quarta-feira, 5 de abril de 2017

Chineses criam painéis solares que funcionam à noite

Produto promete reduzir os custos de captação de energia solar.
Mesmo quando há pouca luminosidade, painel segue gerando energia.| Foto:iStock |
Mesmo quando há pouca luminosidade, painel segue gerando energia.| Foto:iStock |
Duas universidades chinesas se uniram para desenvolver um painel solar revolucionário que promete gerar energia mesmo em dias chuva, nevoeiro e até à noite. Para isso, foi utilizado um material diferente dos tradicionais chamado de LPP (sigla em inglês para “fósforo de longa persistência”).
Com o LPP, o painel é capaz de armazenar energia solar durante o dia e as células solares continuam a produzir energia elétrica mesmo quando há pouca luminosidade. A eficiência da tecnologia está exatamente na conversão de eletricidade. “Só a luz parcialmente visível é que pode ser absorvida e convertida em eletricidade, mas esta matéria (LPP) pode armazenar energia solar a partir de luz não absorvida e próxima da infravermelha”, explica Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China.
Essa capacidade de gerar energia contínua durante dia e noite ganhou notoriedade em revistas científicas, que publicaram o trabalho de Qunwei e seu parceiro Yang Peizhi, professor da Universidade Pedagógica de Yunnan. Com suas equipes, os dois chegaram a um produto que promete reduzir os custos de captação de energia solar.

No ano passado, o CicloVivo falou sobre outra invenção chinesa também bastante interessante: um sistema que gera energia solar a partir da chuva.

Aviso: Chamada pública para apoio a subprojetos da cadeia produtiva do leite



EDITAL DE MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE



AVISO DE CHAMADA PÚBLICA PARA APOIO A SUBPROJETOS DA CADEIA PRODUTIVA DO LEITE E DERIVADOS DA AGRICULTURA FAMILIAR

Projeto RN Sustentável

O Governo do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças - SEPLAN, por meio da Unidade de Gerenciamento do Projeto Governo Cidadão, nos termos do Acordo de Empréstimo 8276-BR e regras contidas no Manual Operacional do Projeto e demais condições estabelecidas neste Edital, torna público a Chamada Pública para Apoio à Subprojetos da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, que tem por objetivo a seleção de organizações produtivas da agricultura familiar para apoio a Subprojetos de Iniciativas de Negócios Sustentáveis (PINS) voltados à inclusão produtiva e o acesso a mercados, que se dará a partir da estruturação e modernização da cadeia produtiva da Cadeia de Leite e Derivados, através da melhoria da produção primária, do beneficiamento e da comercialização dos produtos.

Poderão concorrer ao presente Edital, exclusivamente, as seguintes entidades proponentes: Associações e Cooperativas da Agricultura Familiar, que se encontram inseridas na Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, legalmente constituídas há pelo menos 02 (dois) anos (CNPJ), e produtores de queijo vinculados a Cooperativa da agricultura familiar no Território do Seridó, que atenda com sede e foro no Estado do Rio Grande do Norte São considerados beneficiários os agricultores/as familiares, pescadores/as, indígenas e quilombolas, segundo a Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006.

O recebimento de Manifestação de Interesse (inscrição) estará aberto no período de 30/03/2017 a 30/05/2017, podendo ser enviadas até as 23h59m do último dia, estando o formulário de inscrição disponível no site do Projeto Governo Cidadão (www.rnsustentavel.rn.gov.br).

O teor integral do Edital de Manifestação de Interesse Nº 05/2017 está disponível no site www.rnsustentavel.rn.gov.br. Maiores informações na sede da Unidade de Gerenciamento do Projeto Governo Cidadão, localizada na Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças do Rio Grande do Norte, Centro Administrativo do Estado, BR 101, km 0, Lagoa Nova, Natal/RN – CEP: 59.064-901 – Tel: 84 3232.1818 e Fax: 84 3232.1911, email: rnsustentavel@rn.gov.br, ou ainda no Conselho Municipal de Desenvolvimento Integrado e Sustentável e Solidário.


