quinta-feira, 3 de novembro de 2022

 

doenças em bovinos causam prejuízos ao produtor

Doenças em bovinos causam prejuízos ao produtor

Muitas doenças em bovinos podem ser evitadas, mas é necessário entender alguns fatores

Pesquisa recente do IBGE mostrou que em 2021 o Brasil bateu recorde na produção de bovinos com 224,6 milhões de animais. É um aumento de 3,1% em comparação com o ano anterior.

O setor movimenta bem a economia do Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), nossa carne é exportada para mais de 150 países.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que a carne bovina brasileira movimenta cerca de R$ 167,5 bilhões por ano gerando aproximadamente 7 milhões de empregos.

São ótimas notícias, porém para que o setor continue crescendo e gerando lucros é preciso que os produtores cuidem para que o rebanho não fique doente.

 

Cuidados com o gado de corte e leite

 

Várias doenças podem ser evitadas se os produtores tomarem providências para a saúde do rebanho. Entre elas estão:

– Providenciar instalações adequadas para o bem-estar dos animais;

– Respeitar o calendário de vacinação;

– Cuidar da higiene sanitária dos animais;

– Ter um profissional da saúde veterinária para examinar, periodicamente, o rebanho;

– Oferecer uma alimentação adequada aos animais;

– Ter um plano de ação para prevenção e aparecimento de doenças;

– Utilizar sempre a tecnologia para cuidar da boa saúde dos animais

 

Com isso, além de seguir uma agenda de bem-estar animal, você consegue melhorar seus lucros, tanto para o gado de corte, que pode ganhar mais peso, quanto para o de leite.

 

Outros fatores que podem influenciar no aparecimento de doenças

 

Entre estes fatores estão: idade, peso e sexo do animal, instalações, manejo, qualidade de água e comida.

Também é preciso verificar se há doenças nas propriedades vizinhas, o que pode acabar afetando o seu rebanho.

Ao comprar novos animais, não os misture imediatamente com o resto do rebanho antes que eles sejam examinados por um veterinário. Se estiverem doentes eles podem contaminar os outros animais.

 

E quais são as principais doenças que atacam os bovinos?

 

1 – Mastite

Esta doença é a que mais atinge o gado leiteiro. É caracterizada pela inflamação e infecção das glândulas mamárias das vacas por bactérias. Isso faz com que os vasos sanguíneos do local se dilatem fazendo com o que sangue e outras substâncias passem para o leite. Como não é uma doença visível a olho nu o produtor deve sempre ficar de olho na saúde dos animais.

 

2 – Tristeza Parasitária Bovina

Doença que causa vários sintomas como: falta de apetite, respiração ofegante, febre, fraqueza, anemia, constipação, desidratação, falta de apetite entre outros. É disseminada por carrapatos, vetores de protozoários que causam infecção. Alguns fatores podem contribuir para o surgimento da doença como imunidade do rebanho, raça dos animais e até o tipo de pastagem.

 

3 – Brucelose

É uma doença que pode ser transmitida para o homem através da ingestão do leite contaminado, queijo ou contato com o sangue ou esterco. A Brucelose prejudica muito a reprodução dos animais pois provoca a interrupção da gestação entre o 6º e 7º mês.

 

4 – Tuberculose

Assim como a Brucelose, trata-se de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida do animal para o humano. O animal com tuberculose apresenta lesões nos gânglios ou brônquios. Os sintomas são fraqueza, tosse seca e dificuldade para respirar.

Leilão de gado: segmento movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano

5 – Febre Aftosa

É transmitida por um vírus pertencente ao gênero Aphtovirus da família Picornaviridae. Atinge todos os animais que têm casco fendido, incluindo os bovinos. Os principais sintomas são cansaço, anorexia, dificuldade para andar, febre e salivação. Esta doença pode ser evitada com a vacinação a cada seis meses.

 

6 – Botulismo

Doença grave que leva à morte do animal. É causado pela ingestão e absorção intestinal de toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum. Esta doença atinge principalmente animais com dietas pobres em fósforo ou com alimentação inadequada. O botulismo bovino pode ser prevenido através da vacinação.

 

7 – Carrapatos

O Rhipicephalus (Boophilus) microplus é um ectoparasita que atinge rebanho de todo país. O animal doente apresenta perda de peso, redução da produção de leite, baixa qualidade do couro, lesões de pele, anemia, entre outros sintomas. O tratamento é feito com carrapaticidas.

