segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Controle de verminose em caprinos e ovinos.



Resumo: A verminose é um dos principais problemas sanitários dos rebanhos de caprinos e ovinos. Afeta praticamente todos os animais a campo, reduz o consumo voluntário de alimentos, afeta a digestão e a absorção de nutrientes; reduz eficiência reprodutiva e consequentemente a produtividade geral do rebanho. Além disso traz despesas financeiras adicionais geradas com aumento de mão de obra, aquisição de medicamentos e perdas com a mortalidade animal. Fora o fator econômico, destaca-se o problema com o resíudos das drogas utilizadas no tratamento, presentes na carne, no leite e no meio ambiente. Este documento é um guia simples para aplicação prática, contendo informações básicas que auxiliarão aos técnicos e os produtores na elaboração de um programa de controle da verminose em caprinos e ovinos


Emater-RN e Funcitern lançam edital para seleção de bolsistas

ASSECOM/RN

O Governo do Estado, através da Emater-RN e da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (Funcitern) – fundação ligada à Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) – publicaram neste sábado (24 de dezembro), no Diário Oficial do Estado, um edital para seleção de bolsistas de nível médio e superior.
Serão disponibilizadas 143 vagas, cujos selecionados desenvolverão na Emater-RN suas atividades durante 24 meses. Entre os cargos oferecidos, estão o de auxiliar administrativo, técnico agrícola (agropecuária ou agroecologia), técnico em informática – estes de nível médio; bacharel em Direito, administrador, arquiteto, assistente social, médico veterinário, engenheiro de pesca, nutricionista, publicitário, jornalista, entre outros de nível superior. Dependendo do cargo escolhido, as atividades serão realizadas em Natal ou no interior do Estado.
As inscrições começam no próximo domingo (25), exclusivamente pela internet, através do site selecao.emater.rn.gov.br , e continuam até o dia 1º de janeiro de 2017. A seleção ocorrerá por meio de análise curricular e entrevista. Somente serão convocados para entrevista os candidatos cujos currículos atenderem aos requisitos previstos no edital. Os participantes serão informados do dia e o horário da entrevista através da área do candidato, disponível no site selecao.emater.rn.gov.br da Emater-RN.
O resultado final da seleção está previsto para o dia 2 de fevereiro de 2017, no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte e nos sites da Emater-RN (www.emater.rn.gov.br) e Funcitern (http://funcitern.wixsite.com/funcitern). Os aprovados iniciarão suas atividades no dia 6 de fevereiro.

2016, o ano da ampliação de mercados para o agronegócio brasileiro

Mapa também lançou o Agro+, plano de desburocratização que visa facilitar as atividades do setor


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) termina 2016 com avanços expressivos para o agronegócio brasileiro.  Entre os principais, estão a desburocratização, a abertura e ampliação de mercados, o fortalecimento da política de sanidade agropecuária, a modernização do seguro rural, a expansão das ações de sustentabilidade ambiental e a transparência no diálogo com o setor rural.

