quinta-feira, 9 de setembro de 2021

 

O manejo correto para produzir leite de cabra

 

Para se produzir leite de cabra com qualidade, é preciso ter alguns cuidados com a alimentação das leiteiras, que precisa ser mais rica em proteínas. Segundo o médico veterinário Farouk Zacharias “o fornecer destes sem período correto, que é no terço final da gestação em torno de cem dias, vai ter repercussão muito grande sem volume de leite produzido, na recuperação da fêmea depois da lactação e no próprio volume do leite “. Leguminosas como o guandu e a leucena, que possuem grande quantidade de proteína, são determinadas e recomendadas.

Outro cuidado diz respeito à higiene, que deve ser rigorosa para permitir o controle das principais doenças infecciosas, sem provocar a perda no valor nutricional do leite, e sem comprometer a glândula mamaria da cabra. Para evitar prejuízos, algumas medidas simples já são suficientes, como se certificar de que os materiais usados ​​para fazer a ordenha estão limpos. O ordenhador deve estar com as mãos limpas, unhas cortadas, cabelos e barbas bem feitos.

É muito importante que na hora da ordenha os animais sejam separados entre as que tiveram e que não tiveram mamite (infecção na glândula mamária). Os animais que estão infectados a serem devidos em um terceiro grupo, cujo leite será desprezado. O leite deve ser pasteurizado ou mais rápido possível, para não ocorrer mudanças.

Os caprinos fazem parte da dieta alimentar da população da região Nordeste do Brasil e seus produtos são uma boa fonte de renda para o pequeno produtor familiar. O leite de vaca, normalmente, contém pequenas quantidades de minerais como cálcio e fósforo, presentes em maior quantidade no leite de cabra, além disso, o grande número de ácidos graxos saturado de cadeia e glóbulos de gordura de menor tamanho, conferem ao mesmo uma maior digestibilidade, alto valor biólogo e nutricional. Segundo o médico veterinário João Pereira “o leite de cabra é bem mais valorizado e aceito pelo mercado trazendo um retorno econômico muito maior em comparação com os animais de grande porte”.

 

Mutirão emite documentos para agricultores no Rio Grande do Norte

Mutirão emite documentos para agricultores  de Mossoró e região no Rio Grande do Norte

Assentados de quatro assentamentos também receberam os títulos definitivos de suas terras. Foto: Incra

Um mutirão realizado pelo Incra no Rio Grande do Norte atendeu, entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro, agricultores de Mossoró, a 281 quilômetros da capital Natal. Entre os serviços oferecidos pelo instituto às famílias da região estão a emissão de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e a entrega de Títulos de Domínios. A ação é resultado de parceria com a Secretaria de Agricultura de Mossoró.

A Declaração de Aptidão ao Pronaf atesta a atividade voltada para agricultura familiar e permite, por exemplo, o acesso a financiamentos para investimento na produção.

O agricultor José Lucivaldo buscou o posto de atendimento para emitir o documento e garantir os benefícios. "A gente fica feliz com essa iniciativa, por que assim vamos conseguir produzir mais".

O superintendente do Incra no estado, Marcelo Gurgel, falou sobre a importância da ação para os beneficiários. "Estamos fazendo esse mutirão porque entendemos a necessidade que o agricultor tem em conseguir investimento para sua produção. O ano foi atípico, sem chuvas e isso dificulta ainda mais a vida do homem do campo".

O Analista de Reforma e Desenvolvimento Agrário do instituto, Gleidson Ferreira, explica como a declaração pode auxiliar o assentado. "Além do acesso às políticas públicas, a DAP é um documento de comprovação para quando o agricultor for pedir a aposentadoria".

Títulos

Em paralelo às emissões das declarações, o Incra fez a entrega dos Títulos de Domínio para 57 famílias assentadas. Foram oito títulos para agricultores do assentamento Maria Cleide, no município de Governador Dix-Sept Rosado; 11 para o assentamento Moacir Lucena, em Apodi; 19 títulos para famílias do assentamento José Sotero, em Caraúbas, e 19 para o assentamento Santa Rita, no município de Mossoró. Com o documento as famílias passam agora a ser proprietárias das terras onde vivem.

