sábado, 5 de setembro de 2015

Nova lei regula a produção de frangos e galinhas caipiras no Brasil


Normativa, publicada no final de agosto pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, estabelece padrão de produção para um dos alimentos mais tradicionais da culinária brasileira.

Preparar um frango caipira nos remete, dentro do imaginário popular, às lembranças dos grandes almoços de domingo, que reuniam inúmeras famílias em volta da mesa, para saborear esta iguaria preparada, com muito carinho, por nossos avós. Assim, quando falamos em frangos, galinhas e ovos caipiras, é de senso comum imaginarmos pequenas criações em sítios ou nos quintais das casas, utilizadas apenas para a subsistência das próprias famílias criadoras. Este sistema de produção artesanal, de crescimento mais lento, tem como resultado uma ave madura, de carne com textura tenra e saborosa e que concentra todos os nutrientes do campo. O produto, que vem ganhando relevância nos últimos anos nas discussões de entidades agropecuárias, conquistou, na última semana, a promulgação de um marco regulatório, intitulado “Avicultura: produção, abate, processamento e identificação do frango caipira, colonial ou capoeira”, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – que define a criação e produção em escala dos frangos e galinhas caipiras, o que marca a história do produto no País e incentiva mais produtores a investirem neste tipo de manejo.

Dados do MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário – indicam que a avicultura caipira gera acesso à alimentação e complementa a renda de grande parte dos agricultores familiares brasileiros. 80% desses criadores possuem aves caipiras para seu próprio sustento. Dentro dessa porcentagem, 53% ainda utilizam sua produção para gerar renda complementar no orçamento. Desta forma, a atividade promove a sustentabilidade econômica do produtor e da natureza e fornece aos consumidores opções saudáveis de uma carne tradicional, com características gourmet.

Para debater e sanar problemas ainda existentes no setor, devido à falta de padronização das criações de aves caipiras, o que refletia no padrão de qualidade do produto final, empresas e produtores fundaram, em 2002, a AVAL* – Associação Brasileira da Avicultura Alternativa – que, desde então, vem fomentando a cadeia de produção e aprimorando os métodos de produção de aves e manejos alternativos, para confirmar que a criação caipira pode oferecer produtos seguros, saudáveis e de altíssima qualidade.

O resultado deste trabalho tem atraído a atenção para o segmento. A publicação da normativa pela ABNT vem cumprir um anseio das associações envolvidas com este tipo de manejo, uma vez que pode transformar a produção de aves caipiras no Brasil e a visão que os órgãos governamentais e a sociedade têm sobre ela. A lei, resultado de dois anos de trabalho, foi baseada nas normas da AVAL de criação e manejo e foi comemorada pelos associados e demais agentes do setor, com sua publicação na última quinta-feira, 27 de agosto. 
Por: Fernanda Silvestre  

Raça Girolando do Brasil tem vaca recordista mundial


A vaca recordista é filha de Bradley, um dos touros de destaque da história da bateria Leite da ABS. “O resultado mostra a evolução da raça Girolando no país e a consistência da genética ABS Pecplan. Bradley deixou muitas filhas grandes produtoras de leite para a pecuária brasileira”, define Odilon Rezende, supervisor da ABS Pecplan.
A vaca recordista mundial é Alterosa Bradley que produziu média de 109,121 kg/ dia e foi consagrada na exposição em Uberlândia, Minas Gerais. Esse é um novo recorde para a raça Girolando em produção de leite em torneios: 109, 123kg/dia. O resultado foi conquistado durante o campeonato do Camaru 2015, em Uberlândia, uma das exposições mais importantes do país.
Alterosa é de propriedade da Xapetuba Agropecuária. O diretor da empresa, Thiago Silveira, também reforça que investimento em genética superior é um dos pilares do sucesso do rebanho. “Buscamos aliar genética, nutrição e gestão de recursos humanos, com uma equipe empenhada em garantir a evolução de todo o processo”, define, comemorando: “Sem dúvida, esse recorde é um feito muito importante para raça”. Ao todo, foram 10 pesagens no Torneio Leiteiro Camaru que consagraram a nova recordista. O campeonato contou com a participação de 12 vacas da raça Girolando.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ministra Kátia Abreu Propõe Imposto no Diesel.