No comércio exterior, 2016 possibilitou a conclusão do acordo para abertura do mercado dos Estados Unidos à carne bovina in natura brasileira. O ano foi marcado também pelo lançamento do Agro+, plano voltado à desburocratização das normas e dos procedimentos do Ministério da Agricultura, a fim de tornar mais ágil as exportações e reforçar a eficiência no atendimento à cadeia produtiva agropecuária.
“Tivemos a felicidade de fechar o acordo para exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos, durante reunião em Washington, no final de julho”, lembra o ministro Blairo Maggi.  A conclusão da negociação, que já durava 17 anos, foi oficializada em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer, do ministro das Relações Exteriores, José Serra, e da embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde.
Durante a solenidade, no início de agosto, houve troca das Cartas de Reconhecimento de Equivalência dos Controles de Carne Bovina, por meio das quais os dois países liberaram o comércio do produto. Com isso, tanto o Brasil pode vender carne in natura para os norte-americanos quanto eles podem exportar o produto para cá. Neste segundo semestre, frigoríficos brasileiros já fizeram embarques para aquele mercado.
Conquista de mercados
De acordo com Maggi, a conclusão do acordo com os EUA – maiores produtores e consumidores mundiais de carne bovina in natura – não representa apenas o reconhecimento da qualidade e da segurança sanitária do produto brasileiro. Serve ainda, segundo o ministro, como uma espécie de passaporte para abrir outros mercados, porque os EUA são um dos mais exigentes compradores de carne bovina in natura do mundo.
Em busca de novos mercados e da ampliação daqueles que já são clientes do agronegócio brasileiro, o Mapa promoveu 22 missões de alto nível à Europa, ao Oriente Médio e ao Sudeste Asiático. A maior delas, no segundo semestre, incluiu China, Índia, Coreia do Sul, Myanmar, Malásia, Tailândia, Vietnã e Dubai. Outras importantes negociações foram feitas durante visitas à Itália, Rússia, Inglaterra, Suíça, Armênia, a Israel e ao Japão.
Além do comércio de produtos como carnes bovina, de aves e suína, lácteos, gado vivo, material genético, frutas e matéria-prima para ração, as missões tiveram como objetivo atrair investimentos e estabelecer cooperação científica.  Somente com a Índia, o Mapa garantiu US$ 400 milhões para a instalação de uma fábrica de agroquímicos no Brasil e US$ 100 mil para pesquisa com leguminosas (lentilhas e grão de bico), por meio de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
As missões fazem parte da estratégia do Mapa de elevar de 6,9% para 10% a participação do Brasil no comércio agrícola mundial em cinco anos. Para tanto, o país quer expandir a base exportadora com a diversificação de produtos e de mercados e aumentar os embarques de mercadorias de maior valor agregado. De janeiro a novembro deste ano, as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões. Do total, 71,9% corresponderam a vendas dos complexos soja e sucroalcooleiro e carnes.
Competitividade e sanidade
A conquista e manutenção de mercados exige que o país esteja preparado para atendê-los não só com excedentes exportáveis, mas também com um sistema que permita ao setor agrícola escoar a produção de forma rápi da, ganhando, assim, mais competitividade no cenário global. Para remover a burocracia, o Mapa lançou em agosto deste ano o Agro+, coordenado pelo secretário-executivo Eumar Novacki. O plano visa a solucionar cerca de 280 demandas apresentadas por uma centena de entidades representativas do agronegócio.
Até agora, o Mapa resolveu ou encaminhou cerca de 120 demandas. Entre elas, estão revogação, ajustes ou edição de atos normativos, atualização de sistemas informatizados e capacitação de pessoal. Também foi criada, por meio do Agro+, uma força-tarefa para rever o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária Animal (Riispoa), regimento originário da década de 1950, cuja publicação atualizada deve ocorrer nos primeiros meses de 2017. Além disso, foi enviada à Casa Civil da Presidência da República anteprojeto de lei alterando o Decreto-Lei nº 24.114 (Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal), datado de 12 de abril de 1934.
Estimativas do setor produtivo indicam que o Agro+ deve resultar em economia de R$ 1 bilhão por ano ao agronegócio brasileiro. O governo federal está incentivando os estados a terem versões do plano. O Rio Grande do Sul criou recentemente o Agro+ RS e outras cinco unidades da Federação já anunciaram o lançamento de planos semelhantes para os primeiros meses de 2017. Mato Grosso, um dos principais polos agrícolas do país, está entre os estados que terão o Agro+ regional.
Na área de defesa agropecuária, foram destinados R$ 27 milhões para convênios com 17 estados e com o Distrito Federal. Os primeiros beneficiados foram Mato Grosso, Santa Catarina, Tocantins, Acre, Mato Grosso do Sul e DF, que receberam, juntos, R$ 14,3 milhões. Outros R$ 13 milhões foram reservados para Goiás, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Alagoas, Amazonas, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Rondônia.
Ainda no setor de defesa agropecuária, o Mapa repassou, pela primeira vez, recursos para o controle das moscas das frutas. Receberam verba Pernambuco, Amapá, Roraima e Bahia. O Mapa destinou R$ 2,68 milhões para o programa sanitário neste ano. Houve ainda aprovação inédita de 240 pedidos de registro de defensivos agrícolas e de medicamentos veterinários. O recorde anterior foi a aprovação de 204 produtos.
Apoio ao produtor rural
Outra ação importante foi o fortalecimento do Programa de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em Cooperativismo e Associativismo Rural (Pisacoop), que dissemina tecnologias de produção sustentáveis e de gestão da propriedade rural e incentiva a adoção de mecanismos de cooperação para organização dos produtores. O objetivo do Pisacoop é estimular o desenvolvimento socioeconômico por meio do cooperativismo, gerando emprego, renda e melhoria da qualidade de vida dos agricultores.
O Mapa também destinou neste ano R$ 8 milhões para aquisição de kits de irrigação para oito estados do Nordeste. Essa medida de apoio ao pequeno e médio produtor rural beneficia 12 mil famílias, que podem ampliar o uso de água, por meio da irrigação, na atividade agrícola.
O ministro Maggi também enfatizou a importância do apoio ao agricultor por meio do Plano Agrícola e Pecuário. No ciclo 2016/2017, os recursos destinados para custeio, comercialização e investimento somaram R$ 183,1 bilhões. Além disso, o governo destinou R$ 400 milhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O pagamento da subvenção beneficiou cerca de 75 mil produtores rurais e permitiu a cobertura para 5,5 milhões de hectares, cifras 80% superiores às alcançadas em 2015, com destaque para soja, milho 2ª safra, trigo, maçã e uva.
“O apoio à produção é fundamental para o Brasil ser hoje um dos principais polos agrícolas do mundo”, assinalou Maggi. “Graças a isso, conseguimos colher em 2016, ano em que os agricultores enfrentaram sérias adversidades climáticas, 186,6 milhões de toneladas de grãos. Se n ão houvesse apoio ao setor, o resultado seria muito ruim”, completou. A expectativa para 2017 é que a produção brasileira de grãos chegue a 213,1 milhões de toneladas em uma área plantada de 59,2 milhões de hectares.
Sustentabilidade ambiental
A produção brasileira de grãos cresce baseada em ganhos de produtividade. Ou seja, sem avanços expressivos da área plantada, o que é um dos indicadores da preocupação com a sustentabilidade ambiental, como o país tem demonstrado em fóruns internacionais como a COP22, a Conferência de Clima, no Marrocos, e a COP13, Conferência da Biodiversidade, no México.

