segunda-feira, 7 de março de 2022

Como aumentar a produção de peixes usando ingredientes naturais

   

A falta de transparência da água em sistemas de aquacultura é um dos principais motivos de preocupação para os produtores. Essa característica demonstra que a presença de microalgas está exacerbada, o que causa dificuldade na entrada de luz nos viveiros e, consequentemente, reduz os níveis de fotossíntese. Nesses casos, a  mortalidade dos animais aumenta, já que a produção de oxigênio diminui drasticamente, enquanto o consumo do gás se mantém. Um dos principais fatores que levam a esse cenário é o tipo de alimentação oferecida aos peixes e camarões.

Conforme explica João Manoel Cordeiro Alves, zootecnista e Gerente de Produtos para Aquacultura da Guabi, com poucos níveis de fotossíntese, os animais não se desenvolvem como deveriam. “Se o peixe tem a capacidade de crescer 10g por dia, ele cresce apenas 8g. Em 100 dias, essa redução é equivalente a 200g, o que é muito representativo para espécies aquáticas”, ressalta Alves. Por outro lado, ele destaca que, ao se atentar à nutrição e à qualidade da água, o aquicultor consegue aumentar o número de peixes por metro quadrado.  Dessa forma, a produção pode ser elevada em até 20%.

Rações produzidas com nutrientes naturais auxiliam na melhora da digestibilidade de peixes e camarões, diminuem as excreções de nitrogênio e fósforo e, dessa forma, contribuem para a redução da presença exacerbada de algas na água dos viveiros. Conforme explica o zootecnista, uma alimentação rica em aditivos naturais, como enzimas digestivas, ômega 3 e selênio auxiliam na eliminação de toxinas, melhoram a digestibilidade, aglutinam e atrapalham a comunicação entre bactérias nocivas, reduzindo, assim, as chances de infecções. Aumentando, assim, a sobrevivência dos peixes e camarões.

 

Natal registra chuvas de mais de 200 mm neste domingo: “Nunca vi tanta água”


Da noite de sábado 5 a madrugada deste domingo [6.mar.2022] choveu forte em Natal. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), alguns pontos de monitoramento chegaram a registrar o acúmulo de 256 milímetros de chuva em 24h na capital potiguar.

 Esse volume de chuvas foi registrado no bairro da Cidade Alta, na zona Leste de Natal. A forte chuva foi responsável pelo desabamento de parte dos muros do colégio Marista. Ninguém ficou ferido. 

A chuva alagou ruas, invadiu casas e deixou a população preocupada. No Twitter, muitos natalenses falaram sobre o assunto: “Nunca vi tanta água”, comentou um internauta.

 

CI

 

Como lidar com o risco da falta de adubo?

As preocupações começaram no início de fevereiro com as sanções anunciadas a Belarus, terceiro maior exportador de Cloreto de Potássio do mundo e responsável por cerca de 20% das exportações mundiais
Por:  

As preocupações começaram no início de fevereiro com as sanções anunciadas a Belarus, terceiro maior exportador de Cloreto de Potássio do mundo e responsável por cerca de 20% das exportações mundiais. Mais recentemente com o início das sanções, a Lituânia impediu que a exportação do fertilizante daquele país fosse feita através dos seus portos, causando um enorme baque na cadeia de suprimentos e acendendo o alerta de que poderia faltar o nutriente para a próxima safra de verão brasileira. 

Aí o imponderável aconteceu: a Rússia, segundo maior exportador de cloreto de potássio e de nitrogenados do mundo, além de terceiro maior exportador de adubos fosfatados, invadiu a vizinha Ucrânia e passou também a sofrer sanções internacionais de todos os tipos. A agricultura brasileira, que importa em média 85% do adubo que consome, se viu, de uma hora para outra, exposta a uma enorme ameaça.

De acordo com o artigo "O risco da falta de adubo: Como lidar com isso?" de Manoel Pereira de Queiroz é Superintendente de Agronegócio do Banco Alfa, membro do Conselho Superior do Agronegócio da FIESP e conselheiro da ADEALQ, é possível, até mesmo provável, que não haja adubo para todos. Além disso, é possível que quem não comprou fique sem e que quem já adquiriu e ainda não recebeu, não receba na totalidade. Todos os atores da cadeia do agronegócio, sejam eles grandes indústrias de fertilizantes, revendas, cooperativas ou agricultores passaram a ter que encarar de frente um enorme problema.

