sábado, 27 de maio de 2023

 

FINANCIAMENTO

Mapa se reúne com seguradoras e operadores de mercado para melhorar ambiente de negócios

Reuniões aconteceram em São Paulo e a finalidade é que serviços financeiros e de seguros sejam aprimorados para atender ao produtor rural
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Duas reuniões entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e prestadores de serviços financeiros e de seguros para o agro ocorreram nesta semana em São Paulo. O objetivo dos encontros foi estreitar o relacionamento com o mercado e com empresas que prestam serviços financeiros e de seguros para a agropecuária brasileira. “Queremos entender como melhorar o ambiente de negócios e fazer com que esses serviços cheguem da melhor forma possível para o produtor rural, fazer os ajustes necessários”, explicou José Angelo Mazzillo, assessor especial do ministro Carlos Fávaro.

As reuniões aconteceram na Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP). Na segunda-feira (22) de manhã, os participantes presenciais e remotos discutiram como aprimorar o seguro rural para o produtor. “O agricultor, no mundo da sustentabilidade, precisa tornar a atividade dele mais resiliente, mais imune a crises, flutuações de preços, problemas climáticos. Para isso, ele precisa ter acesso aos instrumentos para gerir adequadamente seus riscos. Isso é governança”, disse Angelo.

Resiliência da atividade, governança e gestão de risco são temas inter-relacionados e para garantir sucesso em todos eles, o produtor rural precisa de ferramentas adequadas. A reunião discutiu o programa de subvenção ao prêmio de seguro rural, um instrumento considerado de extrema relevância para o agronegócio brasileiro. O Mapa estuda a possível criação de uma câmara temática para o aprimoramento da gestão dos riscos agropecuários no país. 

Participaram da reunião técnicos do Departamento de Gestão de Riscos (Deger) da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, a Coordenação Geral das Câmaras Temáticas e representantes de seguradoras que oferecem seguro rural.

Mercado

A outra reunião foi dividida em duas partes. A primeira discutiu a CPR temática, uma evolução da chamada CPR Verde, que foi objeto do decreto 10.828, de outubro de 2021. “A CPR Verde não funcionou como se esperava. A gente está revisitando essa matéria para tentar buscar um caminho pelo qual as finanças do agro possam transitar a sustentabilidade de uma forma ordenada, clara, tanto para o produtor rural quanto para o investidor”, disse Angelo.

Um dos pontos debatidos foi a denominação. A nomenclatura internacional não se refere mais a títulos verdes, mas a títulos temáticos, que são divididos em cinco temas: ambiental, social, socioambiental, de transição e índice de sustentabilidade. A gente está avaliando a possibilidade de trazer essa nomenclatura para a CPR e com isso deixar claro para o produtor e para o investidor caminhos a serem seguidos na busca das finanças sustentáveis do agro.

A segunda parte da segunda reunião tratou de temas diversos, que dizem respeito à melhor utilização dos dados disponíveis nas registradoras para fomento e desenvolvimento do mercado, como o BNDES pode ajudar a desenvolver e alavancar o mercado de capitais, como aperfeiçoar ainda mais o ambiente de negócios para as finanças privadas do agro (incluindo ajustes que ainda podem ser feitos nos títulos do agro), e como os cartórios podem aperfeiçoar os seus serviços para facilitar o desenvolvimento das finanças do agro. “Discutimos também o andamento da regulamentação do Fiagro e das emendas que foram propostas por parlamentares da FPA à recém-publicada MP 1171 para melhorar as finanças do agro.”

Estiveram presentes representantes de entidades de classe, como a Federação Brasileiras dos Bancos (Febraban), a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Associação Brasileira das Securitizadoras Imobiliárias e do Agronegócio (ABSia), a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), representantes da SPA, da SFA-SP e de escritórios de advocacia. O novo coordenador do agro da FGV, Guilherme Bastos, também participou.

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Financiamento

Mapa e Fazenda debatem propostas para o Plano Safra 2023/2024

Fávaro levou a proposta de um Plano Safra mais robusto do que o de 2022/2023, especialmente por causa das diferenças conjunturais
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, voltou a se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (24), para tratar dos recursos que serão disponibilizados para o Plano Safra 2023/2024. Fávaro levou a proposta de um Plano Safra mais robusto do que o de 2022/2023, especialmente por causa das diferenças conjunturais entre aquele período e o atual.

"Há um movimento de inovação na busca de recursos livres, com taxas de juros mais compatíveis com a conjuntura atual", comentou o ministro da Agricultura e Pecuária. Ele citou o ineditismo da liberação de crédito rural em dólar pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Pela primeira vez na história, tivemos liberação de crédito através do BNDES, com taxas de juros muito mais baratas do que o próprio Plano Safra e zero de recurso público para equalizar”, explicou o ministro.

Fávaro ponderou que essas novas oportunidades de crédito atuam de forma paralela ao sistema de liberação de recursos pelo governo e os ministérios da Fazenda e da Agricultura e Pecuária estão intensificando a busca por mecanismos para permitir que o mercado possa financiar a agropecuária brasileira sem a participação do Tesouro.

