sábado, 3 de agosto de 2024

 

Égua brasileira vai disputar medalhas nas Olimpíadas de Paris

 

A estreia da égua Miss Blue Mystic Rose será nesta sexta 02/08/24, na disputa em equipe pelo time Brasil. Miss Blue Mystic Rose, é uma animal da criação de haras paulista de cavalos de elite de alta performance esportiva e vai disputar medalha pelo Time Brasil de Salto na Olimpíada Paris 2024.

A égua Miss Blue Mystic é uma égua de 11 anos é nascida na criação do Haras Rosa Mystica, com nome de batismo registrado na Associação Brasileira de Cavalos de Hipismo (ABCCH), como Miss Blue Mystic Rose, ou Miss Blue-Saint Blue Farm, como foi posteriormente registrada na Federação Equestre Internacional (FEI), de propriedade de Thalita Olsen; Miss Blue conquistou sua vaga devido ao seu desempenho excepcional das últimas temporadas.

Em 2023, a égua ajudou o Time Brasil de Salto a conquistar o Ouro na Copa das Nações de La Baule, na França, e Prata em St. Gallen, na Suíça. No mesmo ano, Miss Blue conquistou o inédito título do GP 5* Europa, a segunda mais importante da meca do hipismo, em CHIO Aachen. Confirmando a sua boa forma em 2024, ela foi campeã no GP5* de Hamburgo, em maio deste ano. Até o momento, esta conquista está sendo considerada uma das mais importantes na história da criação brasileira.

A definição do Time Brasil de Salto para Paris 2024 com o conjunto Miss Blue/Yuri Mansur é uma das maiores apostas no esporte equestre dos jogos olímpicos. “Estamos celebrando esta grande oportunidade da presença em uma olimpíada e já preparando nossos cavalos para termos novos conjuntos brasileiros disputando a Olimpíada em 2036”, antecipa Nilson Leite, um dos proprietários do haras que é o berço de Miss Blue.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

 

Aprenda a corrigir a terra para fazer um bom plantio de milho

 

Produtores de milho convivem todos os anos com os desafios relacionados à qualidade do solo, isso porque a maioria dos solos brasileiros apresentam baixa fertilidade natural, com condições de acidez que limitam a expressão do potencial produtivo das cultivares de milho utilizadas pelos agricultores.

Segundo os especialistas, o milho é classificado como uma planta de tolerância mediana às condições de acidez e toxidez de alumínio, exigindo a adoção de manejos que visem corrigir o solo para o cultivo. “O processo de acidez no solo vem evoluindo há anos, o que também contribui para a redução do pH, provocando toxidez às culturas em geral. Quanto maior a saturação por alumínio no solo, maior a dificuldade para as plantas desenvolverem raízes e explorar o perfil para absorção de nutrientes e água”, explica o engenheiro agrônomo e gerente de marketing da MaxiSolo, Caio Kolling.

Um solo com boa fertilidade permite um maior enraizamento da planta, possibilitando que ela acesse os nutrientes mais profundos, crescendo mais fortes e resistentes. O engenheiro agrônomo e especialista em solo explica que esse equilíbrio do solo tem sido encontrado através do uso de fertilizantes minerais a base de cálcio e enxofre. “O sulfato de cálcio atua nas camadas mais profundas do solo, combatendo o vilão alumínio tóxico e melhorando o ambiente radicular. Para um aumento da produtividade, os nutrientes devem estar disponíveis às plantas e, a partir da ajuda do cálcio e do enxofre, o solo fica mais permeável permitindo que as raízes atinjam os nutrientes encontrados em maior profundidade”, afirma Kolling.

Esse foi o diagnóstico identificado em uma lavoura no município de Vicente Dutra, no Rio Grande do Sul, que apresentou a necessidade de neutralização do alumínio em profundidade e a falta de boro, cálcio e enxofre no solo. “Recomendamos a aplicação do SulfaBor, um fertilizante mineral misto com ação multinutricional que oferece boro, cálcio e enxofre na forma de sulfato no mesmo granulo. Foram aplicados 100 kg/ha de SulfaBor a lanço, 10 dias após o plantio. O resultado foi um aumento de 113,6 sacas por hectare para 118, 6 sacas/ há”, destaca Kolling. O especialista ressalta ainda que o boro é um elemento-chave na nutrição da planta, sendo necessário para o estimular o desenvolvimento radicular e dos brotos, a formação de ramos do pendão e de estigma e também para melhorar a eficiência do uso da água e tolerância à seca.

