domingo, 6 de janeiro de 2013
O Milho da CONAB-Perguntar não ofende
"Perguntar não ofende, ou pelo menos não deveria" Por que será que levaram todo o milho que estava estocado em Lajes para Açú? Com a palavra a quem interessar possa.
Parceria do MDA beneficia agricultores do Ceará
O Governo do Estado do Ceará em
parceria com o Banco Mundial e o Ministério do Desenvolvimento Agrário
(MDA) vão beneficiar os agricultores familiares do estado por meio do
Programa São José III. No presente momento, já estão assegurados R$ 34
milhões em Editais Públicos, sendo R$ 20 milhões para projetos de
abastecimento de água para as comunidades rurais do Ceará e R$ 14
milhões para projetos produtivos. No próximo sábado (05) será anunciada
em solenidade no município de Independência, a implantação de novas
cisternas de placas e de enxurrada e barragens subterrâneas que
atenderão o município.
Ao todo, o Projeto São José III receberá US$ 300
milhões (que equivale a mais de R$ 600 milhões) através de financiamento
do Banco Mundial junto ao Governo do Estado. Metade do valor está sendo
liberada este mês. Os recursos serão destinados para as modalidades de
Projetos Produtivos e Projetos de Abastecimentos de água para os 183
municípios do Estado do Ceará em seus 13 Territórios de Identidade.
De acordo com o delegado federal do MDA no Ceará,
Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira, os recursos serão investidos
apenas em ações para a agricultura familiar e combate a pobreza rural.
“O Ministério vai trabalhar o enfoque territorial, as cadeias produtivas
nos territórios. Os projetos de abastecimento e produtivos têm que
estar relacionados com os Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural
Sustentável (PTDRS) e com enfoque territorial”, explica.
No ultimo dia dois, foi lançado o edital para que os
agricultores familiares interessados em participar do programa se
manifestem. O MDA elaborou um calendário para realização de Seminários
Territoriais que capacitarão técnicos, no intuito de divulgar os editais
que beneficiarão agricultores familiares do Ceará.
Ao todo, existem 340 mil agricultores familiares no
estado. Todos podem participar do programa, que valorizará as cadeias
produtivas da ovinocaprinocultura, apicultura piscicultura, horticultura
irrigada, cajucultura, mandiocultura, pecuária leiteira e artesanato.
“O principal beneficio desse programa é preparar os agricultores
familiares para enfrentar os efeitos da estiagem”, destacou o delegado
do MDA.
Inmet alerta para chuvas e trovoadas por todo país
Previsão de rajadas de vento e descargas elétricas em Minas Gerais
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a ocorrência de
chuva moderada a forte, com trovoadas no Rio de Janeiro e Minas Gerais. O
órgão também alerta para descargas elétricas e rajadas de vento no sul e
zona da mata de Minas Gerais. O aviso é válido para esta sexta-feira, 4
de janeiro.Nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o céu fica nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Previsão de névoa úmida e/ou seca no leste e sul do Rio Grande do Sul. Para os demais estados da região Sul, chuva e trovoadas.
As cisternas de polietileno no Sertão do Nordeste
Fábrica de cisternas de polietileno
Cisterna pronta
Transporte das cisternas de polietileno
Cisternas nas cidades
Cisterna na comunidade
Escavação do buraco para cisterna
Cisternas na comunidade
A retirada de água da cisterna de plástico
Cisternas nas residências
Uma cisterna e uma casa na caatinga
Cisterna instalada em residência
Nestas fotografias podemos ver
algumas cisternas de plástico e o transporte das mesmas no Sertão do Nordeste.
As fotografias foram obtidas em Comunidades de Pernambuco, Bahia, Piauí.
Os fatos
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Fernando Pedroza...
José Renato da Silva e Patricia Salviano.
Fernando Pedroza amanheceu no dia hoje, com seus novos gestores. JOSÉ RENATO E PATRÍCIA SALVIANO, foram empossados ontem em solenidade bastante concorrida no parlamento municipal de Fernando Pedroza. O NOSSATERRA saúda seus novos dirigentes, implorando a Deus todo poderoso, que ilumine as suas mentes e que desenvolva um trabalho profícuo em prol do homem do campo, tão esquecido e abandonado pelas políticas públicas em nosso município. Amém.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Aquarela Nordestina
No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra,
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Juriti não suspira, inhambú seu canto encerra.
