domingo, 27 de março de 2022

 

Prévia da inflação oficial fica em 0,95% em março, diz IBGE

É a maior alta de preços para uma prévia de março desde 2015

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,95% em março deste ano. Esta é a maior alta de preços para uma prévia de março desde 2015 (1,24%). Os dados foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa ficou, no entanto, abaixo da observada na prévia do mês anterior (0,99%). O IPCA-15 acumula taxa de 10,79% em 12 meses. O IPCA-E, que mede o IPCA-15 trimestral, ficou em 2,54%.

De acordo com o IBGE, os nove grupos de produtos e serviços tiveram alta de preços, com destaque para os alimentos e bebidas, com taxa de inflação de 1,95%, acima do 1,20% de fevereiro.

Entre os itens com maiores altas, destacam-se a cenoura (45,65%), o tomate (15,46%), as frutas (6,34%), a batata-inglesa (11,81%), o ovo de galinha (6,53%) e o leite longa vida (3,41%).

Outros grupos com impacto relevante na prévia da inflação foram saúde e cuidados pessoais (1,30%), transportes (0,68%), habitação (0,53%) e artigos de residência (1,47%).

No caso da saúde, os itens com altas mais importantes foram higiene pessoal (3,98%), perfumes (12,84%), produtos farmacêuticos (0,83%) e serviços médicos e dentários (0,58%).

No caso dos transportes, os principais impactos vieram da gasolina (0,83%), óleo diesel (4,10%) e gás veicular (5,89%).

sábado, 26 de março de 2022

 

Oficina de Base debate potencialidades e desafios na ação e prática sindical e no fortalecimento da agricultura familiar

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) iniciou, no último dia 17 de março, a jornada de realização de 116 Oficinas de Base previstas para acontecer até agosto de 2022 em parceria com o Serviços Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Nesta semana foi realizada a segunda do total, nos dias 23 a 25 de março, no município de São Gonçalo dos Campos, envolvendo representantes dos Sindicatos do Polo Wilson Furtado (Regional Feira de Santana). A oficina contou com a participação de dirigentes e assessores(as) da FETAG-BA e a CONTAG esteve representada pela secretária de Política Agrícola, Vânia Marques Pinto, e pelos assessores Arnaldo Brito e Raul Zoche.


Ao longo dos três dias foram trabalhados diversos temas por meio de exposição dialogada, apresentações, debates, trabalhos em grupos, entre outras formas, como Eleições 2022, democracia, projetos em disputa e a agricultura familiar; identificação dos desafios e oportunidades para a ação sindical a partir da análise de contexto e os dados socioeconômicos do polo/regional sindical; Sustentabilidade Político-Financeira, como foco na Campanha Nacional de Sindicalização – Sindicato de Portas Abertas; apresentação da síntese da 1ª Etapa das Oficinas de Base, entre outros.

Dentre as questões estratégicas e ações planejadas pelo movimento sindical que precisam estar articuladas à realização das Oficinas de Base estão o 6º Encontro Nacional de Formação (6º ENAFOR); a Campanha Nacional de Sindicalização – Sindicato de Portas Abertas; o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF); a Reestruturação do Pronaf; a Década da Agricultura Familiar; a implementação da Política Nacional de Comunicação da CONTAG; a Plenária Nacional da Terceira Idade; o Festival Nacional da Juventude Rural; a Marcha das Margaridas 2023; entre outras também importantes.


Houve ainda momento importante de repactuar e construir novos compromissos e definir até cinco ações prioritárias com os Sindicatos que compõem o Polo. “As feiras da agricultura familiar que os Sindicatos realizaram a partir das discussões da primeira etapa das oficinas vieram com bastante força, bem como os mutirões sindicais que todos(as) reforçaram como uma potencialidade e que pode contribuir com a Campanha Nacional de Sindicalização – Sindicato de Portas Abertas. Outra potencialidade apresentada foi sobre as parcerias que estão sendo firmadas nos municípios, tanto com o comércio quanto com outras entidades não governamentais”, pontuou Vânia Marques Pinto.