Em outra fazenda no município de São Nicolau (RS), o resultado com a aplicação do fertilizante mineral também fez a produtividade saltar de 186,66 sacas/ha para 198,33 sacas/ha. Nessa propriedade o manejo adotado foi de 150kg de SulfaBor por hectare à lanço 20 dias após o plantio. “O grande diferencial da tecnologia é um mecanismo composto por duas dinâmicas de liberação – uma mais rápida e outra gradual –, fornecendo o boro no início, no meio e no fim da cultura, podendo até mesmo deixar um efeito residual para o próximo ciclo”, finaliza o agrônomo.

 

Os preços de soja e milho permanecem nos menores patamares em quase quatro anos na bolsa de Chicago. Sem mudanças no quadro de oferta e demanda, há pouco espaço para reação. A soja ficou praticamente estável nesta quinta-feira (1º) em dia de elementos positivos e negativos para as cotações. O contrato com entrega para setembro caiu 0,54%, cotado a US$ 10,09 por bushel.

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Alguma força de alta foi vista nos dados de demanda pelo grão dos Estados Unidos.

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Petrobras anuncia alta de 7,1% no preço do querosene de aviação



A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (1º) um aumento médio de 7,1% no valor do querosene de aviação (QAV) praticado para a venda às distribuidoras. É a segunda alta seguida no preço do combustível, o mais demandado no transporte aéreo. Ele é usado em aviões e helicópteros dotados de motores à turbina. No início do mês de julho houve um reajuste de 3,2%.

De acordo com nota divulgada pela Petrobras, o aumento acumulado no ano é de 0,8%, o que representa um acréscimo médio de R$ 0,03 por litro na comparação com o preço de dezembro de 2023. “No comparativo desde dezembro de 2022, houve uma redução acumulada de 18,9%, o que equivale a um decréscimo de R$ 0,96/litro”, diz a estatal.

As atualizações do preço do combustível costumam ocorrer mensalmente. Os novos valores já começaram a vigorar nas refinarias.

A Petrobras comercializa o querosene de aviação apenas para as distribuidoras. Os serviços de abastecimento das aeronaves nos aeroportos são de responsabilidade das distribuidoras e de empresas revendedoras. Dessa forma, o lucro dessas empresas e outros custos, como os que envolvem transporte e logística, influenciam o preço final pago pelas empresas de transporte aéreo e por outros consumidores.

A estatal ressalta que não detém o monopólio da comercialização do produto e que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência. “Não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtores ou importadores de QAV”, diz a estatal.

Fonte: Agência Brasil

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 DADOS AGRÍCOLAS

Ministro  participa de lançamento dos novos dados do projeto TerraClass

Evento ocorreu na tarde desta quinta-feira (1º) na sede da Embrapa  

Ministro participa de lançamento dos novos dados do projeto TerraClass

Oministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quinta-feira (1º) do lançamento dos novos resultados do projeto TerraClass Amazônia e Cerrado, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília (DF).

Com utilização de tecnologias avançadas de processamento de imagens de satélite e inteligência artificial, o projeto tem por objetivo o mapeamento e o monitoramento da cobertura e o uso da terra em áreas onde a vegetação natural foi suprimida nos biomas Amazônia e Cerrado, classificando as atividades como agricultura, pastagem, mineração e regeneração.

Na ocasião, o ministro Fávaro destacou o trabalho em conjunto do Governo Federal para o fomento de uma agricultura mais sustentável. “Os ministérios da Agricultura e Pecuária e do Meio Ambiente tem que andar de braços dados e mostrar que há formas de produzir cada vez mais, bater recordes, mas também preservar o meio ambiente. Daí por exemplo, nasce o Programa Nacional de Conversão de Pastagens, também estruturado e apoiado pela Embrapa. Este projeto TerraClass é uma ferramenta fundamental para esse crescimento sustentável”, ressaltou.