É claro que o governo, as associações setoriais, as federações e os sindicatos patronais, além da própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla em inglês), estão acompanhando o caso de perto e planejando ações para solucioná-lo. Porém, devemos  chamar a atenção para o que cada empresa ou agricultor pode fazer individualmente para mitigar o seu próprio risco. Um administrador responsável não pode ficar somente na mão de soluções institucionais. Crises desta proporção exigem planos de ação bem estruturados, acompanhamento da sua execução e, não menos importante, comunicação com total transparência.

Os planos de ação podem ser, por exemplo, quotas de comercialização por cliente, no caso de empresas de suprimentos; ou planejamento agronômico emergencial, no caso de produtores, que levem à uma diminuição de dosagem com o menor impacto econômico possível, uso de variedades menos exigentes ou até mesmo a diminuição da área de plantio. Os profissionais do nosso agro são muito bons nisso, uma vez que eles reconheçam o problema, não terão dificuldades nesse ponto. Por outro lado, a comunicação e a transparência são igualmente importantes e nem sempre são das melhores. 

Apenas para ficar na minha área, bancos e investidores já estão monitorando esses riscos desde os primeiros sinais. Nessas situações, o capital se retrai, a oferta de crédito diminui, os custos dos empréstimos aumentam, assim como a exigência de garantias. Para esses agentes, tão importante como fazer um plano de ação crível e colocá-lo em prática, monitorando cada fase, é mostrar que ele existe, que tem começo, meio e fim e que será efetivo para aliviar os efeitos da crise sobre o seu negócio.

Não subestime o risco da falta de fertilizantes, ele não é trivial. Monte um plano de ação e comunique-o ao mercado com a maior transparência possível, mantendo uma linha de comunicação aberta durante toda a sua execução. Não permita que um problema de suprimento vire um problema de crédito.

Enviado por Manoel Pereira de Queiroz é Superintendente de Agronegócio do Banco Alfa, membro do Conselho Superior do Agronegócio da FIESP e conselheiro da ADEALQ.


 

domingo, 6 de março de 2022

 

Por conta das chuvas, criadores reduzem gastos com alimentação de rebanhos no RN

Melhora nos índices pluviométricos neste início de 2022 faz com que pastos estejam verdes e animais consigam se alimentar melhor, sem gastos a mais para produtores.

  Inter TV Costa Branca


Criadores conseguem gastar menos com rebanhos neste início de 2022 — Foto: Flávio Soares/Inter TV Costa Branca

Criadores conseguem gastar menos com rebanhos neste início de 2022 — Foto: Flávio Soares/Inter TV Costa Branca

As chuvas destes primeiros meses fizeram com que os criadores de rebanho das zonas rurais do Rio Grande do Norte tivessem um alívio financeiro neste início de ano. Isso foi motivado pela melhora do pasto, o que diminui os gastos com alimentações dos animais.

Na comunidade Olho d’Água Velho, zona rural de Mossoró, se tornou comum encontrar os rebanhos dos criadores passeando no meio das ruas, em busca do alimento farto encontrado fora dos currais. É que a chuva nos primeiros meses do ano fez crescer o pasto, facilitando o trabalho.

“Já melhorou muito. Já tem o pasto. Já estão enchendo o bucho, já estão melhorando”, confirma o criador Geraldo Araújo.

O rebanho dele, de caprinos e ovinos, tem mais de quarenta animais. Depois de receberem a ração no curral, eles ganham o mundo em busca do pasto trazido com a chuva. Com a pastagem verdinha em abundância, o bolso do agricultor também agradece nessa época do ano.

No período de estiagem, são em média duas sacas de resíduo e três de milho por mês para alimentar os bichos. Um gasto mensal de R$ 600 reais. Agora, Geraldo consegue economizar mais.

