terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Boletim pluviométrico

Per.: das 7:00hs de 18/01/2016 as 7:00hs de 19/01/2016

 No. Postos Existentes: 197                No. Postos sem Contato:  89
 No. de Postos com Chuva:  99              No. de Postos sem Chuva:   9

MESORREGIAO OESTE POTIGUAR  
Porto Do Mangue(Prefeitura)                              61,5
Tibau(Prefeitura)                                        55,2
Jose Da Penha(Emater)                                    53,0
Portalegre(Particular)                                   34,8
Luis Gomes(Delegacia)                                    29,0
Marcelino Vieira(Emater)                                 29,0
Upanema(Prefeitura)                                      26,7
Major Sales(Prefeitura)                                  24,0
Parana(Emater)                                           23,0
Assu(Emater/st. Casa Forte)                              22,7
Mossoro(Prefeitura)                                      22,0
Apodi(Base Fisica Emparn)                                21,7
Olho D'agua Dos Borges(Particular)                       21,0
Pendencias(Emater)                                       20,0
Venha Ver(Emater)                                        18,0
Riacho Da Cruz(Emater)                                   16,9
Carnaubais(Emater)                                       16,5
Agua Nova(Prefeitura)                                    15,5
Alto Do Rodrigues(Emater)                                15,3
Gov. Dix-sept Rosado(Particular)                         15,3
Frutuoso Gomes(Emater)                                   15,0
Umarizal(Fazenda Camponesa(partic))                      15,0
Serra Do Mel(Prefeitura)                                 14,5
Sao Rafael(Emater)                                       13,7
Areia Branca(Emater)                                     13,3
Dr. Severiano(Emater)                                    13,3
Apodi(Prefeitura)                                        13,0
Coronel Joao Pessoa(Emater)                              13,0
Janduis(Emater)                                          12,8
Piloes(Prefeitura)                                       12,0
Jucurutu(Emater)                                         10,5
Alexandria(Emater)                                       10,0
Itau(Particular)                                         10,0
Tenente Ananias(Emater-st Mororo)                        10,0
Caraubas(Particular)                                      9,0
Grossos                                                   8,3
Rafael Godeiro(Emater)                                    8,2
Vicosa(Prefeitura)                                        8,0
Francisco Dantas(Emater)                                  7,9
Serrinha Dos Pintos(Prefeitura)                           7,3
Joao Dias(Emater)                                         6,0
Felipe Guerra(Prefeitura)                                 5,0
Patu(Particular)                                          5,0
Pau Dos Ferros(Particular)                                4,0
Campo Grande(Particular  2)                               3,8
Rodolfo Fernandes(Prefeitura)                             2,9
Campo Grande(Particular)                                  2,6

MESORREGIAO CENTRAL POTIGUAR
Fernando Pedroza(Emater)                                 47,5
Tenente Laurentino Cruz(Emater)                          40,0
Acari(Particular)                                        37,9
Pedro Avelino(Base Fisica Da Emparn)                     35,3
Bodo(Emater/trf p/delegacia)                             20,0
Florania(Sitio Jucuri)                                   18,5
Lagoa Nova(Emater/st. Humaita)                           18,0
Equador(Particular)                                      17,6
Jardim De Angicos(Emater)                                17,0
Sao Joao Do Sabugi(Emater)                               12,5
Cruzeta(Base Fisica Da Emparn)                           12,1
Sao Jose Do Serido(Associacao Usuarios Agua)             12,0
Caico(Batalhao)                                          11,0
Caico(Acude Itans)                                       10,7
Sao Fernando(Emater)                                     10,7
Caicara Do Rio Dos Ventos(Particular)                     8,2
Caico(Acude Mundo Novo-emparn)                            6,0
Parelhas(Emater)                                          5,8
Ouro Branco(Sindicato Trab.rurais)                        5,7
Sao Jose Do Serido(Fz Caatinga Grande)                    5,5
Jardim Do Serido(Emater/passagem)                         4,1

MESORREGIAO AGRESTE POTIGUAR
Jandaira(Sind Trab (ex-particular))                     110,0
Sao Pedro(Emater)                                        62,7
Bom Jesus(Particular)                                    57,6
Sitio Novo(Prefeitura)                                   47,0
Monte Alegre(Emater)                                     46,0
Nova Cruz(Emater)                                        46,0
Santa Maria(Sind.trab.rurais)                            42,0
Boa Saude(Emater)                                        31,2
Japi(Particular)                                         27,0
Ielmo Marinho(Prefeitura)                                26,5
Sao Bento Do Trairi(Prefeitura)                          24,8
Santo Antonio(Emater)                                    24,6
Coronel Ezequiel(Particular)                             23,0
Barcelona(Particular)                                    22,5
Campo Redondo(Policia Rodoviaria)                        21,0
Monte Das Gameleiras(Emater)                             20,0
Bento Fernandes(Riacho Dos Paus-part.)                   19,0
Lajes Pintadas(Prefeitura)                               17,0
Bento Fernandes(Sec Agricultura)                         10,2