 

Além destes existem ainda outras doenças como doença respiratória bovina, clostridiose, doença do casco, leptospirose entre outras.

É responsabilidade do produtor cuidar bem do rebanho, tanto para o bem-estar dos animais quanto para uma boa produção, seja de carne ou leite.

 

Embrapa seleciona profissionais e estudantes para projetos de pesquisa

A Embrapa Caprinos e Ovinos abre inscrições, até 8 de novembro, para seleção de profissionais e estudantes para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. O edital prevê 13 vagas, com diferentes perfis de formação, de acordo com a natureza da atividade (ver quadro de vagas na imagem ao final do texto). As oportunidades são para Sobral (CE) e para o Núcleo Sudeste da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Coronel Pacheco (MG).

Das vagas previstas, quatro serão para profissionais com nível superior completo, que atuarão em projetos voltados para Sanidade Animal, Nutrição Animal, Sistemas Agroflorestais e Sistemas de Alerta Precoce, com remuneração que varia entre R$ 1.100,00 e R$ 4.000,00, de acordo com o perfil. As outras nove vagas serão para estudantes de graduação ou cursos técnicos, para atuação em projetos de produção de leite de cabra, Melhoramento Vegetal, avaliação de impacto em sistemas agroflorestais e Tecnologia da Informação. A bolsa para estudantes será de R$ 400,00 mensais.

Nas quatro vagas disponíveis para profissionais com nível superior completo, há oportunidades para candidatos com graduação em Ciências Agrárias, Ciências da Terra ou Informática, com exigência de mestrado ou doutorado, de acordo com o perfil. Já no caso das 9 vagas para estudantes, as oportunidades são para alunos de graduação em Administração, Agronomia, Biologia, Ciências da Computação, Economia, Engenharia Agrícola, Engenharia da Computação, Irrigação e Drenagem, Medicina Veterinária e Zootecnia e também para alunos de cursos técnicos (Agroecologia, Agropecuária, Agroindústria ou Meio Ambiente) que já possuam nível médio concluído.

O processo seletivo será composto por análise de currículo e entrevistas, que acontecerão no mês de novembro, de acordo com calendário estabelecido pelo Edital. Os interessados devem encaminhar, em formato eletrônico, a ficha de inscrição e a documentação exigida para o e-mail: cnpc.estagios@embrapa.br. 

Para mais informações, segue o Edital completo: bit.ly/edital06cnpc

 

 CI

 

Balança comercial registra superávit de US$ 3,92 bilhões em outubro

Safra de grãos compensou queda nas exportações de ferro

O bom desempenho da safra de grãos e a recuperação das exportações de carne fizeram o superávit da balança comercial dobrar em outubro. No mês passado, o país exportou US$ 3,921 bilhões a mais do que importou – alta de 90% em relação ao registrado em outubro do ano passado, de US$ 2,064 bilhões. Esse é o terceiro melhor resultado para o mês, só perdendo para outubro de 2020 e de 2018.

De janeiro a outubro, a balança comercial acumula superávit de US$ 51,64 bilhões. Isso representa 11,7% a menos que o registrado nos mesmos meses do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para os dez primeiros meses de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 58,504 bilhões.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 27,299 bilhões para o exterior e comprou US$ 23,378 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em outubro, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 27,1% em relação a outubro do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior, 19,8% na mesma comparação.

No caso das exportações, o recorde deve-se mais ao aumento dos embarques do que dos preços internacionais das mercadorias e do que do volume comercializado. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média 14,4% na comparação com outubro do ano passado, enquanto os preços médios aumentaram 5,7%.

A valorização dos preços das mercadorias vendidas para o exterior poderia ser maior não fosse a queda do minério de ferro, cuja cotação caiu 33,9% na mesma comparação, e por produtos semiacabados de ferro ou de aço, cujo preço recuou 26%, por causa dos lockdown na China, que reduziram a demanda internacional.

Nas importações, a quantidade comprada subiu 6,7%, refletindo a recuperação da economia, mas os preços médios aumentaram em ritmo mais intenso: 11,1%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão mineral e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Setores

No setor agropecuário, o aumento do volume embarcado, provocado pela safra de grãos, pesou mais nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas avançou 49,7% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2021, enquanto o preço médio subiu 24,3%. Na indústria de transformação, a quantidade exportada subiu 16,1%, com o preço médio aumentando 8,3%.

Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada caiu 8,4%, e os preços médios recuaram 15,4% em relação a outubro do ano passado.

O petróleo bruto, que até o mês passado puxava o aumento das exportações, ficou estável, com o volume exportado caindo 0,1% e os preços subindo 0,6%. Isso ocorre porque a cotação do petróleo começou a disparar no último trimestre do ano passado, quando a economia global se reaqueceu com o avanço da vacinação contra a covid-19.

Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram milho não moído, exceto milho doce (468%), café não torrado (53,9%) e soja (52,5%) na agropecuária. O destaque negativo foram produtos hortícolas, cujas exportações caíram 27,9% de outubro do ano passado a outubro deste ano.

Na indústria extrativa, os maiores crescimentos foram registrados nas exportações de carvão mineral não aglomerado (137.845%), outros minerais brutos (138,2%) e minério de cobre e concentrados (22,2%). Na indústria de transformação, as maiores altas ocorreram na carne bovina fresca (173,5%), nos açúcares e melaços (90,6%), farelos de soja, farinhas de carnes e de outros animais (69,1%).

Quanto às importações, os maiores aumentos foram registrados nos seguintes produtos: látex e borracha natural (37,6%), frutas e nozes (21,1%) e cevada não moída (15,8%), na agropecuária; petróleo bruto (325,1%) e fertilizantes (149,8%), na indústria extrativa; e combustíveis (22,6%), válvulas e tubos termiônicos (59,7%) e compostos organo-inorgânicos (71,4%), na indústria de transformação.

Em relação aos adubos e aos fertilizantes, o crescimento nas importações decorre inteiramente do preço, que subiu 29,4% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume importado caiu 36,6% por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Estimativa

Em outubro, o governo reduziu para US$ 55,4 bilhões a estimativa de superávit comercial neste ano. Apesar da queda na estimativa, esse valor garantiria o segundo maior superávit comercial da série histórica. O saldo seria menor apenas que o superávit de US$ 61,407 bilhões observados no ano passado.

As estimativas oficiais são atualizadas a cada 3 meses. As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 58,6 bilhões neste ano.


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

 

Falece Clóvis Guimarães Filho, pesquisador aposentado da Embrapa dedicado a produção animal no Semiárido

Com pesar, a Embrapa Semiárido comunica o falecimento do pesquisador aposentado Clóvis Guimarães Filho, aos 81 anos, ocorrido nesta quarta-feira, dia 19 de outubro, na cidade de Petrolina-PE. Natural de Goiana, Pernambuco, trabalhou na Empresa por quase 30 anos, de janeiro de 1976 a outubro de 2003, deixando como legado uma importante contribuição para a produção de caprinos e ovinos e o desenvolvimento da agricultura familiar no Semiárido.

Clóvis era Médico Veterinário, graduado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1964), e mestre em Ciência Animal pela University of Arizona, Tucson, USA (1981). Tinha ampla formação complementar, abrangendo cursos e estágios nas áreas de produção e nutrição animal, sistemas agroalimentares da agricultura familiar e produção animal em zonas secas, em institutos e universidades do Brasil, Estados Unidos, Porto Rico, Argentina, Austrália e França, além de inúmeras participações em eventos técnico-científicos no país e no exterior.

Na Embrapa foi Secretário Executivo do Comitê Técnico Interno (CTI), de dezembro de 1989 a setembro de 1993, e Chefe de Pesquisa no período de dezembro de 1999 a setembro 2003. Ainda em 2003, se desligou da Empresa após aderir ao Programa de Desligamento Incentivado de Empregado Aposentado.

Antes de ingressar na Embrapa, atuou como Chefe Regional do Departamento de Produção Animal da Secretaria de Agricultura de Pernambuco, no período de 1965 a 1975, e professor de Zootecnia na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) de 1968 a 1975.

Após sua aposentadoria, continuou bastante atuante, mantendo estreita relação com a Empresa, pesquisadores e produtores da região, e prestando consultoria a empresas, organizações e instituições públicas e privadas ligadas à produção rural, a exemplo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), GTZ/Fundação Konrad Adenauer, Instituto Interamericano para la Cooperación com la Agricultura (IICA), Codevasf, Chesf, Senai, governos dos estados de Pernambuco e da Bahia, além de cooperativas e associações de criadores.

