sábado, 7 de novembro de 2020

Brasília Terá Polo de Inovação do Agro

 CI

 

Brasília terá polo de inovação do agro

Projeto envolve reestruturação do Parque Granja do Torto
Por:  

A capital federal deve ter um grande polo de inovação tecnológica da agropecuária na região centro-oeste. Isso será possível com a reestruturação do Parque Granja do Torto (PGT). O investimento previsto é superior a R? 150 milhões e o projeto será lançado neste domingo (8) no encerramento da Exposição Agropecuária de Brasília de 2020 (Expoabra).

O PGT foi inaugurado na década de 1970 e é considerado um importante espaço para o desenvolvimento da agropecuária do Distrito Federal. Ocupa uma área de 740.000 metros quadrados. Hoje, o PGT tem aproximadamente 26 entidades sem fins lucrativos (associações, núcleos e sindicatos) representando os diversos segmentos do setor. Recebe atividades de bovinocultura, equideocultura, caprinocultura, ovinocultura, apicultura, avicultura, atividades de entretenimento, capacitação, exposições e leilões.

O plano tem como foco o desenvolvimento do segmento agropecuário por meio de investimentos em inovação tecnológica, pesquisas, capacitação de pessoal, prestação de serviços, produção e comercialização de insumos e material genético. O PGT hospedará a Universidade Senar, de nível superior e técnico, e o Hospital Veterinário PGT, o maior da América Latina para animais de grande porte, além de uma indústria de adubos e fertilizantes naturais.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Um Jeito Simples e Barato de Induzir o Cio em Fêmeas de Ovinos

 

Um jeito simples e barato de induzir o cio em fêmeas de ovinos

 

Para induzir e sincronizar a ovulação das ovelhas de forma natural, utiliza-se o efeito macho. O efeito macho é o nome dado à técnica de inclusão do carneiro em um rebanho de fêmeas ovinas após um período de ausência de macho no rebanho de fêmeas, induzindo e/ou sincronizando a ovulação. Isso ocorre devido ao estímulo olfativo das ovelhas em relação a substâncias denominadas de feromônios, presentes nas secreções de glândulas sebáceas e odoríferas dos carneiros. Pode-se dizer que é uma forma natural de estimular o estro (cio) nas fêmeas, que requer apenas um manejo simples de rebanho, de baixo custo, não dependendo da aplicação de hormônios exógenos.

O resultado do efeito macho pode ser diferente entre raças, regiões e período do ano. Segundo Cristiane Sá, pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju- SE), o efeito macho é um método natural de estimular e sincronizar os estros (cios) de borregas e ovelhas podendo ser utilizado com benefícios para o desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho tanto em regiões de clima temperado, onde o anestro sazonal é evidente, quanto em regiões de clima tropical, onde não existe anestro sazonal.

“Por ser de baixo custo, sendo considerado mais um manejo de organização do rebanho de ovinos, o efeito macho é uma tecnologia acessível para ser utilizada por pequenos produtores, que podem definir o melhor período de nascimento de cordeiros em função da disponibilidade de alimentos”, afirma a pesquisadora Cristiane Sá. A principal vantagem da realização do efeito macho em regiões de clima tropical é concentrar os partos e nascimentos para facilitar o manejo, formar lotes uniformes de cordeiros e possibilitar trabalhar com programas acelerados de parições, aumentando a produtividade do rebanho.

Segunda Etapa da Imunização do Rebanho

 

 

IDIARN inicia segunda etapa de imunização do Rebanho


IDIARN

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Norte começou nesta segunda-feira (03) e segue até o fim do mês de novembro.

Nesta etapa, a vacinação será obrigatória apenas para os animais de 0 a 24 meses, porém, todo o rebanho deverá ser declarado. 

O produtor cadastrado junto ao IDIARN deve adquirir sua vacina em uma das lojas autorizadas a comercialização e, após isso, vacinar os animais e declarar o rebanho em um dos nossos escritórios, EMATER ou Secretarias Municipais de Agricultura.