MESORREGIAO LESTE POTIGUAR
Espirito Santo(Prefeitura)                               80,0
Canguaretama(Base Fisica Da Emparn)                      60,2
Baia Formosa(Destilaria Vale Verde)                      59,2
Senador Georgino Avelino(Particular)                     50,7
Parnamirim(Base Fisica Da Emparn)                        36,5
Canguaretama(Emater/barra De Cunhau)                     34,7
Natal                                                    34,0
Montanhas(Prefeitura)                                    25,7
Extremoz(Emater)                                         13,9
Ceara Mirim(Prefeitura)                                   7,6
Nisia Floresta(Particular)                                6,6
Pureza(Emater)                                            4,3
Gerência de Meteorologia  

Mapa implanta Sistema Eletrônico de Informações em tempo recorde de quatro meses

Ferramenta dará agilidade ao trâmite de processos e reduzirá uso de papel
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) começou a utilizar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma virtual de gestão e tramitação de documentos. O objetivo é dar maior agilidade às análises de processos e acabar com o estoque de papel, gerando economia de recursos públicos e eficiência na gestão.
O Mapa implantou o sistema em quatro meses, tempo recorde entre os órgãos da administração federal. O prazo foi considerado ambicioso, principalmente quando se leva em conta o volume de pessoas afetadas, cerca de 11 mil servidores em todas as unidades da federação, inclusive em portos, fronteiras, aduanas e aeroportos.


A servidora Luzenir destaca a agilidade do sistema (Noaldo Santos/Mapa)
A secretária Luzenir Pereira da Costa, que trabalha na Assessoria de Comunicação Social do ministério, em Brasília, foi uma das primeiras a fazer o curso de treinamento: “A tramitação das informações é bem mais rápida. Várias pessoas têm acesso ao mesmo documento simultaneamente.”
Outros órgãos que aderiram ao SEI já perceberam economia significativa na compra de papeis e materiais de impressão. Levantamento do Ministério da Integração mostra que, de junho a setembro de 2015, a pasta reduziu em 60% o volume comprado de resmas de papel, 40% em canetas, 66% em etiquetas e 36% em clipes.
“A modernização e a inovação do Mapa é um dos eixos da gestão da ministra Kátia Abreu e a implantação do SEI é um marco neste sentido. O sistema traz economia, transparência e agilidade aos processos, sempre visando sustentabilidade e melhor prestação de serviços à sociedade”, disse o diretor do Departamento de Gestão Estratégica, Alexandre Gedanken.
A implantação do sistema no Mapa foi oficializada por uma portaria publicada na edição de segunda-feira (18) do Diário Oficial da União, que define normas, rotinas e procedimentos de instrução do processo eletrônico. As informações detalhadas podem ser acessadas aqui.
Treinamento
Os servidores do Mapa começaram a utilizar o sistema na rotina de trabalho nessa segunda-feira. A pasta fez uma intensa campanha de treinamento e divulgação, vídeos tutoriais, manual do usuário e de protocolo e arquivo. Além disso, formou multiplicadores em cada unidade e ofereceu turmas de treinamento na Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro).
“Em cada secretaria, identificamos pessoas com perfil de multiplicadores, aquele que tem mais facilidade em manusear o sistema e pode ajudar o colega ao lado”, explicou o diretor. Além disso, todo o pessoal que trabalha dos protocolos do Mapa e das superintendências foi treinado em turmas específicas. Há ainda um help desk especial para atendimento em caso de dúvidas relacionadas ao SEI:

Já é produzida para o mercado a semente de alho livre de vírus


O alho-semente livre de vírus foi desenvolvido pela Embrapa Hortaliças, por meio de pesquisas iniciadas em 1992, e que buscavam soluções para as doenças viróticas, um dos maiores problemas fitossanitários da cultura. Por serem parasitas intracelulares, não há controle com produtos químicos – a única forma de controlar as viroses é através de tecnologia desenvolvida em laboratório de biologia celular. A cultivar de alho BRS Hozan, livre de vírus e que dispensa vernalização, lançada em 2013, é fruto desse trabalho.
O pesquisador Francisco Resende, que coordena o Programa de Melhoramento de Alho da Embrapa Hortaliças, destaca que, num primeiro momento, foi expressivo o impacto da tecnologia para os pequenos produtores. “Em 2012, quando iniciamos o trabalho de validação nos municípios baianos de Cristópolis e Cotegipe, a produtividade do alho não passava de quatro toneladas por hectare; em 2013 alcançou cerca de 16 toneladas por hectare, números que refletiram no aumento da renda dos produtores”, contabiliza.