Constatou-se que a transição de áreas de pastagem para uso agrícolas pode ser vista como oportunidade para aumentar a produtividade com sustentabilidade. Assim, com a implementação do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD), a pretensão é a recuperação e conversão de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em áreas agricultáveis, em dez anos.

Também participaram do evento a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá , e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

PROJETO DE INOVAÇÃO

Durante a apresentação da inciativa, foi exposto que a agricultura, entre 2018 e 2022, teve um aumento de 22% na área destina à agricultura anual nos dois biomas. Este crescimento se deu sobre áreas ocupadas por usos agropecuários, especialmente em pastagens. Em relação as safras agrícolas, constatou-se uma intensificação da produção da segunda safra. Na Amazônia, foram apresentados que 88% das áreas de agricultura temporária estão sob múltiplas safras anuais.

As áreas de agricultura temporária, que consiste em culturas de curta ou média duração, onde se necessitam de mais de um plantio para produzir, na Amazônia, cresceram 50% entre os anos analisados, ocorrendo principalmente em áreas de pastagens, com um crescimento de 68% e de áreas de cultura agrícola de um ciclo, que cresceu 26%.

A ministra Luciana Santos ressaltou que os investimentos na área da ciência e tecnologia são muito importantes para o desenvolvimento do potencial agrícola brasileiro. “Poder contar com ferramentas modernas e com todo o aparato tecnológico, que inclusive o TerraClass reúne, é essencial”, afirmou.

No cerrado, cerca de um milhão de quilômetros quadrados são áreas antropizadas, onde 59% são áreas ocupadas por pastagens e 31% de culturas agrícolas. Ainda, foi apresentado que durante 2018 e 2022, houve um crescimento de 17% em cultivos temporários no Cerrado.

Já na Amazônia, dos 800 mil quilômetros quadrados de áreas antropizadas, 65% são ocupadas por pastagens e 10,6% por culturas agrícolas. Observou-se que no período analisado, houve uma retração de 8% na área destinada a culturas temporárias de um clico, indicando uma conversão para o uso mais intensivo com múltiplos ciclos.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, explicou “que este projeto alinhado com outras ferramentas, que o poder público está criando com a integração e interlocução entre os Ministérios, vai se consolidar em um legado que o Brasil está deixando diante dos desafios climáticos”, ressaltou.

Também foram apresentados que apenas 1% da expansão agrícola aconteceu sobre áreas de vegetação natural.

Na oportunidade, presidente Silvia Massruhá destacou a importância da divulgação destes resultados. Já o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Clézio Nardin, afirmou que o projeto trabalha para que um dia todos os biomas brasileiros sejam mapeados. “O TerraClass é importante, estes dados divulgados são importantes, há todo um trabalho feito no fundo que envolve toda uma preparação para a continuidade e a manutenção deste sistema com dados brasileiros e com satélites”, disse.

O TerraClass é uma iniciativa colaborativa entre a Embrapa e o Inpe, com a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB/MMA), a Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), além de contar com financiamento do Banco Mundial por meio do Programa de Investimento Florestal.

Clique aqui para mais informações sobre o projeto TerraClass.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

 

Apesar de terem se enfraquecido nesta segunda quinzena de julho, os preços do algodão em pluma registram a maior média mensal desde março, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de junho). A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.

 

Solo do cerrado melhora a qualidade quando o produtor rural adota o sistema de Integração lavoura, Pecuária e Floresta

 

Um estudo realizado pela Embrapa e o Instituto Federal Goiano (IFGoiano) avaliou o impacto de sistemas de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) recém-implantados sobre a qualidade do solo do Cerrado goiano. O trabalho evidenciou melhorias, em comparação à pastagem não cultivada, por meio de indicadores de disponibilidade de água e de aeração (processo de renovação do ar entre o solo e a atmosfera). No segundo caso, o aumento da macroporosidade do solo chegou a ser 50% superior ao do pasto-referência. Esses dois elementos são importantes, pois estão ligados à sustentabilidade para o crescimento vegetal e para a vida microbiana debaixo da terra.

