segunda-feira, 4 de abril de 2022

 

Governo regulamenta desconto de 35,2% nos financiamentos para produtores rurais atingidos pela seca

O rebate vale para as parcelas das operações de crédito rural do Pronaf, vencidas e vincendas no período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2022
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O governo federal autorizou a concessão de rebate (desconto) de 35,2% sobre o valor das parcelas das operações de crédito rural contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para os produtores rurais prejudicados por seca ou estiagem nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O decreto Nº 11.029, que dispõe sobre a concessão do rebate, foi publicado nesta sexta-feira (1º), em edição extra do Diário Oficial da União.  

O rebate vale para as parcelas das operações de crédito rural de custeio e de investimento vencidas e vincendas no período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2022.  As operações devem ter sido contratadas até 31 de dezembro de 2021 e estar em situação de adimplência ou regularizadas até 31 de julho de 2022. Outra exigência é que o produtor tenha o registro de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). 

Na última quarta-feira (30), o governo abriu um crédito extraordinário de R$ 1,2 bilhão para a concessão de descontos em operações contratadas do Pronaf. A medida foi solicitada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento após visitar as regiões atingidas, ouvir o pleito do setor e negociar com a área econômica do governo.

Segundo o decreto, na hipótese de não liquidação após a concessão do rebate, o saldo remanescente da operação ou da parcela poderá ser prorrogado se houver perda de receita nos empreendimentos vinculados, em razão de seca ou estiagem igual ou superior a 35% da receita bruta esperada. A liquidação com o rebate não valerá para as operações enquadradas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou com cobertura de seguro rural.

 

Embrapa divulga recomendações para colheita e pós-colheita do umbu

Auxiliadora Coêlho -

A Embrapa vem realizando pesquisas na área de colheita e pós-colheita do umbu, trazendo recomendações para melhoria da qualidade e ampliação da vida útil dos frutos. Entre os aspectos que vêm sendo estudados estão: a maturação de colheita, temperaturas ideais de armazenamento e indicação de embalagens para comercialização. 

O umbu é uma fruta nativa da Caatinga com potencial de nicho para agroindústria devido ao seu sabor exótico e valor nutricional. A coleta do umbu ainda é realizada de forma extrativista por agricultores familiares e pequenas agroindústrias do Semiárido.

Os dados do IBGE apontam a Bahia como o principal produtor do fruto, sendo o estado responsável por cerca de 80% da produção nacional de umbu. Sua produção é concentrada nos meses de dezembro a maio, quando ocorrem as chuvas na região e o umbuzeiro fica carregado de frutos.

De acordo com o pesquisador Sergio Tonetto de Freitas, da Embrapa Semiárido, os trabalhos buscam ampliar as possibilidades de aproveitamento do fruto do umbuzeiro e aumento do seu tempo de prateleira, já que, depois de colhido, o umbu amadurece muito rápido.

Para disponibilizar frutos com qualidade até o momento de consumo, é importante que os produtores sigam algumas recomendações, confira:

Colheita

O melhor momento para colheita dos umbus destinados ao consumo in-natura é antes do início da mudança de pigmentação, quando ainda estão com a colação verde da casca e apresentam início do amolecimento da polpa. Esse estágio de maturação é popularmente conhecido como “inchado”.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Foto: Sérgio Tonetto Recomenda-se ainda que os frutos sejam colhidos durante o dia, em períodos de menores temperaturas, e colocados em recipientes rasos e higienizados, para evitar danos mecânicos e contaminação por patógenos causadores de podridões.

 

Controle de podridões

As podridões estão relacionadas com a ocorrência de danos mecânicos nos frutos, como batidas, impactos, compressão e cortes. Assim, recomenda-se que o trabalho de colheita e manuseio dos frutos do pomar até os consumidores seja realizado de forma a evitar ao máximo a incidência desses danos, bem como a contaminação com patógenos.

