sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Governo Prorroga Auxílio Emergencial

 

Governo edita MP que prorroga o Auxílio Emergencial até o final do ano; serão 4 parcelas de R$ 300

O governo federal editou Medida Provisória (MP) que prorroga o Auxílio Emergencial até o final deste ano. O valor da parcela do benefício foi reduzido de R$ 600 para R$ 300.

A MP foi publicada na edição da madrugada desta quinta-feira (3) do “Diário Oficial da União” (DOU). A MP nª 1.000 institui o auxílio emergencial residual em quatro parcelas de R$ 300 até 31 de dezembro.

Nota do Blog: O bom senso prevaleceu. Medida oportuna. Que venha definitivamente



Crescimento do Agro em Meio a Crise

 


 

O que significa o crescimento do PIB do agro em meio à crise?

Crescimento mostra resiliência do setor

Fabio de Salles Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), salienta que o crescimento de 1,2% da atividade no segundo trimestre, na comparação com igual período de 2019, e de 0,4% em relação aos três meses imediatamente anteriores evidenciou a capacidade de superação, resiliência e qualidade do setor. “O meio rural conseguiu manter sua expansão na gravíssima conjuntura da Covid-19, na qual as outras áreas apresentaram quedas significativas, conforme demonstraram os dados do PIB brasileiro divulgados pelo IBGE”.

De acordo com as informações divulgadas pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), as contribuições positivas da agropecuária referem-se às culturas de soja (5,9%), arroz (7,3%) e café (18,2%). “Cabe salientar que as exportações em geral do nosso setor também foram fundamentais. Enquanto as vendas externas totais do País caíram 7,4%, as do agronegócio subiram quase 10%. Destaque para carne bovina, cuja comercialização ao exterior aumentaram 25,7% no primeiro semestre, quando a agropecuária também teve desempenho positivo no comércio externo, de 1,6% em relação ao mesmo período de 2019.

“São Paulo tem papel decisivo nos resultados do PIB do agronegócio brasileiro, pois é produtor importante de café, arroz, amendoim, cana-de-açúcar, milho, frutas, soja, legumes e verduras. A agropecuária paulista também está avançada, principalmente nas regiões de Andradina, Araçatuba, Barretos São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Quanto ao gado leiteiro, as principais regiões produtoras são o Vale do Paraíba, Campinas, Araraquara, São Carlos, Rio Claro, Mococa, Franca e Porto Ferreira.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Bezerros Trigêmios

Um fato raro na reprodução de bovinos: o nascimento de bezerros trigêmeos

 

O nascimento de trigêmeos no rebanho de Nelore do centro de pesquisa da Embrapa, acontece pela primeira vez. Os três já foram batizados: Chocolate, Baunilha e Nevasca nasceram há duas semanas. São os filhotes, dois machos e uma fêmea, que nasceram de uma mesma vaca da raça Brasil Genética Nelore (BRGN) do rebanho de corte da Embrapa Cerrados (DF).

O parto foi normal e sem nenhuma ajuda. A vaca BRGN 1508 deu à luz a três bezerros, que nasceram respirando bem, saudáveis e fortes, com diferença de cerca de duas horas entre o primeiro e o último filhote.

O nascimento de trigêmeos é algo raro, principalmente em rebanhos de corte. Segundo Luiz Osvaldo Rezende, veterinário da Embrapa Cerrados, partos gemelares com sucesso, com mãe e filhotes saudáveis, representam menos de 0,5% do total.

Os trigêmeos causaram surpresa à equipe responsável pelo rebanho. “Em 20 anos de profissão, é a primeira vez que eu vejo o nascimento de trigêmeos. Eles nasceram muito saudáveis, quase com o peso de um bezerro de gestação única, com cerca de 22 quilos cada um”, afirma Rezende, que tem feito o acompanhamento dos filhotes.

Os trigêmeos estão sendo amamentados pela mãe, em revezamento, e também com o auxílio de mamadeira, já que a vaca não tem leite suficiente para três filhotes. Mas um deles já foi praticamente adotado por outro animal do rebanho e também está sendo amamentado por ela.

O veterinário explica que é muito raro nascerem gêmeos, principalmente com monta natural, já que a vaca não libera muitos ovócitos (células reprodutivas), diferente das ovelhas, onde essa situação é bastante comum. Já quando ocorre a inseminação artificial, como no caso das cerca de 300 vacas do rebanho BRGN, raça desenvolvida pela Embrapa Cerrados, eventualmente pode ocorre a gestação de mais de um embrião. O método utilizado é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), com utilização de protocolos hormonais e uso de sêmen testado.

