quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Produção Brasileira de Grãos

 

Conab

Produção brasileira de grãos deve aumentar 8%, chegando a 278 milhões de toneladas

Números fazem parte das perspectivas para a safra 2020/21 apresentadas pela Conab 

O Brasil poderá colher 278,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/21, o que representa aumento de 8%, segundo cálculos estatísticos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa a produção de 15 grãos, sendo que milho, soja, algodão, arroz e feijão participam com 95% do total. 

Os dados fazem parte das Perspectivas para a Agropecuária Safra 2020/21 – Edição Grãos, divulgadas nesta terça-feira (25) pela Companhia. Os cálculos foram feitos com base em inúmeros dados de campo, previsões climática e imagens de satélites. 

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da live de apresentação dos dados e ressaltou que os resultados são fruto do esforço do setor produtivo e de investimentos do governo para ampliar os recursos financeiros, facilitar o acesso a novos produtos, principalmente na linha dos bioinsumos, diminuir entraves burocráticos e disponibilizar informação de qualidade para todo o setor. 

“A agricultura brasileira está produzindo como nunca. Os investimentos nos laboratórios, em tecnologias que elevam a produtividade são rapidamente absorvidos pelos produtores e os resultados são o aumento de alimentos para todos. Não só para a população brasileira, mas também para as exportações, para que o Brasil continue sendo o grande supridor de alimentos para o mundo”, disse.

A ministra ressaltou que o Mapa vai continuar trabalhando para que o próximo Plano Safra seja tão bom como foi o deste ano, com mais garantias de estimativas e cenários antecipados. “Acho que o agro tem todos os motivos para continuar tendo o sucesso que tivemos nos últimos dois anos”, destacou. 

Soja e milho 

A safra de soja é prevista pela Conab em 133,5 milhões de toneladas e a de milho, em 112,9 milhões de toneladas no próximo ano. A projeção de aumento da colheita da soja decorre da expectativa de melhor produtividade, que pode chegar a 3.526 quilos por hectare, e também da ampliação na área, estimada em 3% - atingiria 37,86 milhões de hectares. O avanço do grão ocorre principalmente em áreas de pastos degradados, de renovação de cana-de-açúcar e também há casos de troca de cultura. 

O aumento de área para produção de milho é estimado em 7%, chegando a 19,78 milhões de hectares nas três safras – em 2019/20, a primeira safra produziu 23% do total, a segunda contribuiu com 74% e a incipiente terceira safra, com 3%. A produtividade média pode melhorar 3%, segundo a Conab, indo para 5.709 kg/ha. 

A previsão da Conab é de que as exportações brasileiras de soja aumentem 5,8%, indo para 86,79 milhões de toneladas. As de milho são estimadas em 39 milhões de toneladas, crescimento de 13%. 

“Mais grãos saindo do nosso campo requer também mais mercados. Isso também é uma das prioridades do Mapa na minha gestão, a abertura de um número maior de mercados e a diversificação de produtos na pauta de exportações”, disse a ministra Tereza Cristina. 

Outros grãos 

A Conab estima que a área cultivada de arroz aumente em 12% em 2020/21. A produtividade, no entanto, deve ter queda de 4%, o que resultaria em colheita de 11,98 milhões de toneladas. O ritmo de exportação e importação, segundo a Conab, deve permanecer estável. Já o consumo interno poderá aumentar em 5,1% em relação ao da atual safra, podendo atingir 10,8 milhões de toneladas. 

“O arroz está diariamente no prato dos brasileiros, ainda mais nesta fase em que as famílias aumentaram o consumo dentro da própria casa. Ficamos contentes com esta resposta do setor produtivo”, comentou a ministra. 

No caso do feijão, a Conab estima que produtores venham a colher 3,040 milhões de toneladas em 2020/21. A área total, por enquanto, é considerada estável, em 2.920,7 mil hectares. 

O prognóstico da Conab para o algodão é de redução de 11% da área e de 2% da produtividade na safra 2020/21. A colheita se limitaria a 2,555 milhões de toneladas de pluma, queda de 12%. A ministra disse que, na safra que se encerra, o Brasil bateu recorde de exportação de algodão em pluma e, nesta próxima safra, deve exportar quase 20% a mais que o recorde anterior. “Só quem é muito competitivo consegue um feito deste. A cotonicultura do Brasil e realmente muito produtiva e muito competitiva”, disse. 