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte,
Como que reclamando nossa falta de sorte.
Asa branca, sedenta, vai chegando na bebida.
Não tem água a lagoa, já está ressequida.
E o sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste.
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste.
Laiá laiá laiá,...
No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra,
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Juriti não suspira, inhambú seu canto encerra.
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra.
Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte,
Como que reclamando nossa falta de sorte.
Asa branca, sedenta, vai chegando na bebida.
Não tem água a lagoa, já está ressequida.
E o sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste.
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste.
Laiá laiá laiá,...
Nota do Blog:
Após alguns dias de recesso, nossaterra volta a postar matérias de interesse do homem do campo. E nada mais prazeiroso do que ler o poema nordestino " Aquarela Nordestina", um clássico de Luiz Gonzaga, que retrata de forma contundente a situação por que passa o nosso nordeste brasileiro.
Feliz ano novo nação nordestina. Feliz ano novo região central. Feliz ano novo agricultor sofrido, esquecido, porém, bravo e ordeiro.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Famílias de classe média também fogem da estiagem no Pernambuco
Moradores do agreste e do sertão de Pernambuco estão
abandonando suas casas na zona rural para fugir da seca, mas
diferentemente do que ocorria, os novos retirantes não são apenas
miseráveis.Agora há famílias de classe média que deixam para trás casas mobiliadas.Parentes cuidam do patrimônio. E quem vai se compromete a enviar dinheiro para ajudar os que ficam.
“Meu filho e a mulher dele não aguentaram”, disse o agricultor Edigar Aristides dos Santos, 68, um ex-retirante que também fugiu da seca nas décadas de 1970 e 1980.
“Eles fecharam a casa com tudo dentro, entregaram a chave para um sobrinho e foram embora para São Paulo faz uns 30 dias”, disse.
Das 11 reses do casal, nove morreram. Das plantações de fumo, feijão e milho só sobraram caules secos.
Noticias do PRODECENTRO
Brasília -- Cerca de 600 representantes de organizações de
economia solidária de todo o país estão reunidos para fazer um balanço
sobre a área e discutir os desafios para os próximos anos. A 5ª
Conferência Nacional da Economia Solidária ocorre em Luziânia (GO),
cidade a cerca de 60 quilômetros da capital federal.
Um dos desafios apontados é o acesso ao financiamento para os
empreendimentos econômicos solidários. A representante da Rede
Universitária de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares, do
Ceará, Ana Dubeaux, aponta a necessidade de implementação de um fundo
com recursos públicos para financiar o trabalho das organizações.
"De 2003 para cá, começamos a ter políticas públicas para a economia
solidária, mas elas ainda são muito fracas. Não existe um fundo público
que apoie o investimento nos empreendimentos que estão querendo se
organizar em forma de trabalho associado que é fundamental para a
economia solidária existir", disse, acrescentando que as políticas
públicas governamentais têm se destinado, principalmente a formação e ao
mapeamento das atividades e não oferecem recursos suficientes para a
aquisição de maquinário.
Ana Lourdes de Freitas, do Empreendimento Econômico Cultural Templo da
Poesia, de Fortaleza (CE), também cita o desafio da sustentabilidade dos
empreendimentos e a necessidade de uma lei federal que regulamente a
atividade. A organização da qual Ana Lourdes faz parte busca
sensibilizar o público para as artes e faz também apresentações pagas
para custear as despesas do grupo. "Assim com as grandes empresas
recebem investimentos para crescerem, acreditamos que também os
empreendimentos da economia solidária precisam de investimento para que
se expandam. Queremos produzir para que a comunidade local consuma".
A conferência nacional ocorre a cada três anos e o momento de debates é
também para tratar de avanços alcançados desde o último encontro. O
crescente reconhecimento da economia solidária é apontado como um dos
avanços por Ana Dubeaux. "Temos conseguido fazer com que haja um
reconhecimento da economia solidária que começa a existir nas
estatísticas, começa a ter políticas públicas voltadas para ela e um
olhar da sociedade em geral", disse.
