quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Mel do Norte de Minas

 

Mel do Norte de Minas Gerais recebe Indicação Geográfica por suas características únicas e terapêuticas

Para obter o reconhecimento como Denominação de Origem, o produto deve levar em consideração as características exclusivas da localidade, inclusive os fatores naturais e humanos que o tornam diferenciado
Publicado em 02/02/2022 10h31 Atualizado em 02/02/2022 11h23
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Antes considerado de pouco valor comercial por ser muito escuro, o mel de aroeira produzido na região Norte de Minas Gerais ganhou destaque após pesquisas indicarem suas características terapêuticas. Agora, o Mel do Norte de Minas recebeu o registro de Indicação Geográfica, na espécie Denominação de Origem, conforme publicado na edição 2665 da Revista da Propriedade Industrial.

Com produção anual média de 450 toneladas, o Mel do Norte de Minas apresenta compostos fenólicos com ação antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana, o que fortalece o sistema imunológico. 

“Esse é o diferencial do nosso mel. Esperamos que com a IG possamos vender o nosso mel com agregação de valor, desenvolver produtos e serviços com aroeria Myracrodruon urundeuva. Desenvolver turismo, remédios naturais e comercializar nossos produtos no mundo. Com isso, podemos preservar a aroeria e manter os apicultores e agricultores familiares no campo”, explica o presidente da Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi), Luciano Fernandes, ao citar estudos da Fundação Ezequiel Dias e do Instituto Mineiro de Agropecuária.

O registro de IG, segundo a coordenadora de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Débora Santiago, reforça a qualidade do produto e traz reconhecimento pelo mercado e pelos consumidores.

“A partir desse momento, os produtores que seguirem as regras da indicação geográfica Norte de Minas podem optar por usar também o Selo Brasileiro da Denominação de Origem no rótulo dos seus produtos, junto com o nome da IG. Os Selos Brasileiros foram instituídos no final do último ano e a gente espera ter valorização, inclusive promoção internacional dos produtos, agregando valor e gerando renda, além de outros benefícios para a região””, declara.

Características do Mel de aroeira

O mel de aroeira recebe este nome porque as abelhas retiram os recursos da planta Myracrodruon urundeuva, um tipo de aroeira, vegetação predominante em regiões de mata seca, caracterizadas pelo clima árido e precipitação anual baixa, além de solos com baixa acidez e altas quantidades de cálcio. Mas, além disto, outro fator natural que contribui para as características deste mel é a associação de insetos psilídeos, conhecidos como pulgões, em suas folhas e flores.

As árvores abrigam esses insetos em todas as fases de seu ciclo de vida (ovo, ninfa e adulta). Eles sugam a seiva elaborada da planta e a digerem e maturam em seu organismo, excretando uma substância açucarada conhecida como melato ou honeydew. Os pulgões, ao sugar a seiva vegetal, também induzem a aroeira a produzir substâncias fenólicas para se proteger, que são excretadas pela planta em diversos de seus órgãos, entre os quais os nectários e as flores.

É assim, ao polinizar a aroeira-do-sertão, que as abelhas coletam um néctar misturado às secreções fenólicas produzidas próximo aos nectários, bem como a secreção excretada pelos pulgões. Desse modo, o mel produzido a partir da aroeira contém alta concentração de compostos fenólicos e presença de melato, diferentemente de méis produzidos a partir de outras espécies vegetais, nos quais está ausente essa última substância

Denominação de origem: fatores naturais e humanos

O auditor federal agropecuário do Mapa Carlos Roberto de Castro, que atua na coordenação de fomento de IGs na representação de Minas Gerais, explica que para o produto obter o reconhecimento como Denominação de Origem ele deve levar em consideração as características exclusivas da localidade, inclusive os fatores naturais e humanos que o tornam diferenciado.  

