quarta-feira, 4 de maio de 2016

Paraiba: Governo repassa caprinos para agricultores do Projeto Ecoprodutivo




Agricultores familiares residentes em dois dos cinco Projetos Ecoprodutivos implantados pelo Governo do Estado, por meio da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater, vinculada à Sedap, receberam reprodutores e matrizes de caprinos e ovinos para o melhoramento genético dos     seus rebanhos.
Com a qualidade da genética Emepa-PB, oito reprodutores das raças Boer (dois), Savanna (dois)
e Dorper (quatro) foram transferidos para os agricultores familiares do Projeto Ecoprodutivo do Quilombola Pitombeira, no município de Várzea; e de Bartolomeu I, em Bonito de Santa Fé, no Sertão, para otimizar o sistema de produção animal na comunidade.
Também foi selecionado um produtor rural em cada comunidade para entrega de um casal de caprinos da raça Boer.
Desta forma, segundo o presidente da Gestão Unificada Nivaldo Magalhães, o Projeto Ecoprodutivo estimula e valoriza a ovinocaprinocultura no Semiárido paraibano, tendo em vista que as famílias dessas comunidades encontram uma importante fonte de renda nesta atividade, que representa um aporte fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar nas áreas dos assentamentos.
A entrega dos animais às comunidades foi feita pelos técnicos pesquisadores Leonardo Medeiros e Jorge Farias.
A Emater realizou a seleção de uma família de produtores que tenha condições de abrigar os animais em sua propriedade, que tenha aptidão para exploração da atividade.
“Com estes animais, será possível iniciar um projeto de melhoramento com alto padrão genético desenvolvido pelos pesquisadores da Emepa”, destacou a coordenadora do Projeto Ecoprodutivo Ivonete Menino.

Ovinos elite e 'animais de baia': a disseminação da cultura do 'excesso de cuidados'

A ovinocultura de corte no Brasil está passando por um processo de profissionalização dos seus atuantes devido a necessidade de se resolver um problema grave, e primário, da falta de mão-de-obra qualificada para assumir as rotinas das propriedades. O primeiro impasse acontece quando se busca funcionários com experiência na atividade, e quando essa contratação é efetivada, uma sequência de erros básicos de manejo passam a afetar diretamente a viabilidade do negócio.
 