Uma vida de dedicação à pesquisa e a produção animal no Semiárido lhe rendeu, ainda, uma série de reconhecimentos. Entre eles estão o Diploma de Premiação Nacional de Projetos – Categoria Qualidade Técnica, pela Embrapa (1999), premiação por tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil-FBB (2005), o troféu Santo Elizeu de profissional do ano, concedido pela Academia Pernambucana de Medicina Veterinária-APMV (2014), a homenagem pela dedicação à ciência e à tecnologia pela Sociedade Nordestina de Produção Animal-SNPA (2006), e a concessão do título de Cidadão Petrolinense pela Câmara de Vereadores de Petrolina-PE (2016) pelos relevantes serviços prestados ao desenvolvimento rural do município.

Nota do Blog: Um homem dedicado as causa do Semiárido. Com muitos trabalhos técnicos dedicados a produção rural, Clóvis deixa o nosso  o nosso convívio.

A PALMA FORRAGEIRA

 

A PALMA FORRAGEIRA

Originária do México, a palma-forrageira foi introduzida no Brasil no final do século XVIII, mas somente no século XX começou a ser utilizada como planta forrageira. É uma cultura de grande expressão na região Nordeste, especialmente no Semiárido brasileiro, onde a área plantada é extensa.

A adaptação da palma-forrageira ao Semiárido foi bem-sucedida, tendo em vista as característica e exigências da cultura. Sua utilização na alimentação animal pode representar redução de custos, tendo em vista que o cultivo da palma é mais acessível quando se compara com outras forrageiras. Isso é importante, principalmente quando se considera o percentual de gastos da alimentação animal na cadeia produtiva.

Atualmente, são desenvolvidos muitos estudos com palma-forrageira; desde sua digestibilidade e características nutricionais até seu manejo e aspectos relacionados à resistência a doenças. Técnicas como cultivo adensado, consórcio de culturas, aproveitamento de águas cinzas para a suplementação hídrica, entre outros, são estudadas com o objetivo de aprimorar o sistema de cultivo da palma e, por consequência, fortalecer a produção animal no Brasil, em especial no Nordeste.

Nesta publicação é apresentado um sistema de produção de palma-forrageira para o estado da Paraíba. Foram reunidas e disponibilizadas, por exemplo, informações sobre a seleção de área para cultivo, principais cultivares, manejo de plantas daninhas, suplementação hídrica, solos, controle de pragas, plantio, consórcio e colheita. Enfim, informações que podem contribuir com o produtor para o correto manejo na cultura da palma-forrageira e, consequentemente, agregar valor ao sistema produtivo.

Maria Auxiliadora Coêlho de Lima

Chefe-Geral da Embrapa Semiárido

 

Presidente Neto Maciel recebe Prefeito Pinheiro; em pauta, 1° Torneio Leiteiro de Angicos.


Na manhã desta terça-feira (1°.nov) o vereador e Presidente do Poder Legislativo angicano, Neto Maciel esteve recebendo no gabinete presidencial a visita do prefeito Municipal, Pinheiro Neto, do Secretário de Agricultura, Grimaldi Cosme, do Secretário de Obras e Urbanismo, Antônio Flávio e do Zootecnista Gustavo Soares.

Em suma, o encontro visou apresentar o formato do 1° Torneio Leiteiro do município de Angicos que está programado para acontecer nos dias 04 e 05 novembro do ano em curso. Iniciativa do Vereador Nivaldo Gomes, o evento é uma ótima oportunidade para os produtores divulgarem a cadeia produtiva da bovinocultura de leite e seu potencial genético.

O evento será realizado no bairro Jaime Batista, ao lado do “Bar do Potência”, e contará com estrutura de tendas, currais e apoio de várias entidades.

Ainda Durante diálogo com presidente Neto Maciel, o chefe do executivo, discutiu também projetos de interesse público que encontram-se em tramitação nas comissões permanentes.

 

Agrinordeste 2022 registra um recorde com mais de 400 estandes

   

A agropecuária vem se destacando em números no Brasil e em Pernambuco. Para se ter ideia, entre 2017 e 2021, o crescimento acumulado do setor agropecuário pernambucano foi de 52,2%. A fruticultura, cana-de-açúcar, pecuária bovina e avicultura, detém cerca de 90% do valor bruto de produção do setor no Estado, que ultrapassou os R$ 9 bilhões no último ano.

