quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

 

Abertas inscrições para bolsas e estágios na Embrapa Caprinos e Ovinos

Lucas Oliveira - O processo seletivo tem oportunidades para estudantes de nível superior, técnico e médio

O processo seletivo tem oportunidades para estudantes de nível superior, técnico e médio

A Embrapa Caprinos e Ovinos está com inscrições abertas, até o dia 27 de fevereiro, para seleção de bolsistas e estagiários em diferentes áreas de atuação. O Edital nº 01/2023 prevê oportunidades, em cadastro de reserva, para estudantes de nível superior nas áreas de Agronomia, Biologia, Biomedicina, Engenharia Civil, Farmácia, Medicina Veterinária e Zootecnia. Também há oportunidades para estudantes de cursos técnicos de Agroecologia, Agropecuária, Agroindústria, Fruticultura e Meio Ambiente, assim como para estudantes cursando nível médio, conforme a distribuição do Edital.

A maior parte das oportunidades é para a sede da Embrapa Caprinos e Ovinos em Sobral (CE), mas haverá também seleção para bolsista em Coronel Pacheco (MG), para atuação no Núcleo Sudeste da Embrapa Caprinos e Ovinos. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail cnpc.estagios@embrapa.br, enviando a documentação exigida pelo Edital em formato PDF. 

Os estudantes que forem contratados pelo processo seletivo terão contratos com duração de até um ano, podendo haver prorrogação por mais um ano. Para os bolsistas de iniciação científica, a carga horária mínima será de 20 horas semanais, com remuneração de acordo com o valor ofertado pela entidade de fomento que conceder a bolsa. No caso do estágio não obrigatório, também de carga mínima de 20 horas por semana, a remuneração será de R$ 400,00 para os estudantes de graduação e de R$ 300,00 para os de nível técnico ou médio.

O processo seletivo terá etapas de análise de currículo e histórico escolar, além de entrevistas, estas exclusivamente para os candidatos a bolsista de iniciação científica. A previsão é que o resultado final da seleção seja divulgado em 14 de março. Para mais informações, entrar em contato com o Setor de Gestão de Pessoas da Embrapa Caprinos e Ovinos, pelo cnpc.estagios@embrapa.br.

Para acessar o Edital clique aqui

Adilson Nóbrega (MTB/CE 01269 JP)
Embrapa Caprinos e Ovinos

 

Uma das leguminosas mais consumidas no mundo

   

Depois da soja, o grão de bico é a leguminosa mais consumida no mundo. Além do alto teor proteico, com destaque para o aminoácido triptofano, precursor da serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor e bem-estar, o grão-de-bico é rico em fibras, antioxidantes e vitaminas.

Outras vantagens do grão de bico são o seu menor custo de produção por demandar menos aplicações de defensivos e a produtividade de cerca de duas toneladas por hectare – em sistema irrigado, é possível alcançar até três toneladas por hectares, sendo bastante tolerante ao déficit hídrico.

Os agricultores que seguem as recomendações do ZARC estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo programa de subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A Embrapa lançou no mercado para plantio as cultivares de grão-de-bico BRS Cícero, BRS Kalifa e BRS Aleppo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

 

Embrapa Semiárido discute desafios e demandas de pesquisa com o setor produtivo

A aproximação da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE) com o setor produtivo foi uma das prioridades da gestão do Centro de Pesquisa em 2022, que realizou, de agosto a dezembro, sete workshops temáticos. A iniciativa promoveu uma ampla discussão sobre os desafios e as demandas de pesquisa para as áreas da mangicultura, olericultura, convivência com a seca no Semiárido, diversificação de cultivos, recursos naturais, vitivinicultura e produção animal.

Os Workshops aconteceram na sede da Embrapa Semiárido, de forma presencial. Os eventos reuniram, para cada temática, gestores da empresa, equipe técnica e diversos convidados entre produtores, representantes de associações, cooperativas, sindicatos rurais e viveiristas.

A dinâmica envolveu a apresentação das principais entregas e contribuições dessa Unidade da Embrapa, abordando as pesquisas recentes e trabalhos em andamento. Os convidados também puderam relatar os problemas do setor e apontar as demandas tecnológicas na visão de mercado.

