segunda-feira, 5 de julho de 2021

Política Agrícola

Preços mínimos para a safra de verão e produtos regionais têm reajuste médio de 19,7%

o maior aumento para a borracha com 42,08%, seguido pelo leite nas regiões Sudeste e Sul com 37,04%.
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- Foto: iStock/Mapa

Os preços mínimos para a safra de verão foram publicados hoje (2) no Diário Oficial da União, na Portaria nº 201 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O reajuste médio aplicado, considerando as 12 culturas beneficiadas, foi de 19,76%, sendo o maior aumento para a borracha com 42,08%, seguido pelo leite nas regiões Sudeste e Sul com 37,04%.

Para os principais produtos, os reajustes variaram de acordo com o comportamento do custo variável da cultura e dos parâmetros econômicos que influenciam a formação de preços. Para o algodão em pluma, o reajuste foi de 6,65% passando a R$ 82,60 por arroba, válido para todo o Brasil. O arroz longo fino, para a região Sul ficou em R$ 45,30/50 kg, aumento de 12,74%. Feijão em cores passou a R$ 116,75/60 kg, reajustado em 22,26%. Para o leite, o aumento médio foi de 29,%, passando a R$ 1,48 por litro nas regiões Sudeste e Sul e, R$ 1,34 por litro para o Centro-Oeste.

O milho teve reajuste médio de 23,53%, definido em R$ 31,34/60 kg para as regiões Centro-Oeste (exceto MT), Sudeste e Sul e R$ 25,80/60 kg para o Mato Grosso e Rondônia. Para a região Nordeste, o preço é de R$ 35,43/60 kg, exceto os estados da Bahia, Maranhão e Piauí que ficaram em R$ 28,26/60 kg.  

A soja teve aumento de 22,79%, ficando em R$ 55,55/60 kg. Quanto aos preços mínimos para sementes, os reajustes acompanharam aqueles aplicados aos grãos.

Os preços mínimos representam um seguro de preços do governo, a custo zero para o produtor. Caso as cotações de mercado caiam abaixo do mínimo, são acionadas os instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), seja com aquisições por meio do de Aquisição do Governo Federal (AGF) ou pagamento compensatório correspondendo à diferença entre o mínimo e o preço de mercado. Além disso, tem o papel de ser um dos balizadores do volume de recursos concedidos pelos agentes financeiros aos mutuários.

Os preços mínimos para borracha, cacau e leite começam a vigorar à partir de 1º de julho e, para  os demais, de acordo com o calendário de colheita das culturas.

 

 

CI
 
AGRICULTURA

Divulgados preços mínimos para a safra de verão

O maior aumento foi para a borracha com 42,08%, seguido pelo leite, milho e soja
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Os preços mínimos para a safra de verão foram publicados nesta sexta-feira (2) no Diário Oficial da União, na Portaria nº 201 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O reajuste médio aplicado, considerando as 12 culturas beneficiadas, foi de 19,76%, sendo o maior aumento para a borracha com 42,08%, seguido pelo leite nas regiões Sudeste e Sul com 37,04%.

Para os principais produtos, os reajustes variaram de acordo com o comportamento do custo variável da cultura e dos parâmetros econômicos que influenciam a formação de preços. Para o algodão em pluma, o reajuste foi de 6,65% passando a R$ 82,60 por arroba, válido para todo o Brasil. O arroz longo fino, para a região Sul ficou em R$ 45,30/50 kg, aumento de 12,74%. Feijão em cores passou a R$ 116,75/60 kg, reajustado em 22,26%. Para o leite, o aumento médio foi de 29,%, passando a R$ 1,48 por litro nas regiões Sudeste e Sul e, R$ 1,34 por litro para o Centro-Oeste.

O milho teve reajuste médio de 23,53%, definido em R$ 31,34/60 kg para as regiões Centro-Oeste (exceto MT), Sudeste e Sul e R$ 25,80/60 kg para o Mato Grosso e Rondônia. Para a região Nordeste, o preço é de R$ 35,43/60 kg, exceto os estados da Bahia, Maranhão e Piauí que ficaram em R$ 28,26/60 kg.  

