segunda-feira, 27 de julho de 2020

Estação inverno: RN pode ter temperaturas de até 19,5 °C neste mês, aponta Emparn


Os potiguares tiraram as cobertas e casacos do armário nos últimos dias, por causa de temperaturas entre 19,5°C e 28°C durante o mês de julho, segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn).
O clima ameno é reflexo da estação climática do inverno, iniciada no dia 21 de junho.

O inverno deste ano acontecerá sob a influência do Fenômeno La Niña. Isto é, as águas no oceano Pacífico Equatorial estarão mais frias do que o normal durante os próximos meses.
"Isso altera um pouco as condições climáticas sobre o Nordeste Brasileiro, induzindo uma tendência de uma estação com temperaturas um pouco abaixo do normal, devido à facilidade na circulação do vento e da predominância de dias nublados com chuva”, explicou Gilmar Bristot, chefe da meteorologia da Emparn.

O EXTRATIVISMO DA CARNAÚBA RESISTE AO TEMPO PROPORCIONANDO AINDA OPORTUNIDADE DE GERAÇÃO DE RENDA E AQUECIMENTO DE NOSSA ECONOMIA

Jornal Zona Sul: O vale das carnaubeiras
O naturalista Alexandre Von Humboldt, estudioso da geografia ambiental, incluiu entre as experiências feitas no território brasileiro com  especialidade no semi-árido nordestino e alguns vales da região, a diversidade da importância econômica da "Carnaúba" na vida dos nossos habitantes com a extração e produção dos seus derivados.
O conceituado escritor potiguar Rômulo Wanderley, batizou  esta nativa palmeira como "Árvore da Vida".  
Ainda acrescentou sua contribuição no aspecto sociológico e antropológico dos varzeanos, a seguinte expressão: Ela existe no sobrado do rico e na choupana do pobre!
O certo é que a Carnaúba dividiu de igual para igual sua condição de sustentabilidade econômica com os tempos áureos da agro-pecuária e extração do sal, sendo parceira solidária da sobrevivência da nossa gente.
Atualmente encontra-se em declínio, mesmo assim ainda é responsável pela oportunidade de trabalho para a mão de obra avulsa, sem qualificações especificas, dando aos que nela se apega, a oportunidade do seu pão de cada dia.
Veja a brilhante reportagem, feita por uma repórter da TV Jataí Noticias do estado de Goiás, tendo vínculo de afinidade por laços familiares em Carnaubais preparou este belíssimo vídeo, destacando sua grandiosidade na vida do nosso povo.
Postado por Aluizio Lacerda
 
Nota do Blog: Em tempo, o extrativismo da carnaúba, proporcionava emprego e renda. Hoje alguns municípios do RN ainda produzem o famoso pó da carnaúba. A tendência é que essa atividade se acabe, sendo substituída por novas tecnologias.  
 
URGENTE

Lançada em Portugal a primeira máscara que inativa o novo coronavírus

Neutraliza o vírus SARS-CoV-2 quando em contacto com o tecido
Foi anunciada neste sábado (25.07) em portugal a criação da primeira máscara têxtil e reutilizável capaz de inativar o vírus SARS-CoV-2, que provoca a doença COVID-19. Denominada MOxAd-Tech, a máscara “superou com sucesso os testes realizados pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes”, informa o consórcio de empresas e institutos de pesquisa responsáveis pela tecnologia.
Os criadores afirmam que a inovação possui um “revestimento inovador que neutraliza o vírus SARS-CoV-2 quando este entra em contacto com o tecido, efeito que se mantém mesmo depois da realização de 50 lavagens”. O investigador e virologista Pedro Simas explica que os testes à máscara MOxAdtech revelaram uma “redução viral de 99% ao fim de uma hora de contacto com o vírus, de acordo com os parâmetros de testes indicados na norma internacional”.
“De forma simplificada, estes testes consistem na análise do tecido após o contacto com uma solução que contém uma determinada quantidade de vírus, cuja viabilidade se mede ao longo do tempo”, diz Simas. As máscaras já estão sendo produzidas em Portugal e serão comercializadas pelo valor de 10 euros no país e também em toda a União Europeia. 
O consórcio é composto pela fabricante, a estamparia Adalberto, grupo Sonae, Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal e a Universidade do Minho.
Ainda não foi anunciada a disponibilização da máscara contra COVID-19 para países de fora da Europa. O Brasil registrou 1.178 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 85.385 óbitos. Já são 2.348.200 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 58.249 desses confirmados no último dia. 