Depois da coletiva da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (02) ficou evidente que o governo vai mesmo tentar um aumento de impostos para fechar as contas do Orçamento de 2016.
Uma alternativa para ajustar o Orçamento, já que o a CPMF foi recebido com estranheza, seria a elevação de tarifas de tributos já vigentes, como a Cide da gasolina, o IPI e o IOF. No entanto, segundo o analista financeiro Miguel Daoud a própria Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, solicitou a presidenta que aplicasse o Cide também no óleo diesel.
"Será que a ministra sabe que as colheitadeiras, os tratores, e toda a agricultura brasileira utiliza o diesel?", questiona Daoud.
Um possível aumento nos juros vai impactar diretamente no custo do transporte de alimentos, e onerar ainda mais os produtores que já estão enfrentando elevação de custos em outros setores como fertilizantes e energia elétrica.
Por: João Batista Olivi e Larissa Albuquerque

Fonte: Notícias Agrícolas    

NOTA DO BLOG:  Além da queda, o coice.      

ASSENTAMENTO SANTAREM REALIZA 2º PASSO DE CONCRETIZAÇÃO DO POÇO TUBULAR PELO RN SUSTENTAVEL

Nesta quinta feira, foi realizado a 2º estapa de concretização da Elaboração do Projeto do Poço tubular, com encanação as residencias das familias assentadas, pelo RN SUSTENTAVEL.
O evento contou com a organização e elaboração dos representantes da entidade construtora do CEAAD, atraves de RICARDO FREIRE, PENELOPE E TEODORO, tambem estiveram dando apoio a assistencia tecnica do incra, atraves de Samare equipe, e com o apoio do STTR de Angicos, atraves de Almir Medeiros.
São cinco etapas de conclusão do projeto, onde esta sendo construido juntamente com a associação e comunidade.
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO - GIDEON GONÇALVES
EQUIPE DO CEAAD

REPRESENTANTE DO CEAAD - ENTIDADE CONSTRUTORA DO PROJETO
RICARDO FREIRE FALA SOBRE A ELABORAÇÃO DO POÇO TUBULAR PARA
A COMUNIDADE DO SANTAREM

APRESENTAÇÕES DOS GRUPOS DE TRABALHOS

DEBATE SOBRE RECURSOS HIDRICOS E MEIO AMBIENTE

TRABALHOS EM GRUPOS

APRESENTAÇÕES DO DIAGNOSTICO DA ASSOCIAÇÃO

GRUPO 1

GRUPO 2

APRESENTAÇÃO

DIAGNOSTICO DA ASSOCIAÇÃO


CONTAG participa de discussão sobre regras para aposentadoria

É necessário discutir profundamente a reforma da Previdência Social para que os trabalhadores (as) rurais não sejam prejudicados
 

Como parte do acordo para a aprovação das Medidas Provisórias 665 e 666/2014, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) 676/2015, que possibilita aos trabalhadores (as), na hora de se aposentar por tempo de contribuição, optarem entre a aplicação do fator previdenciário ou a fórmula em que os trabalhadores teriam que alcançar 100 pontos e as trabalhadoras 95 pontos na soma da idade com o tempo de contribuição, com um período de transição até 2022.

Explicando de maneira simples: a MP propõe que a regra comece a valer em 2016 com os números 85 para mulheres (55 anos de idade + 30 anos de serviço) e 95 para homens (60 anos de idade + 35 anos de serviço). O objetivo é chegar até os números 95 para mulheres e 100 para os homens, em 2022. Para isso, as somas da idade e do tempo de contribuição deverão ser aumentados em um ponto a cada ano a partir de 2017 até 2022.

O Congresso Nacional vêm promovendo audiências públicas pela Comissão Mista da Medida Provisória (MP) 676/2015 para discutir o tema com especialistas e com os movimentos sociais para que as regras possam equilibrar o sistema previdenciário brasileiro, mas não prejudicar os direitos dos trabalhadores. A CONTAG tem participado de todas as audiências e, na tarde de ontem (2), participou da mesa e colocou o ponto de vista dos (as) trabalhadores (as) rurais.