O alho-semente BRS Hozan é produzido e comercializado pelas empresas licenciadas Eagle Flores, Frutas & Hortaliças (Uberlândia-MG) e Fazenda Santa Catarina (Planaltina-DF), além do produtor Shiro Kondo (Guatapará-SP).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Valor bruto da produção agropecuária bate recorde em 2015

Faturamento dentro da porteira chega a R$ 498,5 bilhões
O valor bruto da produção agropecuária (VBP) atingiu 498,5 bilhões em 2015. A soma é recorde da série histórica, iniciada em 1989. Do total, R$ 321 bi são referentes às lavouras, e R$ 177,5 bi, à pecuária. A estimativa é que o VBP alcance R$ 503,57 bi em 2016 – 1% acima em valores reais ao obtido no ano passado. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
De acordo com o levantamento da Coordenação-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, o alto valor do VBP em 2015 resultou especialmente do excelente resultado da safra de grãos, de 207,7 milhões de toneladas, e do desempenho da pecuária.
O melhor desempenho de 2015 foi do milho, cujo VBP alcançou R$ 41,3 bilhões, seguido da soja, de R$ 106,4 bilhões. Também se destacaram a cana-de-açúcar (R$ 50,3 bilhões), o café (R$ 19,4 bi) e algodão (R$ 13 bi). Na pecuária, o melhor resultado foi o de carne bovina (R$ 73,8 bi). Em seguida, aparecem frango (R$ 49,8 bi) e leite (27,8 bi).
Cotações
Ainda segundo o levantamento, baixos preços agrícolas foram uma característica de 2015. A maior parte dos produtos teve cotações abaixo das registradas em 2014. Quedas fortes foram observadas em amendoim (-14,9 %), arroz (-7,9 %), batata-inglesa (-6,1), cana-de-açúcar (- 6,7 %), laranja (-4,3 %), mandioca (- 10,4 %), uva (- 19,7 %) e leite (-7,3%).
A SPA calcula que do VBP de R$ 503,57 bilhões projetado para 2016 cerca de R$ 122 bi resultem das lavouras de soja. Bons resultados também são esperados para a carne bovina e de frango, de R$ 72 bi e R$ 52,5 bi, respectivamente. “Os demais produtos da pecuária, como a carne suína, leite e ovos, devem ter comportamento parecido com os de anos anteriores”, diz o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques.

Inseticida natural contra o carrapato e a lagarta do algodão


Um dos resultados mais importante do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa, foi a obtenção de um extrato concentrado em pó do suco do sisal, ou da agave, que permite conservá-lo por longo período sem perder suas propriedades. O extrato em pó demonstrou eficácia contra lagartas do algodoeiro e da soja e carrapatos bovinos. O produto em pó é obtido após a retirada de toda a água do suco pelo processo de concentração chamado liofilização, de forma similar ao que ocorre com leite e café, que consiste na desidratação de substâncias em baixas temperaturas transformando-o em material sólido de fácil conservação.
“A vantagem do extrato em pó do suco de sisal é que ele pode ser reconstituído por diluição em água, o que facilita a aplicação, e ainda conserva as propriedades do material original”, explica o pesquisador da Embrapa Algodão, Everaldo Medeiros. As propriedades inseticidas do suco de sisal já eram conhecidas no meio científico, mas havia uma grande limitação prática: o produto precisava ser aplicado imediatamente após a coleta porque fermentava em poucas horas.
Em 2010, a Embrapa Algodão iniciou o estudo da viabilidade econômica do uso do suco do sisal para a produção de bioinseticidas. “Um dos resultados mais importantes da pesquisa foi conseguir a estabilização do suco, evitando que ele entrasse em processo de fermentação. Sem nenhum tratamento, o suco deteriora cerca de cinco horas após a extração e nós conseguimos mantê-lo estável por até 30 dias”, explica o pesquisador da Embrapa Algodão, Everaldo Medeiros.

O pesquisador enfatiza que, por enquanto, o produto ainda não está disponível para a população por ser objeto de estudo e ainda necessitar de aprovação pelos órgãos regulamentadores no país. “Tanto a universidade como a Embrapa dispõem do material apenas para fins de pesquisa em pequenas quantidades para os testes que são realizados. As pessoas devem estar atentas para o fato de que a manipulação do suco sem o processo técnico correto poderá não trazer efeitos de mortalidade das larvas,” alerta o especialista.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Comissão aprova seguro-desemprego para agricultor afetado por enchente ou seca

 


 A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou proposta que concede seguro-desemprego ao agricultor familiar rural ou extrativista que esteja impedido de exercer sua atividade, exclusiva e ininterrupta, em razão de excesso de chuvas, estiagem severa, vendavais e chuvas de granizo (PL 88/15).


A proposta original, do deputado Carlos Andrade (PHS-RR), previa um benefício de um salário mínimo mensal àquele que tivesse sua terra inundada por enchente sazonal, em período a ser fixado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

Já a relatora do projeto, deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), apresentou nova versão em que determina que o benefício a ser pago é de três parcelas anuais no valor de um salário mínimo cada. Para receber o seguro-desemprego, o agricultor deverá ter exercido a atividade durante o período ininterrupto de um ano antes de situações emergenciais.