sábado, 25 de julho de 2020

Brasil poderá exportar produtos termoprocessados de aves para o Egito

Autorização será para as plantas que já estão habilitadas para o mercado egípcio e que, atualmente, embarcam frango inteiro
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As autoridades do Egito aprovaram a importação de produtos termoprocessados de aves produzidas no Brasil. Com isso, o Brasil alcançou a marca de 85 mercados externos abertos para produtos agropecuários desde janeiro de 2019.
A autorização será para as plantas que já estão habilitadas para o mercado egípcio e que, atualmente, embarcam frango inteiro. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá atualizar o Certificado Sanitário Internacional (CSI) para o novo tipo de produto.
Segundo dados do setor, o Egito é o 14º principal importador de carne de frango do Brasil. Entre janeiro e junho deste ano, o Egito importou 39,1 mil toneladas, volume que supera em 27% o total embarcado no primeiro semestre de 2019.
De janeiro a junho de 2020, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 52 bilhões, o que representa um aumento de 10 % com relação ao mesmo período no ano passado.

MDR: Órgão federal garante transferência de mais recursos para obra da Barragem Oiticica

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) destinou R$ 40 milhões para as obras da Barragem Oiticica, construída no leito do rio Piranhas-Açu, em Jucurutu.
O empenho dos recursos foi garantido pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que aportará R$ 23,6 milhões – outros R$ 16,4 milhões são oriundos de emendas da bancada do RN no Congresso Nacional.
O volume de investimentos da União, desde o ano passado, soma R$ 191 milhões, registra informação da assessoria de imprensa do MDR.
A Barragem Oiticica beneficiará 350 mil pessoas nas regiões Seridó, Vale do Açu e Central do estado, com as águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).
Para tanto, também está sendo executada uma tomada d’água suplementar com capacidade de transportar até 50 mil litros de água por segundo entre os reservatórios de Oiticica e a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, no Vale do Açu.

 
AGRICULTURA

Livro apresenta discussão sobre fatos e mitos na agricultura

A dicotomia entre a realidade e a ficção nos debates envolvendo a sustentabilidade na agricultura é a base do mais recente de livro
A dicotomia entre a realidade e a ficção nos debates envolvendo a sustentabilidade na agricultura é a base do mais recente livro lançado sobre o tema. “Agricultura: fatos e mitos – fundamentos para um debate racional sobre o agro brasileiro” traz a proposta de um aprofundamento sobre a questão, vista como inconciliável na sua dualidade – de um lado, estariam os “produtivistas radicais”, de outro, os “ecologistas puros”.
Dividido em nove capítulos, o livro traz a assinatura do agrônomo Francisco Graziano Neto (Xico Graziano) e dos pesquisadores Decio Luiz Gazzoni (Embrapa Soja) e Maria Thereza Pedroso (Embrapa Hortaliças). Como foi lançado durante a pandemia do Coronavírus, ele vem sendo apresentado durante lives – o próximo evento acontece no dia 31 de julho, pelo site do Instituto de Engenharia.
De acordo com Pedroso, a discussão em torno do assunto é recorrente, tendo sido abordada no livro “Sustentabilidade e Horticultura no Brasil – da retórica à prática” composto por 15 artigos de pesquisadores da Embrapa, com temas relacionados à produção de hortaliças da forma “a mais sustentável possível ou menos insustentável possível”. Com edição técnica compartilhada com o pesquisador Carlos Alberto Lopes, a obra especifica o trabalho envolvendo a busca pela sustentabilidade na horticultura.
Segundo ela, o novo livro segue uma linha semelhante, mas com um viés mais voltado a desmistificar o que classifica como visões equivocadas do significado de sustentabilidade, a partir da concepção de que “existe muito leigo com muitas certezas e isso representa um atraso para o País em termos de desenvolvimento econômico com base sustentável”.
“Um desses mitos é a afirmativa de que 70% da produção de alimentos vem dos agricultores familiares, quando na verdade esse percentual não passa de 25%”, exemplifica Pedroso, que aponta também como importante a questão dos transgênicos, que vêm sendo objeto de polêmicas desde sempre. “A população acaba por se deparar com diversas versões, sem se aprofundar no assunto”, sublinha a pesquisadora, que acrescenta ter sido os dois temas explorados em seus estudos no mestrado e no doutorado, respectivamente. 
De uma maneira geral, de acordo com ela, a proposta do livro é definir, com bases sólidas de argumentação, o que é mito e o que é verdade nesse grande tema “agricultura”, e também mostrar que é possível uma fusão entre produção rural e conservação ambiental, “o que favoreceria uma produção agropecuária alicerçada na simbiose da ecologia com a agronomia, que possa ocorrer, concretamente, a partir dos cânones da ciência”. 
Capítulos
Os temas abordados nos capítulos do livro são: desenvolvimento histórico e desmatamento; a condição tropical; uso de agrotóxicos; toxidade e impacto ambiental de agrotóxicos; engenharia genética e alimentos transgênicos; agricultura orgânica; agricultura familiar; código florestal; e agricultura de baixo carbono e recursos hídricos.
Autores
Francisco Graziano Neto (Xico Graziano) é engenheiro agrônomo, formado na ESALQ/USP e doutor em Administração pela FGV/SP. Décio Luiz Gazzoni é engenheiro agrônomo formado pela UFRGS. Maria Thereza Macedo Pedroso é engenheira agrônoma, mestre em desenvolvimento sustentável e doutora em ciências sociais. 