Rezende acredita que a gestação gemelar pode ter ocorrido devido o tratamento hormonal usado no rebanho. No entanto, explica que em caso de gêmeos e também de trigêmeos ocorre a troca de sangue e anticorpos entre os fetos dentro da placenta, o que causa uma patologia genética nos bezerros, que faz com que 90% das fêmeas nasçam inférteis. “No caso dos machos, a infertilidade não é certa. Vamos avaliar os bezerros quando chegarem à idade reprodutiva”, informa.

 

CCIR

CCIR 2020 já está disponível para emissão e pagamento

 

O Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) referente ao exercício de 2020 já está disponível para consulta e emissão. O documento comprova a regularidade das propriedades e posses rurais junto ao Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) – base de dados do governo federal gerenciada pelo Incra na qual constam informações sobre os cerca de 6,56 milhões de imóveis rurais brasileiros.

A validade do documento está condicionada ao pagamento da Taxa de Serviço Cadastral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), a ser impressa juntamente com o CCIR. O valor depende do tamanho da área e deverá ser quitado até o próximo dia 15 de setembro, na rede de atendimento do Banco do Brasil.

Em caso de atraso, o próprio sistema gera uma nova GRU, com os devidos acréscimos. O mesmo vale para dívidas de exercícios anteriores.

A emissão do CCIR pode ser feita a partir de banner indicativo no site do Incra, diretamente no endereço https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao e ainda por meio da Sala da Cidadania Digital. Outro recurso é fazer o download, em dispositivos móveis – como smartphones e tablets – do aplicativo “SNCR-Mobile”, disponibilizado no Google Play e na App Store.

Quem não puder utilizar meios eletrônicos, tem a opção de emitir o certificado nas Salas da Cidadania das superintendências regionais do Incra, unidades avançadas da autarquia ou em uma Unidade Municipal de Cadastramento (UMC), instalada nos municípios mediante assinatura de acordo de cooperação técnica entre as prefeituras e o instituto.

A emissão do CCIR só ocorre quando os dados do imóvel estão devidamente atualizados no Sistema Nacional de Cadastro Rural. “Caso haja alguma diferença entre as informações prestadas e as que estão no SNCR, o sistema indica a inconsistência e impede a impressão”, explica o diretor Humberto Maciel. Somente após as correções necessárias será possível emitir o certificado e a Guia de Recolhimento da União.

Titularidade, dimensão da área, localização, tipo de exploração realizada e classificação fundiária estão expressos no documento. A alteração em qualquer desses itens exige comunicação ao Incra, a ser procedida pelos proprietários por meio da Declaração para Cadastro Rural.

O certificado assegura que o imóvel está cadastrado no Incra, mas não constitui direito de domínio ou posse. O CCIR relativo ao exercício de 2020 substitui o do ano anterior. Caso seja necessário imprimir segunda via do documento, não é necessário pagar novamente a Taxa de Serviço Cadastral.

Importância

A apresentação do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural é imprescindível para desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou prometer em venda o imóvel rural, além de homologar a partilha amigável ou judicial (sucessão causa mortis). Também é obrigatório quando o produtor solicitar crédito agrícola em bancos e instituições financeiras.

A emissão anual do CCIR passou a ocorrer somente em 2017. Antes, era expedido a cada dois ou mais exercícios. Os custos elevados para emitir o documento foram absorvidos pelo constante aprimoramento de soluções tecnológicas pelo Incra, que viabilizam um melhor conhecimento da malha fundiária do país.

Mais informações podem ser obtidas junto à Coordenação-Geral de Cadastro Rural, pelos telefones (61) 3411-7370, (61) 3411-7380 e (61)3411-7378.

 

Sorgo Forrageiro

 

Aberta consulta pública sobre sementes de espécies forrageiras de clima tropical

Interessados podem participar até o dia 1º de novembro

 

Sorgo forrageiro 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, coloca em consulta pública a proposta de Instrução Normativa que estabelece normas e padrões específicos para produção e comercialização de sementes de espécies forrageiras de clima tropical.

O objetivo é garantir a identidade e qualidade das sementes de espécies forrageiras em todo o território nacional, cultivares fundamentais à formação de boas pastagens e nos ganhos de produtividade do rebanho. A consulta tem prazo de 60 dias.