Cultivo de Aveia Ganha Novo Estudo de Zoneamento

 

Cultivo de aveia ganha novo estudo de zoneamento agrícola de risco climático

A incidência de geada ou o déficit hídrico são os principais riscos associados ao cultivo de aveia no Brasil

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (03) as Portarias de 359 a 369 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2020/2021, para o cultivo de aveia. O Zarc tem o objetivo de indicar períodos de menor risco para o plantio, reduzindo a probabilidade de ocorrerem problemas relacionados a eventos climáticos não desejáveis. Dessa forma, permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

A incidência de geada ou o déficit hídrico são os principais riscos associados ao cultivo de aveia no Brasil. A revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) avaliou as informações influenciadas pelo clima, pelas características genéticas da cultivar e pelas práticas de manejo de cultivos adotadas em cada cultura na melhor orientação ao produtor. 

No Brasil são cultivadas diferentes espécies de aveia: a aveia branca ou amarela (Avena sativa L.), destinada à produção de grãos para uso na alimentação humana e na ração animal; e a aveia preta (Avena strigosa Schreb e Avena brevis Roth), utilizada como cobertura de solo ou forrageamento animal. 

Neste ano, nos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estão contabilizados 427,3 mil hectares (ha) de aveia no Brasil. A expectativa de produção é de 997,4 mil toneladas, com expectativa de atingir uma produtividade 15% superior em relação ao ano passado, alcançando a média de 2.500 quilos de grãos por hectare (kg/ha). 

De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, os números são relacionados à produção de aveia branca, enquanto a área de aveia preta geralmente não aparece nos levantamentos oficiais, já que o uso como cultura de cobertura de solo não é contabilizado e, muitas vezes, são usadas sementes salvas pelos próprios produtores. 

“Esses números dos levantamentos oficiais são muito aquém do potencial de utilização da aveia nos sistemas de produção na agricultura brasileira. O estímulo ao cultivo de aveia no Brasil é um dos papeis que esse novo ZARC poderá exercer, ao atuar como indutor de tecnologia de produção e facultar o acesso às políticas de crédito e seguro rural”, afirma Cunha. 

Há potencial para cultivo de aveia das duas espécies nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Caterina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, onde a cultura sofre influência do clima e exige práticas de manejo específicas conforme as disponibilidades de recurso de cada ambiente. 

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a produção de aveia no Brasil, ano-safra 2020/2021, visou a identificação dos municípios aptos para o cultivo de aveia, sistemas sequeiro e irrigados, nas Unidades da Federação que, reconhecidamente, possuem aptidão potencial para a produção de cereais de estação fria em sistemas de produção grãos consolidados. 

No sistema de produção em sequeiro, foram avaliados os riscos para a incidência de geada no decêndio da emissão da panícula e a análise do risco de deficiência hídrica conforme o tipo de solo, considerando as fases críticas de estabelecimento da cultura no campo (fase I) e durante o enchimento dos grãos (fase III). Os ambientes, considerados com aptidão para o cultivo de aveia grãos, em sistemas irrigados, foram definidos pelos contornos da estação de crescimento da cultura caracterizada por ausência ou pouca chuva, não desconsiderando o risco de geadas. 

“A gestão de riscos de natureza climática na cultura de aveia destinada à produção de grãos pode ser melhorada pela assistência técnica local, via a diluição de riscos, quando são associadas, ao calendário de semeadura preconizado nas Portarias do Zarc, práticas de manejo de cultivos que contemplem a rotação de culturas, o escalonamento de épocas de semeadura e a diversificação de cultivares, com ciclos diferentes, em uma mesma propriedade rural”, orienta Cunha. 

Zarc 

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Nestes dois programas é obrigatório seguir as recomendações do Zarc. 

Muitos agentes financeiros só permitem o acesso ao crédito rural para cultivos em áreas zoneadas e para o plantio de cultivares indicadas nas portarias de zoneamento. 

Ouça o áudio do Mapacast que explica o funcionamento e importância do zoneamento  

Aplicativo Plantio Certo

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar através de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. 

O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos: iOS Android

Redução de 26,8 Milões de ha de Pastagens Degradadas em Áreas do Plano ABC

 

Estudo mostra redução de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas que adotaram o Plano ABC

Imagens de satélites apontam que a área total com pastagens classificadas como degradação severa reduziu de 34,3% para 25,2% entre 2010 e 2018

Estudo realizado pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (Lapig/UFG) avaliou, com base na classificação automática de imagens de satélites da série Landsat, o grau de degradação das áreas de pastagens no Brasil no período de influência do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e verificou expressiva redução no número de propriedades com áreas de pastagens com degradação severa e moderada entre 2010 e 2018.

