terça-feira, 6 de junho de 2023

 

Embrapa desenvolve tecnologia que facilita o manejo e aumenta a produtividade da mandioca

Pesquisadores da Embrapa desenvolveram uma tecnologia que busca facilitar o manejo do cultivo da mandioca de mesa no Cerrado ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade e a lucratividade da atividade. É a cobertura plástica do solo no cultivo de mandioca de mesa no Cerrado. A tecnologia vem ao encontro de uma demanda do setor produtivo que procura formas de aumentar a lucratividade e a qualidade dos produtos oferecidos aos consumidores.

“A utilização de cobertura plástica do solo no cultivo de mandioca de mesa é uma boa opção para os produtores. Ela aumenta a produtividade das raízes, com manutenção da umidade, o controle da erosão, promove a melhoria da qualidade biológica do solo, além da diminuição do ciclo da cultura e da mão de obra no controle do mato”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Eduardo Alano.

Os estudos, segundo ele, foram no sentido de identificar como a mandioca se comportaria plantada sob a cobertura, com e sem irrigação. “Vimos que o uso da cobertura plástica do solo proporcionou um aumento de pelo menos 13% na produtividade das raízes. E quando a tecnologia é utilizada juntamente com a irrigação, essa produtividade é ampliada em quase 90%”, afirma o estudioso. As pesquisas também buscaram definir o tamanho ideal dos canteiros e seus respectivos espaçamentos (acesse aqui as orientações completas).

De acordo com o pesquisador, é possível a utilização de uma mesma cobertura plástica do solo para mais de um cultivo. “Ela pode servir para a produção de morango e alface, por exemplo, e depois para uma safra de mandioca. Dessa forma, é possível diminuir os custos de implantação da cobertura, inclusive com a utilização da fertilidade residual do primeiro cultivo”, explica.

Segundo ele, a mandioca entra nesses sistemas de produção como uma cultura estratégica, que permite a ampliação da rentabilidade da lavoura e, ao mesmo tempo, quebra os ciclos de pragas e doenças por meio da sucessão e/ou rotação de culturas. Outro aspecto destacado por ele é a possibilidade de utilização da consorciação com outras culturas entre as fileiras duplas de mandioca a fim de contribuir para o enriquecimento, a preservação e a intensificação do uso do solo, bem como para o aumento da diversificação da renda familiar.

 

Lançamento

A tecnologia de “Cobertura plástica do solo no cultivo de mandioca de mesa no Cerrado” foi lançada na última quinta-feira (25) em um Dia de Campo realizado dentro da programação da Agrobrasília – feira realizada no PAD-DF entre os dias 23 e 27 de maio. O evento ocorreu no estande de olericultura da Emater-DF e reuniu dezenas de agricultores interessados no cultivo da mandioca de mesa.

Um desses agricultores foi o senhor João Bosco de Rezende, produtor rural em Rio Verde (GO), que esteve no evento buscando informações a fim de modernizar o seu plantio. Atualmente ele produz soja, milho e mandioca de indústria. “Produzo mandioca, mas ainda preciso tecnificar minha produção. Gosto muito de fazer o melhor, por isso vim buscar informação e materiais com nome e sobrenome”, afirmou.

Dentro da programação do Dia de Campo foram apresentadas palestras que trataram do cultivo de mandioca de mesa no Distrito Federal e Entorno, com Antônio Carlos dos Santos e Hélcio Santos (Emater-DF); da BRS 429 – geração, validação e potencial de impacto na cadeia produtiva de mandioca de mesa no DF e Entorno, com Fábio Honorato (Embrapa Cerrados); do manejo da irrigação no cultivo de mandioca de mesa no DF e Entorno, com Jorge Cesar Antonini (Embrapa Cerrados); e dos aspectos práticos da tecnologia de uso de cobertura plástica na produção de mandioca de mesa, com Névio Guimarães (Emater-DF). Ao final do evento, foram distribuídas aos agricultores amostras promocionais de ramas de mandioca da BRS 429.

 

Alvo de mandado de prisão, empresário sonegou mais de R$ 180 milhões no RN

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta segunda-feira (5) a operação Logro. O objetivo é investigar um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e associação criminosa encabeçado por um empresário do ramo atacadista de produtos alimentícios.

