quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Algodão Colorido





O programa de melhoramento do algodoeiro na Embrapa, foi iniciado em 1975, como principal atividade do Centro Nacional de Pesquisa de Algodão/CNPA, sediado em Campina Grande, PB. As prioridades iniciais foram a coleta e preservação de ermoplasmas nativos e o melhoramento do algodoeiro arbóreo, tipo mocó (Gossypium irsutum L.r. var. marie galante Hutch.) e do algodoeiro anual de fibra extra-longa, derivados da Acala del Cerro. Durante a década de oitenta, o melhoramento do algodoeiro anual de fibras médias (G. hirsutum L.r. var. latifolium utch.) de ciclo precoce, foi sendo priorizado, simultaneamente com a redução do programa de melhoramento do algodoeiro mocó. Durante a década de noventa, a prioridade passou a ser o melhoramento do algodoeiro para adaptação aos cerrados brasileiros e a obtenção de cultivares resistentes a doenças fúngicas e viróticas.

O algodão colorido foi desenvolvido pelos incas em 4.500 AC, bem como por outros povos antigos das Américas, África e Austrália. No entanto sua utilização se limitava ao artesanato por possuir fibras fracas e pouco uniformes. A maioria das espécies primitivas de algodão possuem fibras coloridas, principalmente na tonalidade marrom. No Brasil, foram coletadas plantas de algodoeiros asselvajados, nas tonalidades creme e marrom, em misturas com algodoeiros brancos cultivados, das espécies G. barbadense L. e G. hirsutum L. raça marie galante Hutch, conhecidos como algodões arbóreos. Estes algodões coloridos, sempre foram considerados como misturas indispensáveis pelos industriais, tendo uso apenas artesanal e ornamental, principalmente nos Estados da Bahia e Minas Gerais. Estes algodoeiros foram preservados em bancos de germoplasma da Embrapa Algodão, em Patos, PB, desde 1984. A partir de 1989 , foi iniciado o trabalho de melhoramento genético, após uma visita de empresários têxteis japoneses, que demonstraram interesse em adquirir este tipo de fibra.

No Brasil o pesquisador da Embrapa napoleão Macedo explica que o algodão BRS 200 foi obrido a partir do melhoramento genético de uma espécie de algodão nativa do semi-árido nordestino conhecida como Mocó. Os pesquisadores observaram que algumas dessas plantas apresentavam aleatoriamente a coloração marrom. A eles coube a tarefa de combinar, numa mesma espécie, genes responsáveis pela cor e genes produtores de plantas com fibras mais resistentes. graças a essa intervenção tecnológica foi possível produzir um algodão comercialmente viável. Inicialmente foi efetuada uma avaliação da produtividade e das características de fibras dos 11 acessos de algodão arbóreo colorido existentes no Banco de Germoplasma. Constatou-se que o comprimento das fibras dos acessos coloridos variou de 25,9 a 31,6mm, a resistência era muito fraca, com 60% dos materiais variando de 19,5 a 21,7 gf/tex, o que impossibilitaria sua industrialização em fixações modernas, que exigem algodões de alta resistência. As fibras eram também excessivamente finas e de baixa uniformidade. A produtividade, à nível de campo variou de 294 a 1.246 kg/há .

Foi colocado como objetivo do programa de melhoramento elevar a resistência das fibras, finura, comprimento e uniformidade bem como estabilizar a coloração das fibras nas tonalidades creme e marrom e elevar a produtividade a nível de campo. Utilizou-se inicialmente o método de seleção individual com teste de progênies, e posteriormente o método de hibridação seguido de seleção genealógica, para obtenção de variações nas tonalidades de cores. A partir de 1996 foram incluídas nas pesquisas algodões de coloração verde e procuradas novas combinações de cores, através de cruzamentos dos algodões marrom, creme e verde. Nos últimos três anos foram estudadas 217 progênies, 35 novas linhagens e 22 linhagens avançadas de algodão colorido, nos municípios de Patos e Monteiro, PB e Touros, RN.