Requisitos
Pelo texto, para se habilitar ao seguro-desemprego, o agricultor deve apresentar ao órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego: documentos com registro atualizado de produtor; inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como produtor rural, parceiro, meeiro ou arrendatário rural; comprovante de que não esteja recebendo benefício de prestação continuada da Previdência ou da assistência social, exceto auxílio-acidente e pensão por morte, entre outros.

Geovania de Sá manteve a previsão de cancelamento do benefício se for constatada fraude, tendo o agricultor que devolver o dinheiro recebido. O seguro-desemprego também será cancelado quando o produtor estiver trabalhando em atividade remunerada e quando desrespeitar a legislação ambiental.

A relatora também manteve a proposta de que o benefício seja pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que financia o seguro-desemprego no País. No caso de morte do segurado, o pagamento das prestações será feito ao dependente.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta já foi aprovada anteriormente pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.
fonte doa contag

Sergipe registra recorde de produtividade de arroz no Baixo São Francisco

Lavoura

Levantamentos da Codevasf apontam que o perímetro Betume atingiu produtividade média de 10,5 toneladas por hectare

 De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa para o ano de 2015 é de que a safra de arroz em Sergipe tenha um crescimento de 7,4% em relação ao ano anterior
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa para o ano de 2015 é de que a safra de arroz em Sergipe tenha um crescimento de 7,4% em relação ao ano anterior.

Os perímetros irrigados do Baixo São Francisco sergipano devem atingir novo recorde nacional na produtividade das lavouras de arroz. Levantamentos iniciais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) apontam que o perímetro Betume atingiu produtividade média de 10,5 toneladas por hectare, estabelecendo nova marca máxima do País. A média nacional de produtividade de arroz é de 5,4 toneladas por hectare, conforme dados  da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa é que toda a safra de arroz em Sergipe tenha um crescimento de 7,4% em 2015 na comparação com o ano anterior, alcançando 44.780 toneladas. Desse volume, aproximadamente 90% são produzidos nos perímetros Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume, na região do Baixo São Francisco. O arroz deve gerar receita bruta de R$ 25 milhões para essas localidades.
Os investimentos na infraestrutura de uso comum, o fornecimento de máquinas aos produtores e a doação de sementes por parte do Governo de Sergipe contribuíram para os bons resultados.
Uma das ações feitas pela companhia foi a aquisição de 10 conjuntos de eletrobombas ao longo do ano de 2015, fruto de um investimento de R$ 464,5 mil. Isso possibilitou o funcionamento adequado do sistema de captação de água, mesmo com a baixa vazão do rio São Francisco, garantindo o fornecimento para os perímetros irrigados. Em breve, a Codevasf irá adquirir novos conjuntos de bombas flutuantes, ação em que serão investidos R$ 2,1 milhões em recursos do Ministério da Integração Nacional.
O gerente regional de Irrigação da Codevasf em Sergipe, Ricardo Martins, explica que a maior produtividade deve gerar também mais ganhos para os produtores de arroz. “O preço tem correspondido às expectativas e está sendo vendido a R$ 0,70 o quilo, enquanto o preço histórico na região é de R$ 0,43”, afirmou Ricardo. “É bom frisar que toda essa produção é proveniente da agricultura familiar, em que o produtor, com sua força de trabalho, consegue igualar ou superar a produtividade de empresários do Sul do País”, acrescentou.
A rizicultura (produção de arroz) hoje é responsável pela geração de aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos no Baixo São Francisco sergipano. Um dos fatores que contribui para os bons resultados da rizicultura é a doação de sementes certificadas de arroz pelo Governo de Sergipe. No ano passado, o governo Estadual repassou 400 toneladas de sementes a produtores da região, resultado de um investimento de R$ 658 mil.
Entre outras ações, a Codevasf está executando a reabilitação de 51 conjuntos de eletrobombas fixas, resultado de um investimento de R$ 2,1 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Aquisição de máquinas e veículos, reabilitação de canais de irrigação e drenagem e a pavimentação granítica de corredores de escoamento da produção foram outras ações viabilizadas pela Codevasf em Sergipe.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Codevasf e da Conab

Agricultores do Nordeste terão mais tempo para liquidar dívidas

Prazo maior

Prazo foi ampliado para 31 de dezembro de 2016, conforme Medida Provisória editada pelo governo federal

MDA São contemplados pela medida, produtores familiares em débito com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), da região abrangida pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)
São contemplados pela medida, produtores familiares em débito com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), da região abrangida pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)