Esse incremento se projeta no crescimento da 29ª Agrinordeste, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe), de 01 a 04 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco. Aberta ao público e com entrada gratuita, funcionará das 10h às 21h.

O espaço reunirá mais de 400 estandes, com uma variedade de produtos de diversos estados do país. “Apresentamos o agro em suas muitas vertentes, promovendo o que há de melhor da produção rural”, destaca Pio Guerra, presidente da Faepe. A feira é destinada à empresários, população urbana, produtores rurais, estudantes, técnicos do setor, empreendedores, público infantil e até criadores de pets.

Durante os quatro dias de evento, o público poderá adquirir artigos de qualidade, vindos diretamente das fazendas, muitas trazidas por caravanas de empresas de todo o Brasil, organizadas pelo Sebrae e Faepe. No espaço, serão oferecidos produtos lácteos, avícolas, derivados dos caprinos, ovinos e suínos, além de hortifrutis, vinhos, mel, sucos integrais, flores, plantas ornamentais e medicinais, entre outros.

Direto de Gravatá, a Moniart traz brinquedos educativos em madeira e artigos de decoração para o público infantil. “O ateliê trabalha a todo vapor com foco nos negócios que serão feitos no evento”, conta a empresária Monique Lidiane do Nascimento Tavares.

Já os fornecedores de implementos agrícolas, insumos agropecuários e agroindustriais vão comercializar serviços e tecnologias voltadas para os produtores rurais. É o caso da SMC Biológicos. Presente em todo o Brasil, a empresa baiana espera ampliar as vendas no Nordeste com sua presença na Agrinordeste.

“Nosso foco é estreitar a relação com nossos clientes e prospectar novos nas áreas de hortifruticultura, cana-de-açúcar e paisagismos, nos quais já temos forte atuação”, explica o supervisor comercial da SMC Biológicos, Márcio Souza.

Com o ótimo resultado das vendas, a pesquisa de satisfação realizada pelo Sebrae com os expositores da Agrinordeste, apontou ano passado grau de satisfação de 100%. Uma marca inédita, já que o percentual oscilava entre 94% e 95%.

Essa também é a opinião de Ednaldo Araújo da Biscoitos Caseiros de Caicó, presente pela segunda vez na feira. “Deu muito certo, fizemos bons negócios durante e pós-feira”, disse o comerciante.

Um dos estandes que mais chama a atenção no evento é o da Santa Luiz, que expõe redes, decoração e fios sustentáveis. A empresa do município de São Bento, na Paraíba, participa pela primeira vez da Agrinordeste.

O evento é uma realização da Faepe, com o apoio do Sebrae Pernambuco, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Senar e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com patrocínio do Sebrae nacional.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

 

Aumenta a produção de etanol anidro na safra de cana do norte e nordeste

   

Com aproximadamente 25% da safra de cana-de-açúcar 2022/2023 realizada nas regiões Norte e Nordeste até 30 de setembro, dados compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) destacam o crescimento da produção de etanol anidro. A fabricação do biocombustível atingiu 425 milhões de litros, quantidade 3,3% superior aos 412 milhões de litros obtidos em igual ciclo do ano passado. Em relação à produção de etanol hidratado, houve queda no período: ficou em 351 milhões de litros. O volume produzido até a segunda quinzena de setembro é 6,9% inferior aos 377 milhões de litros verificados na moagem 2021/2022.

Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio, observa que mesmo com uma queda pontual nos números relativos ao etanol hidratado, a produção deverá se recuperar no decorrer da safra. “Estima-se que até o encerramento da moagem atual haja uma elevação de até 8,4% na fabricação total de etanol, o que daria em torno de mais de 2,3 bilhões litros, com crescimentos de 7,3% para o anidro e 9,3% para o hidratado”, ressalta.

O executivo, que também preside o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Pernambuco (Sindaçucar/PE), enfatiza que o estoque físico do hidratado no Norte e Nordeste tem garantido a segurança no abastecimento da frota veicular. “Estamos com mais de 118 milhões de litros de hidratado estocados, volume 3,64% maior em comparação aos 114 milhões de litros armazenados na safra passada”, lembra.

No processamento acumulado até a segunda quinzena de setembro, a moagem de cana somou quase 15 milhões de toneladas. Comparando-se ao mesmo período de 2021, houve aumento de 0,3% no processamento.