A dirigente da CONTAG disse que também foram apresentadas pelos Sindicatos as inúmeras dificuldades que estão sendo encontradas ao longo desse percurso, desde a realização da primeira etapa das oficinas, e que, a avaliação da atividade foi extremamente positiva. “Eles avaliaram que a metodologia utilizada foi muito positiva e que o momento em que acontece as oficinas, nessa retomada das atividades com o avanço da vacinação de Covid-19, vem contribuir para o fortalecimento do movimento sindical e as informações que foram apresentadas são fundamentais para poder trabalhar a campanha e a prática sindical”, destacou Vânia.


A realização da segunda etapa das Oficinas de Base foi uma definição do Planejamento Estratégico da CONTAG, juntamente com as Federações, continuando a primeira etapa realizada entre junho de 2019 e março de 2020. Elas significam um importante momento de presença da CONTAG nos polos/regionais sindicais para fazer uma escuta e debater, em conjunto com as Federações e Sindicatos filiados, a realidade local e nacional, bem como construir compromissos comuns que apontem inovações para fortalecer a ação e prática sindical, o Sistema Confederativo (STTRs, FETAGs e CONTAG) e as lutas da classe trabalhadora.

Todos(as) os(as) participantes foram testados a partir de parceria feita pelo STTR de São Gonçalo dos Campos e a Secretaria de Saúde local e todos os resultados deram negativo. Esse protocolo é uma recomendação da CONTAG e do SENAR para garantir a segurança de todas as pessoas envolvidas ao longo das 116 Oficinas de Base.


FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG

 

Presidente Kleverlan Félix comemora chegada de Poços Artesianos na Zona Rural de Fernando Pedroza.

O Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Fernando Pedroza, Kleverlan Félix (PT) esteve esta semana acompanhando a perfuração de 2 poços artesianos na zona rural do município. Este é um sonho antigo dos moradores das comunidades Barreiras e da Associação Santa Felicidade que passa a se tornar realidade. A viabilização do benefício é fruto de articulação do Vereador Kleverlan e do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Fernando Pedroza junto ao Gabinete da Deputada Estadual, Isolda Dantas (PT). Um dos poços perfurados teve capacidade de vazão de quase 3.000 mil litros por hora.

Kleverlan comemorou as conquistas de ambas as comunidades e ressaltou que está é mais uma vitória para agricultura familiar e amenizará o sofrimento do sertanejo em tempos de crise hídrica; “Assumí um compromisso com o povo da minha terra, e tenho honrado com muito trabalho e dedicação. Está ação leva dignidade e esperança através de um trabalho social de perfurações de poços artesianos na zona rural”, destacou o parlamentar.

“Agradeço o empenho e atenção da Deputada Isolda, para essa conquista, principalmente no enfrentamento à estiagem, este benefício é de extrema importância e chega em ótima hora para o nosso povo. Enalteço também o esforço incansável de toda a equipe do Sindicato Rural para obtenção do êxito desse pleito", finalizou Kleverlan Félix.



Pouca Evolução do Milho

 

CI
 
COLHEITA

Pouca evolução no milho

A colheita do milho evoluiu pouco no período, avançando de 68% para 72% das lavouras, outros 16% estão em fase de maturação
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A colheita do milho evoluiu pouco no período, avançando de 68% para 72% das lavouras, outros 16% estão em fase de maturação, 7% em enchimento de grãos, 3% em floração e 2% ainda em germinação e desenvolvimento vegetativo. O lento avanço é explicado por dois fatores. O primeiro é que a colheita foi praticamente finalizada em lavouras implantadas no início do período recomendado e as lavouras implantadas após o retorno das chuvas estão em fases anteriores a maturação.

De acordo com o boletim divulgado pelo Emater, o segundo fator é a preferência de realizar a operação em culturas de soja ou arroz, com lavouras de milho maduras, esperando, a campo, a retomada da operação. A produtividade média estimada se aproxima de 3.500 kg/ha, representando quebra de aproximadamente 55% da expectativa inicial de produção.