“Quando chega de tarde, chega tudo de bucho cheio. eu boto um ‘milhozinho’ só pra acostumar elas virem todo dia. Aí pronto, elas estão vindo todo dia com o bucho bem cheinho e está melhorando mesmo”, explica.

Rebanho em comunidade em Mossoró, Rio Grande do Norte (RN) — Foto: Flávio Soares/Inter TV Costa Branca

Rebanho em comunidade em Mossoró, Rio Grande do Norte (RN) — Foto: Flávio Soares/Inter TV Costa Branca

Valdo Francisco Simão também não tem do que reclamar. Na propriedade dele, os bichos estão aproveitando o pasto verdinho que nasceu. Para o agricultor, o início do inverno é um período também de recuperar os gastos que ele teve com os animais durante a estiagem. Depois que alimentar o rebanho com a ração, alguns bichos serão colocados à venda.

“A gente vai ficando com as crias e vai vendendo os machos”, conta o criador Valdo.

Na comunidade Olho D’água velho, a chuva veio logo em janeiro. O que ajudou a adiantar os planos do agricultor e ele está esperançoso com o plantio do milho. “Plantei há alguns dias e estou esperando agora para colher”, disse.

Na área de seu Valdo o milho foi plantado há mais de 20 dias e se tudo correr dentro do previsto e o inverno for regular de fato, esse milho deve estar pronto pra ser colhido no mês de abril. Mas segundo os agricultores, isso vai depender das chuvas que podem chegar na região. É o que esperam os agricultores da comunidade.

Rio Grande do Norte tem maior volume de chuvas dos últimos 18 anos em janeiro

Rio Grande do Norte tem maior volume de chuvas dos últimos 18 anos em janeiro

“A planta sofreu um pouquinho por falta de chuva mas está aqui muito bonita e a nossa perspectiva é que no começo de abril a gente já possa colher o milho verde para fazer a pamonha, a canjica e a gente tem certeza que o inverno vai pegar. Março é o período de esperança, de concluir o plantio, de fazer a replanta porque a gente sabe que esse ano vai ser bem melhor que no ano passado”, falou Francisco Gomes, membro do sindicato dos trabalhadores rurais.

 

O rebanho de ovinos pode render mais utilizando o Teste de Desempenho dos animais

   

As vantagens da utilização do Teste de Desempenho de Ovinos para o melhoramento genético do rebanho tem se revelado um excelente instrumento para aumento da produtividade. O modelo consiste na confinação dos animais durante 100 dias. E durante quinze dias os animais recebem cuidados com a saúde e a alimentação para o período de adaptação. Depois desses quinze dias, são pesados novamente.

É o que os pesquisadores chamam de pesagem de entrada do teste. No restante do  tempo, os animais ficam confinados em um local onde recebem a mesma alimentação e são expostos às mesmas condições ambientais. Os tamanho dos lotes de animais são definidos de acordo com o número de animais inscritos no teste, no peso individual e na disponibilidade de cocho. No final do período do teste, os animais são pesados novamente e avaliados pelos técnicos.

sábado, 5 de março de 2022

Pragas em Abacaxi e Goiaba

Descoberta uma nova praga nos plantios de goiaba no Brasil

   

É o primeiro registro da ocorrência no Brasil da cochonilha exótica Capulinia linarosae em uma propriedade rural no estado do Amazonas. Até o momento, não há indícios de ocorrência em outros estados brasileiros, mas os pesquisadores alertam que é importante atuar no monitoramento e prevenção do inseto para mitigar a sua disseminação e evitar prejuízos aos produtores.

As cochonilhas são pequenos insetos parasitas que sugam a seiva da planta. De acordo com relato dos pesquisadores, a espécie Capulinia linarosae, age destruindo ramos, folhas, frutos, chegando a causar a morte das goiabeiras. Sua ocorrência causa preocupação pela alta infestação e difícil controle, podendo levar a prejuízos econômicos. A situação serve de alerta para produtores de goiaba no Amazonas e em outros estados, pois o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de goiaba, sendo a maior concentração em São Paulo, seguido por Pernambuco, Minas Gerais e Ceará.