Na COP13, Maggi e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciaram a adesão do governo brasileiro ao Desafio de Bonn (“Bonn Challenge”) e à Iniciativa 20x20. Com isso, o Brasil declarou intenção de restaurar, reflorestar e promover a recuperação natural de 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Com as ações desenvolvidas em 2016, o Mapa buscou consolidar ainda mais no cenário internacional a imagem do país como fornecedor de alimentos seguros e de alta qualidade, produzidos de forma sustentável.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Letra de Crédito do Agronegócio agora pode ser contratada para investimento rural


Letra de Crédito do Agronegócio agora pode ser contratada para investimento rural


A partir de agora, os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) passarão também a contemplar os financiamentos de investimento, além do custeio rural. A normativa foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta semana.
As instituições financeiras que operam com o crédito rural devem obrigatoriamente direcionar 14% dos recursos que captarem via LCA para custeio rural a uma taxa de até 12,75% ao ano. Com a resolução, elas poderão direcionar os recursos também para financiamentos de investimento rural, obrigatoriamente com a mesma taxa.

Em outro voto do CMN, foram ajustadas as normas do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para vedar o enquadramento no Proagro Tradicional de empreendimentos em locais não alcançados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

AgroMais RN

Secretaria de Agricultura apresentou o programa AgroMais RN ao setor produtivo.
AgroMais é um programa do Governo Federal que visa reduzir a burocracia no Ministério da Agricultura e tornar o agronegócio mais competitivo no mercado nacional e internacional.
Divulgação


A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) realizou nesta quinta-feira (20) um encontro com o setor produtivo agropecuário para apresentar e implantar o programa AgroMais RN, que visa simplificar procedimentos e dinamizar a implantação de investimentos e negócios na agropecuária do Rio Grande do Norte. A reunião aconteceu às 9h na sede da Sape, Centro Administrativo.
Estavam presentes representantes da fruticultura irrigada, pecuária, ovinocaprinocultura, pesca, camarão, além de entidades como Sebrae, Federação da Agricultura do RN (Faern), os bancos oficiais Caixa Econômica, do Brasil e do Nordeste, além da Assembleia Legislativa e os principais órgãos que tratam da regulamentação da atividade agropecuária no Estado – Idema, Semarh, Igarn e Idiarn.
O AgroMais é um programa do Governo Federal que visa reduzir a burocracia no Ministério da Agricultura e tornar o agronegócio mais competitivo no mercado nacional e internacional. Segundo o secretário de Agricultura Guilherme Saldanha, no Rio Grande do Norte o programa terá um plano de ação para simplificar procedimentos e normas nos diversos órgãos governamentais.
Junto com a Lei da Agroindústria Rural, entregue pelo governador Robinson Faria à Assembleia Legislativa terça-feira passada (18), facilitará a implantação de novos empreendimentos, agilizará o acesso ao crédito rural e, principalmente, irá acelerar a criação de novas oportunidades de emprego e renda no meio rural.
“Esperamos que estas ações gerem mais de R$ 500 milhões em novos investimentos já para 2017 e que atinjamos a marca de US$ 200 milhões em exportações do agronegócio e pesca. Os bancos deverão ser fator importante nestes novos investimentos, fomentando a agropecuária, que atualmente não atinge 20% do recursos disponíveis no FNE para o RN”, destacou Saldanha.
Sobre o AgroMais
O programa lançado pelo governo federal tem como meta atingir 10% do mercado global em cinco anos, o que representa US$ 30 bilhões na economia. Entre os objetivos do programa estão o lançamento do sistema de rótulos e produtos de origem animal, acordo com a Confederação Nacional da Agricultura para troca de informações sanitárias, parcerias com entidades da sociedade civil organizada, melhoria do processo regulatório e normas técnicas, facilitação do comércio exterior e estimativa de um ganho de eficiência equivalente a R$ 1 bilhão ao ano.

Reunião discute manutenção do Sistema Curema/Mãe D’Água


IGARN
A reunião aconteceu em Coremas, na Paraíba

O Igarn esteve presente, nesta quinta-feira (22), à 6ª Reunião Extraordinária, organizada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-Piranhas-Açu, em Coremas, na Paraíba.  Também estiveram presentes representantes da Semarh, Caern e Idema. Na pauta, além da discussão sobre a crise hídrica do Sistema Curema/Mãe D’Água e as estratégias para o abastecimento das cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte, que dependem do referido sistema, foram apresentados e discutidos os encaminhamentos de última reunião técnica, que teve com a participação dos órgãos gestores e operadores em Recursos Hídricos da Bacia, realizada, na sede da Caern, em Natal.
Durante o encontro foi apresentado um histórico das deliberações ocorridas nas últimas reuniões entre o Comitê e os órgãos gestores do Rio Grande do Norte e da Paraíba, assim como as possíveis projeções de vazão e manutenção hídrica para o sistema Mãe D’Água. Ao final da reunião ficou mantida a vazão defluente do açude mãe d’água em 2,5 m3/s, o que garante o abastecimento dos municípios potiguares e paraibanos, além da continuação da forte fiscalização para garantir a chegada das águas ao ponto de captação em Jardim de Piranhas.