Agricultores familiares instalados nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) que estão inadimplentes com o pagamento do Crédito Rural terão mais um ano para liquidar as suas dívidas. O prazo foi ampliado para 31 de dezembro de 2016, conforme Medida Provisória 707, destaca o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A área da Sudene abrange empreendimentos de 1.989 municípios, de 11 Estados. São eles: Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo.
São contemplados pela medida produtores familiares em débito com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), da região abrangida pela Sudene, que contraíram operações de crédito rural até o dia 31 de dezembro de 2006, explica o MDA.
Em algumas situações, conforme o coordenador-geral de Financiamento à Produção, do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), José Henrique Silva, “o rebate para a liquidação da dívida pode chegar a 85% do saldo devedor atualizado".
Com a ampliação do prazo, permanece suspensa a prescrição das dívidas, bem como o encaminhamento das mesmas para cobrança judicial e a inscrição do agricultor na dívida ativa da União, nos casos enquadrados na Lei 12.844/13.
O coordenador Nacional de Política Agrícolas da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Celso Ricardo Ludwig, destaca que os agricultores que pretendem continuar na produção de alimentos devem aproveitar a prorrogação do prazo para quitar dívidas.
“Atualmente, as condições climáticas estão muito adversas para o campo. Não tem como continuar plantando sem ter o seguro agrícola. Em débito, o agricultor fica de fora de todas as políticas públicas do Estado. Agora, o agricultor tem de fazer a sua parte e procurar as instituições financeiras para quitar as suas dívidas”, salienta.
Na condição de inadimplente, o agricultor não pode acessar recursos federais e ainda corre o risco de perder o seu patrimônio dado como garantia, se houver cobrança judicial. Essas sanções inviabilizam a sua produtividade. Atualmente, a maior parte dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros vem da agricultura familiar.
 “A medida veio num momento muito oportuno, para beneficiar a grande maioria dos produtores familiares que tem dificuldade para saldar as suas dívidas, em função da frustração de safra. Esperamos que a próxima safra seja melhor, para não adiarmos mais a quitação das dívidas”,  diz o coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Francisco Dal Vachion.

Exportações agrícolas crescem e indicam cenário favorável para 2016

Agronegócio

Ministério da Agricultura aponta que carnes vão puxar alta do comércio exterior brasileiro este ano

 As exportações do agronegócio cresceram 1,4% em dezembro de 2015, na comparação com o mesmo mês de 2014
As exportações do agronegócio cresceram 1,4% em dezembro de 2015, na comparação com o mesmo mês de 2014.

As recentes conquistas de novos mercados para a carne bovina puxarão a alta das exportações em 2016. Essa é a avaliação da secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tatiana Palermo.
Os resultados recentes do setor reforçam a boa perspectiva. As exportações do agronegócio cresceram 1,4%, em dezembro de 2015, na comparação com o mesmo mês de 2014, saltando de US$ 6,76 bilhões para US$ 6,85 bilhões. O resultado, somado às conquistas de novos mercados e ao aumento da produção, indica que os embarques brasileiros deverão crescer neste ano.
Em 2015, o Brasil negociou o embarque do produto para grandes países consumidores, como China, Arábia Saudita, Estados Unidos e Rússia.
“Em dezembro, já tivemos aumento de 1,4%. Então, nossa expectativa é bastante positiva de que as exportações aumentem em 2016. Somente em carne bovina, esperamos embarque adicional de 1,3 bilhão de toneladas”, ressaltou Tatiana Palermo.
Os principais setores exportadores do agronegócio no mês foram carnes, com 18,1% de participação; cereais, farinhas e preparações (16,8%); complexo sucroalcooleiro (14%); produtos florestais (13,5%); e complexo de soja (11,4%).
Balanço 2015
O levantamento das exportações de 2015 indica recorde na quantidade embarcada de diversos produtos, como soja em grão, milho, frango in natura, café e celulose. A participação do agronegócio na balança comercial brasileira também foi a maior desde o início da série histórica, em 1997, respondendo por 46,2% de tudo que o Brasil vendeu ao exterior.
Os resultados positivos foram obtidos apesar da desvalorização do câmbio e da queda dos preços das commodities, fatores que levaram à redução de 6,6% do superávit da balança comercial do agronegócio, que fechou em US$ 75,15 bilhões.
“Tivemos um ano bastante positivo, mesmo diante do cenário internacional adverso”, avaliou a secretária. Segundo ela, o positivo se deve à abertura de mercados, aumento da safra, condições climáticas favoráveis e qualidade do produto. “O setor tem competitividade e eficiência, além de qualidade. Nossos novos mercados apreciam muito nossos produtos”, disse.
Fonte: Portal Brasil