O estudo aponta que, no período de 2010 a 2018, foram recuperados 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas, número bem superior à meta estabelecida pelo Plano ABC, de 15 milhões de hectares. A área recuperada é maior que o território do Reino Unido, que tem aproximadamente 24,2 milhões de hectares. 

O aumento na qualidade das pastagens foi mais expressivo nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, abrangendo os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e também o estado do Tocantins. A recuperação ocorreu principalmente no bioma Cerrado, onde houve maior investimento do Plano ABC para RPD.

Nas áreas de contratos do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) para Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD), a área total com pastagens classificadas como Degradação Severa reduziu de 34,3% para 25,2% no período avaliado. A análise de cerca de 5,5 milhões de propriedades, conforme os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), também sugere um aumento nas áreas de pastagens classificadas com Degradação Leve e Não Degradada. Em termos proporcionais, e considerando este conjunto de propriedades, o aumento mais expressivo foi para a classe Não Degradada, de aproximadamente 94,7 %.

Segundo a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação (Depros) do Mapa, Mariane Crespolini, o estudo é pioneiro no país. "Ele nos permite avaliar a efetividade da política pública e o quanto os produtores rurais, quando incentivados, são capazes de corresponder adotando práticas sustentáveis de produção”, diz Mariane. 

“Comparando os dados obtidos em 2010 com as informações de 2018, foi observada uma melhora na qualidade das pastagens no período avaliado, com redução no percentual de área em todas classes de indícios de degradação, ao mesmo tempo em que houve aumento no percentual de áreas sem indícios de degradação”, aponta o estudo, coordenado pelo pesquisador Dr. Laerte Guimarães Ferreira Júnior da UFG.

As áreas totais ocupadas por pastagens em 2010 e 2018 foram de aproximadamente 171,6 e 170,7 milhões de hectares, respectivamente. “Estes números indicam uma estabilização na área total ocupada na última década, que de fato vem ocorrendo e é evidenciado por uma melhora na condição das pastagens”, diz o relatório.

Plano ABC

O Plano ABC é uma política nacional focada em estimular a agricultura sustentável. A iniciativa foi lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 15), realizada em dezembro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.

No primeiro trimestre do atual ano-safra (julho a setembro de 2020), as áreas agropecuárias com tecnologias de redução dos gases do efeito estufa financiadas pela linha de crédito do Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) passaram de 245 mil hectares para 485,1 mil hectares, crescimento de 97,9% na comparação ao mesmo período de 2019.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Febre Aftosa - Vacinação

 

Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa em novembro

Bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade devem ser imunizados, conforme o Calendário Nacional de Vacinação

 A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa acontece neste mês de novembro para imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 70 milhões de animais, até o final de novembro. 

“Tão importante quanto a vacinação correta é também o preenchimento completo da declaração de vacinação e entrega online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados, para que a declaração possa ser registrada e o produtor possa cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado”, destaca o chefe da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, Diego Viali dos Santos.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina. 

Em casa de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão de defesa sanitária animal de seu estado. 

Plano Estratégico 

Criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação é o objetivo principal do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Plano Estratégico 2017-2026 do Pnefa). 

Para isso, o Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, com a colaboração de profissionais de diversos órgãos de defesa sanitária animal dos estados, publicou dois documentos: o Manual de Investigação de Doença Vesicular e o Plano de Contingência para Febre Aftosa.

O manual estabelece os procedimentos técnicos que devem ser realizados pelos médicos veterinários oficiais das 27 unidades da Federação, quando da suspeita de uma doença com sintomatologia clínica compatível com a febre aftosa. Esse documento harmoniza os procedimentos que devem ser adotados em todo país e os atualiza quanto às mais recentes diretrizes internacionais sobre o tema. 