Com o processo de melhoramento contínuo as linhagens avaliadas em 1997 apresentaram produtividade em torno de 1.500 kg/ha, resistência de fibras na faixa de 23 a 25 gf/tex, finura fina (I.M.) de 3,4, comprimento de fibra (S.L. 2,5%) de 29,5mm e uniformidade de 48,0%. A produtividade média, a nível de campo, supera as cultivares de algodoeiro mocó precoce em mais de 50%. Por outro lado, com estas características de fibras, os algodões coloridos melhorados, podem ser processados por indústrias têxteis modernas. Nas avaliações de fios de algodão colorido de títulos 16Ne e 20Ne, obteve-se resistência do fio de 13,5 e 12,3 gf/tex, respectivamente; alongamento de 6,9; e 56 pontos finos/kb e 112 pontos grossos/km; índices que confirmam a boa qualidade do fio.

A pesquisa encontra-se na fase de aumento de sementes e lançamento da cultivar de fibras coloridas, BRS 200 - Marrom. As sementes foram aumentadas em áreas irrigadas, no município de Touros e Ipanguacu, RN, e Patos, PB, nos anos de 1998 a 2000. Dentre nove linhagens coloridas foram escolhidas duas de coloração marrom/creme, para plantio no Campo Experimental de Patos, PB, e Barbalha, CE, visando sua apresentação aos produtores em junho/2000. Posteriormente, no ano 2001 será disponibilizada aos produtores, sementes de uma cultivar de algodoeiro anual de fibra verde, derivada da cultivar CNPA 7H.

A primeira região indicada para o plantio do algodão colorido, inicialmente será aquela zoneada para o cultivo do algodoeiro arbóreo no Nordeste, podendo no futuro a produção deste algodoeiro se expandir para outras regiões. Foi formado um consórcio de empresas de confecção (Natural Fashion) para criação de uma coleção de moda com algodão colorido a ser apresentada na FENIT 2000. Os produtos com algodão colorido brasileiro chegarão aos consumidores a partir do 2° semestre de 2000. Na década de 40, o município de Campina Grande na Paraíba foi o segundo maior pólo comercial de algodão do mundo, atrás somente de Liverpool, na Inglaterra. O cultivo foi dizimado pela praga do bicudo. Por intermédio da tecnologia agrícola, a produção de plumas está sendo retomada. Com uma novidade: dez empresas paraibanas reuniram-se em consórcio para produzir vestuário utilizando algodão que já nasce colorido. Técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Campina Grande melhoraram geneticamente a qualidade das fibras, possibilitando o processamento industrial em máquinas de fiação. Ecológicas por não usar tintas, as roupas confeccionadas na Paraíba terão o selo do Greenpeace. As primeiras remessas de pijamas e camisetas serão exportadas no segundo semestre. A Embrapa fez a pesquisa do algodão e incentiva a produção.Compra o algodão dos produtores, que é beneficiado pela indústria têxtil Coteminas. Daí sai a matéria-prima para abastecer o consórcio. Os modelos que projetaram Campina Grande no mundo fashion levam a assinatura do estilista Angelo Rafael, do sistema Fiep/Senai.

O produto brasileiro precisa ser replantado apenas a cada três anos, o que contribui para redução dos custos do produtor e evita o desgaste do solo. O perfil dos cotonicultores é o de pequeno porte com propriedades entre 2 e 10 hectares. Grande parte já possuía experiência anterior no cultivo de algodão. O mercado para o algodão colorido ainda é restrito, sendo o produto consumido por pessoas alérgicas a corantes sintéticos, grupos ambientalistas e ONG's que desenvolvem trabalhos com agricultura orgânica. Os preços obtidos com o algodão colorido no mercado internacional variam de US$ 3,79 a US$ 5,00/kg de fibra verde e de US$ 1,84 a US$ 3,35/kg de fibra marrom, o que propicia alta margem de lucro aos produtores, quando comparado com o algodão de fibra branca, que alcança preços médios de US$ 1,65/kg de fibra.