O profissional da ovinocultura de corte se insere na pecuária de forma tardia quando comparado aos profissionais de outras cadeias que produzem proteína animal. Apenas nas décadas de 80 e 90, quando despencaram os preços da e muitos produtores abandonaram a atividade, a ovinocultura brasileira mudou seu foco para a produção de carnes e peles (SILVA, 2002). A recém chegada desses profissionais com essa ‘aptidão para corte’ nos sugere um número reduzido na oferta dessa mão-de-obra, que acompanha o diálogo de quem está a campo. Faz-se importante também conhecer o grau de capacitação dessas pessoas e entender quais foram os principais influenciadores nessa formação, podendo assim adotar medidas corretivas para que esse profissional possa atender as atuais perspectivas da sua atuação.
Animais elite de 'pista', onde são avaliados e julgados por características visuais, recebendo títulos que determinam o preço a serem negociados nos leilões.
Animais elite de 'pista', onde são avaliados e julgados por características visuais, recebendo títulos que determinam o preço a serem negociados nos leilões.
Os ovinos começaram a aparecer em exposições agropecuárias por volta da década de 70, com foco na produção de . Nas raças de corte, o objetivo era o melhor porte e peso e desde então, muitos animais foram comercializados por grandes valores e o ovino passou a ser vendido em leilões como animal de elite, sendo que um exemplar assim chegou a ser avaliado em mais de R$ 2 milhões, recorde mundial (Revista O Berro, 2009). Esse mercado de ovinos elite permanece até os dias de hoje, como pode ser consultado em qualquer mídia do segmento, sendo o referencial na busca de genética a ser incorporada nos rebanhos comerciais, conseqüência do massivo marketing e modismo das raças.
Conhecendo esse histórico da ovinocultura de corte, a que nos remete a nossa realidade, podemos começar a enxergar com clareza qual foi o processo de capacitação e aprendizagem no qual o profissional da ovelha foi moldado, e permanece até hoje em quase a totalidade das propriedades.
Em um rebanho de ovinos elite, seguindo os padrões brasileiros, encontramos os ‘animais de baia’, tão temidos pelos ovinocultores que buscam resultados. Esses animais recebem essa denominação por serem criados em condições distintas das condições de um rebanho comercial, perdendo o foco do mercado no qual se destina. A suplementação constante faz parte do sistema de criação adotado nessas cabanhas e os insumos são inviáveis de serem utilizados em uma produção comercial (fenos e rações com altos padrões protéicos e energéticos). Por permanecerem confinados, os animais não participam do ciclo dos vermes helmínticos (pastagem). Seguindo esses sistemas de manejo, os animais recebem um tratamento diferenciado por parte dos funcionários, que auxiliam as fêmeas em partos (os animais são caros, possuem ‘títulos’, não se permite que o animal corra o risco de morrer) e demais atividades rotineiras, que caracterizam o ‘excesso de cuidados’ como uma característica intrínseca na atividade.
Como o mercado de ovinos ‘elite’ avalia o ‘embrulho’, e não o real potencial desse animal em apresentar resultados efetivos no rebanho, essa carência de atributos precisou ser mascarada, assim, os compradores sentiriam o efeito das aquisições após as negociações finalizadas (compra). Como consequência, os resultados que esses animais apresentaram em suas propriedades comerciais não foram o esperado (desde falta de libido, definhamento, até a mortalidade), e na tentativa de amenizar as perdas, a cultura do ‘excesso de cuidados’ passou a confortar funcionários e criadores, apesar da constante evasão da atividade, somada também a outros fatores.
O excesso de cuidados dos funcionários com os animais em todas etapas do sistema de produção (cria, recria e engorda) precisa ser corrigido para evitar dois grandes problemas: ‘desvio de função’ e impedimentos na seleção de animais superiores dentro do rebanho.
Um exemplo prático que podemos citar, encontrado comumente nas propriedades, que representa o ‘desvio de função’, ocorre na estação de nascimento de cordeiros. Quando identificado o abandono das crias pelas ovelhas, tradicionalmente os funcionários ‘forçam’ a adoção desses cordeiros rejeitados no parto por outras matrizes e, caso esse manejo não apresente resultados, os cordeiros passam a ser aleitados através da mamadeira, evitando assim, na teoria, a mortalidade desses animais. Confortante, porém insustentável. O tempo desprendido por esse funcionário na realização desse manejo de reparação deve ser levado em conta! Em uma criação comercial, onde o tempo é precioso, o funcionário precisa ter suas funções otimizadas. Seu foco de atuação deve ser bem definido, e quando se trata de modelos em eficiência, esses tipos de manejo não são permitidos.
Outra consequência dessa cultura é a impossibilidade de realizar um programa preciso de seleção genética do rebanho, pois há constante interferência humana nos resultados apresentados pelos animais. Quando o cordeiro abandonado é adotado, ou aleitado artificialmente, ao sobreviver, passa a mascarar a carga genética que perpetuará no rebanho caso ele participe da reposição, ocasionando também a permanência de matrizes que não possuem habilidade materna. O excesso de cuidados impede que animais de baixa resposta produtiva sejam descartados do rebanho, e quem está no dia-a-dia da fazenda é o funcionário, ele sendo negligente (não propositalmente), o conjunto de resultados da atividade será afetado.
A interferência humana nos resultados apresentados pelos animais impossibilita realização de um programa preciso de seleção genética do rebanho. Na foto: ovelha Finnish Landrace com 4 cordeiros recém-paridos
A interferência humana nos resultados apresentados pelos animais impossibilita realização de um programa preciso de seleção genética do rebanho. Na foto: ovelha Finnish Landrace com 4 cordeiros recém-paridos.
Fica claro que os rumos da atividade influenciam diretamente na qualificação dos profissionais envolvidos. A partir do momento que os ovinocultores adotarem novas tecnologias mudando a realidade da fazenda, principalmente incluindo programas de melhoramento genético que adicionem rentabilidade ao negócio, haverá também uma pressão na seleção de pessoas capacitadas para assumirem o compromisso com os resultados buscados, colaborando assim com o desenvolvimento de atuais e novos profissionais que atendam a expectativa do mercado.