Já o plano de contingência para febre aftosa descreve todos os procedimentos que devem ser realizados quando da confirmação de um foco de febre aftosa no país. O documento pode ser utilizado em simulados da ocorrência de um foco para treinamento constante dos médicos veterinários. A descrição dos procedimentos faz com que o país esteja preparado e tenha uma resposta padronizada e mais eficiente no caso da reintrodução da doença no país, principalmente nessa fase de ampliação de novas zonas livres da febre aftosa sem vacinação.

Perfil do Produtor Rural Brasileiro

 

PERFIL do produtor rural brasileiro


Estimativas do Banco Mundial indicam que a economia brasileira encolherá 8% em 2020, mas há analistas locais estimando que esta queda será superior a 10%. Mesmo com a perspectiva do PIB brasileiro de 2020 sofrer o maior encolhimento da sua história, o IPEA projeta crescimento de 2,4% para o setor agropecuário do país. Estima-se que entre 24 e 25% do PIB brasileiro de 2020 será gerado pelo Agronegócio, um dos principais motores da economia nacional desde os primórdios da colonização do país, onde o produtor rural é um dos principais atores. 

Segundo o MAPA, de 1975 a 2015, a produção agropecuária brasileira cresceu ao ritmo médio anual de 3,58%. É muito significativo, razão pela qual muitos reconhecem que é através do campo que o Brasil respira, há décadas. Mas que setor é este! Segundo o Censo Agropecuário de 2017, o Brasil conta atualmente com 4,06 milhões de produtores rurais entre grandes, médios e, principalmente, pequenos produtores. Contudo, este contingente vem diminuindo: eram 4,86 milhões em janeiro de 2006, 800 mil a mais do que o contingente atual. 

O levantamento do IBGE indica que 71% dos jovens rurais não participam das atividades agrícolas da família e migraram para outras ocupações que consideram mais atrativas e adequadas ao seu perfil, principalmente as mulheres. Este dado deve, no mínimo, acender uma luz de alerta quando pensamos em sucessão familiar, uma vez que muitos desses jovens não estão mais dispostos a ficar no campo.

O Censo também indicou que mais de 80% das propriedades agrícolas são comandadas por homens, ressaltando que o número de mulheres à frente de propriedades rurais cresceu de 12,68%, em 2006, para 18,64%, em 2017. Isso evidencia o avanço no ingresso das mulheres em instituições de ensino superior e seu maior interesse no setor agropecuário. Se a diferença de comando relativamente ao sexo é significativa, não é assim com a cor da pele: 46% dos proprietários são brancos e 51% são pardos ou pretos e os restantes 3 % são asiáticos e indígenas. 

Um dos entraves para o desenvolvimento econômico mais robusto da população rural, é a baixa escolaridade. Segundo o Censo de 2017 do IBGE, cerca de 70% não têm o ensino fundamental completo e apenas 2% têm ensino superior. Embora lenta, a baixa escolaridade vem caindo. Caiu de 75% para 70% o porcentual de produtores rurais com o ensino fundamental incompleto, do final de 2015 para janeiro de 2018 e subiu de 12% para 13% os com fundamental completo, de 12% para 15% os com ensino médio completo e de 2,0% para 2,5% os com curso superior.

Além de estar diminuindo, a população rural está ficando mais velha. Apenas 6,7% dos rurícolas têm menos do que 25 anos, sugerindo que os jovens estão deixando a roça pela cidade ou por outras atividades em agroindústrias locais. O maior contingente de produtores rurais está com idades entre 40 e 45 anos (26,3%), seguidos pelos que têm entre 50 e 55 anos (20,5%), entre 25 e 35 anos (14,36%) e 11,22% com mais de 65 anos.

O desestímulo do produtor rural pelo trabalho no campo está relacionado à pouca renda que aufere, associado à vida nada fácil das atividades rurais, além do pouco lazer que desfruta no isolamento do campo. Segundo o Censo de 2017, 82,6% dos produtores rurais têm uma remuneração menor do que 2,0 salários mínimos mensais; 12% entre 2,0 e 5,0 salários e somente 5% conseguem obter renda superior a 5,0 salários mínimos mensais. 

O que sinaliza para avanços socioeconômicos na vida dos produtores rurais em geral, é o uso mais intensivo de tecnologia. O número de tratores cresceu 49,7%, a irrigação aumentou 52%, o uso de defensivos 20,4% e o número de celulares com acesso à internet aumentou de 17% para 61%, de 2013 a 2017: 44% de aumento em apenas 4 anos. Estes dados do IBGE evidenciam que o agricultor brasileiro está cada dia mais conectado e antenado às inovações.

