sábado, 19 de setembro de 2015

EM LAJES a Feira da Agricultura Familiar movimenta pequenos produtores


Com iniciativa da Prefeitura de Lajes, através da Secretaria Municipal Agricultura e Meio Ambiente, esta quinta-feira foi importante para os pequenos produtores rurais da cidade. Durante toda a manhã, na Praça Coronel Miguel Teixeira, foi realizado pela primeira vez, a Feira da Agricultura Familiar.
Em entrevista ao nosso Blog, a Secretária Jane Carla nos falou sobre a feira, afirmando que os resultados são muito positivos e os produtores, trabalhadores e trabalhadoras rurais ficaram satisfeitos com o retorno e aceitação da população na feira. “Tivemos os seguintes produtos: Tomate, cereja, pimentão, berinjela, quiabo, tamarindo, limão, macaxeira, coco, ovos caipira, queijo e também o artesanato, nossos produtores venderam muito bem, e todos os pequenos produtores ficaram bastante satisfeitos”, disse Jane.
Jane Carla ainda nos disse que já na próxima quinta-feira, 24, a feira terá, além dos produtos já citados, cenoura beterraba Pimenta de cheiro e coentro. Várias regiões do município estavam com produtos, citamos aqui o pessoal do Assentamento 3 de Agosto, Vaca Morta, Salgadinho e Conceição. Ainda registramos representantes das associações Santo Expedito, Amoquitas, Amocosal, ALAMCOM e Associação 3 de Agosto.
A Feira da Agricultura Familiar é o resultado de uma luta dos produtores rurais, das associações rurais, dos órgãos que participam do processo para acompanhar este processo que esta dando resultados bastante positivos. Com isso, tanto a população como quem produz só tem a ganhar. A Prefeitura de Lajes vem dando suporte, e dentro das condições, a Secretaria de Agricultura trabalha para melhorar a vida de cada família que acredita neste projeto.
fonte do blog de robson cabugi

Greve de fiscais afeta exportação de milho e de carnes




A greve de fiscais federais agropecuários está afetando a emissão de certificados sanitários e já começa a prejudicar as vendas externas de produtos como milho e carnes, num momento em que as exportações desempenham papel fundamental para a economia brasileira.
“A greve de fiscais é a pior coisa que pode acontecer para exportações de grãos”, disse à Reuters nesta sexta-feira o diretor-geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, referindo-se aos embarques de milho, que normalmente ganham ritmo no segundo semestre.
Os fiscais federais agropecuários iniciaram uma paralisação na quinta-feira por melhores salários e contra ajustes fiscais anunciados pelo governo.
O Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) estimou nesta sexta que 70 por cento dos trabalhadores aderiram ao movimento.
Nos portos de Santos, o principal para embarques de grãos do Brasil, e de Itajaí (SC), importante para carnes, a adesão à greve é de 100 por cento, segundo a assessoria de imprensa do Anffa Sindical.

Reforma agrária é um dos eixos das ações do Plano Estratégico do MDA


O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, aprovou nesta quinta-feira (17), em Brasília, o plano estratégico do MDA. Com 14 diretrizes, o documento de referência tem objetivos que compreendem três eixos: questão agrária, fundiária e qualidade de vida e cidadania. O planejamento também traz os resultados esperados pela pasta até 2018.

“Esse trabalho sinaliza que estamos no caminho certo, deixando claro onde estamos e aonde queremos chegar”, destacou Patrus, durante o último debate em torno do planejamento do ministério para os próximos anos. No encontro, estiveram presentes, ainda, a presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria Lucia Falcón, e o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Paulo Guilherme Cabral.

Além dos objetivos definidos, o ministro trouxe à equipe as vivências obtidas nas visitas aos territórios rurais. “Nessas viagens que estamos fazendo, vejo que a Assistência Técnica e a Extensão Rural é um tema muito relevante aos nossos agricultores, assim como o Programa de Aquisição de Alimentos”, afirmou.

Essas duas iniciativas, por exemplo, se fortalecem no novo planejamento do MDA. A expectativa é a ampliação dos serviços de Ater no país, garantindo que 50% das mulheres rurais sejam contempladas com a ação e duas mil organizações produtivas familiares possam ser beneficiadas com o Ater Mais Gestão até 2018. Com isso, mais trabalhadores rurais poderão ter acesso a mercados privados, por meio de programas como o PAA e o Pnae (Alimentação Escolar).