O assessor jurídico da CONTAG, Ivaneck Perez Alves, aponta que, aparentemente a regra não afetará os (as) trabalhadores (as) rurais porque essa categoria se aposenta majoritamente por idade, uma vez que é muito difícil comprovar o tempo de contribuição tanto para os segurados especiais como para os assalariados (as) rurais, devido à grande informalidade do trabalho no meio rural brasileiro.

É preciso atentar, no entanto, para o fato de que quando o limite alcançar 60 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, as idades para aposentadoria por idade e aposentadoria por tempo de contribuição na área urbana estarão iguais. “Isso significa que, provavelmente, haverá mudanças nas regras da aposentadoria por idade, com aumento da idade para aposentadoria, e aí sim os rurais serão afetados”, explicou o assessor jurídico.

Por isso, ele afirma que é muito importante que o movimento sindical abra a discussão internamente para que seja possível discutir possíveis soluções e sugestões para que as mudanças no Sistema Previdenciário não prejudiquem os trabalhadores (as) rurais. “É provável que o governo proponha o aumento da idade mínima para aposentadoria por idade, seja igualando os urbanos e rurais, seja com ampliando em 5 anos  para todos. Provavelmente na aérea urbana a idade mínima de se aposentar vai passar para 70 anos homens e 65 mulheres e, para a área rural, vai para 65 anos e 60 anos. Vai ser muito difícil, se aumentar a idade na área urbana, manter a idade na área rural inalterada. Então precisamos propor respostas sistêmicas para os problemas da previdência social, para que a gente não precise enfrentar esse problema mais à frente”, afirma Ivaneck Perez.

Na audiência, a Contag destacou ainda a importância da aprovação da emenda por ela apresentada à Medida Provisória 676/2015, para assegurar o real acesso do assalariados (as) rurais ao seguro desemprego, uma das injustiças que se perpetuam no Brasil desde a criação dessa proteção aos trabalhadores(as).



FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Lívia Barreto

Irrigação para pequena agricultura possibilita produção no Semiárido

Sistemas de irrigação montados com material de baixo custo ajudam pequenos produtores do Semiárido a produzir o ano todo. Ações realizadas desde 2009 pela Embrapa em 12 assentamentos vêm mudando a realidade de famílias do sertão da Bahia. Cerca de 150 famílias participam diretamente das atividades e são beneficiadas aproximadamente 830 famílias de assentamentos. Em 2014, esse conjunto de iniciativas foi contemplado com o Prêmio Mandacaru II, promovido pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (Iabs), que tem como objetivo incentivar ações inovadoras para ampliar a prática da convivência sustentável com o Semiárido brasileiro.

A agricultura irrigada é a principal opção para o desenvolvimento dos assentamentos nessa região, em especial para as culturas de mandioca e banana. Mas os custos de instalação de sistemas de irrigação para o produtor descapitalizado são relevantes, por isso projetos vêm sendo implementados com o intuito de selecionar e adaptar tecnologias de irrigação de baixo custo para essa faixa de agricultor familiar que vive em localidades com índices de chuva inferiores a 450 mm por ano.

"Os produtores são colocados lá [nos assentamentos], ganham casa e ficam sem ter o que fazer fora da época das chuvas, que são escassas. Com os sistemas de irrigação, dá para plantar e colher durante todo o ano. E a proposta é instalar sistemas da forma mais barata possível", conta o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) Eugênio Coelho.

Sistemas de irrigação localizada

Diversos itens compõem um sistema de irrigação, entre os quais, bomba, tubulações, conexões e emissores. No geral, não são baratos, mas existem algumas adaptações que podem ser feitas, principalmente nos emissores, para tornar o sistema acessível ao agricultor sem recursos. Texto da cartilha "Sistemas e manejo de irrigação para agricultura familiar", lançada pela Embrapa com recursos do Prêmio Mandacaru II, informa que, quando tomados os devidos cuidados no uso da água, os sistemas de irrigação montados com material de baixo custo apresentam os mesmos efeitos dos convencionais sobre a produção de culturas de ciclo curto e perenes em áreas de agricultura familiar.