Assessoria de Comunicação - Incra/RN

 

Ações desenvolvidas pelo Mapa são apresentadas na 44ª Expointer

Estão presentes no estande equipes da Superintendência Federal de Agricultura, da Embrapa, da Conab e da Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária

Produtores rurais e visitantes podem conferir o estande do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Pavilhão Internacional da 44ª Expointer, que acontece até o dia 12 de setembro, em Esteio (RS). O espaço conta com uma equipe de técnicos e pesquisadores do órgão federal com o objetivo de apresentar ao público da feira ações desenvolvidas pelo Mapa em todo país.

Estão presentes no estande equipes da Superintendência Federal de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (SFA/RS), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA).

Depois de ocorrer de forma virtual, em 2020, a Expointer volta a receber o público seguindo todo os protocolos sanitários preventivos contra o coronavírus. “Essa retomada das feiras presenciais é importante para o agronegócio. O setor não parou e o Ministério da Agricultura também não parou. Então, a nossa presença na feira é também referência a essa continuidade do agronegócio”, ressalta a superintendente do Rio Grande do Sul, Helena Rugeri.

Febre Aftosa

No estande, a Rede LFDA mostra ao visitante a contribuição dos laboratórios federais na obtenção do status de zona livre de febre aftosa pelo Rio Grande do Sul e por outros territórios no Brasil, como também as ações que estão em andamento para tornar o país livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

Em um espaço com totens interativos, o público participa de uma imersão, que vai desde o final do século 19, quando a doença surgiu no país, até os dias atuais. No próprio celular, o visitante tem acesso a um áudio guia que narra a história da doença e, ao final, assiste um vídeo do processo de análise feito nos laboratórios da rede LFDA, recebimento da vacina e aplicação nos animais.

Em 2021, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso foram reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. Uma conquista que eleva os padrões sanitários e abre possibilidades de alcance de novos mercados.

Para o coordenador do LFDA-RS, Fabiano Barreto, a Expointer é um importante momento de integração com diferentes setores da sociedade e uma oportunidade de prospecção de demandas e novas parcerias. “A participação na feira faz parte da estratégia de comunicação para divulgação das ações envolvendo a defesa agropecuária, tão importantes para nosso país”, afirma.

Pesquisa e mercado

A Embrapa mostra aos visitantes os resultados de seus trabalhos de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (P&D) e de Transferência de Tecnologia. No estande, estão em exposição painéis com QR Code para que o público da feira possa acessar quatro vídeos sobre a relação da pecuária com o meio ambiente, com o bem-estar animal, com o desenvolvimento territorial e com a saúde humana.

O órgão vinculado ao Mapa também participa da feira de forma virtual, com uma série de 27 lives que integram a programação oficial do evento. Dentre os temas estão “Redução de desperdícios de frutas e hortaliças”, “Transformação digital na pecuária”, “Coinoculação em soja”, “sistemas produtivos em integração e de baixa emissão de carbono”, entre outros. Para saber mais sobre a participação da Embrapa na Expointer, acesse: https://www.embrapa.br/expointer .

Técnicos da Conab também estão no estande para fornecer informações sobre levantamento e avaliação das safras brasileiras de grãos, fibras, café e cana-de-açúcar, e programas do governo federal operacionalizados pela Companhia, como o Programa de Alimenta Brasil (PAB), por meio do qual o poder público compra alimentos produzidos por agricultores familiares e entrega para a rede socioassistencial, e o Programa Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que visa diminuir oscilações na renda dos produtores rurais.

Agricultura Familiar


Na 44ª Expointer, o visitante não pode deixar de visitar o Pavilhão da Agricultura Familiar, organizado pelo Mapa em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-RS), Emater-RS-Ascar e Via Campesina.

Nos mais de sete mil metros quadrados, 228 expositores, distribuídos em 210 estandes estão comercializando queijos, polpas, mel, vinhos e espumantes, plantas, artesanato e outros produtos.