Já a colheita do milho silagem evoluiu para 67% da área cultivada no Estado. A produtividade alcançada é 53% inferior à estimada inicialmente, rendendo cerca de 20 t/ha de massa verde ensilada. O cultivo do milho com essa finalidade apresentou dois comportamentos distintos. As lavouras implantadas no início do período recomendado foram muito afetadas pela estiagem, e houve perdas expressivas na quantidade e na qualidade do material ensilado. As lavouras implantadas a partir do final do mês de dezembro estão em estágios nos quais o retorno das precipitações, permite o pleno desenvolvimento, floração e enchimento de grãos, mantendo o potencial produtivo.

sexta-feira, 25 de março de 2022

 

O pinhão manso pode ser usado para combater pragas em diversas culturas

   

Os resultados abrem perspectivas para o desenvolvimento de bioprodutos que utilizem o pinhão-manso como matéria prima para o controle da pragas. Os dados foram obtidos após 72 horas da aplicação em laboratório e verificou-se que os efeitos são influenciados pelo estágio de maturação do fruto, a concentração do extrato e o tempo após a aplicação.

O pinhão-manso ou Jatropha curcas, mostrou bom potencial para controlar populações de pulgão-verde (Myzus persicae), em estudos realizados na Embrapa. Os cientistas registraram taxas de mortalidade média de 75% desses insetos com óleo de sementes de frutos secos. Com o óleo extraído de pinhões maduros, essa taxa ficou em 68%.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Jeanne Marinho Prado, a planta é amplamente encontrada em regiões tropicais e subtropicais e tem sido estudada principalmente por seu potencial para produção de biocombustíveis. Também é conhecida por suas substâncias bioativas, que podem ser tóxicas a diversos organismos, incluindo os insetos.

A cientista também explica que o óleo encontra-se ainda em fase de testes em laboratório, sendo necessários outros bioensaios com o objetivo de elucidar os princípios ativos envolvidos nessa ação inseticida dos óleos.

Soluções em sete concentrações de extratos e óleos de diferentes estágios de maturação de frutos foram pulverizadas sobre discos foliares de repolho, e cada disco foi oferecido a dez indivíduos de pulgões em uma placa de Petri.

O pulgão-verde causa danos ao sugar a seiva e introduzir toxinas no sistema vascular das plantas. Além disso, é responsável pela transmissão de vírus e encolhimento das folhas, prejudicando o desenvolvimento das plantas. O inseto ataca diversas culturas, tais como arroz, batata, algodão, feijão, cana-de-açúcar, fumo, citros, couve e outras brássicas.

A eficácia de pinhão-manso para controle de insetos e ácaros provavelmente está relacionada à presença de compostos secundários, conhecidos por sua proteção contra ataque de pragas. Em trabalho avaliando o potencial inseticida do pó de sementes e folhas de pinhão manso sobre o caruncho-do-feijão, praga do grão armazenado, observou-se taxa de mortalidade dos insetos acima de 90% após 96 horas de avaliação em sementes de feijão na concentração de 15 g / 150 g (pó de Jatropha curcas/ massa de sementes).

quinta-feira, 24 de março de 2022

 

Arroz de terras altas volta a ser plantado em quantidade no cerrado brasileiro

   

O arroz de terras altas, ou de sequeiro, volta a se estabelecer no Cerrado após perder espaço, nos anos 1990, para o cereal plantado em lavouras irrigadas no Sul do País e para outras espécies graníferas. Porém, agora a cultura assumiu um novo perfil: é adotada por agricultores altamente tecnificados que plantam o cereal em rotação com outras culturas e aproveitam sua boa aceitação no mercado, graças a novos materiais e manejos desenvolvidos pela pesquisa científica.

O novo emprego do arroz de terras altas tem sido observado, principalmente, nos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins que juntos produzem um milhão de toneladas do grão em uma área de 400 mil hectares. Em meados da década de 1980, essa área chegou a ser dez vezes maior, ocupando mais de quatro milhões de hectares do Cerrado e gerava mais de cinco milhões de toneladas do produto.

Pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão (GO) detalharam as diferenças do perfil dessa produção ao longo do tempo. Há seis décadas, o arroz de sequeiro era usado como primeira cultura de plantio, após o desmate. Atualmente, com maior restrição para a abertura de novas áreas, produtores estão usando a cultura para a recuperação da fertilidade de solos de pastagens degradadas, uma prática já bastante utilizada, ou como nova modalidade de renda em rotação de culturas com a soja, por exemplo.