As informações sobre a praga e orientações para controle são apresentadas no Comunicado Técnico 155, lançado pela Embrapa Amazônia Ocidental, de autoria dos pesquisadores  da Unidade Luadir Gasparotto e Adauto Maurício Tavares; Norton Polo Benito, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF); e Raimundo Nonato Carvalho da Rocha, da Embrapa Arroz e Feijão (GO).

Dados sobre o problema também estão sendo divulgados para as agências de defesa fitossanitária do Brasil, segundo informa o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental Luadir Gasparotto. É importante também que produtores de goiaba tenham conhecimento das medidas de controle para essa praga e dos sintomas que a caracterizam. Acompanhe as nossas notícias porque vamos procurar fazer reportagem que oriente os produtores a prevenir a doença.

 

 

Um novo método para detectar vírus nas plantações de abacaxi

   

Os oligonucleotídeos, também chamados de primers, são cadeias curtas de moléculas de DNA ou RNA comumente usados na biologia molecular e na medicina para rastrear doenças e infecções virais e como iniciadores em sequenciamento de DNA. Cientistas da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) desenvolveram um método capaz de detectar com mais rapidez e economia o complexo de vírus causador da murcha do abacaxizeiro.

A técnica, de grande interesse para a fabricação de kits de diagnóstico por empresas parceiras, pode beneficiar toda a cadeia produtiva do abacaxi, visto que essa é uma das piores ameaças à cultura em nível mundial, ainda sem controle definitivo ou fonte de resistência identificada.

Intitulada “Oligonucleotídeos, uso, método e composição de reação e kit para detecção dos vírus associados à causa da murcha do abacaxizeiro”, a patente foi publicada na edição de setembro de 2021 da Revista de Propriedade Industrial. Como todo documento do gênero, existe o prazo de vigência de 20 anos contados da data de depósito ocorrido em 26 de dezembro de 2012.

“A ideia foi desenvolver um teste que detectasse os três vírus da murcha ao mesmo tempo sem, no entanto, discriminar um por um. A intenção é saber quem tem o vírus e quem não tem. Quando se faz a indexação não importa qual vírus esteja presente; o que importa é se a planta está sadia ou infectada”, explica Eduardo Chumbinho de Andrade, pesquisador do Laboratório de Virologia Vegetal da Embrapa Mandioca e Fruticultura, responsável pelo invento e registro da patente.

“A murcha do abacaxizeiro é uma doença causada por vírus e transmitida por um inseto. Além de fundamentais para trabalhos de pesquisa, kits de detecção são muito importantes para garantir a sanidade do material de plantio. A obtenção da patente reforça o caráter inovador das pesquisas realizadas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura”, afirma o pesquisador Francisco Ferraz Laranjeira Barbosa, chefe-adjunto de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

A Carnaubeira

 

A CARNAUBEIRA

Por João Nathanael Soares de Macedo, poeta assuense

Neste sertão de hércules habitantes,
Nesta nesga de terra hospitaleira,
Ergue as trêmulas palmas verdejantes
A rica e majestosa carnaubeira.

Mesmo aos ricos do sol mais causticantes
Ela, virente, mostra-se altaneira,
Secular como sempre e como dantes,
Doando a aparência esbelta de palmeira.

Seus leques dão um pó igual ao de ouro:
Seus frutos são de um gosto adocicado,
E tudo é bom do vegetal tesouro.

O homem conserve essa árvore tão nobre,
Que, morta, vive ainda no sobrado
E na choupana rústica do pobre.






 

CI

Como lidar com o risco da falta de adubo?

As preocupações começaram no início de fevereiro com as sanções anunciadas a Belarus, terceiro maior exportador de Cloreto de Potássio do mundo e responsável por cerca de 20% das exportações mundiais
Por:  

As preocupações começaram no início de fevereiro com as sanções anunciadas a Belarus, terceiro maior exportador de Cloreto de Potássio do mundo e responsável por cerca de 20% das exportações mundiais. Mais recentemente com o início das sanções, a Lituânia impediu que a exportação do fertilizante daquele país fosse feita através dos seus portos, causando um enorme baque na cadeia de suprimentos e acendendo o alerta de que poderia faltar o nutriente para a próxima safra de verão brasileira. 