Pelo que já foi apurado pelo MPRN, as fraudes cometidas por ele ocasionaram um prejuízo de mais de R$ 180 milhões aos cofres públicos. A pedido do MPRN, foi expedido um mandado de prisão preventiva contra o empresário. Ele não foi localizado e é considerado foragido de Justiça.

A operação Logro contou com o apoio da Secretaria Estadual de Tributação (SET) e das Polícias Civil e Militar. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal, São Gonçalo do Amarante, Ielmo Marinho, Montanhas e Nova Cruz. Ao todo, 12 promotores de Justiça, 44 servidores do MPRN, quatro delegados de Polícia Civil, 16 agentes de Polícia Civil, 72 policiais militares e 26 auditores fiscais estaduais participaram da ação.

O MPRN constatou, com base em dados repassados pela Secretaria Estadual de Tributação, que o esquema criminoso de sonegação fiscal arquitetado pelo empresário consistia na criação de empresas de fachada em nome de “laranjas” para simular aquisições de mercadorias e, em seguida, sonegar o ICMS.

Após a constituição e o lançamento das tributações devidas, a empresa de fachada, que havia acabado de adquirir muitos débitos tributários, era fechada. Esse esquema fraudulento causou um prejuízo de, pelo menos, R$ 182.618.183,26 aos cofres públicos.

Laranjas

O empresário investigado é titular ou sócio em seis empresas. Nenhuma delas possui débito com o fisco estatal. Pelo apurado pelo MPRN, ao menos 12 empresas de fachada foram criadas pelo empresário em nome de laranjas. Essas empresas de fachada possuem débitos milionários com o Estado.

Clique no link e saiba mais: https://robsonpiresxerife.com/mprn-deflagra-operacao-que-apura-crimes-de-empresarios-de-mais-de-r-180-milhoes-de-sonegacao/

 

A história do cultivo de alho no Brasil e no mundo

   

O alho é uma das espécies mais antigas cultivadas pela humanidade. Os primeiros registros de plantio dessa hortaliça originária da Ásia Central datam de há mais de 5 mil anos pelos hindus, árabes e egípcios. Por conta de sua capacidade de melhorar o armazenamento e a conservação de outros alimentos – e do seu poder medicinal no tratamento de várias doenças –, o alho fazia parte do cardápio da tripulação das caravelas portuguesas. E assim ele desembarcou no Brasil já na época da chegada dos europeus, e nos dias de hoje está presente em praticamente todas as cozinhas do País.

Em solo brasileiro, ficou por mais de quatro séculos restritos ao plantio de fundo de quintal, cultivado em pequena quantidade para suprir a demanda familiar. Somente em meados do século XX o cultivo começou a expandir-se comercialmente, ganhando importância econômica no País.

Porém, até o fim da década de 1990 a produtividade nacional era reduzida, entre 4 e 8 toneladas por hectare, e o alho produzido no Brasil era de baixa qualidade, com bulbos de pouca recepção comercial. Essa realidade só começou a mudar com a introdução do alho-semente livre de vírus, tecnologia que mudou a realidade da cadeia produtiva dessa hortaliça.

Para o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho ( Anapa ), Rafael Corsino, o cultivo da semente livre de vírus foi um divisor de águas na produção brasileira de alho. “Graças a essa tecnologia, e com outros trabalhos de pesquisa, saímos de um patamar de 12 a 14 toneladas por hectare para algo em torno de 20 a 25 toneladas por hectare”, ressalta.

Segundo ele, com uma produtividade maior, “conseguimos ampliar a nossa presença no mercado nacional e estamos perto de atender a 70% da demanda interna. Produzimos mais e com mais qualidade. Temos bulbos maiores, com melhor aceitação comercial e remuneração no mercado”.

Corsino lembra que, recentemente, a Anapa uniu forças com a Embrapa para levar o alho livre de vírus aos agricultores familiares do Paraná e do Espírito Santo, para que os pequenos produtores também possam usufruir dos benefícios.