Renda das regiões produtoras agrícolas cresce o dobro da média do país

Municípios com maior valor da produção têm PIB per capita de R$ 53,2 mil. No restante do Brasil, é R$ 26,4 mil
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios brasileiros com maior valor da produção agropecuária cresceu 72,6% entre 2010 e 2013. Este percentual é mais que o dobro do aumento de 33% do PIB por pessoa do Brasil em igual período. A constatação é de estudo da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), baseado em dados das pesquisas Produção Agrícola Municipal de 2014 e PIB Municipal de 2013, divulgadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em reais, o resultado da análise mostra que os municípios com maior valor da produção agropecuária têm PIB per capita de R$ 53.228 contra R$ 26.445 da média nacional, destaca o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques.
Os municípios com maior valor da produção agropecuária se situam no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e Nordeste (Bahia). “Esses municípios também são classificados como principais produtores agrícolas. O trabalho da SPA levou em conta aqueles que plantam café, cana-de-açúcar, milho e soja”, diz Gasques.
De acordo com o estudo da SPA, a maioria dos municípios do agronegócio tem PIB superior ao dos seus estados. “O crescimento do PIB per capita dessas localidades”, reforça Gasques, “tem sido superior ao da média estadual”.
Bahia
A análise cita dois exemplos de onde ocorre essa situação. Um deles é o município baiano de São Desidério, cujo PIB per capita cresceu 79,1% entre 2010 e 2013, enquanto a média do estado foi de 23,3%. Correntina, também na Bahia, registrou aumento de 91,3%, quase cinco vezes mais que a média estadual de expansão do PIB.
As menores taxas de crescimento do Produto Interno Bruto entre 2010 e 2013 foram constatadas nos municípios produtores de café e cana-de-açúcar: 22,92% e 41,52%, respectivamente. Essas cidades se situam principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Tais resultados podem estar refletindo problemas ocorridos em 2014, como quedas de preços na cana-de-açúcar e secas que afetaram áreas produtoras de ambas as culturas.
Ainda segundo a Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA, estado algum do Sul aparece nessa classificação, embora a região seja a segunda produtora de grãos do país. Do Sudeste, apenas Minas Gerais está incluído.  Outra conclusão do estudo: apesar de ter o segundo maior valor da produção agrícola, São Paulo não tem nenhum município nessa relação.
MAPA

A importância da qualidade da água para o consumo dos animais

gado bebendoA qualidade da água para consumo dos bovinos deve ser boa e avaliada constantemente, com frequência mínima anual. Os principais problemas de qualidade são relacionados à salinidade, alcalinidade e presença de nitratos e compostos tóxicos, que podem prejudicar a saúde dos animais. A recomendação é de que os produtores devem manter os bebedouros limpos. O ideal é a limpeza diária, sendo que o intervalo entre lavagens nunca deve ser superior a três ou quatro dias.
Como regra prática, uma vaca leiteira necessita de quatro litros de água para produzir um quilo de leite. O monitoramento do consumo de alimentos é uma alternativa para controlar o de água. “A diminuição do consumo de alimentos pode indicar queda na ingestão de água. Se o consumo de água cair, o produtor deve fornecer o recurso natural de uma fonte reconhecidamente boa. Se os animais voltarem a se alimentar normalmente, há grande chance de haver problemas de qualidade com a fonte regular de água, e, nesse caso, é preciso enviar uma amostra ao laboratório para análise”, destaca o pesquisador.

Outra recomendação é não permitir que o gado beba água de rios, córregos, lagos e lagoas de forma direta. Os poços precisam estar fechados, para evitar a contaminação. A construção deve ser no ponto mais alto da propriedade, fora de áreas de enchentes e com distância adequada de fontes de poluição, como pocilgas, estábulos e fossas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Entrevista: Cassandra Nunes-MMA


Paulo de Araújo/ MMA
Cassandra: desafios incluem políticas urbanas
Nova secretária do MMA afirma que a revitalização do rio São Francisco está entre as prioridades do Governo Federal

Por: Luciene de Assis - Edição: Alethea Muniz

A bióloga Cassandra Maroni Nunes, 59 anos, assumiu, no início de dezembro de 2015, o comando da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbanos (SRHU) do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Com estímulo renovado, como ela mesma define, Cassandra afirma que os recursos hídricos são o tema urbano e ambiental mais importante dos tempos atuais, no Brasil e no mundo. Aliado a isso, Cassandra destaca a necessidade de se focar em políticas que levem à melhoria da qualidade de vida nas cidades. Sua experiência vem de oito anos trabalhando na área de risco de desastres da prefeitura de Santos, litoral paulista, e de quatro mandatos como vereadora daquela cidade. Por quase três anos, dirigiu, também, a Secretaria Nacional do Patrimônio da União (SPU), no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Nascida em Birigui, interior de São Paulo, graduou-se em Geologia pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP). Seu objetivo, agora, é estabelecer políticas que levem à melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem nas cidades. Confira, a seguir, a entrevista.

Quais são seus desafios à frente da Secretaria?
O principal desafio é traduzir e organizar a encomenda que a ministra Izabella Teixeira me fez, de fortalecer a discussão e a formulação de uma política de desenvolvimento ambiental com foco nas cidades.