Pela proposta, serão revogadas as Instruções Normativas Mapa nº 30, de 21 de maio de 2008; nº 30, de 26 de outubro de 2010; nº 30, de 9 de junho de 2011; n° 59, de 19 de dezembro de 2011 e nº 25, de 5 de setembro de 2012.

“A revisão da Instrução Normativa Mapa nº 30/2008, tem sido trabalhada desde 2012. Nesse período, a proposta de uma nova normativa sobre o tema já havia sido submetida à consulta pública em 2013. Entretanto, inúmeras foram as discussões sobre a alteração de alguns parâmetros de qualidade dessas sementes, em especial no tocante ao percentual de pureza e de germinação mínimas. Por esse motivo, considerou-se oportuno submeter a proposta à nova consulta pública, a qual possibilitará o envio de sugestões até 1º de novembro de 2020”, explica a coordenadora-geral de Sementes e Mudas, Virgínia Carpi.

O texto proposto pode ser acessado pelo link https://www.gov.br/agricultura/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/consultas-publicas.

As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do seguinte link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. 

Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá fazer cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

Queijo Caprino

 
ARTESANAL

Iniciativa busca fortalecer queijo caprino

A iniciativa integra as ações do AgroNordeste, na Paraíba e no Ceará

O Ministério da Agricultura irá implantar, em parceria com outras entidades, um novo projeto voltado para a estruturação das cadeias produtivas artesanais do queijo caprino e do queijo coalho nos Territórios do Cariri, na Paraíba, e do Vale de Jaguaribe, no Ceará. 

Chamado de “Roteiro do Queijo Artesanal – Paraíba e Ceará”, a iniciativa busca valorizar o potencial e a diversidade local, retomando a tradicional produção de queijos artesanais de cabra e coalho na região, com foco em renda para pequenos e médios agricultores.

O roteiro terá sete etapas. Primeiro será mapeada a produção através de um questionário que deve avaliar os tipos de produção, manejos do rebanho e comercialização de produtos. Depois outra pesquisa irá avaliar a valorização do potencial regional por meio da gastronomia. Na terceira etapa a meta é estruturar a cadeia produtiva de queijos focada em boas práticas, para adequação ao Selo Arte e desenvolver um aplicativo para promoção das cadeias curtas de comercialização dos roteiros. A ideia é elaborar uma única marca, coletiva, junto com cursos de qualificação e troca de experiências.

Os recursos previstos para a implantação do projeto totalizam R$ 1 milhão. A iniciativa poderá, posteriormente, ser ampliada para outras regiões do país.

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

PIB da Agropecuária

 

PIB da agropecuária registra alta de 0,4% no segundo trimestre do ano

Segundo o IBGE, a alta se deve ao desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no segundo trimestre e pela produtividade

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária apresentou variação positiva de 0,4% no segundo trimestre de 2020, em relação ao primeiro trimestre do ano. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária foi o único setor entre os principais setores da economia que apresentou crescimento no segundo trimestre.

Na comparação com o segundo trimestre de 2019, a agropecuária cresceu 1,2%. Segundo o IBGE, o índice pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no segundo trimestre e pela produtividade. As contribuições positivas vieram das culturas de soja (5,9%), arroz (7,3%) e café (18,2%). Já as culturas de feijão (-4%), milho (-0,8%) e mandioca (-0,3%) tiveram contribuições negativas.

No primeiro semestre de 2020, a agropecuária teve desempenho positivo de 1,6% em relação a igual período de 2019.

PIB

Segundo o IBGE, o PIB do Brasil caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020 (comparado ao primeiro trimestre de 2020), na série com ajuste sazonal. Em relação a igual período de 2019, o PIB caiu 11,4%.  

Entre os segmentos, a maior queda no segundo trimestre foi na Indústria (-12,3%), seguida por Serviços (-9,7%).

Em valores correntes, o PIB totalizou no segundo trimestre R$ 1,653 trilhão, sendo que a agropecuária somou R$ 125,417 bilhões, a indústria R$ 287,544 bilhões e os serviços R$ 1,064 trilhão.

