domingo, 13 de janeiro de 2013

Ventania em F. Pedroza

Uma ventania de grandes proporções, atingiu ontem a tarde a pacata cidade de Fernando Pedroza. Muitas construções foram danificadas, antenas parabólicas foram quebradas e outros danos de menores proporções. A força do vento atingiu também a zona rural, mas, sem maiores danos. Segundo as pesquisas de Seu Nequim, é um bom sinal, pois, quem traz a chuva é o vento. Segundo o nosso meteorologista.

PARA PENSAR:
“Cuidado para não chamar de inteligentes apenas aqueles que pensam como você”
Ugo Ojetti

PARA REFLETIR:
“Começamos a desconfiar das pessoas muito inteligentes quando ficam embaraçadas”
Friedrich Nietzsche

Valor de produção de lavouras deve atingir R$ 305,3 bi em 2013

O Valor Bruto da Produção (VBP) das principais lavouras do país deve atingir R$ 305, 3 bilhões neste ano, o que representa um acréscimo de 26,3% sobre 2012. Os cálculos – feitos pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – são elaborados a partir dos levantamentos apresentados em janeiro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Esse resultado se deve em grande parte ao valor da produção de soja, que combina safra elevada e preços altos”, afirmou o coordenador de Planejamento Estratégico da AGE do Mapa, José Garcia Gasques. Em 2013, a soja representará 34% do valor da produção das lavouras pesquisadas e acréscimo de 52,4% sobre o VBP de 2012.
Este ano, aliás, a maioria dos produtos deve obter melhores resultados do que em 2012. Com exceção de algodão e café, todos os demais apresentam aumentos expressivos no valor da produção. “Os preços agrícolas favoráveis e as expectativas de maior produção conduzem a esse resultado neste ano”, explicou Gasques.
Após a soja, as maiores altas de valor de produção sobre 2012 serão: tomate, 72,0%; laranja, 70,9%; maçã, 36,3%; feijão, 31,6%; cebola, 31,2%; trigo, 25,8% e milho, 22,3%. Em níveis pouco mais abaixo destes encontram-se o arroz, batata inglesa, cana-de-açúcar e fumo.
Nas estatísticas regionais do VBP de 2012, o Centro-Oeste obteve alta de 34,9% sobre 2011, seguido de resultados positivos do Nordeste (13,6%) e Norte (12,4%). Sul e Sudeste apresentaram variações negativas, de 1,8% e 4,5%, respectivamente.
Ainda de acordo com Gasques, as secas no Sul prejudicaram bastante os resultados do ano, principalmente no Rio Grande do Sul. “No Nordeste, a seca também afetou vários estados, mas ainda assim a região obteve resultados positivos quanto ao valor da produção”.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Crédito Fundiário tem redução de taxa de juros para a juventude e a pobreza rural

Crédito Fundiário tem redução de taxa de juros para a juventude e a pobreza rural

Foto: Ascom/MDA

A taxa de juros para o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), será reduzida, passando de 5% para 2%. A medida assegura aos jovens rurais entre 18 e 29 anos e às famílias de agricultores em situação de pobreza juros ainda menores, de 1% e de 0,5%, respectivamente.
A Resolução nº 4177 prevê, também, a universalização dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que passa a valer por cinco anos para os novos contratos, com um repasse de R$ 1,5 mil por beneficiário/ano. Aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), na última sexta-feira (4), ela entra em vigor a partir do dia 1º de abril e foi publicada no Diário Oficial da União, nessa segunda-feira (07).
O que mudou no PNCF
 Condições atuais Novas condições
Juros de 2% a 5%    
Juros de 0,5% a 2% sendo:
·   Pobreza rural (CAD-Único) - 0,5%
·   Juventude (de 18 a 29 anos) - 1%
·   Demais beneficiários – 2%