O arroz de terras altas vem sendo utilizado para recuperação de pastagem degradada há uns quinze anos, mas a inserção do cultivo em rotação de cultura em áreas mais tecnificadas é recente e começou a ocorrer de cinco anos para cá. O gerente de vendas da Agropell Sementes, em Sinop (MT), Fábio Fadanelli ressalta que o grão do arroz de terras altas proporciona hoje um produto agulhinha longo-fino de alta qualidade, ou seja, de maior valor para a indústria e o mais procurado pelos consumidores. “Desde que seja feito o manejo completo recomendado para a lavoura, esses grãos são bem aceitos e comprados pelas indústrias”, garante.

 

Brasil terá US$ 1,2 bi do BID para projetos de sustentabilidade agrícola

Acordo dos Ministérios da Economia e da Agricultura com a instituição financeira vai beneficiar cadeias produtivas como as do Programa AgroNordeste, que receberá US$ 230 milhões
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O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, a ministra Tereza Cristina e o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do ME, Roberto Fendt Júnior

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Economia (ME) assinaram nesta segunda-feira (21) um Termo de Cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o estabelecimento de uma linha de crédito no valor de US$ 1,2 bilhão. Os recursos serão destinados prioritariamente para projetos de desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas agropecuárias.

A nova linha de crédito poderá ser utilizada por entidades do governo federal e dos governos estaduais, além de instituições financeiras que atuem como intermediárias com o setor privado, seguindo as normas estabelecidas pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex). A Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais (Sain) do ME será responsável pelo acompanhamento do Programa entre os órgãos dos governos federal, estados, Distrito Federal e o BID.

As linhas de crédito ficarão disponíveis por dez anos. Os projetos deverão estar alinhados com as políticas de apoio ao setor agropecuário e ao desenvolvimento rural, definidas como prioritárias pelo Plano Estratégico 2020-2031 do Mapa. Serão atendidas as áreas de defesa e inovação agropecuária – incluindo pesquisa, assistência técnica e extensão rural –, regularização fundiária e ambiental, além de sustentabilidade ambiental e resiliência às mudanças climáticas.

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário no Nordeste (AgroNordeste) será o primeiro beneficiado, com US$ 230 milhões, para o desenvolvimento de oportunidades econômicas em cadeias de valor agropecuárias, na regularização fundiária e ambiental. Os recursos também serão utilizados em projetos do AgroNordeste para ampliação da área livre de moscas-das-frutas, no Rio Grande do Norte e no Ceará, e na consolidação da Área de Proteção Fitossanitária de moscas-das-frutas, na região do Vale do São Francisco.

Ao assinar o acordo, a ministra Tereza Cristina destacou a importância da assistência técnica para os pequenos produtores. “Isso pode ser uma revolução para a agricultura familiar, porque é tudo o que eles precisam. Eu fiquei muito bem impressionada com os cases de sucesso dos pequenos produtores atendidos pelo programa AgroNordeste. A transformação é impactante, principalmente no Nordeste”, disse a ministra. 

“A adoção de financiamentos no âmbito das linhas CCLIP permite replicar políticas setoriais concebidas pelo governo federal aos entes subnacionais, por meio de operações de financiamentos específicas. No âmbito do BID, a adoção desta linha de crédito admite um trâmite simplificado para o processo de análise interna dos projetos, proporcionando agilidade nas aprovações dos respectivos financiamentos”, explicou o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do ME, Roberto Fendt Júnior, que participou da assinatura do Termo de Cooperação na sede do Mapa, em Brasília.

O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, disse estar empolgado com a parceria. “Entendemos que com esta linha vamos oferecer um pacote integral para os agricultores. É uma oportunidade de trabalharmos juntos neste acompanhamento, principalmente com os pequenos produtores, e fazer a diferença”, destacou.