“O protagonismo é do produtor, pois ele tem a propriedade intelectual do modo de fazer. O melhor reconhecimento é demonstrar a qualificação das pessoas e a alegria que eles têm no processo de produção. Com o aumento da autoestima do produtor, também vem o maior interesse pela qualificação e investimento no processo não só de produção do mel, mas até a ponta”, declara Castro.

No Norte de Minas, observa-se uma área contínua onde ocorrem condições edafoclimáticas particulares, a presença da aroeira-do-sertão e suas relações interespecíficas, e o saber fazer dos apicultores, que proporcionam a produção de um mel com qualidades e características oriundas do meio geográfico.

Em relação aos fatores naturais, o Norte de Minas está inserido em uma área de transição entre os domínios do Cerrado e da Caatinga. Essa região concentra grandes extensões de Matas Secas, caracterizadas pelo clima árido, precipitação anual baixa e solos com baixa acidez e altas quantidades de cálcio. As Matas Secas do Norte de Minas apresentam plantas adaptadas à deficiência hídrica e ao clima seco, dentre as quais se destaca a espécie Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira-do-sertão).

Já os fatores humanos do meio geográfico se expressam no saber-fazer dos apicultores a partir do conhecimento da flora apícola, com a identificação da aroeira-do-sertão para fixação das colmeias e do momento de floração da aroeira, além do rigoroso processo de manejo das colmeias e de coleta do mel. Isso tudo permite obter um mel de aroeira monofloral com a máxima expressão de suas qualidades e características típicas.

As técnicas de manejo utilizadas pelos apicultores também são fatores de diferenciação, já que asseguram a não contaminação das abelhas e do mel por possíveis fontes próximas ao apiário, como criações de animais confinados, resíduos e efluentes domésticos. Desse modo, as características e qualidades do mel do Norte de Minas, especialmente o alto teor de compostos fenólicos e a coloração âmbar escuro, se destacam. 

 

Prova de vida para o INSS deixa de ser exigida presencialmente

Os cerca de 36 milhões de aposentados, pensionistas e outros titulares de benefícios pagos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) não terão que fazer mais a prova de vida presencialmente. O anúncio foi feito pelo presidente do INSS,José Carlos Oliveira, nesta quarta-feira (2), durante cerimônia no Palácio do Planalto, na qual o presidente Jair Bolsonaro assinou uma portaria com as novas regras. Agora, a prova de vida será feita pelo próprio governo, que consultará bases de dados públicas e privadas para saber se a pessoa está viva.

Para viabilizar a mudança, entre as bases de dados que serão consultadas estão a da renovação da carteira de identidade, do passaporte e a do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de votação.

A nova regra entrará em vigor depois de publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer até amanhã (3). O INSS tem até o dia 31 de dezembro para implementar as mudanças necessárias. “Até essa data, o bloqueio de pagamento por falta da comprovação de vida fica suspenso”, informou o governo.

Agência Brasil

 

Os criadores de frango de corte e de suínos estão gastando mais para produzir

   

Os custos de produção de frangos de corte e de suínos encerraram o ano de 2021 em alta.  Segundo os estudos publicados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa, o ICPSuíno subiu 5,25% no mês de dezembro em relação a novembro, fazendo o índice chegar aos 400,51 pontos. Já o ICPFrango subiu 1,5% no mesmo período, chegando aos 403,53 pontos.

A alta no ICPSuíno foi influenciada pela variação de 5,1% nas despesas operacionais com a alimentação dos animais, que representa 81% do custo de produção de suínos. Em 2021, o ICPSuíno acumulou 6,76% de aumento. Com isso, o custo total de produção por quilograma de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina voltou ao patamar dos R$ 7, o que não acontecia desde agosto (R$ 7,12).

No ICPFrango, a alta também foi causada principalmente pela influência dos gastos com nutrição (1,58%) e nas despesas com energia elétrica e cama (0,11%). Em 2021, o índice acumulou variação de 19,79%. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, subiu R$ 0,07 em dezembro com relação a novembro, chegando aos R$ 5,21.