E isso quer dizer exatamente o quê?
Significa que, hoje, estamos maravilhosamente bem desenvolvidos em outras áreas – florestas, desmatamento, mudanças climáticas –, mas existem peculiaridades nas cidades, nos grandes centros urbanos e regiões metropolitanas; significa contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. E a questão ambiental é um dos aspectos, que implica buscar o conforto do cidadão. As cidades, hoje, são grandes focos de poluição atmosférica, o que leva a problemas de saúde e a uma série de problemas ambientais, com prejuízos à saúde dos seres vivos em geral. Significa buscar e instigar formulações, divulgar boas práticas. No Brasil, existem cidades desenvolvendo boas práticas que podemos ajudar a divulgar, estimular, dar suporte sobre o conjunto de questões estão ligadas ao futuro das cidades. Hoje, grande parte da população do mundo, inclusive do Brasil, vive nas cidades, que estão crescendo e se expandindo cada vez mais. É preciso voltar o olhar ambiental para as políticas de desenvolvimento urbano para que as cidades sejam sustentáveis. São aglomerados de pessoas que consomem mais energia e onde se formam as ilhas de calor.

A partir das suas propostas de trabalho, a senhora pensa em reestruturar e dar uma nova roupagem à SRHU?
Sim. E a República inteira está se reestruturando por determinação da Presidenta. A questão ambiental cresceu muito no país, tomou várias formas e a estrutura não acompanhou. Faremos, sim, um reordenamento na SRHU. É uma secretaria que continuará cuidando da formulação da política de recursos hídricos, trabalhando em sinergia com a ANA [Agência Nacional de Águas], órgão executor da Política Nacional de Recursos Hídricos. A SRHU destinará o grosso das suas energias ao desenvolvimento urbano sustentável; à adaptação das cidades às mudanças climáticas; fará todo o pós-COP 21 [Conferência do Clima, realizada pelas Nações Unidas em Paris em dezembro passado]; projetará o futuro dessas cidades e pensará como poderemos estimular a apropriação dos espaços públicos. Hoje, temos muitas praças sem árvores. Estamos falando de conforto, de uma série de aspectos ambientais que precisam ser pensados.

Como pretende usar sua experiência para incrementar políticas públicas de atenção ao ambiente urbano?
Fui vereadora por quatro mandatos em Santos, interior de São Paulo, que fica numa região com nove municípios, praticamente conurbada. Como vereadora, lidei com todos os aspectos da cidade. Antes, trabalhei oito anos na prefeitura de Santos focada na gestão de risco geológico, onde montei um trabalho de prevenção de deslizamentos de solo e rocha, de mobilização da população para se auto proteger e conhecer os riscos. E, como vereadora, deixei de lidar só com desastre natural e me envolvi com todas as políticas da cidade e da região metropolitana. Tenho uma alma bem municipalista, com o olhar fincado na necessidade do município, que é onde o cidadão se expressa mais.

A senhora acredita que essa experiência pode ajudar a incrementar políticas públicas para essa área de ambiente urbano?
Espero que sim. Quero colocar essa bagagem a serviço do MMA. Encontrei, aqui, uma equipe de servidores e técnicos muito preparada, com alta capacidade, especializados e bastante animados. Isso tudo somado à a minha bagagem, tanto na política como nas políticas públicas em várias áreas, espero cumprir a missão que a ministra Izabella me confiou, que é trazer a questão urbana para o centro da Política Nacional de Meio Ambiente.

Já existem propostas delineadas para se promover a melhoria a qualidade de vida nas cidades?
Estou aqui há pouco mais de um mês e, de pronto, estou fazendo um esforço grande de fomentar a discussão, primeiro dentro da própria equipe, que é bastante especializada. Temos, muito bem desenvolvidas, políticas de segurança química, de resíduos sólidos, e precisamos juntar tudo e ter uma visão das cidades. Estamos na etapa de elaboração de propostas. Já sabemos o que temos de fazer, inclusive em relação a outra encomenda da ministra Izabella, na área de recursos hídricos, junto aos demais órgãos vinculados ao MMA, que é o apoio ao trabalho de revitalização da bacia do Rio Doce, o enfrentamento dos impactos do desastre, e da revitalização também do rio São Francisco. Nesse sentido, a Ministra está dando uma forte tônica no sentido de dar apoio ao Ministério da Integração Nacional em relação a essas questões. A formatação da questão urbana está em andamento. Para isso, vamos conhecer modelos e a equipe está empenhada nisso. Começamos a fazer esse planejamento, com base no que se estava fazendo antes, juntando ao que outros também estão desenvolvendo, para priorizar o que seja da área urbana.