Produção de Caprinos e Ovinos

Tecnologias para a produção sustentável de caprinos e ovinos devem chegar a quase 5 mil produtores do Semiárido

Aumentar a sustentabilidade da produção de caprinos e ovinos no Semiárido brasileiro e agregar valor aos produtos cárneos, lácteos e seus derivados. Com esses objetivos, a Embrapa Caprinos e Ovinos tem promovido o curso “Atualização tecnológica em caprinocultura e ovinocultura” para técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) que atuam na região.  A segunda turma, cujas aulas se iniciaram no  dia 24 de agosto, é formada por 124 profissionais de assistência técnica e extensão rural dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Piauí. A ação é uma das contribuições da Embrapa Caprinos e Ovinos no âmbito do Programa Agronordeste, coordenado pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação (SDI) do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, e que conta com parceria do Senar na assistência técnica.

O curso tem 66 horas/aula e a programação contempla os principais pilares das atividades de caprinocultura e ovinocultura abrangendo temas como gestão da propriedade, manejo sanitário, segurança alimentar, manejo reprodutivo, melhoramento genético e agregação de valor aos produtos. As aulas são online, ministradas por pesquisadores e analistas da Embrapa e de instituições parceiras. Ao final de cada um dos cinco módulos, acontece um encontro virtual para interação entre os instrutores e os participantes. O conteúdo foi elaborado por 29 pesquisadores e analistas técnicos da Embrapa e contou com a colaboração de três profissionais das instituições parceiras, a Universidade Federal do Ceará, o Instituto Federal do Piauí e a Fapesq/CNPq. Ao final serão capacitados 165 técnicos do SENAR, que assistirão a 4.950 produtores em todo o Nordeste.

 

Avaliação da primeira turma

Noventa e cinco por cento dos 41 participantes da primeira turma, cujas aulas se encerraram dia 7 de agosto, avaliaram o curso de forma positiva. A linguagem dos materiais didáticos foi considerada de fácil compreensão e os exemplos utilizados foram relevantes para o aprendizado na opinião de 96% dos alunos. O mesmo percentual afirmou se sentir capaz de compartilhar com outras pessoas os conhecimentos adquiridos no curso.  

A técnica Andréa Souza da Silva, que participou da primeira turma, endossou esta avaliação. “O curso foi de grande proveito para nossa vida profissional e atuação em campo, com assuntos atualizados e enquadrados na realidade do produtor de caprinos e ovinos do Cariri Paraibano”, afirmou.

Na avaliação de  Marco Bomfim, chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, é importante destacar não somente a aproximação entre a pesquisa e extensão rural, mas também o compromisso das instituições com a excelência. “A avaliação dos treinandos, que são técnicos de uma instituição com a qualidade do Senar, nos deixa confiantes de que estamos no caminho certo para apoiar o programa na promoção da inovação no Semiárido”.

 

Bioma Caatinga

Plataforma reunirá tecnologias contra a desertificação no bioma Caatinga

Francisco Eden Paiva Fernandes - A região mais sujeita à desertificação no Brasil, o semiárido nordestino, abriga 27 milhões de pessoas

A região mais sujeita à desertificação no Brasil, o semiárido nordestino, abriga 27 milhões de pessoas

De cultivares a metodologias para diagnóstico do solo, foram identificadas, no portfólio da Embrapa, mais de 200 tecnologias que podem contribuir para prevenir os processos de desertificação na Caatinga ou mitigar seus efeitos. O levantamento inicial foi feito pela Embrapa Territorial (Campinas, SP) e, agora, passa pela validação das unidades responsáveis por cada solução. A previsão é que elas sejam organizadas em plataforma online baseada em inteligência territorial, juntamente com outros dados, para apoiar o Ministério do Meio Ambiente (MMA) na definição de ações de combate à desertificação e degradação da terra no bioma. 

A seleção das tecnologias foi baseada no método utilizado pela Embrapa Territorial na construção do GeoMatopiba, que apresenta as soluções da Empresa para a região de expansão agrícola de forma espacializada. A equipe buscou tanto os produtos, processos e serviços voltados diretamente ao problema da desertificação quanto os que o minimizam de forma indireta. A substituição de uma cultivar por outra mais adaptada à região pode contribuir para ganhos de produtividade e melhor manejo do solo, reduzindo a erosão, exemplificou o analista André Farias, do centro de pesquisa de Campinas.

A analista Daniela Maciel, da área de Transferência de Tecnologias da Embrapa Territorial, detalhou os critérios adotados na seleção. A seleção das tecnologias foi realizada a partir de levantamentos estruturados na base de dados do Sistema de Gestão de Ativos Tecnológicos da Embrapa, o Gestec, responsável por reunir os cadastros de todas as soluções tecnológicas desenvolvidas pela Empresa. Também serviram de base as edições do Semiárido Show, evento organizado a cada dois anos pela Embrapa Semiárido, em que são expostas tecnologias adaptadas ao contexto regional da Caatinga.