 

Limpeza

Depois de tomar os cuidados necessários durante a colheita, os frutos devem ser colocados em água clorada por cinco minutos. Em cada litro de água, colocar 30 ml de água sanitária, contendo 2% de cloro ativo. Indica-se ainda que os umbus sejam mantidos a 20°C para permitir que o excesso de água na superfície dos frutos evapore como tratamento pós-colheita para evitar o aparecimento de podridões.

 

Armazenamento                                                                                                         Foto: Sérgio Tonetto

 

Após a limpeza, os frutos devem ser embalados em recipientes que proporcionem um adequado armazenamento, reduzindo a contaminação por patógenos e evitando danos mecânicos e desidratação.

Recomenda-se a embalagem em cumbucas plásticas do tipo “clamshell” (dimensões: 8 x 10 x 16 cm), ou em bandejas de isopor expandido, envolto em plástico filme (polietileno de baixa densidade com espessura de 20 μm a 40 μm).

 

Temperatura

Na hora de armazenar é preciso lembrar que os frutos tropicais são sensíveis a baixas temperaturas, podendo apresentar sintomas de danos por frio, resultando em frutos inapropriados para o consumo. Estudos realizados pela Embrapa indicam a temperatura ideal de armazenamento em 12 °C.

 

Quer saber mais sobre o aproveitamento do umbu? Acesse algumas das publicações da Embrapa Semiárido sobre o assunto:

  • Doce Umbu

https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1131204/doce-de-umbu

  • Processamento de doce de umbu com amêndoas de licuri

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/214702/1/Processamento-de-Doce-2020.pdf

  • Produção de barra de cereal sabor umbu

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/141024/1/COT165.pdf

  • Iogurte saborizado com polpa de umbu

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CPATSA/35968/1/INT81.pdf

  • Mousse de umbu

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CPATSA/36713/1/INT83.pdf

  • Potencialidades do fruto do umbuzeiro para a agroindústria de alimentos

Os estados onde a seca está reaparecendo e as regiões que estão sem problemas

   

O Monitor de Secas registra abrandamento do fenômeno no Rio Grande do Norte e seu retorno no Maranhão em fevereiro. Severidade da seca fica estável nos demais estados do Nordeste. Devido às chuvas abaixo da média nos últimos meses, a seca ressurgiu no noroeste do Maranhão e avançou em Pernambuco em fevereiro. No sentido oposto, devido às chuvas acima da normalidade, a seca grave recuou no nordeste e no centro do Rio Grande do Norte e a seca fraca desapareceu no sudoeste da Bahia.

Na comparação entre janeiro e fevereiro, Alagoas teve a permanência da severidade do fenômeno com a manutenção da seca moderada em 18% do estado – quadro mais brando desde dezembro de 2020, quando 14% do território alagoano passou pelo fenômeno. Em termos de área com seca, Alagoas seguiu com 45% de seu território com a presença do fenômeno em comparação a janeiro. Essa é a menor porção com seca desde julho de 2020, quando foram registrados 29% nessa situação.

Em fevereiro a severidade do fenômeno ficou estável na Bahia com a permanência da seca moderada em 3% do território baiano e da seca fraca em 13%. Tal severidade é a menor no estado desde o início do Monitor de Secas em julho de 2014, assim como ocorreu em janeiro. A área total com seca no estado caiu levemente de 17% para 15%, o que representa a menor área com o fenômeno na Bahia também desde o início do Monitor de Secas, sendo que o menor percentual anterior tinha sido registrado em janeiro: 17%.

Segundo o Monitor de Secas, em fevereiro o Ceará teve estabilidade da área com seca no patamar de 89%, o que representa a menor área com o fenômeno no estado desde dezembro de 2020, quando 83% do território cearense registrou seca. Em termos de severidade, a área com seca moderada seguiu presente em 3% do estado. Além disso, outros 86% do território passaram por seca fraca. Esta é a menor severidade desde dezembro de 2020, quando a seca moderada não foi registrada e houve seca fraca em 83% do Ceará.