A produção de alimentos saudáveis também é um dos focos do ministério. A perspectiva é que, ao final do período de vigência do planejamento, sejam contabilizados, em todo país, um milhão de agricultores familiares agroecológicos. “Nesses nove meses, estamos trazendo à luz coisas muito boas, anunciadoras e promissoras”, ressaltou Patrus.

Reforma agrária

De acordo com o ministro, as metas estratégicas dessa gestão permeiam a reforma agrária. “Não podemos deixar de debater, discutir e cumprir um caráter pedagógico em torno da função social da propriedade; da reforma agrária, com o assentamento das famílias acampadas; e do desenvolvimento da agricultura familiar vinculado com a Anater”, explicou.

Patrus informou à equipe que a proposta de assentamento das mais de 100 mil famílias acampadas foi enviada à Presidência da República. O projeto foi elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Para a presidente da autarquia, o planejamento mostra a integração entre o ministério e o instituto. “A gente se vê refletido no planejamento. Dá para sentir a afinidade entre o Incra e o MDA, que o ministro destacou, e salta aos olhos a dedicação na elaboração desse plano”, apontou Maria Lucia Falcón.

Monitoramento

Segundo o diretor do Núcleo de Estudos Agrários e de Desenvolvimento Rural (Nead/MDA), Roberto Wagner, o planejamento estratégico do MDA está em constante movimento. “Após esta etapa, vamos monitorar o plano e as nossas metas, continuamente”, explicou ao adiantar que o primeiro encontro de acompanhamento, com a equipe ministerial, já está marcado para março de 2016.

Fonte: Ascom/MDA

Apesar da crise o Valor da produção agropecuária cresceu 1% em relação a 2014

plantaçãoO levantamento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento mostra que as lavouras representam R$ 303,34 bilhões, e a pecuária, R$ 169,88 bilhões. Com esses números, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) brasileira é de R$ 473,2 bilhões, e tiveram como base atualizações feitas em agosto pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa. O valor é 1% maior do que o obtido em 2014, de foi de R$ 468,6 bilhões.
As lavouras, das 21 culturas analisadas, tiveram aumento de 0,3% (R$ 303,34 bilhões), e a pecuária, 2,2% (R$ 169,88 bilhões). “Neste ano, há uma combinação de ganhos de produtividade de grãos, da ordem de 5,3% em relação ao ano passado, com preços mais baixos para a maior parte das lavoras que fazem parte deste levantamento”, diz o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.
Entre as culturas de verão com maior rendimento por hectare, destacam-se o milho segunda safra (+ 8,2%), amendoim (+ 6,1%), sorgo (+ 5,6%), feijão segunda safra (+ 5,4%) e soja (+ 5,1%). Os produtos com maior acréscimo no valor da produção foram a cebola (147,5%), mamona (99,4%), pimenta do reino (58,6%), o trigo (7,5%), a soja (3,7%), o milho (3,4%) e o café (1,6%). Segundo Gasques, esses resultados ocorrem em função da combinação de preços e de quantidades produzidas.
A pecuária está com desempenho superior às lavouras. Isso ocorre principalmente pelos resultados positivos da carne bovina, com incremento de 10,2%, e ovos e suínos, com aumentos mais modestos, assinala Gasques. De acordo com o levantamento da Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA, leite e o frango vêm apresentando forte redução do valor da produção em 2015. O leite teve redução de 6,5%, e carne, de frango, 3,5%.

Os resultados favoráveis com a carne bovina beneficiam os estados onde a pecuária é mais forte: Pará e Tocantins, na Região Norte; Bahia, no Nordeste; Minas Gerais e São Paulo, no Sudeste; e os estados do Centro-Oeste. Ainda conforme o estudo, a queda do valor da produção do leite vem afetando Minas Gerais, São Paulo e Goiás onde as agroindústrias têm forte contribuição na formação da renda regional. 

domingo, 13 de setembro de 2015

 “Antes, a água era verde, parecia um suco de limão”


Dona Carminha, agricultora familiar de Areial (PB), comemora o acesso à água de qualidade para consumo e produção


Brasília, 11 – Maria do Carmo Sabino, 76 anos, é uma sobrevivente das grandes secas tão comuns no Semiárido. A agricultora familiar vive no município de Areial, no sertão paraibano, a 170 quilômetros de João Pessoa. A chuva que começa a cair já tem mudado o retrato da região. “No último mês, caiu uma garoazinha por três dias. Acredito que, aos poucos, vamos conseguir progredir e plantar cada vez mais”, conta dona Carminha, como é mais conhecida, que espera por um bom ‘inverno’ de chuva para os próximos meses.