No mínimo três tipos de sistemas de irrigação foram instalados em cada assentamento, localizados nos municípios baianos de Barra e Marcionílio Souza, e avaliações foram feitas, em conjunto com os agricultores, sobre o funcionamento de cada um deles. Inicialmente o trabalho focou nas tecnologias artesanais, utilizando emissores de água de microaspersão e gotejamento, sistemas de irrigação localizada em que a água é aplicada em pequenas vazões diretamente nas raízes das plantas. O primeiro utiliza microaspersores que jogam água em gotas como chuva, em uma pequena área em forma de círculo. O segundo, por gotejamento, é o que mais economiza água, utilizando pedaços de mangueira com pequenos furos e gotejador na ponta.

"Esses sistemas deram certo em um primeiro momento. Mas esses artesanais têm a desvantagem de que os pequenos furos dos emissores entopem facilmente com sujeiras presentes na água. É preciso que o agricultor percorra a área diariamente para verificar se há algum emissor entupido. A maioria não faz isso adequadamente, pois não quer perder muito tempo na irrigação", diz Coelho.

A equipe do projeto, então, procurou no mercado emissores baratos com orifícios maiores para proporcionar maior vazão. "Daí eles gostaram, pois eles querem ver água. Os novos emissores pulverizam por cima e têm vazão maior. Molham bastante em pouco tempo, só é preciso que o agricultor irrigue em menor tempo", relata.

Um dos sistemas mais bem aceitos, utilizado em mais da metade dos assentamentos, é o chamado bubbler, desenvolvido no Estado da Califórnia, Estados Unidos. Sua principal vantagem é não necessitar de pressão, como os dois sistemas citados anteriormente. Porém, em sua concepção original, apresenta uma técnica hidráulica complexa, segundo o pesquisador. Por isso, adaptações foram feitas em conjunto com os agricultores.

"O bubbler consiste em um tubo ou uma mangueira um pouco mais grossa e dessa mangueira saem mangueiras finas e a água cai no pé da planta. Pela ideia original, tínhamos de pendurar as mangueiras em estacas em determinada posição para que funcionassem direito. Só que os produtores acabavam derrubando as estacas. Eles mesmos adaptaram o sistema e nós ajudamos. Há uma mangueira principal e as mangueiras laterais. Eles vão abrindo as de cima, fechando as de baixo, assim a água é distribuída na parte inicial. Abrem depois a seguinte e fecham as demais. E assim até o fim da mangueira," conta Coelho.

O agricultor César Augusto Gomes, do assentamento Caxá, em Marcionílio Souza, afirma que os dois sistemas implantados em sua área funcionam muito bem. "Tenho aqui o que a gente chama de ‘chuvinha' [microaspersão] e o ‘pinga-pinga' [gotejamento]. Funciona tudo direitinho, não gasta muita água, a bomba [a óleo] trabalha duas horas. Com água, tudo dá. Hoje já faço o dinheiro da feira e pronto. Venho pra casa e volto pra roça. Não tenho descanso. Mas não preciso mais sair daqui, graças a Deus", desabafa César, que há dois anos recebeu o projeto em sua área, localizada a 200 metros do rio Paraguaçu. Hoje planta banana e diversas hortaliças.

Sistemas de captação de água da chuva

No assentamento Caxá, além das três unidades de captação de água do rio Paraguaçu, que utilizam os sistemas de irrigação de baixo custo descritos, existem 12 unidades de captação de água da chuva. Nos dias de campo, os demais agricultores do assentamento, que não eram ribeirinhos, ou seja, não poderiam fazer a irrigação utilizando a água do rio, solicitaram que fosse desenvolvido algum sistema para eles. Também ansiavam produzir e queriam ser beneficiados de alguma forma.

"Daí foi desenvolvido o projeto, aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e liderado pelo pesquisador Marcelo Romano, para instalação de unidades de captação de água da chuva," conta o analista Ildos Parizotto, integrante da equipe de irrigação da Embrapa Mandioca e Fruticultura que atua em todos esses projetos. Ele explica que a água vai para cisternas com capacidade de armazenamento de 52 mil litros. Da cisterna segue para uma caixa d'água. De lá, entra em cena um sistema por gotejamento, para irrigar o plantio, nesses casos, apenas de hortaliças, que são de ciclo curto. A equipe também é formada pelo analista Tibério Martins e os técnicos Tacisio de Andrade e Jorge Vieira do mesmo centro de pesquisa da Embrapa.