Essa pesquisa foi realizada em duas fazendas-escola do IFGoiano, uma no município de Morrinhos e outra em Iporá, consideradas como representativas da região do sudoeste goiano, onde se produz cerca de 9% da safra de grãos brasileira. Os sistemas de ILPF possuíam de um a dois anos de implantação, ou seja, estavam em seu início, e compreenderam árvores de eucalipto e nativas (como baru e angico) com o cultivo, nas entre fileiras, de soja, milho e braquiária. Vacas leiteiras foram colocadas para pastejo na área da forrageira enquanto cercas elétricas protegiam o crescimento das árvores. Para efeito de comparação, levou-se em conta áreas de referência sob pastagens não cultivadas há mais de 30 anos.

Os pesquisadores fizeram a coleta de amostras de solo nas áreas dos experimentos em sete camadas diferentes de perfil do solo, em uma profundidade de até um metro. A coleta de amostras de solo até um metro em áreas com o componente arbóreo é importante, devido ao alcance das raízes das árvores nos sistemas de produção. As amostras passaram por procedimentos laboratoriais, incluindo análises estatísticas de indicadores relacionados à porosidade e propriedades físico-hídricas do solo.

Os resultados obtidos foram que, em Morrinhos e Iporá, a ILPF aumentou a umidade retida pelo solo, entre 0,1 milímetro e 0,7 milímetro por centímetro de solo, em comparação à área de pastagem não cultivada que era a de referência. Essa quantidade de água, aparentemente pouca, pode ser crucial para a sobrevivência das plantas durante longos períodos de seca e altas temperaturas. Em Iporá, onde baru e eucalipto foram cultivados no sistema de ILPF, o solo apresentou também maior capacidade de aeração em comparação com a área de referência. O experimento considerou a camada mais superficial do solo (até 30 centímetros de profundidade), onde essas diferenças foram mais significativas.

A pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão (GO) Márcia Carvalho foi uma das coordenadoras desse trabalho. Ela explica o contexto em que foram obtidos esses resultados e a diferença dos efeitos do sistema de ILPF medidos em cada um dos experimentos. “No caso de Morrinhos, o solo da fazenda é classificado como Latossolo argiloso. Nas condições em que o sistema de ILPF foi conduzido, foram medidos maiores valores de CAD (capacidade de água disponível no solo) do que na pastagem de referência. Isso pode ser atribuído ao maior volume de microporos responsáveis ​​pela retenção e armazenamento de água no solo. Latossolos naturalmente são ricos em agregados e microporos, mas o sistema de ILPF contribuiu para o aumento desses sítios de armazenamento de água em relação à pastagem não cultivada”, diz Carvalho.

Em Iporá, ela observa que “o experimento ocorreu em um Cambissolo, com destaque para o indicador CAS (capacidade de aeração do solo), que mede o número de poros responsáveis pela troca de oxigênio e dióxido de carbono entre a atmosfera e o solo. O CAS é diretamente proporcional à macroporosidade, que aumentou 50% no sistema de ILPF em relação ao solo do pasto-referência. Maior CAS significa maior capacidade de atender à demanda respiratória de raízes e microrganismos, o que é importante nesses solos que, apesar de arenosos, podem ter drenagem impedida, devido ao nível alto do lençol freático e formação de pedra canga, material sólido formado por minerais”, complementa.

A pesquisadora destaca que os experimentos conduzidos, de avaliação do impacto de curto prazo de sistemas ILPF nas características físico-hídricas de solos típicos da região Centro-Oeste do Brasil, são uma forma de acompanhar as diferenças na evolução da qualidade do solo, desde a fase inicial de implantação da integração entre cultivos, forrageiras e espécies arbóreas. Por isso, ela considera importante a continuidade de monitoramento ao longo do tempo.

 

Natal: Carlos Eduardo anuncia vice do segmento evangélico

Na manhã desta quarta-feira (31), o pré-candidato a prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), anunciou ex-vereador e ex-deputado Jacó Jácome (PSD) como seu companheiro de chapa para as eleições de 2024.