Em 2014, a produção agrícola teve um reforço. A família recebeu uma cisterna de enxurrada para captação da água que apoia a produção de alimentos para a família e para os animais. “Do final de julho pra cá, já conseguimos ganhar R$ 200 com algumas batatas-doces e outras verduras que tiramos do nosso canteiro”, disse.

                                                                                           Foto: Ubirajara Machado/MDS
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A cisterna de enxurrada aproveita o caminho que a água da chuva percorre quando cai na propriedade. Como uma enxurrada, a água é conduzida até um sistema de coleta composto por dois decantadores que filtram o excesso de terra e alguma sujeira. Em seguida, toda a água é armazenada em um reservatório com capacidade de 52 mil litros, construído dentro da terra e só com a cobertura acima da superfície.

Das mais de 120 mil tecnologias sociais de apoio à produção entregues no Semiárido, cerca de 14 mil são cisternas de enxurrada. A Bahia é o estado com mais unidades deste tipo construídas (7,2 mil).

Água de qualidade De 2012 para cá, com a cisterna de armazenamento de água da chuva para o consumo humano, a agricultora familiar deixou de conviver com água de baixa qualidade. “Antigamente, a água era verde, parecia um suco de limão, matava as plantas quase todas”, lembra. A cisterna, com capacidade de armazenar 16 mil litros de água que cai no telhado da casinha simples da família, também tirou um peso das costas de dona Carminha. “Deixamos de andar muito para buscar água e de carregar peso no carrinho de mão”, diz, ao recordar que transportar água era um trabalho exclusivamente feminino.

                                                                                               Foto: Ubirajara Machado/MDS
 
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A falta de água para o consumo é apenas uma das marcas da miséria que a agricultora passou durante a infância em Areial. “Já tive que comer facheiro (mandacaru) e xique-xique (cactus) para não passar fome”, se emociona a agricultora. Os cactus, tão comuns em toda a região, são utilizados exclusivamente para alimentar os animais. Hoje, a alimentação da família melhorou.

Com o dinheiro da aposentadoria do marido, Mauro Cardoso da Silva, 67, e os R$ 144 do programa Bolsa Família, dona Carminha garante a alimentação da família. “Hoje mesmo eu bati um prato de verdura com tomate que não está no gibi. Eu sou feliz porque eu como as coisas que eu planto”, conta. Quatro dos 12 filhos – todos de criação – ainda moram com o casal. “Os pais não davam conta de criar ou não queriam. Deus me livre deixar uma dessas crianças sem amparo.”
                                                                                             Foto: Ubirajara Machado/MDS
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Dona Carminha, toda caprichosa e detalhista, é quem comanda a produção na propriedade. Tanto é que deu uma decoração especial à cisterna de água para consumo: construiu um jardim em volta do reservatório com flores e hortaliças, para aproveitar a umidade do solo. Seu Mauro só obedece e faz o trabalho mais pesado. “É ela quem manda”, brinca.

O RN e a Cana de Açucar

 Rio Grande do Norte
Parte da lavoura do estado sente os efeitos da esti
agem que atingiu o Nordeste
nos anos de 2012 e 2013, principalmente cana-de-açú
car de segundo corte em diante. O
deficit no suprimento de água na fase de perfilhame
nto da planta limitou o crescimento
dos colmos e para minimizar as exigências hídricas
da cana-de-açúcar as usinas utilizam
a irrigação em parte do canavial. Em 2014, as preci
pitações foram mais favoráveis em
comparação aos dois últimos anos (2012/2013), no en
tanto, não foi considerado um ano
ideal para o setor.
Nesta safra, o clima foi satisfatório e ocorreram b
oas precipitações pluviométricas
nas áreas do canavial. A quadra chuvosa na região l
este e agreste potiguar, onde se
encontra todo o canavial que é destinado à produção
das unidades de produção, teve
início em maio e deve ir até agosto do corrente ano
.
A produção de açúcar está estimada para a safra atu
al em 136,9 mil toneladas,
10,3% menor que a safra anterior, cuja produção foi
de 152,6 mil toneladas. Para o etanol
a produção total estimada é de 115.666,8 mil litros
, contra 85.346,3 mil litros da safra
anterior, representando um aumento de 35,5%. Embora
tenha ocorrido uma redução na
área a ser colhida (8,5%), observa-se um aumento na
produtividade (7,7%), provocando
uma redução de somente 1,4% na produção estadual de
cana-de-açúcar.  