A cultivar BRS 200 desenvolvida em 2000, foi a primeira cultivar colorida geneticamente plantada no Brasil, contribuindo para o surgimento de novas opções de mercado e de emprego para os agricultores familiares e artesãos do Nordeste. A BRS 200 é um bulk constituído pela mistura em partes iguais de sementes das linhagens CNPA 92 1139, CNPA 94 362 e CNPA 95 653, que possuem fibras de coloração marrom claro. Por ser uma cultivar com ciclo produtivo de três anos, selecionada a partir de algodoeiros arbóreos nativos do semi-árido nordestino, possui alto nível de resistência à seca. Apresenta produtividade 64% superior as cultivares de algodoeiro mocó (CNPA 5M), porém em condições de sequeiro sua produtividade é quase equivalente a da CNPA 7MH, apesar de em condições irrigadas, produzir 22 % a menos que a 7MH. A fibra da BRS 200, por ser de coloração marrom clara, obtida através de processo de melhoramento não-transgênico, possui valor de mercado, 30 a 50% superior as fibras do algodão branco normal, que associada a produtividade mais elevada e maior rendimento de fibras, resulta em receita acima de 100%, em relação ao cultivo do algodoeiro arbóreo ou mocó.

O Consórcio Naturalfashion, criado em 2000 é formado por 8 empresas de confecção, tecelagem e artefatos com a participação de micro e pequenas empresas. O diferencial do algodão colorido tem feito da cidade um sucesso nas feiras de moda onde tem se apresentado. Campina Grande é a única cidade do mundo a trabalhar com produção industrial de produtos e artefatos de algodão colorido. Outros países trabalham com algodão colorido, mas apenas de forma artesanal por não ter uma fibra tão resistente quanto a desenvolvida pela Embrapa. Segundo a presidente do consórcio Naturalfashion, Maisa Gadelha, a fibra do algodão colorido desenvolvida no estado é considerada a melhor do mundo, fazendo o diferencial. Pelo fato da Embrapa local dominar a tecnologia do algodão colorido, a intenção é tornar o estado num celeiro de plantação deste tipo de algodão. A Apex (Agência de Promoções de Exportação) tem sido a financiadora do Consórcio. A Paraiba tem estudos e pesquisas avançadas sobre o Algodão Colorido, através da EMBRAPA.

Fonte: http://www.cnpa.embrapa.br/algodao/melhora2001.html
http://www.naturalfashion.com.br/embrapa.html

Histórico do Algodão II

A cidade de Fernando Pedroza(antiga São Romão), teve a sua origem no final do século 19, segundo achados encontrados ao sul da cidade, pelo pesquisador e professor Hudson Araujo, o que demonstra que a nossa colonização se deu ao sul e não como se relata em estudos publicados. Mas foi no início do século passado, que chegou por estas terras, a família Trindade e o funcionário do Ministério da Agricultura Fernando Gomes Pedroza, realizando um trabalho de prospecção do algodão de uma fibra melhor, na Fazenda São Joaquim. O Povoado de São Romão, cresceu e teve a sustentação econômica do Algodão em 1929, quando foi inaugurada a Usina São Joaquim pelo então patrono Fernando Gomes Pedroza. Neste período o algodão era o nosso principal produto de exportação.

Histórico do Algodão III

As primeiras referências históricas do algodão vêm de muitos séculos antes de Cristo. Em escavações arqueológicas nas ruínas de Mohenjo-Daro, no Paquistão, onde se encontrou vestígios de tela e cordão de algodão com mais de 5.000 anos.
Na América, vestígios encontrados no litoral norte do Peru evidenciam que povos milenares daquela região já manipulavam o algodão, há 4.500 anos. Com os Incas, o artesanato têxtil atingiu culminância, pois amostras de tecidos de algodão por eles deixadas, maravilham pela beleza, perfeição e combinação de cores.
No Brasil, pouco se sabe sobre a pré-história dessa malvácea. Pela época do descobrimento do nosso país, os indígenas já cultivavam o algodão e convertiam-no em fios e tecidos. (PASSOS, 1977).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Noticiado pelo Diário de Natal

Diário de Natal Rádio Clube FM

domingo, 12 de dezembro de 2010

PARA PENSAR:
“O homem nunca deve humilhar-se a ponto de se esquecer de que é homem”
Cícero

PARA REFLETIR:
“Mais vale um minuto de vida franca e sincera do que cem anos de hipocrisia”
Angel Ganivet

O Leite de Cabra e o de Vaca

O nosso produtor rural poderia raciocinar melhor e começar a enxergar que o leite de cabra é muito mais vantajoso do que o de vaca. Veja só: Uma vaca come por 10 cabras;
O manejo da cabra é menos trabalhoso;
Existe cabras de raciadas que dão até 5 l de leite;
O Kg de carne de bode já estar beirando os R$ 10,00; 
O litro de leite de cabra custa R$ 1,30 e o de vaca, R$ 0,80(preço na APASA);
Então: Qual a melhor opção?
Vamos pensar direitinho? E o preço da ração?