Prazo de pagamento de 17 a 20 anos     Prazo de pagamento de 20 anos
Rebate regionalizado para pagamentos em dia sendo: Semiárido – 40%; Nordeste – 30% e demais regiões – 18%;
•    Teto limite para o rebate: R$ 1,3 mil    
Rebate regionalizado para pagamentos em dia sendo: Semiárido – 40%; Nordeste – 30% e um aumento para 20% nas demais regiões
•    Aumento no teto limite para R$ 3 mil
Ater por dois anos     Ater por cinco anos com parcelas anuais de R$ 1,5 mil, por beneficiário
O CMN aprovou, ainda, a Resolução nº 4178, que estabelece novas regras para renegociação de dívidas do PNCF, do Banco da Terra e da Cédula da Terra. Com isso, agricultores familiares em situação de inadimplência terão a chance de negociar novamente todas as parcelas em aberto. Os ajustes serão feitos com taxas de juros reduzidas a 2% e alongamento do prazo de financiamento.
Para ter direito às novas condições, o beneficiário deverá fazer a adesão ao processo de renegociação e apresentar a documentação necessária até o dia 28 de março, impreterivelmente. A formalização e o pagamento da amortização têm como prazo limite o dia 28 de junho.  No caso dos contratos adimplentes em 31 de dezembro de 2012, a redução da taxa de juros será automática.
A individualização dos contratos inadimplentes pode ser feita simultaneamente à renegociação mantendo, inclusive, os mesmos prazos para a adesão e formalização do processo.
O que mudou na renegociação
Condições - 4029    
 Novas Condições - 4178
Juros de 2% a 5%     Juros de 2%
Limite de seis (6) parcelas para renegociação     Renegociação de todas as parcelas vencidas e vincendas até 28/06/13
Renegociação limitada ao prazo do financiamento (20 anos)     Alongamento dos financiamentos em um ano para cada prestação vencida e não paga
Limitador de rebate de R$ 1,3 mil     Reajuste no valor do limitador de rebate, que passa para R$ 3 mil
As medidas aprovadas fazem parte de um conjunto de propostas para o aprimoramento do PNCF, trazidas pelo Grupo de Trabalho do Crédito Fundiário (GT) – formado por representantes do MDA, Ministério da Fazenda, movimentos sociais e  participantes do 5º Seminário Nacional do PNCF, realizado em dezembro último, em Pirenópolis (GO).
Na opinião do secretário de Reordenamento Agrário (SRA/MDA), Adhemar Almeida, “as medidas vão garantir aos agricultores familiares melhores condições para que estes possam produzir, comercializar e desenvolver-se de maneira sustentável. Esse é o modelo de agricultura pelo qual lutamos no MDA”, disse.
Para o presidente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, as medidas aprovadas são de extrema importância para agricultura familiar de todo o País. “O GT possibilitou a criação de um conjunto de propostas, algumas delas agora aprovadas pelo CMN. Apesar de ainda estarmos avaliando detalhadamente os itens aprovados, entendemos que as melhorias conquistadas são necessárias para o fortalecimento dessa importante politica complementar de acesso à terra, que é o Crédito Fundiário”, comentou Broch.
 