A soja teve aumento de 22,79%, ficando em R$ 55,55/60 kg. Quanto aos preços mínimos para sementes, os reajustes acompanharam aqueles aplicados aos grãos.

Os preços mínimos representam um seguro de preços do governo, a custo zero para o produtor. Caso as cotações de mercado caiam abaixo do mínimo, são acionadas os instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), seja com aquisições por meio do de Aquisição do Governo Federal (AGF) ou pagamento compensatório correspondendo à diferença entre o mínimo e o preço de mercado. Além disso, tem o papel de ser um dos balizadores do volume de recursos concedidos pelos agentes financeiros aos mutuários.

Os preços mínimos para borracha, cacau e leite começam a vigorar à partir de 1º de julho e, para  os demais, de acordo com o calendário de colheita das culturas.

domingo, 4 de julho de 2021

 

FETARN dialoga com Coordenação da Bancada Federal do RN e Frente da Agricultura Familiar sobre vetos ao projeto de lei 873 e apoio ao projeto de lei do senador 1.543



A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte - FETARN, através de seu presidente, Manoel Cândido da Costa esteve reunido na manhã de hoje com o deputado federal e coordenador da bancada federal do RN, Rafael Mota e com o deputado estadual e presidente da Frente da Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa, Souza Neto.

O momento foi para pedir apoio a derrubada do vetos presidenciais aos artigos do Projeto de Lei de Nº 873 que amplia o Auxilio Emergencial ou renda básica para agricultores e agricultoras familiares e o apoio para a aprovação na Câmara do Projeto de Lei do senado federal Nº 1.543 que autoriza a prorrogação, por 12 meses, de todas as operações de crédito do PRONAF com parcelas vencidas de 1º de janeiro de 2020 e as vicendas até 31 de dezembro de 2020.

A reunião contou com a participação de Gilberto Silva, assessor da regional Nordeste da CONTAG e com a assessora de Política Agrícola da FETARN, Silvana Patrícia.


JUVENTUDE RURAL A HORA É AGORA. JOVEM RURAL DE JOÃO CÂMARA PRODUZINDO ALIMENTOS EM PLENA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS



Por iniciativa da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte - FETARN, através de sua Secretaria Estadual de Jovens e da Comissão Estadual de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais mostrará toda semana exemplos e experiências de jovens trabalhadores rurais que em plena pandemia do coronavírus continuam no campo produzindo alimentos.

A iniciativa surge pela discussão nacional realizada pela juventude rural da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares - CONTAG em virtude da realização do Festival Nacional da Juventude Rural que aconteceria em maio desse ano e foi cancelado em virtude da crise sanitária. Nessa edição dessa semana o jovens agricultor familiar, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultores Familiares de João Câmara e também integrante da Comissão Estadual de Jovens da FETARN, José Welington (Novinho) apresenta o jovem agricultor familiar, Joabe, o mesmo é produtor de maracujá, no município de João Câmara.

sábado, 3 de julho de 2021

 

Queijeiras: Governo Cidadão busca formas de acelerar conclusão das obras



Foram apontadas soluções para que unidades entrem em funcionamento em breve

O Governo Cidadão tem buscado dar celeridade à finalização das obras das 39 queijeiras que estão sendo construídas pelo Governo do RN no Seridó. Com esse objetivo, o secretário de Gestão de Projetos e Metas e coordenador do Governo Cidadão, Fernando Mineiro, reuniu-se nesta quarta-feira (30) com a Cooperativa Agropecuária do Seridó (Capesa) em uma reunião semelhante à já realizada nesta semana com membros da Cooperativa dos Agricultores Familiares do Seridó (Coafs). As duas entidades reúnem os beneficiários das 39 unidades.

