quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Delegação da Rússia vem ao Brasil conhecer área de produção de soja

Visita pode aumentar embarques do grão para aquele mercado
Uma missão russa vem ao Brasil em março para conhecer a produção de soja. A visita poderá resultar no aumento das exportações brasileiras do grão para o mercado da Rússia.
A visita de técnicos do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor) da Rússia ocorrerá de 1º e 3 de março. Nesse período, a missão russa se reunirá com especialistas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e conhecerá uma unidade produtora de soja e farelo de soja que já exporta para aquele país.
O governo da Rússia esclarece que não se trata de uma inspeção, mas de uma visita para troca de informação e conhecimento. Recentemente, especialistas russos visitaram o Paraguai com propósito semelhante.
No último dia 12, o Ministério da Agricultura divulgou que a autoridade sanitária russa decretou restrição temporária às importações de soja e milho dos Estados Unidos – o que abre a possibilidade de que outros países, como o Brasil, exportem os grãos para a Rússia.

Brasil e Argentina discutem estratégias de abertura de mercados para produtos agropecuários

Países pretendem acelerar tratativas para acordos com a União Europeia, China e Rússia
A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, o secretário de Política Agrícola, André Nassar, e o secretário de Defesa Agropecuária Luis Rangel, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), receberam nesta quarta-feira (17) a comitiva do secretário da Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Agroindústria da Argentina, Ricardo Negri, para estreitar a relação bilateral. O principal objetivo foi construir uma agenda conjunta para impulsionar o comércio internacional de produtos agropecuários.
O governo do novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, acredita que o agronegócio será o vetor de desenvolvimento do país.  Por isso, a Argentina propõe a construção de uma ambiciosa agenda de negociações comerciais com grandes mercados importadores de produtos agropecuários. Os dois ministérios concordam que as tratativas com a União Europeia, China e Rússia, além de outros mercados, devem ter prioridade na pauta dos governos.
A Argentina propõe, ainda, a retomada do mecanismo de consultas bilaterais em matéria sanitária e fitossanitária, entre os dois ministérios, criado em 2010. Além disso, sugere a coordenação das posições dos dois países em fóruns internacionais. “Como Brasil e Argentina são grandes exportadores de alimentos, com a construção de uma agenda comum, teremos voz mais ativa nos organismos internacionais como o Codex Alimentarius, Comitê da Organização Mundial do Comércio (OMC) e na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, destacou Tatiana Palermo.
O governo argentino garantiu apoio ao Brasil no grupo de análise de risco sanitário e fitossanitário no âmbito da Junta Interamericana de Agricultura, que engloba todos os países das Américas. O secretário Rangel destacou a importância de ferramentas de alerta rápido e da harmonização de entendimentos e procedimentos na área sanitária e fitossanitária.
O secretário André Nassar apontou o interesse do Mapa em estreitar cooperação com a Argentina na área de infraestrutura e logística para o escoamento de produtos agropecuários, que foi bem recebido pelos argentinos. Os visitantes também ressaltaram a relevância da cooperação técnico-científica entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta).
Para a reunião em Brasília, vieram da Argentina, além do secretário Ricardo Negri, a secretária de Mercados Agroindustriais, Marisa Bircher, o diretor nacional de Relações Agroalimentares Internacionais do Ministério de Agroindústria, Omar Ernesto Odarda, e o diretor nacional de Proteção Vegetal do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar, Diego Quiroga.
MAPA
ASSECOM/EMPARN

Meteorologistas do Nordeste se reúnem na EMPARN
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) vai sediar a II Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste Brasileiro. O encontro acontece nos dias 18 e 19 de fevereiro, na sede da empresa, em Parnamirim. Na ocasião, será elaborado o boletim do comportamento do clima para os meses de março, abril e maio deste ano para a região norte do Nordeste brasileiro. Estarão reunidos na sede da EMPARN meteorologistas de vários estados do Nordeste
Para Gilmar Bristot, gerente de Meteorologia da EMPARN, “diante do atual quadro climático pelo qual a região Nordeste vem passando, com sérias restrições ao uso dos recursos naturais impostas pelo clima, é importante a união de esforços na geração de informações precisas que possam orientar de forma decisiva o planejamento a curto, médio e longo prazo”.
A reunião técnica terá início na quinta-feira, dia 18, com abertura às 8h30, no auditório da EMPARN. Na sexta-feira, dia 19, às 10h, o encontro será encerrado com a divulgação do documento de previsão climática.