Uma solução imediatista encontrada pelos ovinocultores foi a contratação de funcionários oriundos da cadeia leiteira nacional, pois o manejo diário nessas criações molda um perfil atrativo para o setor, facilitando a aprendizagem do manejo do rebanho ovino, porém, essa prática não se mostra suficiente por si só. É preciso aceitar que a mão-de-obra é fator vital quando se quer controlar a mortalidade dos animais, aplicar novas tecnologias e realizar a gestão dos índices zootécnicos nos rebanhos. A capacitação dessa mão-de-obra deve ser permanente, e encarada como um investimento básico para o sucesso da atividade.

 Aprenda a curtir e utilizar o esterco bovino!


 Adubação orgânica com esterco bovino
Lavanda adubada com adubo orgânico bovino
       O condomínio onde moro é rodeado por chácaras e fazendas, e de vez em quando passo por dentro de algumas delas para fazer trilhas. Se já não bastassem a beleza e a paz que a paisagem traz, ainda recolho um adubo de ótima qualidade para fertilizar minhas plantas!

     Alguns estercos estão mais secos, quase sem cheiro e com a cor mais acinzentada, estes estão praticamente prontos para o uso. Ainda rego por quase uma semana antes de usar só para garantir. Mas quando ele está úmido, com cheiro forte e a cor viva, então é porque ainda está fresco e é preciso curti-lo bem para aplicar nas plantas.
Obtendo o biofertilizante líquido...
Esterco bovino bem curtido
    Uma das formas de curtir o esterco é formando uma pilha no chão, molhando diariamente e revirando a cada dois ou três dias. Depois de 30 dias o esterco já estará pronto para uso. Depois de curtido misturo no substrato do vaso ou diretamente na terra do canteiro. Nesse caso eu revolvo um pouco a terra e misturo o adubo. Não deixe pedaços grandes, o melhor mesmo é esfarinhá-lo e misturar com a terra. 
      Outra forma de utilizar o esterco depois de curti-lo, é colocá-lo num recipiente com água por 10 dias. A proporção é de 1 k de esterco para 10 l de água. Esse líquido do molho pode novamente ser diluído em 10 partes de água e usado para regar as plantas. 100 g de esterco rendem 10 l de adubo líquido!

      A quantidade que uso nas regas é de mais ou menos meio copo para os vasos pequenos e até 1 l para as espécies que estão no canteiro. A parte sólida que sobra também pode ser incorporada à terra. Uma proporção bastante usada para cultivo em vasos é de 2 partes de terra para 1 de esterco e ½ de areia.

Horta adubada com adubo orgânico bovino

ATENÇÃO: Se você for utilizar o adubo em espécies comestíveis, é de extrema importância que você curta bem o esterco. O processo de compostagem é que vai eliminar os organismos nocivos à nossa saúde. O minhocário também é uma boa opção para decomposição do esterco pela digestão das minhocas.

DICAS DO BLOG:
  • Uma proporção bastante utilizada em hortas é de 10 l de esterco para cada m2 de terra
  • Revolva a terra à uma profundidade de 20 à 30 cm antes de agregar o esterco
O Adubo Orgânico aproveitado do esterco animal, será bem aproveitado se você souber utilizar. Nem todo esterco serve para todas as plantas. Ex: o esterco proveniente das fezes de ovinos e caprinos, é bem mais forte do que o de bovino. Precisa ser muito bem curtido para não queimar a planta. Em fim, o estrume de gado é o mais apropriado para as mais diversas plantações. Deverá também ser bem curtido, para uma boa adubação.  

Mapa e Embrapa desenvolvem sistema que qualifica políticas públicas para o leite

Sistema de monitoramento da qualidade da produção leiteira atende à demanda antiga do setor


Kátia Abreu apresenta sistema que vai impulsionar cadeia de lácteos (Carlos Silva/Mapa) 