Safra brasileira 2014/2015 fecha com recorde de 209,5 milhões de toneladas de grãos

Soja e milho safrinha foram os responsáveis pela expansão da produção nacional
A safra brasileira de grãos 2014/2015 alcançou 209,5 milhões de toneladas, com mais um recorde sobre os números passados. O aumento é de 8,2%, ou 15,9 milhões de toneladas, sobre da produção de 2013/14, de 193,62 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta sexta-feira (11), o 12º e último levantamento da safra 2014/2015.
 
A soja e o milho safrinha foram os principais responsáveis pela safra recorde de grãos no período, afirmou o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Marcelo Melo. A soja apresentou incremento de 11,8%, chegando a 96,2 milhões de toneladas. O milho 2ª safra registrou 54,5 milhões de toneladas, avanço de 12,6% sobre o ciclo anterior.
 
“Mais uma vez, o agronegócio dá resposta positiva para a economia do país. Este é um setor que dá resultado”, disse Melo. Os ganhos de produtividade, com aplicação de novas tecnologias, colaboraram para o desempenho positivo.
 
Melo: agronegócio dá resposta positiva à economia do país (Fotos: Guilherme Rodrigues/Conab)
 
O trigo está em início de colheita em alguns estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná.  Apesar da redução de área de 10,4%, a expectativa é de aumento de produção, podendo chegar a sete milhões de toneladas, graças sobretudo à recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul.

Segundo o diretor da Conab, em 2014 a produção foi afetada pelo clima, principalmente no RS. Neste ano, no entanto, houve recuperação. “A produção no Rio Grande do Sul tem expectativa de excelente qualidade, se não houver impacto do El Niño.”
Plantio
 
As intenções de plantio para a próxima temporada são otimistas.  O diretor de Estudos Econômicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, disse que os números do último levantamento da safra 2014/2015 dão animo para a atual safra. "O resultado implica nas decisões do agricultor e o ponto de partida está bom".
 
Em relação à contratação do crédito rural, o diretor lembrou que houve ampliação de 4% em julho e agosto nos financiamentos de custeio e investimento. “A demanda por crédito rural tende a avançar nos próximos meses de setembro, outubro e novembro”, ressaltou.
 
O diretor disse ainda que o atraso na liberação de recursos para o pré-custeio neste ano não deve prejudicar a produção. “As contratações de crédito em julho compensaram, em parte, a deficiência de pré-custeio em maio e junho", disse.  Ele analisou ainda que, do ponto de vista de impacto inflacionário, a produção recorde é um fator importante para a manutenção dos níveis de preço ao consumidor e que é "melhor administrar excesso de oferta do que falta de produtos". 
 
Wilson Araújo: "É melhor administrar excesso de oferta do que falta de produtos"
 
Área
 
A pesquisa registra 58 milhões de hectares da área total, com aumento de 1,7% maior em comparação com a safra 2013/14. A expansão da área foi de  976,1 mil hectares. A soja apresentou crescimento de 6,4%, ou 1,9 milhão de hectares, em relação ao ciclo anterior. Já o milho segunda safra teve acréscimo de 4,1%, ou 376,4 mil ha. No total, a área da soja é de 32,1 milhões de hectares, e a de milho segunda safra, de 9,6 milhões.
 