Semarh orienta consórcios para agilizar implantação de aterros sanitários



O Secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos hídricos, Ivan Júnior, se reuniu, na manhã desta terça-feira (04), com o prefeito do município de Lagoa Nova e Presidente Consórcio de Resíduos Sólidos do Seridó, Luciano Santos, e representantes da Prefeitura de Pau doa Ferros, para tratar das demandas relacionadas à implantação do aterro sanitário que atenderá as duas regiões, Alto Oeste e Seridó.
 
De acordo com o secretário, uma das principais providências que precisam ser tomadas para agilizar o processo de implementação dos aterros é a desapropriação da área onde ele funcionará. “Como forma de dar suporte às prefeituras, vamos publicar o decreto de utilidade pública dos terrenos que serão desapropriados” disse Ivan.
 
Os recursos para a construção dos aterros da região do Alto Oeste e do Seridó já estão assegurados através de um convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no valor de R$ 22 milhões e a Semarh já elaborou os projetos executivos.  O sistema de aterro para destino final do lixo da região do Seridó será construído em Caicó e atenderá 25 municípios. Já o aterro do Alto Oeste será implementado, em Pau dos Ferros, atendendo a 44 cidades.
 
“Estamos avançando bastante nas medidas de cunho executivo para implantação do aterro e gerenciamento de resíduos sólidos no Seridó. Isso é fruto do empenho e do apoio que Governo do Estado, por meio da Semarh, tem nos dado durante essa trajetória” frisou o Prefeito Luciano.
 
A Coordenadora de Meio Ambiente e Saneamento da Semarh, Clara Câmara, acompanhada de sua equipe, e o Procurador da cidade de Lagoa Nova, Flávio Alves, também participaram da reunião.
 
Como encaminhamento, Ivan Júnior sugeriu outro encontro, desta vez com representantes de todas as prefeituras que compõem os dois consórcios, para repassar outras ações que podem ser executadas no intuito de otimizar as demandas junto à Funasa.  

Frigoríficos são liberados após auditoria e voltam a exportar

Inspeção

Ministério da Agricultura não encontrou irregularidades econômicas ou de impacto sobre a saúde humana em três estabelecimentos

 Dos 21 estabelecimentos submetidos à inspeção de força-tarefa do Mapa, restam 18
Dos 21 estabelecimentos submetidos à inspeção de força-tarefa do Mapa, restam 18

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) liberou três estabelecimentos que estavam sob auditoria da pasta desde que a Operação Carne Fraca foi deflagrada.
O ministério constatou que não há irregularidades econômicas ou de impacto sobre a saúde humana nos frigoríficos Argus, FrigoSantos e Breyer & Cia. Dessa forma, os três podem retomar as atividades de exportação.
Dos 21 estabelecimentos submetidos à inspeção de força-tarefa do Mapa, ainda restam 18. Desses, seis foram interditados e tiveram produção interrompida.
O Serviço de Inspeção Federal (SIF), vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), é o responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis destinados aos mercados interno e externo. Estabelecimentos que fazem comércio interestadual ou internacional de produtos de origem animal devem ser registrados no Dipoa e no SIF.
Reforço na fiscalização
O presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinaram, na última quarta-feira (29), decreto que revisa o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). A ideia é assegurar a qualidade dos produtos e combater a fraude econômica. O regulamento engloba todos os tipos de carnes (bovina, suína e de aves), além de leite, pescado, ovos e mel.
Entre as mudanças, está a redefinição das sanções, com penalidades que vão de leve até gravíssima. Nos casos graves e gravíssimos, o estabelecimento pode ser interditado e o registro de funcionamento, cassado.
Fonte: Portal Brasil
Frutas

Roteiro enaltece produção de frutas no Nordeste brasileiro

Em 2013, a empresa também iniciou a fabricação de suco de uva 100% integral

Além de explorar a agricultura mundial através de roteiros técnicos que contemplam os principais países produtores de grãos, a AgroBravo levou uma comitiva até o Vale do São Francisco, no Nordeste brasileiro, para conhecer uma rica produção de frutas.  É justamente naquela região, onde os termômetros marcam temperaturas em torno dos 40 graus durante o ano todo, que estão localizados os municípios campeões em produtividade nafruticultura. Um bom exemplo disso, é a GrandValle na Fazenda Fortaleza, localizada em Santana do Sobrado, na cidade de Casa Nova - BA.   