Ao final da live, a ministra Tereza Cristina também destacou que hoje o Brasil não enfrenta problemas de abastecimento de alimentos. “Por isso importância da previsão, da antecipação do cenário. Se tivermos alguma dúvida de que podemos ter algum problema, temos instrumentos para abastecer o nosso mercado. Então, quero deixar todos muito tranquilos, desde o início da pandemia venho assegurando que Brasil não tem nenhum motivo para ter qualquer tipo de pânico. O abastecimento é nossa obrigação, porque traz a tranquilidade e a paz para a população poder ir ao mercado e ver as prateleiras abastecidas”, avaliou a ministra.

Ações Emergenciais

 

CONTAG e Federações repudiam vetos do Governo ao PL de Ações Emergenciais à Agricultura Familiar




Foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25) a mensagem 476, de 24 de agosto de 2020, comunicando as razões do veto ao PL 735/2020 que dispõe sobre medidas emergenciais de amparo aos agricultores familiares do Brasil para amenizar os impactos socioeconômicos provocados pela pandemia da Covid-19; altera as Leis nos 13.340, de 28 de setembro de 2016, e 13.606, de 09 de janeiro de 2018; e dá outras providências (Lei Assis Carvalho). O PL foi convertido na Lei nº 14.048, de 24 de agosto de 2020.



O governo afirma que vetou o PL 735/2020 por “representar contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”. Os argumentos são por não mencionar a Declaração de Aptidão do PRONAF (DAP) como instrumento de enquadramento dos(as) beneficiários(as) da Lei – o que não faz sentido porque o art. 1º, parágrafo único, do PL dizia explicitamente que “são beneficiários desta Lei os agricultores(as) familiares ou empreendedores familiares rurais e demais beneficiários da Lei n. 11.326, de 24 de julho de 2006”, como também por não apresentar o impacto orçamentário e financeiro das medidas a serem adotadas.

Causou enorme estranheza quando o governo afirma que não poderia aprovar um abono emergencial para quem não havia acessado o auxílio emergencial conforme a Lei nº 13.982/2020, pois os(as) agricultores(as) familiares “podem ser enquadrados como ‘trabalhador informal’, conforme definição dada pelo inciso II, art. 2º do Decreto nº 10.316, de 2020”. Durante o processo de discussão do PL 873/2020 que incluía a agricultura familiar no auxílio emergencial, vetado pelo governo, a CONTAG solicitou ao mesmo que deixasse clara essa possibilidade alterando o aplicativo ou por outra medida para não prejudicar o segmento na sua condição de segurado(a) especial na previdência por terem recebido o auxílio emergencial cadastrado no aplicativo como autônomo(a). Como isso não aconteceu, a CONTAG e as Federações continuaram orientando à sua base para não se cadastrarem utilizando o aplicativo em razão disso.

Para isso, foi importante o relator ter acatado o PL 2961/2020 de autoria do deputado Carlos Veras (PT-PE), um 25 dos projetos apensados ao PL 735/2020, que justamente visa garantir a manutenção de segurados(as) especiais para os(as) agricultores(as) familiares que acessaram o auxílio emergencial e essa parte não foi vetada. A sua manutenção já deixa evidente que o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) tinha razão na sua orientação.

A outra parte mantida diz respeito à autorização para quitação em produtos de parcelas vencidas ou vincendas de Cédulas de Produtor Rural (CPRs) da CONAB com vencimento em 2020 e 2021 por organizações de agricultores(as) familiares que tiveram a comercialização da produção prejudicada pela pandemia.

Foi vetado também o art. 8º que tratada do Garantia Safra. A proposta dizia que ficava garantido benefício automaticamente aos agricultores(as) familiares quando comprovada a perda de safra por meio da apresentação de laudo técnico de vistoria municipal. A CONTAG já havia chamado a atenção do relator e do Congresso a esse artigo porque a portaria nº 11 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) já determinava, em razão da impossibilidade de termos laudos municipais em razão da pandemia, a sua substituição por um dos índices apurados pelo CEMADEN, IBGE ou INMET na safra 2019/2020.

O art. 2º, inciso II do Decreto 10.316/2020 só fala da caracterização de trabalho informal fazendo referência ao empregado, ao empregado(a) intermitente, exercício da atividade profissional na condição de autônomo e a quem está desempregado(a). Em nenhum momento trata da Lei nº 11.326/2006. Ademais, durante a apreciação dos vetos ao PL 873/2020 e ao PLV 30/2019 que tratava da prorrogação de dívidas da agricultura familiar no âmbito dos Fundos Constitucionais, ficou acordado pela Câmara juntamente com o relator e a liderança do governo a manutenção dos vetos porque o PL 735/2020 seria aprovado sem vetos por estar mais completo. Mais uma vez o compromisso não foi mantido, a exemplo daquele de aprovar um Plano Safra específico para a agricultura familiar.