Matérias

Cabra diferente de vaca, finalmente

- 19/11/2010

Para vender derivados de leite de cabra no mercado, os produtores precisavam seguir as mesmas regras das vacas de leite e adquirir maquinário para uma produção muito acima da realidade. Isso impedia o crescimento da atividade em Minas. Segundo os criadores, este mercado só não é maior por causa de um problema ligado à legislação. Para a presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Caprileite), Aurora Gouveia, esse era o maior obstáculo para o crescimento da atividade, levando muitos criadores para a ilegalidade. Os números da produção de leite não são oficiais, mas estima-se que chegue a oito milhões de litros por ano, oferta que, segundo associações de criadores, não é suficiente para suprir a demanda. Além do queijo, fazem biscoito, doce de leite e cocada à base de leite de cabra. Além disso, os cosméticos também fazem sucesso: tem sabonete, hidratante, xampu e condicionador.Além do leite, derivados como queijo e iogurte já caíram no gosto do consumidor.

Exposições pelo Brasil





 

Publicado na Revista O Berro

Quem vale mais: o Pré-Sal ou as ovelhas e cabras?

 

O Brasil descobriu um tesouro de trilhões, em forma de petróleo, longe do Nordeste. Será que essa fortuna será utilizada, de verdade, a favor do homem simples do Brasil? É difícil prever que sim, mas é fácil prever que não.
O Nordeste está em cima de petróleo, em várias regiões. Este petróleo, no entanto, pouco tem melhorado as condições dos sertanejos nordestinos.
O Nordeste está em cima de notáveis jazidas de minerais: mármores, granitos, etc. - mas, novamente, não se vê melhora do povo nordestino por conta disso.
O Nordeste tem uma fabulosa chance de turismo à beira-mar, mas os recursos não chegam ao sertão.
Várias tentativas foram feitas para alavancar o Nordeste: IOCS, DNOCS, SUDENE, etc., mas o ambiente de pobreza tem permanecido. No atual Governo Lula, até um programa de distribuição de "bolsas de dinheiro" foi ampliado, mas não se percebe um melhoramento no status-quo da região. As "bolsas" não enriqueceram a região. O atual Governo, diga-se de passagem, é o mais "sortudo" que já existiu na História: teve dinheiro, liderança, vento a favor, se não mudou a imagem brasileira é porque faltou o básico, como nos demais governos: faltou enxergar a realidade brasileira. Brasília é uma blindagem contra a realidade.
Por que será?
A explicação é uma só: nunca um Governo prestigiou o suor do homem que trabalha no chão. Isso porque nunca um Governo assumiu o chão em que pisa. O Brasil, em geral, continua sendo tratado como uma colônia que enriquece meia dúzia de pessoas que dominam os corredores de Brasília. O destino do dinheiro é decidido em Brasília, longe do chão brasileiro. É fácil verificar as fortunas feitas por parasitas governamentais atrelados aos governos.
É fácil explicar: se o Governo garantisse um bom preço para o leite; haveria um oceano de leite para o povo e também para exportar.
Se o governo garantisse o preço da carne; haveria tanta carne que o país seria considerado o celeiro do mundo.

 