“Não podemos achar que essa será a regra principal, até porque quem produz milho, arroz, leite, feijão e hortaliças precisa de custeio e não tem hedge natural em dólar e por isso precisa de juros mais baixos para poder colocar o alimento na mesa dos brasileiros”, afirmou.

Informações à Imprensa
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Produtores já podem contar com cinco novas sementes de pitaya, a fruta do dragão

   

São as primeiras cultivares de pitayas registradas no Ministério da Agricultura (Mapa) e chegam ao mercado para uniformizar e organizar a produção desse fruto. Pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) desenvolveram cinco cultivares de pitaya geneticamente superiores: BRS Lua do Cerrado; BRS Luz do Cerrado; BRS Granada do Cerrado; BRS Minipitaya do Cerrado e BRS Âmbar do Cerrado.

Os novos materiais serão resistentes a doenças. As novas cultivares apresentaram bom desempenho nos pomares, mesmo sem a aplicação de químicos. Essa característica as torna aptas para o cultivo orgânico, além de gerar menor impacto ambiental e financeiro na produção. Os frutos são bem doces, de polpa firme e as plantas apresentam manejo simples, boa produtividade e baixo custo de produção.

As cinco novas sementes são resultado de um trabalho que se iniciou na década de 1990, a partir da seleção de espécies com maior potencial comercial e, também, de cruzamentos realizados entre e dentro de diferentes espécies. No início dos trabalhos, a Embrapa Cerrados chegou a formar um banco de germoplasma (coleção de diferentes acessos da espécie) com 400 genótipos diferentes. “A maior parte dos materiais foi coletada no Cerrado e, outros, doados por colecionadores de cactáceas”, conta o pesquisador da Embrapa Nilton Junqueira, pioneiro nas pesquisas com pitaya no Brasil.

Também conhecida como fruta-do-dragão, por causa de sua aparência escamosa, as pitayas têm origem na América tropical e subtropical, incluindo o Brasil. O País possui uma espécie nativa, a Selenicereus setaceus, conhecida como Saborosa, de sabor aprimorado, uma vez que combina doçura com acidez. Além dessa espécie nativa, temos a Selenicereus costaricensis, que possui a casca vermelha e a polpa roxa. Essa e a Selenicereus undatus, pitaya de casca vermelha e polpa branca, são as que possuem maior expressão comercial. Há, no entanto, uma diversidade grande de outras espécies, como a Selenicereus megalanthus, que é a pitaya de casca amarela e polpa branca, bem mais doce do que as demais.

O cultivo da pitaya é recente aqui e no mundo, mas está em franca expansão. Comercialmente, começou a ser plantada no País nos últimos 20 anos. Atualmente, o Brasil está entre os dez maiores produtores; no topo da produção estão o Vietnã e a China. Além de ser uma fruta bonita e vistosa, a pitaya também é funcional, por possuir características benéficas para a saúde. Ela é rica em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. O fruto pode ser consumido in natura e em diversas receitas. A casca também pode ser consumida e utilizada para extração de corantes e outros produtos agroindustriais. A planta produz uma flor grande e bonita, que abre à noite e que possui potencial ornamental.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

 

Angicos realizará de 1º a 03 de junho uma nova edição da Feira da Terra.

Com projeção de preenchimento de todos os espaços que serão ofertados pela Prefeitura Municipal, a terceira edição da Feira da Terra na cidade de Angicos, região Central do RN, vai acontecer nos dias 1º, 02 e 03 de junho próximo.

Toda a estrutura do evento, que acolherá a participação de empreendedores formais e informais, será montada na Praça Prefeito Jaime Batista de Souza, localizada no bairro homônimo, no setor urbano da cidade.

A realização, organizada pelo Poder Executivo angicano, por intermédio da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Lazer e Desenvolvimento Econômico, com o apoio de parceiros, um deles o Banco do Nordeste (BNB), terá a presença de expositores tanto da própria cidade de Angicos, como também de municípios adjacentes e até de outras regiões do estado.

Por Foco Central

 

Ciência abre novas oportunidades na produção de caprinos e ovinos

Há 50 anos, Embrapa desenvolve soluções para aumentar eficiência na caprinocultura e ovinocultura e se prepara para promover a inovação tecnológica viabilizando o desenvolvimento sustentável

 

O Brasil é o 18º produtor mundial de ovinos e o 21º de caprinos. A ovinocultura e a caprinocultura são atividades expressivas especialmente nas regiões Nordeste e Sul, A primeira abriga cerca de 90% dos rebanhos caprinos e 60% dos rebanhos ovinos.

De acordo com dados do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos (CIM),  há potencial para ampliação da produção de carne, leite e seus derivados. Além dos tradicionais mercados locais da agricultura familiar que podem ser fortalecidos, emergem novas oportunidades como o mercado  industrial, boutiques de produtos regionais, alta gastronomia, insumos para probióticos, nutracêuticos e matéria prima para confecção de produtos e acessórios derivados do couro.