De olho na prevenção à escassez de água em várias partes dos Brasil, que iniciativas podem ser desenvolvidas para combater o problema, principalmente no Nordeste e Sudeste, a exemplo do Programa Água Doce no semiárido?
Existe uma parte do problema que está relacionada às mudanças climáticas. Nesse caso, o que tem de ser feito, tem de ser feito pelo planeta todo. E, felizmente, hoje podemos dizer que medidas serão tomadas porque já foram pactuadas nessa última COP (de Paris). Temos de traduzir isso e algumas coisas imediatas, com foco bastante forte, este ano, na revitalização do rio São Francisco, por orientação da Presidenta da República, porque esse rio tem sofrido um assoreamento muito grande, devido a uma série de motivos, que vão dos geológicos à forma como o ser humano usa o solo em volta, ao longo do rio, fatores que estão acelerando os processos erosivos. Em vários trechos há uma exploração maior do que a recarga, como irrigação e todas as outras necessidades agrícolas. Toda essa utilização tem de ser melhor pensada. Principalmente, é preciso recuperar todas as nascentes, revegetar. Temos o setor de Revitalização de Bacias que está somando com a equipe de Recursos Hídricos para desenvolver um trabalho junto à ANA e ao Ibama no sentido de dar suporte ao Ministério da Integração para fazermos um programa com começo, meio e fim, capaz de enfrentar essas questões. É uma forma de pegar esse rio (São Francisco), que considero o mais importante do Brasil, por sua extensão e abrangência em número de municípios e estados, por ser o esteio daquela região, principalmente no semiárido, desde sua nascente em Minas Gerais, e recuperar.

Historicamente, a população do Nordeste sofre muito com estiagem, falta e escassez de água. Há uma proposta específica, direcionada para aquela região?
O Água Doce, que é um programa fantástico, faz a dessalinização da água extraída do subsolo e, ao mesmo tempo, usa essa água na produção de peixe, uma coisa muito engenhosa, mas ainda é um programa muito tímido por causa dos custos elevados. Este ano, pretendemos dar escala ao Água Doce. Buscaremos formas de baratear os equipamentos, tornar o processo de dessalinização autossuficiente por meio do uso de energia solar, buscando apoio e patrocínio onde for possível. O objetivo é expandir o programa. O grande problema de boa parte do manancial subterrâneo, no Nordeste, é a alta salinidade da água. E nós temos tecnologia para resolver isso. Só precisamos baratear os custos da dessalinização em grande escala, estreitar alianças com estados e municípios e buscar outros patrocinadores.

Em relação à política de resíduos sólidos, o que a senhora tem em mente?
Considero extraordinário o que foi feito pelo Ministério, até agora, tanto no que se refere à legislação quanto aos acordos firmados com o objetivo de implementar a aplicação das leis. Existem outros acordos na iminência de sair, com os quais sonhamos completar este ano, mas que dependem de alterar a legislação, dependem de outros ministérios, da disponibilidade do setor empresarial, porque alguns desses acordos são bem difíceis de fazer, como o de medicamentos. Nossa disposição é fazer acordos com o setor de eletroeletrônicos e medicamentos ainda neste ano.

Será possível, neste ano, fechar acordos setoriais também para lâmpadas fluorescentes?
Este setor já está com a proposta de acordo bem avançada. Mas precisamos buscar a adesão dos municípios para todos os projetos, porque não se consegue fazer nada sem a adesão do cidadão, do prefeito e da Câmara de Vereadores, porque eles estão mais próximos do cidadão. Vamos buscar novos caminhos, ainda em gestação, para que esses acordos sejam acompanhados. Do contrário, não teremos como fiscalizar e fazer acontecer. Vamos, também, estimular a discussão daquilo que é, talvez, um dos contratos mais caros aos municípios, que é a coleta e disposição final dos resíduos, nossa grande preocupação ambiental. Tanto é que a legislação estabelece prazos e regras nesse sentido. Houve um momento em que esse processo foi até financiado, mas, agora, em época de vacas magras, fica mais difícil, e os municípios precisam procurar saídas, alternativas que barateiem o processo de coleta e disposição final. E é nosso papel reconhecer as “dores” dos municípios, no que se refere a lixo, especificamente. No momento atual, a tragédia de Mariana levantou, também, muitas questões envolvendo os resíduos de mineração, tema que será objeto de mutia discussão. Ainda no âmbito dos recursos hídricos, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) tem a obrigação de analisar os relatórios sobre segurança de barragens. Foi feita uma análise e uma das câmaras técnicas do CNRH vai trabalhar a fundo nisso, porque todo acidente nos alerta para várias questões. Vamos aprofundar as análises dos relatórios com a ANA e o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).

Que outros aspectos considera importantes destacar em relação ao seu trabalho na SRHU?
A Secretaria lida com uma grande variedade de assuntos. Nosso desafio é dar unicidade a isso tudo, que inclui cidades, segurança química, além de outros temas que virão para a SRHU, a partir da reforma ministerial. Se conseguirmos trazer a questão urbana para a agenda de meio ambiente e formular a política de recursos hídricos com o horizonte voltado para as mudanças climáticas e para as necessidades de produção e consumo, será um grande avanço. O CNRH é um conselho com poder, é deliberativo. Mas para esse poder ser exercido, de fato, e apresentar uma forte contribuição à formulação de políticas de recursos hídricos, temos de trabalhar muito no aprimoramento da sua representatividade. Considero que conselhos são uma forma de democracia participativa essencial, embora pouco exercida, infelizmente, por aí a fora. No entanto, temos aí uma oportunidade, com poder deliberativo, que precisa ter sua representatividade fortificada.




Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA):