sábado, 4 de março de 2023

 

Pesquisadores procuram formas de melhorar o desempenho da caprinocultura leiteira

O Brasil produz cerca de 26 milhões de litros de leite caprino por ano, em 15.720 propriedades rurais. Somente a Região Nordeste é responsável por 70% dessa produção (cerca de 18 milhões de litros/ano), em 13.053 propriedades.

Os estados da Paraíba e Pernambuco, juntos respondem por 50% da produção de leite de cabra do Nordeste e 35% dos cerca de 26 milhões de litros da produção brasileira. Para analisar a importância dessa produção foi realizada uma pesquisa coordenada pela Embrapa, em parceria com as universidades Nacional Autônoma do México ( Unam ) e Estadual Paulista ( Unesp ), que traçou um panorama sobre a caprinocultura leiteira na divisão entre os dois estados.

O objetivo dos investigadores foi compreender melhor a realidade e seguir em soluções planejadas para os principais desafios dos sistemas produtivos locais. Os resultados do trabalho estão publicados em artigo na revista científica Small Ruminant Research. Com base nos dados levantados junto a 334 propriedades rurais na Paraíba e 220 propriedades em Pernambuco, a pesquisa evidencia uma realidade de dependência de programas públicos para divulgação do leite caprino e seus derivados, assim como impostos na segurança alimentar dos rebanhos, alta taxa de lotação – concentração de animais em uma mesma área de pastagem – e necessidade de alimentos externos para composição das rações. A pesquisa aponta também possíveis soluções, como a adoção de tecnologia, mudanças de manejo (especialmente de pastejo e melhoramento animal), além da busca por novos canais de recepção da produção.

Segundo a pesquisadora Nívea Felisberto , da Embrapa Caprinos e Ovinos , integrante da equipe da pesquisa, a busca pelo diagnóstico da realidade da caprinocultura leiteira na região da divisa, que compreende os territórios do Cariri (PB), Sertões de Moxotó/Pajeú (PE) e Agreste Central/Meridional (PE), foi motivada pela necessidade de encontrar soluções para problemas como baixa adoção de tecnologias e baixo índice de continuidade de ações de projetos na região, principalmente junto ao público da agricultura familiar. “Assim, entender o perfil produtivo, econômico, ambiental e social dessas famílias nos tornam fundamentais para entrarmos no agroecossistema, conhecermos sua estrutura e funcionamento e contribuirmos na busca e/ou construção coletiva de soluções”, ressalta ela.

De acordo com os autores, quase todo o leite caprino produzido no Nordeste é adquirido pelo programa de aquisição de alimentos do governo federal Alimenta Brasil , que substituiu o antigo Programa de Aquisição de Alimentos – PAA . A garantia desse mercado, inclusive, alavancou a atividade, fazendo com que várias propriedades passassem a explorar a caprinocultura leiteira como principal atividade comercial na Paraíba e em Pernambuco a partir de 2000. Os pesquisadores ressaltaram, porém, que um mercado restrito à venda para políticas públicas acaba limitando a produção de leite de cabra.

sexta-feira, 3 de março de 2023

 

Governo do RN apresenta nova proposta para pagamento de reajuste dos professores.

O Governo do Rio Grande do Norte apresentou na terça-feira (28), a representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte-RN), uma nova proposta para pagamento do reajuste de 14,95% para os educadores. A proposta tem o objetivo de evitar a greve da categoria, que já tem indicativo aprovado para a próxima sexta-feira (03).

A proposta do governo é a seguinte:

Implementação do reajuste de 14,95% no mês de março mais retroativo de janeiro e fevereiro para professores que recebem abaixo do valor do piso (R$ 4.420,55);

Para os demais: 6,5% de reajuste em maio e 7,93% em dezembro, com retroativo pago em 8 parcelas, entre maio e dezembro de 2024.

Quanto ao retroativo do piso salarial de 2022 (referente ao período anterior à implantação do aumento do ano passado), o governo prometeu agora começar a pagar no mês de março, em 14 parcelas, dispostas entre março de 2023 e abril de 2024.

A nova proposta foi apresentada durante reunião entre o Sinte-RN, a secretária de Educação, Socorro Batista, e o secretário de Administração, Pedro Lopes. Agora, a proposição será apresentada oficialmente para a categoria na assembleia do dia 3 de março, que está marcada para a Escola Estadual Winston Churchill, na Cidade Alta, em Natal.

“O Sinte-RN espera que o governo cumpra seus compromissos, indicando datas de conclusão das providências a serem tomadas e suas aprovações”, afirmou a coordenadora geral do Sinte-RN, professora Fátima Cardoso.

Proposta anterior

A última proposta apresentada pelo governo havia sido rejeitada pelos professores. A gestão estadual tinha inicialmente proposto pagar em maio 14,95% de aumento para todos os que recebem abaixo do piso salarial (R$ 4.420,55) e, para os demais, aplicar reajuste de 5,7% em maio e 8,66% em dezembro. O retroativo seria pago a partir de maio de 2024.

Nota do Blog: 

Proposta do Governo é simplesmente ridícula.

 

NOTA OFICIAL - Mapa confirma que caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina é atípico

Ministério está adotando imediatamente as providências para que as exportações da carne bovina brasileira sejam restabelecidas o mais breve possível

Conforme as indicações do corpo técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a análise do laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) confirmou, na noite desta quinta-feira (02), que o caso isolado de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) detectado no município de Marabá (PA) é atípico tipo H. 

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comunicou imediatamente o resultado da amostra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, imediatamente, iniciou a inserção das referidas informações no sistema para a comunicação oficial à OMSA e às autoridades chinesas.

Assim que concluído o processo, será marcada uma reunião virtual com o governo chinês para tratar do desembargo da exportação da carne bovina ao país.

"Ressalto que rapidez, eficiência e a transparência solicitada pelo presidente Lula foi fundamental. Agradeço à nossa equipe e à do governador do Pará, Helder Barbalho, que nos permitiu uma atuação rápida desde a identificação do caso", comentou Fávaro.

Por se tratar de caso atípico, ou seja, ocorrido por causas naturais em um único animal de 9 anos de idade e com todas as providências sanitárias adotadas prontamente, o Ministério da Agricultura e Pecuária está adotando imediatamente as providências, de acordo com os protocolos sanitários, para que as exportações da carne bovina brasileira sejam restabelecidas o mais breve possível.

Informações à Imprensa
imprensa@agro.gov.br

 

Um momento raro para o Nordeste: quase não há seca neste início de ano

  

É o que diz a segunda última atualização do Monitor de Secas. Segundo o levantamento, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe ficaram livres do fenômeno em janeiro. Seca voltou a ser registrada em Alagoas e ficou com a intensidade estável no Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Entre dezembro e janeiro, o Nordeste foi a região com menor percentual de área com seca e com a menor severidade do fenômeno. Cinco dos nove estados nordestinos ficaram livres do fenômeno em janeiro: Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe. Em outros três estados a intensidade da seca ficou estável nesse período: Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Já em Alagoas o fenômeno voltou a ser registrado entre dezembro e janeiro.

Na comparação entre os dois meses, a área com seca aumentou no Rio Grande do Norte, ficou estável na Paraíba e diminuiu no Ceará. Já em Alagoas o fenômeno voltou a ser registrado no estado entre dezembro e janeiro. Nos outros cinco estados do Nordeste o fenômeno não foi registrado em janeiro: Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe. Saiba mais sobre os destaques dos nove estados nordestinos acompanhados pelo Monitor de Secas.

Entre dezembro e janeiro, em termos de severidade da seca, houve uma intensificação do fenômeno no Amazonas, Rio Grande do Sul e Rondônia, conforme o Monitor de Secas. Em outros sete estados, a seca ficou mais branda: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins. Sete unidades da Federação ficaram livres do fenômeno em janeiro: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe. A seca ficou estável em termos de severidade em seis estados: Acre, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Já em Alagoas a seca voltou a ser registrada em janeiro.

Na comparação entre os dois meses, nove estados registraram a diminuição da área com seca: Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Na Bahia, Distrito Federal e Espírito Santo o fenômeno deixou de ser registrado em janeiro e as três unidades da Federação se juntaram a quatro estados nordestinos que seguiram livres de seca: Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe. No Acre, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina as áreas com seca se mantiveram estáveis em janeiro, enquanto a extensão do fenômeno se ampliou no Rio Grande do Norte e em Rondônia. Em Alagoas a seca voltou a ser registrada após seis meses sem registro do fenômeno no estado.

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

quinta-feira, 2 de março de 2023

CHUVAS - PREVISÃO DA EMPARN

 

Emparn prevê chuvas acima da média entre março e maio de 2023

 

EMPARN

A previsão das chuvas para o próximo trimestre de 2023 — março, abril e maio — é de chuvas com volumes na categoria normal a acima do normal em todas as regiões do RN. 

Este foi o resultado da Reunião de Análise e Previsão Climática 2023 para o semiárido do Nordeste brasileiro, coordenada pela equipe da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) e anunciada na manhã desta terça-feira (28) no auditório da empresa, localizada em Parnamirim/RN.