Desertificação é conceito amplo

O conceito de desertificação, com o qual a equipe do projeto trabalha, compreende a redução da capacidade de produção de uma área, não apenas do ponto de vista da agropecuária, mas também de manutenção da vegetação nativa e da biodiversidade. Considera, para tanto, as caraterísticas naturais, os efeitos climáticos, mas também as atividades humanas.”Explicar a desertificação apenas pelas características climáticas não é suficiente, assim como não é suficiente explicar apenas pelas atividades humanas. Na verdade, se explica pela integração entre clima e atividade humana, entre o antrópico e o natural”, explicou Farias, da Embrapa Territorial.

Região mais sujeita à desertificação no Brasil, o semiárido nordestino abriga 27 milhões de pessoas.  “Esse é um desafio que temos como País: nós temos uma área com uma complexidade natural muito importante que, ao mesmo tempo, concentra milhões de pessoas, com uma dinâmica social e econômica muito consolidada”, analisa Farias.

O resultado final do projeto, com relatórios e a plataforma online, deve ser entregue ao MMA até o final deste ano.

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Bolsa Família

 

Sem Renda Brasil, Orçamento eleva em 18% verba do Bolsa Família

 

A proposta do Orçamento de 2021, enviada hoje (31) ao Congresso, não terá recursos para o programa Renda Brasil, novo programa de transferência de renda em estudo pelo governo, mas elevará em 18,22% a dotação para o Bolsa Família. Segundo o texto, a verba para o Bolsa Família passará de R$ 29,485 bilhões em 2020 para R$ 34,858 em 2021.

De acordo com o secretário de Orçamento Federal, George Soares, o aumento deve-se à expectativa da adesão de famílias ao programa social depois da pandemia do novo coronavírus. A equipe econômica estima que, no próximo ano, 15,2 milhões de famílias se enquadrarão nos critérios para receber o benefício, contra 13,2 milhões em 2020.

Segundo o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, o Renda Brasil continua a ser discutido dentro do governo e será anunciado “no momento certo”. O futuro programa, que pretende pagar benefícios a parte dos trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial, poderá ser incluído no Orçamento de 2021 por meio de uma emenda no Congresso.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro tinha anunciado que a criação do Renda Brasil estava suspensa porque não aceitaria eliminar, em troca, o abono salarial, espécie de 14º salário pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. Nas últimas semanas, a equipe econômica e o Palácio do Planalto têm discutido a fonte de recursos para financiar o novo programa social.

Educação

O Orçamento do próximo ano manterá os gastos do Ministério da Educação superiores aos do Ministério da Defesa. Pelo texto enviado ao Congresso, a Educação terá verba total de R$ 144,538 bilhões, contra dotação de R$ 116,127 bilhões para a Defesa. Nos dois casos, os valores cresceram em relação a 2020.

O orçamento do Ministério da Educação aumentou R$ 1,702 bilhão. A verba da Defesa foi elevada em R$ 1,178 bilhão. Ao considerar apenas as despesas discricionárias (não obrigatórias), importantes para a manutenção de serviços públicos, a Defesa ganhou mais. A dotação aumentou R$ 928 milhões na pasta e a da Educação subiu R$ 276 milhões.

Agência Brasil

Nota do Blog: Fica provado que o Bolsa Família tirou muitas famílias da pobreza extrema. Vamos torcer para que o governo mantenha o programa, com sucessivas melhoras.

Benefícios Negados - INSS

 

Aumento do número de benefícios negados pelo INSS






A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Federações e Sindicatos, e outras organizações realizam de 31 de agosto a 04 de setembro, Semana de Mobilização para chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade sobre o “Aumento do número de benefícios negados pelo INSS”

A Semana de mobilização foi convocada pelo Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) devido a preocupação com o crescente número de processos de benefícios indeferidos pelo INSS, especialmente do benefício auxílio-doença.

Uma situação que se torna ainda mais alarmante, pois os(as) segurados(as) especiais historicamente já enfrentam inúmeras dificuldades quanto aos serviços prestados pelo INSS, que se acentuaram ainda mais nesse período de pandemia provocada pela Covid-19, que já infectou mais de 3.717.156 e matou mais 117.665 brasileiros(as).