 

CONTAG apresenta Pauta de Negociação para a Safra 2022-2023 à ministra Tereza Cristina

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e as Federações filiadas apresentaram oficialmente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a Pauta da Agricultura Familiar e Reforma Agrária para o Plano Safra 2022-2023 nesta quarta-feira (23), quando também foi definido o calendário de negociação. Foi realizada audiência por plataforma virtual com a participação da Diretoria e assessoria da CONTAG e das Federações, Coordenações Regionais, da ministra da Agricultura Tereza Cristina e de sua equipe.

O documento reúne mais de 60 propostas distribuídas em 10 temáticas: Financiamento da Produção; Financiamento na Reforma Agrária; Programa Nacional de Reforma Agrária; Crédito Fundiário; Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater); Proteção à Produção – Seguro da Agricultura Familiar (Seaf – Proagro Mais) e Garantia Safra; Enquadramento da Agricultura Familiar e Políticas Regionais; Produção, Processamento e Comercialização; Inclusão Produtiva e Práticas Agroecológicas; e Relações Internacionais.


Entre as propostas está a ampliação do volume de recursos do Pronaf Crédito para R$ 50 bilhões, nas seguintes proporções: R$ 25 bilhões para Custeio e R$ 25 bilhões para Investimento. Destes recursos, destinar R$ 2 bilhões para Pronaf Habitação Rural.

A pauta entregue pela CONTAG também pede a ampliação dos tetos e modalidades de financiamento no Pronaf Crédito e a atualização dos valores dos tetos e condições de financiamento para assentados(as) da reforma agrária nas linhas de crédito do Pronaf A e Pronaf A/C.

Sobre o Programa Nacional de Reforma Agrária, é solicitada a garantia de recursos para o pleno funcionamento do Incra, dando condições de executar suas atividades com recomposição do orçamento de 2022 no que diz respeito à reforma agrária. Quanto ao crédito fundiário, uma das propostas é prorrogar por um ano o prazo de pagamento das parcelas do financiamento com vencimento no período da pandemia do novo coronavírus, bem como disponibilizar todas as modalidades de crédito instalação concedidas aos(às) beneficiários(as) do Programa Nacional de Reforma Agrária e aos beneficiários(as) do Crédito Fundiário sendo garantidas as mesmas condições de pagamento.


Outra questão importante para a agricultura familiar é a ampliação da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), fundamental para implementação de projetos produtivos que promovam a melhoria da produção e geração de renda.

Clique AQUI para baixar a Pauta na íntegra.

Os principais pontos da pauta foram apresentados pelo presidente da Confederação, Aristides Santos, pela secretária de Política Agrícola, Vânia Marques Pinto, e pelo secretário de Política Agrária, Alair Luiz dos Santos. “Para nós, a apresentação da pauta tem um significado muito importante, principalmente nesse momento em que ainda estamos enfrentando os efeitos da pandemia de Covid-19, que tem levado milhares de famílias aos níveis de insegurança alimentar, com aumento da fome e da miséria. E a agricultura familiar é essencial para enfrentarmos essa crise. Temos a expectativa de estabelecer um bom diálogo, como sempre, avançar nas negociações das propostas apresentadas e aprovar um Plano Safra capaz de manter as famílias agricultoras produzindo e garantindo renda”, destacou o presidente da CONTAG, Aristides Santos.


A audiência também contou com falas de representantes das grandes regiões, que destacaram os efeitos da estiagem e das enchentes que necessitam de solução urgente. Também apontaram o aumento do custo de produção, as dificuldades de acesso ao crédito e ao Garantia-Safra, regularização fundiária, reforma agrária, enquadramento da agricultura familiar, recursos para o milho venda balcão via Conab, de forma subsidiada, entre outras. As regiões foram representadas por Eugênio Zanetti – Sul, Marcos Vinicius Nunes – Sudeste, Elias D’Angelo Borges – Centro-Oeste, Erivam do Carmo – Nordeste e Antonio Sergioni – Norte.