A pesquisa foi realizada entre os dias 23 a 29 de agosto e apresenta informações sobre área plantada, produção e produtividade média e stimadas, evolução do desenvolvimento das culturas e pacote tecnológico utilizado pelos produtores, além de evolução da colheita e outras variáveis. (Com informações da Conab)

Exportações do agronegócio somam US$ 7,34 bilhões em agosto

Soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro e café concentraram 80% dos embarques
As exportações dos produtos do agronegócio alcançaram US$ 7,34 bilhões em agosto deste ano, o que representa recuo de 17,4% nas vendas externas do país em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 967 milhões, com retração de 31,5% na comparação ao mesmo período de 2014. Com isso, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 6,38 bilhões em agosto. Os dados constam do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, ressaltou que o setor do agronegócio, mais uma vez, contribui para um considerável superávit na balança comercial brasileira. “Foram US$ 50,5 bilhões no acumulado de oito meses do ano. Destaco a relevante participação do setor no total das exportações brasileiras. O agro responde hoje por 46,5% do total, e no ano passado, foram 43,9%, no mesmo período”, afirmou
 
A secretaria salientou que as exportações de soja em grão e de carnes estão sendo realizadas em volumes cada vez maiores. “Em função da queda dos preços internacionais, a nossa receita neste mês de agosto foi menor do que no ano passado. Um dos destaques, porém, foi o aumento das exportações deóleo de soja no mês de agosto”, enfatizou. O valor de vendas desse produto industrializado cresceu 40%, totalizando US$ 180 milhões no período e US$ 746 milhões no acumulado do ano.
 
“Após a recente reabertura do mercado chinês para a nossa carne bovina in natura, a China se tornou, em agosto, o principal destino das exportações desse produto. Somente no mês passado, a receita foi de US$ 63,9 milhões”, comemorou Tatiana Palermo.  
 
Cinco cadeias produtivas tiveram participação de 80% do total exportado pelo agronegócio em agosto: complexo soja (35,6%); carnes (17,7%); produtos florestais (11,1%); complexo sucroalcooleiro (8,7%); e café (6,5%).
 
Complexo soja
O complexo soja liderou as exportações em agosto, registrando US$ 2,62 bilhões em vendas. O produto mais vendido foi a soja em grãos, com embarques de US$ 2 bilhões. Houve incremento de 25,3% na quantidade comercializada, alcançando 5,16 milhões de toneladas. Apesar de o preço médio do produto ter caído 25,1% em agosto, passando de US$ 518 para US$ 388 por tonelada.
 
O farelo de soja ficou em segundo lugar, com receita de US$ 430 milhões e 1,11 milhão de toneladas embarcadas. O óleo de soja registrou US$ 181 milhões em exportações (+40,0%).
 
Carnes
As carnes apareceram em segundo lugar no ranking exportador do agronegócio em agosto, com US$ 1,30 bilhão e 563 mil toneladas embarcadas. 
 
A carne de frango teve receita de US$ 642 milhões. A carne bovina apareceu em seguida, com vendas externas de US$ 498 milhões.
 
A carne suína in natura está na terceira posição com um resultado de US$ 114 milhões em remessas para o exterior. 
 
Produtos florestais
Os produtos florestais ficaram na terceira posição dos setores do agronegócio que mais exportaram em agosto, com US$ 816 milhões, com embarques de 1,5 milhão de toneladas. 
 
Papel e celulose puxaram as vendas do setor com receita de US$ 599 milhões. Em seguida, madeiras e suas obras registraram vendas de US$ 216 milhões. 
 
Complexo sucroalcooleiro
O complexo sucroalcooleiro foi o quarto setor que mais exportou no mês de agosto com remessas da ordem de US$ 637 milhões. A queda nas exportações de açúcar foi a grande responsáve l pelo baixo desempenho do setor, com US$ 546 milhões.
 
Com menor participação nas exportações do complexo, o álcool obteve resultado de US$ 90 milhões
 
Café
O setor cafeeiro, que ocupa a quinta posição no ranking, exportou US$ 477 milhões, em receitas. A quantidade exportada foi de 168 mil toneladas.
 
O café verde rendeu US$ 424 milhões, com 160 mil toneladas vendidas. O café solúvel obteve US$ 50 milhões, com 7 mil toneladas embarcadas do produto.
 
Acumulado do ano
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 59,71 bilhões entre janeiro e agosto de 2015. A participação do agronegócio no total das exportações brasileiras subiu de 43,9% para 46,5% no período. As importações do agronegócio totalizaram US$ 9,18 bilhões, como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio ficou em US$ 50,54 bilhões.
 