A produção agrícola brasileira tem mostrado vitalidade e eficiência desde a década de 1970 e sinaliza que será mais robusta a cada nova temporada. E é necessário que assim seja, pois o Brasil é a grande promessa para ajudar o Planeta a produzir os alimentos necessários para alimentar os estimados 10 bilhões de habitantes de 2050. 

Segundo a FAO, a produção de alimentos precisa crescer 70% até essa data, apesar de estar previsto crescimento de apenas 30% para a população. A necessidade de crescimento maior da produção ante a população, deve-se à expectativa de aumento da renda per capita dos futuros cidadãos, que, com mais dinheiro no bolso se alimentarão mais e melhor.
 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Palma e melancia Forrageiras Resistentes a Seca

 

Prosa Rural - Palma e melancia forrageiras resistentes à seca


Esta semana, você tem um encontro marcado com o Prosa Rural para saber sobre palma forrageira e melancia forrageira resistentes à seca.
A palma e a melancia forrageira são bem resistentes à seca. A melancia forrageira tem uma particularidade relacionada à sua conservação: o fruto, após maduro e colhido, mantém suas qualidades nutricionais por mais de um ano.  Já a palma, mesmo amadurecida, pode ser deixada no campo, que não perde suas características forrageiras. As duas forrageiras têm em comum a capacidade de acumular água nos seus tecidos, podendo suprir parte da necessidade de consumo dos rebanhos nos períodos de estiagem. Participam do programa os pesquisadores da Embrapa Semiárido: Tadeu Voltolini e Gherman de Araújo. 
Para saber todos os detalhes sobre palma forrageira e melancia forrageira, é só ficar ligado. O Prosa Rural é o programa de rádio da Embrapa.

Rebanhos Produzindo Mais Leite com Menos Alimentos

 

Rebanhos produzindo mais leite com menos alimento são a nova fronteira da pesquisa agropecuária

As pesquisas sobre eficiência alimentar em bovinos de leite avançam no Brasil. Recentemente, a Embrapa Gado de Leite concluiu seus primeiros estudos com fêmeas da raça Girolando. Outro trabalho vem sendo desenvolvido com fêmeas da raça Gir Leiteiro em lactação. Essas são pesquisas pioneiras em bovinocultura de leite no país (há estudos recentes sobre eficiência alimentar em bovinos de corte). Para o produtor de leite, “eficiência alimentar” pode parecer confuso, mas o significado é simples e de grande interesse do setor: vacas comendo menos e produzindo mais. É possível? “Com toda certeza”, garante a pesquisadora da Embrapa, Mariana Magalhães Campos, coordenadora das pesquisas. “Na sociedade humana, há pessoas que comem menos do que outras e ganham mais peso; com as vacas é a mesma coisa. Algumas podem apresentar melhores resultados, em termos de produção, alimentando-se em menor quantidade ou igual às outras”, completa.

Os estudos possuem aspectos complexos, mas em linhas gerais, o que os pesquisadores fizeram, num primeiro momento, foi observar as características dos bovinos que apresentavam potencial para produzir mais, com menos alimento. A essas características observáveis, dá-se o nome de “fenótipo”. Em uma segunda etapa, os fenótipos serão associados aos genótipos, que são as características genéticas determinantes do fenótipo. As pesquisas com marcadores genéticos darão à ciência as condições necessárias para se obter vacas mais eficientes, possibilitando uma nutrição de precisão com animais selecionados.

Conforme explica a pesquisadora, “a identificação de fenótipos qualificados para eficiência alimentar de fêmeas leiteiras nas fases de cria, recria, pré-parto, lactação e período seco, permitirá a geração de uma base de dados consistente, possibilitando a identificação de características genéticas que poderão ser incluídas nos programas de melhoramento de bovinos de leite”. Em outras palavras, o produtor poderá encontrar, nas centrais de inseminação e produção de embriões o material genético (sêmen ou embrião) que lhe garanta um rebanho com a melhor relação consumo de alimentos/produção de leite. Isso já é possível com outras características, também genéticas, como resistência a endo e a ectoparasitas, problemas de cascos, conformação, produção de sólidos no leite, etc.