Governo retifica edital para credenciamento de laticínios no PLP


ASSECOM/EMATER

A Comissão Especial do Programa Leite Potiguar publicou na edição de hoje do Diário Oficial do Estado, um aviso de retificação do edital de credenciamento de fornecedores laticinistas, que atuarão junto ao Programa Leite Potiguar.
A entrega das fichas de credenciamento do Edital 001 - 2016 Credenciamento PLP, antes prevista para o dia 22, será agora realizada no dia 27 de dezembro, às 10h, em ato público, no auditório da Emater-RN, no Centro Administrativo do Estado.
A retificação foi necessária após análise da referida comissão, em decorrência de um pedido de impugnação protocolado por um dos laticínios interessados. O item subtraído do edital foi a exigência de registro na Junta Comercial do RN por pelo menos três anos, o que dará mais oportunidades a outras cooperativas ou empresas de participação no processo licitatório.
Os laticínios que vencerem a concorrência deverão prestar serviços de captação, pasteurização, envasamento, transporte e distribuição de leite pasteurizado integral, de leite bovino e caprino. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado e no sítio eletrônico da Emater-RN (www.emater.rn.gov.br)
De acordo com o edital, serão considerados fornecedores laticinistas associações detentoras de autorização para comercializar o produto pertencente aos seus associados; microempresas e empresas de pequeno porte que tenham como atividade-fim o beneficiamento de leite pasteurizado; usinas de beneficiamento de Leite; cooperativas; e consórcio de laticínios.
Os interessados devem levar documentos pessoais e comprovante de endereço dos representantes legais, bem como dos documentos de habilitação jurídica, qualificação técnica, regularidade fiscal, entre outros.
Os fornecedores laticinistas interessados em participar do credenciamento deverão atender, entre outros requisitos, não terem sido declarados suspensos ou impedidos de licitar ou contratar com a Administração Pública do Estado do Rio Grande do Norte; e não terem em seu quadro societário, dirigente ou responsável técnico servidor de qualquer órgão ou entidade pública.
O resultado do julgamento também será publicado no Diário Oficial do Estado – DOE e divulgado no sítio eletrônico da EMATER-RN (www.emater.rn.gov.br) até cinco dias úteis da data da finalização dos trabalhos de análise dos documentos de habilitação pela Comissão de Credenciamento. O contrato terá vigência de 12 meses, com possibilidade de prorrogação através de termo aditivo.
A Emater-RN fica responsável pelo pagamento aos fornecedores de acordo com a quantidade de leite comprovadamente fornecida. Os laticínios receberão R$ 0,78, por litro de leite bovino e caprino devidamente captados, processados, envasados e entregues. O preço pago ao produtor é fixo, sendo R$ 1,38 por litro de leite bovino e R$ 1,92 por litro de leite caprino.
O Programa Leite Potiguar (PLP) tem como principal objetivo fortalecer a cadeia produtiva do leite, garantindo o preço justo aos beneficiários produtores, gerando ocupação e renda no campo e combatendo a vulnerabilidade social pela redução da desnutrição.
O programa é executado através de uma parceria entre a Emater-RN e a Sethas desde 2015, financiado com recursos próprios do Governo do Estado, com apoio de prefeituras municipais, secretarias de assistência social, associações, fundações e secretaria de educação e cultura. Este ano, foram 166 municípios beneficiados.
A Emater-RN se responsabiliza pela assistência técnica ao produtor e pela gestão financeira do programa. O cadastramento de beneficiários e distribuição do alimento estão sendo transferidos aos poucos para a Sethas, com base em um decreto publicado pelo Governo do Estado. O prazo para a transição ser concluída é janeiro de 2017.

Inmet: verão terá temperaturas altas e chuvas generalizadas

Instituto divulga prognóstico para a estação em todas as regiões do país
O verão – período importante para a atividade agrícola – deverá ter temperaturas altas e chuvas generalizadas em quase todo o Brasil, segundo prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  No Hemisfério Sul, a estação começou oficialmente às 8h44 (horário de verão, Brasília) desta quarta-feira (21) e termina às 7h29 de 20 de março de 2017.
De acordo com o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as mudanças nas condições de tempo no verão são marcadas por chuvas em forma de pancadas, temporais com possibilidade de granizo, ventos fortes e elevação das temperaturas.
Por suas características climáticas, o verão é fundamental a agricultura em quase todo o país. A frequência e a quantidade de chuvas neste período têm reflexos no bom desempenho da produção de grãos da primeira safra e da safrinha no país.
Abaixo, o prognóstico do Inmet para a estação:
Previsão climática para o verão
O verão será marcado pela atuação do fenômeno oceânico-atmosférico La Niña, de forma fraca. De modo geral, a ocorrência deste fenômeno, com baixa intensidade, é favorável às chuvas na Região Nordeste e desfavorável no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, nos meses de verão e outono.
Entretanto, outros fatores, como a temperatura na superfície do Oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul, poderão influenciar, dependendo das suas características climáticas durante essas estações, no regime de chuvas, intensificando ou atenuando os efeitos do La Niña.
A formação e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) serão os principais sistemas meteorológicos a atuar no norte da Região Nordeste durante o verão.
Prognóstico climático por região
A qualidade das chuvas – frequência e quantidade – nos meses de verão é fator crucial para o bom desempenho na produção de grãos da primeira safra e da safrinha no Brasil. Neste contexto, uma análise prognóstica das condições climáticas para todo o país no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2017 (mapa abaixo) se apresenta como importante ferramenta de auxílio para o manejo dos cultivos e o planejamento agrícola.
Os prognósticos se baseiam na análise das tendências das condições oceânico-atmosféricas, que influenciam o clima no Brasil e em projeções de modelos climáticos estocásticos, como o do Inmet.