 

Ministro Fávaro lança no Mapa consulta pública sobre o Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizadas

O Programa Carbono + Verde terá por finalidade conferir credibilidade e transparência à produção primária agropecuária de baixa emissão de carbono
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Comprometido com o diálogo entre a administração pública e os cidadãos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou nesta segunda-feira (5), consulta pública para o Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizadas - Carbono+Verde. O programa prevê a concessão de um selo de conformidade (Selo Carbono + Verde) para cadeias primárias de produção agropecuária e, posteriormente, serão chancelados os créditos de carbono originados no setor agropecuário.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse que o Mapa está na busca efetiva de demonstrar ao mundo as boas práticas que o sistema produtivo brasileiro já faz e também pelo reconhecimento de todos aqueles que têm boas práticas. Ele disse que o Programa Carbono +Verde deverá avançar para outras cadeias produtivas.

“Certamente vamos expandir para todo o setor produtivo, buscando o fortalecimento do setor, as boas práticas para que possamos abrir os mercados mais exigentes e valorizar o nosso principal ativo, que é o clima”, disse, lembrando que o Plano Safra 2023/2024, que será lançado nos próximos dias, será totalmente ancorado na agricultura de baixa emissão de carbono.

A consulta pública estará disponível até 4 de agosto, e qualquer cidadão interessado poderá contribuir, basta acessar o link: https://www.gov.br/participamaisbrasil/programa-carbono-verde, e seguir o passo-a-passo as orientações contidas no documento.

Ao final do processo, as contribuição aceitas serão incorporadas ao documento final do Programa Carbono + Verde, da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) do Mapa.

A secretária da SDI, Renata Miranda, explicou que todas as sugestões recebidas serão respondidas e após o prazo de 60 dias será realizada uma mesa redonda aberta à participação externa. “Com a participação social, o Programa terá um engajamento e será uma política do Brasil”

Segundo a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, a empresa já trabalha com algumas culturas para levantar as métricas da pegada de carbono em vários sistemas produção.

Também participaram do evento o secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, a diretora do Departamento de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas e Indicação Geográfica, Fabiana Villa, e o diretor de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas, Pedro Neto.

Programa Carbono +Verde

Com a finalidade de ampliação da competitividade dentro e fora do país, o Programa Carbono+Verde tem objetivos que dialogam com políticas públicas de estímulo ao uso de sistemas de produção e tecnologias que visam o sequestro e a baixa emissão de carbono, como o Plano Programa ABC+.

O programa prevê nesta primeira fase de atuação a concessão de um selo de conformidade (Selo Carbono + Verde) para cadeias primárias de produção agropecuária. Em uma segunda fase, a ser iniciada em 2024, serão chancelados os créditos de carbono (Créditos de Carbono Verde) originados no setor agropecuário.

É aplicável a todos os tipos de propriedades, bem como cadeias produtivas primárias, desde que atendam aos requisitos mínimos de habilitação e aos critérios pré-estabelecidos. Em seu primeiro ciclo priorizará 13 cadeias produtivas: açaí, algodão, arroz, borracha, cacau, café, pecuária de corte, erva-mate, leite, milho, soja, trigo e uva. A perspectiva é que haja demanda por outros produtos, cujas cadeias já possuem iniciativas voltadas para a sustentabilidade e mitigação de carbono, como noz-pecã, amendoim e madeira.

Confira aqui a apresentação sobre o Programa Carbono+Verde

segunda-feira, 5 de junho de 2023

 

Crescimento de 150% na produção brasileira de Alho-semente livre de vírus

  EMBRAPA

O alho-semente livre de vírus, desenvolvido por instituições brasileiras de pesquisa,  mudou a produção da hortaliça no Brasil. A adoção da tecnologia levou a um incremento da cultura no País de até 150%, para algumas cultivares. Hoje, grandes produtores da região do Cerrado conseguem produzir até 25 toneladas por hectare (ha), bem distante das 8 toneladas produzidas no fim dos anos 1990. Na safra de 2021/22, a produção brasileira de alho foi de 220 mil toneladas, em uma área plantada de 16 mil hectares, e com rendimento médio de 13.750 kg/ha.