No acumulado dos oito meses, os cinco principais setores do agronegócio foram complexo soja (37,7%), carnes (6,3%), produtos florestais (11,3%), complexo sucroalcooleiro (8,9%) e o café (6,9%), totalizando 81% das vendas.
 


Os embarques do complexo soja chegaram ao valor de US$ 22,52 bilhões, principal item das exportações. O setor de carnes vendeu US$ 9,70 bilhões. Os produtos florestais alcançaram US$ 6,75 bilhões. O complexo sucroalcooleiro ficou na quarta colocação entre os principais setores exportadores do agronegócio, com o montante de US$ 5,32 bilhões. O setor cafeeiro exportou US$ 4,10 bilhões.

El Niño pode influenciar inverno de 2016

Nesta semana, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) divulgou que 40% dos reservatórios do Estado ou estão secos ou em volume morto e ainda que a reserva de água do RN está em 20% – o percentual corresponde à média dos níveis dos reservatórios.

A esperança de que o próximo ano a situação melhore com um período chuvoso satisfatório vai diminuindo a cada previsão meteorológica. De acordo com informações do especialista em Climatologia da Universidade Federal do Semiárido (UFERSA), José Espínola, o país está sofrendo com os efeitos do fenômeno chamado ‘El Niño’, cuja incidência está de moderada a forte e tem causado a diminuição da ocorrência das chuvas. Quanto às previsões para o próximo ano, o especialista disse que “caso o quadro não se reverta até o mês de dezembro, é bem provável que o período chuvoso de 2016 seja prejudicado, mas podem ocorrer algumas mudanças, já que estamos tratando de um fenômeno relativamente novo e que pode causar surpresas até mesmo nos meteorologistas”, diz.

Esse episódio do ‘El Niño’ iniciou-se de forma efetiva em maio de 2015 e influenciou tanto no aumento da ocorrência de chuvas na Região Sul do Brasil, como na diminuição da ocorrência de chuvas sobre o Norte da Região Nordeste, área de atuação da Zona de Convergência Intertropical no período de fevereiro a maio.

Para Espínola, a situação é muito preocupante, tendo em vista que até agora os efeitos da seca podem ser vistos com os prejuízos da agricultura e na manutenção dos rebanhos no Estado, mas que o problema pode se agravar ainda mais com reflexo na própria população.

A gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) continua monitorando e analisando diariamente o comportamento dos oceanos. Informações mais conclusivas sobre o comportamento para o período chuvoso de 2016 somente poderão ser apresentadas a partir dos próximos meses.
 
Gazeta do Oeste

Legislativo: Ministro da Integração Nacional participará de debate sobre a seca no RN

Foto: Assecom/ALRN
A Assembleia Legislativa do RN promove no dia 21 de setembro, uma segunda-feira, a partir das 9h, o evento “RN pela Transposição” para discutir a obra de transposição do rio São Francisco.
O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, estará presente na discussão, que é uma iniciativa do Poder Legislativo estadual, Comitê de Ações de Combate à Seca da Assembleia, Frente Parlamentar da Água e da Comissão Temporária do Senado Federal para Acompanhamento das Obras da Transposição.
A notícia é repassada pela assessoria de comunicação social da ALRN, na capital do estado.
Além do ministro da Integração Nacional, estarão presentes representantes do poder executivo estadual, deputados estaduais, federais, senadores, além de vereadores e prefeitos dos municípios potiguares.
Em paralelo ao evento, a ALRN promoverá exposição fotográfica com imagens do sertão potiguar e ainda atividades lúdicas de conscientização para o uso racional da água.
fonte do blog de pauta aberta

 Com 15%, Coremas tem menor volume de água em 50 anos.


..


O açude de Coremas, que abastece várias cidades da região do Sertão da Paraíba e do Rio Grande do Norte, está com apenas
15,1% de sua capacidade máxima.

A informação é da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa). O registro foi feito nesta quarta-feira (09).

O volume, que representa menos de 90 milhões de metros cúbicos de água, é o menor nos últimos 50 anos.

Segundo a Aesa, outra situação preocupante é na cidade de Itaporanga. Os dados coletados mostram que o açude Cachoeira, que abastece a cidade, tem apenas 11,8% de sua capacidade. O pior é que, desse volume total, apenas 5% aproximadamente é de água útil.