A proposta resultou de uma ampla unidade e articulação das entidades do campo juntamente com entidades ambientais e de apoio à agricultura familiar, artistas e entidades urbanas sob a liderança dos partidos de oposição e da Frente Parlamentar da Agricultura, coordenada pelos deputados Heitor Schuch (PSB-RS), Vilson da FETAEMG (PSB-MG) e Carlos Veras (PT-PE).

Foi aprovada por ampla maioria dos partidos na Câmara e no Senado, inclusive abrindo mão de projetos importantes apresentados na mesma perspectiva e emendas para garantir a celeridade na sua aprovação. Representava uma medida efetiva de esperança para aliviar os prejuízos da agricultura familiar causados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o setor mais estratégico do país responsável 70% dos alimentos que vão à mesa dos(as) brasileiros e brasileiras, mas com a pandemia 51% dos agricultores(as) familiares tiveram redução nas suas rendas, perdendo em média 35% da renda que habitualmente recebia a família (IBGE, PNAD COVID-19, elaboração da CEGAF/UnB). As perdas são variadas por setores: hortaliças (queda de 70%), queijos e outros derivados do leite (42%), frutas (35%), carnes (32%), leite (25%). A perda média na comercialização é de 40%

A agricultura familiar brasileira, sozinha, responde pela oitava maior produção de alimentos do planeta segundo dados do Banco Mundial e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com faturamento anual de US$ 55,2 bilhões. Colabora para a geração de renda e emprego no campo, como confirma o último Censo Agropecuário 2017, apontando que esse modelo de produção responde por cerca de 70% do total de pessoas ocupadas no campo e por 23% do valor total da produção dos estabelecimentos agropecuários do país.

Por tudo isso, o governo só mostra mais uma vez o total descompromisso com a agricultura familiar pela sua importância social e econômica para o país. Isso vai prejudicar a produção de alimentos para abastecer o mercado interno, que já estão reduzindo nas prateleiras dos supermercados e os preços estão aumentando para o(a) consumidor(a), o que limita a nossa condição de ajudar o país a sair da crise garantindo alimentos, produto essencial considerado pelo próprio governo por meio do Decreto

Iremos fazer toda a articulação necessária para denunciar mais esse descaso com a agricultura familiar à imprensa e à sociedade. E principalmente mobilizar as bancadas e lideranças do Congresso Nacional para apreciar o veto e derrubá-lo.

Reunidas na Assembleia Geral Extraordinária da CONTAG, em 25 de agosto de 2020 de forma virtual, CONTAG e suas 27 Federações filiadas, representando mais de 04 mil Sindicatos e 15 milhões de agricultores e agricultoras familiares, assinam a referida Nota e se manterão em luta pelo reconhecimento e valorização da agricultura familiar brasileira.

FONTE: Direção da CONTAG

Agro Lidera Vagas

 

 
AGRONEGÓCIO

CNA mostra que agro abre 86,2 mil vagas e lidera expansão de vagas de janeiro a julho de 2020

O setor agropecuário abriu mais de 86,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano

O setor agropecuário abriu mais de 86,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano, segundo a análise feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

A agropecuária seguiu liderando a geração de novas vagas de trabalho em 2020 depois de ser o único setor de atividade econômica a abrir vagas no primeiro semestre do ano, com 62.663 mil no acumulado dos primeiros seis meses. Segundo o levantamento, em julho o setor apresenta novo saldo positivo com a abertura de mais 23 mil vagas.

Os principais segmentos que mais abriram vagas em julho foram produção de lavouras temporárias, produção de lavouras permanentes, hortícolas, criação de bovinos, florestas plantadas, criação de aves e criação de suínos, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia. O setor da construção civil também teve aumento dos postos de trabalho, com 8.742 mil de janeiro a julho. Acesse o comunicado técnico da CNA e veja o comparativo entre os setores da economia e o saldo líquido de vagas entre janeiro e julho de 2020.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

SEGURO RURAL

 

Seguro Rural atinge a marca de 1 milhão de apólices contratadas com auxílio do governo federal

O número, alcançado esta semana, considera todas as apólices de seguro rural contratadas desde o início do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural

Desde o início do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), já foram contabilizadas 1 milhão de apólices contratadas. O PSR tem função estratégica no âmbito do governo federal, sendo um dos pilares da política agrícola brasileira.

Desde 2005, quando o Programa iniciou, a subvenção econômica concedida vem auxiliando milhares de produtores a contratar o seguro, como forma de se precaver contra as perdas financeiras decorrentes de adversidades climáticas.

Com isso, o PSR tem se consolidado como uma importante ferramenta de gestão de riscos agropecuários. Em 2006 foram atendidos 16,4 mil produtores rurais, já para 2020 a expectativa é de que 160 mil tenham acesso ao benefício, ou seja, quase dez vezes mais. Já a área segurada deve passar de 1,8 milhão de hectares para 15 milhões de hectares. 

Diante da expansão do Programa, em valores atualizados pelo IPCA, a importância segurada deve crescer de R$ 5,8 bilhões para R$ 43 bilhões. A concessão de subvenção cresceu consideravelmente no período, alcançando R$ 955 milhões em 2020, ante R$ 63,5 milhões em 2006, também em valores atualizados, o maior orçamento registrado até o momento.

O PSR também fomenta o desenvolvimento do mercado de seguro rural no país, atraindo cada vez mais novas empresas, aumentando a concorrência e a melhoria dos produtos ofertados aos produtores. No início do programa, apenas quatro seguradoras atuavam no país e, desde o ano passado, 14 companhias estão habilitadas a operar no PSR. 

Contratação

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural. 

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola), o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%. 

Para produtores que estão contratando crédito de custeio nas instituições financeiras e são enquadrados no Pronaf, entre julho e outubro, há um projeto-piloto com recursos de R$ 50 milhões do PSR de estímulo a contratação do seguro agrícola de soja e milho verão (subvenção de 55% do prêmio) e para banana, maçã e uva (subvenção de 60% do prêmio).

Para produtores das regiões Norte e Nordeste de grãos, o PSR destinará R$ 50 milhões exclusivos para essas regiões nos meses de setembro e outubro. 

Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS.  

Produção Brasileira de Grãos

 

Conab

Produção brasileira de grãos deve aumentar 8%, chegando a 278 milhões de toneladas

Números fazem parte das perspectivas para a safra 2020/21 apresentadas pela Conab nesta terça-feira

O Brasil poderá colher 278,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/21, o que representa aumento de 8%, segundo cálculos estatísticos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa a produção de 15 grãos, sendo que milho, soja, algodão, arroz e feijão participam com 95% do total. 

Os dados fazem parte das Perspectivas para a Agropecuária Safra 2020/21 – Edição Grãos, divulgadas nesta terça-feira (25) pela Companhia. Os cálculos foram feitos com base em inúmeros dados de campo, previsões climática e imagens de satélites. 

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da live de apresentação dos dados e ressaltou que os resultados são fruto do esforço do setor produtivo e de investimentos do governo para ampliar os recursos financeiros, facilitar o acesso a novos produtos, principalmente na linha dos bioinsumos, diminuir entraves burocráticos e disponibilizar informação de qualidade para todo o setor. 

“A agricultura brasileira está produzindo como nunca. Os investimentos nos laboratórios, em tecnologias que elevam a produtividade são rapidamente absorvidos pelos produtores e os resultados são o aumento de alimentos para todos. Não só para a população brasileira, mas também para as exportações, para que o Brasil continue sendo o grande supridor de alimentos para o mundo”, disse.

A ministra ressaltou que o Mapa vai continuar trabalhando para que o próximo Plano Safra seja tão bom como foi o deste ano, com mais garantias de estimativas e cenários antecipados. “Acho que o agro tem todos os motivos para continuar tendo o sucesso que tivemos nos últimos dois anos”, destacou. 

Soja e milho 

A safra de soja é prevista pela Conab em 133,5 milhões de toneladas e a de milho, em 112,9 milhões de toneladas no próximo ano. A projeção de aumento da colheita da soja decorre da expectativa de melhor produtividade, que pode chegar a 3.526 quilos por hectare, e também da ampliação na área, estimada em 3% - atingiria 37,86 milhões de hectares. O avanço do grão ocorre principalmente em áreas de pastos degradados, de renovação de cana-de-açúcar e também há casos de troca de cultura. 

O aumento de área para produção de milho é estimado em 7%, chegando a 19,78 milhões de hectares nas três safras – em 2019/20, a primeira safra produziu 23% do total, a segunda contribuiu com 74% e a incipiente terceira safra, com 3%. A produtividade média pode melhorar 3%, segundo a Conab, indo para 5.709 kg/ha. 

A previsão da Conab é de que as exportações brasileiras de soja aumentem 5,8%, indo para 86,79 milhões de toneladas. As de milho são estimadas em 39 milhões de toneladas, crescimento de 13%. 

“Mais grãos saindo do nosso campo requer também mais mercados. Isso também é uma das prioridades do Mapa na minha gestão, a abertura de um número maior de mercados e a diversificação de produtos na pauta de exportações”, disse a ministra Tereza Cristina. 

Outros grãos 

A Conab estima que a área cultivada de arroz aumente em 12% em 2020/21. A produtividade, no entanto, deve ter queda de 4%, o que resultaria em colheita de 11,98 milhões de toneladas. O ritmo de exportação e importação, segundo a Conab, deve permanecer estável. Já o consumo interno poderá aumentar em 5,1% em relação ao da atual safra, podendo atingir 10,8 milhões de toneladas. 

“O arroz está diariamente no prato dos brasileiros, ainda mais nesta fase em que as famílias aumentaram o consumo dentro da própria casa. Ficamos contentes com esta resposta do setor produtivo”, comentou a ministra. 

No caso do feijão, a Conab estima que produtores venham a colher 3,040 milhões de toneladas em 2020/21. A área total, por enquanto, é considerada estável, em 2.920,7 mil hectares. 

O prognóstico da Conab para o algodão é de redução de 11% da área e de 2% da produtividade na safra 2020/21. A colheita se limitaria a 2,555 milhões de toneladas de pluma, queda de 12%. A ministra disse que, na safra que se encerra, o Brasil bateu recorde de exportação de algodão em pluma e, nesta próxima safra, deve exportar quase 20% a mais que o recorde anterior. “Só quem é muito competitivo consegue um feito deste. A cotonicultura do Brasil e realmente muito produtiva e muito competitiva”, disse. 

Ao final da live, a ministra Tereza Cristina também destacou que hoje o Brasil não enfrenta problemas de abastecimento de alimentos. “Por isso importância da previsão, da antecipação do cenário. Se tivermos alguma dúvida de que podemos ter algum problema, temos instrumentos para abastecer o nosso mercado. Então, quero deixar todos muito tranquilos, desde o início da pandemia venho assegurando que Brasil não tem nenhum motivo para ter qualquer tipo de pânico. O abastecimento é nossa obrigação, porque traz a tranquilidade e a paz para a população poder ir ao mercado e ver as prateleiras abastecidas”, avaliou a ministra.

Cooperação Técnica

 

Emater estabelece cooperação técnica os municípios de Lajes e Pedra Preta

Celebração do acordo de cooperação técnica, objetivando o estabelecimento de um processo de cooperação interinstitucional, visando o fortalecimento da agricultura familiar, através da integração de recursos técnicos e materiais, objetivando a prestação dos serviços de assistência técnica e extensão rural.

Este é o propósito de dois acordos do gênero, com vigência de quatro anos, firmados entre o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater/RN) e as prefeituras municipais de Lajes e Pedra Preta, cidades da região Central do estado.
Os referidos acordos são publicados por intermédio da edição desta terça-feira (25) do Diário Oficial do Estado.

Invasores do Algodoeiro

terça-feira, 25 de agosto de 2020

O Corona Bicho

 

O Corona Bicho – Uma crônica de Antonio Travassos

 

Seu Zé Raimundo era um cabra matuto, daqueles que vivem no seu terreno e só saem de lá, uma vez por mês para fazer a feira daquilo que o sítio não produz, em outras palavras, era um “Bicho do mato”. Naquele sábado, Zé Raimundo foi pra rua comprar umas coisinhas, pegou o burro chamado Bastião, colocou-lhe a sela roladeira, e os enfeites prateados no peitoral, um rabicho bem desenhado pelo compadre craúna e partiu. O dia estava amanhecendo, era uma alvorada realmente sertaneja, na beira do açude garças boiadeiras coletavam insetos e algumas interagiam com os bois de carro, carrapateando. Zé foi se distanciando do sítio até chegar na cidadezinha de Santo Antônio do Vira e Volta, entrou na cidade, ninguém pela rua, foi no local da feira e nada, ninguém vendendo nada, nem fruta, verdura, carne verde, nadinha, nadinha. Zé Raimundo começou a ficar desconfiado, pensando:… “Será que está acontecendo uma guerra, mas eu não vi nenhum tiro, nem o exército na rua.” Ele continuava pensativo quando se encontrou com um morador de Santo Antônio que quando o vê, sai de perto correndo e dizendo: – Cadê a máscara seu Zé Raimundo? Zé Raimundo já meio enfezado: – Eu sou home de ter máscara, Maneguedeba. Tá me desconhecendo, fela da puta. Continuou andando com Bastião puxado pelo rédea, pela cidade deserta; ninguém, nem feira, nem comércio, nada. O que será que está acontecendo? Pensava ele. Zé Raimundo monta novamente em Bastião e segue para casa do seu compadre, Tonho Galdino, irmão de um famoso médico de Garanhuns, especialista em diagnóstico por imagem, dr. Jurandi Galdino.