A ministra fez considerações à pauta e mostrou-se sensível aos pontos prioritários apresentados pela CONTAG e Federações. Colocou a sua equipe à disposição para iniciar o processo de negociação nos próximos dias e adiantou que o Ministério está empenhado na resolução dos problemas referentes aos impactos na produção agropecuária pelas questões climáticas. Tereza Cristina e sua equipe afirmaram que vão se empenhar também para garantir recursos suficientes para a agricultura familiar na Safra 2022-2023 e que a previsão é lançar o Plano no mês de junho.

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG

AGROTEMPO

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AGROTEMPO

Chuvas podem superar os 80 mm em 24 horas

Atuação de ciclone elevará o potencial de chuvas
Por:

A quinta-feira (24/03) será marcada por fortes instabilidades na Região Sul, devido à formação de um ciclone extratropical ao sul da região. 

Além da atuação do ciclone, a corrente de ventos conhecida como Jatos de Baixos Níveis, contribuirá para o aumento nas condições de tempo severo em alguns pontos da região. Esses ventos trazem uma grande quantidade de ar quente e úmido da região amazônica para o sul do país. 

Na média das projeções os acumulados superam a marca dos 80 mm no decorrer do dia, e em muitas localidades as chuvas poderão ser na forma de fortes tempestades, provocando muita atividade de raios, vendavais, queda de granizo e até mesmo linhas de instabilidade. 

Linha de instabilidade é uma zona de instabilidade na qual uma série de tempestades estão dispostas de forma alinhada, este tipo de evento tem potencial para causar muitos transtornos. 

Confira a plataforma completa de mapas aqui.
Saiba  a previsão para a sua cidade aqui.

Região Norte
A combinação entre o calor, umidade e as instabilidades típicas da região, garante as condições de chuva para todas as áreas da região norte. Os maiores volumes poderão ocorrer ao norte do PA, com registros próximos dos 30 mm, bem como no AP. O as instabilidades serão mais esparsas sobre o estado de RR, sul de RO e sul do TO. Nessas localidades o sol vai predominar a maior parte do dia. 

Região Nordeste
As chuvas perdem força se comparado aos registros dos últimos dias. Contudo, ainda há um elevado potencial para ocorrência de instabilidades em toda a faixa norte e leste do nordeste. As projeções indicam que os maiores volumes poderão ocorrer entre Cascavel, no centro-sul do CE, em direção à grande região de BertolÍnia, no centro de PI, com acumulados que podem superar os 30 mm pontualmente. Também pode chover de forma significativa no sul da BA, com registros que podem se aproximar dos 20 mm. Tempo seco somente na parcela central e sul da BA.

Região Centro-Oeste
A forte atuação de uma área de alta pressão vai garantir uma boa presença do sol na parcela central e leste da região. Por outro lado, a influência do ciclone na região sul, tamb?e vai provocar um aumento das instabilidades sobre o centro-oeste. Desta forma, pode chover forte no sul e oeste do MS, com acumulados podendo superar a marca dos 35 mm na grande região de Iguatemi. Ao mesmo tempo que sobre o estado do GO, as instabilidades perdem força e mantêm um tempo mais firme. 

Região Sudeste
O tempo seco vai predominar em praticamente todas as áreas da região sudeste. A exceção vale para a grande região de Nanuque, no nordeste de Minas, e São Mateus, ao norte do ES, onde a presença de uma área de baixa pressão em conjunto com os ventos oceânicos mantêm as condições para chuvas. Entretanto, essas instabilidades serão na forma de pancadas fracas e passageiras, com volumes menores que 20 mm. Pode fazer calor no Vale do Ribeira paulista, no sul de SP e no norte de MG. 

Região Sul
A atuação de um ciclone na região mantém as condições em estado de atenção devido à alta probabilidade de ocorrência de tempo adverso em alguns pontos. Nas grandes regiões de Santo  ngelo, no noroeste do RS, e Chapecó, no oeste de em SC os volumes podem ser expressivos.  Nessas localidades, a média das projeções avaliadas pela equipe Agrotempo, indicam condições para registros acima dos 80 mm pontualmente  ao longo do dia. Essas instabilidades poderão ser na forma de fortes temporais acompanhados de muitos raios, vendavais, chuvas intensas em curtos períodos de tempo e queda de granizo isolado. Também chove forte na metade oeste do PR, mas com acumulados menores do que nos demais estados.  