Aí o imponderável aconteceu: a Rússia, segundo maior exportador de cloreto de potássio e de nitrogenados do mundo, além de terceiro maior exportador de adubos fosfatados, invadiu a vizinha Ucrânia e passou também a sofrer sanções internacionais de todos os tipos. A agricultura brasileira, que importa em média 85% do adubo que consome, se viu, de uma hora para outra, exposta a uma enorme ameaça.

De acordo com o artigo "O risco da falta de adubo: Como lidar com isso?" de Manoel Pereira de Queiroz é Superintendente de Agronegócio do Banco Alfa, membro do Conselho Superior do Agronegócio da FIESP e conselheiro da ADEALQ, é possível, até mesmo provável, que não haja adubo para todos. Além disso, é possível que quem não comprou fique sem e que quem já adquiriu e ainda não recebeu, não receba na totalidade. Todos os atores da cadeia do agronegócio, sejam eles grandes indústrias de fertilizantes, revendas, cooperativas ou agricultores passaram a ter que encarar de frente um enorme problema.

É claro que o governo, as associações setoriais, as federações e os sindicatos patronais, além da própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla em inglês), estão acompanhando o caso de perto e planejando ações para solucioná-lo. Porém, devemos  chamar a atenção para o que cada empresa ou agricultor pode fazer individualmente para mitigar o seu próprio risco. Um administrador responsável não pode ficar somente na mão de soluções institucionais. Crises desta proporção exigem planos de ação bem estruturados, acompanhamento da sua execução e, não menos importante, comunicação com total transparência.

Os planos de ação podem ser, por exemplo, quotas de comercialização por cliente, no caso de empresas de suprimentos; ou planejamento agronômico emergencial, no caso de produtores, que levem à uma diminuição de dosagem com o menor impacto econômico possível, uso de variedades menos exigentes ou até mesmo a diminuição da área de plantio. Os profissionais do nosso agro são muito bons nisso, uma vez que eles reconheçam o problema, não terão dificuldades nesse ponto. Por outro lado, a comunicação e a transparência são igualmente importantes e nem sempre são das melhores. 

Apenas para ficar na minha área, bancos e investidores já estão monitorando esses riscos desde os primeiros sinais. Nessas situações, o capital se retrai, a oferta de crédito diminui, os custos dos empréstimos aumentam, assim como a exigência de garantias. Para esses agentes, tão importante como fazer um plano de ação crível e colocá-lo em prática, monitorando cada fase, é mostrar que ele existe, que tem começo, meio e fim e que será efetivo para aliviar os efeitos da crise sobre o seu negócio.

Não subestime o risco da falta de fertilizantes, ele não é trivial. Monte um plano de ação e comunique-o ao mercado com a maior transparência possível, mantendo uma linha de comunicação aberta durante toda a sua execução. Não permita que um problema de suprimento vire um problema de crédito.

Enviado por Manoel Pereira de Queiroz é Superintendente de Agronegócio do Banco Alfa, membro do Conselho Superior do Agronegócio da FIESP e conselheiro da ADEALQ.

sexta-feira, 4 de março de 2022

 

Riqueza de nossa várzea- pé de mutamba

Mutamba se origina do tupi e significa fruto duro. Também chamado araticum  bravo, fruta de macaco, camacã, cabeça de negro, mucungo, chico magro, coração negro, entre outros.

Esta mutambeira da foto está na margem do canal de captação no rio Açú. Desde criança ouço falar do valor medicinal dessa planta. Seus galhos retos e resistentes serviam de chicote e cabo de vassoura. 

Os frutos servem de alimento para os animais e no passado matou a fome de muita gente na época de escassez no sertão. Apresenta bela copa e boa sombra durante o ano inteiro.

Para que serve o chá de Mutamba

Existem várias aplicações populares para o chás feito com Mutamba, no entanto, alguns dos efeitos com maior comprovação científica incluem:

1. Diminuir a pressão arterial

Algumas substâncias presentes no chá de casca de Mutamba, conhecidas como Flavonoides, parecem levar ao relaxamento dos vasos sanguíneos, reduzindo a pressão sistólica e o batimento cardíaco acelerado.