Chegou na casa de Tonho, apeou Bastião, desceu e foi para o portão: – Tonho… Ô compadre Tonho… Ô de casa… Tonho abre meia porta e coloca meio rosto encostado na porta e diz: – Ô compadre, que foi que houve? Zé Raimundo olha de soslaio e rebate: – Que pantim é esse compadre, tem ninguém na rua, na feira todo mundo escondido, até o senhor. – ô compadre, e né o tal do Corona. Tá matando é gente por aí. – Corona? Quem é esse bobônica metido a cavalo do cão? – É o Corona vírus compadre, não ouviu falar nele ainda, não? – Ô compadre eu já tô com raiva desse corno, fela da puta, filho de uma rapariga de um olho só. Se eu me encontrar com ele, ele se estrepa. Num tem home nessa cidade que arranque os olhos desse Corona? – Calma compadre, o Corona nem é animal, nem vegetal, segundo dr. Jurandi e gosta mesmo é de matar gente velha. Vá pra casa e tome cuidado para ele não aparecer por lá, fique vigilante. Zé Raimundo, monta em Bastião que estava apeado na frente da casa de Tonho, e num galope em cima das mãos chega em casa esbaforido e é recebido por dona Sinhá: – Que foi meu velho? Zé Raimundo fita longamente dona Sinhá e diz: – Tá acontecendo alguma coisa muito estranha lá pela rua. Compadre Tonho me falou, que o dr. Jurandi disse a ele que tem um bicho, que nem é vegetal nem animal solto por aí e que gosta mesmo é de matar gente velha. – Vixe Maria, tamo encrencado Zé, disse a dona Sinhá. – Ajeite café com bolo, numa garrafa térmica queeu vou ficar de vigia no terraço, feito compadre Tonho mandou. – E você acha que esse Bicho mata os véio, porquê? – Ora Sinhá, matando os véio diminui a sabedoria do mundo. – Vixe, pois num é mesmo home, isso é arte do cão.

Quem passa pela fazenda Malhada da Onça e olha para o alpendre da casa, vê uma cena inesquecível. Zé Raimundo sentado numa cadeira de balanço com uma combréia véia na cintura, um peitoral coberto de bala cruzado no tórax e um rifle papo amarelo pendurado no encosto da cadeira, e ele amolando uma faca só esperando o  tal do Corona.

 

*Antonio Travassos é cronista, zootecnista e professor.

Prorrogado o Prazo Incrição no Cadastro Único

Ministério da Cidadania prorroga por mais 60 dias o prazo de inscrição no Cadastro Único para beneficiários do BPC

Estimativa é de que a medida alcance 244 mil beneficiários que estariam nos quatro últimos lotes do calendário original

Como reforço das ações de enfrentamento ao avanço do novo coronavírus e para manter a rede socioassistencial disponível para a população, o Ministério da Cidadania publicou, em edição extra do Diário Oficial da União da última sexta-feira (21.08), a Portaria nº 469, que amplia em 60 dias o cronograma de inscrição dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no Cadastro Único.

Estima-se que a medida alcance cerca de 244 mil beneficiários que estariam nos quatro últimos lotes do calendário original, previsto no cronograma estabelecido pela Portaria MC nº 631/2019. Com a nova medida, os beneficiários não terão o benefício suspenso. Desse total, aproximadamente 110 mil são idosos e 134 mil, pessoas com deficiência.

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“A portaria possibilita aos beneficiários que aniversariam entre setembro e dezembro fazer a inscrição no Cadastro Único com mais tranquilidade”, afirma o diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania, André Veras. “O Ministério da Cidadania vem empreendendo outras medidas de gestão, como a inscrição no Cadastro Único por meio de telefone. É uma forma de contribuir para essa facilidade e para a tranquilidade dos beneficiários do BPC”.

Apesar das restrições impostas pela pandemia, o cruzamento de dados do INSS e do Cadastro Único para Programas Sociais revelou que 93% do total de pessoas que recebem o BPC já se encontram cadastradas. Este foi o maior índice de cadastramento registrado desde dezembro de 2016. André Veras ressalta que todos os beneficiários que não estão inscritos devem fazer a inscrição para que o benefício seja mantido regularmente.