Fundada no ano de 1988, a GrandValle tem como foco a produção de mangas e uvas de mesa destinadas à comercialização no mercado brasileiro e no exterior, além da criação de ovinos de corte. Em 2013, a empresa também iniciou a fabricação de suco de uva 100% integral, sendo a pioneira nesse segmento no estado da Bahia. Atualmente, o volume de produção do grupo é de cerca de 5 mil toneladas de manga e 3 mil toneladas de uva in natura. Já a produção de suco de uva, é de aproximadamente 500 mil litros por ano, enquanto o plantel de ovinos gira em torno de 2000 cabeças.

Gilberto Secchi, diretor e um dos fundadores da GrandValle, veio do Sul do Brasil e tem na agricultura a conquista de toda uma vida. A dedicação inspirou as três filhas que atuam na gestão do grupo. Para Secchi, um dos principais desafios do setor é lidar com a escassez de água. “Estamos há mais de três anos sofrendo com a estiagem prolongada e o baixo nível da barragem de Sobradinho devido à quantidade escassa de chuvas na região da nascente do Rio São Francisco no estado de Minas Gerais”, esclarece o empresário.

Graças a modernos sistemas de irrigação e a altas temperaturas, durante o ano todo, a produção de frutas tropicais, subtropicais e até temperadas na região é praticamente ininterrupta. O local foi pioneiro em sediar projetos de irrigação. O clima seco aliado ao alto nível de exposição solar também permite uma boa produtividade e menor incidência de diversas doenças. O polo fruticultor nordestino está localizado entre as cidades de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. 
Além da disponibilidade de água e terra e das condições climáticas favoráveis, a região conta com boa infraestrutura para irrigação, recursos federais, acesso ao mercado nacional e internacional e boa logística de escoamento da produção, especialmente em função dos portos de Suape e Pecem. As principais frutas produzidas no Vale do São Francisco são: manga, melão, uva, banana e coco verde.    
Em visita à GrandValle, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ficou impressionado com a produção e elogiou em suas redes sociais o trabalho realizado na fazenda. “Na região, existem fábricas de processamento, onde os produtos são preparados para a exportação para mais de 50 países. É um oásis na caatinga nordestina. Encontrei histórias de brasileiros vencedores que fizeram deste canto do Brasil algo inacreditável, como a história do catarinense de Joaçaba Gilberto Secchi, que chegou aqui há 30 anos como empregado de uma empresa que fornecia sementes de melão. Hoje, ele e suas filhas tocam uma propriedade de 300 ha com uva, manga, tudo irrigado e integrando a ovinocultura. Coisa linda de se ver! #estebrasiltemjeito”, declarou o ministro. 

O roteiro também passou por pomares em Petrolina, no estado do Pernambuco. De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas. A maior parte da produção destina-se ao mercado interno e uma pequena parcela é vendida no mercado internacional.  “A vontade de ir até Petrolina surgiu após a participação no evento Mulheres no Agro, que aconteceu em São Paulo no ano passado. Estávamos lá em busca de conhecimento, de ver a forma como as pessoas pensam, que pode ser diferente da nossa, buscando inspiração e, ao mesmo tempo, melhorando a nossa noção de mundo e de Brasil”, declarou Aline Bortoli, gerente de marketing do Grupo Bom Futuro (MT), uma das participantes do roteiro. 
É também naquele lugar improvável que estão as mais avançadas vitiviniculturas do Brasil. Alguns dos melhores vinhos, espumantes e sucos de uva do País saem do Vale São Francisco, onde se concentra a segunda maior produção de vinhos finos no Brasil. A safra anual brasileira de vinhos elaborados a partir de uvas vítis viníferas gira em torno de 40 milhões de litros, 7 milhões só daquela região, a única do mundo que produz vinho o ano todo, pelos mesmos motivos que a produção de frutas também não para. 