Essas unidades não contam com água permanente, como as demais à beira de rio. "Dependem da água da chuva. Mas conseguir produzir durante um período já é uma grande conquista", argumenta Parizotto. A experiência do agricultor Pedro França exemplifica a fala do analista. No Caxá, desde que o assentamento foi implantado, há 32 anos, ele afirma que o projeto veio trazer tranquilidade ao seu "corpo cansado", já com 72 anos. Pedro é um dos contemplados com o sistema de irrigação por captação de água da chuva tipo "enxurrada", pois a água escorre para a cisterna que fica em um plano mais baixo do terreno. "O projeto está fazendo um ano aqui. A cisterna foi muito boa pra gente, porque era mais difícil buscar água. Chegava aqui de noite trabalhando por fora e ia lá longe pegar água, pra beber e tudo. Agora a gente não se bate pela água. Na primeira chuva, em outubro, encheu. Estou com água o tempo todo", comemora. Em sua horta, Pedro planta diversos legumes e verduras, além de plantas medicinais. Tudo vai para a subsistência da família. "E dou para os vizinhos também, porque sozinho a gente não vence."

Os projetos

Esses projetos — dois com recursos da Embrapa, um com financiamento da Fapesb e outro custeado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) —¬ já finalizaram e contaram também com a parceria de técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Há ainda um projeto da Fapesb em andamento. "Quase todos os assentamentos daquelas regiões já têm uma bomba e um sistema de irrigação. Agora eles devem seguir em frente. A ideia é levar essa ação para outras comunidades. Mas fazemos um monitoramento. Mantemos contato por conta de outros projetos. Por exemplo, em Santo Expedito [Barra], estamos com ação de um projeto de acerola com recursos da Fapesb", acrescenta Coelho. Nesse assentamento citado pelo pesquisador, os produtores criaram até o Dia da Água, 15 de dezembro, que comemora o dia em que esse recurso chegou lá por meio do projeto.

A estrutura de irrigação dos assentamentos foi adquirida e implantada pelos projetos. Os últimos investimentos foram feitos com recursos do Prêmio Mandacaru II: a instalação de quatro unidades demonstrativas em assentamentos de Barra (São Francisco, Sítio Novo, Pau D'Arco e Piri-Piri), de duas unidades de captação de água da chuva no assentamento Caxá, em Marcionílio Souza, além de adequações em sistemas já instalados nos assentamentos Santo Expedito, Antonio Conselheiro e Angico (Barra). Somam-se a isso a aplicação de planejamento estratégico participativo para agricultores dos assentamentos de Barra e as diversas ações de capacitação, por meio de cursos, dias de campo e palestras.
Embrapa Mandioca e Fruticultura


Campanha Renegociação de Dívidas Rurais 2015


Com o objetivo de estimular a regularização de operações de crédito, o Banco do Nordeste lança campanha de divulgação de renegociação de dívidas, tendo como destaque os benefícios dos instrumentos legais (Lei 12.844, artigos 8 e 9, e Resoluções 4.314 e 4.315).

A campanha ressalta a oportunidade do cliente liquidar sua dívida com até 85% de desconto ou renegociar com carência de até 4 anos ou prazo de até 10 anos para pagar, conforme enquadramento das operações de acordo com os normativos internos.

Direcionada a agricultores familiares e produtores rurais enquadrados nesses instrumentos legais, a campanha compreende a veiculação de spot de 30” em rádios de toda a área de atuação do Banco, com exceção das capitais, no período de 1º a 14 de setembro, bem como a distribuição de panfletos e cartazes, email marketing, divulgações no portal de internet e redes sociais do Banco.

Superintendência de Marketing e Comunicação
Ambiente de Comunicação
Superintendência de Reestruturação de Ativos Ambiente de Recuperação de Crédito 

Embrapa anuncia experiência com semente de algodão resistente ao bicudo


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Ilustração
Para combater o bicudo, o maior tormento dos plantadores de algodão no Brasil, a Embrapa de Brasília anunciou nesta quarta-feira (02/9), no 10º Congresso do Algodão, que está desenvolvendo em seus laboratórios um tipo de semente de algodão transgênica com foco na resistência à praga.