Para a Chefe-geral da Embrapa Semiárido, Maria Auxiliadora Coêlho, a ação foi estratégica e representa o compromisso da Unidade com a agropecuária do Semiárido. “Para cada grande área temática, buscamos ter representantes de diversos segmentos participando ativamente das discussões. Assim, conseguimos prospectar elementos a partir das percepções do setor, relacionadas às prioridades de pesquisa”, comenta.

A gestora explica que as informações levantadas servirão de base para orientar a estratégia de trabalho em 2023, viabilizando a construção de uma agenda mais coerente com os anseios do agro regional e alinhada à capacidade de infraestrutura física e de pessoal da Embrapa Semiárido.

Outro ponto enfatizado pela chefe-geral diz respeito à construção de parcerias, que ‘é uma das formas de viabilizar a programação de pesquisa, e que também permite a validação do trabalho dentro da expectativa do próprio setor’. Nesse sentido, Auxiliadora acrescenta que é preciso ampliar esse contato com os produtores, e já coloca como meta a realização de novos eventos de aproximação, focados numa discussão mais ampla e abrangente frente à realidade do campo.

Internamente, a importância do alinhamento entre a Embrapa e os produtores foi destacada pelos diversos pesquisadores da Instituição, a exemplo da agrônoma Maria Aparecida Mouco, da área de fitotecnia e fruticultura, que participou de seis dos sete Workshops temáticos.

“Foram momentos importantes, em que as grandes áreas de atuação da Embrapa apresentaram as tecnologias geradas e também ouviram as demandas dos produtores, o que representa um caminho coerente para a orientação das ações da Unidade, um passo que tem que acontecer antes da elaboração das propostas de projeto”, ressalta a pesquisadora.

Opinião do setor produtivo

O balanço positivo dos eventos também foi compartilhado pelos produtores e representantes de instituições que participaram dos workshops temáticos. Ao todo, 32 atores ligados ao setor agropecuário regional contribuíram com a iniciativa, sendo parte ativa nas discussões e debates.

O Presidente do Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf), José Gualberto de Freitas Almeida, que participou em novembro do Workshop de Vitivinicultura, acredita que a iniciativa é necessária para a região. “Foi um encontro onde os avanços foram mostrados, atividades que não conhecíamos e que ficamos muito satisfeitos com o andamento”. Gualberto pontua ainda o interesse em construir projetos de inovação aberta, ampliando o envolvimento entre o Vinhovasf e a Embrapa.

“Temos uma compreensão muito clara que sem a pesquisa e sem a validação dessas pesquisas no setor produtivo não vamos conseguir avançar. Estamos prontos para trabalhar juntos, e esperamos que esse tipo de reunião seja cada vez mais frequente”, completa.

Para o representante da Coordenação Nacional da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Cícero Felix dos Santos, que participou do Workshop de Convivência com a Seca no Semiárido, ocorrido em setembro, a avaliação foi que o evento conseguiu atingir o objetivo proposto ao apresentar as pesquisas realizadas, bem como as possibilidades de ampliação das ações com o apoio de outras instituições.

“Minha leitura foi de um evento muito oportuno e estratégico para o momento que vivemos. A região semiárida, que tem a maior parte da sua área coberta pelo bioma Caatinga, tem muito a contribuir com a resistência e a resiliência das populações e do seu ecossistema no enfrentamento às mudanças climáticas, e a pesquisa e a transferência têm um papel fundamental neste cenário”, conclui.

O comprometimento da Embrapa em viabilizar o diálogo entre os pesquisadores e o setor produtivo também foi elogiado pelo produtor Frederico Teixeira, da empresa Frutinor, que esteve presente no Workshop de Diversificação de Cultivos, realizado em outubro. “Minha impressão foi a melhor possível, fiquei muito feliz em poder contribuir com os debates. O efeito direto é a aproximação da pesquisa com as demandas do setor. Isso, consequentemente, produzirá bons frutos”, completa.

Confira o que foi tratado nos Workshops:

 

MANGICULTURA

O evento propiciou uma rica discussão sobre os desafios e oportunidades de pesquisa para a cultura, considerada uma das mais importantes para o Vale do São Francisco. Foi realizada a apresentação das áreas de atuação da Embrapa Semiárido na temática, que englobam desde estudos de fitotecnia, melhoramento, irrigação, fitossanidade, nutrição e pós-colheita, até economia, agrometeorologia, processamento e nanotecnologia. As demandas do setor produtivo envolveram a necessidade de mais pesquisas para a obtenção de frutos com melhor qualidade e plantas com maior produtividade visando o acesso a novos mercados, bem como a redução dos custos de produção.

 

OLERICULTURA NO SEMIÁRIDO

O Workshop buscou apresentar os resultados dos trabalhos da Unidade, bem como identificar os problemas e demandas de pesquisa para as culturas do melão, melancia, cebola e abóbora. O setor produtivo apontou a salinização do solo, fitossanidade, falta de cultivares mais adaptadas às condições do Semiárido e o alto custo de produção como os fatores mais limitantes para o desenvolvimento das culturas na região.

 

CONVIVÊNCIA COM A SECA NO SEMIÁRIDO

O evento apresentou os desafios de se produzir no Semiárido, onde a água é fator limitante para os cultivos e dessedentação animal. Dentre os trabalhos realizados pela Unidade na temática, foi destacado o melhoramento genético de forrageiras e a seleção e uso de genótipos superiores de fruteiras nativas, como o umbu e o maracujá-do-mato, além do processamento de frutos para agregação de valor, o reflorestamento da Caatinga e os estudos de monitoramento das mudanças climáticas. Foi ainda abordada a contribuição histórica da Embrapa Semiárido nos trabalhos de captação, armazenamento e uso de água de chuva. O setor produtivo pontuou a necessidade de desenvolver mais projetos com foco na sustentabilidade e conservação da Caatinga.

 

DIVERSIFICAÇÃO DE CULTIVOS:

O Workshop foi dividido em duas partes. A primeira abordou a diversificação de cultivos na fruticultura tropical, com apresentação dos trabalhos ligados às culturas da acerola, coco, goiaba e espécies cítricas. Foram apontados os desafios e também os resultados de destaque, a exemplo do hibrido de porta-enxerto para goiabeira, o BRS Guaraçá. A segunda parte do Workshop foi dedicada à fruticultura de clima temperado em condição semiárida, tendo sido apresentadas as pesquisas com inibidores do crescimento, sistemas de poda, indutores de floração e manejo de irrigação, trabalhos que têm viabilizando a produção de pera, maçã, caqui, romã e abacate no Semiárido.

 

RECURSOS NATURAIS NO SEMIÁRIDO

A Embrapa apresentou os resultados de pesquisa envolvendo os aspectos ligados à água, solo, clima, mudanças climáticas e biodiversidade da região. Os convidados apontaram algumas ações importantes dentro da temática, especialmente relacionadas à questão hídrica, como o Programa Água Doce, do Ministério de Desenvolvimento Regional. Foram colocadas demandas de projetos voltados ao reflorestamento e revitalização de bacias do Semiárido e ações envolvendo créditos de carbono. O workshop contou ainda com a participação da Embrapa Territorial, que apresentou o Sistemas de Inteligência Territorial Estratégica (S.I.T.Es) para o Bioma Caatinga.

 

VITIVINICULTURA

O workshop foi dividido em duas partes, tratando sobre os avanços da pesquisa e principais resultados para as uvas para mesa e para processamento. Dentre as demandas apontadas pelo setor produtivo, ressalta-se as boas práticas na produção de mudas e também na implantação de novas áreas. Outro problema destacado pelo setor diz respeito às moscas-das-frutas, havendo a necessidade de pesquisas voltadas à promoção de um controle mais eficiente da praga. Outros desafios fitossanitários associados a condições climáticas específicas foram discutidos, em particular para as uvas para mesa, bem como a importância de sistemas produtivos mais eficientes no uso de água e insumos. A oportunidade de estudar novos produtos para a vitivinicultura tropical a partir de cultivares que gerem composição química peculiar aos vinhos ou sucos integrais.

 

PRODUÇÃO ANIMAL

Foram apresentados os principais projetos da área de sanidade, nutrição, manejo e reprodução animal. Também foram mostrados os trabalhos com modelos do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), melhoramento de espécies forrageiras, além das atividades com sistemas aquícolas. Em relação ao setor produtivo, foi pontuado a importância de projetos que busquem novas alternativas alimentares para bovinos leiteiros e também ações para o fortalecimento da cadeia produtiva e melhoramento genético de caprinos e ovinos.

 

A importância da produção de caju para o nordeste brasileiro

  

A cajucultura do Nordeste possui importância significativa na geração de emprego e renda bem como na oferta variada de uma gama de produtos alimentícios. Além disso, os estados produtores se beneficiam de uma planta que produz em meio à entressafra enquanto culturas alimentares tradicionais se veem às voltas com as limitações trazidas pela escassez hídrica.

Gustavo Saavedra, chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, destacou a importância do cajueiro-anão para a cadeia produtiva. Em 2023, a tecnologia completa 40 anos de sua introdução no País. Os clones são plantas com as mesmas características genéticas que passaram por melhoramentos, a fim de formar mudas de qualidade. Por causa disso, a adoção dessas cultivares é uma medida estratégica para a revitalização da cajucultura.

Além disso, é preciso que haja maior aproveitamento do fruto. Da maneira tradicional como a logística industrial da cajucultura foi montada, a amêndoa é, efetivamente, o grande produto advindo do caju. O pedúnculo, por sua vez, mesmo representando 90% do fruto, é pouco utilizado pela indústria, sendo aplicado na produção de sucos. “A proposta da Embrapa é mudar o olhar e passarmos a ter um aproveitamento integral do que o cajueiro nos entrega. Ou seja, não aproveitar apenas a castanha, mas também o pseudofruto do caju”, complementa.

Com versatilidade, o pedúnculo apresenta potencial no mercado podendo ser consumido em sucos concentrados, cajuínas e doces. Em 2022, foram produzidas no Ceará 818.569 toneladas de pedúnculo de caju, sendo 472.527 toneladas advindas de cajueiro-anão.

Além desses derivados há o caju de mesa, que agrega não só valor à cajucultura, mas também possibilita que os consumidores tenham acesso ao fruto in natura. Em 2022, foram produzidas 14.809 toneladas de caju de mesa, número 9,5% maior que o do ano passado.

 

Produção brasileira

Alimentos podem chegar mais baratos aos supermercados com investimento em rodovias, avalia ministro Carlos Fávaro

Ministro participou da reunião de planejamento do escoamento da Safra 2022/2023
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Com a previsão de uma produção recorde no Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da reunião de planejamento do escoamento da Safra 2022/2023, nesta terça-feira (7), que prevê investimentos de R$ 2,7 bilhões já nos próximos dias.

"A sensibilidade do presidente Lula em trazer esses R$ 2,7 bilhões para rapidamente enfrentar a péssima qualidade das nossas rodovias é trazer de volta a competitividade dos nossos produtores e a baixa dos preços dos alimentos nas gôndolas dos supermercados", detalhou o ministro da Agricultura e Pecuária.

São estimadas 310,9 milhões de toneladas somente de grãos para escoamento nas rodovias brasileiras. Fávaro lembra que, quando se pensa na produção brasileira, também é necessário levar em conta o transporte de cana de açúcar, etanol, trigo, algodão, frutas, entre outros, o que demonstra o tamanho do impacto da qualidade das rodovias no dia a dia dos brasileiros.

Durante a reunião no Ministério dos Transportes, o ministro Renan Filho detalhou as ações prioritárias que serão realizadas ainda nos primeiros 100 dias do ano. Do total, serão R$ 1,5 bilhão na recuperação de vias para escoamento pelo Arco Norte e mais R$ 1,2 milhões no Corredor Sul. Trata-se de retomada da obras que estavam paralisadas e licitações para novos trechos.

Também participou da reunião o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França que, junto com Fávaro, vai contribuir para o desenvolvimento do Plano de Escoamento da Safra.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

 

Ressincronizar o cio das vacas aumenta a prenhez e produtividade da fazenda

   

Para alcançar os melhores resultados e eficiência na atividade da cria, é necessário um bom planejamento reprodutivo, com definição das estratégias e a escolha de uma genética de qualidade. A ressincronização das matrizes é uma das formas de aumentar a taxa de prenhez final, utilizada em várias fazendas brasileiras.

A pecuária de corte ocupa uma posição de destaque no mercado econômico brasileiro. Atualmente, o Brasil é o primeiro exportador de carne in natura, seguido pelos Estados Unidos e Austrália. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de carne bovina do país cresceram 42% em 2022, em relação ao ano anterior, alcançando o recorde de 13 bilhões de dólares no ano. Números como esses mostram também como os produtores agem dentro de campo, buscando sempre as melhores estratégias produtivas e reprodutivas para alcançar sucesso na pecuária.

Ter uma estação de monta definida garante o melhor desempenho da atividade. Muitas fazendas já estão seguindo para o final da estação e a utilização da ressincronização das matrizes vem crescendo de forma significativa a cada ano.

A médica veterinária Isabella Marconato, coordenadora do Concept Plus Corte da Alta, explica como esta estratégia reprodutiva acontece dentro das fazendas. “A inseminação artificial é usada há muito tempo e o protocolo de sincronização da ovulação das matrizes é uma etapa para a realização da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), o que otimiza o manejo nas fazendas. Convencionalmente, após 30 dias é feito um diagnóstico de gestação: as matrizes diagnosticadas como prenhas não recebem nenhum outro manejo reprodutivo de imediato, já as matrizes vazias, aquelas que não emprenharam, podem ser ressincronizadas fazendo um novo protocolo de IATF para ter o maior número de fêmeas gestantes da inseminação e, desta forma, ter maior concentração dos partos no início da estação de parição”, pondera.

A ressincronização das matrizes é uma das formas de aumentar a taxa de prenhez final, utilizada em diversas fazendas no Brasil. A adoção deste novo protocolo traz benefícios para os produtores que buscam obter o melhoramento genético associado à eficiência reprodutiva. “Um dos maiores benefícios da ressincronização é conseguir emprenhar vacas que não estariam ciclando, ou seja, não estariam preparadas para a monta natural, mesmo após a realização do primeiro protocolo. Com esse segundo protocolo, é dado um novo start hormonal nas vacas que ainda estão em anestro, possibilitando que ela volte a ciclar e aumente o número de matrizes gestantes”, detalha Marconato.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

 

Livro apresenta tecnologias para a agricultura de baixo carbono no Semiárido

A Embrapa Semiárido (Petrolina-PE) lança o livro ‘Agricultura de Baixa Emissão de Carbono em Regiões Semiáridas – Experiência Brasileira’, obra que traz, em 16 capítulos, um amplo panorama das contribuições da pesquisa para o desenvolvimento de agroecossistemas sustentáveis. A publicação conta com 45 autores, entre cientistas da Embrapa e de instituições parceiras, estando disponível para download gratuito (clique aqui).

A obra tem como editoras técnicas as pesquisadoras da Embrapa Francislene Angelotti e Vanderlise Giongo.

Abordando os fatores naturais e históricos dentro do contexto do Semiárido brasileiro, tendo em vista o desenvolvimento de uma agricultura de baixo de carbono, o livro apresenta também diversas tecnologias e práticas que ajudam na redução da emissão de gases do efeito estufa, além de medidas de adaptação que já estão sendo executadas na região, explica a editora Franscilene Angelotti.

Dentre essas tecnologias, destaca-se a seleção de espécies de plantas tolerantes aos estresses bióticos e abióticos, uso de condicionadores de solo com múltiplas funções, adoção de sistemas de plantio direto, uso de adubos verdes, tecnologias para estocar água e melhorar sua eficiência e produtividade, a incorporação de fontes energéticas renováveis, experiências de integração lavoura-pecuária-floresta e desenhos de agroecossistemas multifuncionais.

Maria Auxiliadora Coêlho, chefe-geral da Embrapa Semiárido, ressalta ainda o compromisso da Embrapa em torno da temática. “O Semiárido brasileiro é uma região que já vem sofrendo com os impactos negativos das mudanças climáticas sobre os seus recursos naturais e sistemas agropecuários. Frente a esses desafios, a pesquisa tem tido um papel importante em promover ações para a sustentabilidade da agropecuária regional, a segurança alimentar, a preservação dos recursos naturais e o controle das emissões dos gases do efeito estufa”.

A necessidade de formulação de políticas públicas para incentivar a adoção das tecnologias também foi destacada por Auxiliadora. “O livro faz análises e traz elementos que podem subsidiar a proposição de políticas públicas, na perspectiva de aumentar a resiliência dos sistemas produtivos regionais e a capacidade adaptativa da sociedade e propor novas oportunidades econômicas”, finaliza a gestora.

 

LIVRO - Agricultura de Baixa Emissão de Carbono em Regiões Semiáridas – Experiência Brasileira

 

Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Semiárido

Contatos para a imprensa

 

Reforma tributária é a aposta do Executivo e do Legislativo em 2023

 A reforma tributária é a grande prioridade do governo no Congresso este ano. Para o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), é possível aprovar um texto de reforma até o final deste ano. A negociação está sob comando do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os vice-líderes que dominam a área vão ajudar. “Vamos começar a dialogar a partir de segunda-feira [6] sobre o conteúdo dela e o que podemos fazer antecipadamente para termos uma reforma tributária robusta que dê conta dos problemas”, disse.

Haddad - que já declarou que o governo pretende votar a reforma tributária sobre o consumo no primeiro semestre deste ano e a reforma sobre a renda no segundo semestre - também deve participar de reuniões sobre o assunto na semana que vem. “Já vamos ter as primeiras conversas no início da semana com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a gente buscar a curto prazo, no máximo até abril, como o ministro quer, nós apresentarmos, o governo apresentar uma boa e consistente proposta de reforma tributária a partir das duas PECs que estão tramitando”, disse Guimarães .

Em mais um esforço no sentido de consolidar a base de apoio no parlamento, na quarta-feira (8) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá lideranças e presidentes de partidos que apoiam o governo, desta vez, para um café da manhã. Para dar mais agilidade à discussão, de acordo com Guimarães, a ideia é que a sugestão a ser apresentada pelo governo tome como base as duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema que já tramitam no Congresso.

Congresso

A importância da aprovação de uma reforma tributária e de um novo paradigma fiscal também foi destacada pelo presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). “Não tenho dúvidas de que a simplificação do nosso sistema tributário terá efeitos positivos na arrecadação e na justiça social. O Brasil há muito clama por uma solução definitiva para esse desafio”, destacou.  Além da reforma tributária, o presidente do Congresso e do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), acrescentou que a saúde pública, o crescimento econômico e o desenvolvimento social deverão ser prioridade do Parlamento em 2023.

Outro ponto destacado por Pacheco foi a necessidade de pacificação da sociedade a partir da atuação harmônica das instituições. Ele lembrou os ataques golpistas de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes e afirmou que as autoridades devem dirigir a sociedade para o caminho do respeito às divergências. “Neste momento, assumo meu comprometimento com o pacto democrático com as instituições, com o diálogo, com a cooperação. O Senado Federal e a Câmara dos Deputados não se omitirão em nenhum momento perante as ameaças ao processo democrático, às eleições livres e diretas e à integridade e à confiabilidade das urnas eletrônicas”, disse.

O presidente do Senado falou ainda da necessidade de investimentos em educação como arma contra a polarização política. “A educação é fator essencial para a propagação do respeito e da tolerância, para o desenvolvimento do espírito de cidadania, solidariedade e união”, defendeu. Na avaliação de Rodrigo Pacheco um “país dividido não cresce”. Nesse sentido ele defendeu o aprimoramento de ferramentas de transparência e combate às notícias falsas. “A tranquilidade política, a segurança jurídica e a estabilidade institucional são elementos indispensáveis à confiança externa no país e ao desenvolvimento nacional”, ressaltou.


Com informações da Agência Brasil.

 

Cresce a produção de castanha de caju no Brasil

   

Dados divulgados pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) revelam o panorama da safra de caju em 2022, confirmando o processo de retomada do desenvolvimento da cadeia produtiva. A produção nacional de castanha de caju ficou em 146.603 toneladas. O número é maior que o registrado na safra passada, em que foram produzidas 110.570 toneladas do fruto, ou seja, um aumento de 33% em um ano. Este é o melhor resultado para o setor desde 2018.