O grupo foi conhecer a Miolo, onde puderam entender os principais desafios de iniciar a plantação naqueles vinhedos e as suas principais característica. “A gente pôde ver o contraste daquela região que está se desenvolvendo muito, mas, ainda, com alguns desafios, como a educação”, contou a gerente de marketing. O objetivo do roteiro foi aliar conhecimento e lazer. “O Brasil é um país muito rico, precisamos fazer com que o mundo saiba disso e valorize essas peculiaridades desconhecidas até mesmo para muitos brasileiros”, declarou o diretor executivo da AgroBravo, Júlio Bravo.

MORRE DE INFARTO EM NATAL O DR FERNANDO VIANA

É com muita tristeza que  divulgo a morte de um grande amigo,  que parte aos 75 anos o zootecnista  Dr. Fernando Viana. Fernando Viana era um estudioso sobre o Jumento Nordestino.  Por muito tempo tomou conta de um projeto de JUMENTO PEGA na ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE SERRA VERDE no município de Pedro Avelino aqui pertinho de Baixa do Meio. Mas não era só ligado a criação do Jumento mas também a qualquer animal que se adaptasse ao solo nordestino. Ajudou muito aos criadores de Afonso Bezerra – RN aonde aprendi muitas cosas com o mesmo  e me tornei seu amigo. A EMPARN, APASA, ACOSC,  sentirão sua perda.

UM POUCO DA HISTORIA DESTE PEQUENO GRANDE HOMEM

O velório sera no MORADA DA PAZ apartir das 17 horas e o sepultamento amanhã(hoje) as 9 horas
Postado por Fernando Soares
NOTA DO BLOG: O NOSSATERRA através do seu titular, envia os mais sinceros sentimentos a família enlutada. Fernando Viana, foi Diretor da EMATER em Angicos nos anos 70. Casado com uma Angicana, Dona Regina Coelli, Fernando adorava Angicos. Sempre que podia, participava dos principais eventos da terra de J. da Penha. Deixa um legado para os estudiosos das coisas do semiárido, principalmente na zootecnia. Deus o tenha em bom lugar. 

A história e o crescimento da raça Brangus no Brasil

brangusOs primeiros cruzamentos entre animais das raças Angus e Zebu, no Brasil ocorreram na década de 1940. O objetivo era a criação de um animal que apresentasse altos índices de produtividade, mesmo criado em condições de clima e meio-ambiente adversas, típicas das regiões tropicais e subtropicais, como é o caso do Brasil. O experimento resultou na raça Ibagé, batizada assim pelos técnicos da época. Em função de o resultado ser o mesmo alcançado nos Estados Unidos, o nome da raça passou a ser Brangus Ibagé, até se tornar apenas Brangus, anos mais tarde.
A Associação Brasileira de Brangus (ABB), criada em 1979, já registrou 406 mil animais. O crescimento de novos criadores foi de 38%, em 2015. No último ano, houve um acréscimo na comercialização e na produção de sêmen de 35%, gerando 250 mil doses. Segundo a ABB, 90% dos animais registrados são Brangus 3/8, algo que atesta a consolidação da raça no País.
A união da rusticidade das raças zebuínas, como resistência a parasitas, tolerância ao calor, habilidade materna, com as vantagens do Angus em qualidade da carne, precocidade sexual, elevado potencial materno,  formou uma raça completa.