Em fevereiro a seca fraca ressurgiu em 11% do noroeste do Maranhão, mas ainda assim foi o menor percentual dentre os estados nordestinos. O estado também teve a menor severidade do fenômeno no Nordeste no último mês.

No caso da Paraíba, a área total com seca seguiu estável em 85% do estado em fevereiro, que representa a menor área com o fenômeno desde dezembro de 2020, quando 83% do território paraibano passou por seca. Além disso, a severidade do fenômeno ficou estável com seca grave em 32% do estado, seca moderada em outros 32% e seca fraca em 21% do território paraibano. Essa é a situação mais branda do fenômeno desde outubro de 2021, quando 27% da Paraíba passou por seca grave.

Pernambuco, entre janeiro e fevereiro, teve a estabilidade da severidade da seca em relação a janeiro com a permanência da seca moderada em 42% do estado. Já a área com seca fraca avançou de 46% para 51% do território pernambucano. Essa é a menor severidade do fenômeno no estado desde janeiro de 2021, quando foi observada seca moderada em 37% de Pernambuco. Quanto à área total com o fenômeno, houve uma ampliação de 89% para 93% no estado.

No Piauí a área com seca se manteve estável em 32% de seu território entre janeiro e fevereiro, o que representa a menor área com o fenômeno no estado desde o início do Monitor de Secas em julho de 2014. Quanto à severidade da seca no Piauí, também foi identificada uma estabilidade, sendo que o estado registrou somente seca fraca pelo segundo mês consecutivo – condição mais branda do fenômeno desde julho de 2014 no Piauí.

Entre janeiro e fevereiro, o Rio Grande do Norte teve um abrandamento da seca com o forte recuo da seca grave de 62% para 16% do estado, que é a melhor condição desde fevereiro de 2021, quando houve seca moderada em 81% do RN. Apesar da melhora, o estado registrou a condição mais severa do Nordeste no último mês. A área total com o fenômeno seguiu estável, já que a seca é registrada em 100% do Rio Grande do Norte consecutivamente há 1 ano e 3 meses.

Em fevereiro foi observada a estabilidade da seca em Sergipe em comparação a janeiro. Nesse período as áreas com seca moderada seguiram no patamar de 54% do estado, o que representa a menor severidade do fenômeno desde setembro de 2020, quando foi observada seca moderada em 19% do estado. A área total com o fenômeno segue abrangendo 100% do território sergipano consecutivamente há 1 ano e 5 meses, desde outubro de 2020, maior sequência entre os estados nordestinos.

Considerando o recorte por região, o Sul registrou o maior percentual de área com seca, mantendo os 98% entre janeiro e fevereiro. No Centro-Oeste e no Sudeste houve respectivamente um recuo do fenômeno de 60% para 56% e de 54% para 49%, sendo a primeira vez que mais da metade do Sudeste ficou livre do fenômeno desde que os quatro estados da região passaram a ser monitorados em novembro de 2020. No Nordeste a área com seca avançou de 34% para 36%, mas segue sendo a menor em termos percentuais entre as quatro regiões.

 

domingo, 3 de abril de 2022

 

O produtor rural precisa ter cuidado com a contaminação do rebanho com a tuberculose

 

A tuberculose é uma doença crônica que afeta os pulmões e outros órgãos dos animais podendo trazer sérios prejuízos para o produtor rural. No entanto, mesmo ainda não tendo cura, é possível controlar a proliferação da doença. Em média, 90% das infecções por tuberculose ocorrem por vias respiratórias, em aglomeração de animais, mas existem outras formas de contaminação, como por via oral, quando, por exemplo, um bezerro mama em uma vaca infectada e também se contamina.