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Nuvem de gafanhotos está próxima do Uruguai e diminui distância para o Brasil

Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), a praga está a 20 km do Uruguai e a 100 km de Barra do Quaraí (RS)

Gafanhotos na Argentina (Foto: Senasa/Divulgação)
Gafanhoto encontrado na Argentina 
O Uruguai aumentou o alerta para um possível ingresso no País da nuvem de gafanhotos localizada na província argentina de Entre Ríos. Isso porque, com temperaturas mais altas na Argentina desde a última sexta-feira (17/7), a praga tem se movimentando e está nas redondezas da cidade de Federación, a 20 quilômetros do Uruguai.
Segundo informações do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) repassadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a nuvem se encontra a 100 quilômetros de Barra do Quaraí (RS), a menor distância para o Brasil desde o final de maio.
Baseada na previsão meteorológica argentina, a Direção Geral de Serviços Agrícolas (DGSA), órgão do Ministério da Agricultura do Uruguai, disse nesta terça-feira (21/7) que são esperados ventos vindos da região nordeste e um aumento da temperatura na área onde a nuvem está localizada nas próximas 48 horas, o que pode favorecer novos movimentos dos insetos. “Com uma queda de temperatura, os ventos devem girar para o sul/sudoeste. Essas condições favoreceriam o deslocamento da praga para o sul”, afirmou a DGSA.