A praga mais destrutiva dos plantios de bananeira

sigatoka negraÉ a sigatoka-negra, uma doença causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, considerada por estudiosos uma das mais importantes doenças da bananeira no mundo, sendo a que mais preocupa o setor bananeiro brasileiro. Os sintomas causados pela evolução das lesões produzidas pela igatoka-negra se assemelham aos decorrentes do ataque da sigatoka-amarela, também ocorrendo a infecção nas folhas mais novas.
Os primeiros sintomas aparecem na face inferior da folha como estrias de cor marrom, evoluindo para estrias negras. Os reflexos da doença são sentidos pela rápida destruição da área foliar, reduzindo-se a capacidade fotossintética da planta e, consequentemente, sua capacidade produtiva.
No Brasil, desde a sua constatação em 1998, a doença tem gerado apreensão, tanto pela sua severidade como também pela importância da cultura para o País.
O modelo computacional desenvolvido integra diferentes ferramentas e técnicas das áreas de modelagem, tecnologia de informação, geoprocessamento, sistemas de posicionamento global e variações climáticas, sendo as mais consideradas mais a precipitação acumulada, temperaturas máxima e mínima, umidade relativa, duração do período de molhamento foliar, índice de reflectância e estágio de evolução da doença.

No País, a cultura da banana está presente na maioria dos estados brasileiros, sendo que a cadeia produtiva é composta principalmente por pequenos produtores. As principais regiões produtoras brasileiras são Vale do Ribeira (SP), norte de Minas Gerais, norte de Santa Catarina e Juazeiro do Norte (BA), Petrolina (PE). Segundo os dados da Food and Agriculture Organization (FAO), o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de banana, com 6,4 milhões de toneladas, atrás do Equador (7,5 milhões) e da Índia (16 milhões). Mesmo com diferenças regionais, a banana brasileira tem importância e relevância na pauta de exportação de produtos agrícolas do Brasil.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O peixe tilápia será usado no combate às larvas do Aedes aegypti


peixe tilápiaA iniciativa é da Codevasf em Pernambuco, que iniciou uma ação de combate ao Aedes aegypti, mosquito vetor de doenças como a Dengue, a Chikungunya e a do vírus Zika. A ideia é inserir peixes que se alimentam de larvas do mosquito em locais onde ocorreu acúmulo de água da chuva e formaram-se pequenos lagos, para que esses peixes as eliminem. Segundo o superintendente regional da Codevasf, Luciano Albuquerque, essa é uma ação realizada em parceria com a prefeitura municipal de Petrolina. “Inicialmente nós estamos fornecendo 10 mil alevinos. Posteriormente poderemos fornecer mais. A prefeitura irá entrar com a parte logística, identificando os pontos de alagamento com foco do mosquito e levando os alevinos até esses locais”, afirma.
De acordo com o engenheiro de pesca da Codevasf em Pernambuco Rozzano Figueiredo, estudos comprovam que peixamentos como esse são importantes aliados na eliminação de larvas de mosquitos. “Nós estamos usando alevinos de tilápia, que é uma espécie bastante resistente a baixos níveis de oxigênio e a altas temperaturas, e que se alimenta de larvas de mosquitos. Além disso, era a espécie que tínhamos em maior quantidade e em condições ideais no Centro de Recursos Pesqueiros. Como essa é uma ação urgente, não poderíamos esperar que outras espécies se desenvolvessem para que pudéssemos iniciar esse trabalho”, explica.
A expectativa da Codevasf e da prefeitura de Petrolina é de que sejam realizados novos peixamentos caso haja mais áreas com necessidade de alevinos ou os locais alagados permaneçam assim por muito tempo.