O caminho até o desenvolvimento da tecnologia foi longo. O programa de pesquisa da Embrapa em alho-semente livre de vírus já tem mais de 30 anos. De acordo com o pesquisador Francisco Vilela Resende , da Embrapa Hortaliças (DF), nos primeiros dez anos, a Empresa adotou uma estratégia de concentrar o esforço em aprimorar o protocolo de limpeza, identificar as viroses, desenvolver os protocolos de indexação e avaliar como as plantas livres de vírus se comportariam no campo de produção comercial, estudando principalmente as curvas de reinfecção viral para estabelecer por quanto tempo seria possível usar o alho-semente sem perder a qualidade fitossanitária e fisiológica. “A segunda parte se concentra em levar a tecnologia para o agricultor e garantir a manutenção desse alho nas regiões produtoras, na dependência da instituição geradora do material livre de vírus”, explica o pesquisador.

A produção de alho-semente livre de vírus é uma tecnologia bastante acessível, adotada tanto por grandes quanto por pequenos produtores. A estimativa é que, pelo menos, 30% do aumento de produtividade na cadeia de produção de alho no Brasil seja devido à adoção dessa tecnologia pelos agricultores. No caso dos pequenos produtores o impacto da tecnologia é ainda maior, pois historicamente eles sempre utilizaram alho-semente de baixa qualidade, de variedades bastante degeneradas e infectadas. Por isso, é comum observar a produtividade desses produzir com a adoção do alho-semente livre de vírus.

Prefeita Sandra confirma envio de emenda da senadora Zenaide Maia para Fernando Pedroza



A prefeita Sandra Jaqueline confirmou nesta quinta-feira, 1º de junho, a destinação de emenda parlamentar de autoria da senadora Zenaide Maia para a saúde municipal de Fernando Pedroza.

A gestora pedrozense esteve em Brasília-DF no final do ano passado e início deste ano, e, como disse na época, que 2023 seria um ano de muitas bênçãos e conquistas, sendo confirmado a fala com os recursos que vão chegando.

Sandra colhe os frutos de suas demandas apresentada aos parlamentares potiguares na capital federal. Em sua primeira e nesta segunda gestão, a prefeita sempre correu atrás de inúmeros benefícios para o município.

A emenda parlamentar da senadora Zenaide é no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) destinada para o Piso de Atenção Básica Fixo (PAB Fixo) e para o financiamento de Média e Alta Complexidade - MAC.

 

 

Participação

Mapa participa de consulta do governo para a construção do Plano Plurianual

Na plataforma digital, são apresentados os 28 programas prioritários do governo
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O governo federal disponibilizou um site para possibilitar a participação popular na construção do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027. Entre as prioridades apresentadas está a Produção Agropecuária Sustentável, de responsabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O objetivo da proposta é contribuir para o desenvolvimento do setor agropecuário com sustentabilidade ambiental, econômica e social, por meio do fomento e da intensificação da produção, da geração, compartilhamento e aplicação de conhecimento técnico-científico e da regulamentação, certificação, auditoria e fiscalização agropecuária.

O PPA é o principal instrumento de planejamento orçamentário de médio prazo do governo. Ele tem vigência de quatro anos e se inicia no segundo ano de mandato de um presidente e se prolonga até o final do primeiro ano do mandato de seu sucessor.

Qualquer pessoa com cadastro no Gov.Br poderá fazer propostas para o PPA até o dia 10 de julho de 2023. Para participar da consulta, siga o passo a passo que está no site: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/

 

A importância do Feijão na mesa do brasileiro. Afinal, feijão engorda?

  

Um dos alimentos mais frequentes na mesa dos brasileiros carrega na sua história mitos e verdades na hora de consumir. Com arroz, na feijoada de domingo, no bolinho ou caldinho de feijão, são inúmeras as formas e possibilidades de consumo deste alimento tão rico em nutrientes. O que não faltam também são suposições e crenças criadas pela sociedade sobre este grão. Conversamos com a engenheira de alimentos e diretora de operações da Combrasil, Ana Rachel, para explicar e desmistificar tudo sobre esta leguminosa. Vamos, então, ao que é MITO e o que é VERDADE, sobre o nosso feijão:

Mito: Feijão engorda

Não, e de uma certa forma, é o contrário. Porque o amido encontrado no feijão é chamado amido resistente. Ou seja, ele é resistente a digestão, então da forma que ele entra, ele sai, e não é absorvido. O feijão não te faz ganhar peso. É ao contrário, pelo alto índice de fibras solúveis que tem e a alta fonte de proteína, esse amido te faz perder peso e não ganhar.