Previsão é de chuvas abaixo do normal

Na semana passada, o setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) divulgou que para os meses de janeiro a março as chuvas no semiárido da região Nordeste do Brasil ficariam entre normais e abaixo do normal. De acordo com o meteorologista Gilmar Bistrot, a previsão não era conclusiva e o quadro vem se revelando mais favorável. A previsão para o inverno de 2013 será concluída em um workshop que será realizado no fim deste mês.
A coordenadora de gestão de recursos hídricos da Semarh afirmou que ainda não é possível afirmar se será possível recuperar o volume dos reservatórios do estado no inverno. “Nós podemos ter um inverno com muita chuva, mas ruim para o acúmulo de água nos reservatórios, que é aquela chuvinha fina todos os dias. E pode ser que venham fortes chuvas, enxurradas, e aí sim encha os reservatórios. Não temos como saber que tipo de inverno teremos”, disse Joana Darc.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Pesquisador reúne obra completa em livro sobre manejo ambiental 
Ações do documento
O pesquisador aposentado da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) Odo Primavesi acaba de lançar o livro “Manejo Ambiental Agrícola - para agricultura tropical agronômica e sociedade", pela Editora Agronômica Ceres. A obra é uma contribuição do agrônomo para o equilíbrio entre ciência agronômica, agricultura e sociedade. Ricas em detalhes do ambiente natural e agrícola do Brasil, as 840 páginas reúnem todos os resultados e ideias publicados pelo autor em suas duas décadas como pesquisador da Embrapa.
O livro aborda de forma global e integrada os aspectos ambientais mais importantes para os cidadãos rurais e urbanos, e traz aspectos ecológicos de manejo (solo, água e árvores) que servem tanto para áreas urbanas como rurais. Primavesi argumenta no livro em favor do desenvolvimento construtivo, um caminho para chegar ao sucesso socioeconômico por meio de boas práticas de manejo ambiental. "Todo leitor encontrará algum aspecto de interesse para sua vida e atividade diária, de forma holística e integrada, e que afeta seu ambiente e, com isso, seu modo de agir", afirma o autor.
A obra traz informações essenciais tanto para empresários rurais que praticam os sistemas de produção intensivos de alta tecnologia, como para a agricultura familiar produtiva e os sistemas agroflorestais, ou para a agricultura urbana. Também dá suporte ao programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, e estimula também o cidadão urbano a repensar seu ambiente e a forma de manejá-lo.
Em sintonia com as novidades na área ambiental, Primavesi aborda conceitos como os de pegada ecológica, de água, de carbono e de nitrogênio; mudanças climáticas e aquecimento global, economia verde e azul; desenvolvimento construtivo; entre outros. Traz também diversos exemplos práticos, que podem servir de referência para novas ações nas diversas áreas relacionadas.
O livro apresenta ainda alternativas de manejo ambiental, dentro do conceito de boas práticas, com base em conhecimentos agronômicos e ecológicos, criando a possibilidade de se montar sistemas de produção duradouros, praticáveis em pequena e em grande escala.
Possui 840 páginas, 139 tabelas, 36 figuras sendo 21 coloridas, e mais de 3.300 referências bibliográficas.
O autor

Odo Primavesi é engenheiro agrônomo formado na Universidade Federal de Santa Maria, com mestrado e doutorado na Universidade da São Paulo/Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, na área de solos e nutrição de plantas.
De 1990 a 2008, foi pesquisador na Embrapa Pecuária Sudeste na área de forragicultura, tendo desenvolvido estudos sobre levantamento de impactos ambientais da pecuária bovina de leite e de corte e os produtos gerados, e identificação de indicadores de qualidade ambiental.
Em 2000 iniciou medições pioneiras na América Latina, em condições de campo, da emissão de gás metano (CH4) ruminal, relacionada às mudanças climáticas.
FICHA TÉCNICA
Título: Manejo ambiental agrícola: para agricultura tropical agronômica e sociedade
Autor: Odo Primavesi
Editora: Ceres - www.livroceres.com.br (vendas online)
Nº de páginas: 840
ISBN: 978-85-318-0053-5
Preço: 168,00