Junto à SETA Engenharia, assistência técnica responsável pelo acompanhamento das obras, à equipe de engenharia do Projeto Governo Cidadão e à UES -SAPE - Secretaria de Estado da Agricultura da Pecuária e da Pesca, foram avaliadas as questões específicas da cooperativa para solucionar os problemas que impedem a conclusão das obras integrantes do Edital de Leite e Derivados financiado com recursos do empréstimo com o Banco Mundial.
“Mais uma vez saímos de uma reunião com a certeza de que o Governo do RN está do lado do agricultor familiar, sempre na busca da resolutividade, fazendo até mais do que é sua responsabilidade como viabilizador do convênio”, pontuou Venâncio de Souza Lima Filho, presidente da Capesa.

“Estamos buscando solucionar os entraves que estão impedindo a finalização destes serviços que já estão praticamente concluídos, com percentual de execução entre 90% e 95% e já recebendo seus equipamentos. No entanto, identificamos pendências e ajustes necessários para que fiquem em 100%, como por exemplo, problemas na aplicação de pisos e ajustes das portas. Hoje, acionamos os responsáveis para buscarem rapidamente essas soluções”, disse Mineiro.

Edital do Leite e Derivados
O Poder Executivo estadual está investindo neste edital mais de R$ 20 milhões por meio do Governo Cidadão e pela SAPE.
Estão sendo construídas, adequadas e equipadas 15 queijeiras da Capesa, outras 24 queijeiras ligadas à Coafs, além dos benefícios estendidos às sedes, como a reforma da Coafs, e a aquisição e implementação de usina fotovoltaica para Capesa.

 

Começa a seleção para os interessados em fazer os cursos técnicos em Agronegócio e Fruticultura do Senar

 

As vagas prioritárias são destinadas ao público rural. Os interessados em se candidatar precisam ter concluído o ensino médio e podem se inscrever até o dia 16 de julho pelo site http://etec.senar.org.br/processo-seletivo/ O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de Pernambuco (Senar/PE) abriu as inscrições para o processo seletivo dos cursos técnicos gratuitos em Agronegócio e Fruticultura, na modalidade a distância, para o segundo semestre de 2021.

O Curso Técnico em Agronegócio é focado nos procedimentos de gestão e comercialização. Em um período de dois anos e meio, o estudante vai aprender técnicas que auxiliarão no planejamento, execução e controle dos processos produtivos da atividade.

Os cursos são reconhecidos pelo Ministério da Educação, com diploma válido nacionalmente. Antes de fazer a inscrição, os candidatos devem ler o edital atentamente. Embora os cursos sejam a distância, o candidato deve indicar um dos polos de ensino para participar das atividades práticas.

Para ler o edital, visualizar a lista de polos e efetivar a inscrição, acesse: http://etec.senar.org.br/processo-seletivo/

 

Política Agrícola

Preços mínimos para a safra de verão e produtos regionais têm reajuste médio de 19,7%

o maior aumento para a borracha com 42,08%, seguido pelo leite nas regiões Sudeste e Sul com 37,04%.

Os preços mínimos para a safra de verão foram publicados hoje (2) no Diário Oficial da União, na Portaria nº 201 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O reajuste médio aplicado, considerando as 12 culturas beneficiadas, foi de 19,76%, sendo o maior aumento para a borracha com 42,08%, seguido pelo leite nas regiões Sudeste e Sul com 37,04%.

Para os principais produtos, os reajustes variaram de acordo com o comportamento do custo variável da cultura e dos parâmetros econômicos que influenciam a formação de preços. Para o algodão em pluma, o reajuste foi de 6,65% passando a R$ 82,60 por arroba, válido para todo o Brasil. O arroz longo fino, para a região Sul ficou em R$ 45,30/50 kg, aumento de 12,74%. Feijão em cores passou a R$ 116,75/60 kg, reajustado em 22,26%. Para o leite, o aumento médio foi de 29,%, passando a R$ 1,48 por litro nas regiões Sudeste e Sul e, R$ 1,34 por litro para o Centro-Oeste.