Veja os mapas destaques para hoje:

Chuva

 

Temperatura Máxima

 

Umidade Mínima


quarta-feira, 23 de março de 2022

 

Nível da água do rio Açú aumenta e já atinge barracas em Alto do Rodrigues

Cizinho



Na manhã desta quarta-feira (23), visitamos o local mais frequentado nos finais semana por banhistas.

Com as fortes chuvas que estão caindo nos últimos dias o nível de água aumentou bastante na região.

O que se pode observar é que as águas do rio estão cada vez mais se aproximando das barracas, algumas já se encontram praticamente dentro do rio.



 

 

 

Um Programa especial ajudou a economizar mais de 56 milhões de litros de água na produção leiteira em 2021

 

É o chamado programa de Boas Práticas Hídricas, atualmente aplicado em mais de 1,4 mil propriedades leiteiras que participam da iniciativa de uso do programa e deixaram de consumir em 2021 cerca de 56.841 milhões de litros de água na produção de leite. O programa Boas Práticas Hídricas foi desenvolvido em parceria entre a Embrapa e a Nestlé.

As fazendas avaliadas estão localizadas no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais. O monitoramento foi realizado mensalmente por meio de hidrômetros instalados em vários pontos de consumo. Com ajuda dos técnicos, os dados coletados nos hidrômetros foram lançados em planilhas ou diretamente no aplicativo Leiteria, desenvolvido pela Nestlé para auxiliar na gestão das propriedades leiteiras.

O monitoramento também demonstrou que houve redução na quantidade de água utilizada na produção por litro de leite, um indicador de eficiência muito importante. Em 2021, nas fazendas monitoradas na amostra, foram ordenhadas 2.742.384 vacas, sendo produzidos pouco mais de 53 milhões de litros de leite. Em relação a 2020, houve um aumento de 5% no número de animais e, ainda assim, diminuição de dois litros de água por vaca em lactação, e de um litro de água por litro de leite.

“Quando falamos em eficiência hídrica na produção leiteira, almejamos produzir o mesmo litro de leite com menos litros de água. Conseguimos fazer isso de forma significativa no período avaliado, passando de 5,5 litros de água por litro de leite em 2020 para 4,5 litros em 2021, redução de 18%”, explica o pesquisador da Embrapa Julio Palhares.

 

Assim como alimentos, fertilizantes devem ser excluídos de regime de sanções, diz ministra

Em reunião com representantes das Nações Unidas, da FAO, do IICA e ministros das Américas, ministra apresentou ações para mitigar os impactos negativos da atual crise de preços dos insumos
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Em reunião com representantes das Nações Unidas e dos governos dos países americanos, a ministra Tereza Cristina defendeu nesta quarta-feira (16) que os fertilizantes sejam excluídos do regime de sanções, a exemplo do que ocorre com os alimentos. Segundo ela, reprimir o comércio desses insumos afeta a produtividade do campo, reduz a disponibilidade de alimentos, reforça a tendência inflacionária das principais commodities e, como consequência final, ameaça a segurança alimentar, especialmente dos países mais vulneráveis. 

“Temos que encontrar meios de evitar que medidas destinadas a punir comportamentos específicos, aplicadas por um grupo de países, acabem por afetar as cadeias alimentares mundiais. Não podemos, sob o pretexto de pressionar pela solução de um problema, criar um ainda maior, com o agravamento da situação da fome que, segundo estimativas da FAO, afeta mais de 800 milhões de pessoas no mundo”, destacou a ministra, que preside a Junta Interamericana de Agricultura (JIA). 

O tema será encaminhado para a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas Para Alimentação e Agricultura (FAO). 

A ministra apresentou outras ações para que, de forma coordenada, seja possível mitigar os impactos negativos da atual crise de preços dos insumos, em especial de fertilizantes. Além de intensificar a pesquisa científica em busca de inovações tecnológicas que permitam fortalecer a eficiência e a sustentabilidade da agropecuária, Tereza Cristina sugeriu aumentar o intercâmbio de informações sobre os mercados agrícolas globais, ampliando, por exemplo, o escopo do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas do G-20 (o AMIS) e incluir dados sobre fertilizantes, o que representaria importante contribuição para a transparência e estabilidade dos mercados.