Mudanças na Lei ampliam atendimento pelo programa Garantia-Safra

Mudanças na Lei ampliam atendimento pelo programa Garantia-Safra

Foto: Ascom/MDA

Agricultores familiares de todo o Brasil, a partir da safra 2013/2014, poderão receber benefícios do Garantia-Safra – programa executado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Para isso, é preciso a comprovação de que os agricultores familiares estão em municípios sistematicamente sujeitos a perda de safra por estiagem ou excesso de chuva e que estados e municípios façam a adesão ao Fundo Garantia-Safra. A novidade foi definida pela Lei nº 12.766, publicada no final de dezembro, que alterou a Lei nº 10.420, de 10 de abril de 2002 - que institui normas gerais para o Programa.
A Lei nº12.766 também determina que os valores de contribuição ao Fundo Garantia-Safra pelos agricultores, municípios, estados e união, serão, gradualmente,  duplicados até 2016 e que a área máxima plantada seja de cinco hectares (antes eram 10 ha).
“Os resultados positivos do Garantia-Safra no Semiárido nos dá a certeza de que a sua extensão a todas as regiões brasileiras, será um instrumento eficaz de garantia de renda para os agricultores familiares de regiões que têm convivido com perdas de safra decorrentes de adversidades climáticas”, avalia o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
Resoluções para a Safra 2012/2013
No dia 2 de janeiro, foi publicada no Diário Oficial da União, Resolução n° 2 que fixa o novo valor do benefício Garantia-Safra, para a safra 2012/2013, que será de R$ 760. A resolução define ainda que o pagamento será dividido em cinco parcelas, sendo a primeira de R$ 140 e outras no valor de R$ 155.
A contribuição de cada agricultor familiar ao Fundo será de R$ 9,50, o que representa 1,25% do valor total do benefício (R$ 760). A contribuição anual de cada município será de até 3,75% (R$ 28,50) do benefício; a do estado de até 12,50% (R$ 57) e a da União de até 25% (R$ 190) da previsão anual dos benefícios totais.
Além disso, o total de cotas disponíveis na safra 2012/2013 será de 1.072.000, com distribuição por Estado feita de acordo com a demanda e o percentual das cotas na safra anterior (2011/2012). "Significa que mais de um milhão de agricultores podem aderir ao Garantia-Safra. Trata-se do maior número de cotas já disponibilizado pelo Programa", aponta a coordenadora do Garantia-Safra, Dione Freitas.
Receberão o benefício do Garantia-Safra agricultores familiares que comprovarem perdas de pelo menos 50% da produção de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão devido à falta ou excesso de chuva.
Gênero e prazos
A Resolução n° 1, publicada neste mês de janeiro, assinala ação afirmativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário para o protagonismo feminino frente às políticas públicas do governo federal. Ela orienta a adoção da mulher como titular do benefício dado a famílias constituídas por um casal, independentemente do estado civil. No momento de alteração cadastral e/ou revisão dos benefícios, a titular do benefício passa a ser a mulher. "Ações afirmativas, como essa, reconhecem e valorizam o trabalho da mulher no estabelecimento familiar, além de contribuir para autonomia das mulheres nos processos de decisão", Dione afirma.
As resoluções são do Comitê Gestor do Garantia-Safra, que também alterou, na Resolução n° 3, o prazo para prefeituras solicitarem a vistoria e indicarem o técnico vistoriador. A solicitação deverá ser feita 60 dias após o início do calendário agrícola e até 60 dias após o fim do calendário.
Não receberão os benefícios os agricultores familiares aderidos ao programa nos estados ou nos municípios que não tenham feito o pagamento completo ao Fundo Garantia-Safra.

domingo, 6 de janeiro de 2013

O Milho da CONAB-Perguntar não ofende

"Perguntar não ofende, ou pelo menos não deveria" Por que será que levaram todo o milho que estava estocado em Lajes para Açú? Com a palavra a quem interessar possa.

Parceria do MDA beneficia agricultores do Ceará


Parceria do MDA beneficia agricultores do Ceará

O Governo do Estado do Ceará em parceria com o Banco Mundial e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vão beneficiar os agricultores familiares do estado por meio do Programa São José III. No presente momento, já estão assegurados R$ 34 milhões em Editais Públicos, sendo R$ 20 milhões para projetos de abastecimento de água para as comunidades rurais do Ceará e R$ 14 milhões para projetos produtivos. No próximo sábado (05) será anunciada em solenidade no município de Independência, a implantação de novas cisternas de placas e de enxurrada e barragens subterrâneas que atenderão o município.
Ao todo, o Projeto São José III receberá US$ 300 milhões (que equivale a mais de R$ 600 milhões) através de financiamento do Banco Mundial junto ao Governo do Estado. Metade do valor está sendo liberada este mês. Os recursos serão destinados para as modalidades de Projetos Produtivos e Projetos de Abastecimentos de água para os 183 municípios do Estado do Ceará em seus 13 Territórios de Identidade.
De acordo com o delegado federal do MDA no Ceará, Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira, os recursos serão investidos apenas em ações para a agricultura familiar e combate a pobreza rural. “O Ministério vai trabalhar o enfoque territorial, as cadeias produtivas nos territórios. Os projetos de abastecimento e produtivos têm que estar relacionados com os Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) e com enfoque territorial”, explica.
No ultimo dia dois, foi lançado o edital para que os agricultores familiares interessados em participar do programa se manifestem. O MDA elaborou um calendário para realização de Seminários Territoriais que capacitarão técnicos, no intuito de divulgar os editais que beneficiarão agricultores familiares do Ceará.
Ao todo, existem 340 mil agricultores familiares no estado. Todos podem participar do programa, que valorizará as cadeias produtivas da ovinocaprinocultura, apicultura piscicultura, horticultura irrigada, cajucultura, mandiocultura, pecuária leiteira e artesanato. “O principal beneficio desse programa é preparar os agricultores familiares para enfrentar os efeitos da estiagem”, destacou o delegado do MDA.