Para garantir a segurança de visitantes e trabalhadores, a Expointer deste ano tem presença de público limitada a 15 mil visitantes por dia, que terão que cumprir protocolos de saúde, como o uso de máscara obrigatório. A feira conta com pontos de higienização com dispensers de álcool gel e lavatórios de mãos, além de monitores orientando sobre uso da máscara e ajudando a verificar o cumprimento das regras sanitárias.

A abertura oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar, foi realizada nesta terça-feira (7) com a presença de autoridades do estado e representantes de entidades do setor agrícola. Estiveram presentes o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; a secretária Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, e a superintendente Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul, Helena Rugeri.

44ª Expointer  

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

 

Mais animais por hectare se o produtor rural usar o novo protocolo de carne bovina brasileira de baixo carbono

 

O primeiro protocolo de produção de carnes de baixa emissão de carbono no Brasil, o Low Carbon Brazilian Beef (LCBB), permite, com o manejo adequado do sistema de produção pecuária, um aumento para 125% mais animais por hectare e um peso / ha coberto 163% maior que o manejo convencional. Tudo isso garante a qualidade do produto final, a fixação do carbono no solo e o controle das emissões de metano. Os dados fazem parte de um levantamento feito pelos pesquisadores da Embrapa em uma Unidade de Referência Tecnológica da Pecuária de Corte (URT), localizada no Cerrado baiano.

Segundo Márcia Silveira , pesquisadora da Embrapa Pecuária do Sul , que coordena a validação do protocolo, a marca conceito LCBB pretende valorizar os sistemas de pecuária que não possuem o componente florestal, mas que têm potencial para mitigar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio do manejo adequado de pastagens e a adoção de boas práticas agrícolas.

“O estudo pretendeu avaliar a produção de gado de corte em sistemas com pastagens bem manejadas para validar diretrizes em um ambiente comercial. Os resultados iniciais mostram que, com a implantação das diretrizes do LCBB, é possível garantir a produtividade e a qualidade da carne para aumentar a rentabilidade do agricultor. Tudo isso, sem abrir mão da manutenção ou do aumento dos estoques de carbono no solo e da mitigação das emissões de GEEs, além do efeito de economia de terras relacionado aos ganhos de produtividade do sistema, que permitem aumentar a produção de carne com menor pressão sobre a vegetação nativa. . É mais um passo em direção à eficiência produtiva que considera a qualidade do produto e seu ambiente de produção ”, afirma o cientista.

As diretrizes técnicas para a produção de carne bovina brasileira de baixo carbono, avaliadas na pesquisa, envolvem o cumprimento de práticas adequadas de manejo de pastagens, como monitoramento de altura, reajustes de taxa de lotação, fertilização adequada à demanda de forrageiras e ao nível de intensificação do sistema, bem como a adoção de Boas Práticas Agropecuárias (GAPs).

O protocolo faz parte da Plataforma Pecuária de Baixo Carbono (PBC), iniciativa da Embrapa para contribuir com as estratégias do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC +) para os desafios dos cenários de mudanças climáticas. A pesquisa faz parte do Projeto Trijunção, iniciado em dezembro de 2017, e que é coordenado pela pesquisadora  Flávia Santos , da  Embrapa Milho e Sorgo  (Sete Lagoas, MG).

 

CI
 

Exportações de carne bovina registram recorde

China mais Hong Kong continuam sendo o principal destino da carne bovina brasileira respondendo por 59% da receita e volume exportado
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Depois de três meses seguidos de quedas no volume das exportações totais de carne bovina (in natura + processada), a movimentação do produto voltou a crescer e subiu 11% em agosto. Na receita, o aumento foi de 56%. Com isso, pela primeira vez na história desse mercado, o país ultrapassou a barreira das 200 mil toneladas exportadas num único mês: foram 211.850 toneladas. A receita cambial proporcionada aumentou o também recorde mensal de julho último de US$ 1,010 bilhão para US$ 1,175 bilhão. Em agosto de 2020, a movimentação foi de 191.141 toneladas e a receita de US$ 753,1 milhões. No acumulado do ano até agosto, as exportações totais ainda caem 1% em relação a 2020, mas a receita subiu 15%.

De acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), o país se beneficiou da diminuição da oferta no mercado internacional proporcionada pela redução das exportações argentinas, devido a política de combate à inflação local, e da Austrália, onde o rebanho ainda não se recuperou de sucessivas perdas devido a secas e enchentes. Até agosto de 2020, o país havia exportado 1.294.274 toneladas com receita de US$ 5,44 bilhões. Até agosto de 2021 o Brasil exportou 1.283.641 toneladas com receita de US$ 6,26 bilhões.

Segundo a ABRAFRIGO, a China mais Hong Kong continuam sendo o principal destino da carne bovina brasileira respondendo por 59% da receita e volume exportado. Os Estados Unidos mantêm a segunda posição entre os 20 maiores importadores do produto brasileiro. Em 2020 comprou 34.502 toneladas e em 2021 foram 66.467 toneladas (+92,7%). O Chile é o terceiro colocado, com aquisições de 62.621 toneladas no acumulado do ano (+ 24,4%); o Egito o quarto, reduzindo suas compras de 91.529 toneladas no ano passado para 35.495 neste ano (-54.9%); as Filipinas ocupam o quinto lugar, subindo as importações de 25.660 toneladas em 2020 para 35.495 toneladas em 2021(+ 38,3%). Os Emirados Árabes ficaram com o sexto lugar, com importações de 25.595 toneladas em 2020 e de 29.056 toneladas até agosto de 2021 (+13,5). No total do ano até aqui, 88 países apresentaram evolução na sua movimentação, enquanto que outros 75 reduziram suas importações, informou a ABRAFRIGO.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

 

As recomendações para o plantio do feijão de corda através do Zoneamento de Risco Climático

 

É o Zarc – Zoneamento Agrícola de Risco Climático – uma política pública promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que tem como objetivo indicar datas de semeadura por cultura e por município, considerando a característica do clima, tipo de solo e ciclo da cultivar, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com fases sensíveis das culturas e, assim, minimizar as perdas agrícolas e contribuir para o aumento da produção agrícola.

Já foram publicadas no Diário Oficial da União as portarias para o Zoneamento de Risco Climático (Zarc) do feijão-caupi (feijão-de-corda) referente à safra 2021/2022, para os estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás e também para o Distrito Federal.

O pesquisador Edson Alves Bastos, da Embrapa, responsável técnico pelo Zarc do feijão-caupi, explica que o calendário de semeadura proposto neste zoneamento deve ser utilizado pelos produtores da cultura para que eles tenham direito aos seguros agrícolas do governo federal, como PROAGRO e PROAGROMAIS, além dos benefícios das seguradoras privadas.

O Zarc para o feijão-caupi contribui positivamente para a cadeia produtiva do feijão-caupi, com destaque para o aspecto econômico. “Ele contribui para o aumento da renda líquida do produtor, uma vez que a semeadura na época correta minimiza as perdas, aumentando a produtividade e qualidade dos grãos. Também contribui significativamente com a redução de recursos financeiros federativos, tendo em vista que a obediência ao calendário de semeadura proposto pelo Zarc Caupi reduz as perdas agrícolas em decorrência das adversidades climáticas, diminuindo, consequentemente, a emissão de seguros agrícolas pelos programas do governo federal”, ressalta Bastos.

A metodologia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) é padronizada para todas as culturas e no caso do feijão-caupi não foi diferente. Primeiro foram definidos os riscos relevantes para a cultura; depois foi feito o levantamento, organização e tratamento dos dados de clima, solo e planta, seguido das definições dos critérios de decisão que são o Índice de satisfação da necessidade de água (ISNA) para a cultura e os níveis de risco. As duas últimas etapas são a modelagem e simulação e por último, a validação.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Mercado do vinho cresce 4% no Brasil no primeiro semestre do ano

De janeiro a junho, o mercado cresceu 4% em relação ao mesmo período do ano passado, pulando de 200,1 milhões de litros para 208,5 milhões de litros comercializados. O balanço foi apresentado durante a 3ª edição do Wine Summit, um evento digital promovido pela Wine South America, que é a maior e principal feira profissional de vinhos da América Latina.