Se o governo garantisse um baixo preço do petróleo; as indústrias poderiam se desenvolver, gerando milhões de empregos.
Se o Governo garantisse a renda para o homem-do-campo, o país seria a maior potência mundial.
Acontece que mais de 50% do dinheiro arrecadado pelo Governo desaparece e fica por isso mesmo, ou seja, não há recuperação. O povo, portanto, não tem entrado nas contas governamentais. O povo somente aparece quando se aproximam as eleições. E, lamentavelmente, é enganado, eleição após eleição!
Voltando ao Nordeste: qual a visível riqueza do chão sertanejo? A pecuária rústica, conforme ilustrado até na Bíblica, destacando-se as cabras e ovelhas, claro! Então por que nenhum Governo até hoje resolveu prestigiar a carne, o leite, a pele, etc. - garantindo um preço honesto e justo? Se assim o fizesse, milhões de propriedades teriam tranquilidade para produzir e dariam emprego a dezenas de milhões de pessoas. Seria uma felicidade enorme para a população sertaneja. Por que não faz? Ora, porque os caminhos da política não coincidem com o caminho da felicidade social. Muito pelo contrário, os governos querem uma população sofredora, dócil, manipulável, ignorante, semianalfabeta, pois ela é a garantia de voto fácil.
Assim, não importa qual partido político venha a ser eleito, se ele não tiver compromisso com o chão brasileiro! Esperar que algum governo venha a ter esse compromisso é pecar por excesso de otimismo.
O fato é que, na caatinga nordestina, mais valem a cabra e a ovelha do que o petróleo do Pré-Sal. O Governo, porém, com certeza, irá despejar bilhões no Pré-Sal (financiados pelo BNDES) e, de novo, deixará o chão brasileiro sem garantia de futuro. Jogará dinheiro no ralo que não terá longo futuro e deixará de investir no chão, onde o futuro será eterno. Para piorar, apresenta o Pré-Sal como se fosse a solução mágica para o país!
Já se passaram os “impérios” da cana, do ouro, do café, do cobre, da indústria, agora vive-se a era do petróleo, do biodiesel, etc. - tudo sem conseguir atrelar o dinheiro ao bem-estar do homem que produz. O governo adora varinhas mágicas, mas não tem escrúpulo quando resolve destruir uma legítima riqueza nacional. Por isso, os “impérios” nasceram, cresceram e morreram, sem melhorar a vida dos brasileiros.
O suor do brasileiro merecia ser prestigiado; suor do brasileiro sertanejo; que vive no campo; que não tem horário para trabalhar; que não tem regalias; que só é lembrado para ser punido com impostos e fiscalização da pesada e incompreensível burocracia. O pobre sertanejo só é mostrado como sofredor para compensar as amarguras do homem urbano!
O que falta é uma mudança de ótica para o Governo: falta enxergar o chão brasileiro, o homem que ali trabalha, tendo ao lado suas cabras e ovelhas.
Conclusão: se prestigiasse as cabras e ovelhas do Nordeste, o atual Governo já estaria dando um bom sinal de que, finalmente, o Brasil começa a ter "Governo brasileiro, de verdade". Estaria resolvendo um problema centenário, por meio do esforço da própria civilização que ali insiste em viver. Este exemplo poderia, depois, ser levado para o restante do país e, como resultado, o país logo se transformaria na maior potência do mundo.
Assim como o Brasil construiu, sozinho, o “império” da carne de gado, já vai construindo, também, os alicerces do “império” da carne ovina e caprina. Com ferramentas institucionais adequadas, o governo poderia gerar milhões de empregos no campo e consolidando mais essa formidável riqueza para a nação, que garante muito mais bem-estar para as pessoas do que o decantado Pré-Sal.


Criada Associação Brasileira da Agricultura Familiar Orgânica Agroecológica

Foto: Chirliana Rodrigues

Criada Associação Brasileira da Agricultura Familiar Orgânica Agroecológica
08/12/2010 16:03
Na manhã desta quarta-feira(8), foi criada a Associação Brasileira da Agricultura Familiar Orgânica, Agroecológica e Agroextrativista (Abrabio), que reúne 51 empreendimentos da agricultura familiar de todas as regiões do país. O anúncio foi feito durante a abertura do 2º Encontro Nacional de Agricultura Familiar Orgânica, que prossegue até quinta-feira (9), no Instituto Bíblico de Brasília.