CONTAG e demais entidades do Campo Unitário celebram ações emergenciais à agricultura familiar e reforçam pressão no Senado
Após intenso processo de articulação dos movimentos do campo, outras entidades, artistas sob a coordenação do Núcleo Agrário do PT na Câmara e com grande mobilização dos demais partidos de oposição, foi aprovado com apoio da maioria dos partidos o PL 735/2020 na forma de Substitutivo apresentado pelo relator, deputado Zé Silva (SD-MG). A lei se chamará Assis Carvalho em homenagem ao deputado federal pelo PT-PI, falecido recentemente.
A partir das sugestões de 25 projetos apensados ao PL 735/2020, foram aprovadas visam ofertar condições mínimas à agricultura familiar e camponesa enfrentar os efeitos da pandemia do novo coronavírus para continuar produzindo alimentos saudáveis e sustentáveis, evitar o desabastecimento e a inflação dos preços dos alimentos nos próximos meses e, principalmente, combater a fome que ameaça retornar e levar nosso país de volta ao mapa da ONU que trata do tema.
Abono emergencial
No valor de R$ 3 mil será pago em cinco parcelas aos agricultores(as) que não estejam recebendo o auxílio emergencial, conforme a Lei nº 13.982/2020, utilizando os mesmos critérios e o calendário de pagamento do mesmo, inclusive com a possibilidade de antecipação do número de parcelas já pagas. As mulheres agricultoras familiares provedoras de famílias monoparentais receberão duas cotas.
Fomento emergencial
Destinação de R$ 2,5 mil para a inclusão produtiva privilegiando os(as) agricultores(as) em situação de pobreza e pobreza extrema a partir de projeto simplificado de estruturação da unidade produtiva familiar a ser elaborado por Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A mulher agricultora familiar recebe R$ 3 mil para a mesma finalidade e o valor pode chegar a R$ 3,5 mil por família caso a proposta se destine à implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água.
Garantia Safra
Ficou garantida a concessão automática a todos os(as) agricultores(as) familiares aptos(as) do benefício Garantia Safra condicionado à apresentação de laudo técnico de vistoria municipal comprovando a perda de safra. A portaria MAPA nº 11, de 06 de abril de 2020, já prevê que o laudo presencial seja substituído por um dos índices previstos no CEMADEN, INMET ou IBGE na Safra 2019/2020.
Crédito Emergencial
Ficou autorizado o Conselho Monetário Nacional (CMN) instituir linha de crédito emergencial no âmbito do Pronaf para agricultores(as) familiares com renda de até 3 salários mínimos e tenham efetuado cadastro junto à entidade de ATER, que elaborará projeto simplificado, com riscos assumidos pelos Fundos Constitucionais e Orçamento Geral da União. O valor será de R$ 10 mil com juros de 1% ao ano, bônus de adimplência fixo de R$ 300,00, prazo de pagamento não inferior a 10 anos com até cinco anos de carência, contratação até 30 de dezembro de 2021, e poderá ser destinado à manutenção da família até 20% do valor total.
As mulheres agricultoras familiares têm condições especiais de acesso: 0,5% de juros e bônus de adimplência de 20%.
Programa de Atendimento Emergencial à Agricultura Familiar (PAE-AF)
O programa instituído se propõe a promover o abastecimento emergencial de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional por meio da aquisição e distribuição de produtos da agricultura familiar. A Conab disponibilizará cadastro eletrônico simplificado o qual será operado pela Anater em parceria com as entidades de ATER, que identificarão e cadastrarão os(as) agricultores(as) familiares e suas entidades. O valor por unidade familiar será de R$ 4 mil e chegará a R$ 5 mil quando a proposta for apresentada por mulher agricultora familiar. As CPRs (Cédulas de Produto Rural) com vencimento em 2020 e 2021 de agricultores(as) familiares que tiveram a comercialização prejudicada pela Covid-19 poderão ter a quitação de parcelas vencidas ou vincendas em produtos.
Renegociação, suspensão e quitação de dívidas rurais
As dívidas rurais com parcelas vencidas ou vincendas a partir de 1º de janeiro de 2020 até o fim do período de calamidade pública a que se refere o Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, serão prorrogadas para um ano após a última prestação do contrato, mantidas as demais condições originais e contemplando todas as regiões do país. Nesse período também suspensas cobranças e encaminhamentos de cobranças judiciais, execuções e os prazos para prescrição de dívidas. As Leis nº 13.340/2016 e nº 13.606/2018 tiveram seus prazos atualizados prevendo condições para repactuação e concessão de rebates para liquidação de dívidas até 30 de dezembro de 2021 de custeio e investimento contratadas até 31 de dezembro de 2019, inclusive aquelas prorrogadas por autorização do CMN. O disposto também contempla as operações do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) e às dívidas do Fundo de Terras e da Reforma Agrária (Banco da Terra) e do Acordo de Empréstimo 4.147-BR, inscritas em dívida ativa da União até 31 de março de 2021.
A Frente Parlamentar da Agricultura Familiar (FPAF), liderada pelos nossos deputados orgânicos Heitor Schuch (PSB-RS), Vilson da FETAEMG (PSB-MG) e Carlos Veras (PT-PE), teve uma posição muito importante na articulação com o relator, que incluiu medidas fundamentais apresentadas como o Crédito Fundiário, a garantia de que os agentes financeiros possibilitem o saque do abono emergencial mediante apresentação de CPF e RG para os(as) agricultores(as) familiares que não manuseiam tecnologia digital de aplicativo ou não tenham acesso à internet, e o não desenquadramento da condição de segurado(a) especial para quem já acessou o auxílio emergencial ou venha a acessar tanto o auxílio emergencial como qualquer das medidas previstas no PL 735/2020.
Segundo o secretário de Política Agrária da CONTAG, Elias Borges, a agricultura familiar já enfrentava problemas mesmo antes da pandemia, como a diminuição e dificuldades do acesso ao crédito, a crise econômica, a diminuição da comercialização pelo PAA e pelo Pnae. “O cenário de pandemia agravou essa situação, principalmente pela fechamento ou limitação das feiras livres, o Pnae e o PAA quase que desaparecem com a suspensão das aulas e de diversas atividades. Também houve atraso nas parcelas de dívidas dos agricultores e agricultoras familiares, tanto no financiamento de custeio e investimento quanto nas parcelas do Programa Nacional de Crédito Fundiário”.
O dirigente também alertou sobre os possíveis impactos nas futuras produções. “A produção para futuro também ficou comprometida, pois diminuiu o investimento na produção. Nesse sentido, esse PL 735/20 vem para aliviar um pouco, pensando em crédito de fomento, custeio e investimento, com condições especiais para isso para que o(a) agricultor(a) familiar continue produzindo, bem como pensar nas dívidas, com a prorrogação e com condições especiais de pagamento”, completou Elias.
FONTE: Assessoria da Presidência da CONTAG