Os cenários que se anunciam no presente e no futuro para a caprinocultura e a ovinocultura brasileiras apontam para a produção de tecnologias que promovam o desenvolvimento das atividades de forma sustentável, incluindo sistemas de produção mais eficientes, uso de ferramentas modernas de tecnologia de informação para tomada de decisão, insumos veterinários livres de resíduos, melhoramento genético animal e vegetal, entre outros (leia abaixo nesta matéria).  Esses temas estão no foco da atuação da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), criada na década de 1970.

Passados quase 50 anos, a unidade da Embrapa tem sua agenda de pesquisa voltada a desenvolver soluções para problemas reais prospectados nas cadeias produtivas de caprinos e ovinos,com a participação de agricultores familiares, produtores, associações de produtores, cooperativas, agroindústrias e instituições governamentais e não governamentais. Na sua missão, tem utilizado a ciência para a consolidação do espaço rural como um ambiente de oportunidades de desenvolvimento, geração de emprego e renda  e a inclusão de jovens e mulheres na atividade pecuária. “O conhecimento gerado em cinco décadas de pesquisa permite que a Embrapa tenha uma base tecnológica potente com soluções aplicáveis, levando benefícios para a sociedade”, comenta Ana Clara Cavalcante, atual chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos.

Histórico: dos pacotes tecnológicos à atenção a necessidades específicas

Os objetivos da criação da Embrapa Caprinos e Ovinos, na década de 1970, voltavam-se a produzir tecnologia aplicada para o desenvolvimento da caprinocultura e da ovinocultura no Brasil e aumentar a eficiência econômica e social das duas atividades. A expectativa era de ocupação dos espaços marginais do bioma Caatinga, onde não se podia praticar agricultura intensiva, por impedimento à mecanização agrícola em solos rasos, e onde a criação de animais de grande porte era inviável.

“O aumento da produtividade por área, de carne e leite de animais de médio porte, exigia a geração de tecnologia capaz de melhorar a renda dos pequenos pecuaristas nordestinos. A proteína de origem animal acessível na época era a carne desses animais e o leite da cabra supria as deficiências alimentares de crianças sertanejas. A caprinovinocultura configurava-se como exploração secundária das propriedades rurais. A mortalidade de animais jovens era muito grande, o rendimento de carcaça deixava a desejar, o odor característico discriminava o consumo, além do pouco conhecimento científico, o que comprometia o desenvolvimento da criação”, conta Darlan Filgueira Maciel, que chefiou o centro de pesquisa de 1976 a 1979. 

Maciel acredita que o trabalho de seleção de raças, melhoramento genético, reprodução programada com inseminação, manejo adequado dos rebanhos, instalações apropriadas e a utilização correta de pastos e arbustos nativos e introduzidos fizeram a diferença para o desenvolvimento da caprinocultura e da ovinocultura no Brasil.

A opinião é endossada por outro ex-chefe-geral, Evandro Holanda, que esteve à frente da Unidade de 2009 a 2015. Ele afirma que antes da criação da Embrapa Caprinos e Ovinos, o conhecimento sobre os indicadores de desempenho zootécnico, comportamento alimentar, reprodutivo e as principais doenças e parasitas de pequenos ruminantes não estavam sistematizados. “A Embrapa exerceu um importante papel na coleta e sistematização dessas informações, o que permitiu que fossem desenvolvidas soluções como os programas de melhoramento genético, os sistemas de manejo alimentar, os protocolos de controle de doenças e parasitas e outros componentes tecnológicos dos sistemas de produção”.

Para enfrentar os desafios iniciais, os primeiros gestores trabalharam no levantamento do estado da arte dessas atividades no Brasil. De acordo com Elino Alves Moraes, que ocupou a chefia-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos de 1979 a 1981, entre as maiores dificuldades estava a pouca rentabilidade dos sistemas de produção. A introdução de novos modelos requeria mais investimentos e havia poucas linhas de financiamentos disponíveis. À época, a primeira estratégia utilizada foi a elaboração dos pacotes tecnológicos com documentos de recomendações elaborados por pesquisadores, extensionistas, produtores e convidados.

Se na década de 1970 a estratégia foi a difusão de pacotes tecnológicos, prontos para serem adotados pelos criadores, atualmente a Embrapa Caprinos e Ovinos busca trabalhar em parceria com órgãos representativos dos produtores e entidades públicas e privadas ligadas ao setor produtivo, com foco em captação de demandas e codesenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades específicas.

“Nos últimos dez anos, a Embrapa tem fortalecido relações com entes de fomento, ministérios, parlamentos, levando as demandas de produtores para elaboração de políticas públicas e captação de recursos para pesquisas. Temos procurado, inclusive, parceiros e beneficiários para codesenvolvimento e financiamento das tecnologias, para acelerar os processos de entrega. O intuito é desenvolver tecnologias capazes de solucionar problemas reais, de fácil adoção e alto impacto” explica Ana Clara Cavalcante.

Sistemas de produção mais eficientes

A atuação da Embrapa Caprinos e Ovinos hoje se organiza em cinco eixos: inovação tecnológica para sistemas de produção; segurança zoossanitária; melhoramento genético (animal e vegetal); agregação de valor aos produtos; e gestão do conhecimento e da inovação.

Cultivares e animais selecionados, mecanização da produção e outros insumos voltados para promover a inovação tecnológica e tornar os sistemas de produção mais sustentáveis estão relacionados ao primeiro eixo. As pesquisas incluem a seleção de animais com melhor eficiência alimentar, para que essa característica possa ser transmitida para seus descendentes, e novas cultivares de plantas forrageiras, tolerantes às condições ambientais do ambiente semiárido. Testes com máquinas e implementos para auxiliar na redução do problema com disponibilidade de mão de obra nas propriedades rurais também já integram os projetos de pesquisa.

“Todo esse desenvolvimento de ativos, de cultivares, de animais, de forma transversal, pode trazer soluções viáveis, ajudar a reduzir custos de produção e a necessidade de mão de obra. Esses sistemas de produção poderão ser mais eficientes no uso de seus recursos, mitigar os efeitos das mudanças climáticas e contemplar não só caprinos e ovinos, mas outros animais ruminantes que poderão se beneficiar dessas tecnologias”, destaca Ana Clara.

Prevenção e controle às doenças dos rebanhos compõem outro eixo de atuação da Embrapa. Entre essas pesquisas, destacam-se avanços que podem trazer soluções para problemas como a verminose – com vacina em fase de testes – e a linfadenite caseosa. “Com o estudo de nanopartículas para uso em medicamentos para linfadenite caseosa, uma das doenças que mais afeta os rebanhos e traz grande prejuízo econômico, estamos trabalhando na fronteira do conhecimento”, ressalta a chefe-geral.

Outra linha de atuação é a de melhoramento genético, com pesquisas nas vertentes animal e vegetal. O melhoramento animal faz, há alguns anos, estudos com genômica para trazer avanços na melhor acurácia, para seleção de animais com características desejáveis para a produção. O melhoramento vegetal trabalha com genes de tolerância à seca e aponta, para o futuro, a possibilidade de trabalhar com edição gênica, considerada, por Ana Clara, como uma mudança disruptiva para caprinocultura e ovinocultura.

A diversidade de produtos que podem ser obtidos a partir de caprinos e ovinos gerou uma tradição em pesquisa responsável pela criação de diferentes itens derivados do leite e da carne dessas espécies. Estudos sobre qualidade do leite; boas práticas na ordenha e produção; desenvolvimento de produtos têm foco na agregação de valor e são realizados em parceria com laticínios e agroindústria de carne. Um dos destaques é a contribuição para certificação da Manta de Carneiro do Sertão dos Inhamuns (CE) como produto tradicional daquela região.

O conhecimento gerado a partir do desenvolvimento de soluções tecnológicas integra outro eixo de atuação, que se destina a compartilhar essas informações com a sociedade brasileira. “É uma maneira de disponibilizar essas soluções em um formato mais acessível. Já temos aplicativos para gestão de custos de produção, de gerenciamento de rebanhos, de recursos forrageiros e as informações do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos (CIM), que fornecem ferramentas necessárias para que produtores consigam tomar decisões”, frisa Ana Clara. Este trabalho também gera produtos como cartilhas e vídeos, que podem ser compartilhados de forma ágil em canais como redes sociais.

Estes trabalhos de gestão do conhecimento e inteligência territorial já vêm sendo utilizados como subsídios da Embrapa para políticas públicas, como as propostas de mudanças na regulamentação dos leites ovino e caprino e de legislação para pequenos abatedouros.  Subsidiam também a formação de redes e composição de parcerias. Segundo Ana Clara, essa aproximação com outras instituições é importante para que as demandas de produtores sejam levadas a instituições de governo e de fomento, assim como podem facilitar que tecnologias cheguem ao mercado em maior escala.

Cenários de futuro

De acordo com Ana Clara, para os próximos anos, o objetivo da Embrapa Caprinos e Ovinos, como empresa pública, é usar a ciência para colaborar na consolidação do espaço rural como um ambiente de oportunidades para públicos diversos. “Esperamos, a médio e longo prazo, que as tecnologias possam fazer parte do dia a dia das propriedades rurais, melhorando os indicadores de produtividade e sustentabilidade, gerando impactos positivos e mensuráveis na geração de emprego e renda. Acreditamos que a inovação tem esse poder transformador e as tecnologias serão catalisadoras para o uso de práticas sustentáveis, como uso eficiente de água, sistemas integrados, medicamentos sem resíduos e aproveitamento da biodiversidade da Caatinga, trazendo grandes benefícios para os sistemas pecuários”, aponta a pesquisadora.

Segundo ela, a análise de cenários futuros, antecipando soluções para problemas antes que eles se tornem limitadores para os sistemas de produção de caprinos e de ovinos será uma grande ferramenta para o desenvolvimento da atividade. “Não vamos esperar o futuro, vamos construir o futuro. E não vamos construir sozinhos, vamos contar com a colaboração dos mais diversos parceiros”, conclui.

Produção mundial

De acordo com documentos que registram a criação da Embrapa Caprinos e Ovinos, no início da década de 1970, o Brasil era o 6º produtor mundial de caprinos, com um rebanho de 14,3 milhões de cabeças. O maior rebanho do País era na região Nordeste, com 11,2 milhões. Os principais produtores no mundo eram Índia, China, Nigéria, Turquia e Paquistão.

Os números de 2019 (últimos dados divulgados pelo IBGE) apontam um rebanho de 11,3 milhões de caprinos no Brasil. O Brasil é o 21º produtor e a maior parte do rebanho continua localizado no Nordeste, que possui 10,7 milhões de cabeças. Os países que mais produzem caprinos no mundo são China, Índia, Nigéria, Paquistão e Bangladesh.

Em relação a ovinos, o rebanho efetivo no Brasil, no mesmo período, era de 22,3 milhões. O País era o 11º produtor mundial. O maior centro produtor era o estado do Rio Grande do Sul (53,4% do efetivo nacional), quase exclusivamente para produção de lã. O Nordeste detinha 38, 5% do efetivo nacional, destinado à produção de carne e pele.

Os dados mais recentes indicam um rebanho ovino nacional de 19,7 milhões de cabeças. Os maiores centros produtores são o Nordeste, com 13,5 milhões; o Sul, com 3,9 milhões e o Centro-Oeste com um milhão. O Brasil é o 18º produtor mundial. Os cinco principais são: China, Austrália, Índia, Irã e Nigéria.

 No Dia do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, a CONTAG reafirma a sua luta por mais direitos e renda




Os últimos anos têm sido de muitos desafios para os trabalhadores e trabalhadoras rurais. A falta de investimentos na agricultura familiar e o desmonte das políticas públicas voltadas às populações do campo, da floresta e das águas marcaram os últimos seis anos e impactaram negativamente a vida das famílias rurais e da sociedade como um todo, a exemplo da redução da produção de alimentos saudáveis, o aumento da violência no campo, o fechamento das escolas do campo, entre outras consequências. 

Com a mudança de governo, a CONTAG vem pautando a retomada das políticas públicas e de programas fundamentais para o desenvolvimento rural sustentável e solidário, inclusão produtiva e a geração de renda dos trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares, o acesso à terra, a valorização do salário mínimo, entre outras que visam a reconstrução do Brasil e uma vida melhor e mais saudável para todas as pessoas. 

No Brasil, de acordo com os dados do Censo Agropecuário 2017, são 15,1 milhões de trabalhadores e trabalhadoras ocupados(as) em estabelecimentos agropecuários, responsáveis pela produção da maioria dos alimentos que chegam diariamente às mesas dos brasileiros e brasileiras. Nesse momento de aumento da fome no País, a produção de alimentos é um dos serviços essenciais, é estratégica para a garantia da soberania e segurança alimentar. 

Segundo levantamento do Dieese, quase 30 milhões de brasileiros e brasileiras passaram a viver em insegurança alimentar. No entanto, esse número pode ser ainda maior, pois nem todas as famílias estão no Cadastro Único do governo federal. 

“A produção de alimentos é importante e deve ser uma Estratégia de Nação. Durante todo período da pandemia lutamos incansavelmente para que fossem aprovadas medidas emergenciais para garantir investimentos na produção de alimentos saudáveis e auxílio emergencial para trabalhadores e trabalhadoras rurais. No entanto, nunca houve prioridade do governo anterior. Agora, desde a mudança de governo, estamos pautando essa prioridade de investimentos no campo brasileiro. Alguns avanços já estão sendo vistos, mas ainda faltam algumas medidas e estamos com expectativas para o atendimento à pauta do Grito da Terra Brasil e também quanto ao anúncio do Plano Safra”, destaca o presidente da CONTAG, Aristides Santos.

As mulheres trabalhadoras rurais foram bastante impactadas nos últimos anos, com dificuldades para acessar as políticas públicas e também com o aumento da violência. “Todos esses desafios estão sendo mapeados e estamos na construção da pauta da Marcha das Margaridas 2023. Vamos pautar o governo e, inclusive, apresentar as nossas propostas para a reconstrução do Brasil e pelo bem viver. As margaridas seguem marchando por um mundo livre de violência, pela agroecologia, pela autonomia econômica, pela inclusão produtiva, pelo acesso à terra e aos recursos naturais, contra o racismo, a desigualdade social, o machismo, entre outras bandeiras importantes nessa busca por um país melhor e igual para todas as pessoas”, destaca a secretária de Mulheres da CONTAG e coordenadora geral da Marcha das Margaridas, Mazé Morais.

Para a Diretoria da CONTAG, a melhor forma de homenagear o trabalhador e a trabalhadora rural pelo seu dia é fortalecer, ainda mais, a luta por mais direitos, por dignidade e por mais condições para viver bem e trabalhar no campo com renda, produzindo alimentos saudáveis para alimentar todo o Brasil.

Viva os trabalhadores e as trabalhadoras rurais!

Fonte: Assessoria de Comunicação da CONTAG

 

Incentivo ao turismo rural em Alagoas, Sergipe e Pernambuco

  

Uma equipe técnica da Embrapa, com apoio da empresa Lab Turismo, promove visitas técnicas e oficinas sobre experiências turísticas, entre até o dia  1° de junho, em municípios dos estados de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. O objetivo é capacitar agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais para a elaboração dos planos estratégicos para a valorização dos territórios selecionados pelo projeto chamado “Paisagens Alimentares”.