Os números dos três principais estados produtores de castanha de caju também foram divulgados de forma detalhada. Juntos, representam mais de 92% do total da produção de castanha de caju no Brasil. O Ceará, maior produtor, registrou um aumento de 52% na comparação com a safra anterior, saltando de 62.977 toneladas, em 2021, para 95.758 toneladas, no ano passado. O rendimento também aumentou: dos 233 quilos por hectare, subiu para 354 quilos de castanha de caju por hectare.

Regina Dias, supervisora de pesquisas agropecuárias do IBGE no Ceará, destaca os fatores que elevaram os índices da cajucultura no estado: “O crescimento da produção de castanha no Ceará se deve, principalmente, à produção no Litoral Oeste e no Norte do estado. Há relatos de produtores dessa região que obtiveram um expressivo aumento na produtividade, passando de 100 kg/ha para 400 kg/ha em apenas um ano. E isso foi resultado de uma boa distribuição pluviométrica e da menor ocorrência de problemas fitossanitários”.

O Piauí, segundo maior produtor, também registrou aumento na produção de castanha de caju. Os números foram de 19.020 toneladas produzidas em 2021, para 21.674 toneladas de castanha de caju em 2022. O rendimento, por sua vez, passou de 263 quilos por hectare, em 2021, para 297 quilos produzidos por hectare, em 2022. De acordo com Pedro Andrade, supervisor de pesquisas agropecuárias do IBGE no Piauí, o aumento da produção em 2022, em relação ao ano de 2021, foi proporcionado pelo incremento de novas áreas que entraram em idade produtiva. Além disso, as melhores condições climáticas no ano de 2022 favoreceram a cajucultura local.

No Rio Grande do Norte, a produção ficou em 18.169 toneladas, um aumento de 9% em comparação com o ano anterior, em que a produção marcou 16.667 toneladas. O rendimento de 2022 também superou o de 2021, registrando 376 quilos de castanha por hectare. Elder Costa, tecnologista sênior do IBGE do Rio Grande do Norte, destaca que metade da produção se concentra na Região Oeste do RN, destacando-se os municípios que compõem o Oeste potiguar.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

 

O combate à praga da mosca-branca agora já pode ser feito com um inseticida biológico

 

Uma parceria público-privada entre a Embrapa e a empresa Lallemand Plant Care coloca no mercado o inseticida biológico Lalguard Java, uma alternativa sustentável para o controle da mosca-branca (Bemisia tabaci), praga que causa danos a mais de 40 cultivos no Brasil. O inseto é responsável por prejuízos diretos (sucção da seiva, injeção de toxinas e distúrbios fisiológicos) e indiretos, pela excreção de substância açucarada, que favorece o crescimento de fungos nas folhas. Além disso, é vetor de diversas doenças transmitidas por vírus nas plantas. A mosca-branca apresenta resistência a vários inseticidas químicos sintéticos, o que dificulta e encarece seu manejo.

O Lalguard Java foi formulado a partir de uma cepa do fungo Cordyceps javanica, que demonstra eficiência no controle de ninfas (forma jovem) e adultos de mosca-branca, especialmente por seu comportamento classificado como “caçador” (cresce extensivamente a partir de insetos mortos e infecta outros insetos nas folhas), o que resulta em alta mortalidade da praga. Aliado a isso, é inofensivo a seres humanos e outros vertebrados e apresenta baixo impacto em insetos benéficos, que atuam como inimigos naturais de pragas no campo. Diferentemente de pesticidas químicos, o Lalguard Java é inócuo para o meio ambiente e deixa zero resíduo em alimentos.

O bioproduto é resultado de uma pesquisa que começou em 2012 e envolveu especialistas da Embrapa. Houve um trabalho de coleta do fungo em áreas com alta mortalidade natural de mosca-branca em cultivos de soja, feijão, milho, goiaba, tomate e algodão, nos estados de Goiás e Maranhão, e no Distrito Federal.

A BRM 27666 mostrou eficácia em ambientes com alta ou baixa umidade, o que é um ponto positivo para sua aplicação nas lavouras. Além disso, essa cepa se multiplica dentro do hospedeiro, produzindo muitos esporos, que são as estruturas de disseminação do fungo, podendo ser espalhados pelo vento, pela chuva ou pelo próprio inseto, causando novas infecções.