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, lançaram nesta terça-feira (3) o Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite, plataforma que reúne, pela primeira vez, dados consolidados sobre a qualidade da produção de leite no Brasil. A iniciativa atende a uma demanda de mais de 15 anos do setor leiteiro.
A partir de agora, os resultados das análises laboratoriais serão atualizados semanalmente e vão permitir acompanhamento preciso e atualizado da qualidade do produto entregue aos laticínios. O sistema também auxilia na formulação de políticas públicas e na definição de estratégias das empresas, permitindo melhorar a competitividade da cadeia produtiva do leite brasileiro, cujo faturamento em 2014 é estimado em R$ 78 bilhões, segundo a Embrapa Gado de Leite.
O novo sistema – que faz parte das ações do Programa Leite Saudável, lançado pelo Mapa em setembro de 2015 – evoluiu de cerca de 3 milhões para 48 milhões de dados coletados, em apenas sete meses. Neste período, também em tempo recorde, foi construído o software que permite obter as informações e simular situações frente a decisões de políticas públicas.
As informações coletadas pela plataforma serão a base do Plano Nacional de Qualidade do Leite (PNQL), que será construído pelo Mapa em conjunto com o setor produtivo e a academia.
Neste primeiro momento, o sistema será utilizado por uma comissão, formada por representantes do governo e do setor privado, que vai discutir níveis de acesso das informações.
No Brasil, há cerca de 1,3 milhão de produtores de leite, único produto presente em praticamente todos os municípios – somente 60 não produzem leite em todo o país. “Temos um divisor de águas na formulação de políticas públicas. Saímos da era do achismo e colocamos o leite na sociedade do conhecimento”, avalia o chefe da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins.
Informação
O sistema atende a uma demanda antiga do setor leiteiro. Dez laboratórios, distribuídos por todo o país, formam a Rede Brasileira de Qualidade do Leite, que realiza análises do produto com base em amostras coletadas no máximo a cada mês. De acordo com os resultados, é definido o valor a ser recebido pelo produtor.

O chefe da Embrapa Gado de Leite, com sede em Juiz de Fora (MG), diz que os dados disponíveis até agora não geravam informações. “Eles eram apurados isoladamente e não havia um sistema que os organizasse de maneira a permitir uma observação mais qualificada do leite que estamos produzindo no país.”

“Agora, passamos a cruzar dados diferentes de maneira bastante amigável”, acrescentou Martins. Na prática, será possível aferir a qualidade do leite por cada região, microrregiões ou município do país.
Critérios
Durante lançamento do sistema, a ministra Kátia Abreu assinou a prorrogação por dois anos da consulta pública para alterações na Instrução Normativa (IN) 62, que apresenta os critérios de qualidade do leite. Os novos padrões, que entrariam em vigor a partir de julho para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, serão adotados somente a partir de 01/07/2018. Para as regiões Norte e Nordeste, eles passarão a valer a partir de 01/07/2019.
A prorrogação permitirá que sejam estabelecidas regras mais adequadas para a produção de leite e estratégias mais eficientes para a melhoria da sua qualidade, sem causar prejuízos a produtores, indústrias e consumidores.
Plano Nacional
Kátia Abreu ainda formalizou a criação da Comissão Técnica Consultiva da Qualidade d o Leite, formada por representantes do Mapa e das entidades representativas dos diferentes atores envolvidos na cadeia produtiva do leite, além de instituições de ensino e pesquisa. O grupo vai avaliar a situação atual da qualidade do leite no país e a construção de uma proposta para a criação do Plano Nacional para Melhoria da Qualidade e Competitividade do Leite.

Uma semente de milho superprecoce e de alta produtividade

plantação de milhoAssociando a inovação com a melhor biotecnologia, o novo híbrido 2A401PW apresenta superprecocidade, sanidade e alta produtividade. Ideal para integração com híbridos de ciclo mais longo que colabora para a redução dos riscos de estresse hídrico, o produto também proporciona o escalonamento da colheita.
Os híbridos de milho de alta performance chegam às lavouras do Brasil aliados à PowerCore™, a biotecnologia mais avançada do mercado, com três proteínas inseticidas no controle das principais lagartas da cultura do milho e duas proteínas que conferem às plantas tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio, proporcionando o melhor manejo de plantas daninhas bem como, aplicação de fertilizantes nitrogenadas.

“A Dow AgroSciences oferece um portifólio de híbridos com lançamentos projetados para os desafios de cada região do Brasil, aliado à biotecnologia PowerCore™. Escolher a melhor opção é a maneira mais eficiente para se alcançar o máximo potencial produtivo”, comenta Aldenir Sgarbossa, líder de Marketing da Dow AgroSciences.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

7ª Cavalgada do Trabalhador em F.Pedroza

Foi realizada ontem dia 1º de Maio com muito sucesso, a 7ª Cavalgada do Trabalhador na cidade de Fernando Pedroza. O Evento, que já faz parte do calendário cultural de nossa cidade, desta feita prestou uma homenagem ao pecuarista, professor, vereador, Martim Alves de Oliveira, falecido o ano passado. O cortejo saiu das dependências do antigo Fomento Agropecuário de nossa cidade, percorrendo as principais artérias, recebendo ao final a bênção do Pe. Gilmar Victor. Em seguida o cortejo seguiu para o Peteca Casa Show, onde aconteceu um almoço de confraternização e muito forró pé de serra.
Fotos da Cavalgada:


O blogueiro Anilton Souza e o seu Neto Pietro no centro de Fernando Pedroza na Cavalgada.