A agenda contou com a participação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e de representantes da Sala de Situação da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do RN (Semarh).

O Sistema de Monitoramento da Emparn pode ser acessado por meio dos seguintes endereços: emparn.rn.gov.br, aba Meteorologia ou meteorologia.emparn.rn.gov.br.

Média mínima esperada para o período de março a maio de 2023

Oeste 479,2 mm

Central 376,9 mm

Agreste 343,2mm

Leste 533,8mm

Estado 433,2mm

Em tempo

A Previsão é de chuva nesta quinta-feira. 

 


O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de rações

O Brasil fechou 2022 com a produção de 81,948 milhões de toneladas métricas (MMT) de ração. Com crescimento de 0,87% em relação ao ano anterior, o País se manteve como líder da América Latina e terceiro maior produtor mundial, atrás da China, que apresentou queda de 2,83% (0260,739 MMT), e dos EUA, com aumento de 1,02% (240,403 MMT).

O resultado brasileiro positivo vai na contramão da ligeira retração global de 0,42% verificada em 2022, que totalizou 1,266 bilhão de toneladas métricas. Os dados nacionais da 12ª Pesquisa Perspectivas do Setor Agroalimentar da Alltech para 2023 são da Alltech do Brasil.

A pesquisa revela ainda que a tecnologia com maior impacto para gerar grandes oportunidades de crescimento no setor agroalimentar é o uso de soluções nutricionais que potencializam a produtividade. Os dados foram divulgados pelos diretor Comercial da Alltech Brasil, Clodys Menacho.

 

Novo Bolsa Família será lançado amanhã, às 11h, no Palácio do Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quinta-feira, 2, a Medida Provisória (MP) que define os novos parâmetros do Bolsa Família. Dentre as novidades, a MP vai prever R$ 50 para cada integrante da família com idade entre 7 a 18 anos. O evento será a partir das 11 horas, no Palácio do Planalto.

De acordo com nota oficial do Planalto, todas as famílias beneficiárias receberão um valor mínimo de R$ 600 e serão criados dois auxílios complementares, pensados para atender de forma mais adequada ao tamanho e +as características de cada família.

Uma das medidas é voltada à primeira infância e determina valor adicional de R$ 150 para cada criança de até 6 anos de idade na composição familiar. Um segundo, de renda e cidadania, prevê um adicional de R$ 50 para cada integrante da família com idade entre 7 e 18 anos incompletos e gestantes.

A seleção para a participação no programa considera a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário. Com a nova legislação, terão acesso ao programa todas as famílias que têm renda de até R$ 218 por pessoa.

Desde o início do mandato, o governo Lula 3 tem focado no aprimoramento do Cadastro Único. “A intenção é garantir que o benefício chegue a quem de fato necessite e detectar famílias que deveriam fazer parte do programa e que atualmente não estão nele”, afirmou em nota o Planalto.

A produção de leite de búfalas tem preços que chegam a ser o dobro do de vaca

A média anual obtida por cada búfala gira em torno de cinco litros por dia, para uma ordenha diária, e em oito litros diários para duas ordenhas. Apesar de inferior à produção bovina, de 15 litros por dia em média, o leite de búfala é mais bem remunerado – o preço pago pela indústria pode chegar ao dobro do preço do leite de vaca – e seus derivados têm maior valor agregado.

Além disso, o leite de búfala também rende mais no processamento. “Em comparação ao leite bovino, apresenta um rendimento superior que pode chegar a 50%, principalmente na elaboração de queijos, como o muçarela”, explica a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Maria Cecilia Damé, responsável pelo trabalho.

Os resultados também vêm mostrando uma melhora na qualidade do leite, à medida que problemas são identificados e sanados. É o caso da instabilidade ao teste do álcool, que ocorre por problemas nutricionais e mastite, geralmente em função de ordenhadeira mal regulada.

Em termos de composição, os níveis de proteína do leite de búfala vão de 4% a 4,4%; de lactose, de 4% a 5%; e de sólidos totais, de 16% a 17%. Essas informações, tanto da produção e qualidade do leite quanto da carne, estão abastecendo um banco de dados que, após avaliação, permitirá identificar os animais de linhagens mais produtivas para corte e para leite.

O principal problema identificado em relação à sanidade do rebanho é a alta mortalidade dos terneiros, que chega a 20% devido a parasitas gastrointestinais. O controle, segundo a pesquisadora Maria Cecilia, deve ser feito com aplicação de antiparasitários, baseado em exames mensais de fezes.

