. Informou, também, que caso passe a emenda em tramitação no Congresso, prorrogando o período de inscrições para todos, irá recomendar o veto à presidenta Dilma Rousseff. Segundo ela, o que motivou a alteração foi a situação das pequenas propriedades, principalmente no Nordeste e o fato de eles aderirem prontamente.
A região Norte tem toda a sua área cadastrada, com 100% de registro. Em seguida vem o Sudeste, 80,88%. A região Sul, que vinha com os menores percentuais, chegou a 64,74%, superando o Nordeste, que tem 59,44%.

Esses dados mostram com mais precisão a realidade fundiária e ambiental brasileira e surpreendem por revelarem uma área conservada de floresta que pode ser do mesmo tamanho da que o Brasil destina a Unidades de Conservação. Quase 97 milhões de hectares até agora.
Se for considerado os dados oficiais do Censo Agropecuário de 2006, do IBGE, o CAR atingiu 97% da área cadastrável.

RETRATO INÉDITO
O Governo Federal já havia mapeado a situação em terras públicas, mas pela primeira vez tem um retrato da situação das áreas de preservação ambiental, reservas legais e áreas de uso restrito em terras privadas.  O diagnóstico georreferenciado, em princípio voltado para a área ambiental, permitirá também ao setor produtivo contar com dados para a gestão das atividades produtivas relacionadas a terra.

Com a ampliação do prazo para os pequenos produtores até 5 de maio de 2017, o sistema entra em manutenção após registrar, em março e abril, 57 milhões de hectares. Os dados do Sicar surpreendem pelo detalhamento, chegando a registrar o número de nascentes do país, bacias e microbacias, áreas remanescentes e até a estrutura fundiária por município. “Ninguém tem isso no mundo”, comemorou o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho.

Entre março e abril, a expectativa de vencimento do prazo, previsto inicialmente para 5 de maio de 2016, levou o sistema a registrar, em apenas cinco dias, mais de 16 milhões de hectares. O pico de acessos foi de 2 milhões de hectares inscritos no período de uma hora. O SFB incluiu, também, 27 milhões de hectares em áreas protegidas e 43 milhões de assentamentos da Reforma Agrária.

O que mais chamou a atenção dos técnicos que operam o sistema é que 54% dos cadastrados com passivo ambiental a restaurar aderiram ao Programa de Recuperação Ambiental (PRA). Para Deusdará, isso demonstra que os proprietário rurais “estão interessados em regularizar sua situação ambiental.”  Agora, o Sicar estará em manutenção nos próximos dias.



Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

CAR é prorrogado - Antes Tarde...

Governo amplia CAR para agricultura familiar


MMA
Nesta sexta (6/5), a ministra do Meio Ambiente dará coletiva, às 11h, na sede do MMA, com o balanço do cadastramento


A Presidenta Dilma Rousseff estendeu até 05 de maio de 2017 o prazo para os pequenos produtores rurais e agricultores familiares aderirem ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). A medida provisória atende à reivindicação dos movimentos sociais, assegurando a mais de 1 milhão de proprietários e posseiros, ainda não cadastrados, todos os benefícios previstos no Código Florestal.
Nesta sexta (6/5), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, dará coletiva, às 11h, na sede do MMA, com o balanço total do cadastramento por estado.
Para os proprietários de imóveis rurais com mais de 4 módulos fiscais, o equivalente a áreas superiores a 110 hectares, o prazo venceria nesta quinta-feira (5/5). Mas o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que administra o Sistema de Cadastramento Ambiental Rural, alerta que o programa de adesão (www.car.gov.br) na internet continuará a receber os cadastrados após essa data. No entanto, o SFB esclarece que, a partir da meia-noite desta sexta (6/5), o Sistema de Cadastramento Ambiental Rural estará em manutenção, com cadastramento temporariamente suspenso.  

Médios e grandes
O CAR não estará encerrado e nem deixa de ser obrigatório para os médios e grandes proprietários. O que eles perdem por não ter se cadastrado no prazo previsto no Código, que completa hoje 4 anos, são os benefícios do Programa de Regularização Ambiental (PRA), aplicável nos casos da existência de passivos ambientais. Ficam, também, sujeitos a restrições de crédito agrícola após 2017.
Raimundo Deusdará, diretor geral do SFB, explicou que a decisão do governo foi motivada pela necessidade de dar tratamento diferenciado aos pequenos proprietários e à agricultura familiar. “É uma característica do novo Código tratar os diferentes de forma diferente. Ele explica que o governo ganha mais um ano para prestar o apoio necessários a esse setor da sociedade”.
A Medida Provisória 724 foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU).
O que diz o Código:
Art. 3º. – V - Pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada mediante o trabalho pessoal do agricultor familiar e empreendedor familiar rural, incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrária, e que atenda ao disposto no art. 3o da Lei no 11.326, de 24 de julho de 2006;

Art. 3º. Parágrafo único.  Para os fins desta Lei, estende-se o tratamento dispensado aos imóveis a que se refere o inciso V deste artigo às propriedades e posses rurais com até 4 (quatro) módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris, bem como às terras indígenas demarcadas e às demais áreas tituladas de povos e comunidades tradicionais que façam uso coletivo do seu território.
* Com informações do SFB 