Para o pesquisador da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande/MS), Flábio Ribeiro Araújo, diz que “Nem sempre os animais apresentam sinais clínicos da doença. Há casos de animais contaminados com excelente estado de carne. A tuberculose é uma doença progressiva, que pode culminar com a perda de peso extrema do animal. É bom lembrar que não há cura, no caso de bovinos. Por isso, uma vez confirmada é necessário o abate sanitário e a notificação junto ao Ministério da Agricultura”, explica o pesquisador.  Por isso, ele recomenda que o produtor só compre animais que tenham sido examinados e apresentem resultados negativos para o teste da tuberculose.

Segundo Araújo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mantém o Programa de Monitoramento da Tuberculose Bovina, com os objetivos de baixar a prevalência e a incidência da tuberculose e certificar um número elevado de estabelecimentos de criação, nos quais o controle e erradicação da enfermidade sejam executados com rigor e eficácia, visando aumentar a oferta de produtos de baixo risco para a saúde pública.

 

 

Morre o professor Manoel Heleno Alves aos 72 anos


Faleceu na noite deste sábado, 02, o professor Manoel Heleno Alves, aos 72 anos, em Natal. Ele deixa viúva a Sra. Gracinha Gonçalves com quem tinha três filhas: Gracilene, Graziele e Gracinha.

Processor Heleno nasceu em Angicos em 08 de junho de 1949. Sem dúvidas, foi um dos grandes professores que a educação angicana teve em sua história.

Na política, Manoel Heleno Alves disputou a eleição de 1982 sendo candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo empresário Jaime Batista dos Santos (In Memoriam), ambos perderam a eleição para o ex-prefeito Espedito Alves.

Voltou a disputar o mesmo cargo de vice-prefeito na eleição de 1996 ao lado do ex-prefeito Roque Afonso da Cunha, ambos perderam a eleição para a ex-prefeita Albaniza Suely da Silva. Roque e Heleno obtiveram naquela eleição 3.031 votos, enquanto Albaniza ficou com 3.625 votos.

Professor Heleno foi um amante da política angicana e sempre se fez presente em todas as campanhas políticas da cidade, era um dos melhores oradores do nosso município. A última eleição que ele teve participação foi na do atual prefeito Miguel Pinheiro Neto (MDB).

Bacurau apaixonado e filiado ao Movimento Democrático Brasileiro - MDB, professor Heleno se mantinha fiel ao partido e suas decisões. Tanto que foi um dos grandes apoiadores da chapa Jaime/Clemenceau em 2008.

Religioso, foi em vida um dos grandes amigos do saudoso Monsenhor Pinto. Na Igreja Católica atuou ministro da eucaristia por muitas décadas. Há algum tempo ele se converteu evangélico e congregava na Primeira Igreja Batista de Angicos.

Fica registro nosso profundo sentimento de pesar a sua esposa Gracinha Gonçalves, suas filhas, netos, irmãos, sobrinhos, parentes, amigos e demais familiares.

Professor Heleno parte deixando muitas saudades em sua família, amigos e todos que o conheceram. Descanse em paz professor!Manoel Heleno Alves
 
 
 Gilberto Rocha

 

CONTAG realiza terceira jornada de monitoramento e avaliação da Campanha Nacional de Sindicalização “Sindicato de Portas Abertas”


Nos dias 25 e 31 de março e 1º de abril foi realizada a terceira jornada de Oficinas de Monitoramento e Avaliação das Ações da Campanha Nacional de Sindicalização “Sindicatos de Portas Abertas”, por plataforma digital. O objetivo foi acompanhar, avaliar e estimular a implementação das ações da campanha e os resultados parciais alcançados entre janeiro de 2021 e março de 2022.

A metodologia adotada pela CONTAG foi a mesma da primeira e da segunda jornadas, realizadas em julho e em novembro de 2021, dividindo as 27 Federações em três grupos para que fosse possível fazer uma boa escuta e um bom debate com a participação de todos e todas.