Resultados – Um dos primeiros resultados do projeto foi provar que as diferenças de eficiência alimentar podem ter início já na fase de aleitamento das bezerras. Segundo Mariana Campos, “foi possível, de forma pioneira, realizar essa avaliação para diferentes índices como consumo alimentar residual, ganho de peso residual e consumo e ganho residual”. O consumo foi dividido entre o esperado e o observado. Animais com consumo menor que o estimado são considerados mais eficientes comparados aos animais com consumo maior que o estimado. Essa característica foi denominada “consumo alimentar residual”.

Mariana explica que a digestibilidade de um alimento é medida pela diferença entre os nutrientes consumidos subtraídos daqueles que foram excretados nas fezes, ou seja, são os nutrientes de fato utilizados. Nos experimentos, ao avaliar as bezerras mais eficientes para consumo alimentar residual, os pesquisadores verificaram diferenças na digestibilidade de nutrientes, fazendo com que algumas vacas obtivessem maior digestibilidade da dieta. Também foram encontradas diferenças no metabolismo das proteínas, na fase de aleitamento.

Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores monitoraram 80 bezerras Gir e Girolando. Duas ferramentas de pesquisa utilizadas durante a avalição foram:

- Máscara facial – máscara facial acoplada ao animal para mensurar trocas gasosas (consumo de oxigênio e produção de metano e gás carbônico). A máscara foi utilizada por 20 a 30 minutos, três horas após a alimentação da manhã. Os animais foram avaliados por dois dias consecutivos. Essa ferramenta estimou a diferença de calor produzido por bezerras mais e menos eficientes. As bezerras mais eficientes produziram menos calor.

- Termografia infravermelha (TIV) – método não invasivo utilizado para indicar alterações biométricas térmicas no metabolismo animal, resultantes do aumento da temperatura corporal e alterações no fluxo sanguíneo em resposta a condições ambientais ou fisiológicas. A aplicação da TIV em ensaios de eficiência alimentar ė baseada na teoria de que animais mais eficientes tem menor requerimento de energia basal. Diferenças em temperatura superficial mensuradas por TIV parecem estar relacionadas com índices de eficiência alimentar.

Os estudos levaram seis anos para ser concluídos. Segundo a pesquisadora Fernanda Samarini os projetos contaram diretamente com 47 pessoas (15 pesquisadores, 15 bolsistas, sete mestrandos e 10 doutorandos). “A rede de parceiros continua aumentando”, diz Fernanda, que completa: “esse tipo de pesquisa envolve uma série de experimentos com animais e dá muito trabalho, mas na velocidade com que avançam as tecnologias em genética molecular, poderemos obter resultados práticos em poucos anos”.

Benefícios para o produtor e para o meio ambiente

“A seleção de animais com maior eficiência alimentar contribuirá para a sustentabilidade dos sistemas de produção” é o que garante Thierry Ribeiro Tomich, pesquisador da Embrapa Gado de Leite. Os bovinos são emissores de metano (CH4) na atmosfera, um dos gases com maior potencial de provocar as mudanças climáticas. “Uma produção mais eficiente diminui a emissão desse gás”, afirma o pesquisador.

Diferente dos animais monogástricos (que possuem apenas o estomago), a digestão dos ruminantes utiliza a fermentação, possibilitando o aproveitamento da celulose como alimento. Em contrapartida, há produção de CH4. “A nutrição de precisão visa também mitigar essas emissões, já que quanto mais eficiente na conversão do alimento e na produção de leite e carne for o bovino, haverá menos emissão de CH4 por produto gerado”, constata Tomich.

O pesquisador destaca ainda que, além da sustentabilidade ambiental, a otimização da nutrição animal pode influenciar de forma expressiva na viabilidade econômica do sistema de produção. Segundo dados da Embrapa, a alimentação representa o principal custo da atividade leiteira (entre 50% e 60%), reduzindo a margem de lucro dos pecuaristas. “Vacas que utilizam os alimentos de forma mais eficiente, consomem menos para atingir o mesmo nível de produção e, dessa forma, são mais lucrativos e produzem mais leite por área cultivada”, conclui.