 

quarta-feira, 1 de março de 2023

 

Ministro afirma que mais de 1,5 milhão de beneficiários serão excluídos do bolsa família a partir de março.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que 1,55 milhão de beneficiários do Bolsa Família serão excluídos do programa a partir do mês de março de 2023.

Em entrevista à GloboNews, Wellington Dias disse que o governo identificou que essas pessoas estavam recebendo o benefício de forma irregular.

“Nossa expectativa é que, ao final da triagem, cerca de 2,5 milhões de benefícios serão cancelados. Hoje, temos 21,9 milhões de famílias recebendo. Nosso objetivo não é excluir, é tirar quem não precisa e incluir quem necessita do benefício”, afirmou o ministro Wellington Dias.

A Caixa Econômica Federal liberou na segunda feira ,dia 27, mais uma rodada de pagamentos do Bolsa Família referente ao mês de fevereiro. Receberam o recurso, no valor de R$ 600, os beneficiários com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) 9.

 

A produção de feijão no Brasil vai enfrentar dificuldades por causa das mudanças climáticas

 e Rural

A produção de feijão no Brasil deverá ocorrer em um cenário adverso para as lavouras, do ponto de vista do clima, levando em conta dados estipulados a partir do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas (ONU). As conclusões resultam de pesquisa desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

De acordo com Alexandre Bryan Heinemann, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão e um dos responsáveis pelo estudo, as análises apontaram para uma elevação de temperatura do ar entre 1,23 oC a 2,86 oC, até meados de 2050, na área de produção de feijão no Brasil, dependendo do Caminho Representativo de Concentração (RCP) de gases de efeito estufa utilizado. Os RCPs, ou Representative Concentration Pathways, foram estabelecidos pelo IPCC e projetam cenários de aquecimento global e possíveis mudanças climáticas. Localidades da Região Centro-Oeste e dos estados de Minas Gerais e da Bahia podem ser mais afetadas.

Ainda segundo Heinemann, certa concentração de gás carbônico (gás de efeito estufa) na atmosfera contribui para a realização de fotossíntese e para a produtividade da planta. Mas o prejuízo causado pelos gases de efeito estufa na atmosfera pela elevação da temperatura do ar é muito maior, pois interfere, especialmente, na fase reprodutiva da lavoura, causando o abortamento de flores e a não formação de vagens e grãos na planta. Por isso, a tendência diante de um incremento entre 1,23 oC e 2,86 oC é que a produtividade diminua.

 

Caprinos da raça Anglo Nubiana são excelentes na produção de leite e carne

Os caprinos Anglo Nubianos são muito utilizados em cruzamentos, visando sempre a obtenção de cabras e cabritos cada vez mais aptos à produção de leite e carne de qualidade

Caprinos da raça Anglo Nubiana são excelentes na produção de leite e carne   Artigos CPT

Os caprinos Anglo Nubianos, animais resultantes dos cruzamentos de cabras Nubianas, originárias do Sudão (Vale do Nilo), com cabras comuns da Inglaterra, são uma raça de dupla aptidão: carne e leite.


Foram introduzidos no Brasil em meados de 1927 e facilmente se adaptaram ao ambiente tropical, exceto nas regiões úmidas. São largamente encontrados na Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará, assim como em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.


O Estado de São Paulo possui um dos plantéis geneticamente mais apurados do Brasil, mas é na região Nordeste que se encontra o maior volume de animais e criadores. Trata-se de uma raça de caprinos muito utilizada em cruzamentos, visando sempre a obtenção de animais cada vez mais aptos à produção de leite e carne.


Além de alta prolificidade e rusticidade, a raça de caprinos Anglo Nubiana é capaz de parir crias fortes e saudáveis, mesmo diante das adversidades da natureza, como as estiagens prolongadas. A produção leiteira das cabras Anglo Nubianas varia, em média, de 2 a 4 litros por dia.


Quando comparado à produção das raças com aptidão apenas leiteira, pensa-se ser pouco, no entanto, seu leite apresenta alto teor de gordura e sólidos totais em cada litro ordenhado. No que diz respeito à produção de carne, cabritos com 28 kg/vivo, atingidos entre 75-90 dias de criação em regime de campo, já podem ser abatidos.


Por estas características, ela é considerada de aptidão dupla. Como se não bastasse, a Anglo Nubiana também oferece ao produtor um couro de excelente qualidade e adapta-se a todos os sistemas de criação, seja extensivo, semiconfinado e confinado.


Características físicas


Os caprinos Anglo Nubianos são animais de grande porte, compridos e pesados, bastante musculosos, rústicos, prolíferos, com pelos curtos e brilhantes, pele solta, e pelagem variada na qual a cor escura é predominante.