No entanto, o extrato acetônico parece apresentar maior efeito, já que possui uma substância mais específica que atua nos vasos sanguíneos. Porém, esse extrato só deve ser usado com supervisão de um naturopata.

2. Reduzir os níveis de açúcar no sangue

No México esta planta é popularmente utilizada para completar o tratamento médico da diabetes tipo 2 e, alguns estudos, também demonstram essa ação ao provar que o chá de Mutamba estimula a absorção da glicose, mesmo em pessoas com resistência à insulina, diminuindo sua concentração no sangue.

3. Reduzir o risco de Alzheimer

O chá desta planta parece ter um efeito protetor sobre os neurônios, protegendo contra os danos oxidativos. Assim, é possível diminuir o risco de surgimento de problemas relacionados com a morte neuronal, como Alzheimer, por exemplo.

4. Estimular o parto

Vários estudos mostram que o chá de Mutamba aumenta a atividade do músculo uterino, podendo ser usado como um estimulante natural do parto. Por esse motivo, esta planta só deve ser usada com orientação do obstetra para garantir que é usada no momento correto.

5. Aliviar cólicas abdominais

O chá feito com a casca de Mutamba demonstrou ter atividade sobre o músculo liso do intestino e da bexiga, causando seu relaxamento. Assim, este chá pode ser usado durante crises de cólicas abdominais e diarreia como antiespasmódico, assim como em casos de infecção urinária, para tentar diminuir o desconforto.

6. Fortalecer o cabelo

Embora seja menos estudado, a Mutamba também poderá apresentar um efeito protetor do fio de cabelo, que evita sua queda e promove seu crescimento, além de fortalecer o couro cabeludo.

Outros efeitos da Mutamba

Além dos efeitos comprovados para o chá de Matumba, também existem outros efeitos exercidos por esta planta, como:

  • Proteger as células do fígado;
  • Combater doenças cardiovasculares;
  • Eliminar vermes intestinais;
  • Combater infecções por vírus ou fungos.

No entanto, esses efeitos apenas estão comprovados para extratos alcoólicos, metanólicos ou acetônicos, que não podem ser feitos em casa e que devem ser sempre recomendados por um naturopata, em dosagens corretas.

Como usar a Mutamba

A forma mais popular de usar a Mutamba é usar suas folhas, frutos ou casca para preparar chás caseiros, no entanto, esta planta também pode ser usada na forma de extrato concentrado. Em qualquer um dos casos, o ideal é que a indicação seja feita por um naturopata, assim como a dose de uso.

Como fazer chá de mutamba

O chá desta planta pode ser facilmente preparado usando cascas secas do tronco da planta, por exemplo:

  • Ingredientes: 2 a 3 colheres de sopa de cascas secas de Mutamba;
  • Modo de preparo: colocar as cascas secas da planta numa panela com 1 litro de água fervente, deixando ferver a mistura por mais 10 minutos, em fogo médio. Passado esse tempo, deve-se tampar e deixar repousar durante 10 a 15 minutos. Coar antes de beber.
Este chá pode ser bebido 2 a 3 vezes por dia, de acordo com a necessidade e sintomas sentido

 

Mapa registra 26 defensivos agrícolas, sendo três de princípio ativo inédito para uso dos agricultores

Há também uma mistura inédita e quatro registros para uso na produção orgânica

O Ato n° 11, do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Mapa, publicado nesta sexta-feira (4), no Diário Oficial da União, traz o registro de 26 defensivos agrícolas formulados, ou seja, produtos que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Desses, três são de ingredientes ativos inéditos, sendo um deles de base biológica; uma mistura inédita e quatro registros para uso na agricultura orgânica.

O ingrediente ativo Ametoctradina será ofertado pela primeira vez aos produtores rurais. Trata-se de um fungicida sistêmico, registrado em mistura com o fungicida Dimetomorfe, para o controle da requeima da batata e de doenças importantes em culturas com suporte fitossanitário insuficiente (minor crops), como alho, abóbora, abobrinha e chuchu.