Petrobras aumenta em 5% preço do gás de cozinha a partir desta quinta

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (22) que elevará em 5% o preço médio do GLP, também conhecido como gás de cozinha, a partir desta quinta-feira (23). 

Com isso, o preço médio da Petrobras às distribuidoras será equivalente a R$ 26,55 por botijão de 13 kg. 

Apesar do aumento, a Petrobras afirma que o produto ainda registra queda de 4,5%, ou R$ 1,26 por botijão de 13 kg no acumulado de 2020.
 
Nota do Blog: É aquela velha história: o governo dar com uma mão e tira com a outra. 
 
ETANOL

MME quer mais países produzindo etanol no mundo

O crescimento e diversificação de países na produção e no consumo de biocombustíveis é uma condição necessária e urgente
Ampliar o número de países produtores de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, é, na visão do Ministério de Minas e Energia (MME) um dos desafios a serem enfrentados pelo Brasil para que haja aumento do comércio internacional e eventual formação de um mercado internacional de biocombustíveis. Este desafio integra o Plano Nacional de Energia (PNE) 2050 que está em consulta pública no site do Ministério por 90 dias.

Com mais de 10 páginas dedicadas à bioenergia, o MME destacou ao menos quatro grandes desafios para a bioenergia: "1. Concentração da produção de biocombustíveis em poucos países no mundo; 2. Diversificação das biomassas para biocombustíveis e desenvolvimento de novos biocombustíveis; 3. Diversidade de qualidade do produto e assimetria de informação; e 4. Diversidade de atores estabelecendo políticas públicas para o setor de transportes".

Segundo o PNE 2050, Brasil e Estados Unidos são responsáveis por mais de 80% da produção mundial de etanol e são os dois maiores produtores de biodiesel (37%). O crescimento e diversificação de países na produção e no consumo de biocombustíveis é uma condição necessária e urgente.

Nas recomendações finais sobre a bioenergia, o PNE 2050 destaca ainda: 1. Articular, junto com autoridades competentes, a participação em iniciativas para aumentar a diversificação de produtores de etanol no mundo; 2. Aumentar a atratividade dos biocombustíveis em segmentos de transportes com maior dificuldade de descarbonização por meio de ampla articulação nacional e internacional com governos, instituições e sociedade; 3. Articular, junto com autoridades competentes, a divulgação do cumprimento da legislação de proteção ao meio ambiente na cadeia de produção dos biocombustíveis; e 4. Aumentar a convergência entre as políticas correlatas aos biocombustíveis.

"O novo Plano (que está em consulta pública) vem resgatar o planejamento de longo prazo do setor de energia que havia sido paralisado desde a publicação em 2007, do PNE 2030", destaca a assessoria do MME.

Ainda segundo o MME, "o PNE 2050 sinaliza o compromisso do Governo Bolsonaro em nortear as decisões de política energética a partir de uma visão estratégica e de longo prazo. O documento foi elaborado com o concurso da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do MME e, oportunamente, será levado a apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)".

Em um contexto de grande imprevisibilidade, o Plano busca explorar alternativas de futuro de modo a aprimorar o processo de tomada de decisão em políticas energéticas. "A variedade de possibilidades e a incerteza resultante requer que o decisor evite escolhas que redundem em trajetórias tecnológicas que se tornem mais custosas a opção de interromper sua implementação, caso se mostrem posteriormente equivocadas, fenômeno conhecido como trancamento tecnológico".