Os estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

 

Uma lei para ajudar o produtor rural que estiver em dificuldade financeira

   

O produtor rural brasileiro que está em dificuldade financeira tem, pela primeira vez desde o começo de uma safra de grãos, um novo recurso para conseguir um fôlego no caixa. É que neste ano entrou em vigor a Lei 14.112/2020, que trata da recuperação judicial e inclui pequenos, médios e grandes agricultores. “A nova lei reconhece que a pessoa física do produtor tem direito a utilizar para a sua reestruturação os mesmos mecanismos legais que qualquer empresa existente no Brasil, desde que ele comprove a inscrição como produtor rural até um dia antes do pedido de recuperação judicial”, explica o advogado Jean Cioffi do escritório JRCLaw, com sede em São Paulo e equipes em Miami e Lisboa.

Ele observa que muitos agricultores ainda não sabem da existência deste caminho para ajudá-los no momento de dificuldade financeira circunstancial e superável. Cioffi afirma que o JRCLaw atende clientes em diversos Estados como Maranhão, Tocantins, e Santa Catarina, mostrando que os problemas são superáveis e podem ocorrer em diferentes culturas agrícolas, como milho, feijão e soja, e por razões diversas, como quebra de safra, variação do dólar, queimadas na área de cultivo como ocorreu no Paraná, seca ou a pandemia.

“O pior cenário para o produtor, que muitas vezes vejo, é aquele em que já entregou aos credores parte suas fazendas e não conseguiu quitar o débito. Ele diminuiu a capacidade de produção, geração de emprego, receita e impostos para o governo, mas não saiu do problema financeiro por ter sido mal orientado ou não ter ao lado um especialista na área de contratos e renegociação de dívidas que pudesse trazer uma saída negociada, rápida, eficaz e legalmente prevista”, analisa Cioffi.

 

Selo Arte chega a 233 produtos artesanais registrados

O estado do Maranhão registrou as primeiras concessões, com queijos de leite de cabra. Em Santa Catarina, o destaque foi o selo para o roll mop de pescado
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O Selo Arte, criado para atender as necessidades de venda de produtos feitos artesanalmente, já está presente em 233 produtos artesanais no Brasil divididos em quatro categorias: lácteos, cárneos, pescados e produtos oriundos de abelhas. O certificado garante que alimentos de origem animal foram elaborados de forma artesanal e que possuem características tradicionais, regionais e culturais. 

O roll mop, um peixe, geralmente feito com sardinha, enrolado em volta de um pedaço de pepino ou cebola e mantido em conserva, tipicamente consumido em Santa Catarina, foi o primeiro pescado a conseguir concessão de Selo Arte. Já no Nordeste, os queijos de leite de cabra possibilitaram ao Maranhão as 16 primeiras concessões do Selo Arte. A cadeia da caprinocultura é típica da região, que em 2020 concentrava 95% da criação nacional de caprinos. 

Além do Maranhão e Santa Catarina, mais dez estados já possuem essa certificação: Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. 

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A coordenadora-geral de Produção Animal da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI/Mapa), Marcella Teixeira, afirma que com a expansão da concessão por mais unidades da federação é possível fomentar e formalizar atividades de crescimento econômico de diferentes regiões do país. “Com a expansão da concessão por mais unidades da federação, criamos a possibilidade de produtos típicos serem degustados em todo o Brasil. Além disso, existe uma importância social e econômica que fica ainda mais evidente no momento de retomada econômica decorrente da pandemia da Covid-19", destaca. 

Para a garantir o Selo Arte, é necessário que o produtor tenha um registo junto ao Serviço de Inspeção Oficial do município, estado ou Distrito Federal. Depois, ele deve entrar no sistema eletrônico de Cadastro Nacional de Produtos Artesanais e registrar seu pedido e anexar as informações necessárias. 