Na abertura do encontro, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Daniel Maia, destacou que a organização da associação permitirá a inserção dos produtos orgânicos em um processo mais forte de negociação com os mercados interno e externo. “A constituição dessa associação e o sucesso dela para o MDA é importante por ser uma possibilidade de reforçar um conjunto de exemplos que demonstram a necessidade do Brasil apostar no desenvolvimento do rural brasileiro e para contribuir na consolidação das políticas públicas do MDA desenvolvidas para o segmento”.
Daniel afirmou que o MDA há tempos vem desenvolvendo e trabalhando políticas públicas para o setor,  a iniciativa de criação da associação vai garantir a produção e a comercialização dos produtos sustentáveis da agricultura familiar.“Que esta ação garanta o sucesso desse país na produção de alimentos e na geração de riquezas”.
O diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Arnoldo de Campos, ressaltou que o momento é histórico. “O MDA está apoiando esta ideia deste o início, com políticas públicas e programas do governo federal, com  linhas de crédito do Pronaf, com o serviço da assistência técnica e extensão rural e com a participação dos empreendimentos nas feiras da agricultura familiar”.
O diretor disse que existem hoje cerca de R$ 1,6 bilhão de recursos disponíveis do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para compra de produtos orgânicos. “Esses programas querem comprar produtos sustentáveis”, ressaltou Arnoldo.
Arnoldo de Campos esclareceu que a Abrabio vai representar o interesse do mundo orgânico, potencializando a área de promoção comercial e promovendo um diálogo de desenvolvimento econômico sustentável. “O mercado de orgânicos tem crescido de 5% a 10% por ano. Outro grande desafio é fazer com que pequenos produtores se organizem e passem a ter mais capacidade para acessar o mercado consumidor”.
Nesta quinta-feira (9), haverá a apresentação do processo eleitoral Abrabio e atividades voltadas para o planejamento estratégico do grupo.
A Abrabio
A associação foi criada para representar o universo de agricultores familiares, agroextrativistas, ribeirinhos, indígenas e quilombolas que trabalham com produtos orgânicos, sejam eles produzidos para uso naturais ou extraídos da natureza para confecção de artesanato. Os produtos dos empreendimentos associados já estão sendo exportados para 15 países.
Segundo Iran Trentim, representante da Cooperafe e membro da comissão da Abrabio, a associação congrega hoje 12 mil famílias do meio rural de 18 estados brasileiros, com um faturamento anual de, aproximadamente, R$ 25 milhões. “A meta é expandir e saltar de 52 empreendimentos associados para 200 no decorrer de 2011”, relatou Trentim.
Iran falou da importância do momento em nome dos 51 empreendimentos presentes no encontro. “A Abrabio nasceu de um processo solidário que uniu o esforço de vários trabalhadores do campo, foi uma longa caminhada até chegarmos aqui. Temos que agradecer o apoio recebido das políticas do MDA, queremos avançar mais e crescer junto com o Brasil”, destacou.



Cassel destaca parceria do MDA com movimentos sociais
10/12/2010 18:03
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, destacou nesta sexta-feira (10), em Brasília (DF), a participação dos movimentos sociais na construção de políticas públicas para a agricultura familiar nos últimos oito anos. “A experiência de trabalho ao longo destes anos revela que a as políticas construídas e executadas em conjunto com os movimentos sociais são mais eficazes e tem melhores resultados para os agricultores familiares”, afirmou o ministro, que participou do Seminário Brasil Rural que Queremos: 10 anos do Condraf (Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável), que fez parte da programação da Semana da Agricultura Familiar, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O ministro citou como exemplos de ações implementadas pelo MDA que tiveram a contribuição dos movimentos sociais o Pronaf, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a ampliação do crédito e melhores condições de pagamento, o seguro agrícola e o programa Mais Alimentos. “Todos estes programas receberam contribuições e ajustes do público beneficiário. Considerar a participação dos movimentos sociais na elaboração das políticas públicas tem sido uma preocupação na atuação do Ministério.”
Cassel lembrou que esta atuação produziu resultados como o crescimento da renda média do agricultor familiar em 33%, três vezes mais do que a renda média das famílias urbanas (11%) e a incorporação de 1,1 milhão de novas famílias de agricultores com acesso ao crédito. “A agricultura familiar ganhou impulso com políticas que antes não existiam, como o crédito, o seguro agrícola e programas de incentivo à atividade produtiva. O resultado deste trabalho, associado a outras ações estruturantes do governo federal para o setor, foi que 4,8 milhões de famílias do meio rural saíram da condição de pobreza em que se encontravam”, comemorou o ministro.
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AGRADECIMENTOS

 Agradecemos aos Vereadores Jango, Magnos Alves, Francimário, Junior Salviano e Mário Miranda, pelas palavras elogiosas sobre o prêmio recebido pelo nosso Conselho, na última sessão da Câmara sexta feira passada. NÃO FIZEMOS NADA MAIS NEM NADA MENOS DO QUE CUMPRIR COM A NOSSA OBRIGAÇÃO E RESPONSABILIDADE DE BEM SERVIR AO NOSSO MUNICÍPIO.