              Previsão de anomalias de precipitação do modelo estatístico do Inmet  

Região Norte

A Região Norte apresentou um primeiro semestre seco em 2016 chegando a ter áreas com estiagem classificada como de extrema intensidade.
De modo geral, os modelos climáticos indicam que a região deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com precipitação dentro da faixa normal ou acima, principalmente no Amazonas, Pará e Tocantins. Algumas áreas dos estados do Acre e Rondônia poderão apresentar irregularidade na distribuição das chuvas.
Região Nordeste
A climatologia da Região Nordeste é marcada pelo início das chuvas em janeiro (pré-estação). Os valores de precipitação serão menores em grande parte do litoral leste entre Natal e Aracaju.
As séries de precipitação mostram informações importantes sobre as irregularidades temporais da região. Observa-se que as mesmas são periódicas:
• Década de 30 (1933);
• Década de 50 (1956);
• Década de 70 (79);
• Década de 80 (80,81,82 e 83);
• Décad as de 2010/2020 (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016).
Nota-se, então, que depois de pelo menos cinco anos de irregularidade nas chuvas, sempre se observa ocorrência de um a dois anos chuvosos.
No verão de 2017, a posição mais ao sul da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a posição mais a oeste e mais ao sul da Alta Subtropical do Atlântico Sul e, o mais importante, a formação de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) trazem grande possibilidade da ocorrência chuvas, no setor norte e leste da região, se distribuírem de normal até acima da normal climatológica neste período.
Ressalta-se que o nordeste brasileiro passa por cinco anos consecutivos de seca (2012-2016) em alguns estados, como o Ceará, que teve a maior seca desde de 1910.
O verão poderá ser marcado por chuvas regulares em quase toda a região, igual aos anos análogos “1875/1876, 1895/1896, 1912/1913, 1946/1947, 1964/1965, 1973/1974, 1984/1985 e 2009/2010”.
Por fim, ressalta-se que, apesar da expectativa de chuvas, a gestão minuciosa dos recursos hídricos é primordial.
Região Centro-Oeste
Assim como ocorreu na Região Norte, o primeiro semestre de 2016 foi marcado por irregularidade de chuva e acumulados de precipitação inferiores à normal climatológica no Centro-Oeste. Em algumas áreas da região, houve mais que 90 dias sem chuvas significativas. Tal fato acarretou em represas e reservatórios hídricos em baixa, causando racionamento de água em algumas áreas da região e risco de racionamento de água em outras, como o Distrito Federal, até o mês de novembro.
No verão, inicia a atuação de formação de sistemas de baixa pressão atmosférica, que geralmente estão associados à ocorrência de chuvas regulares e intensas. A previsão para os próximos três meses (janeiro, fevereiro e março) indica chuvas acima da normal climatológica em grande parte dos estados de Goiás e Mato Grosso.
Com a possível posição da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mais ao norte de sua posição climatológica, existirá a possibilidade, inclusive, de eventos extremos como chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo em todos os estados da região.
Tais níveis, de chuva esperada, poderão beneficiar a agricultura e o desenvolvimento para cultivos no Centro-Oeste. Em contrapartida, o prognóstico para o sul do estado de Mato Grosso do Sul indica maior probabilidade de chuvas irregulares e abaixo da normal climatológica para o trimestre.
Como a média trimestral é alta, existe também a possibilidade de chuvas consecutivas por mais de sete dias. Esses altos níveis de umidade poderão ser prejudiciais ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “Ferrugem Asiática”. As chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais - http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).
Região Sudeste
No Sudeste, sistemas de baixa pressão atmosférica, posição da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), ausência de bloqueios atmosféricos e a formação frequente da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) favorecem chuvas, por vezes de forte intensidade em toda a região.
A previsão de longo prazo indica chuvas com grande variabilidade espacial e temporal. Ressalta-se ainda que a média trimestral de precipitação é alta.  Há uma tendência de anomalias positivas de precipitação na divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerias e do Rio de Janeiro, beneficiando a agricultura, o desenvolvimento dos cultivos e a recarga dos reservatórios.
Na nascente do Rio São Francisco poderá haver um aporte de água que possibilitará minimizar a estiagem que a afeta o Nordeste há pelo menos cinco anos (2012-2016), incluindo o norte do estado de Minas Gerais, área de se miárido que frequentemente sofre com as secas, e norte do Espírito Santo.
Salienta-se que a possibilidade de chuvas, consecutivas por mais de sete dias, poderá ser prejudicial ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “ferrugem asiática”, por causa da possibilidade de umidade excessiva no solo. Chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais- http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).
Região Sul
O Sul do Brasil também poderá ter uma distribuição irregular de chuva; devido à previsão de formação persistente de ZCAS nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Isso pode acarretar diminuição na precipitação (condição atmosférica conhecida como subsidência) em grande parte do Sul do país.

Com o enfraquecimento das frentes frias e os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs), principais sistemas meteorológicos que ocasionam as chuvas entre a primavera e o verão, o destaque é para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Existe previsão de chuvas irregulares e acima da normal climatológica, apenas na metade norte do Paraná. Especial atenção à agricultura (manejo da água), pois poderá haver longos períodos sem chuva na região (Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O Brasil foi descoberto pelo Rio Grande do Norte?