O evento, realizado na sede do PSD em Natal, reuniu correligionários, membros da imprensa e simpatizantes do partido.

Durante o anúncio, Carlos Eduardo elogiou a trajetória política de Jacó, membro da Assembleia de Deus, ministério de Missão.

- “Apesar da juventude, já exerceu e exerceu muito bem o mandato de vereador na cidade de Natal, foi um vereador atuante, foi um vereador que ajudou muito a cidade de Natal e depois uma experiência maior. Foi por duas vezes deputado estadual no Rio Grande do Norte. E é esse homem público que eu trago para aqui ao meu lado, para que possamos enfrentar e vencer a campanha e administrar a cidade de Natal,” afirmou Carlos Eduardo.

 Reforma agrária

Incra anuncia dois novos assentamentos na abertura do 1° Festival Nacional da Agricultura Familiar

Incra anuncia dois novos assentamentos na abertura do 1° Festival Nacional da Agricultura Familiar

Assinatura aconteceu durante a abertura do 1° Festival Nacional da Agricultura Familiar, que ocorre em Brasília. Foto: Ascom/MDA

Opresidente do Incra, César Aldrighi, assinou na noite desta quinta-feira (25), ao lado do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, as portarias de criação dos assentamentos Triângulo, em Goianésia do Pará (PA) e Chapadinha, em Sobradinho, (DF). O ato aconteceu durante a abertura do 1° Festival Nacional da Agricultura Familiar, que ocorre em Brasília até 27 de julho (sábado), no Parque da Cidade, com entrada gratuita.

Na ocasião, o Incra e a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf) assinaram um protocolo de intenções. O objetivo é estabelecer a cooperação e colaboração mútua para desenvolvimento de atividades que facilitem o acesso das famílias beneficiárias da reforma agrária aos serviços digitais oferecidos pelo instituto no âmbito das políticas de reforma agrária e regularização fundiária.

De acordo com o presidente do Incra, a criação dos dois assentamentos são símbolos da retomada do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). “Junto ao diálogo com as trabalhadoras e trabalhadores, representa o resgate de uma política capaz não só de melhorar a qualidade de vida das pessoas que trabalham na terra, mas contribuir com a segurança alimentar do Brasil”, diz Aldrighi.

Assentamentos

Localizado a cerca de 30 quilômetros de Brasília, o assentamento Chapadinha tem 455 hectares de terra. No local, 41 famílias estão acampadas há quase 20 anos e, atualmente, trabalham na produção de hortaliças orgânicas. O nome da área tem relação com a região cercada por paisagens naturais da Reserva Biológica Contagem, que faz parte do Parque Nacional de Brasília.

O presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar Chapadinha e coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-DFE), Anaíldo Porfírio, comemora a assinatura da portaria. "A reforma agrária está avançando no Distrito Federal. Depois de 12 anos, o Incra volta a criar assentamento aqui", diz. Segundo ele, a produção do acampamento e dos produtores da região atende mais de 70 escolas nas regionais do Guará e Núcleo Bandeirante, além de oito restaurantes administrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).

A superintendente regional do Incra no Distrito Federal e Entorno, Cláudia Farinha, afirma que o assentamento representa um passo crucial para a reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar. "Estamos empenhados em garantir que essas famílias tenham acesso a recursos e apoio para avançar ainda mais com a produção agroecológica", diz a superintendente.

Localizado na região Sudeste do Pará, a área da fazenda Triângulo a ser transformada em assentamento possui 2,5 mil hectares e tem capacidade para 125 famílias. A regional do Incra no Sudeste do Pará também vai dar início ao processo seletivo para as novas famílias assentadas.

Festival

O Festival Nacional da Agricultura Familiar reúne mais de 60 expositores de diferentes estados do Brasil com a venda de produtos e uma feira gastronômica. Além disso, o evento proporciona seminários e painéis com debates dedicados ao Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, explorando os desafios e perspectivas que moldam esse setor crucial da economia brasileira.

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