Inscrição e atualização cadastral por meio remoto

 A Portaria nº 368, de 29 de abril de 2020 prevê a flexibilização temporária da atualização e inclusão cadastral no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, para que, neste momento de emergência em saúde pública, possam ser realizadas por telefone ou outro meio eletrônico. O texto publicado na sexta-feira prevê a continuidade dessa ação, com o objetivo de aumentar o acesso das famílias ao Cadastro Único e, também, proteger os trabalhadores da rede socioassistencial da exposição ao novo coronavírus.

Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania

 

Educação no Campo

 

Governadora participa de Audiência sobre os desafios da educação no campo

 

Representando o Consórcio Nordeste, a governadora professora Fátima Bezerra participou da audiência pública “Desafios da educação das áreas de reforma agrária em tempos de pandemia”, promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) – Região Nordeste. O evento ocorreu nesta segunda-feira-feira (24), por videoconferência.

A audiência abordou a socialização do Plano emergencial da Educação nas áreas de Reforma Agrária no Nordeste e discutiu a educação sob o contexto do retorno às aulas na pandemia e questões de avanço no acesso da educação básica (infantil ao ensino médio) nos territórios da reforma agrária.

Entre os desafios da educação está a criação, implantação e fortalecimento das políticas públicas para os povos do Campo. “Estamos discutindo um tema muito relevante, como se não bastasse os desafios constantes, imagine agora, com a pandemia que chegou de forma avassaladora. Os problemas são imensos, aqui no Rio Grande do Norte encontramos um estado colapsado. Vivemos tempos de retrocesso. Mas continuamos lutando pela educação. Fomos um dos primeiros estados a suspender as aulas e um dos últimos a retomar as atividades econômicas, pois nossa maior preocupação são as vidas”, afirmou a governadora.

A Política de Educação do Campo no RN é construída junto com o Comitê Gestor de Educação do Campo do Estado do Rio Grande do Norte (Cogec), que tem a participação dos Movimentos Sociais do Campo. “Em nosso Governo, a política educacional é prioridade e temos a preocupação que chegue ao campo para todos os quilombolas, índios e pescadores. A inclusão é nossa prioridade, frente aos muitos anos de abandono e exclusão. Nosso compromisso é fortalecer todas as ações voltadas para o campo como exercício social. Diante de retrocessos, estamos aqui investindo na educação com ações para ampliar a oferta de escolarização sempre atento as suas culturas e saberes”, disse a chefe do Executivo estadual.

Ela lembrou ainda que o RN conta hoje com quatro escolas nos assentamentos rurais que somam 1.341 alunos matriculados, sendo duas construídas com recursos estaduais.

A secretária adjunta de Educação (SEEC), Márcia Gurgel, explicou as ações que estão sendo desenvolvidas. “Nossa equipe segue elaborando planos para a volta às aulas que contemplem as estratégias de combate à desigualdade educacional. Avançaremos na construção coletiva desse conhecimento, que além de um processo contínuo, entre a teoria e a prática, fortaleceremos a identidade pedagógica da educação do campo no estado do RN”.

O representante da direção do Grupo de Estudos de Políticas Agrárias (GEA), Jaime Amorim, lembrou que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST Nordeste) está territorializado nos nove estados da região com aproximadamente 55 mil famílias acampadas e 70 mil assentadas e falou do atual cenário. “Estamos vivendo uma situação que outras gerações não vivenciaram, estamos passando por uma crise econômica, política e sanitária. Esse momento demonstra que precisamos achar alternativas para a educação, pois o mais importante é a vida, deve ser sempre colocada em primeiro lugar, não pode haver inversões de valores. Temos tarefas importantes em relação à educação. Precisamos construir programas e projetos para auxiliar a superação dos desafios de estruturar a educação e para que possamos superar o analfabetismo no campo. Também precisamos construir escolas para que nossas crianças e jovens possam estudar”.

ESCOLAS

As escolas estaduais Prof. Marta Maria de Almeida Castanho Pernambuco, em Ceará-Mirim, no Assentamento Rosário e a Almiro de França Silva, em Caraúbas,  no Assentamento 1º de Maio, foram entregues no atual Governo. Essas unidades ampliam o acesso ao Ensino Médio em áreas da Reforma Agrária, garantindo aos estudantes o direito de estudar em uma escola situada no seu assentamento ou circunvizinhos, além de possibilitar uma organização curricular escolar embasada nos marcos normativos que definem a Educação Básica do Campo como uma Modalidade de Ensino, atendendo as especificidades das populações do campo de cada lugar.