Vantagens da raça Brangus: partos facilitados; altos pesos na desmama e no sobre-ano; grande ganho de peso, tanto em pasto como em confinamento; fêmeas de reposição com puberdade precoce, enxertando aos 15 meses; além de carne suculenta e macia, que atende aos mais exigentes paladares.

terça-feira, 4 de abril de 2017

IFRN EM IPANGUAÇU REALIZA 1º SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E AGRICULTURA FAMILIAR


Entre os dias 05 e 06 de abril, acontecerá no IFRN Campus Ipanguaçu, O I SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO E AGRICULTURA FAMILIAR (SECAF), evento nascido nas discussões tecidas entre a disciplina de Educação Ambiental do Curso de Licenciatura em Química e Coletivo Terres, e visa a valorização da educação camponesa e agricultura familiar na região do Vale do Açu. As palestras e discussões acontecerão no auditório do campus, e a oficina em laboratório.
O evento que tem como público alvo agricultores e professores, e é também aberto para comunidade. Participe, as inscrições serão feitas no local do evento e são totalmente gratuitas.
Acesse a PROGRAMAÇÃO COMPLETA aqui.
Fonte: Portal IFRN.

APASA Empossa Nova Diretoria

Sábado passado, dia 1º, aconteceu a posse da nova diretoria e conselheiros da APASA.  A reunião foi presidida pelo atual presidente reeleito, Marcone Angicano,  nas dependências do órgão com a presença de toda diretoria e conselheiros. Com relação aos novos diretores, praticamente não houve mudanças. A vice presidente, Amarilis, foi novamente indicada para o cargo de tesoureira da cooperativa.
Na oportunidade, Marcone Angicano expôs aos presentes, os projetos que estão em andamento, como o RN SUSTENTÁVEL, (energia solar) e da Fundação Banco do Brasil(veículos utilitários), todos a fundo perdido.
Marcone em conversa com o conselheiro Chico dos Couros.
Marcone observando os trabalhos da mesa escrutinadora.
Marcone com os convidados e associados.

IDEMA auxilia na gestão ambiental dos municípios



Como forma de contribuir para o fortalecimento das estruturas de gestão ambiental dos municípios do Rio Grande do Norte, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), por meio do Núcleo de Apoio à Gestão Ambiental dos Municípios (NAGAM) iniciou nesta terça-feira (28), duas capacitações para gestores e secretários municipais. A primeira capacitação acontece em Canguaretama, no Território do Agreste Litoral Sul, onde são promovidas oficinas de Construção de Planos de Gestão Ambiental. A segunda é um Curso de Fiscalização Ambiental e acontece em Pau dos Ferros, no Território do Alto Oeste. Ambas são realizadas nas sedes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).
A iniciativa faz parte do Programa de Apoio à Gestão Ambiental dos Municípios do RN (PROAGAM), e possui quatro ações estruturantes, inseridas no Plano Plurianual do Governo do Estado (PPA). Essas ações, programadas até o ano de 2019, dão continuidade ao trabalho do Diagnóstico SISMUMA/RN, realizado pelo Idema entre os anos de 2013 e 2014. Foi através dele, que o órgão conseguiu levantar dados sobre os sistemas locais de gestão ambiental, constituídos pelos órgãos, conselhos e fundos de meio ambiente.
A primeira etapa das atividades está programada para acontecer de março até o mês de setembro deste ano. Elas foram organizadas em uma sistemática regional e serão distribuídas nos 10 Territórios da Cidadania: Agreste Litoral Sul, Açu/Mossoró, Seridó, Trairi, Mato Grande, Alto Oeste, Sertão Central Cabugi e Litoral Norte, Sertão do Apodi, Potengi e Terras Potiguaras.
“A ideia principal do Idema nesse trabalho é estabelecer condições para que os municípios possam exercer suas competências ambientais, e naturalmente, descentralizar a gestão. Precisamos sensibilizá-los quanto a importância de se trabalhar em prol do meio ambiente com planejamento a curto, médio e longo prazo”, afirmou o diretor geral do Idema, Rondinelle Oliveira.
“Após o diagnóstico, o Idema constatou uma necessidade de trabalhar questões relacionadas a base legal e estrutura dos órgãos municipais, considerando as especificidades de cada região, além do planejamento ambiental, construído num processo participativo e capacitação de recursos humanos em temáticas prioritárias para a gestão ambiental. A ideia principal do Instituto é contribuir para que os municípios possam se estruturar e caminhar com autonomia e responsabilidade, no exercício das suas competências legais, com reflexos importantes para o meio ambiente”, disse a supervisora do Núcleo de Apoio à Gestão Ambiental dos Municípios, Hiramisis Paiva.
Em janeiro deste ano, o Idema iniciou o Assessoramento Jurídico-Institucional a alguns municípios do Estado, que têm demandado, formalmente, o Idema nesse sentido. Prefeitos e gestores ambientais vêm ao órgão para conhecer as propostas do Programa e buscar orientações de caráter jurídico-institucional para as suas atividades.
Na Capacitação de Recursos Humanos, que começou nesta terça (28/03), estão sendo realizados Cursos de Fiscalização Ambiental, com foco nas legislações e procedimentos fiscalizatórios voltadas para atividades e empreendimentos que geram impactos e degradação ambiental. Também acontecem as Oficinas de Construção de Plano de Gestão Ambiental Municipal, ambas devem atender, entre março e setembro deste ano, os 167 municípios do Rio Grande do Norte e cerca de 500 participantes.
Por último, tem o Subprograma Banco de Dados sobre os Sistemas Municipais de Meio Ambiente (SISMUMAS's) do RN, que consiste na atualização das informações levantadas sobre esses sistemas. O objetivo principal dessa linha de ação é reunir em um grande banco de dados, informações sobre a situação das unidades administrativas ambientais dos municípios, atualizá-las anualmente e disponibilizá-la, através do site do Idema, a toda sociedade.
“Não podemos determinar como as secretarias de meio ambiente devem agir, mas podemos orientá-las, por meio do diálogo e sensibilização, num esforço integrado em prol do meio ambiente, reforçando os princípios de responsabilidade e autonomia na política ambiental”, afirmou Hiramisis.
Para o IDEMA/NAGAM a expectativa é que através da implantação do PROAGAM os municípios do Estado possam criar e/ou fortalecer as suas estruturas de gestão ambiental, consolidando suas próprias políticas, e estando aptos, para realizar licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental, além de atividades de conservação e educação ambiental.