As experiências incluem as catadoras de mangaba de Indiaroba (SE), os agricultores do Assentamento Nova Esperança, em Olho d’Água do Casado (AL), os produtores de doces e bebidas derivados de frutas de Palmeira dos Índios (AL), e as marisqueiras de Barra de Sirinhaém e da comunidade quilombola de Rio Formoso (PE). As visitas e capacitações ocorrem de 25 a 27 de maio, em Olho d’Água do Casado; em 29 e 30 de maio, em Palmeira dos Índios; e de 30 de maio a 1° de junho, em Rio Formoso e Sirinhaém.

Essas atividades integram o projeto de inovação social “Potencializando o turismo em paisagens alimentares da região Nordeste do Brasil, nos cenários de mudanças climáticas e de pós-pandemia Covid-19”, coordenado pela Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió, AL). O projeto baseia-se na multifuncionalidade da agricultura, englobando aspectos de valorização dos patrimônios cultural, alimentar, agrícola e ambiental. Assim, tem por objetivo a diversificação de produtos turísticos e de fontes de emprego e renda e a conservação da biodiversidade a partir do seu uso como base em atrativos turísticos.

De acordo com Aluísio Goulart, supervisor de Inovação e Tecnologia da Embrapa e coordenador do projeto, “esta etapa intermediária do projeto possibilitará aos atores dos territórios participarem ativamente da construção de estratégias de valorização dos territórios a partir das experiências pré existentes e dos potenciais turísticos de cada um dos territórios”. As ações buscam agregar valor aos recursos locais, por meio do turismo de experiência, projetado e pensado de forma coletiva, como instrumento de desenvolvimento local e de valorização do território.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

 

Ministro da Agricultura declara emergência zoossanitária devido à Influenza Aviária no Brasil

O Ato vale por 180 dias e é mais uma medida do Mapa para evitar que a doença chegue na produção de aves de subsistência e comercial, bem como para preservar a fauna e a saúde humana
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função da detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) - H5N1 - em aves silvestres no Brasil. A medida foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22), na Portaria nº 587.

O Ato vale por 180 dias e é mais uma medida do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para evitar que a doença chegue na produção de aves de subsistência e comercial, bem como para preservar a fauna e a saúde humana.

“A declaração de estado de emergência zoossanitária possibilita a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais - nas três instâncias: federal, estadual e municipal - e não governamentais. Todo esse processo é para assegurar a força de trabalho, logística, recursos financeiros e materiais tecnológicos necessário para executar as ações de emergência visando a não propagação da doença”, explica o ministro Fávaro.

Novos casos confirmados

Na tarde desta segunda-feira (22), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), confirmou três novos casos positivos para influenza aviária (H5N1) no estado de Espírito Santo, que estavam em investigações desde a semana passada.

As aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular Trinta-réis-de-bando) foram encontradas nos municípios de Linhares, Itapemirim e Vitória.

Até o momento, são oito casos confirmados em aves silvestres, sendo sete no estado do Espírito Santo (três ainda aguardando o sequenciamento), nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares e Itapemirim, e um caso no estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra. As aves são das espécies Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Sula leucogaster (atobá-pardo) e Thalasseus maximus (trinta-réis real).

O Mapa segue alertando a população que não recolham as aves que encontrarem doentes ou mortas e acione o serviço veterinário mais próximo para evitar que a doença se espalhe.

Não há mudanças no status brasileiro de livre da IAAP perante a Organização Mundial de Saúde Animal, por não haver registro na produção comercial. 

Feiras com aglomeração de aves

A Portaria nº 587 também prorroga, por tempo indeterminado, a vigência da suspensão de realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves e a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida se aplica a quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades.

Centro de Operações de Emergência

Também nesta segunda-feira (22), a Secretaria de Defesa Agropecuária se articulou para instalar o Centro de Operações de Emergência (COE) para coordenação, planejamento, avaliação e controle das ações nacionais referente a influenza aviária.

O grupo será responsável pela coordenação das ações de prevenção, vigilância e cuidado com saúde pública, bem como a articulação das informações entre outros ministérios, órgãos, agências estaduais e setor privado.

Informações à Imprensa
imprensa@agro.gov.br

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Alerta geral para os produtores de aves do Brasil

  

O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função da detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) – H5N1 – em aves silvestres no Brasil. A medida foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União. A Doença está notificada em aves silvestres em dois estados brasileiros e em países vizinhos; orientação é reforçar a biosseguridade das criações.

Trata-se de uma doença grave, causada por um vírus, e letal para o plantel. Por isso, é de notificação obrigatória e imediata aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal. A doença já foi diagnosticada no Brasil no dia 15 de maio, em duas aves marinhas da espécie trinta-réis-de-bando e em uma ave migratória da espécie atobá-pardo, no litoral do Espírito Santo. No final de semana, outros casos foram registrados, incluindo um no Rio de Janeiro.

Especialistas reforçam que, mesmo com a presença do vírus nas aves marinhas, o Brasil não afeta a condição de país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e o comércio internacional deve ser mantido. Porém, o estado de alerta deve ser mantido e as medidas devem ser reforçadas.