Até 30 de setembro, a produção de açúcar apresentou declínio em relação ao ciclo 2021/2022. Foram produzidas quase 500 mil toneladas, quantidade 4,1% inferior ao ano passado, quando se registrou produção de 521 mil toneladas.

Segundo Renato Cunha, se as perspectivas climáticas e mercadológicas ocorrerem como previstas, a expectativa do setor Norte/Nordeste é de que a moagem 2022/2023 seja concluída com a fabricação de 3,2 milhões de toneladas do produto. “Desse total, cerca de 1,7 milhão de toneladas serão destinadas ao mercado externo. Este volume é maior do que o observado em 2021/2022, quando fabricou-se 2,8 milhões de toneladas”, exalta.

Até abril de 2023, a safra 2022/2023 terminará nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins e Amazonas. Em Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba e Sergipe, a moagem será encerrada antes de março de 2023.

 

Governo Lula deve ter 40% mais ministérios para acomodar aliados; veja os cotados

 

Ao longo da campanha, Luiz Inácio Lula da Silva evitou antecipar quais nomes pretende levar para compor o seu novo governo, mas revelou a intenção de aumentar em até 40% o número de ministérios. Serão ao menos mais nove pastas além das atuais 23.

O novo formato possibilitará ao petista acomodar aliados dos dez partidos da coligação e novas legendas que devem ser agregadas durante a formação do governo. Lula deu algumas dicas de quem poderá levar para sua equipe. Para comandar a economia, por exemplo, afirmou que pretende colocar um político com conhecimento técnico. Os nomes para ocupar os postos-chave da administração, porém, continuam em aberto.

Lula já indicou que recriará ministérios como os do Planejamento, Fazenda e Pequenas Empresas (fundidas pela Economia); Igualdade Racial, Direitos Humanos e Mulher (também unificados no governo Bolsonaro); Previdência Social, Segurança Pública e Povos Originários (área hoje subordinada à Justiça), além de Pesca (hoje anexada à Agricultura) e Cultura (que passou a integrar a estrutura do Turismo).

É consenso que o terceiro governo de Lula terá uma participação menor de representantes do PT em relação às gestões de 2003 e 2007, em virtude da formação de um leque mais amplo de alianças. Também haverá necessidade de abrir mais espaço para mulheres, apesar de o candidato ter evitado se comprometer com um governo paritário, e para negros.

Embora o presidente eleito não tenha anunciado nomes, as relações e tarefas delegadas por Lula ao longo do período eleitoral permitem que seja elaborada uma lista de cotados para formar o primeiro escalão do novo governo.

Cotados para o novo governo

Flávio Dino (PSB)

Senador eleito pelo Maranhão, é ex-juiz federal e foi o único nome sinalizado por Lula publicamente para assumir uma função em seu governo. Poderá ocupar o Ministério da Justiça ou uma pasta técnica, como Cidades ou Integração Nacional, se esses ministérios forem recriados.

Jaques Wagner (PT)

Amigo de Lula há 40 anos, senador conta já ter dito a ele que gostaria de ser uma espécie de secretário pessoal do presidente com status de ministro. Tem bom trânsito para atuar na articulação política, é um dos interlocutores de Lula junto às Forças Armadas e poderá ter papel nas relações internacionais.

Rui Costa (PT)

Governador da Bahia por dois mandatos, é economista e foi deputado federal. Gestor bem avaliado pelos baianos, é um dos citados para ocupar cargo na economia. Também pode ocupar uma pasta técnica como Cidades ou Integração Nacional.

Aloizio Mercadante (PT)

Ao lado da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi o integrante da campanha mais próximo de Lula e coordenou o programa de governo. É certo, porém, que não irá para o Ministério da Fazenda, por ser conhecido como um economista desenvolvimentista. É cotado para assumir o do Planejamento.

Gleisi Hoffmann (PT)

Presidente do PT é considerada nome certo no governo pela relação próxima com Lula nos últimos anos. É esperado, porém, que não ocupe novamente a Casa Civil, como na gestão Dilma Rousseff, quando não foi bem avaliada. Pode assumir uma das pastas de auxílio à Presidência, como a Secretaria-Geral.

Alexandre Padilha (PT)

O deputado federal atuou na interlocução da campanha com empresários e agentes econômicos. Já foi cotado como ministro da Fazenda. Lula também costuma elogiar o seu trabalho como Ministro das Relações Institucionais em seu segundo governo. O presidente eleito gosta da sua habilidade em negociações.