Mito: O feijão é somente rico em ferro.

Não. Há inúmeros outros benefícios que o alimento oferece, além do ferro. E de onde vem essa fama? Isso vem muito da legislação que antigamente, até determinado ano, por volta de 2008, para a veiculação de um feijão era necessário declarar ferro na tabela nutricional. Isso que crescemos ouvindo, foi reforçado pela legislação e as embalagens.

Verdade: O feijão é um dos alimentos mais completos e deve fazer parte das dietas.

Com certeza. Além do consumo já ser cultural, muito mais do que outros grãos como a lentilha e grão de bico, temos a combinação do arroz e feijão. E isso também é uma potência. Porque o nosso corpo precisa de 20 aminoácidos principais para a nossa saúde estar em equilíbrio e em bom funcionamento. Desses 20, dez são essenciais para o corpo, porém o organismo não dá conta de produzir e precisa de uma ingestão proveniente dos alimentos. E quem tem esse combo dos 10 aminoácidos essenciais: arroz e feijão.

Mito: Todos os grãos são transgênicos (geneticamente modificados) por isso fazem mal a saúde.

Mentira. Toda a modernidade tem seus benefícios, mas ela trouxe na indústria alimentícia um impacto muito grande na inflamação dos organismos. Os industrializados, principalmente, a longo prazo, como esses produtos afetam a saúde da população geral. Além disso, toda a alteração genética que tem sido estudada e comprovada, como os transgênicos, é muito difícil encontrar soja e milho que não sejam modificados geneticamente. E no feijão não vemos isso com tanta ênfase. Por isso, indicamos o seu consumo.

Verdade: É preciso deixar o feijão de molho antes de cozinha-lo.

Sim. A importância de deixar o feijão de molho, de 8 a 12 horas serve para eliminar alguns antinutrientes que que prejudicam absorção dos nutrientes. Claro que a procedência do grão é essencial para que seja confiável. Por via das dúvidas, sugerimos que deixe de molho para que qualquer componente não benéfico, como agrotóxico, saia e reste apenas os nutrientes benéficos que terão total absorção.

Verdade: O processo de produção e escolha dos grãos impacta nos nutrientes.

Impacta diretamente. A própria escolha das fontes desta matéria prima é fundamental. Isso vai desde o manejo no campo, a forma de armazenagem, colheita, toda a tratativa do solo. O controle de qualidade começa bem antes. Estamos falando de um produto natural, então a forma como esse feijão se desenvolve lá na vagem dele, no pé de feijão, faz diferença. Porque quando temos um desenvolvimento deficiente, esse produto é o que chamamos de “fraco”.

A leguminosa se desenvolve, mas fica deficitária desses nutrientes. O processo também impacta, a seleção é fundamental para que você tire os grãos defeituosos, aqueles que não se desenvolverem, e deixe apenas aqueles considerados, até pela legislação, sadios. Grão feijão tipo 1, que é a classificação que denomina a qualidade do produto.

Verdade: O feijão está sumindo do prato dos brasileiros.

Na verdade, tivemos um apagão do feijão no mercado. No estimulo e incentivo ao consumo, por causa de alguns mitos e falta de informação. Muitas pessoas pensam que precisam comer muito feijão, em quantidades enormes para ser suficiente. Mas basta uma concha de feijão para você ter acesso a tudo, é a quantidade diária recomendada.

Tivemos também uma questão holística por traz disso, quando vamos olhar o produtor rural, eles perderam incentivos para produzir feijão e foram incentivados ao plantio de soja e milho. A quantidade de exportação de soja e milho não dá nem para comparar com a de feijão. E o que acontece: o interesse das indústrias com esses dois alimentos é muito maior do que com o feijão, por conta das diversas utilizações que fazem a partir desses dois itens.