Parceira com a Universidade de Nottingham, no Reino Unido

Os trabalhos realizados pela Embrapa Gado de Leite despertaram o interesse da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, que possui linha de pesquisa semelhante, estudando raças de clima temperado. A parceria com a Embrapa irá incorporar as raças de clima tropical. Foram assinados dois contratos de cooperação científica. A articulação entre as instituições foi coordenada pelo Labex Europa, que durante dois anos coordenou a preparação do acordo firmado no âmbito do Future Food - Beacon of Excellence, parte de um programa de investimento nas áreas de ciência das plantas e dos animais. Além da Embrapa Gado de Leite, outras unidades (Embrapa Arroz e Feijão e Embrapa Trigo) foram beneficiadas pelo projeto.

Segundo o coordenador do Labex Europa, Vinícius Guimarães, a negociação trouxe oportunidades para a pesquisa, mas demandou esforço na articulação, envolvendo dois coordenadores do Labex, o anterior e o atual. “Trabalhamos juntos no alinhamento às exigências contratuais até a liberação dos recursos no Brasil, por meio da Fundação Arthur Bernardes – Funarbe”, explica. “Apesar de todas as dificuldades, continuaremos em estreita relação com essa importante instituição”. Segundo Guimarães, o apoio financeiro internacional tem sido fundamental para as pesquisas neste momento de restrição orçamentária.

A assinatura dos contratos foi concluída em outubro. O primeiro deles tem como objetivo estabelecer as relações entre eficiência alimentar e emissões de metano de animais Girolando, do nascimento ao final da primeira lactação. Os pesquisadores também pretendem correlacionar a emissão de metano, os índices de eficiência alimentar e o desempenho animal ao sequenciamento genético do microbioma ruminal, além de identificar os biomarcadores para animais mais eficientes.

O segundo contrato prevê a avaliação da associação da eficiência alimentar e o status imunológico, o microbioma ruminal, vaginal e do leite de bovinos leiteiros da raça Holandesa (realizado no Reino Unido) e da raça Gir Leiteiro (realizado na Embrapa Gado de Leite). Prevê ainda comparar microbiomas e fenótipos de vacas Gir Leiteiro em condições climáticas tropicais e vacas holandesas em condições temperadas, identificando similaridades e diferenças entre as raças europeia e indiana. Como no primeiro projeto, espera-se identificar biomarcadores para animais mais eficientes. Os projetos têm a duração de dois anos.

Instituições parceiras

Além da Universidade de Nottingham, no Brasil as pesquisas contam com as seguintes instituições parceiras:

- Universidade Federal de Minas Gerais

- Universidade Federal de Viçosa

- Universidade Federal do Sudoeste da Bahia

- Universidade Federal de Juiz de Fora

- EPAMIG - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais

- Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

- Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro

- Fazenda Canoas

- Intergado

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

FETARN Debate Segurança Pública no Campo

 

FETARN debate segurança pública para o campo com Secretaria de Estado da Segurança








O presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte - FETARN, Manoel Cândido e demais diretores e assessores participaram de reunião na última terça-feira, 6, com o Secretário de Segurança Pública e da Defesa Social - SESED, Coronel Araújo, e o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar - SEDRAF, Alexandre de Lima.



Na reunião foram discutidos temas importantes para a classe dos trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares do Rio Grande do Norte, como: Ampliação para as escolas do campo do Programa Educacional de Resistência à Drogas e à Violência – PROED; ampliação do efetivo da segurança e garantia do patrulhamento sistemático na zona rural e o combate à desigualdade e violência contra as mulheres.

A reunião aconteceu na sede da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social - SESED, no centro administrativo do governo, em Natal-RN.

fonte do blog de fernando a verdade

Relatório Aponta Que não Houve Paralização de Frigoríficos em Setembro

 

Relatório do SIF aponta que não houve paralisação de frigoríficos em decorrência da Covid-19 em setembro

Foi registrado um aumento de 48% na emissão de certificados sanitários para produtos de origem animal, em comparação ao mesmo mês em 2019

O Serviço de Inspeção Federal (SIF) divulgou nesta quinta-feira (29) o sétimo relatório de atividades que vem acompanhando os impactos decorrentes da pandemia do coronavírus (Covid-19) nas atividades essenciais realizadas pelo serviço. Segundo o documento, em setembro não foi registrada nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados à ocorrência do vírus. 