Ainda em abril, devido a crise sanitária que o mundo e o Brasil atravessam, foi publicada a Portaria nº 9.381/2020, disciplinando a antecipação do pagamento do auxílio doença no valor de um salário mínimo mensal até que o(a) segurado(a) pudesse realizar a perícia médica. Porém, poucos beneficiários(as) rurais conseguiram obter essa antecipação. O indicativo preocupante é a possibilidade de que o auxílio-doença requerido pelos segurados(as) especiais esteja sendo indeferido automaticamente sem uma análise adequada dos documentos anexados ao processo para fins de comprovação do exercício da atividade rural.

A fila única de processos e a forma como os servidores do INSS vem fazendo a análise de direitos também preocupa devido o alto índice de indeferimento, não apenas do auxílio-doença, mas também de outros benefícios, a exemplo da aposentadoria rural. Como pode ser conferido no Levantamento feito pela Secretaria de Políticas Sociais da CONTAG sobre o aumento no número de benefícios negados pelo INSS. Veja AQUI

Diante da difícil situação, os Sindicatos vêm desempenhando um papel fundamental na orientação e no suporte aos segurados(as) rurais quanto aos seus direitos previdenciários. Porém, enfrentam enorme dificuldade no acesso aos canais remotos do INSS Digital e Meu INSS devido ao fato dessas plataformas estarem em constante manutenção e/ou fora do AR, além da dificuldade de recuperação de senha para acessar tais canais.

Outro ponto que preocupa a CONTAG, Federações e Sindicatos, e outras organizações, é o pouco orçamento disponibilizado ao INSS, o que está comprometendo o atendimento e a manutenção nas agências do interior, que atendem justamente os segurados(as) rurais.

Vale ressaltar que a CONTAG tem socializado com o INSS toda essa problemática, mas até o momento a situação não foi resolvida.

“Convidamos todas e todos para estarem conosco na Semana de Mobilização para chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade sobre o 'Aumento do número de benefícios negados pelo INSS', pois entendemos que a Previdência é uma política determinante para o desenvolvimento socioeconômico das famílias rurais e para a manutenção do processo produtivo de alimentos básicos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros. Se não fosse a previdência social, o êxodo rural seria muito mais intenso no Brasil. Assim o Movimento Sindical luta pela defesa da previdência rural”, convida a secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues.


FONTE: Comunicação CONTAG

Limão Irrigado

 

HISTÓRIA DE SUCESSO

Como produzir 80 mil pés de limão com irrigação inteligente?

Na lavoura não falta água, o sistema gota a gota economiza o recurso e garante a nutrição adequada para as plantas

Nesta semana, a Netafim contou a história da família Cremasco, que é exemplo de que a união familiar é a chave para vencer qualquer obstáculo na vida. Os valores são passados de geração em geração, este é o ponto crucial para a felicidade. Ivani Cremasco, é produtor rural desde 1986, mas o que chama atenção nesses 34 anos de profissão é a rapidez que conseguiu alavancar seu negócio. Produzindo limão e tomate em Mogi Guaçu, no estado de São Paulo, Cremasco conquistou produtividade do citrus logo em suas primeiras safras.

De acordo com os dados divulgados pela imprensa, a produtividade alcançada em 80 mil pés de limão só foi possível utilizando o sistema de irrigação inteligente. A técnica israelense consiste em levar água e nutrientes diretamente até a raiz das plantas, por meio de tubos gotejadores.

Na lavoura não falta água, o sistema gota a gota economiza o recurso e garante a nutrição adequada para as plantas. Segundo Cremasco, após adoção de irrigação inteligente, as plantas consomem menos de toda a água disponível na fazenda, gerando assim alta produtividade e rentabilidade. O produtor que começou com uma fazenda pequena, de apenas 27 ha, hoje conta com uma fazenda que equivale ao tamanho de 7 delas. Todas as propriedades possuem 100% de área irrigada através do gotejamento da Netafim. A irrigação inteligente chegou à lavoura e logo após o primeiro plantio, o produtor já conseguiu retornar mais da metade do investimento. 

E mesmo com os bons resultados já alcançados, Cremasco tem esperança de alcançar ganhos ainda maiores. "Acredito que a tecnologia tenha potencial para muito mais. Nosso segredo é a família unida. A nossa maior alegria é ver os filhos juntos e todos bem encaminhados aqui, Deus está presente", finaliza.