Então tivemos uma redução muito impactante na produção de feijão, e isso diminui a oferta, o preço sobre, são vários fatores. O que ajuda na redução no consumo, mas que nós profissionais da área trabalhamos para reverter isso. Feijão é o alimento mais plural, democrático e completo e todo brasileiro precisa ter na dieta.

domingo, 4 de junho de 2023

 

Estiagem

Contratos do crédito emergencial chegam a mais cinco municípios gaúchos

Contratos do crédito estiagem chegam a mais cinco municípios do Rio Grande do Sul

Assinaturas já chegaram a 45 municípios 

Equipe do Incra/RS vai coletar as assinaturas em contratos do crédito emergencial concedido por conta da estiagem nos municípios de Pontão, Trindade do Sul, Não-Me-Toque, Sarandi e Passo Fundo. O trabalho acontece de 6 a 8 de junho.

As famílias assentadas em nove projetos de assentamentos federais dessas cidades devem conferir o local e horário na programação abaixo e comparecer com documento de identificação pessoal para assinar os contratos. É recomendável que os dois titulares assinem o contrato quando o lote estiver em nome do casal.

Quem não participar da atividade poderá ser contemplado posteriormente. De acordo com o Decreto, o crédito pode ser operacionalizado até 30 de novembro desde ano.

Apoio 

O recurso consiste em uma operação emergencial do Crédito Instalação na modalidade Apoio Inicial, no valor de R$ 5,2 mil por família, autorizada pelo Decreto nº 11.433, de 10 de março de 2023. A fase de coleta de assinaturas dos contratos iniciou em maio e já percorreu 45 municípios, abrangendo 241 assentamentos. Ao todo, o benefício deve chegar a cerca de 8 mil famílias no Rio Grande do Sul, com um aporte aproximado de R$ 40 milhões.

Para quem já assinou o contrato, basta aguardar a liberação do recurso, que será comunicada pelo Incra/RS. Os documentos assinados são digitalizados, inseridos no sistema e encaminhados para autorização de pagamento pela instituição financeira – que leva em trono de 15 dias para disponibilizar o recurso. O valor poderá, então, ser sacado com o cartão disponível na agência bancária ou diretamente no caixa.

PROGRAMAÇÃO

Pontão
06 de junho – das 9h às 11h e das 14h às 16h
Local: assentamento Encruzilhada Natalino Fase 4 (salão comunitário)
Assentamento: Encruzilhada Natalino 1 /Passo Real, Encruzilhada Natalino 3/Rio Bonito, Encruzilhada Natalino 4

Não-Me-Toque
07 de junho – das 9h às 10h
Local: assentamento Libertação Camponesa (sede)
Assentamentos: Libertação Camponesa

Trindade do Sul
07 de junho – das 9h às 10h
Local: Assentamento Trindade (sede)
Assentamento: Trindade (29 de Outubro)

Passo Fundo
07 de junho – das 14h às 16h
Local: assentamento Bom Recreio (sede)
Assentamentos: Bom Recreio

Sarandi
08 de junho – das 9h às 11h
Local: Coanol
Assentamentos: Encruzilhada Natalino 2/Holandês, Tarumã II/11 de Maio e Tarumã III

Assessoria de Comunicação - Incra/RS
imprensa.rs@incra.gov.br
(51) 3284-3311 ou 3309
facebook.com/IncraRS

Agricultura e Pecuária
 
Nota do Blog: Enquanto isso os Nordestinos esperam por recursos para construção de Cisternas, e só recebem visitas.

 

Governadora quer empréstimo de R$ 1,6 bilhão para recuperação de estradas do RN


O governo do Rio Grande do Norte prevê conseguir empréstimo de R$ 1,6 bilhão para recuperação de estradas estaduais ao longo de quatro anos. Do total, cerca de R$ 400 milhões são esperados ainda para 2023.

Segundo o governo, o estado vai pretende conseguir autorização da União para fazer o empréstimo dentro do Programa de Equilíbrio Fiscal do governo federal. A medida também depende de autorização da Assembleia Legislativa.

"Nós estamos esperando uma alteração no decreto que regulamenta o programa. Havendo essa alteração, a gente acelera os trâmites para autorização da adesão do Rio Grande do Norte. Isso envolve inclusive autorização da Assembleia Legislativa", afirma o secretário de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier.

O motorista Lindiner Manso costuma viajar com a família e percorre várias rodovias estaduais. De acordo com ele, uma das mais críticas é a RN-018, entre Carnaubais e Assu. "Estou vindo de Carnaubais agora e entre Carnaubais e Assu ninguém anda, praticamente. Só buraco. Muito buraco mesmo", afirmou.