O milho teve reajuste médio de 23,53%, definido em R$ 31,34/60 kg para as regiões Centro-Oeste (exceto MT), Sudeste e Sul e R$ 25,80/60 kg para o Mato Grosso e Rondônia. Para a região Nordeste, o preço é de R$ 35,43/60 kg, exceto os estados da Bahia, Maranhão e Piauí que ficaram em R$ 28,26/60 kg.  

A soja teve aumento de 22,79%, ficando em R$ 55,55/60 kg. Quanto aos preços mínimos para sementes, os reajustes acompanharam aqueles aplicados aos grãos.

Os preços mínimos representam um seguro de preços do governo, a custo zero para o produtor. Caso as cotações de mercado caiam abaixo do mínimo, são acionadas os instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), seja com aquisições por meio do de Aquisição do Governo Federal (AGF) ou pagamento compensatório correspondendo à diferença entre o mínimo e o preço de mercado. Além disso, tem o papel de ser um dos balizadores do volume de recursos concedidos pelos agentes financeiros aos mutuários.

Os preços mínimos para borracha, cacau e leite começam a vigorar à partir de 1º de julho e, para  os demais, de acordo com o calendário de colheita das culturas.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

 

Campanha de vacinação contra febre aftosa é prolongada no RN por desabastecimento de vacina

De acordo com o Idiarn, por causa da pandemia, faltou imunizante nas lojas especializadas. Criadores terão novo prazo até 15 de julho para imunizar o rebanho.



Campanha de vacinação contra febre aftosa é adiada até dia 15 de julho no RN — Foto: Governo do RN/Divulgação

Campanha de vacinação contra febre aftosa é adiada até dia 15 de julho no RN — Foto: Governo do RN/Divulgação

A 1ª etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Norte foi prorrogada até o dia 15 de julho. O motivo do adiamento, segundo o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn), foi o desabastecimento das vacinas contra a doença provocado pela pandemia da Covid-19.

O IIdiarn solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento um prazo maior para a campanha. Segundo o órgão, o desabastecimento de vacinas ocorreu em todo país.

Com isso, a imunização do rebanho ficou abaixo do esperado dentro do período estipulado inicialmente para a vacinação, que terminaria em 30 de junho.

Com a nova data, os produtores terão até o dia 15 de julho para adquirir a vacina disponível em lojas autorizadas de produtos agropecuários. Após aplicar a vacina, os criadores terão até 15 de agosto para declarar o rebanho em um dos escritórios do Idiarn, Emater ou secretarias municipais de agricultura.

Nesta 1ª etapa da campanha, a vacinação é obrigatória para bovinos e bubalinos de todas as idades.

A febre aftosa é uma doença causada por um vírus que provoca febre e aftas, principalmente na boca e entre os cascos dos animais, causando enorme perda na produção de leite e carnes.

O Rio Grande do Norte recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o título de área livre da febre aftosa com vacinação em 2014.

 

Uso de ramos e folhas de mandioca na alimentação animal

 

A forragem da mandioca é rica em proteínas e vitaminas e pode ser um ótimo alimento para o gado. Em regiões deficitárias de pastagem nativas, em conseqüência dos longos períodos de estiagem, solos arenosos e pobres em nutrientes, o uso da mandioca como fonte de proteínas na alimentação animal pode resolver um dos mais graves problemas para o desenvolvimento e a melhoria da pecuária. O pesquisador Elson Soares dos Santos, da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba – a Emepa, diz que ramos e folhas da mandioca podem ser muito bem aproveitados na alimentação, principalmente, de bovinos leiteiros e de corte.

“A parte aérea e as raízes completam uma ração de alto valor nutritivo, pois a parte aérea tem em torno de 18 a 20 por cento de proteína bruta, enquanto as raízes têm em torno de 3 por cento, mas é muito rica em energia”, destaca Santos.

Segundo ele, o produtor deve coletar tanto as raízes quanto a parte aérea da mandioca e espalhar o material ao sol para desidratar, por um período de 24 horas após a colheita. Este procedimento faz com que o ácido cianídrico – substância tóxica aos animais, seja eliminado em sua totalidade.