Detalhando por segmento, os destaques do semestre foram os espumantes brasileiros, que cresceram 67% nas vendas, e os vinhos finos, que atingiram uma elevação de 100% na comercialização. Ao analisar o período que abrange julho de 2019 a junho de 2020 com o intervalo de julho de 2020 a junho de 2021, o crescimento geral no mercado vitivinícola é de 19%. Em litros comercializados, o salto foi de 427,5 milhões para 509,6 milhões.

O panorama de distribuição dos vinhos e espumantes por Estado também foi apresentado com exclusividade no Wine Summit. Nesse ranking, São Paulo aparece em primeiro lugar com 34% do total de vinhos e espumantes distribuídos no país. Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, com 15%, e em terceiro vem o Rio de Janeiro, com 9,7%.

Além do panorama do primeiro semestre, o 3º Wine Summit também discutiu a tributação do mercado de vinhos no Brasil. O Dr. Júlio César Grazziotin, consultor e assessor tributário, detalhou as atualizações mais recentes da Substituição Tributária (ST), que é um dos maiores fardos do setor em relação à competitividade. “Já tivemos alguns avanços significativos. Os Estados da região Sul e São Paulo foram desonerados, mas ainda temos Estados que mantêm. Vamos fazer um trabalho juntamente com a Uvibra e com os demais segmentos para pleitear que os demais Estados – especialmente Rio de Janeiro e Minas Gerais – também retirem a ST. Os contribuintes precisam estar atentos e sempre considerarem onde estão localizados e para quem vendem, pois isso impacta se precisa ou não aplicar essa tributação”, explicou Grazziotin.

Desenvolvido com o intuito de fortalecer a promoção do vinho brasileiro por meio do compartilhamento e da geração de conteúdos ligados ao setor, o Wine Summit prevê a sua quarta edição ainda para esse ano.

Depois de movimentar cerca de R$ 1 milhão em negócios nas duas primeiras edições, o Wine Connection terá sua 3ª realização nos dias 14 e 15 de setembro. A plataforma digital permite que compradores das principais redes importadoras, distribuidoras, atacadistas, varejistas e profissionais do vinho se conectem virtualmente com os principais produtores de vinhos do Brasil, além de possibilitar experiências reais de degustações dos rótulos

 

 

Atenção para os criadores de caprinos e ovinos durante o período da pandemia de covid-19

 

Os pesquisadores da Empresa, explicam que até o momento não existem relatos na literatura sobre contaminação de pequenos ruminantes com o vírus SARS-CoV-2. “Entretanto, não é aconselhado que pessoas com o vírus ou apresentando sintomas da Covid-19 trabalhem com os animais”, nas propriedade. A pandemia de Covid-19 tem exigido mudanças de comportamento também nas propriedades criadoras de caprinos e ovinos. Porém, poucos criadores do Semiárido brasileiro têm se preocupado com as boas práticas, conforme notou um grupo de pesquisadores da Embrapa que está auxiliando e incentivando essa adoção no âmbito do Programa AgroNordeste.

Entre as recomendações preconizadas está a restrição de acesso ao rebanho de pessoas não relacionadas à criação; a proteção das instalações para evitar invasões de animais externos; a separação do rebanho por faixa etária; a limpeza das instalações com produtos adequados e várias outras.

De acordo com os pesquisadores que têm visitado as propriedades, observa-se poucas mudanças em relação ao manejo dos animais e ao comportamento doméstico. “Não percebemos muitas alterações. Muitos manejadores não usam máscara e nem fazem a limpeza e higienização das mãos. Apenas procuram evitar aglomeração de pessoas nas instalações dos animais”, afirma Selmo Fernandes Alves, pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE).

Ele afirma que algumas medidas sanitárias são necessárias não apenas para a proteção das pessoas em relação à Covid-19, mas também para a proteção dos animais e dos manejadores contra diversas enfermidades, chamadas zoonoses, que podem ser transmitidas dos animais para os humanos. Entre elas estão tuberculose, brucelose, raiva, febre aftosa, linfadenite caseosa, ectima contagioso, entre outras. As três primeiras podem representar risco à vida humana.