Minha Casa Minha Vida Rural terá novas regras para agricultores familiares


 
O acesso de beneficiários da reforma agrária e quilombolas ao Programa Minha Casa Minha Vida Rural para construção ou recuperação de habitações no campo será modificado por meio de portaria do Ministério das Cidades, que deve ser publicada nos próximos dias. 
 
As alterações incluem novas regras para habilitação de entidades organizadoras, elevação da renda familiar bruta para acesso ao programa e reajuste dos valores para construção ou recuperação de moradias. O objetivo das medidas é ampliar o acesso de agricultores familiares aos recursos da política de habitação do Governo Federal. As novas regras vão regulamentar o acesso à terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), lançada no último dia 3 de abril pela presidente Dilma Rousseff. 
 
As modificações foram anunciadas pela ministra das Cidades, Inês da Silva Magalhães, nesta terça-feira (26), à presidente do Incra, Maria Lúcia de Oliveira Falcón, na sede do ministério, em Brasília. O encontro ocorreu durante audiência conjunta com o governador de Sergipe, Jackson Barreto, que discutiu recursos para habitações e saneamento básico no estado.
 
Inês Magalhães disse ainda que assentados e quilombolas integram o público prioritário do MCMV Rural e que a meta deste ano é financiar a construção/recuperação de 35 mil moradias na zona rural. 
 
MCMV Rural
O Programa tem a finalidade de subsidiar famílias para construção ou reforma de imóveis residenciais localizados em áreas rurais. Podem participar agricultores familiares, trabalhadores rurais e comunidades tradicionais (quilombolas, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos e indígenas) com renda familiar bruta anual até R$ 78.000,00, pela regra atual, comprovada por meio da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
 
O MCMV Rural prevê a participação de entes públicos e entidades privadas sem fins lucrativos habilitadas, que atuam como entidades organizadoras, responsáveis pela mobilização das famílias e apresentação dos projetos para análise e aprovação junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
 
Os beneficiários que tenham renda familiar bruta anual até R$ 17.000,00 são atendidos com valor máximo de subsídio de R$ 36.600,00. Quem contrata crédito nessa faixa vai pagar 4% do valor contratado, em até quatro parcelas anuais.
 
Já aqueles que recebem anualmente entre R$ 17.000,00 e R$ 33.000,00 brutos, são atendidos com financiamento FGTS e subsídios de até R$ 9.500,00 ou 50 por cento do valor financiado (o que for menor). Há também um subsídio da taxa de risco de R$ 4.500,00.
 
Já os beneficiários com renda familiar bruta anual entre R$ 33.000,00 e R$ 78.000,00 são atendidos com financiamento FGTS, subsidiada sua taxa de risco de R$ 4.500,00.

O Prazo do CAR Está Terminando

O prazo para o agricultor para fazer o CAR, Cadastro Ambiental Rural, está quase no fim. O cadastramento é obrigatório e sem ele, o produtor pode enfrentar muita dor de cabeça.
Globo Rural
O documento que Anselmo Pinelli exibe todo animado é o comprovante de que sua propriedade está em dia com o Novo Código Florestal. O CAR, Cadastro Ambiental Rural, é obrigatório para todas as propriedades, independentemente do tamanho, da região e da ocupação do solo.
O CAR é o instrumento que revela a situação ambiental da propriedade, como explica o agrônomo André Gonçalves, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de São Paulo, a Cati.
Por tudo isso, o CAR vem sendo considerado uma espécie de raio X da propriedade e a falta desse documento pode mexer com o bolso. É que a liberação de financiamentos bancários só vai ser possível com o CAR. Além disso, multas estão sendo previstas para quem não fizer o cadastro e a comercialização dos produtos da terra vai ficar mais difícil sem esse papel.
No setor da pecuária, por exemplo, as negociações com outros países já levam em conta a questão ambiental e para o diretor da Abiec, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Fernando Sampaio, esse é um caminho sem volta.
No município de Cândido Rodrigues, José Donizete de Grande foi um dos primeiros a fazer o CAR, há quase um ano e meio.
Donizete já está um passo à frente das exigências atuais do Código Florestal, com sua mata que cumpre o percentual necessário da reserva legal e da área de proteção permanente.