Com vistas a um debate público efetivo e a ampliação de oportunidades de apresentação e conhecimento do PNE 2050, o período de consulta pública terá uma duração de três meses. As contribuições podem ser feitas acessando o site do MME, onde os documentos estarão disponíveis.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Árvore tradicional brasileira corre risco de extinção

 
Uma delas é a a Araucária, que sem fiscalização e manejo adequado, pode estar extinta nas próximas décadas, na região Sul e em áreas elevadas do sudeste. A araucária, uma árvore ancestral do Brasil, mas que corre grandes riscos de extinção em razão do desmatamento e dos efeitos das mudanças climáticas. A Araucária é uma árvore encontrada majoritariamente na região Sul do País, em um ecossistema da Mata Atlântica conhecido como Floresta Ombrófila Mista. É a árvore-símbolo do Paraná, por isso também chamada de pinheiro-do-paraná, estado que, originalmente, concentrava a maior parte do ecossistema que abriga a espécie.
De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, em 2019, o desmatamento no bioma cresceu 27,2%, perdendo um total de 14.500 hectares de floresta. Desse total, cerca de 24% foram nos estados do Paraná e de Santa Catarina, onde a madeira da Araucária ainda é usada ilegalmente para, por exemplo, abastecer de tábuas a construção civil.
“Estima-se que hoje a Floresta com Araucárias ocupe menos de 3% de sua área original, o que a coloca em grande risco de ser extinta nas próximas décadas se não houver uma mudança por parte dos proprietários rurais, da iniciativa privada e do poder público na forma como exploram e cuidam desse que é um dos mais emblemáticos e ameaçados ambientes naturais do Brasil.
Lembrando que o que está em jogo não é apenas uma espécie, mas todo um ecossistema com uma grande diversidade de plantas, como imbuias e canelas, e animais, como o papagaio-de-peito-roxo”, afirma Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

 