A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores(as) Familiares de Tauá (CE), Elisandra Gonçalves Lima, afirma que os criadores da região adotaram novas rotinas em função da pandemia, como limpar semanalmente os espaços físicos dos animais (apriscos, currais etc.), cuidados com vacinas rigorosamente em dia, higienização das mãos ao cuidar dos animais, tirar leite e vacinar, por exemplo.

Os pesquisadores afirmam que essas medidas sanitárias devem ser adotadas para prevenir não apenas a Covid-19 entre os trabalhadores, mas também diversas outras enfermidades que podem afetar os animais e os manejadores.

 

05 de Setembro, Dia da Amazônia: Celebrar e Resistir
FOTO: Divulgação

05 de setembro é o Dia da Amazônia, a maior e mais importante floresta tropical do mundo por ter a mais rica diversidade biológica em plantas, animais e microrganismos, desempenhando um papel indispensável na manutenção da qualidade do solo, dos estoques de água doce, no equilíbrio do clima e na proteção da biodiversidade.

Acontece que a Amazônia vive sob constante ameaça com o aumento do desmatamento, sob o risco de se chegar a um nível de devastação sem volta. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o desmatamento acumulado em 11 messes, no período de agosto de 2020 até junho de 2021, chegou a 8.381 km², um aumento de 51% em relação ao período de agosto de 2019 a junho de 2020, que somou 5.533 km² de devastação, dados que demonstram que o desmatamento está em alta, e, segundo o citado Instituto, o acumulado em 2021 é o pior da última década.

Cabe destacar que, com o desmatamento da Amazônia, há projeção de perdas irreparáveis ao meio ambiente, visto que trazem consequências como a diminuição da fertilidade do solo, a redução das chuvas, perda da biodiversidade e de severas mudanças climáticas, contribuindo para o aquecimento global. Efeitos estes que já começam a ser sentidos, basta ver a seca que atingiu várias regiões do País, como na região Sul, acrescidas de calor, inclusive em regiões distantes da Amazônia, tamanha é sua influência e importância para a preservação dos regimes de chuvas.

A melhor forma de evitar esse processo danoso à vida e ao meio ambiente é manter a floresta em pé, com a preservação de sua cobertura florestal, de forma que impacte positivamente na estabilidade climática no Brasil e no mundo, no ciclo das águas, de forma que os serviços ambientais, de uma forma geral, funcionem normalmente, trazendo benefícios como a regularidade dos regimes de chuvas, controle natural das pragas, dentre outros. Nesse contexto, destaca-se a importância da manutenção das reservas legais, que são áreas de matas nativas dentro das propriedades rurais cujo desmatamento é proibido pelo Novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), sendo o índice de proteção exigido na Amazônia de 80%.

Apesar da proteção legal contida no Novo Código Florestal, na atual conjuntura brasileira constata-se que a floresta ficou ainda mais vulnerável do que já foi no passado, posto que a gestão do governo Bolsonaro tem como pauta a flexibilização da legislação ambiental através da aprovação de projetos de lei, como o PL 191/2020 (que visa regularizar a mineração em terras indígenas), o PL 2633/2020 (também conhecido como PL da grilagem de terras), e o PL 3729/2004 (que flexibiliza enormemente as regras para licenciamento ambiental). Tudo disso aliado à drástica redução da fiscalização para coibir infrações ambientais ocasionada pela falta de investimentos no Ibama e no ICMBio, demonstrando total descaso com a questão da sustentabilidade do bioma Amazônico. Segundo dados da Embrapa, só na Amazônia há 17 milhões de hectares cortados, desmatados e abandonados, estimulando a grilagem, a valorização imobiliária das terras, situação que beneficia o especulador do mercado de terras, estimulando, assim, o aumento de atividades criminosas na floresta.

Outras ameaças pairam sobre a Amazônia, a exemplo da pecuária extensiva, grandes obras de infraestrutura, a exploração madeireira, o garimpo, tudo isso gerando grandes impactos sobre a floresta, sempre sob o discurso do desenvolvimento econômico a qualquer custo, entretanto, sendo implementado de forma socialmente injusta, ambientalmente inadequada e insustentável.