O mapa do Cadastro Ambiental Rural no Brasil dá conta de que a próxima semana será de muito trabalho para o agricultor não estourar o prazo que termina à meia noite do próximo dia cinco de maio.
Ao todo, 30% área do país ainda não entrou para o CAR. A melhor situação está na região Norte, depois vem o Sudeste, o Centro-Oeste, o Nordeste e, por fim, o Sul, que está na lanterna do cadastramento devido a algumas indefinições nas terras gaúchas.
Muitos estados estão fazendo uma espécie de mutirão para ninguém perder o prazo do CAR. Basta procurar o pessoal da assistência técnica, dos sindicatos ou das secretarias municipais de Agricultura. Caso tenha familiaridade com a internet, o documento também pode ser feito pela através do endereço: car.gov.br.

Primeira etapa da vacinação contra aftosa na maioria dos estados

Cento e setenta milhões de bovinos e bubalinos devem ser imunizados contra a doença até o final de maio
Teve inicio ontem, domingo (01/05) a primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa na maioria dos estados brasileiros e no Distrito Federal. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cerca de 170 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos devem ser imunizados contra a doença até o dia 31 de maio.
A vacinação é obrigatória para todos os animais, independentemente da idade, no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. Nestes estados, a dose deve ser aplicada até o dia 31 de maio. Já em Mato Grosso do Sul, o trabalho deve ser concluído até 15 de junho.
Nos estados do Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e São Paulo, os produtores vacinar apenas nos animais com idade até 24 meses. Em Roraima deverá ser realizada a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino.


Segundo o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, o produtor que não imunizar o rebanho sofre restrição quanto à movimentação do gado e pode ser multado. Depois de vacinar os animais, o criador deve ir até o local mais próximo do serviço veterinário oficial do estado ou do Distrito Federal para comprovar que aplicou a dose da vacina.
A primeira etapa da vacinação já havia começado em março no Amazonas e Pará.
Já em Rondônia e Roraima a campanha começou agora em abril. Em Rondônia a campanha vai até 15 de maio e Roraima a etapa de vacinação será prorrogada até o dia 30.
O Brasil tem um rebanho de 212 milhões de bovinos e bubalinos. Na segunda etapa da vacinação do ano passado, no segundo semestre, a vacinação contra a aftosa atingiu um índice de cobertura de 98,17%.
MAPA

Diálogo com sociedade civil encerra Dia da Caatinga


Arquivo MMA
Campello: projetos no semiárido
Em Aracaju (SE), programação especial para debater temas ambientais no bioma reúne governo, comunidade e organizações da área.


A agenda especial em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga (28 de abril), realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em Aracaju, terminou nessa quinta-feira (28/04) com duas programações na capital do estado de Sergipe.
A primeira delas foi a reunião do Grupo de Trabalho Interinstitucional Permanente de Combate à desertificação (GPCD), composto por representantes de instituições do estado e de municípios sergipanos, além da sociedade civil.
Durante o encontro foi debatida a importância da atuação do grupo no combate à degradação da terra e à desertificação. Foram discutidos também quais os desafios e alternativas, e a contribuição de cada instituição.
Valdinete Paes, coordenadora do GPCD, afirmou que o papel de Sergipe é extremamente importante, já que o estado será difusor de boas práticas desenvolvidas no semiárido nordestino. “Acredito que, com a integração de todas as esferas e de diferentes atores, conseguiremos reverter a situação de desertificação do nosso estado”, disse.
Na ocasião, o diretor de Desenvolvimento Rural e de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, lembrou que o GPCD possui um viés que extrapola o institucional, e que isso é permanente e independente de governos ou pessoas. “Por estar presente em vários municípios, os membros do grupo serão instrumentos para a difusão dos resultados do projeto em Sergipe, auxiliando para que as boas práticas sejam desenvolvidas, com sucesso, nos estados que possuem áreas suscetíveis à desertificação”, afirmou.
COMITÊ
Representantes do MMA também participaram de um encontro com o Comitê de Gestão Hídrica de Sergipe, com o intuito de implantar no estado a experiência do Conceito Base Zero (barreiras de pedras construídas de forma inovadora), do pesquisador Artur Padilha.
Tal ação será executada com o apoio do projeto “Manejo Sustentável da Terra no Semiárido do Nordeste Brasileiro (Sergipe)”, uma iniciativa do Ministério e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
O Comitê é formado por gestores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Defesa Civil e a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro).
Para o presidente da Deso, Carlos Melo, o grande mérito do projeto do MMA a ser desenvolvido no estado é integrar instituições e atores diferentes. “Dessa forma, os resultados terão outra força”, afirmou.
Durante o encontro, o professor Arthur Padilha explicou que o conceito Base Zero se caracteriza por considerar o ambiente como um todo, através da observância da harmonia entre o solo, a água, a vida do solo, as florestas e a infraestrutura necessária à vida humana. “A partir deste entendimento é possível planejar o crescimento de cidades”, destaca.
Para o secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, a reunião foi uma oportunidade de qualificar o debate que é feito semanalmente entre os gestores do Comitê.
Já o superintendente Estadual de Recursos Hídricos, Ailton Rocha, afirmou que o momento representou um “casamento de consensos, que nos dá a impressão de que estamos seguindo no caminho certo”.