Mapa economiza mais de R$ 287 milhões com a fusão ao Ministério da Pesca

Redução de gastos não comprometeu resultado das atividades
A fusão entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) resultou em uma economia de R$ 287,3 milhões. O anúncio foi feito pela ministra Kátia Abreu nesta quinta-feira (5), em Brasília. O ajuste de convênios, por exemplo, gerou uma economia de R$ 135,9 milhões.
“Não é porque é público que pode ser de qualquer jeito. A gestão pública pode, sim, se aproximar da gestão privada", ressaltou a ministra, ao defender os cortes feitos pelo governo. Ela apresentou o balanço dos sete meses da fusão do MPA ao Mapa junto com a secretária-executiva Mila Jaber, o secretário de Aquicultura e Pesca, Marlon Cambraia, e a secretária de Mobilidade Social e do Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, Tânia Garib.
Segundo Mila Jaber, foram feitos cortes em contratos no valor R$ 44,2 milhões. Nas superintendências federais de Agricultura, a contenção de gastos chegou a R$ 65,7 milhões. Além disso, houve redução de 200 cargos comissionados (R$ 41,7 milhões). “Podemos continuar nosso trabalho com uma estrutura enxuta, mas com bons resultados”, disse Mila.
Ao todo 2.976 certificados de embarcações foram renovados, o que representou uma redução de 75% do que estava pendente. Atualmente, faltam apenas 951 certificados. De acordo com Marlon Cambraia, foi criada uma força-tarefa para não deixar nenhuma embarcação impedida de desenvolver sua atividade profissional.

As atribuições do extinto MPA passaram agora para a Secretaria de Aquicultura e Pesca, que têm departamentos: Planejamento e Ordenamento da Aquicultura; Ordenamento e Planejamento da Pesca e Registro, Monitoramento e Controle da Aquicultura e Pesca.



Ministra lança ações contra desmatamento


Izabella Teixeira apresenta a Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, entre outras iniciativas.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, e o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, lançaram nesta quinta-feira (04/05) a Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros. Também será apresentado o novo sistema de monitoramento da Amazônia Legal (DETER-B).

Na ocasião, foram apresentados, ainda, dados referentes ao projeto TerraClass de 2014 e de 2004 na Amazônia Legal. O levantamento mostra a os resultados do mapeamento do uso e cobertura da terra no bioma e faz uma avaliação da dinâmica do uso e ocupação das áreas desflorestadas.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

Mais um grande parque de vaquejada será inaugurado no nordeste

irmãos vaquejadaDesta vez a iniciativa é dos irmãos Marcelo e Gustavo Sarmento, dois empresários que já receberam o título de melhores criadores da raça Quarto de Milha, na região. Está não é a primeira iniciativa que promete ser vitoriosa. O parque de vaquejada foi construído dentro de uma fazenda e vai movimentar até 800 vaqueiros do nordeste e de outras regiões.
Para lembrar o empreendedorismo dos irmãos Sarmento, basta lembrar que foram eles que juntos promoveram a primeira vaquejada com leilão, dentro de um estádio de futebol: a Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia.

Agora os dois estão entusiasmados com a inauguração de uma pista equestre na fazenda São Francisco, em Cabeceiras de Paraguaçu, interior da Bahia. Na primeira competição de vaquejada que ocorrerá no fim de semana de 26 a 29 de maio, haverá premiação de R$ 230 mil. A nova pista de vaquejada já ganhou denominação de arena São Francisco. Além das provas da vaquejada também serão realizadas competições de 3 tambores e mais um leilão da raça. O ranking corre pela ABQM, a Associação Brasileira de Quarto de Milha.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A força das pequenas propriedades

Manejo correto e bom planejamento mostram que é possível ter bons rendimentos com a criação de ovinos e caprinos em pequenas propriedades


Quem disse que precisa ser grande para ser forte; que quantidade é sinônimo de qualidade; ou que somente quem possui muita terra consegue sobreviver como agropecuarista no Brasil? Uma alternativa para quem tem um pedaço de terra e não sabe o que fazer com ele é criar caprinos e ovinos. No Nordeste é comum encontrar caprinos em pequenas propriedades, pois representam boa opção de investimento por conseguirem sobreviver perfeitamente em clima hostil. Estudos comparativos mostram as vantagens de investir em caprinos e ovinos. Oito animais consomem a mesma quantidade de alimento que uma vaca e, proporcionalmente ao peso, uma cabra é mais eficiente na produção de leite. Por ser animal de pequeno porte, são importantes para as pequenas propriedades, onde a sua exploração tem caráter familiar. Em grandes fazendas, estes animais podem ser criados em áreas marginais, locais onde a produção do leite de vaca seria ineficiente e antieconômica.
foto Têm ciclo reprodutivo mais curto que o dos bovinos, facilitando a evolução do rebanho por meio de seleção para melhoramento genético, além de gerar de duas a três crias em cada gestação e apresentar, em menos tempo, maior retorno econômico ao criador.

A missão do Boer no Brasil

Consumo de carne caprina está nas extremidades da pirâmide social, cultural e financeira: em nobres centros gastronômicos ou nas populações rurais

O consumo de carnes caprinas e seus derivados no Brasil enfrentam gargalos históricos, já fartamente diagnosticados por organismos oficiais de estudos e pesquisas do setor agropastoril e mercado de produtos alimentares, como Sebrae, Embrapa, Centros de Pesquisas e Universidades.
foto Não só a pouca oferta de bons produtos de qualidade frigorífica, a sazonalidade dessa oferta, a falta de padronização das carcaças por idade, trato cultural inadequado, como também as dificuldades estruturais de logística, frigorificação, distribuição, comercialização, educação/hábitos alimentares, amadorismo e despreparo dos agentes ao longo da cadeia produtiva influenciam negativamente o consumo do leite, da carne e seus derivados pelas populações das grandes cidades e capitais brasileiras.