Além disso, existem diversas leis e referências normativas para a garantia do selo, como por exemplo, a normativa Nº 67, DE 10/12/2019, que estabelece os requisitos para que os estados e o Distrito Federal realizem a concessão de Selo Arte e a normativa Nº 73, DE 23/12/2019, que estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas Agropecuárias destinadas aos produtores rurais fornecedores de leite para a fabricação de produtos lácteos artesanais. 

Marcella destaca ainda que a política do Selo Arte viabiliza o acesso de consumidores a alimentos seguros e diferenciados pela característica da artesanalidade, muitas vezes com valor afetivo remetendo às suas cidades de origem. 

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Bolsonaro convida potiguares para acompanhar chegada das águas no RN


O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho, fizeram um vídeo juntos convocando a população Potiguar para prestigiar o evento que marca a chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco ao RN.

O evento vai acontecer no próximo dia 09 de fevereiro, em Jardim de Piranha, na região do Seridó Potiguar.

 

 

Perda de safra e prorrogação de dívidas

Diante das grandes perdas sofridas pelos produtores por conta da estiagem (safra verão 2021/2022), muito tem sido comentado sobre o que fazer diante do vencimento das parcelas de financiamentos, especialmente de custeio e investimento.

O primeiro passo é buscar comprovar as perdas por meio de laudo específico elaborado pelo profissional que acompanhou as lavouras.

Além disso, também é importante a elaboração de laudo que demonstre a incapacidade de pagamento, comparando as receitas e despesas presentes e futuras.

Os decretos de emergência, sejam municipais ou estaduais, são essenciais para demonstrar que se trata de questão abrangente e não pontual.

De posse dos documentos, o produtor deve elaborar um pedido formal de prorrogação, de forma que os pagamentos das parcelas de financiamentos sejam adequados à sua capacidade de pagamento, tudo conforme permite o Manual de Crédito Rural (disponível em www.bcb.gov.br).

O pedido deve ser entregue junto à instituição financeira, por meio de protocolo com data e identificação do recebedor, preferencialmente o gerente responsável pelo financiamento. Caso o responsável se negue em receber o documento, o documento poderá ser encaminhado por meio do respectivo Cartório de Títulos e Documentos.

Diante do pedido devidamente comprovado, o credor deve providenciar a alteração do cronograma de pagamento, de forma que a operação continue em normalidade, sem que haja cobrança de juros moratórios, multa, alteração nas taxas de juros remuneratórios, ou qualquer outra exigência.

Veja que as medidas têm por objetivo a manutenção da atividade agrícola de produção de alimentos diante de uma situação crítica e atípica.

Caso o credor não realize a prorrogação solicitada, de forma que seja possível ao devedor o pagamento na proporção de suas receitas, uma vez comprovadas as perdas, é possível que o pedido seja feito judicialmente, de forma que o juiz possa analisar a situação a fim de que o direito seja efetivamente aplicado à situação.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Sobre as Eleições - Jatão Vaqueiro

  

No alpendre sentado

Eu fiquei a pensar
Como seria a vida
Do povo do meu lugar
Se acabasse eleição
E ninguém mais votar

O povo não se dividia
Nem fazia confusão
Olhava para o vizinho
Como se fosse irmão
Pois ali não existia
A ferida da eleição

O poder pelo poder
Faz a briga do povo
Quem tá não quer sair
Para entrada do novo
Quem ta fora quer entrar
Como sangue novo

A briga é constante
Apenas por posição
Farpas são trocadas
No jogo da acusação
Quem sai diz "fui bom"
Quem entra diz "sou salvação"

No entanto continua
O jogo do poder
Isso já é velho
Não precisa eu dizer
Precisamos é mudar
Eu, tu, ele e você

Não deixemos política
Dissipar na cidade
A união de um povo
Por mera banalidade
Bom mesmo é união
Do povo de uma cidade

Quem briga por política
Não lembra do eleitor
Quer mesmo é cargo
De secretário ou diretor
O resto que se dane
Indo lá pra onde for

Quando vemos briga
Pode prestar atenção
Camarada ganhou
Ou perdeu eleição
A briga é por cargos
Na nova administração