Anunciado para este ano o primeiro leilão da raça senepol no Brasil


Apesar de estar presente há 15 anos no Brasil, o gado Senepol ganha destaque e vem se revelando como uma das raças que mais crescem no País. Seguindo a forte tendência do setor, a Fazenda Senepol Paraíso, em Uberlândia Minas Gerais, amplia atuação no mercado de criação e reprodução genética da espécie e estima ainda este ano realizar seu primeiro leilão.
O negócio consiste na venda de embriões, touros, prenhezes e matrizes (vacas doadoras para a multiplicação da genética Senepol) e foi idealizado pelo cantor Léo Chaves, da dupla Victor e Léo, junto com um dos maiores especialistas na raça, Rodrigo Debossan. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Criadores de Bovino Senepol (ABCB), o setor em 2014 registrou receita de R$ 33,6 milhões e encerrou o ano de 2015 com um faturamento de R$ 50 milhões.

Os planos da Fazenda também contemplam a entrada no segmento de leilões onde o primeiro, com animais da marca, deve ser promovido no segundo semestre de 2016. “Isso tudo foi criado com muita dedicação, paixão, expertise e grandes investimentos, e, nosso foco está na qualidade e na satisfação de nossos clientes. Este mercado atualmente apresenta uma demanda muito maior do que a da oferta pois os investidores fazendeiros estão entendendo o quanto a raça agrega e se depender da Fazenda Senepol Paraíso vamos entregar o que há de melhor para nossos clientes”, diz Leo Chaves.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Balança comercial do RN fecha o ano com superávit de US$ 70,5 milhões

Entre os produtos que o Rio Grande do Norte mais importou estão os equipamentos para o setor de energia eólica (US$ 73,2 milhões)




O ano de 2015 foi marcado pela retomada do crescimento das exportações potiguares. A balança comercial do Rio Grande do Norte encerrou o ano com um superávit de US$ 70,5 milhões. Esse resultado representou um avanço no comparativo com o saldo do ano anterior, quando a balança fechou deficitária em US$ 62,3 milhões. No acumulado de janeiro a dezembro do ano passado, o volume de exportações foi de mais de R$ 318 milhões, ultrapassando o total importado, que foi de US$ 247,5 milhões. Assim, o estado obteve o maior valor monetário no comércio internacional [a soma de importações e exportações] dos últimos cinco anos, atingindo US$ 565,5 milhões.
O bom desempenho das exportações brecou o ritmo do saldo da balança comercial que vinha sendo regular até 2012 – na faixa dos US$ 38 milhões – e se agravou com quedas nos anos de 2013 ( -US$ 18,1 milhões) e 2014 (-US$ 62,3 milhões). Os produtos que mais influenciaram positivamente a balança, os produtos petrolíferos, foram fuel oil (US$ 65,9 milhões), melões frescos (US$ 63,2 milhões), sal marinho (US$ 24,9 milhões), castanha de caju (US$ 17,3 milhões) e tecidos de algodão (US$ 12,6 milhões).
Por outro lado, entre os produtos que o Rio Grande do Norte mais importou estão os equipamentos para o setor de energia eólica (US$ 73,2 milhões), trigo (US$ 42,6 milhões) e polietileno (US$ 6 milhões). A castanha de caju, antagonicamente, foi o terceiro item mais importado, somando um volume negociado de US$ 10,2 milhões. A explicação para essa transação é que as grandes indústrias do setor de cajucultura, devido à estiagem, tiveram que importar essa matéria-prima para honrar compromisso com compradores internacionais.

Aplicativo captura as coordenadas de áreas rurais que serão financiadas




O Banco do Brasil lançou o aplicativo GeoMapa Rural, que permite aos produtores rurais capturar e transmitir ao banco as coordenadas geodésicas de áreas de cultivo que serão financiadas.
O Banco Central estabeleceu a obrigatoriedade dessas coordenadas para financiamentos de custeio agrícola e de alguns financiamentos de investimento (formação de lavouras permanentes e reflorestamento, por exemplo) de valor superior a R$ 300 mil. A partir do dia 1º de julho de 2016, essa obrigatoriedade vai abranger as operações com valores superior a R$ 40 mil.
O aplicativo permite a coleta das coordenadas sem a necessidade de rede de dados. A identificação da área pode ser feita percorrendo-se o perímetro da área a financiar ou marcando os vértices da área diretamente na tela do smartphone ou tablet (imagem do Google Maps). O usuário terá ainda a opção de editar a área selecionada na tela do aparelho.
Segundo o banco, o aplicativo está disponível no Google Play e na Apple Store.
Para os produtores rurais e empresas de assistência técnica que utilizam aparelho de navegação GPS, o BB também disponibiliza página na web, onde os arquivos poderão ser encaminhados ao banco.