A Amazônia virou alvo de produtores agropecuários, que por sua vez, na intenção de tornar seus produtos mais competitivos no mercado internacional, expandem seus negócios para a Amazônia, pressionam por empreendimentos de infraestrutura, como represas e estradas como forma de apoio à produção e exportação. Como exemplo, podemos citar a BR-163 e a BR-319, duas rodovias que cortam a Floresta Amazônica no Brasil, ampliando, assim, a demanda por recursos naturais, aumentando o desmatamento, projetos econômicos que se implantam sem a preocupação com a pauta da sustentabilidade, trazendo graves impactos para o meio ambiente, para as populações do campo, da floresta e das águas que ali habitam.

A Amazônia precisa ser preservada. É preciso que a sociedade civil organizada, governos e a comunidade internacional somem esforços para conter o processo de devastação da floresta. A agricultura familiar se soma aos processos de conservação e uso sustentável dos recursos naturais, fortalecendo parcerias e esforços permanentes para encontrar soluções consistentes de preservação e sustentabilidade da Amazônia.

Mas, diante de tanto descaso, poderíamos nos perguntar: o que seria hoje da floresta, frente ao avanço do capital, se não fosse a resistência de seus povos, dos estudos científicos que apontam a devastação, mas anunciam sua importância ao planeta, do trabalho da academia, da comunidade científica, dos ambientalistas, dos movimentos sociais e sindicais, e de parte da classe política em defesa da floresta? Certamente, a floresta teria virado deserto, já teria sido destruída. E é por esse e outros motivos que resistimos e continuamos a incessante luta em defesa da Amazônia e de sua rica biodiversidade. A Amazônia resiste! Povo vivo, floresta em pé hoje e sempre. A CONTAG, suas Federações e Sindicatos filiados somam-se a essa luta.

FONTE: Secretaria de Meio Ambiente da CONTAG

sábado, 4 de setembro de 2021

 

Agricultores titulados recebem crédito para atividades produtivas

Produção de mangaba

Família assentada produz e comercializa mangaba em Pureza (RN). Foto: Arquivo pessoal.

Sessenta e quatro famílias dos assentamentos Paulo Freire III e Bernardo Marin, em Pureza, no Rio Grande do Norte, receberam o montante de R$ 409,6 mil da modalidade Fomento do Crédito Instalação em agosto. 

O valor de R$ 6,4 mil destinado a cada família será investido na exploração e produção no lote. Nos dois assentamentos, os beneficiários da reforma agrária desenvolvem atividades diversificadas, como plantação de mandioca, cana de açúcar, banana, criação de gado e outros. 

Em 30 hectares, a família da assentada Maria Rosineide de Araújo, que já possui o Tíitulo de Domínio da propriedade, produz e comercializa mangaba. Com o valor recebido vai investir na aquisição de caixas plásticas, revestimentos de proteção para a acomodação da fruta e ração para o rebanho mantido em seu lote. 

Na última safra que leva em média 180 dias do ano, a família colheu 10 toneladas gerando uma renda equivalente a três salários mínimos por mês. 

"Sobrevivemos da unidade de produção e venda da mangaba. Fornecemos a fruta para o estado de Pernambuco e indústrias de beneficiamento", conta Rosineide.  

Assessoria de Comunicação Social do Incra/RN
(84) 4006-2137

 

Endoparasitoses gastrintestinais em caprinos e ovinos  


O presente trabalho trata de informações sobre a eimeriose e a verminose, abrangendo as características das referidas doenças, sua forma de infecção, os sintomas e prejuízos causados sobre os animais, bem como as formas de controle. Tem como objetivo básico proporcionar informações a técnicos, produtores e estudantes com interesse na matéria, com vistas a ajudar no incremento da exploração de pequenos ruminantes no Brasil.