Devo aqui dizer
Política é fundamental
No país como um todo
Do Federal ao Municipal
Para que seja realizado
A lei do constitucional

Porém, não para brigas
De uma população
Que se degladeia
Por alguma posição
Esquecendo amizades
Ou fazendo acusação

Vamos ter que mudar
Política vai e vem
Já de um bom amigo
Amizade nos convém
Não troco por política
A amizade de ninguém

JATÃO DA RÁDIO

A Tilápia é o principal peixe das exportações brasileiras

   

A tilápia permanece como a espécie mais exportada pelo país, assim como lidera a produção nacional. Em 2021, foram 8,5 mil toneladas exportadas, gerando um volume de U$ 18,2 milhões. Em valores financeiros, a espécie respondeu por 88% das exportações brasileiras de peixes em 2021. No segundo lugar, estão os curimatás, com 9% e U$ 1,8 milhão.

Com relação às categorias de produto de tilápia exportadas, as principais foram o peixe inteiro congelado (com U$ 6,7 milhões) e o filé fresco ou refrigerado (com U$ 5,4 milhões). Juntas, as duas categorias responderam por 67% do volume financeiro movimentado pela tilápia brasileira no exterior no ano passado.

Os preços médios por kg dessas duas categorias foram, respectivamente, U$ 2,18 no terceiro trimestre e U$ 2,36 no quarto trimestre na tilápia inteira congelada e U$ 6,81 em ambos os trimestres no filé fresco ou refrigerado. Esse último produto é o que conseguiu maior preço no período.

O Mato Grosso do Sul, com 37% do volume financeiro movimentado, e o Paraná, com 34%, foram os principais estados exportadores de tilápia no ano passado. E as categorias de produto mais exportadas por eles foram os filés frescos ou refrigerados no caso do Mato Grosso do Sul e os peixes inteiros congelados no caso do Paraná.

 

 

Projeto promove ações de restauração e preservação da Caatinga

Clarice Rocha - Área de recuperação de nascente, assentamento Boa Vista – Delmiro Gouveia (AL)

Área de recuperação de nascente, assentamento Boa Vista – Delmiro Gouveia (AL)

O projeto Lagos do São Francisco, uma parceria da Embrapa Semiárido, Chesf, BNDES e prefeituras municipais, vem promovendo ações nos estados de Sergipe e Alagoas para a recuperação da Caatinga e preservação de nascentes. As atividades estão sendo realizadas em áreas de produtores, por meio da implantação de Campus de Aprendizagem Tecnológica (CATs) voltados à preservação ambiental.

O coordenador das atividades, o pesquisador da Embrapa Semiárido Iêdo Bezerra Sá, explica que o objetivo é promover a recuperação de áreas degradadas e o repovoamento da Caatinga com espécies nativas. Para isso, vem realizando um trabalho de análise das propriedades e seleção de plantas mais adequadas para o reflorestamento, respeitando as características do ambiente. “A ideia é imitar a natureza, plantando espécies arbóreas que já existiam no local”, completa Iêdo.

Duas propriedades no município de Delmiro Gouveia, estado do Alagoas, já estão tendo a sua biodiversidade restaurada com o plantio de mudas arbóreas da Caatinga como o umbuzeiro, Baraúna, Imburana de Cambão, Angico, Catingueira e Quixabeira. O trabalho é realizado de forma conjunta, em que os produtores têm participação ativa na seleção das espécies que serão inseridas nas áreas selecionadas.

Com a ajuda de técnicos da prefeitura, é feita a preparação das mudas, o plantio e manutenção. A Embrapa realiza treinamentos, disponibiliza as mudas e também faz o acompanhamento de todo o processo, incluindo o momento dos plantios, análise do solo e espaçamento, para que não haja competição de água e nutrientes entre as plantas.