No dia 25, participaram os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí e Tocantins. No dia 31, os estados do Espírito Santo, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. No dia 1º de abril, aconteceu com os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.


O público prioritário foi a Diretoria ampliada, assessoria, funcionárias(os) das Federações; coordenadores(as) e assessores(as) Regionais da CONTAG; coordenadores (as) e assessores(as) de Polos e Regionais Sindicais; dirigentes, lideranças e funcionários(as) dos Sindicatos e Delegacias Sindicais responsáveis diretos pelas ações da campanha; Comissões Estadual e/ou Municipais de Mulheres; Comissão Estadual da Juventude; Coletivo Estadual da Terceira Idade; Rede de Educadores e Educadoras Populares; e Coletivo Nacional de Comunicação.

Na abertura das três oficinas foi lançado o vídeo oficial da Campanha Nacional de Sindicalização – Sindicato de Portas Abertas, que valoriza a cultura popular dos povos do campo, da floresta e águas.

“Ao longo dessas três oficinas, a CONTAG vivenciou mais um bom momento de escuta sobre a realidade dos estados, principalmente em tempos de pandemia, já com sinais de melhora do cenário com o avanço da vacinação. Dialogamos sobre as ações realizadas, os desafios, as estratégias de enfrentamento e resultados obtidos até o momento. Foi uma experiência fantástica ver que as Federações e Sindicatos abraçaram a Campanha Nacional de Sindicalização, ver que estão motivadas e ver que estamos no caminho certo. Mas, precisamos avançar ainda mais nas nossas metas”, avaliou o secretário de Finanças e Administração da CONTAG, Juraci Souto.

Nessa escuta, foi possível identificar como avanços o aumento no número de sindicalizados(as), de adesões dos Sindicatos ao SisCONTAG e ao Fundo de Amparo Social, investimento em comunicação, empenho na regularização das entidades sindicais, na realização de jornadas formativas, de atividades específicas com a terceira idade, entre outras ações e avanço

Como desafios, a maioria apontou que está retomando as atividades presenciais, com visitas às comunidades rurais, fechando parcerias no comércio local e outros convênios, utilização de programa de rádio e outros materiais de comunicação, por exemplo.

A CONTAG apresentou a proposta de repactuação de metas e prazos da campanha e destacou a importância de potencializar a Campanha Nacional de Sindicalização com a realização da 2ª etapa das Oficinas de Base. “Estamos bem animados com a Campanha e pelos resultados que já estão sendo alcançados. Sabemos que alguns estados e municípios precisam de apoio, mas juntos somos mais fortes e vamos fortalecer ainda mais a agricultura familiar e o movimento sindical. A efetividade da campanha depende do empenho e do compromisso de cada um(a). O MSTTR é feito de desafio e ousadia e sabemos que temos uma capacidade gigante de enfrentar todas as adversidades”, avaliou a secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG

sábado, 2 de abril de 2022

 

Como economizar para plantar milho em pequenas propriedades

   

Especialistas divulgam duas técnicas simples e de fácil aplicação que otimizam a produção em pequenas lavouras de milho. A primeira é o uso de dragas no lugar da enxada para abrir covas. A segunda é a aplicação de adubo orgânico ainda nas covas. A utilização da draga (uma espécie de cavadeira) permite diminuir a área de plantio e aumentar a produtividade da área cultivada. Já com o uso do adubo orgânico, que é feito com o aproveitamento de materiais encontrados na própria propriedade, o produtor economiza na compra de insumos.

O pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, João Elias Rodrigues, traz mais detalhes sobre as vantagens da adoção dessas duas técnicas: “O uso do plantio tradicional dificulta os tratos culturais pelo pequeno agricultor pela deficiência que ele tem em mão-de-obra dentro da família. Então, recomendamos que essas áreas menores sejam plantadas dentro de um alinhamento e um espaçamento definidos, com abertura de covas com dragas e uso de adubação orgânica por ocasião do plantio”. Para a adubação, o agricultor pode acrescentar, ao adubo convencional feito de esterco, materiais que antes seriam descartados, como o resto de capinas, além de qualquer outro produto orgânico disponível na propriedade.