Sistema de água em São Miguel é inaugurado pela governadora em evento virtual

Cm um custo considerado baixo para a grandiosidade da obra - que está levando água potável, tratada e abundante para a população de São Miguel, cidade situada na região do Alto Oeste potiguar - o Governo do RN através da Companhia de Água e Esgotos (Caern) investiu R$ 3 milhões e reativou o abastecimento para os 24 mil micaelenses. A obra foi entregue oficialmente neste sábado (18) em solenidade virtual, que contou com a presença da governadora Fátima Bezerra, acompanhada da equipe de governo e de lideranças políticas e transmissão feita pela rádio Difusora local.
“Hoje o meu boa tarde vai mais do que especial para a população de São Miguel, que há mais de seis anos amargava a falta de água em suas torneiras. A água que é um bem imperativo para a sobrevivência, é um bem ativo para o desenvolvimento econômico. Eu fui eleita para trabalhar, para garantir o bem estar da população potiguar e estaria sendo omissa se eu não buscasse solução para um problema como a falta de água em São Miguel”, enfatizou a governadora Fátima Bezerra.
Para a efetivação da obra, ela evidenciou o empenho do presidente da Caern, Roberto Linhares e de toda a sua equipe, e da bancada federal e estadual, através do senador Jean Paul Prates, da senadora Zenaide Maia, da deputada estadual Isolda Dantas, do deputado Francisco do PT e em especial ao deputado estadual Raimundo Fernandes, natural daquela cidade que é situada na região chamada de “tromba do elefante”.
Ela destacou que a Caern, por meio do presidente e dos técnicos, não mediu esforços para dar celeridade a essa obra. “Quero expressar aqui toda a minha gratidão às pessoas que se esforçaram para fazer desse sonho uma realidade. Como eu sou muito disciplinada, e tenho que dar exemplo, não posso estar em São Miguel, mas a saudade é imensa e eu gostaria de estar aí com vocês comemorando o inverno”, frisou.
A chefe do Executivo estadual relembrou outros investimentos relacionados à segurança hídrica naquela região, como foi o caso da adutora de Pilões, cuja obra inaugurada em 2019 possibilitou a reativação do sistema de abastecimento. O próximo passo agora será a cidade de Paraná, que também sofre com o colapso de falta de água.
“A Caern que dava prejuízo ficou para trás, agora é uma empresa que dá lucro. E esse lucro serve para voltar ao povo em forma de benefícios, porque nós temos esse compromisso irrenunciável com o povo potiguar”, afirmou Fátima. Ao encerrar sua participação, ela falou do Programa de Conservação de Rodovias Estaduais 2020, em que serão investidos R$ 17 milhões para fazer serviços de manutenção em 90% da malha viária do Rio Grande do Norte.
O presidente da Caern Roberto Sérgio falou que a obra de reativação do abastecimento de água em São Miguel – que está em fase de testes – é motivo de muita satisfação para a companhia. “Para nós, é menos um município em colapso. Com certeza a governadora está mais feliz do que qualquer um de nós, porque como eu, que também sou do sertão, ela sabe a importância que a água tem em municípios que sofrem com a estiagem”, destacou.
Ele explicou que devido aos reparos na rede, que estava há muitos anos sem receber água nas torneiras, tanto os escritórios regionais, quanto a sede da Caern, em Natal, estão à disposição para oferecer toda a assistência que a população precisar.
Gerente regional da Caern no Oeste, Odair Rego também estava presente à live de inauguração da obra e destacou o empenho de toda a equipe. “Como estamos aqui no dia a dia, é com muita satisfação que vemos a expressão de felicidade dos munícipes. Essa obra é o resultado de dias e dias de trabalho incansável, e com muito esforço estamos entregando a retomada desse serviço tão importante para o ser humano”, acrescentou.
O parlamentar Raimundo Fernandes não economizou palavras ao enaltecer a obra, que vai melhorar consideravelmente a qualidade de vida da população de São Miguel. “Esse governo tem se preocupado com tudo de tal forma que que não deixou de prestar atenção nesta pequena cidade. Fazia 40 anos que o sistema não recebia uma revisão. Não era somente trazer a água. Tudo o que a senhora está fazendo está ajudando aos pobres. Quero agradecer ao senador Jean Paul pelo empenho. Quero agradecer ao presidente Roberto Sérgio que conseguiu tirar a Caern do déficit em que se encontrava. Se Deus nos permitir, não haverá mais carro pipa rodeando a nossa cidade”, declarou.
SEGURANÇA HÍDRICA PARA O SERTÃO
O secretário João Maria Cavalcanti (Meio Ambiente e Recursos Hídricos/Semarh) falou que a volta do abastecimento para São Miguel não só traz dignidade ao povo, mas garante água tratada, de boa qualidade. “O governo da professora Fátima Bezerra através da Caern está de parabéns pelo compromisso em trazer água para uma região tão sofrida. Aproveito esse momento para destacar o empenho do Governo do Estado com relação ao trecho Apodi Mossoró da transposição do rio são Francisco, que vai trazer segurança hídrica para as regiões do Oeste e Alto Oeste, para que seja incluso no orçamento da União de 2021”, informou.
O diretor-presidente do Igarn (Instituto de Gestão das Águas do RN), Auricélio Costa, destacou a importância dessa obra e sinalizou que em breve os demais sistemas hídricos do RN devem estar normalizados, através da interligação das adutoras. “Tivemos inverno acima da média, confirmando todas as previsões da Emparn. Hoje temos mais de 56% de água acumulada nos 47 reservatórios que o Igarn monitora, que vai nos garantir segurança hídrica para atividades como agricultura, carcinicultura, piscicultura”, explicou.
Representando a bancada federal potiguar, o senador Jean Paul Prates agradeceu ao empenho da governadora – “que acima de tudo nos emana forças para continuar nessa luta” – e citou os parlamentares estaduais, Isolda Dantas, Francisco do PT e Raimundo Fernandes, por terem participado das discussões que resultaram na retomada do abastecimento de água em São Miguel. “Havia várias soluções para o problema e a Caern amalgamou tudo isso e fez o sistema, junto com Defesa Civil e outras entidades”.
Ele destacou a importância de se trabalhar em harmonia, principalmente em período de pandemia, e que a obra é resultado de um esforço coletivo – “tanto em nível estadual, como federal” e por fim informou que votou contra o marco regulatório do saneamento, “porque dificulta o trabalho de empresas públicas como a Caern“.
Também presente à solenidade virtual, a deputada Isolda Dantas – que é natural de Upanema e há muitos anos reside em Mossoró, portanto, conhece bem a realidade de que vive em lugares que sofrem com a estiagem - agradeceu e parabenizou o governo pela iniciativa. “Todos nós sertanejos, que ficamos felizes só de ver o tempo nublado, sabemos a importância da água. Hoje, diante dessa obra, fico pensando no trabalho das mulheres, como vai ser amenizado com a chegada da água nas torneiras”, completou