A morfologia desejada é aquela em que o caprino apresente cabeça pequena, bem conformada, e orelhas grandes e caídas até a linha do focinho. Machos e fêmeas podem apresentar barbela de tamanho pequeno, cascos fortes com coloração de acordo com a pelagem.


Um macho Anglo Nubiano chega a pesar entre 100 e 120 quilos, enquanto as fêmeas alcançam 80 quilos. Trata-se de animais de aspecto alerta e atraente.


Instalações


O galpão deve ser construído em terrenos altos, com muita incidência de sol durante o dia, e com baixa umidade. Ventos frios devem ser evitados a todo custo e o fornecimento de volumosos (caso em confinamento) e água limpa, à vontade, devem estar sempre disponíveis aos caprinos. Normalmente, a instalação é construída de madeira, com piso ripado elevado e com divisões.

Pé direito: Aconselha-se que o pé-direito do galpão tenha em torno de 2,50 m de altura acima do ripado e 1 m do ripado ao solo. Esta estratégia permite o trânsito de pessoas durante a retirada dos dejetos.

Piquetes: Devem-se construir piquetes com cercas de 11 a 12 fios de arame liso.

Pastagens: A área de pastagens e capineiras devem ser dimensionadas com base em um consumo diário médio de 10 kg de forragem/cabra adulta/dia.

Estrutura física: A estrutura física deverá ser projetada de forma a permitir a acomodação das seguintes categorias animais:

- Berçário - do nascimento até 90 dias de idade
- Recria - desmame até a idade de reprodução
- Novilhas e cabras - no início de gestação
- Cabras secas, em lactação e reprodutores: que deverão ficar separados ao máximo das fêmeas lactantes (no mínimo 8 metros de distância).


Conheça os Cursos CPT, da área Criação de Cabras.
Por Silvana Teixeira.
Fontes: Farm Point; Haras Valverde; G1/GLOBO; Rural Centro/UOL; SEBRAE e cabanha invernada.

 

Crédito Instalação

Assentados gaúchos receberão crédito para enfrentar os efeitos da seca


Famílias assentadas no Rio Grande do Sul irão receber crédito para enfrentamento aos efeitos da seca

Conforme os últimos dados tabulados pelo Incra, o número de municípios em estado de emergência já chega a 335. Foto: Agencia Brasil

Dez mil famílias atingidas pela seca em assentamentos do Rio Grande do Sul receberão uma segunda parcela do Crédito Instalação, no valor de R$ 5,2 mil. No total, o governo federal deverá repassar R$ 430 milhões para ações emergenciais contra a estiagem no estado. Os recursos serão destinados às áreas de agricultura, desenvolvimento social e defesa civil. O anúncio foi feito pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, na noite desta quarta-feira (22).

Já durante esta quinta-feira (23), os ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; bem como o presidente do Incra, César Aldrighi, estiveram no município de Hulha Negra (RS) para acompanhar a situação dos agricultores dos assentamentos Meia Água e Unidos Venceremos. A visita foi realizada na comunidade Nossa Senhora de Fátima, situada entre as duas áreas de reforma agrária.

Conforme os últimos dados tabulados pelo Incra, já chega a 335 o número de municípios em estado de emergência. Noventa e oito destes municípios possuem 345 assentamentos onde 12,2 mil famílias de produtores rurais sofreram algum tipo de perda com a seca. Até o momento, 49 municípios, com 256 assentamentos e 8,5 mil famílias, tiveram decreto de emergência homologado tanto pelo governo do estado quanto pelo governo federal.

O presidente do Incra ressaltou o esforço conjunto para atender os assentados com prejuízos ocasionados pelos efeitos da estiagem prolongada que prejudicou as lavouras e afetou o abastecimento de água para consumo humano e dos animais. “Estamos trabalhando para operacionalizar a chegada deste crédito às famílias e diminuir o impacto causado”, ressaltou Aldrighi.

Além da segunda parcela do Crédito Instalação, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar anunciou mais apoio aos trabalhadores rurais. "Vamos conceder, também, um benefício no valor de R$ 6 mil para 40 mil agricultores familiares gaúchos", disse Paulo Teixeira.

Uma das condicionantes para liberação da segunda parcela do crédito aos assentados é o reconhecimento do decreto de estado de emergência pelos governos estadual e federal. As demais regras para concessão dos recursos fazem parte do decreto a ser publicado pelo governo federal nos próximos dias.

Assessoria de Comunicação Incra
(61) 3411 7404
imprensa@incra.gov.br

Agricultura e Pecuária