 


 

Governo reinaugura Feira da Agricultura Familiar no Centro Administrativo

ASSECOM

O Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar (Sedraf) e Projeto Governo Cidadão, reinaugurou nesta quarta-feira, 01, a Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, no Centro Administrativo, no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

 

O espaço é ocupado por agricultores e agricultoras familiares e artesãos que comercializam seus produtos nas 16 barracas disponíveis. Os feirantes comercializam hortaliças, frutas, tubérculos, raízes, plantas ornamentais, queijos, bolos, aguardente, geleias, doces, frutas desidratadas, conservas, ovo caipira, temperos, artesanato em tecido, pedra e couro, roupas e camisetas. A feira é realizada uma vez por semana, sempre às quartas-feiras, das 07h às 13h, e é aberta ao público.

 

Ao visitar a feira a governadora professora Fátima Bezerra considerou a importância da iniciativa que atende servidores e a população com alimentos saudáveis. "A agricultura familiar e a economia solidária têm nosso apoio para crescer cada vez mais. Esta iniciativa integra as ações do Projeto de Feiras da Agricultura Familiar, executado pela Sedraf, e é um caminho para o desenvolvimento dos processos de produção, comercialização e consumo de alimentos de base agroecológica no RN. Mais do que a comercialização, aqui temos a cultura e a história do nosso Estado", registrou.

 

O secretário da Sedraf, Alexandre Lima, destacou que a feira do Centro Administrativo é resultado de ampla articulação do Governo do RN com a Unicafes e produtores dentro de um projeto maior, o Feiras da Agricultura Familiar, lançado semana passada em Mossoró. "O projeto fomenta a inclusão através da produção de alimentos saudáveis e sua comercialização direta aos consumidores através das feiras locais da agricultura familiar", explicou.

 

O objetivo é abranger municípios nos 10 territórios do estado dentro do Programa Estadual de Apoio aos Circuitos Curtos de Comercialização da Agricultura Familiar (Mais Mercados), também executado pela Sedraf. "Nosso desafio é levar as feiras para mais de 50 municípios até o final do ano", anunciou Alexandre Lima.

 

Integrante do assentamento Rosário, em Ceará Mirim, Livânia Frizon produz e comercializa frutas desidratadas, conservas, chips de batata, macaxeira e banana. "A feira é muito importante por que além de vender temos a oportunidade de divulgar nossos produtos. Divulgação é fundamental por que a gente conquista novos clientes", afirmou.

 

Descendente de comunidade quilombola no município de Bom Jesus, Vanessa da Costa Duarte comercializa tapioca, bolos e biscoitos regionais. Ela informou que sua família produz na madrugada do dia em que a feira acontece e ela é responsável pela venda. "A feirinha melhorou para a gente, é mais um espaço, além da Cecafes e da feira de Bom Jesus, onde também trabalhamos".

 

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tem uma banca na feira do Centro Administrativo. Jaqueline de Santana e Marli Felipe, dos acampamentos Gregório Bezerra e Dandara, em Ielmo Marinho e Ceará-Mirim, vendem confecções, camisetas, frutas e verduras. "A feirinha é um espaço para vender e expor nosso trabalho. Temos produção própria de camisetas, shorts, blusas, vestidos, trufas".

 

Para a realização das feiras da agricultura familiar o Governo do Estado atua ainda em parcerias que envolvem a Emater-RN, Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e Assistência Social (Sethas), União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), União das Cooperativas do Estado do RN (Ocern), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do RN (Fetarn), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RN (Fetraf), Fórum Potiguar de Economia Solidária, Marcha Mundial das Mulheres e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

 

Na visita a governadora esteve acompanhada do vice-governador Antenor Roberto, secretária adjunta do GAC, Socorro Batista, da Educação, Márcia Gurgel, da Administração e Recursos Humanos, George Câmara, subsecretária do GAC, Laíssa Costa, diretor da Emater, César Oliveira, presidente da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto, diretor da FJA, Fábio Henrique, assessora de governança corporativa da Potigás, Samanda Alves. Também participaram o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RN (Fetarn) Manoel Cândido, representantes da Assembleia Legislativa e Câmara Municipal de Natal - deputados Isolda Dantas e Francisco Medeiros, vereadoras Divaneide Basílio e Brisa Brachi.