Mais água doce para o semiárido potiguar


Paulo de Araújo/MMA
Comunidade recebe sistema
No entorno do município de Jandaíra (RN), onde chove a cada quatro anos, comunidades terão água de qualidade com sistema de dessalinização.


RAFAELA RIBEIRO - Enviada especial ao Assentamento Guarapes/RN
O que fazer quando a chuva só cai a cada quatro anos? A difícil vida do sertanejo que habita o semiárido do Rio Grande do Norte, lá pelas bandas de Jandaíra, deixou de depender somente da água que cai do céu, de vez em quando, e ganhou novos e melhores contornos. A partir de agora, água doce pra beber não vai mais faltar às mais de 1,6 mil pessoas que vivem no Assentamento Guarapes e de outras três comunidades do seu entorno.
Ao custo de R$ 98 mil, a coordenação nacional do Programa Água Doce (PAD) acaba de entregar às comunidades do entorno do município de Jandaíra, no início da tarde desta sexta-feira (29/04), um sistema de dessalinizadores capaz de beneficiar toda a região com água potável de excelente qualidade. De acordo com o representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e coordenador nacional do PAD, Renato Ferreira, “as ações conduzidas pela equipe do Programa, no Rio Grande do Norte, servem de modelo para o planejamento dos outros estados beneficiados”.
Veja fotos aqui
Ferreira explica que, das obras entregues até hoje, duas são projetos-pilotos que o MMA escolheu implantar no RN – o sistema de dessalinização alimentado por energia solar, na comunidade Maria da Paz, em João Câmara; e a recuperação do sistema de dessalinização da comunidade Caatinga Grande, onde funciona a criação de tilápias e a produção de erva-sal (atriplex), baseada na gestão integrada e participativa.
SEM SEDE
Para o prefeito de Jandaíra, José Roberto de Souza, “esse Água Doce é uma benfeitoria tão grande, tão grande na nossa situação de seca, que eu nem tenho palavras para agradecer”. Segundo Souza, além do sistema no Assentamento, já existem outros dois prontos e em funcionamento nas comunidades de Cabeço e Santa Inês, sendo que, nos próximos meses, será entregue mais um em Santa Terezinha, e haverá a recuperação de outro em Tubibal.
O titular da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) do estado, Mairton França, explica que, no município de Jandaíra, foi realizada também a recuperação de um sistema de dessalinização. “Toda essa ação exerce uma influência direta na melhoria da qualidade de vida das comunidades, pois os dessalinizadores geram um produto de excelente qualidade, diminuindo, além da sede, as doenças causadas pela água” diz ele.
O convênio firmado entre o MMA e a Semarh-RN, no valor de quase R$ 20 milhões, tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 120 sistemas de dessalinização em todo o estado. De acordo com Araújo Lima, coordenador do PAD/RN e secretário adjunto da Semarh, das 68 comunidades que serão beneficiadas na primeira etapa do convênio, 31 já receberam a tecnologia e mais sete obras estão em andamento. “Até dezembro, serão implantados 86 novos sistemas e 34 serão recuperados”, frisa Araújo.