Na reunião de hoje, o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, comentou que a fome e a insegurança alimentar estão mais fortes do que nunca por causa da pandemia e disse que é preciso garantir a sustentabilidade dos sistemas alimentares, com o enfrentamento das restrições ao comércio por meio de um trabalho conjunto.  “Estamos preocupados com a questão dos preços dos alimentos. Os desafios persistem e os sistemas agroalimentares devem garantir sua resiliência”, disse ele.

A enviada Especial das Nações Unidas para a Cúpula dos Sistemas Alimentares, Agnes Kalibata, também reforçou a necessidade de iniciativas conjuntas. “Com um momento muito complexo, a instabilidade dos preços dos fertilizantes vai afetar muitas pessoas, principalmente se a Ucrânia persistir nesta situação. Há muitas iniciativas boas, por isso estou aqui para estabelecermos alianças com o IICA e demais iniciativas para que possamos desenvolver soluções e compartilhar informações para resolvemos essa crise”, destacou.   

Já o secretário de Agricultura dos Estados Unidos da América, Tom Vilsack, comentou sobre a alta dos preços dos fertilizantes e defendeu esforços para a inovação, tecnologia e sustentabilidade para uma maior produção desse insumo.  

“A invasão Russa está acelerando o aumento dos preços não só das commodities agrícolas como também de energia e metais o que impacta a segurança alimentar de países menos desenvolvidos. Por isso, é importante fazermos o que pudermos para estimular planos maiores para as plantações nos próximos meses. Precisamos de mercados transparentes e compensação de preços para produzir. Isso é vital para reforçar os suprimentos, enviando um a mensagem para os produtores plantarem mais e mantendo o comércio global eficaz”, pontuou. 

Segurança Alimentar

O encontro, realizado de forma virtual, também debateu as preocupações com a segurança alimentar diante do desafio de uma nova agenda global em agricultura. Tereza Cristina disse que, enquanto maior região exportadora líquida de alimentos, as Américas podem capitanear respostas coletivas e coordenadas a esses desafios.

“A presente alta dos preços dos alimentos e dos insumos, agravada pela recente instabilidade geopolítica na Europa, atinge uma população global já duramente afetada pela pandemia. Essa conjuntura impõe desafios adicionais para governos e sociedades, que vêm se sobrepor à urgência da ação climática e ao imperativo do desenvolvimento sustentável”. 

O representante do Cone Sul, o ministro de Agricultura do Paraguai, Santiago Bertoni, dise que é preciso fortalecer os sistemas agroalimentares. “Convergimos para a importância do comércio internacional como pilar essencial para construir sistemas alimentares sustentáveis, resilientes e inclusivos e para desenvolvimento de nossas comunidades. Assim importância de um comércio aberto, transparente, previsível e sem medidas arbitrárias que alterem o seu funcionamento adequado”, o ministro paraguaio.

Desde a pandemia de Covid-19 o setor tem demonstrado sua resiliência e caráter essencial. As Américas apresentam relevância estratégica mundial como a maior região exportadora de alimentos, sendo responsável por uma em cada quatro toneladas dos alimentos produzidos. 28% das importações de alimentos partem do continente americano.

Os dados foram citados pelo diretor-Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, que ainda demonstrou preocupação com o futuro dos mais de 60 milhões de pessoas que vivem nas zonas rurais, que representam 16,5 milhões de agricultores familiares. 

“Por isso mesmo, a roda não pode parar. É a eles que se destinam muitos dos nossos esforços. Enfatizo que precisamos estar mais unidos do que nunca, promovendo a intercooperação junto a FAO, iniciativa privada, universidades, ONGs. A agricultura é um instrumento que visa não somente o desenvolvimento socioeconômico, mas também é uma ferramenta poderosa que visa fomentar a paz e a segurança alimentar”, frisou Otero.

Também participam da reunião outros ministros da Agricultura das Américas, além dos integrantes do Conselho Agropecuário do Sul (CAS).