Fernando Haddad (PT)

Derrotado para o governo de São Paulo, é nome certo no Ministério de Lula, com boas chances de ocupar a Fazenda. Mostrou-se um aliado fiel do presidente eleito e ganhou pontos ao ser o principal responsável pela articulação que levou o ex-governador Geraldo Alckmin para o posto de vice da chapa presidencial.

Edinho Silva (PT)

Para assumir um cargo, teria que renunciar à prefeitura de Araraquara (SP). Durante a campanha, foi responsável por coordenar a comunicação. Tem muita proximidade com Lula. Pode ocupar um dos ministérios de auxílio à Presidência; da Comunicação Social, como no governo Dilma, ou de articulação política.

Marina Silva (Rede)

Ex-ministra do Meio Ambiente de Lula, é o quadro mais importante da Rede, partido que espera integrar o novo governo. Eleita deputada federal por São Paulo, participou de debates sobre a agenda verde e também sobre a aproximação da candidatura do eleitorado evangélico.

Wellington Dias (PT)

Senador eleito pelo Piauí foi um dos nomes responsáveis por fazer a interlocução de Lula com empresários durante a campanha. É considerado coringa para a articulação do governo com o Congresso e já teve seu nome citado entre as bolsas de apostas para a economia.

Izolda Cela

Atual governadora do Ceará, fez carreira na área de Educação. Comandou a pasta da área no estado, com bons resultados nas provas de avaliação. Mostrou fidelidade ao PT ao romper com a família de Ciro Gomes por não ter sido escolhida para disputar a reeleição pelo PDT. Ocuparia o Ministério da Educação.

Sônia Guajajara (PSOL)

A líder indígena poderia ocupar o Ministério dos Povos Originários, já anunciado por Lula como uma nova pasta em seu governo. O petista também disse que poderia colocar um indígena no cargo. Membro do povo Guajajara/Tentehar, no Maranhão, Sônia é formada em Enfermagem e Letras.

Márcio França (PSB)

O ex-governador de São Paulo foi um dos principais negociadores da aliança nacional entre o PT e o PSB. Por ser um dos políticos mais poderosos do principal partido da coligação de Lula, a expectativa é que tenha lugar de destaque no governo.

Tereza Campello (PT)

Coordenadora do programa Brasil Sem Miséria no governo Dilma Rousseff, liderou as discussões do novo Bolsa Família durante a campanha e foi uma das porta-vozes para tratar de propostas de combate à fome. A economista foi ministra de Desenvolvimento Social no primeiro mandato de Dilma.

Paulo Câmara (PSB)

O governador de Pernambuco foi o primeiro nome dentro de seu partido a defender uma aproximação com Lula na disputa pelo Palácio do Planalto. Seu mandato à frente do governo do estado termina em 1º de janeiro. Ele pode ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia.

José Guimarães (PT)

Deputado federal reeleito, ganhou prestígio ao articular a candidatura de Elmano Freitas, eleito governador do Ceará no primeiro turno. Faz parte do grupo de confiança de Lula e pode ocupar um ministério de articulação política ou a liderança do governo na Câmara dos Deputados.

Simone Tebet (MDB)

Após ficar em terceiro lugar na corrida presidencial, a senadora entrou de cabeça na campanha de Lula. Ela já disse que pode contribuir na área de educação e agricultura, mas ressaltou não precisar de cargo para isso . Lula, por sua vez, afirmou precisar de Tebet para “construir e reconstruir o Brasil”.

Humberto Costa (PT)

Ministro da Saúde no primeiro mandato de Lula, o senador foi responsável, durante a campanha, por centralizar as informações da área. Aprofundou as discussões sobre as políticas públicas que deverão guiar a atuação da pasta, como o desenho de um novo Mais Médicos.

Com informações do Extra

Fonte: Portal Grande Ponto

 

Mapa firma 166 contratos de cessão de águas da União para aquicultura

A meta para o ano era de 140 contratos

Até outubro deste ano, a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento firmou 166 contratos de cessão de uso de espaço físico em corpos d’água de domínio da União para fins de aquicultura. A meta era a celebração de 140 contratos.