O outro produto, também inédito no Brasil, é o Mefentrifluconazol. O defensivo agrícola aparece em mistura com outros dois fungicidas para controle de doenças como a ramulariose do algodão, a ferrugem do cafeeiro, a ferrugem da soja, entre outros. “A mistura é importante porque cada componente tem um modo de ação diferente, diminuindo a pressão de seleção de patógenos resistentes”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, André Peralta.

A novidade dos biológicos fica por conta do primeiro registro da vespinha Palmistichus elaeisis, autorizada para controle da lagarta do eucalipto Thyrinteina arnobia.

Já a mistura inédita registrada trata-se do Oxatiapiprolim com Mandipropamida. O produto será usado para o controle da requeima do tomate e para o míldio da videira.

Para o uso na agricultura orgânica, foram registrados quatro produtos: isolados de Bacillus thuringiensis var. kurstaki e de Beauveria bassiana, um produto à base de Metarhizium anisopliae e outro com Azadirachta indica (óleo de nem).

Os produtos de baixo impacto são importantes para a agricultura não apenas pelos aspectos toxicológico e ambiental, mas também por beneficiar as culturas de suporte fitossanitário insuficiente, uma vez que esses produtos são aprovados por pragas-alvo e podem ser recomendados em qualquer cultura.

Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira. 

Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

quinta-feira, 3 de março de 2022

CI
 

Preços do açúcar fecham valorizados com barril de petróleo batendo recorde

Os preços do açúcar fecharam a quarta-feira (2) em alta nas bolsas internacionais

Os preços do açúcar fecharam a quarta-feira (2) em alta nas bolsas internacionais, impulsionados pela cotação recorde do barril de petróleo que chegou a bater 110 dólares ontem devido aos temores de interrupção da oferta com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Com esta pressão sobre a energia, analistas acreditam que a Petrobras deva ajustar os preços da gasolina dentro do Brasil, o que desviaria parte da produção de cana para o etanol, diminuindo a oferta do adoçante.

Em Nova York, o açúcar bruto foi negociado, no vencimento maio/22, a 18,64 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 30 pontos no comparativo com os preços da véspera. Já a tela julho/22 valorizou 36 pontos, contratada a 18,48 cts/lb. Os demais lotes subiram entre 7 e 33 pontos.

Segundo a Reuters, "preços mais altos de energia podem desviar a cana da produção de açúcar para a fabricação de etanol no maior país produtor, o Brasil. Embora os preços dos combustíveis no Brasil estejam estáveis desde janeiro, quando a estatal Petrobras elevou os preços pela última vez, operadores acreditam que a pressão está aumentando por um novo aumento, o que intensificaria o apelo do etanol entre as usinas".

Levantamento feito ontem pela Goldman Sachs, destaca que a gasolina vendida no Brasil esteja até 23% mais barata com relação à paridade internacional.

Açúcar branco

Em Londres o açúcar branco também fechou valorizado em todos os lotes da ICE Future Europe. O vencimento maio/22 foi contratado ontem a US$ 515,20 a tonelada, valorização de 5,90 dólares no comparativo com os preços praticados na terça-feira. Já a tela agosto/22 subiu 6,10 dólares, contratada a US$ 502,50 a tonelada. Os demais lotes subiram entre 3,50 e 6 dólares cada.

Mercado interno

Ontem o açúcar cristal medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, fechou em alta no comparativo com os preços de sexta-feira passada (última cotação devido ao feriado de carnaval). A saca de 50 quilos foi negociada nesta quarta-feira a R$ 132,99, contra R$ 132,42 praticado no dia 25 de fevereiro, valorização de 0,43% no comparativo entre as datas. No mês de fevereiro o indicador acumulou perda de 9,94%.

Etanol hidratado

Já o etanol hidratado, medido pelo Indicador Diário Paulínia fechou praticamente estável nesta quarta-feira no comparativo com a cotação anterior (de 25 de fevereiro). Ontem, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.954,50 o m³, valorização de 0,02%, ou 50 centavos de Real, no comparativo. Em fevereiro o indicador desvalorizou 5,23%.