As recomendações são válidas para o plantio de milho em áreas com 2.500 m2 (o equivalente a um quarto de hectare), onde podem ser cultivadas até 12.500 plantas de milho ou para áreas com aproximadamente 1.250 m2 (o equivalente a um oitavo de hectare), onde podem ser cultivadas até 6.250 plantas. Os resultados das pesquisas mostraram que, uma vez seguidas as orientações quanto a espaçamento, alinhamento, abertura de covas e adubação, a produtividade resultante nessas pequenas áreas corresponde, proporcionalmente, a obter cerca de quatro toneladas de milho por hectare

 

RN teve chuvas acima da média no primeiro trimestre do ano



Com os bons volumes de chuvas ocorridos no mês de março, o Rio Grande do Norte fecha o primeiro trimestre de 2022 (meses de janeiro, fevereiro e março) com 12,6% de chuvas acima da média esperada. 

O sistema de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) registrou, o volume médio observado no período de 326.5 milímetros (mm) no estado, enquanto que o esperado era de 289.9mm.

A região que mais recebeu carga d´água foi a região Central com o acumulado de 304.2mm. Até a data de hoje, 01 de abril, o sistema registra que 129 dos 167 municípios do estado encontram-se nas categorias normal, chuvosa ou muito chuvosa.

Previsão meses de abril, maio e junho de 2022

De acordo com as análises, a previsão para os meses de abril, maio e junho de 2022 é de volumes dentro da média esperada ou acima dela.

Mapa anuncia inversão nas etapas de vacinação contra febre aftosa em dez estados em 2022

Com a medida, a primeira etapa de imunização será em maio para bovinos e bubalinos até 24 meses

Para equacionar a demanda de vacinas contra febre aftosa com o cronograma previsto de produção da indústria, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), após discussão com os serviços veterinários estaduais do Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), definiu por inverter a estratégia de vacinação, em 2022, para dez unidades da Federação. Desta forma, a 1ª etapa a ser realizada em maio será destinada aos bovinos e bubalinos até 24 meses, enquanto a 2ª etapa, em novembro, para todo o rebanho.

 A inversão na estratégia de vacinação será válida aos estados da Bahia, do Espírito Santo (já utiliza essa estratégia), de Goiás, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso, do Rio de Janeiro, de Sergipe, de São Paulo, de Tocantins e Distrito Federal, que compõem o Bloco IV. Esses estados totalizam aproximadamente 61,3 milhões de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses que deverão ser imunizados no mês de maio de 2022.

“O estado do Espírito Santo já usa essa estratégia, que agora é ampliada aos demais dez estados do bloco IV no presente ano”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

O objetivo é garantir a oferta oportuna de vacinas nas etapas de 2022 para manter os índices vacinais satisfatórios e manter a imunidade do rebanho brasileiro, evitando prejuízos à certificação de país livre com vacinação do Brasil.

"Estamos em constante articulação com os serviços veterinários estaduais, com o setor produtivo e com a indústria produtora de vacina no país, para que as últimas etapas de vacinação contra a febre aftosa ocorram de forma adequada”, garante o diretor.

Segundo Geraldo Moraes, a demanda de vacina para este ano já está acordada e programada com a indústria produtora, viabilizando a oferta oportuna para os estados envolvidos dentro dos meses previstos para vacinação, sem necessidade, a princípio, de prorrogação das etapas, como foi observado no ano de 2021.