O índio guarani Vanderley Martins, da Aldeia Jaguapireu, de Dourados
(MS), veio para a conferência com outros 29 indígenas e conta que os
índios estão entre os primeiros praticantes da economia solidária, já
que sempre fizeram trocas. Ele coordena um grupo que produz artesanato e
com os produtos também busca difundir a cultura indígena. A economia
solidária é para eles uma importante fonte de geração de renda.
"Temos um banco comunitário na nossa cidade, o Banco Pire, que tem um
valor em caixa. O empreendimento vai lá, faz o empréstimo e paga em
parcelas com juros muito pequenos. Nosso grupo Guaté trabalha com
artesanato, acessórios e junto com o artesanato vai uma embalagem que
conta nossa história. Quando chegamos à comunidade com o resultado do
nosso trabalho, é muito gratificante", contou.
A 5ª Conferência Nacional da Economia Solidária começou ontem (9) e vai
até o dia 13 de dezembro com o tema Bem-Viver, Cooperação e Autogestão
para o Desenvolvimento Justo e Sustentável. Uma das definições da
economia solidária é a de uma atividade de geração de trabalho e renda
com inclusão social. Compreende práticas econômicas e sociais
organizadas sob a forma de cooperativas, associações e empresas
autogestionárias.
domingo, 16 de dezembro de 2012
No interior do RN, rebanho não resiste e morre de sede e fome
- Publicado por Robson Pires, na categoria Notas às 05:29
A TRIBUNA DO NORTE voltou esta semana às cidades visitadas em maio passado. O cenário é praticamente o mesmo. Intacta, mesmo, a esperança do sertanejo.
Preparar a forragem do gado foi substituído pela espera da ração distribuída pelo Governo do Estado. A coleta do leite se manteve, mas em menor escala, tendo em vista que o número de animais diminuiu drasticamente e os que ficaram pouco dão leite. Por último, organizar a produção do assentamento passou a ter novas obrigações. Transportar cadáveres de bois e vacas até o cemitério improvisado pelos colonos, viagens ao escritório do Banco do Nordeste de Caicó para tentar financiamentos, entre outros afazeres. Francisco das Chagas e seus 62 vizinhos fazem parte de um grupo crescente no interior do Rio Grande, o grupo daqueles que dependem quase que exclusivamente da política assistencial do poder público para persistir em seu trabalho.
Hoje pelos menos 17 mil agropecuaristas do Rio Grande do Norte contam com a ajuda de instituições públicas para manter o rebanho e a produção. O número à primeira vista impõe respeito, mas se intimida diante do universo geral de produtores do Estado. Segundo dados do Idiarn, existem hoje mais de 48 mil criadores de gado registrados no Estado. Pouco mais de três mil são atendidos pela distribuição de sorgo e milho do Governo do Estado, segundo dados da Emater. Além disso, cerca de 14 mil produtores compram milho a um preço abaixo do mercado através da Conab.
Segundo os próprios atingidos, é por conta de números como esses que a situação das comunidades rurais no interior do Estado pouco mudou desde o início da estiagem. A TRIBUNA DO NORTE visitou várias cidades em maio e registrou as dificuldades encontradas por conta da seca. Francisco das Chagas foi um dos entrevistados. Sete meses depois a situação pouco mudou. “Temos menos bichos morrendo, mas isso é porque boa parte do rebanho morreu naquela época”, lamenta o criador. Até dezembro cerca de 50 animais morreram no assentamento Seridó.
A principal dificuldade a persistir na vida das comunidades rurais do interior do Estado é a falta de pasto e água para o gado. “Existe a ração do Governo do Estado e o milho da Conab, mas nem todos os colonos conseguem ter acesso. O cadastro não contempla todos”, diz Francisco das Chagas. Com os reservatórios esvaziados e o chão tão seco que até a palma e o xique-xique começa a murchar, os produtores têm duas possibilidades: ou compram a ração ou esperam pelo Governo. Os “menores” não tem como desembolsar o necessário para comprar ração. Dependem dos governos.