Participaram do evento secretários de educação estaduais, parlamentares e trabalhadores da educação, alunos, representantes dos movimentos sociais e entidades que debateram e construção de um plano estratégico de educação em tempos de pandemia.

ALFABETIZAÇÃO NO CAMPO

Em 2019, o Governo do RN executou Projeto de Alfabetização com Qualificação Social e Profissional, que beneficiou: 2.500 agricultores. O projeto ofereceu alfabetização integrada à qualificação social e profissional aos jovens e adultos agricultores e agricultoras familiares, que vivem no campo, em até 98 turmas com 25 estudantes, distribuídas nos 26 municípios, de nove Territórios beneficiários.

O projeto foi realizado em 26 Acampamentos, 28 Assentamentos, 24 Comunidades rurais, quatro comunidades de povos indígenas, duas comunidades quilombolas, uma comunidade de terreiro (religião de matriz africana), uma comunidade de pescadores, uma comunidade urbana.

Por Foco Sertanejo

 

SENAR Ensina coomo Calcular o Lucro ...

 

Senar ensina como calcular o lucro da propriedade rural

Senar disponibilizou um novo vídeo, na sexta (21), sobre o lucro da propriedade rural na série sobre a ATeG

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) disponibilizou um novo vídeo, na sexta (21), sobre o lucro da propriedade rural na série sobre a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

O conteúdo aborda de maneira simples o conceito de lucro e como fazer a verificação na prática. Para o Senar, conhecer esse indicador de gestão é essencial para entender se a atividade agropecuária é viável economicamente.

“Lucro é a diferença entre a renda bruta e o custo total, considerando o mesmo período de um ano. Para calcular o lucro é fundamental conhecer a renda bruta e o custo total, sempre no mesmo período”, destaca o vídeo. Para visualizar o vídeo na íntegra, acesse aqui.

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

A importância do abacate na produção de frutas no Brasil

 
O Brasil aparece como o terceiro produtor mundial de abacates. Entre 2018 e 2019 o crescimento da produção brasileiro foi de 16% no volume de exportação, o que equivalente a 980 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Abacates do Brasil. Criada em 2006, a organização representa a cadeia produtiva nacional.
Hoje o abacate é considerado um dos ingredientes mais utilizados na preparação de pratos saudáveis. saJá faz algum tempo que o abacate é o ingrediente queridinho dos pratos saudáveis. O abacate virou tendência graças às gerações Y e Z que assumiu o fruto como símbolo do estilo saudável de vida. E não era por menos, os benefícios nutricionais são diversos. Primeiro que ele tem boas doses de potássio – mineral importante para prevenir doenças como o AVC -; ajuda a reduzir o LDL (colesterol ruim) e os triglicerídios; é rico em ácidos graxos que ajuda a saúde do coração, além de possuir gorduras boas que são fundamentais para o bom funcionamento do corpo. Sem contar que o abacate é um grande aliado quando o assunto é emagrecimento: ele tem uma boa quantidade de fibras, que ajuda a manter a saciedade e diversos estudos mostram que ingerir abacate regularmente diminui a gordura abdominal.
Sete variedades de abacates são produzidas no Brasil. A primeira delas é o Avocado Hass, o menor deles, que tem a safra entre fevereiro e setembro, e tem baixo teor de água, porém uma boa quantidade de óleos. Já o Breda, que é produzido entre julho e dezembro, é mais adocidado e tem um equilíbrio de água e óleos. O Fortuna tem safra extensa – entre fevereiro e julho – e é um dos maiores em tamanho, com alta porcentagem de água e baixo de gorduras. O Quintal (safra entre março e julho) também faz parte do time dos frutos maiores: tão por isso tem muita polpa mas é equilibrado em água e óleo, fazendo com que ele seja um dos mais cremosos. O Ouro Verde circula apenas no inverno – sua safra é bem curta, entre julho e agosto – e tem características bem definidas: é macio e ao mesmo tempo firme, e essa textura o faz perfeito para sobremesas. Com bastante personalidade, o Margarida é bem redondinho, tem sua polpa mais amarela e caroço pequeno; seu alto teor de água faz com que ele se encaixa perfeitamente em sucos e vitaminas. Sua safra é dentre julho e novembro. Por fim, o Geada é conhecido por ser o abacate do verão – tem alto teor de água – o que o faz excelente para servir gelado, principalmente em saladas. Fácil de ser reconhecido por não formar pescoço. Ou seja, o Brasil tem capacidade de ofertar abacate o ano inteiro, oferecendo sabores e texturas diferentes, que cabem em qualquer receita.