A informação foi transmitida pelo diretor-executivo da Embrapa, Ladislau Martin Neto. "O que eu posso adiantar é que as experiências estão sendo bem sucedidas nos laboratórios. Daí a ir para o campo leva tempo, mas estamos esperançosos", afirma.

Ladislau observa que o trabalho é feito em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e com o Instituto Brasileiro do Algodão. "É um programa essencialmente brasileiro", afirma Ladislau.

Segundo ele, recentemente a Embrapa lançou no mercado a soja transgênica, em parceria com a multinacional Basf. Ladislau informa ainda que as experiências são conduzidas pela pesquisadora Fátima Grossi.

"O bicudo é o maior entrave à cotonicultura atualmente", afirma João Carlos Jacobsen, presidente da Abrapa. "Dá um prejuízo anual de R$ 1,7 bilhão. Por essa razão reputo muita à nossa parceria com a Embrapa." Jacobsen explica que o bicudo é terrível mas de fácil controle. "A falta de atenção nas propriedades é que tem facilitado os ataques."

O dirigente explica que um dos motivos para o avanço da praga é quando ocorre diminuição da área plantada com algodão. "Há falta de proteção nas áreas que não são plantadas novamente", diz.

A área plantada de algodão da próxima safra deverá ser de 950 mil hectares, um pouco abaixo da de 2014/2015, que foi de 959 mil hectares, informa Jacobsen. O 10º Congresso Brasileiro do Algodão está sendo realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná. Termina na próxima sexta-feira, dia 4. 
 
Por Sebastião Nascimento, de Foz do Iguaçu (PR) 

Emparn participa da elaboração do plano de convivência com os efeitos da estiagem

estiagem_govO governo do estado reuniu nesta quinta-feira (03) representantes das secretarias e órgãos vinculados ao abastecimento de água e a defesa civil para tratar das dificuldades enfrentadas. Na reunião, coordenada pela secretária chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, e que teve a participação do secretário estadual de Recursos Hídricos, Mairton França, de diretores e representantes da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), EMATER, CAERN, IGARN, EMPARN - Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN e Defesa Civil, foram definidas as linhas para elaboração do plano de convivência com a seca.

O plano vai determinar medidas para atender as necessidades de abastecimento humano e animal e oferta de forragem para manter os rebanhos. Também ficou definido que, com base nas análises dos órgãos vinculados ao abastecimento, será reeditado o decreto de emergência e reativado o Comitê Integrado de Combate à Seca que tem em sua composição representantes do Governo do Estado, dos ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social, das Minas e Energia, do Exército, Federação dos Municípios do RN e das entidades representativas dos trabalhadores. Uma nova reunião ficou definida para a próxima terça-feira (08).

Vacas leiteiras de alta produção devem ser alimentadas com alfafa


Producao de Leite em Pasto de Alfafa 2A alfafa é uma das mais importantes plantas forrageiras no mundo, por reunir características como alta produtividade, elevado teor proteico, boa palatabilidade, alta digestibilidade, capacidade de fixar nitrogênio atmosférico no solo e baixa sazonalidade na produção de forragem. Tudo isso faz com que os animais aumentem o consumo e consequentemente a produção de leite, em comparação com as gramíneas tropicais.
A alfafa pode ser utilizada de diferentes formas, como forragem conservada, do tipo feno ou silagem, na forma verde picada ou em pastejo, sendo um dos volumosos mais indicados para a alimentação de vacas de alto potencial para produção de leite.

Atualmente, verifica-se no Brasil um aumento da área plantada com alfafa em várias regiões devido à crescente implantação de sistemas intensivos de produção de leite, o que, consequentemente, aumenta a procura por alimentos de alto valor nutritivo. Porém, a cultura ainda enfrenta dificuldades, principalmente o desconhecimento da planta e de seu manejo para utilização em pasto.

Obtenção de imóvel pelo Incra põe fim a conflito agrário em Sergipe


Palco de conflitos agrários que se arrastavam há cerca de cinco anos, o imóvel Fazenda Camaçari, localizado no município de Itaporanga D´Ajuda (distante cerca de 30 Km de Aracaju), será agora destinado à reforma agrária.