O alerta se deve especialmente ao impacto da doença na avicultura, tanto em termos econômicos para o País quanto, e especialmente, para pequenos avicultores. “Se a doença chegar aos plantéis comerciais do Brasil, pode impactar significativamente a produção e a vida de produtores. A influenza aviária não é um tema específico da avicultura industrial. É um tema de toda a avicultura, porque é uma doença letal para as aves”, alerta o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe. “Quem produz frango, ovos ou aves de reprodução deve estar ciente da gravidade da situação. E os pequenos avicultores podem perder sua produção, o que muitas vezes significa perder sua subsistência”.

Atenção para os cuidados que os produtores devem ter:  A primeira ação do produtor é a de proteção da granja, definindo os limites de acesso, que são considerados a área “suja”, a de interface e a “limpa”. A área suja é todo o espaço fora da granja, onde o produtor tem dificuldade de controle no fluxo de pessoas, veículos, aves e outros agentes transmissores. Já a área de interface é aquela que compreende a portaria da granja e todo o perímetro em volta. É nessa área que estão também os vestiários, escritório, portão de acesso e arco de desinfecção.

A área limpa é a parte interna da granja, protegida e que o produtor consegue aplicar as normas e regras de biosseguridade. Entre os itens de proteção estão o isolamento da área de produção, a instalação de telas antipássaro, uso de um único acesso às granjas e áreas de desinfecção e controle de visitantes, uso de água potável de qualidade livre do acesso direto ou indireto de aves e cloração da água com no mínimo 3ppm de cloro livre, manter os reservatórios bem vedados.

As orientações de biosseguridade não são apenas para as granjas comerciais. Elas valem também para produção de pequena escala ou de subsistência, pois protegem e evitam que doenças se proliferem. “O cuidado em pequena escala é tão ou mais importante. Pois, se uma doença afeta a produção, isso afeta o sustento e a qualidade de vida do produtor e sua família”, explica o pesquisador. “Neste momento, a criação de aves de pequena escala deve levar em consideração todas as regras de biosseguridade e ainda observar outras, como a compra de aves somente com Guia de Trânsito Animal (GTA) e Nota Fiscal. Isso garante a procedência e saúde das aves”, enfatiza.

Outro ponto crítico e que deve ser foco dos pequenos produtores é que em criações coloniais, ou com acesso das aves à área externa, esses os piquetes precisam ser mantidos protegidos com cercado. Esta cerca deve estar afastada pelo menos cinco metros do perímetro limite dos piquetes. Também não deve ser permitido que as aves se desloquem livremente pela propriedade e sim mantidas em um perímetro de controle e cercado.

Os pesquisadores orientam ainda que os produtores evitem a entrada de novos exemplares de galinhas e frangos no sistema de produção. Quando isso for necessário deixe estes animais em quarentena, isolados dos demais. “Outro item importante é que o acesso das galinhas e frangos de corte a locais de outras criações, como patos, marrecos ou aves exóticas e de vida livre deve ser evitado, uma vez que essas aves aquáticas são hospedeiras e transmissoras do vírus”, explicou Luizinho.

Os principais sintomas que identificam a doença no plantel é a repentina mortalidade de muitas aves na criação e em curto espaço de tempo (menos de 48 horas). As aves apresentam ainda falta de coordenação motora (sintomas nervosos), andar cambaleante, pendem a cabeça para o lado e tem inchaço na região dos olhos, da cabeça e pescoço e nas juntas das pernas. Também tem inchaço da crista e barbela apresentando coloração roxa-azulada ou vermelho-escuro e sinais de apatia.

Ao identificar alguns desses sinais, o produtor deve comunicar o Serviço de Defesa Agropecuária Oficial da sua região. Se as aves estiverem no piquete, imediatamente devem ser fechadas no aviário e nenhum equipamento ou utensílio deve ser retirado do local. Se tiver contato com as aves, deve trocar de roupas e calçados e tomar banho. As roupas e calçados contaminados devem ser colocados em saco plástico fechado até a orientação do profissional da Defesa Sanitária. “O importante é não manipular as aves ou fazer qualquer ação sem a orientação da equipe da Defesa Sanitária”, explicou.

 


Suplementação deve ajudar a alavancar quase R$ 7,5 bilhões em novos financiamentos equalizados de custeio e investimentos
Suplementação deve ajudar a alavancar quase R$ 7,5 bilhões em novos financiamentos equalizados de custeio e investimentos Fellipe Abreu/Editora Globo

O Ministério da Fazenda publicou a portaria que faz a distribuição dos R$ 200 milhões adicionais para a equalização de juros do Plano Safra 2022/23, em vigor até o fim do mês que vem.

Conforme adiantou ontem o Valor e a Globo Rural, a suplementação deve ajudar a alavancar quase R$ 7,5 bilhões em novos financiamentos equalizados de custeio e investimentos no Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal.

A principal linha atendida é o Moderfrota, para compras de máquinas e equipamentos agrícolas, que terá quase R$ 3 bilhões a mais disponíveis em linhas equalizadas do BNDES e da Caixa.