Não, a caravela de Pedro Álvares Cabral não aportou primeiramente na Bahia, em 22 de abril de 1500, conforme ensinam os livros de história. O descobrimento do Brasil se deu pelo Rio Grande do Norte, precisamente na Praia do Marco, município de Touros.
Pelo menos essa é a teoria levantada por historiadores e estudiosos respeitados. E para corrigir esse “equívoco” e reescrever a história do nosso descobrimento, uma série de seminários para discutir o tema está sendo arquitetada para o primeiro semestre de 2017, em Natal.
A ideia de levantar o debate em torno da história do Brasil partiu da Secretaria de Estado do Turismo do RN e da Empresa Potiguar de Promoção Turística do RN (Emprotur) e contará com a participação de importantes pesquisadores do assunto.
“Essa discussão merece ser aprofundada. Outros equívocos históricos já foram corrigidos e este pode ser mais um. Vamos dar a César o que é de César. Evidências mostram que o descobrimento se deu no litoral potiguar”, comentou o secretário estadual de Turismo, Ruy Gaspar.

A presidente da Emprotur, Aninha Costa, acredita no fato como uma nova possibilidade de projetar o turismo histórico-cultural potiguar. “Além da discussão em torno de um tema importante, também teremos a chance de divulgar nosso Estado na mídia, para além do Sol e Mar”.

A professora-doutora Rosana Mazaro, do Departamento de Turismo da UFRN, tem dado o suporte teórico à empreitada. Ela é também velejadora e une conhecimentos científicos e práticos para embasar cinco evidências para provar que o Brasil começou pelo RN.

Evidências
“A primeira é pelas correntes marítimas que direcionariam as caravelas naturalmente ao RN. Há uma dificuldade imensa para se chegar da Europa à Bahia e, em contraponto, facilidade para o RN. Há navegadores, sem exagero, que vão até Dakar (na África) para se aproximar do Brasil tamanho a força das correntes”.

A segunda evidência apontada pela professora é o monte avistado pelos portugueses ser o Pico do Cabugi, na região central do RN. Pescadores nativos até hoje tomam o Pico como referência para voltar à terra. Enquanto o Monte Pascal, na Bahia, sequer é um “monte”, mas uma torre, cortada e sem “pico”. 

A terceira seria a presença de “aguada” no litoral, conforme consta na carta do descobrimento. Aguada seria água doce, presente nas proximidades do Marco de Touros e inexistente em Porto Seguro, na Bahia.
A penúltima evidência seria o Marco de Touros, diferente do fincado na Bahia. O daqui é esculpido com símbolos e brasões semelhantes ao marco chantado no município de Cananéia, em São Paulo, que seria o segundo marco português no Brasil.

Por último, o argumento mais evidente apontado pelos estudiosos: consta no mapa português que eles navegaram duas mil léguas ao Sul do país para fincar o segundo marco. Essa distância corresponde exatamente o percurso do Estado potiguar a São Paulo. Caso partisse da Bahia, o segundo marco estaria fincado na Argentina.
Nota do Blog: O primeiro historiador a levantar esta tese, saio de rota. Mandaram o homem se calar. Mas, o movimento toma força novamente. As evidências são claras.


Estado paga R$ 2,69 milhões do Garantia Safra



O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), pagou nesta terça-feira (20) a contrapartida de R$ 2.694.024,00 referentes ao Garantia Safra 2015/2016. O benefício foi pago a 26.412 agricultores da Região I, composta por 85 municípios.

Para o secretário Guilherme Saldanha, o pagamento do benefício terá grande impacto na economia dos municípios. "Apesar da crise financeira que vivemos, unimos esforços e conseguimos pagar a contrapartida para a região I. É uma excelente notícia para os agricultores neste fim de ano, somada às previsões de bom inverno já confirmadas pela Emparn", destacou.

O Garantia Safra é um seguro para as famílias de agricultores que vivem no Nordeste, Norte de Minas Gerais, Vale do Jequitinhonha e Espírito Santo. O agricultor familiar que adere ao programa com renda de até 1,5 salário mínimo tem a garantia de receber o seguro, em caso de seca ou enchente que causem a perda de pelo menos 50% da produção do município. Os recursos são provenientes do Fundo Garantia Safra, formado por contribuições da União, Estados, Municípios e agricultores familiares. O agricultor beneficiado irá receber o seguro no valor total de R$ 850,00 em cinco parcelas de R$ 170,00.