Os contratos firmados têm capacidade produtiva de 101.555,86 toneladas/ano, que deve gerar 10 mil novos empregos no setor de aquicultura no Brasil, conforma a Secretaria.   

São consideradas águas da União os lagos, rios e quaisquer correntes de águas em terrenos de domínio da União, ou que banhem mais de uma unidade da Federação, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como o mar territorial e a zona econômica exclusiva. Pessoas físicas ou jurídicas interessadas em produzir peixes, algas, moluscos ou camarões em águas da União são os indivíduos que podem pedir esse tipo de contrato.

A celebração de contratos de cessão de uso de área em águas da União promove a utilização dos espaços em águas da União para fins de aquicultura de forma regularizada e o acesso ao crédito financeiro.

O Plano Safra, por exemplo, disponibiliza aos aquicultores, pescadores e cooperativas uma linha de crédito para a comercialização com limite de até R$ 4,5 milhões a uma taxa de juros de 12% ao ano, além de contribuir para o aumento da produção brasileira de pescados, gerando emprego e renda e promovendo o desenvolvimento sustentável da aquicultura no Brasil.

Informações à imprensa
Rebeca Torres
imprensa@agro.gov.br

Agricultura e Pecuária

 

Embrapa seleciona profissionais e estudantes para projetos de pesquisa

A Embrapa Caprinos e Ovinos abre inscrições, até 8 de novembro, para seleção de profissionais e estudantes para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. O edital prevê 13 vagas, com diferentes perfis de formação, de acordo com a natureza da atividade (ver quadro de vagas na imagem ao final do texto). As oportunidades são para Sobral (CE) e para o Núcleo Sudeste da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Coronel Pacheco (MG).

Das vagas previstas, quatro serão para profissionais com nível superior completo, que atuarão em projetos voltados para Sanidade Animal, Nutrição Animal, Sistemas Agroflorestais e Sistemas de Alerta Precoce, com remuneração que varia entre R$ 1.100,00 e R$ 4.000,00, de acordo com o perfil. As outras nove vagas serão para estudantes de graduação ou cursos técnicos, para atuação em projetos de produção de leite de cabra, Melhoramento Vegetal, avaliação de impacto em sistemas agroflorestais e Tecnologia da Informação. A bolsa para estudantes será de R$ 400,00 mensais.

Nas quatro vagas disponíveis para profissionais com nível superior completo, há oportunidades para candidatos com graduação em Ciências Agrárias, Ciências da Terra ou Informática, com exigência de mestrado ou doutorado, de acordo com o perfil. Já no caso das 9 vagas para estudantes, as oportunidades são para alunos de graduação em Administração, Agronomia, Biologia, Ciências da Computação, Economia, Engenharia Agrícola, Engenharia da Computação, Irrigação e Drenagem, Medicina Veterinária e Zootecnia e também para alunos de cursos técnicos (Agroecologia, Agropecuária, Agroindústria ou Meio Ambiente) que já possuam nível médio concluído.

O processo seletivo será composto por análise de currículo e entrevistas, que acontecerão no mês de novembro, de acordo com calendário estabelecido pelo Edital. Os interessados devem encaminhar, em formato eletrônico, a ficha de inscrição e a documentação exigida para o e-mail: cnpc.estagios@embrapa.br. 

Para mais informações, segue o Edital completo: bit.ly/edital06cnpc

 

 
Embrapa Caprinos e Ovinos

 CI

 
MERCADO BRASILEIRO

Preço do óleo de soja volta a subir

Cenário elevou a disputa pelo derivado nacional e dificultou as aquisições das indústrias alimentícias
Por:  

O preço do óleo de soja voltou a subir no mercado brasileiro, impulsionado pelo reaquecimento da demanda doméstica, sobretudo para produção de biodiesel. Além disso, pesquisadores do Cepea ressaltam que a demanda externa também está aquecida – vale lembrar que as exportações do óleo na parcial deste ano são recordes. Esse cenário elevou a disputa pelo derivado nacional e dificultou as aquisições das indústrias alimentícias.

Conforme dados do boletim informativo do Cepea, quanto ao farelo de soja, a demanda segue elevada no Brasil, com consumidores intensificando os volumes adquiridos. Pesquisadores do Cepea indicam que a procura externa também continua aquecida, e a expectativa das indústrias brasileiras é de crescimento da procura pelo derivado nos próximos meses. Na parcial deste ano, o Brasil já embarcou volume recorde de farelo.