“Nossa recomendação é que tanto a mandioca mansa quanto a brava seja oferecida aos animais somente depois de 24 ou 48 horas após colhida e colocada em um ambiente para murchar, ou seja, para desidratar ao sol. Os produtores não devem fornecer esses alimentos aos animais sem aguardar o tempo recomendado, para evitar problemas de intoxicação aos animais”, ressalta Elson Soares dos Santos.

 

CI
 

Plano Safra 2021/22 já pode ser acessado

No total, foram disponibilizados R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária
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Entra em vigor nesta quinta-feira (1º) o Plano Safra 2021/2022, com destaque para o financiamento de técnicas sustentáveis, aliando a produção agropecuária com a preservação ambiental.

No total, foram disponibilizados R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, o que representa uma alta de 6,3% (mais R$ 14,9 bilhões) em relação à safra anterior.

Os financiamentos da atual safra poderão ser contratados pelos agricultores de 1º de julho deste ano a 30 de junho de 2022. As informações do Plano Safra 2021/2022 estão consolidadas no Manual de Crédito Rural, no Banco Central.

Do total, R$ 177,78 bilhões serão destinados ao custeio, industrialização e comercialização e R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. Os recursos destinados a investimentos tiveram aumento de 29%. O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros.   

Sustentabilidade 

O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis, teve uma ampliação de 101% em relação aos recursos disponibilizados no Plano Safra anterior. A linha terá R$ 5,05 bilhões em recursos com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos. 

O Plano Safra 21/22 também prevê o financiamento para aquisição e construção de instalações para a implantação ou ampliação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio. Também serão financiados projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável. O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões. 

O Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano. Já o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões, e taxas de juros de 7% ao ano.

Seguro rural e Zoneamento

Para 2022, a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural será de R$ 1 bilhão. Com esse montante, será possível contratar aproximadamente 158.500 apólices, proteger 10,7 milhões de hectares e um valor total segurado de R$ 55,4 bilhões. 

O Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) terá a inclusão de novos estudos para 12 culturas, além de mudanças estruturais na metodologia com a inclusão de 6 classes de armazenamento hídrico para os solos e de níveis de manejo, bem como a implementação do ZarcPro, o zoneamento de produtividade. 

Pequenos e médios produtores 

O governo destinou R$ 39,3 bilhões para os pequenos produtores rurais para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), alta de 19%, Desse valor, R$ 21,74 bilhões são para custeio e comercialização, com juros de 3% e 4,5%, e R$ R$ 17,6 bilhões para investimentos. 

Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 34,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), um aumento de 3% em relação à safra anterior.  São R$ 29,18 bilhões para custeio e comercialização, com juros de 5,5%, e R$ 4,88 bilhões para investimento.  

quinta-feira, 1 de julho de 2021

 

Notificação de agricultores assentados em situação irregular no Rio Grande do Norte

Edital coletivo do Incra no Rio Grande do Norte notifica agricultores de dez assentamentos no estado para retornarem aos lotes e apresentarem defesa escrita sob pena de exclusão do Programa Nacional de Reforma Agrária.

O edital 344/2021 notifica agricultores familiares dos assentamentos Ronaldo Valença em Augusto Severo, Santa Maria II em São Paulo do Potengi, Nossa Senhora da Conceição em Governador Dix-Sept Rosado, Cabelo de Negro em Baraúna, Potengi em Lagoa de Velhos, Irmã Dorothy em Carnaubais, Alto da Felicidade em Afonso Bezerra, Três Corações em Serra Caiada, 25 de Julho em São Bento do Norte e Lagoa Vermelha em Upanema.

O documento está disponível para consulta no portal do Incra no endereço eletrônico www.gov.br/incra/pt-br/assuntos/reforma-agraria/notificacoes-assentamento/rio-grande-do-norte.