A expectativa inicial do Ministério da Agricultura era que o aporte extra no orçamento da equalização pudesse alavancar R$ 8,4 bilhões em novas contratações, mas o valor ficou em R$ 7,429 bilhões para aplicação em programas como o Moderfrota (máquinas agrícolas), Moderagro (modernização), ABC+ e demais investimentos, além das linhas de custeio para pequenos, médios e grandes produtores.

A suplementação orçamentária do Plano Safra 2022/23, de R$ 200 milhões, foi liberada em 11 de maio, com a publicação de um remanejamento de recursos pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.

Serão destinados R$ 89,1 milhões para a subvenção de operações de custeio agropecuário e outros R$ 110,8 milhões para a equalização de juros nas linhas de investimentos. Não houve suplementação do crédito destinado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O pedido inicial do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, era de R$ 1,03 bilhão. Nas contas da Pasta, o aporte bilionário ajudaria a alavancar cerca de R$ 30 bilhões em novas operações de custeio e investimentos.

Várias linhas deste Plano Safra foram fechadas ou suspensas devido ao esgotamento precoce dos recursos para a equalização dos juros.

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quarta-feira, 24 de maio de 2023

 

No Dia Nacional do Café dicas sobre benefícios, malefícios da bebida

 

O Dia Nacional do Café, no Brasil, é comemorado todos os anos em 24 de maio, data importante para lembrar que o consumo do tradicional cafezinho e dos suplementos de cafeína deve ser visto com algumas ressalvas. Os efeitos da bebida para a saúde podem ser muito positivos, mas é necessário limite, pois seu uso excessivo gera efeitos colaterais prejudiciais.

“Além de ser saboroso e rico em antioxidantes, vitaminas e minerais, o café melhora a concentração, a atenção, memória, aprendizado e o humor, devido ao efeito estimulante”, ressalta a nutricionista Karen Dantas.

Ela informa mais razões para ter na sua mesa essa bebida popular. “Estudos apontam que o café é um grande aliado na luta contra algumas enfermidades, como a diabetes tipo 2, Parkinson, Alzheimer e na redução de doenças crônicas. Algumas das propriedades do café incluem, além da presença de cafeína, antioxidantes, como o ácido clorogênico e nutrientes como magnésio e vitamina B3.”, salientou.

A nutricionista destaca também que a bebida aumenta a energia, auxiliando, inclusive, na prática de esportes. “Melhora o desempenho físico e a disposição, além de poder ser apreciado em diversas ocasiões, como reuniões com amigos ou no trabalho, trazendo prazer e satisfação”, enfatiza a especialista, que também é professora do curso de Nutrição da UniFTC Juazeiro.

Karen completa dizendo que não existe problema tomar café todos os dias, mas é necessário, em alguns casos, limitar o consumo. “O excesso, como para todos os alimentos, é prejudicial. Mulheres grávidas ou que amamentam, crianças e pessoas sensíveis à cafeína devem beber em equilíbrio. O café não é a única fonte de cafeína. Outras bebidas e alimentos também podem contribuir para o consumo diário”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preconiza que os suplementos de cafeína devem ser utilizados com cautela e sempre com acompanhamento de um profissional de saúde, pois o uso excessivo pode causar efeitos adversos à saúde.

De acordo com a Anvisa,o limite de uso seguro recomendado de cafeína varia de pessoa para pessoa, mas a maioria dos adultos pode consumir até 400 miligramas por dia, o que equivale a cerca de 4 xícaras de café, a depender do modo de preparo. As crianças (a partir de 2 anos) e adolescentes, 100 mg de cafeína (1 xícara), gestantes e lactantes, 200 mg ( 2 xícaras) e sensíveis ao composto químico, de 100 a 200 mg.

Por outro lado, abusar do café pode causar problemas para a saúde. “A ingestão superior geralmente causa efeitos colaterais como ansiedade, irritabilidade, insônia, e aumento da frequência cardíaca. Para saber se o café está fazendo mal, observe se a bebida está causando dores de cabeça, desconforto gastrointestinal e aumento da pressão arterial”, explicou a professora da faculdade em Juazeiro, Karen Dantas.

O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, depois da água. O Brasil é o maior produtor mundial, além disso, o produto é uma importante fonte de emprego e renda em muitos países, e existe uma ampla variedade de métodos de preparo e tipos de grãos de café.

 

Primeira parcela do 13º salário do INSS começa a ser paga nesta quinta

A primeira parcela do 13º salário dos beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) começa a ser depositada nesta quinta-feira (25) e será creditada juntamente com o pagamento regular do benefício mensal.

Anualmente, este abono é pago entre agosto e novembro. Contudo, a antecipação do pagamento foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 4 de maio. 

Os primeiros a receber os créditos são os beneficiários quem ganham até um salário-mínimo e possuem o Número de Identificação Social (NIS) com final 1. A partir de 1º de junho, começarão a receber aqueles que ganham mais que o piso nacional e têm cartão do NIS com final de inscrição 1 e 6. Todos os pagamentos vão ser feitos até 7 de junho.

Desde 1º de maio, o piso previdenciário é de R$ 1.320,00. E o teto dos benefícios pagos pelo INSS continua sendo R$ 7.507,49.