Inmet: verão terá temperaturas altas e chuvas generalizadas

Instituto divulga prognóstico para a estação em todas as regiões do país
O verão – período importante para a atividade agrícola – deverá ter temperaturas altas e chuvas generalizadas em quase todo o Brasil, segundo prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  No Hemisfério Sul, a estação começou oficialmente às 8h44 (horário de verão, Brasília) desta quarta-feira (21) e termina às 7h29 de 20 de março de 2017.
De acordo com o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as mudanças nas condições de tempo no verão são marcadas por chuvas em forma de pancadas, temporais com possibilidade de granizo, ventos fortes e elevação das temperaturas.
Por suas características climáticas, o verão é fundamental a agricultura em quase todo o país. A frequência e a quantidade de chuvas neste período têm reflexos no bom desempenho da produção de grãos da primeira safra e da safrinha no país.
Abaixo, o prognóstico do Inmet para a estação:
Previsão climática para o verão
O verão será marcado pela atuação do fenômeno oceânico-atmosférico La Niña, de forma fraca. De modo geral, a ocorrência deste fenômeno, com baixa intensidade, é favorável às chuvas na Região Nordeste e desfavorável no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, nos meses de verão e outono.
Entretanto, outros fatores, como a temperatura na superfície do Oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul, poderão influenciar, dependendo das suas características climáticas durante essas estações, no regime de chuvas, intensificando ou atenuando os efeitos do La Niña.
A formação e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) serão os principais sistemas meteorológicos a atuar no norte da Região Nordeste durante o verão.
Prognóstico climático por região
A qualidade das chuvas – frequência e quantidade – nos meses de verão é fator crucial para o bom desempenho na produção de grãos da primeira safra e da safrinha no Brasil. Neste contexto, uma análise prognóstica das condições climáticas para todo o país no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2017 (mapa abaixo) se apresenta como importante ferramenta de auxílio para o manejo dos cultivos e o planejamento agrícola.
Os prognósticos se baseiam na análise das tendências das condições oceânico-atmosféricas, que influenciam o clima no Brasil e em projeções de modelos climáticos estocásticos, como o do Inmet.


              Previsão de anomalias de precipitação do modelo estatístico do Inmet  

Região Norte

A Região Norte apresentou um primeiro semestre seco em 2016 chegando a ter áreas com estiagem classificada como de extrema intensidade.
De modo geral, os modelos climáticos indicam que a região deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com precipitação dentro da faixa normal ou acima, principalmente no Amazonas, Pará e Tocantins. Algumas áreas dos estados do Acre e Rondônia poderão apresentar irregularidade na distribuição das chuvas.
Região Nordeste
A climatologia da Região Nordeste é marcada pelo início das chuvas em janeiro (pré-estação). Os valores de precipitação serão menores em grande parte do litoral leste entre Natal e Aracaju.
As séries de precipitação mostram informações importantes sobre as irregularidades temporais da região. Observa-se que as mesmas são periódicas:
• Década de 30 (1933);
• Década de 50 (1956);
• Década de 70 (79);
• Década de 80 (80,81,82 e 83);
• Décad as de 2010/2020 (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016).
Nota-se, então, que depois de pelo menos cinco anos de irregularidade nas chuvas, sempre se observa ocorrência de um a dois anos chuvosos.
No verão de 2017, a posição mais ao sul da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a posição mais a oeste e mais ao sul da Alta Subtropical do Atlântico Sul e, o mais importante, a formação de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) trazem grande possibilidade da ocorrência chuvas, no setor norte e leste da região, se distribuírem de normal até acima da normal climatológica neste período.
Ressalta-se que o nordeste brasileiro passa por cinco anos consecutivos de seca (2012-2016) em alguns estados, como o Ceará, que teve a maior seca desde de 1910.
O verão poderá ser marcado por chuvas regulares em quase toda a região, igual aos anos análogos “1875/1876, 1895/1896, 1912/1913, 1946/1947, 1964/1965, 1973/1974, 1984/1985 e 2009/2010”.
Por fim, ressalta-se que, apesar da expectativa de chuvas, a gestão minuciosa dos recursos hídricos é primordial.
Região Centro-Oeste
Assim como ocorreu na Região Norte, o primeiro semestre de 2016 foi marcado por irregularidade de chuva e acumulados de precipitação inferiores à normal climatológica no Centro-Oeste. Em algumas áreas da região, houve mais que 90 dias sem chuvas significativas. Tal fato acarretou em represas e reservatórios hídricos em baixa, causando racionamento de água em algumas áreas da região e risco de racionamento de água em outras, como o Distrito Federal, até o mês de novembro.
No verão, inicia a atuação de formação de sistemas de baixa pressão atmosférica, que geralmente estão associados à ocorrência de chuvas regulares e intensas. A previsão para os próximos três meses (janeiro, fevereiro e março) indica chuvas acima da normal climatológica em grande parte dos estados de Goiás e Mato Grosso.
Com a possível posição da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mais ao norte de sua posição climatológica, existirá a possibilidade, inclusive, de eventos extremos como chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo em todos os estados da região.
Tais níveis, de chuva esperada, poderão beneficiar a agricultura e o desenvolvimento para cultivos no Centro-Oeste. Em contrapartida, o prognóstico para o sul do estado de Mato Grosso do Sul indica maior probabilidade de chuvas irregulares e abaixo da normal climatológica para o trimestre.
Como a média trimestral é alta, existe também a possibilidade de chuvas consecutivas por mais de sete dias. Esses altos níveis de umidade poderão ser prejudiciais ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “Ferrugem Asiática”. As chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais - http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).
Região Sudeste
No Sudeste, sistemas de baixa pressão atmosférica, posição da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), ausência de bloqueios atmosféricos e a formação frequente da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) favorecem chuvas, por vezes de forte intensidade em toda a região.
A previsão de longo prazo indica chuvas com grande variabilidade espacial e temporal. Ressalta-se ainda que a média trimestral de precipitação é alta.  Há uma tendência de anomalias positivas de precipitação na divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerias e do Rio de Janeiro, beneficiando a agricultura, o desenvolvimento dos cultivos e a recarga dos reservatórios.
Na nascente do Rio São Francisco poderá haver um aporte de água que possibilitará minimizar a estiagem que a afeta o Nordeste há pelo menos cinco anos (2012-2016), incluindo o norte do estado de Minas Gerais, área de se miárido que frequentemente sofre com as secas, e norte do Espírito Santo.
Salienta-se que a possibilidade de chuvas, consecutivas por mais de sete dias, poderá ser prejudicial ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “ferrugem asiática”, por causa da possibilidade de umidade excessiva no solo. Chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais- http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).
Região Sul
O Sul do Brasil também poderá ter uma distribuição irregular de chuva; devido à previsão de formação persistente de ZCAS nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Isso pode acarretar diminuição na precipitação (condição atmosférica conhecida como subsidência) em grande parte do Sul do país.