Aqueles com um rebanho maior – e mais condição financeira – passaram a bancar do próprio bolso a sobrevivência do rebanho. Isso inclui contrair empréstimos, principalmente na linha de financiamento emergencial para seca, disponibilizada pelo Banco do Nordeste. Ubirajara Lopes de Araújo é um dos que conseguiu acesso ao recurso. O agricultor gastou cerca de R$ 20 mil desde maio apenas para conseguir manter em pé as 160 cabeças de gado que possui na fazenda Estreito. “A única ajuda que eu tenho é o milho comprado na Conab. O açude secou e dependemos da Operação Pipa para abastecer a casa”, aponta Ubirajara.
Com as dificuldades advindas com a seca, e que persistem desde a primeira metade de 2012, a produção de leite tem sido fortemente influenciada no Seridó. Em alguns locais, a diminuição chega a 40%.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O Boer, sim senhor !
Ali
estavam 200 animais para apreciação, com 100 em julgamento - uma
demonstração de pujança que merece todo respeito dos brasileiros.
Há
alguns estudiosos que não apreciam o Boer, simplesmente por ser
exótico. Afirmam que “as cabras sempre foram laticínios ambulantes,
sendo a carne um subproduto do leite”. Estão
certos, pois a realidade durante muitos milênios era: a cabra para
leite e o cordeiro para a carne. Não existiam, então, caprinos para
corte? Historicamente, existiam caprinos que conseguiram sobreviver a
mil peripécias em montanhas escarpadas, onde só eles chegavam. Nessa
maratona, tornaram-se mais musculosos, adequando-se ao transporte de um
úbere de pequeno porte. Produziam leite apenas para as crias. Eram,
porém, de pouca serventia para o ser humano, servindo apenas para serem
caçados. Já as cabras domesticadas produziam leite e peles, dois
produtos que ajudaram a escrever a história do ser humano.
Até
pouco tempo, embora os caprinos estivessem em todos os pratos, como
carne, jamais se pensava em selecioná-los para tal finalidade. Chegava a
ser mesmo uma heresia!
Somente
recentemente, o ser humano resolveu especializar o pequeno ruminante
para produção de carne. Melhorou - e muito! - os ovinos e, então, alguns
criadores trataram de fazer o mesmo com os caprinos. A primeira raça
desenvolvida para produção de carne recebeu o nome de Boer, na história
da humanidade, para lembrar os pioneiros europeus que povoaram a África
do Sul. A partir dessa experiência, várias outras raças estão surgindo e
tentando ocupar um espaço no mercado mundial de carnes.
A
carne, rara iguaria, já pode ser encontrada mais facilmente. Produzir
carne caprina é atender um mercado altamente sofisticado, pois se trata
de um produto da mais alta nobreza, para ocasiões especiais. Já a carne
de cordeiro pode ser encontrada a qualquer momento, a um preço
acessível.
A
carne caprina, por seu lado, tem muitas virtudes, sendo especialmente
indicada para quem precisa de alta digestibilidade. Até por isso, a
carne pode ser preparada em pratos muito requintados.
O Boer
- O Boer chegou ao Brasil pelas mãos da Emepa-PB, num gesto pioneiro,
depois de ferrenha batalha travada pelo especialista Dr. Wandrick Hauss,
com órgãos governamentais. Trouxe os caprinos e também os técnicos para
ensinarem a tecnologia de transplantes de embriões. Foi um momento
decisivo na história da caprino-ovinocultura brasileira, pois todas as
operações foram assistidas por empresários que já enxergavam a atividade
como uma “ferramenta econômica” importante para o Nordeste.
Imediatamente, alguns empresários começaram a importar Boer. Em menos de
10 anos, já pontificavam vários rebanhos no Brasil.
O
Boer, logo no primeiro cruzamento com qualquer outra raça, já produz um
animal meio-sangue muito mais lucrativo, com carcaça superior.
Percebendo esta vantagem, os criadores passaram a introduzir mestiços
Boer como se fossem reprodutores puros - até porque não existiam animais
puros em quantidade suficiente.
Hoje,
quase 20 anos depois, o que se nota em todo Brasil, é que os caprinos
deram um salto, em termos de carcaça. Está evidente que a caprinocultura
envereda agora por dois caminhos: carne, ou leite, com decisão. No
primeiro caso (carne), praticamente todos os rebanhos usaram, em algum
momento, um reprodutor Boer, ou mestiço de Boer.