Na região, a cidade de Piancó já está sem água.

PortalCoremas com MaisPB

Projeto de Desenvolvimento Integrado incentiva assentamentos do Médio e Baixo São Francisco


Com investimentos que podem chegar 1,8 bilhão de reais em cinco anos, vindo de várias fontes de financiamentos, em benefício de 270 assentamentos da reforma agrária, onde vivem 13.267 famílias, além de milhares de agricultores familiares, distribuídos em 87 municípios do Médio e Baixo São Francisco nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia.
Esta é a estimativa preliminar apontada pelo Projeto de Desenvolvimento Integrado (PDI) do São Francisco, apresentado nesta última quinta-feira (10), pela presidente do Incra, Maria Lúcia Falcón, durante seminário técnico promovido pelo superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), João Paulo Lima, ocorrido em Recife (PE), e que reunião vários órgãos que atuam na região, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste, Centrais Elétricas do São Francisco (Chesf), dentre outros.
O PDI São Francisco tem como principais objetivos promover o desenvolvimento local, a partir de arranjos e sistemas produtivos e inovativos locais estruturantes, voltados para o público da reforma agrária na área do Médio e Baixo São Francisco.
Para a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Maria Fernanda Coelho, o seminário se constituiu em uma oportunidade para que se faça uma discussão para o desenvolvimento das famílias que vivem Semiárido, uma região com grandes desafios a serem superados. “Estamos diante de uma oportunidade de fazer a integração de políticas do governo, a maioria já existentes, e prover as famílias com o benefício da água, luz, habitação, e, principalmente, a geração de renda”, enfatizou Coelho.
João Paulo Lima disse que a Sudene estará à disposição para liderar o esforço de integração das políticas, que segundo ele poderá tirar milhares de famílias da miséria e vai estimular os governos a cumprirem seu papel, que é elevar a qualidade de vida das pessoas.
Durante sua explanação, Maria Lúcia destacou que a região identificada para o PDI São Francisco se caracteriza por possuir grandes demandas por reforma agrária, baixos índices sociais, pela necessidade de ampliação do aproveitamento hídrico do rio, da agregação de valor aos produtos da cadeia produtiva da agricultura familiar e da geração de renda para as famílias. Por outro lado, há nesta área institutos federais e estaduais de ensino, além de empresas privadas que realizam inúmeros investimentos na área do projeto, a exemplo da Sudene, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (DNOCS), Banco do Nordeste (BNB), bancos público e outros.
Além do mais, acrescentou, há investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em rodovias, aeroportos, hidrovias, ferrovias e parques eólicos, sem falar na presença de 37 instituições de ensino, dentre universidades e institutos federais.
Outra dado relevante apresentado pela presidente são os 144.576 agricultores familiares que de alguma forma colocam sua produção na agroindústria, gerando renda da ordem de 1,1 bilhão de reais em valor bruto da produção, segundo dados da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), sobretudo na produção de leite e farinha de mandioca.
Falcón demonstrou que já existem muitos arranjos prontos, como as rotas de produção definidas pelo Ministério da Integração Nacional, que envolve a produção de peixes, frutas, mel e cordeiro.
Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), identificou 21 Arranjos Produtivos Locais e 12 setores produtivos em 82 municípios.
Para Falcón, o novo modelo de reforma agrária em áreas de perímetros irrigados e sequeiro precisa levar em conta a rede de cidades, a nova ruralidade, a abordagem territorial e o serviço civil e ter como base o conhecimento, o cooperativismo, a agroindústria e o fomento.
Acima de tudo, acrescentou, o processo de elaboração e validação do projeto precisa ser participativo, ouvir os diversos atores e respeitar a cultura local. “A ideia agora, é definir a área de abrangência do projeto, priorizar as cadeias produtivas, tendo como referência o turismo rural, a piscicultura, a fruticultura, o leite e derivados e grãos e estabelecer o cronograma de atividades de cada entre”, enfatizou.
Participaram do seminário os superintendentes regionais do Incra de Alagoas, Lenilda Lima, de Pernambuco, Luis Aroldo, de Sergipe, André Bonfim e da Bahia, Gugé Fernandes.