Com o enfraquecimento das frentes frias e os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs), principais sistemas meteorológicos que ocasionam as chuvas entre a primavera e o verão, o destaque é para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Existe previsão de chuvas irregulares e acima da normal climatológica, apenas na metade norte do Paraná. Especial atenção à agricultura (manejo da água), pois poderá haver longos períodos sem chuva na região (Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

Governo repassa R$ 17 milhões para Programa Água Doce

Investimento

Maranhão, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte receberão sistemas de dessalinização da água

 Cerca de 120 mil pessoas já são beneficiadas pela iniciativa
Cerca de 120 mil pessoas já são beneficiadas pela iniciativa

O Ministério do Meio Ambiente vai liberar R$ 17 milhões para o Programa Água Doce (PAD) nos estados do Maranhão, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (21) pelo ministro Sarney Filho. O intuito é instalar sistemas de dessalinização na região do semiárido.
“Enfrentar a questão hídrica do Nordeste é prioridade para o ministério e a dessalinização da água exige uma ação firme do governo”, defendeu o ministro.

Sarney Filho afirmou que o programa permite o uso sustentável das águas subterrâneas, fornecendo água de qualidade à população, permitindo assim diminuir os efeitos das mudanças do clima. “Em todo o País estamos sofrendo os impactos do aquecimento global, com as secas cada vez mais extensas e extremadas no Nordeste e cheias em outras regiões”, observou.

De acordo com os convênios assinados pela Secretaria de Recursos Hídricos (SRHU) do MMA, serão repassados nesta etapa para o Programa Água Doce, R$ 5.823 milhões para o Piauí; R$ 3.689 milhões para o Rio Grande do Norte; R$ 5.502 milhões para a Bahia e R$ 1.984 milhões para o Maranhão.

O secretário da SRHU, Jair Tannús, informou que o convênio com o estado do Maranhão estabelece a implantação e gestão de 30 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de 12 mil pessoas. O valor total do convênio com a Secretaria de Agricultura Familiar do estado é de R$ 9.667 milhões.

Os repasse para o Piauí completa o valor total do convênio firmado entre o ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Piauí, que é de R$ 13.150 milhões para a implantação, recuperação e gestão de 67 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de 26 mil pessoas. No início de dezembro, o MMA já havia liberado R$ 2 milhões para o estado.

Os recursos destinados à Bahia serão aplicados na implantação, recuperação e gestão de 385 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de 150 mil pessoas e com o investimento de aproximadamente R$ 61 milhões. Trata-se do maior convênio do Programa Água Doce, firmado com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (SEMA/BA) e executado pela Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da (CERB/BA).

No Rio Grande do Norte, o convênio com o estado tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 68 sistemas de dessalinização na primeira etapa. O valor total do convênio com a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do estado é de R$ 19.960 milhões.

Programa
O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do governo federal, coordenada pelo MMA em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil que visa a estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas.
Até o momento já foram realizados diagnósticos socioambientais e técnicos em 3.339 comunidades rurais de 316 dos municípios mais críticos quanto ao acesso à água no Semiárido, e 302 sistemas já se encontram em funcionamento, beneficiando cerca de 120 mil pessoas com água de qualidade para consumo humano.
Com a execução do Programa Água Doce, o Ministério do Meio Ambiente contribui com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS definem as prioridades e aspirações globais para 2030 e buscam mobilizar os esforços globais ao redor de uma série comum de objetivos e metas. Eles representam uma oportunidade sem precedentes para eliminar a pobreza extrema.
Água doce no Rio Grande do Norte
O convênio com o Rio Grande do Norte tem como meta beneficiar 28 mil pessoas por meio da implantação, recuperação e gestão de 68 sistemas de dessalinização na primeira etapa, duas unidades demonstrativas e três unidades movidas a energia solar.
O valor do convênio firmado entre o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente foi de R$ 19,9 milhões. Desse total, R$ 11,3 milhões já foram repassados ao estado.
De acordo com o analista de infraestrutura do MMA, Alexandre Saia, a expectativa para o próximo ano é concluir os 68 sistemas de dessalinização previstos na primeira fase do PAD no Rio Grande do Norte. 
Água de qualidade
O Programa Água Doce estabelece uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, a partir do aproveitamento de águas subterrâneas salobras ou salinas, oferecendo mais uma opção de fonte hídrica para a população do semiárido.


Ele conta com uma rede de cerca de 200 instituições, envolvendo dez estados (Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Pernambuco) e parceiros federais.