Os agricultores citados têm prazo de 30 dias para atender o disposto no edital. Mais informações na Divisão de Desenvolvimento de Projetos de Assentamentos do Incra no Rio Grande do Norte pelo e-mail divisao.desenvolvimento@ntl.incra.gov.br ou pelo telefone (84) 4006-2168. O endereõ da regional é Rua Nilo Bezerra Ramalho, 489, Tirol, Natal (RN), CEP 59.015-300.

 

Recomendações para uma boa criação de porcos em pequenas propriedades

 

A produção de suínos em família, um novo jeito de se criar suínos, em que os leitões permanecem juntos desde o nascimento até o abate. A produção de suínos em família é indicada especialmente para o agricultor familiar, que possui um número reduzido de matrizes, em comparação com o sistema convencional intensivo ou industrial. No sistema industrial, que segue uma estrita escala de produção, leitões de várias fêmeas se misturam e isto gera muito estresse.

Por ficarem juntos do nascimento até o abate, os suínos criados em família sofrem menos estresse, o que contribui para uma melhor sanidade e bem-estar animal, reduzindo perdas na produção.  O sistema é mais econômico para o pequeno produtor porque evita a compra de remédios usados em tratamentos preventivos para os suínos.  Os tratamentos preventivos são muito comuns na suinocultura intensiva convencional, que requer uma maior quantidade de animais em espaços reduzidos, o que geralmente pode desencadear doenças; daí a necessidade dos tratamentos.

O pesquisador Nelson Mores, da Embrapa Suínos e Aves (Concórdia – SC), explica que a produção de suínos em família é perfeitamente viável para os pequenos produtores como alternativa para agregar valor, ofertando ao mercado um produto diferenciado.

 


Banco do Brasil vai destinar R$ 135 bilhões para a safra 2021/2022

O Banco vai operar com as taxas divulgadas no anúncio do Plano Safra do Ministério da Agricultura, ocorrido na última semana

O Banco do Brasil vai destinar R$ 135 bilhões para a safra 2021/2022. O valor é 17% superior ao volume aplicado na safra anterior. Para pequenos e médios produtores, o valor destinado é de R$ 34 bilhões. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (28) durante lançamento do Plano Safra da instituição, que contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro.  

O Plano Safra 2021/2022 foi anunciado na semana passada pelo Governo Federal, com R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros.   

O presidente Bolsonaro destacou que o agronegócio não parou durante a pandemia, pelo contrário, produziu mais ainda. “Isso pela abnegação, vontade e coragem do nosso homem do campo. O campo, ao não parar, cada vez mais garantiu não só a nossa segurança alimentar bem como alimentação para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, disse.   

A ministra Tereza Cristina lembrou que o atual Plano Safra contemplou muito o pequeno produtor rural, mas também o médio e o grande, com destaque para investimentos que era o grande clamor de todos. Ela agradeceu o presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes pelo esforço para a construção do Plano Safra 2021/2022 e ao presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, pela atuação do banco junto aos produtores brasileiros. 

“Fiz um desafio de chegarmos a 300 milhões de toneladas de grãos na próxima safra. Acho que com todos esses apoios e se São Pedro nos ajudar, poderemos ter esse desafio realizado”, disse a ministra. 

O ministro Paulo Guedes destacou a “vocação irreversível” do país para ser o celeiro do mundo e a modernização do crédito agrícola nos últimos anos. 

O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, falou sobre o compromisso da instituição com o apoio ao agronegócio brasileiro. Segundo ele, os recursos serão destinados para ações de inovação e crédito assistido. “Essa é mais uma oportunidade de ratificamos nosso compromisso de sermos o maior parceiro do agro de todos os tempos. Nossas mais de 5 mil agências estão preparadas para atender os produtores rurais do país”, disse. 

Juros

O Banco vai operar com as taxas divulgadas no anúncio do Plano Safra do Ministério da Agricultura, ocorrido na última semana. Pequenos produtores rurais, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), contarão com juros de 3% e 4,5% ao ano.  

Para os médios produtores rurais vinculados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), as taxas de juros praticadas com custeio e comercialização serão de até 5,5% ao ano. Para os grandes produtores, a taxa será de até 7,5% ao ano.