MAIS QUALIDADE
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jandaíra e vice-presidente da Associação Comunitária de Guarapes, Daniel Martins de Sousa, conta como é ter esse sistema em funcionamento: “Nós somos uma região do semiárido seco, onde chove de quatro em quatro anos. Então, você faz ideia do que isso significa para nós?”. Daniel comemora: “É maravilhoso ter a água com qualidade de água mineral para atender nossas famílias e ainda ajudar os vizinhos”.
Antes da instalação do sistema do Programa Água Doce, os moradores eram abastecidos com água de açudes, de caminhão-pipa e de água da chuva, “que davam verme e diarreia”, recorda Daniel de Sousa. “Agora, só temos de agradecer e cuidar bem disso aqui para nunca mais faltar água”, diz.
EXECUÇÃO
As ações do Programa Água Doce (PAD), desenvolvidas no Rio Grande do Norte pela Semarh, foram discutidas nesta quinta-feira (28/4), durante o III Encontro do PAD/RN. O evento foi realizado com o objetivo de acompanhar a execução do convênio com o estado e o aprofundamento das discussões técnicas para a implantação dos sistemas de dessalinização previstos para o semiárido potiguar. Técnicos do MMA e do Núcleo Estadual do Programa participaram do encontro, que se encerra com a entrega do dessalinizador do Assentamento Guarapes, em Jandaíra.
O PAD é uma ação do governo federal, coordenado pelo MMA com o objetivo de estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para consumo humano, por meio da implantação de dessalinizadores. Os equipamentos atendem aos municípios, tomando por base o critério adotado pelo MMA, que corresponde ao Índice de Condições de Acesso à Água (ICCA). Esse índice leva em consideração fatores como a distribuição das chuvas (pluviometria), o nível de pobreza, taxa de mortalidade infantil e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

Maquinas misturadoras de ração oferecem mais qualidade para o alimento certo do rebanho

gado no cocho 2A dieta do gado deve ser equilibrada, com a quantidade exata de cada ingrediente. A ausência ou o excesso de proteínas e nutrientes podem desencadear diversas desordens metabólicas, como a acidose ruminal, a laminite, que é a inflamação do casco, e o baixo desempenho. Por esta razão uma boa mistura de qualidade na dieta dos bovinos, tanto de corte quanto de leite influencia diretamente nos resultados em relação ao desempenho, ganho de peso e produtividade.
Para ter maior controle na mistura dos ingredientes na dieta dos bovinos, otimizar o ganho de peso, aumentar a produtividade e a eficiência alimentar, minimizando a ocorrência de desordens metabólicas, as misturadoras de ração total têm auxiliado os pecuaristas para alavancar seus negócios. Dentre as funções destes equipamentos estão: garantir a quantidade exata de cada ingrediente formulado para um determinado ganho de peso ou produção de leite; evitar a seleção de ingredientes pelo animal; controlar o consumo de matéria-seca no cocho e reduzir as sobras, entre outras.
Com a utilização de misturadoras de ração, a mão de obra pode ser melhor planejada; aumentar o número de animais em confinamento; otimizar as etapas de criação; reduzir o tempo ao abate e gerar maior qualidade na produção de leite. Mas é essencial que o pecuarista faça uma análise junto a um especialista para escolher a misturadora ideal para sua fazenda e o momento de seu negócio. Misturadoras com roscas horizontais são mais flexíveis quanto aos componentes da dieta, indicadas para trabalhar com pequenos fardos de fenos e/ou silagem de fibra curta e de capim. São muito utilizadas em propriedades leiteiras. Já as misturadoras de rosca vertical, em alguns casos exigem um tempo maior de mistura devido ao fato de serem muito eficientes para repicar e misturar fardos de feno, silagens de fibra longa e palma forrageira consorciada com feno. Misturadoras de rotor são ideais para dietas de alto grão e forrageiras com fibra curta, ou até mesmo 100% de grãos. Por possuir tempo máximo de três minutos de mistura, se encaixam perfeitamente para obter eficiência e agilidade no trato.

O diretor presidente da Casale, Celso Casale diz que “A linha Rotormix oferece vários modelos e capacidades de carga para atender qualquer exigência de projeto. Nosso objetivo é oferecer a melhor tecnologia com diferenciais exclusivos onde o criador possa ter o menor custo e mais rentabilidade em seu negócio de confinamento”, comenta.