Diante da preocupação dos produtores rurais com possível redução dos índices de prenhez no rebanho, devido ao manejo dos animais durante a vacinação, o diretor informa que “para a segunda etapa de vacinação em específico, a ser realizada em novembro e envolvendo todo o rebanho bovino e bubalino, os produtores poderão solicitar autorização aos serviços veterinários estaduais para realizar a vacinação de seus animais a partir de primeiro de outubro, ou postergar para dezembro, dependendo do planejamento reprodutivo utilizado no rebanho”.

A vacinação em áreas especiais, como a região do Pantanal e a Ilha do Bananal, permanecem inalteradas, seguindo o calendário previsto inicialmente.

>> Veja aqui o calendário nacional de vacinação contra febre aftosa 2022

 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Mudança no Ministério da Agricultura

 

A troca de ministros ocorreu nesta quinta feira. Saiu a ministra Tereza Cristina e entrou Marcos Montes, que estava na secretaria-executiva da Pasta desde 2019. Tereza Cristina se despediu  do cargo destacando conquistas dos produtores rurais nos últimos três anos. A cerimônia de troca de ministro foi realizada no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro.

Em seu discurso, Tereza Cristina ressaltou os “desafios” frente à Pasta, que incorporou as políticas do Incra, do Serviço Florestal Brasileiro, da Agricultura Familiar e da Pesca, antes lotados em áreas distintas da Esplanada. Ela também pontuou conquistas do setor agropecuário, como a manutenção do abastecimento e garantia da segurança alimentar durante a pandemia da Covid-19 e mais recentemente com o cenário decorrente do conflito na Ucrânia.

“Somos a potência agroambiental que somos baseados na vocação natural de nosso país, na ciência e no trabalho duro dos nossos produtores. Os produtores são verdadeiros heróis. Resilientes face às adversidades de todas as ordens, geram renda e emprego. Finalmente, diante da pandemia e do conflito da Ucrânia, a sociedade começa a reconhecer o papel fundamental do Agro na preservação da economia e do processo de desenvolvimento sustentável”, disse, ao frisar que foi levado ao debate internacional o tema da garantia da segurança alimentar global frente ao cenário do conflito da Ucrânia e das decorrentes sanções e limitações ao comércio de fertilizantes.

A Ministra disse: “Na nossa gestão priorizamos o agricultor familiar. A agricultura é uma só e devemos apoiar aqueles que mais precisam. Destinamos valores recordes aos financiamentos do Pronaf e, para esse público, não faltaram recursos. Entregamos mais de 340 mil títulos de regularização fundiária em todo o Brasil até agora e poderemos chegar a 500 mil até o final deste ano. Com os documentos, crédito adequado e assistência técnica, pequenos produtores contribuem para que o Brasil aumente ainda mais sua importância como uma potência agrícola”, comemorou Tereza Cristina.

Nota do Blog: É uma pena, pois a Ministra Tereza Cristina, foi uma excelente gestora a frente do Ministério da Agricultura. Como tem cargo político, teve que se afastar para concorrer mais uma vez o mandato parlamentar que lhe é devido. 

 

 

Reservas hídricas do RN ultrapassam 41% da sua capacidade

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), monitora 47 reservatórios, com capacidades superiores a 5 milhões de metros cúbicos, responsáveis pelo abastecimento das cidades potiguares. O Relatório do Volume dos Principais Reservatórios Estaduais, divulgado nesta quarta-feira (30), indica que as reservas hídricas superficiais totais do RN somam 1.798.520.783, correspondentes a 41,09% da sua capacidade total, que é de 4.376.444.842 m³. No relatório divulgado no dia 23 de março, as reservas estavam com 1.718.573.135 m³, percentualmente, 39,26% da sua capacidade total. 

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 1.178.007.722 m³, equivalentes a 49,64%da sua capacidade total, que é de 2.373.066.510 m³. No relatório anterior o manancial estava com 1.120.450.418 m³, correspondentes a 47,22% da sua capacidade total. 