“O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento mantém comunicação constante com as empresas e representantes do setor produtivo visando atualizar qualquer situação relacionada à possível transmissão do Covid-19 nas unidades industriais”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana. 

Assim como em agosto, no mês de setembro o SIF registrou aumento de 48% na emissão de certificados sanitários para produtos de origem animal, em comparação ao mesmo mês em 2019. A certificação sanitária assegura que os produtos e os sistemas de produção atendem a todos os requisitos acordados com os países para os quais o Brasil exporta seus produtos. 

Em relação à fiscalização de abatedouros, foram realizados em setembro 109 turnos adicionais de abate requisitados de forma emergencial pelos frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao SIF. “As medidas de gerenciamento e o comprometimento dos auditores fiscais federais agropecuários e equipes técnicas têm permitido atender de forma satisfatória e segura essas demandas por abates extras”, disse Viana. 

Ainda segundo o levantamento, as solicitações de Licenças de Importação (LI) de produtos de origem animal para avaliar se os produtos são provenientes de empresas e países que não contenham restrições sanitárias tiveram um aumento de 20% em comparação a agosto de 2020. O total de LIs analisadas foi de 6.677, com tempo médio de análise de três dias. Esse é maior número de LIs analisadas desde março. 

Atualmente, estão registrados no SIF 3.330 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados, além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal. 

Jornada Científica e o Futuro do Agronegócio

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Jornada científica mira o futuro do agronegócio

A programação da VI Jornada Científica da Embrapa Meio-Norte em 2020 coloca a ciência de olho no futuro pós-pandemia
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A programação da VI Jornada Científica da Embrapa Meio-Norte em 2020 coloca a ciência de olho no futuro do agronegócio brasileiro pós-pandemia do coronavírus. De 25 a 27 de novembro, o evento, que será 100% virtual, traz de volta a perspectiva de sucesso para produtores e futuros cientistas. Na abertura, às 9:30 horas do dia 25, o pesquisador Cleber Oliveira Soares mostrará os novos caminhos com a palestra Impactos da Covid-19 – Desafios e perspectivas para o Agro.

No dia 26, às 9 horas, será desenvolvida a primeira mesa redonda com o tema O Melhorista do Futuro. Três palestras equilibram a programação: Melhoramento genético animal: do Curraleiro-Pé-Duro ao Boi Tropical - Geraldo Magela Côrtes Carvalho (pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Melhoramento genético da soja no Brasil, uma história de sucesso! – Marcos Norio Matsumoto (Brasmax) e Melhoramento Genético de Macieira da Epagri: de Santa Catarina para o mundo - pesquisador Marcos Vinícius Kvitschal (pesquisador da EPAGRI). O pesquisador Paulo Fernando Vieira será o moderador.

Aumenta prazo para inscrições de trabalhos

Na sexta-feira 27, último dia da jornada científica, a partir das 8 horas, o tema da mesa redonda aponta diretamente para a qualificação dos técnicos no mercado: “O perfil profissional que a agricultura brasileira procura”. Duas palestras projetam o nível técnico desejado dos profissionais. Vejamos: Qual o perfil profissional que os pesquisadores devem ter? – com Bruno Brasil, chefe da Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa; e Qual o perfil profissional que as empresas buscam? - com Jannayna Tavares, da Secretaria de Desenvolvimento e Turismo da Prefeitura de Teresina (SEMDEC).

Logo depois, será apresentado a ação Protetores de Patinhas, de ONGs que cuidam de animais, encerrando o evento. Nos dois primeiros dias, sempre após as palestras, será feita a apresentação dos trabalhos de iniciação científica. E tem uma novidade: o prazo final para as inscrições de trabalhos foi estendido para o dia cinco de novembro. O recebimento do material para o concurso de fotografias está mantido até o dia 13 do próximo mês. Já as inscrições para o evento, com direito a receber certificado, ficarão abertas até o início da jornada, no endereço www.embrapa.br/meio-norte/jornada20.