Em evento agendado para a próxima terça-feira (08), na área da própria fazenda, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apresentará oficialmente o documento de imissão de posse recebido pela autarquia, após decisão da 7ª Vara da Justiça Federal, em Estância. “É uma conquista importante, pelo potencial produtivo do imóvel, que permitirá o desenvolvimento das famílias assentadas, e, também, por encerrar uma situação conflituosa que já durava alguns anos. Mais um avanço da reforma agrária, que beneficiará não apenas os agricultores, mas toda a economia regional”, afirmou André Luiz Bomfim Ferreira, superintendente regional do Incra em Sergipe (Incra/SE).

Vistoriado em 2010 e classificado como improdutivo, o imóvel, com 1315 hectares de extensão, apresenta condições favoráveis ao desenvolvimento da pecuária e de culturas como o maracujá, o milho e o feijão. No local será implantado pelo Incra um projeto de assentamento com capacidade para abrigar a 90 famílias.

A Fazenda Camaçari é o quarto imóvel obtido pelo Incra em Sergipe este ano e a autarquia federal aguarda, ainda, decisões referentes a outras ações judiciais impetradas, visando à obtenção de novos imóveis nos municípios de Tobias Barreto, no Sertão Ocidental, e Poço Redondo e Canindé do São Francisco, no Alto Sertão Sergipano.

Assessoria de Comunicação Social – INCRA/SE

Soro do leite pode ser usado para combater a hipertensão nos humanos

soro do leiteA hipertensão é uma doença que atinge mais de um bilhão de pessoas no mundo pode ter um novo instrumento de combate de uso fácil e ao alcance de todos. Ao analisar pequenas partes de proteína (peptídeos) do soro de leite, pesquisadores da Embrapa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificaram um componente com potencial de minimizar os efeitos adversos da hipertensão,. Testes in vitro indicaram vasodilatação nas artérias das cobaias entre 80% a 100%. O soro de leite é um subproduto agroindustrial resultado da fabricação de queijos e derivados.
“Esse resultado é um indício bastante promissor da capacidade anti-hipertensiva de peptídeos do soro de leite, com efeito bastante similar aquele obtido com medicamentos”, afirma o professor José Eduardo da Silva Santos, do Laboratório de Farmacologia Cardiovascular da UFSC, responsável pela realização das análises de atividade biológica. Ele explica que o diferencial dessa pesquisa é o processo tecnológico de preparo e fracionamento do soro de leite desenvolvido na Embrapa, que gerou um ingrediente de alto valor agregado a produtos e pode vir a ser utilizado como auxiliar no controle da hipertensão. Seu estudo analisou o efeito em aorta de cobaias, e agora deve avançar para análises in vivo, inclusive com humanos. “A ideia é conhecer melhor os mecanismos da atividade anti-hipertensiva para validar o modelo em doentes com um grau de segurança no uso de substância”, revela.
Para alcançar esse índice de relaxamento das artérias, os pesquisadores testaram mais de dez amostras até chegar a uma composição ideal. “Na pesquisa realizada validamos 25 peptídeos, dentre os quais cinco com características similares, ainda não mencionados na literatura. Tais descobertas proporcionam um aumento no interesse industrial, que poderá incorporar o soro ou frações dele a diversos produtos alimentícios ou nutracêuticos”, conta Luísa Rosa, mestranda do Programa de Ciências de Alimentos da UFRJ, que realizou o trabalho sob a orientação das pesquisadoras da Embrapa Agroindústria de Alimentos Lourdes Cabral e Caroline Mellinger.

“Cientificamente, o soro de leite vem sendo amplamente estudado , especialmente, as possíveis propriedades funcionais de suas proteínas parcialmente hidrolisadas (peptídeos), e suas ações sobre o sistema cardiovascular, nervoso e imunológico,” conta Mellinger, , que trabalhou em conjunto na caracterização dos peptídeos com os pesquisadores Carlos Bloch Junior e Luciano Paulino, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. “Com essa pesquisa, conseguimos identificar um conjunto de peptídeos anti-hipertensivos, que nos impulsiona a continuar realizando mais testes de comprovação da eficácia do produto”, informa a pesquisadora.