Programa Viva O Semiárido avalia resultados no Piauí

O encontro teve o objetivo de avaliar as ações do projeto e analisar os planos de negócios.

A coordenação do programa Viva o Semiárido (PVSA) realizou, na última sexta-feira (31), no laboratório de tecnologias Geratec, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), uma reunião com técnicos, consultores e coordenadores das Unidades Regionais dos Territórios do Sambito, Vale do Rio Guaribas, Itaim, Capivara e Canindé. O encontro teve o objetivo de avaliar as ações do projeto, fazer análises técnicas sobre os planos de negócios, os avanços dos projetos produtivos e apresentar balanços de resultados.

Para o diretor do PVSA, Francisco Ribeiro, as revisão vai apontar a qualidade e as quantidades dos projetos que estão sendo implantados e os que ainda serão executados. “Vamos nos preparar para, nesta revisão, orientar a direção do fechamento do projeto no que se refere ao cumprimento dos 500 planos de negócios, atendimento das famílias prioritárias - que são os quilombolas, as mulheres e a juventude rural - e focando nas cadeias produtivas que foram priorizadas” enumeroou.
O gestor acrescenta que a avaliação vai considerar se a equipe que executa o PVSA está no caminho certo, quais pontos precisam ser ajustados, a vinculação com a realidade, se os planos estão levando em consideração por exemplo, a regularidade das chuvas e o nível dos reservatórios, aspectos importantes na região do semiárido e devem ser debatidos.