 

quarta-feira, 2 de março de 2022

 

Regularização Fundiária

Incra entrega 1,4 mil títulos provisórios em Barreiras (BA)

Incra da Bahia entrega 1,4 mil títulos provisórios para assentados em Barreiras

O agricultor assentado Luís Amorim e sua esposa Doralina, diante da casa do casal no assentamento Rio Branco, mostram com orgulho o título provisório. Foto: Incra/BA

Nem as perdas de parte das plantações de mandioca, feijão e milho, devido às chuvas excessivas nos últimos meses na Bahia, tiraram a alegria do agricultor assentado, Erivaldo Medeiros, 51 anos, ao ser contemplado com o seu Contrato de Concessão e Uso da Terra (CCU), que tem valor de título provisório. “Esperei 18 anos por esse momento”, ressalta.

O documento de Medeiros, que reside na área de reforma agrária Ilha da Liberdade, no município de Barreiras, faz parte da remessa de 1.411 CCUs simbolicamente entregues a agricultores de 16 assentamentos, situados em seis municípios da região Oeste da Bahia. O evento aconteceu no sábado (19), no auditório do Hotel Solar das Mangueiras, no município de Barreiras e contou com as presenças do ministro da Cidadania, João Roma, e do superintendente regional do Incra na Bahia, Paulo Emmanuel Alves.

A iniciativa contempla os assentamentos Angical I, no município de Angical; o Ilha da Liberdade e o Rio de Ondas, que ficam em Barreiras; as áreas de reforma agrária Carlota, Castelo, Dom Ricardo e Rio Branco, situadas em Riachão das Neves; o Beira Rio II, Rio Grande II e o São Francisco de Assis em Cotegipe; o Águas Claras, Caxiado, Oscar Niemeyer, Patina e Vitória, localizados em São Desidério. Além do assentamento Campo Alegre que fica no município de Wanderley.

Município Assentamento Famílias beneficiadas
Barreiras

Ilha da Liberdade
Rio de Ondas

22
140

Cotegipe

Beira Rio II
São Francisco de Assis
Rio Grande II

25
144
141

Riachão das Neves

Carlota
Castelo
Dom Ricardo
Rio Branco

41
44
93
175

São Desidério

Águas Claras
Caxiado
Oscar Niemeyer
Pataina
Vitoria

7
23
10
19
18

Wanderley

Campo Alegre

85

Angical

Angical I

424

A ação do Incra na Bahia é o primeiro passo para a titulação definitiva dessas áreas de reforma agrária. O CCU garante os direitos e deveres do agricultor assentado. Além da entrega dos títulos provisórios, a data também marcou o início da supervisão ocupacional dos lotes situados na região Oeste, neste ano, a começar pelo assentamento Águas Claras, no município de São Desidério.

Além disso, uma equipe do Incra no estado já começou a percorrer os assentamentos contemplados colhendo assinaturas e entregando uma cópia dos contratos. A ação está prevista a seguir até o dia 27 de fevereiro com a finalidade de entregar esta remessa de documentos e conta com o apoio da Unidade Avançada do Oeste.

Vibração

O agricultor Erivaldo Medeiros faz planos. “Agora me sinto mais seguro. Vou tocar um projeto para plantar milho verde. E continuar a criar as vacas de leite e, como tenho tanque, quero fortalecer a criação de peixe”, explica.

Segundo Medeiros, alegria maior só com o recebimento do título definitivo que acredita que acontecerá em breve. Medeiros já foi contemplado pelo Incra com o Crédito Instalação.

A mesma vibração vem do assentado Luís Rodrigues Amorim, 77 anos, que recebeu a cópia do seu título provisório, no sábado, representando todos as 175 famílias beneficiadas pelo documento no assentamento Rio Branco, que fica no município de Riachão das Neves. “Vamos em frente porque agora vamos receber é o título definitivo”, assegurou Amorim.

O superintendente regional do Incra na Bahia, Paulo Emmanuel Alves, ressaltou que a agenda é a pedra fundamental para o avanço da regularização fundiária na região Oeste. “Essa é uma das maiores regiões do estado, mas vamos trabalhar pela titulação de assentamentos daqui, para que as famílias possam produzir de maneira segura e com liberdade”, ressaltou, durante o evento.

Assessoria de Comunicação Social do Incra/BA