 

Manutenção: Caern fará parada programada na adutora Sertão Central na terça-feira


Na próxima terça-feira (07), a partir de meio-dia, haverá suspensão de envio de água para um total de oito cidades e duas localidades atendidas pela adutora Sertão Central.
São elas: Angicos, Fernando Pedroza, Pedro Avelino, Lajes, Pedra Preta, Caiçara do Rio dos Ventos, Jardim de Angicos e Riachuelo; e, ainda, as comunidades de Mulungu e Cachoeira do Sapo.
Conforme a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), será feita manutenção eletromecânica na Estação de Bombeamento da adutora e correção de vazamentos.
A previsão é religar o sistema no início da noite de quinta-feira (09).
Após a religação, informa a assessoria de comunicação da empresa, são necessárias 72 horas para normalização do abastecimento em todas as cidades e povoações atendidas.

 

 
AGROTEMPO

ALERTA: segunda-feira deve ter chuvas intensas

Semana inicia com instabilidades
Por:  

Neste início de semana, a primeira formação do mês da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) – uma área na qual há o encontro de ventos, resultando na formação de chuvas –  vai distribuir as águas sobre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste e Sudeste do País. 

Porém existem alertas em relação aos temporais sobre a região sudeste, onde as instabilidade devem ser na forma de tempestades. 

Ao mesmo tempo, duas massas de ar seco vão afetar as condições de chuva em partes do sul e nordeste do país. Ainda assim, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve causar chuvas no nordeste.

Mas na região sul, a condição de tempo seco pode trazer alertas em relação aos baixos índices de umidade do ar.

Veja a previsão por região:

Norte

A distribuição das chuvas será abrangente neste início de semana. Todos os setores da região norte podem registrar alguma instabilidade no decorrer desta segunda. O destaque será a faixa norte, incluindo áreas do sul de Rondônia, norte do Amazonas, Amapá e norte do Pará. Apenas o sul do Tocantins tem uma maior variação nas condições de chuvas, em consequência da proximidade com uma massa de ar seco. 

Nordeste

A massa de ar seco associada a um bloqueio atmosférico, mantém o tempo firme em boa parte da Bahia, algumas instabilidades podem surgir no extremo norte e no extremo oeste do estado, mas sem indicativos de volumes significativos. Por outro lado, a faixa norte conta com a presença da ZCIT, que aumenta as condições de chuvas desde o Maranhão até o nordeste do nordeste, com valores de chuva variando entre os 10 e 30 mm.

Centro-Oeste

As projeções indicam a presença de um corredor de umidade sobre a parcela central da região, e isso promove uma maior abrangência das instabilidades, dando condições para as chuvas em áreas do Distrito Federal e leste de Goiás. Sobre o Mato Grosso do Sul, as instabilidades ocorrem de maneira um pouco mais irregular, sendo que o sul do estado terá o predomínio de tempo firme. Nas áreas com a maior presença de nebulosidade, as temperatura fica mais amenas no período da tarde. 

Sudeste

Com o avanço do corredor de umidade sobre a região, mais áreas poderão receber chuvas neste início de semana. Desta forma, são esperadas chuvas fortes sobre o sudeste de Minas Gerais, região do Vale do Paraíba e no estado do Rio de Janeiro. As instabilidades podem ser na forma de temporais, acompanhados de queda de vendavais, chuvas intensas em curtos períodos de tempo e queda de granizo. Porém, algumas regiões ao sul do estado de São Paulo, podem ter o maior predomínio do sol. Apesar da grande presença de nebulosidade, o calor será forte e pode resultar em sensação de abafamento.

Sul

Após a passagem de um ciclone na região, uma área de alta pressão se estabeleceu no sul do Brasil. Assim, para este início de semana, o tempo será firme em grande parte dos três estados, apesar da possibilidade de algumas chuvas isoladas sobre a faixa leste da região e ao norte do Paraná. O amanhecer terá temperaturas mais amenas, especialmente nos campos de cima da serra, mas o aquecimento será forte no período da tarde. Há alertas para baixa umidade no sudoeste do Rio Grande do Sul.

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