Pode-se,
então, discutir a viabilidade histórica de um caprino exclusivamente
para carne, mas não a eficiência do Boer dentro dos rebanhos. Lembre-se
que a vaca Ongole, na Índia, é selecionada para leite, mas - no Brasil -
recebeu o nome de Nelore (pois era ajuntada na cidade de Nellore, na
Índia, antes de ser embarcada), sendo selecionada exclusivamente para
carne, com absoluta predominância no cenário. Não é novidade, portanto,
transformar uma raça leiteira em boa produtora de carne. Diz um ditado:
“Colocar carne na vaca leiteira é tarefa fácil diante da dificuldade de
colocar leite na vaca de corte”. Vale também para os caprinos.

O Boer chegou para cumprir um importante papel: colocar mais carne dentro das porteiras.
O
crescimento do mercado, a falta de instituições adequadas, a falta de
uma cadeia organizada e outros fatores parecem reduzir a ação do Boer,
mas ele está vigorosamente dentro das porteiras, para todos enxergarem
que o futuro é grandioso para a raça. O uso do Boer, portanto, é
caracterizado como “uma fatalidade seletiva”, ou seja, como ferramenta a
ser utilizada para colocar mais carne no mestiço comum. “O Boer é o
caminho mais fácil para somar carne, ou seja, lucro no rebanho” -
garante Fabrício Zaccara.
-
Eu mesmo tinha dúvidas quanto ao Boer, no início - confessa Fabrício.
Será que aquele animal grandioso conseguiria sobreviver na caatinga?
Conseguiria ficar em pé, sobre as patas traseiras, para poder alcançar
as folhas catingueiras? Fiquei observando muito tempo e fiz muitas
pesquisas com o Boer. Ele passou em todas.
-
Na verdade, o Boer está completando sua primeira fase no Brasil -
lembra Renato Galvão. Nesta fase inicial, todos quiseram testar o Boer e
isso aconteceu - de fato - de uma maneira espontânea, sem qualquer
regra. Todo mundo fugiu de qualquer regulamento, ou associação, ou mesmo
de qualquer seleção. O animal dava resultado e isso bastava. Foi um
sucesso evidente dentro das porteiras. Essa fase, porém, esgotou-se e é
necessário procurar reprodutores mais qualificados para cobrirem as
fêmeas atuais. Está retornando, então, a procura por reprodutores puros.
Expo Natal
- A grande vitória do Boer podia ser vista na Expo Natal. Ali estavam
200 animais puros, literalmente colocados à venda. Foi a raça mais
numerosa nos julgamentos, batendo até os ovinos como o Santa Inês. Em um
ano de forte Seca.
A
Exposição de Natal mostrou claramente a tendência da atualidade: havia
100 Boer no julgamento, representando o caprino de corte e mais 70
Saanen, representando o caprino leiteiro. Onde se juntaram tantos
caprinos Saanen, num mesmo recinto?
Pode-se
entender que 80% das propriedades estão interessadas em produzir
caprinos para carne, no momento, utilizando o Boer. Estas mesmas
propriedades reservarão 20% do rebanho para seleção e registro
genealógico, como maneira de garantir o futuro. Esse é, portanto, um
novo alvorecer para o Boer, agora com mais maturidade. Há dezenas de
caminhos a serem escolhidos na produção de carne caprina, mas todos
aproveitam as virtudes do Boer.
Criador inova na criação de ovinos e caprinos
Na
cidade de Apucarana (PR), um criador de ovinos e caprinos resolveu
inovar. Ele possui em seu criatório, 300 cabeças de ovinos e 150, de
caprinos confinados. Segundo ele, os animais confinados não entram em
contato com os demais, criados a campo, evitando-se, assim, uma possível
contaminação, agregando valor ao seu produto final. Em confinamento,
evita-se que os animais corram por longas distâncias, pois as correrias
endurecem os músculos, produzindo carne mais dura e de pior qualidade.
Uma
curiosidade é que, os animais criados em confinamento, quando abatidos,
demonstram ser mais saudáveis, observando-se o estado em que se
encontram seus órgãos, principalmente, o coração, o pulmão e os rins.
Isso gera maior rentabilidade e agrega valor ao produto final, a carne,
assegura o produtor paranaense, que investiu em seu próprio abatedouro.
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