A má conservação das rodovias é motivo de reclamação de motoristas e motociclistas. As principais queixas envolvem os buracos, a falta de sinalização e a ausência de acostamento nas vias.

Tapa-buracos

Além dos R4 400 milhões esperados para 2023, a Secretaria de Infraestrutura anunciou que vai utilizar R$ 62 milhões para operação tapa-buracos, que já está em andamento, e mais R$ 150 milhões de recursos próprios para recuperar os trechos mais críticos.

 

Investimento na cafeicultura fortalecerá a competitividade do setor

Na abertura da safra mineira de café, ministro Carlos Fávaro fala do investimento de R$ 6 bilhões no setor
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O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da Abertura da Safra Mineira de Café em Araguari (MG), nesta quinta-feira (1º). O evento reúne representantes das 55 cidades que compõem a região cafeicultora de Minas Gerais. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e conta com uma área de 2,26 milhões de hectares destinada à cafeicultura.

Em maio, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou R$ 6,38 bilhões para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Durante o evento, Fávaro destacou que os recursos começarão a ser distribuídos nos próximos dias para o fortalecimento do setor, financiamento e custeio da nova safra, permitindo que os produtores brasileiros sejam ainda mais competitivos, eficientes e gerem oportunidades para toda a população.

Do total, o Funcafé disponibilizará cerca de R$ 3,1 bilhões para a comercialização; R$ 2,35 bilhões para custeio; R$ 883 milhões para capital de giro e R$ 30 milhões para a recuperação de cafezais.

“O desenvolvimento da cafeicultura é o compromisso que faço com a pesquisa e com os cafeicultores”, ressaltou o ministro ressaltando o papel da Embrapa no desenvolvimento de técnicas que permitam o melhor cultivo do café. Para isso, o ministro está trabalhando para garantir mais recursos para pesquisas relativas à cafeicultura. Fávaro também reforçou a importância do evento para debater as políticas públicas que proporcionem mais eficiência ao setor.

Diante da importância do Brasil no mercado mundial de café, o ministro da Agricultura e Pecuária também reforçou a necessidade de que os produtores possam demonstrar para o mundo as boas práticas já adotadas na produção. “Essa é a oportunidade que o setor está dando ao Mapa de mostrar o café brasileiro com seu QR Code que permite mostrar a forma como é produzido, por quem é produzido, seus critérios de sustentabilidade e todas as boas práticas aplicadas na produção”, disse.

Informações à Imprensa
imprensa@agro.gov.br

sábado, 3 de junho de 2023

 

PRIORIADE PARA MULHERES NA COMPRA DE ALIMENTOS PELO PNAE

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara Federal aprovou o Projeto de Lei Nº 6856/2013, do Senado, que inclui grupos formais e informais de mulheres da agricultura familiar entre aqueles com prioridade na aquisição de alimentos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). O projeto seguirá para sanção presidencial.

O projeto altera a Lei Nº 11.947/2009, que criou o Pnae. A proposta do Senado acrescenta que, quando os alimentos forem adquiridos de família rural individual, ao menos 50% da compra será feita em nome da mulher.

Vitória da CONTAG, que coordena a Marcha das Margaridas. A proposta faz parte da pauta das Margaridas, que promoverá a 7ª edição da Marcha em Brasília, nos dias 15 e 16 de agosto.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


IGUALDADE SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES

O projeto que reforça a igualdade salarial entre homens e mulheres (PL Nº 1.085/2023) foi aprovado pelo Plenário do Senado. A proposta define novos mecanismos de transparência e fiscalização sobre o tema, além de penalidades para as empresas que discriminarem seus trabalhadores e trabalhadoras por questões de sexo, raça, etnia, origem ou idade. De autoria do Poder Executivo, a proposta, que já passou pela Câmara, foi apresentada pelo presidente Lula em 8 de março, durante a celebração do Dia Internacional da Mulher. O texto segue para a sanção do presidente.

A CONTAG, que coordena a Marcha das Margaridas, participou ativamente durante anos do debate sobre a igualdade salarial. O presidente Lula apresentou o projeto cumprindo a promessa de campanha. 

Fonte: Agência Senado