Inmet alerta para chuvas e trovoadas por todo país

Previsão de rajadas de vento e descargas elétricas em Minas Gerais
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas no Rio de Janeiro e Minas Gerais. O órgão também alerta para descargas elétricas e rajadas de vento no sul e zona da mata de Minas Gerais. O aviso é válido para esta sexta-feira, 4 de janeiro.
Nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o céu fica nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Previsão de névoa úmida e/ou seca no leste e sul do Rio Grande do Sul. Para os demais estados da região Sul, chuva e trovoadas.

As cisternas de polietileno no Sertão do Nordeste



 Fábrica de cisternas de polietileno
 Cisterna pronta
 Transporte das cisternas de polietileno
 
 Cisternas nas cidades 
Cisterna na comunidade
 Escavação do buraco para cisterna 
 Cisternas na comunidade 
 A retirada de água da cisterna de plástico
Cisternas nas residências
Uma cisterna e uma casa na caatinga 
 Cisterna instalada em residência

 As fotos
Nestas fotografias podemos ver algumas cisternas de plástico e o transporte das mesmas no Sertão do Nordeste. As fotografias foram obtidas em Comunidades de Pernambuco, Bahia, Piauí.
Os fatos
Embora o ano de 2012 tenha sido marcado por uma seca severa que afetou toda região semiárida do Nordeste, duas ações governamentais tiveram destaque neste ano. A primeira foi o alcance da meta de  implantação de meio milhão cisternas de placas em todo o semiárido coordenada pelo Programa Cisternas, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a segunda: o início da produção e distribuição das cisternas de plástico pelo  Ministério da Integração Nacional, com objetivo de instalar 300 mil cisternas de polietileno e 450 mil de placas de cimento até 2014. Até o final de 2012 já haviam sido instaladas 17,8 mil cisternas de polietileno no Semiárido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Embora algumas organizações sociais tenham feito severas críticas ao programa das cisternas de plástico, apenas 134 apresentaram deformações ou irregularidades de fabricação. Entre os argumentos dos críticos o mais forte é que  o governo federal vai investir R$ 1,5 bilhão na instalação de 300 mil cisternas de plástico, enquanto que esse valor gasto pelo governo corresponde a mais que o dobro do que a ASA ( Articulação no Semiárido ) gastou para construir 500 mil cisternas de placas no Semiárido até o momento. A discussão básica é que cada cisterna de plástico custa aos cofres públicos R$ 5 mil e a cisterna de placa custa R$ 2.080,00. Por outro lado, as controversas sobre a eficiência e resistência das cisternas de plástico na região semiárida do Nordeste não se sobrepõe a capacidade e o alcance que o Programa Água Para Todos do Brasil Sem miséria vem desenvolvendo. Segundo o Relatório do Tribunal de Contas da União, os problemas apresentados pelas cisternas de placas, tais como, vazamentos, contaminação da água e mau funcionamento das bombas, tem comprometido o êxito deste programa. Contudo, o grande avanço alcançado pelo Programa Água Para Todos é o acesso à água para o consumo pelas famílias que até então não tinham sido atendidas pelo P1MC nesses últimos 10 anos. Com a agilidade que o programa vem atuando, as 750 mil famílias rurais sem acesso a água de consumo será atendida até 2013. Uma das características marcante é que as famílias não ficam mais a mercê das políticas locais manipuladas pelas lideranças que escolhia quem e quando receberia uma cisterna. Hoje já é possível ver cisternas em residências recém-construídas. A pergunta que nos preocupa é se teremos carros-pipas para abastecer todas essas cisternas, visto que, a distribuição de água pelos carros-pipas em 2012 não foi suficiente para atender as necessidades dos agricultores nas mais diversas áreas dos sertões nordestinos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 - Um Bom Inverno