Brasil deve voltar a vender carne bovina para a Arábia Saudita este mês

Estimativa é que os embarques cheguem a US$ 42 milhões em 2016
Os primeiros embarques de carne bovina do Brasil para a Arábia Saudita devem ser realizados ainda neste mês. O setor estima que as exportações do produto para aquele país alcancem US$ 42 milhões em 2016. O potencial para os próximos anos, de acordo com cálculos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), chega a US$ 74 milhões.
A lista dos 49 frigoríficos habilitados – tanto para carne in natura quanto para industrializada – foi divulgada no site da Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos (SFDA), no última dia 25. A expectativa é que a quantidade de estabelecimentos aumente nas próximas semanas.
Os sauditas habilitaram nove estabelecimentos em Mato Grosso do Sul, seis em Mato Grosso, cinco em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, dois em Rondônia, dois no Paraná, 10 em São Paulo, oito em Goiás, três no Pará e um em Tocantins.
A reabertura do mercado saudita é o resultado das negociações da ministra Kátia Abreu com o ministro da Agricultura do Reino da Arábia Saudita, Abdulrahman Al Fadhlyé, em novembro do ano passado. A Arábia Saudita suspendeu a importação de carne bovina brasileira após um caso atípico de doença da vaca louca em 2012.
Em 2014, a Arábia Saudita importou do mundo um total de US$ 497 milhões (127 mil toneladas) de carne bovina (in natura e industrializada). Os principais países exportadores foram a Índia (US$ 251 milhões/73 mil toneladas) e a Austrália (US$ 156 milhões/33 mil toneladas).
Em 2015, o Brasil exportou um total de US$ 5,3 bilhões de carne bovina (1,2 milhão de toneladas), principalmente para Hong Kong, Egito, Rússia, Venezuela, China, Irã e União Europeia (UE).
MAPA

MMA apoia projeto de adaptação à seca


Paulo de Araújo/MMA
Semiárido: foco do projeto
Iniciativa lançada no Rio Grande do Norte busca garantir que ações para o combate à desertificação não sofram descontinuidade.


Três municípios da região do Seridó, no Rio Grande do Norte, integrarão o Projeto Piloto de Combate à Desertificação, apresentado nesta sexta-feira (12), na Câmara Municipal de Parelhas (RN). As cidades de Carnaúba dos Dantas, Parelhas e Equador serão contempladas pelo projeto piloto, uma iniciativa do Programa RN Sustentável com o Banco Mundial, que será realizada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Serão investidos R$ 4 milhões para implementação, em nove comunidades nos três municípios, de boas práticas adaptadas à seca visando uma convivência sustentável com a semiaridez.
As associações contempladas receberão assistência técnica (ATER) para elaboração de diagnósticos, planos de investimentos e gestão socioambiental, execução dos projetos e capacitação dos beneficiários. O projeto terá a duração de até 30 meses.
Localizada em pleno semiárido, em área de solos de baixíssima fertilidade, a região do Seridó está submetida a regime de escassez e distribuição desigual de chuvas. Vivem atualmente no Seridó do Rio Grande do Norte quase 300 mil pessoas, 11% da população estadual.
TROCA DE EXPERIÊNCIAS
O objetivo da iniciativa é promover ações voltadas para recuperação do solo, manejo de paisagens, proteção e recuperação dos recursos naturais. “Além disso, espera-se promover a troca de experiências de convívio com a semiaridez garantindo que ações implementadas no combate à desertificação não sofram descontinuidade”, destacou Francisco Campello, diretor do Departamento Nacional de Combate à Desertificação, presente à solenidade de apresentação do projeto.
O projeto será construído de forma unificada pelos governos do Rio Grande do Norte e da Paraíba, tendo como área prioritária a região do Seridó, que abrange municípios dos dois estados. Na Paraíba, os municípios que farão parte do piloto são: Várzea, Santa Luzia e São José do Sabugi.
Em 2015, o Projeto RN Sustentável, desenvolvido pelo governo do Rio Grande do Norte, recebeu o prêmio Dryland Champions, da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em reconhecimento à sua contribuição prática para o desenvolvimento sustentável.
Estiveram presentes ao evento no município de Parelhas representantes de associações comunitárias rurais, sindicatos de trabalhadores rurais, conselhos de controle social, instituições não governamentais e gestores ambientais estaduais e municipais.