Ribeiro frisa que o fortalecimento das cadeias produtivas é o maior resultado na execução do Programa até agora, tanto na apicultura como caprinocultura, e cita resultados positivos de projetos como o Piscicultura de Moreira, em Dom Inocêncio, e os quintais produtivos do Angical, em Valença e os caprinos da Serra dos Caboclos, de Itainópolis. “Todas as regiões vão apresentar a quantidade e a qualidade dos projetos que foram implantados como cajucultura, ovinocaprinocultura, apicultura, artesanato e os que serão ainda iniciados e isso vai apontar critérios, pontos do que precisa ser revisado desse acordo com FIDA", informou.
José Manoel de Oliveira, coordenador da Unidade Gestora do Projeto (UGP) da região de Picos (Território Vale dos Guaribas), citou duas referências: a Central de Cooperativas dos Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi), na qual todas as etapas foram executadas como previsto; e a Central de Cooperativas Apícolas do Semi-ÁridoBrasileiro (Casa Apis), experiências exitosas que estão correspondendo às expectativas dos produtores da região, onde mais de 700 famílias são beneficiadas com os projetos .

A superintendente da SDR, Patrícia Vasconcellos, que na ocasião representou o secretário Francisco Limma, ressaltou que a avaliação é muito importante, pois precede revisão de meio termo do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (FIDA), que acontecerá no próximo mês e diz que os encaminhamentos deste encontro serão fundamentais. “Já poderemos repactuar algumas metas, de acordo com o que foi executado até aqui. A idéia é reforçar a participação efetiva das mulheres nos planos de negócio, os recursos hídricos no semiárido, para que a gente possa também direcionar a questão da segurança hídrica e a inovação dos planos, com iniciativas que possam gerar renda, e trabalhar a convivência com o semiarido”, concluiu.

Algodão silvestre nativo do Brasil pode ser encontrado no nordeste


algodão nativo 1Com o objetivo de promover a conservação dessa espécie, pesquisadora da Embrapa Algodão (PB) Lucia Hoffmann, partiu em expedição no final do ano passado, percorrendo os municípios de Lucena, Pitimbu (PB), Goiana, Itamaracá (PE) e Macururé (BA), onde foram mapeadas plantas de algodão nativo. A espécie ocorre naturalmente nos estados da Bahia, Pernambuco e Paraíba, mais frequentemente próximo a leitos de rios que não são perenes e, quando na mata, parece ter preferência por clareiras.
Gossypium mustelinum é o nome científico dessa espécie de algodão silvestre nativo do Brasil, que não ocorre em outros locais do mundo. Apesar de não ter importância econômica, já que suas fibras são curtas, esse algodão é do mesmo gênero do algodão cultivado (Gossypium hirsutum) e pode ser cruzado geneticamente com ele, o que o torna uma espécie de grande interesse para estudos científicos, pois é capaz de contribuir para o melhoramento das plantas comerciais. “As características genéticas desse algodão nativo são únicas e podem ser uma fonte de estudo para resistência a doenças e pragas”, explica a pesquisadora da Embrapa Algodão (PB) Lucia Hoffmann. De acordo com a cientista, a planta poderá ser fonte de material genético de interesse para o melhoramento da espécie comercial, por isso é fundamental a sua preservação.
Em 2011, outra expedição confirmou a existência de populações de algodão silvestre no litoral da Paraíba e Pernambuco. “As plantas têm algumas características diferentes das que ocorrem na Bahia e também da população que já existiu em Caicó, no Rio Grande do Norte, hoje extinta. As principais características identificadas como diferentes, além do habitat, são o maior tamanho da flor e ausência de pilosidade acentuada nas folhas. Nesta expedição,  se fez um esforço para viabilizar a manutenção das plantas in situ”, informa Lucia Hoffmann.

A Embrapa tem plantado esses algodoeiros que têm risco de extinção de seca para multiplicação de sementes, como o caso das plantas que foram extintas no Rio Grande do Norte. “Nós plantamos as sementes e estamos aguardando florescimento”, diz Hoffmann. Sementes que haviam sido colhidas em duas lagoas de Macururé entre 2003 e 2005 também foram plantadas na Embrapa, em Goiás, e germinaram. “Caso floresçam e produzam sementes será importante para a manutenção, já que em Macururé, nessas lagoas, não existem mais plantas de algodão”, afirma.
EMBRAPA