Preservação de nascentes

No município de Poço Redondo, no estado de Sergipe, o projeto está trabalhando no Assentamento Cajueiro com o reflorestamento do entorno de uma nascente que historicamente matou a sede de diversas famílias e animais da região.  Estão sendo feitos cordões de vegetação arbóreas de espécies da Caatinga, entre elas Ipê Roxo, Craibeira, Angico, Pau Ferro, Ipê Amarelo e Aroeira, no intuito de frear a sedimentação que vem atingindo a nascente.

Para o técnico Marcos França, agrônomo da prefeitura de Poço Redondo, este é um trabalho muito importante e que traz uma visão de preservação para as novas gerações. “Esperamos que no futuro possamos ter esse bioma preservado e essa nascente jorrando água, alimentando o Rio São Francisco”.

No município de Canindé de São Francisco, ainda no estado de Sergipe, o trabalho busca a preservação de outra nascente com vazão de mais de 18 mil litros de água por dia. Lá, a área em volta da nascente será toda repovoada com Craibeira, Mulungu, Aroeira, Baraúna, Jatobá, Pereiro, Pau Ferro, Ipê e Mororó, dentre outras. Estas espécies já observadas na área e que também foram demandadas pelo produtor.

Sobre o Projeto

O projeto ‘Ações de Desenvolvimento para Produtores Agropecuários e Estudantes dos Lagos do São Francisco’, é fruto da cooperação entre a Embrapa Semiárido, Chesf e o BNDES, com parceria de instituições públicas e organizações da sociedade civil.

As primeiras atividades do projeto foram iniciadas em 2019, com estimativa de beneficiar, até 2022, agricultores familiares de comunidades situadas no entorno de barragens e usinas hidrelétricas do Rio São Francisco, em 12 municípios nos estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. O esperado é que as cidades atendidas ganhem um incremento nas suas rotinas produtivas a partir do uso das potencialidades dos lagos e da inserção de novas atividades econômicas na agropecuária.

As ações previstas envolvem a instalação de diversos Campus de Aprendizagem Tecnológica (CATs), englobando a produção de mel, frutas, hortaliças e culturas alimentares, criação animal, além da preservação e recuperação da mata ciliar nessas regiões.


 

 

 

Governo do RN publica edital de licitação para obras na barragem de Pataxó



O governo do Rio Grande do Norte publicou nesta segunda-feira (31) o edital de licitação para recuperação da barragem de Pataxó, no município de Ipanguaçu, no interior do estado.

Segundo o Poder Executivo, o edital foi lançado, por meio do Projeto Governo Cidadão, após um longo processo de tratativas junto ao Banco Mundial.

A licitação é do tipo empreitada por preço unitário e podem participar empresas de engenharia civil habilitadas no CREA, apresentando proposta individualmente ou como participante de um consórcio. As propostas podem ser enviadas até o próximo dia 7 de março. - G1RN.


Nota do Blog: Já começa atrasada as obras deste importante manancial.

Preço da Soja Registra Recorde

CI
 

Preço da soja registra recorde

A demanda por soja tem superado a oferta no mercado interno, levando os preços a registrarem recordes nominais
Por:  

A demanda por soja tem superado a oferta no mercado interno, levando os preços a registrarem recordes nominais. De acordo com pesquisadores do Cepea, indústrias domésticas e compradores internacionais estiveram mais ativos nas aquisições da soja brasileira nos últimos dias. Porém, as compras foram limitadas pela baixa oferta.

De acordo com os dados do Cepea, a entrada vagarosa da safra e as incertezas quanto ao rendimento têm deixado sojicultores reticentes nas comercializações de grandes volumes. O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná avançou 1,7% entre 21 e 28 de janeiro, a R$ 180,32/sc de 60 kg no dia 28 – o valor nominal mais alto da série do Cepea, iniciada em jul/97.

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá (PR) registrou recorde nominal da série do Cepea, a R$ 184,22/sc de 60 kg, na quarta-feira, 26. No dia 28, porém, a média recuou para R$ 183,80/sc de 60 kg, com alta de 2% em sete dias.