Representantes de diferentes instituições participam do lançamento nesta sexta

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA):

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Agricultura: Governo do RN inicia distribuição de 604 toneladas de sementes a produtores rurais


Foto: Reprodução
O governo do estado, por meio da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), inicia nesta terça-feira (16) a distribuição de 604 toneladas de sementes de arroz, feijão, milho e sorgo aos agricultores potiguares dentro do programa Bancos de Sementes.
O secretário Haroldo Abuana fará uma entrega simbólica nesta terça-feira em Pau dos Ferros, Alto Oeste potiguar, às 10h, no ginásio coberto da comunidade Perímetro Irrigado, na BR-226.
O volume é 18% maior do que o entregue em 2015, quando 39 mil agricultores foram beneficiados em 158 municípios com 509 toneladas de grãos.
Dessa vez, 45.570 produtores receberão as sementes do governo do estado, antecipa informação da assessoria de imprensa da pasta, na capital do estado.
Serão 204,8 toneladas de feijão, 252,8 toneladas de milho, 137,2 toneladas de sorgo Ponta Negra e 10 mil quilos de arroz BRS Tropical.
Segundo o secretário, este ano o governo potiguar está investindo R$ 5,98 milhões na distribuição de sementes, R$ 1,2 milhão a mais do que o aplicado em 2015 (R$ 4,7 milhões).

"Perguntar não ofende, ou pelo menos não deveria"
Nota do Blog: Tenho a ligeira impressão que o governo do estado se atrasou com relação a entrega das sementes aos produtores rurais. Alguém poderia me responder?

Energia solar pode ficar mais barata e eficiente

Em, 16/02/2016

Segundo um dos criadores, as placas de FDT são mais fáceis de fabricar e purificar.
Além de reduzir o preço dos equipamentos, é preciso baratear os serviços. (Foto: Divulgação)
Além de reduzir o preço dos equipamentos, é preciso baratear os serviços. (Foto: Divulgação)
Por meio da engenharia molecular, cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, desenvolveram recentemente um material capaz de transportar cargas positivas dentro dos painéis solares. Esta função é essencial para que as placas funcionem, mas, até hoje, os transportadores de carga eram muito caros. Segundo os pesquisadores, as moléculas de FDT (sigla em inglês para fluoreno-ditiofeno dissimétrico) custa um quinto do preço dos outros produtos e eleva a eficiência energética em 20,2%, enquanto os painéis que estão hoje no mercado conseguem 14%.
O FDT pode, também, ser facilmente modificado, segundo os pesquisadores. Isso permitiria o aumento do leque de opções para construir vários modelos de placas fotovoltaicas. As novas placas de FDT são formadas a partir da perovskita, um tipo de mineral que assume a forma de cristais e é largamente utilizado para equipamentos de energia solar. Segundo um de seus criadores, o professor Mohammad Nazeeruddin, elas são mais fáceis de fabricar e purificar.
Compra e instalação
O alto custo de compra e instalação de painéis fotovoltaicos é um dos grandes entraves para a disseminação do uso de energia solar no Brasil e no mundo, mas a descoberta suíça promete mudar radicalmente este cenário. O coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, lembrou ao jornal O Globo que existem outras tecnologias ainda em laboratório que permitem aumentar a eficiência da energia solar em até 40%, mas todas elas são mais caras do que as que temos no mercado.
Larga escala
“A grande novidade dessa descoberta é a possibilidade de fazer a eficiência crescer ao mesmo tempo em que se reduz o custo”, destaca. O grande salto vai ser conseguir produzir placas com esse material em larga escala. Para Baitelo, além de reduzir o preço dos equipamentos, é preciso encontrar uma forma de baratear os serviços — instalação e manutenção — e a logística. “O Brasil importa todos os equipamentos relacionados a energia solar. Se começarmos a fabricá-los, gastaremos menos com logística”, ressalta.

Eco Desenvolvimento