Já o segundo maior manancial do RN, Santa Cruz do Apodi, acumula 213.347.410 m³, percentualmente, 35,57% da sua capacidade total, que é de 599.712.000 m³. Na última quarta-feira, o reservatório estava com 206.566.480 m³, equivalentes a 34,44% da sua capacidade. 

A barragem Umari, que não vinha tendo recarga, começou a ganhar volume e acumula 167.529.369 m³, correspondentes a 57,21% da sua capacidade total, que é de 292.813.650 m³. Na última semana, o reservatório estava com 158.432.307 m³, equivalentes a 54,11% da sua capacidade. 

O reservatório que teve maior ganho percentual de águas foi Beldroega, localizado em Paraú, que acumula 6.362.490 m³, correspondentes a 78,96% da sua capacidade total, que é de 8.057.520 m³. No relatório divulgado anteriormente, ele estava com 4.398.387 m³, equivalentes a  54,59% da sua capacidade total. 

Outro manancial que recebeu bom aporte hídrico foi o açude público de Marcelino Vieira, que acumula 10.531.256 m³, percentualmente, 94,03% da sua capacidade total, que é de 11.200.125 m³. Na última quarta-feira, o reservatório estava com 9.920.550 m³, percentualmente, 88,58% da sua capacidade. 

Outros reservatórios monitorados pelo Igarn que estão com mais de 80% da capacidade são: Santana, localizado em Rafael Fernandes, que está com 85%; Flechas, localizado em José da Penha, com 89,98% e Passagem, localizado em Rodolfo Fernandes, com 84,54% da sua capacidade.O açude público de Encanto continua com 100% da sua capacidade.

O açude público de Cruzeta vem recebendo águas e acumula 3.990.499 m³, equivalentes a 16,95% da sua capacidade total, que é de 23.545.745 m³. No relatório anterior ele estava com 2.392.785 m³, correspondentes a 10,16% da sua capacidade total. 

Para saber sobre os volumes de outras barragens do RN acesse: http://sistemas.searh.rn.gov.br/monitoramentovolumetrico 

Situação das lagoas

A lagoa de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da zona norte da capital, acumula 9.235.767 m³, correspondentes a 83,81% da sua capacidade total, que é de 11.019.525 m³. No último relatório divulgado, a lagoa estava com 8.859.727 m³, equivalentes a 80,40% da capacidade total do manancial. 

Já a lagoa do Bonfim, responsável pelo abastecimento da adutora Monsenhor Expedito, acumula 38.033.380 m³, percentualmente, 45,13% da sua capacidade total, que é de 84.268.200 m³. No dia 23 de março, a lagoa estava com 37.685.059 m³, equivalentes a 44,72% da sua capacidade. 

A lagoa do Boqueirão, localizada em Touros, acumula 9.963.503 m³, correspondentes a 89,97% da sua capacidade total, que é de 11.074.800 m³. No relatório anterior, o manancial estava com 9.811.064 m³, equivalentes a 88,59% da sua capacidade.

IGARN

Jubventude Rural

 

JUVENTUDE RURAL A HORA É AGORA. JOVEM RURAL DE JOÃO CÂMARA PRODUZINDO ALIMENTOS EM PLENA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS



Por iniciativa da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte - FETARN, através de sua Secretaria Estadual de Jovens e da Comissão Estadual de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais mostrará toda semana exemplos e experiências de jovens trabalhadores rurais que em plena pandemia do coronavírus continuam no campo produzindo alimentos.

A iniciativa surge pela discussão nacional realizada pela juventude rural da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares - CONTAG em virtude da realização do Festival Nacional da Juventude Rural que aconteceria em maio desse ano e foi cancelado em virtude da crise sanitária. Nessa edição dessa semana o jovens agricultor familiar, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultores Familiares de João Câmara e também integrante da Comissão Estadual de Jovens da FETARN, José Welington (Novinho) apresenta o jovem agricultor familiar, Joabe, o mesmo é produtor de maracujá, no município de João Câmara.